Reencarnação e Educação

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  • Gostei muito da sua apresentação e tomei a liberdade de publicar no meu blog. Visite: http://doutrinadeluz.blogspot.com. Grata, Ana Cristina
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  • 1. Reencarnação e Educação
  • 2. Kardec e a Educação da criança pelos pais
    • “ De todas as chagas morais da sociedade, parece que o egoísmo é a mais difícil de desenraizar. Com efeito, ela o é, quanto mais é alimentada pelos mesmos hábitos da educação.” ( Allan Kardec)
    • O espírita (pai, mãe, evangelizador da criança, expositor, orador, professor) tem o dever de se educar primeiro, antes de procurar educar alguém.
  • 3. Os maus hábitos dos pais
    • “ Assim se acha inoculado (cada mau exemplo dos pais), desde a mais tenra idade, o vírus da sensualidade, do egoísmo, do orgulho, do desprezo aos inferiores, das paixões – numa palavra, que com razão são consideradas como as chagas da humanidade.”
  • 4. Problemas educacionais
    • Actualmente, todos estamos sujeitos a um bombardeamento de estímulos que não é de todo inofensivo. Actua ao nível da inconsciência e aumenta o limiar do prazer na vida real.
    • Estamos a informar e não a formar.
    • Os jovens conhecem cada vez mais o mundo em que estão, mas não sabem quase nada sobre o mundo que são.
  • 5.
    • “ Se deixardes que o egoísmo e o orgulho se desenvolvam, não vos espanteis de serdes pagos mais tarde pela ingratidão.
    • “ Quando os pais tudo fizeram para o adiantamento moral dos filhos, se não conseguiram êxito, não têm do que lamentar e sua consciência pode estar tranquila.” – Santo Agostinho
  • 6. A ignorância espiritual dos pais
    • “ Esta falta, sem dúvida, é dos pais; mas, é bom dizer, muitas vezes estes pecam mais por ignorância do que por má vontade.”
    • “ Em muitos há, incontestavelmente, uma culposa despreocupação, mas em muitos outros é boa; é o remédio que nada vale ou que é mal aplicado.”
  • 7.
    • Os jovens têm hoje condições para serem felizes como nunca, mas são, na sua maioria, insatisfeitos.
    • Nunca houve tantas crianças e jovens depressivas, com problemas obsessivos, síndromes de pânico, fobias, timidez, agressividade, stress.
  • 8. A instrução moral para os pais
    • “ Assim, os pais são abandonados, sem guia, à sua iniciativa; eis porque tantas vezes seguem caminhos errados; também recolhem, nos erros dos filhos já crescidos, o fruto amargo de sua inexperiência ou de uma ternura mal entendida, e a sociedade inteira lhes recebe o contra-golpe.”
    • “ Sendo os primeiros médicos da alma dos filhos (os pais), deveriam ser instruídos, não só de seus deveres, mas dos meios de cumpri-los.” – Allan Kardec
  • 9. Orientação especializada às mães e aos pais
    • “ Um dia, compreender-se-á que este ramo da educação tem seus princípios, suas regras, como a educação intelectual, numa palavra, que é uma verdadeira ciência; talvez um dia, também, será imposta a toda mãe e pai de família a obrigação de possuir esses conhecimentos, como se impõe ao advogado a de conhecer o Direito.”
  • 10. A arte de formar o carácter
    • “ Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres como se conhece a de manejar as inteligências, poder-se-á endireitá-los (os filhos), da mesma maneira como se endireitam as plantas novas.”
    • No “Consolador”, Emmanuel diz-nos:” A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do carácter."
  • 11. Kardec e a educação para os bons hábitos
    • “ Há um elemento que não se ponderou bastante e sem o qual a ciência económica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar os caracteres, aquela que cria os hábitos, porque educação é conjunto de hábitos adquiridos.”
  • 12. O bom exemplo
    • O bom exemplo é o mais poderoso elemento de influenciação ao mundo mental dos filhos.
    • Constitui-se de todas as boas acções e reacções psicológicas dos pais no recinto doméstico na convivência com as crianças.
    • Este fenómeno espiritual é lei de influenciação psíquico-educacional na formação ou deformação dos sentimentos e carácter da criança.
  • 13. Orientação educacional
    • Santo Agostinho, em espírito diz-nos, no Evangelho Segundo o Espiritismo :” Ó espíritas! Compreendei neste momento o grande papel da Humanidade! Compreendei que, quando gerais um corpo, a alma que se encarna vem do espaço para progredir. Tomai conhecimento de vossos deveres e ponde todo vosso amor em aproximar essa alma de Deus: é esta a missão que vos está confiada e da qual recebereis recompensa , se a cumprirdes fielmente.”
  • 14. A auto-educação: os educadores responsáveis
    • Chico Xavier deixou-nos esta orientação: “Os pais são educadores responsáveis e, por isso mesmo, a primeira escola de cada criatura é o lar em que nasceu. Os dirigentes espíritas do santuário doméstico são convocados a grandes deveres junto dos filhos que recebem, de vez que são detentores de mais amplos conhecimentos de sublimação espiritual diante das Leis Divinas. Em razão disso, precisamos considerar em Doutrina Espírita que, acima dos maiores delinquentes, permanecem os pais levianos e voluntariamente irresponsáveis.”
  • 15. O Amor possessivo
    • “ Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.”
    • Permanecer na afectividade excessiva aos filhos não é comportamento bom e saudável para quem deseje educar os filhos para uma vida moral superior.
  • 16. Caprichos satisfeitos
    • O espírito irmão X, no livro: “Lázaro redivivo”, aborda a temática da inconsciência dos pais entre o excesso de mimos e caprichos satisfeitos:” Dentro do Mundo Novo e principalmente no Brasil, as crianças são pequeninos detestáveis senhores do lar, que, aos poucos, se transformam em perigosos verdugos. Enchemo-los de brinquedos inúteis e de caprichos prejudiciais, sem a vigilância necessária, diante do futuro incerto. A morte ensinou-me que tudo isso não passa de loucura de coração.”
  • 17. A superprotecção
    • A superprotecção é tão cega, que, amparando em demasia, não deixa o espírito dos filhos desenvolver-se com liberdade educacional. Ela não educa, mas sim, os faz permanecer nos estados íntimos negativos de ingenuidade e inexperiência, que podem determinar, mais tarde, os sombrios acontecimentos da afectividade mal dirigida, seja na juventude ou na madureza.
  • 18. Pais preparados na Escola do Evangelho
    • Os pais superprotectores são, no dizer do Evangelho, “cegos condutores de cegos”, ou seja, a cegueira de sentimentos só poderá fazer cegos da emoção.
    • As aulas de Evangelização não poderão, por si só, resolver o problema difícil e complexo da formação do bom carácter e bons sentimentos. O exemplo dos pais tem profunda força de indução mental, emocional e psicológica, principalmente para o psiquismo infantil.
  • 19. Doação do amor equilibrado
    • Doemos aos nossos filhos o amor equilibrado que ilumina, protege, reergue, incentiva, desenvolve, liberta e disciplina com Jesus, alimentando e fortalecendo a mente e o coração deles.
    • “ A criança precisa de carinho, atenção, mas também necessita de ser encaminhada ao trabalho desde cedo, aprendendo a ser responsável.
    • Há pais que mandam os filhos para a escola e pedem aos professores que os adoptem, como se os professores fossem amas de luxo…” Chico Xavier
  • 20. Sete hábitos dos bons pais e dos pais brilhantes – de Augusto Cury
    • 1. Os bons pais dão presentes materiais aos seus filhos, mas não os estimulam a ser consumistas; os pais brilhantes dão o seu próprio ser (contam a sua vida, os momentos mais tristes, os mais felizes, as suas dificuldades, os seus sonhos).
  • 21.
    • 2. Os bons pais alimentam o corpo, os brilhantes alimentam a personalidade (alimentam a inteligência e a emoção). Preparam o filho para o “ser” pois o mundo o preparará para “ter”.
    • Se contagiar os seus filhos com os seus sonhos e entusiasmo, a vida será enaltecida. Se ao contrário, for um especialista em queixar-se, mostrar medo da vida, paralisará a inteligência e a emoção deles.
    • Mostre força e segurança aos seus filhos.
    • “ A verdadeira liberdade está dentro de nós”.
  • 22. Corrigir os erros e ensinar a pensar
    • 3. Os bons pais corrigem os erros; os p. brilhantes ensinam a pensar. As velhas reprimendas e os conhecidos sermões não funcionam, só desgastam a relação.
    • Educar não é repetir palavras, é criar ideias, é encantar.
    • Os bons pais dizem aos filhos:” tu estás errado”. Os brilhantes dizem:” O que achas do teu comportamento?”
  • 23. Preparação para os aplausos e os fracassos
    • 4. Os bons pais preparam os filhos para os aplausos, os brilhantes preparam os filhos para os fracassos.
    • Incentive os seus filhos a ter metas, a procurar o sucesso no estudo, no trabalho, nas relações sociais.
    • Mas, incentive-os também a não ter medo dos insucessos. A perseverança é tão importante quanto a capacidade intelectual. Ensine-os a pedir desculpa quando errarem, dando-lhes o exemplo:”Eu errei, desculpa-me”.
  • 24. A importância do diálogo
    • 5. Os bons pais conversam, os brilhantes dialogam como amigos. Conversar é falar sobre o mundo que nos cerca, dialogar é falar sobre o mundo que somos. Muitos jovens são agressivos e rebeldes e os seus pais não percebem que eles estão a gritar através dos seus conflitos.
  • 25. A televisão como fomentadora de diálogo
    • Se puder desligue a televisão de conteúdos generalistas e fique apenas com canais temáticos que provoca maior diálogo entre a família.
    • Desligue a televisão durante uma semana inteira a cada 2 meses e realizem coisas interessantes com os vossos filhos.
  • 26. Dar informação e contar histórias
    • 6. Os bons pais dão informação, os pais brilhantes contam histórias.
    • Cative os seus filhos pela sua inteligência e afectividade, não pela sua autoridade, dinheiro ou poder.
    • Uma das melhores maneiras de educar é contar histórias. Estas ampliam o mundo das ideias, areja a emoção, dilui as tensões.
    • O Mestre dos mestres foi um excelente contador de histórias (parábolas).
  • 27.
    • Para ser contador de histórias não é preciso ser intelectual ou um cientista, basta criar histórias e inserir nelas lições de vida.
    • Não grite, não agrida, não responda com agressividade. Conte histórias a quem você ama.
  • 28. Dar oportunidades e exemplos de determinação
    • 7. Os bons pais dão oportunidades, os brilhantes nunca desistem. Desenvolvem assim o apreço pela vida, a esperança, perseverança, motivação, determinação e capacidade de superar obstáculos e de vencer fracassos.
  • 29. Os pais semeadores de ideias e não controladores
    • Os pais brilhantes são semeadores de ideias e não controladores dos seus filhos. Eles semeiam no solo da inteligência deles e esperam que um dia as sementes germinem. Durante a espera pode haver desolação, mas se as sementes são boas, um dia germinarão, mesmo que os filhos se droguem, não tenham respeito pela vida e não parem em emprego algum. O que fazer nestas situações? Desistir deles? Não, mas comportar-se como o pai do filho pródigo. O filho desistiu do pai, mas o pai não desistiu dele.
  • 30. Aprender com a vida
    • Esperou que ele aprendesse na escola da vida as lições que ele não aprendeu consigo. Ele voltou. Adquiriu profundas cicatrizes na alma, mas está mais maduro e experiente.
    • Não há coisa mais bela, mais poética, do que os pais serem grandes amigos dos seus filhos.
  • 31. Os sete pecados capitais dos educadores
    • 1. Corrigir publicamente
    • 2. Expressar a autoridade com agressividade
    • 3. Ser excessivamente crítico
    • 4. Punir quando estiver irado
    • 5. Ser impaciente e desistir de educar
    • 6. Não cumprir com a palavra dada
    • 7. Destruir a esperança e os sonhos
  • 32. Corrigir publicamente
    • Um educador nunca deveria expor o defeito de uma pessoa, por pior que ele seja, diante dos outros;
    • Deve-se valorizar mais a pessoa do que o erro da pessoa;
    • Os educadores só devem intervir publicamente quando um jovem ofendeu ou feriu alguém em público (assim mesmo com prudência).Caso contrário, corrija-os em particular, estimulando-os à reflexão.
  • 33. Expressar a autoridade com agressividade
    • Não se deve impor a autoridade com violência, pois ganha-se o temor e perde-se o amor;
    • Uma pessoa autoritária nem sempre é brutal e agressiva. Por vezes, está disfarçada pela inflexibilidade e teimosia;
    • A autoridade violenta dos educadores controla a inteligência dos seus filhos;
    • Os nossos filhos poderão reproduzir as nossas reacções no futuro.
  • 34. Ser excessivamente crítico: bloquear a infância da criança
    • Cada jovem é um ser único no teatro da vida;
    • Não critique excessivamente;
    • Não compare o seu filho com os colegas;
    • A comparação só é educativa quando é estimulante e não depreciativa;
    • A pior maneira de preparar os jovens para a vida é colocá-los numa estufa e impedi-los de errar e sofrer.
  • 35. Punir quando estiver irado e colocar limites sem dar explicações
    • Não se deixe escravizar pela ira. Quando sentir que a não pode controlar, saia de cena, ao contrário, poderá vir a arrepender-se das suas atitudes;
    • A punição física deve ser evitada. Se der algumas palmadas, estas devem ser simbólicas e acompanhadas de uma explicação;
    • Nunca coloque limites sem dar explicações;
    • Para educar, use primeiro o silêncio, depois as ideias.
  • 36. Ser impaciente e desistir de educar
    • Por trás de cada jovem arredio ou agressivo, há uma criança que precisa de afecto;
    • Os educadores brilhantes não desistem dos jovens, ainda que eles os decepcionem e não lhes dêem um retorno imediato.
    • A paciência é o seu segredo, a educação do afecto é a sua meta.
  • 37. Não cumprir a palavra dada
    • Não dissimule as suas reacções.
    • Seja honesto com os jovens.
    • Cumpra o que prometer.
    • Se não puder, diga “não” sem medo, mesmo que o seu filho esperneie.
    • A confiança é um edifício difícil de ser construído, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruído.
  • 38. Destruir a esperança e os sonhos
    • Sem esperança não há estrada, sem sonhos não há motivação para caminhar.
    • Os jovens que perdem a esperança têm enormes dificuldades para superar os seus conflitos.
    • Crer no mais belo amanhecer depois da mais turbulenta noite é fundamental para a saúde psíquica.
    • Sem sonhos, não há fôlego emocional. Sem esperança, não há coragem para viver.
  • 39. O passado e o presente
    • Antigamente, os pais eram autoritários; hoje, são os filhos.
    • Antigamente, os professores eram os heróis dos alunos; hoje, são vítimas deles.
    • Os jovens não sabem ser contrariados.
    • Nunca em toda a História, vimos crianças e jovens dominarem desta forma os adultos.
  • 40. O que fazer?
    • Em 1º lugar: aprenda a dizer NÃO aos seus filhos sem medo. Se eles não ouvirem “não” dos seus pais, não estarão preparados para ouvir o “não” da vida;
    • Em 2º lugar: quando disserem “não”, os pais não devem ceder a chantagens e pressões dos filhos. Caso contrário, tornar-se-ão instáveis emocionalmente.
    • Em 3º lugar: os pais têm de deixar claro, quais os pontos a serem negociados e quais os limites inegociáveis.
  • 41. Ninguém se diploma na educação dos filhos
    • Os que dizem “eu sei” ou “não preciso de ajuda de ninguém” já estão derrotados;
    • Para educar, precisamos estar sempre a aprender e conhecer na plenitude, a palavra paciência;
    • Infelizes dos psiquiatras que não conseguem aprender com os seus pacientes;
    • Infelizes dos pais que não conseguem aprender com os seus filhos;
  • 42. Pais e professores são parceiros na arte de educar
    • Infelizes dos professores que não conseguem aprender com os seus alunos e renovar as suas ferramentas.
    • Actuar no aparelho da inteligência é uma arte que poucos aprendem.
    • “ A vida é uma grande escola que pouco ensina a quem não sabe ler.”
  • 43. Trabalhar a inteligência e o coração
    • “ Podemos simplificar as três áreas de educação da criança com actividades bem distintas, todas concorrendo para a formação integral da personalidade infantil:
    • 1. Nos estabelecimentos de ensino – temos a educação intelectual por excelência;
    • 2. Na escola espírita de Evangelização infantil (ou outra) – temos a educação moral evangélica e a instrução doutrinária da fé espírita;
  • 44.
    • 3. No recinto doméstico - missão educativa dos pais, temos a educação prática através do relacionamento e da exemplificação – a formação dos bons hábitos e do carácter dos filhos.”
    • (Walter Barcelos, A arte moral de educar os filhos )
    No lar – educação prática
  • 45.