Ambientes sociais em rede

1,337
-1

Published on

Comunicação apresentada no X Congresso Luso-Afro-Brasileiro, a 05.Fevereiro.2009

Autoria:
Inês Albuquerque Amaral (Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - UMinho / Instituto Superior Miguel Torga)
Helena Sousa (Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - UMinho)

Published in: Education
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
1,337
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
5
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Ambientes sociais em rede

  1. 1. Inês Albuquerque Amaral ( [email_address] ) Helena Sousa ( [email_address] )
  2. 2. <ul><li>As redes sociais na Web constróem uma realidade social própria? </li></ul><ul><li>As práticas desenvolvidas pelos actores no contexto da rede são acções sociais ou individuais? </li></ul>
  3. 3. <ul><li>1º momento : discussão do temas das redes sociais, mapeando conceitos como paradigmas comunicativos, contexto dos social media, reinvenção do conceito de comunidade e noção de rede social na Internet. </li></ul><ul><li>2º momento : trabalho empírico de caracterização da sociabilidade em sites de social networking – análise da dimensão social de duas micro-redes. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Fenómeno que se traduz numa nova forma de cultura e que implica uma (re)configuração do espaço social e novas formas de sociabilidade. </li></ul><ul><li>A metamorfose do conceito de território: a desterritorialização da sociedade – o virtual enquanto metáfora de presença. </li></ul><ul><li>Mudança de paradigma sócio-comunicacional (a individualização/personalização da comunicação e o colectivo como elemento formador social) </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Objecto de estudo : a dimensão social de duas micro-redes (redes temáticas que fazem parte de uma escala macro, conceito que definimos com base na plataforma tecnológica). </li></ul><ul><li>Perspectiva : a interacção social traduz uma manifestação de carácter comunicativo como reflexo social (Beavin e Jackson, 2000). </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Fórum português do Bookcrossing </li></ul><ul><li>(comunidade portuguesa – 10466 membros – Novembro.2008) </li></ul><ul><li>Grupo Superzíper no Flickr </li></ul><ul><li>(comunidade – 1251 membros – Novembro.2008) </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Identificação, tipificação e avaliação das interacções sociais através da comunicação mediada por computador estabelecida em contexto dos fóruns de discussão. </li></ul><ul><li>Análise semântica de mensagens com vista a compreender o significado das mensagens, interacções sociais e o seu conteúdo. – implementação de uma grelha de análise </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Análise de: </li></ul><ul><li>Relações de cooperação : processo de interacção/diálogo que evidencie colaboração entre membros da rede; </li></ul><ul><li>Relações de conflito : processo de interacção/diálogo que evidencie diferenças/choque de ideias entre membros da rede; </li></ul><ul><li>Mensagens off-topic direccionadas a acções sociais : criação de mensagens fora do contexto da temática geral do espaço e do tópico para discutir assuntos que promovam acções sociais; </li></ul><ul><li>Mensagens off-topic direccionadas a acções individuais : criação de mensagens fora do contexto da temática geral do espaço e do tópico para discutir assuntos que promovam acções individuais; </li></ul><ul><li>Sentimento de pertença ao grupo : referência ao grupo como território simbólico; </li></ul><ul><li>Reconhecimento de reputação social própria : referência a status social do próprio utilizador; </li></ul><ul><li>Reconhecimento de reputação social do outro : referência a status social de outros utilizadores. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Seleccção aleatória de cinco tópicos e respectivas respostas em cada fórum. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>A maioria dos tópicos e respectivas mensagens evidencia relações de cooperação entre os membros. Este facto pode estar directamente relacionado com a ferramenta que interliga os utilizadores; </li></ul><ul><li>Só um tópico sugere relações de conflito. Verifica-se que os utilizadores evitam discordar das ideias dos outros membros; </li></ul><ul><li>Não se verificam mensagens off-topic que se direccionem a acções sociais ou individuais fora do contexto dos fóruns; </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Incidência de 50% de pertença ao grupo como território simbólico. Evidência suportada por outros aspectos: respeito pela temática, referências a off-topic, utilização de vocabulário direccionado à temática e a abordagem directa de outros membros da rede; </li></ul><ul><li>Ausência de reconhecimento do próprio status social e do outro na maioria dos tópicos , possivelmente porque as temáticas não propiciam a construção de reputação online. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Existem nas redes sociais analisadas interacções sistemáticas que sustentam o desenvolvimento de laços sociais. </li></ul><ul><li>As micro-redes denotam relações sociais diferenciadas entre os membros, o conhecimento como centro da mensagem e da interacção social, dinâmicas de cooperação e o sentido do tempo. </li></ul><ul><li>As práticas desenvolvidas pelos actores no contexto das redes analisadas são acções sociais que partem de acções individuais. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>As relações entre utilizadores de redes sociais partem do princípio “scale free network” (Barabási, 2003)? </li></ul><ul><li>Existem hierarquizações sociais nas redes? </li></ul><ul><li>O determinismo geográfico intervém na dimensão da rede? </li></ul>

×