Open Source e Modelos de Negócio

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Open Source e Modelos de Negócio
Autor: Carlos Costa, ISCTE
Apresentado em
Business Technology World 2009
O Impacto das Tecnologias de Negócio nas Organizações Empresariais

Lisboa, 19 de Março 2009

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  • 1. Open Source e Modelos de Negócio Carlos J. Costa Business Technology World 2009 O Impacto das Tecnologias de Negócio nas Organizações Empresariais Lisboa, 19 de Março 2009 Carlos J. Costa
  • 2. Índice
    • Software Livre
    • Free Spftware Foundation vs. Open Source Iniciateve
    • O que é o Open Source?
    • Modelos de Negócio?
    • Os Intervenientes
      • Cliente/Utilizador
      • Fornecedor de TI
      • Universidades
      • Estado
    • Modelos de Negócio?
    • Generalização de Conceito
  • 3. Software Livre/Open Source
    • Software Livre
    • Software Gratuito
    • Software com Fonte Aberta
    • Possibilidade de Alteração
    • Richard Stallman
    • Cultura hacker MIT
  • 4. Software Livre/Open Source
    • Eric Raymond apresentou o já célebre manifesto “A Catedral e o Bazar”.
    • Procurou dar uma perspectiva mais realista do Open Source,
    • Partiu da argumentação da superioridade técnica do desenvolvimento open source.
    • Eric Raymond apresenta 2 modelos de desenvolvimento de software:
      • Catedral - Organização estruturada
      • Bazar - Desenvolvimento pela comunidade
  • 5. FSF VS OSI
    • Free software foundation
      • Abordagem ideológica
      • Richard Stallman
      • Exemplo de licenças GNU: GPL,LGPL, GFDL
    • Open Source Iniciative
      • http://www.opensource.org/
      • Abordagem comercial e mais realista
      • Bruce Perens and Eric S. Raymond
  • 6. Definição de Open Source Quando se refere o Open Source está-se a falar na produção e difusão de software mediante um conjunto de condições: 1. Redistribuição gratuita 2. Código fonte disponível 3. Possibilidade de fazer alteração ao código disponibilizado 4. Integridade do código fonte do autor 5. Não discriminação em relação a pessoas e grupos 6. Não discriminação em relação a campo de actuação 7. Distribuição de licença 8. A licença não deve estar associada a produto 9. A licença não deve restringir outros programas informáticos 10. A licença deve ser neutra em termos de tecnologias utilizadas
  • 7. Perspectiva Económica
    • Há algum tempo atrás causava alguma estranheza falar em modelos de negócio de open source.
    • Porém, no âmbito do Open Source Initiative procurou-se ter uma postura mais realista.
  • 8. Os Intervenientes
    • Para que os modelos sejam sustentáveis é relevante identificar os principais intervenientes:
      • Clientes/Utilizador
      • Fornecedores TI
      • Estado.
      • Universidades.
  • 9. Cliente/Utilizador
    • Em primeiro lugar os clientes/Utilizadores
    • Porque utilizar open source?
    • Argumentação de que o software fornecido em open source oferece menos garantias. Será verdade?
    • De que garantias estamos a falar?
    • Será que os programas informáticos distribuídos sob outra forma que não o open source oferecem essas garantias?
    • É preciso não esquecer que o software é um serviço a garantia é outro serviço.
    • A generalidade das licenças não oferece qualquer garantia.
  • 10. Cliente/Utilizador
    • A escolha de SW depende das garantias dadas pelas entidades prestadoras de serviços
    • Outros aspectos a ponderar:
      • Possibilidade de aceder aos dados
      • Compatibilidades com outros sistemas
      • Casos específicos em que se deve aceder ao código fonte (eVoting)
      • Existem competências específicas na empresa
  • 11. Cliente/Utilizador
    • Paga um mix de Licença + Manutenção
    • Logo -> o open source não é gratuito.
    • Ou seja, para além do software há que considerar outros serviços: manutenção, formação, parametrização, instalação, etc.
  • 12. Cliente/Utilizador
    • Em suma é relevante identificar:
      • todos os benefícios
      • todos os custos (e riscos)
      • todas as restrições
      • Decidir da forma mais racional
  • 13. Fornecedores TI
    • Na perspectiva das empresas fornecedoras de TI há que ter em linha de conta:
      • As licenças a escolher;
      • A forma de gerar o dinheiro
  • 14. Fornecedor TI
    • No que diz respeito às licenças alguns dos conceitos relevantes são:
      • Direito de autor
      • Domínio Público
      • Copyleft .
      • Fonte Aberta
      • Shared Source
    • .
  • 15. Fornecedor TI Tipos de Licenças: Licenças em que se pode fazer tudo (licença MIT), - Licenças com restrições de copyleft - Licenças em que o software podendo começar a ser distribuído livremente pode ser aproveitado e incorporado em software comercial (licença BSD). - Licenças duais (MySQL)
  • 16. Fornecedor TI
    • Mas há ainda outro aspecto fundamental: como fazer dinheiro?
  • 17. Fornecedor TI
    • Em primeiro lugar há que ter em linha de conta que se pode recorrer a várias licenças que não pressupões que o software seja sempre gratuito.
      • Licenças Duais
      • Open Source - Comercial
        • desenvolver e distribuir software recorrendo a uma licença que seja open source mas com a possibilidade de o deixar de ser ( ex. BSD).
    • Obviamente que esta situação poderá acarretar consequências a nível comercial.
  • 18. Fornecedor de TI
    • A maior fatia de facturação não depende de comissões ou licenças de SW
    • No caso do Open Source as receitas podem resultar de:
    • instalação,
    • parametrização,
    • desenvolvimento de add-on,
    • formação,
    • certificação,
    • manutenção
    • Pode ainda haver
    • Patrocínios
  • 19. Fornecedor de TI
    • Estratégias:
    • Aproveitamento de software em maturidade (ou declínio)
    • Forma de entrada no mercado
    • Visibilidade no sector
  • 20. Fornecedor de TI
    • 5 Estratégias de Open Source (Dornan, 2008)
      • Entrar no mercado;
      • Vender componentes ou add-ons;
      • Licença dupla - versão paga e versão não paga
      • Patrocínio e Publicidade
  • 21. Estado
    • Relativamente a entidades públicas, (Estado e autarquias locais), têm:
      • objectivo económico
      • objectivos social
      • Devem fazer gestão eficiente dos recursos.
    • De entre os aspectos económicos e sociais
      • Deve promover formação
        • Competências genéricas
        • Competências específicas relativas a necessidades de empresas
      • Contribuir para desequilíbrio da balança com exterior
      • Contribuir para actividade económica nacional
  • 22. Universidades
    • As universidades são players importantes.
    • Acordos entre universidades e empresas.
    • Open Source permite:
      • Ter visibilidade dos resultados de investigação e desenvolvimento e didácticos;
      • Desempenhar um papel social;
      • Aproveitamento mais adequado dos resultados didácticos.
      • Evitar aproveitamentos abusivos por parte de alguns intervenientes.
  • 23. Modelos de Negócio?
    • E então os modelos de negócio?
    • Preencher template Osterwalder, A. (2004)?
    • Os principais aspectos já foram discutidos.
  • 24. Generalização do Conceito
    • O open source não é uma actividade meramente marginal.
    • Don Tapscott (no Wikinomics) sugere aplicação do conceito a outros sectores de actividade
  • 25. Universidade
    • Voltemos ao papel da Universidade...
    • O ISCTE tem sido líder nesta área colaborando com várias entidades nacionais e europeias em diversas iniciativas.
      • Caixa Mágica
      • Projectos e dissertações sobre ERP Open Source
      • “ Lifelong Learning Programme" (Projecto ISCTE-UOC-FTA)
      • Mestrado Open Source Software
        • http://moss.dcti.iscte.pt/.
  • 26. Referências
    • Bergquist, M and Ljungberg, J. (2001)The power of gifts: Organising social relationships in Open Source communities. Information Systems Journal, 11(4):305-320,
    • Costa,C. "ERP Open Source," in Information Technology, Organizations and Teams, C. J. Costa, Ed. Itml Press , 2007, pp. 159–170. ISBN: 978-989-8033-06-2
    • Dornan, A. (2008) "The Five Open Source Business Models" Information Week http://www.informationweek.com/blog/main/archives/2008/01/the_five_open_s.html
    • Feller, J and Fitzgerald, B. (2000). A framework analysis of the open source software development paradigm. In Proceedings of the 21st Annual International Conference on Information Systems (ICIS 2000), pages 58-69, Brisbane, Australia,
    • Joseph Feller, Brian Fitzgerald, Scott A. Hissam, and Karim R. Lakhani, (editors) 2005, Perspectives on free and open source software, MIT Press. http://mitpress.mit.edu/books/chapters/0262562278.pdf
    • Kavanagh, P. (2005) Open Source Software:: Implementation And Management, Elsevier
    • Osterwalder, A. (2004) The Business Model Ontology - A Proposition In A Design Science Approach, HEC, Lausanne site: http://www.hec.unil.ch/aosterwa/PhD/
    • Raymond. E., (1999)The Cathedral and the Bazaar: Musings on Linux and Open Source by an Accidental Revolutionary. O'Reilly and Associates, Sebastopol, California. http://www.catb.org/~esr/writings/cathedral-bazaar/cathedral-bazaar/.
    • Site interessante: http://opensource.mit.edu/online_papers.php