Conteúdo local – da imposição de percentuais para a economicidade estratégica
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5 conteúdo local – da imposição de percentuais para a economicidade estratégica

  1. 1. Conteúdo local – da imposição de percentuais para a economicidade estratégica Armando Oscar Cavanha Filho Na década de 80, no século passado, houve um intenso movimento de “nacionalização”, que contemplou esforços brasileiros para produzir bens (equipamentos) na área de petróleo no Brasil. Aceitava-se pagar mais por um equipamento local, fabricava-se partes e peças de reposição de forma insistente, etc. Este fenômeno foi importante, fez nascer e crescer inúmeras plantas fabris no país, gerou conhecimento e empregos locais. É certo que algumas atividades de forma apenas complementar. No início de 1990, houve uma ruptura de conceito e de todo este esforço restaram alguns sobreviventes, nem todos com muito fôlego para enfrentar as novidades tecnológicas e de mercado que ocorreram. Na década de 2000, até os nossos dias, há novamente um esforço de nacionalidade e na área de petróleo definido pela Agência Nacional, que impõe números mínimos a serem atingidos nas fases exploratória, desenvolvimento e operação da produção. Um simples número não contém todos os ingredientes necessários para a geração sustentada e a retenção de capacidades e competências no país. Quem sabe fosse momento de rever e impulsionar esta atratividade, em um formato econômico, ao invés de impositivo. Modelos como custo total de propriedade, cadeias de suprimentos locais desoneradas de impostos, contratos com base em demandas decenais de categorias selecionadas, padronização firme de especificação de tecnologias dominadas, etc., poderiam ser avaliados para em conjunto servirem de base para a atratividade econômica de conteúdo local. Certamente, teríamos menos verificações, auditorias, certificações. Menos preocupações em cumprir percentuais e mais energia para elaborar, construir e economizar. Sim, economizar, pois se não for economicamente atrativo, provoca constante desejo de contornar exigências, descumprimentos, multas, riscos de diversos formatos. Seria uma pequena parcela de uma Política Industrial, com uma visão de 20 ou 50 anos, para dar sustentação à enorme atividade que as recentes descobertas de óleo e gas estarão proporcionando ao Brasil.

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