Your SlideShare is downloading. ×
0
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

Prólogo a rede e o ser-by carolinagasparotto

456

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
456
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
15
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • 26/06/13 Prof. Dr. Roberto Elisio Aula: Teoria da Comunicação
  • Transcript

    • 1. 26/06/13 Carolina Gasparotto 1
    • 2. 26/06/13 Carolina Gasparotto 2Site Oficialhttp://www.manuelcastells.info/es/index.htmManuel CastellsManuel Castells es profesor de Sociología y director delInternet Interdisciplinary Institute de la UniversitatOberta de Catalunya (UOC), en Barcelona. También esprofesor universitario y catedrático de la Cátedra WallisAnnenberg de Tecnología de Comunicación y Sociedad dela Escuela Annenberg de Comunicación, de la Universidadde California Meridional, en Los Angeles. Es profesoremérito de Sociología y profesor emérito dePlaneamiento Urbano y Regional en la Universidad deCalifornia en Berkeley, donde impartió clases durante 24años.
    • 3. 26/06/13 Carolina Gasparotto 3Fue profesor adjunto de Sociología en la Universidad de París, profesor asociado deSociología en la Escuela para Estudios Avanzados en Ciencias Sociales, en la Universidad deParís (1967-1979), profesor y director del Instituto Universitario de Sociología de NuevasTecnologías en la Universidad Autónoma de Madrid (1988-1993), profesor de investigaciónen el Consejo Superior de Investigación Científica (CSIC) en Barcelona (1997) y profesor deSociología y de Planeamiento Urbano y Regional en la Universidad de California en Berkeley(1979-2003).Entre 2004 y 2010 ocupó el puesto de profesor visitante distinguido en el InstitutoTecnológico de Massachusetts (2004-2009), en la Universidad de Oxford (2007-2010) y en laUniversidad de Santa Clara (2008-2010). Desde 2009 es investigador visitante permanentedel Instituto Stellenbosch para Estudios Avanzados, en Sudáfrica. Ha sido profesor visitanteen 17 universidades de todo el mundo y profesor invitado en cientos de institucionesacadémicas y profesionales en 45 países. Es autor de 23 libros, incluida la trilogía La era de lainformación: economía, sociedad y cultura, 1996-2003, publicada por Blackwell y traducida a23 lenguas.
    • 4. 26/06/13 Carolina Gasparotto 4Clasificación relativa de un grupo de investigadores líderes en Comunicación pornúmero de citaciones en el Social Science Citation Index, 2000-2011*
    • 5. 26/06/13 Carolina Gasparotto 5Durante a década de 1970, Castells teve um importante papel no desenvolvimento daSociologia urbana Marxista. Enfatizou o papel dos movimentos sociais na transformaçãoConflitiva da paisagem urbana.Introduziu o conceito de “consumo coletivo” para compor um amplo alcance dos esforçosSociais, deslocado do campo econômico para o campo político pela intervenção do Estado.Ao abandonar as estruturas Marxistas no inicio da década de 1980, começou a se concentrarno papel das novas tecnologias de informação e comunicação na reestruturação econômica.Nos meados da década de 1990, juntou os lados de sua pesquisa em um sólido estudoChamado “A Era da Informaçao”, publicado como uma trilogia entre 1996 e 1998.
    • 6. 26/06/13 Carolina Gasparotto 6 Uma revolução Tecnologica concentradas nas tecnologias da informação; Economias por todo o mundo passaram a manter interdependência global; Apresentando uma nova forma de relação entre a economia entre aeconomia, o Estado e a sociedade; O próprio Capitalismo passa por um processo de profunda reestruturaçao;• Maior Flexibilidade de gerenciamento;• Descentralização das empresas;• Organizaçao em Redes;• Individualização e diversificação das relações de trabalho;• Incorporação maciça das mulherres na força de trabalho;• Intervenção estatal para desregular o mercado;• Aumento da concorrência econômica global;
    • 7. 26/06/13 Carolina Gasparotto 7 Em consequência dessa revisão geral do sistema capitalista: Uma integração global dos mercados financeiros; O desenvolvimento da região do Pacifico asiático com o novo centroindustrial global dominante; A difícil unificação econômica da Europa; O surgimento de uma economia regional na América do Norte; A diversificação, depois desintegração, do ex-Terceiro Mundo; A transformação gradual da Russia e da antiga área de influênciasoviética nas economias de mercado; A incorporação de preciosos segmentos de economias do mundointeiro em um sistema interdependente que funciona como umaunidade em tempo real;
    • 8. 26/06/13 Carolina Gasparotto 8Devido a essas tendências, houve também: Acentuação de um desenvolvimento desigual;(…) Na verdade, observamos a liberação paralela de forças produtivasconsideraveis da revolução informacional e a consolidação de buracosnegros de miséria humana na economia global (…) As atividades criminosas e organizações ao estilo da máfia de todo omundo também se tornaram globais e informacionais; Redes interativas de computadores crescendo exponencialmente,criando novas formas e canais de comunicação, moldando a vida e, aomesmo tempo, sendo moldadas por ela; As mudanças sociais são tão drásticas quantoos processos de transformação tecnológica eeconômica;
    • 9. 26/06/13 Carolina Gasparotto 9ISTOÉ - Acesso à cultura faz diferença na sociedade informacional?MANUEL CASTELLS – Em uma sociedade na qual o poder e a riqueza das pessoas,empresas e países dependem da geração de informação, a educação é o elementofundamental de progresso. Mas também de desigualdade e de exclusão social. Se há algoque precisa mudar, é o sistema educacional. A tecnologia faz com que, através dadesigualdade de acesso à informação, se ampliem as diferenças sociais. Então, numasociedade em que o mercado é fundamental na aplicação de recursos, sem uma açãopolítica deliberada haverá aumento da desigualdade.Entrevista Completa - 1999http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/31800_A+MAQUINA+HUMANAEntrevista Folha – 2010http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2109201022.htmSOCIÓLOGO, QUE VÊ A INTERNET COMO AMPLIFICAÇÃODA SOCIEDADE, DIZ QUE NO CASO DO BRASIL NÃO HÁQUALQUER DESEJO DE MUDANÇA
    • 10. 26/06/13 Carolina Gasparotto 10 Há uma definição fundamental de relações entre mulheres, homens,crianças e, consequentemente, da família, sexualidade e personalidade. A crise ambiental permeou as instituições da sociedade, e seus valoresganharam apelo político a preço de serem refutados e manipulados naprática diaria das empresas e burocracias; Os movimentos sociais se fragmentaram, agora locais, com objetivo único eefêmeros, encolhidos em seus mundos interiores ou brilhando por apenasum instante em um símbolo da mídia; Nesse mundo de mudanças confusas e incontroladas, as pessoas tendem areagrupar-se em torno de identidades primárias: religiosas, étnicas,territoriais, nacionais; A identidade está se tornando a principal e, as vezes,única fonte de significado em um período históricocaracterizado pela ampla desestruturação dasorganizações, deslegitimação das instituições,enfraquecimento de importantes movimentos sociais;
    • 11. 26/06/13 Carolina Gasparotto 11 A conexão e desconexão de indivíduos, grupos, regiões e até países pelasredes globais de intercâmbios é seguido de uma divisão entre oinstrumentalismo universal abstrato e as identidades particulareshistoricamente enraizadas. Nossas sociedades estão cada vez maisestruturadas em uma oposição bipolar entre a Rede e o ser; Castells acredita no poder libertador da identidade sem aceitar anecessidade de sua individualização ou de sua captura pelofundamentalismo e que observar, analisar e teorizar é um modo de ajudara construir um mundo diferente e melhor. Não oferecendo as respostas,mas suscitando algumas perguntas pertinentes. A busca da identidade étão poderosa quanto à transformação econômica e tecnológica no registroda nova história.
    • 12. 26/06/13 Carolina Gasparotto 12Tecnologia, sociedade e transformação históricaAs transformações tecnológicas e econômicas implicam em uma novaidentidade do ser, em que o conhecimento e a informação assume umagrande importância para a formação desta nova identidade.A tecnologia não determina a sociedade. Nem a sociedade escreve o cursoda transformação tecnológica, uma vez que muitos fatores, inclusivecriatividade e iniciativa empreendedora, intervêm no processo de descobertacientifica, inovação tecnológica e aplicações sociais, de forma que o resultadofinal depende de um complexo padrão interativo.A sociedade não determina a tecnologia, mas pode sufocar seudesenvolvimento principalmente por intermédio do Estado. A tecnologia nãodetermina a evolução histórica e a transformação das sociedades, masincorpora a capacidade de transformação das mesmas, bem como os usos queestas decidem dar ao seu potencial tecnológico;
    • 13. 26/06/13 Carolina Gasparotto 13Consequências sociais da Tecnologia:A ARPANET tinha como objetivo principal servir a investigação e o desenvolvimento,sobretudo para o Departamento de Defesa dos EUA. Qualquer conteúdo oucomunicação de índole comercial era estritamente proibido naquela altura.Durante a década de 1980, a ARPANET foi sendo ligada a outras redes deuniversidades e de grandes empresas, como a HP, para dinamizar ainda mais a I&D.Nos finais da década, a ARPANET deu por atingidos os seus objetivos e entregou àNFS a responsabilidade de manter e aumentar o backbone. A NSF desenvolveu a redesobretudo nos EUA.Os primeiros ISP - Internet Service Providers - começaram a aparecer na década de1980 e começaram a dar acesso a empresas e particulares, sobretudo através dediaul-up.No início da década de 1990, a NSF começou a perder o controle sobre o backbone, àmedida que operadores privados começaram a criar as suas próprias infra-estruturas.Foi nessa altura que as restrições à comercialização da Internet foram totalmenteabolidas.
    • 14. 26/06/13 Carolina Gasparotto 14A ARPANET tinha como objetivo principal servir a investigação e o desenvolvimento,sobretudo para o Departamento de Defesa dos EUA. Qualquer conteúdo oucomunicação de índole comercial era estritamente proibido naquela altura.Durante a década de 1980, a ARPANET foi sendo ligada a outras redes de universidadese de grandes empresas, como a HP, para dinamizar ainda mais a I&D. Nos finais dadécada, a ARPANET deu por atingidos os seus objetivos e entregou à NFS aresponsabilidade de manter e aumentar o backbone. A NSF desenvolveu a redesobretudo nos EUA.Os primeiros ISP - Internet Service Providers - começaram a aparecer na década de 1980e começaram a dar acesso a empresas e particulares, sobretudo através de diaul-up.No início da década de 1990, a NSF começou a perder o controle sobre o backbone, àmedida que operadores privados começaram a criar as suas próprias infra-estruturas.Foi nessa altura que as restrições à comercialização da Internet foram totalmenteabolidas.
    • 15. 26/06/13 Carolina Gasparotto 15Desde 1969 surgiram várias aplicações para a Internet, cada vez mais amigáveis aousuário. Alguns exemplos: Gopher, Veronica, WAIS, FTP. Outras formas de comunicaçãoem rede também tiveram sucesso e fizeram os primórdios da Internet, como é o caso dasBBS ou de serviços online como aCompuserve ou a AOL .Na década de 1990, o aparecimento da World Wide Web, o desenvolvimento dosbrowsers, a diminuição de custos de acesso, o aumento de conteúdos, entre outrosfatores, fizeram com que a Internet tivesse um crescimento exponencial. Para entender oconceito do que vem a ser a Internet, a rede mundial de computadores, deve-se regressaràs décadas de 1960 e 1970 para compreender como ela se tornou um dos meios decomunicação mais populares. Tudo surgiu no período em que a guerra fria pairava no arentre as duas maiores potências da época, os Estados Unidos e a ex-União Soviética.
    • 16. 26/06/13 Carolina Gasparotto 16O Governo norte-americano queria desenvolver um sistema para que seuscomputadores militares pudessem trocar informações entre si, de uma base militar paraoutra. Foi assim que surgiu então a ARPANET, o antecessor da Internet, um projetoiniciado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos que realizou então ainterconexão de computadores, através de um sistema conhecido como chaveamentode pacotes, que é um esquema de transmissão de dados em rede de computadores noqual as informações são divididas em pequenos “pacotes”, que por sua vez contémtrecho dos dados, o endereço do destinatário e informações que permitiam aremontagem da mensagem original.Este sistema garantia a integridade da informação caso uma das conexões da redesofresse um ataque inimigo, pois o tráfego nela poderia ser automaticamenteencaminhado para outras conexões. O curioso é que raramente a rede sofreu algumataque inimigo. Em 1991, durante a Guerra do Golfo, certificou-se que esse sistemarealmente funcionava, devido à dificuldade dos Estados Unidos para derrubar a rede decomando do Iraque, que usava o mesmo sistema.
    • 17. 26/06/13 Carolina Gasparotto 17O sucesso do sistema criado pela ARPANET foi tanto que as redes agora também eramvoltadas para a área de pesquisas científicas das universidades. Com isso, a ARPANETcomeçou a ter dificuldades em administrar todo este sistema, devido ao grande ecrescente número de localidades universitárias contidas nela. Dividiu-se então estesistema em dois grupos[2], a MILNET, que possuía as localidades militares e a novaARPANET, que possuía as localidades não militares. Um esquema técnico denominadoProtocolo de Internet (Internet Protocol) permitia que o tráfego de informações fossecaminhado de uma rede para outra.Todas as redes conectadas pelo endereço IP na Internet comunicam-se para que todaspossam trocar mensagens. Através da National Science Foundation, o governo norte-americano investiu na criação de backbones (que significa espinha dorsal, em português),que são poderosos computadores conectados por linhas que tem a capacidade de darvazão a grandes fluxos de dados, como canais de fibra óptica, elos de satélite e elos detransmissão por rádio. Além desses backbones, existem os criados por empresasparticulares. A elas são conectadas redes menores, de forma mais ou menos anárquica. Ébasicamente isto que consiste a Internet, que não tem um dono específico.
    • 18. 26/06/13 Carolina Gasparotto 18O que hoje forma a Internet, começou em 1969 como a ARPANET, criada pela ARPA,sigla para Advanced Research Projects Agency, ou Agência de Pesquisa de ProjetosAvançados, uma subdivisão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Ela foicriada para a guerra, pois com essa rede promissora, os dados valiosos do governodaquele país estariam espalhados em vários lugares, ao invés de centralizados emapenas um servidor. Isso evitaria a perda desses dados no caso de, por exemplo, umabomba explodisse no campus. Em seguida, ela foi usada inicialmente pelasuniversidades, onde os estudantes, poderiam trocar de forma ágil para a época, osresultados de seus estudos e pesquisas. Em Janeiro de 1983, a ARPANET mudou seuprotocolo de NCP para TCP/IP. Em 1985 surge o FTP.
    • 19. 26/06/13 Carolina Gasparotto 19Contudo, a Internet como hoje conhecemos, com sua interatividade, como arcabouço deredes interligadas de computadores e seus conteúdos multimídia, só se tornou possívelpela contribuição do cientista Tim Berners-Lee e ao CERN, Conseil Européen pour laRecherche Nucléaire - Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, que criaram a WorldWide Web, inicialmente interligando sistemas de pesquisa científicas e mais tardeacadêmicas, interligando universidades; a rede coletiva ganhou uma maior divulgaçãopública a partir dos anos 1990. Em agosto de 1991, Berners-Lee publicou seu novoprojeto para a World Wide Web, dois anos depois de começar a criar o HTML, o HTTP eas poucas primeiras páginas web no CERN, na Suíça. Em 1993 o navegador Mosaic 1.0 foilançado, e no final de 1994 já havia interesse público na Internet. Em 1996 a palavraInternet já era de uso comum, principalmente nos países desenvolvidos, referindo-se namaioria das vezes a WWW.
    • 20. 26/06/13 Carolina Gasparotto 20 Por exemplo, no século XV quando o renascimento europeu estava plantando assementes intelectuais da transformação tecnológica que dominaria o planeta trêsséculos depois, a China era a civilização mais avançada em tecnologia, segundo Mokyr.Mas esse avanço foi interrompido devido a três fatores: a inovação tecnológica ficoufundamentalmente nas mãos do Estado durante três séculos; após 1400, o EstadoChinês, sob as dinastias Ming e Qing, perdeu o interesse pela inovação tecnológica;outro aspecto deve ao fato de estarem empenhados em servir ao Estado, as elitesculturais e sociais enfocavam as artes, as humanidades e a autopromoção perante aburocracia imperial. Desse modo, o que parece ser mais importante é o papel do Estadoe a mudança de orientação da política estatal. O Estado, por um lado, pode ser e sempre foi ao longo da história, na China e em outrospaíses, a principal força de inovação tecnológica; do outro, exatamente por isso, quandoo Estado afasta totalmente seus interesses do desenvolvimento tecnológico ou se tornaincapaz de promovê-lo sob novas condições, um modelo estatista de inovação leva áestagnação por causa da esterilização da energia inovadora autônoma da sociedadepara criar e aplicar tecnologia;
    • 21. 26/06/13 Carolina Gasparotto 21 A intervenção Estatal na China e na União Soviética impediu o crescimentotecnológico, mas não causou o mesmo efeito no Japão. A relação entre a tecnologia e a sociedade é que o papel do Estado, sejainterrompendo, seja promovendo, seja liderando a inovação tecnológica, é umfator decisivo no processo geral, à medida que expressa e organiza as forçassociais dominantes em um espaço e uma época determinada. A revolução tecnológica atual originou-se e difundiu-se em um período históricoda reestruturação global do capitalismo, para o qual foi uma ferramenta básica.Portanto, a nova sociedade emergente desse processo de transformação écapitalista e também informacional, embora apresente variação históricaconsiderável nos diferentes países, conforme sua história, cultura, instituições erelação especifica com o capitalismo global e a tecnologia informacional.
    • 22. 26/06/13 Carolina Gasparotto 22Informacionalismo, industrialismo, capitalismo, estatismo: modos dedesenvolvimento e modos de produçãoO desenvolvimento e as manifestações dessa revolução tecnológica forammoldados pelas lógicas e interesses do capitalismo avançado;A tentativa do estatismo soviético fracassou a ponto de haver o colapso de todosistema, em grande parte, em razão da incapacidade do estatismo para assimilar eusar os princípios do informacionalismo;O estatismo chinês foi bem-sucedido ao transformar-se num capitalismoliderado pelo Estado e ao integrar-se nas redes econômicas globais, aproximando-se mais do modelo estatal desenvolvimentista do capitalismo do leste asiático;
    • 23. 26/06/13 Carolina Gasparotto 23 Informacionalismo é um novo modo de desenvolvimento, historicamentemoldado pela reestruturação do modo capitalista de produção, no final doséculo XX; As sociedades são organizadas em processos estruturados por relaçõeshistoricamente determinadas de produção, experiência e poder: Produção é aação da humanidade sobre a matéria (natureza); Experiência é a ação dossujeitos humanos sobre si mesmos, determinada pela interação entre asidentidades biológicas e culturais desses sujeitos em relação a seus ambientessociais e naturais; Poder é aquela relação entre os sujeitos humanos que, combase na produção e na experiência, impõe a vontade de alguns sobre os outrospelo emprego potencial ou real de violência física ou simbólica;
    • 24. 26/06/13 Carolina Gasparotto 24 A produção é organizada em relações de classes que definem o processo peloqual alguns sujeitos humanos, com base em sua posição no processoprodutivo, decidem a divisão e os empregos do produto em relação aoconsumo e ao investimento. A experiência é estruturada pelo sexo/relaçõesentre os sexos, historicamente organizada em torno da família e, até agora,caracterizada pelo domínio dos homens sobre as mulheres. As relaçõesfamiliares e a sexualidade estruturam personalidade e moldam a interaçãosimbólica; O poder tem como base o Estado e seu monopólio institucionalizado daviolência, difunde-se em toda a sociedade encerrando os sujeitos numaestrutura rigorosa de deveres formais e agressões informais; A comunicação simbólica entre os seres humanos e o relacionamento entreesses e a natureza, com base na produção, experiência e poder, cristalizam-seao longo da história em territórios específicos e assim geram culturas eidentidades coletivas;
    • 25. 26/06/13 Carolina Gasparotto 25 A relação entre a mão-de-obra e a matéria no processo de trabalho envolve o uso demeios de produção para agir sobre a matéria com base em energia, conhecimentos einformação. A tecnologia é a forma especifica dessa relação; O produto do processo produtivo é usado pela sociedade de duas formas: consumo eexcedente. As estruturas sociais interagem com os processos produtivos determinandoas regras para a apropriação, distribuição e uso do excedente. Essas regras constituemmodos de produção, e esses modos definem as relações sociais de produção,determinando a existência de classes sociais; No século XX- dois modos predominantes de produção: o capitalismo e o estatismo. Nocapitalismo, a separação entre os produtores e seus meios de produção, atransformação do trabalho em commodity e a posse privada dos meios de produção.No estatismo, o controle do excedente é externo à esfera econômica: fica nas mãos dosdetentores do poder estatal. O capitalismo visa maximização de lucros. O estatismo visaà maximização do poder, ou seja, o aumento da capacidade militar e ideológica doaparato político;
    • 26. 26/06/13 Carolina Gasparotto 26 As relações sociais de produção e, portanto, o modo de produção determinam aapropriação e os usos do excedente; Os próprios níveis de produtividade dependem da relação entre a mão-de-obrae a matéria, como uma função do uso dos meios de produção pela aplicação deenergia e conhecimentos, é caracterizada pelas relações técnicas de produção,que definem modos de desenvolvimentos; Cada modo de desenvolvimento é definido pelo elemento fundamental àpromoção da produtividade no processo produtivo; No novo modo informacional de desenvolvimento, a fonte de produtividadeacha-se na tecnologia de geração de conhecimentos, de processamento dainformação e de comunicação de símbolos;
    • 27. 26/06/13 Carolina Gasparotto 27 O informacionalismo visa o desenvolvimento tecnológico, ou seja, aacumulação de conhecimentos e maiores níveis de complexidade doprocessamento da informação. É a busca por conhecimentos e informação quecaracteriza a função da produção tecnológica no informacinalismo; A tecnologia e as relações técnicas de produção difundem-se por todo oconjunto de relações e estruturas sociais, penetrando no poder e naexperiência e modificando-os. Dessa forma, os modos de desenvolvimentosmodelam toda a esfera de comportamento social, inclusive a comunicaçãosimbólica.
    • 28. 26/06/13 Carolina Gasparotto 28O informacionalismo e a perestroyka capitalista:O fator histórico mais decisivo para a aceleração, encaminhamento e formaçãodo paradigma da tecnologia da informação e para a indução de suas conseqüentesformas sociais foi/é o processo de reestruturação capitalista, empreendido desdeos anos 80, de modo que o novo sistema econômico e tecnológico pode seradequadamente caracterizado como capitalismo informacional;A inovação tecnológica e a transformação organizacional com enfoque naflexibilidade e na adaptabilidade foram absolutamente cruciais para garantir avelocidade e a eficiência da reestruturação;O informacionalismo está ligado á expansão e ao rejuvenescimento docapitalismo, como o industrialismo estava ligado a sua constituição como modo deprodução;
    • 29. 26/06/13 Carolina Gasparotto 29 O processo de reestruturação teve manifestações muito diferentes nas regiões esociedade de todo o mundo; Embora a reestruturação do capitalismo e a difusão do informacionalismo fossemprocessos inseparáveis em escala global, as sociedades agiram/reagiram a essesprocessos de formas diferentes, conforme a especificidade de sua história, cultura einstituições;O ser na sociedade informacional:As novas tecnologias da informação estão integrando o mundo em redes globais deinstrumentalidade. Mas a tendência social e política característica da década de 1990 eraa construção da ação social e das políticas em torno de identidades primárias. Osprimeiros passos históricos das sociedades informacionais parecem caracterizá-las pelapreeminência da identidade como seu princípio organizacional;
    • 30. 26/06/13 Carolina Gasparotto 30A busca de uma nova identidadeO poder crescente da identidade está relacionado ao macro processo detransformação institucional que estão ligados, em grande medida, aosurgimento de um novo sistema global. Correntes muito difundidas de racismoe xenofobia na Europa Ocidental podem ser relacionadas a uma crise daidentidade ao tornar-se uma abstração, ao mesmo tempo em que as sociedadeseuropéias, embora vendo sua identidade obscurecida, descobriram nelasmesmas a existência duradoura de minorias étnicas;O surgimento do fundamentalismo religioso também parece estar ligado tanto auma tendência global como a uma crise institucional;Quando a Rede desliga o Ser, o Ser, individual ou coletivo, constrói seusignificado sem a referência instrumental global: o processo de desxonexãotorna-se recíproco após a recusa, pelos excluídos, dalógica unilateral de dominação estrutural e exclusão social.
    • 31. 26/06/13 Carolina Gasparotto 31Entrevista Folha - 2010No caso específico do Brasil, qual a sua percepção?O Brasil segue uma dinâmica assistencialista em que da política se esperamsubsídios e favores, mais do que políticas. A situação econômica do paísmelhorou consideravelmente. O que mudou a política aqui é que os doisúltimos presidentes, FHC e Lula, eram influentes e controlavam seus partidosmuito mais do que eram controlados por ele. Duvido que o país continue a teressa boa sorte, qualquer que seja o resultado das eleições.A renovação do sistema político exige que as pessoas queiram uma mudança,e isso normalmente ocorre quando existem crises. A internet serve paraamplificar e articular os movimentos autônomos da sociedade. Ora, se essasociedade não quer mudar, a internet servirá para que não mude.Entrevista Folha – 2010http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2109201022.htm
    • 32. 26/06/13 Carolina Gasparotto 32http://youtu.be/lHVzOggtVvg"Castells habla en este fragmento de la construcción de un nuevoespacio público de debate que se ha abierto, y de formairreversible. Para el profesor, la información y la comunicación”

    ×