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Plano de Belo Horizonte - MG - Brasil ...

Plano de Belo Horizonte - MG - Brasil

Trabalho para a matéria de PUR - 2010
UNIP Alphaville

Trabalho feito por Maíra Serrano, Gabriela Malva, Barbara Barquilha, Hanna Mizoguchi e Carolina Suzuki

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    Plano de Belo Horizonte Plano de Belo Horizonte Presentation Transcript

    • Plano de Belo HorizonteNova Capital
    • LocalizaçãoPlano Belo Horizonte
    • LocalizaçãoPlano Belo Horizonte
    • “Ótimas condições de salubridade, abastecimento abundante de águapotável, facilidades oferecidas pelo local para edificação e construção emgeral, como pedreiras, jazidas e matas, e ainda uma análise datopografia em relação a livre circulação e a ligação do plano geral daviação estadual e federal, de modo a facilitar a ação política eadministrativa dos poderes políticos e a movimentação comercial eindustrial do estado.”MINAS GERAIS. Comissão de Estudo dasLocalidades indicadas para a nova Capital.Relatório apresentado a AfonsoPena, presidente do Estado, pelo engenheiroAarão Reis. Janeiro a Maio de 1893. Rio deJaneiro: Imprensa Nacional, 1893. 76 p. AcervoAPM. Relatório.
    • Plano Belo Horizonte
    • Contexto HistóricoSéc. XVIIFinal do Séc. XIX e início do XX• Capitania de Minas Gerais;• Economia do Ouro;• Diversos conflitos entre as oligarquias rurais para controle político eeconômico;• Inserção da República: mudanças físicas para mudanças ideológicas;• 1888 – Abolição da Escravidão;• 1889 – Proclamação da República;• Força econômica: agrícola além da mineração;
    • Plano Belo Horizonte
    • Intenções• Ideal de ser uma metrópole não só de Minas Gerais, mas daRepública;• Projeto sido pensado de forma a escrevê-la no mundo moderno;• Espaço para a constituição de uma nova sociabilidade;• Intuito de unificação do território mineiro por conta do mercado deexportação que se desenvolvia: café e mineração;• Ruptura com o passado e início de um tempo de modernização edesenvolvimento;
    • “(...) a cidade aparece como signo de um novo tempo; centro dedesenvolvimento intelectual e de novas formas de riqueza e trabalho;foco irradiador da civilização e progresso; um lugarmoderno, higiênico e elegante, capaz de consolidar um podervigoroso e assegurar a unidade política do estado.”JULIÃO, Letícia. Itinerários da cidademoderna (1891-1920).p.50.
    • “Art. 1 – O presidente do estado mandará, com urgência, por uma oumais comissões de sua livre nomeação, proceder a estudos nosseguintes lugares dentre eles ser escolhido um para o qual sejamudada a capital do estado: BeloHorizonte, Paraúna, Barbacena, Várzea do Marçal e Juiz de Fora.”MINAS GERAIS. Lei n.1, de 28 deoutubro de 1891. In: ImprensaOficial, 1927, p.43.
    • Escolha de Belo Horizonte• Vigoraram fatores:▫ Econômicos▫ Políticos▫ Higiene▫ Salubridade▫ Posição geográfica (regiãocentral do estado)▫ Clima• 17/12/1893 – Designadocomo local para a construçãoda nova cidade-capital;• Inicialmente inaugurada como nome Cidade de Minas, emudado em 1901 para BeloHorizonte novamente.
    • Vantagens Locais• Situa-se no centro geográfico do estado e queria se tornar a sede;• Apenas a 100km de Ouro Preto, facilitando a supervisão dostrabalhos e a operação de mudança;• Acessível por todos os lados;• Cursos de água numerosos para fornecimento;• Altitude de 800m e excelentes condições climáticas para um paístropical;
    • Evolução de Belo Horizonte• Região ainda era pouco habitada - Curral Del Rey.• 1891 – adoção do Regime Federativo pela Constituição.• Segunda unidade do país: população, economia e política.• Ouro Preto foi a principal mina de ouro do Brasil – não atendiamais as necessidades da expansão real. Motivo: Zona montanhosa.• Transferência de responsabilidade – Ouro Preto > Belo Horizonte.• 1893 – Presidente Afonso Pena: Lei de transferência da capital em 4anos.
    • EquipeComissões Poder Executivo• Comissão de Estudos;• Comissão Construtora;• Integrada por:▫ Aarão Reis e FranciscoBicalho;▫ 3 engenheiros;▫ 1 arquiteto;▫ 1 médico higienista;▫ Outros auxiliares técnicos;• Afonso Pena e seu sucessorBias Fortes – detentoresAfonsoPena
    • Plano Belo Horizonte
    • Sobre Aarão Reis•Engenheiro, urbanista, administrador e filósofo;•Republicano e positivista;•Ardoroso fã do plano da cidade deWashington, Paris deHaussmann, Ringstrasse de Viena, LaPlata.•Pai de Belo Horizonte – apesar demudanças no projeto inicial.•1893 – Chefe da Comissão, AarãoReis.•1895 – Apresentou o plano aopresidente de Minas Gerais, AfonsoPena.•1897 – Cerimônia Oficial – Conclusãodo Projeto
    • Sobre o Plano• Intervenção Estatal• Área Urbana: 8.815.382m²;• Quarteirões de 120mx120m;• Ruas largas que se cruzam emângulos retos (20m de largura);• Avenidas que cortam as ruas emângulos de 45º (35m delargura);• As ruas eram largas para aconveniente arborização e livrecirculação de veículos;• Inauguração: 12 de dezembro de1897;• Princípio do tabuleiro dexadrez;• Multiplicação dos eixos dedireção, que reduz as distâncias eevita deslocamentos em linhaquebrada;
    • BeloHorizonte
    • BeloHorizonte
    • Paris
    • Viena
    • LaPlata
    • Washington
    • Urbanismo Progressista• Richard Sennet – Carne ePedra: a livre circulaçãosanguínea – planejamento decidades sanitaristas comoartérias e veias;• Movida pela ordemrepublicana, positivista ecientífica;• Estilo funcional e progressistade urbanismo: espaçosordenados pelas funções enecessidades sociais.• Traçado modernizadorinspirado nas experiênciasurbanísticas européias e norte-americanas – CidadePlanejada
    • “Traçar com régua e o compasso uma ordem socialharmônica, unitária, onde não haveria lugar para a chamadadesordem urbana.” Aarão ReisJULIÃO, Letícia. Itinerários da cidademoderna (1891-1920).p.56.
    • Arquitetura da Visibilidade• Cidadesplanejadas, amplas, abertas, livres para a passagem colocamfim à multidão compacta evalorizam a individualidade.• Richard Sennet – Declínio dohomem público. – o espaçopúblico de passagem e nãopermanência.• Espaço que produz isolamentoe ao mesmo tempo, controlesocial.• Cidades Planejadas =funcionam como isolante doespaço, valorizando o corpoem movimento e evita-setumultos.• Michael Foucault – Vigiar ePunir: o nascimento da prisão.– indivíduo dócil – corpo-segmento de um conjunto.
    • Estratificação do Espaço• Característica de cidademoderna: paradigma de serum local de segmentação.• Divida em 3 zonas paracontrole da cidade.▫ Fixava limites▫ Classificava▫ Hierarquizava os territórios• Zona Urbana, Zona Suburbanae Zona Rural
    • “A zona urbana que constituía o espaço moderno e ordenadoreservado para as elites mineiras. Possuía avenidaslargas, retas, geométricas, infra-estrutura sanitária e técnica, áreaque deveria ser espelho das cidades mais modernas do mundo; azona suburbana, fora dos limites da Avenida do Contorno quefuncionava como uma fronteira que separava a vida urbana dasuburbana, onde as moradias eram sofríveis e os serviçosprecários; e, por fim, a zona rural, um cinturão verde, onde selocalizariam os núcleos coloniais que abasteceriam a Capital defrutas, legumes, verduras e matéria prima para a sua construção.”OLIVEIRA, Éder Aguiar Mendes de. Aimigração italiana e a organização operáriaem Belo Horizonte nas primeiras décadasdo século XX. 2004. 93f. Monografia.
    • Zona Urbana• Apenas uma avenida que corta a Zona Urbana de Norte a Sul – Destinada aligação dos bairros opostos (Avenida Afonso Pena);• Estética: Parques e Praças;• A única projetada com esmero;• A rede hidrográfica foi um importante fator na escolha do sítio, porém foiignorada;• Traçado homogêneo, ortogonal, ignorando a hidrografia (ribeirão Arrudas) –canalizado;• Aarão preferiu sobrepor sua malha do que render-se aos caprichos da natureza.• Na várzea do ribeirão Arrudas – serviços e comércio por estar próximo aestação de trem.
    • AvenidaAfonsoPenaentrePraçaMiltonCamposePraçadaBandeira
    • Avenida Afonso Pena 1930 Avenida Amazonas 1947
    • Zona Suburbana• Quarteirões irregulares, lotes de áreas diversas, ruas traçadas emconformidade com a topografia• Ruas com 14m de largura• Recebeu tratamento bem simplificado• Destacada da região agrícola apenas pelo espaçamento do tecido urbano• Hidrografia determinante para a urbanização• Estação de tratamento de esgoto, Lavanderia Municipal, Incinerador delixo, Oficinas ferroviárias, Cemitério e Matadouro.
    • Avenida do Contorno• “Cidade fortificada sem muros”• Regularia a entrada e saída dos habitantes –obstáculo simbólico da circulação de bens erelações sociais• Evita o rompimento entre a zona central e osubúrbio• A divisão facilita a conveniente distribuição dosimpostos locais – interno mais caro
    • Plano Belo Horizonte
    • Zoneamento• Áreas delimitadas e imediatamenteidentificadas, diferentes das três zonas principais;• A rigidez do plano, com as funções específicas para aárea interna do perímetro expulsou para outras zonas ascamadas populares;• Crescimento urbano da PERIFERIA para o CENTRO;• Ocupação da Zona Urbana = atende primeiramente afuncionários e proprietários de funções estaduais;
    • Zoneamento da Área Urbana• Bairro dos Funcionários = concentrou-se a área dofuncionalismo público.• Casas excelentes, ruas simétricas, ótimas instalaçõessanitárias.• Área central: destinada a construção de prédiospúblicos, Parque Municipal e Zona Comercial (atualSantos Dumont).• Proibida a construção de estábulos, chiqueiros ecasas de capim.
    • Zoneamento da Área Suburbana• Semelhante ao subúrbio de Paris (Haussmann)– restringe-se apenas a maquiagem, atrás dasfachadas determinadas pelas normas deconstrução civil, estavam as casas/cortiços semventilação, como chiqueiros.• Maior parte da população – Operários –moravam em chamados “Cafuas”• Não havia quase nenhuma restrição.
    • “Não sendo fácil aos pobres operários, dignos de todas asatenções do poder público, a construção, na zonasuburbana, de casas das dos tipos adaptados pelaPrefeitura, para construções congêneres, vime obrigado aceder-lhes gratuitamente, lotes em ponto afastado, na vastaexplanada que vai ao Calafate para onde provisoriamenteestão sendo transferidos.”MONTEIRO, Bernardo Pinto. Relatórioapresentado pelo Prefeito ao ConselhoDeliberativo da Capital. BeloHorizonte, 1899-1902. Imprensa Oficial.
    • Áreas Ambientais• Parque – Pulmão urbano, tão importante quantoo coração. Considerado local de experiênciasocial da cidade.• Construções para enfeitar o “belo jardim” –Destinados a eventos sociais e esportivos.• Ribeirão Arrudas e Serra do Curral
    • Plano Belo Horizonte
    • Alterações do projeto inicial• Parque foi reduzido e disposto segunda umaorientação diferente, ocupando uma superfíciequase o triplo da atual;• Jardins públicos não foram executados, bem como amaioria das praças;• Todas as praças previstas por Aarão Reisdestinavam-se a abrigar os edifícios públicos. Foramagrupados em torno do palácio presidencial;
    • Plano Belo Horizonte
    • Curral Del Rey• Apoiado na fotografia e noscartões postais para construir amemória do que foi destruído.• A invenção da memória e aconstituição de arquivos deimagens sobre o Curral DelRey, lugarejo que foisumariamente destruído para darlugar a capital, forampreocupações de Aarão Reis.
    • Plano Belo Horizonte
    • Cronologia da Evolução Pós-Plano• 1922 – estagnação devido à crise financeira;• 1930 – consolidação de capital – problemas de ocupação – carência deserviços públicos;• 1940 – verticalização da área central – esboço de planos diretores parareorganizar a expansão da cidade;• 1950 – Plano Diretor para Belo Horizonte – 700.000 habitantes;• 1960 – Ares de metrópole – conurbação da cidade – quase esgotam espaços vazios;• 1980 – valorização da memória da cidade – tombamentos – Metrô de Superfície;• 1990 – valorização dos espaços urbanos;
    • Críticas Projetuais• Geometria despreza o relevo;• Ruas e avenidas abordam os morros no sentido do declive mais forte, oque leva a sofridas inclinações, que ficaram ainda mais perigosas com acirculação de automóveis – San Francisco;• Traçado apresenta ângulos agudos que atrapalham na visibilidade –Barcelona;• Terrenos triangulares implicam em complicados problemas naocupação dos lotes, só com a arquitetura em concreto armado permitiua edificação de torres perfeitamente adaptadas à forma dos lotes, atéentão difíceis de utilizar;
    • Crescimento Acelerado• O crescimento se deu na Zona Suburbana, onde as carências eram maiores;• A Zona Urbana foi desenhada para ser a alma da cidade, essa alma comcerteza reencarnou na imprevisibilidade da gigantesca Zona Suburbana• Aarão imaginou uma cidade fechada, da área rigorosamente fixada, sempossibilidade de extensão - não é mais a parte maldita e ignorável dacidade;• Hoje uma das maiores cidades brasileiras;
    • Locomoção• Crescimento desordenado;• Centro entra em colapso – arquitetura decai• Excesso de centralidade – passagem obrigatória• Corredor de trânsito• Desordem, marginalidade e decadência
    • BeloHorizonte
    • EquipeBarbara Barquilha – R.A.: 391644-8Carolina Suzuki – R.A: 419197-8Gabriela Malva – R.A.: 385705-0Hanna Mizoguchi – R.A.: 417316-3Maíra Serrano – R.A.: 261957-1Turma: AU7A06• Bibliografia• BRUAND, Y .Arquitetura contemporânea no Brasil• TEIXEIRA, C M.Em obras: história do vazio em BeloHorizonte Under construction: history of the void in BeloHorizonte• PASSOS, Daniela Oliveira Ramos dos. A formaçãourbana e social da cidade de Belo Horizonte:hierarquização e estratificação do espaço na novaCapital Mineira. Universidade Federal de Ouro Preto –Artigo de Mestrado.• VILLAÇA, Flávio. Uma contribuição para a história doplanejamento urbano no Brasil.