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O alargamento do conhecimento do mundo
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O alargamento do conhecimento do mundo O alargamento do conhecimento do mundo Presentation Transcript

  • Módulo 3: A Abertura Europeia ao mundo: mutações nos conhecimentos,sensibilidades e valores nos séculos XV e XVI. UNIDADE 2: O ALARGAMENTO DO CONHECIMENTO DO MUNDO Sandra Santos
  • NÍVEIS DE DESEMPENHO• Reconhecer o papel de vanguarda dos portugueses na abertura europeia ao mundo.• Relacionar os progressos técnicos com a progressiva apropriação do espaço planetário.• Identificar a emergência de uma mentalidade quantitativa e experimental.• Relacionar as inovações técnicas com o desenvolvimento da vida material.• Justificar a Itália como berço do Renascimento.• Desenvolver atitudes de curiosidade intelectual, de pesquisa e de problematização, face ao saber adquirido e a novas situações.• Aprofundar a sensibilidade da estética. Módulo 3
  • CONTEXTO• A partir do séc. XV, o mundo alarga-se.• A crise do séc. XIV força os vários países a procurarem soluções: cereais, ouro e prata eram o principal produto a obter.• O conhecimento científico permite a construção de novos barcos e instrumentos que possibilitem o acesso a novas terras.• À interpretação fantasiosa da Idade Média, contrapõe-se a nova realidade, permitida com as navegações portuguesas.• A preocupação em registar tudo o que se observa leva ao aparecimento de uma literatura de viagens.• Surge o “saber de experiência feito”, que contradiz o saber livresco. Módulo 3 View slide
  • UMA NOVA CONJUNTURA• Recuperação demográfica,• Surto urbano,• Reorganização dos campos,• Reanimação das rotas terrestres e incremento das rotas marítimas,• Desenvolvimento das práticas financeiras,• Ascensão da Burguesia,• Renovação cultural,• Tendência de centralização do poder,• Inovações técnicas e científicas… Módulo 3 View slide
  • A CARTOGRAFIA ANTES DOS DESCOBRIMENTOS • Desconhecia-se a existência do da América e da Oceânia; • Pensava-se não haver passagem entre o Atlântico e o Índico; • África e Ásia eram representadas com grandes imperfeições;Mapa ptolemaico (séc. XV), elaborado com base nos conhecimentos dePtolomeu, grego do séc. II • A zona melhor representada era o Mediterrâneo. Módulo 3
  • Mapa ptolemaico (séc. XV), elaborado com base nos conhecimentos dePtolomeu, grego do séc. II Módulo 3
  • OS MITOS – Seres com aparência de cão mas com cabeça humana (os cinântropos) ou o seu inverso (os cinocéfalos) – Seres de quatro olhos (os parvines)… – Seres de um só pé gigantesco,- Humanos sem cabeça, com olhos e para se protegerem do sol eboca na altura do peito (os blemeyes). que atingiam velocidades fantásticas (os monópodos)… Módulo 3
  • OUTROS MITOS• A região equatorial era tão quente que a água do mar fervia;• Quem navegasse para o interior do Atlântico cairia no abismo;• Nos desertos acreditava-se existirem demónios em forma de mulher, com cabeça de dragão nas pontas dos pés e que, belas como as sereias, atraiam os viajantes para o deserto, onde os devoravam… Módulo 3
  • MOTIVOS DA EXPANSÃO EUROPEIA DO SÉCULO XV• Ultrapassar a crise do século XIV; • Fazer face à falta de mão de obra; • Fazer face à falta de cereais; • Fazer face à falta de metais preciosos.• Acercar diretamente as riquezas orientais (que chegavam à Europa por intermédio dos muçulmanos pelas rotas caravaneiras).• Os reis procuravam também novas terras para expandir a fé cristã e novas tecnologias que pudessem utilizar para seu proveito. Módulo 3
  • MOTIVAÇÕES DA SOCIEDADE PORTUGUESA• Clero – Alargamento da fé cristã / enfraquecimento dos muçulmanos.• Nobreza – Novos domínios territoriais. – Novos cargos militares e administrativos.• Burguesia – Procura de novos produtos para comercializar e novos mercados.• Populares – Melhoria das condições de vida Módulo 3
  • CONDIÇÕES DA PRIORIDADE PORTUGUESA• Condições geográficas: – Perto da costa de África e dos territórios a descobrir; – Longa costa marítima (845 Km); – Bons portos marítimos e fluviais. Módulo 3
  • • Históricas – Tradição piscatória; – Forte atividade comercial; – Contactos com muçulmanos e judeus (conhecedores de técnicas de navegação e conhecimentos náuticos).• Políticas – Clima de paz; – Nova dinastia (que governa com uma nobreza renovada). Módulo 3
  • CONTRIBUTO PORTUGUÊS Nos séculos XV e XVI, os descobrimentosmarítimos proporcionaram a Portugal umdesenvolvimento dos saberes técnicos ecientíficos. A inovação nas técnicas náuticas e narepresentação cartográfica da Terra, bem comopela observação e descrição da Natureza,permitiram que Portugal contribuísse para oalargamento do conhecimento do Mundo. Pág. 34 Módulo 3
  • DESCOBERTAS MARÍTIMAS1415: Conquista de Ceuta. Uma esquadra portuguesa de 250 navios com 12.000 homenstoma de assalto a cidade de Ceuta; esta data marca o início da expansão portuguesa doSéculo XV.1418 – João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira desembarcam na ilha do Porto Santo1419- João Gonçalves Zarco e Bartolomeu Perestrelo descobrem a ilha da Madeira.1427 – Diogo de Silves descobre o grupo oriental dos Açores1434 - Cabo Bojador.1488 - Cabo da Boa Esperança.Í1498 – Índia.1500 – Brasil.1512 - António de Abreu descobre a ilha de Timor Módulo 3
  • INSTRUMENTOS NÁUTICOS Ampulheta Bússola A tábua quadrienal de Esfera Armilar declinação solar
  • Módulo 3
  • Módulo 3
  • PROGRESSOS NÁUTICOS• 1. A bússola ou agulha de marear, de origem chinesa, foi importada pelos Árabes, sendo usada na navegação por rumo (desde finais do século XII era usada para traçar linhas de rumo nas cartas-portulano).• 2. O astrolábio, de origem grega, mas também difundido pelos Árabes, permitia, tal como o quadrante, fazer a navegação astronómica (orientada pela medição da altura dos astros).• 3. A balestilha, inventada pelos Portugueses, media a altura dos astros, contribuindo, assim, para a navegação astronómica. Pág. 35 Módulo 3
  • PROGRESSOS NÁUTICOS• 4. O leme montado no cadaste permitia mudar de direção mais rapidamente.• 5. A tábua quadrienal de declinação solar permitia a obtenção da latitude.• 6. A caravela portuguesa, embarcação ideal das viagens de exploração costeira, enquanto a nau e o galeão se impuseram nas viagens de longo curso.• 7. Os guias náuticos e os roteiros.• 8. As cartas-portulanos, mapas onde se assinalavam os portos e as rotas de navegação obtidas por meio da bússola. Módulo 3
  • NAVEGAÇÃO POR CABOTAGEM E NAVEGAÇÃO ASTRONÓMICA• Instrumentos náuticos necessários à navegação astronómica: – Astrolábio; – Quadrante; Instrumentos para saber a posição do navio (latitude) – Balestilha; – Kamal Instrumento para determinar o – Bússola ou “agulha de marear” rumo a tomar Pág. 37 Módulo 3
  • OS NAVIOS DE VELA: BARCA • Ligado a embarcações de pesca, navegação fluvial e de cabotagem. • Eram navios pequenos e de alto bordo, sem ultrapassar os 30 tonéis e 20 homens. • Tinham uma única coberta (“andar”) e apenas um mastro, certamente redondo. • As suas características tornaram-na no primeiro navio das descobertas portuguesas no Atlântico (foi numa barca que Gil Eanes ultrapassou o cabo Bojador, em 1434). Módulo 3
  • A CARAVELA• Utilizava velas latinas, que lhe permitia “bolinar”. Foi uma adaptação necessária às condições de navegação encontradas no Atlântico, em alto mar.• Pequeno calado (não ultrapassa o 1,80 metros) permitia navegar em águas pouco profundas e desconhecidas, evitando baixios e rochas.• Robusto e de bordo alto (capaz de efetuar viagens de longa duração em mar revolto e capaz de ser artilhada com armamento pesado). Módulo 3
  • CARAVELA LATINA• Designa-se por caravela latina por só armar pano latino (que lhe permite bolinar).• Podiam ter 1, 2 ou 3 mastros de vela latina, um castelo à proa e outro à popa (mas algumas eram “rasas”).• Usavam normalmente remos.• Tonelagem média até finais do século XV rondava os 25-50 tonéis (tripulação de 20-40 homens)• Pensa-se que, à semelhança de outros navios da época, teria dois olhos pintados na proa que, segundo a tradição, “assim veem o caminho”. Módulo 3
  • A NAU E O GALEÃO• As viagens em direção ao Oriente e à América implicaram novos navios, mais resistentes e de maior porte.• As naus e os galeões associavam à vela latina a vela redonda ou quadrangular.• Tonelagem média rondava os 500 a 700 de porte.• Possuíam 20 a 70 metros de quilha e eram fortemente artilhados. Módulo 3
  • OBSERVAÇÃO E DESCOBERTA DA NATUREZA Os antigos mapas sem qualquer carácter científico mostravam umarepresentação errada da terra, representando-a como uma esfera de cincozonas (duas geladas, duas temperadas e uma tórrida), regiões inabitadas e aexistência de apenas quatro ilhas isoladas. A exploração iniciada pelosportugueses, já com o cálculo de distâncias e latitudes permitiu comprovar que: – a zona tórrida era habitada, – os mundos não eram fechados, – existiam continentes, – Existia uma fauna e flora diferentes das Europeias, Pág. 41/43 – A Terra era esférica… Módulo 3
  • Foi em Portugal que se deram os maiores avanços na cartografia doséc. XVI. Aparecem os primeiros Atlas universais, planisférios e cartascomo o Mapa de Cantino de 1502 que representa o Equador e osTrópicos pela primeira vez. Módulo 3
  • • Nesta fase de Descobrimentos, o poderio bélico revelou-se também muito importante, na medida em que era necessário desenvolver as armas de fogo para facilitar a conquista dos povos que se encontrassem.• Generalizou-se, a partir do séc. XV, o uso da pólvora e dos canhões de ferro fundido, bem como outras novidades: - surgem novas armas de fogo portáteis como o arcabuz, o mosquete e a pistola de dois canos, - o bronze foi substituindo gradualmente o ferro na produção das peças de artilharia, - surge a mina explosiva...• O uso destas armas torna-se obrigatório até nas embarcações. Todo este desenvolvimento e aperfeiçoamento das armas conduz ao desenvolvimento das técnicas militares e estratégicas. Módulo 3
  • MATEMATIZAÇÃO DO REAL• A abertura do mundo facilitou também a abertura de mentalidades e acentuou uma atitude quantitativa do homem: – Substitui-se a numeração romana pela indo-árabe, – Publicam-se vários livros de matemática, – Desenvolve-se a estatística e a matemática: descobrem-se as equações de 3º grau, os logaritmos, o uso de incógnitas e o nónio (Pedro Nunes, 1502- 1578), – Determinam-se as leis reguladoras do mundo físico,• As viagens de descobertas contribuíram para o fim da mentalidade crítica medieval e para o aparecimento do espírito crítico moderno. Pág. 44 Módulo 3
  • MENTALIDADE QUANTITATIVA• A enumeração e a quantificação aplicam-se até no tempo: surge o relógio mecânico.• A quantificação é necessária para o próprio funcionamento do estado: o rei necessita saber os homens que tem disponíveis para a guerra, para cobrar impostos..• Dissolve-se o carácter feudal e surge um aparelho burocrático.• Começa-se a agir com base na valorização do número.• Copérnico inicia uma verdadeira revolução, ao defender, com base em cálculos matemáticos e geométricos, o Heliocentrismo, corte profundo com as teorias aristotélicas e com a visão da Igreja. Módulo 3
  • REVOLUÇÃO DAS CONCEÇÕES COSMOLÓGICAS• Definição da base do método científico;• Revolução coperniciana – Copérnico desenvolve o Heliocentrismo;• Descobre-se o movimento de rotação da Terra,• Giordano Bruno e Galileu Galilei provam as teorias copernicianas e são presos.• Kepler determina que as órbitas da Terra são elípticas. Pág. 45/47 Módulo 3