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Projecto_01

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  • 1. PORTUGALPortugal, oficialmente República Portuguesa,é um país soberanounitário localizado no Sudoeste da Europa, cujo território se situana zona ocidental da Península Ibérica e em arquipélagos noAtlântico Norte. O território português tem uma área total de 92 090km², sendo delimitado a norte e leste por Espanha e a sul e oestepelo oceano Atlântico, compreendendo uma parte continental eduas regiões autónomas: os arquipélagos dos Açores e daMadeira. Portugal é a nação mais a ocidente do continenteeuropeu. O nome do país provém da sua segunda maior cidade,Porto, cujo nome latino era Portus Cale.
  • 2. O território dentro das fronteiras actuais da República Portuguesa tem sidocontinuamente povoado desde os tempos pré-históricos: ocupado porceltas, como os galaicos e os lusitanos, foi integrado na RepúblicaRomana e mais tarde colonizado por povos germânicos, como os suevos eos visigodos, e no século VIII as terras foram conquistadas pelos mouros.Durante a Reconquista cristã foi formado o Condado Portucalense,primeiro como parte do Reino da Galiza e depois integrado no Reino deLeão. Com o estabelecimento do Reino de Portugal em 1139, cujaindependência foi reconhecida em 1143, e a estabilização das fronteirasem 1249, Portugal tornou-se o mais antigo Estado-nação da Europa.
  • 3. Nos séculos XV e XVII, como resultado de pioneirismo na Era dos Descobrimentos (ver:descobrimentos portugueses), Portugal expandiu a influência ocidental e estabeleceu umimpério que incluía possessões na África, Ásia, Oceania e América do Sul, tornando-se apotência económica, política e militar mais importante de todo o mundo. O ImpérioPortuguês foi o primeiro império global da história e também o mais duradouro dos impérioscoloniais europeus, abrangendo quase 600 anos de existência, desde a conquista de Ceutaem 1415, até à transferência de soberania de Macau para a China em 1999. No entanto, aimportância internacional do país foi bastante reduzida durante o século XIX, especialmenteapós a independência do Brasil, a sua maior colónia. Após a Revolução de 1910, amonarquia foi deposta e iniciada a Primeira República Portuguesa, cuja instabilidadeculminou na instauração de um regime autoritário, o Estado Novo. A democraciarepresentativa foi instaurada após a Revolução dos Cravos, em 1974, que terminou aGuerra Colonial Portuguesa, quando as últimas províncias ultramarinas de Portugal setornaram independentes, sendo as mais proeminentes Angola e Moçambique.
  • 4. Portugal é actualmente um país desenvolvido, com um Índice deDesenvolvimento Humano (IDH) considerado como muito elevado. O paísé classificado na 19.ª posição em qualidade de vida, tem um dos melhoressistemas de saúde do planeta e é também uma das nações maisglobalizadas e pacíficas do mundo. É membro-fundador da Organizaçãodas Nações Unidas (ONU), da União Europeia (incluindo a Zona Euro e oEspaço Schengen), da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO),da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico(OCDE) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).Portugal também participa em diversas missões de manutenção de pazdas Nações Unidas
  • 5. 18 DESTRITOS Viana do Castelo Braga Vila Real Bragança Porto Viseu Aveiro Guarda Coimbra Leiria Castelo Branco Santarem Portalegre Lisboa(Capital) Evora Setubal Beja Faro
  • 6. Viana Do CasteloA ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico conforme otestemunham inúmeros achados arqueológicos anteriores à cidadela pré-romana no monte de Santa Luzia.A povoação de Viana da Foz do Lima, como era chamada por essa altura,recebeu Carta de Foral de Afonso III de Portugal passada em 18 de julho de1258. A prosperidade que desde então conheceu, tornou-a num importanteentreposto comercial, vindo a ser edificada uma torre defensiva (a Torre daRoqueta) com a função de repelir os piratas oriundos da Galiza e do Norte deÁfrica, que procuravam este porto.O próspero comércio marítimo com o norte da Europa, envolvia a exportação devinhos, frutas e sal, e a importação de talheres, tecidos, tapeçarias e vidro. Oespírito comercial de Viana atingiu tais proporções que a rainha Maria II dePortugal concedeu alvará à Associação Comercial de Viana do Castelo em1852, naquela que é, na atualidade, a 4ª entidade patronal mais antiga do país.A mesma soberana, para recompensar a fidelidade da população de Viana, quenão se rendeu às forças do conde das Antas (1847), decidiu elevar a vila àcategoria de cidade, com o nome de Viana do Castelo (20 de janeiro de 1848).
  • 7. BragaA ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico conforme otestemunham inúmeros achados arqueológicos anteriores à cidadela pré-romana no monte de Santa Luzia.A povoação de Viana da Foz do Lima, como era chamada por essa altura,recebeu Carta de Foral de Afonso III de Portugal passada em 18 de julhode 1258. A prosperidade que desde então conheceu, tornou-a numimportante entreposto comercial, vindo a ser edificada uma torre defensiva(a Torre da Roqueta) com a função de repelir os piratas oriundos da Galizae do Norte de África, que procuravam este porto.O próspero comércio marítimo com o norte da Europa, envolvia aexportação de vinhos, frutas e sal, e a importação de talheres, tecidos,tapeçarias e vidro. O espírito comercial de Viana atingiu tais proporçõesque a rainha Maria II de Portugal concedeu alvará à Associação Comercialde Viana do Castelo em 1852, naquela que é, na atualidade, a 4ª entidadepatronal mais antiga do país. A mesma soberana, para recompensar afidelidade da população de Viana, que não se rendeu às forças do condedas Antas (1847), decidiu elevar a vila à categoria de cidade, com o nomede Viana do Castelo (20 de janeiro de 1848).
  • 8. Vila RealA região de Vila Real possui indícios de ter sido habitada desde o paleolítico. Vestígios de povoamentosposteriores, como o Santuário Rupestre de Panóias, revelam a presença romana. Porém com as invasõesbárbaras e muçulmanas verifica-se um despovoamento gradual.Nos finais do século XI, em 1096, o conde D. Henrique atribui foral a Constantim de Panóias, como formade promover o povoamento da região. Em 1272, como novo incentivo ao povoamento, atribuiu D. Afonso IIIforal para a fundação — sem sucesso — de uma Vila Real de Panoias, que alguns autores defendem tersido prevista para um local diferente do actual (provavelmente o lugar da Ponte na freguesia de Mouçós).Somente em 1289, por foral do rei D. Dinis, é fundada efectivamente a Vila Real de Panóias, que setornará a cidade actual. No entanto, ao que parece, já em 1139 se chamava «Vila Rial» ao promontórioonde nasceu a Vila Real actual, na altura pertencente à freguesia de Vila Marim.A localização privilegiada, no cruzamento das estradas Porto-Bragança e Viseu-Chaves, permite umcrescimento sustentado. A presença, a partir do século XVII, da Casa dos Marqueses, faz com que muitosnobres da corte também se fixem. Facto comprovado pelas inúmeras pedras-de-armas com os títulos denobreza dos seus proprietários que ainda hoje se vêem na cidade.Com o aumento da população, Vila Real adquiriu, no século XIX, o estatuto de capital de distrito e, já noséculo XX, o de capital de província. Em 1922 foi criada a diocese de Vila Real, territorialmente coincidentecom o respectivo distrito, por desanexação das de Braga, Lamego e Bragança-Miranda, e em 1925 alocalidade foi elevada a cidade.Conheceu um grande incremento com a criação da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em 1986(embora esse já viesse a acontecer desde 1979, com o Instituto Universitário de Trás-os-Montes e AltoDouro, sucessor do Instituto Politécnico de Vila Real, criado em 1973), que contribuiu para o aumentodemográfico e revitalização da população.Nos últimos anos, foram criados em Vila Real vários equipamentos culturais, que trouxeram novodinamismo à cidade, como o Teatro de Vila Real e o Conservatório de Música, e a transferência daBiblioteca Municipal e do Arquivo Municipal para edifícios específicos para esse fim. Foram tambémvalorizadas várias áreas da cidade, como o antigo Bairro dos Ferreiros e a área envolvente do Rio Corgo.Actualmente, Vila Real vive uma fase de crescente desenvolvimento, a nível industrial, comercial e dosserviços, com relevo para a saúde, o ensino, o turismo, etc, apresentando-se como local de eleição para oinvestimento externo.
  • 9. BragançaNa área do actual concelho de Bragança, existia já uma povoaçãoimportante ao tempo da ocupação romana. Durante algum tempo, teve adesignação de "Juliobriga", dada a Brigantia pelo imperador Augusto emhomenagem a seu tio Júlio César.Destruída durante as guerras entre cristãos e mouros, encontrava-se emterritório pertencente ao mosteiro beneditino de Castro de Avelãs quando aadquiriu, por troca, em 1130, dom Fernando Mendes, cunhado de domAfonso Henriques. Reconstruída no lugar de Benquerença, dom Sancho Iconcedeu-lhe foral em 1187, e libertou-a em 1199 do cerco que lheimpusera Afonso IX de Leão, pondo-lhe, então, definitivamente, o nome de"Bragança".O regente dom Pedro, em 1442, elevou Bragança a cabeça de ducadoconcedido a seu irmão ilegítimo dom Afonso, 8º conde de Barcelos, quefora genro de dom Nuno Álvares Pereira.Em 1445, Bragança recebeu a concessão de uma feira franca e, em 1446,dom Afonso V elevou-a à categoria de cidade.A 5 de Março de 1770, Bragança tornou-se sede duma diocese. Passou ater unida a si, desde 27 de Setembro de 1780, a diocese de Miranda(criada a 22 de Maio de 1545), ficando a sede em Bragança, e por isso adesignação oficial da diocese é de "Bragança e Miranda".
  • 10. PortoTem origem num povoado pré-romano. Na época romana designava-se Cale ou Portus Cale, sendo aorigem do nome de Portugal. No ano de 868, Vímara Peres, fundador da terra portugalense, teve umaimportante contribuição na conquista do território aos Mouros, restaurando assim a cidade de Portucale.Em 1111, D. Teresa, mãe do futuro primeiro rei de Portugal, concedeu ao bispo D. Hugo o couto do Porto.Das armas da cidade faz parte a imagem de Nossa Senhora. Daí o facto de o Porto ser também conhecidopor "cidade da Virgem", epítetos a que se devem juntar os de "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta",que lhe foram sendo atribuídos ao longo dos séculos e na sequência de feitos valorosos dos seushabitantes, e que foram ratificados por decreto de D. Maria II de Portugal.Foi dentro dos seus muros que se efectuou o casamento do rei D. João I com a princesa inglesa D. Filipade Lencastre. A cidade orgulha-se de ter sido o berço do infante D. Henrique, o navegador.Devido aos sacrifícios que fizeram para apoiar a preparação da armada que partiu, em 1415, para aconquista de Ceuta, tendo a população do Porto oferecido aos expedicionários toda a carne disponível,ficando apenas com as tripas para a alimentação, tendo com elas confeccionado um prato saboroso quehoje é menu obrigatório em qualquer restaurante. Os naturais do Porto ganharam a alcunha de "tripeiros",uma expressão mais carinhosa que pejorativa. É também esta a razão pela qual o prato tradicional dacidade ainda é, hoje em dia, as "Tripas à moda do Porto". Existe uma confraria especialmente dedicada aeste prato típico .Desempenhou um papel fundamental na defesa dos ideais do liberalismo nas batalhas do século XIX.Aliás, a coragem com que suportou o cerco das tropas miguelistas durante a guerra civil de 1832-34 e osfeitos valerosos cometidos pelos seus habitantes — o famoso Cerco do Porto — valeram-lhe mesmo aatribuição, pela rainha D. Maria II, do título — único entre as demais cidades de Portugal — de InvictaCidade do Porto (ainda hoje presente no listel das suas armas), donde o epíteto com que éfrequentemente mencionada por antonomásia - a «Invicta». Alberga numa das suas muitas igrejas - a daLapa - o coração de D. Pedro IV de Portugal, que o ofereceu à população da cidade em homenagem aocontributo dado pelos seus habitantes à causa liberal.Foi agraciada, em 1919, com a Ordem da Torre e Espada.
  • 11. ViseuAs origens de Viseu remontam à época castreja e, com a Romanização, ganhou grande importância, quiçá devido ao entroncamento de estradas romanas decuja prova restam apenas os miliários (passíveis de validação pelas inscrições) que se encontram: dois em Reigoso (Oliveira de Frades), outros dois emBenfeitas (Oliveira de Frades), um em Vouzela, dois em Moselos (Campo), um em São Martinho (Orgens), um na cidade (na Rua do Arco), outro em Alcafache(Mangualde) e mais dois em Abrunhosa (Mangualde); outros mais existem, mas devido à ausência de inscrições, a origem é duvidosa. Estes miliários alinham-se num eixo que parece corresponder à estrada de Mérida (Espanha), que se intersectaria com a ligação Olissipo-Cale-Bracara, outros dois pólos bastanteinfluentes. Talvez por esse motivo se possa justificar a edificação da estrutura defensiva octogonal, de dois quilómetros de perímetro — a Cava de Viriato.[5]Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região. Depois da ocupação romana na península,seguiu-se a elevação da cidade a sede de diocese, já em domínio visigótico, no século VI. No século VIII, foi ocupada pelos muçulmanos, como a maioria daspovoações ibéricas e, durante a Reconquista da península, foi alvo de ataques e contra-ataques alternados entre cristãos e muçulmanos. De destacar a mortede D. Afonso V rei de Leão e Galiza no cerco a Viseu em 1027 morto por uma flecha oriunda da muralha árabe (cujos vestígios seguem a R. João Mendes,Largo de Santa Cristina e sobem pela R. Formosa). A reconquista definitiva caberia a Fernando Magno, rei de Leão e Castela depois de assassinar em 1037 olegítimo Rei Bermudo III (filho de Afonso V) vencedor da batalha de Cesar em 1035 (segundo a crónica dos Godos).Mesmo antes da formação do Condado Portucalense, Viseu foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique que, em 1123 lhe concedem umforal. Seu filho D. Afonso Henriques terá nascido em Viseu a 5 de Agosto de 1109, segundo tese do historiador Almeida Fernandes. O segundo foral foi-lheconcedido pelo filho dos condes, D. Afonso Henriques, em 1187, e confirmado por D. Afonso II, em 1217.Viseu foi constituído senhorio pela primeira vez a 7 de Julho de 1340, data em que D. Afonso IV o doou a sua nora D. Constança, quando do seu casamentocom seu filho sucessor, o futuro D. Pedro I. Por morte desta rainha, seu marido doou o senhorio, a 9 de Junho de 1357, a sua própria mãe, a rainha D. Beatriz,viúva de D. Afonso IV. Quando D. Beatriz morreu, em 1359, o senhorio de Viseu voltou à coroa, até que a 2 de Outubro de 1377 o rei D. Fernando I, filho daantedita rainha D. Constança, o doou a sua filha natural a condessa D. Isabel, que foi senhora de Viseu até 1383 e aí mandou construir uma torre, onde ficavaquando estava na cidade. Com a crise dinástica, o senhorio voltou à coroa, até à criação do ducado de Viseu em 1415.Já no século XIV, durante a crise de 1383-1385, Viseu foi atacada, saqueada, e incendiada pelas tropas de Castela e D. João I mandou erigir um cercomuralhado defensivo — do qual resta pouco mais que a Porta dos Cavaleiros e a Porta do Soar, para além de escassos troços de muralha — que seriamconcluído apenas no reinado de D. Afonso V — motivo pelo qual a estrutura é conhecida pelo nome de muralha afonsina — já com a cidade a crescer paraalém do perímetro da estrutura defensiva.No século XV, Viseu é doada ao Infante D. Henrique, na sequência da concessão do título de Duque de Viseu, cuja estátua, construída em 1960, se encontrana rotunda que dá acesso à rua do mesmo nome. Seu irmão D. Duarte, (rei) nasceu em Viseu, 31 de Outubro de 1391.No século XVI, em 1513, D. Manuel I renova o foral de Viseu, e assiste-se a uma expansão para actual zona central, o Rossio que, em pouco tempo, setornaria o ponto de encontro da sociedade, e cuja primeira referência data de 1534. É neste século que vive Vasco Fernandes, um importante pintor portuguêscuja obra se encontra espalhada por várias igrejas da região e no Museu Grão Vasco, perto da Sé.No século XIX é construído o edifício da Câmara Municipal, no Rossio, transladando consigo o centro da cidade, anteriormente na parte alta. Daí ao cume dacolina, segue a Rua Direita, onde se encontra uma grande parte de comércio e construções medievais.
  • 12. AveiroEm finais do século XVI, princípios do século XVII, a instabilidade da vitalcomunicação entre a Ria e o mar levou ao fecho do canal, impedindo autilização do porto (veja Porto de Aveiro) e criando condições deinsalubridade, provocadas pela estagnação das águas da laguna, causasestas que provocaram uma grande diminuição do número de habitantes -muitos dos quais emigraram, criando póvoas piscatórias ao longo da costaportuguesa - e, consequentemente, estiveram na base de uma grandecrise económica e social. Foi, porém e curiosamente, nesta fase derecessão que se construiu, em plena dominação filipina, um dos maisnotáveis templos aveirenses: a igreja da Misericórdia.Em 1759, D. José I elevou Aveiro a cidade, poucos meses depois de tercondenado por traição, ao cadafalso, o seu último duque, título criado, em1547, por D. João III. Por essa razão, e a pedido de algumas pessoasnotáveis da cidade, à nova cidade foi dado o nome de Nova Bragança emvez de Aveiro, por Alvará Real de 11 de Abril de 1759. Com a queda dopoder do Marquês de Pombal, após D. Maria I se tornar rainha em 1777,logo esta mandou voltar a cidade à sua anterior designação.
  • 13. GuardaA Guarda é uma cidade portuguesa com 31 224 habitantes, inserida no concelho homólogocom 712,11 km² de área e 42 541 habitantes (2011), subdividido em 55 freguesias. Omunicípio é limitado a nordeste pelo município de Pinhel, a leste por Almeida, a sudestepelo Sabugal, a sul por Belmonte e pela Covilhã, a oeste por Manteigas e por Gouveia e anoroeste por Celorico da Beira. É ainda a capital do Distrito da Guarda que tem umapopulação residente de 173 831 habitantes. Situada no último contraforte Nordeste daSerra da Estrela, a 1056 metros de altitude, sendo a cidade mais alta de Portugal. Situa-sena região centro de Portugal e pertence à sub-região estatística da Beira InteriorNorte.Possui acessos rodoviários importantes como a A25 que liga Aveiro à fronteira, dandoligação directa a Madrid; a A23 que liga a Guarda a Torres Novas, bem como o IP2 (emfase de construção) que ligará Guarda a Bragança.A nível ferroviário, a Cidade da Guarda possui a Linha da Beira Baixa (encerrada paraobras sem reabertura prevista) e a linha da Beira alta, que se encontra completamenteelectrificada permitindo a circulação de comboios regionais, nacionais e internacionais,constituindo "o principal eixo ferroviário para o transporte de passageiros e mercadoriaspara o centro da Europa" com ligação a Hendaye (França, via Salamanca-Valladolid-Burgos).
  • 14. CoimbraCidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis de Portugal, da PrimeiraDinastia, assim como da primeira Universidade do País e uma das mais antigas da Europa.Os Romanos chamaram à cidade, que se erguia pela colina sobre o Rio Mondego, Aeminium. Mais tarde, com o aumento da sua importânciapassou a ser sede de Diocese, substituindo a cidade romana de Conímbriga, donde derivou o seu novo nome. Em 711 os mouros chegaram àPenínsula Ibérica e a cidade passa a chamar-se Kulūmriyya, tornando-se num importante entreposto comercial entre o norte cristão e o sulárabe, com uma forte comunidade moçárabe. Em 871 torna-se Condado de Coimbra mas apenas em 1064 a cidade é definitivamentereconquistada por Fernando Magno de Leão.Coimbra renasce e torna-se a cidade mais importante abaixo do rio Douro, capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando.Com o Condado Portucalense, o conde D. Henrique e a rainha D. Tereza fazem dela a sua residência, e viria a ser na segurança das suasmuralhas que iria nascer o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques[carece de fontes?], que faz dela a capital do condado, substituindoGuimarães em 1129 (é aliás esta mudança da capital para os campos do Mondego que se virá a revelar vital para viabilizar a independênciado novo país, a todos os níveis: económico, político e social)[carece de fontes?]. Qualidade que Coimbra conservará até 1255, quando[carecede fontes?] a capital passa a ser Lisboa.No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada por Alta ou Almedina, onde viviam osaristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes[carece de fontes?], e a Baixa, do comércio, do artesanato e dos bairros ribeirinhospopulares[carece de fontes?].Desde meados do século XVI que a história da cidade passa a girar em torno à história da Universidade de Coimbra, sendo apenas já noséculo XIX que a cidade se começa a expandir para além do seu casco muralhado, que chega mesmo a desaparecer com a reformas levadasa cabo pelo Marquês de Pombal.Coimbra em 1669.A primeira metade do século XIX traz tempos difíceis para Coimbra, com a ocupação da cidade pelas tropas de Junot eMassena, durante a invasão francesa e, posteriormente, a extinção das ordens religiosas. No entanto, na segunda metade de oitocentos, acidade viria a recuperar o esplendor perdido – em 1856 surge o primeiro telégrafo eléctrico na cidade e a iluminação a gás, em 1864 éinaugurado o caminho-de-ferro e 11 anos depois nasce a ponte férrea sobre as águas do rio Mondego.Coimbra em 1855.Com a Universidade como referência inultrapassável, desta surgem movimentos estudantis, de cariz quer político, quercultural, quer social. Muitos desses movimentos e entidades não resistiram ao passar dos anos, mas outros ainda hoje resistem com vigor aopassar dos anos. Da Universidade surgiram e resistem ainda hoje em plena actividade primeiro o Orfeon Académico de Coimbra, em 1880, omais antigo coro do país, a própria Associação Académica de Coimbra, em 1887, e a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, em 1888.Com o passar dos anos, inúmeros outros organismos foram surgindo. Com presença em três séculos e um peso social e cultural imenso, oOrfeon Académico de Coimbra representou o país um pouco por todo o mundo, em todos os continentes, levando a música coral portuguesa eo Fado de Coimbra a todo o mundo.
  • 15. LeiriaApesar de sua história precoce ser bastante obscura, mesmo assim, a bacia hidrográfica do Lis é das zonas com maiordensidade de achados arqueológicos do país, atribuíveis ao Paleolítico Inferior. De momento estão inventariados mais de 70sítios arqueológicos na região, entre os quais vários jazigos de sílex, inúmeros seixos talhados (em areeiros por arrastamento dorio, na Quinta do Cónego nas Cortes, na mata dos marrazes atrás do Bairro Sá Carneiro) e pinturas rupestres (estas na praia doPedrógão e no vale do Lapedo). De todos os achados destaca-se o menino do Lapedo, encontrado no vale do mesmo nome eque tem suscitado o interesse da comunidade científica internacional.Os túrdulos, um povo indígena da Ibéria, estabeleceram um povoado junto à cidade actual de Leiria (a cerca de 7 km). Essapovoação foi depois ocupada pelos Romanos, que a expandiram sob o nome de Collippo. As pedras da antiga cidade romanaforam usadas na Idade Média para construir parte de Leiria, destacando-se o castelo onde ainda podemos ver pedras cominscrições romanas.O Castelo de Leiria, com as suas características galerias.Pouco é conhecido sobre a área nos tempos dos visigodos, masdurante o período de domínio árabe, Leiria era já uma vila com praça. A Leiria moura foi capturada em 1135 pelo primeiro rei dePortugal, D. Afonso Henriques, durante a chamada Reconquista. Essa localidade foi brevemente retomada pelos mouros em1137, e mais tarde em 1140. Em 1142, Afonso Henriques reconquistou Leiria, sendo desse ano o primeiro foral (carta de direitosfeudais), atribuído para estimular a colonização da área.Os dois reis esforçaram-se por reconstruir as muralhas e o castelo da vila, para evitar novas incursões mouras. A maioria dapopulação vivia dentro das muralhas protectoras da cidade, mas já no século XII uma parte da população vivia na sua parteexterior. A mais antiga igreja de Leiria, a Igreja de São Pedro, construída em estilo românico no último quartel do século XII,servia a freguesia exterior às muralhas.De facto a região de Leiria é a ideal para a fixação do Homem: com as várias vias de comunicação existentes, que atribuíamàquele local a fronteira entre o Norte e o Sul da fachada ocidental da península e entre o litoral e o interior, e com ascaracterísticas favoráveis do rio Lis que passa no local, seria inevitável a exploração e desenvolvimento agrícola e comercial nolocal, tornando-se na Idade Média no local de controlo do tráfego económico da região.Durante a Idade Média, a importância da vila aumentou, e foi sede de diversas cortes, reuniões políticas entre o rei e a nobreza(para uma lista com as diversas cortes realizadas na cidade, ver Cortes de Leiria). As primeiras cortes realizadas em Leiriaforam em 1254, durante o reinado de D. Afonso III. No início do século XIV (1324), D. Dinis mandou erguer a torre de menagemdo castelo, como pode ser visto numa inscrição na torre.
  • 16. Castelo BrancoCastelo Branco deve o seu nome à existência de um castro luso-romano, Castra Leuca, no cimo da Colinada Cardosa, em cuja encosta se desenrolou o povoamento da área.Da história antes de 1182 pouco se sabe. Existe, porém, um documento, desta data, de doação aosTemplários de uma herdade Vila Franca da Cardosa, emitido por Fernandes Sanches, um nobre. Em 1213recebeu foral de Pedro Alvito, cedido pelos Templários, em que aparece a denominação Castel-Branco. OPapa Inocêncio III viria, em 1215, confirmar esta posse, dando-lhe o nome de Castelobranco.Por volta desta altura ter-se-iam mandado edificar, pelos Templários, as muralhas e o castelo, entre 1214 e1230. No interior desta delimitação encontra-se a Igreja de Santa Maria do Castelo, antiga sede dafreguesia. Aqui se reuniam a Assembleia dos Homens-Bons e as autoridades monástico-militares, até aoséculo XIV.Em 1510 é concedido Novo Foral a Castelo Branco, por D. Manuel I, adquirindo mais tarde o título denotável com a carta de D. João III, em 1535. Torna-se assim em 1642 a Vila de Castelo Branco, cabeça decomarca notável e das melhores da Beira Baixa. O actual Museu serviu de Liceu Central de 1911 até 1946,abrindo como museu em 1971.Em 1771 é elevada a cidade por D. José e o Papa Clemente XIV cria a diocese de Castelo Branco queviria a ser extinta em 1881. O Paço Episcopal (anexo ao actual Museu Francisco Tavares Proença Júnior)é um dos melhores exemplos. Mandado construir pelo Bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, entre 1596e 1598, foi o paço de residência dos Bispos em Castelo Branco.A 6 de Novembro de 1954 a cidade é assolada por um tornado infligindo danos consideráveis nasinfrastruturas.A 16 de Agosto de 1858 inaugura-se a linha telegráfica Abrantes - Castelo Branco e em 14 de Dezembrode 1860 a cidade inaugura a sua iluminação pública, passo importante para o desenvolvimento da cidade.Com efeito, a cidade viria a tornar-se capital do distrito em 1959.
  • 17. SantarémSantarém, antiga Scalabis, foi conquistada em 15 de março de 1147, por D. AfonsoHenriques. Num golpe audacioso, perpetrado durante a noite, a cidade caiu na posse deum escasso exército reunido pelo Rei de Portugal.Esta cidade muito antiga terá sido contactada por Fenícios, Gregos e Cartagineses. Afundação da cidade de Santarém reporta à mitologia greco-romana e cristã, reconhecendo-se nos nomes de Habis e de Irene, as suas origens míticas. Os primeiros vestígiosdocumentados da ocupação humana remontam ao século VIII a.C..A população do povoado teria colaborado com os colonizadores romanos, quando estesaportaram à cidade em 138 a.C. e a designaram como Scalabis. Durante este períodotornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantescentros administrativos da província Lusitânia. Dos romanos recebeu o nome de ScalabiCastro.Com as invasões dos Alanos e dos Vândalos passou a ser designada por Santa Irene.Passou para a posse dos mouros em 715 até que D. Afonso Henriques a conquistadefinitivamente em 1147.A cidade foi palco de inúmeras Cortes.Santarém, conquistada por D Afonso Henriques num golpe audacioso em 1147,apresentava o nome Scalabis, nome romano para designar a antiga cidade. A cidade deSantarém tem origens místicas, mais propriamente Greco-Romanas e Cristãs. Os primeirosvestígios de presença humana remetem para o séc. VIII a.C. Durante o período dacolonização romana na cidade, esta tornou-se no principal entreposto comercial do médioTejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitana. Depois dasinvasões dos Alanos e Vândalos, a cidade passou a chamar-se Santa Irene. Em 715 foiconquistada pelos mouros até que D Afonso Henriques a conquistou definitivamente.
  • 18. PortalegreSegundo uma lenda frequentemente referida, descrita por Frei Amador Arrais na sua obra "Diálogos" de 1589, Portalegre teriasido fundada por Lísias no século XII a.C.,na sequência do desaparecimento da sua filha Maia. Esta passeava com Tobiasquando é cobiçada por um vagabundo, Dolme, que a rapta e assassina Tobias. Lísias fica desesperado pelo desaparecimentoda filha e vai à sua procura, acabando por por encontrá-la morta junto a um regato que hoje tem o nome de Ribeiro de Baco.Lísias virá a morrer de alegria quando julga ter visto a filha estender-lhe os braços. À cidade entretanto fundada foi dado o nomede Amaia (ou Ammaia). Lísias teria também construído uma fortaleza e um templo dedicado a Baco no local onde hoje seencontra a Igreja de São Cristóvão. Segundo Frei Amador Arrais, ainda existiam ruínas desse templo no século XVI.Acredita-sehoje que a lenda resultou de fantasias de alguma forma apoiadas na existência de uma lápide com uma dedicatória ao imperadorromano Lúcio Aurélio (161-192 d.C.), a qual foi provavelmente trazida das ruínas da cidade romana que se encontra em SãoSalvador da Aramenha, perto de Marvão, a qual é hoje comummente aceite com sendo a Ammaia romana referida em váriasfontes históricas. A localização desta e de outra cidade referida em fontes do período romano, Medóbriga, foi objecto decontrovérsia até, pelo menos, ao princípio do século XX, especulando-se até essa altura se existiria algum povoado antigoimportante na zona actualmente ocupada pela cidade ou nas suas imediações.Muralha junto à Rua dos Muros de Baixo; ao fundo situava-se a Porta do Postigo.O nome de Portalegre terá origem em PortusAlacer (porto, ponto de passagem, e alacer, alegre), ou mais simplesmente Porto Alegre.É provável que no século XII existisse um povoado no vale a leste da Serra da Penha. O nome de Portalegre, onde uma dasactividades importantes seria a de dar abrigo e mantimentos aos viajantes (daí o nome de porto, ponto de passagem ouabastecimento). Sendo o local aprazível (alegre), nomeadamente pelo contraste das suas encostas e vales verdejantes com apaisagem mais árida e monótona a sul e norte, a povoação prosperou e sabe-se que em 1129 era uma vila do concelho deMarvão, passando a sede de concelho em 1253, tendo-lhe sido atribuído o primeiro foral em 1259 por D. Afonso III, que mandouconstruir as primeiras fortificações, as quais não chegaram a ser completadas. Juntamente com Marvão, Castelo de Vide eArronches, Portalegre foi doada por D. Afonso III ao seu segundo filho, Afonso.O rei seguinte, D.Dinis, mandou edificar as primeiras muralhas em 1290, as quais ele próprio viria a cercar durante 5 meses em1299, na sequência da guerra civil que o opôs ao seu imrão, que reclamava o trono alegando que D. Dinis era filho ilegítimo.Nesse mesmo ano, D. Dinis concederia a Portalegre o privilégio de não ser atribuído o senhorio da vila «nem a infante, nem ahomem rico, nem a rica-dona, mas ser d’ el-Rei e de seu filho primeiro herdeiro».
  • 19. LISBOADurante o Neolítico, a região foi habitada por vários povos Iberos[15][fonte fiável?] que também viveram em outras regiões daEuropa atlântica neste período. Estes construíram vários monumentos megalíticos[16] e é ainda possível encontrar algunsdólmens[17] e menires[18] nos campos em redor da cidade.O magnífico porto fornecido pelo estuário do rio Tejo transformou a cidade na solução ideal para fornecer alimentos aos naviosdestinados às Ilhas do Estanho (actuais Ilhas Scilly) e Cornualha.O povo celta invadiu a região no primeiro milénio a.C.[19][20] e através de casamentos tribais com os povos ibéricos pré-romanos aumentaram o número de falantes da língua celta na região.O povoado pré-romano de Olisipo, teve origem nos séculos VIII-VII a.C., assentava no morro e na encosta do Castelo. A Olisipopré-romana foi o maior povoado orientalizante da região de Portugal. Estima-se que a população rondasse entre os 2 500 e os 5000 habitantes.[21] Olisipo seria um local de aportagem para o tráfego marítimo e comércio com os fenícios.[22] Achadosarqueológicos sugerem que já havia trocas comerciais com os Fenícios na região em 1 200 a.C.,[15] levando algunshistoriadores à teoria de que fenícios teriam habitado o que é hoje o centro da actual cidade, na parte sul da colina docastelo.[carece de fontes?] Além de poderem viajar para o norte, os fenícios também aproveitaram o facto de estarem nadesembocadura do maior rio da península Ibérica para fazerem comércio de metais preciosos com as tribos locais.[carece defontes?] Outros importantes produtos da região comercializados foram o sal, os peixes salgados e os cavalos puros sanguelusitano, que eram já bastante renomados na antiguidade.[23]Recentemente,[quando?] vestígios fenícios do século VIII a.C. foram encontrados sob a Sé de Lisboa. No entanto, alguns doshistoriadores modernos[24] consideram que a ideia da fundação fenícia é irreal, e acreditam que Lisboa era uma antigacivilização autóctone (chamada pelos romanos de oppidum) e que, no máximo, mantinha relações comerciais com os fenícios, oque explicaria a presença de cerâmicas fenícias e outros objectos.Vestígios de construções fenícias descobertos sob a Sé de Lisboa.Uma lenda popular e romântica conta que a cidade de Lisboateria sido fundada pelo herói grego Odisseu (Ulisses),[carece de fontes?] e que tal como Roma o seu povoado original erarodeado por sete colinas. Derivado, os gregos chamam à cidade de Olissipo, proveniente do nome do herói.[carece de fontes?]Se todas as viagens de Ulisses através do Atlântico se deram da forma descrita por Théophile Cailleux,[25] isso poderiasignificar então que Ulisses fundou a cidade vindo do norte, antes de tentar dar a volta ao Cabo Malea, (que Cailleux diz ser oCabo de São Vicente), no sentido de sudeste, em direcção a Ítaca. No entanto, a presença dos fenícios, mesmo ocasional, éanterior à presença helénica na área. Posteriormente, o nome grego teria sido corrompido em latim para Olissipona.[13]Alguns dos deuses pré-romanos são Aracus, Cariocecus, Bandua e Trebaruna.[26]
  • 20. EvoraÉvora e sua região circundante tem uma rica história que recua a mais de dois milênios, como demonstrado por monumentosmegalíticos próximos como a Anta do Zambujeiro e o Cromeleque dos Almendres. Alguns povoados neolíticos desenvolveram-se naregião, o mais próximo localizado no Alto de São Bento. Outro povoado deste tipo é o chamado Castelo de Giraldo, habitadocontinuamente desde o 3o milênio até o primeiro milênio antes de Cristo e de esporádica ocupação na época medieval. Escavaçõesarqueológicas, porém, não demonstraram até agora se a área da actual cidade era habitada antes da chegada dos romanos.Segundo uma lenda popularizada pelo humanista e escritor eborense André de Resende (1500-1573), Évora teria sido sede dastropas do general romano Sertório, que junto com os lusitanos teria enfrentado o poder de Roma. O que é sabido com certeza é queÉvora foi elevada à categoria de municipium sob o nome de Ebora Liberalitas Julia, em homenagem a Júlio César. A origemetimológica do nome Ebora é proveniente do celta antigo ebora/ebura, caso genitivo plural do vocábulo eburos (teixo), nome de umaespécie de árvore, pelo que o seu nome significa "dos teixos". A actual cidade de Iorque (York), no Norte de Inglaterra, na época doImpério Romano, era denominada Eboracum/Eburacum, nome derivado do celta antigo Ebora Kon (Lugar dos Teixos), pelo que oseu nome antigo está hipoteticamente relacionado com o da cidade de Évora[3]. Na época do Imperador Augusto (63 a.C. - 14 d.C.),Évora foi integrada à Província da Lusitânia e beneficiada com uma série de transformações urbanísticas, das quais o Temploromano de Évora - dedicado provavelmente ao culto imperial - é o vestígio mais importante que sobreviveu aos nossos dias, alémde ruínas de banhos públicos. Na freguesia da Tourega, os restos bem-preservados de uma villa romana mostram que ao redor dacidade existiam estabelecimentos rurais mantidos pela classe senhorial. No século III, num contexto de instabilidade do Império, acidade foi cercada por uma muralha da qual alguns elementos existem até hoje.
  • 21. SetubalDesconhece-se a origem do topónimo Setúbal. No entanto existe a tese de que o nome dacidade resultou da cisão de dois nomes bíblicos: Seth (3º filho de Adão) e Tubal (neto deNoé). A tese parece ser da autoria do historiador da época filipina [[Frei Bernardo de Brito].O topónimo já existe em Cetóbriga (Cetoba ou Cetobra + designação celta briga parapovoação). A exemplo de outras cidades ibéricas e do sul da Europa, o topónimo Setúbalpode estar relacionado com o topónimo do rio (Sado ou Sadão) que banha a povoação,referido pelo geógrafo árabe Edrisi (Muhammad Al-Idrisi), como denominar-se Xetubre(sendo esta a tese do Prof. José Hermano Saraiva). Também o nome vem referida uma dasnações estrangeiras, identificada na História dos Hebreus de Flávio Josefo com osiberos[4], teria dado origem à cidade[5][6]. Seja como for, o topónimo ‘Setúbal’ e a cidadeperdem-se no rasto dos tempos.Setúbal nasceu do rio e do mar. Os registos de ocupação humana no território do concelhoremontam à pré-história, tendo sido recolhidos, em vários locais, numerosos vestígiosdesde o Neolítico. Foi visitada por fenícios, gregos e cartagineses, que vinham à Ibéria emprocura do sal e do estanho, nomeadamente a Alcácer do Sal, sendo então o rio navegávelaté esta povoação.Aquando da ocupação romana, Setúbal experimentou um enorme desenvolvimento. Osromanos instalaram na povoação fábricas de salga de peixe e fornos para cerâmica quedesenvolveram igualmente.A queda do império romano, as invasões bárbaras, a constante pirataria de cabotagemcausaram uma estagnação, senão mesmo desaparecimento da povoação entre os séculosVI e XII. Nomeadamente neste último século, não existem quaisquer registos da povoação,‘entalada’ entre a Palmela cristã e a Alcácer do Sal árabe.
  • 22. BejaCrê-se que a cidade foi fundada, cerca de 400 a.C., pelos Celtas[4] ou mais provavelmente pelos Cónios,que a terão denominado Conistorgis, e que os Cartagineses lá se estabeleceram durante algum tempo. Asprimeiras referências a esta cidade aparecem no século II a.C., em relatos de Políbio e de Ptolomeu.Com o nome alterado para Pax Julia, foi sede de um conventus (circunscrição jurídica) pouco depois dasua fundação, teve direito itálico e esta cidade albergou uma das quatro chancelarias da Lusitânia, criadasno tempo de Augusto. A sua importância é atestada pelo facto de por lá passar uma das vias romanas.Os Alanos, Suevos e os Visigodos dominaram esta cidade depois da queda do Império Romano, tornando-a sede de bispado. No século V, depois de um breve período no qual haverá sido a sede da Tribo dosAlanos, os Suevos apoderaram-se da cidade, sucedendo-lhes os Visigodos. Nesta altura passa a cidade adenominar-se Paca.Do século VIII ao ano de 1162, esteve sobre a posse dos Árabes, designadamente no domínio dosAbádidas do Reino Taifa de Sevilha, que lhe alteraram o nome para Beja (existe outra cidade com estenome na Tunísia). Aqui nasceu o Al-Mutamid, célebre rei-poeta que dedicou muitas das suas obras aoamor a donzelas e também a mancebos homens.No referido ano os cristãos reconquistaram definitivamente a cidade. Recebeu o foral em 1524 e foielevada a cidade em 1517. Beja foi o berço da notável família de pedagogos e humanistas doRenascimento que incluiu Diogo de Gouveia (1471 - 1557), professor de Francisco Xavier e conselheirodos reis D. Manuel I e D. João III de Portugal, a quem recomendou a vinda dos jesuitas; André de Gouveia(1497 - 1548), humanista, reitor da Universidade de Paris e fundador do Real Colégio das Artes eHumanidades em Coimbra e o humanista António de Gouveia.Criado pelo Rei D. Afonso V de Portugal em 1453, o título de Duque de Beja foi atribuído ao segundo filhovarão, até à instituição da Casa do Infantado, em 1654, pelo Rei D. João IV, tendo-o como base.
  • 23. FaroOs primeiros marcos remontam ao século VIII a.C., ao período da colonização fenícia do Mediterrâneo Ocidental. Seu nome de então era Ossonoba, sendo umdos mais importantes centros urbanos da região sul de Portugal e entreposto comercial, integrado num amplo sistema comercial, baseado na troca de produtosagrícolas, peixe e minérios. Entre os séculos III a.C. e VIII d.C., a cidade está sob domínio Romano e Visigodo, sendo conquistada vindo a ser conquistadapelos Mouros no ano de 713 d.C, os quais ergueram ali uma fortificação (reforçada por uma nova muralha erigida a mando do príncipe mouro Bem Bekr, noséculo IX). Durante a ocupação árabe o nome Ossónoba prevaleceu, desaparecendo apenas no século IX, dando lugar a Santa Maria do Ocidente; era entãocapital de um efémero principado independente.No século XI passa a designar-se Santa Maria Ibn Harun e o nome de Ossonoba começa a ser substituído. A cidade é fortificada com uma cintura demuralhas.Na sequência da independência de Portugal, em 1143, o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques e os seus sucessores iniciam a expansão do país parasul, reconquistando os territórios ocupados pelos Mouros. Depois da conquista por D. Afonso III, em 1249, os portugueses designaram a cidade por SantaMaria de Faaron ou Santa Maria de Faaram.Nos séculos seguintes, Faro tornou-se uma cidade próspera devido à sua posição geográfica, ao seu porto seguro e à exploração e comércio de sal e deprodutos agrícolas do interior algarvio, trocas comerciais que foram incrementadas com os Descobrimentos Portugueses.Tem, nesse período, uma importante e activa colónia judaica que no final do século XV imprime localmente o Pentateuco, o primeiro livro português. A comunade Faro terá sido sempre uma das mais distintas da região algarvia e das mais notáveis do País, em todos os tempos, com muitos artesãos e muita genteendinheirada, sendo frequentes no século XIV as ligações comerciais de judeus e cristãos. A manifesta prosperidade dos judeus farenses no século XV éinterrompida pela carta patente de Dezembro de 1496 em que D. Manuel I os expulsa de Portugal, caso não se convertessem ao catolicismo.Assim, oficialmente, e só neste sentido, deixaram de existir judeus em Portugal, o que também aconteceu em Faro, sendo que, no local onde estavaimplantada a judiaria, na Vila Adentro, tivesse sido mandado erigir pela terceira esposa de D. Manuel I o Convento de Nossa Senhora da Assunção.O Rei D. Manuel I promove, em 1499, uma profunda alteração urbanística com a criação de novos equipamentos na cidade - um Hospital, a Igreja do EspíritoSanto (Igreja da Misericórdia), a Alfândega e um Açougue - fora das alcaçarias e junto ao litoral. Em 1540, D. João III eleva Faro a cidade e, em 1577, a sededo bispado do Algarve é transferida de Silves para Faro. O saque e o incêndio, em 1596, pelas tropas inglesas de Robert Devereux, 2.º Conde de Essex,danificaram muralhas e igrejas, e provocaram elevados danos patrimoniais e materiais na cidade.Os séculos XVII e XVIII são um período de expansão para Faro, que foi cercada por uma nova cintura de muralhas durante o período da Guerra daRestauração (1640 - 1668), que abrangia a área edificada e terrenos de cultura, num vasto semicírculo frente à Ria Formosa.Em 1 de Novembro de 1755, acidade de Lisboa é arruinada por um grande Sismo que devido à sua intensidade provocou, igualmente, estragos em outras cidades do país, sobretudo noAlgarve.A cidade de Faro sofreu danos generalizados no património eclesiástico, desde igrejas, conventos até o próprio Paço Episcopal. As muralhas, o castelo com assuas torres e baluartes, os quartéis, o corpo da guarda, armazéns, o edifício da alfândega, a cadeia, os conventos de S. Francisco e o de Santa Clara, foramdestruídos e arruinados.Até finais do século XIX, a cidade manteve-se dentro dos limites da Cerca seiscentista de Faro. O seu crescimento gradual sofre um maior ímpeto nas últimasdécadas.
  • 24. As 7 Maravilhas de PortugalO Castelo De Guimarães:
  • 25. Castelo De Obídos
  • 26. Mosteiro De Alcobaça
  • 27. Mosteiro da Batalha
  • 28. Mosteiro dos Jerónimos
  • 29. Palacio da Pena
  • 30. Torre de Belem

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