A menina que não gostava de ler
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A menina que não gostava de ler Presentation Transcript

  • 1. Texto III: A menina que não gostava de Ler Autores: Carol e seu Pai Janeiro de 2011
  • 2. Texto III: A menina que não gostava de ler - Introdução
    • Todo dia, por volta de 6 h da manhã, meu pai se levanta, dá bom dia a Dona Sandra e antes que ela leia a primeira página do jornal, ele diz:
    • Não! Quem vai ler primeiro sou eu, depois a senhora vê! Dona Sandra comentava isso nas horas em que conversávamos na cozinha. De fato, meu pai sempre diz que ele mantém o jornal diário lá em casa, para ver se a gente cria o hábito de ler, mas ele percebe que a gente só quer ver a parte que trata das fofocas da televisão.
    • Meninas, vocês só lêem essas besteiras de novela, dos astros dessas músicas que só falam de besteiras, poxa! Que é que adianta eu comprar o jornal todo dia nesta casa?
    • Meu pai não entendia, mas eu e minhas irmãs tínhamos a resposta. É o que a gente gostava de saber do jornal. Nem era muito pra saber de novela, não. E nem se lia muito também. Só se tivesse alguma coisa sobre algum grupo que estava “ bombando” ou sobre alguma festa que ia acontecer no final de semana.
    • 1
  • 3. Texto III: A menina que não gostava de ler – 2ª parte.
    • Num dia em que estávamos reunidos na casa do meu avô, um dos meus tios, depois que meu pai começou a dizer que não gostávamos de ler, resolveu contar uma história.
    • - É uma história muito interessante, de uma menina que não gostava de ler.
    • De uma maneira geral, todo mundo sabia que ler era importante. No colégio, os professores do infantil já preparavam a gente para ler, para ser alfabetizado. Os livros com imagens formavam as histórias. Depois da alfabetização tinham os vários livros paradidáticos, com poucas folhas, até chegar ao fundamental II, onde os livros eram bem maiores, bem mais volumosos.
    •  
    • Meu tio devia saber disso quando propôs contar a história da menina que não gostava de ler. Dos que estavam na sala do meu avô muitas já ficaram meio que com cara feia. Uma delas saiu pela esquerda e foi se dirigindo para o quarto do computador.
    •  
    • - Ei, não é pra fugir não! Espera só um pouquinho que a história é curta!
    •   
    • 2
  • 4. Texto III: A menina que não gostava de ler – 3ª parte.
    • Meu tio, então, contou a história de uma técnica que era utilizada no trabalho dele para demonstrar às pessoas da importância da leitura e da interpretação do que se lia. Parece que ele reinventou um pouco a história pra que a gente pudesse ficar interessada. E todos mais ou menos ficaram.
    •  
    • Ele contou que o texto começava com a frase: leia o texto até o final. Depois desta frase, uma série de tarefas era listada e o autor do texto dizia que deveriam ser feitas, sendo que o primeiro a conseguir ganharia um prêmio.
    • E sabe o que aconteceu? Todo mundo começou a fazer as coisas que o texto pedia. Exceto uma pessoa, uma menina que não gostava de ler .
    • Meu tio, então, contou que a primeira tarefa do texto era dar um abraço em quem estava do lado. Depois tinha que mostrar a língua para alguém. Daí tinha que levantar e dar uma voltinha, como num desses passos de balé. E assim por diante. Mas a menina que não gostava de ler ficava lá paradinha. Ela não fazia nada. Os outros ficavam olhando e não entendiam.
    •  
    • - Será que ela não sabe ler? Não é possível, tem alguma coisa nesta história, é brincadeira.
    •  
    • 3
  • 5. Texto III: A menina que não gostava de ler – 4ª parte.
    • E todo mundo ficou meio que na expectativa de ver aonde ia dar aquela história, e qual seria a moral da história. Com certeza ia acabar de um jeito que deixasse o meu pai bem na fita, só porque ele não se cansa de dizer que ler é a melhor coisa que existe pra quem é criança ou adolescente e blá blá blá...blá blá blá.
    •  
    • O meu tio contava a história com aquela cara de quem acha que é o cara, fazendo careta e dizendo as palavras de jeito diferente, pensando que só agradava. Mas até que ele contava direitinho.
    •  
    • - E ficou aquela confusão, todo mundo fazendo as tarefas, querendo ganhar o prêmio: lia uma parte do texto e já fazia o que era pedido. Mas a menina que não gostava de ler, nem pegava no texto. Mas, então....
    •  
    • Meu tio deu quase um grito pra chamar a atenção de todo mundo e disse:
    •  
    • Daí um chamado interno, lá no fundo da alma da menina que não gostava de ler chamou-lhe a atenção: e se eles não estão lendo direito? E se é uma pegadinha pra mostrar que quem não lê direito faz papel de bobo? E se é pra criticar que quem não interpreta o que lê não consegue encontrar a saída?
    • 4
  • 6. Texto III: A menina que não gostava de ler – 5ª parte.
    • Aquelas palavras da história que meu tio estava contando mexeram com alguns dos netos de meu pai que estavam meio com cara de Mona Lisa, na sala. Outros nem ligaram. Algumas pessoas são assim mesmo, não ligam para o que os adultos contam e, às vezes, uma orientação entra por um ouvido e sai pelo outro.
    • Não sei mesmo o que é que os adultos acham tão interessante num jornal, que todo dia, bem cedinho, têm que buscar o jornal e ficar quase meia hora, folheando, folheando. Meu pai fica, às vezes, no banheiro, outras no gabinete ou então na sala. Minha mãe lê até os classificados. Meu pai, às vezes, brinca com ela:
    •  
    • - Tu lês até anúncio de emprego! Por que?
    • - Ué, pode ter alguma coisa boa pra alguém que eu conheça .
    •  
    • Acho que os outros que se sensibilizaram com a história que meu tio estava contando também devem ter pensado sobre o que acontece em suas casas. Tudo quanto é pai ou mãe, professores e os adultos em geral, gostariam que os filhos lessem mais. Ficam enchendo a nossa cabeça com livros e sua importância. De repente, tem mesmo algum valor a gente fazer isso.
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  • 7. Texto III: A menina que não gostava de ler – parte final.
    • Meu tio já estava finalizando a história. Ele contou que a menina que não gostava de ler ficou com aqueles pensamentos, e pensando nos amigos, buscou o texto que havia deixado de lado e procurou ler com atenção.
    • Ela percebeu que aquela primeira frase era muito importante: leia o texto até o final. Daí ela não se importou com as tarefas que o texto mandava fazer e ao fim do texto teve uma grande surpresa porque a última frase dizia: esqueça todas as tarefas, se levante, e diga “Eu gosto muito de ler e sei interpretar o que está escrito”. E ela fez o que foi pedido no texto e só ela ganhou o prêmio.
    •  
    • Realmente, todo mundo achou a história, assim, meio interessante. Mas, na verdade, não é que a menina não gostava de ler, ela lia, mas só quando achava necessário. Talvez, seja isto que acontece com a gente, que é criança ou adolescente. Dá pra pensar melhor se não é o caso de começar a ler mais, mesmo, sem ser obrigado por conta do colégio ou por que os os pais querem. Talvez seja legal, quem sabe eu posso ajudar os meus amigos, como a menina que não gostava de ler, mas leu, fez. Acho que ela não fez para ganhar o prêmio, fez para mostrar que criança e adolescente sabe ler e interpretar, sim.
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    • Fim
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