História das Ciências e Educação em Ciências

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História das Ciências e Educação em Ciências
A História das Ciências como ferramenta pedagógica

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História das Ciências e Educação em Ciências

  1. 1. Doutoramento em História das Ciências e Educação Científica Instituto de Investigação Interdisciplinar Unidade curricular: Ciência, Educação e Cultura História das Ciências e Educação em Ciências A História das Ciências como ferramenta pedagógica Coimbra, 21 de fevereiro de 2014 Catarina Nabais da Costa Reis catarina.n.reis@gmail.com | uc2013162454@student.uc.pt
  2. 2. O ponto de partida… Inútil 0% Como classifica a “História das Ciências” no ensino das ciências? Pouco útil 11% Imprescindível 21% Imprescindível Importante Pouco útil Inútil 26 84 13 0 | | | | 21% 68% 11% 0% Importante 68% Inquérito feito em janeiro de 2014 a 123 professores dos GR 230 (30 – 24%) e 520 (93 – 76%)
  3. 3. O ponto de partida… Nunca 0% Raramente 16% Sempre 9% Com que frequência utiliza a “História das Ciências” no ensino das ciências? Sempre Frequentemente Raramente Inútil 11 92 20 0 | | | | 9% 75% 16% 0% Frequentemente 75% Inquérito feito em janeiro de 2014 a 123 professores dos GR 230 (30 – 24%) e 520 (93 – 76%)
  4. 4. O ponto de partida… Formação em história das ciências (Biologia e/ou Geologia) 100% 90% 50 80% 70% 112 60% 50% 40% 73 30% 20% 11 10% 0% Formação inicial Sim 73 | 59% Não 50 | 41% Formação contínua Sim Não Sim 11 | 9% Não 112 | 91% Inquérito feito em janeiro de 2014 a 123 professores dos GR 230 (30 – 24%) e 520 (93 – 76%)
  5. 5. Literacia Científica Cultura Ciência Património Tecnologia Sociedade Educação Memória Ambiente Saúde Cidadania Qualidade de Vida Inovação Empreendedorismo Ética Conhecimento
  6. 6. Papel das ciências no Currículo • • Organização curricular e programas do 2º ciclo do ensino básico “num mundo onde a Ciência e a Tecnologia penetram cada vez mais profundamente na vida quotidiana do indivíduo e da sociedade, a Escola tem um importante papel a desempenhar, não somente na aquisição de conhecimentos científicos e técnicos, mas também no desenvolvimento de atitudes suscetíveis de assegurar, aos cidadãos do futuro, a aplicação e avaliação desses conhecimentos.” (DGEBS, 1991, p. 175) • • Orientações Curriculares de Ciências Físicas e Naturais para o 3º ciclo do EB do Currículo Nacional do Ensino “o papel da Ciência e da Tecnologia no nosso dia-a-dia exige uma população com conhecimento e compreensão suficientes para entender e seguir debates sobre temas científicos e tecnológicos e envolver-se em questões que estes temas colocam, quer para eles como indivíduos quer para a sociedade como um todo” (DEB, 2001, p.129).
  7. 7. História das Ciências
  8. 8. História das Ciências e o Ensino • “A História da Ciência é antes de mais, um recurso didático de primeira ordem: haverá melhor forma de entender como se constrói a ciência do que analisar alguns casos históricos? Haverá melhor forma de valorizar o que são e significam as teorias do que analisar algumas controvérsias históricas ou reflectir sobre a potencialidade explicativa que oferecem diversas teorias do mesmo campo de saber? Haverá melhor forma de evitar uma visão dogmática e acabada da ciência do que analisar como se vão substituindo as teorias, como todas as explicações são provisórias?” Cachapuz, Praia e Jorge (2002, p. 85)
  9. 9. Utilização da HC no Ensino das Ciências - Benefícios (1) promove uma melhor compreensão dos conceitos científicos e da metodologia científica; (2) permite que se faça um percurso semelhante ao do processo histórico do desenvolvimento científico; (3) fomenta a HC como “herança cultural da humanidade”; (4) contribui para a compreensão da natureza do conhecimento científico; (5) humaniza a ciência e os seus atores; (6) evidencia a interdisciplinaridade; (7) facilita a educação científica para a cidadania.
  10. 10. Utilização da HC no ensino das Ciências – Riscos e Dificuldades Gil-Pérez e os seus colegas (2001, p. 5) reuniram as sete conceções deformadas mais frequentemente presentes na literatura, que são: 1) conceção empírico-indutivista e ateórica; 2) visão rígida; 3) visão aproblemática e ahistórica; 4) visão exclusivamente analítica; 5) visão acumulativa de crescimento linear dos conhecimentos científicos; 6) visão individualista e elitista da ciência; 7) visão socialmente neutra da ciência
  11. 11. “Why Implementing History and Philosophy in School Science Education is a Challenge: an analysis of obstacles” artigo de Höttecke e Silva (2010, p. 1234) Os autores retratam os obstáculos enfrentados pela implementação da HC na educação das ciências, e baseados na disciplina de física, referem: • (1) as características de uma cultura no ensino da física diferente das outras disciplinas escolares; • (2) a falta de competências profissionais para ensinar HC, a crença no ensino tradicional da física e em crenças epistemológicas inadequadas; • (3) a falta de apoio do quadro institucional do ensino de ciências (desenvolvimento curricular); • (4) e a ausência de conteúdos sobre HC nos livros didáticos.
  12. 12. “Teachers’ attitudes towards implementing HPS into their teaching is far from being suficient” Höttecke e Riess (2009, p. 3) (1) A extensão dos programas torna difícil a utilização de estratégias com abordagem histórica (2) Dificuldade em encontrar materiais credíveis e acessíveis sobre a história dos diversos conteúdos programáticos (3) Dificuldade em avaliar os alunos sobre aqueles materiais históricos. (4) O risco do "whiggismo“ (5) A HC pode influenciar negativamente os estudantes, ao revelar o lado menos positivo da ciência.
  13. 13. Decisão de utilizar a HC como estratégia pedagógica - influências • influências diretivas (documentos oficiais do MEC, decisões internas das escolas através dos seus projetos educativos e/ou decisões dos grupos disciplinares, …) • influências formativas (conhecimentos provenientes da formação inicial e contínua na prática docente) • influências profissionais (tipo de alunos, fatores espáciotemporais, recursos pedagógicos disponíveis, avaliação …) • influências pessoais (capacidade, gosto pessoal pela área, motivação, …)
  14. 14. Metas curriculares 7º ano de escolaridade (3º ciclo do Ensino Básico) Domínio Subdomínio TERRA EM TRANSFORMAÇÃO Objetivo geral Descritores 4. Compreender os fundamentos da estrutura e da dinâmica da Terra 4.1. Apresentar argumentos que apoiaram e fragilizaram a Teoria da Deriva Continental. 4.2. Reconhecer o contributo da ciência, da tecnologia e da sociedade para o conhecimento da expansão dos fundos oceânicos. 4.3. Esquematizar a morfologia dos fundos oceânicos. 4.4. Explicar as evidências clássicas (oceânicas e continentais) que fundamentam a Teoria da Tectónica de Placas. 4.5. Relacionar a expansão e a destruição contínuas dos fundos oceânicos com a constância do volume da Terra. 4.6. Resolver um exercício que relacione a distância ao eixo da dorsal atlântica com a idade e o paleomagnetismo das rochas do respetivo fundo oceânico. 4.7. Identificar os contributos de alguns cientistas associados à Teoria da Deriva Continental e à Teoria da Tectónica de Placas. 4.8. Caraterizar placa tectónica e os diferentes tipos de limites existentes. 4.9. Inferir a importância das correntes de convecção como “motor” da mobilidade das placas tectónicas. 2. Estrutura e dinâmica interna da Terra
  15. 15. História das Ciências e Educação em Ciências A História das Ciências como ferramenta pedagógica Considerações Finais
  16. 16. Doutoramento em História das Ciências e Educação Científica Unidade curricular: Ciência, Educação e Cultura História das Ciências e Educação em Ciências A História das Ciências como ferramenta pedagógica OBRIGADA PELA VOSSA ATENÇÃO! Catarina Nabais Reis

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