Proposta pedagógica 2011
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Proposta pedagógica 2011 Document Transcript

  • 1. CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 08 SOBRADINHO-DFPLANEJAMENTO PEDAGÓGICO 2011 FEV/2011
  • 2. SUMÁRIOApresentação ------------------------------------------------------------- 3Plano de Trabalho-------------------------------------------------------- 4Introdução----------------------------------------------------------------- 6Justificativa---------------------------------------------------------------- 7Objetivos------------------------------------------------------------------- 9Metas----------------------------------------------------------------------- 9Estratégias----------------------------------------------------------------- 11Avaliação------------------------------------------------------------------ 12Cronograma--------------------------------------------------------------- 13Dados de identificação--------------------------------------------------- 15Missão---------------------------------------------------------------------- 16Histórico da Instituição escolar----------------------------------------- 17Diagnóstico---------------------------------------------------------------- 18Histórico do diagnóstico da escola------------------------------------- 19Objetivos------------------------------------------------------------------- 24Princípios Norteadores--------------------------------------------------- 25Princípios Epistemológicos--------------------------------------------- 25Organização Administrativa-------------------------------------------- 32Organização Curricular-------------------------------------------------- 32Avaliação------------------------------------------------------------------ 35Programas pedagógicos específicos----------------------------------- 37Bibliografia---------------------------------------------------------------- 40Anexos – Projetos-------------------------------------------------------- 42 2
  • 3. APRESENTAÇÃO Este documento tem como finalidade apresentar as proposta de trabalho a serdesenvolvida no Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho (CEF08), cujo trabalho apóia-se na perspectiva de uma educação de qualidade, buscando, para atender esse objetivo, açõesvoltadas para melhores condições de trabalho; uma prática pedagógica em consonância com ocontexto atual de modo a formar cidadãos críticos e conscientes do seu papel social; comotambém, a integração da escola com a comunidade, tendo em vista que a participação destaúltima torna-se primordial no desenvolvimento do cidadão que almejamos. Para compor a Proposta Pedagógica foi feito um novo levantamento do Histórico daEscola e Comunidade onde pudemos conhecer nossa clientela e os profissionais envolvidos pormeio do Diagnóstico da Situação Presente. Traçamos objetivos e metas a serem alcançadosdurante o ano letivo baseado nos Princípios Norteadores que regem a Educação Pública doDistrito Federal. Contempla-se no conteúdo desta, a Organização Curricular, as InstituiçõesEscolares a serem criadas, bem como, Projetos Especiais que poderão propiciar acontextualização e interdisciplinaridade das habilidades e competências a serem trabalhadas.Nessa jornada pedagógica destacamos a importância da integração do trabalho da sala deRecursos para Altas Habilidades (instalados em nossa escola) com o ensino regular, porconsiderarmos que neste trabalho específico, em integração com os professores dos demaiscomponentes curriculares; pode-se fomentar nos educandos o interesse pela pesquisa e criaçãode conhecimentos necessários à vida cotidiana. Definimos os valores fundamentais em torno dos quais se constrói a escola os quaisdescrevem como esta Unidade de Ensino pretende atingir sua missão. As estratégias foramtraçadas para englobar a maneira pela qual se pretende alcançar os objetivos. Em coerência com os pressupostos citados acima, propomos instrumentos quepossibilitem um acompanhamento e controle que forneçam subsídios reais, concretos eadequados à comunidade do trabalho aos níveis de manutenção e redimensionamento daeducação. A elaboração, aplicabilidade e o sucesso desta Proposta Pedagógica contaram com oempenho coletivo dos membros desta Instituição. Mas é de consciência dos que o produziram deque está aberto a todo e qualquer tipo de sugestão e encaminhamentos, contemplando, assim, oque consideramos ser essencial no processo educativo: o fazer e refazer das ações pedagógicasno “ritmo” do movimento da história. 3
  • 4. PLANO DE TRABALHOI – IDENTIFICAÇÃOSECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERALREGIONAL DE ENSINO DE SOBRADINHOCENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 08 DE SOBRADINHOENDEREÇO: AR 03 ÁREA ESPECIAL 02 LT 04 ST. OESTE – SOBRADINHO II - DFNÍVEIS DE ENSINO: ENSINO FUNDAMENTAL – SÉRIES FINAIS • 5ª SÉRIE • 6ª SÉRIE • 7ª SÉRIEMODALIDADES DE ENSINO: EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) E ENSINO ESPECIALAPOIO PEDAGÓGICO: • ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL • SALA DE RECURSOS • EQUIPE DE APOIO À APRENDIZAGEMLOCALIZAÇÃO: URBANA 4
  • 5. QUANDO A ESCOLA É DE VIDRO. QUANDO A ESCOLA É DE VIDRO Trecho do livro de Ruth Rocha Eu ia à escola todos os dias de manhã e quando chegava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro. É, no vidro! Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não! O vidro dependia da classe em que a gente estudava. Se você estava no primeiro ano, ganhava um vidro de um tamanho. Se você fosse do segundo ano, seu vidro era um pouquinho maior. E assim, os vidros iam crescendo à medida que você ia passando de ano. Se não passasse de ano era um horror. Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado. Coubesse ou não coubesse. Aliás, nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos vidros. E para falar a verdade, ninguém cabia direito. Uns eram gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e ficavam afundados no vidro, nem assim era confortável. A gente não escutava direito o que os professores diziam, os professores não entendiam o que a gente falava, e a gente nem podia respirar direito... A gente só podia respirar direito na hora do recreio ou na aula de educação física. Mas aí a gente já estava desesperado de tanto ficar preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros. 5
  • 6. A METÁFORA DO VIDRO O hábito de ficar dentro dos vidros acaba se tornando cômodo para algumas crianças,elas se adaptam à forma do vidro e acabam se sentindo até desconfortáveis fora dele. Quantomais elas se moldam ao vidro menos trabalho dá aos adultos. Outras, porém, sofrem porque sãodiferentes e esta diferença não é levada em conta; elas não recebem nenhum tipo de ajuda e deestímulo. Mas será que é isso que se quer do processo educacional? Todo mundo pensando iguale fazendo tudo igual? O vidro filtra o que o professor fala e também o que fala o aluno. A comunicação e,portanto as relações entre eles não são espontâneas. Ouvir é diferente de escutar ativamente, émuito diferente! Em se tratando de crianças e adolescentes, há que se fazer um esforço extra paraentender exatamente o que eles querem dizer! Mesmo assim, com todo nosso esforço e atenção,quantas perguntas deixaram de ser formuladas e quantas outras deixaram de ser respondidas! As crianças que ficaram tempo demais dentro de vidros adoram as aulas de educaçãofísica. O corpo do aprendiz faz parte dele, é através do corpo que ele fala, que expressa seussentimentos e que ele aprende. Assim há muitas maneiras de aprender e todas elas devem sercolocadas à disposição do aprendiz. Um dia teremos a revolução dos vidros, e a diferença, não mais a mesmice, serávalorizada! A psicopedagogia lida essencialmente com a aceitação dessas diferenças, tentandoentendê-las. É através da busca de novos caminhos que ela pretende dar um novo significado àaprendizagem.II – INTRODUÇÃO A apresentação deste documento tem por finalidade, viabilizar uma proposta de planode trabalho a ser desenvolvida pelo Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho. Estaproposta deverá ser aperfeiçoada posteriormente por meio da participação efetiva de todos ossegmentos da escola. Entende-se também que se deve considerar toda realidade e problemáticasenfrentadas pela comunidade. Os problemas de maior relevância em nossa comunidade são: a violência, evasãoescolar, indisciplina e a repetência. Situado em local onde a exclusão social se manifesta de 6
  • 7. modo mais acentuado, a escola não fica isolada deste contexto. Em geral, a solução proposta é opoliciamento. Nem sempre esta solução é possível e quase nunca é eficaz, devido ao serviçodeficiente oferecido pelo Estado. Ao contrário, muitas vezes ela apenas reforça a violência dasituação. Mais que um caso de polícia, a violência nas escolas é um problema pedagógico.Situados neste desafio nos propomos a implantar projetos, buscar parcerias, fortalecer oplanejamento coletivo e outras ações as quais darão suporte para a transformação da realidade. Vivemos numa sociedade democrática, onde educação e política estão intimamenterelacionadas. Como educação é sistema e conseqüentemente é escola, cabe a esta, desenvolverum trabalho onde considere toda a legislação pertinente, sem deixar de lado as opiniões eexperiências de toda comunidade escolar para a elaboração, execução e avaliação de um plano detrabalho, em busca de uma Escola Pública de excelência no exercício pleno da cidadania.Compete também a todos os funcionários em educação, o resgate do papel afetivo, social ecognitivo e também o resgate dos valores culturais, religiosos, cívicos e sociais. Todas as indicações apresentadas neste Plano de Trabalho serão discutidas, ampliadas eavaliadas por todos os segmentos da Escola, com o intuito de estabelecer um ambiente dedemocracia plena.“Informação, educação e cultura são alicerces de uma sociedade justa e desenvolvida, tanto no aspecto econômico, científico e tecnológico quanto social e humanístico... E o ponto de partida deste processo é o conhecimento...”III - JUSTIFICATIVA Em Fevereiro de 2001, foram iniciadas as atividades no Centro de Ensino Fundamental08 de Sobradinho, como escola anexa ao Centro de Ensino Fundamental 07, em um prédioalugado situado na AR19 (COER), atendendo alunos do Ensino Fundamental (Séries iniciais eFinais). Posteriormente, no ano de 2005, com os recursos liberados por parte da Secretaria deEducação do DF, foi construída a edificação atual, situada na AR03, lote 04 Área Especial 02Setor Oeste Sobradinho II. O que surpreendeu a comunidade local e que não aconteceu umasolenidade com os representantes governamentais da época, para a inauguração da nova sede.Foi reconhecido pela Portaria nº 43 de 20/02/2004, DODF Nº 37 P. 08 de25/02/2004 e tevecomo seu 1º diretor, nesta nova sede, o Sr. ADETÔNIO DO NATAL E SOUSA e vice-diretor oSr. LAURINEY MORAES DE SOUZA. 7
  • 8. A escola após iniciar seu atendimento não passou por nenhuma reforma geral. Apesarde diversos problemas estruturais (inúmeras rachaduras) e manutenções periódicas, o prédioescolar se mantém em bom estado de conservação. A Unidade de Ensino tem uma comunidade muito variada, pois atende alunos daslocalidades da vila Rabelo, Morro do Sansão, Condomínios, Setor de Mansões, Minichácaras,zona rural e áreas residenciais de Sobradinho II. Essas regiões apresentam uma situação social eeconômica definida, nelas residem pessoas menos favorecidas social e economicamente. Nossaclientela tem hoje, uma grande porcentagem de alunos que apresenta desajustes familiares econseqüentemente, dificuldades de aprendizagem e problemas de disciplina. A situação presente mostra-se grave devido ao grande número de ocorrências diárias debrigas na maioria das vezes geradas por situações ocorridas fora da escola, falta de hábitos (osquais deveriam ser formados em casa), pouco compromisso dos familiares (impontualidade, nãosuprimento dos materiais escolares básicos) e evasão (por irregularidade na freqüência). Apesardestes fatos, apresentamos um número reduzido de repetência em comparação às demais escolasde Sobradinho II. Para o teórico inglês Basil Bernstein, a aprendizagem e a ação social fazem-se vital aorientação cognitiva e prática do homem, regulado, por um controle simbólico adquirido nasinstituições pedagógicas oficiais e locais, tais como na escola e na família. Em síntese, aaprendizagem e o desempenho escolar para Bernstein, dependem primeiramente da inter-relaçãoentre mãe e filho, e posteriormente, entre professor e aluno. Diante do exposto este plano de trabalho visa possibilitar, a todos os alunos, incentivo ápermanência na escola; o aprendizado para a vida, privilegiando os valores humanos, cristãos etecnológicos, contribuindo na formação de pessoas conscientes e éticas, comprometidas com asolidariedade e responsáveis em suas ações, capazes e criativos para enfrentar o mundo dotrabalho; elevar o nível de aprendizagem e compreensão para desenvolver habilidades e dominarcompetências. 8
  • 9. IV – OBJETIVOS • Elevar o índice geral de aprovação; • Reduzir o índice de evasão; • Desenvolver o hábito e o gosto pela leitura; • Proporcionar acesso a meios tecnológicos; • Estabelecer estratégias para aquisição e formação de hábitos e atitudes/valores; • Promover ações que busquem a integração da comunidade no contexto escolar; • Fortalecer e dinamizar o Conselho Escolar; • Favorecer a transparência na prestação de contas, relativas aos recursos repassados à Instituição Educacional, bem como daqueles diretamente arrecadados; • Oferecer instrumentos pedagógicos para a Avaliação Institucional; • Viabilizar maior espaço para o lúdico no ambiente escolar; • Desenvolver ações que favoreçam a melhoria dos hábitos de higiene pessoal; • Oportunizar aos alunos atividades extra-classe, onde possam vivenciar valores culturais; • Promover mecanismos que concretizem a integração dos alunos com necessidades educacionais especiais; • Reduzir a indisciplina dos alunos no ambiente escolar; • Conscientizar aos alunos sobre a importância dos recursos naturais e o ambiente em que vivem.V - METAS • Aumentar o índice de aprovação das séries finais em 10% ao final de 2011; • Diminuir em 10% a evasão escolar dos alunos do Ensino Fundamental e EJA; • Diminuir o número de atendimentos disciplinares dos alunos do Ensino Fundamental na direção em 15%, durante o ano letivo de 2011; 9
  • 10. • Oportunizar aos alunos do Ensino fundamental (5ª, 6ª e 7ª séries) e EJA (1º Segmento) a leitura de no mínimo um livro por bimestre;• Promover a utilização dos computadores do laboratório de informática por professores e alunos das séries finais e EJA, no decorrer do ano letivo de 2011;• Resgatar valores, trabalhando mensalmente temas a serem definidos coletivamente;• Propor pelo menos duas atividades culturais durante o ano;• Promover reuniões ordinárias com a comunidade local para efetivar a função do Conselho Escolar;• Apresentar as contas e balancetes bimestralmente para apreciação da comunidade e aprovação do Conselho Escolar;• Utilizar os dois dias pré-definidos no calendário escolar de 2011 para avaliação e auto- avaliação de todos os segmentos da instituição;• Adquirir materiais esportivos e recreativos no decorrer do ano letivo de 2011, para o uso dos alunos das séries iniciais e finais;• Acrescentar em 10% os jogos pedagógicos da Ludoteca; disponibilizados aos alunos;• Trabalhar diariamente a formação de hábitos de higiene com todos os alunos das séries finais;• Realizar pelo menos quatro visitas com os alunos das séries finais e EJA, a locais que promovam cultura no decorrer do ano letivo de 2011;• Inserir todos os alunos com necessidades educacionais especiais nas atividades da escola no decorrer do ano letivo de 2011;• Desenvolver o senso crítico e a conscientização dos cuidados com o ambiente escolar e da comunidade em que residem em 2011.• Viabilizar com recursos dos Programas financeiros a construção do Centro Poliesportivo no ano letivo de 2011; 10
  • 11. VI - ESTRATÉGIAS • Implantação e prosseguimento das políticas públicas de governo em consonância com a proposta pedagógica da unidade escolar; • Fortalecimento do planejamento coletivo garantindo os rumos, anseios, ideais que darão vida ao currículo; • Encontro de parcerias junto à comunidade e a Secretaria de Educação para garantir o intercâmbio entre escola e família; • Implantação juntamente com o MEC do projeto ProJovem (Iniciação de jovens às novas tecnologias); • Implementação do projeto de leitura com elaboração de oficinas literárias, promovendo concursos e eventos para fins editoriais ( Jornal Escolar, Blogs); • Oferecimento de ambiente especial que favoreça o desenvolvimento do prazer pela leitura e lazer; por meio de oficinas pedagógicas e sarau de literatura; • Promoção de encontros de interesse da comunidade envolvendo a Orientação Educacional; por meio de reuniões, questionários e entrevistas; • Realização de eventos para participação e integração da comunidade no contexto escolar; • Implementação de reuniões com os membros do Conselho Escolar oportunizando a efetiva participação dos mesmos no dia-a-dia da escola; • Estabelecimento de instrumentos eficazes de avaliação que meçam o desempenho de todos os segmentos da instituição educacional; • Aquisição de diversos materiais que possibilitem a valorização do lúdico como mediador no processo de ensino-aprendizagem, por meio da aplicação dos recursos financeiros; • Implantação de projeto pedagógico para permanente valorização de hábitos adequados de higiene pessoal e do ambiente, envolvendo todos os segmentos da instituição educacional; • Promoção de aulas-passeio a museus, teatro, cinema, órgãos públicos, etc; com a finalidade de favorecer a formação cultural dos alunos. • Envolver por meio de projetos pedagógicos todos os alunos com Necessidades Educacionais Especial nas atividades curriculares da escola; 11
  • 12. • Promoção de palestras que valorizem a convivência social entre os alunos, visando à construção de regras disciplinares entre os alunos, através de jogos recreativos. O trabalho docente deverá atuar em prol da pedagogia de projetos; • Estruturação e execução de projetos ambientais contemplados na proposta pedagógica.VII - AVALIAÇÃO Buscando a excelência na qualidade da educação, objetivamos buscar a cada etapa dotrabalho um feedback dos métodos e ações, instituindo em conjunto com todos os segmentos daInstituição Educacional mecanismos de avaliação pautados em instrumentos eficazes. O universo da avaliação escolar é simbólico e instituído pela cultura da mensuração,legitimado pela linguagem jurídica dos regimentos escolares, que legalmente instituídos,funcionam como uma vasta rede e envolvem totalmente a escola. (Lüdke; André, M. 1986) Avaliar exige, antes que se defina aonde se quer chegar, que se estabeleçam os critérios,para, em seguida, escolherem-se os procedimentos, inclusive aqueles referentes à coleta dedados, comparados e postos em cheque com o contexto e a forma em que foram produzidos. Para Hadji (2001), a passagem de uma avaliação normativa para a formativa, implicanecessariamente uma modificação das práticas do professor em compreender que o aluno é, nãosó o ponto de partida, mas também o de chegada. Seu progresso só pode ser percebido quandocomparado com ele mesmo: Como estava? Como está? As ações desenvolvidas entre as duasquestões compõem a avaliação formativa. A função nuclear da avaliação é ajudar o aluno a aprender e ao professor, ensinar.(Perrenoud, 1999), determinando também quanto e em que nível os objetivos estão sendoatingidos. Para isso é necessário o uso de instrumentos e procedimentos de avaliação adequados.(Libâneo, 1994, p.204) A avaliação institucional contribui significativamente para que a Escola repense suaspráticas administrativas, técnicas, educativas e sociais, ao mesmo tempo em que reflete o seupapel na sociedade como produtora e socializadora de um saber capaz de compreender etransformar a realidade. Uma instituição que se proponha viver um processo de Avaliação Institucionalprecisará planejar as etapas deste processo a fim de alcançar sucesso, sendo estas: preparação; 12
  • 13. elaboração do projeto; de organização do processo; de condução do processo; resultados einformes; validação; plano de ações e tomada de decisões em uma lógica permanente.VIII – CRONOGRAMA O cronograma para a realização das atividades está descrito conforme quadro abaixo,podendo o mesmo sofrer alteração conforme a necessidade da comunidade escolar no ano letivode 2011: Mês Atividades AGO MAR NOV ABR OUT JUN DEZ SET FEV JUL MAI Implantação eprosseguimento das políticas públicas de governo emconsonância com a proposta pedagógica da unidade escolar Fortalecimento do planejamento coletivogarantindo os rumos, anseios, ideais que darão vida ao currículo.Encontro de parcerias junto àcomunidade e a Secretaria de Educação para garantir o intercâmbio entre escola e famíliaImplantação juntamente como MEC do projeto ProJovem(Iniciação de jovens às novas tecnologias)Implementação do projeto de leitura com elaboração de oficinas literárias, promovendo concursos e eventos para fins editoriais (Jornal Escolar, Blogs) Oferecimento de ambiente especial que favoreça o desenvolvimento do prazerpela leitura e lazer; por meio de oficinas pedagógicas e sarau de literatura Promoção de encontros de interesse da comunidade envolvendo a Orientação Educacional; por meio de 13
  • 14. reuniões, questionários e entrevistas.Realização de eventos paraparticipação e integração da comunidade no contexto escolarImplementação de reuniões com os membros do Conselho Escolar oportunizando a efetivaparticipação dos mesmos no dia-a-dia da escola Estabelecimento de instrumentos eficazes de avaliação que meçam o desempenho de todos os segmentos da instituição educacional Aquisição de diversos materiais que possibilitem a valorização do lúdico como mediador no processo de ensino-aprendizagem, por meio da aplicação dos recursos Financeiros Implantação de projetopedagógico para permanente valorização de hábitosadequados de higiene pessoal e do ambiente, envolvendo todos os segmentos da instituição educacionalPromoção de aulas-passeio a museus, teatro, cinema, órgãos públicos, etc; com a finalidade de favorecer aformação cultural dos alunos. Envolver por meio de projetos pedagógicos todos os alunos com Necessidades Educacionais Especial nas atividades curriculares da escola Promoção de palestras que valorizem a convivência social entre os alunos, visando à construção de regras disciplinares entre os alunos, através de jogos recreativos. O trabalhodocente deverá atuar em prol da pedagogia de projetos Estruturação e execução de projetos ambientais contemplados na proposta pedagógica 14
  • 15. PROPOSTA PEDAGÓGICA - 2011 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Dados da Mantenedora1.1 Mantenedora Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal1.2.Governador Agnelo Santos Queiroz Filho1.3. Secretário de Educação Regina Vinhaes GracindoDados da Instituição Educacional2.1 Nome da Instituição Educacional Centro de Ensino Fundamental 082.2 Endereço completo AR 03, Lote 04, Área Especial 02, Setor Oeste de Sobradinho II.2.3 Telefone/Fax/e-mail 3901-80232.4 Localização Área Urbana2.5 Diretoria Regional de Ensino Sobradinho2.6 Data de criação da Instituição 25.02.2004Educacional Publicação no Diário Nº 37, de 25.02.2004, na página 08.2.7 Autorização: Deliberação do Conselho Port. Nº 43 de 20/02/2004 no DO.DF Nº 37 de25/02/2004,Estadual de Educação pag. 082.8 Reconhecimento: Deliberação do Port. Nº 43 de 20/02/2004 no DO.DF Nº 37 DEConselho Estadual de Educação 25/02/2004, PAG. 082.9 Turno de funcionamento Matutino (7h30min às 12h30min), vespertino (13h às 18h) e noturno 19h às 23h).2.10 Nível de ensino ofertado Ensino Fundamental2.11 Modalidades de ensino/programas e 5ª, 6ª e 7ª séries. 1º segmento da Educação de Jovens eprojetos especiais da Educação Básica Adultos.2.12 Área total do terreno 1800m2.13 Área construída 900m2.14 Total de salas de aula 162.15 Laboratório de Informática 012.16 Sala de múltiplo uso 012.17 Sala de Leitura 012.18 Sala de Artes 012.19 Laboratório de Ciências 012.20 Sala de Reforço* 022.21 Sala dos Professores 012.22 Sala de Coordenação 012.22 Sala de Atendimento Para Altas 01Habilidades2.23 Quadra Poliesportiva 01 15
  • 16. MISSÃO A Proposta apresentada visa apontar a escola como um espaço privilegiado daconstrução do saber, onde cada indivíduo envolvido tenha direito de interagir no processo dedesenvolvimento e transformação dentro e fora do ambiente escolar. O Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho prioriza uma educaçãofundamentada nos princípios de liberdade e da qualidade de vida, conduzindo educandos eeducadores ao exercício da cidadania. A nossa missão é alavancar ações que promovam avalorização do ser humano, que favoreça a construção do conhecimento contextualizado deforma que os educandos possam adquirir habilidades e competências fundamentais para o seusucesso e desenvolvimento integral permitindo a compreensão para a construção de ummundo melhor. Para que isso ocorra o CEF08 baseia-se nos cinco pilares da construção do aprender(DELOR’S): aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser eaprender a aprender, pois partimos do princípio de que escola não é apenas um veículo para aformação acadêmica, mas é, também, um espaço para a formação de opinião, é uminstrumento para o desenvolvimento do ser humano total que uma vez tendo acesso aosconhecimentos social e historicamente construídos possam desenvolver competências ehabilidades permeadas pelo respeito aos direitos e deveres que estabelecem a vida cidadã.Nessa perspectiva, a escola tem como missão: • Estimular o desenvolvimento de competências e habilidades para a vida futura no que diz respeito à prática de atitudes positivas em relação a si mesmo, ao próximo, ao meio ambiente e a uma carreira de estudos posteriores e profissionais. • Proporcionar experiências na escola as quais permitam aos educandos a relação com os fatos reais da comunidade no que diz respeito aos aspectos políticos, sociais, econômicos, culturais, éticos e morais que vivenciam. • Instigar os alunos a refletirem e a se posicionarem sobre os fatos atuais de interesses locais, nacionais e mundiais. • Compartilhar, de forma contextualizada, os conhecimentos científicos e culturais já construídos pela humanidade. • Estimular a formação da consciência autônoma, crítica e reflexiva dos educandos. 16
  • 17. • Proporcionar o desenvolvimento do espírito investigador e científico dos alunos e a buscarem a integração dos conhecimentos adquiridos na utilização da vida prática, na solução de problemáticas que possam apresentar na comunidade. • Buscar favorecer espaços de diálogo e convivência para que o aluno possa valorizar a própria cultura, vivenciar e respeitar as diversidades étnicas e culturais dos demais, como também buscar a superação a qualquer tipo de discriminação. O CEF08 tem a finalidade de atender o disposto na Constituição Federal de 1988, na Leide Diretrizes e Bases da Educação Nacional Nº 9394/96, e no Estatuto da Criança e doAdolescente, ministrar a educação fundamental, observando a base curricular a legislação e asnormas aplicáveis aos segmentos nesta Instituição atendidos: Ensino Fundamental – 5ª, 6ª e 7ªséries; Educação de Jovens e Adultos – 1º Segmento e, ainda, ao que dispõe sobre oatendimento no Núcleo de Atendimento de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S). HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO EDUCACIONAL Em 2001, demos inicio as atividades desta Unidade de Ensino, como Centro deEnsino Fundamental, localizado na AR 19. Posteriormente, em 2002, houve uma transição,onde vários funcionários foram designados para assumirem a Escola Classe 14, que tambémrecebeu vários alunos desta escola. Surgiu, assim, com funcionários e alunos remanescentes, oCentro de Ensino Fundamental 08. Durante esse período a escola funcionava em prédio alugado na AR 11, Área Isolada01, Setor Oeste de Sobradinho, enfrentando grandes dificuldades tanto estruturais quantoproblemas com a segurança da comunidade escolar. Mas é relevante relembrar que acomunidade se mobilizou para reivindicar melhorias estruturais e pedagógicas. Foi no ano de2002, por exemplo, que alunos e alunas, professoras e professores, mães e pais, servidoras eservidores fizeram uma campanha de arrecadação de livros e assim ampliou o acervo da salade leitura, muito precário na época. Após três anos neste local, fomos contemplados com umasede própria em fevereiro de 2005. Um prédio totalmente novo, com várias dependências emuito bem estruturado, mudando de forma acentuada nossas perspectivas para o atendimentopedagógico de nossa comunidade escolar. 17
  • 18. Mas as buscas por melhorias estruturais continuaram, e mais do que nunca, voltadaspara a aquisição de recursos tecnológicos como: computadores para o laboratório deinformática, informatização da sala de leitura, data show, aparelhos portáteis de som,aparelhos de DVDs (estes voltados para o enriquecimento do trabalho pedagógico);adquirimos, também, um sistema de segurança com alarme e câmera. Desde o ano de sua fundação que a Proposta Pedagógica vem sendo construída epropondo estratégias para a construção de uma escola dinâmica e em sintonia com o que anossa comunidade exige. Sendo assim, o fazer pedagógico, a construção do conhecimento e afunção social da escola, requer uma reflexão contínua por parte de todos os envolvidos noprocesso educativo. Reflexão esta baseada no exercício pedagógico cotidiano, tendo por baseos referenciais teóricos voltados para uma práxis comprometida com uma escola pública dequalidade. Daí a necessidade de informatizar a escola; estimular a pesquisa por parte dosalunos; incentivar a formação continuada dos professores e professoras; investir em ações quepromovam a interação da família na escola; desenvolver atividades de integração entre alunose professores, no sentido de também promover a satisfação de ambos no ambiente escolar e detrabalho, respectivamente; e a avaliação em todas as ações desenvolvidas. DIAGNÓSTICO O centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho atende a uma clientela, do pontode vista cultural, bem diversificada, levando-se em conta que boa parte da população deSobradinho II é oriunda de diversas localidades do DF e de outros estados brasileiros. Doponto de vista socioeconômico, pode-se constatar que o perfil das famílias apresenta baixopoder aquisitivo, sendo assim, os alunos enfrentam problemas de toda ordem comodesemprego dos pais, a baixa escolaridade destes, acarretando na falta de acompanhamentodos mesmos na realização das atividades extraclasse dos seus filhos. Apresentam, também,baixo poder aquisitivo, uma vez que se observa que a maioria das famílias são assistidas comos benefícios dos programas assistenciais do governo Federal e Distrital, fazendo destas asúnicas rendas da família. Observa-se, ao mesmo tempo, que há indícios de desestruturafamiliar da maioria dos lares dos alunos, refletindo nos desvios de comportamento e noprocesso de aprendizagem dos educandos. A escola atende alunos de bairros circunvizinhos que para terem acesso ao CEF08,utilizam transporte coletivo ou o escolar, mantido pela SEDF. Boa parte destes alunos resideem condomínios, vilas e chácaras das proximidades. 18
  • 19. Observa-se, pelo histórico de matrícula, que há uma relevante rotatividade nonúmero de alunos matriculados, sejam: oriundos de outros estados (principalmente do Goiás,Minas Gerais e dos estados da região nordeste do Brasil); ou que pedem transferências paraoutras escolas (geralmente por motivo de mudança da família para outra cidade). Os professores desta escola, em sua maioria, são conscientes da realidade da vidados alunos, e buscam ações que possam vir a ajudar essa clientela, não só do ponto de vista dodesenvolvimento cognitivo, mas também do ponto de vista social. Orientam as crianças ejovens a trilharem um caminho com vistas à superação das problemáticas, utilizando a escolacomo um instrumento de ascensão social. Os educadores buscam ações pedagógicas quedestaque o respeito, considerando as individualidades e trabalhando o resgate ou a construçãoda auto-estima dos educandos. HISTÓRICO DOS DIAGNÓSTICOS DA ESCOLA Durante a semana pedagógica, com base em diagnósticos anteriores, os professoreselaboraram o presente relato, no qual foram detectadas deficiências, quanto à leitura, escrita,produção de texto e raciocínio lógico matemático dos educandos e os aspectos formativos,quanto ao comportamento, atitudes. Entre outros, foram abordados questões do ponto de vistada organização do trabalho administrativo e pedagógico:DIAGNÓSTICO DE 2005, APRESENTADO EM REUNIÃO PEDAGÓGICA DE 2006.Aspectos positivos apontados pelos professores: • A aquisição de recursos pedagógicos para a escola; • A presença do Diretor em sala de aula para conversar com os alunos em situações de desvio de comportamento. • A flexibilidade da direção ao fazer acordos de trabalho com o corpo docente. • As novas instalações da escola como um fator de mudança positiva para o desenvolvimento das atividades pedagógicas como salas ventiladas e bem iluminadas, quadro de giz de boa qualidade, espaço para realização de atividades diversas (sala de multiplouso), quadra adequada para a realização de Educação Física, etc. 19
  • 20. Aspectos Negativos • A falta de um coordenador pedagógico • Evidenciou-se falta de sintonia entre os membros da direção. • O fato de deixar assuntos pendentes, discutidos em coordenação, pelo fato dos diretores não estarem na reunião pedagógica. • A falta de interação e participação dos professores na concretização dos projetos da escola. • Falta de controle da disciplina em sala de aula por parte de alguns professores.Sugestões • Discutir, em reunião pedagógica, como ponto de partida para buscar soluções para os problemas que interferem no fazer pedagógico da escola. • Buscar ponto de equilíbrio entre os componentes da escola • Maior interação entre os componentes da direção. • Maior envolvimento dos professores nos projetos pedagógicos. • Que o coordenador não trabalhe como professor substituto. • Dar maior autonomia ao assistente pedagógico na ausência do diretor. • Cumprimento das regras pré-estabelecidas por professores/direção. • Fazer reuniões mais objetivas, no sentido de não deixar assuntos pendentes. ANO 2006/2007 Desde 2002, o CEF08 vem traçando propostas de ações que visam contemplar asexpectativas de todos os segmentos da comunidade escolar. Em reunião pedagógica, naavaliação do próprio trabalho os professores destacaram alguns fatores a serem consideradosna avaliação geral dos alunos: • A escola recebe alunos de 3ª série provenientes das escolas vizinhas. Em diagnóstico inicial observou-se que as habilidades de leitura, interpretação e escrita, bem como as de raciocínio lógico-matemático e de coordenação motora fina estão abaixo do esperado para a série. 20
  • 21. • Recebem alunos para a 5ª série provenientes, também, de escolas classe vizinhas e da área rural (este último em número bem reduzido); • Os alunos da 5ª série apresentam dificuldades de adaptação à dinâmica dos horários de aula, bem como, dificuldades em leitura, interpretação e em matemática; • Foi observado que os alunos, principalmente das 3ª séries apresentavam dificuldades na adaptação quanto às normas e à organização da escola. • Dificuldades de relacionamento de alunos/alunos ou alunas/alunas e vice-versa; • Tendência de alguns alunos a depredarem o patrimônio escolar. Com base nessas reflexões e nas conversas com os alunos no dia-a-dia, ouobservando-os nas atividades pedagógicas e avaliações os professores e direção detectaram:1) Fatores que podem ter contribuído para o rendimento insatisfatório dos alunos: • A falta ou o pouco acompanhamento dos familiares na educação escolar dos seus filhos; • As habilidades de leitura, interpretação e raciocínio lógico dos alunos incompatíveis com a série que se encontravam; • Falta de motivação dos alunos e professores; • Número excessivo de alunos por sala; • Recursos humanos insuficientes no apoio aos alunos para atividades na sala de leitura; • A insuficiência de títulos para pesquisa na sala de leitura; • A inviabilidade de um projeto de leitura com um profissional da área de Língua Portuguesa; • Desvio de comportamento dos alunos; • O não cumprimento de atividades extra-classe por parte dos alunos;2) Habilidades diagnosticadas abaixo do esperado • Leitura e interpretação; • Raciocínio lógico matemático; • Pouca abstração em situações problema, envolvendo questões matemáticas; • Dificuldades para resolução das quatro operações matemáticas; • Diferenciar e produzir tipos diversos de textos; • Restrições ortográficas; 21
  • 22. Depois das reflexões, anteriormente citadas, o corpo docente, núcleo pedagógico e adireção da escola citaram algumas propostas de trabalho que possam melhorar o desempenhodos alunos, tornar o espaço escolar mais agradável e melhorar a convivência: • Desenvolver projetos que estimulem a leitura e valorizem a utilização e conservação da sala de leitura; • Estimular a criação textual e dramatizações; • Atividades que estimulem o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático (jogos como dama, xadrez) • A utilização do laboratório de Ciências; • Projetos no laboratório de informática que incentivem a pesquisa e o desenvolvimento do raciocínio lógico e crítico reflexivo; • Continuar incentivando a prática dos torneios interclasse (com jogos diversos); • Comemorar a semana do estudante e das crianças; • Desenvolver competências e habilidades de modo que os conteúdos sejam associados à vivência dos alunos, trabalhados criticamente; • Incentivar a participação dos alunos na conservação e manutenção da escola, do patrimônio, por meio de atividades lúdicas, da feira cultural, das ações da Agenda 21 na escola e do debate do Regimento Escolar; • Incentivar a valorização de todos os segmentos da escola. • Ações que promovam a satisfação dos professores no trabalho; • Desenvolver projetos para a formação de valores; • Promover ações solidárias (projeto idoso); • Promover passeios educativos (museus, teatro, zoológico, etc) • Promover a integração das turmas da escola com as atividades desenvolvidas pelos professores das salas de Altas Habilidades e Superdotação; • Reunião bimestral com os professores dos dois turnos para avaliar o trabalho desenvolvido. 22
  • 23. DIAGNÓSTICO DE 2006, APRESENTADO EM REUNIÃO PEDAGÓGICA DE 2007. Aspectos positivos: • Na avaliação geral, evidenciou-se que o trabalho pedagógico melhorou por ter o suporte de coordenadores como facilitadores dos trabalhos junto aos professores; • Suporte pedagógico melhorou quanto à aquisição de recursos materiais; • O aspecto administrativo foi considerado muito bom, com destaque para a aquisição de recursos materiais e manutenção; • Bom relacionamento entre os profissionais; • Direção sempre prestativa quando solicitada. • Melhoria no lanche dos alunos. • Melhoria do estacionamento com a aquisição da tela de proteção Aspectos negativos • Consideraram que houve uma maior centralização dos aspectos pedagógico somente com o núcleo pedagógico da escola (assistente pedagógica e coordenadoras) e pouca participação dos diretores nas reuniões pedagógicas; • Limpeza precisa melhorar, principalmente os banheiros; • Número insuficiente de funcionários da secretaria; • Falta de professores com carga horária de 40 horas semanais para a sala de leitura para os turnos matutino e vespertino. DIAGNÓSTICO DOS ANOS LETIVOS DE 2007, 2008, 2009 e 2010. • Evidenciou-se melhora considerável no processo pedagógico como um todo, devido ao investimento na formação continuada dos professores, pela utilização dos recursos tecnológicos disponíveis, pelo bom aproveitamento das horas de coordenação pedagógica para o planejamento das atividades. • Como aspecto positivo foi ressaltado, também, o envolvimento e compromisso de todo o corpo docente na participação dos projetos previstos na proposta 23
  • 24. pedagógica e a disponibilização por parte da Diretoria de Regional de Ensino de Sobradinho de um professor para ministrar as aulas de Dependência de Matemática. • Observou-se que as habilidades relativas à leitura e ao desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático, bem como o desenvolvimento de um projeto “disciplinar” devem ser as prioridades dos projetos da escola; • Foi passado como aspecto negativo o pouco envolvimento das famílias no acompanhamento aos educandos quanto à atenção aos mesmos na realização das atividades extra-classe, bem como quanto ao comparecimento dos mesmos nas reuniões ou quando solicitados na escola; observou-se que o rendimento acadêmico e o comportamento dos alunos cujos pais são mais presentes na escola, seus resultados são melhores. Para os anos letivos de 2010 e 2011, daremos prioridade aos projetos que desenvolvam as habilidades de leitura, interpretação e o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático e a integração da escola/família. Para tanto será necessário à revitalização do espaço da quadra Poliesportiva, integração de alunos do ensino especial às atividades do ensino regular, o desenvolvimento do projeto de leitura, estimular a aplicação do projeto de xadrez. Quanto à integração da família com a escola e os problemas “disciplinares” dos alunos, esperamos alcançar êxitos com a participação do SOE e com a busca de parcerias externas seja oferecendo palestras à comunidade ou alternativas que possam estar em consonância com a demanda da comunidade escolar. OBJETIVOS Geral:• O Centro de Ensino Fundamental 08 baseia sua ação educativa nos objetivos dos princípios da universalização de igualdade de acesso, permanência e sucesso da obrigatoriedade da educação básica e da sua gratuidade. 24
  • 25. • Contribuir para a construção de uma escola dinâmica, como um espaço cultural de socialização e desenvolvimento do educando, uma escola inovadora e comprometida com a formação de cidadãos capazes de agir e transformar sua realidade, visando o bem estar da coletividade, preparando-os para praticar o uso da cidadania, cumprindo seus deveres e exercitando seus direitos. Específicos• Conscientizar o aluno da importância da escola para sua vida;• Compreender o indivíduo como cidadão político e social, com direitos e deveres, adotando atitudes responsáveis para si e para os outros;• Criar situações de aprendizagem onde o aluno busque trabalhar de forma autônoma, sem discriminação e valorizando as diferenças, sejam elas de qualquer natureza;• Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva em todas as situações sociais existentes, sendo capazes de tomar decisões, formular opiniões e realizar-se como cidadãos;• Fortalecer os vínculos escola/comunidade, os laços de solidariedade humana e convivência harmônica recíproca para o pleno exercício do bem estar individual, coletivo e social.• Criar situações para que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, pesquisa, utilização de recursos e técnicas de elaboração e organização de informações necessárias à construção do seu conhecimento;• Trabalhar numa perspectiva interdisciplinar, onde o aluno seja capaz de relacionar teoria e prática com aplicações no cotidiano, contemplando os temas transversais;• Desenvolver a capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de competências, habilidades e a formação de valores e atitudes positivos;• Promover a valorização do professore, enquanto profissional e agente transformador da realidade sócio-cultural da comunidade local. 25
  • 26. PRINCIPIOS NORTEADORES A educação é um processo dinâmico e deve acompanhar a evolução dos temposmodernos para que não se torne obsoleta e deixe de cumprir o seu importante papel naformação do cidadão crítico e participativo no que diz respeito às questões políticas, sociais eculturais. Com base nessas considerações, adotaremos como princípios norteadores: • A lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) (Lei nº 9394/96); • Os Parâmetros curriculares Nacionais (PCN); • O Parecer nº 04 da Câmara de Educação Básica referente às Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental; • A Proposta Pedagógica das Escolas Públicas do Distrito Federal; • O Currículo da Educação Básica do Distrito Federal e os • Quatro Pilares da Educação – UNESCO. I – Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei nº9394/96) A LDB aprovada em 20 de dezembro de 1196 consolida e amplia o dever do poderpúblico para com a educação em geral e em particular para com o ensino fundamental,assegurando aos educandos “a formação comum indispensável para o exercício da cidadania efornecer-lhes meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”, fato que confere aoensino fundamental, ao mesmo tempo, um caráter de terminalidade e de continuidade. II – Parâmetros Curriculares Nacionais Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial de qualidade para aeducação básica em todo o país. Sua função é garantir o respeito às diversidades culturais,regionais, étnicas, religiosas e políticas que atravessam uma sociedade múltipla, estratificadae complexa. O conjunto das proposições expressa nos PCN’s, respondem às necessidades dereferenciais a partir dos quis o sistema educacional do país se organize para que a educaçãopossa atuar, decisivamente, no processo de construção da cidadania. 26
  • 27. III – Diretrizes Curriculares Nacionais (parecer º 04 da Educação Básica) As Diretrizes Curriculares Nacionais (29/01/1198) são conjuntos de definiçõesdoutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica, queorientarão a escola na organização, na articulação, no desenvolvimento e na avaliação de suaProposta Pedagógica. IV – Proposta Pedagógica das Escolas do Distrito Federal A política da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal se alicerça nocompromisso de ter como centro de interesse o aluno, levando em consideração suasexperiências e acrescentando novas aprendizagens significativas e contextualizadas. O C.E.F.08, com base nestas considerações, se compromete em criar condições para que o aluno, alémdisso, goste da escola; sinta que é respeitado, para poder respeitar; sinta que é estimulado emsuas capacidades; possa se expressar e se manifestar com confiança. V – Currículo da Educação Básica das Escolas Públicas do Distrito Federal O Currículo das Escolas Publica do Distrito Federal é um documento compatívelcom “um novo tempo da educação”. A elaboração desse currículo pressupõe o respeito aalguns princípios básicos e importantes para o alcance dos objetivos traçados pelo C.E.F. 08de Sobradinho. • Principio da Interdisciplinaridade – Trata os componentes curriculares de forma integrada para que ao aluno entenda um mesmo fenômeno, sob diferentes pontos de vista. • Princípio da Contextualização – Tem como ponto de partida a experiência dos educandos, o contexto onde estão inseridos, gerando a partir daí as aprendizagens significativas. • Valores e atitudes – Permeiam o currículo em sua totalidade. São determinantes no que diz respeito à conduta e a postura do educando em relação a si próprio. Neste contexto, no planejamento das atividades docentes do C.E.F. 08, incluem-se as estratégias que favoreçam a formação de valores e atitudes em seus alunos. • O desenvolvimento de competências – Compreende a capacidade dos alunos em executar ações e operações mentais que atuem junto aos 27
  • 28. conhecimentos e experiências adquiridas, desenvolvendo habilidades, isto é, o saber fazer. • Avaliação – Deve ser centrada nas aprendizagens significativas e no progresso do aluno. Essa avaliação deverá caracterizar-se como diagnóstica, processual, contínua, cumulativa e participativa. VI – Os Quatro Pilares da Educação - UNESCO O relatório de Jacques Delors, publicado pela UNESCO em 1996, depois de muitasdiscussões, chegou a conclusão de que pelo menos quatro eixos fundamentais deveriamnortear a educação no século XXI: • Aprender a apreender; • Aprender a fazer; • Aprender a conviver juntos; • Aprender a ser. Esses quatro pilares estão presentes na filosofia do C.E.F. 08 de Sobradinho, poiscontribuem para a melhoria da qualidade da educação e abrangem o ser dos aspectoscognitivo ao ético, do estético ao técnico, do imediato ao transcendente. PRINCÍPIOS EPISTEMOLÓGICOS A escola insere-se em um contexto no qual às mudanças são constantes e ocorre emum ritmo cada vez mais acelerado, cujas características são determinadas pelos avançostecnológicos, pelas informações, tendo como veículos de propagação as diversas mídias, emespecial a televisão (por ser este o recurso tecnológico dos mais acessíveis à grande maioriadas pessoas). É também marcado pelo apelo ao comportamento empreendedor, pensamentocriativo, poder de iniciativa e de decisão, ao desenvolvimento do raciocínio crítico e reflexivo,enfim, exigindo das pessoas uma visão do todo, em se tratando de uma realidade globalizada.Nesse contexto, a escola, testemunha de uma grande contradição social e econômica (em nívelde Brasil) como também dos conflitos políticos, econômicos e culturais mundiais, questiona-se como desenvolver a prática educativa que possa corresponder às necessidades dessecontexto? Um modelo de escola em que predomina a visão de transmitir conhecimentos, alheiaaos fenômenos naturais de mudanças e construções de novos valores sociais, nega também aconstrução do saber, pois não existe conhecimento sem a consideração do meio e as 28
  • 29. interferências que ele promove no processo ensino e aprendizagem. A este tipo deposicionamento da escola, Morin (2000, pg.13), atribui as “cegueiras do conhecimento”: oerro e a ilusão, em que critica o conhecimento fragmentado, descontextualizado. “A era planetária necessita situar tudo no contexto e no complexo planetário. O conhecimento do mundo como mundo é necessidade ao mesmo tempo intelectual e vital (...) Para articular e organizar os conhecimentos e assim reconhecer e conhecer os problemas do mundo é necessário a reforma do pensamento” (Id. Pg. 35). A educação passou por várias mudanças no decorrer dos tempos. Novos rumos eramtraçados, quando colocados em questão os aspectos relacionados ao processo ensino eaprendizagem. Quando estes não iam bem quanto a sua intenção e eficácia, novas formas deatuação da escola eram buscadas. Hoje se percebe essa busca como um processo dinâmico nocontexto escolar, busca pautada nas exigências do contexto atual, fundamentada nosprincípios da educação de qualidade, motivadora e que além de despertar o interesse doeducando, permita-lhe satisfação pessoal na busca da própria formação. Essa busca pormelhorias, é um esforço que deve ser coletivo e isso implica na quebra paradigmática de umconjunto de ações relacionadas à prática educativa. De acordo Lück (1995) não basta mudarum ou outro aspecto da ação educativa, tendo em vista seus resultados isoladamente, sugereque se deve rever a visão conjunta de todos os aspectos orientada pelo seu paradigma. Essamudança, ainda segundo a autora, implica em ações correspondentes, interativa einterdisciplinar, as quais devem ser orientadas pela visão conjunta de seus desdobramentos.Lück afirma que o mundo oferece uma gana de possibilidades aos educandos e a escolatrabalha orientada de acordo a ótica convencional e pragmática, às vezes até mostrando arealidade, mas sem permitir tocá-la ou experimentá-la, e, nesse caso, estará referendando aproposição de vitrine e explicando o mais e o maior pelo menos, e o menor. É justamente essacondição que torna o processo ensino e aprendizagem, desmotivador, enfadonho e irrealisticopara o aluno. Partindo desse pressuposto podemos identificar que um dos inimigos da práticaeducativa reside na ótica reducionista e fragmentada do conhecimento. “Para que a educação se transforme em um processo estimulante de formação do aluno e promotor de aprendizagens significativas é necessário adotar uma ótica que esteja em acordo com os fundamentos e princípios de que o papel da educação é o de levar o aluno a conhecer o mundo e a conhecer-se no mundo de modo participativo e atuante como sujeito desse processo” (Id. 1995). Segundo Morin (2000), a reforma do pensamento, da educação é uma questãoparadigmática. 29
  • 30. “A esse problema universal confronta-se a educação do futuro, pois existe inadequação cada vez mais ampla, profunda e grave entre, de um lado, os saberes desunidos, divididos, compartimentados e, de outro, as realidades ou problemas cada vez mais multidisciplinares, transversais, multidimensionais, transnacionais, globais e planetários”. (Id. Pg. 36). Para que o conhecimento seja pertinente, a educação deverá tornar evidente: ocontexto, o global, o multidimensional e o complexo, ainda na visão de Morin. Ainterdisciplinaridade não representa o remédio para todos os males da educação. Elacorresponde a uma ótica que deve ser refletida sempre, é uma orientação para um trabalho quepossibilite renovar a motivação de professores e alunos. Trabalhar orientado pelo foco da interdisciplinaridade requer, por parte doseducadores a visão de que a finalidade do ensino não é só a de transmitir conhecimentos, elavai além, pois é de responsabilidade da escola a formação do ser humano para a vida, para queele seja capaz de tomar iniciativas e decisões para a resolução de problemas, que lhepossibilite o conhecimento científico para a compreensão da realidade, permitindo-lhecondições para dela participar. Atuar numa proposta interdisciplinar defende Lück (1995), exige visão ao mesmotempo aberta, abrangente e de futuro, que permita ver o todo em projeções futuras,perspectiva interativa, capacidade de ação como sujeito dos processos sociais. A autoraexemplifica que no caso da educação, deve-se ter clara uma imagem da dinâmica da escola,de si próprio nessa escola e nessa dinâmica, de seu trabalho, de seus resultados, de seusalunos, de hoje e daqui a alguns anos; ressalta que se deve procurar compreender asdiferenças culturais dentro da escola e a sua interatividade na prática pedagógica e naformação da sua dinâmica; que o professor deve perceber-se como um agente capaz depromover transformações na vida do educando e da própria escola e tudo isso demanda umavisão conjunta e interativa com o meio. A prática interdisciplinar não é obtida estabelecendo relações entre conhecimentosconsiderados de modo desvinculado da realidade que representam. A problematização e aresolução de problemas constituem a base da prática interdisciplinar e a construção deconhecimentos se dá a partir de estágios de maturação de consciência. Daí resulta aconstrução da consciência pessoal globalizadora, capaz de compreender complexidades cadavez mais amplas. (LÜCK, 1995). O Referencial Curricular da Educação Básica do Ensino Fundamental – anos iniciaise finais - das Escolas Públicas do Distrito Federal privilegia construção de competências ehabilidades e aponta a necessidade de se trabalhar os Temas Transversais, defendendo umaaprendizagem significativa e interdisciplinar. 30
  • 31. “A escola está inserida num contexto social no qual atua, modifica e do qual sofre influências; ela não pode fugir às discussões relativas a essa sociedade: é necessário que trate das questões que interferem na vida dos alunos e com os quais eles se vêem confrontados no seu dia-a-dia”. (...) “Uma orientação didático- pedagógica pertinente é a indicação da pedagogia de projetos para se trabalhar os Temas Transversais, pois ela não só considera as necessidades dos alunos como também edifica a aprendizagem a partir de um contexto significativo e da interdisciplinaridade”. (DISTRITO FEDERAL, BRASIL, 2002). Nessa perspectiva, o Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho, busca umaação educativa centrada na construção de aprendizagens significativas e o desenvolvimento decompetências, norteando-se pelos princípios éticos e morais em que estão consolidadas asrelações sociais, as do mundo do trabalho e as de convivência com o meio ambiente, numaabordagem interdisciplinar dos temas já previstos no Currículo do Ensino Fundamental dasEscolas Públicas do Distrito Federal. A atenção dessa unidade de ensino está na formação do ser humano, para que possaenfrentar os desafios emocionais e profissionais que encontrará ao longo da vida. Por isso étão importante trabalharmos valores como respeito, esperança, solidariedade, justiça, amizade,honestidade, união, dedicação e a vontade de aprender e de construir um mundo de paz. A escola não é colocada aqui apenas como um espaço formal de aprendizagem, massim onde se adquire o conhecimento por meio de experiências vividas. Nosso objetivo,portanto, é educar para a vida, fazendo com que o aluno cresça em todos os sentidos. Os educadores desta escola se empenham tanto em construir conhecimentos, quantoem ensinar valores que são a base para que, no futuro, o aluno seja um adulto feliz, capacitadoe consciente de seu papel na sociedade. Trabalha-se com o foco na descoberta do potencial doaluno e, em contrapartida, atende ao desenvolvimento de estratégias eficazes de aprendizagemdos alunos com defasagens (dificuldades de aprendizagem) ou com altas habilidades,adotando o portfólio como recurso para diagnóstico. Neste sentido, a integração com a salade recursos para altas habilidades torna-se essencial para a aplicação do Modelo deEnriquecimento Escolar, no qual a escola torna-se um lugar de descoberta de talentos.(Renzulli, 1997). (Projeto em anexo) Para alcançar os objetivos propostos, o estudo das diversas áreas do conhecimentotem como acepção o desenvolvimento de habilidades tais como: de criar, de refletir, deconstruir, de aprender, de participar, de expressar e, principalmente de compreender o mundocom suas complexidades, de modo que o educando possa fazer a relação destes conceitos comos conteúdos que “ganham vida” ao estabelecer significado no que aprende, ou seja, naconexão da teoria com o mundo real. 31
  • 32. Considerando que esta Unidade de Ensino atende alunos do Ensino Fundamental -anos finais da 2ª etapa, 5ª, 6ª e 7ª séries – e também a Educação de Jovens e Adultos (EJA)entendemos que os conteúdos das diferentes áreas de ensino deverão referir à construção dascapacidades intelectuais dos alunos, o pensamento autônomo, a construção da própriaidentidade e a consciência crítica, para que possam compreender e participar ativamente davida social dando continuidade aos seus estudos. Durante o processo pedagógico, estabelecemos condições para que o educando váadquirindo de forma sistemática os conteúdos escolares, através de uma ação educativa quenão esteja restrita somente ao conteúdo, nem aos elementos que a criança apresentaespontaneamente. Optamos por uma ação pedagógica que possibilita desenvolver no alunouma forma de entrar em relação com o conhecimento enfatizando a curiosidade, oquestionamento e a reflexão. Os alunos de 5ª, 6ª e 7ª séries e turmas da EJA - estes últimos em defasagem emidade e série - apresentam uma faixa etária na qual a maior parte deles já se encontra naadolescência. O corpo docente procura trabalhar compreendendo esta fase da vida,direcionando seus propósitos e projetos para esta pessoa em construção, através do trabalhoconsciente, que une currículo e ética, que procura pensar nas dimensões humanas e plurais,despertando no jovem a sensibilidade para atender à necessidade de pensar a Justiça, aIgualdade, a Liberdade, a Humanidade a Solidariedade, valores universais que levam aodiálogo, que buscam a dignidade humana. 32
  • 33. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA Dada à importância da unidade de ação dos professores e variedade de problemasque transcendem o âmbito da sala de aula, faz-se necessário um maior relacionamento entre ocorpo docente e o corpo diretivo, constituído por: Lauriney Moraes de Souza Diretor Eliane Justino da Costa Paniago Vice-Diretora Walter dos Santos Silva Supervisor Administrativo - Gil Ribeiro Siqueira Supervisor Administrativo - Noturno Adetônio do Natal e Sousa Supervisor Pedagógico - Diurno Welder Lima de Ataídes Supervisor Pedagógico - Noturno Risoleta das Neves Chefe de Secretaria Eglaer Fátima de Sena Auxiliar de Secretaria Wellington Santos Silva Auxiliar de Secretaria Gisele Neves de Souza Orientadora Educacional - Diurno Susan Mariana C. Fernandes Orientadora Educacional - Noturno Patrícia Cabral Limão Andrade Coordenadora Maricleud Domingues Rego Coordenadora Fábio Santana de Oliveira Coordenador Coordenadora Rejane Rodrigues Torres ORGANIZAÇÃO CURRICULAR As Diretrizes Curriculares Nacionais colocam a escola como agente principal dadefinição do currículo. A escola deve elencar habilidades/competências de forma interligada por área(interdisciplinaridade) para que os educandos adquiram conhecimentos capazes de torná-loscidadãos críticos, versáteis e hábeis para continuar aprendendo e se adaptando às constantesexigências do mundo globalizado. A organização curricular implementada no C.E.F. 08 de Sobradinho visa atransformação individual e social dos educandos. Concebemos um currículo que permita aoeducando a criar, inovar e não somente a reproduzir ou desempenhar atividades que não sejamsignificativas. Propomos um currículo que contemple os temas e preocupações mundiais e quese baseie, também, no contexto sócio-histórico, nos valores culturais da população candanga e 33
  • 34. brasileira. Tal currículo deve privilegiar o processo de ensino e aprendizagem centrado nocontexto, permeado por uma visão crítica, tanto da parte do professor quanto do aluno.• Coordenação pedagógica A coordenação pedagógica é o momento em que todo o corpo docente, oscoordenadores pedagógicos e a direção definem uma linha de trabalho comum (planejamentocoletivo), onde são definidos os fins que se pretendem alcançar e os meios necessários paraque esses fins sejam realmente atingidos. Para que a escola cumpra seu papel, faz-se necessário implantar uma sistemática deencontros e reuniões semanais, em que professores, coordenadores e direção possam estaranalisando conjuntamente seu fazer pedagógico.• Serviço de Orientação Educacional (SOE) A proposta do Serviço de Orientação Educacional (SOE), independentemente dasérie ou da faixa etária com a qual se trabalha, é atender às necessidades dos estudantes.Nosso foco principal é, a partir do estabelecimento de um vínculo de confiança, ajudar criançae o adolescente na promoção do seu amadurecimento como ser humano e como aluno. O SOE está de portas abertas para acolher, ouvir, atender, orientar e acompanhar osprocessos educacionais. Assim, enfatizando e otimizando a vida e o amor que temos de terpelas pessoas, além do respeito ao outro e às diferenças entre todos, como preconiza aeducação. Com esse intuito e formato de trabalho, lidamos diariamente com possibilidades e,também, limites sempre buscando preparar nosso aluno para a vida, dando oportunidade asituações de protagonismo com a tomada de decisão. Entendemos que, além dosconhecimentos de que o aluno se apropria, os valores éticos, de convivência social e espiritualsão fundamentais a serem desenvolvidos. A partir da 5ª série, organizamos as lideranças de sala de aula e cooperamos comprojetos que dão oportunidade ao estudante de se sentir sujeito, de ser um protagonista.Também, participamos, juntamente com os professores, coordenações e equipe diretiva, doConselho de Classe – processo que tem como objetivo avaliar o desenvolvimento do aluno eencontrar, em conjunto, alternativas para resolução de problemas e dificuldades dos alunos edas turmas. Outro desafio do SOE é qualificar as ações pedagógicas, processo em que asfamílias são chamadas a colaborar, mantendo, assim, uma parceria contínua e mútua com aintenção de melhorar o desenvolvimento do estudante. Atuamos diretamente com pais, 34
  • 35. professores especialistas que acompanham os nossos alunos, nas áreas cognitiva, afetiva esocial, visando à promoção do crescimento frente às limitações apresentadas. O firmamentode parcerias com outras instituições, tais como, Centros de Saúde, garante a extensão de açõesque fortalecem a saúde física e mental dos educandos. Estabelecemos, portanto, nesta unidadede ensino, o Programa de Saúde na Escola, que tem como metas: contribuir com a melhoriado desempenho escolar; contribuir para a promoção de qualidade de vida e diminuição deriscos à saúde; reduzir vulnerabilidades sociais; promover a cultura de paz e enfrentamento daviolação dos direitos humanos. Acreditamos na superação das dificuldades e no crescimentoglobal.• Partes Diversificadas A implantação das partes diversificadas na organização curricular do ano letivopresente se dará através de projetos, que têm como meta à interação do corpo estudantil àsnecessidades que encontrarão em sua vida social e cultural; portanto, os projetoscontemplarão às necessidades dos educandos. Neste espaço da elaboração dos projetos, serãolevantados pela equipe pedagógica da escola, professores e pais de alunos, os temas relevantese de interesse para a comunidade a qual a escola atende. Tais projetos serão contemplados emtrês áreas: Códigos e linguagens Ciências e Matemática. Os projetos desenvolvidos na Parte Diversificada considerarão ainterdisciplinaridade e a contextualização dos temas a serem desenvolvidos com os demaiscomponentes curriculares. Tais Projetos Interdisciplinares envolverão assuntos da vida realdos educandos para que possam buscar significado entre as áreas do conhecimento e seprepararem para o exercício da cidadania, para a vida do trabalho e a construção de umaexistência mais feliz e humana. A cada bimestre serão desenvolvidos projetos, escolhidos a partir das necessidadesreais da comunidade escolar.• Temas geradores Como fora abordado anteriormente, para estar em consonância com as demandassociais emergentes, faz-se necessário que a escola trate em suas ações pedagógicas dequestões que interferem na vida dos alunos e com as quais se vêem confrontados no seu dia adia. A nossa proposta sugere o tratamento transversal de temáticas sociais na escola comoforma de contemplá-las na sua complexidade, sem restringi-las a abordagem de uma única 35
  • 36. área. Tal abordagem fundamenta-se na a Lei Federal nº 9394/96, em seu artigo 27, inciso I, naqual destaca que os conteúdos curriculares da educação básica deverão observar a “difusão devalores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito aobem comum e a ordem democrática”. Nessa perspectiva, as problemáticas sociais em relação à ética, cidadania, meioambiente, saúde, orientação sexual e prevenção às drogas são integradas na propostaeducacional do C.E.F. 08 como Temas Transversais. Os temas escolhidos partiram de umaurgência que a comunidade, a qual a escola atende, demanda. Desenvolver um trabalho pedagógico baseado na transversalidade pressupõe umtratamento integrado das áreas e um compromisso com as relações interpessoais no âmbito daescola, pois os valores que ser quer transmitir, os experimentos na vivência escolar e acoerência entre eles devem ser claros para desenvolver as capacidades dos alunos de intervirna realidade e transformá-la, tendo essa capacidade relação direta com o acesso aoconhecimento acumulado pela humanidade. O conjunto de documentos de temas transversais discute a necessidade de a escolaconsiderar valores gerais e unificadores que definam seu posicionamento em relação àdignidade da pessoa, a igualdade de direitos, a participação e co-responsabilidade de trabalharpela efetivação do direito de todos à cidadania. A proposta pedagógica do C.E.F. 08, portanto, fundamenta-se na prática dainterdisciplinaridade e transversalidade, por considerar que ambas formam uma teia derelações no tratamento às questões a serem trabalhadas na escola. A perspectivainterdisciplinar alimenta a transversalidade e vice-versa, na medida em que, ambas buscaminter-relação dos campos do conhecimento e a significação/relação dos mesmos com asquestões da vida real do educando e de sua transformação, exigindo, para isso, o rompimentocom uma perspectiva disciplinar rígida, segmentada no tratamento das áreas do conhecimento. O conjunto de documentos de temas transversais discute a necessidade de a escolaconsiderar valores gerais e unificadores que definam seu posicionamento em relação àdignidade da pessoa, a igualdade de direitos, a participação e a co-responsabilidade detrabalhar pela efetivação do direito de todos à cidadania. Uma breve reflexão sobre os temas escolhidos pelo C.E.F.08:• Os pilares da ética Senso de justiça, zelo, cidadania, sinceridade, respeito e responsabilidade. 36
  • 37. A proposta desta Unidade de Ensino é que a ética expressa na construção dosprincípios de respeito mútuo, paz, justiça, zelo, cidadania, sinceridade, responsabilidade sejareflexão sobre diversas atuações humanas e que a escola considere o convívio escolar comobase para a aprendizagem, não havendo descompasso entre “o que diz” e “o que se faz”.Partindo dessa perspectiva, o tema transversal ÉTICA traz a proposta de que a escola realizeum trabalho que possibilite o desenvolvimento da autonomia moral, a qual depende mais deexperiências de vida favoráveis do que de discursos e repressão. No convívio escolar, o alunopode aprender a resolver conflitos em situações de diálogo, pode aprender a ser solidário aoajudar e ao ser ajudado, pode aprender a ser democrático quando tem a oportunidade de dizero que pensa, submeter suas idéias ao juízo dos demais e saber ouvir as idéias dos outros comrespeito.• Meio ambiente: A formação de uma mentalidade consciente e respeitosa em relação ao meioambiente é compromisso do C.E.F. 08. A questão será parte integrante de todo o trabalho doano letivo, aplicando as ações que constam na Agenda 21 (ver projeto em anexo); além deincentivar o promissor cidadão a ingressar-se no mercado de trabalho com uma consciênciahumanista. AVALIAÇÃO Esta Unidade Escolar, apoiando-se no currículo da base nacional comum, prioriza oensino enquanto construção do conhecimento, o desenvolvimento das potencialidades dosalunos com vistas a uma inserção e participação na construção do ambiente social. Nessaperspectiva, a avaliação desenvolvida na escola, busca superar a utilização de critérios deverificação de aprendizagens que têm como objetivo central classificar, ajuizar e aferir valoresà aquisição de conceitos. Avaliar para o desenvolvimento de habilidades pressupõe“respeitar o desenvolvimento contínuo do aluno, considerando seu desenvolvimentoindividual, suas necessidades e potencialidades”. (SEDF 2006). Desse modo, espera-se umaavaliação que utilize os diversos recursos ou instrumentos que possam contemplar asdiversidades dos educandos em seu desempenho. Portanto, a avaliação fundamenta-se nos princípios das dimensões diagnóstica,processual, cumulativa e participativa; que busca, por meio da própria avaliação, informaçõesque possam contribuir para o desenvolvimento contínuo do aluno na construção e aquisição 37
  • 38. de habilidades e competências, como também, busca o redimensionamento das estratégiaspedagógicas, o que caracteriza a avaliação formativa. Tal avaliação está presente na PropostaAvaliativa da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal e na LDB 9394/96 quedestaca: “A avaliação, portanto é baseada n a confiança, na possibilidade dos educandos constituírem suas próprias verdades, além de valorizarem suas manifestações e interesses. Deve ser indissociável da ação educativa, observadora e investigativa, considerada como mais uma oportunidade que favorece e amplia as possibilidades aprendizagens significativas dos alunos”. (Currículo da Educação Básica do DF, p. 269). O CEF08 busca oportunizar os alunos o acesso a diversos instrumentos de avaliação(testes, provão semestral contextualizado com um tema gerador, apresentação de seminários,trabalhos coletivos e individuais, e outros) de modo que os professores possam identificarinformações sobre a aprendizagem dos alunos, ao passo que avalia, também, o trabalhodocente. No processo de avaliação do trabalho docente, inclui-se ao mesmo tempo, aavaliação da proposta pedagógica da escola. Esta não deve ser estática, uma vez que estamosem um contexto de grandes transformações, a proposta pedagógica da escola deve serconstantemente avaliada e redimensionada no sentido de acompanhar e atender asnecessidades que a clientela requer. De forma a viabilizar o entendimento das questões referentes à escrituração dasavaliações em diário de classe, estruturou os quadros de identificação das atividadesavaliativas com as respectivas menções, conforme é apresentado abaixo: Modelo 01 Atividades Teste Prova Média Provisória Recuperação Média Final Diversificadas (2.0 pontos) (3.0 Pontos) Contínua (5.0 pontos) Modelo 02 Atividades Diversificadas Teste Prova Média Recuperação Média (5.0 pontos) (2.0 pontos) (3.0 Pontos) Provisória Contínua FinalTrabalho 01 Trabalho 02 Participação(2.0 pontos) (2.0 pontos) (1.0 pontos) No modelo 01, as atividades diversificadas são expressas a critério do professorregente, apresentando o somatório de todas as atividades, em coerência com a pontuaçãomáxima. A descrição de cada atividade diversificada se dará nas informações complementaresdo diário de classe em seu respectivo bimestre. 38
  • 39. PROGRAMAS PEDAGÓGICOS ESPECÍFICOS1. Agenda 21: surgiu da necessidade de despertar a atenção dos alunos para os problemas vivenciados no contexto social no qual os discentes convivem relativos ao meio ambiente: a água, lixo, dengue e um trabalho de conscientização de respeito e valorização do patrimônio natural presente no contexto local (Parque Canela de Ema) e todas as ações que se fizerem necessárias, a partir da reflexão das necessidades locais e global. Execução: Início no 1º bimestre até o 4º bimestre.2. Despertando os valores na escola. Tem o objetivo de desenvolver atitudes de respeito pelo eu, pelos outros e pelo meio ambiente entendendo que respeito é um estado de consciência que nasce da percepção do valor de todas as coisas. Execução: 1º bimestre3. Drogas: surgiu da necessidade de esclarecer aos alunos o que são drogas, quais os tipos e os efeitos que elas provocam. Informar quanto à dependência de drogas e suas conseqüências. Conscientizar aos alunos sobre os danos sociais, físicos e psicológicos, causados pelo uso de drogas. Execução: 2º bimestre4. Esporte e integração: Surgiu da necessidade de promover a integração da comunidade escolar, de estimular a prática esportiva e melhorar o relacionamento entre alunos/alunos, alunos/ professores e alunos e servidores da escola. Execução: Um por Semestre.5. Família na Escola: em função da necessidade de estimular a participação familiar no cotidiano escolar, incentivamos a pesquisa, aguçando a curiosidade e o desenvolvimento do raciocínio crítico e reflexivo, como um momento de culminância para apresentação de temas fruto de uma pesquisa e análise reflexiva a partir de situações problema vivenciados no contexto social dos discentes. Execução: Um dia letivo.6. Projeto de leitura e sarau de leitura: nasceu da necessidade de despertar o interesse, e o prazer dos alunos pela leitura, estimulando também, a expressão artística. Execução: anual. 39
  • 40. 7. Jornal da Escola: Elaborado com o objetivo de estimular os alunos a adquirirem o gosto pela leitura, criação de textos, como meio de divulgação de alunos talentos, informações da escola de interesse da comunidade. O jornal pretende ter alcance para além dos muros da escola, atendendo os alunos, professores e a comunidade em geral. Execução: anual.8. Integração da Sala de Recursos para Altas Habilidades com o Ensino Regular: essa parceria se torna necessária para as atividades de enriquecimento com alunos do ensino regular do CEF08. Os trabalhos desenvolvidos contribuem para a identificação de talentos, despertando os educandos, por meio de atividades enriquecedoras e significativas. Execução: anual9. Comemoração de datas especiais para os educandos: consiste na realização de eventos que valorizem a cultura local e promova a interação dos educandos com toda a comunidade escolar. Execução: anual10. Arte na escola: tem o objetivo de promover o desenvolvimento de habilidades voltadas para a produção e apreciação das manifestações artísticas. Execução: bimestral11. Turmas e alunos destaques: promover a participação e integração dos alunos em ações de interesses coletivos e individuais, valorizando as múltiplas habilidades. Execução: bimestral.12. Disciplinar: corresponde a um conjunto de ações voltadas para promover a boa convivência na comunidade escolar e assim, evitar possíveis problemas de desvio de conduta. Neste projeto contamos com a parceria do Conselho Tutelar para trabalhar no sentido de orientar o educando e a família. Execução: anual.13. Projeto Novos Rumos: Nessa atividade ações de aperfeiçoamento profissional são oferecidas aos alunos da EJA. Há aplicação de curso de capacitação ao empregado doméstico, com intuito de resgatar a auto-estima e a inserção no mercado de trabalho de jovens que freqüentam as aulas. 40
  • 41. Execução: 2º bimestre14. Projeto Interventivo: A ação consiste em recuperar o aluno defasado no aspecto pedagógico, na série cursada no ano letivo, com a aplicação de atividades e o acompanhamento do professor regente, visando atingir os melhores resultados nas avaliações individuais. Execução: anual 41
  • 42. BIBLIOGRAFIABRASIL, Secretaria de Educação do Distrito Federal, Lei nº 4036 de 25 de outubro de 2007 –Publicada no DODF nº 207, página ¼CHALITA, Gabriel – Pedagogia do amor: a contribuição das histórias universais para aformação de valores das novas gerações – São Paulo: Editora Gente, 2003.CURY, Jamil. Parecer sobre a Educação de Jovens e Adultos – CNEFREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro, 1982.GOMES, C.A. (org.). Qualidade, Eficiência e Eqüidade na Educação Básica. Brasília:IPEA, 1992.HADJI, Charles. A avaliação desmistificada. Porto Alegre: ArtMed, 2001.HOFFMANN, Jussara Maria Lerch – Avaliação: mito e desafio: uma perspectivaconstrutiva – Porto Alegre: Editora Mediação, 2003, 32ª Ed.BRASIL. LEI DE DIRETRIZES E BASE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA. – Nº 9.394/96.LIBÃNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia:Alternativa, 2004.LUCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teórico-metodológicos. 2ª ed.Petrópolis. Vozes, 1995.MARINHO, Claisy. Contribuições Teóricas. Mimeo. (s/d).MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à Educação do Futuro. S. Paulo. Ed. Cortez,2000.NOVA ESCOLA. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais – Fáceis de entender. 1ª à 4ªsérie. Edição especial. Ed. Abril.NOVA ESCOLA. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais – Fáceis de entender. 5ª à 8ªsérie. Edição especial. Ed. Abril.PECXEI, Aurélio e IKEDA, Daisaku. Antes que seja tarde demais. Rio de Janeiro, Record,1984.PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Porto Alegre:Artmed, 1999.SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL – Educação de Jovens eAdultos – Currículo da Educação Básica do Distrito Federal. 2000. 42
  • 43. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL – Ensino FundamentalCurrículo da Educação Básica do Distrito Federal. 2000Revista Gestão em rede / Agosto 2007 – N° 79 – Setembro 2007 – N° 80.Revista Nova Escola / Dezembro 2000.Consulta Site http://www.educacaoonline.pro.br/fracasso_escolar.asp em 13/11/2008Consulta Site http://ideb.inep.gov.br em 13/11/2008. 43
  • 44. ANEXOS 44
  • 45. PARTE DIVERSIFICADA – 01 EMBARCANDO NA LEITURA E ESCRITAJUSTIFICATIVA Devido às dificuldades que os alunos têm de interpretação, produção e assimilação dasidéias contidas nos textos de diversos matizes; surgiu a necessidade de se criar um projeto deleitura e escrita. O projeto reforçará hábitos saudáveis como saber esperar a sua vez de falar,compreendendo mais claramente os elementos da comunicação.OBJETIVOS GERAIS • Aguçar a curiosidade do aluno; • Incentivar a criatividade e despertar o raciocínio criativo; • Conscientizar sobre o papel lúdico da leitura; • Ampliar a visão da compreensão de si e do mundo que nos cerca; • Preparar o aluno, para redigir textos mais conexos e coerentes; • Trabalhar a intertextualidade; • Nortear o aluno, para a confecção de trabalhos de pesquisa.OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Compartilhar os trabalhos pedagógicos por meio de exposições, mural, dramatização, declamação de poesias, apresentação de músicas e paródias; • Coletânea dos trabalhos confeccionados em sala de aula por meio de varal; • Preenchimento de roteiro de leitura. 45
  • 46. • Realizar leituras de diversos livros de literatura infanto-juvenil; • Proporcionar o contato com toda e qualquer produção literária, que as levem à magia, à musicalidade, à criatividade, e ao encantamento ao ouvi-las; • Despertar a concentração ao ler as histórias; • Conscientizar os alunos da importância do zelo ao manusear os livros; • Respeitar a hora que uma pessoa estiver lendo uma história, fazendo silêncio; • Realizar leituras ou dramatizações de fabulas, que tenham como centro / moral alguns valores: respeito, amor, responsabilidade, limpeza, organização etc.DESENVOLVIMENTOO projeto de PD1 terá uma hora aula por semana e seguirá as seguintes orientações:1o Bimestre Os alunos aprenderão, durante as aulas do 1o bimestre, o que é uma pesquisa científicae a importância do trabalho científico para a sociedade hodierna. Haverá leitura dedescobertas que foram propiciadas pela pesquisa científica e debates sobre os temas lidos. Eno final do bimestre os educandos farão uma pesquisa científica, seguindo os passos eorientações do professor responsável pelo projeto.2o Bimestre Neste bimestre os alunos farão uma viagem pelo mundo fantástico da literaturainfanto-juvenil. Serão organizadas caixas de leitura que serão levadas às aulas de PD1. Oslivros das caixas de leitura serão escolhidos pelos professores, depois de uma seleção prévia.Durante as aulas, os alunos lerão os livros que mais chamarem a sua atenção ou todos lerãoum mesmo livro escolhido pelo professor. Haverá debates, confecção de desenhos e fichas deleitura para serem preenchidas pelos alunos.3o Bimestre Neste bimestre, as aulas de Pd1 serão voltadas integralmente às habilidadesrelacionadas a leitura, escrita e reescritura de textos. Os professores levarão, inicialmente,textos sem a conclusão para serem terminados pelos alunos, posteriormente os alunosproduzirão textos completos, após exposições motivacionais. Haverá, após isso, uma correção 46
  • 47. coletiva, em que os próprios alunos corrigirão os textos dos colegas, num sistema derevezamento. Cada texto passará nas mãos de três alunos para a correção. Finda a correção otexto voltará às mãos dos alunos para a reescritura.4o Bimestre Com a prática da leitura e os estímulos apresentados durante as aulas, a este bimestrecoube levar aos jovens um das mais importantes motivos para se ler: o prazer! As aulas dePD1 serão transformadas num espaço de leitura, descontraído, gostoso e mais livre. Oobjetivo é encontrar o prazer de ler, de descobrir coisas novas por meio da leitura de revistas,gibis, páginas da internet, receitas e até bulas de medicamentos.CRONOGRAMA O projeto será desenvolvido ao longo do ano letivo tendo por norte os seguintes eixostemáticos:1o Bimestre: Pesquisa científica;2o Bimestre: Literatura infanto-juvenil;3o Bimestre: Reescritura textual;4o Bimestre: Literatura Diversificada. 47
  • 48. PARTE DIVERSIFICADA – 02 AGREGANDO VALORES A LÓGICA E AS FORMAS GEOMÉTRICASJUSTIFICATIVA Entre tantas coisas que fazemos; entre tantos lugares a que vamos; se não tivéssemosuma visão diferenciada dessas atividades, seria melhor não participarmos delas. Quandovamos a uma festa e saímos de lá sem uma nova amizade, sem um novo contato, sem que estafesta tenha nos causado bons momentos que amanhã poderão fazer parte de nossa história,não agregamos nada indo à festa. Quando lemos um livro, quando assistimos a um filme efazemos isso apenas por fazer, não agregamos nada, não progredimos, não aperfeiçoamos,não aprendemos. Agregar valores à nossa vida é fazer uma composição de vários momentos,transformando cada instante num impulso para o futuro. Sempre existe algo que podemosaprender quando temos curiosidade e disposição de agregar valor a nossas atividades. Sendouma pessoa ouvinte e aumentando sua curiosidade sobre tudo, mesmo que pareça não ter amínima importância no momento. Saber mais nunca é demais. A melhor percepção é daquele que está sempre disponível para ouvir novos casos,novas histórias, discutir novos fatos, assim como para pesquisar sobre eles. Procurando sabermais sobre a bebida que está tomando, saber mais sobre uma família ou uma cidade que estávisitando; procure adicionar o máximo de informações à sua vida, pois isso, no futuro, podeauxiliá-lo uma decisão importante. Estamos em um tempo multidisciplinar, em um tempo de “multiespecialidades”, e,quando sabemos mais sobre o que nos rodeia, descobrimos mais sobre nós mesmos. Alguém que agrega valor em tudo o que faz, tira o melhor das coisas. Agregar valorem nossa vida é fazer dela uma série de momentos agradáveis e inesquecíveis, criando emnosso coração a sensação de que estamos sempre nos movendo numa direção mais promissorae nos tornando hoje melhores do que ontem. 48
  • 49. Ao se aproximar da pré-adolescência os alunos podem pensar logicamente de maneiraabstrata, tornando-se capaz de pensar sem precisar tocar no objeto ou vivenciar a situação. Épróprio do ser humano o prazer de aprender, descobrir e acertar, sendo uma unidade bio-psico-social e, por isso, podemos estimular os alunos a fazer, criar e imaginar com oselementos básicos da geometria combinado com o raciocínio lógico a fatos cotidianos.OBJETIVO GERAL Incentivar o interesse e a curiosidade, aumentar a atenção e a concentração, bem comoestimular o raciocínio lógico dos alunos, com desafios de diferentes níveis e com o uso deelementos da geometria como pontos, segmentos de reta, quadrados, triângulos, círculos,paralelas e perpendiculares, vértices e diagonais; assim como, utilizar o conhecimentogeométrico através de conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentostecnológicos disponíveis.OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Construir estratégias para obter uma resposta para os desafios apresentados; • Identificar as figuras planas apresentadas; • Desenvolver o senso crítico com as situações abordadas no cotidiano escolar; • Identificar a “lei de formação”, isto é, o raciocínio empregado na questão; • Desenvolver a coordenação motora ao desenhar e pintar as figuras apresentadas. • Representar e interpretar o deslocamento de um ponto num plano cartesiano por um segmento de reta ordenado; • Dividir segmentos em partes proporcionais e construir retas paralelas e retas perpendiculares com régua e compasso. • Identificar ângulos congruentes, complementares e suplementares em feixes de retas paralelas cortadas por retas transversais. • Determinar a soma dos ângulos internos de um polígono convexo qualquer. • Identificar a construção de alturas, bissetrizes, medianas e mediatrizes de um triângulo. • Verificar propriedades de triângulos e quadriláteros pelo reconhecimento dos casos de convergência de triângulos. 49
  • 50. • Resolver situações-problema de localização e deslocamento de ponto no espaço, reconhecendo nas noções de direção e sentido, de ângulo, de paralelismo e de perpendicularismo. • Estabelecer relações entre figuras espaciais e suas representações planas, construindo e interpretando suas representações. • Aplicar conhecimentos sobre figuras planas, utilizando procedimentos de decomposição, transformação, ampliação e redução. • Ampliar e construir noções de medidas, pelo estudo de diferentes grandezas, a partir de sua utilização no contexto social, bem como, resolver problemas que envolvam diferentes grandezas, selecionando unidades de medida e instrumentos adequados à precisão requerida.DESENVOLVIMENTO/METODOLOGIA O trabalho será desenvolvido nas aulas de PD2, durante dois bimestres, com aaplicação de exercícios e atividades de lógica com o conteúdo programado de geometria. Nasaulas, haverá o direcionamento para questões de elevado teor crítico, explorando aspotencialidades individuais de cada aluno. A correção de cada atividade se dará emcoletividade, aplicando-se uma metodologia direcional as habilidades apresentadas em cadasituação-problema.AVALIAÇÃO/CRONOGRAMA A avaliação será durante todo o processo de construção das estratégias de respostas atéa finalização, quando os alunos poderão colorir ou de outra forma complementar o trabalho.DURAÇÃOAno letivoMATERIAIS A UTILIZAR • Cópias de material com desafios para cada aluno, ou em grupo. • Cartolinas; • Jornais; • Materiais para colorir. 50
  • 51. PARTE DIVERSIFICADA – 03 OS QUATRO CAMINHOS DA HUMANIDADE PRIMEIRO CAMINHO A HUMANIDADE CAMINHA PELO LIXOJUSTIFICATIVA Esse projeto visa a conscientização dos alunos no que tange a destinação correta dosresíduos sólidos produzidos na escola e em suas casas, buscando uma forma correta de selidar o lixo; assim como despertar neles a consciência de que praticamente todo o lixo podeser reaproveitado, podendo inclusive, ser usado na confecção de ricos e criativos jogos,brinquedos e materiais didáticos, que servirão de instrumentos para enriquecer as aulas,facilitando assim, o processo ensino/aprendizagem.OBJETIVOS • Desenvolver nos alunos o hábito de não jogar lixo no chão, a partir da utilização de lixeiras diferenciadas que atraiam seu interesse em utilizá-las; • Estabelecer a noção de responsabilidade coletiva na manutenção de um ambiente escolar limpo e agradável; • Chamar atenção dos alunos para a importância de hábitos de higiene e limpeza; • Apresentar a importância da coleta seletiva como alternativa ao destino do lixo; • Incentivar o hábito de separação de materiais e reaproveitamento de resíduos sólidos.ATIVIDADES PROPOSTAS1 - Mostrar o vídeo Ilha das Flores como motivação, buscando mostrar a realidade encontrada em nosso país em virtude da miséria e da má destinação do lixo; 51
  • 52. 2 - Debate sobre o vídeo para despertar a consciência ecológica nos alunos;3 - Discussão em grupos de algumas reportagens que tratem do problema do lixo nas cidades, principalmente em Brasília;4 - levantamento da quantidade de lixeiras encontradas na escola e onde há necessidade de implantação;5 - Trabalhar esteticamente as lixeiras, com materiais produzidos pelos alunos, com o objetivo de incentivar os demais alunos a utilizá-las;6 - Produzir cartazes de conscientização, com desenhos e frases incentivando a limpeza na escola;7 - Levar os alunos para conhecer alguma oficina de reciclagem de latas de alumínio, garrafas pet e/ou de reciclagem de papel;8 - Propor uma gincana para a separação do lixo da escola e de casa, buscando a obtenção de materiais recicláveis, que posteriormente poderão ser vendidos ou doados a comunidades carentes;9 - Confecção de materiais (jogos, brinquedos, materiais didáticos) a partir dos resíduos obtidos na coleta;10 - Assistir ao documentário Lixo Extraordinário e realizar discussão com os alunos;11 - Produzir se possível, uma composteira com os alunos na escola.RECURSOS DIDÁTICOS Avaliação: Será realizada de forma contínua, com relatórios descritivos de cada etapa,das discussões do grupo, das atitudes diante do projeto, etc. Além da participação e oenvolvimento de cada aluno individualmente, assim como o desenvolvimento de seu trabalhode forma crítica e construtiva. Conclusão: Espera-se que ao término do projeto as crianças estejam conscientes daimportância da destinação correta dos resíduos sólidos e da manutenção de uma cidade maislimpa e agradável, incorporando em suas vidas os 3 Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar),levando para seu meio social todos esses aprendizados. 52
  • 53. SEGUNDO CAMINHO A HUMANIDADE CAMINHA PELA ÁGUAJUSTIFICATIVA O trabalho com o tema “A Humanidade Caminha pela Água” deverá apresentar paraos alunos uma visão ampla que envolve inúmeros problemas que o mundo atual vemenfrentando com relação à falta de água. O projeto visa proporcionar aos alunos uma grandediversidade de experiências, com participação ativa, para que possam ampliar a consciênciasobre as questões relativas à água no meio ambiente, e assumir de forma independente eautônoma atitudes e valores voltados à sua proteção e conservação, tanto em nível globalcomo em nível local.OBJETIVOS • Trabalhar o saber da importância da água para a vida; • Pesquisar sobre a importância e influência da água na história dos povos; • Conscientizar alunos e familiares em relação à cultura de preservação da água; • Mostrar as múltiplas formas de uso da água; • A Viagem da Água – sobre a interferência humana nos ciclos da água; • Perceber as interferências negativas e positivas que o homem pode fazer na natureza, a partir de sua realidade social; • Sensibilizar a comunidade escolar sobre o impacto ambiental nas áreas próxima ao ambiente escolar (como, por exemplo, no parque Canela de Ema); • Adotar, por meio de atitudes cotidianas, medidas de valorização da água, a partir de uma postura crítica; • Levar os alunos a entenderem que o equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos; • Conscientizar sobre o desperdício da água. 53
  • 54. ATIVIDADES PROPOSTAS1 - Conversar com os alunos sobre a importância da água para o nosso organismo e o meio em que vivemos (contar alguma história associada ao tema);2 - Pesquisa em sala de aula sobre o tema, de materiais levados pelos alunos, pesquisados em casa, realizando análise e discussão dos mesmos;3 - Discussão em grupos sobre reportagens que tratem do tema (catástrofes naturais, como enchentes e tsunamis; poluição da água; etc);4 - Trabalhar com os alunos os textos “Carta escrita no ano 2070” e “Carta da Terra”;5 - Confecção de um livro com figuras e produções de texto individuais e/o coletivos;6 - Montagem de um mural sobre o assunto, em lugar visível a toda comunidade escolar, incluindo dicas para a preservação da água e para evitar o seu desperdício;7 - Peça teatral sobre o tema, onde os alunos montarão os diálogos, a fim de que esta seja apresentada para outras turmas;8 - Trabalhar com a música “Planeta Água”, de Guilherme Arantes, onde os alunos poderão elaborar cartazes em grupo retratando o que entenderam da mesma;9 - Visita ao parque Canela de Ema e/ou a uma estação de tratamento de água e discussões sobre a realidade da poluição dos rios.RECURSOS DIDÁTICOS Avaliação: será realizada de forma contínua, com relatórios descritivos de cada etapa,das discussões do grupo, das atitudes diante do projeto, etc. Além da participação e oenvolvimento de cada aluno individualmente, assim como o desenvolvimento de seu trabalhode forma crítica e construtiva. Conclusão: Espera-se que ao término do projeto as crianças estejam conscientes daimportância da água tanto para a vida animal como para a vegetal, que saibam utilizá-la semdesperdício e sem poluí-la, levando para seu meio social todos esses aprendizados. 54
  • 55. TERCEIRO CAMINHO A HUMANIDADE CAMINHA PELO PATRIMÔNIOJUSTIFICATIVA A história de uma nação ou de uma cidade pode ser contada de várias formas. Umadelas pode ser realizada pelo estudo de seu patrimônio cultural, exemplificado através de seusmonumentos, ícones, assim como de sua apropriação do patrimônio natural, entendendo essahistória, como resultado da ação do homem no tempo e no espaço. Assim, com o presenteprojeto se visa identificar, investigar e conservar o patrimônio cultural brasileiro e de Brasília. Só há um meio eficaz de assegurar a defesa do patrimônio de arte e de história do país; é a educação popular. (Rodrigo Melo Franco de Andrade)OBJETIVOS • Construir o conceito de patrimônio cultural; • Oportunizar aos alunos a experiência e o contato direto com os bens culturais de nossa cidade, a fim de valorizarem a herança e o patrimônio cultural; • Despertar nos alunos a consciência de uma sociedade mais limpa e conservada; • Mostrar a importância dos monumentos históricos de Brasília, do IPHAN e de outros órgãos responsáveis ela preservação e tombamento de monumentos; • Trabalhar a importância de Brasília como patrimônio histórico da humanidade.ATIVIDADES PROPOSTAS1 - Mostrar vídeos de reportagens sobre o patrimônio de Brasília e sua conservação (Sugestão: Jornal Nacional, exibido em 28/12/2010);2 - Trabalhar os conceitos de patrimônio material e imaterial e a importância do patrimônio nacional e das instituições responsáveis pelo mesmo, através de textos, reportagens, vídeos, etc; 55
  • 56. 3 - Trabalhar a história de Brasília, patrimônio cultural da humanidade, utilizando reportagens, fotos, vídeos e outros meios necessários;4 - Visita aos monumentos de Brasília e, se possível, ao IPHAN;5 - Montar cartazes sobre o tema proposto e expor no ambiente escolar, de preferência em local visível;6 - Montar maquetes com os monumentos de Brasília, de preferência reutilizando materiais, como garrafas pet, caixas de fósforo, de creme dental e outros materiais.RECURSOS DIDÁTICOS Avaliação: será realizada de forma contínua, com relatórios descritivos de cada etapa,das discussões do grupo, das atitudes diante do projeto, etc. Além da participação e oenvolvimento de cada aluno individualmente, assim como o desenvolvimento de seu trabalhode forma crítica e construtiva. Conclusão: Espera-se que ao término do projeto os alunos estejam conscientes daimportância do patrimônio cultural de nosso país e da necessidade de sua preservação. QUARTO CAMINHO A HUMANIDADE CAMINHA PELOS RELACIONAMENTOSJUSTIFICATIVA Viver hoje é uma tarefa árdua e difícil, levando-se em consideração as constantesmudanças do mundo moderno e as pressões intelectuais e emocionais que o ser humano se vêobrigado a enfrentar, principalmente quando ainda se é adolescente. Dessa forma, torna-se deextrema importância um desenvolvimento contínuo das relações interpessoais durante essafase cheia de conflitos internos, buscando melhoria nas relações entre professores e alunos,alunos entre si e entre alunos e seus familiares. 56
  • 57. OBJETIVOS • Enfatizar a importância de um bom relacionamento na escola, com os professores, colegas e funcionários da escola; • Estabelecer uma relação professor-aluno positiva, de forma a tornar o processo ensino- aprendizagem o mais prazeroso possível; • Motivar a construção de atitudes positivas, privilegiando o comportamento adequado, buscando respeito para com todos; • Desenvolver a percepção das diferenças entre as pessoas, mostrando que cada um deve ser respeitado e valorizado em suas características próprias.ATIVIDADES PROPOSTAS1 - Colagem de fotos de pessoas retiradas de revistas e jornais, enfatizando as diferenças existentes entre as pessoas;2 - Leitura em grupo e debate de textos que abordem o assunto proposto;3 - Utilização de dinâmicas de grupo, visando trabalhar as diferenças, o respeito ao próximo, a cooperação entre os alunos e a amizade entre eles;4 - Montagem de mural com o nome de cada aluno e círculos coloridos, mostrando com está se sentindo naquele dia (como, por exemplo, vermelho para raivoso, azul para feliz, etc).RECURSOS DIDÁTICOS Avaliação: será realizada de forma contínua em cada atividade, nas discussões dogrupo, nas atitudes diante do projeto e diante os professores e colegas. Além da participação eo envolvimento de cada aluno individualmente, assim como o desenvolvimento de seutrabalho de forma crítica e construtiva. Conclusão: Espera-se que ao término do projeto os alunos estejam conscientes daimportância das relações interpessoais, que saibam respeitar as diferenças e conviver comelas, levando para seu meio social todos esses aprendizados, objetivando melhoria nas suasrelações dentro e fora do ambiente escolar. 57
  • 58. SALA DE LEITURA VINICIUS DE MORAES A Sala de Leitura Vinicius de Moraes tem um espaço destinado à leitura eempréstimos de livros literários, poéticos, gibis, jornais e revistas.OBJETIVOS • Despertar o gosto pela leitura; • Realizar leituras de diversos instrumentos literários; • Orientar quanto ao zelo e conservação dos livros; • Desenvolver habilidades de comportamento adequado à sala de leitura.ATIVIDADES DESENVOLVIDAS • Empréstimos diários de livros e gibis; • Orientação durante a realização de trabalho em grupo; • Seleção de material didático para o professor; • Controle e cuidados de conservação do acervo; • Catalogar livros, DVDS, gibis. • Cadastrar os alunos junto à sala de leitura; • Realizar cobrança da devolução de livros emprestados. • Atualizar o mural da sala de leitura; • Fornecimento diário do jornal.AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS • Concurso literário: O aluno deverá escolher um livro literário com no mínimo 30 paginas, terá 05 dias para realizar a leitura e o preenchimento da ficha literária. Esta ficha, com dados bem específicos, para tornar realmente necessária a leitura completa da obra. O concurso será realizado semestralmente, ganhará o premio (a ser definido 58
  • 59. pela sala de leitura e os coordenadores da Escola), o aluno que tiver lido e preenchido o maior numero de fichas literárias.• Mural Interativo: O mural interativo é um mural onde apresentamos informações de interesse do aluno e as produções dos mesmos. Dividido em quatro blocos onde temos: - Quando Eu crescer vou ser...: Informações completas sobre profissões. - Olha o que o Cef 08 Produziu!: Exposição das produções dos alunos, sejam literárias ou artísticas; divulga a culminância dos projetos realizados na Escola. - Você Sabia?: Textos informativos abordando temas didáticos. - Para gostar de Ler: Neste espaço, a sala de leitura expõe sinopse dos livros mais lidos, produções literárias dos alunos, vida e obra dos autores, poesias e outros. 59
  • 60. LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS PROJETO - CONSTRUINDO COM CIÊNCIAJUSTIFICATIVA Lidar com as deficiências e desinteresses é algo desafiador para nós educadores, principalmente quando estamos enfrentando adversidades da difícil tarefa de construir jovens para uma efetiva mudança em nosso país. O principal motivo de tentar contornar essas dificuldades é que dispomos de espaços em nossa escola que podem instigar nesses alunos o gosto pela descoberta, leitura e pesquisa. O laboratório de Ciências é o espaço mais indicado para desenvolver nos nossos educandos estruturas mentais e cognitivas. Tendo a Ciência como principal aliada na busca de sanar as principais dificuldades de aprendizagem em sala de aula, teremos então uma parte de nosso trabalho facilitada pela curiosidade dos alunos. OBJETIVO GERAL Superar deficiências de aprendizagem e despertar o interesse e o gosto pela pesquisa e descoberta, tendo a leitura e a escrita como parceira dessa caminhada. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Instigar o hábito da leitura como finalidade para buscar informação e conhecimento; • Desenvolver capacidades de pesquisa e investigação como fundamento para o crescimento intelectual dos alunos; • Coletar dados e resultados a partir de experimentos realizados previamente como forma de absorver o conhecimento adquirido; • Relatar por meio de textos, cartazes ou outro gênero textual o que foi trabalhado durante os momentos no laboratório. 60
  • 61. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES • Desenvolvimento de estratégias de enfrentamento de situações-problema (Identificar em dada situação as informações ou variáveis relevantes e possíveis estratégias para resolvê-la). • Interações, relações e funções: Identificar fenômenos naturais ou grandezas em dado domínio do conhecimento científico, estabelecer relações; identificar regularidades e transformações. • Medidas, quantificações, grandezas e escalas (selecionar e utilizar instrumentos de medição e de cálculo, representar dados e utilizar escalas, fazer estimativas, elaborar hipóteses e interpretar resultados). • Modelos explicativos e representativos (reconhecer, utilizar, interpretar e propor modelos explicativos para fenômenos ou sistemas naturais e tecnológicos).PÚBLICO ALVO O projeto “Construindo com Ciência” visa atender todos os alunos regularmentematriculados no CEF 08 de Sobradinho, que terão a Ciência como ferramenta de apoio aosconteúdos trabalhados em sala de aula, através das metodologias aplicadas.METODOLOGIA • Apresentação e estudo da História da Ciência; • Estudo do método científico (etapas); • Interpretação de situações-problema envolvendo o uso do método científico; • Análise de fatos do cotidiano; • Coleta de dados e informações relevantes de uma determinada informação; • Levantamento de hipóteses; • Realização de experimentos; • Análise de resultados; • Construção de tabela e levantamento de dados; • Construção de relatórios de experimento realizados; • Resoluções de atividades; • Leituras de diversos textos de cunho científico; 61
  • 62. • Apresentação de microscópio e função de cada componente; • Manipulação individual do microscópio; • Preparação de Lâminas; • Análise de curiosidades com o uso do microscópio; • Desenho das imagens do microscópio; • Construção de modelos tridimensionais com o que foi visto ao microscópio; • Estudo sobre os seres vivos; • Análise de determinados seres vivos (comportamentais e físicas); • Pesquisas de campo sobre assuntos de interesse do aluno (sob supervisão do professor regente) • Montagem de um terrário para análise de um ecossistema; • Aulas-passeio para análise dos principais impactos causados ao meio ambiente; (sob supervisão do professor regente) • Pesquisas de grupo sobre causas e conseqüências de tais danos; (sob supervisão do professor regente) • Montagem e/ou restauração de um herbário e plantio de árvores; • Construção de materiais para jogos; • Jogos com temas relacionados ao meio ambiente; • Oficina de papel reciclado; • Utilização do uso de medidas de massa e volume (balança, pipeta); • Produção de produtos de limpeza;RECURSOS Computador, livros, caderno, lápis, borracha, textos diversos, cartolina, piloto, papelsulfite, fita gomada, microscópio, lâminas, lamínulas, lâminas prontas, canetinhas, lápis decor, massa de modelar, massa de biscuit, garrafas Pet, papel crepom, produtos químicos, cola,tela, pá, caixas, papel alumínio, televisão, vídeo, DVD’s, multimídia.AVALIAÇÃO A avaliação deste projeto será durante o andamento do curso proposto pelolaboratório, através da análise do comportamento e envolvimento de cada um, na participação 62
  • 63. das atividades, realização de experimentos, construção de relatórios e tabelas, leitura e aevolução de seus rendimentos através dos resultados durante as avaliações de sala.A NECESSIDADE DO FAZER Na maioria das esferas de atividades, a melhor maneira de aprender é fazendo. Oslivros, revistas, aulas teóricas e conferências fornecem uma sólida base, porém assimilamosverdadeiramente os conhecimentos quando colocamos em prática as teorias. Para aprendermatemática temos que resolver muitos problemas e exercícios. O mesmo ocorre com asciências ditas naturais. Aliás, uma das etapas da maior importância do método científico,justamente aquela que distingue uma ciência exata dos demais ramos do conhecimentohumano, é a experimentação. A melhor vantagem que podemos obter pela realização de um projeto científico é amelhor compreensão de um ramo da ciência. Os melhores projetos científicos criam hábitosde planificação eficaz, de atenção aos detalhes, cuidado no trabalho, aperfeiçoamento demanuseio e adoção de critérios muito rígidos que nos serão úteis durante toda a vida. Alémdisso, sempre fica a expectativa de que tais projetos possam abrir as portas de uma carreiraalmejada, culminando com a realização própria, individual; aquela satisfação permanente queninguém jamais pode nos subtrair. 63
  • 64. LABORATÓRIO DE INFORMÁTICAINTRODUÇÃO Sabendo que o uso da informática alcançou dimensões que vão além das fronteiras dospaíses, tanto desenvolvidos quanto em desenvolvimento, e que hoje é uma necessidade nocotidiano das sociedades modernas, é bem justo que os jovens da nossa comunidade interajamnesse novo universo. É importante salientar que, apesar dos poucos recursos a que dispõe nossos jovens,não estão alheios às necessidades do dia-a-dia, e para tanto, devem estar familiarizado com atecnologia. Recurso este que nem todos têm acesso de maneira satisfatória, e desta forma, setornam à margem do que a tecnologia pode oferecer no que tange a disponibilidade dainformação. Sabemos ainda, que há vários outros modos de se tornar informado, porem, aquantidade, qualidade e rapidez de acesso às mesmas fazem o diferencial, alem de oferecerpossibilidades ilimitadas. Torná-los indivíduos integrados nessa nova ordem, é um dever do qual não podemosnos furtar, ainda que nossas limitações sejam muitas. Contudo, devemos lembrar que estesmesmos jovens estarão em um curto espaço de tempo integrando o mercado de trabalho. Suasoportunidades aumentarão ou diminuirão de acordo com o preparo que pudermos oferecer aeles. Entretanto, devemos estabelecer prioridades que satisfaçam determinados critérios:Recursos disponíveis e exigência do mercado. Em um primeiro momento, temos a disposição maquinas relativamente eficientescapazes de introduzir nossos jovens, pelo menos uma grande maioria, a um primeiro contatocom o mundo digital, desvendando-lhes determinados segredos e mostrando-lhes algunsrecursos disponíveis dos tempos modernos. Esse primeiro contato é de suma importância,pois, pode com toda certeza incentivar e alimentar o desejo pelo conhecimento e fazer valer aexpressão: “Qualquer contato com o computador ajuda o desenvolvimento mental e cognitivoda criança” [1]. 64
  • 65. É claro para nos, que o crescimento individual dependerá, obviamente, da vontade deaprender de cada um, porem, a partir daí, podemos então ter estimulado o primeiro passo parao ingresso no segundo momento, que é o aperfeiçoamento do conhecimento aqui principado,e que servira de via de acesso para caminhos mais complexos, expectativa de grandesconquistas e realizações num mercado extremamente seletista e que não oferece grandesoportunidades ( na verdade, quase nenhuma) aos que estão à margem da informatização e dasferramentas a ela associadas.JUSTIFICATIVA “É necessário que tenhamos a mente aberta para permitir e incentivar as mais diversasexperiências. É o pluralismo de ponto de vista, e não o dogmatismo ortodoxo, que vai abrir amente das nossas crianças. Quem não tem a própria mente aberta nunca saberá criar condiçõespara que as mentes dos outros se abram. Aqueles que, orgulhosamente, se julgam os donosexclusivos da verdade não podem ajudar os outros na busca - sempre humilde – da verdade.”(VALENTE) Tomando o parágrafo acima como inspiração e levando em consideração a explosãoda informática e da internet, devemos considerar que a informação se tornou muito maisdisponível, hoje, do que em tempos passados. Esse fenômeno abre um leque enorme depossibilidades aos jovens que por ventura tiverem acesso aos instrumentos capazes de integrá-los na nova ordem da informação. É preciso que estes mesmos jovens tenham o mínimo dehabilidades para que possam seguramente manipular satisfatoriamente tais recursos a fim deobter os resultados desejados. Torná-los integrados, portanto, alem de um desafio, é um dever que devemos cumprireficientemente, ainda que as adversidades sejam muitas. Todavia, é de fundamentalimportância que não deixemos a “maré” dos problemas impedirem de realizar tal tarefa.Lembrando ainda, que nossos jovens são provenientes, em sua maioria, de lares dotados degrandes dificuldades ( entenda-se) desestrutura familiar, pouco ou nenhum recursofinanceiro, baixo grau de escolaridade dos responsáveis, pouca expectativa de futuro, abalosdiversos de ordem emocional e psicológica entre tantos outras. Não podemos perde de vista,que para muitos desses jovens a escola é, talvez, o único local ao seu alcance capaz deoferecer “refugio” e atenuar seus tormentos, além de ser fonte de alimentação, lazer, cultura,esporte e alegria. 65
  • 66. A cerca do exposto, então, é possível acreditar na possibilidade de aumentarmos asatisfação desses jovens em permanecer no ambiente escolar, livrando-os, ainda quetemporariamente, de seus problemas, e dos perigos que ronda a juventude através dolaboratório de informática, que irá certamente ampliar seus horizontes e a chance de, numfuturo próximo, integrá-los de fato e de direito à sociedade moderna, dinâmica, seletiva,informatizada, globalizada e muitas vezes injusta àqueles que provêm de lares humildes e queestão às suas margens. O pluralismo de ponto de vista, uma mente aberta associados a uma variedade deexperiências, pode tornar-se uma poderosa ferramenta capaz de mudar uma condiçãoaparentemente imutável e, solidificar-se em uma via de acesso a dias melhores e prósperos,realizando concretamente o ideal de ver jovens, atuantes e realizadores e economicamenteativos.OBJETIVOS Quanto à utilização dos computadores:.GERAL Tornar o laboratório de informática em espaço possível para o desenvolvimento de competências e habilidades voltadas à construção do saber..ESPECIFICOS Promover situações de aprendizagens aos educandos e estimulá-los a compreender as possibilidades da tecnologia de informática, como aliada à construção do saber e da criatividade. Estimular a aplicação do conhecimento e habilidades em uma pratica reflexiva dos conceitos anteriormente adquiridos em sala de aula, para a concretização do saber e sua utilização no atendimento das necessidades individuais. Estimular os alunos a desenvolverem o pensamento científico, cultural e a produção artística a partir do incentivo da pesquisa, utilizando a informática como um recurso para a produção do conhecimento. Refletir sobre as principais demandas apresentadas a vida cotidiana que exigem o uso da informática. Estimular os professores a utilizarem o Laboratório de Informática, com atividades educacionais que conduzam ao aprimoramento do processo de ensino e aprendizagem. 66
  • 67. REFERENCIAL TEÓRICO Vivenciamos um momento em que os contextos: político, social, econômico, cientificoe tecnológico, apontam o olhar para um novo mundo, denominado “sociedade global dainformação” (MATTELART, 2001), exigindo conseqüentemente, do segmento educacional,uma reflexão acerca da prática pedagogia desenvolvida nas escolas. Não cabe aqui umareflexão sobre os modelos que regem, atualmente, a educação, mas destacar que nessecontexto dinâmico em que se encontra nossa sociedade, a escola não deve se furtar deestabelecer, a ponto entre informatização e formação educacional como um todo. Assumiruma visão e prática educacional em consonância com o que o mundo hoje exige, representabem mais do que um pensamento moderno, e para não correr o risco de cair no atrasofuncional do ensino, mas a coerência de uma prática educativa voltada para os novosparadigmas e desafios do século XXI. Isso exigirá, também, mais do que escolas equipadastecnologicamente, mas profissionais da educação igualmente preparados para atuarem comomediadores e incentivadores, que direcionem a prática de ensino e aprendizagem como uso dainformática como ferramenta nesse processo. O uso da informática na escola deve ser vista como um recurso a mais para oprofessor. O computador é uma ferramenta que apoiará o aluno no processo de reflexãoe de construção do conhecimento. Segundo BORBA(2001) o computador deve serutilizado para atividades essenciais, tais como “ aprender a ler, escrever, compreender textos,entender gráficos, contar, desenvolver noções espaciais, etc. A informática na escola passa aser parte da resposta a questões ligadas à cidadania”. Inclusão, também, digital! A função da informática na escola, não se resume a um mero instrumento de trabalhopara o professor. Ela representa a inclusão social, à medida que for utilizada na perspectiva dainterdisciplinaridade e transdisciplinaridade, pois a evolução do mundo globalizado exige umconhecimento holístico da realidade. A construção desse conhecimento como sabemos, nãoestá na junção de conteúdos e disciplinas, mas na atitude das pessoas que pensam o projetoeducativo. (FAZENDA, 1993). A transcendência aponta para um saber integral, no qual oeducando aplicará na vida pratica o saber adquirido e construído na coletividade. Ainformática na escola é, portanto, um meio eficaz para apreensão e construção do saber e parapreparar nossos alunos para o mundo virtual tecnológico de forma critica e reflexiva. Nesse contexto, qual o papel do professor? “As profundas e rápidas transformações,em curso no mundo contemporâneo, estão exigindo dos profissionais que atuam na escola, de 67
  • 68. um modo geral, uma revisão de suas formas de atuação”, (SANTOS VIEIRA, 2002). ParaGOUVÊA (1999) o papel do professor será imprescindível, sendo assim, ele terá que seadequar a essa tecnologia, utilizado na sala de aula, no seu cotidiano, da mesma forma que umprofessor um dia, introduziu o primeiro livro numa escola e teve de começar a lidar de mododiferente com o conhecimento – sem deixar as outras tecnologias de comunicação de lado.“Continuaremos a ensinar e a aprender pela palavra, pelo gesto, pela emoção, pelaafetividade, pelos textos lidos e escritos, pela televisão, mas agora também pelo computador,pela informação em tempo real, pela tela em camadas, em janelas que vão se aprofundando àsnossas vidas...” (Idem, 1999). Sabemos, no entanto, que são poucos os professores de um modo geral que têmexperiência no uso de computador na educação e conhecimento no uso da informática daEducação. Nesta realidade, também, encontra-se a nossa escola. De acordo PENTEADO(2000): “professores devem ser parceiros na concepção e condução das atividades com TI(Tecnologias Informáticas) e não meros espectadores executores de tarefas”. Partindo dessepressuposto, o professor deve atuar diretamente no planejamento e execução das atividades aserem desenvolvidas no laboratório de informática. Ainda nesse intento, no Centro de EnsinoFundamental 08 de Sobradinho (CEF 08), os professores serão motivados, pelos professorescoordenadores do laboratório, pelo núcleo pedagógico e pela direção da escola adesenvolverem suas habilidades no que tange aos conhecimentos necessários para a utilizaçãoda informática nas aulas, como estratégia cognitiva de aprendizagem. Esperamos que, com a integração de todos os professores com o Laboratório deInformática e a sua utilização, o CEF 08 possa cumprir o seu papel enquanto InstituiçãoEducacional, garantindo aos educandos a oportunidade de adquirir novos conhecimentos, odesenvolvimento de habilidades de pesquisa; e do pensamento cientifico, cultural e artístico,enfim, a formação integral do aluno.METODOLOGIA É importante salientar que o atendimento aos alunos no Laboratório de Informáticaseguirá o processo de escala a ser definida por professor de modo que as atividadescontemplem as perspectivas da interdisciplinaridade. No entanto, nos primeiros momentos, oacesso dos alunos ao laboratório será em forma de grade, com orientação dos coordenadoresvisto que se trata de um primeiro contato, na escola com essa tecnologia. 68
  • 69. RECURSOS NECESSÁRIOS • HUMANOS Tendo em vista que esta escola atende aos alunos nos turnos, matutino (6ª e 7ª séries),vespertino (5ª e 6ª séries) e noturno (Educação de Jovens e Adultos – EJA) necessitamos,portanto, de três coordenadores. Sendo dois professores com jornada ampliada de 40 horassemanais – um com regência no matutino e coordenação no turno vespertino e outro professorcom regência no vespertino com horário de coordenação no turno matutino. Um professorcom jornada de 20 horas semanais para a regência do noturno. • MATERIAIS Realidade atual: temos 56 computadores, 04 impressoras, retro-projetor, quadro branco,mural e eventualmente outros recursos necessários ao desenvolvimento das atividades.IMPLANTAÇÃO DO LABORATÓRIO O processo de implantação do Laboratório de Informática do Centro de EnsinoFundamental 08 de Sobradinho seguirá os seguintes passos:I MOMENTO A ser realizado na coordenação pedagógica e em uma reunião de pais.RESPONSÁVEIS Direção, Coordenadores e Coordenadores do Laboratório.OBJETIVO Mobilizar os professores da escola para se prepararem para o uso do Laboratório deInformática na sua prática de ensino e aprendizagem.AÇÕES • Convidar os professores para conhecerem o laboratório e se inteirar das possibilidades de trabalho no mesmo. 69
  • 70. • Reunir com os professores para debater como será utilizado os computadores nas suas aulas e as atividades a serem desenvolvidas no laboratório com os alunos. • Divulgar para a comunidade a proposta pedagógica do Laboratório de Informática.II MOMENTO A ser realizado no Laboratório de Informática.RESPONSÁVEIS Coordenadores do Laboratório de Informática.AÇÕES • Atividade com todas as turmas da escola (em escala): apresentar o computador para os alunos, do hardware, das regras de condutas a serem seguidas no interior do laboratório. • Preparar os alunos para utilizarem o laboratório de Informática por meio de teatro, utilizando uma sucata de computador.OBJETIVOS • Sensibilizar os alunos quanto aos cuidados e regras de conduta no interior do laboratório. • Conhecer a história do computador; • Reconhecer o avanço da tecnologia do computador e a utilização desse recurso na vida cotidiana, no mundo do trabalho e na produção do conhecimento científico. • Conhecer os diferentes componentes do computador e suas funçõesRECURSOS • PowerPoint e sucata de um computador. • Apresentação ilustrada em Power-Point.III MOMENTO Capacitação dos professores - a ser realizado no Laboratório de Informática.RESPONSÁVEIS Coordenadores do Laboratório de Informática e profissionais competentes na área. 70
  • 71. AÇÕES 1. Capacitação e sensibilização dos professores para a utilização do Laboratório de Informática. 2. Coordenação coletiva para o planejamento de atividades a serem desenvolvidas no laboratório.OBJETIVO Preparar o corpo docente para a utilização dos recursos disponíveis no Laboratório deInformática.IV MOMENTO Atividades a serem desenvolvidas no Laboratório de Informática.RESPONSÁVEIS Professores dos Componentes Curriculares, Atividades e coordenadores doLaboratório de Informática. O projeto será viabilizado por meio de atividades que serão desenvolvidas objetivandoatender as 5ªs, 6ªs e 7ªs séries, não perdendo de vista as particularidades de cada uma delas.AÇÕES: Atividade 01 – Regras de conduta no interior do laboratório: Com a utilização do recurso PowerPoint, ilustrar de forma a cativar a atenção dos alunos sobre a importância da conduta correta na utilização do espaço, laboratório, e da perfeita utilização dos equipamentos disponíveis, alem de um breve comentário sobre os aspectos do hardware e dos periféricos possíveis de ser visualizado e tocado pelos alunos. Atividade 02 - História do computador – Integrando figuras ao texto e utilizando slides, contar de forma chamativa a historia do surgimento, seus propósitos primeiros e a evolução do computador até os dias de hoje, bem como as suas novas aplicações nos diversos campos do conhecimento humano. A Atividade 03 - Componentes do computador – demonstrar de forma ilustrada os componentes e periféricos de um computador e suas funções no processamento das informações, além de comentar que instrumento, chip, possibilitou a redução do 71
  • 72. tamanho e aumentou tanto a capacidade de armazenamento e a velocidade do computador.COMPONENTE CURRICULAR – MATEMÁTICAOBJETIVOS • Possibilitar aos alunos, através de comparação de posições, identificarem visualmente qual numero é maior ou menor, levando em consideração a posição do ZERO no gráfico; • Possibilitar aos alunos, através de comparação de posições, identificarem visualmente qual numero é maior ou menor, levando em consideração a posição do ZERO no gráfico; • Demonstrar aos alunos a possibilidade de conversão de um sistema numérico de base 10 em outro; • Contribuir de forma dinâmica para o desenvolvimento da capacidade de raciocínio matemático levando em conta o tempo disponível, • Incentiva o raciocínio lógico matemático na aplicação do sistema de conversão das unidades de medidas e seus múltiplos. • Estimular no aluno o raciocínio lógico e matemático, além da compreensão da sucessão de números pertencentes ao N*. Atividade 04 - Comparando números: através da utilização do recurso Excel, montargráfico que compare os diversos números inseridos em uma tabela para demonstrar demaneira chamativa a posição de cada um em relação ao “ZERO” gráfico. Atividade 05 - Conversor de medidas: utilizando o Excel, montar tabela capaz detransformar as diversas unidades de medidas do Sistema Métrico. Atividade 06 – Desafio: através do Excel, propor vários desafios que envolvam asquatro operações básicas da matemática na solução de problemas. Atividade 07 – Conversor de números arábicos em romanos: utilizado o Excel,montar tabela de conversão de números inseridos aleatoriamente em algarismos romanoclasse II. 72
  • 73. Atividade 08 – Sucessão: a partir da utilização do Excel, demonstrar graficamente osucessor e o antecessor de um numero inteiro, positivo e maior que zero.COMPONENTE CURRICULAR – CIÊNCIASOBJETIVOS • Incentivar a rapidez na capacidade de interpretação e associação de idéias em um tempo estabelecido na resolução de problemas, bem como a fixação de conteúdos desenvolvidos em sala de aula. • Fixar os conhecimentos a cerca das plantas superiores adquiridos em sala de aula. • Auxiliar na internação dos conhecimentos a cerca das diversas mudanças de estado físico da matéria e suas causas. • Capacitar ao aluno identificar com base nos conhecimentos adquiridos em sala de aula e a partir da formula espacial, as substâncias como sendo puras simples e puras compostas. Atividade 09 - Desafio: usando o Excel, construir tabelas e gráficos, especificados nositens abaixo, que deverão ser preenchidos de maneira correta pelos alunos em um tempo pré-determinado. Atividade 10 – Plantas: cruzadinha. Atividade 11 – Mudança de estado físico: gráfico. Atividade 12 - Substância pura: tabela.COMPONENTE CURRICULAR – PORTUGUÊSOBJETIVOS • Incentivar a capacidade da analise, síntese, interpretação e leitura, assim como a correta aplicação da gramática aplicada a textos. • Estimular a capacidade do aluno de produzir textos seguindo uma lógica coerente e a correta aplicação dos recursos gramaticais absorvidos em sala de aula, além de incentivar o lado criativo de, quem sabe, um “escritor” em potencial. 73
  • 74. Atividade 13 – Texto: utilizando o recurso Word, reproduzir textos ou partes de textose criar situações problemas as quais os alunos deverão solucionar de forma correta. Atividade 14 – Com base na leitura e interpretação de texto: “Retrato” (CecíliaMeireles) – ler interpretar e aplicar os conhecimentos gramaticais adquiridos em sala de aulana resolução de problema propostos. Atividade 15 - Produção de textos individuais e/ou coletivos de temas variados soborientação do professor.COMPONENTE CURRICULAR – GEOGRAFIAOBJETIVO Estimular a capacidade de analise, comparação, interpretação de dados, raciocíniológico e matemático, além de fixar os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Atividade 16 - Tabela panorâmica: utilizando o recurso Excel, produzir tabelademonstrativa dos diversos aspectos, sociais, econômicos, geográficos, políticos e culturais dapopulação brasileira em diferentes estados do país. As atividades a seguir serão desenvolvidas, especificamente, com as Turmas doEJA - Ensino de Jovens e Adultos. Atividade 01 - Conhecendo o computador – Em sala de aula usando sucata decomputador, apresentar aos alunos os periféricos e suas respectivas funções, deixar que elesmanuseiem e observem bem cada parte para que toda sua curiosidade inicial seja atendida.Iniciar nesse momento o trabalho com as regras de conduta e utilização da sala de informáticapara que os alunos já tenham em mente, ao entrar no laboratório de informática, algunsprincípios básicos para o bom andamento das atividades. Atividade 02 – Jogos - No laboratório trabalhar com jogos (jogo da memória, dama,jogos matemática, entre outros) que auxiliam no desenvolvimento da coordenação motora,memória, leitura e interpretação, raciocínio lógico matemáticos, e criatividade. Devido a suagrande interatividade o jogo consegue otimizar o desenvolvimento de tais habilidades. 74
  • 75. Atividade 03 – Criando um livro – Com um tema a ser escolhido pelos alunos seráproduzida uma historia coletivamente no Word, onde com o auxilio da correção ortográfica osalunos poderão observar e corrigir as palavras escritas de forma incorreta. Depois de pronta,eles mesmos irão ilustrar a história usando o Paint. Com o auxilio do coordenador , serámontado uma apresentação de slides para que os alunos possam visualizar o resultado final dolivro produzido por eles. Atividade 04 - Ordem alfabética - Os alunos deverão colocar todas as palavrasapresentadas na atividade em ordem alfabética. Cada palavra escrita na ordem, errada nãoserá aceita, levado o aluno a raciocinar novamente e procurar a palavra certa. Esta atividadetem por objetivo auxiliar no aprendizado da ordem alfabética observando todas as letras daspalavras. Atividade 05 – Sistema Solar - Será apresentado aos alunos slides contendo fotos,textos e curiosidades sobre o sistema solar. Após a apresentação os alunos farão algumasatividades como: palavras cruzadas, situações problemas, ortografia; todas desenvolvidas noExcel. Atividade 06 - Higiene – Com apresentação de slides, contendo textos e figuras queabordam o assunto, por meio também de jogos e atividades, os alunos irão trabalhar o temahigiene de maneira lúdica e divertida para compreenderem que a higiene física, mental e a domeio em que vivem está diretamente relacionada à saúde eà qualidade de vida, aprendendo, assim, a grande importância dos bons hábitos de higiene.AVALIAÇÃO • O projeto do Laboratório de Informática será avaliado em coordenação pela direção, coordenadores do laboratório com grupo de professores e coordenadores. • As atividades realizadas no Laboratório de Informática serão avaliadas pelos alunos por meio de questionários e entrevistas. • Serão aplicadas auto-avaliações aos alunos que se possam refletir sobre o processo de atuação no processo de ensino e aprendizagem no Laboratório de Informática. 75
  • 76. SISTEMA DE DIVULGAÇÃO • Cartazes. • Reunião de pais e mestres. • Ao NTE. • Em sala de aula para os alunos.CRONOGRAMA As atividades serão desenvolvidas no decorrer do ano em curso.ATENDIMENTO DO LABORATORIO O atendimento aos alunos no Laboratório de Informática se dará por agendamento noshorários matutino, vespertino e noturno.RECURSOS NECESSÁRIOS • HUMANOS: Coordenadores do Laboratório pelos professores e coordenadores pedagógicos. • MATERIAL: Serão utilizados 56 computadores, 04 impressoras, retro-projetor, quadro branco, mural e eventualmente outros recursos necessários ao desenvolvimento das atividades. 76
  • 77. Secretaria de Estado de Educação do Distrito FederalDiretoria Regional de Ensino de SobradinhoCentro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho Serviço de Orientação Educacional - Noturno PLANO DE AÇÃO 2011 Sobradinho, Março de 2011. 77
  • 78. IDENTIFICAÇÃOSecretaria de Estado de EducaçãoDiretoria Regional de Ensino de SobradinhoInstituição Educacional: Centro de Ensino Fundamental 08 de SobradinhoDiretor: Lauriney Moraes de SouzaOrientadora Educacional: Susan Mariana Chaves FernandesAbrangência do Plano: Comunidade Escolar do CEF 08, especialmente da Educação deJovens e Adultos (EJA – Noturno)Período de Execução: Ano letivo de 2011 “Temos o dever de lutar pela fraternidade, esquecida no mundo de hoje, pela solidariedade entre os povos, pela tolerância entre as pessoas, pelo desarmamento das mentes e dos corações, pela aceitação do outro, diferente, mas igual, sempre nosso irmão. Não importa que essas belas ideias sejam um trabalho a longo prazo. Sem utopias, a vida não vale a pena ser vivida.” (SECAD/MEC, 2006, pg 83) 78
  • 79. JUSTIFICATIVA Conforme destacado no Regimento Escolar das Instituições Educacionais da RedePública de Ensino do Distrito Federal no art. 26, “A Orientação Educacional integra-se ao trabalho pedagógico da instituição educacional e da comunidade escolar na identificação, na prevenção e na superação dos conflitos, colaborando para o desenvolvimento do aluno, tendo como pressupostos o respeito à pluralidade, à liberdade de expressão, à orientação, à opinião, à democracia da participação e à valorização do aluno como ser integral.” Ciente desta grande responsabilidade e após análise da realidade da EJA no Centro deEnsino Fundamental 08 de Sobradinho (Consulta à Proposta Pedagógica; participação nacoordenação de professores; sugestões de diversos membros da comunidade escolar e Direçãoe ainda através de sondagem junto aos alunos, foi possível definir as ações e temas prioritáriospara a ação da Orientação Educacional descritos neste Plano e que deverão pautar-se para oatendimento das necessidades de: integração da EJA às demais ações da Escola; valorizaçãoda EJA por meio do intercâmbio de informações, divulgação de suas ações e oferta de novasoportunidades de aprendizagem e crescimento (pessoal e profissional) à comunidade que acompõe; e sistematização da atuação da Orientação Educacional diante dos temas relevantesdestacados pelos alunos, bem como do atendimento às dificuldades apresentadas no processoensino-aprendizagem. É imperativo destacar que os temas listados pelos alunos já integravam a PropostaPedagógica da Escola e, agora, o Serviço de Orientação Educacional propõe e/ou implementaas ações necessárias referentes a cada um deles. Além disso, também é importante salientar a compreensão de flexibilidade destePlano, tendo em vista as demandas ainda não percebidas e que podem vir a ocorrer, bemcomo os redimensionamentos necessários ao que já se propõe, com o objetivo de maioradequação, eficácia e eficiência e em decorrência do constante processo de avaliação domesmo. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Para a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD),responsável pelas políticas do Ministério da Educação para a Educação de Jovens e Adultos, “a educação não pode estar separada, nos debates, de questões como desenvolvimento ecologicamente sustentável, gênero e orientação sexual, direitos humanos, justiça e 79
  • 80. democracia, qualificação profissional e mundo do trabalho, etnia, tolerância e paz mundial” (SECAD/MEC, 2006) Dessa forma, o Serviço de Orientação Educacional (SOE) se organiza não apenascomo articulador nos debates realizados dentro da Instituição Educacional proporcionando areflexão sobre os temas, mas como fortalecedor das ações educacionais realizadas pelosprofessores e pela Orientadora Educacional associadas cotidianamente aos temas citados. É fundamental destacar que “o indivíduo que procura os cursos para jovens e adultos está inserido num contexto de diversidade sociocultural, cuja heterogeneidade deve ser respeitada e aproveitada pelos professores, constituindo-se fator essencial do currículo e do processo de aprendizagem. Os diferentes saberes e as diferentes opiniões dos alunos, adquiridos ao longo de suas práticas sociais de vida e de trabalho, deverão ser, nesse sentido, o ponto de partida do processo de aprendizagem sistematizada. (SEEDF, Diretrizes Pedagógicas, 2009, p. 59) E ainda “Sabendo porque busca a escola, o adulto elege também seu conteúdo. Espera encontrar lá, aulas de ler, escrever e falar bem. Além, é claro, das operações e técnicas aritméticas. Espera obter informações de um mundo distante do seu, marcado por nomenclaturas que ele considera próprias de quem sabe das coisas.” (SECAD/MEC, 2006, pg 63) Cabe então dedicar especial atenção às concepções, ideias, percepções e valores que opúblico da Educação de Jovens e Adultos oferece e buscar contribuir signficativamente parasua ampliação, levando-os à compreensão de que no processo de educação no qual se inseremna Escola não se restringe (e não deve se restringir) às atividades restritas de alfabetização eletramento e de aquisição de habilidades matemáticas. Assim, “O professor pode e deve transmitir informações, desafiar e estimular os alunos no estabelecimento das relações. Mas a produção do conhecimento é exclusiva dos que realizaram esse trabalho. E esse exercício de pensar, isto é, de estabelecer relações não se restringe ao que é dito pelo professor. Pode acontecer e acontece a todo momento, inclusive a partir do que é dito pelos colegas”. (SECAD/MEC, 2006, p. 66) E a Orientação Educacional deve estar atenta a estes aspectos para contribuiradequadamente com o trabalho docente e a formação geral dos educandos, pois é necessário, “ Portanto conceber uma escola onde o cuidar e educar estejam presentes é pensar um espaço educativo com ambientes acolhedores, seguros, instigadores, com profissionais bem qualificados, que organizem e ofereçam experiências desafiadoras. Isso pode ser concretizado por meio de uma metodologia dialógica, onde as descobertas, a ressignificação dos conhecimentos, a aquisição de novos valores, a relação com o meio ambiente e social, a reconstrução da identidade pessoal e social sejam orientadas, de tal modo que o estudante se torne protagonista se sua própria história.. (Currículo da Educação Básica, versão experimental 2010, p.24) As Diretrizes Pedagógicas da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal doano de 2009 ressaltavam ainda outros aspectos quanto à forma de atuação do SOE (junto aosprofessores e/ou alunos) 80
  • 81. “A EJA considera os mesmos princípios da Educação Básica, tornando os conteúdos meios para o desenvolvimento dos processos cognitivos, privilegiando a capacidade de pensar e desenvolvendo a competência de processar as experiências de aprendizagem com autonomia intelectiva e com destaque para o fato de que os jovens e os adultos: • tenham desejo de aprender; • aprendam o que sentem necessidade de aprender; • aprendam praticando; • tenham o aprendizado centralizado em problemas reais; • aprendam melhor em ambiente informal; • tenham melhor aproveitamento por meio da variedade de métodos, recursos e procedimentos de ensino; • tenham a oportunidade de descobrir e de construir por si mesmos. A seleção e a organização das atividades ou experiências de aprendizagem pressupõem alguns critérios que se relacionam diretamente com: • o contexto do aluno; • o nível de desenvolvimento do aluno; • os objetivos pretendidos; • as normas e os valores que serão cultivados; • as competências, as habilidades e os procedimentos requeridos.” (SEEDF, Diretrizes Curriculares, 2009, p.60) Outro documento que merece especial destaque por também definir diretrizes para otrabalho pedagógico em EJA e que, consequentemente, deve pautar a atuação da OrientaçãoEducacional, bem como professores e demais profissionais, é a Resolução CNE/CEB nº 04 de13 de julho de 2010 que Define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a EducaçãoBásica e no Capítulo II (sobre as Modalidade de Educação Básica), na Seção I (que trata daEducação de Jovens e Adultos): Art. 28. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) destina-se aos que se situam na faixa etária superior à considerada própria, no nível de conclusão do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. § 1º Cabe aos sistemas educativos viabilizar a oferta de cursos gratuitos aos jovens e aos adultos, proporcionando-lhes oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos, exames, ações integradas e complementares entre si, estruturados em um projeto pedagógico próprio. § 2º Os cursos de EJA, preferencialmente tendo a Educação Profissional articulada com a Educação Básica, devem pautar-se pela flexibilidade, tanto de currículo quanto de tempo e espaço, para que seja(m): I - rompida a simetria com o ensino regular para crianças e adolescentes, de modo a permitir percursos individualizados e conteúdos significativos para os jovens e adultos; II - providos o suporte e a atenção individuais às diferentes necessidades dos estudantes no processo de aprendizagem, mediante atividades diversificadas; III - valorizada a realização de atividades e vivências socializadoras, culturais, recreativas e esportivas, geradoras de enriquecimento do percurso formativo dos estudantes; IV - desenvolvida a agregação de competências para o trabalho; V - promovida a motivação e a orientação permanente dos estudantes, visando maior participação nas aulas e seu melhor aproveitamento e desempenho; VI - realizada, sistematicamente, a formação continuada, destinada, especificamente, aos educadores de jovens e adultos. Por fim, o Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública deEnsino do Distrito Federal assim define o serviço de Orientação Educacional: 81
  • 82. Art. 26 - A Orientação Educacional integra-se ao trabalho pedagógico da instituição educacional e da comunidade escolar na identificação, na prevenção e na superação dos conflitos, colaborando para o desenvolvimento do aluno, tendo como pressupostos o respeito à pluralidade, à liberdade de expressão, à orientação, à opinião, à democracia da participação e à valorização do aluno como ser integral. Parágrafo único. A Orientação Educacional está sob a responsabilidade de profissional habilitado para a função na forma da lei. Art. 27 - São atribuições do Orientador Educacional: I - planejar, implantar e implementar o Serviço de Orientação Educacional, incorporando- o ao processo educativo global, na perspectiva de Educação Inclusiva e da Educação para a Diversidade, com ações integradas às demais instâncias pedagógicas da instituição educacional; II - participar do processo de conhecimento da comunidade escolar, identificando suas possibilidades concretas, seus interesses e necessidades; III - participar do processo de elaboração, execução e acompanhamento da Proposta Pedagógica, promovendo ações que contribuam para a implantação e implementação das Orientações Curriculares em vigor na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal; IV - promover atividades pedagógicas orientadas para que os alunos da instituição educacional sejam orientados em sua formação acadêmica, profissional e pessoal, estimulando o desenvolvimento de suas habilidades, competências e responsabilidades; V - auxiliar na sensibilização da comunidade escolar para educação inclusiva, favorecendo a sua implementação no contexto educativo; VI - proporcionar reflexões com a comunidade escolar sobre a prática pedagógica, por meio de discussões quanto ao sistema de avaliação, questões de evasão, repetência, normas disciplinares e outros; VII - participar da identificação e encaminhamento de alunos que apresentem queixas escolares, incluindo dificuldades de aprendizagem, comportamentais ou outras que influenciem o seu sucesso escolar; VIII - participar ativamente do processo de integração escola-família-comunidade, realizando ações que favoreçam o envolvimento dos pais e familiares no processo educativo; IX - apoiar e subsidiar os segmentos escolares como: Conselho Escolar, Grêmio Estudantil e Associações de Pais e Mestres; X - participar com as demais instâncias pedagógicas da instituição educacional da identificação das causas que impedem o avanço do processo de ensino e de aprendizagem, e da promoção de alternativas que favoreçam a construção da cultura de sucesso escolar; XI - realizar ações integradas com a comunidade escolar no desenvolvimento de projetos como: saúde, educação sexual, prevenção ao uso indevido de drogas, meio ambiente, ética, cidadania, cultura de paz e outros priorizados pela instituição educacional, visando a formação integral do aluno; XII - realizar projetos que visem influir na melhoria do processo de ensino e aprendizagem. Como se percebe, neste documento já são apresentados diversos temas para odesenvolvimento de projetos, porém é necessário destacar (mesmo que soe como umaredundância) que os mesmos temas têm abordagens diferentes em cada instituiçãoeducacional devido à necessidade que têm de adequação à realidade única de cada escola eque ainda poderão ser acrescidos de temas diversos que se mostrarem pertinentes enecessários à formação e aprendizagem dos educandos, alguns inclusive serão citados notópico necessidades e que são fruto da análise inicial da realidade e da sondagem realizadacom alunos e professores. 82
  • 83. CARACTERIZAÇÃO DA REALIDADE O Centro de Ensino Fundamental 08 está localizado na Região Administrativa deSobradinho II e atende alunos da 5ª à 7ª séries do Ensino Fundamental no turno diurno(matutino e vespertino) e o 1º Segmento da Educação de Jovens e Adultos (correspondente àsquatro primeiras séries do Ensino Fundamental) no turno noturno. Os alunos da EJA, alvo deste Plano de Ação, compõem uma clientela bastantediversificada nos aspectos de idade, renda e objetivos com relação à educação. Os cerca de130 alunos, distribuídos em quatro turmas (1 turma para cada etapa das séries iniciais) tementre 15 e 70 anos; em sua maioria são moradores de Sobradinho II e Setor de Mansões deSobradinho (uma parcela é constituída por moradores dos demais condomínios e região daFercal). Com relação à ocupação/emprego, existem profissionais do setor de prestação deserviços (domésticos, vendedores, cabeleireiros, operários da construção civil entre outros),autônomos, aposentados e donas de casa, com renda variável, mas principalmenteclassificados entre a classe média e média baixa. Quanto às expectativas relacionadas à educação, algumas se aliam à exigência e odesejo de crescimento profissional e a grande maioria ao desejo de crescimento/realizaçãopessoal. NECESSIDADES Apresentam-se como necessidades para o trabalho de Orientação Educacionalrelacionada à EJA:- Realização de discussões de temas diversos que sejam relevantes e do interesse dos alunos ecomunidade escolar, de forma a contribuir para a sua formação plena (com ênfase naformação para a cidadania);- Intervenção sistemática junto aos alunos com dificuldades de aprendizagem, o quecompreende: a atuação junto a estes alunos (individualmente e/ou em grupo), incluindoelaboração de adaptações curriculares (quando for o caso); auxílio aos professores nacompreensão das dificuldades de cada um e enfrentamento das mesmas no cotidiano da salade aula; aplicação de atividades diversificadas junto a todos os alunos no sentido de ampliar oconhecimento sobre as diferenças de uma maneira geral e construir um clima/relação de 83
  • 84. respeito e tolerância, além do fortalecimento das relações de amizade, solidariedade,cooperação e valorização entre todos os segmentos da comunidade escolar;- Atuação junto à coordenação pedagógica para o desenvolvimento dos projetos presentes naProposta Pedagógica da Escola, adequados à EJA, de forma a tornar este segmento maisparticipante em sua aprendizagem e nas atividades já desenvolvidas na IE como um todo,além de projetos sobre autoestima, orientação sexual, educação ambiental, valores ecidadania, entre outros, visando à formação integral dos alunos. RECURSOS HUMANOS Os recursos humanos da Instituição Educacional são:- Diretor, vice-diretora, supervisores administrativos, supervisores e coordenadores pedagógicos;- Professores;- Auxiliares de serviços gerais (conservação e limpeza);- Auxiliares de copa e cozinha (terceirizadas);- Auxiliares de educação: vigilância;- Orientadoras Educacionais;- Secretárias;- Professora responsável pela mecanografia;- Alunos. As pessoas mais diretamente relacionadas com este Plano de Ação (alvo das açõese/ou contribuintes) são:- Supervisor administrativo - Welder;- Vice-diretora - Eliane- Orientadora Educacional - Susan- Coordenadora da EJA - Rejane- Professores da EJA (7 profissionais)- Professor Edilson – Laboratório de Informática- Alunos da EJA RECURSOS MATERIAIS Os recursos disponíveis na IE que serão utilizados para a execução deste Plano,conforme as necessidades são: 84
  • 85. - Sala de múltiplos usos;- Recursos audiovisuais: data-show, DVD, som;- Materiais de papelaria diversos (cartolinas, papel cartão, papel A4, pincel atômico). OBJETIVOS GERAIS- Promover a discussão de temas diversos que sejam relevantes e do interesse dos alunos ecomunidade escolar, contribuindo para a sua formação, utilizando de metodologiasdiversificadas;- Auxiliar professores e alunos na compreensão e enfrentamento das dificuldades deaprendizagem;- Contribuir para o fortalecimento das relações de amizade, respeito, solidariedade,cooperação e valorização entre todos os segmentos da comunidade escolar;- Desenvolver, junto à coordenação pedagógica, os projetos presentes na Proposta Pedagógicada Escola, adequados à EJA, de forma a tornar este segmento mais participante em suaaprendizagem e nas atividades já desenvolvidas na IE como um todo;- Desenvolver, junto à coordenação pedagógica e corpo docente, projetos sobre autoestima,orientação sexual, educação ambiental, valores e cidadania, entre outros, visando à formaçãointegral dos alunos. 85
  • 86. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ESTRATÉGIAS ATIVIDADES CRONOGRAMA AVALIAÇÃO- Proporcionar momentos de - Discussão em grupos menores - Levantamento dos temas (através 2011 - Em todos osdiscussão e reflexão sobre os (quando for tema estritamente de entrevistas, aplicação de momentos serãotemas considerados importantes e relacionado à realidade de uma questionários, observações e avaliados o interesse epertinentes, destacados pelos turma ou grupo de alunos ou participação nos momen- tos de a participação dosalunos, professores e outros corpo docente), ou em grupos coordenação; envolvidos nasrepresentantes da comunidade maiores quando os assuntos forem - Dinâmicas de grupo; atividades propostas.escolar; de interesse de toda a comunidade - Leitura reflexiva de diversos tipos - Será feita avaliação- Utilizar metodologias escolar, utilizando os diversos de texto (jornalístico, científico, oral com osdiversificadas de abordagem dos espaços à disposição; imagens, propagandas, mensagens..); participantes ao finaltemas de forma a proporcionar - Encontros de grupos para - Encenações, filmes, músicas e dos encontros e dasmomentos diferenciados, discutir os temas a partir de outros elementos artísticos para atividades.prazerosos, atrativos e ilustrações, textos diversos, estimular as discussões; - Junto aos professores,significativos para formação dos filmes, encenações... - Palestras; quanto à repercussãoalunos, adequando-se aos seus - Exposição de textos, imagens e em outros momentos ouinteresses, expectativas e mensagens no mural da EJA; anda sobre a influênciaespecificidades; que cada uma das atividades possa ter exercido sobre o comportamento dos alunos.- Auxiliar professores na análise - Atendimento individualizado aos - Levantamento dos alunos com 2011 - Em todos os encontrosdas dificuldades de aprendizagem professores regentes para dificuldades de aprendizagem junto serão avaliados oapresentadas pelos alunos; conhecimento e orientação quanto aos professores; interesse e a- Elaborar, junto com a às dificuldades de aprendizagem - Análise do histórico escolar e participação doscoordenação pedagógica e apresentadas pelos alunos; diagnósticos (quando houver); envolvidos, bem comoprofessores, estratégias e - Atendimento individualizado ou - Levantamento das dificuldades os avanços percebidosatividades específicas, para a em grupos de até 3 estudantes junto aos alunos (entrevista, testes na execução dassuperação ou redução das com dificuldades semelhantes diversos); atividades propostas.dificuldades de aprendizagem para orientação especializada para - Atendimento individual ou em - Junto aos professores,apresentadas; cada dificuldade observada, com pequenos grupos (até 3 com considerando as- Prestar atendimento vistas à sua superação ou redução dificuldades semelhantes) de acordo possíveis alterações 86
  • 87. especializado aos alunos com do comprometimento à com cronograma estabelecido; quanto à predisposiçãodificuldades de aprendizagem, de aprendizagem. - Acompanhamento da evolução em para a aprendizagem eacordo com sua especificidade e sala junto aos professores; evolução na conquistaainda de acordo com as - Orientação particular a cada pro- de habilidades epossibilidades de atuação do fessor para atuação junto aos alunos competências relativasServiço de Orientação com dificuldades de aprendizagem à formação acadêmicaEducacional; para melhoria das condições gerais e dos alunos atendidos. resultados da aprendizagem;- Contribuir para o fortalecimento - Reflexão sobre as possi- - Dinâmicas de grupo; 2011 Idem ao primeirodas relações de amizade, respeito, bilidades que temos para nosso - Leitura reflexiva de diversos tipos objetivo.solidariedade, cooperação e crescimento pessoal e também das de texto (jornalístico, científico,valorização entre todos os dificuldades que enfrentamos; imagens, propagandas, mensagens..);segmentos da comunidade - Discussão sobre as respon- - Encenações, filmes, músicas eescolar; sabilidades inerentes às nossas outros elementos artísticos para- Contribuir para a formação de escolhas (pelas consequências de estimular as discussões;uma visão positiva de si e dos nossos atos); - Palestras;outros, fortalecendo a autoestima; - Reflexão sobre respeito, moral e - Exposição de textos, imagens e ética partindo de exemplos mesagens no mural da EJA; concretos e que possam contribuir para a percepção da adequação (ou inadequação) do comportamento para o convívio em sociedade; - Definição de metas e estratégias para o alcance delas, como forma de estímulo à dedicação, ao esforço, às conquistas alcançadas.Desenvolver, junto à coordenação - Projeto de Leitura e Jornal da - Jornal Mural 2011 Idem ao primeiropedagógica, os projetos presentes Escola; - Mostra de EJA objetivo.na Proposta Pedagógica da - Projeto Valores e de Cultura da - Oficinas profissionalizantes e deEscola, adequados à EJA, de Paz (complementar ao objetivo artesanato (entre outras que forem 87
  • 88. forma a tornar este segmento anterior); demandadas)mais participante em sua - Feira Cultural; - Oficina de textos/produção textualaprendizagem e nas atividades já - Projeto Novos Rumos: opções no laboratório de informáticadesenvolvidas na IE como um para o 2º semestre relacionandotodo: Projeto de Leitura; Projeto aos demais projetos e objetivossobre Valores; Feira Cultural; presentes neste plano;Jornal da Escola; Projeto NovosRumos (análise e organizaçãopara novas oportunidades).Desenvolver, junto à coordenação - Levantamento e análise dos - Dinâmicas de grupo;pedagógica e corpo docente, temas considerados mais - Leitura reflexiva de diversos tiposprojetos sobre orientação sexual, importantes ou urgentes; de texto (jornalístico, científico,educação ambiental e cidadania, - Elaboração e execução de imagens, propagandas, mensagens..);entre outros, visando à formação projetos sobre (entre outros): - Encenações, filmes, músicas eintegral dos alunos. Orientação sexual outros elementos artísticos para Educação ambiental estimular as discussões; Cidadania - Palestras; Saúde - Exposição de textos, imagens e Prevenção ao uso indevido de mesagens no mural da EJA; drogas 88
  • 89. Serviço de Orientação Educacional - DiurnoPLANO DE AÇÃO 2011 89
  • 90. JUSTIFICATIVA O Plano de Ação Anual vem traçar as diretrizes e estratégias a serem desenvolvidas aolongo do ano de 2011; tendo como pontos norteadores: a Evasão Escolar; Rendimento Escolar;Atendimento e Orientação aos pais e alunos citados no Conselho de Classe; Palestras comtemáticas pré-estabelecidas pela Direção e equipe escolar e/ou Diretoria Regional - Secretaria deEducação e o Programa de Saúde na Escola-PSE (Política Pública, do Governo Federal);Encaminhamentos Médicos-Hospitalares e, Acuidade Visual. AÇÕES 1. Evasão: procurar pais/responsáveis pelos alunos com mais de três faltas consecutivas; e, persistindo a ausência do aluno, o encaminhamento ao Conselho Tutelar (que se torna necessário não só quanto aos alunos faltosos, mas em questões graves disciplinares ou familiares); 2. Rendimento: haverá indicação para reforço escolar nas disciplinas de matemática e ciências; 3. Atendimentos aos pais e alunos: Individuais; Orientação aos Pais – palestras mensais (muitos pais são chamados após os Conselhos de Classe, bimestral); 4. Palestras (30 turmas): 1º Semestre – temática: A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO 2º Semestre – temática: SEXUALIDADE (IDADE E INICIAÇÃO SEXUAL) 5. Atividades diversificadas, mensais, do Programa de Saúde na Escola-PSE, em Sobradinho II. 6. Encaminhamentos médicos: Neurologia, Psicologia, Clínica Geral, Ginecologia, etc. 7. Acuidade Visual: Triagem e indicações para o NAE, através de Fichas Fase (19), dos alunos com dificuldades oftalmológicas. OBJETIVO GERAL Intervenção ao longo do ano: na freqüência e assiduidade, no rendimento bimestral, noestímulo da disciplina, da busca do conhecimento, da orientação e encaminhamento de pais ealunos, do acompanhamento/participação da família no desenvolvimento pleno do aluno; 90
  • 91. informar através de temáticas da atualidade instigando a discussão e reflexão para formação deatitudes e, atuar nas atividades do Programa Saúde na Escola-PSE, visando alavancar maisrecursos para a Rede Pública de Ensino, em Sobradinho II. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Acompanhar a freqüência de todos os alunos, através dos professores, semanalmente, telefonemas às famílias buscando informação e/ou encaminhamento ao Conselho Tutelar quando forem esgotados todos os recursos e contatos, assim como os alunos com problemas disciplinares e conflitos familiares; • Solicitar o Comparecimento do Responsável em face de registro de ocorrência de indisciplina e/ou suspensão pelos Supervisores Escolares; e ainda, orientando os pais quanto ao comportamento adequado e esperado; • Acompanhar e encaminhar os alunos indicados pelos professores, no Conselho Escolar, bimestral, que demonstrem algum comportamento, sentimento ou dificuldade, para reforço escolar ou atendimento; • Ministrar palestras ao longo do ano sobre temáticas propostas para o ano vigente, para 2011, os temas serão: 1º semestre – A Busca do conhecimento; 2º semestre – Sexualidade; • Participar de reuniões e atividades pertinentes ao Programa de Saúde na Escola-PSE, visando agilizar/alavancar recursos da política pública do Governo Federal para a Rede Pública de Ensino de Sobradinho II. 91
  • 92. ATENDIMENTO E ORIENTAÇÃO AOS PAIS CRONOGRAMA - 2011 Horário: 19 hMeses MAR ABR MAI JUN AGO SET OUT NOV DEZAtividade A T E N 03 D (quinta I feira) 12 18 20 12 15 05 07 02 M (terça (quarta (segunda (sexta (quinta (quarta (segunda (sexta E feira) feira) feira) feira) feira) feira) feira) feira) N T 31 O (quinta feira) A O S P A I S 92
  • 93. ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO Plano de Ação da Sala de Recursos Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho Brasília, 09 de fevereiro de 2011. 93
  • 94. IDENTIFICAÇÃOEQUIPE: Coordenadora Itinerante: Socorro de Fátima Araújo dos Santos Psicóloga: Tânia Naves Nogueira Lobo Instituição Educacional: Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho Endereço: AR03 Lote 04 Área Especial 02 Bairro: Sobradinho II - Distrito Federal. Localização: Área Urbana Professores do atendimento da sala de recursos: Alexandre David Zeitune, Lucy Mary Rocha Bispo, Ivacy José de Souza e Cleiton Torres.APRESENTAÇÃO Este Plano de Ação trata-se de uma proposta para o Atendimento EducacionalEspecializado da Sala de Recurso de Altas Habilidades de Sobradinho que tem como finalidadeelencar objetivos, metas e estratégias para o atendimento dos alunos, numa perspectiva daqualidade do processo de enriquecimento curricular para os anos de 2009 e 2010. Estedocumento servirá de base para a reflexão e construção coletiva de uma Proposta de Trabalhoque fundamentará as ações desta Sala de Recursos, tendo como foco principal o aluno de altashabilidades/superdotado. A Sala de Recursos do Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho atende alunos daEducação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio da rede pública do Distrito Federal, nosturnos matutino e vespertino. Conta com uma equipe de atendimento psicopedagógigo, daqual fazem parte profissionais especializados, como coordenadora e psicóloga paradiagnosticar e encaminhar os alunos para o atendimento. Este, por sua vez, conta comprofessores capacitados e habilitados na áreas de Artes Visuais e Cênicas, Biologia ePedagogia que atuam com o objetivo orientar os educandos no sentido de desenvolver suaspotencialidades, numa perspectiva de aprofundamento dos seus conhecimentos na sua áreade interesse. 94
  • 95. Os alunos, em sua maioria, são predominantemente de Sobradinho I, Sobradinho II,condomínios dos arredores, da Vila Rabelo I e Vila Rabelo II, tendo também alunos de áreasrurais próximas à escola. O perfil sócio econômico dos estudantes é diversificado, havendo umapredominância de poder aquisitivo de baixo a média renda. Por apresentarem necessidades específicas como alto potencial e elevada criatividade, aosalunos com altas habilidades/superdotação devem ser asseguradas oportunidades que lhespermitam o desenvolvimento de seu potencial e o alcance de um nível satisfatório de auto-realização. Para isso, considerando as políticas educacionais inclusivas, o educando deve seratendido em seus interesses, necessidades e potencialidades. Portanto o atendimento na sala derecursos de altas habilidades/superdotação de Sobradinho tem como objetivo maior propiciar odesenvolvimento das habilidades e dos talentos de modo que favoreça o desenvolvimento globaldos alunos para que possam, contribuir qualitativamente com a sociedade e com a própriaqualidade de vida.JUSTIFICATIVA Segundo as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica(Ministério da Educação, 2001), o conceito de altas habilidades/superdotação é adotado poralguns programas brasileiros para destacar crianças consideradas superdotadas e talentosas. Sãoas que apresentam notável desempenho e elevada potencialidade em aspectos isolados oucombinados: capacidade intelectual geral, aptidão acadêmica específica, pensamento criador ouprodutivo, capacidade de liderança, talento especial para as artes e capacidade psicomotora.(SEESP - Secretaria de Educação Especial, 2006). Renzulli (2004) afirma que quase todas ashabilidades humanas podem ser desenvolvidas e por isso a necessidade de maior atenção aospotencialmente superdotados. O atendimento às necessidades educacionais dos alunos de altas habilidades/superdotaçãosugere, portanto, o conhecimento de alguns conceitos, características e encaminhamentospedagógicos possíveis a esse aluno para que ele tenha seus interesses e estilos de aprendizagemrespeitados e contemplados. Os objetivos das propostas de atendimento especializado emsala de recursos têm em vista ampliar e diversificar os conhecimentos que despertamcuriosidade e interesses nos alunos, promover a integração social entre seus pares,estimular o pensamento produtivo, desenvolver potencialidades e habilidades específicas,propiciar experiências de resolução de problemas, formulação de hipóteses e promover oajustamento de diferentes áreas de desenvolvimento. 95
  • 96. Para desenvolver esse trabalho o papel do educador é fundamental para oencaminhamento de uma gama de atividades diferenciadas que considerem as habilidades doseducandos. Para a autora Guenther (2000, p.20) o papel do educador é o de encaminhar odesenvolvimento de pessoas e encontrar a melhor e a mais apropriada forma de prover a cadaum aquilo de que ele necessita para se tornar o melhor ser humano que pode vir a ser. Issorequer um trabalho pedagógico voltado para a perspectiva de uma aprendizagem ativa edinâmica. O professor deve promover atividades diversas, atendendo às complexidades deexercícios exigidas pelos alunos, que seja capaz de ampliar tarefas e propor projetos de açãopersonalizados, conforme as necessidades dos seus educandos. A sala de recursos de Sobradinho tem como objetivos:OBJETIVO GERAL • Oferecer aos alunos com altas habilidades/superdotação o atendimento especializado necessário, implantando as abordagens e considerações psicológicas necessárias ao atendimento dos alunos com Altas Habilidades/Superdotação, contemplando os princípios da escola inclusiva e das políticas públicas educacionais.OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Disseminar a área de superdotação e combater os mitos e falácias; • Identificar talentos acadêmicos, artísticos, de criatividade, lideranças e outros; • Propiciar o desenvolvimento das habilidades e dos talentos dos alunos com alto potencial por meio do enriquecimento curricular; • Proporcionar atividades de enriquecimento aos alunos com altas habilidades, oferecendo melhores oportunidades que atendam ao perfil de cada educando, bem como ao seu ritmo de desenvolvimento e aprendizagem; • Ampliar experiências nas áreas diversas, desenvolvendo hábitos de estudo, pesquisa e trabalho; • Incentivar e favorecer o desenvolvimento do auto-conceito, o ajustamento pessoal, emocional e o desenvolvimento social. • Estimular situações de aprendizagem que resulte em maior produtividade e criatividade, possibilitando a expansão dos interesses. • Investigar problemas reais, usando metodologias adequadas à área de conhecimento de interesse dos alunos. 96
  • 97. ÁREA ACADÊMICA Para alcançar os objetivos propostos serão proporcionadas aos alunos experiênciasexploratórias gerais para permitir a identificação dos seus interesses e desenvolvimento das suashabilidades, por meio das seguintes ações: • Atividades de exploratórias de diversas áreas e temas de estudo, para escolher um deles e elaborar planos para desenvolver uma idéia. • Realizar atividades de pesquisa na área de conhecimento de interesse; • Realizar atividades de aprendizagem em grupo ou individual com objetivo de investigar problemas reais; • A partir de estudos, produzir hipóteses, solução de problemas reais; • Elaborar e melhorar um produto; • Promover atividades que promovam o desenvolvimento da criatividade e manifestações artísticas: desenho; dramatização; produção textual. • Fazer analogias; • Imaginar, transformar e inventar; • Estimular parcerias entre a família, escola, instituições educacionais, empresariais e outras; • Visitas a museus, universidade, galerias, bibliotecas, etc; • Promover oficinas: produção e criação textual de peças teatrais, fábulas, contos, crônicas e outros gêneros textuais; produção e criação de projetos na área cinestésico-corporal e oficina de criação artística • Organização de grupos para construção de conhecimentos e propostas para a solução de problemas da comunidade . • Promoção de atividades de lazer e recreação em contato com o meio urbano, rural, parques e praças; • Desenvolver atividades exploratórias do tipo I (exposições, conservatórios, museus, etc) • Desenvolver atividades de treinamento do tipo II (analisando, refletindo, inferindo, identificando e interpretando ) • Desenvolver atividades do tipo II 97
  • 98. ATENDIMENTO DE ARTES VISUAISARTE – CIÊNCIAS E MEIO AMBIENTE - Sentir - Pensar – Fazer Para: “provocar emoção; proporcionar prazer estético; comunicar aos outros seuspensamentos; sentir alegria ou satisfação durante o ato criativo; explorar novas formas deexpressão; perpetuar sua existência no mundo; divulgar suas crenças; usar o tempo de formacriativa; documentar seu tempo, homenagear alguém, algum fato ou alguma idéia.” (Explicandoa Arte, Jô de Oliveira e Lucélia Garcez). Desenvolver o relacionamento produtivo entre jovens artistas da mesma região: • Por meio da oficina de experimentação de materiais, cores, formas, texturas, volumes, sons, luz...; • Estudos, observações e releitura de obras de arte no mundo e no Brasil; • Percepção de patrimônio cultural e natural do Brasil, de Brasília e do Vale do Ribeirão Sobradinho; • Produção e participação em eventos artísticos e culturais; • Parcerias para cursos de aperfeiçoamento com entidades culturais; • E, organização de portfólios e documentação da produção para veiculação dos resultados dos trabalhos individuais e coletivos.CRONOGRAMAESTRATÉGIAS Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov DezDedicação à formaçãocontinuada dos professores. OBS. Condicionado à oferta da EAPE.Realizar pesquisas eproporcionar materiaisadequados às necessidadesdos alunos.Planejar as atividades dasala de altashabilidades/superdotaçãofundamentados na propostanacional de atendimento daeducação inclusiva. 98
  • 99. Dar cumprimento àproposta, desenvolvendoatividades relacionadas àshabilidades específicas dosalunos.Elaboração de projetos quepriorizem odesenvolvimento dashabilidades de leitura,interpretação edesenvolvimento doraciocínio lógicomatemático; odesenvolvimento dopotencial criativo e amanifestação artística.Oferecer recursos depesquisa, assegurando odesenvolvimento dosprojetos individuais ecoletivos.Assegurar odesenvolvimento dasatividades deenriquecimento tipos: I, II eIII, baseada na teoria deRenzuli.Desenvolver o Portifólio deTalento Total; Projeto daFeira de Ciências;Projetos de PesquisaPromover um ambienteacolhedor e de harmoniaentre alunos/alunos eprofessores/alunos e família.Promover e fortalecer aparticipação dos pais no Encontros bimestraisprojeto de atendimento.Elevar a auto-estima dos Ações a curto e longo prazo.alunos e da família.Incentivar e apoiar asiniciativas individuais ecoletivas de projetos dosalunos.Promover ações quegarantam a permanência dos .alunos na sala de recursos.Realizar palestras e oficinascom os pais ou responsáveissobre como orientar eacompanhar seus filhos nodesenvolvimento dosprojetos. 99
  • 100. Realizar levantamentoperiódico das dificuldadesque devem ser superadas.Buscar estratégias parasensibilizar a comunidadeescolar e local quanto a Ações bimestrais.necessidade e importânciado atendimento de altashabilidades/superdotação.Promover e participar deeventos proposto pelo Uma ação por bimestre.NAAH/S e pela escola,como: feiras, eventosculturais.Promover, sempre quenecessário e de acordo osinteresses dos alunos:palestras e oficinas, visitas amuseus, bibliotecas, etc.Buscar melhorias para oatendimento: espaço físico erecursos pedagógicos.Promover ações de interaçãocom o ensino regular.Com as ações e estratégias elencadas, anteriormente, esperamos os seguintes resultados: • O auxílio na formação integral dos alunos de AH/SD • A criação de um ambiente favorável a aprendizagem • Oferecer o suporte especializado e necessário ao nosso público alvo; • A formação de alunos críticos; • Protagonismo Juvenil.AVALIAÇÃO O plano de ação trata-se de um projeto inicial que será fortalecido, coletivamente, duranteo ano de trabalho e avaliado durante as coordenações com o propósito de buscar readequá-lo àsnecessidades dos alunos. 100
  • 101. BIBLIOGRAFIABrasil. Secretaria de Educação Especial. Política nacional de educação especial: livro 1. Brasília:MEC/SEESP, 1994.______.Secretaria de Educação Especial. Subsídios para a organização e funcionamento deserviços de educação especial: Área de Altas Habilidades. Brasília: MEC/SEESP, 1995.______.Secretaria de Educação Especial. Diretrizes gerais para o atendimento dos alunosportadores de altas habilidades, superdotação e talento. Brasília: MEC/SEESP, 1996._______.Secretaria de Educação Especial. Programa de capacitação de recursos humanos doensino fundamental: superdotação e talento vols.1 e 2. Brasília: MEC/SEESP,1999._______.Ministério da Educação. Diretrizes nacionais para a educação especial na educaçãobásica/Secretaria de Educação Especial – MEC; SEESP, 2001.GUENTHER, Zenita Cunha. Desenvolver capacidades e talentos: um conceito de inclusão.Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.RENZULLI, Joseph S. O Que é Esta Coisa Chamada Superdotação, e Como aDesenvolvemos? Uma retrospectiva de vinte e cinco anos. In: Revista Educação. Porto Alegre– RS, Ano XXVII, n.1 (52), Jan./Abr. 2004. 101
  • 102. GOVERNO DO DISTRITO FEDERALSECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO – DIRETORIA DE ENSINO ESPECIAL DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE SOBRADINHO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO AO ESTUDANTE COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 08 DE SOBRADINHO Projeto de Aulas de Robótica Atendimento Educacional Especializado Altas Habilidades/Superdotação Prof. Alexandre David Zeitune Sobradinho, 25 de abril de 2011 102
  • 103. APRESENTAÇÃO A proposta para as aulas de robótica do Atendimento Educacional Especializado de AltasHabilidades, no Centro de Ensino Fundamental 08 de Sobradinho, consiste na utilização deprincípios de engenharia para desenvolver robôs programáveis, direcionando os alunos nainvestigação científica, possibilitando aos mesmos a interação com o concreto e o abstrato naresolução de problemas do seu cotidiano e colocando-os em contato com o mundo da tecnologiarobótica. Dentre seus princípios pedagógicos a robótica promove o estudo de conceitosmultidisciplinares como física, matemática, geografia, informática, dentre outros conhecimentos.Promove o desenvolvimento de habilidades e competências dos alunos, estimulando acriatividade, o raciocínio lógico-matemático, a capacidade de programação; estimula o trabalhoem equipe e a possibilidade de estar sempre buscando novas idéias em um contínuo processo deaprendizado.JUSTIFICATIVA Vivemos em um mundo no qual a tecnologia ganha um grande destaque e quanto maisdesenvolvida é essa tecnologia, maior é o grau de entrelaçamento entre mecanismoscomputacionais e os seres humanos. Desta forma as instituições de ensino ganham uma maiorresponsabilidade para atender as necessidades dos alunos neste contexto de revoluçãotecnológica. Logo temos por obrigação mudar o atual paradigma que no Brasil as novas tecnologiasestão praticamente restritas às instituições de ensino superior, centros de ciência e tecnologia ealgumas indústrias e, que os avanços tecnológicos e respectivos benefícios advindos do seu uso econhecimentos ficam concentrados a poucos (Albuquerque 2010). Atualmente, no Brasil, temsido cada vez mais comum a implementação da robótica pedagógica no ensino infantil efundamental, por ser esta uma área que estimula o pensamento criativo dos alunos, bem como aassimilação de conteúdos, motivando-os a questionar e procurar soluções para situações-problema da vida real, permitindo a relação teoria e prática, ao passo que atua para odesenvolvimento do senso crítico, do comportamento de colaboração e do senso ético.IDENTIFICAÇÃO DO OBJETO Este projeto tem como fundamentação teórica a Robótica Pedagógica ou Educacionalconforme CÉSAR (2007), caracterizada por ambientes de aprendizagem que requer materiais, 103
  • 104. como kits de montagens compostos por diferentes peças, motores e sensores que permitam aconstrução e programação de Robôs. Utilizando o kit LEGO® Mindstorms NXT 9797,cedido em agosto de 2010 pelo Projetode Educação Continuada em Ciências da Engenharia (PRECOCE), buscou-se a montagem dosrobôs ou dispositivo tecnológicos que utilizassem elementos da Mecânica, tais comoengrenagens, eixo cardam, esteiras etc. Como as peças do kit são facilmente encaixadas entre si, procura-se trabalhar semprerespeitando os princípios da Mecânica, da Física e da Matemática, de forma interdisciplinar,além de interagir com equipamentos elétricos tais como sensores, motores e lâmpadas,aproveitando a possibilidade de receberem comandos a partir de uma programação ou controleremoto via Bluetooth.DESCRIÇÃO DAS SALAS, AMBIENTES E RECURSOS MATERIAIS Atualmente o Núcleo de Altas Habilidades de Sobradinho tem atendido 25 alunos cominteresse, exclusivamente, em robótica e divididos em três dias da semana, nos turnos matutinose vespertinos, cada turno com quatro horas de duração. Os alunos frequentam o ensinofundamental e médio e são recebidos uma vez por semana conforme o modelo de atendimento doNúcleo de Altas Habilidades. Este atendimento ocorre em uma sala do Centro de EnsinoFundamental 08 em Sobradinho II. O espaço físico no qual desenvolvemos as atividades,atualmente, compreende uma sala de vinte metros quadrados, compartilhada com outro professorda área de Artes Visuais. Na sala há cadeiras, um mesa redonda, quadro-de-giz e cadeiras. Partindo do principio que a escola deve ser o local da formação de pessoas com novascompetências e sendo a tecnologia um fator revolucionário em nossos tempos, destaca-se aimportância na aula de robótica na escola, não apenas como "robótica técnica” e sim umarobótica a serviço da educação (DABREU, 2003). Posto isso devemos trabalhar para que existauma estreita relação entre o processo de construção e controle dos robôs com o desenvolvimentodas competências e habilidades dos alunos. Desta forma, o uso do kit LEGO Mindstorms vematendendo atividades de Enriquecimento tipo I, II e III propostos por Renzulli & Reis (1997). Como equipamento necessário para a execução deste projeto é necessário adquirir: Software (Bricx Command Center Versão 3.3 e o Lego® Mindstorms NXT 2.0)* Software Lego® Digital Designer; freeware* 01 kit 9797 LEGO® Mindstorms NXT 2.0 - ( Emprestado pela UnB por tempodeterminado) 104
  • 105. 02 kits LEGO® Mindstorms RCX 1.0 * - ( Emprestado pela UnB por tempodeterminado) 05 kit 8547 LEGO® MINDSTORMS® NXT 2.0** 01 data show ** 01 lousa digital ** 05 Computadores contendo sistema operacional Windows vista ou superior. Processadorcore due ou superior. Memória Ram 1000 MB ou superior.** Observações: * material já existente ** material necessárioOBJETIVOS A ALCANÇAR Visando atender aos alunos de Altas Habilidades/Superdotação com interesse na área detecnologias, a aquisição dos materiais listados neste projeto, busca promover um ambiente deaprendizagem mediado pela tecnologia para o aperfeiçoamento de habilidades, estimulando opensamento reflexivo e crítico dos(as) alunos(as) para a busca por soluções de problemas reais,oportunizando o trabalho coletivo e o desenvolvimento de habilidades e competências pessoaisnecessárias para vida e as novas demandas profissionais. Dando continuidade a este projeto, pretende-se no ano de 2011 desenvolver a seguintesatividades:- Continuar os projetos individuais dos alunos que foram iniciados neste ano;- Permanecer com as aulas de robótica como atividades de Enriquecimento com os alunosatendidos pela sala de recursos para alunos com Altas Habilidades/Superdotação da Regional deSobradinho.- Promover e desenvolver competições de equipes de robótica atendidas pela sala de recurso dealtas habilidades do CEF 08. Estas competições serão similares as promovidas pela FIRST LegoLeague- FLL (FIRST do Brasil, 2010);- Promover e desenvolver competições com aparticipação de alunos do ensino regular daregional de sobradinho;- Preparar equipes para a participação do FIRST Lego League (FLL). 105
  • 106. METAS A principal meta deste projeto é ampliar o atendimento para um maior número de alunosdo ensino especial, transformando esta instituição em um centro de referência de robótica para oensino especial em Sobradinho. Para tanto se faz necessário à utilização do espaço chamado “Sala de Ciências”, tambémchamado de Laboratório de Ciências, localizado nas dependências do CEF 08. A utilização deste espaço é mais adequada não só por atender a sua devida finalidadecomo sala de ciências, como também pela presença de mesas do tamanho adequado e do amploespaço para realização dos testes com os robôs, além de poder atender um maior número dealunos. Este espaço também poderá ser utilizado por outros professores de Ciências, atendendoassim a demanda dos demais professores.METODOLOGIA Em um processo contínuo de motivação, serão problematizadas as possibilidades detrabalhos científicos sociais em equipe, observando sempre o respeito, o desafio, a ética a todasas opiniões, onde a construção, a desconstrução e a reconstrução fazem parte da vida de cada um. O curso de robótica será desenvolvido em três níveis: o básico, o intermediário e oavançado, com o total de quatro aulas por curso. Posteriormente os alunos desenvolverão seus próprios projetos de robótica.PÚBLICO-ALVO O público-alvo serão alunos matriculados no Atendimento Educacional Especializado aosAlunos com Altas Habilidades/Superdotação, a captação de alunos deverá ser realizado pelacoordenadora itinerante da Sala de Recursos de Altas Habilidades. Serão matriculados oito a nove alunos por turno, tendo em vista a capacidade do materialdidático disponível. Este número de alunos poderá aumentar com a possibilidade de aquisição demais kits de robótica. As aulas serão teórico/prática, tendo uma duração de quatro horas. As aulas serãofundamentadas no princípio da robótica pedagógica.CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO Todo ano de 2011 e anos posteriores 106
  • 107. CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO DO PROJETO Material Quantidade Valor unitário do necessária material *kit 8547 LEGO® MINDSTORMS® 5 R$ 1.800,00NXT 2.0 Data show 1 R$ 2.300,00 Lousa digital 1 R$3.500,00 Computadores 5 R$ 1.200,00 * Média de valores encontrados em páginas da internet.PLANO DE APLICAÇÂO DE RECURSOS • Durante as aulas serão desenvolvidos protótipos de robôs ou modelos conceituais de equipamentos tecnológicos de interesse da comunidade local. • Programação dos robôs, utilizando dois tipos de Software (Bricx Command Center Versão 3.3 e o Lego® Mindstorms NXT 2.0) nos computadores solicitados; • Transferência de modelos de robôs desenvolvidos para Lego® Digital Designer; • Relacionar conceitos de física e matemática com os projetos de robôs desenvolvidos na sala de recursos. • Incentivo ao trabalho em equipe e divisão de tarefas. • Uso de aulas teórico e práticas utilizando o data show com a lousa digital em um ambiente laboratorial. 107
  • 108. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICASD’ABREU, J. V. V., MARTINS, M. C., Robótica Educacional e Acesso Remoto: Relato DeUma Experiência. In I Simpósio Internacional sobre Novas Competências em TecnologiasDigitais Interativas na Educação, Campinas – SP. 2007.CÉSAR, Danilo R.; ALBUQUERQUE, Ana Paula; MELO, Caio Monteiro; MILL, Daniel.Robótica Pedagógica Livre: Instrumento de Criação, Reflexão e Inclusão Sócio-Digital. In:Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, 2007, São Paulo. XVIII Simpósio Brasileirode Informática na Educação - SBIE 2007, 2007FIRST do Brasil. Disponível em: http://www.brfirst.org/hotsite/fll. Acessado em: 28/09/10.Instituto Presbiteriano de Educação, (IPE 2010). Disponível em:http://www.ipeonline.com.br/robotica/robotica-educativa/. Acessado em: 28/09/10.Renzulli, J. S. & Reis, S. M. (1997). The schoolwide enrichment model (2a. ed.). MansfieldCenter, CT: Creative Learning Pres.Valente, J. A. e Canhette,C. C. (1993) LEGO-Logo, Explorando o conceito de Design inComputadores e Conhecimento – Repensando a Educação, organizado por José ArmandoValente. Campinas - S.P.: Gráfica Central da UNICAMP ( pp 64 – 75).VIRGOLIM, A. M. R. . Altas Habilidades/Superdotação: Encorajando potenciais. 01. ed.Brasília: MEC/SEESP, 2007. v. 01. 70 p 108
  • 109. PROTAGONISMO CIENTÍFICO Profª. Lucy Mary Rocha BispoAPRESENTAÇÃO O presente projeto destina-se à aquisição de recursos materiais para viabilizar as açõespedagógicas de enriquecimento curricular a serem desenvolvidas na Sala de Recursos de AltasHabilidades/Superdotação de Sobradinho para o atendimento de alunos altas habilidades na áreade literatura e acadêmica geral. Tendo em vista que a sala de recursos em questão é um ambiente de construção doconhecimento e que atua numa perspectiva interdisciplinar, atendendo alunos e alunas comdistintas habilidades e interesses por diversas áreas do conhecimento, faz-se necessário ofereceraos alunos não apenas um maior número de recursos de pesquisa, mas que estes apresentem umpotencial de qualidade para que possam contemplar seus anseios na exploração e construção doconhecimento. Segundo Sabatella e Cupertino (2007) é necessário oferecer aos alunos comnecessidades educacionais especiais atendimento adequado em reconhecimento às suascapacidades diferenciadas daí a importância de se proporcionar condições para o seu plenodesenvolvimento. O Protagonismo Científico baseia-se numa metodologia científica para a construção doconhecimento dos alunos do ensino fundamental atendidos na sala de recursos de altashabilidades, visando o desenvolvimento de habilidades de reflexão, pesquisa e intervenção paraestudar, investigar um problema o qual se quer saber mais e propor soluções. Além decontemplar os interesses acadêmicos nas diversas áreas do conhecimento, pretende-se estimulara produção literária a partir do enriquecimento na área de linguagem, potencializando einstrumentalizando os alunos e alunas na produção do gênero literário.IDENTIFICAÇÃO DOS OBJETOS: • Aquisição de 01 quadro-branco de 2,20 m x 1,20 m. • Aquisição de 02 computadores de mão: notebook. • Acesso à internet. ** • Livros de literatura de diversos gêneros que atendam ao público infantil e juvenil;* 109
  • 110. • Livros para pesquisa (enciclopédias) • Assinatura de revistas para fonte de pesquisa. • Um aparelho de DVD; • Uma televisão de LCD 29’. • Aparelho de data show. *Títulos sugeridos em anexo. **No momento temos acesso à rede.JUSTIFICATIVA Atender os estudantes com necessidades educacionais especiais em altas habilidadesexige planejamento de situações pedagógicas diferenciadas, estimulantes, desafiadoras eenriquecedoras para que possam desenvolver plenamente seus potenciais, bem como a ampliaçãodos seus interesses. Nesse sentido é necessário promover o contato dos estudantes com diversasleituras e exploração de materiais diversos, oferecendo oportunidades para que alarguem seushorizontes e construam um percurso na construção do conhecimento guiado pela metodologiacientífica. Muitos dos alunos que ingressam no atendimento da sala de recursos, demonstraminteligência e habilidade para armazenar informações, mas observa-se que não sabem o que fazercom todas elas. Percebe-se, portanto, a necessidade ou a carência por uma literatura que favoreçaa ampliação dos conhecimentos destes alunos de modo mais aprofundado. O uso por essesalunos de materiais apropriados como livros para pesquisas e livros de literatura (para os queapresentam interesse nesta área) permitiram aprofundamento e enriquecimento do processo deensino e aprendizagem, bem como a instrumentalização para a produção de trabalhosindependentes, para investigação nas áreas de interesses, habilidades e talentos. Por outro lado, é relevante que os estudantes problematizem o conhecimento adquirido esistematizem o que fora aprendido, dando significância aos mesmos. Nesse sentido os alunos eas alunas são chamados à reflexão a partir dos conhecimentos já adquiridos e para o que aindaserá necessário apreender e compreender de modo a buscarem um aprimoramento das suashabilidades, e ao mesmo tempo, pensarem em situações reais, buscando propostas criativas paraa resolução de problemas atuais e, até mesmo, na suposição para solução de problemas futuros.Nesse sentido, o processo de aprendizagem nesta sala de recursos de altas habilidades busca umanova significação para o conhecimento, estimulando os estudantes a disponibilizarem suas 110
  • 111. habilidades e talentos a favor de si mesmos e da coletividade. Portanto, é proposto doProtagonismo Científico, estimulado por meio de um trabalho de metodologia de pesquisacientífica para a produção de conhecimento, para a produção literária, para o desenvolvimento dehabilidades e talentos dos alunos atendidos. Aprender requer um esforço intelectual muito grande o que supera a simples ideia de queo conhecer advém da mera instrução. Este último não exige muito esforço, apenas memorização,enquanto que o conhecimento exige reflexão, problematização, levantamento de hipóteses o queleva a reavaliação de idéias, pressupostos e resultados de um determinado fato ou fenômeno.Segundo Julio e Muraro (http://alb.com.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem10pdf/p.2-3) Para aprender é preciso fazer perguntas, é preciso inventar hipóteses para respondê-las, é preciso buscar argumentos para sustentar pontos de vista, é preciso se posicionar sem medo do desconhecido. (...)Requer, portanto, que o educando formule hipóteses e elabore a problematização da realidade, que seu saber já constituído viva um confronto com o não saber, que é uma experiência significativa, mas incômoda, que exige um confronto com as descobertas à medida que se faz as investigações que permitirão a coleta de dados, a tabulação e análise desses dados para sistematização e socialização dos resultados. O conhecimento na concepção de Reis (2008) pode ser caracterizado como o pensamentoadvindo da inter-relação estabelecida de modo direto ou indireto, entre a mente do sujeito quepretende conhecer com os objetos a serem conhecidos. Para desenvolver as habilidades deinvestigação, aos estudantes é proposto as modalidades de pesquisa: • Bibliográfica: realizada por meio de material impresso como livros, periódicos, jornais, revistas, artigos científicos e outros documentos afins. • Experimental: na qual os alunos realizam experimentos, coletam dados, observam e analisam os resultados. • Pesquisa de campo: na qual serão realizadas atividades extra-classe, por meio da observação direta, utilizando entrevistas, questionários para coleta de dados para posterior análise. Seguindo o percurso da metodologia científica, os alunos e alunas atendidos na sala derecursos de altas habilidades/superdotação poderão reconhecer a importância dos conhecimentosadquiridos no ensino regular, aproximando-os da sua vida real e aplicabilidade de taisconhecimentos no contexto social. 111
  • 112. OBJETIVOS A ALCANÇAR COM A UTILIZAÇÃO DO MATERIAL • Formar o aluno pesquisador que no processo de investigar problemas da sua realidade por meio da metodologia de pesquisa científica, se aproprie do conhecimento organizado utilizando-o como instrumento intelectual que contribuirá para organizar os conhecimentos adquiridos. • Desenvolver atitudes de investigação ao se apropriar da metodologia da pesquisa científica e do conhecimento culturalmente construído para a apropriação de novos conhecimentos e desenvolvimento de competências e habilidades para interagir com o meio social de forma autônoma e responsável. • Estimular a produção do gênero literário, a partir da leitura dos diversos gêneros textuais, investigando as características e exigências para cada gênero, estimulando a formação da própria identidade textual.METAS Espera-se que os alunos, a partir da sua teia de interesses, escolham o problema depesquisa que lhe seja viável investigar e possa se apropriar dos conhecimentos relativos ao seutema, além de participar das atividades exploratórias, que sejam acessíveis: • O acesso às tecnologias da informação (acesso ao computador e internet) para viabilizar o trabalho de investigação dos alunos; • O acesso a livros, revistas, jornais ou periódicos como fonte complementar aos recursos adquiridos por via internet, de modo que se desenvolva a habilidade da leitura e elaboração de idéias a partir das já existentes; • O quadro branco em sala de aula para atividades exploratórias com a professora tutora; • Revistas como Ciência Hoje e Super Interessante para aguçar a curiosidade dos alunos e alunas e fundamentar as pesquisas bibliográficas; • A televisão de 29 polegadas para assistir filmes, documentários em uma tela maior e de melhor qualidade. Por meio destes recursos poderão ser realizadas atividades de exploração de objetos por meio de lupa eletrônica e apresentação de vídeos produzidos pelos alunos; 112
  • 113. • Data show para apresentação dos trabalhos dos alunos ao público de interesse. Lembrando que ao definir sua audiência ao educando é relevante oferecer os recursos midiáticos mais atuais, para que possam, ao mesmo tempo, desenvolver habilidades relativas ao manuseio com as novas tecnologias. Ao término dos trabalhos, tendo escolhido previamente a audiência, os estudantesapresentarão seus resultados à comunidade escolhida para um posterior encaminhamento aosórgãos (quando for o caso) para a solução dos problemas identificados. No caso das produções literárias, buscará sempre um veículo para a divulgação dostrabalhos, seja por meio de publicação de livros ou divulgação por meio de jornal, banner, ouexposições.PÚBLICO ALVO O público alvo deste projeto são os alunos e alunas matriculados no AtendimentoEducacional Especializado para Alunos com Altas Habilidades/Superdotação de Sobradinho.DESCRIÇÃO – AMBIENTES E RECURSOS MATERIAIS QUE JÁ POSSUEM A sala que atende alunos com interesses na área acadêmica e literária apresenta umespaço físico de 20 m², com dois computadores ligados à rede de internet, mesas, cadeiras,armário e alguns livros (a maioria defasado) em áreas do conhecimento de Ciências, História,Geografia e alguns poucos títulos de literatura. Não possuímos um quadro-de-giz ou quadro branco, o que dificulta muito algumasexplorações e explicações de princípios científicos.CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO O projeto será executado por todo o ano de 2011 e demais anos.CRONOGRAMA FÍSICO FINANCEIRO DO PROJETO (MATERIAIS) Material Quantidade necessária Valor unitário do material *Revista Super Interessante 2 anos Total R$ 310,68Revista Ciência Hoje para Crianças 2 anosNational Geografhic Brasil A partir R$ 176,88Revista Literatura 2 anos Total R$ 94,80 113
  • 114. Revista Conhecer 2 anos R$ 215,00 Data show 1 R$ 2.300,00 Lousa branca 1 R$ 280,00 Computadores 3 R$ 1.200,00OBS. Média de preços pesquisados na internet.PLANO DE APLICAÇÃO DE RECURSOS Para alcançar os objetivos propostos serão proporcionadas aos alunos experiênciasexploratórias gerais para identificação dos seus interesses e desenvolvimento das suashabilidades, por meio das seguintes ações. • Atividades de exploratórias de diversas áreas e temas de estudo, para escolher um deles e elaborar planos para desenvolver uma idéia. • Elaborar a teia de idéias a partir de um tópico escolhido; • Realizar atividades de pesquisa na área de conhecimento de interesse (pesquisar em livros, revistas, internet); • Produzir relatórios de pesquisa, utilizando recursos do computador; • Realizar atividades de aprendizagem em grupo ou individual com objetivo de investigar problemas reais; • Realização de trabalhos coletivos a partir da exploração de um tema; • A partir de estudos, produzir hipóteses, solução de problemas reais; • Elaborar e melhorar um produto; • Promover atividades que promovam o desenvolvimento da criatividade e manifestações artísticas: desenho; dramatização; produção textual. • Fazer analogias; • Imaginar, transformar e inventar; • Visitas a museus, universidade, galerias, bibliotecas, etc; • Promover oficinas: produção e criação textual de peças teatrais, fábulas, contos, crônicas e outros gêneros textuais; produção e criação de projetos na área cinestésico corporal e oficina de criação artística; • Organização de grupos para construção de conhecimentos e propostas para a solução de problemas da comunidade; • Promoção de atividades de lazer e recreação em contato com o meio urbano, rural, parques e praças; 114
  • 115. • Desenvolver atividades exploratórias do tipo I (exposições, conservatórios, museus, vídeos, etc ) • Desenvolver atividades de treinamento do tipo II (analisando, refletindo, inferindo, identificando e interpretando) • Desenvolver atividades do tipo III: • Apresentando trabalhos para a comunidade. • Elaborando um produto a partir da produção de pesquisa, ou fruto de talento artístico.LIVROS A SEREM ADQUIRIDOS PARA TRABALHAR COM OS ALUNOSLIVROS PARA PESQUISA:Enciclopédia da Natureza. Genevive Beccker. Editora GirassolGuia dos Curiosos: Invenções. Marcelo Duarte. Editora Panda Books.Albert Einstein. SEKSIK, LAURENT / JANOWITZER, REJANE L&PM EDITORES.BARSA, Enciclopédia Digital.LITERATURAAmanhecer. Esmeralda Ferréz. Editora Objetiva.Naná descobre o Céu. José Roberto Torero e Marcos Aurelius Pimenta. Editora Objetiva.Nuno Descobre o Brasil. José Roberto Torero e Marcos Aurelius Pimenta. Editora Objetiva.Parece mais não é. José Luiz Mazzaro. LGE Editora.A casa. Vera Lúcia Dias. LGE Editora.Clodoaldo: Pé-descalço. Solange de Azevedo Cianni. LGE Editora.Quem é o centro do mundo? Clara Rosa Cruz Gomes. LGE Editora.O Jipe Cangaceiro na Chapada dos Veadeiros. João Bosco Bezerra Bonfim. LGE Editora.Deuses e Heróis: Mitologia para Crianças. Dad Squarisi. LGE Editora.E se o mundo cair? Claudio Martins. Editora Dimensão.Terra: pra que serve a Terra? Ana Claudia Ramos. Editora Dimensão.A árvore que virou palito. Rosangela Quinaud. Editora Dimensão.A borboleta cinza. Mário Vale. Editora Dimensão.OBS. Os títulos acima são algumas sugestões, podendo ser substituídos por outros ou ampliado oquantitativo. 115
  • 116. BIBLIOGRAFIA:Denise de Souza (Org.). A construção de práticas educacionais para alunos com altashabilidades/superdotação. Brasília, Secretaria de Estado de Educação Especial, 2007.FLEITH, Denise de Souza (Org.). A Construção de Práticas Educacionais para Alunos comAltas Habilidades / Superdotação.Volume 1: Orientação a Professores. Brasília, Secretaria deEstado de Educação Especial, 2007.JÚLIO, Cristina Aparecida. MURARO Elvira. A Metodologia de pesquisa científica nas sériesiniciais do ensino fundamental. Campinas-SP. Disponível em: http://alb.com.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem10pdf Acessado em: 22/04/11.REIS, Linda G. Produção de monografia da teoria à prática: O método educar pela pesquisa(MEP). 2ª.ed. Brasília: Senac-DF, 2008. 116
  • 117. GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO – DIRETORIA DE ENSINO ESPECIAL DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE SOBRADINHO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO AO ESTUDANTE COM ALTAS HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL 08 DE SOBRADINHO OFICINA DE ARTES VISUAIS Sentir, Pensar, Fazer Prof. José Ivacy de SouzaApresentação A arte por definição é o espaço para a construção da identidade e do autoconhecimentopara a ação estética e poética sobre o mundo em que se vive.Assim, a sala de recursos de Altas Habilidades de Sobradinho, trabalha a relação entre as váriasinteligências para o contínuo estudo da história, do ambiente natural e urbano e das condições devida de nosso lugar. Através do exercício do olhar, da experimentação de materiais, pesquisas detécnicas e mídias, para o desenvolvimento da capacidade expressiva e crítica, e construção daauto-estima e sentimento de pertencimento social e cultural... Identificação do objeto: em anos anteriores concluímos por buscar conhecer nossa gente eo nosso lugar, como forma de desenvolver a percepção e a capacidade de ação dos nossosalunos, como base para a elaboração de imagens e produtos que representem nosso lugar enossas aspirações.Justificativa A sala de Altas Habilidades trabalha a relação entre as várias inteligências para o estudocontinuado da história, do ambiente natural e urbano e as condições de vida de nosso lugar.Objetivos • Desenvolver um relacionamento entre crianças e jovens atendidos; • Estimular o olhar e a capacidade criadora, através da experimentação de técnicas e materiais e mídias artísticas.Metas Manter e melhorar as condições de trabalho destes alunos, possibilitando o acesso amateriais e equipamentos para estudo e experimentações de linguagens;Público Alvo Crianças e jovens da região, comunidade em geral através de exposições e apresentaçõesde resultados e produtos; 117
  • 118. Descrição da sala Ambiente de aproximadamente 20 x 20 metros; área para pintura; armário parabibliografias sobre arte e artistas; acervo de objetos e pinturas realizadas; arquivo para portfóliosdos alunos; jogo de xadrez; mesas e cadeiras.Cronograma de execução (Ano letivo) • Atividades de enriquecimento (Tipo 1) • Experimentação de materiais e desenvolvimento de idéias (Tipo 2) • Visitas ao patrimônio natural e cultural; • Organização de expedições de trabalhos e produtos;Cronograma físico-financeiroSolicitar a abertura de licitação para obras e aquisição de materiais pela SEEDFPlano de aplicação de recursos Solicitamos a aquisição de materiais e equipamentos que enriqueceriam as condições detrabalho das crianças e jovens que atendemos: • Blocos de papel canson A3 • Telas de tamanhos variados • Pincéis finos e largos, redondos e chatos, em boa quantidade; • Giz pastel de boa qualidade • Lápis de cor aquarelável • Tinta guache de boa qualidade • Tinta a óleo- várias cores em boa quantidade • Tinta acrílica de uso artístico em boa quantidade • Tinta nanquim Equipamentos: 1 máquina fotográfica digital 1 filmadora 1 computador 1 impressora multifuncional 118
  • 119. ARTISTASAugusto Matos, 16 anos, aluno do CEM 1 apresenta interesse por variadas formas deconhecimento. Apresenta aqui um vídeo experimental sobre a gravidade do problema ambientalem Sobradinho, no Parque Canela de Ema.Antônio Lucas, 9 anos, aluno da EC11 gosta de desenhar situações curiosas com dinossauros,baleias e cobras. Com massa de papel modelou vistas, áreas de um arquipélago.Cristiano Neves, 18 anos concluiu o ensino médio, desenha e pinta cenas do lugar onde mora.Daniel Alves, 13 anos estuda no CEF 8 gosta de manusear as cores, experimentar suaspossibilidades, realiza estudos sobre a figura humana na história da arte;Ezequiel Gomes, 18 anos, estuda no CEd 3, pesquisa as cores e formas com interesse emassuntos variados, aqui apresenta alguns estudos para retratos femininos;Gleuber Rocha, 22 anos, é um construtor, apresenta um forte interesse pelos materiais e suaspossibilidades construtivas, lida com a tridimensionalidade e sonoridade dos objetos;Helton Reis, 24 anos, estudante de Sistema de Informação, realiza estudos para arte digital eexperimenta as cores em construções matérias e abstratas;Heloiza Kaena, 17 anos, estuda no CED 1, gosta de experimentar linguagens, estuda fotografia eedição de vídeo. Apresenta aqui um vídeo experimental sobre a Vila Amaury, de onde veio umaparte da população no início de Sobradinho, “A Atlântida do Cerrado”;José Lucas, aluno do CEd 4, interessado em cultura japonesa, criou personagens em estilo deMangá a partir de colegas da cidade;José Carlos Leal, 17 anos, aluno do CED 4, interesse por ilustrações de histórias em quadrinhose interesses diversos em Artes Visuais.Jonathan Lins, 11 anos, aluno do CEF 8, interessado em desenho e pintura, realiza estudos decores e texturas dos animais.Kennedy Monsuete, 20 anos, interessa-se pelo estudo das linguagens artísticas, trabalha comformas e texturas, apresentam um estudo de cores e formas da água na Lagoa Canela de Ema emSobradinho;Marcio Guimarães; 16 anos, estuda na Escola Global, tem desenvolvido um trabalho em artedigital, apresenta um vídeo experimental sobre jovens de uma escola da periferia de Brasília comseu cotidiano e cultura de rua.Maycon Douglas, 17 anos, aluno do CED 4, experimenta formas variadas de expressão,manuseia bem as possibilidades das cores. Apresenta uma série de variações sobre as cores e luzna paisagem de Sobradinho;Marina Rebello, 16 anos, aluna do Colégio La Sal Le, interessa-se por linguagens variadas,realiza estudos para histórias em quadrinhos. Apresenta uma construção sobre o cabelo de umacolega em sala; 119
  • 120. Matheus Henrique, 14 anos, aluno da SEEDF, estuda o impressionismo e realiza pinturas sobrea paisagem natural de Sobradinho;Marcelo Santos, 18 anos, músico e artista plástico, com grande capacidade técnica realizaretratos de personalidades da cultura brasileira;Paulo Ricardo, 22 anos, muito envolvido pela cultura do renascimento, estuda técnica e temasdeste período. Realiza estudos de obras com pigmentos sólidos sobre suportes variados;Thiago Dias, 18 anos, muito interessado nas formas humanas, realiza cenas onde experimentapossibilidades das cores na pintura a óleo;Thaís Costa, 21 anos, grande interesse pelo desenho, realiza estudos com as cores, pararealização de retratos sobre variados suportes;Willian Wood, 21 anos, de interesse diverso, cria música eletrônica, produz pintura mural, buscadesenvolver uma identidade cultural através da pintura de animais humanizados;Warley Rodrigues, 13 anos, aluno do CEF 08, observa as formas e experimenta as cores.Apresenta alguns estudos sobre a obra de Ana Maria Pacheco; 120