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A sociedade industrial e urbana 8º
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A sociedade industrial e urbana 8º

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  • 1. A SOCIEDADEINDUSTRIAL E URBANA LOGO
  • 2. REVOLUÇÃODEMOGRÁFICA E CRESCIMENTO URBANO LOGO
  • 3. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL A explosão demográfica E URBANA Intenso e rápido crescimento populacional no séc. XIX; Supremacia europeia também no aspeto demográfico (Diáspora); influência da população europeia nos dados do resto do mundo; É nos países industrializados que primeiro se sente o novo regime demográfico; O acentuado crescimento populacional deve-se, fundamentalmente, a: • recuo das fomes, pestes e guerras; • melhores cuidados médicos (difusão das vacinas e prática da desinfeção); • maior abundância de bens alimentares (produzidos em larga escala pela agricultura mecanizada e fornecidos pela revolução dos transportes); • investimento social e afetivo na criança, centro da família burguesa; • progressos na higiene (uso do sabão e do vestuário de algodão; construção de redes de esgotos e de abastecimento de água potável).
  • 4. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL Expansão urbana E URBANA Rápido crescimento das cidades no séc. XIX; Supremacia das zonas urbanas europeias (Inglaterra, França e Alemanha); A taxa de crescimento populacional passa a ser maior nas cidades que no campo; O acentuado crescimento urbano deve-se, fundamentalmente, a: • crescimento natural das populações; • consequência da industrialização - concentração das fábricas e empresas nos locais que se tornariam o centro de vida social e política; • êxodo rural e imigração europeia; • carácter cosmopolita das zonas urbanas; • fascínio da vida moderna nas cidades e crescimento do setor dos serviços… (o crescimento urbano segregou geograficamente a sociedade).
  • 5. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL O Urbanismo E URBANA O intenso crescimento das cidades revelou um conjunto de novos problemasurbanos: • falta de espaços nos núcleos urbanos centrais e degradação das condições de habitabilidade: superlotação citadina, aumento do lixo, subida dos preços das casas, das rendas e principalmente dos terrenos; • o abastecimento de bens alimentares; • o abastecimento de água e combustíveis; • a ausência de redes de esgoto e de saneamento; • o agravamento de fenómenos como a miséria, delinquência, prostituição, mendicidade…
  • 6. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA Com o objectivo de resolver os problemas citadinos, surge o URBANISMO:- procura-se renovar e recuperar as zonas antigas e degradadas, com a expansão dascidades para além das muralhas medievais- desenvolvem-se os sistemas de saneamento e de iluminação pública;- Criação de espaços de lazer (óperas, teatros, jardins, esplanadas);- constroem-se grandes vias citadinas (ex. Ringstrasse de Viena); Pág. 59
  • 7. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA A indústria aproximou-se das cidades. A consequência imediata é o acentuadocrescimento populacional. É necessário reorganizar as cidades. Surgem :• os subúrbios - bairros dos arredores, circundantes. São bairros de operários, seminfraestruturas, morada das classes mais pobres, que surgem próximo das fábricas oudas vias férreas;• os bairros burgueses: no limite das cidades (periferia);• o centro urbano onde se desenvolve o espaço exclusivo do poder económico e político.
  • 8. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL Fluxos migratórios E URBANA Na origem do movimento migratório, terão estado alguns fatores, dos quais se podemdestacar:2.A pressão populacional: os governos e sindicatos apoiavam as políticas migratóriascomo forma de contornar os problemas decorrentes da explosão populacional europeia(necessidade de mais empregos, contestação social).2. Os problemas do mundo rural: as regiões menos desenvolvidas estavam sujeitas àsfomes causadas por maus anos agrícolas. O caso mais significativo desta época passou- -se na Irlanda em que a “praga da batata” (o principal produto deconsumo na ilha) devastou os campos, originando a chamada “Grande Fome”.
  • 9. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA3. Desemprego tecnológico: a rapidez do desenvolvimento tecnológico e industrial levou aque, progressivamente, o homem fosse substituído pela máquina. No caso português, aindustrialização lenta não oferecia empregos suficientes. Muitos milhares de portuguesesemigraram para o Brasil e África nesta altura.4. Revolução nos transportes: os transportes tornam-se melhores e mais baratos,facilitando a emigração.5. A fuga a perseguições políticas e religiosas.
  • 10. SOCIEDADELOGOINDUSTRIAL E URBANA Nos fins do séc. XIX verifica-se um crescimento da Emigração europeia com destino às colónias, principalmente as africanas. Este novo surto resulta de: • apelos dos governos europeus; • propaganda dos governos em relação aos territórios coloniais e também dos países recentes (E.U.A.); • a atração ou fascínio que o desenvolvimento económico desses países exerce nos europeus (desejo de enriquecimento rápido).
  • 11. O género de vida citadino e asociedade burguesa LOGO
  • 12. SOCIEDADELOGO INDUSTRIAL A sociedade de classes E URBANA A principal consequência do triunfo do liberalismo, a nível social, foi a afirmação de um novo ordenamento jurídico, segundo o qual todos eram livres e iguais perante si: • era direito de todos poder aceder às oportunidades sem restrições; • terminam as hierarquias institucionalmente estabelecidas; • afirma-se uma sociedade flexível e dinâmica, na qual a ascensão deveria ser por mérito próprio (“self-made men”). O grupo social que mais beneficiou desta mudança foi a burguesia. Conseguiu ultrapassar em poder e riqueza as velhas elites aristocráticas, com as quais se vai fundindo.Pág. 65
  • 13. LOGO O sucesso do liberalismo traduz-se no triunfo dos objetivos e ideais burgueses:• Politicamente conquista o poder à custa do parlamentarismo - é a democraciaburguesa.•Socialmente, em virtude da abolição dos privilégios de nascimento, conquistam asupremacia pela igualdade e liberdade individuais (mais dinheiro significa mais prestígio).•Mentalmente, a burguesia adquire a consciência do mérito próprio à custa do trabalho,da poupança, da competência pessoal. Estes sentimentos alicerçam a consciência declasse que se afirmara em toda a pujança.
  • 14. SOCIEDADELOGOINDUSTRIAL E URBANA talento capacidades disciplina Igualdade de todos trabalho
  • 15. SOCIEDADELOGOINDUSTRIAL A sociedade E URBANA
  • 16. SOCIEDADELOGOINDUSTRIAL A Alta Burguesia E URBANA A Alta Burguesia (ou aristocracia financeira) correspondia a um grupo limitado de famílias dedicadas às atividades mais lucrativas e à política. São eles quem controla os mecanismos de produção e detém o poder. Cultos e requintados exerceram o mecenato. Eram os filantropos e fundaram verdadeiras dinastias financeiras – ex. os Rothschild.
  • 17. SOCIEDADELOGOINDUSTRIAL Classes médias E URBANA As Classes Médias não eram fáceis de caracterizar, já que as pessoas facilmente ascendiam e descendiam socialmente. Uma característica comum a todas é o facto de ganharam a vida total ou parcialmente do trabalho não braçal. • Classe Média Baixa (pequena burguesia) – pequenos comerciantes, artífices por conta própria, empregados de comércio, funcionários dos pequenos serviços públicos e privados, titulares de baixas patentes militares. Aspiravam ascender socialmente e copiavam os modos do grupo médio.
  • 18. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL Classes médias E URBANA• Classe Média propriamente dita – pequenos empresários,profissionais liberais, altos burocratas dos serviços etitulares de altas patentes militares. Proprietários de algunsbens de raiz. Como que uma média burguesia, manteve amentalidade burguesa do A. R. – rigor, trabalho, educação… Dentro desta classe média encontramos os ColarinhosBrancos – um numeroso e complexo grupo de funcionáriosadministrativos que se distinguiam dos operários por nãoterem de sujar a roupa para exercer as suas funções.
  • 19. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA Os “colarinhos brancos” foram os grupos sociais que mais cresceram em número eimportância no século XIX, porque:• o setor dos serviços administrativos (sector terciário) crescia a olhos vistos na cidade;• o aparelho administrativo, militar e paramilitar dos Estados crescia devido ao aumentoda população e às necessidades da modernização.• nos serviços privados, o sucesso dependia da sua capacidade;• eram quem realmente exercia poder nos serviços públicos;• tinham formação intelectual e poder para influenciar a opinião pública;• tinham grande poder de consumo e eram desejados e estimados no mercado;• eram modelos de virtude já que levavam uma vida limpa, suscitando respeito eadmiração, e aproximando-se da alta burguesia endinheirada.
  • 20. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA Valores e comportamentos burgueses•Viviam em casas elegantes, luxuosas e confortáveis;•Possuíam espaços rurais que ostentavam riqueza;•Rodeavam-se de serviçais;•Seguiam a moda internacional nobre e chique;
  • 21. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA•Colocavam os filhos nas mais prestigiadas escolas;•Exerciam altos cargos de governação ou colocavam no poder familiares ou intelectuaisde confiança;•Viajavam para locais requintados instalando-se em hotéis de luxo;•Rodeavam-se de cultura, colecionavam arte e antiguidades, exibiam grandesbibliotecas, promoviam atividades culturais e frequentavam a ópera e o teatro.
  • 22. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA Na mentalidade, os burgueses do século XIXforam-se refinando:•Têm espírito de iniciativa, capacidade de risco,culto do trabalho e amor ao lucro legitimamenteconseguido;•São metódicos e organizados, valorizam o talentoe o esforço individuais, possuem consciência declasse e cultivam o mito do “self made men”;•Orgulham-se da condição da sua classe e da suadignidade;•Respeitam a família;•São conservadores, apreciam a ordem e aestabilidade.
  • 23. O operariado industrial e omovimento sindical LOGO
  • 24. SOCIEDADELOGO INDUSTRIAL E URBANA A condição operária Surge um terceiro grupo constituído pelos donos da força de trabalho, o proletariado. Os proletários eram obrigados a vender a sua capacidade de produzir trabalho aoscapitalistas. Era uma relação meramente económica entre dois polos sociais doprocesso produtivo. O mesmo liberalismo que defendia a liberdade, a igualdade e afraternidade, era o liberalismo criador da proletarização dos trabalhadores. A lei do mercado era também aplicada aos salários. Estes pagavam um produto decompra e venda – o trabalho – alvo da lei da oferta e da procura.
  • 25. SOCIEDADELOGOINDUSTRIAL E URBANA Condições de trabalho As condições de trabalho erammiseráveis e desumanas:• Faltava iluminação, arejamento ehigiene. As fábricas não dispunham deestruturas de apoio social (primeirossocorros, cantinas, vestiários ouinstalações sanitárias);• As jornadas de trabalho variavam entreas 12 e as 16 horas de trabalho vigiado,sem direito a descansos ou pausas e horade almoço de 30 minutos. As férias e osdias de descanso eram nulos. Um dia semtrabalho era um dia sem salário.
  • 26. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA• A falta de segurança destacava-se principalmente nas minas, nos acidentes, em vez deassistência médica, o acidentado “recebia” o despedimento sem compensação ou apoiosocial;• O trabalho era rotineiro e monótono;• A mão-de-obra infantil era habitual e muito utilizada, uma vez que era mais barata;• Quando existiam contratos de trabalho, os deveres eram dos trabalhadores e os direitosdos patrões.
  • 27. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA Modos de vida As condições de vida também eram péssimas. O salário era insuficiente para suprir as mais básicas necessidades, mal chegava para pão, água e vegetais. Os trabalhadores eram frequentemente vítimas de doenças graves e fatais (ex. tifo). As mulheres e as crianças viram-seobrigada a procurar emprego na tentativa de ajudar. Viviam em locais lotados, deconstruções precárias, sem privacidade, num ambiente de promiscuidade em bairrossem infraestruturas. Assiste-se então a uma degradação dos costumes – alcoolismo,prostituição, delinquência, vagabundagem e mendicidade.
  • 28. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA A questão operária Surgem as primeiras formas de organização social e as primeiras formas deorganização política. O poder político acaba por intervir na regulamentação dascondições de trabalho – acaba com os abusos de maior e institui um esquema deproteção social. Os intelectuais românticos e a Igreja, conscientes da “questão operária”,denunciavam-na. As instituições para a proteção social dos pobres e oprimidos tentaramapoiar, mas os resultados não eram muito grandes. Todavia, desenvolve-se umapreocupação social.
  • 29. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA Formas de solidariedade operária As primeiras formas de solidariedade operária surgem da reativação de práticas deassociativismo artesanal, agora com formas particulares de mutualismo e cooperação.» Caixas Mutuárias ou Associações de Socorros Mútuos – sociedades fraternas detrabalhadores que se ajudavam numa altura de crise económica. Os associados pagavamuma quota determinada em valor e em prazo, e eram obrigados a seguir regras decomportamento e conduta.» Cooperativas – procuravam dar resposta às necessidades de consumo dos operários,produzindo e comercializando bens a preços competitivos sem lucros, ou distribuindo-ospor todos os cooperantes quando este existia. Alguns patrões apercebendo-se que trabalhadores mais realizados eram menosreivindicativos e mais produtivos, promoveram e financiaram formas de associativismo eaceitaram negociar as primeiras concessões ao crescente movimento reivindicativo.
  • 30. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA As Associações de Socorros Mútuos eram fundamentalmente compostas poroperários mais esclarecidos. Todavia, o grosso destes empregados não possuíaqualificações e, por vezes, reagia de forma violenta, destruindo máquinas, atacando asfábricas (os movimentos Luddistas) ou fazendo greves. Todas estas reações provocarama repressão dos empresários, apoiados pelos Governos. Surgem as primeiras associações de caráter sindical (trade unions) funcionavamcomo organismos de apoio aos trabalhadores ou às suas famílias, em caso de acidenteou morte no trabalho. Paralelamente, os operários vão adquirindo a consciência dos seusdireitos. Lutam para conquistar regalias.
  • 31. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA Mas a grande maioria dos patrões insistia na exploração dos seus trabalhadores. Emresultado disso, aumentaram os movimentos de protesto e a luta operária saía à rua. Aluta era desorganizada e facilmente as autoridades as reprimiam, prendendo osagitadores que eram então encarcerados, condenados a trabalhos forçados e até àmorte. O sindicalismo, originário da Inglaterra, estende-se por toda a Europa e restantescontinentes do mundo. Vencido o medo, a ignorância, a desconfiança, a falta desolidariedade e a ausência de consciência de classe, os sindicatos organizavam-se emfederações laborais e são reconhecidos como parceiros sociais pelos governos.
  • 32. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA O socialismo Karl Marx defendia que o movimento operário devia ser internacional e único. É sob a sua ação que, em 184, se reúnem em Londres trabalhadores e sindicalistas de vários países para o 1º grande congresso operário. Formou-se a Associação de Trabalhadores, a I Internacional. Marx pretendia unir partidos socialistas e forças sindicalistas à escala do globo e lançar o operariado na luta política. Os progressos do movimento operário resultaramnuma maior consciencialização dos problemaslaborais e na extensão e intensificação da lutasindical, de que a grande manifestação do 1º de Maiode 1890 é uma prova.
  • 33. SOCIEDADE LOGO INDUSTRIAL E URBANA As ações de luta passam a ser conscientes e organizadas, conseguindo-se algunsresultados importantes:• Direito à negociação e à celebração dos primeiros contratos coletivos de trabalho. Opoder político reconhecia e conferia carácter institucional a estes acordos;• Obtenção de benefícios de trabalho: • redução de horas de trabalho para 10 e depois para 8 horas diárias; • melhoria dos salários; • proibição do trabalho de menores; • um dia de descanso semanal e férias; subsídios de carácter social; • assistência na doença e na velhice; • direito a condições de higiene e salubridade no trabalho; • direito à greve, legitimamente fundamentada e organizada.
  • 34. LOGO

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