Your SlideShare is downloading. ×
Entre as diferenças
Entre as diferenças
Entre as diferenças
Entre as diferenças
Entre as diferenças
Entre as diferenças
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

Entre as diferenças

1,380

Published on

Published in: Education
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
1,380
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
2
Actions
Shares
0
Downloads
4
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. Entre as Diferenças Inês Zita Lorenzetti Galelli Marivânia Bento Canei Pábola DalpraiResumoA realização deste trabalho tem o objetivo de trazer à tona discussõessobre a inclusão de alunos portadores de necessidades especiais emescolas de ensino regular e as dificuldades que os educadores vêmenfrentando para fazer acontecer realmente esta inclusão. No âmbitoeducacional brasileiro, busca-se direcionar a inclusão destes alunos emescolas de ensino regular, onde os mesmos, apesar de possuir algumaslimitações, possam crescer em seu desenvolvimento cognitivo, motor,mental, educacional e também na sua vida social. Procura-se então,identificar as dificuldades e a influência que os educadores têm nestatarefa de incluir, tendo em vista as dificuldades que se apresentam em suaprática pedagógica. Lembrando que o educador tem a árdua missão deproduzir a igualdade entre o grupo. Sendo assim, uma das importantestarefas educativas é proporcionar aos alunos uma relação de experiências,de conhecer-se, de comunicar-se como ser pensante, propiciando assim,o oferecer-se, o doar-se ao outro, ou seja, o desafio de produzircompreensão do ato da inclusão na instituição.Palavras – Chave: Inclusão, prática pedagógica, igualdade.AbstractThis work aims to bring up discussions on the inclusion of students with specialneeds in mainstream schools and the difficulties that educators are facing reallyhappen to this inclusion. Under Brazilian education, seeks to direct the inclusionof these students in mainstream schools, where they, despite having somelimitations, can grow in their cognitive, motor, mental, educational and also inyour social life. The aim is to then identify the difficulties and the influence thateducators have to include this task in view of the difficulties that arise in theirpractice. Recalling that the teacher has the difficult task of producing equality
  • 2. among the group. Thus, an important task of education is to provide students alist of experiences, know each other, to communicate as a thinking being, thusproviding the volunteer, the giving to the other, that is, the challenge promoteunderstanding of the act of inclusion in the institution.Words - Key: Inclusion, pedagogical practice, equality.DesenvolvimentoPara um melhor entendimento sobre a inclusão de pessoas comnecessidades especiais em escolas regulares, precisamos buscar notempo, através de um breve relato, a história da evolução humana.Consequentemente o pensamento do homem modificou-se ao longo dosanos, quebrando-se assim vários paradigmas.As informações mais antigas sobre esse assunto datam da idade Média,com histórias de horrores, de matanças desumanas e perseguiçõesàquelas pessoas que nasciam com algum tipo de deficiência. Citandocomo exemplo o filme 300, onde é possível observar cenas de preconceitoe como eram tratadas as pessoas que não correspondiam ao ideal deperfeição.Na Santa Inquisição as pessoas com algum tipo de deficiência foramperseguidas e mortas. Na história da humanidade, sempre estevepresente pessoas com necessidades especiais originando segregação epreconceito. No entanto, a expansão do cristianismo trouxe novas idéiassobre a origem do homem. Com isso, as pessoas com deficiênciapassaram a ser consideradas seres humanos, pois na antiguidade e aindahoje em dia em algumas tribos indígenas pessoas que nasciam/nascemcom alguma deficiência eram/são vistas como seres amaldiçoados ou quecarregam alguma culpa por um erro cometido pelos pais ou seusantepassados.Se pensarmos que hoje a lei assegura o direito da educação para todos,um passo importante de inclusão na educação foi dado em março de 1990com a Declaração Mundial sobre Educação para Todos, realizada naTailândia. Onde representantes de diferentes países elaboraram umdocumento com propostas e projetos da educação Inclusiva.
  • 3. Nossa Constituição Federal de 1988 em seu artigo 205 assim prescreve:“A educação, direito de todos e dever do estado e da família”. Da mesmaforma o Estatuto da Criança e do adolescente (ECA) dispõe em seucapitulo IV, art. 53 “A criança e o adolescente tem direito a educação”.Nesse sentido, percebe-se que todos têm direito à educação, masentende-se que essa educação é segmentada, ou seja, a educação parapessoas com necessidades educacionais especiais trata-se de umamodalidade de ensino e não uma educação inclusiva.Já a LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação que também assegurao direito de todos à educação, em seu capitulo V art. 58, trouxe à tona adiscussão da Educação Especial, onde a mesma afirma: Entende-se por Educação Especial [...] a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.No âmbito educacional brasileiro dar-se-à a inclusão de pessoas comdeficiência, dentro de um processo, onde os professores estejamalicerçados em concepções e teorias que propiciem a busca pela garantiaao direito à educação. Sendo oferecidos aos alunos, elementosnecessários para que possam produzir mecanismos para desenvolversuas potencialidades dentro do contexto educacional e ainda, oferecendo-lhes meios com os quais possam desenvolver situações que os façamsentirem-se integrantes de um grupo. E terem o direito a enturmarem-se,tendo em vista a inclusão da igualdade de oportunidade.Conforme a LDB: Art. 59º. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades; II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; III - professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns; IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas
  • 4. para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante articulação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apresentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psicomotora.Um dos maiores desafios da educação atualmente é fazer a inclusão dealunos portadores de Necessidades Especiais. (PNES).Discute-se muito sobre a importância de se fazer essa inclusão, mas naprática a situação ainda é bastante difícil. Mesmo porque os professoresainda não estão preparados para trabalhar com esses alunos, ou seja, apartir do momento que se criou a lei da inclusão, não se pensou naformação do profissional.Segundo Montoan e Prieto: Fazer valer o direito a educação para todos não se limita a cumprir o que está na lei e aplicá-la, sumariamente, às situações discriminadoras. O assunto merece um entendimento mais profundo da questão da justiça. A escola justa e desejável para todos não se sustenta unicamente no fato de os homens serem iguais e nascerem iguais. Aliás, quando falamos de “iguais” nos referimos à igualdade de direitos, de oportunidade e não á igualdade natural.Para Montoan e Prieto, apud Boblio, a igualdade natural não tem umsignificado unívoco, mas tanto quanto forem as questões “igualdade entrequem? igualdade em quê?”. A extensão desse valor, portanto, precisa serconsiderada, para não entendermos que todos os homens sejam iguaisem tudo!A escola hoje em dia, já faz sérias discussões no momento de avaliar osalunos considerando suas diferenças, suas peculiaridades. Mas ainda hámuito o que se fazer para que a inclusão aconteça realmente. Já podemosver as estruturas sendo modificadas e preparadas, mas quanto à formaçãoprofissional há necessidade de maiores investimentos. Alunos portadoresde deficiência auditiva são colocados na sala de aula junto com os demaisalunos que ouvem, sem ter um professor que saiba a linguagem dossinais, e somente depois que este aluno já esta frequentando a escola éque preocupa-se em se fazer algo. Então, alunos e professores daquelaturma procuram meios próprios de se fazer entender e fingem queensinam e o aluno, por sua vez, fica ali, sem aprender realmente. Este éum exemplo entre tantos outros onde a inclusão acaba acontecendo
  • 5. somente no papel. Se questionados, esses alunos certamente diriam queo ensino que lhe é oferecido não lhe garante as mesmas oportunidadesque os demais. Outro exemplo bastante comum é o de alunos cadeirantesnas aulas de educação física. O que lhe é oferecido enquanto os demaisjogam futebol ou se exercitam? Fica ali o aluno como mero espectador. Oque fará o professor para incluir este aluno naquele momento? Comoafirmar que a inclusão acontece diante desses fatos?Conforme afirma Montoan e Pietro: “A escola insiste em afirmar que os alunos são diferentes quando se matriculam em uma serie escolar, mas o objetivo escolar, no final desse período letivo, é que eles se igualem em conhecimento a um padrão que é estabelecido para aquela série, caso contrário serão excluídos por aceleração da aprendizagem e outros programas embrutecedores da inteligência.Há que se lembrar, que se faz uma interpretação equivocada em relaçãoàs escolas de ensino especial. Esta deve ser um complemento do estudo,isto é, neste ambiente escolar devem ser feitos trabalhos diferenciados,onde não se tem como objetivo a promoção de série. E não o que se temfeito até então, as escolas especiais como o ensino prioritário e a escolacomum como o complemento.Apesar de muitas vezes as escolas incluírem esses alunos comnecessidades especiais, não podem fazer mais por eles, pela carência deprofissionais com capacitação para atender de forma satisfatória cadaeducando em suas necessidades específicas, sendo necessária umapolítica educacional que ofereça capacitação adequada, para que ainclusão realmente aconteça.As leis brasileiras procuram garantir o acesso e a permanência de todasas crianças e adolescentes no ensino regular. No entanto, o que irá mudaras práticas educativas em sala de aula serão os professores e toda acomunidade escolar envolvidos em um trabalho transformador, que fará adiferença a estes alunos.Considerações finais
  • 6. Diante disso, verifica-se a urgente necessidade de se investir na formaçãocontinuada dos educadores para que as ações desenvolvidas ao longo doano letivo envolvam toda a comunidade escolar a desenvolver atitudesvoltadas à busca do cooperativismo e da solidariedade com o intuito deauxiliar e proporcionar aos alunos com necessidades especiais, umambiente acolhedor, dotado de boas atitudes que os levem aodesenvolvimento de um novo contexto educacional. E que ofereça a estascrianças a possibilidade de vivenciar uma seqüência de etapas eaprendizagens, tendo como princípios tentar encontrar equilíbrio entre asnecessidades do que ensinar a estes alunos e aos demais, de forma quenão privilegie uns em detrimento de outros, mas que aconteça aconstrução do conhecimento igualmente entre todos de acordo com opotencial de cada um.ReferênciasFÁVERO, Osmar. Uma pedagogia da participação escolar: Analise daprática educativa do MEB - Movimento de Educação de Base.Campinas, SP:Autores associados,2006.FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários a PráticaEducativa. São Paulo:Paz e Terra, 1996.MANTOAN, Maria Teresa Eglé, PRIETO, Rosângela Gavioli.Inclusão escolar:Pontos e Contra Pontos. São Paulo: Summus, 2006.ROSA, Ângela Coronel da. Educação Inclusiva. Curitiba: 2009 (Apostila do módulo 8,Curso de Pedagogia, Universidade Luterana do Brasil)VIGOTSKY, Lev Semennovich. A Formação Social da Mente: ODesenvolvimento dos Processos Psicológicos superiores. 7ª. Ed. São Paulo:Martins Fontes, 2007.

×