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Administração de conflitos

  1. 1. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 1 Ricardo Rocha ADMINISTRACÃO DE CONFLITOS Ricardo Rocha SUMÁRIOEste texto foi preparado como complemento aos módulos do curso de engenharia de software sob minharesponsabilidade, parte do material já estava pronta e a usei de forma quase literal, efetuando algumascorreções e agregando novas situações. Outra parte foi incluída de forma a dar o foco necessário aotrabalho que me propus.Porque um texto desse tipo em uma abordagem de projetos de sistemas ou de redes? Simplesmente porque existe um conflito atávico entre analistas e usuários, sendo que os primeiros não tem tido ahabilidade necessária para administrar de forma satisfatória suas divergências, mantendo com isso, umclima entre as partes, de eterna beligerância.Como resultado desses conflitos mal resolvidos, temos tido sistemas de baixa qualidade, redesinadequadas, problemas não equacionados e uma constante insatisfação dos usuários em relação aosserviços recebidos.Portanto, como parte não única, de um processo de solução de problemas na confecção de projetos(sistemas ou redes), propomos que a interação entre analistas e usuários tenha por parte dos primeiros,tecnicidade suficiente para gerir de forma eficiente os conflitos que possam surgir nesse processo. Requisitos sistêmicos podem ser congelados, porém, as expectativas dos usuários não!1. INTRODUÇÃOQ uando pensamos em conflitos, a primeira idéia que nos surge é aquela associada a desentendimentos, porém, se envolvendo um pouco mais com o tema, percebemos que conflito pode ser tratado apenas como um sinônimo para problema, isto é, se viver é um constantementeresolver problemas e crescer é resolver problemas cada vez maiores (Adizes), podemos inferir que, viveré resolver conflitos e crescer. . .O conceito de conflito, é um dos mais antigos com que o ser humano se depara, se usarmos a bíbliacomo referência, veremos em Gênesis, que Adão e Eva tiveram em princípio, doisfilhos, Caim e Abel, não vou repetir a história, porém, esses dois filhos, tiveram osegundo grande conflito da humanidade, a solução como sabemos, não foi a ideal.Qual foi o primeiro conflito? Óbvio que foi com os pais (Adão e Eva), com a história daserpente, maçã, etc., porém, neste caso, uma vez instalado o conflito, o mesmo foiresolvido pela hierarquia (no caso o Criador). De onde podemos deduzir: NÃO EXISTECONFLITO QUANDO O NÍVEL HIERÁRQUICO É DIFERENTE, isto é, o de cimamanda e o de baixo obedece, se houver conflito, ou é caso de insubordinação, rebeldiaou incompetência – neste caso, a hierarquia administra ou demite (banimento doparaíso).No ambiente moderno dos negócios, a incidência de conflitos se multiplica, e a inteligência emocionalpassa a ser determinante, implicando na exigência de forte coesão das equipes de trabalho e obrigandoos seres humanos a trabalharem juntos e se possível, de forma harmônica e se não for possível, pelomenos de forma cooperativa e amistosa. Esses detalhes são fatores determinantes do sucesso dasempresas e das pessoas, portanto, cabe a cada um aprender a desarmar e amenizar as situações deconfronto e usá-las em benefício próprio e dos negócios.
  2. 2. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 2 Ricardo RochaComo visto, os conflitos existem desde o início da humanidade, fazem parte do processo de evoluçãodos seres humanos, são necessários para o desenvolvimento e o crescimento de qualquer sistemafamiliar, social, político e organizacional.A gestão do conflito oferece inúmeras alternativas e oportunidades para indivíduos e grupos lidaremtrabalharem com o mesmo. Em outras palavras, eles podem ser ignorados, abafados, sanados ou setransformarem em elementos importantes no crescimento de uma sociedade ou organização.Sabemos que na gerência por mudanças, a cada solução implica em novas mudanças, portanto,algumas das alternativas de gestão de conflitos, têm sido inadequadas na busca de soluções e outrastêm sido adequadas e mais eficientes. A forma da aplicação de modelos como: omissão, o uso daautoridade, a manipulação, o voto, a unanimidade, o consenso, a negociação e a confrontação; estádiretamente relacionada à natureza, à situação, ao grau de assertividade das partes envolvidas e àhabilidade do mediador.A gerência de mudanças, dentro da qual está inserida a Administração de Conflitos consiste exatamentena escolha e implementação da estratégia mais adequada para se lidar com cada tipo de situação. Não precisamos convidar nosso colega de trabalho para o batizado de nosso filho, porém, temos a obrigação de trabalhar harmonicamente como ele, gostando ou não da pessoa.2. FUNDAMENTOS DO CONFLITOE ntender os conflitos significa entender o contexto onde se atua, isto é, dominar o cenário de forma abrangente e conhecer as causas das mudanças, quando elas se transformam em conflitos. Antecipar seus efeitosaponta para uma gestão pró-ativa e é fundamental para osucesso pessoal e profissional.O conceito de inteligência emocional trata da capacidade deinteragir bem com as pessoas e de estimular a cooperaçãomesmo em situações difíceis. Mais do que nunca, na cadeia dotrabalho e no ciclo da vida, seres humanos dependem cada vezmais, de outros seres humanos.O que é o conflito e porque problemas se transformam emconflitos?O Webster define o conflito como:1. Ação competitiva ou oposta de elementos incompatíveis;2. Estado ou ação antagônica (como ideais, interesses ou pessoas divergentes);3. Resultados de necessidades, instruções, desejos ou exigências incompatíveis; e4. Encontro hostil.Em essência, o conflito existe quando dois ou mais conceitos se vão de encontro, isto é, duas ou maisrespostas ou conhecimentos divergentes sobre o mesmo assunto; ou visões diferentes de acordo com aposição do observador; ações divergentes para um mesmo evento; ou ainda o mais chato de todos osconflitos, suscetibilidade ferida. O conflito é meramente a existência de opiniões divergentes ou incompatíveis.Devemos eliminar de nosso entendimento que os conflitos estão sempre ligados a coisas ruins. Narealidade, a gestão do conflito, se feito de forma adequada, oferece benefícios para os envolvidos e, porconseguinte, às suas empresas, portanto, o conflito tende a ser sempre, algo positivo no relacionamentohumano.
  3. 3. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 3 Ricardo RochaEfeitos potenciais positivos do conflito 1. Motivação estimulada. 2. Gestão pró-ativa de problemas/solução. 3. Equipes orgânicas (unida por ideais). 4. Enfrentamento da realidade 5. Disseminação do conhecimento 6. Estímulo à criatividade. 7. Foco na missão do negócio. 8. Fator de crescimento para todos e a empresa.Acho óbvio que, os benefícios não poderão ser obtidos caso o conflito seja ignorado ou mal gerido, sendoque neste caso, o conflito tratado de forma inadequada, torna-se replicante, isto é, começam a nasceroutros conflitos, derivados (filhotes) do primeiro e isso torna o processo prejudicial e até mesmoautofágico em relação aos envolvidos.Efeitos negativos latentes do conflito quando o mesmo é mal conduzido: 1. Produção em baixa 2. Confiança prejudicada. 3. Grupos de identidade, antagônicos e polarizadores. 4. Não fluidez de informações e omissões propositais. 5. Problemas de baixa estima. 6. Retrabalho implicando em gastar mais tempo e dinheiro. 7. Fluxo decisório prejudicado. 8. Boicotes e tendência à fraude.Podemos facilmente perceber que, aprender a gestão positiva de conflitos é fator importante nosnegócios, na vida e na empresa. Antes de entrar na gestão de conflitos, devemos relembrar seis mitossobre conflitos: 1. Sozinhos, os conflitos se resolvem. 2. Confrontos pessoais são sempre desagradáveis ou desconfortáveis. 3. A presença do conflito é sinal de não gerenciamento 4. Os conflitos pessoais são sinais de descaso para com a empresa. 5. A raiva (sempre inadequada) é sempre negativa e destrutiva. E 6. Murphy não existe.Não acredite nessas idiotices (desculpem o termo pesado), as pessoas trabalhando em equipe têm odireito de discordarem entre si. Circunstancialmente, essa discordância pode se transformar em disputa,porém, não existe mais espaço no mercado de trabalho, para os eternos beligerantes, esses rebeldessem causa, têm sido sistematicamente afastados das empresas, ou mantidos em cargos onde não têmespaço para manifestar sua ira gratuita, isto é, empregados hostis podem exercer um impacto negativosobre o moral dos outros, reduzindo a produtividade e, em conseqüência, os lucros, portanto, devem e osão, banidos das empresas. A empresa somente te paga para trabalhar, quando você fica nervoso ou estressado, isso é de graça.O contra ponto deste processo, é que também, devemos evitar os estupidamente ingênuos, isto é, temosque ter consciência real dos eventos e suas respectivas implicações, como exemplo de ingenuidadevamos nos lembrar (Não podemos nunca esquecer), que um grande médico, que foi ministro da saúde,inocentemente impôs e brigou por um imposto, achando que o mesmo resolveria o problema da saúde, eessa sua ingenuidade, manipulada por políticos, se transformou no pior imposto criado na sociedadebrasileira que é a CPMF.Escolha a opção:
  4. 4. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 4 Ricardo Rocha• Contribuição Provisória para o Médico Festar. – quando era só do Jatene• Contribuição Provisória para o Ministro Festar. – quando entrou o Serra• Contribuição Provisória para o Malan Festar. – auto explicativo• Contribuição Provisória para o Metalúrgico Festar. – no começo• Contribuição Provisória para o Marize Festar. – e a primeira dama.O erro mais comum dos gestores consiste em ignorar os conflitos, com a teoria da avestruz. Fingir a suanão existência sempre causa mais prejuízo do que algum bom resultado temporário. Ao se ignorar umconflito, transmitimos a mensagem de que não temos apreço pelos nossos colaboradores e nãovaloramos adequadamente os eventos que estão ocorrendo nos cenários sob nossa gestão.Outro equívoco importante consiste em crer que o conflito, por sua própria natureza intrínseca, énegativo. Um problema que se transforma em conflito, oferece uma mensagem adicional sobre nossocontexto, e que se lido corretamente, pode se constituir numa eficiente ferramenta de transformação. Secrermos que o conflito é nocivo ou minimamente desconfortável, abrimos predisposição à desonestidade(estaremos nos enganando e seremos enganados) e nos tornamos limitados em interações de equipe ede comunicações.Desta forma, o que fazer quando um problema se transforma em conflito e com certo grau debeligerância? Assumindo que as partes querem o melhor para empresa, isto é, que as atitudespessoais, têm no seu escopo, uma intenção positiva; fugimos dos culpismos, não ignoramos aspessoas, não reprimimos a criatividade e estimulamos as equipes. Às vezes, as reais intenções dealgumas divergências, possuem raízes mais profundas, do que uma simples análise pode detectar,portanto, cabe ao gestor, às garimpar e transformá-las em energia positiva.Um complemento saudável implica em entender os seres humanos dissociados de seuscomportamentos. Estigmas do tipo "briguento", “fútil”, “bom” ou "mau" são atitudes de gestores fadados asofrerem fraudes, traições e demissão. Isso implica em uma mudança clara de objetivos, em principio, énecessário compreender focalmente o objeto da disputa. Interaja entre as partes, mostrando novasfacetas do evento em pauta, peça que cada facção identifique incidentes específicos visando encontrar aintenção positiva de tal ação ou comportamento. Constantemente, a "intenção" tende a ficar fora dainteração, mas está latente dentro do processo mental dos envolvidos. Estimular às partes, a alem depensar, expressar verbalmente e atuar sobre a intenção positiva, conduz a caminhos diferentes desoluções e possibilidades.Individualmente, todos passamos pelo mesmo processo: captamos dados através de nossos sentidosnaturais; classificamos determinados dados mediante nosso conjunto adquirido de símbolos e sobre elesdamos a ênfase necessária. Após esse processo, valoramos esses dados, mediante tabela de valoresprópria, criada a partir de uma série de atributos pessoais e simbólicos; adquirida com estudo, prática eexperiência.Não raro, fazemos juízo de valor sobre a qualidade da leitura da percepção alheia – assumindo às vezes,que o outro deva ter a mesma percepção da realidade que a nossa. Percebemos ou não, se a leitura quefazemos é consistente, através de nossos valores e crenças. Se formos coerentes, e entendermos que ooutro é, portanto, outra entidade, isto é, outro observador; poderemos ter empatia suficiente paraagirmos de maneira muito diferente do que fazemos a partir de pré-concepções.Os pensamentos dirigem a ação. O conjunto de nossas pressuposições inconscientes e profundamenteestabelecidas, estrutura nossas experiências sem que tenhamos consciência disso. Considerando-se queo pensamento, a linguagem e a ação estão dinamicamente inter-relacionados, nossa atenção éfocalizada conforme cada um desses elementos ou por todos eles. As perguntas que fazemos são umafunção do processo de nosso pensamento, e a maneira como expressamos esses pensamentos ecomportamentos subseqüentes. Cada um de nós é capaz de adquirir a habilidade de perceber nossospróprios padrões e de como mudá-los. Uma maior flexibilidade nos permitirá ajustar um determinadopensamento, palavra ou ação para uma reação mais favorável.
  5. 5. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 5 Ricardo RochaQuando nos tornamos mais conscientes de nossas congruências ou incongruências, nos tornamosabertos para instrospectivamente descobrir mais sobre quem somos e se nossos valores e crenças dãosuporte à nossa identidade. Podemos literalmente formular novas crenças capazes de dar um suportemais adequado à nossa identidade e ao nosso sistema pessoal de valores, rever nosso conjunto desímbolos e atribuir novos valores a evento anteriormente valorados.Entender os padrões de comportamento ajuda-nos a distinguir se o conflito tem raízes externas ou é frutode nossos valores pessoais. É salutar deixar o conflito aflorar à superfície, para que se torne parte doprocesso de mudança significativa da energia negativa que o envolve, e mudança de rota na busca daintenção positiva que impulsiona os seres humano em direção a resultados melhores.Os conflitos não passam de respostas que o cenário oferece ao gestor, devemos explorar essasrespostas que o meio nos oferece, buscando a intenção positiva que está por detrás dos pensamentos,linguagem e comportamentos, procurando sempre a situação ganha-ganha. Não devemos ficar surpresosao perceber como, esse arranjo induz ao consenso.3. IDENTIFICAÇÃO DOS CONFLITOS.N ão assuma a lista abaixo como correta, pois estamos tratando de seres humanos, portanto, isentos de classificações definitivas ou pertencentes a um conjunto de verdades absolutas. O propósito é somente o de dar uma certa ordem aos eventos agrupados sob certos critérios ou não. Ver um ser humano julgando a outro, seria um espetáculo que me mataria de rir, se não me causasse pena. (Pitigrilli)Conflito interno: É uma perturbação que surge em uma pessoa. Ele envolve a dissonância emocionalpara um indivíduo, quando a experiência, os objetivos ou os valores estão modificados para atenderemdeterminadas tarefas ou expectativas além do nível de conforto ou quando esses itens estão em conflitodireto entre si. O conflito interno é o abismo entre o que você diz e o que você faz.Nos níveis mais moderados do conflito interno, você terá dores de cabeça e possivelmente dores nascostas, no caso de agentes do sexo feminino, podemos ainda incluir o agravar da TPM. Ás técnicas paraadministrar o stress são antídotos fundamentais para esse tipo de conflito.Conflito interpessoal: O conflito interpessoal é aquele que existe entre os indivíduos. Todo ser humanotem quatro necessidades psicológicas básicas que, quando violadas, irão gerar automaticamente umconflito. 1. A necessidade de ser valorizado e tratado como um indivíduo. 2. Necessidade de estar no controle 3. Necessidade de ter auto-estima 4. Necessidade de ser coerenteQuando essas necessidades são violadas, os seres humanos podem reagir de uma entre quatromaneiras: 1. Revidando – Não fico bravo, eu me vingo. 2. Dominando – Quero tudo do meu jeito. 3. Isolando-se 4. Cooperando – Esta é a melhor opção para enfrentar o problemaTipos de conflito interpessoal.Os indivíduos em conflito geralmente acreditam saber a causa desse conflito, mas freqüentemente estãoerrados. Quando o conflito atinge um nível em que as pessoas precisam lidar com ele, descobrem que o
  6. 6. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 6 Ricardo Rochaconflito real é realmente o somatório de problemas poucos lembrados e relativamente pequenos. Muitasvezes, as pessoas nem sabem qual é a causa do conflito,vejamos algumas: 1. É um conflito permanente? Causados por problemas? Um conflito sobre idéias, direções, ações? 2. É um conflito personalizado? Causado por personalidades? Alimentados por emoções? Ele questiona motivos e personalidades? 3. É apenas um problema de comunicação.Dinâmica de grupos de conflitosO conflito dentro dos grupos é aquele que existe entre indivíduos de um determinado grupo. O aspectode grupo desses conflitos faz com que eles sejam ainda mais complicados. Os indivíduos não devemapenas lidar com seus problemas internos e uns com outros como indivíduo, mas também devem lidarcom a interação geral de todos os participantes. Geralmente, os conflitos de grupo ganham vida e osproblemas são ampliados por políticas, fofocas e insinuações.O conflito entre grupos é o mais complexo e o mais sério para a empresa. A qualquer momento em queo conflito crescer e se espalhar pelo grupo, a fofoca e os rumores irão criar estragos e prejudicar a suaempresa.É melhor cuidar do conflito quando ele envolve somente o menor número de pessoas. Uma primeiraetapa é classificar o evento e identificar o que ele está fazendo a você, quem mais está envolvido e se oconflito se espalhou de uma situação localizada e concentrada para um conflito maior, envolvendo maispessoas.4. COMO IDENTIFICAR OS ESTÁGIOS DO CONFLITO.A administração eficaz de conflitos ocorre quando você desenvolve e implementa uma estratégia de conflito deliberada. A intensidade do conflito determina que estratégias serão mais eficientes. Níveis diferentes de conflitos envolvem a variação de graus de envolvimento e intensidadeemocional.À medida que o conflito cresce, a preocupação de cada indivíduo aumenta junto com o desejo de vencer.Manter uma aparência assume uma importância cada vez maior nos níveis mais altos do conflito. Atémesmo indivíduos normalmente calmos podem se tornar hostis e agressivos com o crescimento doconflito.Se o conflito for identificado logo e etapas deliberadas forem tomadas para modificar eventos eadministrar emoções, quase todo conflito pode se tornar uma fonte de oportunidades. Se deixado delado, o conflito ser perigoso para os envolvidos.Três estágios de conflitos: 1. Preocupações e disputas diárias: Podem ser resolvidas com estratégias de cópia, isto é, se busca um caso semelhante em essência e solução. 2. Desafios mais significativos: Envolvimento altamente emocional, para ser administrado exige treinamento e técnicas de administração específicas. 3. Batalhas abertas. Todas as pessoas podem se tornar agressivas com as outras durante o terceiro estágio do conflito, quando emoções voláteis estão surgindo e o desejo de vencer é superado pelo desejo de punir (neste caso somente normas e “crachás” podem resolver).
  7. 7. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 7 Ricardo Rocha5. ESTILOS DE ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOSA administração de conflitos somente pode ter sucesso através dos seres humanos envolvidos na solução do mesmo. Existem cinco abordagens universalmente aceitas para a administração de conflitos. Nenhuma delas funciona em todas as situações. Assim, é importante desenvolver acapacidade de utilizar cada estilo em situações adequadas.Estilos de administração de conflitosA seguir um resumo ilustrativo dos cinco estilos de conflito. Um indivíduo que conhece esses estilos podeselecionar aquele que é mais adequado para um conflito específico. Depois que o estilo tiver sidoidentificado, também será possível entender melhor a motivação dos outros durante o conflito.Colaborador: É o estilo de administração de conflitos em que todos são beneficiados. Os indivíduos queescolhem esse estilo buscam uma troca de informações. Esse estilo está tipicamente associado com asolução de problemas e é eficaz quando as questões são complexas, ele estimula o raciocínio criativo.Desenvolver alternativas é uma vantagem desse estilo. Entretanto, não se trata de um estilo eficazquando uma das partes não está comprometida ou quando o tempo é limitado.Condescendente: Chamado de apaziguador, ele dá um valor alto para os outros e um valor baixo para sie que reflita a falta de auto-estima do indivíduo. A estratégia condescendente elimina as diferenças entreas partes e busca o consenso. A condescendência, quando usada com eficácia, pode preservar orelacionamento. Quando usada inconscientemente, ela pode levar ao desrespeito.Dominador: É o oposto do condescendente. A ênfase é na pessoa. Enquanto o indivíduocondescendente negligencia suas próprias necessidades, o estilo dominador negligencia a necessidadedos outros. Trata-se de uma estratégia eficaz quando uma decisão é necessária (a famosa chave decrachá) ou quando não tem importância.Despreocupado: Não dá muito valor a si mesmo e nem aos outros, trata-se de um estilo estático. Umindivíduo que utiliza esse estilo irá sair dos eventos deixando os outros lutarem com os resultados. É umaforma de ganhar tempo, utilize-a de forma sábia.Concessão mútua: Ela é eficaz quando as duas partes estão certas, é uma boa ferramenta quando osproblemas são complexos ou quando há um equilíbrio de poder. A concessão pode significar dividirdiferenças ou trocar concessões. Implica em se ter uma alta capacidade de negociar. Obs.- Exceto se uma das partes for antecipadamente descartável, procure sempre uma situação onde não existam perdedores, isto é, faça com que os envolvidos sintam que agregaram valor ao processo e ganharam substância durante a solução do conflito – em outras palavras, procure sempre uma solução conhecida como ganha/ganha.6. ARRANJO POSITIVO DE GESTÃOI ndependente do problema ser o planejamento da diretoria, um conflito na linha de staff ou uma mera disputa de egos, para ser um gestor ou analista eficiente, portanto, saber usar e administrar conflitos, você deve desenvolver um processo de tomada de decisão derivado e deliberado em torno dosobjetivos da sua empresa, tenha sempre na mente o objetivo maior, isto é, procure não perder o foco.Como estabelecer relacionamento positivo durante o conflito. Em pesquisa recente, efetuada pela revista Fortune, dentre os seis itens mais importantes para que um ser humano trabalhe paraalguém, o salário ficou em último lugar, e no primeiro, tivemos que as pessoas querem trabalhar sob o comando de seres humanos confiáveis.
  8. 8. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 8 Ricardo RochaOs gerentes estabelecem ou criam o clima para os funcionários. Confiança, sinceridade e divisão deresponsabilidade são essenciais para lidar de maneira eficaz com os conflitos inevitáveis da empresa. Araiva dentro da empresa pode crescer ou destruir sua eficácia. A maneira como os gestores lidam com osconflitos e com as situações de raiva, tem um papel fundamental para determinar seu sucesso. DEVERIA SER FELIZ TRABALHAR AQUI! O gerente quando entra do departamento e encontra os funcionários trabalhando, rindo e felizes, se tranca em sua sala e se martiriza – o que foi que fiz de errado, essas pessoas estão rindo e felizes, preciso arrumar algo para acabar com isso (DeMarco, 1996).Para tomar as melhores decisões durante o conflito, os gerentes precisam de um entendimento saudáveldos relacionamentos.Veja dez princípios para manter relacionamento positivo durante o conflito. 1. Estimule a participação igual. 2. Tenha capacidade de ouvir ativamente. 3. Reserve um tempo para repensar. 4. Diferencie fatos de opinião. 5. Focalize o problema e não a pessoa. 6. Não forme idéias inteiras a partir de fragmentos de informação. 7. Não emita juízo de valor de forma precipitada, se possível não emita. 8. Não obrigue as pessoas a escrever (deixe-as por sua conta). 9. Não prometa se você não tiver 100% de domínio sobre todas as variáveis. 10. Se prometeu, cumpra.Estilo de gerenciamento agressivo e manipulador.Os estilos de gerenciamento agressivo e manipulador não são também eficazes no gerenciamento deconflitos. Um estilo agressivo pode ser decisivo (desejado), mas pode ser também ditatorial (nãodesejado). Esses estilos normalmente são reflexões de inseguranças internas como valorização própria,atitudes e comprometimentos pessoais. Eles não são eficazes porque reduzem a confiança e colocam ointeresse próprio acima dos outros, conduzindo á problemas sérios de credibilidade.A agressão é um mecanismo de defesa acionado durante o conflito e tende a ocasionar respostasigualmente agressivas, o que causa o conflito. Gerentes agressivos podem ser rotulados comocaprichosos, sendo acusados de não terem base para tomar uma determinada decisão.As Contribuições da Comunicação para o Conflito.O conflito enraizado na ação e no conteúdo costuma ser causado por falhas de comunicação. Acomunicação pode ser um problema difícil. Muitas questões poderiam ser resolvidas se a comunicaçãofosse aperfeiçoadaA comunicação inadequada gera problemas porque os indivíduos começam a projetar o que elesacreditam ser a motivação da outra parte. Essa lacuna entre as mensagens desejadas e as mensagensrecebidas contribui para os problemas de comunicação durante o conflito.Neste item cabe uma sugestão, não esqueça de ninguém quando for efetuar qualquer comunicado, emoutras palavras, não crie clima ruim entre seus pares por incompetência sua. Excesso de comunicados é incomunicação.
  9. 9. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 9 Ricardo Rocha7. ASPECTOS EMOCIONAIS DO CONFLITOA s emoções são parte integral do conflito. Elas precisam ser completamente compreendidas para facilitar as respostas apropriadas a vários conflitos.As pessoas seguem uma seqüência previsível na tentativa de lidar com os aspectos emocionais doconflito, chamada de resposta de rejeição. Fase 1: Ansiedade - É uma resposta natural à mudança e ao conflito. As preocupações relacionadas com o valor e a segurança são ativadas. Algumas pessoas escondem essas respostas; outras se tornam transparentes. Fase 2: Aceitação - Os indivíduos irão atingir o nível de aceitação depois que a ansiedade passar. Existe uma grande distância entre a ansiedade e aceitação, e algumas pessoas nunca superam essa lacuna. Fase 3: Inventário interno - Envolve a consideração de valores e de preocupações, com cada parte envolvida decidindo se esse é o momento de lutar, defender os seus valores e suas preocupações, ou recuar e esperar por um momento mais adequado. Fase 4: Reflexão equilibrada - Um conhecimento das emergências do mundo real na fase final a resposta de rejeição. Fugir dos problemas significa continuar fugindo. A luta e as mudanças nunca acabam. Nisso tudo, uma perspectiva de equilíbrio pode oferecer ao indivíduo a idéia de que uma coisa deve ser feita de cada vez.Reflexologia Emocional.O Webster oferece duas definições para a palavra “reflexo”: "Que tem uma direção inversa” e “Açõesexecutadas involuntariamente pelo sistema nervoso”. Quando essas duas definições são combinadas,uma excelente explicação surge para a dinâmica emocional inerente em todos os nossos modelos dereflexo. Considerando isso, o elemento emocional do conflito pode ser chamado de reflexologiaemocional.A reflexologia emocional é um distanciamento da cooperação (direção inversa) que surgeinvoluntariamente com o desenrolar do conflito. A reflexologia emocional é caracterizada por quatroelementos: 1. Culpa 2. Sigilo 3. Sentimentos reprimidos 4. RaivaO que não deve ser feito no conflito. 1. Não se envolva em uma luta pelo poder. 2. Não se isole do conflito 3. Não deixe o conflito estabelecer sua programação 4. Não piore a situação 5. Não seja enganado pela projeção. 6. Você não tem o direito de ser ingênuo (não acredite em papai-noel)Crescimento ou Perda?Como o conflito é baseado na emoção ele pode ser benéfico ou prejudicial. Ele oferece umaoportunidade de crescimento ou de perda, de acordo com sua habilidade no tratamento do mesmo.
  10. 10. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 10 Ricardo RochaQuando se sabe lidar com o conflito, existem três áreas de crescimento:1. Personalidade – Experimentar o sucesso ao lidar com o conflito desenvolve sua segurança que, por sua vez, desenvolve sua auto-estima. As pessoas que tem auto-estima tendem a ter personalidade mais positiva.2. Poder – O poder pessoal, ou confiança é desenvolvido entre as pessoas quando elas superam o medo do autoconhecimento. Ao lidar bem com o conflito você utiliza o autoconhecimento que gera confiança e poder.3. Perspectiva – Quando você tem um conflito, geralmente é porque existe uma diferença de percepção da realidade com seus valores ou outra pessoa. Ao resolver esse conflito com eficiência você amplia sua própria perspectiva.Possíveis Perdas: • Momento: O conflito pode ser um obstáculo que atrapalha o desenvolvimento de algumas pessoas. • Auto-estima: A pessoa com quem você tem conflito pode tentar fazer você se sentir culpado, inadequado ou estúpido. Lembre-se de que a única pessoa que pode permitir que você seja manipulado é você mesmo. • Relacionamento: Uma ocorrência infeliz é quando amigos e familiares, as pessoas com quem nossas linhas de comunicação deveriam ser claras, são afastados por causa do conflito.8. EQUIPE DE INTERVENÇÃOA negociação e a mediação são métodos utilizados durante os estágios mais avançados do conflito.Geralmente, a equipe de negociação ou de mediação não faz parte dos grupos em conflitos. Embora a equipe de intervenção não necessariamente precise ser de fora da empresa,ela deve ser considerada por ambas as partes como um órgão competente e capaz de lidar com osproblemas.Como selecionar a equipe de intervenção.Uma estratégia de intervenção eficiente começa com a idéia de que habilidades especiais sãoinadequadas sem a cooperação das outras pessoas. O trabalho em equipe é essencial paraadministração de conflitos. Todas as partes devem ter uma participação no processo de seleção, deacordo com este procedimento. 1. Determine quantas pessoas você precisa em sua equipe de intervenção. 2. Crie uma lista de membros potenciais da equipe. 3. Ofereça às partes conflitante, currículos de cada indivíduo. 4. Conduza a reunião com representante de cada lado. Ao alternar entre as partes, cada grupo poderá excluir um nome da lista. Esse processo irá continuar até que sobre apenas um número predeterminado. 5. Os nomes que chegarem ao final desse processo irão formar a equipe de intervenção. A presença de uma equipe de intervenção é uma prova de que as coisas ultrapassaram o estágio máximo. Os eventos precisam ser comprovados por uma fonte externa. As diretrizes a seguir podem ser úteis para o estabelecimento da equipe de intervenção.
  11. 11. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 11 Ricardo Rocha Diretrizes para uma equipe de intervenção: Limite a hostilidade - Não há necessidade de hostilidade depois que a equipe de intervenção tiver sido selecionada. Envolva-se – A equipe de intervenção é capaz de oferecer idéias e alternativas criativas. Tenha um bloco de nota – Registrar conversa e eventos é fundamental para a capacidade da equipe funcionar de maneira eficaz. Brevidade nas explicações - Relatórios claros e factuais. Evite a confidencialidade – A necessidade de manter a confidencialidade pode prejudicar a eficácia da equipe. Evite ser um resgator – Deixe claro que a responsabilidade pela resolução do conflito permanece com as partes em disputa.Inicie um processo de registro. Uma vez que tiver sido estabelecido um acordo por meio da intervenção,um acompanhamento será necessário para estimular e monitorar a obediência.Lide com boatos ou acusações diretamente. Durante o conflito máximo, uma diferenciação entre pessoase problemas deve ser feita. Boatos surgem durante os estágios máximos de conflito. Uma técnica quepode ser empregada pela equipe de intervenção é o diálogo direto.Processo de intervenção de cinco etapas. 1. Estabeleça as regras básicas. 2. Colete os dados. 3. Organize os problemas 4. Gere os problemas 5. Obtenha o acordo e divulgue as novidades.Como lidar com clientes ou usuários difíceis.Um cliente (usuário) é uma pessoa de dentro ou de fora da empresa que utiliza seus serviços.Dez dicas para acalmar clientes (usuários) difíceis. 1. Não é pessoal 2. Mantenha a tranqüilidade 3. Dilua a raiva 4. Seja solidário 5. Ouça com atenção 6. Não faça promessa que não pode cumprir 7. Analise o problema. 8. Pergunte ao cliente como ele gostaria que o problema fosse resolvido 9. Enfatize o que você pode fazer. 10.Cuide do problema e faça um acompanhamento.
  12. 12. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 12 Ricardo Rocha9. CONCLUSÃOS egundo Louis R. Pondy, os conflitos aparecem por três razões principais. Sejam pela competição entre os sujeitos por recursos disponíveis, mas escassos, seja pela divergência de alvos entre os sujeitos e pelas tentativas de autonomia ou libertação de um dos sujeitos em relação ao outro.Podemos entender como fontes de conflitos, os direitos não atendidos ou conquistados; mudançasexternas acompanhadas por tensões, ansiedades e medo; luta pelo poder;necessidade de status; desejo de êxito econômico; exploração de terceiros(manipulação); necessidades individuais não atendidas; expectativas nãoatendidas; carências de informação, tempo e tecnologia; recursos escassos;marcadas diferenças culturais e individuais; divergência de metas; tentativa deautonomia; emoções não expressas (ou inadequadas); obrigatoriedade deconsenso; meio-ambiente adverso e preconceitos.Vivemos numa sociedade altamente evoluída do ponto de vista social e tecnológico, mas bastanteprecária na habilidade para negociações. Além disso, através da história, a violência tem sido um dosinstrumentos mais utilizados na tentativa de sanar conflitos. Talvez a fantasia de todo o ser humano sejaeliminar uma idéia adversa, em vez de ter que questionar sua própria posição.Nem todos os conflitos têm solução.Capital versus trabalho é um conflito histórico que não foi sanado por nenhum regime. Produção emarketing são, por definição, conflitantes entre si. Como eliminar a desavença se os interessescontinuarão adversos? • Desenvolver estruturas de divisão do trabalho capazes de distribuir, de maneira justa, as responsabilidades pelas tarefas a serem executadas. • Desenvolver estruturas de operacionalização de atividades que permitam a participação, a criatividade e o enriquecimento multifuncional dos participantes, com a devida compensação para isso. • Desenvolver políticas e práticas de remuneração e de benefícios que, além de sua sintonia com o mercado, incorporem ganhos de produtividade, no intuito de se conseguir um maior poder de fixação e de motivação dos talentos da empresa. • Orientar-se na busca do equilíbrio entre o desenvolvimento tecnológico (investimentos em equipamentos e tecnologias) e o desenvolvimento humano da organização (investimentos em educação e treinamento). • Orientar processos de mudança através dos valores e dos pontos fortes da organização, sem buscar imperfeições desta espelhadas em modismos ou modelos ideais de administração e de pessoas. • Estimular o trabalho em equipe e promover o desenvolvimento da competência interpessoal dos participantes da empresa. • Permitir o exercício da autonomia e do autocontrole das pessoas, num contexto amistoso de participação organizada e co-responsável. • Promover a divulgação racional de informações e a inclusão eficaz das pessoas na rede de comunicações da organização. • Promover a informalidade nos relacionamentos, facilitando o trânsito inter-hierárquico e reduzindo a um mínimo essencial o número de reuniões formais, memorandos, circulares e relatórios.
  13. 13. ADMINISTRAÇÃO DE CONFLITOS 13 Ricardo Rocha • Promover um clima de abertura e de diálogo entre as pessoas, facilitando a construção de relacionamentos profissionais eficazes.O manejo de situações de conflito é uma atividade essencial na vida das organizações contemporâneas.Reconhecidamente importantes como elementos geradores de mudanças, os conflitos nascem naconfluência das biografias com as organizações, ou seja, no ponto de contato entre as pessoas e asempresas. Das tensões conflitivas, dos diferentes interesses e perspectivas das partes envolvidas,surgem oportunidades de crescimento mútuo.A tensão conflitiva transcende a questão da relação capital-trabalho, pois o comportamento individual époderosamente influenciado pela assunção e pelo desempenho de diversos papéis na vida pessoal eprofissional dos seres humanos. Assim, os conflitos, nas organizações de negócios, não ocorrem apenaspor questões relativas às tarefas ou à estrutura organizacional: há muito mais envolvido, como, porexemplo, as questões de competência interpessoal, visões de mundo, diferenças de personalidade,diferenças de história de vida e outras.Ao se considerar o aproveitamento dos conflitos de forma produtiva como uma habilidade que pode seraprendida e ensinada, não se pode deixar de considerar o fato de que as pessoas têm diferentescompetências e oportunidades, tanto para aprender quanto para exercer habilidades.Tome-se o exemplo de tocar um instrumento: em termos idealísticos, todos os seres humanos sãocapazes de adquirir a habilidade de tocar um piano, masaparecerá, dentro de um certo tempo, uma grandediferença entre um concertista e um "tocador" de piano. Oconcertista é um talento raro, lapidado pela práticaextenuante e dedicação integral ao seu trabalho; alémdisso, precisou contar com uma conjunção de fatoresviabilizadores do afloramento de seu gênio. Outraspessoas, mesmo tendo as mesmas oportunidades, nãoconseguirão ou mesmo não quererão tornar-seconcertistas.Como qualquer outra habilidade, a de administrar conflitose harmonizar interesses tem também algo de arte, além deciência.10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASTexto base de: Marcos Antonio Lopez Flores e Silas BianchiTexto sobre administração de conflitos, baseado no livro “Os pólos da questão” de Vidal Varella Filho,2000.www.vvf.com.br/ver_expertise.htmArtigo preparado por MX Consulting & Mediator Services Inc, publicado em The Brazilian Pager, ediçãode aniversário, 1999.http://www.vocedecide.com/artigos.htm[WEBEKER, DUANNE, 1996] artigo publicado originalmente em Anchor Point, Maio 1996.http://www.whj.com.br/textos/admconfli.htm[ADIZES,1995] ADIZES, I. Gerenciando Mudanças. Editora Pioneira, São Paulo, 1995.DeMarco, T e Lister, T. – Peopleware – Makron – SP - 1996

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