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  • 1. A informática para portadores
    de necessidades especiais
    Professora:Catarina Peres.
  • 2. “um cego agora pode escrever e ser lido e ler o que os outros escreveram”
  • 3. O que é o DOSVOX?
    O DOSVOX é um se comunica com o usuário através do uso de sintetizador de voz. O sistema conversa com o deficiente
    visual em Português, sem sotaque, e dá a ele muitas facilidades que um usuário vidente tem, como um sistema de
    gerência de arquivos adequadoao uso por D.V., editor e leitor de textos, impressor a tinta e em Braille, ampliador de telas para visão subnormal, diversos jogos, além deprogramas para acesso a Internet. O DOSVOX dá também suportea operação de programas que não foram criados para cegos, atravésde adaptações que permitem leitura sintética de telasou substituição de interações bidimensionais ou cliques de mouse [HomePage, 96].
  • 4. O cego e a Internet
    Para a pessoa cega, a comunicação pela Internet é especialmente importante por duas razões: a eliminação da necessidade da locomoção, que é normalmente um entrave para o cego, e o fato de que do outro lado da Internet, ninguém precisa realmente saber se o parceiro é ou não cego. Assim, pelo menos numa comunicação inicial, a pessoa cega é vista como uma pessoa não deficiente pelo parceiro.
  • 5. Marcelo Pimentel e Antônio Borges.
    O prof. Antonio Borges, lecionava primeira aula do período de 1993 da disciplina de Computação Gráfica, para alunos do Segundo Período de Informática na UFRJ. Percebeu que logo na primeira fileira de carteiras da sala, havia um aluno Deficiente Visual (Marcelo Pimentel). Pensou - "Como vou lecionar Computação Gráfica para um aluno cego ?!" A primeira idéia do prof. Antonio Borges (que na UFRJ é conhecido como Antonio II), foi dar a dispensa de disciplina a Marcelo. Entretanto, como Computação Gráfica é uma disciplina obrigatória para todos os alunos, isso seria um pouco complicado. Antonio então resolveu dar um curso paralelo que aproveitasse o potencial do aluno, explorando a essência do curso de computação gráfica que é a comunicação homem-máquina, no caso adaptando o conteúdo para as limitações do aluno. Reuniu-se com Marcelo e propôs a orientação para criação de um programa sonoro, utilizando um sintetizador de som de baixo custo, que foi montado na própria UFRJ, projeto do Eng. Diogo Takano. Antonio criou as rotinas básicas de fala e Marcelo, no decorrer do curso, criou o que hoje é o EDIVOX, editor de textos que é utilizado pela comunidade DOSVOX. A partir do trabalho original de Marcelo, diversos outros alunos trabalharam com Antonio e o DOSVOX foi crescendo, incorporando diversas finalidades, e se transformando no que é hoje: um sistema operacional completo. A universidade não teria condições de distribuir centenas de unidades do DOSVOX, bem como dar suporte aos usuários. Assim, a TR/1 Sistemas (LAYCAB), indústria de eletrônica situada no Rio de Janeiro, generosamente acolheu o projeto DOSVOX e se propôs a fabricar e vender a preço de custo o sintetizador de voz. Foi gerada uma estrutura de distribuição e suporte, através da criação de uma microempresa por uma pessoa cega, um dos primeiros usuários DOSVOX, Luiz Candido Pereira Castro. Com seu falecimento, uma outra pessoa cega assumiu esta tarefa: a cantora Katia, que hoje presta atendimento a todo Brasil.
  • 6. O que muda na vida de um deficiente visual
    com a tecnologia de computação?
    A modificação das relações entre deficiente visual e a cultura pode ser definida com uma única frase: “um cego agora pode escrever e ser lido e ler o que os outros escreveram”. Explicando melhor:
    a) a leitura e escrita das pessoas cegas, tradicionalmente, se faz através do método Braille [IBC, 97]. Entretanto, raríssimas pessoas que enxergam conseguem ler ou escrever Braille (muito menos com fluência). Isso isolava as pessoas cegas num gueto cultural: um cego só escrevia para outro cego ler.
    b) ao precisar ler um texto com escrita convencional, era necessário alguém que traduzisse para Braille ou lesse o texto, provavelmente gravando em fita cassete.
    c) embora uma pessoa cega pudesse escrever à máquina, o resultado quase sempre era ruim, pois era muito difícil corrigir ou escrever um texto, parar e depois voltar a escrever.
  • 7. Processo de alfabetização
    Diversas dificuldades do processo de alfabetização de crianças com graves problemas visuais decorrem de problemas mecânicos do método de escrita manual com o método Braille [IBC, 97]. Aqui se utiliza um estilete (punção), escrevendo-se de trás para diante no verso do papel. O manejo do punção exige força e destreza e uma criança pequena tem dificuldades de adquirir o domínio da escrita.
    Aqui, portanto, o computador pode ser usado para escrita com menos necessidade de habilidade. O teclado pode ser coberto (parcialmente, em geral) com adesivos com alguns códigos Braille, de forma, quando a criança aperte uma tecla, ela sinta qual o código Braille e o computador verbalize a tecla apertada, eventualmente associada a algum jogo didático. Desta forma, a criança pode aprender a escrever e a ler, simultaneamente [Borges, 1998].
  • 8. Bibliografia:
    http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/histdvox.html
    [Borges, 98] Borges, J.A, Paixão, B. e Borges, S. - Projeto DEDINHO - Alfabetização de crianças cegas com ajuda do computador - Anais do Congresso Estadual de Educação - Rio de Janeiro - 1998
    http://www.acegosjf.com.br
  • 9. CLAUDIO VILLARDI
    PEDAGOGIA
    RECREIO