Mapeamento das representações sociais da velhice no espaço digital

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Comunicação "Mapeamento das representações sociais da velhice no espaço digital" apresentada no SEMIME 2013 - Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. 1 e 2 de fevereiro de …

Comunicação "Mapeamento das representações sociais da velhice no espaço digital" apresentada no SEMIME 2013 - Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa. 1 e 2 de fevereiro de 2013
Fernanda Daniel (ISMT e CEPESE)
Inês Amaral (ISMT e CECS)
Rosa Monteiro (ISMT e CES)

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  • 1. Mapeamento das representações da velhice no espaço digital Inês Amaral – ISMT/ CECS (Universidade do Minho) Fernanda Daniel – ISMT / CEPESERosa Monteiro – ISMT/ CES (Universidade de Coimbra)
  • 2. Contexto Os discursos políticos sobre o envelhecimento ativo combatem as representações e idadismo negativo . O novo paradigma do “envelhecimento ativo ” propõe uma requalificação da velhice, promovendo conceções positivas, e um prolongamento da participação social e económica dos idosos, contra a persistência de estereotipia que associa esta fase da vida a inutilidade, doença e dependência. A importância do mundo digital na interação e na construção das identidades sociais: a necessidade de compreender como é representada a “velhice” nas narrativas digitais ; e se este meio se pode constituir, pela sua distribuição desagregada, como uma ferramenta de reconstrução de significados e de veiculação de representações menos convencionais de velhice e envelhecimento.
  • 3. A semântica e a metamorfoseda cultura digital As redes sociais na Internet decorrem da apropriação das ferramentas técnicas, transformando-as em vias de circulação de conteúdo e conversação baseadas em diferentes representações sociais do mundo. Há padrões de conectividade na e em rede que metamorfosearam a cultura digital. Os conceitos de user-generated content e user-generated media possibilitam maximizar a noção de participação na Internet . A semântica é essencial para a compreensão do desenvolvimento de novas práticas e, consequentemente, relações baseadas em streamings de conteúdos, desenhados por apropriações de representações sociais.
  • 4. Ponto de Partida A Internet consubstancia um mundo de interações sociais mediadas, onde a comunicação é recontextualizada várias vezes pela distribuição de forma desagregada. As práticas dentro das novas ferramentas sociais demonstram comportamentos individuais com base em e na rede. E os comportamentos, atitudes e valores são apresentados em permanente mutação. As novas plataformas de Comunicação Mediada por Computador e social media são utilizadas para criar laços e capital a partir de representações sociais descontextualizadas .
  • 5. Estudo Exploratório Que representações de velhice e de idosos são prevalecentes no mundo digital?
  • 6. Proposta Mapear símbolos e representações sociais da “velhice” no ciberespaço, através da análise de imagens semanticamente indexadas no serviço de partilha de imagens Instagram . A partir de um conjunto de descritores sobre a temática, foi registado o processo de narração coletiva sobre a “velhice” no streaming público do Instagram a partir da indexação semântica das imagens.
  • 7. Metodologia A metodologia combina a análise quantitativa com uma pesquisa descritiva e documental das classificações semânticas das imagens recolhidas e das interações geradas com vista a mapear um processo de narração coletiva .
  • 8. Objetivos Aferir se a apropriação de ferramentas de social media, analisada através imagens publicadas na referida plataforma com recurso a técnicas de indexação semântica, potencia uma réplica das representações sociais da “velhice” presentes nos discursos offline ou se se verifica uma (re)construção social partilhada em narrativas de redes de conteúdos desagregadas. Urgência de compreender como o discurso digital pode metamoforsear o campo representacional da “velhice”, concorrendo para a criação de novas identidades e relações sociais potenciadoras de mudança na perspectiva das sociedades contemporâneas sobre o envelhecimento.
  • 9. Amostra Indexação semântica de imagens publicadas na plataforma Instragram Descritores: #eldery e #oldpeople N = 40
  • 10. Resultados Preliminares:Representações Sociais de Idososno InstagramGénero #eldery #oldpeopl eHomens 60% 80%Mulheres 50% 55%Casais 10% 35%
  • 11. Resultados Preliminares:Representações Sociais de Idososno InstagramPersonagens a #eldery #oldpeoplacompanhar eCrianças 10% 10%Jovens 5% 10%Adultos 5% 0%
  • 12. Resultados Preliminares:Representações Sociais de Idososno InstagramSituações #eldery #oldpeopl eRetrato 30% 20%Quotidiano 15% 20%Família 15% 20%Trabalho 0% 0%Doença 25% 10%Lazer 10% 15%Envelhecimento Ativo 5% 15%Paródia 5% 10%
  • 13. Resultados Preliminares:Representações Sociais de Idososno InstagramCaracterísticas #eldery #oldpeopl eImagens a cor 90% 85%Imagens a preto e branco 10% 15%Imagens com filtros 75% 50%Imagens com tipografia 5% 15%
  • 14. Notas Numa época em que a noção de “envelhecimento” está em mutação, com profundos impactos sociais e individuais, e o discurso digital é uma realidade sociocomunicacional premente na mudança social. As imagens e representações acerca da “velhice” são construções sociais em permanente processo de mudança, relacionadas com contextos socioeconómicos e políticos e que as narrativas digitais têm a mesma influência na auto e héterocategorização dos idosos que os discursos offline.
  • 15. Trabalhos Futuros As representações sociais da “velhice” no discurso digital são plasmadas por uma construção social partilhada emanada das narrativas offline e dos descritores representacionais “normativos”? As representações sociais partilhadas, no cenário digital, estabelecem padrões dominantes de conectividade e estruturação de redes sociais em diferentes contextos?; Qual a contribuição do ciberespaço, enquanto universo de comunicação global, como um espaço de reconfiguração das representações de velhice e envelhecimento e potenciador de mudança social?
  • 16. Mapeamento das representações da velhice no espaço digital Inês Amaral – ISMT/ CECS (Universidade do Minho) Fernanda Daniel – ISMT / CEPESERosa Monteiro – ISMT/ CES (Universidade de Coimbra)