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Suplemento Diário Económico (2010-02-25)
 
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    Suplemento Diário Económico (2010-02-25) Suplemento Diário Económico (2010-02-25) Document Transcript

    • PROJECTOS ESPECIAIS 25 de Fevereiro de 2010 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA Tetra Images/CorbisEste suplemento faz parte integrante do Diário Económico n.º 4827 e não pode ser vendido separadamente Como a geografia pode impulsionar a sua empresa G As principais empresas que desenvolvem soluções geoespaciais em Portugal G Como a formação em sistemas de informação geográfica está a crescer G Como pode ser utilizado um sistema de informação geográfico
    • II Diário Económico Quinta-feira 25 Fevereiro 2010 DESTAQUE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA DE PORTUGAL NA VAN DAS TECNOLOGIAS APESAR DE REGISTAR CRESCIMENTO o mercado de SIG não escapou à crise. No entanto, da sua utilização. Porque um SIG, quando devidamente desenhado e implementado, pode Raquel Carvalho raquel.carvalho@economico.pt No que respeita a Sistemas de Informação Geo- Ambiente do Norte Alentejano e Tejo, bem Santarém, e pela Câmara de Matosinhos. gráfica (SIG), Portugal está bem e recomenda- como o projecto ‘ILUPub’ - Melhoria da Efi- Para o director-geral da Autodesk Portugal, Jor- se. “Portugal está bastante avançado na área dos ciência Energética na Iluminação Pública. O ge Horta, em 2009 “a grande inovação foram os serviços de informação”. Quem o garante é Pe- responsável afirma que os novos paradigmas sistemas geoespaciais para gestão regional”. dro Sevinate Pinto, director executivo da Geos- existentes no mercado, como o modelo ‘Softwa- Para aquele responsável, a iniciativa da Comu- fera, empresa que distribui SIG. A ideia é parti- re as a Service’ e o ‘Cloud Computing’, são um nidade Intermunicipal do Vale do Minho ”é um lhada por outros profissionais. Segundo Gonça- bom exemplo de inovação de alto nível, visto exemplo de integração a todos os níveis das tec- lo Magalhães Collaço, administrador da ESRI “serem mais que o recurso a serviços disponibi- nologias CAD e SIG que iremos ver crescer se- Portugal, em termos de maturidade, “há inúme- lizados remotamente via Internet. Já Ricardo guramente nos próximos anos”. Já Alexandre ros projectos desenvolvidos em Portugal que se Armas, Project Manager da Critical Software, Gomes, director técnico da InfoPortugal desta- encontram ao nível do que de mais avançado se sublinha as tecnologias utilizadas na área de in- ca a aplicação de navegação por GPS Ndrive, a faz hoje em qualquer parte do mundo”, tanto ao tegração e cruzamento de dados, que permitem solução “Sapo Mapas” e a aplicação da Google nível conceptual, como em capacidade de des- “integrar dados, cada vez mais completos e pre- “Builder Maker”.. envolvimento. Pedro Sevinate Pinto afirma que cisos”. Gonçalo Magalhães Collaço, Adminis- Apesar da dinâmica, o mercado de SIG tem sen- se trabalha de “forma energética, competente e trador da ESRI Portugal escolhe o portal do tido alguns efeitos da crise. Jorge Horta, garante com um interesse crescente”, salienta. IMI, projecto desenvolvido pela Direcção Geral que, “durante o último ano, houve um claro re- Exemplos existem muitos. Rui Andrade, CEO de Informática e Apoio aos Serviços Tributá- trocesso neste mercado”. Porém, os indicadores da Novageo Solutions destaca projectos como o rios e Aduaneiros, mas também o trabalho des- e os projectos em desenvolvimento “permitem AREANATejo - Agência Regional de Energia e envolvido pelos Governos Civis do Porto, e estimar algum crescimento durante 2010”, diz.
    • Quinta-feira 25 Fevereiro 2010 Diário Económico III Library of Congress via Bloomberg FORUM EMPRESAS Qual considera ser a tendência nacional no uso de Sistemas de Informação Geográfica? Novageo Solutions: Rui Andrade, CEO I “As ferramentas SIG estão a migrar do Desktop para a Web. A ubiquidade da Internet assim o obriga. A informação só faz sentido se estiver disponível sempre e estamos cada vez mais online, não fazendo sentido estarmos dependentes do computador do escritório ou de casa para conseguirmos aceder e alterar informação”. ESRI Portugal: Gonçalo Magalhães Collaço, Administrador I “Ainda há muito para fazer em todos os sectores. Mesmo nas áreas onde muito foi já desenvolvido. Se tivermos em conta que os SIG nos permitem conceptualizar toda a nossa acção em novos termos, qualquer área de negócio tem um potencial extraordinário. O apoio à decisão é uma tendência geral na utilização de SIG”. Critical Software Ricardo Armas, Project Manager I “À medida que a recolha e armazenamento de dados se intensificam, há uma tendência cada vez maior para as entidades procurarem formas de explorar e compreender esses dados. A percepção de que a exploração dos dados recolhidos e armazenados pode ser útil para a optimização dos recursos e actividades é crescente”. O mapa Ricci é o primeiro mapa completo conhecido no mundo e representa a China. Foi feito em 1602 por um padre – Matteo Ricci – e está em exposição até Abril ma Livraria Autodesk Portugal do Congresso em Washington. Jorge Horta, director geral I “Sou bastante crítico quanto à tendência actual. Continuamos a ver os SIG a estratificar- se em ilhas, ainda com baixo nível de consolidação macro e utilizando muito pouco aGUARDA estruturação dos conteúdos conseguida ao nível do CAD. Mas o cenário vai mudar, muito devido ao open Source”. InfoPortugal:SIG Alexandre Gomes, director técnico I “A tendência é para a massificação e generalização do seu uso a todas as áreas e pessoas, deixando apenas de ser utilizados por especialistas. Depois da consolidação da informação 3D, o futuro caminha ainda para a incrementação da componente 4D, ou seja, adição do factor tempo à informação georreferenciada”espera-se novo impulso este ano, com a massificaçãoconstituir o mais poderoso sistema de apoio à decisão. Geosfera Pedro Sevinate Pinto, director executivo I “O cliente está cada vez mais consciente daquilo que quer. Os SIG deixaram de ser uma caixa negra para a maioria das pessoas. Sinto Na visão de Gonçalo Magalhães Collaço, esta de recursos e mais eficazes nos serviços que que as pessoas procuram muito mais as expansão do mercado deve-se ao “reconheci- prestam aos cidadãos”. Essa maior consciência aplicações dos servidores e que existe maior mento, cada vez mais evidente, que os SIG, existe também no sector privado, pelo que a lis- consciência por parte do mercado privado, das quando devidamente desenhados e implemen- ta é vasta quando se fala na sua utilização nos vantagens dos SIG na estrutura e nos processos tados, constituem o mais poderoso sistema de mais diversos sectores de actividade: geo- internos da empresa”. apoio à decisão”. marketing, turismo, saúde, agricultura de preci- Em Portugal, “o Estado é, e continuará a ser, o são, serviços de localização do cliente, gestão de principal investidor em SIG”, frisa Rui Andrade. frotas, transportes, telecomunicações, serviços Sinfic: Paula Calado. É, de facto, na Administração Pública (AP) que públicos de abastecimento de água, electricida- Coordenadora de Equipa da impera a esmagadora maioria das soluções. A de ou gás, e empresas financeiras, etc.. Modernização Administrativa Sinfic tem SIG para a AP, “principalmente como Já são muitos os projectos desenvolvidos, mas o I “Os SIG estão a abandonar as fronteiras do suporte na gestão de processos”, explica Paula crescimento deste mercado é ilimitado. Alexan- passado e a transformar-se em sistemas de Calado, Coordenadora de Equipa da Moderni- dre Gomes garante que os SIG são “o maior informação de pleno direito, integrados com zação Administrativa da Sinfic. Segundo a res- exemplo de globalização tecnológica existente”, outras soluções, sendo aplicados e aplicáveis ponsável, “muitos municípios têm projectos de e ressalva que este mercado tem espaço para em todas as áreas de actividade. Na modernização administrativa, mas apenas par- crescer, “uma vez que nunca o mundo teve tão Administração Pública, os projectos de ciais”. Porém, ressalva estar a caminhar-se “para sedento de informação geográfica. Por isso, es- modernização têm conduzido a um aumento da uma consciência da necessidade de moderni- tabelecer um limite ao crescimento desta infor- procura de soluções com base em valores de zar, para se tornarem mais eficientes em termos mação seria insensato”, afirma. I eficiência, transparência e modernidade”.
    • IV Diário Económico Quinta-feira 25 Fevereiro 2010 1 2 3 4 Como um SIG entra no seu dia- NAS 24 HORAS DO SEU DIA utiliza, directa ou indirectamente, sistemas de informação estão em todo o lado e o ajudam a si e à sua empresa a funcionar. Irina Marcelino irina.marcelino@economico.pt Tudo - ou quase tudo - tem por trás um sistema que cada cliente necessita. No final do dia, é fei- de informação geográfica. Ainda não percebeu 7:45 to um balanço de tudo. como? É melhor apressar-se e começar por ler Sai de casa e leva o lixo. Pela limpeza, sabe que já este artigo. Os SIG estão em todo o lado... os camiões de recolha de resíduos sólidos pas- saram por ali na noite anterior. Curiosamente, 8:15 os camiões fazem menos barulho do que faziam Apanha o comboio não sem antes comprar o 7:00 há alguns anos. Provavelmente isso deve-se às jornal. Tanto a transportadora como a empre- O alarme toca, você levanta-se e acende as lu- políticas de poupança de combustível das em- sa de media proprietária do jornal sabem a im- zes. Tanto o rádio como as luzes em sua casa presas de resíduos sólidos na sua zona. Entre as portância de um sistema de informação geo- funcionam com electricidade, e essa elecrici- medidas que contribuiram para essa poupança gráfica. A transportadora porque é através de dade vem de uma empresa que usa sistemas de estão os percursos. As empresas utilizam SIG um que controla, monitoriza e disponibiliza informação geográfica para gerir os quilóme- para definir os caminhos a fazer ao pormenor e, informações sobre as linhas e comboios para tros e quilómetros de linhas de alta tensão que com isso, pouparem milhares de euros por ano si própria e para os seus clientes. A empresa têm espalhadas por todo o país. Através dos em combustível. de media porque, através de um sistema de in- mapas, controla, monitoriza e analisa toda a formação geográfica sabe localizar os quios- sua rede. ques e as zonas que mais vendem jornais seus 8:00 e, com isso, determinar o tipo, quatidade e lo- Bebe um café, cuja origem longínqua está algu- calização do seu marketing. Além disso, com a 7:15 res na Costa Rica. A empresa que o comerciali- ajuda de um SIG, o departamento de circula- Toma um banho. A água vem de companhias za, no entanto, é italiana, e tem sistemas de in- ção conseguirá definir o circuito que vai fazer que têm a sua rede de distribuição toda mapea- formação geográfica através dos quais controla para chegar a todos os pontos de venda essen- da. Mas não só. É provável que tenham incluído a origem dos produtores, o transporte dos pro- ciais. num sistema de informação geográfica a parte dutos e a sua chegada em bom estado ao consu- do serviço ao cliente, resposta de emergência, midor final. O vendedor que, aliás, costuma ir manutenção das infraestruturas, entre muitos vender aquela marca em específico ao café que 13:00 outros aspectos de engenharia ou mesmo ges- frequenta, leva sempre um PDA com GPS (um Aproveita a sua hora de almoço para passar na tão. Também a água dos esgotos que sai para o tipo de SIG) consigo, no qual a sua empresa es- farmácia e comprar o protector solar de que ralo é controlada através de sistemas que sabem tabeleceu o percurso que deve visitar (para não precisa para ir à praia neste fim de semana,. Mas por onde vai e para onde vai. perder tempo e dinheiro) e o tipo de produtos azar dos azares, a marca que quer não há. Já
    • Quinta-feira 25 Fevereiro 2010 Diário Económico V Adrian White/via Bloomberg O QUE SE PODE FAZER COM UM SIG? MAPAS QUE AJUDAM NO HAITI Em resposta ao terramoto que atingiu o Haiti no passado dia 12 de Janeiro, o Harvard Center for Geographic Analysis lançou de imediato um portal de sistemas de informação geográfica para ajudar nos esforços da reconstrução do Haiti. O site seguiu o modelo de um outro do género, que foi desenvolvido depois do terramoto do ano passado que atingiu a China. O portal geográfico chamava-se Earthquake Geospatial Research Portal, e foi desenvolvido pelo I 1. Localizar acontecimentos e identificar padrões Fairbank Center for Chinese Studies. Olhando para os acontecimentos num mapa, conseguir-se-á identificar, no território, padrões e tendências. Na imagem, um mapa interactivo de Foto 1. Eric Alderman e Jean Lucien terramotos nos EUA, Ligondé, do Centro de Dados Harvard MIT estuda o mapa impresso para a missão da Boston University. I 2. Descobrir o que tem dentro e o que tem perto Foto 2. Os mapas são analisados por Desde que exista informação especialistas durante e depois das sobre uma área em específico, pode descobrir-se o que ela tem primeiras visitas de campo. dentro e ao redor. Exemplo? Localizar, no mapa de um bairro, Foto 3. Sempre com mapas à frente, a incidência criminal e postos de o discute-se sobre as medidas a polícia. Ou identificar, ao redor de um rio, qual será a possível tomar com o presidente haitiano área atingida por cheias. René Préval. Foto 4. Imagem do site, disponível em www.haiticrisismap.org. I 3. Quantificar Por região, por local, por prédio, porque não? Com um SIG, pode quantificar- se um determinado tema por região e relacionar as regiões com maior incidência entre si. Na imagem, um mapa que identifica crianças coma-dia acompanhamento pediátrico numa determinada região.geográfica. Saiba como é que estes sistemas sabe a que farmácia há-de ir: à que fica a cami- nho da praia que costuma frequentar. A marca 20:30 em questão sabe, através de sistemas de infor- Acabou de ver no telejornal as notícias sobre a mação geográfica que utiliza para definir a sua Madeira. Não espera mais e vai ver como está o estratégia de distribuição e marketing, que tempo para este fim de semana por lá. Do mapa aquela é a farmácia onde se vendem mais pro- em que se avistam as nuvens que se deslocam tectores solares fortes da marca em questão. rapidaemte segue para as imagens de satélite do Google Earth, onde se consegue ver que es- tragos fizeram as chuvadas. O Google Earth e o 17:00 Google Maps, assim como o SAPO Mapas, são No seu local de trabalho, uma companhia de te- alguns dos SIG mais conhecidos do mundo, lecomunicações - que também ela controla e tendo, aliás, contribuído para a abertura destes monitoriza todos os seus clientes através de sistemas aos utilizadores normais. I 4. Localizar alterações um SIG - , recebe uma encomenda. Já sabia que Também no jornal ficou a saber que entidades Ao localizar a movimentação das coisas num período de tempo, consegue- ia chegar agora. Veio a acompanhá-la ‘online’ como a Protecção Civil ou o INEM têm avança- se saber como é o seu comportamento. Um meteorologista, por exemplo, desde a sua saída de Paris, há dois dias. A em- dos sistemas de informação geográfica através analisa geograficamente os furacões para conseguir descobrir onde presa de ‘courier’ que a trouxe disponibiliza dos quais controla e monitoriza o que acontece incidirão futuramente. Ou um responsável policial poderá analisar a esse serviço e controla as encomendas dos no País. evolução de crimes semanalmente por região, decidindo depois que profissionais deve enviar para essas zonas e que tipo de acções devem seus clientes através de um... sistema de infor- tomar. mação geográfica! 23:30 Antes de se ir deitar, pesquisa no portal SAPO 19:00 Mapas “Restaurantes de peixe em Peniche” que I 5. Localizar densidades Está a sair tarde e aproveita a boleia de um cole- surgem no mapa, com direito a fotografia, nú- Conseguir identificar, num mapa, o local em específico que tem ga seu. No carro, o primeiro aparelho a ligar é o mero de telefone e até a locais de interesse ao determinadas estatísticas ou padrões num mapa por vezes pode ser difícil. GPS, um dos sistemas geoespaciais mais conhe- seu redor. O SAPO Mapas, um dos mais concei- Através de uma imagem de 3D das densidades, por exemplo, essa cidos do mundo. Pelo caminho compram, num tuados sistemas de informação geográfica em identificação é mais fácil. restaurante assinalado pelo aparelho, o jantar Portugal, vai disponibilizar em breve esse tipo para levar para as suas respectivas casas. de essa informação geoespacial. I
    • VI Diário Económico Quinta-feira 25 Fevereiro 2010O QUE DIZEMOS EX-ALUNOS Mais oferta na formação respondeMIGUEL TAVARES,coordenador de SIGda câmara de Águeda a procura crescenteI Miguel Tavares, 41 anos, A ESPECIALIZAÇÃO começa a ser uma tendênciaescolheu o Bacharelato em na formação em sistemas de informação geográfica.Engenharia Geográfica naEscola Superior de Raquel CarvalhoTecnologia e Gestão de raquel.carvalho@economico.ptÁgueda, que lhe permitiu“renovar conhecimentos”. Os Sistemas de Informação geográfica (SIG) O sucesso destes cursos explicam-se, em parteEntretanto, tirou duas pós- estão na moda. A necessidade de aperfeiçoar pela crescente visibilidade e popularidade des-graduações, uma em conhecimentos e obter novas competências é tes sistemas, mas também pela cada vez maiormodelação tridimensional grande e, como não há licenciatura na área, uni- necessidade por parte das empresas e seus cola-e uma em SIG municipal, versidades e institutos superiores alargam e re- boradores em saber melhor funcionar com SIG.por gosto “porque a novam o seu leque de cursos. Neste contexto, sem dúvida que a implementa-profissão a isso obriga”. A formação neste mercado “tem vindo a cres- ção do acordo de Bolonha, “veio dar resposta a cer, talvez por haver uma ideia geral de que é esse aumento de procura, com o aparecimento uma área com empregabilidade”. Quem o diz é de vários novos cursos, nomeadamente em po- José Alberto Gonçalves, professor auxiliar da litécnicos e universidades privadas”, sublinha Faculdade de Ciências da Universidade do Por- José Alberto Gonçalves, que aponta o dedo a al- to (FCUP). Segundo o responsável, quem mais guns programas curriculares. De acordo com o procura estes cursos são “profissionais com professor auxiliar da FCUP, “nem sempre o per- competências no domínio dos SIG”. Ideia parti- fil curricular dos cursos oferecidos permite ob- lhada por Estima de Oliveira, director da Escola ter uma formação que vá de encontro ao que oCAROLINA RODRIGUES, Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda mercado procura”. Os programas são “demasia-departamento de fotografiaárea da Infoportugal (ESTGA). Nesta escola, sente-se uma maior do focados na utilização/exploração acrílica de procura por parte de quem exerce uma profis- ‘software’ SIG, havendo lacunas nos conceitosI Licenciada em são nos domínios da engenharia geográfica, in- subjacentes à produção de informação geográ-astronomia pela Faculdade formática e SIG. O que se explica, frisa, pelo fac- fica e das metodologias de controlo de qualida-de Ciências da Universidade to destes cusos “permitirem a aquisição de de”, acusa, frisando que “muita da formaçãodo Porto, Carolina competências que possibilitarão a concepção e está enviesada para a aprendizagem do uso doRodrigues, de 28 anos, implementação de soluções informáticas inte- ‘software’ com um défice no que respeita aossoube de um mestrado em gradoras de áreas funcionais fundamentais para conceitos científicos envolvidos na produção eSIG, que a levou a estagiar o bom desempenho das organizações”. tratamento de informação geográfica”. O res-na InfoPortugal, onde Nesta escola a nova licenciatura em tecnologias ponsável lamenta ainda a tendência “excessiva-acabou por ser convidada a de informação “teve uma forte procura nos seus mente voltada para o saber fazer e menos para aficar a trabalhar. três anos de funcionamento, que se traduziu aprendizagem de conceitos”. numa média de cerca de 55 alunos por ano”, in- José Alberto Gonçalves sublinha outras tendên- forma Estima de Oliveira. cias, tais como uma “significativa evolução para Já na Universidade Lusófona, tem-se assistido a o uso do ‘software open source’”, que considera uma diversificação de alunos. “Existe cada vez “positiva”. Assevera, no entanto, que a explora- mais procura de formandos que têm ou preten- ção do ‘software’ “não deve ser o ponto princi- dem exercer actividades em áreas que até há pal de uma formação quando se pretende mais pouco tempo não viam os SIG como uma vanta- do que preparar exclusivamente técnicos ope- radores”, garantindo que a FCUP “dá uma visãoPAULO BIANCHI alargada das metodologias de produção e con-CANDEIAS, técnicona câmara de Oeiras “Existe cada vez mais procura de trolo de qualidade da Informação Geográfica”. A conjugação entre conhecimentos informáti-I Paulo Bianchi Candeias, formandos que têm ou pretendem cos e geográficos é uma necessidade preementede 30 anos, é o único aluno exercer actividades em áreas que de quem trabalha com SIG, pelo que a forma-português a frequentar o ção, no futuro deve ter em conta também esseprograma Erasmus até há pouco tempo não viam os aspecto. Sobre isto, Estima de Oliveira, directorMundos em ciências geo- SIG como uma vantagem”, refere da ESTGA, diz que, no futuro, a formação naespaciais. O 1º semestre foi área dos SIG “tenderá a seguir aquilo que oem Portugal, no ISEGI e o Pedro Alves Luis, da Lusófona. mercado procura” e que, segundo revela, tem a2º será na Alemanha, para ver com “os aspectos que envolvem a gestão daonde irá em breve, com o informação geográfica por parte das institui-total apoio da autarquia de ções que a produzem, detêm ou dela necessi-Oeiras, onde trabalha. tam”, mas também “a integração crescente dos SIG com um grande número de outras áreas, o ‘geomarketing’ baseado em SIG, a absorção ou integração de outras plataformas e a democrati- zação do uso de IG com a crescente disponibili- gem”, refere Pedro Alves Luis, coordenador do zação da mesma e de aplicações robustas e com Centro de Estudos do Território em Sistemas base em ‘open source’”. de Informação Geográfica daquela universida- No entanto, tem vindo a dar-se uma viragem no de, acrescentando que o maior crescimento na sentido da especialização. Segundo Pedro AlvesDIOGO FONSECA, procura tem vindo a ser observado nos últimos Luis, coordenador do Centro de Estudos dodesempregado mas comperspectivas de emprego três anos. Aqui, “em média no conjunto de to- Território em Sistemas de Informação Geográ- dos os cursos e ciclos de estudo são, com certe- fica da Universidade Lusófona, “cada vez maisI Com o 12º ano e za, acima de uma centena”, afirma. as formações são direccionadas para uma áreasegurança aeroportuário No que toca à FCUP, os cursos na área dos SIG de actividade e não tanto para formações de ca-no aeroporto de Lisboa, “têm mantido uma procura estável”, diz José Al- rácter geral”. O responsável afirma sentir a ne-Diogo Fonseca, de 24 anos, berto Gonçalves, acrescentando que “requerem cessidade por parte dos alunos de adquirir co-quis especializar-se em SIG, uma formação prévia em áreas da engenharia nhecimentos relativamente a “novos ‘softwares’uma área que sempre lhe ou em ciências com cariz tecnológico, o que e ferramentas que carecem de actualização, a Como não há licenciaturas em SIG,atraiu. Soube de um curso restringe um pouco o leque de alunos”. Já na utilização de técnicas mais avançadas e especia- as universidades e os institutos superioresna Lusófona com grau de ESTGA, o maior crescimento aconteceu com os lizadas como a utilização e construção de bases têm vindo a alargar e a renovarbacharelato e não hesitou. cursos de especialização tecnológica como a to- de dados”, acrescentando haver igualmente o seu leque de cursos.Agora procura emprego pografia e o desenho assistido por computador crescente procura em formação na utilização decom boas perspectivas. ou o SIG. ‘softwares’ de ‘open source’. I
    • Quinta-feira 25 Fevereiro 2010 Diário Económico VIIJoão Paulo Dias OPINIÃO A necessidade certificar uma profissão Ana Maria Fonseca, Presidente do Colégio Nacional de Engenharia Geográfica da Ordem dos Engenheiros Na área dos SIG e de um ponto de vista pro- fissional, devemos dividir os intervenientes entre produtores e utilizadores. Os produto- res são responsáveis pela arquitectura das bases de dados, pela selecção da informação cartográfica e pela consistência espacial e semântica da informação, tendo em vista a utilização que vai ser dada ao SIG. O utiliza- dor vai utilizar o SIG para fazer análises que vão apoiar a tomada de decisões e vai carre- gar para o SIG informação decorrente des- sas análises. São portanto necessárias com- petências diferentes para os produtores e para os utilizadores. Os produtores têm que ter competências ro- bustas na área da produção de informação geográfica numérica e organização de infor- mação em bases de dados; os utilizadores têm que ter competências na área de negó- cio a que o SIG se destina mas também sen- sibilidade para a temática da utilização de cartografia numérica e bases de dados. Em Portugal não existe certificação profis- sional na área dos SIG, ao contrário dos EUA, onde existe um GIS Certification Ins- titute no seio da URISA (Urban and Regio- nal Information Systems Association), que certifica os profissionais de SIG. A certificação da profissão é necessária, se- gundo a URISA, nomeadamente para garantir reconhecimento dos pares de que o profissio- nal de SIG demonstra competência e integri- dade no exercício da profissão; motivar o pro- fissional de SIG para realizar formação contí- nua ao longo da sua vida profissional; assegu- rar um comportamento ético no exercício da profissão e fornecer uma base para dirimir queixas contra profissionais de SIG; apoiar potenciais empregadores no recrutamento de profissionais de SIG; assegurar que aqueles Em Portugal não existe certificação profissional na área dos SIG, ao contrário dos EUA, por exemplo. que produzem informação geográfica detêm um núcleo determinado de conhecimento e competências; apoiar aspirantes a profissio- nais de SIG a escolher uma formação adequa- da; contribuir para o desenvolvimento das Ciências de Informação Geográfica. Os SIG devem ser implementados por equi- pas multidisciplinares, que integrem produ- tores (que conhecem a informação) e utiliza- dores (que conhecem o negócio). Uma equi- pa robusta de SIG deve ter competências em domínios tão diversos como o das Tecnolo- gias Geoespaciais, do Processamento de Da- dos ou dos Fundamentos Conceptuais da Geografia. Nestas equipas os Engenheiros Geógrafos são elementos indispensáveis, dado que como produtores têm competên- cias que não são detidas por mais nenhuma área de formação superior e indispensáveis a uma boa organização da informação e garan- tia da sua qualidade. Aém disso também po- dem ser utilizadores se o SIG se destinar às áreas de negócio dos seus domínios de espe- cialização. Os Engenheiros Geógrafos são os profissionais que com maior facilidade pas- sariam num sistema de certificação. A pro- fissão já é regulamentada a nível europeu e constante da Classificação Nacional das Pro- fissões do Instituto de Emprego e Formação Profissional. I
    • VIII Diário Económico Quinta-feira 25 Fevereiro 2010 ENTREVISTA MARCO PAINHO, professor catedrático em SIG, no ISEGI, Universidade Nova “Na área da banca e seguros há muito a fazer ” SEGUNDO MARCO PAINHO, estas são algumas das áreas que ainda não se aperceberam das potencialidades dos SIG para os seus negócios. Raquel Carvalho João Paulo Dias raquel.carvalho@economico.pt Professor Catedrático e conhecido especialista na área dos Sistemas de Informação geográfica (SIG), no Instituto Superior de Estatística e Ges- tão de Informação, da Universidade Nova de Lis- boa, Marco Painho disse ao Diário Económico acreditar num futuro promissor dos SIG em Por- tugal. Admitiu haver ainda muito a fazer na área e defendeu uma licenciatura em geoinformática. Como caracteriza o mercado de SIG? O mercado de SIG cresceu muito, sobretudo na última década. Sofreu no ano passado alguma quebra em termos de facturação das empresas, mas avançaram-se alguns projectos novos. Po- rém, penso que rapidamente se vai recuperar, e, se a economia não estagnar, o crescimento será muito grande nos próximos anos, uma vez que um SIG é uma tecnologia que está cada vez mais ligada com os sistemas de informação cen- trais das empresas, já indissociáveis da activida- de empresarial. Por isso, penso que é uma ques-Oficializar a tão de tempo para a recuperação.profissão SIG: Acha que o que se faz em Portugal em SIG estáSim ou não? ao nível de outros países? Temos capacidade tecnológica, temos recursos humanos especializados e empresas no merca-I Será que existe uma do com dimensão suficiente para abarcar gran-profissão que possa des projectos e temos conhecimento para os fa-reclamar para si os SIG? Os zer. Mas em termos de utilização, penso que,Engenheiros Geográfos e quando comparados com os Estados Unidos daos Geográfos reclamam, América, sobretudo ao nível das empresas pri-mas são muitas as vadas, temos ainda que dar alguns passos signi-profissões que utilizam ficativos nesta área.estes sistemas. MarcoPainho considera Então onde é que poderiamos evoluir?interessante a temática ao Na área da banca e seguros há muito a fazer.nível “da afirmação da Penso que nenhuma das áreas ainda se aperce-profissão e de se poder beu das potencialidades que os SIG têm para acontratar um técnico ou sua actividade. Já utilizam SIG, mas de formaadministrador de SIG”, muito simples, pelo que é preciso ir mais alémacreditando que isso nas aplicações.aumentava o“reconhecimento social”. Então depreendo que este mercado tem muitoPorém, admite que ao por onde crescer em Portugal.haver a oficialização da Tem muita margem de crescimento, mesmo noprofissão, o organismo de mercado autárquico, onde existe maior utiliza-certificação criaria um ção e projectos de muita qualidade. É que aindaconjunto de regras “que há autarquias que não utilizam estes sistemas.podiam travar o dinamismona evolução da profissão, o Quais as principais tendências e mudanças queque seria negativo”, diz. este mercado tem registado? R.C. Temos que ver esta questão de dois pontos de vista. Em termos de tecnologia assistimos à pas- As empresas “podem integrar as infra-estruturas físicas, como um mapa, com informação de clientes”. sagem de uma utilização baseada no posto de trabalho, de um técnico especialista, para um sistema democratizado, em que através da in- Como caracteriza a formação em SIG em Portu- E acha que se está a seguir essa tendência? tranet, as aplicações ficam disponíveis a todos. gal? Infelizmente não existem em Portugal licencia- Do ponto de vista do que se faz com os SIG, há Há um paralelo entre a formação para SIG - re- turas na área da geoinformática como existem uma transição entre a fase onde o SIG era um portório, listagem, cadastro e a formação para o noutros países e isso fazia falta. Temos capaci- inventário de coisas, para a fase em que as apli- SIG - processo tomada de decisão. Para este úl- dade para ter entre duas a três licenciaturas na cações já exigem muita customização de timo, são precisas pessoas que não só com- área que formassem reais especialistas em SIG. software. Passamos do saber o que temos, para preendam bem estas questões dos dados geo- O que temos são cursos especializados. E aí, ao o processo imediato de tomada de decisão. gráficos, as suas caracteristicas e como funcio- nível do mestrado, está a caminhar-se para tor- nam, mas que tenham também fortes conheci- nar os mestrados que tinham muito compo- Quais as vantagens que destaca dos SIG para as mentos informáticos, porque a passagem do nente de análise e modelação espacial, para empresas? SIG - repositório, para o SIG - tomada de deci- mestrados com componentes tecnlógica mais O espaço permite relacionar tudo e fazer cruza- são obriga a customizar, a desenvolver o pesadas. Mas ainda é insuficiente, pois muitas mento de dados e de informação. Por isso a van- ‘software’ que compramos. Quando integramos empresas que recrutam pessoas para departa- tagem para as empresas é ter o espaço como o SIG no processo de decisão das empresas é mentos de SIG acabam por ir buscar pessoas elemento integrador. Podem integrar as infra- preciso perceber de redes, de internet, de co- de informática que depois aprendem a parte estruturas físicas, como um mapa, por exemplo, municações e portanto o especialista SIG tem geográfica. Portanto, o ideal é juntar estes dois com informação de clientes, fluxo de materias, que ter saber a componente análise espacial, domínios e o futuro da formação deverá passar fluxo de clientes, etc.. mas ter uma forte componente informática. por aí. I
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    • X Diário Económico Quinta-feira 25 Fevereiro 2010 “O mercado SIG ainda muito ligado aos utilizadores do sector público, designadamente às autarquias locais”, refere Carlos Mourato Nunes, que afirma ainda: “assiste-se hoje à disseminação dos SIG pelo sector privado, onde são considerados como sistemas de informação, assumindo um importante papel na criação de valor e de vantagens competitivas para as empresas”. ENTREVISTA CARLOS MOURATO NUNES, director geral do Instituto Geográfico Português “Universo de potenciais utilizadores é maior no sector privado” PORTUGAL é um dos países onde a utilização de SIG se encontra mais desenvolvida. Para Mourato Nunes, pode caracterizar-se este mercado como dinâmico e inovador. Raquel Carvalho raquel.carvalho@economico.pt O Instituto Geográfico Português (IGP) tem Mais de 80% do mercado ainda Como está o mercado dos SIG em Portugal? um novo director geral desde Janeiro. Carlos Em Portugal a área dos SIG sempre foi muito di- Mourato Nunes falou ao Diário Económico so- está centrado na Administração nâmica e inovadora, designadamente ao nível do bre as metas a atingir frente ao IGP e o que pen- Pública, mas assiste-se a uma sector público, mas também ao nível do sector sa do actual momento do mercado e das pers- privado, pelo que se pode considerar como um pectivas de futuro. disseminação dos SIG no privado. dos países onde a utilização dos SIG se encontra mais desenvolvida. O mercado SIG está ainda Qual o balanço que faz do papel que o IGP tem muito ligado aos utilizadores do sector público, tido no desenvolvimento e divulgação dos Siste- designadamente às autarquias locais. Por outro mas de Informação Geográfica (SIG) em Portugal? lado, assiste-se hoje à disseminação dos SIG pelo O IGP assume um papel preponderante na sector privado, onde são considerados como sis- promoção e divulgação da Informação Geo- temas de informação, assumindo um importante gráfica e das respectivas tecnologias em Por- papel na criação de valor e de vantagens compe- tugal. Faz a coordenação do Sistema Nacional titivas para as empresas. Em termos de evolução de Informação Geográfica (SNIG). Nesta existem grandes esperanças para o futuro próxi- qualidade, tem participado em projectos na- mo com os investimentos a realizar no âmbito do cionais e internacionais, visando dotar o país cadastro predial, designadamente para a consti- das infra estruturas de informação mais ade- tuição e operacionalização SiNErGIC. quadas, promover o desenvolvimento do mercado e disseminar o conhecimento sobre Este mercado tem ainda espaço para crescer? a informação geográfica e tecnologias asso- Diria que mais de 80% do mercado ainda está ciadas. Está empenhado na criação do projec- centrado na Administração Pública. É e será um to SiNErGIC (Sistema Nacional de Explora- segmento importante para o mercado de Infor- ção e Gestão de Informação Cadastral), que Quais são os seus objectivos à frente do IGP? mação Geográfica, mas importa reter que o uni- vai dotar o país de um sistema de informação Trabalhar para que o IGP imponha a sua pre- verso de potenciais utilizadores é substancial- para a gestão e exploração de informação ca- sença pela qualidade, iniciativa, e participação mente maior no sector privado. É aqui que se dastral, bem como na criação de uma Rede em projectos de âmbito nacional e internacio- têm vindo a registar significativos avanços. A Nacional de Estações Permanentes (ReNEP), nal. Farei com que o papel nuclear do Instituto crescente disponibilização de dados e ferra- que será um grande contributo para o apoio como Autoridade Nacional de Geodesia, Carto- mentas acessíveis, conjugada com a natural ao trabalho de campo, para a produção regu- grafia e Cadastro seja concretizado e tentarei apetência dos portugueses pela adopção da tec- lar de coberturas ortofotocartográficas, e para reforçar a área de investigação e desenvolvi- nologia, estão na base do desenvolvimento de a abertura do mercado aos agentes privados mento em ciências e tecnologias de informação vários projectos empresariais de exploração na produção de cartografia. geográfica. conteúdos geográficos. I
    • Quinta-feira 25 Fevereiro 2010 Diário Económico XI Paulo Alexandre Coelho “Portugal é exemplo mundial” O futuro dos SIG passa por “soluções integradas”. Como compara o mercado de SIG nacional com grar no quotidiano das organizações. o mercado mundial, e por exemplo, com a vizi- As soluções inovadoras com informação geo- nha Espanha? gráfica distinguem-se: pela sua capacidade de Dada a dimensão dos dois países, o mercado resposta às necessidades e à dinâmica de trans- nacional é, naturalmente, menor que o da vizi- formação das organizações; pelo nível de inte- nha Espanha, embora a respectiva proporciona- gração funcional com outros sistemas de infor- lidade não seja directa, isto porque a adopção mação existentes, nomeadamente a gestão do- precoce da Informação Geográfica e das tecno- cumental, processual ou mesmo financeira, daí logias de informação que lhe estão associadas a importância da adopção de standards e nor- sempre fez de Portugal um exemplo a nível mas de qualidade. A possibilidade de publicar mundial. informação na web, por via da implementação de Sublinho que, o nosso sector público, central e soluções webSIG, veio permitir às organizações local, se encontra bem apetrechado de meios e disponibilizar informação geográfica e serviços recursos humanos capazes de dinamizar pro- ‘online’, pesquisar um ponto de interesse utilizan- jectos baseados em informação geográfica. do um critério geográfico, consultar a informa- Os municípios portugueses têm vindo a fazer, ção de um Plano Director Municipal, obter uma por força das suas inúmeras e diversificadas planta de localização, georeferenciar uma recla- atribuições e competências, uma aposta forte mação ou sugestão. nesta tecnologia, promovendo a implementa- ção de soluções transversais de suporte à gestão Qual a tendência nacional no uso de SIG dos úl- nas suas diversas áreas de actuação. timos anos a esta parte? Apostar em soluções SIG integradas, ajustadas às Quais as novidades mais inovadoras que destaca necessidades e exigências das organizações (pú- deste mercado? blicas ou privadas), na perspectiva da melhoria A adequação das soluções às necessidades dos dos processos de gestão interna, do incremento seus utilizadores, externos e internos, é o prin- da qualidade do serviço prestado e da integração cipal factor de destaque que importa reter das e articulação entre os principais actores do pro- soluções mais inovadoras. cesso de modernização administrativa. O valor do investimento, a tecnologia, o volume Acredito que se irá manter o alinhamento do de dados, os utilizadores, são parâmetros im- desenvolvimento dos SIG segundo três eixos, a portantes para caracterizar as soluções SIG, saber: alargamento a novas áreas; adopção de mas o seu grau de sucesso deve ser sobretudo tecnologias ‘open source’ e incorporação no medido pela forma como se conseguem inte- dia-a-dia das organizações e do cidadão. IPUB
    • XII Diário Económico Quinta-feira 25 Fevereiro 2010 Jason Alden/BloombergÉ provavelmente um dos SIG mais conhecidos do mundo: o GPS é mais do que um mero localizador. SNIG reconhecido com prémio europeu de boas práticas LANÇADO HÁ 20 ANOS o SNIG é a infra-estrutura nacional de dados espaciais que primeiro disponibilizou dados na Internet em conformidade com a directiva Inspire. Raquel Carvalho raquel.carvalho@economico.ptI ANIVERSÁRIO O Sistema Nacional de Informação Geográfica ral do IGP. que salienta o facto desta aposta já De salientar que Portugal não tem um cadastro (SNIG) completou no passado dia 13 de Feverei- ter colhido frutos: “o SNIG acaba de ser reco- geográfico, daí a importância do SiNErGIC.O Sistema Nacional ro, 20 anos. O SNIG é a infra-estrutura nacional nhecido internacionalmente com um prémio A directiva Inspire, aprovada em 2007, temde Informação de dados espaciais, tendo sido pioneira na dis- europeu de boas-prácticas, atribuído no âmbito como objectivo a criação de uma Infra-estrutu-Geográfica começou ponibilização de dados na Internet em 1995. do projecto eSDI-NETplus”. ra Europeia de Informação Geográfica, atravéshá duas décadas. “Constitui-se como uma rede de partilha de da- Para o responsável, este é um “importante reco- da articulação das infra-estruturas dos Estados- dos e serviços, congregando produtores e utili- nhecimento na conjuntura actual em que se en- membros, encontrando-se já transposta para o20 zadores de informação geográfica para um mesmo fim, a promoção da utilização da Infor- mação Geográfica em Portugal”, explica Mou- rato Nunes, director-geral do Instituto Geográ- fico Português (IGP), entidade que gere, pro- move, coordena e acompanha os trabalhos do contra em desenvolvimento a infra-estrutura de dados espaciais europeia”. O SNIG é um relevante suporte ao ordenamento jurídico nacional. Mourato Nunes esclarece que a Directiva “foi inicialmente gizada para servir de suporte às in- tervenções na área do ambiente, mas rapida- mente tem vindo a ser assumida como base orientadora para os restantes sectores”. geoportal. funcionamento das estruturas Os trabalhos estão ainda a ser realizados, sendo O responsável classifica este sistema como “um que os mesmos são, segundo caracteriza o pre- projecto pioneiro e inovador tanto a nível euro- administrativas do país, visto sidente do IGP, ” longos e detalhados”, esten- peu como mundial”. permitir a partilha de dados e dendo-se até 2019. O SNIG representa um alicerce primordial para No final, garante que Portugal sairá a ganhar, a implementação da Directiva Inspire (Infras- serviços de informação geográfica uma vez que a directiva “irá proporcionar um tructure for Spatial Information in Europe) que eficaz acesso e manipulação de informação tem por objectivo a criação da IDE Europeia. geográfica de várias fontes, seja em termos de Tendo em conta a directiva, 2006 foi um ano de escala, seja em termos temáticos”. viragem. Foi nessa altura que se iniciou uma Mourato Nunes realça ainda, “o papel rele- nova fase do SNIG com um modelo conceptual vante do IGP, enquanto National Contact em conformidade com os princípios e normati- Point”, uma vez que compete ao instituto fa- vos estabelecidos pela Inspire, em vigor desde zer “a articulação da comunicação entre Por- 15 de Maio de 2007 e já transporta para a ordem tugal, as suas instituições, e a Comissão Euro- jurídica nacional através do Decreto-Lei peia”, frisa. nº180/2009, de 7 de agosto. Mas não só. Mourato Nunes vê este prémio Segundo explica, este “é um processo eminen- Mas este sistema tem outro relevante papel. É igualmente como “um incentivo para continuar temente colaborativo” que tem vindo a ser des- um importante suporte ao funcionamento das a desenvolver e implementar a orientação es- envolvido no seio do recém-criado Conselho de estruturas administrativas do país. Consciente tratégica seguida pelo IGP para construir infra- Orientação do SNIG, uma estrutura inter-insti- dessa importância, o IGP “tem vindo a efectuar estruturas de dados espaciais de suporte à mo- tucional, que congrega 12 entidades públicas, uma aposta contínua, desde 2002, na renovação dernização administrativa de Portugal, das com o objectivo de assegurar a coordenação es- e consolidação do SNIG”, afirma o director-ge- quais se destacam o SNIG e o SiNErGIC”. tratégica do Sistema. I
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    • XIV Diário Económico Quinta-feira 25 Fevereiro 2010 Jim Young / Reuters Uma revolução no ‘software’ geoespacial livre O ‘OPEN SOURCE’ – ou ‘software livre’ – chegou aos sistemas de informação geográfica e veio para ficar. Irina Marcelino e Raquel Carvalho irina.marcelino@economico.pt ‘Open source’. São estas duas palavras que pro- a ser uma tendência”. E garante: “Existem secto- metem mudar o panorama dos sistemas de in- res onde claramente já representa a melhor al- formação geográfica em Portugal e no mundo. ternativa”. A própria Autodesk, que desenvolve O ‘open source’ veio abrir o mercado dos SIG à e comercializa ‘software’ próprio, tem mesmo generalidade dos potenciais utilizadores e per- optado pela doação para ‘software’ livre. “Há mitiu que “muitas empresas podem desenvol- três anos, quando terminou de desenvolver o ver as suas soluções de SIG sem ficarem reféns MapGuide Enterprise , ofereceu-o de imediato dos grandes fornecedores deste mercado e da à Fundação OSGeo em ‘open source’, dando ori- sua tecnologia proprietária”, explicou, ao Diário gem ao MapGuide Open Source”, lembra. Mas a Económico, um especialista em SIG, que garan- Autodesk não se ficou por aqui. Um ano mais te: “o ‘open source’ permitiu revolucionar o tarde colocou também como ‘software’ livre a mercado do lado da oferta”. Isto apesar de mes- sua tecnologia FDO – Feature Data Objects. mo as grandes empresas também estarem a op- A desvantagem do ‘software’ livre para o utiliza- tar pelo ‘software’ livre para o desenvolvimento dor final é a falta de apoio no desenvolvimento dos seus produtos. É o caso da NovaGeo ou de projectos, que um ‘software’ comercial em mesmo da Esri. “Do ponto de vista de quem princípio garante, lembra Francisco Cardoso. desenvolve produtos que são uma integração Gonçalo Magalhães Collaço concorda e destaca de várias tecnologias de base, o aparecimento ainda o facto de nem sempre os ‘softwares’ livre destas permite desenvolver aplicações com seguirem os ‘standards’ da indústria, ou seja, uma qualidade igual ou maior do que desenvol- “da observação de todas as normas” que permi- vendo sobre tecnologias proprietárias”, explica tem a integração da informação” geográfica. E Rui Andrade, o CEO da NovaGeo Solutions, defende: em projectos empresariais desenvolvi- que deixa dois grandes exemplos de ‘software’ dos de raiz não é aconselhável a utilização de geográfico livre bem sucedidos: o ‘open source’. PostgreSQL/Postgis (SGBD geoespacial) e o Jorge Horta conclui: “o recurso às comunidades MapServer (gerador de mapas). “Do ponto de informais para fazer crescer os negócios, como vista de quem desenvolve produtos que são é o caso da comunidade open souce é, desde há uma integração de várias tecnologias de base, o muito, uma estratégia estudada, reconhecida e aparecimento destas ferramentas permite des- utilizada com êxito em muitos sectores empre- envolver aplicações com uma qualidade igual sariais. Assim, apoiada no necessário bom sen- ou maior do que desenvolvendo sobre tecnolo- so, deve ser acarinhada e potenciada, já que irá gias proprietárias”, diz, ainda, Rui Andrade, que representar cada vez mais um activo de valor na destaca o facto de, desta forma, os custos para comunidade global”. I empresas e clientes ser menor: “permite ofere- cer mais a um custo idêntico ou a um valor mais reduzido”. Mais longe vai Gonçalo Magalhães Collaço, ad- O ‘open source’ trouxe à ministrador da ESRI Portugal. A empresa, que comunidade SIG “uma nova desenvolve e comercializa ‘software’ próprio, também utiliza soluções em ‘open source’ que, geração de entusiastas” e “uma refere, “não trouxe desvantagem alguma ao extensa rede de programadores” mercado. A começar pelo facto de o ‘open sour- ce’ ter trazido à comunidade SIG “uma nova ge- que desenvolvem ‘softwares’ que, ração de entusiastas” e “uma extensa rede de “noutras circunstâncias, nenhuma programadores” que desenvolvem softwares que, “noutras circunstâncias, nenhuma outra outra grande empresa se poderia grande empresa se poderia dar ao luxo de reali- dar ao luxo de realizar nos zar nos mesmos termos”. Para Magalhães Colla- ço, a contribuição destes projectos é “inestimá- mesmos termos”, afirma Gonçalo vel”. No caso da Esri, o ‘open source’ veio ajudar Magalhães Collaço, da Esri. a que a empresa se concentrasse no “desenvol- vimento de uma tecnologia cada vez mais sofis- ticada e no desenvolvimento de projectos cada vez mais complexos e de maior dimensão”. A oportunidade de desenvolver mais e melho- res serviços à medida, adaptados às necessida- des das organizações é uma das vantagens que as empresas de sistemas de informação geográ- fica passaram a ter. “Como gastam menos di- nheiro na compra de ‘software’ comercial, pas- saram a poder dedicar-se mais ao fornecimento DE ONDE VÊM OS TWITTS? de serviços orientados para as necessidades de O Google criou vários serviços úteis nos Jogos Olímpicos de Inverno, cada cliente”, explica Francisco Cardoso, coor- e os sistemas de informação geográfica não ficaram de fora. E para denador do Gabinete de Informação Geográfi- que os seus serviços - que incluem o mapeamento das mensagens ca da Câmara Municipal do Montijo, que desta- Twitter enviadas em determinado momento (na foto em baixo) - ca, em Portugal, o projecto Sapo Mapas como um dos desenvolvidos com ‘software’ livre com sejam os melhores, a empresa chegou a levar um ‘jet-ski’ equipado maior relevo. com GPS e máquinas fotográficas para conseguir as melhores Para Jorge Horta, director geral da Autodesk imagens 3D e localizações de algumas das montanhas onde os Portugal, “na área dos sistemas geoespaciais, à Jogos vão decorrer. imagem de em muitas outras áreas, o open source deixou de ser um fenómeno para passar
    • Quinta-feira 25 Fevereiro 2010 Diário Económico XV DESTAQUE > A informação geográfica de 15 concelhos do distrito SISTEMAS de Portalegre está disponível online no Geoportal. DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA DE > “À Conquista dos Picos do Mundo”. O alpinista João Garcia foi desafiado pela ESRI para fazer parte integrante de um trabalho em três dimensões - ou 3D - que tinha como objectivo proporcionar uma forma de documentar melhor as suas expedições. > O Sistema de informação da Vinha e do Vinho foi implementado pelo Instituto da Vinha e do Vinho na sequência da necessidade > Um mapa com muita e boa sentida de “desenvolver informação sobre Portugal, é o que um sistema de informação pretende ser o SAPO Mapas, a que integre os conteúdos funcionar desde 2006 e com muitas e optimize os processos novidades para apresentar em breve. de gestão.Os bons exemplos nos SIGdo território nacionalDE MAPAS COM INFORMAÇÃO ’online’ a viagens revisitadas em 3D, são muitosos projectos que existem na área da informação geográfica em Portugal.SAPO MAPAS: O ‘GOOGLE MAPS’ OS PICOS DO MUNDO 15 MUNICÍPIOS DO ALENTEJO INSTITUTO DA VINHA E DO VINHOPORTUGUÊS E MELHORADO DE JOÃO GARCIA EM 3D NUM SÓ PORTAL MAIS DESCENTRALIZADOA funcionar desde Outubro de Foram precisas 16 horas para con- São 15 municípios num só portal e, O Sistema de informação da Vinha2006, o SAPO Mapas é um dos me- cretizar a ideia ‘Retrospectiva 3D também, de um só distrito, o de e do Vinho (SIvv) foi implementa-lhores exemplos de sistema de in- utilizando SIG’, pensada para o pro- Portalegre. Os concelhos de Alter do pelo Instituto da Vinha e do Vi-formação geográfica a funcionar jecto “À Conquista dos Picos do do Chão, Arronches, Avis, Campo nho (IVV) na sequência da neces-em Portugal. O SAPO Mapas tem Mundo”. O alpinista João Garcia foi Maior, Castelo de Vide, Crato, El- sidade sentida de “desenvolver umfeito “um trabalho de ligação e di- desafiado pela ESRI para fazer parte vas, Fronteira, Gavião, Marvão, sistema de informação que integrevulgação dos SIG por todo o país”, de um trabalho que tinha como ob- Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Por- os conteúdos e optimize os proces-ligando as mais diversas institui- jectivo, ”proporcionar uma forma talegre e Sousel, que fazem parte da sos de gestão”, explica Edite Aze-ções e empresas da área. O Sapo de documentar melhor as suas ex- Comunidade Intermunicipal do nha, vice-presidente do instituto.Mapas está por trás da maior base pedições e tornar as suas apresenta- Alto Alentejo, têm assim disponí- O SIvv é constituído por seis mó-de dados de conteúdos georrefe- ções ainda mais atractivas, ajudan- veis num portal - o Geoportal - in- dulos que abrangem todas as áreasrenciados em Portugal, contando do as audiâncias a compreender a formações cartográficas e ortofoto- de negócio do IVV. Através das tec-neste momento com mais de 200 dimensão dos seus feitos e o contex- gráficas, Planos Municipais de Or- nologias Oracle e iSMART, o IVVmil pontos de interesse, transpor- to geográfico”, informa Rui Santos, denamento do Território, informa- armazena dados alfanuméricos etes públicos para a área da grande geomentor do projecto. No fundo, o ção estatística ou mesmo pontos de geográficos. faz sua gestão e arma-Lisboa, conteúdos em directo, visi- que se pretendia era explicar “onde interesse turísticos. Futuramente zena um conjunto de tabelas para atas virtuais e fotografias 360º, além é que as fotografias foram tiradas, também o Cadastro Geométrico da construção e gestão da topologia.de cartografia detalhada do País. O compreender os limites dos países e Propriedade Rústica da região vai O objectivo “era simplificar os pro-SAPO Mapas tem ainda uma plata- suas implicações, e o que o João sen- ser disponibilizado. Com cerca de cessos admnistrativos, aumentar aforma de SIG montada sobre os te em determinado ponto do per- 2000 visualizações por mês, essen- transparência e eficiência e des-conteúdos do SAPO, georreferen- curso”, frisa. Para tal, foram preci- cialmente feitas por munícipes, centralizar serviços, bem como au-ciando os dados do portal, como sas quatro sessões de duas horas também os próprios municípios mentar a capacidade de planea-fotos, vídeos, blogues ou notícias, cada com o protagonista, e mais 8 podem aceder e gerir em ‘backoffi- mento estratégico”, explica. O ba-em tempo real. Neste momento, horas para processar os vídeos, o ce’ toda a informação territorial lanço é positivo. É que antes da en-afirma Nuno Pereira, da Direcção que implicou, segundo Rui Santos, existente no seu geoportal munici- trada em produção do SIvv, todosde Gestão do Produto do Portal, “já “grande conhecimento do terreno, pal, possuindo para isso módulos os contactos eram feitos sob a for-temos mais de 2 milhões de pontos conjugado com a tecnologia e da- específicos que permitem fazer ma analógica, o que, aliado aos re-de interesse georreferenciados”. dos da ESRI e produção conjunta esta gestão. Um dos módulos mais cursos humanos existentes, “con-Em breve, o SAPO vai apresentar a com o João Garcia”. O alpinista foi interessantes na actualização de da- duzia a uma resposta nem semprenova pesquisa do SAPO Mapas que o pilar central do projecto. Mas dos, destaca Joana Patrício, da Co- dentro dos prazos”. Ao fazer-se asuporta vários formatos de pesqui- tudo foi feito a seis mãos, visto Ca- munidade Intermunicipal do Alto gestão em web, “todo o processo sesa, nomeadamente por códigos tarina Clemente, técnica da ESRI Alentejo, é o ngMobileStudio, que tornou mais célere e mais transpa-postais, número de porta, telefone, ter participado com as coordena- permite descarregar temas de car- rente para os utentes”, diz Editepesquisa nas redondezas com apre- das. Com este projecto, quando tografia para um PDA equipado Azenha, frisando que “os prazos fo-sentação de pontos de interesse João Garcia fala sobre um local de com GPS, actualizar em campo a ram encurtados, houve uma dimi-(hóteis, restaurantes, transportes, êxodo político e conflitos, é agora informação descarregada e actuali- nuição da despesa e os recursoscompras, utilidades, etc.) e outras “perceptível para todos onde e por- zar a informação através de um me- humanos redireccionados para ou-pesquisas mais complexas. I I.M. que é que eles acontecem”. I R.C. canismo de sincronização. I I.M. tras actividades. I R.C.
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