O difícil e fascinante ofício de editor de livros

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Palestra proferida em mesa redonda no Instituto de Letras da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) em 2/10/2013. Entre os temas abordados estão os desafios e as vantagens do ofício de editor de livros, a perda de poder do editor e a ruptura tecnológica na indústria editorial

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O difícil e fascinante ofício de editor de livros

  1. 1. O difícil e fascinante ofício de EDITOR DE LIVROS Três notícias ruins; três notícias boas e uma mais ou menos Carlo Carrenho Instituto de Letras – UERJ | 02/10/2013
  2. 2. As Notícias Ruins: 1. Esqueça a ideia romântica de editor 2. O livro que você gosta não vende 3. Ninguém fica rico com livros
  3. 3. 1ª Notícia Ruim: Esqueça a idéia romântica do editor Agenda romântica do editor
  4. 4. 1ª Notícia Ruim: Esqueça a ideia romântica do editor Agenda realista do editor
  5. 5. 2ª Notícia Ruim: O livro que você gosta não vende Lista de Mais Vendidos do PublishNews
  6. 6. 3ª Notícia Ruim: Com honrosas exceções, ninguém fica rico com livros As regras: A exceção:
  7. 7. A Notícia Mais ou Menos: O Poder passou do Editor ao Autor e ao Leitor
  8. 8. Os protagonistas O Escritor O Editor O Leitor
  9. 9. Período pré-Gutemberg O poder está na mão dos editores e escritores (elite) e não há distinção entre eles. Leitores não existem. O Escritor O Editor O Leitor
  10. 10. Período pós-Gutemberg O poder está na mão dos editores, que assume o papel de guardião do conhecimento e censor. Escritores e leitores vivem sob seu domínio. O Leitor O Escritor O Editor
  11. 11. Período pós-Digital O poder passa ao leitor, que agora possui voz e liberdade de escolha do que ler e de como usar seu tempo de entretenimento. O leitor tem até liberdade para publicar. O Editor O Escritor O Leitor
  12. 12. “O editor perde poder para o escritor e especialmente para o leitor na medida em que o acesso à publicação é democratizado pela tecnologia.”
  13. 13. A democratização 1983: James Bessen cria o 1º programa de desktop publishing  Democratização do design e pré-produção 1984: Jane Snowball faz a primeira compra online  Democratização do varejo 1996: Joe Jacobsson registra a patente da e-ink  Democratização da produção e logística.
  14. 14. “A multiplicação das formas de entretenimento e o surgimento de plataformas sociais deram ao leitor o poder de renegar a produção editorial.”
  15. 15. Para pensar “O problema é que a maioria dos leitores adora livros ruins.” Michael Krüger, editor alemão Publisher da Carl Hanser Verlag “Nunca confuda seu catálogo com sua biblioteca.” Jordi Nadal, editor catalão Publisher da Plataforma
  16. 16. As Notícias Boas: 1. Dinamismo e criatividade marcam presença 2. É uma indústria culta, educada e divertida 3. É um momento único na história do livro
  17. 17. 1ª Notícia Boa: Dinamismo e Criatividade Marcam Presença DINAMISMO: • Cada livro é um novo projeto • Há sempre inúmeros lançamentos CRIATIVIDADE: • É necessária para pensar o livro • É necessária para produzir o livro • É necessária para o marketing do livro • É necessária vender o livro
  18. 18. 2ª Notícia Boa: É uma indústria culta, educada e divertida
  19. 19. 3ª Notícia Boa: É um momento único na história do livro
  20. 20. Obrigado! Carlo Carrenho Consultor Editorial Sócio-fundador do PublishNews Coordenador do curso “Publisher: o livro como negócio” E-mail: carrenho @ gmail.com Linkedin: http://br.linkedin.com/in/carrenho Twitter: @carrenho Esta apresentação encontra-se em: http://www.slideshare.net/carrenho

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