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O Papel Das Bibliotecas Na InclusãO ComunitáRia

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  • 1. O PAPEL DAS BIBLIOTECAS NA INCLUSÃO COMUNITÁRIA<br />O final do Século XX foi marcado pelo imenso avanço tecnológico, sobretudo pelo desenvolvimento das telecomunicações e informática, acarretando mudanças cumulativas e irreversíveis na sociedade. O contexto atual, chamado de Sociedade da Informação, baseia-se em um modelo de sociedade onde a informação, especialmente a informação digital, encontra-se presente de maneira intensa na vida social dos povos de todos os países, independente do seu nível de desenvolvimento, tamanho ou filosofia política, desempenhando um papel central em todas as atividades. <br />Dessa forma, a biblioteca, que tem como matéria prima a informação, deve explorar com eficiência o seu papel informacional e educacional e trabalhar no contexto múltiplo e diversificado das tecnologias de comunicação e informação, incluindo a rede mundial de computadores, visando suplantar as barreiras de espaço e tempo, para ampliar o acesso a informação, a cultura e a educação da comunidade.<br />Essa responsabilidade não é atribuição somente das bibliotecas escolares e públicas, agora, as bibliotecas de empresas e de instituições particulares, chamadas de “bibliotecas técnicas”, também são chamadas a dar sua contribuição a sociedade e promover a cultura da informação digital para seus públicos, interno e externo. <br />A IFLA (Federação Internacional das Associações e Instituições Bibliotecárias) declara que as bibliotecas devem ser os portais de entrada ao conteúdo da Internet, fornecendo mecanismos para superar os obstáculos criados pelas diferenças de recursos, tecnologia e formação, especialmente nos casos que são os únicos pontos de acesso disponível. <br />As bibliotecas técnicas precisam rever seu tradicional modelo, de oferecer serviços e produtos somente no seu ambiente físico, devem ultrapassar os muros e promover a inclusão digital da comunidade onde está inserida. Sobretudo por serem dotadas de maior infra-estrutura que as demais, principalmente se comparadas com as bibliotecas vinculadas ao setor público. As bibliotecas técnicas, de modo geral, possuem profissionais qualificados, com atualização permanente, além de serem dotadas de recursos tecnológicos modernos e de boa qualidade. <br />O Maranhão é apontado como um dos estados de menor índice de acesso e uso de computadores e da Internet do país e também possui um número reduzido de bibliotecas públicas e escolares. Por isso, precisa que as empresas, que atuam no estado, tragam para si essa responsabilidade social e envolvam suas bibliotecas em projetos de inclusão informacional e digital. O primeiro passo pode ser desenvolver projetos em parceria e trabalhar em conjunto com o Curso de Biblioteconomia, da UFMA, com bibliotecas públicas e escolares ou ONGs que atuam na área educacional e cultural.<br />Assim, as bibliotecas técnicas precisam desenvolver estratégias envolvendo a comunidade, especialmente crianças e jovens que vivem ao seu redor, no acesso a informação e ao incentivo do uso lúdico e educacional da web. As pesquisas apontam, com relação aos hábitos desses usuários, que a Internet é usada nomeadamente para jogos, chats, redes de relacionamento, visita a sites como de desenhos animados, personagens, celebridades, etc. Não sendo comum o acesso a páginas com temas educativas ou culturais. <br />A inclusão digital não envolve somente o uso do computador e da linguagem digital, mas também, e principalmente, aprender a selecionar, usar e criar informações de maneira correta, desenvolvendo o espírito crítico e senso de cidadania, incluindo aqui, direito e deveres com relação as fonte. <br />Nesse sentido, todas as bibliotecas têm a responsabilidade de contribuir para a formação dos indivíduos, para viverem nesse mundo, marcado por mudanças e transformações na forma de produzir e consumir informações. É preciso ensiná–los a utilizar a informação digital em benefício próprio e coletivo, a fim de reduzir os problemas e as desigualdades sociais emergentes da Sociedade da Informação. <br />CASSIA FURTADO<br />Doutoranda em Informação e Comunicação Digital <br />Universidade de Aveiro – Portugal<br />cf.cfurtado@gmail.com<br />Artigo publicado no Jornal O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís - Brasil.<br />Caderno Terceiro Setor, dia 27 de março de 2010, p.2.<br />http://imirante.globo.com/oestadoma/<br />

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