• Save
Dia 3 - Simpósio 2 - Estratégias de mitigação a mudanças climáticas baseadas em SAFs - O papel de florestas nas estratégias globais de mitigação de mudanças climáticas - Henrique Nascimento
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Dia 3 - Simpósio 2 - Estratégias de mitigação a mudanças climáticas baseadas em SAFs - O papel de florestas nas estratégias globais de mitigação de mudanças climáticas - Henrique Nascimento

on

  • 436 views

 

Statistics

Views

Total Views
436
Views on SlideShare
418
Embed Views
18

Actions

Likes
0
Downloads
0
Comments
0

2 Embeds 18

http://www.cbsaf.com.br 12
http://localhost 6

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Dia 3 - Simpósio 2 - Estratégias de mitigação a mudanças climáticas baseadas em SAFs - O papel de florestas nas estratégias globais de mitigação de mudanças climáticas - Henrique Nascimento Dia 3 - Simpósio 2 - Estratégias de mitigação a mudanças climáticas baseadas em SAFs - O papel de florestas nas estratégias globais de mitigação de mudanças climáticas - Henrique Nascimento Presentation Transcript

  • O Papel das Florestas nas Estratégias Globais de Mitigação às Mudanças Climáticas. Henrique E M Nascimento Coordenação Geral de Ecossistemas Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
  • Mudanças Climáticas ou Variabilidade Climática?Seca na Amazônia, 2005 Evento Katrina (EUA), 2005
  • Mudanças climáticas: mudanças no clima em função da variabilidade natural ou da atividade humana Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC)
  • Como podemos interromper (ou atenuar)as mudanças climáticas e o aquecimento global?
  • MITIGAÇÃO:Refere-se a uma intervenção antropogênica parareduzir a própria força antropogênica no sistemaclimático. É incluído estratégias para reduzir asfontes de emissões de gases do efeito estufa etambém o aumento dos sumidouros destesmesmos gases (IPCC).
  • Existem três maneiras de mitigação do efeitoestufa reconhecidas pelo IPCC:1) a conservação dos estoques de carbonoexistentes2) a remoção por meio da ampliação dosreservatórios de carbono3) a substituição energética
  • O que é carbono?O carbono é um elemento químico, símbolo C denúmero atômico 6 (6 prótons e 6 elétrons) commassa atômica igual a 12 u (dalton). 1 u = 1,66 x 10 -27 kgDependendo das condições de formação pode serencontrado na natureza em diversas formas.Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
  • CONTRIBUIÇÃO DE CADA GEE PARA O EFEITO ESTUFA 84% dos GEEs são derivados do Carbono HF6 Outros Óxido nitroso 10% 1% 6% Metano 19% Dióxido de Carbono 64% GEEs decorrentes de processos industriais => 11% GEEs decorrentes de processos naturais => 89%
  • Equivalências CO2 para C => dividir por 3,6667 C para CO2 => multiplicar por 3,6667 Petróleo e Carbono1 litro de gasolina = 2,164 kg CO2 (Cetesb, 2003)
  • GASES DE EFEITO ESTUFA E CRÉDITOS DE C para cada tonelada1) Gás carbônico => CO2 = 1 crédito2) Óxido nitroso => N2O = 310 créditos3) Metano => CH4 = 21 créditos4) Hidrofluocarbonos (substituto do CFC) => HFCs = 140-117005) Perfluocarbonetos (substituto do CFC => PFCs = 6500-92006) Sulfohexafluoreto (isolante elétrico, condutor de calor e líquido congelante) => SF4 = 23900
  • Madeira e Carbono100 kg de madeira seca = 48,5 kg de C Compostos de Carbono na madeira Celulose = 44% Lignina = 28 – 32 % Hemicelulose = 25 %
  • 50% DA MADEIRA SECA ÉCARBONO .......COMO O CARBONO ÉFIXADO NA ÁRVORE ?
  • PRODUÇÃO DE BIOMASSA ou CARBONO Durante o dia .... fotossíntese luz 6 CO2 + 6 H2O C6H12O6 + 6 O2 energia
  • PRODUÇÃO DE BIOMASSA ou CARBONO À noite ..... respiração C6H12O6 + 6 O2 6 CO2 + 6 H2O + energia
  • Proporções médias deaérea C na biomassa da 77% Amazônia grossas 58% raízes 23%AÉREA x RAÍZES finas 42% RAÍZES árvores 93% folhas flor/fruto 3% 0% gfino 17% mudas 3% cipós 2% palmeiras ggrosso 2% 11% tronco 69% AÉREA ÁRVORE Niro Higuchi (Com. Pessoal)
  • C total armazenado nas florestas (tropical + temperada + boreal) = 861 ± 66 Pg C Pan et al. (2010)
  • Pan et al. (2010)
  • QUAL É O PAPEL DA FLORESTAAMAZÔNICA NO PROCESSO DEMUDANÇAS CLIMÁTICAS GLOBAIS ?
  • Uma árvore de 10 cm de diâmetro estoca 204 kg de biomassa = 102 kg de CUma árvore de 30 cm de diâmetro estoca 1.600 kg de biomassa = 800 kg de CUma árvore de 60 cm de diâmetro estoca 6.000 kg de biomassa = 3.000 kg ou 3 ton de C
  • 1 ha de floresta de terra-firme estoca cerca de 240 ton CA área total de floresta de terra-firme da Amazônia = 7.000.000 Km2=700.000.000 ha240 ton C/ha x 700.000.000 ha= 1,68*1011 ton C armazenado nas florestas de terra- firmeEmissão total de C (combustíveis fósseis + mudanças de uso da terra) na década de 1980 = 6,93*109 ton C Então: A emissão total de C na década de 1980 representa apenas 4,1% do total do C armazenado na Amazônia
  • MITIGAÇÃO no Brasil1) Mitigar emissões no Brasil é principalmente reduzir desmatamentos na Amazonia!2) ¾ das emissões brasileiras de GEE advém dos desmatamentos e agricultura!
  • Desmatamentos na América Latina
  • Existem três maneiras de mitigação do efeitoestufa reconhecidas pelo IPCC:1) a conservação dos estoques de carbonoexistentes2) a remoção por meio da ampliação dosreservatórios de carbono3) a substituição energética
  • Δbiomassa = Crescimentot2-t1 – Mortalidadet2-t1Média = 0,24 ton C ha-1 ano-1 X 700.000.000 ha = 0,17*109 →absorção de 22% da emissão total na década de 1980
  • Produtividade (sumidouros de C ) nas diferentes Florestas no Mundo Beer et al. (2010)
  • Sumidouros e Fontes nas Diferentes Florestas Pan et al. (2010)
  • Projeções para mudanças de precipitação na Amazônia comdiferentes cenários de aumento na temperatura Marengo et al. 2011
  • 10 países com maiores áreas defloresta primária (1000 ha) (FAO, 2006) País Área de floresta primária (1000 ha) Brasil 415 890 Federação Russa 255 470 Canadá 165 424 EUA 104 182 Peru 61 065 Colômbia 60 728 Indonésia 48 702 México 32 850 Bolívia 29 360 Papua Nova Guiné 25 211
  • Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL• A base do mecanismo - inicialmente proposta pela delegação brasileira na forma de um Fundo de Desenvolvimento Limpo (1997), no âmbito das negociações internacionais para a construção do protocolo.• A ideia, modificada, foi adotada em Quioto, Japão, durante a 3ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 3), em 1998.
  • Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - MDL• Brasil = um dos primeiros países a estabelecer localmente as bases jurídicas necessárias para o desenvolvimento de projetos no âmbito do MDL• Criação de sua Autoridade Nacional Designada (AND) - decreto presidencial de 7 de julho de 1999.• Também primeira nação a formalizar a inscrição de sua AND perante o Conselho Executivo do MDL, em 2002.
  • Número de projetos MDL no mundo7684 projetos(41,5% já registradospelo Conselho Executivo)1º. China = 3029 (39%)2º. Índia = 2085 (27%)3º. Brasil = 494 (6%)% no potencial de redução anualde emissões para o primeiroperíodo de obtenção de créditos(1041 milhões tCO2e)
  • Distribuição de projetos por tipo de GEE reduzido
  • Escala dos projetos•Região Sudeste ~49% dos projetosMDL brasileiros•Estado de São Paulo= participação maisexpressiva
  • Número de projetos brasileiros por setor A maior parte das atividades dos projetos brasileiros está no setor energético.
  • MDL e setor florestal• No setor florestal, apenas projetos de florestamento e reflorestamento (A / R = afforestation/reforestation) são atualmente elegíveis.• MDL tem-se revelado mais bem-sucedido em outros setores, particularmente no setor de energia, que teve um valor de mercado primário de USD 7,4 bilhões em 2007 (Hamilton et al. 2008).
  • REDD - Contexto / Histórico Redução das emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD) =mecanismo financeiro que oferece incentivos aos esforços para reduzir as emissões do setor florestal nos países em desenvolvimento.•O mecanismo foi proposto na 13ª COP, mas extensas discussões sobre oescopo de REDD desde 2005, na Conferência de Montreal.•COP- Cancun (2010) - a política e os mecanismos de implementação doREDD foram ainda mais especificados e acordados no processo de longoprazo de ação colaborativa.
  • REDD - Contexto / Histórico• Os debates começaram com o RED (isto é, com foco apenas no desmatamento)• Posteriormente se expandiram para considerar também a degradação da floresta (REDD).• Em seguida, este foi ampliado para incluir a conservação florestal, o manejo florestal sustentável e valorização dos estoques de carbono florestal (REDD+)• Uma visão de longo prazo inclui também o setor da agricultura, florestas e outros usos da terra (REDD ++).
  • Grouping of forestry approaches in climate change mitigation (adapted from Blaser et al 2009).