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Egipto Presentation Transcript

  • 1. Civilização da Antiguidade que se desenvolveu no canto nordeste do continente especificamente compreendido africano, num entre mais território a primeira catarata e o delta do rio Nilo, limitado a leste pelo deserto da Arábia, a oeste pelo deserto da Líbia, a sul com a Núbia e a norte com o Mar Mediterrâneo, a história do Antigo Egipto inicia-se cerca de 3100 a.C.
  • 2. Nos seus inícios, o Egipto encontrava-se dividido em duas grandes zonas: o Alto Egipto (a Sul, formado por uma faixa de terra apertada entre os desertos) e o Baixo Egipto (a Norte, constituído por terras muito férteis - junto ao Delta). Cerca de 3200 a. C., o rei Menés do Alto Egipto conquistou a região do Delta. Por volta de 3000 a.C., o seu território já estava unificado e passou a ser governado por um Faraó (rei que se dizia filho de Deus). Como o seu governante tinha origem divina, o sistema político passa a ser a monarquia teocrática.
  • 3. A economia do Antigo Egipto assentava na agricultura. Quando terminavam as inundações do Nilo surgia nas aldeias egípcias uma equipa de funcionários que marcava as bordas das terras que poderiam a partir de então ser cultivadas pelos camponeses. A plantação decorria no mês de Outubro. As culturas mais importantes eram o trigo e a cevada, que permitiam fazer o pão e a cerveja, alimentos que eram a base da alimentação egípcia. Os agricultores lavravam a terra com um arado puxado por bois, abriam canais e levantavam diques. A época das colheitas ocorria em Abril.
  • 4. A população que não trabalhava nos campos dedicava-se a várias tarefas como a produção de pão e mel, o fabrico de cerveja, a olaria e a tecelagem. A pesca era praticada ao anzol ou com rede. O subsolo do Antigo Egipto era rico em materiais para a construção, bem como em pedras preciosas. Entre os primeiros destacavam-se os granitos cor de rosa das pedreiras do Assuão, o alabastro das proximidades de Amarna, o pórfiro e os basaltos. As pedras preciosas eram extraídas do Sinai (turquesa e malaquite) e dos desertos do leste e do oeste (quartzo, feldspato verde, ametista e ágata).
  • 5. Desde a época do Império Antigo que o Egipto tinha contactos comerciais com a região siropalestinense (Biblos), de onde vinha a madeira, escassa e necessária no Egipto para fabricar o mobiliário e caixões. Da Núbia o Egipto exportava o ébano, as plumas de avestruz, as peles de leopardo, incenso, marfim e sobretudo o ouro. Todo o comércio estava baseado na permuta de bens, já que a moeda só surgiu muito mais tarde, na Lídia do século VIII ou VII a.C.
  • 6. O membro mais importante da sociedade era o Faraó, o rei. Tinha todos os poderes: era o sumo sacerdote, o juiz supremo, era chefe dos exércitos e era ele quem tinha o poder de vida ou morte dos outros membros da sociedade. Era também ele que tinha o maior número de terras. Os símbolos do poder do faraó eram o ceptro hekat, a barba postiça, o chicote e o nemes, adornado com a cobra e o abutre, animais que representavam as deusas Uadjit e Nekhebet, protectoras do faraó. O faraó era, também, considerado um verdadeiro deus, encarnação viva de Hórus e filho de Ámon-Rá. Graças a essa ascendência divina, o seu poder era sagrado e a sua pessoa adorada por todo o país.
  • 7. Para além da arte, os egípcios desenvolveram um sistema de escrita que se chamava hieroglífica. As coisas eram descritas por desenhos (escrita pictográfica). Depois, esta escrita tornou-se mais simples. Os egípcios escreviam nas paredes e nos papiros (espécie de papel feita de tiras do papiro, uma planta abundante nos pântanos egípcios). Só depois da descoberta da Pedra de Roseta (Champollion) é que se conseguiu ler a escrita hieroglífica. Esta pedra tem inscrições em três línguas diferentes: a hieroglífica, a demótica e o grego antigo.
  • 8. Com a prática da mumificação, a civilização egípcia desenvolveu a medicina.
  • 9. Como os egípcios acreditavam numa vida depois da morte, praticavam ritos fúnebres. Pensavam que para tornar a encarnar, a alma precisava de um corpo. Por isso, praticavam o embalsamento ou mumificação. O corpo embalsamado era chamado de múmia e era colocado num sarcófago, que era um caixão com a forma humana.
  • 10. Imsety velava pelo fígado Hapy guardava os pulmões Duamutef tomava conta do estômago Qebehsenuef vigiava os intestinos
  • 11. Os egípcios eram politeístas, ou seja, adoravam vários deuses. Alguns deuses eram representados como animais (o crocodilo, o falcão…), outros eram identificados com algum elemento da natureza, como era o caso do “rei” dos deuses, Amon-Rá, deus do sol. Mas havia outros deuses muito importantes: Osíris (senhor do mundo dos mortos), Ísis, sua mulher, a deusa protectora da terra e da vida e mãe de Hórus, (deus-falcão) o deus protector dos faraós. Existia ainda o deus Tot, deus da sabedoria e a deusa Hathor, deusa da fertilidade, representada com uma cabeça de vaca.
  • 12. Com a invenção da escrita, desenvolveu-se a literatura. Além de fazerem relatos das viagens, vitórias de guerra ou de histórias, escreveram ainda obras religiosas como o Livro dos Mortos. As ciências também foram importantes para os egípcios e a elas se dedicaram os sacerdotes. Este povo interessou-se ainda pela astronomia e astrologia: estudaram os eclipses, criaram o calendário de 365 dias no ano, e dividiram o dia em 24 horas e a hora em 60 Mn. Para realizarem as suas grandes obras no Nilo e as suas grandes construções, aperfeiçoaram também os seus conhecimentos de matemática e de geometria.
  • 13. Os deuses eram, habitualmente, associados a lendas e tanto tinham corpo de homem como de animal ou forma mista (corpo humano e cabeça de animal). Alguns representavam as forças da natureza e outros deuses simbolizavam as qualidades humanas. A maioria deles estava ligado a uma cidade, onde possuía o seu templo. Os mais importantes tinham mesmo um culto nacional. Quando o Faraó Amnofis IV subiu ao poder, impôs um culto único e alterou o seu nome para Akenaton. O Egipto passou a ser uma civilização monoteísta, pois só tinha como deus Athon, representado como o disco solar. Quando Amnofis IV morreu, o seu filho, o Faraó Tutankamon impôs outra vez o politeísmo.
  • 14. Os deuses egípcios eram representados ora sob forma humana, ora sob forma de animais, considerados sagrados. O culto de tais animais era um aspeto importante da religião popular dos egípcios. Os teólogos oficiais afirmavam que neles – como no boi Ápis, por exemplo – se encarnava parte das forças espirituais e da personalidade de um ou mais deuses. O culto era dirigido a um só indivíduo da espécie, escolhido de acordo com determinados sinais e entronizado num recinto especial. Ao morrerem, os animais sagrados eram cuidadosamente mumificados e sepultados em cemitérios exclusivos.
  • 15. Para prestar culto aos deuses, os egípcios construíram templos, muito grandes e ricos, onde havia sempre muitos sacerdotes e escribas.
  • 16. Enquanto os pobres eram enterrados na areia, os Faraós e os grandes senhores eram enterrados em grandes túmulos: as mastabas, os hipogeus e nas pirâmides. Os hipogeus eram um tipo de túmulo escavado no solo. As mastabas eram túmulos retangulares, construídos em degraus e muito mais baixos que as pirâmides, que eram os túmulos mais importantes. Normalmente, a pirâmide era construída com a pedra da Núbia.
  • 17. Os egípcios construíram ainda palácios e templos que decoravam com pinturas e esculturas. As figuras humanas, quer na pintura, quer na escultura, tinham certas regras: os pés e a cabeça apareciam de lado (embora o olho fosse visto de frente) e o tronco era apresentado de frente. A esta regra chama-se Lei da Frontalidade e foi imposta pelos sacerdotes. Era um cânone utilizado com a finalidade de conceder às imagens “realidade e representação ativa”.
  • 18. Os egípcios mais ricos usavam muitos enfeites, por isso também se desenvolveram as artes decorativas, com peças em marfim, vidro e, principalmente, ouro. A arte antiga era uma arte monumental, figurativa e naturalista, muito ligada ao poder do Faraó e à religião.
  • 19. Apesar da civilização egípcia ter terminado há dois mil anos, parte do seu legado continua vivo no mundo atual. Os Egípcios possuíam um calendário de 365 dias e doze meses e já dividiam o dia em vinte e quatro horas. Algumas palavras da língua portuguesa, como alquimia, química, adobe, saco, papel, gazela e girafa, têm origens na língua egípcia. De igual forma, certas expressões, como “anos de vacas magras”, são também de origem egípcia.
  • 20. As crianças do Antigo Egipto já brincavam à “macaca” (tal como o fazem as crianças de hoje em dia). A nível arquitetónico, estão presentes no mundo contemporâneo certos elementos da arquitetura do Antigo Egipto como o obelisco, que os Egípcios consideravam como um raio do sol petrificado. Está presente em várias cidades mundiais, como Buenos Aires ou no Monumento de Washington nos Estados Unidos da América. Outras cidades possuem mesmo obeliscos que foram trazidos do Antigo Egipto (Place de la Concorde em Paris, Praça de São Pedro no Vaticano…).
  • 21. A construção piramidal, associada ao Antigo Egipto, encontra-se também em edifícios como a Pirâmide do Louvre de Paris ou o Luxor Hotel de Las Vegas. Alguns símbolos da alquimia são de origem egípcia, como a serpente ouroboros e a ave fénix. O papiro dos egípcios foi o antepassado do papel dos nossos dias.
  • 22. Mas será porventura no domínio da religião e da espiritualidade que o legado do Antigo Egipto está mais presente. Embora já não se veja na experiência religiosa de Akhenaton um monoteísmo puro nascido antes do monoteísmo dos Hebreus, não deixa de ser curiosa a semelhança entre versos do Grande Hino a Aton escrito por Akhenaton com o salmo 104 da Bíblia. Os Egípcios acreditavam na necessidade de levar uma vida pautada por uma conduta ética de modo a assegurar uma vida no Além, um conceito presente em várias religiões dos nossos dias. O relato da morte e ressurreição do deus Osíris, lembra a própria morte e ressurreição de Jesus Cristo, no qual assenta o cristianismo. A partir de um texto da Wikipédia