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Racismo
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  • 1. E B 2,3 /S Prof. António da Natividade Trabalho elaborado por: Catarina Monteiro Nº4 8ºBDisciplina: Área de ProjectoMesão Frio, 9 de Dezembro de 2010
  • 2. E B 2,3 /S Prof. António da Natividade ÂmbitoEste trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Área de Projecto leccionada pelaprofessora Rute Lopes, pela aluna Catarina Daniela Quedes Monteiro do 8º ano deescolaridade da turma B com o tema “Racismo”.
  • 3. E B 2,3 /S Prof. António da Natividade ÍndiceÍndice............................................................................................................................................3Introdução....................................................................................................................................3Racismo........................................................................................................................................5 Origem do racismo...................................................................................................................6 Opiniões de pessoas não racistas.........................................................................................8Poemas contra o racismo...........................................................................................................11Bibliografia.................................................................................................................................14 Introdução 3
  • 4. E B 2,3 /S Prof. António da NatividadeTodos os dias deparamo-nos com enumeras perguntas como “O que é o racismo”,“Quem são os racistas”, “Porque existe o racismo e a discriminação”, “Onde e comosurgiu o racismo” e “Quais a medidas a tomar para o combater. É a estas e muitas outrasperguntas que pretendo dar resposta com a elaboração deste trabalho. 3
  • 5. E B 2,3 /S Prof. António da Natividade Racismo O racismo é uma forma errada de pensar, uma crença segundo a qual certas pessoassão superiores às outras por pertencerem a uma raça ou etnia específica. O racismo nãoé uma teoria fundamentada e cientifica mas um conjunto de opiniões mal formadas ondea principal função é desvalorizar e maltratar aqueles que têm costumes, crenças e umaspecto físico diferente. A palavra racismo serve para caracterizar e descrevercomportamentos abusivos, incorrectos e põe vezes agressivos dos racistas para com osque dizem ser pertencentes a uma “raça inferior”. O racismo ganha forma através dediferentes maneiras, dependendo do país onde ocorre, consoante a sua história, cultura,costumes, crenças e tradições, entre outros factores sociais. Uma das formas demanifestação de racismo denominada diferenciação étnica ou cultural defende que todasas raças e etnias são iguais, mas não se devem misturar de forma a conservar as suasoriginalidades, bem como a discriminação social, em muitos casos devido á cor da pele.A escravatura e os genocídios são provas disso mesmo decorridas na antiguidade. Os racistas definem uma raça como sendo um grupo com características físicassemelhantes entre si, diferentes das deles racistas, embora recentes investigaçõescomprovem que o conceito “raça” foi inventado e que não existem raças diferentes, poisa biologia identificou somente uma “raça, a raça humana. A desigualdade é uma dascaracterísticas dos racistas defendendo a desigualdade de direitos, por outro lado aigualdade de direitos e deveres é defendida pelos anti-racistas, que se opõe ao racismo.A igualdade só se tornara uma realidade quando todos tiverem os mesmos direitos edeveres e igualmente acesso a factores como a educação, ao alojamento, direito a teruma família entre outros independentemente da cor da pele, da apresentação física eestatura social. As pessoas de diferentes culturas e nacionalidades deveriam poder viver juntas sempreconceitos, nem desigualdades, o interculturalismo diz isso mesmo, apoio a aceitaçãoe o respeito pelas pessoas “diferentes”. Crer no interculturalismo é crer que se podeaprender e enriquecer através do encontro com outras culturas. 3
  • 6. E B 2,3 /S Prof. António da Natividade Origem do racismoEmbora não se conheça verdadeiramente as origens do racismo, sabe-se que remontamàs antiguidades Grega, Romana e Egípcia, quando guerreavam entre si fazendo doperdedor prisioneiro do vencedor, no entanto estas existiam independentemente da raçade quem participava, aproximando-se assim mais da xenofobia do que propriamente doracismo. Quando houve os primeiros contactos entre navegadores portugueses e povosafricanos, no século XV, não houve qualquer acto de origem racial. Os negros e outrospovos da África começaram com acordos comerciais com os europeus, que incluíam ocomércio de escravos que, naquela época, era uma forma aceite de aumentar o númerode trabalhadores numa sociedade e não uma forma racial. Contudo quando os europeus,no século XIX, começaram a colonizar o Continente Negro e a Américas, encontraramjustificações para impor aos povos colonizados as suas leis e formas de viver, essajustificações consistiam que as “raças” negra e indiana eram inferiores, passando assima praticar a discriminação como base racial nas suas colónias, para assegurardeterminados privilégios aos colonos europeus. Os que se opunham a este regimetinham um fim trágico, o genocídio. No renascimento a Europa assumia-se cada vezmais como o continente mais desenvolvido em diversos sectores, levando assim oseuropeus a acreditar que eram um povo superior e escolhida por Deus para conquistar egovernar o mundo.Nos EUA, o racismo chegava aos extremos contra os negros, índios, asiáticos e latino-americanos, em especial na região sul, até 1965 existiram leis como as de Jim Crow,que negavam aos cidadãos não brancos uma série de direitos. Estas leis proibiam osnegros de andar de transportes públicos sentados, mesmo que houvesse lugares vaziosou que estes chegassem primeiro, a prioridade era sempre dada aos brancos, frequentarbalneários públicos e havia também uma lei absurda que proibia os não racistas de casarcom pessoas de outra cor, mesmo que fosse essa a sua vontade. Para além de tudo istomuitos negros foram queimados vivos sem qualquer julgamento, sem que as pessoasque cometeram estes actos inaceitáveis fossem punidas. Grande parte destasbarbaridades foi praticada por membros da organização Ku Klux Klan (KKK), defendia 3
  • 7. E B 2,3 /S Prof. António da Natividadea supremacia de povos brancos. Este grupo surgiu como reacção à abolição daescravatura nos Estados Unidos. Durante muito tempo o KKK perseguiu e ameaçoufamílias de origens negra e latina com o famosa símbolo da cruz em chamas no jardimdas casas. Ao longo de muitos anos ninguém questionou o flagelo da discriminação dapopulação norte americana branca face a negra, até ao dia em que duas vozes activistasse ergueram. Malcom X e Martin Luther King, ambos com visões bem diferentes sobreaquela que poderia vir a ser a solução dos problemas raciais. Malcom X defendia que apopulação negra devia lutar com a população branca para conquistar o seu lugar nomapa norte-americano, já Martin Luther King, que proferiu o célebre discurso “I have aDream” (Eu tenho um sonho), pretendia que fosse feita justiça de uma forma nãoviolenta, que era possível brancos e negros viverem juntos num ambiente de paz eharmonia. Ambos foram assassinados, sendo John Kennedy o presidente americano quetransformou o sonho de Martin numa realidade. Paralelamente a este grupo, foramcriados grupos de supremacia negra como os Black Power e a organização Nation ofIslam, á qual pertenceu Malcolm X. Já após a Grande Guerra Mundial houve grandes repercussões na Europa ao nívelracial. A Alemanha, humilhada pela derrota e pela assinatura do tratado de Versalhes,iniciou uma corrida ao armamento pela mão de Adolf Hitler, um ditador Alemão, quenão tardou a culpar os judeus pelos problemas económicos que a Alemanha tinhaenfrentado. Assim iniciou uma guerra a nível mundial contra os judeus, perseguido os,dai até os mandar para campos de concentração foi um passo. Lá as condições de vidapara todos os que não fossem de origem ariana eram desumanas. As pessoas dormiamamontoadas, trabalhavam de sol a sol como escravos e, quando deixavam de terutilidade o seu fim era inevitavelmente uma câmara de gás. Fora dos campos deconcentração os judeus eram tratados como animais, as placas de “animais não entram”combinavam com as de “judeus não entram”. Tratamento igual foi dado aos italianos (etodos os que não eram arianos), que apesar de serem seus aliados eram tratados como os“porcos” de guerra. Adolf Hitler acabou por cometer suicídio no seu quartel-general (oFührerbunker), em Berlim, a 30 de abril de 1945, enquanto o exército soviéticocombatia já as duas tropas que defendiam o Führerbunker. A guerra acabou, com aderrota e a divisão política da Alemanha. 3
  • 8. E B 2,3 /S Prof. António da Natividade Opiniões de pessoas não racistasO Racismo é o fim da EssênciaHumana.O Alicerce da Intolerância.Delirio Supremo de uma menteinsana.E Simplesmente não Deveria Existir In yahoo.comQue é isso de raça? Raças, não existem.O conceito racista existe sobretudo nos que perversamente entendem serem superioresao seu semelhante, quando este tem uma tonalidade de epiderme diferente, ou éoriginário de outra região. Estas formas buçais de tratamento diferenciado para além deultrapassadas, são condenáveis, e por vezes escondem complexos de inferioridade porparte de quem as pratica. Basta de racismo e xenofobia. Os seres humanos diferenciam-se sobretudo pelo seu comportamento, a cor da pele ou origem, são de nula importância.Todos Diferentes, Todos Iguais – feliz sigla da FAR – Frente Anti-Racista em Portugal. Henrique Mota A palavra raça não identifica nenhuma realidade biológica reconhecível no DNA de nossa espécie, e que portanto não há nada de inevitável ou genético nas identidades étnicas e culturais, tais como as conhecemos hoje em dia. Sobre isso, a ciência tem ideias — in A invenção bem claras das raças 3
  • 9. E B 2,3 /S Prof. António da Natividade “É uma discriminação pela cor do dinheiro e não pela cor da pele” José falcão“O racismo começa quando a diferença, real ou imaginária, é usada para justificar umaagressão. Uma agressão que assenta na incapacidade para compreender o outro, paraaceitar as diferenças e para se empenhar no diálogo”. Mário Soares “Essa coisa asquerosa chamada racismo não se prende só a cor dos homens. Se você reparar com calma verá que existem múltiplas formas de racismo que incluem outras perversidades além de apenas segregar as pessoas pela cor. O racismo existe em decorrência de uma estupidez incutida na cabeça dos homens, há muito tempo, de que há alguém superior e alguém inferior. Esquecem-se os que assim pensam que quando sentamos no vaso sanitário, o que sai de nós, nos iguala a todos. Se esquecem, ou não querem selembrar, de que o vermes também comerão a carne dos bonitos, dos ricos, dos altos, dosinteligentes, do fortes, dos caucasianos, etc., etc., etc. Deveria haver uma lei queobrigasse os homens a terem uma plaquinha em sua casa com os seguintes dizeres: 3
  • 10. E B 2,3 /S Prof. António da Natividade"Lembra-te, homem, de que és pó, e ao pó hás de tornar". Ah! e sua leitura deveria serobrigatória ao se levantar e ao se deitar”. In yahoo.com 3
  • 11. E B 2,3 /S Prof. António da Natividade Poemas contra o racismoÉ triste ver pessoas a esconderem-se da vida, simplesmente porque sabem que serãozombadas na rua, na escola, no trabalho....por pessoas maldosas..tornam-se motivo derisos por serem diferentes....em pleno séc. XXI ...vivenciamos situações terríveis...quando lemos algo sobre o assunto ficamos zangados...furiosos ao sabermos que umamigo negro foi descriminado na rua...ou o seu filho gago...foi motivo de piada naescola... gostaria muito que isso não fizesse parte do mundo.....sei o que é sofrer com oracismo..mas isso não abate a minha auto-estima por muito tempo...mas ao analisar omeu comportamento...e o de muitas pessoas da sociedade brasileira cheguei à conclusãoque o racismo ou o preconceito não tem solução....... simplesmente porque está dentrode nós...não veio do tempo de Adão e Eva...mas desceu com o diabo para a terra...e nãohá como combater um sentimento que está impregnado nas nossas mentes ou corações.Há como mascarar este sentimento…para não correr o risco de ser processado...mas sefosse você a ser processado por um acto de racismo…também não é preconceito?... vaiser julgado por pensar diferente?… resumindo...leis federais ,estaduais ou municipaistambém não vão ajudar a terminar como o racismo...consciênsização sim… você nãoconcorde com isso…mas já alguma vez você se colocou no lugar de um negro...umhomossexual...ou um gago? Acho que não, porque você acha estranho...olhamos para olado quando um mendigo pede esmolas...ou então jogarmos a moeda com menor valorda carteira....simplesmente para fazer nossa parte na mudança do mundo…mas assimnunca mudaremos o mundo....porque antes de mudar o mundo, devemos mudar o nossointerior...os nossos pensamentos, porque ali esta todo o mal do mundo....e tudo o quetemos hoje é fruto da ambição e da ganância....o racismo também...queremos nos sentirmelhores, maiores.....a todo instante......já estive na pele de um mendigo...de umnegro...de um pobre no meio dos ricos....já estive no meio da selva.......(o mundo) meuúnico sonho era viver em paz....como todos os outros...........mas ai esta o problema, nãosou como os outros.....sou diferente...penso diferente....vivo diferente …, e visto-mediferente.............será que por isso não somos iguais? Acho que somos......porque todossomos diferentes..........se olhássemos ao nosso redor...perceberíamos.....realmente...queo preconceito existe...e está dentro de nós...porque todos somos iguais.................. 3
  • 12. E B 2,3 /S Prof. António da Natividade Excerto do livro “Uma Questão de Cor”“Imaginem uma pessoa que:-só usou o primeiro par de sapatos quando foi para o liceu;-na primeira vez que manejou faca e garfo, já estava em idade de namorar,-ia a pé para o emprego, distante dez quilómetros, por não ter dinheiro para o bilhete deautocarro,-quando já era advogado, ajudou uma vez uma senhora a estacionar o carro dela, erecebeu uma moeda em paga, como se fosse um garoto;-quando ia a um restaurante, tinha de ir comprar a comida á cozinha e vir comê-la cá pafora.Imaginem uma pessoa:-a quem chamavam «rapaz» quando já era pai de filhos;-cuja casa era frequentemente invadida pela polícia, a meio da noite;-que foi condenado por crimes como o de sair do país sem autorização (que não lhadariam, se pedisse), e incitar as pessoas a reclamarem por não trem sapatos, seremtratadas com desprezo, não poderem entra em todos os restaurantes, ou piscinas, ouautocarros, não lhes permitirem votar, nem residir onde quisessem, nem trabalhar noque mais lhes agradasse, tudo por não terem a cor de pele certa.Imaginem que esse homem passa quase trinta anos na prisão, onde o obrigam a partirpedra e lhe dão papas de milho e legumes podres para comer e calções para vestir,porque é um «rapaz» de cinquenta anos, sessenta anos. Nesses quase trinta anos,praticamente não vê a família, poucas cartas lhe deixam receber e as que recebe vêmtodas riscadas pelos censores, ou retalhadas.Imaginem-no agora a ser por fim libertado: em toda a parte é recebido por multidões emdelírio, os chefes de Estado de todo o mundo acolhem-no como um alto dignitário, e o 3
  • 13. E B 2,3 /S Prof. António da Natividadepresidente do seu país tem de se vergar às condições que ele impõe. Ambos recebem oPrémio Nobel da Paz.Parece uma história mirabolante, não parece? Mas é toda verdadeira, a que anda a ler oDanny. Está entusiasmadíssimo com a autobiografia de Nelson Mandela”. Conclusão 3
  • 14. E B 2,3 /S Prof. António da NatividadeCom a elaboração deste trabalho conclui que o tão falado racismo é uma formaincorrecta de pensar na qual algumas pessoas teimam em acreditar que diz que existemduas “raças”. Uma “raça superior” à qual essas pessoas apelidadas de racistas pertenceme todas as outras são inferiores pelo simples facto de terem aspectos físicos diferentes,tal como a cor da pele ou o aspecto físico.Fiquei a saber também que as suas origens remontam à antiguidade desde a altura emque os europeus decidiram colonizar as terras que descobriram e começaram adiscriminar os habitantes dessas colónias, negando-lhes direitos que os colonoseuropeus possuíam e ao cometerem o genocídio contra os que se opunham a esteregime.Para conseguirmos por um ponto final neste assunto tão debatido e que fez tantasvitimas é preciso fazer ver os racistas que “somos todos diferentes, mas todos iguais”,porque apesar de termos todos um aspecto físico diferente uns dos outros, por dentrosomos todos iguais e não devemos fazer aos outros aquilo que não gostamos que nosfaçam a nós, pois torna-nos pessoas infelizes. Bibliografia 3
  • 15. E B 2,3 /S Prof. António da Natividadehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_racismohttp://guiadicas.net/preconceito-e-racismo-nao/http://www.culturamix.com/noticias/aulas-sobre-racismohttp://fjmm-pedacinhosdechocolate.blogspot.com/2010/03/racismo.htmlhttp://guilherme10monteiro.blogspot.com/2010_07_01_archive.htmlhttp://beaatriizsantos.blogspot.com/2009/11/racismo-o-racismo-e-tendencia-do.htmlhttp://jetwequipe4.blogspot.com/2010_05_01_archive.htmlhttp://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20061122032731AA1UIyEhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Racismohttp://etnografianovirtual.wordpress.com/2007/05/17/citacoes-acerca-do-racismo/http://www.citacoes.ws/actividades/actividades.php?ID=423Henrique Mota wrote @ abril 13http://filosofia2sociedade.blogspot.com/2009/04/por-que-existe-racismo-o-racismo-existe.htmlhttp://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20061112065305AAxBJlRhttp://www.soartigos.com/artigo/854/Racismo-Existe/http://www.viagem-do-fazer.com/porque/porque+existe+racismo/“Uma Questão de Cor” de Ana Saldanha 3