Roland Barthes , Umberto Eco , Michel Foucault , Jean Baudrillard

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Apresentação de Marcela Lupoli e Diego Hungria. 2011

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Roland Barthes , Umberto Eco , Michel Foucault , Jean Baudrillard

  1. 1. Roland Barthes Umberto Eco Michel Foucault Jean Baudrillard Diego Hungria Marcela Lupoli
  2. 2. Roland Barthes 1915-1980; 
  3. 3. Roland Barthes <ul><li>Mitologias - 1957; </li></ul><ul><li>Primeira parte, os mitos; </li></ul><ul><li>O mito, hoje; </li></ul><ul><li>Mito como fala não com objeto: </li></ul><ul><li>“ Esta fala á uma mensagem. Pode, portanto, não ser oral; pode ser formada por escritas, ou representações: o discurso escrito, assim como a fotografia, o cinema, a reportagem, o esporte, os espectadores, a publicidade, tudo isso pode servir de apoio à fala mítica. ” </li></ul>
  4. 4. Roland Barthes <ul><li>S emiologia e História no estudo dos mitos; </li></ul><ul><li>Sistema linguístico e sistema mítico; </li></ul><ul><li>Mito como metalinguagem; </li></ul><ul><li>Conceito mítico e significantes; </li></ul><ul><li>“ quantitativamente o conceito é muito mais pobre do que o significante. limita-se frequentemente a representar-se. (...) a abundância quantitativa das formas corresponde a um pequeno número de conceitos” </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Insistência num comportamento que revela sua intenção; </li></ul><ul><li>Não existe rigidez nos conceitos míticos; </li></ul><ul><li>Signo no sistema mítico é o próprio mito; </li></ul><ul><li>Mito é definido por sua intenção e não por sua literalidade; </li></ul><ul><li>Mito transforma História em Natureza; </li></ul><ul><li>Motivação do mito; </li></ul><ul><li>Mito como ideograma; </li></ul><ul><li>Caráter imediatista; </li></ul><ul><li>Roubo de linguagem; </li></ul>Roland Barthes
  6. 6. <ul><li>Sociedade atual é propícia ao mito; </li></ul><ul><li>Sociedade burguesa e cultura anônima; </li></ul><ul><li>Mito é despolitizado; </li></ul><ul><li>Fala politizada x Mito; </li></ul><ul><li>Esquerda como fala do pobre; </li></ul><ul><li>Direita como área própria para o mito; </li></ul>Roland Barthes
  7. 7. <ul><li>Direita como área própria para o mito; </li></ul><ul><li>Procedimentos retóricos usados na criação de um mito pela direita: </li></ul><ul><li>Vacina: confessar o mal acidental de uma instituição de classe para melhor camuflar o seu mal indispensável; </li></ul><ul><li>Omissão da história: quando um mito fala um objeto, despoja-o de toda a História; </li></ul><ul><li>Identificação: incapacidade de imaginar o Outro, se este aparece é ignorado, ou transformado à semelhança daquele que o observa. Outro é reduzido ao mesmo, condenado, censurado, assimilação só ocorre pelo exotismo; </li></ul><ul><li>Tautologia: definir o mesmo pelo mesmo (“O teatro é o teatro”); </li></ul><ul><li>Ninismo: Colocar dois contrários e equilibrar um com o outro, de modo a rejeitas os dois (não quero nem isto nem aquilo), recusam-se igualmente termos para os quais era difícil fazer uma escolha e foge-se do real intolerável. </li></ul><ul><li>Quantificação da qualidade: reduz toda qualidade a uma qualidade; </li></ul><ul><li>Constatação: universalismo, recusa da explicação, hierarquia inalterável do mundo. </li></ul>Roland Barthes
  8. 8. 1932 Umberto Eco
  9. 9. <ul><li>Apocalípticos e Integrados – 1964; </li></ul><ul><li>Alto, baixo, médio; </li></ul><ul><li>Cultura de massa; </li></ul><ul><li>Bruno Bauer: “O pior testemunho a favor de uma obra é o entusiasmo com que a massa se volta para ela... Todos os grandes empreendimentos da história foram, até agora, fundamentalmente frustrados e privados de êxito efetivo porque a massa se interessou e se entusiasmou por eles... Agora sabe o espírito aonde buscar o seu único adversário – nas frases, nas autoilusões, na falta de nervo das massas”. </li></ul>Umberto Eco
  10. 10. Umberto Eco <ul><li>Dwight MacDonald; </li></ul><ul><li>Heráclito: “Pra quê quereis levar-me a toda parte, ó iletrados? Não escrevi para vós, mas para quem me pode compreender. Um, para mim, vale cem mil, e a multidão, nada” </li></ul><ul><li>Problema da nossa civilização; </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Críticas à cultura de massa: </li></ul><ul><li>Os produtos da cultura de massa dirigem-se a um público heterogêneo; </li></ul><ul><li>Tende a perpetuar o gosto existente; </li></ul><ul><li>Nivelam os produtos de arte; </li></ul><ul><li>Submetidos à “lei da oferta e da procura”; </li></ul><ul><li>Dirige-se a um público inconsciente de si mesmo como grupo social; </li></ul><ul><li>Tende a provocar emoções vivas; </li></ul><ul><li>Encorajam uma imensa informação sobre o presente; </li></ul><ul><li>Parece estrutura de um regime capitalista. </li></ul>Umberto Eco
  12. 12. <ul><li>Defesa da cultura de massa: </li></ul><ul><li>Não é típica de um regime capitalista; </li></ul><ul><li>Não tomou o lugar de uma suposta cultura superior; </li></ul><ul><li>Apresenta bens culturais a cidadão; </li></ul><ul><li>Acúmulo de informação como formação; </li></ul><ul><li>Espetáculos existem antes da cultura de massa; </li></ul><ul><li>Homogeneização do gosto contribuiria para eliminar diferenças; </li></ul><ul><li>Sempre ouve difusão dos bens culturais; </li></ul><ul><li>Oferece um acervo de informações e dados sem discriminação; </li></ul><ul><li>Não são conservadores. </li></ul>Umberto Eco
  13. 13. <ul><li>Erro da defesa à cultura de massa; </li></ul><ul><li>Erro dos críticos à cultura de massa; </li></ul><ul><li>Problema da cultura de massa; </li></ul><ul><li>Atitude para homens de cultura; </li></ul><ul><li>Três níveis de cultura; </li></ul><ul><li>Novo comportamento; </li></ul>Umberto Eco
  14. 14. <ul><li>Estrutura do mau gosto; </li></ul><ul><li>Definição do que seria mau gosto; </li></ul><ul><li>Kitsch; </li></ul><ul><li>Kitsch x Arte; </li></ul><ul><li>Estimulação de efeitos como Kitsch; </li></ul><ul><li>Kitsch como falsa arte; </li></ul><ul><li>Kitsch e cultura de massa; </li></ul><ul><li>Arte valorizando a técnica; </li></ul>Umberto Eco
  15. 15. <ul><li>Kitsch x vanguardas; </li></ul><ul><li>Cultura de massa x cultura média; </li></ul><ul><li>Características da cultura média: </li></ul><ul><li>Empréstimo de processos de vanguarda, adaptando-os para confeccionar uma mensagem compreensível e desfrutável para todos, utilizando tais processos quando já conhecidos, divulgados, gastos; </li></ul><ul><li>Mensagem como provocação de efeitos, vendendo-a como arte; </li></ul><ul><li>Tranquiliza o consumidor, convencendo-o de ter vivido um encontro com a cultura, de forma que ela não venha a sentir outras inquietações. </li></ul>Umberto Eco
  16. 16. <ul><li>Cultura média e divulgação; </li></ul><ul><li>Objeto-fetiche; </li></ul><ul><li>Estrutura da obra de arte; </li></ul><ul><li>Mensagem poética; </li></ul><ul><li>Definição final de kitsch; </li></ul><ul><li>Mensagem poética como fetiche; </li></ul><ul><li>Indústria cultural e decodificação parcial; </li></ul><ul><li>Cultura média e estilemas; </li></ul>Umberto Eco
  17. 17. <ul><li>Kitsch, mensagem, artista, público; </li></ul><ul><li>“ A dialética entre vanguarda e artesanato de massa manifesta assim seu ritmo inquietante e suas automáticas possibilidades de recuperação. Mas deixa entrever, também, a possibilidade de intervenções operativas; das quais, porém, a mais mentirosa, é a restauração de uma aparente adesão aos valores intemporais de um Belo que acoberta a face cômoda e remuneradora do Kitsch” </li></ul>Umberto Eco
  18. 18. Michel Foucault 1926 - 1984
  19. 19. Michel Foucault <ul><li>Biografia : </li></ul><ul><ul><li>Vida; - quebrando a tradição; - a homossexualidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Academia - aluno de Merleau-Ponty e colega de Barthes </li></ul></ul>
  20. 20. Michel Foucault <ul><li>Obra : </li></ul><ul><ul><li>Influências; - Nieztche; Heidegger; Sartre </li></ul></ul><ul><ul><li>Principais obras; - “As Palavras e as Coisas” - “Arqueologia do Saber” - “Vigiar e Punir” - “História da Sexualidade” </li></ul></ul>
  21. 21. Michel Foucault <ul><li>As palavras e as coisas - 1966 ; </li></ul><ul><li>Dedica-se ao estudo das Ciências Humanas </li></ul><ul><li>Desenvolve idéias já presentes em “História da Loucura” e “O Nascimento da Clínica” </li></ul><ul><li>Mapa da mudança cultural nos séculos XVII e XVIII </li></ul><ul><li>Articulação e interrelação entre os âmbitos dos saberes </li></ul><ul><li>Episteme clássica (representação) x episteme moderna (homem como objeto e sujeito do saber) </li></ul><ul><li>Obra é enorme sucesso, torna-se best seller e projeta Foucault como um dos pensadores mais famosos de seu tempo </li></ul>
  22. 22. Michel Foucault <ul><li>Esquecer Foucault – 1976; </li></ul><ul><li>Uma introdução a Baudrillard </li></ul><ul><li>Artigo sobre o primeiro volume da “História da Sexualidade” de Foucault </li></ul><ul><li>Sylvère Lotringer “melhor introdução ao trabalho de Baudrillard” </li></ul><ul><li>“ Discurso de Foucault é um espelho do poder que ele próprio descreve” </li></ul><ul><li>Uma das grandes polêmicas que cercaram Baudrillard durante toda sua carreira </li></ul>
  23. 23. Jean Baudrillard 1929 - 2007
  24. 24. Jean Baudrillard <ul><li>Biografia : </li></ul><ul><ul><li>Vida; “Eu não tenho biografia. A minha vida não tem nada. Eu ensinei 20 anos na Universidade e escrevi algumas coisas. Não pertenci a nenhuma instituição ou grupo... Nunca tive uma existência pública, nunca quis isso.” </li></ul></ul><ul><ul><li>Academia; - Estudou em Soubonne - Lecionou língua e literatura germânica e depois sociologia. </li></ul></ul><ul><ul><li>Polêmicas - “Esquecer Foucault”, “A Esquerda Divina”, “O Complô da Arte” </li></ul></ul>
  25. 25. Jean Baudrillard <ul><li>Obra : </li></ul><ul><ul><li>Influências; - Nietzche (“pessimista irônico) - Sartre - Marx - Barthes </li></ul></ul><ul><ul><li>Principais obras; - “O Sistema dos Objetos” - “Simulacros e Simulações” - “América” - “Cool Memories” </li></ul></ul>
  26. 26. Jean Baudrillard <ul><li>Para uma Crítica da economia política do signo – 1972; </li></ul><ul><li>Forma/signo x Forma/mercadoria; - objeto é mercadoria e signo indissociavelmente </li></ul><ul><li>O leilão da obra de arte; - riqueza manifesta + destruição da riqueza manifesta </li></ul><ul><li>Os “novos” signos; - signo se transformando em objeto em si e se materializando em fetiche </li></ul>
  27. 27. Jean Baudrillard <ul><li>A arte para Baudrillard - pós-moderno é uma simulação - interculturalidade é uma ilusão - perda da memória - arte banal, pretensões de realismo - rendição à realidade tecnológica - arte perde valor em si mesma - signos se sobrepõe à singularidade - fim dos ideais estéticos - a arte já não transforma a realidade </li></ul>

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