Relatório pré encontro de educação ambiental

566 views
472 views

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
566
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
3
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Relatório pré encontro de educação ambiental

  1. 1. 2012 RELATÓRIO DE MODERAÇÃO Debate: Proliferação de Cianobactérias na Bacia do Rio Doce / Oficina: Escolas Sustentáveis ENCONTRO DE INTEGRAÇÃO DOS COMITES DA BACIA DO DOCE I Encontro Anual de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e Pré-Encontro de Educação Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Doce 29 a 31 de outubro de 2012 Responsável Técnico: Ricardo Burg Mlynarz Subsídios de Relatoria: Fábio Monteiro e George Wady 01/11/2012
  2. 2. ENCONTRO DE INTEGRAÇÃO DOS COMITES DA BACIA DO RIO DOCE I Encontro Anual de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e Pré-Encontro de Educação Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Doce 1 SumárioApresentação do Relatório...............................................................................02Solenidade e Palestra de abertura...................................................................03Debate: Proliferação de Cianobactérias na Bacia do Rio Doce....................04Oficina: Escolas Sustentáveis.........................................................................22Considerações finais do relatório....................................................................28
  3. 3. ENCONTRO DE INTEGRAÇÃO DOS COMITES DA BACIA DO RIO DOCE I Encontro Anual de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Doce e Pré-Encontro de Educação Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Doce Apresentação do Relatório 2 Moderador: Ricardo Burg MlynarzData: 29 a 31 de outubro de 2012.Local: Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE) - Governador Valadares - MGOBJETIVO expresso pela organizaçãoMostrar o “rosto do Doce”; a identidade a partir dos afluentes; desafios econquistas dos CBHs; tendências atuais na área de Recursos Hídricos,experiências de outras bacias; debates; integração na bacia no aspecto dagestão; Comitê de Integração; desafio da integração; integração de fato e nãoapenas de regimento; gestão participativa; integração não é competição;trabalhar a comunicação para a integração (estratégias); não confundirintegração com centralização.Objetivo do RelatórioApresentar uma sistematização das apresentações e dos debates relacionadosa dois momentos do Encontro: 1) o Debate sobre a proliferação deCianobactérias na Bacia do Rio Doce, ocorrido durante todo o dia 30 de outubro,terça-feira, e 2) a Oficina “Escolas Sustentáveis” ocorrida durante a manhã dodia 31 de outubro de 2012, quarta-feira.Para a composição deste relatório foram utilizadas, principalmente, informaçõesdos slides e das falas do encontro degravadas e anotadas pelos relatores. Assínteses produzidas são de inteira responsabilidade do autor do relatório,excetuando de responsabilidade os palestrantes representados.
  4. 4. Solenidade e Palestra de Abertura1 (29/10, segunda-feira, 19hs)Solenidade de AberturaA mesa de abertura foi composta pelos seguintes representantes: • Prefeita Elisa Costa (presidente do CBH Doce); 3 • Prefeito Leoonardo Deptulski (vice-presidente do CBH Doce); • Carlos Augusto Brasileiro de Alencar (diretor geral da IBIO AGB-Doce); • Isaura Pereira da Paixão (presidente do CBH-Manhuaçu, representando os seis comitês mineiros que integrama Bacia do Rio Doce) • Josiane Viola Coelho (presidente do CBH Guandu, representando os três comitês capixabas que integram a Bacia do Rio Doce). • Franklin De Paula Junior (representante da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, do Ministério do Meio Ambiente); • Leonardo Castro Maia (coordenador regional das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente da Bacia do Rio Doce) • Mário Dantas (presidente do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas); • Nelson Freitas (Gerente de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas – ANA); • Ana Luiza Dolabella (diretora de educação e extensão ambiental, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável); • Robson Monteiro dos Santos (diretor de recursos hídricos do Instituto Estadual de Meio Ambiente). • Alice Lorentz (coordenadora adjunta do Fórum Mineiro de Comitês) • Joema Gonçalves (secretária-executiva do CBH Doce)1 Esse momento do encontro não teve facilitação e, portanto, serão dadas informações básicas sobre asfalas da mesa de abertura e apresentação.
  5. 5. Palestra de Abertura: ‘O PACTO DAS ÁGUAS NA BACIA DO RIO DOCE’.Palestrante: Nelson Neto de FreitasO palestrante enfocou o histórico e os desafios para a gestão de águas da Bacia 4do Rio Doce. O relatório de Mauro Soares apresenta alguns apontamentosdesta palestra.Debate: Proliferação de Cianobactérias na Bacia do Rio Doce (30/10) Apresentações e debates ocorridos durante a manhã e tarde.Palestrantes: Francisco Romeiro (ANA), Fernando Antônio Jardim (COPASA),Bárbara Fernanda de Melo Jardim (CEMIG) e como debatedor o Dr. LeonardoCastro Maia (coordenador regional das Promotorias de Justiça do MeioAmbiente da Bacia do Rio Doce), apresentados por ordem de exposição.Apresentação ANAAnálise das proliferações de cianobactérias na bacia do rio Doce,Francisco Romeiro. francisco.romeiro@ana.gov.br | (+55) (61) 2109 –5139.Principais conteúdos apresentados pelo analista Francisco Romero sobre aproliferação de cianobactérias na Bacia do Rio Doce.- A participação da Agência Nacional de Águas (ANA) na análise eenfrentamento desta problemática (da proliferação de cianobactérias) se deu apartir dos Laudos do SAAE / Gov. Valadares em novembro de 2011, e dademanda do CBH-Doce, em fevereiro de 2012.- A participação da ANA neste processo é respaldada pela Lei nº 9.984 de 2000,Art. 4º, inciso XI de “promover a elaboração de estudos para subsidiar aaplicação de recursos financeiros da União em obras e serviços de
  6. 6. regularização de cursos de água (...) e de controle da poluição hídrica, emconsonância com o estabelecido nos planos de recursos hídricos”.- Sendo o rio Doce um rio de domínio da União foi formado um grupo detrabalho para realizar análises de dados de monitoramento disponíveis n bacia, na 5principal objetivo da apresentação apresentação.- As Cianobactérias são: • Organismos microscópicos • Naturalmente encontrados nos ambientes aquáticos; • Autótrofos fotossintetizantes produzem clorofila (cor esverdeada) clorofilaFigura 1 e 2: Romeiro, Francisco, slide de apresentação. :- Algumas espécies podem produzir as substâncias Geosmina e 2 –Metilsorboneol que contém cheiro de “mofo” e “terra molhada”, não tóxicos e cheironão removidos nos tratamentos convencionais da água água.- O problema ocorre quando são produzidas as “Cianotoxinas” (Microcistina, ”Saxitoxina, Cilindrospermopsina, Anatoxina que não são removidos nos Anatoxina)tratamentos convencionais de água e geram efeitos neurotóxicos, hepatotóxicos feitose dermatotóxicos.- As Florações de cianobactérias são intensas proliferações que ocorremquando o ambiente reúne condições como: baixas turbulências, com a formação ,
  7. 7. de remansos, altas temperaturas pH levemente alcalino (7 – 9), intensa ltas temperaturas,luminosidade, baixa turbidez e, principalmente, quando há alta disponibilidade aixa isponibilidadede nutrientes (nitrogênio e fósforo) na água.- Como efeito, pode-se observar a m se mortalidade de espécies da fauna aquática e 6bioacumulação na água. Por isso há restrições ao uso quando ocorre apresença de cianotoxinas na água Restrições de abastecimento urba e onde água. urbanohá sérios riscos para a dessedentação de animais e à balneabilidade balneabilidade.- O principais fator que leva à produção de cianobactérias é o aporte denutrientes nos corpos hídricos Foram apontados dois caminhos de aporte hídricos. aporte: – Chuvas, enxurradas lixiviação, erosão nxurradas, Figura 3: Romeiro, Francisco, slide de apresentação do Encontro.A condição geográfica e ambiental apresentada na figura 3 é muito comum naregião, dadas as áreas desmatadas, a falta de mata ciliar e atividadesprodutivas não sustentáveis que favorecem a erosão e a lixiviação lixiviação. – fonte localizada (ponto/região determinada) ou fonte difusa a)
  8. 8. 7Fuguras 4,5 e 6: Romero, Francisco, slide de apresentação do Encontro.Como exemplo de fonte difusa temos a atividade agropecuária acima apontada.- Para desenvolver a análise de dados foram levantadas informações demonitoramento de cianobactérias dos seguintes órgãos que atualmenterealizam monitoramento na bacia: • IGAM – 15 pontos (2008 (2008-11: trimestral) • SAAE – 02 pontos (2008 (2008-11: mensal) • COPASA – 04 pontos (2005 4 (2005-11: mensal) • CESAN – 15 pontos (2011 (2011-12: mensal)- Levantamento dos períodos críticos para florações: eríodos • As sub-bacias no E bacias Espírito Santo: todo o ano; • Outros trechos do rio Doce de julho a novembro. rechos Doce,- O monitoramento, da forma como é feita não permite a identificação de onde feita,os processos se iniciam, a determinação da duração das florações a florações,identificação de fatores que desencade desencadeiam as florações e, conseqüentemente, atomada de medidas específicas e direcionadas para o controle dascianobactérias.
  9. 9. - No que tange o monitoramento nas ETAs, de acordo com a portaria MS nº2.914/2011, Art. 13: Compete ao responsável pelo sistema ou soluçãoalternativa coletiva de abastecimento de água para consumo humano (...)VIII - comunicar aos órgãos ambientais, aos gestores de recursos hídricos e ao 8órgão de saúde pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípiosqualquer alteração da qualidade da água no ponto de captação que comprometaa tratabilidade da água para consumo humano;- Para os eventos de floração é necessário a) Preparar as ETAs: • Tratamento específico para a remoção de cianotoxinas; • Buscar captações alternativas; • Adequar os pontos de captação (mudança no ponto de adução, barreira física, etc); b) Campanhas de conscientização da população, informando • O que são as cianobactérias • Riscos a saúde • Evitar atividades náuticas/recreativas • Riscos às criações • Informativos atualizados da qualidade da água durante os eventos de floração c) Criação de Central de Informações d) Estruturação de programa de monitoramento • Definição dos objetivos, metas, fases, avaliações, articulações, análises, produções bibliográficas etc. • Desenho da rede de monitoramento • Seleção dos parâmetros analisados
  10. 10. • Definição das periodicidades das análises • Adoção de padronização de procedimentos e métodos • Monitoramento em tempo real • Padronização de procedimentos de coleta e análise 9Apresentação COPASAFLORAÇÕES DE ALGAS E CIANOBACTÉRIAS NA ÁGUA DO RIO DOCE,Fernando Antônio Jardim. fernando.jardim@copasa.com.brInformações gerais sobre o Rio Doce- Com extensão de 853 Km, a Bacia do Rio Doce ocupa 83.400 Km2 e 86% doEstado de Minas Gerais. Sua população é de 3,2 milhões de habitanteslocalizados em 228 municípios. Deste valor, 202 municípios localizam-se emMinas Gerais.- A nascente do Rio Doce localiza-se na Serra da Mantiqueira, em Ressaquinhae compõe o Rio Piranga, Alto Rio Doce e Rio do Carmo. O mapa abaixorepresenta a dimensão geográfica do Curso de Água da Bacia Hidrográfica doRio Doce.
  11. 11. 10 Figura 7: Fernando Jardim, slide de apresentação do Encontro.- Os Componentes principais nas florações são: planktonnet.awi.de ewesterndiatoms.colorado.edu.- Para o monitoramento da proliferação de Cianobactérias no Rio Doce,apresenta-se abaixo levantamento dos pontos de responsabilidade da COPASA,sendo a linha em vermelho representando a situação crítica conforme PortariaMinistério da Saúde nº 2.914/2011.
  12. 12. 1000000 100000 10000Log cels/mL 1000 11 100 10 1 15/2/12 15/3/12 15/4/12 15/5/12 15/6/12 15/7/12 15/8/12 15/9/12 15/10/12 Pedra Corrida Alpercata Tumiritinga Resplendor Itueta Portaria 2914Fonte: Fernando Jardim – COPASA (slides de apresentação Encontro)- Como conclusões parciais sobre a problemática que se estabeleceu, cabeapresentar: • Há uma existência de fontes difusas de nutrientes que desembocam no leito do rio, durante toda a sua extensão, sendo difícil e necessário mapear as fontes principais; • Existe uma carência geral de estudos relativos às florações de cianobactérias • Existe uma carência de estudos relativos às caracterizações das fontes de contribuição para a geração das florações ao longo do rio; • Existe uma carência de melhor organização entre as instituições e atores envolvidos com a problemática.Vale ressaltar que informações adicionais sobre a apresentação encontram-senos slides de apresentação de Fernando Jardim.
  13. 13. Apresentação CEMIGResultados do Monitoramento Limnológico dos Reservatórios da Cemig,Bacia do Rio Doce em Minas Gerais. Bárbara Fernanda de Melo Jardim.barbara.jardim@cemig.com.br. Tel: (31) 3506-7579. 12- A analista Bárbara Jardim apresentou uma análise da CEMIG sobre aproliferação de cianobactérias nos reservatórios da CEMIG na Bacia do Doce.Dentre os principais conteúdos apresentados pela técnica, cabe destacar:Para análise do problema da floração, são considerados dois fatores: • fator espacial, que inclui localização geográfica dos usos impactantes (áreas agrícolas, indústrias e centros urbanos); • fator sazonal que informa variações de pluviosidade e vazão (pH, turbidez, ST e SST).- Quando ocorre um enriquecimento por nutrientes nestes ambientes,principalmente nitrogênio e fósforo, ocorre eutrofização. A eutrofização poderesultar no aumento de dominância de cianobactérias no ambiente.- A distribuição e proliferação das cianobactérias são comumente influenciadaspor diversos fatores: concentração de nutrientes, relação N/P; intensidade deluz, temperatura, turbidez, concentração de OD, pH, herbivoria e estabilidade dacoluna d`água.- As cianobactérias não são responsáveis pela deterioração da qualidade daágua, e sim um indicador da degradação do corpo hídrico.- O monitoramento dos rios e reservatórios, como instrumento de gestão dosrecursos hídricos é o suporte para a tomada de decisões, de forma a permitir ouso múltiplo dos recursos hídricos.
  14. 14. - A Cemig monitora as cianobactérias rotineiramente em seus reservatórios(monitoramento Limnológico) com o objetivo de controlar possíveis danosocasionados pela floração desses organismos no meio ambiente.- Conama 357 – Estabelece limites aceitáveis, classificando o corpo hídrico de 13acordo com seu uso: • Classe 1 – 20.000 cel/mL ou 2 mm3/L:a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;c) à recreação de contato primário, • Classe 2 – 50.000 cel/mL ou 5 mm3/L:a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;c) à recreação de contato primário, • Classe 3 – 50.000 cel/ml, ou 5mm3/L (dessedentação de animais) ou 100.000 cel/mL ou 10 mm3/L:a) ao abastecimento para consumo humano, apos tratamento convencional ouavançado;d) a recreação de contato secundário; • Classe 4:a) a navegação; eb) a harmonia paisagística.- Foi diagnosticado que alterações na qualidade da água do rio Piracicaba estãorelacionadas, principalmente, com o lançamento de esgoto sanitário, com aprática de atividades minerarias, o assoreamento, a poluição difusa, odesmatamento e a silvicultura.- Segundo os dados publicados pelo IGAM as alterações na qualidade da águano rio Santo Antônio estão relacionadas principalmente com fontes de poluição
  15. 15. difusas, lançamento de esgotos, assoreamento, silvicultura e o desenvolvimentodesordenado das atividades agropecuárias.- Vinculado a esta problemática, são projetos e pesquisas da CEMIG: • GT343 – Controle do mexilhão dourado: bioengenharia e novos 14 materiais para aplicação em ecossistemas e usinas hidrelétricas – CETEC – Antônio Valadão. • GT346 - Desenvolvimento de novas metodologias para avaliação da distribuição espaço-temporal de Cianobactérias e cianotoxinas e seus efeitos deletérios em peixes e população humana no reservatório de Volta Grande - UFMG - Alessandra Giani. • GT402 – Aplicação de métodos quimiométricos multivariados no gerenciamento de bacias hidrográficas – UFMG – Mônica Leão. • GT485 - Projeto de pesquisa e controle da qualidade das águas do programa de revitalização do Rio São Francisco – Hidroex – Magda Greco. • GT486 - Projeto de pesquisa e controle da qualidade das águas do programa de revitalização do Rio Grande – Hidroex – Paulo Corgosinho.Colocações do DebatedorDr. Leonardo Castro Maia, coordenador regional das Promotorias de Justiçado Meio Ambiente da Bacia do Rio Doce.- A primeira impressão que tive, especialmente a partir da primeiraapresentação, foi que em razão do monitoramento atual não há como seidentificar causas específicas para o problema da floração. Mas pude perceber
  16. 16. que a medida que passamos do alto Rio Doce pra médio e baixo Rio Doce, osepisódios críticos vão ficando mais intensos. Tive uma impressão de que issopoderia, de certa forma, confirmar a concorrência da causa ‘esgoto não tratado’pro problema. No alto Rio Doce nós temos menos fontes contribuindo pro 15esgoto. Eu queria ouvir dos expositores se isso procede: se, de fato, na medidaem que o rio vai avançando, o problema do esgoto contribui com o agravamentoda questão.- Outra pergunta associada à primeira, é: se a floração em pontos situados nomédio, por exemplo, podem concorrer ou contribuir para o agravamento deflorações que estão acontecendo em outros pontos mais adiante. Por exemplo,no baixo Rio Doce? Se isso contribuiria para um cenário de agravamento doseventos críticos a medida que a gente vai avançando no curso do rio?Comentários - Francisco Romero- Volto a destacar a forma como estamos monitorando ou coletando os dados:os pontos em vermelho (pontos críticos do gráfico de sua apresentação) são decoleta mensal. Tem um ponto do IGAM aqui em Governador Valadares que é decoleta trimestral e ele é amarelo (categoria anterior à crítica). A dúvida que eulevanto é o seguinte: aqueles pontos amarelos que também são trimestrais, seráque não seriam vermelhos se fossem coleta mensal? A gente fica com essatentação de arriscar, mas sem a comprovação de ter uma amostragem mensaleu não posso fazer essa afirmativa. O único ponto que apareceu lá do IGAM, senão me engano foi Conselheiro Pena, que é um ponto que foi feitotrimestralmente, que apareceu vermelho. Pela leitura do IGAM a cada trêsmeses, ele seria o único ponto vermelho. Governador Valadares não seria. Eudestaco novamente a importância da determinação mensal. A associação com o
  17. 17. esgoto, com o esgoto bruto, invariavelmente é um causador de incremento deproliferação. Isso é fato, isso é notório. Agora, cabe a gente entender o porquedesses eventos terem surgido nesses últimos anos, o que houve diferente nabacia. 16Comentários – Fernando Jardim- Eu gostaria de complementar lembrando um pouco o nosso encontro do anopassado, onde o colega levantou uma questão interessante sobre a geologia doterreno. No alto Rio Doce a geologia é completamente diferente da geologia domédio e do baixo Rio Doce. Ou seja, as terras do médio Rio Doce são maisférteis, tem maior concentração de fósforo, fosfato. Por outro lado, o própriodeclive do rio. Ele nasce, tem um declive e entra numa planície. Logo que eleentra na planície no médio Rio Doce já cria condições propícias pra que ocorramas florações, condições hidrogeológicas.Em relação à segunda questão, há uma diferença muito grande entre ascianobactérias das diferentes regiões, até em termos de gênerospredominantes. Há diferenças de gêneros que predominam no Rio Doce, aquiem Minas, e gêneros de cianobactérias que predominam na bacia do Rio Jucu,no Espírito Santo, por exemplo.Rodadas de perguntas e debateDebatedor - Dr. Leonardo Castro Maia- Pelo que eu percebi, aí eu queria ouvir também dos expositores, a questão dosolo. Nesse ponto do solo, do uso de fertilizantes, do solo sendo carreado proleito do rio, me parece que a importância das matas ciliares seria enorme,fundamental, não é?
  18. 18. - Uma última pergunta, antes de passar para a plenária: quais seriam asmedidas, de forma sucinta, o que é necessário pra que a gente possa instalarum monitoramento adequado? Quem ou quais são as pessoas interessadas queresponderiam por essas medidas? 17- Já estamos diante do problema, mas a maior parte das pessoas com quemconverso questiona: E agora? O que fazer diante do problema? Quais são asmedidas? Conhecido o problema, precisamos saber agora como lidar com ele.Então, resumidamente, gostaria de ouvir dos expositores se poderiam enumeraralgumas medidas factíveis e, se possível, indicando o responsável.ComentáriosFrancisco (ANA)- Eu vejo ações a curto, médio e longo prazo.- A curtíssimo prazo é a preparação das ETAs para esses eventos, tem queestar preparado para acontecer. Não adianta esperar, rezar, torcer pra que nãoaconteça.- Curto prazo, conscientização da população para o que é isso. A situação queeles enfrentam. As medidas que eles podem tomar para enfrentar esse tipo decoisa. Eu devo comprar água mineral então? Tenho que fazer um estoque?Posso tomar banho na água? Se estiver sentindo cheiro na água, falo comquem? Esse tipo de consciência que tem que ser despertado na população acurto prazo. Eu vejo também a curto prazo a adequação do monitoramento dasETAs, das companhias de saneamento, à portaria 2914. Elas tem que obedeceraos planos de monitoramento estabelecidos e elas tem que comunicar comagilidade aos órgãos de competência. A central de informação é uma sugestãode curto prazo. Pra quem ligar se sentir um cheiro ruim? Quem vai ser a centralque vai fazer isso na bacia, não no município. A gente está pensando aqui em
  19. 19. nível de bacia. Então eu acho muito interessante pra se pensar nessa central.Essas atitudes são tomadas em nível municipal. Secretaria de Saúde dosmunicípios, Secretaria Estadual eventualmente, companhia de saneamento.- Eu vejo também, como medida muito importante, sentarmos numa mesa pra 18debater as técnicas adequadas de se tratar numa bacia com problemas.Pensarmos em um workshop, uma oficina, alguma coisa que a gente possasentar e debater técnicas. Eu já vi falando que o carvão ativado não estavafuncionando em algumas situações. Então, o que a gente pode fazer de práticoe qual é o custo disso? Nesse aspecto a ANA também pode contribuir.- Em médio prazo vejo um monitoramento próprio pra cianobactérias, com aparticipação da ANA. Claro, a ANA age em articulação, os órgãos que sãocapazes de fazer monitoramento são parceiros essenciais. A ANA não pode, porlei, colocar um ponto de monitoramento e pagar pra uma pessoa ir lá pegar osdados. Mas podemos fazer uma parceria com o IGAM, CPRM, por exemplo,para que façam o monitoramento e a ANA faz o mecanismo de contrapartida.Os atores que estão na bacia são importantes nesta medida.- Em longo prazo eu vejo que a gente tem que caminhar com a recuperação dabacia.Bárbara (CEMIG)- Em 2007, eu tive a oportunidade de estudar um pouco sobre o evento decianobactérias que aconteceu no Rio das Velhas. Sentimos muita necessidadedo envolvimento da comunidade. Faltaram investimentos em educaçãoambiental pra alertar a população sobre os usos da água no período que estãoocorrendo esses eventos. Víamos a água toda verde e muitos pescadoresconsumindo aquele peixe. O peixe tem bioacumulação, a toxina pode ficar nacarne do peixe. Váimos também muitas crianças brincando dentro da água. Eu
  20. 20. acho que o investimento em educação ambiental também é muito importantenesse sentido.- E em relação ao monitoramento, as dificuldades que temos na Cemig é porquesão feitos por contratos. Então, as vezes temos um Gap de defasagem no 19monitoramento por problemas burocráticos mesmo. Quando sai a licitação aindatem um prazo para as empresas serem contratadas. Precisamos investir muitonisso pra não ter uma defasagem muito grande de dados.Fernando (COPASA)- Quando a gente trata de uma questão ambiental, eu sempre cito o professorSamuel Murgel Branco (já falecido). Ele editou um livro que chama deHidrobiologia aplicada a engenharia sanitária. No primeiro capítulo desse livroele diz que os problemas com algas ou cianobactérias custam a acontecer.Geralmente de 10 em 10 anos que temos um episódio de catástrofe, porexemplo. Como ocorreu no Rio das Velhas, em 2007, aqui no Rio Doce em2007 também. E como ocorreu no ano passado aqui no Rio Doce e esse ano.Só que agora os problemas com cianobactérias, com algas, estão ficando maiscomuns, estão acontecendo com mais frequência. E o professor Samuel Brancofala que o segredo de tudo isso é monitorar a qualidade da água. Eu tenho quemonitorar mesmo, tenho que gastar dinheiro com monitoramento. Porque sócom isso eu consigo saber o que tem na água. Só pra vocês terem uma ideiaquando aconteceu em Caruaru, aquelas mortes de 75 a quase 80 pacientesrenais crônicos numa clínica de hemodiálise. Isso foi em 1996. No Brasil nãoexistia nenhum laboratório de nenhuma companhia de saneamento e nenhumauniversidade brasileira que fizesse as análises de cianotoxinas. Em 1996. Então,as pessoas estavam morrendo porque era quase que injetadas toxinas nasveias delas durante a hemodiálise e ninguém sabia porque elas estavam
  21. 21. morrendo. É um problema recente, sério, mas que temos que monitorar. Deoutra forma não vamos saber o que tem na água. Então, respondendo aprimeira questão: é o monitoramento. E esse monitoramento deve obedecer a2914, no caso das concessionárias, para quem vai pegar água, tratar e distribuir 20pra população. Mas a gente pode ir além: o que fizemos no caso da Copasa, aportaria fala mensalmente, mas nós mudamos pra semanalmente. Investimosum maior tempo nisso: mais pessoal, equipamentos etc exatamente para cercaro problema. O monitoramento é fundamental, sem ele não tenho comoconversar com os técnicos. Se a empresa, a concessionária não faz omonitoramento, não tem como conversar, não existem dados pra apresentar.Não sabemos o que aconteceu há cinco, dez, nem há 20 anos atrás.Houve um momento de debate com o plenário que poderá ser agregado apartir de informações da degravação.Encaminhamentos da Plenária- Reunir as instituições para levantar as causas do problema. Responsável:Secretaria Executiva do CBH Doce.- Coordenar a elaboração de um manifesto a toda a sociedade da bacia do Doceinformando e explicando as questões técnicas relacionadas as cianobactériasproduzidas pela bacia e um processo de desenvolvimento de comunicaçãosocial ao tema em questão. Responsável: Colegiado de Secretários Municipais(COSEMS).- Criar um grupo de trabalho que desenvolva um programa de monitoramento dacianobactéria, bem como aponte suas causas e consequências e cuja primeira
  22. 22. ação seja padronizar os processos e dados sobre a bacia. Responsável:Secretaria Executiva do CBH Doce.- O grupo de trabalho poderá, a partir de debates com os comitês e municípios,definir formas de mitigar, em curto prazo, os impactos do problema. 21- Convidar para o grupo de trabalho: a Defesa Civil Estadual e Nacional, a ANA,o Ministério Publico Estadual e Federal, a COPASA, a Universidade Federal deViçosa, a Universidade Federal e Minas Gerais e a CESAN para compor o grupoque será coordenado pela Câmara Técnica CTGC do CBH Doce.- Associado ao programa de monitoramento, desenvolver o programa decomunicação social e educação ambiental;- A Câmara Técnica de Capacitação e Informação (CTCI) do CBH Doce ficaráresponsável por desenvolver programa de comunicação social e educaçãoambiental de forma articulada com o Grupo de Trabalho formado.- Elaborar, no âmbito do programa de comunicação social e educaçãoambiental, ações e medidas que orientem e auxiliem os municípios naimplementação da lei 11.445 (lei Federal de saneamento básico).
  23. 23. DIA 31/08 – MANHÃ (8H30 ÀS 12H30)OficinaDiálogos para Escolas Sustentáveis e IV Conferência Infanto-Juvenil peloMeio Ambiente. Coordenador: Ricardo Burg Mlynarz, colaborador do 22Ministério da Educação. ricardoburg@gmail.com.Objetivo: colocar os participantes da Oficina em contato com a proposta deEscolas Sustentáveis e da IV Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo MeioAmbiente que vem sendo desenvolvida pelo Ministério da Educação visandoinfluenciar sua vinculação com estas políticas públicas.Desenvolvimento da atividade- A Oficina foi iniciada com a solicitação do facilitador para que todos fechassemos olhos e se imaginassem em uma escola sustentável. A partir de um momentoinicial de imaginação, o facilitador foi fazendo pergunta aos participantes: O quevocê está vendo? Como as pessoas se relacionam? Como é o espaço físico?Como é a alimentação na escola? entre outras questões.
  24. 24. - Após este primeiro momento, foi aberta a oportunidade para que osparticipantes expusessem suas visualizações e dialogassem sobre elas.- Eu imagino uma escola sustentável... Foram diversas contribuições relevantespara pensarmos escola sustentável que poderão ser descritas após a 23degravação desta parte da Oficina.- A seguir o coordenador da Oficina apresentou Slides que tratam do conteúdodas Escolas Sustentáveis e da IV Conferência Nacional Infanto Juvenil peloMeio Ambiente (IV CNIJMA).Ressaltamos alguns itens principais sobre as Escolas Sustentáveis.- O Ministério da Educação aponta a escola sustentável como uma escola quemantém uma relação equilibrada com o meio ambiente e compensa seusimpactos com o desenvolvimento de tecnologias apropriadas, de modo agarantir qualidade de vida para as presentes e futuras gerações. Esses espaçostêm a intencionalidade de educar pelo exemplo e irradiar sua influência para ascomunidades nas quais se situam, sendo que a transição para asustentabilidade nas escolas é promovida a partir de três dimensões: espaçofísico, gestão e currículo.- Em relação à gestão, a estratégia principal é a formação da Comissão de MeioAmbiente e Qualidade de Vida na escola, a COM-VIDA. A formação de COM-VIDA é um passo fundamental da para compor uma Escola Sustentável. AComissão forma-se como um colegiado protagonizado por estudantes ecomposto por professores, pedagogos, serventes, entre outros profissionais daescola, por pais e integrantes da comunidade, que assumem a tarefa de debatere buscar respostas para os problemas e para as potencialidadessocioambientais da escola e de seu entorno. Os assuntos são discutidos de
  25. 25. maneira que possam desencadear ações organizadas pela comunidade escolarno território onde se localizam.- A formação da Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida da escoladeve buscar integrar a diversidade de atores da comunidade escolar. A gestão 24na escola sustentável deve ser pautada pelo diálogo e pela democracia paraconstruir mecanismos eficientes de tomada de decisão. Seu ponto fundamentalé estabelecer uma prática coletiva que alimenta uma cultura de gestãoparticipativa, de comunidade, para tratar das mudanças no interior e no entornoda escola. Sabemos que uma cultura de gestão participativa se constrói comtempo.- O currículo, orientado por um Projeto Político Pedagógico, deve valorizar adiversidade de saberes e estabelecer conexões entre a sala de aula,normalmente pautada pelos saberes científicos, e o cotidiano das comunidadescom seus saberes populares e tradicionais. Essas conexões devem estarvoltadas para a construção de uma cidadania socioambiental que seresponsabiliza e se engaja na construção da sustentabilidade no país e noplaneta.- Já o espaço físico está em constante transformação: constrói e recebesignificados simultaneamente. Nesse contexto, o espaço físico é planejado parapossibilitar melhores condições de aprendizagem e convívio social, integrando-se com a paisagem natural e com o patrimônio cultural, incorporandotecnologias e materiais adaptados às características de cada região e de cadabioma. O espaço físico deve ter acessibilidade facilitada e buscar reduzir aomínimo seus impactos ambientais.- Dar significado ao espaço e, especialmente, aos espaços coletivos, públicos, étarefa essencial da escola sustentável. O processo de significação e
  26. 26. transformação do espaço se vincula ao próprio amadurecimento da sociedadesobre o que é público, sobre sustentabilidade e sobre como constituir escolassustentáveis.Desta forma apresentamos a escola como “incubadora” de mu mudanças na 25realidade social, articulando: Figura 8 - Dimensões para o processo de Escola Sustentável- A articulação ou a interação dinâmica destas três dimensões é uma tarefapermanente da escola sustentável. Por exemplo, caso a escola faça umamodificação no currículo, essa mudança deve influir ou ser discutida na gestão çãoparticipativa e possibilitar intervenções e mudanças no espaço físico. Seja porqual dimensão – gestão, espaço físico e currículo – começarmos a mudançapara uma escola sustentável, elas devem acarretar consequentes mudanças elaspara as outras duas dimensões. Elas devem, portanto, ser trabalhadas eplanejadas em conjunto, em cadeia, para que possam constituir um processocoerente.
  27. 27. - Neste nosso desafio, o processo é tão importante quanto os resultados visíveise mensuráveis e deve ser constantemente qualificado. A percepção de processoé essencial, pois uma escola sustentável não se constitui da noite para o dianem é feita somente com algumas ações. O entendimento e a prática de 26sustentabilidade estão em estudo-construção-mudança nas sociedades, e,portanto, não há um modelo pronto. A própria concepção de sociedadessustentáveis assenta-se no reconhecimento da diversidade cultural, que podeaportar diferentes caminhos para a sustentabilidade. Dessa forma, cada região,cada grupo encontrará seus modelos e seus jeitos de fazer. Compreender eacolher, portanto, a cultura local, com toda a sua diversidade, é um doselementos necessários para definir a identidade da escola sustentável.- Espera-se construir uma rede de trocas de experiências que possibilitem oenriquecimento recíproco das escolas engajadas em desenvolver-se como umaescola sustentável. Esta perspectiva nos abre a possibilidade decompreendermos com mais profundidade os múltiplos territórios que envolvem oBrasil. A escola sustentável não é somente uma proposta preventiva paramitigarmos ou evitarmos futuros problemas das regiões, do planeta. Mas étambém um caminho de construção de sociabilidades solidárias, de relaçõescriativas e afetivas com o meio ambiente, com a natureza de que somos parte.Escola sustentável é um caminho com horizonte indefinido, mas instigante, poisé fruto de um processo coletivo e participativo. É também um caminho queprovoca e convida a um senso de abundância, de alegria, da construção denovas realidades.- Estamos no início de um processo. Pretendemos convidar as inúmerasexperiências existentes e que forem desencadeadas, surgindo em todo o Brasil,
  28. 28. para adensar este entendimento e este fazer escola sustentável, nos dandonovas e criativas compreensões, possibilidades e resultados. 27Figura 10 – Esquema das dimensões para se construir uma Escola Sustentável
  29. 29. Considerações finais da ConsultoriaNa apresentação da ANA, sobre a campanha de informação e comunicaçãosocial assim como nos processo de comunicação e educação ambiental, é 28necessário refletir-se com bastante ênfase nos motivos, mesmo que indiretos,que proporcionam a proliferação das Cianobactérias. Motivos estes vinculados aquestões diretas, como esgoto sem tratamento despejado no rio, assoreamento,erosão etc; mas também vinculados a questões de culturais, de modelo dedesenvolvimento e de gestão pública, tais como, descumprimento do códigoflorestal, desvalorização da biodiversidade, modelos produtivos insustentáveis,pensamento de curto prazo, exploração indevida de recursos naturais,desmobilização social, falta de fiscalização pública entre tantos outrosproblemas sociais e econômicos alinhados com os ambientais ecológicos.No debate sobre Escolas Sustentáveis foi solicitado por alguns participantes queseja feita uma formação ou uma oficina para gestores, diretores e professoresescolares da Bacia do Rio Doce. A consultoria sugere que seja encaminhadauma solicitação formal ao Ministério da Educação para viabilizar esta Oficina.
  30. 30. 29Figura 11: foto aérea próxima a Governador Valadares (Franklin de Paula Jr.) • Observar o assoreamento e a falta de mata ciliar do rio.
  31. 31. 30Figura 12: foto aérea próxima a Governador Valadares (Franklin de Paula Jr.)Figura 13: foto aérea próxima a Governador Valadares (Franklin de Paula Jr.) Observar o processo de desertificação da região.

×