INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE
UMA NOVA REVOLUÇÃO VERDE
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Textos: Danielly Herobetta
Edição: Yara Alvarez
Produção: TEIA Editorial
www.teiaeditorial.com.br • (19) 3367-2580
Proje...
Premiar ações voltadas para as boas práticas agrícolas e
de responsabilidade social e ambiental, valorizar o tra-
balho de...
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Pelo segundo ano consecutivo, a ANDEF, por meio
de sua área de educação, incentiva e reconhece os
profissionais de mídia...
FINALISTAS
JORNAIS
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Celeiro do Mundo
Antônio Temóteo, Correio Braziliense
A série de reportagens do Correio Braziliense“...
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FINALISTAS
JORNAIS
FINALISTAS
REVISTAS
F4 Paraíba Domingo, 10 de fevereiro de 2013 Milenium CORREIO DAPARAÍBA
Óleo d...
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REVISTAS
Diversificar faz
bem
Denise Saueressig, A Granja
A reportagem da revista A
Granja, escrita pela j...
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FINALISTAS
REVISTAS
FINALISTAS
AÇÕES PARA COOPERATIVAS
Irrigação e
sustentabilidade
Tacilda Aquino, Revista Campo
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FINALISTAS
AÇÕES PARA COOPERATIVAS
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Sucessão Rural
Leila Mertins, Jornal Cotrijal
A série de reportagens do jornal Cot...
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FINALISTAS
AÇÕES PARA COOPERATIVAS
FINALISTAS
TELEVISÃO
FINALISTAS
TELEVISÃO
Produtor
investe em
diversificação
para...
FINALISTAS
TELEVISÃO
2120
Sustentabilidade
noCampo
Daniela Fogaça, Canal Rural
A reportagem da jornalista
Daniela Fogaça, ...
23
“Foi um reconhecimento incrível, princi-
palmente por ter vindo de uma institui-
ção como a ANDEF. A Cotrijal é de muit...
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Estados
que tiveram
jornalistas
participantes
do 16º Prêmio
ANDEF
Jornalismo
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CURIOSIDADES
“Apesar de sermos, não par...
Educação
no campo
José Annes Marinho
Gerente de Educação da Andef
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AGRADECIMENTO
Há mais de 30 anos, muito antes dos tem...
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Revista andef 3

  1. 1. INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE UMA NOVA REVOLUÇÃO VERDE
  2. 2. 3 Textos: Danielly Herobetta Edição: Yara Alvarez Produção: TEIA Editorial www.teiaeditorial.com.br • (19) 3367-2580 Projeto Gráfico: Via B | Branding + Design www.viab.com.br • Fone (19) 3295-5466 A revista do Prêmio Andef é uma publicação anual, editada pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef). Todos os direitos são reservados. Distribuição gratuita. EXPEDIENTE EDITORIAL Já dizia o pensador sueco, August Strindberg, o tempo não são os segundos, os minutos, as horas, dias, meses ou anos. O tempo na verdade são aqueles momentos da vida em que nos fazem sentir realmente úteis. Por isso, nos orgulha muito o tempo dedicado nestes 16 anos de educação e treinamento, dos produtores rurais Brasil a fora, e que hoje apresentamos em mais uma edição do Prêmio Andef. Olhando para 1998, quando o prêmio foi criado, alguns números comparados ao que temos hoje, mostram a trajetória de crescimento do agrone- gócio neste período. O País colheu a safra de 66 milhões de toneladas de grãos e em apenas 16 anos praticamente triplicou a colheita, que em 2013 será de 184 milhões de toneladas. No planeta a mudança populacional foi mais dramática. Éra- mos em 5 bilhões e em apenas 16 anos o mundo ganhou 2 bilhões de pessoas para alimentar. Neste tempo, não faltaram dificuldades para todo o setor produtivo, mas acreditar na agricultura vale a pena. Portanto, nossas empresas associadas e nossos parceiros nesta empreitada estão no rumo certo da educação e extensão do saber ao campo e, entre tantas iniciativas, merece destaque este tão bem sucedido Prêmio ANDEF, premiação realizada com a imprescindível parceria da Organização das Coo- perativas Brasileiras (OCB), do Instituto Nacional de Processamento de EmbalagensVazias (INPEV), Fun- dação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), Associação dos distribuidores de insumos agropecu- ários (ANDAV), Associação Brasileira das Agências de Comunicação (ABRACOM) e Enactus. Muito obrigado a todos que trilham conosco este caminho! João Sereno Lamel Presidente do Conselho Diretor da Andef. REALIZAÇÃO: APOIO: Sumário 4 6 8 15 18 22 24 26 O Oscar da agricultura brasileira A agricultura na imprensa Finalistas – Jornais Finalistas – Ações para cooperativas Finalistas – Televisão Depoimentos Curiosidades Agradecimento
  3. 3. Premiar ações voltadas para as boas práticas agrícolas e de responsabilidade social e ambiental, valorizar o tra- balho de profissionais, do produtor rural, das universi- dades, das revendas e distribuidores de produtos agro- pecuários, das cooperativas e das indústrias, ajudam a fazer a nossa agricultura cada vez mais competitiva e sustentável. Por isso, a iniciativa da ANDEF e de seus parceiros faz do prêmio uma referência e um dos mais importantes da agricultura brasileira. E foi em uma noite de gala, em 24 de junho de 2013, que a Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF) realizou a entrega dos prêmios da 16ª Edição do Prêmio ANDEF - inovação e sustentabilidade, uma nova revolução verde. Foram reconhecidos os melhores profissionais do agrone- Confira, a seguir, os vencedores. EMPRESAS HOMENAGEADAS Arysta, Basf, Bayer, Dow, Dupont, FMC, Ihara, Monsanto e Syngenta PROFISSIONAIS HOMENAGEADOS Adriano Jurach, Basf • Bruno Pereira Calili, Dupont • Clodoaldo Dutra Flaitt, Arysta LifeScience • Joernil- son Alves de Macedo, Monsanto • José Lourenço de Freitas, Bayer CropScience • Marcelo Gonçalves, Syn- genta • Paula Miguel Siqueira Viana, Dow AgroScien- ces • Vergilio Antonio Pereira Sobrinho, FMC CAMPO LIMPO 112 centrais que apresentaram ações relevantes para o produtor rural em relação ao destino das embalagens de defensivos agrícolas. As Centrais destaque de 2013 foram: Central de Goianésia/GO, de Manhuaçu/MG e de Araranguá/SC. REVENDAS E DISTRIBUIDORES Boas Práticas Agrícolas - Defagro/ES: Plantando Sustentabilidade • Responsabilidade Ambiental - AgroAmazônia/MT: Mutirão Ambiental no Educa Mais • Responsabilidade Social - Alvorada/MT: Ações para o Bem. COOPERATIVISMO Boas Práticas Agrícolas - COPLACANA/SP: Inovar para ganhar • Responsabilidade Ambiental - COMIGO/GO: Prêmio Gestão Ambiental • Responsabilidade Social - COOXUPÉ/MG: Aprendendo Legal UNIVERSIDADES Junior: Escola Superior de Agricultura“Luiz de Queiroz” (Esalq-USP/SP) - Projeto: Aprendendo a empreender. Sênior: Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa/ PA) - Projeto: Esse rio coopera. O OSCAR DA AGRICULTURA BRASILEIRA O HOMEM DO CAMPO Potencial, profissionalismo, dedicação e re- novação, palavras que estão na semente do agronegócio, assim como em qualquer grande transformação humana. Renovação presente também na agricultura, no homem do campo que, a cada nascer do sol, nos ensina que é pos- sível plantar o hoje, aprendendo com as lições de ontem e preservando o amanhã. Pela primeira vez, destacando um produtor rural que com sua história e trajetória tenha ajudado a transformar toda uma região, o Prêmio ANDEF homenageou Eduardo Sekita, na categoria o Homem do Campo, pelo trabalho desenvolvido no Alto Paranaíba/MG. PERSONALIDADE DO AGRONEGÓCIO 2013 Categoria também inédita no Prêmio, a outor- ga do Prêmio Brasil Agrosustentável – Persona- lidade do Agronegócio 2013, foi uma eleição feita pelas principais entidades representativas do agronegócio brasileiro que decidiram, por unanimidade, prestar seu reconhecimento e homenagear Michel Temer, atual vice-pre- sidente do Brasil no governo da presidente Dilma Rousseff. Michel esteve representado por Eduardo Daher, Diretor Executivo da ANDEF, a quem enviou a carta de agradecimento que foi lida aos presentes. 4 5 Senador Sergio Souza, Eduardo Sekita e Alan Bojanic (FAO) gócio, além das homenagens aos profissionais e associa- das da ANDEF. A cerimônia, que aconteceu no Esporte Clube Sírio, em São Paulo/SP, foi conduzida, pelo segundo ano consecutivo, pela jornalista Rosana Jatobá, dessa vez acompanhada pelo ator e modelo Carlos Casagrande. Temas atuais ligados ao meio ambiente, segurança alimentar, boas práticas agrícolas, responsabilidade ambiental e social foram abordados e debatidos nos projetos inscritos.“Nosso objetivo é valorizar os profis- sionais que contribuem com o desenvolvimento do agronegócio do nosso país. O Prêmio também é uma forma de incentivo, pois esses trabalhos são fundamen- tais para o nosso setor”, afirma José Annes Marinho, gerente de educação da ANDEF.
  4. 4. 6 Pelo segundo ano consecutivo, a ANDEF, por meio de sua área de educação, incentiva e reconhece os profissionais de mídia que buscam as melhores práticas e exemplos, que mostram a nossa agricultura cada dia mais moderna e sustentável, que pesquisam, registram e ilustram, fazendo chegar aos lugares mais distantes do País, a informação. Conhecida como o“Oscar da Agricultura”, a premiação recebeu 127 reportagens de 87 jornalistas que produ- ziram matérias relacionadas às boas práticas agrícolas, responsabilidade ambiental e social, educação no campo, sustentabilidade, entre outros temas que incen- tivam o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. A novidade deste ano é que, além das subcategorias TV, Jornal Impresso e Revista, o Prêmio ANDEF de Jornalis- mo premiou as ações de cooperativas, reconhecendo as práticas que partiram destes veículos e colaboram para o desenvolvimento da agricultura sustentável. “Nosso objetivo é valorizar os profissionais que con- tribuem com o desenvolvimento do agronegócio do nosso país. O Prêmio também é uma forma de incenti- vo, pois esses trabalhos são fundamentais para o nosso setor”, afirma José Annes Marinho, gerente de educação da ANDEF. Os vencedores de cada categoria ganharam um iPad e uma bolsa de estudos para o MBA em fitossanidade. Foram eleitas 28 reportagens finalistas pela comissão julgadora composta por: • Jeffrey Abrahams (Abrahams Executive Search) • Maurício Mendes (ABMR&A) • Maria Helena Calado (inpEV) • Coriolano Xavier (CCAS) • Juliana Ramiro (Sindag) • José Otávio Menten (USP) • Márcio Martinelli (BlueBox Comunicação) • Alex Mattiuzzo (Alfapress Comunicações) • Kleber Martins de Paulo (Enactus) 7 A AGRICULTURA NA IMPRENSA
  5. 5. FINALISTAS JORNAIS 98 Celeiro do Mundo Antônio Temóteo, Correio Braziliense A série de reportagens do Correio Braziliense“Celeiro do mundo”, escrita pelo jornalista Antônio Temóteo, mostra que a lavoura e a pecuária sustentam o Brasil. Segundo dados dos textos, as duas atividades cresceram 18,2% no ano passado. Neste ano, será colhida a maior safra da história: 185 milhões de toneladas de grãos. Conexão China José Rocher, Gazeta do Povo A série de reportagens do jornal Gazeta do Povo, escrita pelo jornalista e editor José Rocher, aborda a ligação do agronegócio com a economia chinesa, colocando o Brasil em posição privelegiada em época de crise nos Estados Unidos e Europa. Segundo dados do texto, as lavouras brasileiras são fundamentais para o gigante asiático. Manejo de terra evoluiu, mas erros ainda persistem Karen Farias, O Popular A reportagem do jornal O Popular, escrita pela jornalista Karen Farias, aborda a erosão hídrica como uma das principais formas de degradação do solo no Brasil, atin- gindo o Cerrado e regiões mais arenosas. A matéria traz técnicas de manejo e conservação do solo que podem reduzir os problemas. Lições para o agronegócio Joana Colussi, Zero Hora A reportagem do jornal Zero Hora, escrita pela jor- nalista Joana Colussi, aborda as escolas gaúchas que mesclam a teoria e a prática na formação de técnicos agrícolas, profissionais valorizados pelo mercado atual- mente. agronegócio GAZETADOPOVO TERÇA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2012 EDITORAEXECUTIVA:MARISAABRANTESBORONIVALÉRIO EDITORRESPONSÁVEL:JOSÉROCHER agro@gazetadopovo.com.br www.gazetadopovo.com.br/agronegocio Ligaçãodo agronegóciocoma economiachinesa põeBrasilnuma posiçãoprivilegiada emépocadecrise nosEstadosUnidos enaEuropa.Parao giganteasiático, lavourasbrasileiras sãofundamentais ❚ BEIJING ❚ JoséRocher,enviadoespecial ❚ Numa época em que a eco- nomia mundial tenta pegar carona no crescimento da China para atravessar a cri- se que afeta Estados Unidos e União Europeia, a relação entreoagronegóciobrasileiro e o consumo chinês garante assentoprivilegiadoaoBrasil nalocomotivadodesenvolvi- mento globalizado. O merca- dodealimentosdeveserpou- co afetado pela redução no crescimento do gigante asiá- tico, que não tem como am- pliaraproduçãodegrãospor falta de áreas produtivas e li- mitaçõestecnológicas,apurou a Expedição Safra Gazeta do Povo, em viagem de dez dias pelo país. Aindahámuitoespaçopa- raampliaçãodasrelaçõesen- tre os dois países. Com 10% do comércio mundial, a na- ção mais populosa do mun- do importou o equivalente a US$ 1,74 trilhão em 2011. E, apesar de ter feito da China seu principalcliente, o Brasil exportou ao parceiro comer- cial apenas US$ 44,3 bilhões no período – ou seja, 17,3% desuasvendas,massomente 2,5%doqueoschinesescom- pram. Esses porcentuais ten- demaaumentar,mesmocom o crescimento do PIB chinês rebaixadodacasade10%(mé- diadosúltimoscincoanos)pa- raade8%(previstapara2012). A soja não é mais o único produto de interesse dos chi- neses. Enquanto a Expedição percorriaaChina,Beijingapre- sentou ao governo brasileiro protocoloqueabreasportasdo país também ao milho. O do- cumentodeveserassinadones- temêsduranteaConferência das Nações Unidas sobre De- senvolvimento Sustentável, a Rio+20, conformeBrasília,ga- rantindo um cliente de peso paraascercade12milhõesde toneladas do cereal que terão de ser remetidas ao mercado externodevidoaocrescimento da produção de inverno. Apetite Ointeressechinêspelaim- portação de soja e milho – ingredientes das rações ani- mais que se complementam – vem crescendo à medida queopoderdecompradapo- pulação chinesa permite au- mento no consumo de prote- ína. As importações da olea- ginosa passaram da casa de 40 milhões para a de 60 mi- lhões de toneladas por tem- poradaemapenascincoanos, um avanço de 50%. As do ce- real, que eram insignifican- tes até três anos atrás, devem atingir 7 milhões de tonela- das nesta temporada. Asexpectativasdosexpor- tadores vão bem além disso. “A China precisa de 20 mi- lhões de toneladas de milho para repor seus estoques”, aponta o presidente-execu- tivo da Associação Brasileira dos Produtores (Abramilho), Alysson Paolinelli. Além de crescer a passos largos,ataxasentre7%e11% ao ano, o mercado de carnes chinês é vasto pela própria concentração de 1,35 bilhão de pessoas no país. Os chi- neses consomem atualmen- te 52,6 quilos de carne por ano, pouco mais da metade da marca de 100 quilos per capita registrados no Brasil, conformenúmerosde2011.O Paraná,maiorprodutorbrasi- leirodefrango,teriadedobrar suasmarcasparafornecerum quiloamaisdefrangoporha- bitante da nação asiática. Os compradores chineses estão ampliando negócios e figu- ramentreosprincipaisclien- tes da avicultura do estado. As processadoras de soja da China, porta de entrada da produção da América do Sul,operamociosasepodem dobrar o esmagamento, que naúltimatemporadachegou a 59 milhões de toneladas – apenas 3 milhões (t) além do volumeimportado.Principal elo entre o Brasil e o maior importadordogrãodoplane- ta,aoleaginosaénossocartão de visitas, cuja apresentação é obrigatória para uma boa relaçãocomomundochinês. Leia mais sobre a China nas próximas páginas. >> EXPEDIÇÃOSAFRA Beijing RÚSSIA LOGÍSTICACHINESA A produção de soja e milho da China concentra-se no Nordeste e chega aos centros de consumo pelos portos marítimos, que também recebem os grãos importados. Fonte: Redação. Infografia: Gazeta do Povo. Dalian Guangzhou Qingdao Xanghai HongKong Ningbo Qinhuangdao Tianjin OCEANO PACÍFICO Faixa agrícola Norte Predominância de soja e milho Faixa agrícola Centro e Sul Predominância de trigo e arrozÍNDIA Densidade populacional habitantes por km2 Principais portos 0-50 mais de 900 Faixa agrícola CHINA Fotos:JoséRocher/GazetadoPovo Arte:EdilsondeFreitas/GazetadoPovo Os agricul- tores Zhu Xiang e Qiang Iun, no cabo da enxada, em plantação de soja. Na ausência de plantio direto, palhada do milho é acumulada para queima no inverno. CONEXÃO CHINA ❚ HARBIN (CHINA) ❚ Na região agrícola da China quemaisproduzsojaemilho, aatividadeaindadependeda força dos trabalhadores que limpam as lavouras com en- xadas e espalham as semen- tes no solo com as próprias mãos. Sem o uso tecnologias comunsnospaísesexportado- res de grãos, pequenos lotes cultivados com capricho ren- dem190milhõesdetoneladas docereale13milhõesdetone- ladasdaoleaginosaportempo- rada,mascommuitoesforço. Ovolumeé60%maiorque ocolhidonoBrasilnessasduas culturas,graçasaousodeuma área com tamanho dobrado para o cereal. Com maquiná- rio, biotecnologia ou plantio direto,orendimentopoderia serbemmaior.Emáreasequi- valentes, os agricultores bra- sileiros colhem 70% mais so- ja e os norte-americanos ob- têm 80% mais milho. Umasériedefatoresimpe- deaadoçãodessastecnologias. As terras são coletivas e cada trabalhadorruraltemdireito aexplorarcercadeumhecta- re,áreaequivalenteaumcam- po de futebol. Por si só, esses sistema dificulta a escala e li- mita a produtividade. Outra questão crucial é o invernorigoroso.Aslavouras daregiãodeHarbinficamco- bertas com até um metro de neveduranteoinverno,influ- ênciadaSibéria.Agricultores como Zhu Xiang e Qiang Iun amontoam a palha do milho paraqueimarnaestaçãofria. Se ficasse no solo, a palhada atrapalharia o trabalho com asenxadas,necessárioaocon- troledasplantasdaninhasno cultivo de sementes conven- cionais – que não permi- tem o uso de herbicida na fa- se emergencial. Com20%dapopulaçãodo planeta,aChinadetémsó7% daproduçãoagrícolamundial. Essadiferençamostraporque otrabalhonocampoétãoim- portante no país. Para ajudar aalimentarapopulaçãocres- cente,osagricultoresretiram de160milhõesdehectarescer- ca de 500 milhões de tonela- das de alimentos. Milho, so- ja, arroz e trigo rendem 460 milhões (t) – 2,9 vezes a pro- duçãobrasileiradegrãos.(JR) Perseverança fomentaocampo De11a17dejaneirode2013 ANO 21-NO 1302 Campo AregiãodoCerradoéespecialmentevulnerávelàerosãohídrica,umadasmais gravesformasdedegradaçãodosolo.Saibaquaissãoosavançoseoserrosqueainda persistememrelaçãoaoproblema,25anosdepoisdaprimeirareportagemsobreo tema,publicadanosuplementodoPOPULAR.[6e7 OSuplementodo CampodoPOPULAR completa25anos deexistência. Paramarcaradata,retomamos osassuntostratadosna primeiraedição,veiculada em13dejaneirode1988. Cooperativismo Suplementodo Apesardoavançodapesquisa, produçãogoianadearrozrecua.[12 Tormentoqueperdura Em25anos,cooperativasgoianas cresceramesediversificaram.[3 WildesBarbosa Arroz Com necessidades que vão de equi- pamentos para lavouras até a estrutu- ra do alojamento,as escolas de ensino técnico agropecuário dependem de investimentos para acompanhar o avançotecnológicodocampo. –As escolas são laboratórios vivos. Muitas foram abandonadas pelo go- verno estadual – lamenta Sérgio Luiz Crestani, presidente da Associação Gaúcha de Professores Técnicos dE EnsinoAgrícola. Conforme Crestani, a carência de professores é outra deficiência. O quadro docente é suprido,na grande maioria,por contratos,normalmente de técnicos na área. – O professor dessas escolas precisa formação pedagógica.Mas não há in- centivopararenovarocorpodocente. Responsável pela gestão de 26 uni- dades de ensino técnico agrícola que envolvem 10,5 mil alunos,a Secretaria EstadualdaEducaçãorepassacercade R$180milpormêsparamanterases- colas–emtornodeR$7milparacada uma.Conforme o secretário da Edu- cação,José Clóvis deAzevedo,a inten- ção é aumentar em 30% o repasse de autonomia escolar ainda no primeiro semestre.Neste mês,foram investidos R$ 3 milhões para renovar parte da frota de tratores e equipamentos das escolasagrícolas. Azevedo acresenta que o governo está em processo de formação de pro- fissionais e de concursos para docen- tesefuncionários. FOTOSMAUROVIEIRA CAMPO E LAVOURA 5 Em zerohora.com.br/campo, confira galeria de fotos Lições para o agronegócio JOANA COLUSSI A o som de músicas tra- dicionalistas vindas de um rádio que ecoa na sala de ordenha da Escola Técnica de Agricultura (ETA), em Viamão, jovens de diversas regi- ões do Rio Grande do Sul cumprem a primeira atividade do dia antes de ocupar as cadeiras das salas de aula. Com horário exato para o tratamen- to de animais e trabalho na lavoura,a rotina é seguida à risca por estudantes que trocam o ambiente de escolas re- gulares pelo ensino em propriedades rurais.A escolha não é feita por acaso. – Quero cursar Veterinária em uma universidadefederal–dizLeonardoAn- tônioVieira,16 anos,do 2ºano do Ensi- noMédiodotécnicoempecuária. Assim como Leonardo, milhares de jovens buscaram a formação de técni- co agrícola para ensaiar os primeiros passos no mercado de trabalho. Entre ex-alunos ilustres, o governador Tarso Genro,que frequentou o curso em Santa Maria,e o ex-governador Leonel Brizo- la,que formou-se na ETA – escola mais antigadoEstado,fundadaem1910. –As escolas agrícolas oferecem mais do que a vivência prática dos conteúdos teóricos.São experiências que ajudam na formação social das pessoas – des- taca o diretor da ETA,Evandro Cardoso Minho,acrescentando que grande parte dos estudantes consegue colocação no mercado de trabalho após a formação ouingressoemcursossuperiores. A fácil empregabilidade explica a procura pela formação no Estado.Com a expansão do agronegócio no país,fal- tam profissionais técnicos para atuarem no setor,seja diretamente no campo ou em indústrias e comércio.A valorização do trabalho rural passou a caminhar juntocomaprodutividadedaslavouras. INTERESSETAMBÉM NAS CIDADES Partedoaprendizadovemdaadapta- çãolongedafamíliaedoconvíviodiário com colegas de diferentes origens.Filho depequenosagricultoresdeMostardas, Julio Lima da Costa, 20 anos, deixou a casa dos pais para estudar na ETA há dois anos.No começo,pensou em desis- tirevoltarparasuacidade: – Mas pensei no incentivo dos meus pais e no orgulho que podem ter de mim.Vou me formar neste ano e conse- guirempregonaminhaárea. Seenganaquempensaqueointeresse pelas escolas agrícolas seja apenas de jo- vensquecresceramvendoospaistraba- lhandonomeiorural.NascidoemPorto Alegre,DenerAugusto Schilero,16 anos, trocou a rotina urbana para cursar o técnicoempecuárianaETA,ondechega adividiroquartocom10alunos. – Quero criar gado em Mato Grosso – diz Dener, que despertou para a li- da campeira com o padrinho,de Nova Hartz,eoavô,deTaquaruçudoSul. Com 360 alunos, dos quais 120 in- ternos,a ETA tem área de 407 hectares – com lavouras de milho e arroz,produ- ção de hortigranjeiros e criação de gado de corte e de leite,suínos,ovinos,equi- nos e pequenos animais.Da produção agrícola,a escola mantém uma agroin- dústria de rapadura,queijo,iogurte,do- ce de leite e geleia.Gratuita,recebe cerca deR$12,8milmensaisdogovernoesta- dual para manutenção e investimentos. O custo para manter a escola, porém, passadeR$30mil. – Somos autossuficientes em carne, verduras, ovos e leite. Mas é uma luta diária,pois não há uma política especí- fica para as escolas agrícolas do Estado – lamenta o diretor da ETA. joana.colussi@zerohora.com.br Escolas gaúchas mesclam teoria e prática na formação de técnicos agrícolas, profissionais valorizados hoje pelo mercado PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 15 DE MARÇO DE 2013CAMPO E LAVOURA4 Inovação exige reforço no caixa Embora o propósito seja o mesmo, formar profissionais para atuar no setor primário, a realidade das es- colas de formação técnico agrícola é bem distinta no Rio Grande do Sul. Mantidas pelos governos estadual e federal, e também por entidades filantrópicas,as instituições têm ra- diografias diferentes.Enquanto uma escola estadual recebe um repasse mensal inferior a R$ 10 mil,as fede- rais chegam a receber R$ 130 mil. –A rede federal consegue um grau de excelência porque os investimen- tos são bem maiores,desde estrutura oferecida até pesquisas desenvolvidas –afirmaopresidentedoSindicatodos TécnicosAgrícolas do Rio Grande do Sul(Sintargs),CarlosDinarteCoelho. A radiografia de contrastes,confor- me o presidente da entidade,é resul- tado de programas do governo federal voltados ao fortalecimento do ensino técnico – desde investimentos em in- fraestrutura até no corpo docente e funcional.Com 500 alunos no Ensino Médio técnico agropecuário,a unida- de do Instituto Federal Farroupilha,de SãoVicentedoSul,recebeR$133mil pormêsparainvestimentos. –Formamostécnicoscomvisãoge- ral da propriedade,com competência para gerir projetos que envolvem pro- dução vegetal,animal e agroindustrial – explica Ivan Carlos Maldaner,coor- denadordocurso. A formação técnico agrícola no Es- tado é reforçada por escolas particula- res.Criado há mais de 40 anos,o Cur- soTécnicoemAgropecuária(CTA)da Sociedade Educacional Três de Maio tornou-sereferêncianaregiãoNoroes- te pelo ensino qualificado e parcerias com instituições de pesquisas. Com Realidade expõe contrastes entre instituições do Estado Repasse para a rede estadual deverá ser aumentado em 30% ainda no primeiro semestre, assegura o governo EDUCAÇÃO Como estão divididas as escolas agrícolas: 27 estaduais 10 federais 10 municipais 6 particulares Total 53escolas Fonte: Associação Gaúcha dos Professores Técnicos de Ensino Agrícola (AGPTEA) Júlio da Costa (E) e Dener Schilero são alunos da Escola Técnica de Agricultura, em Viamão – Além disso,estudamos modelos para algumas escolas abandonarem currículos arcaicos,se modernizarem e fortalecerem o vínculo com as co- munidades – completa o secretário estadual de educação. 120alunos,temsócincointernoshoje. – Com a facilidade de transporte,o aluno consegue vir para a escola e re- tornar no mesmo dia para a proprie- dade da família,aplicando os conheci- mentos aprendidos nas aulas práticas – explica o coordenador Claudinei Marcio Schmidt, acrescentando que noúltimosemestredocursoosalunos são desafiados a planejar a gestão de umapropriedaderuralporumano. A rede estadual ainda carece de uma política mais clara para a área. CARLOS DINARTE COELHO, PRESIDENTEDOSINTARGS SEGUE > Baixeumaplicativoleitor decódigoQR,aponte paraaimagemaoladoe acesse,doseucelular,o vídeo:comofuncionaa escolaagrícolamaisantiga doRioGrandedoSul. http://zhora.co/1303eta
  6. 6. 10 11 FINALISTAS JORNAIS FINALISTAS REVISTAS F4 Paraíba Domingo, 10 de fevereiro de 2013 Milenium CORREIO DAPARAÍBA Óleo da casca de laranja é eficaz no combate à praga que afeta plantações de frutas cítricas PB tem antídoto natural contra a mosca negra Marcelo roDrigo O antídoto para combater a praga de uma planta às vezes pode estar na própria planta doente. Foi com essa lógica que o pesquisador da Empresa Estadual de Pesquisa Agro- pecuária da Paraíba (Emepa), Rêmulo Carvalho, encontrou o remédio natu- ral para combater a mosca negra dos citros (Aleurocanthus woglumi), que ataca principalmente as plantações de laranja, limão e tangerina. O óleo da casca da laranja é um veneno letal pa- ra os hospedeiros que sugam a seiva das folhas dessas plantas e até então só eram eliminados com agrotóxi- cos. A pesquisa garantiu à Paraíba a descoberta inédita no mundo para combater a praga. O resultado da pesquisa já foi apresentado 10 vezes nos Estados Unidos. “Essa descoberta é muito im- portante para o Brasil, já que somos um dos maiores exportadores de suco de laranja, especialmente para países norteamericanos. Utilizando fórmu- las naturais para combater as pragas dos citros garantimos a qualidade das plantações, já que estaremos de- ixando todas livres de agrotóxicos”, enfatizou Rêmulo Carvalho. A mosca negra só foi identi- ficada na Paraíba no final do ano de 2009. O inseto asiático é con- siderado a pior praga da variedade de frutas cítricas porque consegue diminuir em até 80% a produção. Isso por causa da grande quanti- dade de insetos sugando a seiva das plantas quando são atingidos altos níveis de infestação. Comumente, a variedade que mais sofre com a praga são as laranjeiras da espécie mimo do céu. Segundo Rêmulo Carvalho, a preocupação maior com a descoberta de um produto natural que pudesse combater essa praga surgiu dos produtores agroecológicos da região de Lagoa Seca. “São produtores que fazem o cultivo 100% natural e são contra o uso de agrotóxicos ou qualquer outro produto químico”, observou Rêmulo. combatenaturaldafusariosedoabacaxizeiro O pesquisador também desenvolveu pesquisas sobre o controle da fusariose, doença que atinge o abacaxizeiro com a utilização de plantas medicinais com propriedades antibióticas, como é o caso da casca de aroeira, considerada planta medicinal. O uso desta tecnologia natural tem pro- porcionado um controle da fusariose tão eficiente quanto o controle com o uso de fungicidas, com a vantagem de não prejudicar o homem nem o meio ambiente. A fusariose do abacaxizeiro, causada pelo Fusarium subglutinans, destaca-se pela frequência com que ocorre e pelos graves danos causados nas principais áreas produtoras do Brasil. As perdas são variáveis podendo atingir índices superiores a 80% caso a frutificação ocorra em épocas chu- vosas e em ambientes de temperatura amena. Os sintomas são caracterizados, principalmente, pela goma que pode aparecer nas mudas, plantas e frutos. Os mais conhecidos sintomas ocorrem nos frutos, durante a fase de maturação, quando a formação gomosa ocorre através das cavidades florais, e a parte afetada diminui de tamanho por causa da exaustão dos tecidos internos, exibindo uma col- oração avermelhada. O fruto pode ser parcial ou totalmente afetado e adquirir no estágio final de evolução da doença um aspecto mumificado. Com o objetivo de utilizar os atributos terapêuticos na fitopatologia da cultura do abacaxizeiro, foram investiga- das em laboratório as propriedades antibióticas de diversas plantas medicinais em relação ao fungo. As plantas antibióti- cas que mais se destacaram nos experimentos laboratoriais foram selecionadas para serem testadas em experimentos de campo, cujos trabalhos foram todos desenvolvidos na Estação Experimental de Abacaxi, em Sapé. Os experimentos laboratoriais utilizaram as plantas aroeira (Schinus molle), barbatimão (Stryphnodendron bar- badetiman), caju roxo (Anacardium occidentale), alho (Al- lium sativum) e gengibre (Zenziber officinale), que se desta- caram por inibir o desenvolvimento do fungo Fusarium em laboratório e, portanto, foram selecionadas para os experi- mentos de campo. Os extratos vegetais foram aplicados em substituição aos fungicidas durante o período de abertura das flores a intervalos semanais. Por ocasião da colheita, os frutos foram avaliados quanto à presença ou ausência da fusariose. O uso de plantas medicinais com propriedades anti- bióticas no controle da fusariose do abacaxizeiro desponta- se como uma tecnologia eficiente, ecológica e econômica, possuindo um grande potencial de aplicação em um pro- grama integrado de controle de doenças de plantas. “Por usar produtos naturais com propriedades medici- nais, essa tecnologia é completamente inócua ao homem e ao meio ambiente, estando em sintonia com as atuais tendências agrícolas mundiais nas quais a ecologia se alia cada vez mais à química no delicado processo de proteção de plantas contra pragas e doenças”, afirmou o pesquisador. Pesquisador da emepa na Paraíba garante que óleo da casca de laranja é capaz de combater a mosca negra, praga que ataca plantações de frutas cítricas 100% de eficácia Quando entra em contato com a mosca dos citros, a acidez do óleo da casca da laranja quebra o exoesqueleto do animal e pro- voca o dessecamento dos natos (ovos),das“ninfas”(formajovem) edosadultos.Todasessasfasesda mosca negra são encontradas na parte de baixo das folhas. O óleo garante 100% de eficácia. Durante a pesquisa, que aconteceu entre abril de 2010 e junho de 2011, nos municípios de Remígio e Sapé, foram testa- dos mais de 50 produtos alterna- tivos para verificar a resistência do animal e a eficiência das fór- mulas. Desse total, apenas sete foram levadas para experimento de campo e o que apresentou melhor desempenho foi o óleo da casca da laranja. Esse óleo foi inicialmente produzido nos Estados Unidos, más a patente já está disponível para empresas brasileiras que também produzem. Para a apli- cação, o óleo precisa ser diluído em água, respeitando a concen- tração de 0,4%, dependendo do tamanho da plantação e do índice de infestação das pragas. “O óleo nãosemisturacomaágua,masas empresas já produzem o óleo em forma de emulsão, pronto para serdiluídoemágua.Essaemulsão já se encontra disponível em todo País”, comentou o pesquisador. Os experimentos utilizaram tambémóleodenim,óleomineral, óleo vegetal, detergente e sabão em pó na concentração de 1% contra insetos adultos e nas con- centrações de 1% e 0,5% contra as ninfas. Esses produtos alterna- tivos foram aplicados em galhos altamente infestados contendo as diversas fases biológicas da mosca negra dos citros sobre folhas de laranjeiras, limoeiros e tangerinas. As folhas tratadas com os produtos alternativos foram avaliadas ao microscópio imedi- atamente após a aplicação desses produtos e sete, 15 e 30 dias após a aplicação dos produtos sobre as formas jovens. Os insetos adultos são mais vulneráveis às aplicações. Após a constatação de que os produtos alternativos causam mortalidade, foram fei- tos experimentos com diversas concentrações com o objetivo de identificar a dose mínima mortal. Foi então que se verificou que o óleo da casca da laranja mata todos os adultos da mo- sca negra até a concentração de 0,2%, ou seja, 40 mililitros para 20 litros de água. Já os ovos da mosca negra não foram destruídos por apli- cações de produtos alternativos. Nenhum produto testado impe- diu a eclosão (saída dos ovos) das formas jovens (ninfas). Já as ninfas, são também vulneráveisàsaplicaçõesdeprodu- tosalternativos.Entreosprodutos naturais, o óleo da casca de laranja foi o único produto capaz de ma- tar 100% das ninfas de 4º estágio. Porém, foram necessárias três pul- verizações do produto. Contudo, Rêmulo Car- valho lembrou que a moca ne- gra dos citros tem a capacidade de se abrigar em outras plantas e em outras árvores frutíferas como a mangueira, a jaqueira ou aabacateiro,podendosemprere- tornar para atacar as laranjeiras, limoeiros e tangerinas. O ideal é pulverizar o plantio de forma continuada. Em áreas muito infestadas, os plantios devem ser pulverizados semanalmente. À medida que a população de insetos for diminuindo, as pul- verizações podem passar a ser realizadas a cada quinze dias ou a cada mês. rêmulo carvalho adescobertaémuito importanteparaoBrasil,já quesomosumdosmaioresex- portadoresdesucodelaranja, especialmenteparaoseUa. Fumagina impossibilita a fotossíntese Como as formas jovens (ninfas) sugam muita seiva, elas passam a eliminar uma substân- cia açucarada que cai na parte su- perior da folha de está localizada logo abaixo. E sobre essa sub- stância açucarada se desenvolve um mofo preto, conhecido por fumagina, que cobre toda a sua superfície. Por causa disso, além de ser sugada por milhares de insetos, a planta fica com suas folhas sem receber a luz do sol e, consequen- temente, sem poder realizar o processo de fotossíntese e respir- ar direito, causando uma grande queda na produção. O dano é ainda maior quando há folhas infestadas com a mosca negra próximas aos fru- tos em desenvolvimento porque o mesmo processo que desen- cadeia a formação da fumagina nas folhas ocorre também nos frutos. A substância açucarada que cai sobre os frutos faz com que o mofo faz com que o mofo também se desenvolva sobre os frutos, desqualificando-os para o mercado. Isso porque os frutos mofados precisam ser lavados para melhorar a aparência e esse processo aumenta os custos de produção. PesquisaemcongressointernacionalnoseUa A última apresentação dos resultados do trabalho de Rêmulo foram apresentados no Congresso Internacional de Proteção de Plantas, em Honolulu, no Havaí (EUA). O evento acontece a cada quatro anos. “O Governo do Estado bancou toda pesquisa e, inclusive, a publicação da cartilhaqueestamosdivulgandoentre os plantadores de citros”, informou Rêmulo Carvalho. Segundo o pesquisador, para a pesquisa ficar completa faltava ape- nas a validação, que é a aplicação da metodologia em um grande cultivo. “E agora o Governo do Estado está nos permitindo efetuar a validação da pesquisa, através do Projeto Coope- rar e parceria com a Cooperativa dos ProdutoresdeTangerinaeLaranjade Matinhas (Coopertange). A cidade tem a maior produção de citros do Nordeste”, afirmou. Com a aplicação dos produtos naturais para proteger as plantações em Matinhas, ficará validade a pes- quisa e comprovados, com respaldo, os resultados inéditos obtidos pelo pesquisador paraibano. A validação começou em outubro. “Espero que as aplicações continuem até o 1º se- mestre de 2013. Os resultados serão divulgados serão divulgados oficial- mente pelo Governo do Estado. O que posso adiantar é que estamos indo muito bem”, afirmou. PB tem antídoto natural contra mosca negra Marcelo Rodrigo da Silva, Correio da Paraíba A reportagem do jornal Correio da Paraíba, escrita pelo jornalista Marcelo Rodrigo da Silva, mostra a descoberta inédita de Rêmulo Carvalho da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa) em relação ao antídoto que combate a praga que afeta plantações de frutas cítricas, a mosca negra dos citros. Terra de Gigantes Paulo Henrique Lobato, Estado de Minas A reportagem escrita pelo jornalista Paulo Henrique Lobato e veiculada pelo jornal Estado de Minas, retrata alimentos gigantes colhidos no campo que pipocam por todo o País e surpreendem agricultores experientes e pesquisadores. Etanol esquecido Queila Ariadne, O Tempo A série de reportagens do jornal O Tempo, escrita pela jornalista Queila Ariadne, aborda a crise do etanol que, sem incentivos do governo, perdeu a competitividade, caiu no consumo e fechou usinas, gerando aumento no valor para o consumidor. Lavoura Furada Ariosto Mesquita, Agro DBO A reportagem da revista Agro DBO, escrita pelo jornalis- ta Ariosto Mesquita, conta sobre a infestação de lagar- tas em lavouras de milho em diversas regiões do Brasil. Segundo dados do texto, a safra de verão 2012/2013 registrou a maior infestação de lagartas sem preceden- tes. O desenvolvimento de resistência às toxinas trans- formaram a lagarta-do-cartucho e a lagarta-da-espiga nos principais vilões da atual temporada. ESTADO DE MINAS ● SEGUNDA-FEIRA, 20 DE AGOSTO DE 2012 ●EDITORA: Liliane Corrêa ●COORDENADORA EDITORIAL: Graziela Reis ●E-MAIL: agropecuario.em@uai.com.br ●TELEFONE: (31) 3263-5138 AGROPECUÁRIO ❚ LEIA MAIS SOBRE ALIMENTOS GIGANTES PÁGINAS 6 A 8 Terra de gigantes Um legume imenso em Minas, uma fruta com tamanho muito acima do normal no Rio Grande do Sul. Notícias sobre alimentos gigantes colhidos no campo pipocam por todo o país e surpreendem agricultores experientes como João Batista Avelino, que se deparou com uma abóbora de 52 quilos nalavouradesuafazenda,emCampestre,noSuldoestado.Os fatostambémchamamaatençãodepesquisadores,quese desdobramparadescobriroquegerouaanomalia.Afinal, plantar sementes que resultem em produtos maiores nos mesmos espaços é uma demanda do mercado, pressionado pelo aumento da população e, consequentemente, do consumo mundial. Entre as novidades em estudo estão até variedades decafé,comoabigcoffee,comgrãosquesãoo dobro do tamanho dos convencionais. ANDREHAUCK/ESP.EM/D.APRESS-31/8/11 FONTE: ANP/ MINASPETRO/SIAMIG/ SINDICOM/ ESALQ/ UNICA ÁLCOOL O CAMINHO DO Produção de cana-de-açúcar Onde começa a cadeia 1 Caminhões levam o álcool até a distribuidora Saindo da usina 3Usina de extração O processamento da cana 2 *PREÇO MÉDIO (ESALQ) SEM IMPOSTOS* O álcool hidratado sai da usina por: R$ 1,03 O produtor paga R$ 0,048 de PIS/Cofins e o preço sobe para R$ 1,078 Neste preço, incide 12% de ICMS (alíquota para a produção) R$ 0,147 No fim desta etapa, o preço sobe para R$ 1,225 Os impostos na produção 4 ¬ QUEILA ARIADNE ¬Dausina de cana-de-açúcaraté o tanque do carro, o preço do álcool hidratado dá um salto de 101%. O litro, que sai das caldeiras a R$ 1,03,segundopreçomédiocalcula- do pela Escola Superior de Agricul- turaLuizQueiroz(Esalq/USP),che- ga às bombas de Belo Horizonte a R$ 2,07, de acordo com a Agência Nacionalde Petróleo,Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No meio do caminho, além dos custos com frete, mão de obra e lucro para dis- tribuidoras e postos, ele incorpora impostos que somam R$ 0,54 por litro, ou seja, 26% do preço final. Com valor alto, o consumidor dápreferênciaàgasolina.Ofuncio- nário público Plínio Fraga, 33, por exemplo, tem carro flex, mas não coloca álcool desde 2010. “Eu até sabia que os impostos eram altos, mas não imaginava que a diferen- ça era tanta da usina para a bom- ba.Sefossemaisbarato,lógicoque eu daria preferência”, diz. Com o abandono dos consumi- dores e sem políticas fortes para o setor, o etanol hidratado vai che- gando aos 40anos de vida com vo- lume 41,6% menor do que em 2009, quando atingiu seu ápice. De janeiro a julho deste ano, fo- ram vendidos 5,398 bilhões de li- tros, contra 9,255 bilhões litros no mesmo período de 2009. Apesar da alta carga tributária, o maior responsável pela crise da meia-idade do combustível (criado em1973comoPró-Álcool)nãosão os impostos, mas seu concorrente direto:agasolina.Oumelhor,otra- tamento diferenciado que ela vem recebendodogoverno para manter seu preço estável. Na prática, isso tem deixado o etanol cada vez me- nos vantajoso e menos consumi- do. Umapolítica reconhecidamen- te nociva ao setor do álcool. Para ser competitivo, etanol tem que custar nas bombas até 70% do preço da gasolina. Hoje, essa relação é de 76% em média na capital mineira, segundo a ANP. Em junho, o governo zerou a Contribuição de Intervenção no DomínioEconômico (Cide),que ti- nha um impacto de R$ 0,09 por li- tro. O presidente interino da Asso- ciação das Indústrias Sucroener- géticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, diz que qualquer redução de impostos ajuda, mas a solução para a crise vai além dos créditostributários. “Umaadequa- ção do preço da ga- solina ao mercado internacionalequa- lizaria boa parte dos nossos problemas”, diz. “Aumentar o preço da gasolina é algoqueogovernonãovaifazer.En- tão,para trazerde voltaacompetiti- vidade do etanol, tem que tratá-lo comigualdade,nãoadiantadesone- rar só a gasolina. Se não for por desoneração, o complemento do preçodoetanoltemquevirdeoutra forma, com política de juros, finan- ciamento,enfim,ogovernotemque alinharasalternativas”,receitaopre- sidente interino da União da Indús- triadeCana-de-Açúcar(Unica),An- tônio de Pádua.Diantedaquedano consumo edafalta de incentivos fis- cais, 41 usinas já fecharam as portas nopaís desde2008. Nosplanos da Petrobras, o etanol tambémestáperdendoprioridade.O planodeinvestimentode2012/2016 para aumentar a produção é de US$ 1,84 bilhão. O montante é 3,1% me- nordoqueosUS$1,9bilhãoanuncia- dos no plano de 2011/2015. Com is- so, aparticipação namatriz energéti- caseráreduzidade2%para1,6%. “Nosso país já pagou muito por decisões populistas e temos que aprender com isso. Uma adequação do preço da gasolina ao mercado internacional já resolveria boa parte dos nossos problemas” Mário Campos Presidente interino do Siamig Sempolíticadeincentivosdogoverno,etanol vivecrisedameia-idadeechegaàcasados40 anosnumcenáriodeperdadecompetitividade, quedanoconsumoefechamentodeusinas Abandonado,álcooldobrade preçodausinaaoconsumidor Comimpostos,freteedemaisdespesas,adistribuidoravendeolitroparaopostoporR$1,72,emmédia FOTOSJOÃOMIRANDA Na primeira fase do caminho até a bomba, o litro do etanol sai da usina por R$ 1,03, em média wvv leia mais www.otempo.com.br 8 O TEMPO Belo Horizonte SEGUNDA-FEIRA, 10 DE SETEMBRO DE 2012 Economia
  7. 7. 1312 FINALISTAS REVISTAS Diversificar faz bem Denise Saueressig, A Granja A reportagem da revista A Granja, escrita pela jornalista e editora Denise Saueressig, revela histórias de produtores rurais que comprovam a diversificação da atividade rural como uma alter- nativa para se defenderem de oscilações do mercado e garantir rentabilidade. A redenção do campo Fábio Moitinho, Revista Rural A reportagem da Revista Rural, escrita pelo jornalista Fábio Moi- tinho, aborda o Projeto Jovem Produtor, financiado integral- mente pela Pfizer do Brasil, de investimento social, que tem como objetivo resgatar o espírito empreendedor dos produtores rurais no Piauí. A iniciativa conta com o apoio gestor da Care In- ternational, que atua no combate à pobreza em 87 países. Sucessão Familiar: A dinâmica que rege a tradição agrícola Miriam Lins, Campo & Negócios A reportagem da revista Campo & Negócio, escrita pela jornalista Miriam Lins, explica em 10 tópicos as regras que devem ser seguidas para administrar a sucessão rural, de modo a não gerar conflitos e angústias entre os membros da família, transformando-a em um bom negócio. Sucessão familiar na gestão rural Dayse Freitas, Revista Produz A reportagem da Revista Pro- duz, escrita pela jornalista Dayse Freitas, aborda a sucessão familiar na gestão rural como forma de gerenciamento na propriedade para sobrevivência do negócio, que adequa a experiência dos pais com a vontade de aprender dos filhos. Segundo dados do texto, o sistema estabelece in- tensa relação com comunidades, construindo um potente tecido socioeconômico e cultural no meio rural.
  8. 8. 14 15 FINALISTAS REVISTAS FINALISTAS AÇÕES PARA COOPERATIVAS Irrigação e sustentabilidade Tacilda Aquino, Revista Campo A reportagem da Revista Campo, escrita pela jornalista Tacilda Aquino, aborda o sistema de irrigação como um grande aliado dos agricultores. Segundo dados do tex- to, alternativas bem-sucedidas de irrigação tecnológica de baixo custo vem atendendo a anseios econômicos dos produtores e a metas ambientais da sociedade. As 20 lições do agronegócio para a Rio+20 Viviane Taguchi, Globo Rural A reportagem da revista Globo Rural, escrita pela jornalista Viviane Taguchi, aborda 20 lições do agrone- gócios para a Rio +20, que tem como objetivo atualizar as informações sobre as técnicas que transformaram o País de importador de alimentos em um dos maiores exportadores globais. Pensando Verde Daniela Lemke, Revista Saber Cooperar A reportagem da Revista Saber Cooperar, escrita pela jornalista Daniela Lemke, aborda o exem- plo de cooperativas ao descartar corretamente embalagens de defensivos agrícolas. Segundo o texto, o Brasil descarta corre- tamente 94% das embalagens usadas nas grandes lavouras, protegendo assim o meio am- biente e evitando doenças aos agricultores. Centros de melhoramento em cana-de-açúcar Fernanda Clariano, Revista Canavieiros A reportagem da Revista Canavieiros, escrita pela jornalista Fernanda Clariano, aborda os programas de melhoramento da cana-de-açúcar que são realizados para desenvolver variedades mais produtivas e resistir às pragas e doenças, assim como aprimorar a adapta- ção ao plantio e a colheita mecanizada. Atualmente, existem quatro programas ativos de melhoramento genético em cana-de-açúcar no Brasil: Instituto Agronô- mico de Campinas (IAC), Ridesa, CTC e Canavialis.
  9. 9. FINALISTAS AÇÕES PARA COOPERATIVAS 1716 Sucessão Rural Leila Mertins, Jornal Cotrijal A série de reportagens do jornal Cotrijal“Sucessão Rural”, escrita pela jornalista Leila Mertins, aborda a questão do jovem no campo e o seu interesse de conti- nuar ou não na atividade rural, ocasionando a migração para as metrópoles, o que pode comprometer o futuro da agricultura familiar. Aplicação de agroquímicos e meio ambiente Helena Krüger, Revista do Produtor Rural O Sindicato Rural de Guarapuava em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) reali- zou nos dias 16 e 18 de janeiro de 2013 o curso“Traba- lhador na Aplicação de Agrotóxicos”, uma capacitação de aperfeiçoamento a trabalhadores que atuam no setor de aplicação de agrotóxicos em eucalipto e pinus da Reflorestadora Schram. A jornalista da Revista do Produtor Rural, Helena Krüger, acompanhou o evento. Cooxupé busca soluções para aprimorar a agricultura sustentável Marília Carvalho, Folha Rural Cobertura jornalística do workshop realizado pela COOXUPÉ, escrita pela jornalista Marília Carvalho. O evento desenvolveu temas como a reutilização de água na lavoura, adubos inteligentes e agricultura de precisão. Ações reconhecidas Maysa Teixeira, Revista Sicoob A reportagem da Revista Sicoob, escrita pela jornalista Maysa Teixeira, conta que a Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras) reconheceu as intervenções para preservação ambiental da cooperati- va Sicoob de São Miguel do Oeste/SC. Segundo dados da matéria, nos últimos anos, a cooperativa tem atuado com o plantio de mudas, preservação de nascentes, entre outras práticas.
  10. 10. 18 19 FINALISTAS AÇÕES PARA COOPERATIVAS FINALISTAS TELEVISÃO FINALISTAS TELEVISÃO Produtor investe em diversificação para evitar prejuízos Natália Canevazzi, Revista Coopercitrus A reportagem da Revista Coopercitrus, escrita pela jornalista Natália Canevazzi, conta a história do produtor rural José Vicente Tessone que, para garantir seus negócios, investiu em 5 culturas agrícolas diferentes: limão, pupunha, peixe, goiaba e pitaia. Lenha/TerraAlta Anna Cristina Campos, TV Cultura A reportagem da jornalista Anna Cristina Campos, veiculada pela TV Cultura, se passa na comunidade de São Lourenço, no Pará, onde fa- mílias trabalham juntas para viver em harmonia com a natureza. Lá, a principal atividade é a produção de carvão e farinha. De modo a produzir, mas sem devastar, a em- presa Emater introduziu a prática do cultivo da árvore acássia man- jo, da qual não precisa de adubo para plantar e em apenas 3 anos atinge o ponto de corte. Embalagens/ Agrotóxicos Antônio Nóbrega, TV TEM A reportagem de Antônio Nó- brega, veiculada pela TV Tem de Sorocaba/SP, aborda a campanha de coleta de embalagens de agrotóxicos como alternativa para preservar as propriedades rurais. A matéria se passa em um bairro rural onde deve haver uma conscientização para o cadastro nas coletas de embalagens. Rochagem César Mendes, EcoSenado A reportagem apresentada pelo jornalista César Mendes, aborda o tema rochagem, uma técnica que permite o enriquecimento mine- ral de solos pobres para aumen- tar a produtividade na agricultura e nos sistemas agroflorestais. A matéria se passa na cidade saté- lite de Planaltina/DF e acompa- nha pesquisa desenvolvida pela Universidade de Brasília, da qual avaliam o uso do pó de rocha, um subproduto da extração mineral, para melhorar a fertilidade dos solos agrícolas. A rochagem é um caminho para diminuir o uso de fertilizantes importados nas lavouras brasileiras.
  11. 11. FINALISTAS TELEVISÃO 2120 Sustentabilidade noCampo Daniela Fogaça, Canal Rural A reportagem da jornalista Daniela Fogaça, veiculada pelo Canal Rural no programa Técnica Rural, aborda a sustentabilidade no campo, revelando práticas de conservação do ambiente que podem reduzir custos e melhorar resultados na propriedade rural. ILPF Merce Gregório, Canal Rural A série de reportagens da jornalis- ta Merce Gregório, veiculada pelo Canal Rural, aborda o sistema ILPF – Integração Lavoura Pecuária- -Floresta como uma das alternati- vas que possibilitam que florestas renováveis dividam espaço com outras atividades. O sistema faz parte do programa de baixo car- bono do governo federal. Defensivos na Agricultura Ricardo Mignone, Terra Viva A reportagem de Ricardo Mig- none, veiculada pelo canal Terra Viva no programa Dia-a-Dia Rural, aborda os defensivos agrícolas na produção rural. O Brasil iniciou o plantio de grãos em larga escala, fazendo com que fosse criado um sistema mais poderoso contra pragas. Segundo dados da ma- téria, os defensivos agrícolas não aumentam a produção e evitam perdas. Conservação do Solo Mariana Aranha, Canal Rural A reportagem da jornalista Mariana Aranha, veiculada pelo Canal Rural, aborda a erosão como grande vilã da agricultura. Durante a utilização de práticas de preservação e conservação do solo e o uso de implementos corretos para o terreno, a parte mais nutritiva é removida, ocasio- nando a erosão.
  12. 12. 23 “Foi um reconhecimento incrível, princi- palmente por ter vindo de uma institui- ção como a ANDEF. A Cotrijal é de muita expressão, nos preocupamos em trabalhar com o produtor e para o produtor, enten- dendo as expectativas deles. A questão da sucessão rural, que foi a temática do trabalho, é um tema universal e não é diferente em nossa região e nós retrata- mos isso, essa dificuldade, preocupação e como as famílias vêm tratando essa questão. Quero agradecer também a toda a equi- pe da cooperativa, esse prêmio é nosso.” Leila Mertins, Jornal Cotrijal Matéria: Sucessão Rural “Uma premiação como esta se mostra muito importante dentro desta tendên- cia que o agronegócio tem de se mostrar cada vez mais sustentável, principalmen- te nós do Brasil, que temos a oportuni- dade de construir um setor diferente do que vemos lá fora. Por isso é fundamental que as associações e empresas deem o devido destaque a imprensa. Quem está aqui recebendo o Prêmio sou eu, mas ele também é de Sebastião Nascimento, Alana Fraga, Luciana Franco e todos os colaboradores da Globo Rural.” Viviane Taguchi, Globo Rural Matéria: As 20 lições do agronegócio para a Rio+20 22 DEPOIMENTOS Antônio Temóteo (jornais), Leila Mertins (Ações para Cooperativas), Deputado Moreira Mendes, Mônika Bergamaschi (Secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), Viviane Taguchi (Revista) e Ricardo Mignone (TV) “Ter nosso trabalho reconhecido é uma sensação maravilhosa. Com esta série de matérias tive a oportunidade de conhecer o interior do País e a força do agronegó- cio, que é o motor de desenvolvimento do Brasil. Quem tem carregado nas cos- tas esse crescimento é o agro. Então é o reconhecimento do esforço, do trabalho diário, toda a luta que a gente tem todos os dias para levar a melhor informação para o nosso leitor.” Antônio Temóteo, Correio Braziliense Matéria: Celeiro do Mundo “Além da premiação, o importante é o trabalho voltado para o futuro do setor agropecuário. Falamos tanto de susten- tabilidade, que é a garantia do futuro não só do agro, mas do mundo, então acredi- to que um trabalho como esse colabora para o desenvolvimento desta sustentabi- lidade tão desejada, pois mostrar as boas práticas da agricultura, os desafios que temos para o futuro e ensinar as pesso- as a como vencer esses desafios é muito gratificante.” Ricardo Mignone, Terra Viva Matéria: Defensivos na Agricultura
  13. 13. 24 Estados que tiveram jornalistas participantes do 16º Prêmio ANDEF Jornalismo 25 CURIOSIDADES “Apesar de sermos, não parecemos sustentáveis. Precisamos melhorar cada vez mais nossa comunicação” Monika Bergamaschi, secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo Com esta citação, durante seu discurso, a secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Monika Bergamaschi, reforça não só a importância do Prêmio, mas da produção de conteúdo jornalístico, de qualidade, relacionada ao agro.
  14. 14. Educação no campo José Annes Marinho Gerente de Educação da Andef 26 AGRADECIMENTO Há mais de 30 anos, muito antes dos temas responsa- bilidade social e sustentabilidade integrarem a agenda da sociedade, as indústrias fabricantes de defensivos agrícolas já desenvolviam, sob a liderança da ANDEF, pro- gramas de educação para as temáticas do uso seguro de defensivos agrícolas e da conscientização socioambiental dos produtores rurais. A ANDEFedu é a área da ANDEF destinada à educação, que se dedica a planejar, organizar, inovar, desenvol- ver novas formas de educar e levar a responsabilidade socioambiental e as boas práticas agrícolas aos campos brasileiros. Em 2012 foram mais de 48 mil atividades que beneficia- ram quase 6 milhões de pessoas. Pessoas que no campo vivem e no campo buscam as informações que permi- tem uma produção maior e mais segura. Informações que chegam de maneiras diferentes com linguagem, projetos e recursos apropriados para os diferentes públi- cos. E uma educação mais qualificada, vai ajudar a desen- volver uma agricultura mais sustentável, com uma nova maneira de pensar e de fazer, desenvolvendo e utilizando novos produtos que ajudam a cultivar a terra com mais segurança, mais investimento, pesquisa, informações, e novas tecnologias que proporcionam o aumento da pro- dutividade no campo e faz com que essa nova geração de agricultores tenha certeza que teremos uma agricul- tura forte e sustentável que vai trazer mais qualidade de vida para todos e desenvolvimento para o País.
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