• Share
  • Email
  • Embed
  • Like
  • Save
  • Private Content
A Liahona julho 2011
 

A Liahona julho 2011

on

  • 991 views

Revista A Liahona edição do mês de julho 2011.

Revista A Liahona edição do mês de julho 2011.

Statistics

Views

Total Views
991
Views on SlideShare
991
Embed Views
0

Actions

Likes
0
Downloads
1
Comments
0

0 Embeds 0

No embeds

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

    A Liahona julho 2011 A Liahona julho 2011 Document Transcript

    • A I G R E J A D E J E S U S C R I S T O D O S S A N T O S D O S Ú LT I M O S D I A S • J U L H O D E 2 0 11Pioneiros da AméricaLatina, p. 16Escolher um Caminhona Vida, p. 42A Escritura Que MudouTudo, p. 50O Boi e o Templo, p. 68
    • Esperança de Sião, de Miroslava Menssen-Bezakova Muitos santos dos últimos dias viajaram para o Vale do Lago dia em que sereis coroados de muita glória; ainda não é chegadaSalgado em meados do Século XIX. Alguns anos antes, em 1º de a hora, mas está próxima.agosto de 1831, o Profeta Joseph Smith falou aos santos do Mis- Lembrai-vos disto, que eu vos digo de antemão, para que osouri, dando-lhes esperança para o futuro no Missouri e para guardeis no coração e recebais o que se seguirá” (D&C 58:4–5).sua futura jornada rumo ao Oeste. Aqui vemos alguns daqueles que permaneceram fiéis, Em uma revelação ao Profeta, o Senhor disse: e eles representam todos os que prosseguiram com fé para “Pois após muitas tribulações vêm as bênçãos. Portanto vem o edificar Sião.
    • A Liahona, Julho de 2011MENSAGENS 4 Mensagem da Primeira Presidência: Quando Assumo Algo, É para Valer Presidente Dieter F. Uchtdorf 7 Mensagem das Professoras Visitantes: Venham ao Templo e Reivindiquem Suas BênçãosARTIGOS16 Mi Vida, Mi Historia Histórias de fé e conversão de dez santos dos últimos dias latino-americanos.22 Fé para Atender ao Chamado Élder Jeffrey R. Holland A convicção que levou os pionei- ros a estabelecerem-se em regiões desoladas pode inspirar-nos a dar o melhor de nós para a obra de Deus.29 “Como Eu Vos Amei” Barbara Thompson 22 Duas qualidades nos distinguem como discípulos de Jesus Cristo.32 Ilhas de Fé: Uma História de Diligência Adam C. Olson A ilha flutuante dos Coilas 12 Nossa Crença: O Trabalho É um Princípio Eterno representa fisicamente o que eles procuram edificar espiritual- mente para sua família. 14 Servir na Igreja: Chamada por Deus36 Sem Medo da Água Ramona Dutton Adam C. Olson 15 Nosso Lar, Nossa Família: Joseph tinha medo de entrar na A Missão de Vida de uma água para ser batizado. Mas sua Mãe Amorosa família o ajudou a vencer Peiholani Kauvaka o medo. 38 Vozes da IgrejaSEÇÕES 75 Notícias da Igreja 8 Coisas Pequenas e Simples 79 Ideias para a Noite Familiar10 Falamos de Cristo: 80 Até Voltarmos a Nos Encon- Beber Abundantemente da trar: Este Ano, Não É Batata: Água da Vida É Erva Daninha. Arranque! NA CAPA Primeira capa: fotografia tirada por Matthew Heaps Mont Poulsen Mark J. Davis. Última capa: fotografia tirada por Kent Miles. Julho de 2011 1
    • JOVENS ADULTOS JOVENS CRIANÇAS 46 Direto ao Ponto 68 48 Pôster: Fofoca 49 Nosso Espaço 50 Como Eu Sei?: A Resposta no Versículo Oito Angelica Nelson 52 Nossa Honrosa Herança Pioneira Presidente Thomas S. Monson 42 Podemos aprender muito com nossos antepassados pioneiros. 42 61 Testemunha Especial: Eles Falaram para Nós: Começar a Agir 54 Ajudar Uns aos Por que É Importante Servir aos Outros? Outros na Índia Élder Von G. Keetch Élder Charles e Irmã Carol Kewish Élder Dallin H. Oaks Uma história sobre o trabalho dos bombeiros em uma monta- Jovens e jovens adultos ajudam a aliviar o sofrimento de vítimas 62 Ao Resgate! nha nos ensina como receber Presidente Henry B. Eyring de enchentes no sul da Índia. inspiração em nossa vida. Nosso amoroso Pai Celestial 56 Do Campo Missionário: colocou resgatadores ao longo O Que para um Homem do caminho para ajudar-nos a É Lixo para Outro É um voltar à presença Dele. Tesouro Andrej Bozhenov 64 Trazer a Primária para Casa: O Templo É a Casa de Deus 58 Continuar a Nadar JoAnn Child e Cristina Franco Veja se consegue O que fez uma das melhores nadadoras da Nova Zelândia 66 Dia dos Pioneiros no Taiti para superar a morte inespe- Maria T. Moody encontrar a rada do pai? Veja como as criançasLiahona oculta taitianas comemoram nesta edição. o Dia dos Pioneiros.Dica: Carroções, avante! 67 Nossa Página 68 O Chamado Corine Pugh Isaac, Taurus e o Templo de Nauvoo. 70 Para as Criancinhas 74 Destaques da Conferência em Cartões 582 A Liahona
    • JULHO DE 2011 VOL. 64 Nº 7A LIAHONA 09687 059 Mais na Internet Liahona.LDS.orgRevista Oficial em Português de A Igreja deJesus Cristo dos Santos dos Últimos DiasA Primeira Presidência: Thomas S. Monson,Henry B. Eyring e Dieter F. UchtdorfQuórum dos Doze Apóstolos: Boyd K. Packer,L. Tom Perry, Russell M. Nelson, Dallin H. Oaks, PARA OS ADULTOSM. Russell Ballard, Richard G. Scott, Robert D. Hales,Jeffrey R. Holland, David A. Bednar, Quentin L. Cook, A família Coila mora em uma ilhaD. Todd Christofferson e Neil L. AndersenEditor: Paul B. Pieper flutuante no Lago Titicaca. A ilha é feitaConsultores: Stanley G. Ellis, Christoffel Golden Jr., de junco. Sua manutenção é uma liçãoYoshihiko KikuchiDiretor Administrativo: David L. Frischknecht de diligência (ver página 32). Veja maisDiretor Editorial: Vincent A. VaughnDiretor Gráfico: Allan R. Loyborg fotografias em www.liahona.LDS.org.Gerente Editorial: R. Val JohnsonGerentes Editoriais Assistentes: Jenifer L. Greenwood,Adam C. OlsonEditores Associados: Susan Barrett, Ryan CarrEquipe Editorial: Brittany Beattie, David A. Edwards,Matthew D. Flitton, LaRene Porter Gaunt, Larry Hiller,Carrie Kasten, Jennifer Maddy, Melissa Merrill, Michael R. PARA OS JOVENSMorris, Sally J. Odekirk, Joshua J. Perkey, Chad E. Phares, JanPinborough, Janet Thomas, Paul VanDenBerghe, Melissa Zenteno Monica Saili, de 12 anos, é uma dasDiretor Administrativo de Arte: J. Scott Knudsen melhores nadadoras da Nova Zelândia.Diretor de Arte: Scott Van KampenGerente de Produção: Jane Ann Peters Quando seu pai faleceu inesperadamente,Diagramadores Seniores: C. Kimball Bott, Thomas S. Child,Colleen Hinckley, Eric P. Johnsen, Scott M. Mooy ela aprendeu que “coisas difíceis podemEquipe de Diagramação e Produção: Collette Nebeker Aune,Howard G. Brown, Julie Burdett, Reginald J. Christensen, Kim tornar-nos mais fortes. SimplesmenteFenstermaker, Kathleen Howard, Denise Kirby, Ginny J. Nilson,Ty Pilcher temos que continuar a nadar” (ver páginaPré-Impressão: Jeff L. Martin 58). Veja mais fotografias em wwwDiretor de Impressão: Craig K. SedgwickDiretor de Distribuição: Evan Larsen .liahona.LDS.org.Tradução: Edson LopesDistribuição: PARA AS CRIANÇASCorporação do Bispado Presidente de A Igreja de Jesus Cristodos Santos dos Últimos Dias. Steinmühlstrasse 16, 61352 BadHomburg v.d.H., Alemanha.Para assinatura ou mudança de endereço, entre em contato Você pode encontrar atividades para ascom o Serviço ao Consumidor. Ligação Gratuita: 00800 29502950. Telefone: +49 (0) 6172 4928 33/34. E-mail: orderseu@ crianças em www.liahona.LDS.org.ldschurch.org. Online: store.lds.org. Preço da assinatura para umano: € 3,75 para Portugal, € 3,00 para Açores e CVE 83,5 paraCabo Verde.Envie manuscritos e perguntas para Liahona,Room 2420, 50 E. North Temple St., Salt Lake City, UT84150-0024, USA; ou mande e-mail para:liahona@LDSchurch.org.A Liahona, termo do Livro de Mórmon que significa “bússola”ou “guia”, é publicada em albanês, alemão, armênio, bislama,búlgaro, cambojano, cebuano, chinês, coreano, croata,dinamarquês, esloveno, espanhol, estoniano, fijiano, finlandês,francês, grego, húngaro, holandês, indonésio, inglês, islandês, EM SEU IDIOMAitaliano, japonês, letão, lituano, malgaxe, marshalês, mongol,norueguês, polonês, português, quiribati, romeno, russo, A revista A Liahona e outros materiais da Igreja estão disponíveis emsamoano, sueco, tagalo, tailandês, taitiano, tcheco, tonganês, muitos idiomas em www.languages.LDS.org.ucraniano, urdu e vietnamita. (A periodicidade varia de umidioma para outro.)© 2011 Intellectual Reserve, Inc. Todos os direitos reservados.Impresso nos Estados Unidos da América. TÓPICOS DESTA EDIÇÃO Os números representam a primeira página de cada artigo.O texto e o material visual encontrados na revista A Liahonapodem ser copiados para uso eventual, na Igreja ou no lar,não para uso comercial. O material visual não poderá ser Amor, 29 Jesus Cristo, 10, 29copiado se houver qualquer restrição indicada nos créditos Batismo, 36, 46 Livro de Mórmon, 38, 49, 56constantes da obra. As perguntas sobre direitos autoraisdevem ser encaminhadas para Intellectual Property Office, Boatos e mexericos, 48 Maternidade, 1550 E. North Temple St., Salt Lake City, UT 84150, USA; e-mail: Chamados, 14, 68 Mídia, 47cor-intellectualproperty@LDSchurch.org.For Readers in the United States and Canada: Compromisso, 4, 22, 50, 58 Obediência, 22, 58, 80July 2011 Vol. 64 No. 7. LIAHONA (USPS 311-480) Portuguese Conversão, 16, 40 Obra missionária, 56(ISSN 1044-3347) is published monthly by The Church of JesusChrist of Latter-day Saints, 50 E. North Temple St., Salt Lake City, Espírito Santo, 42, 47 Pioneiros, 22, 40, 52, 66UT 84150. USA subscription price is $10.00 per year; Canada, Estudo das escrituras, 50 Ressurreição, 39$12.00 plus applicable taxes. Periodicals Postage Paid at SaltLake City, Utah. Sixty days’ notice required for change of address. Família, 15, 32, 39, 58, Serviço, 29, 54, 61, 62, 68Include address label from a recent issue; old and new addresses 67, 70 Sociedade de Socorro, 7must be included. Send USA and Canadian subscriptions to SaltLake Distribution Center at address below. Subscription help line: Fé, 22, 32 Templos, 8, 64, 67, 701-800-537-5971. Credit card orders (Visa, MasterCard, American História da Igreja, 9 Ternas misericórdias, 41Express) may be taken by phone. (Canada Poste Information:Publication Agreement #40017431) Inspiração, 42 Testemunho, 16, 38, 50POSTMASTER: Send address changes to Salt Lake Distribution Jejum, 9 Trabalho, 12, 32Center, Church Magazines, PO Box 26368,Salt Lake City, UT 84126-0368. Julho de 2011 3
    • MENSAGEM DA PRIMEIR A PRESIDÊNCIA Presidente Dieter F. Uchtdorf Segundo Conselheiro na Primeira Presidência QUANDO ASSUMO ALGO, É para Valer D ois jovens irmãos subiram ao topo de um erradas, outros, porque não fazemos nada. Quando esta- penhasco que se erguia junto às águas cristalinas mos apenas meio comprometidos com o evangelho pode- de um lago azul. Era um lugar de onde muitos sal- mos sentir frustração, infelicidade e culpa. Isso não deve tavam para mergulhar no lago, e os irmãos sempre diziam acontecer conosco, porque somos um povo do convênio. que um dia saltariam dali — como tinham visto outros Fazemos convênios com o Senhor quando somos batiza- fazerem. dos e quando entramos na casa do Senhor. Os homens Embora os dois quisessem saltar, nenhum queria ser o fazem convênios com o Senhor quando são ordenados primeiro. O penhasco não era tão alto assim, mas para os ao sacerdócio. Nada pode ser mais importante do que o dois meninos, parecia que a altura aumentava sempre que cumprimento de um compromisso que assumimos com o começavam a se inclinar para frente — e logo perdiam a Senhor. Lembrem-se da resposta que Raquel e Lia deram coragem. a Jacó no Velho Testamento. Foi algo simples e direto que Por fim, um dos irmãos pôs o pé na beira do penhasco mostrava o comprometimento delas: “Faze tudo o que e impeliu o corpo para frente com determinação. Naquele Deus te mandou” (Gênesis 31:16). momento, o irmão sussurrou: “Talvez seja melhor esperar Os que estão apenas meio comprometidos só podem até o próximo verão”. meio que esperar receber as bênçãos de testemunho, ale- O outro irmão, porém, já estava em movimento, caindo gria e paz. As janelas do céu podem só meio que se abrir para frente. “Quando assumo algo”, replicou ele, “é para para eles. Não seria tolice pensar: “Vou me comprometer valer!” só 50 por cento agora, mas quando Cristo aparecer na Mergulhou ruidosamente na água e logo voltou à Segunda Vinda, vou me comprometer 100 por cento?” superfície com um grito de vitória. O irmão que ficou no O compromisso de cumprir nossos convênios com o penhasco o seguiu imediatamente. Mergulhou ruidosa- Senhor é fruto de nossa conversão. O comprometimento mente na água e, assim como seu irmão, logo voltou à com nosso Salvador e Sua Igreja edifica nosso caráter e for- superfície com um grito de vitória. Depois disso, ambos talece nosso espírito, de modo que, quando nos encontrar- riram do que o primeiro menino dissera antes de lançar-se mos com Cristo, Ele nos abraçará e dirá: “Bem está, servo à água: “Quando assumo algo, é para valer”. bom e fiel” (Mateus 25:21). Um compromisso é como mergulhar na água. Ou você Há uma diferença entre intenção e ação. Aqueles que o assume ou não. Ou você se move para frente ou fica somente têm a intenção de comprometer-se encontram parado onde está. Não há meio-termo. Todos enfrentamos desculpas a todo o momento. Aqueles que realmente se momentos de decisão que mudam todo o restante de comprometem encaram os desafios e dizem a si mesmos: nossa vida. Como membros da Igreja, devemos perguntar “Sim, esse seria um bom motivo para procrastinar, mas fiz a nós mesmos: “Vou mergulhar ou apenas ficar parado na convênios, por isso farei o que me comprometi a fazer”. beira? Vou dar um passo à frente ou vou simplesmente Eles examinam as escrituras e buscam sinceramente a verificar a temperatura da água com a ponta do pé?” orientação do Pai Celestial. Aceitam e magnificam seus Alguns pecados são cometidos porque fazemos coisas chamados na Igreja. Assistem às reuniões. Fazem visitas4 A Liahona
    • de mestre familiar e professoras visitantes. ENSINAR USANDO ESTA Um provérbio alemão diz: “As promessas são como MENSAGEM a lua cheia. Se não forem cumpridas de imediato, vão minguando dia a dia”. Como membros da Igreja de Jesus U “ ma forma de ajudar os alunos a compreenderem os princípios do evangelho é pedir-lhes que façam Cristo dos Santos dos Últimos Dias, comprometemo-nos desenhos. Isso lhes dará a oportunidade a trilhar o caminho do discipulado. Comprometemo-nos de explorar e expressar seu entendi- a seguir o exemplo de nosso Salvador. Imagine como mento e seus sentimentos a respeito das histórias e dos princípios do evan- o mundo seria abençoado e muito melhor se todos os gelho em discussão” (Ensino, Não Há membros da Igreja do Senhor vivessem à altura de seu Maior Chamado, 2009, p. 166). Você verdadeiro potencial — convertidos do fundo da alma e pode ler o artigo, discutir o princípio de comprometidos a edificar o reino de Deus. comprometimento com o evangelho eILUSTRAÇÃO BJORN THORKLESON De algum modo, cada um de nós está passando por depois pedir aos que assim desejarem que façam um desenho de uma ativi- um momento de decisão, ao contemplar a água. É minha dade do evangelho que demonstre esse oração que tenhamos fé, sigamos em frente, enfrentemos comprometimento. As crianças menores nossos temores e nossas dúvidas com coragem e digamos podem precisar de sugestões sobre o a nós mesmos: “Quando assumo algo, é para valer!” ◼ que desenhar. Julho de 2011 5
    • MENSAGEM DA PRIMEIRA PRESIDÊNCIA JOVENS Tudo que Posso Dar Alyssa Hansen E u estava muito preocupada, sem saber como conseguiria arcar com os custos de tudo o que queria fazer descontado relativo a um emprego em que eu trabalhara no início do ano, e logo no dia seguinte recebi gratidão, de louvar a Deus com todas as minhas forças e de compar- tilhar aquele sentimento. Há quem no verão: cursos, oficinas, acampa- pelo correio um pequeno prêmio faça isso compondo uma canção, mento de verão, etc. Senti vontade em dinheiro por tirar o segundo escrevendo um poema ou pintando de chorar. Então, lembrei-me de lugar em um concurso. Isso foi para um quadro, mas eu não me sentia todas as coisas que me foram ensi- mim um grande testemunho de que capaz de fazer essas coisas. Dei-me nadas sobre a confiança e a fé que Deus vive, de que Ele me ama e Se conta de que a única oferta ade- devemos ter no Senhor. Decidi colo- importa comigo e de que Ele provê quada que eu poderia fazer em car a situação nas mãos do Senhor as coisas de que necessitamos. Seu louvor era minha vida — ser “o e confiar que, se fosse Sua vontade, Senti imensa gratidão e amor pelo exemplo dos fiéis” (I Timóteo 4:12), Ele providenciaria um meio. Pai Celestial e por meu Salvador. dedicar minha vida a Cristo. Isso é Pouco tempo depois, minha Parecia que eu ia explodir! Fiquei tudo o que Ele pede, e é tudo que mãe descobriu um cheque não muito desejosa de demonstrar minha posso dar. CRIANÇAS Vai Fazer o que Prometeu? Q uando prometemos seguir Jesus Cristo, fazemos o que é certo sem dar desculpas. Estas quatro crian- ças, com sua classe da Primária, estão limpando um parquinho local. Qual das crianças não parece estar com vontade de fazer o que pro- meteu? Por que não? De que modo as outras demonstram essa determinação? Faça um círculo em volta de cinco coisas que ajudariam essa criança a participar da atividade de serviço com as outras. Consegue encontrar ILUSTRAÇÃO DE STEVE KROPP um rastelo, um pincel, uma escada, um balde e uma pá?6 A Liahona
    • M E N S AG E M DA S P R O F E S S O R A S V I S I TA N T E S Venham ao Templo e Estude este material e, conforme julgar conveniente, discuta-o com as irmãs que você visitar. Use as pergun- Reivindiquem Suas tas para ajudar você a fortalecer suas irmãs e para fazer com que a Sociedade de Socorro seja parte ativa Bênçãos de sua própria vida. Fé • Família • Auxílio I rmãs, somos extremamente abençoadas. O Salvador é o cabeça desta Igreja. Somos guia- das por profetas vivos. Temos as santas escrituras. O que Posso Fazer? De Nossa História O Profeta Joseph discursava com frequência nas reuniões das irmãs da Sociedade de Socorro. Com o 1. Que experiên- Templo de Nauvoo em construção, o Profeta instruiu E temos muitos templos sagrados espalhados por cia pessoal vou todo o mundo, nos quais podemos receber as compartilhar para as irmãs na doutrina, preparando-as para receber ordenanças necessárias para voltarmos à presença fortalecer as irmãs mais conhecimento por meio das ordenanças do de nosso Pai Celestial. que visito em sua templo. Em 1842, ele disse a Mercy Fielding Thomp- Vamos primeiro ao templo por nós mesmas. determinação de son que a investidura “[ia] trazê-la das trevas para a “ir ao templo”? maravilhosa luz”. 3 O Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Estima-se que 6.000 santos dos últimos dias Apóstolos, explicou que “o principal propósito do 2. Como posso ter direito às bênçãos tenham recebido as ordenanças do templo antes templo é prover as ordenanças necessárias para do êxodo de Nauvoo. O Presidente Brigham Young do templo? nossa exaltação no reino celestial. As ordenanças (1801–1877) disse: “Tamanha era a ansiedade mani- do templo nos conduzem a nosso Salvador e nos festada pelos santos em receber as ordenanças [do concedem as bênçãos decorrentes da Expiação de templo] e tamanha era nossa ansiedade em ministrá- Jesus Cristo. Os templos são a maior universidade las a eles que me entreguei completamente ao traba- de aprendizado conhecida pelo homem, que nos lho do Senhor no Templo, noite e dia, dormindo em proporcionam conhecimento e sabedoria sobre a média não mais do que quatro horas por dia e indo Criação do mundo. As instruções da investidura para casa apenas uma vez por semana”.4 A força e nos ensinam como devemos conduzir nossa vida o poder dos convênios do templo fortaleceram os aqui na mortalidade. (…) A ordenança consiste de santos, ao deixarem sua cidade e o templo em uma uma série de instruções sobre como devemos viver jornada rumo ao desconhecido. e os convênios que devemos fazer para viver em NOTAS retidão e seguir nosso Salvador”.1 1. Robert D. Hales, “As Bênçãos do Templo”, A Liahona, outubro de 2009, p. 14. Mas nosso serviço no templo não termina aí. O 2. Boyd K. Packer, livreto Preparação para Entrar no Presidente Boyd K. Packer, Presidente do Quórum Templo Sagrado, 2010, p. 35. 3. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, dos Doze Apóstolos, ensinou: “Ao agir como pro- 2007, p. 437. curador em favor de alguém que foi para o outro 4. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Brigham Acesse www Young, 1997, p. 10. lado do véu, você repassará os convênios que fez. .reliefsociety.LDS As grandes bênçãos espirituais relacionadas à casa .org para mais informações. do Senhor ficarão mais fortemente gravadas em sua mente. (…) Nos convênios e ordenanças se con- centram as bênçãos que você poderá reivindicar no templo sagrado”.2 Vão ao templo e depois continuem a ir. A reali- zação e o cumprimento dos convênios do templo vão manter-nos no caminho que conduz à maior de todas as bênçãos: a vida eterna. Barbara Thompson, segunda conselheira na presidência geral da Sociedade de Socorro.ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA: ATHLEY GLORI Das Escrituras Isaías 2:3; I Coríntios 11:11; Apocalipse 7:13–15; Doutrina e Convênios 109 Julho de 2011 7
    • Coisas Pequenas e Simples “É por meio de coisas pequenas e simples que as grandes são realizadas” (Alma 37:6). T E M P LO E M D E STAQ U E Templo de Vancouver Colúmbia Britânica E m 2 de maio de 2010, o Templo de Vancouver Colúmbia Bri- tânica se tornou o 131º templo a de 1.200 jovens participaram de uma comemoração cultural. Inti- tulada “Um Farol para o Mundo”, ser dedicado nesta dispensação. O a apresentação retratou a história templo cobre uma área de 2.617 m2 e o povo do Canadá. No início da e contém um batistério, uma sala comemoração, o Presidente Mon- celestial, duas salas de investiduras son trocou o hino de abertura pelo e duas salas de selamento. Em seu hino nacional do Canadá, dizendo: interior, o padrão de cores realça “Estamos aqui para desfrutar o o verde, o azul claro e o dou- Canadá com vocês”. rado, honrando a imponência das Na oração dedicatória, o Presi- florestas, do mar e do céu da costa dente Monson disse: “Que todos os noroeste do Pacífico. O corniso do que entrarem tenham as mãos e o pacífico, a flor símbolo da província coração puros. Que sua fé aumente da Colúmbia Britânica, é retratada à medida que trabalharem aqui em quadros e tecidos por todo o em favor dos que já se foram. Que edifício. saiam daqui com um sentimento de Na véspera da dedicação, mais paz, louvando Teu santo nome”.1 À ESQUERDA: FOTOGRAFIA DO TEMPLO DE VANCOUVER COLÚMBIA BRITÂNICA TIRADA POR STEVEN DAVIS; FOTOGRAFIAS DO INTERIOR TIRADAS POR MATTHEW REIER, © IRI, REPRODUÇÃO PROIBIDA; À DIREITA: ILUSTRAÇÃO DE GLEN HOPKINSON A partir do alto: Vista do batistério, de detalhes ornamentais e da sala celes- tial do Templo de Vancouver Colúmbia Britânica. NOTA 1. Thomas S. Monson, “Dedicatory Prayer”, LDSchurchtemples.com/ vancouver/prayer.8 A Liahona
    • LEMBR AR A VIDA DE GR ANDES PESSOASDiário Mary Fielding Smithde JejumO jejum costumava ser muito difícil para mim — até que M ary Fielding Smith, mem- bro fiel da Igreja, ficou sozinha com vários filhos peque-comecei a manter um diário nos enquanto o marido estava nade jejum. Agora, antes de cada Cadeia de Liberty, no inverno dejejum, anoto um objetivo espe- 1838–1839. Multidões enfurecidascífico para meu jejum. Posso invadiram sua casa, e seu filhoescrever, por exemplo: “Como quase foi morto em decorrência doestou muito apreensiva em rela- ataque. Como era esposa de Hyrumção a meu novo chamado como Smith, Mary ficou viúva quando oconsultora das Abelhinhas, estou marido foi assassinado na Cadeiajejuando e orando para que o de Carthage, em 27 de junho deSenhor me abençoe de modo 1844. Ela e Emma Smith passaramque eu esteja calma, confiante por muitas provações juntamentee serena ao dar minha primeira com Hyrum e Joseph Smith, seusaula amanhã”. respectivos maridos. Hoje, Mary é Durante todo o meu jejum, admirada como uma das mais valo-anoto coisas relevantes que acon- rosas pioneiras do início da Igreja.tecem: pensamentos, sentimentos Mary casou-se com Hyrume impressões que me veem à Smith em 24 de dezembro demente e ao coração, bem como 1837. A primeira esposa de Hyrum,referências das escrituras que Jerusha, havia morrido ao dar àtenham especialmente a ver com luz, e Mary cuidou dos filhinhoso propósito de meu jejum. de Hyrum como se fossem seus. No alto: Mary indevidamente que ela não contri- Ao compartilhar meus desejos Hyrum e Mary também tiveram Fielding Smith buísse com um décimo das batatascom o Pai Celestial, Ele geral- dois filhos, inclusive Joseph F. cruzando as colhidas naquele ano, ela respon-mente me abençoa de maneiras Smith, que mais tarde se tornou o planícies. Acima: deu: “Você devia se envergonhar.que eu nunca tinha imaginado. sexto presidente da Igreja. Joseph F. Smith Vai-me negar uma bênção? (…)Certos acontecimentos que Quando os santos partiram de com membros da Pago o dízimo não apenas porpoderiam parecer fortuitos em Nauvoo para o Vale do Lago Sal- família na casa ser uma lei de Deus, mas porqueminha vida se mostram clara- gado, depois do martírio de Joseph de Mary Fielding Smith em Salt espero uma bênção por fazê-lo”.2mente interrelacionados quando e Hyrum, Mary resolveu fazer a jor- Lake City, por Ela estabeleceu uma fazenda noos anoto e vejo como todos eles nada. Ela e a família foram designa- volta de 1910. Vale do Lago Salgado e ensinou ocontribuíram para meu cresci- das a um grupo de viagem, mas o evangelho aos filhos. O Presidentemento e desenvolvimento. Desde capitão disse que ela seria um fardo Joseph F. Smith disse, mais tarde:1996, quando comecei a manter para os outros e que não deveria “Ela ensinou-me honra, virtude,um diário de jejum, tenho visto tentar realizar a difícil jornada. Mary verdade, integridade ao reino decomo o Pai Celestial abençoou respondeu: “Vou chegar ao vale Deus, e ensinou-me não apenasminha vida. Presto testemunho antes de você e nem vou pedir sua por preceito, mas também pelodo incrível poder espiritual do ajuda”.1 A jornada foi difícil, mas ela exemplo”.3jejum e da oração e considero chegou com a família a Salt Lake NOTASo jejum uma oportunidade para em 23 de setembro de 1848, um dia 1. Ver Don Cecil Corbett, Mary Fielding“regozijo e oração” (D&C 59:14). antes do capitão que duvidara dela. Smith: Daughter of Britain, 1966, p. 228.Renee Harding, Carolina do Norte, EUA Mary Fielding Smith per- 2. Mary Fielding Smith, citado por maneceu fiel até o fim da vida. Joseph F. Smith, em Conference Report, abril de 1900, p. 48. Pagou o dízimo, apesar de ser 3. Ensinamentos dos Presidentes da pobre. Quando alguém sugeriu Igreja: Joseph F. Smith, 1998, p. 36. Julho de 2011 9
    • FA L A MOS DE CRI S TO BEBER ABUNDANTEMENTE DA Água da Vida “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede” ( João 4:14). Matthew Heaps Serviços de Bem-Estar M eu trabalho me leva a comu- “aquele que beber da água que eu lhe der ELE É A ÁGUA VIVA nidades no mundo inteiro em nunca terá sede” ( João 4:14), estaria Ele “Desejam partilhar dessa que as pessoas não têm acesso nos ensinando também que Seu evange- água da vida [mencio- a água potável. Nosso grupo trabalha lho supre — permanentemente — nossas nada em João 4:14] com os governos e os residentes locais necessidades mais básicas? Creio que sim. e sentir a fonte divina para prover fontes sustentáveis de água Sempre serei grato a uma mulher no jorrando dentro de vocês potável e pura, tais como poços, açudes Quênia, África, que me ensinou algo a para a vida eterna? e reservatórios para captação de água respeito da disposição de trabalhar para Então não tenham da chuva. obter água. Eu a conheci em uma cele- medo. Creiam do fundo Esses projetos de fornecimento de água bração ocorrida logo após a instalação do coração. Desenvol- resultam em uma melhoria significativa de um poço em sua comunidade. Com vam uma fé inabalável na qualidade de vida. As condições de gratidão, ela me disse que o novo poço no Filho de Deus. Abram saúde melhoram substancialmente porque lhe pouparia uma caminhada diária de o coração em sincera a água potável faz com que as pessoas quatorze quilômetros para buscar água, oração. Encham a mente parem de contrair febre tifoide, cólera e que ficaria reduzida a um percurso de de conhecimento Dele. Abandonem suas fra- outras doenças transmitidas pela água. menos de dois quilômetros. Ela estava quezas. Caminhem em A situação econômica também melhora muito animada com todas as oportunida- santidade e harmonia porque os pais e filhos que antes perdiam des que passaria a ter. com os mandamentos. muito tempo carregando água passam a Não pude deixar de pensar em como Bebam da água da procurar emprego e instrução. Mesmo nas me sentiria se eu tivesse que andar dois vida do evangelho de comunidades assoladas pelos problemas quilômetros para buscar água. Fiquei Jesus Cristo.” mais variados e complexos, as pessoas impressionado de ver que ela deixava Élder Joseph B. Wirthlin dizem que a água potável é o que mais tudo de lado — desde os afazeres (1917–2008), do Quórum dos Doze Apóstolos, “Vida em gostariam de ter. domésticos até o cuidado da horta — ao Abundância”, A Liahona, maio O Salvador passou Seu ministério ter- fazer sua caminhada para buscar água. de 2006, p. 100. reno numa época e num lugar em que as Ela sabia que não poderia concluir as pessoas tiravam água de poços. Ao ensi- outras tarefas sem água. Refleti sobre o nar à mulher junto ao poço, dizendo que grande fardo que ela tinha que carregar.10 A L i a h o n a
    • COMO A ÁGUA VIVA NOS ABENÇOA? Kathleen H. Hughes, antiga pri- meira conselheira na presidência geral da Sociedade de Socorro, ajudou a responder a essa per- O Salvador ensinou: “Aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida gunta, na conferência geral, em eterna” (João 4:14). seu discurso “Abençoados pela Água Viva” (A Liahona, maio de É preciso força e resistência para car- que estamos dispostos a deixar de lado 2003, p. 13). regar água. Ainda assim, pelo bem da as outras tarefas, até as importantes, para família, ela estava disposta a caminhar procurar conhecer Jesus Cristo e Seu Pai? 1. A água viva nos cura por meio quatorze quilômetros todos os dias para Sei que o poço de água viva que o do poder do Espírito Santo. ir buscá-la. Salvador nos oferece nunca seca, é puro 2. A água viva nutre e sustenta Pergunto-me se nós, que podemos e nos dá sustento à vida. Quando nos (ver Mateus 11:28). tirar água potável das torneiras de casa, achegamos a Ele com um copo vazio, Ele 3. A água viva proporciona muitas vezes não esperamos que o o enche, muitas vezes nos dando mais paz e alegria (ver João 14:27; esforço de achegar-nos a Cristo seja tão do que podemos receber. Ele é verdadei- D&C 101:16). fácil quanto o ato de girar um registro ramente a água viva, uma manifestação para pegar um copo de água. Ou será do amor de Deus. ◼ Você pode ler 1 Néfi 11:25 com sua família ou um amigo.O POÇO DA VIDA, DE ROBERT T. BARRETT, REPRODUÇÃO PROIBIDA Discuta a relação existente entre O QUE É A ÁGUA VIVA? a fonte de águas vivas e a árvore da vida. • A água viva é o evangelho de Jesus Cristo. • “A fonte de águas vivas (…) era um símbolo do amor de Deus” (1 Néfi 11:25). • A água viva pode nos proporcionar “vida eterna” (João 4:14; D&C 63:23). Para mais informações sobre esse tópico, ver 1 Néfi 8; 11; e Richard G. Scott, “O Poder Transformador da Fé e do Caráter”, A Liahona, novembro de 2010, p. 43. Julho de 2011 11
    • NOSSA CRENÇA O TRABALHO É UM PRINCÍPIO ETERNO N À osso Pai Celestial e Jesus uma boa atitude e habilidades medida que nos Cristo trabalharam para criar básicas. ajudamos uns os céus e a Terra. Criaram o Também devemos procurar atingir aos outros e compar- sol, a lua e as estrelas. Reuniram os um equilíbrio adequado entre traba- tilhamos o fardo de mares e fizeram com que a terra seca lho e descanso. Seis dias por semana, nosso trabalho, até as aparecesse e as plantas crescessem. podemos receber bênçãos ao lem- cargas mais pesadas Depois, criaram todo ser vivo do mar brar-nos de entremear o trabalho se tornam mais leves. e da terra (ver Gênesis 1; Moisés 2). com atividades de lazer. Aos domin- O exemplo Deles nos mostra que o gos, porém, o Senhor nos promete trabalho é importante na Terra e no bênçãos especiais se obedecermos a céu (ver também João 5:17; 9:4). Seu mandamento de abster-nos do Quando Deus criou o homem e a trabalho secular e se santificarmos o mulher a Sua própria imagem, colo- Dia do Senhor (ver Êxodo 20:9–11; cou-os no Jardim do Éden (ver Gêne- D&C 59:9–19). sis 1:26–27; 2:8). Mais tarde, quando O trabalho faz parte do foram expulsos do jardim, o Senhor plano do Pai Celestial para disse a Adão: “No suor do teu rosto nós no céu e na Terra. Se comerás o teu pão” (Gênesis 3:19). formos justos, voltaremos Daquela época em diante, Adão e a viver com Ele. Ali, Eva trabalharam para prover suas continuaremos a ter próprias necessidades e as de seus oportunidades de filhos (ver Moisés 5:1). trabalho, à medida Desde a época de Adão e Eva, o que edificamos o trabalho tem sido um meio de vida reino de Deus para todos nós na Terra. Trabalha- (ver Moisés mos para proporcionar bem-estar 1:39). ◼ físico, espiritual e emocional para nós próprios e nossa família. Os pais se esforçam para criar um lar em que sejam ensinados os princípios do trabalho. As designações de trabalho dadas aos filhos, condizentes com a capacidade deles, e os elogios feitos às tarefas bem-sucedidas são expe- riências de trabalho positivas. Como resultado disso, eles podem desen- volver uma forte ética de trabalho,12 A L i a h o n a
    • Temos a responsabili- 2. Os filhos serão aben-ILUSTRAÇÕES FOTOGRÁFICAS: JOHN LUKE, WELDEN C. ANDERSEN, JERRY GARNS, DIMOND, ROBERT CASEY E HOWARD COLLETT © IRI dade de cuidar de nós 1. Os pais têm o dever çoados por cuidar dos mesmos e de nossa sagrado de cuidar dos pais idosos (ver I Timóteo 3. Devemos ajudar nossos família. filhos (ver D&C 83). 5:3–4, 8). parentes quando possível. 1. Fortalecemos nosso 2. Sentimos a alegria do caráter e desenvolvemos plano de Deus para nós aptidões de trabalho. na Terra. Recebemos bênçãos como fruto do trabalho. 3. Tornamo-nos mais bem preparados e autossuficientes ao armazenarmos um suprimento de alimentos, água e outros artigos de primeira necessidade para três meses. “[Que o homem] trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Efésios Para mais informações, ver Princípios do Evangelho, 4:28). 2009, pp. 160–165; e “A Família: Proclamação ao Mundo”, A Liahona, novembro de 2010, última contracapa. Julho de 2011 13
    • SERVIR NA IGREJA CHAMADA POR DEUS Ramona Dutton Aprendi por experiência própria o que signi- fica ser “chamado por Deus, por profecia e pela imposição de mãos, por quem possua autoridade” (Regras de Fé 1:5). M BUSCAR A ORIENTAÇÃO eu marido e eu acabáramos habituais. A lista de nomes que o DO ESPÍRITO de nos mudar para uma bispo me dera estava sobre a mesa da “Para servir na Igreja, a pessoa nova cidade e estávamos cozinha, e eu dava uma breve olhada precisa ser chamada por Deus (ver animados para frequentar a nova nela sempre que passava por ali. Regras de Fé 1:5). Os líderes devem ala. Aconteceu que os limites da ala Depois de ter olhado para ela várias buscar a orientação do Espírito para estavam sendo mudados e a ala foi vezes, dois nomes me pareceram determinar quem vão chamar. Eles dividida. destacar-se na lista. Peguei a lista e devem avaliar o grau de dignidade Depois das reuniões da Igreja, em li os nomes. Ao dizer os nomes, fui que pode ser requerido para o cha- mado. Também levam em conta as nosso segundo domingo, o secretário tomada por um cálido sentimento. circunstâncias pessoais e familiares da ala marcou para nós uma entrevista Nunca havia sentido o Espírito Santo do membro. Todo chamado deve com o novo bispo na noite da terça- com tanta força. beneficiar as pessoas que serão feira. Depois de uma breve conversa, o Imediatamente me voltei ao Pai servidas, o membro e a família do bispo pediu permissão a meu marido Celestial em oração, com lágrimas membro.” para chamar-me como presidente da nos olhos, ao dizer novamente os Manual 2: Administração da Igreja, 2010, Primária da nova ala. Depois, ele me nomes. Não sabia nada a respeito de 19.1.1. fez o chamado. Fiquei atônita, mas nenhuma daquelas mulheres, mas tinha sido ensinada a nunca recusar soube no coração que elas seriam um chamado, por isso concordei em minhas conselheiras. fazer o melhor que podia. Mais tarde, naquela noite, repas- O bispo me deu uma lista de nomes sei a lista de nomes na cabeça. Um medida que chegavam. Ao observar e pediu que me reunisse com ele em nome me veio à mente toda vez que aquelas irmãs, senti que já as conhe- dois dias, já com os nomes definidos visualizei a lista. Ela se tornou minha cia. O Espírito novamente me confir- para as conselheiras e a secretária. secretária. mou que aquelas mulheres haviam Senti que a tarefa era muito difícil Reuni-me com o bispo no dia sido chamadas por Deus. para mim. Quando cheguei em casa, seguinte e dei-lhe os nomes para Soube que poderíamos traba- tranquei-me no banheiro e chorei. minhas conselheiras e secretária. Para lhar juntas em harmonia, servindo Depois, abri o coração ao Pai Celestial, minha surpresa, eram as mesmas ao Senhor: e foi o que aconteceu. expressando minha preocupação com mulheres que o bispo achava que Embora eu não conhecesse aque- ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA: RUTH SIPUS meu novo chamado. Não conhecia trabalhariam muito bem na Primária. las irmãs, eram perfeitas para seu ninguém na nova ala e precisava da Quando fui à Igreja no domingo, chamado. O Senhor sabia quem Ele ajuda Dele. Quando terminei de orar, o primeiro conselheiro do bispado queria chamar. Cresci muito ao passar senti o coração cheio de paz. ficou comigo do lado de fora da pela experiência de saber por mim Na manhã seguinte, orei e depois capela, mostrando-me quem eram mesma o que significa ser chamado fui realizar as tarefas domésticas minhas conselheiras e a secretária à por Deus por profecia. ◼14 A L i a h o n a
    • NOSSO L A R , NOSSA FA MÍLIA A MISSÃO DE VIDA DE UMA MÃE AMOROSA Peiholani Kauvaka E m minha juventude, em Tonga, minha mãe às vezes ajudava a dar as aulas do seminário. De meus cinco anos aos dez Acima: O pai usávamos camisa branca na Igreja e cortáva- anos de idade, ela sempre me acordava antes do de Peiholani, mos o cabelo ao estilo dos missionários. Como seminário e me levava para a casa onde a classe Moses; a mãe, sacerdote, eu abençoava o sacramento, e meus se reunia. Embora fosse uma caminhada de Lavinia, e a irmãos mais novos preparavam e distribuíam o menos de meio quilômetro pela trilha que atra- sobrinha no sacramento, como mestres e diáconos. Eu via vessava as goiabeiras, ela me perguntava: “Está minha mãe e meu pai nos observando, cui- terreno do com medo?” Eu respondia corajosamente: “Não”. dando para que cumpríssemos fielmente nossos Templo de Então, ela dizia: “Um dia você terá que ser deveres. Los Angeles corajoso e servir a seu Pai Celestial. Ele nos Antes de partir para a missão, minha mãe proveu todas as coisas, até um plano pelo qual Califórnia, disse: “Faça sua parte, e eu farei a minha. Vou podemos voltar a viver com Ele. Um dia você em 1999. jejuar e orar por você para que encontre pessoas irá para a missão e O servirá de todo o cora- para ensinar”. Ela continuou a jejuar e a orar por ção, poder, mente e força. Você precisa come- todos nós, seus quatro filhos, durante nossas çar desde já a preparar-se para ser um bom respectivas missões. Todos servimos fielmente e missionário”. voltamos para casa com honra. Meus pais acabaram se mudando com a famí- Em minha última conversa com ela antes de lia para Ontário, Califórnia, EUA. Minha mãe se seu falecimento, minha mãe disse: “Peiholani, viu num país desconhecido, incapaz de falar a eu lhe ensinei tudo o que sabia que era mais língua e sofrendo o choque cultural. Como uma importante nesta vida e na vida futura. A saber: galinha que protege os pintinhos sob as asas, ela o evangelho de Jesus Cristo é verdadeiro. O san- reunia todos nós, seus filhos, e rogava de joelhos gue expiatório de Jesus Cristo é salvação para ao Pai Celestial que nenhum dos filhos que Ele sua alma. Honre os convênios que fez com o lhe dera se afastasse da Igreja de Jesus Cristo dos Senhor no templo. Faça isso, e voltaremos a nosFOTOGRAFIA: CORTESIA DE PEIHOLANI KAUVAKA Santos dos Últimos Dias. Meus pais usavam a reunir em família. Sei disso sem dúvida alguma oração familiar, a leitura diária das escrituras, os porque o Pai Celestial e Jesus Cristo vivem”. jejuns periódicos da família, as noites familiares Meu testemunho foi edificado no evangelho, semanais e as reuniões da Igreja para buscar a por meio de cada palavra que minha mãe e meu ajuda do Pai Celestial a fim de fortalecer nossa pai disseram. Sei que nossa família voltará a se família. reunir um dia, porque meus pais cumpriram sua Meus pais nos incentivavam a comportar-nos missão de ensinar-nos o evangelho e de condu- como missionários desde nossa infância. Sempre zir-nos ao Salvador. ◼ Julho de 2011 15
    • MI VIDA, MI HISTORIA Histórias de fé e de inspira- ção de membros da Igreja latino-americanos. O s santos dos últimos dias destas páginas compar- tilharam sua história de convicção e crença no evangelho de Jesus Cristo em uma recente exposição do Museu de Histó- ria da Igreja. Coletivamente, eles representam milhões de santos latino-americanos. Vinte e quatro histórias foram expostas no Museu de História da Igreja, em Salt Lake City, Utah, durante o mês de junho de 2011. A exposição multimídia ainda pode ser vista na Internet, no site LDS.org/churchhistory/museum/ exhibits/mividamihistoria. Carmen Echeverría Wood Carmen nasceu em uma família reli- giosa, na Cidade da Guatemala, Gua- temala. Quando tinha nove anos, as missionárias SUD ensinaram o evan- gelho a sua família. Ela gostou de fre- quentar a Primária e disse que houve um novo sentimento de felicidade na família. Um ano depois, a famí- lia foi batizada. Ela conta: “Foi uma época simplesmente maravilhosa”. Ela se lembra de quando o Presidente David O. McKay (1873–1970) visitou a Guatemala em 1954 e ensinou às crianças o princípio do dízimo. Aos dezessete anos de idade, ela foi cha- mada para servir na Missão América Central e ficou grata por compartilhar “a esperança de uma vida melhor e de uma união familiar eterna”. 16 A L i a h o n a
    • Miriam Puerta Amato Miriam nas- ceu no Brasil. Quando quis servir missão, preencheu os papéis. Sete semanas depois, com a família reu- nida em casa, ela leu a carta de cha- mado para servir na Missão da Praça do Templo de Salt Lake City, Utah. Ela relata: “Quando li a carta, foi interes- sante ver que minha família gritou da mesma forma que o faz quando a seleção brasileira de futebol marca um gol. Eu também fiquei muito feliz e soube que era o Senhor quem estava me enviando”. Nelson Mousqués Pouco depois de Nelson nascer, em Assunção, Paraguai, seus pais conheceram os missionários. “Certo dia, meu pai estava no por- tão de casa e viu o Élder Higbee e o Élder Johnson, mas não sabia que eram missionários”, relembra o irmãoFOTOGRAFIAS: MARK J. DAVIS, CRAIG DIMOND, KENT MILES E CRAIG J. LAW Mousqués. “Ele pediu que minha irmã trouxesse duas cadeiras porque, disse ele, ‘esses rapazes vão mudar nossa vida’. Quando os missionários bateram à porta, ele abriu e disse: ‘Entrem. Estávamos esperando vocês’. Meu pai e toda a família filiaram-se à Igreja.” Julho de 2011 17
    • Robin Mendoza Robin foi criado no Equador numa família muito pobre, mas queria melhorar de vida. Certa vez, enquanto traba- lhava em uma plantação doze horas por dia, oroupedindo orientação, e um relâmpago riscou océu durante sua prece. Robin viu nisso umamensagem de Deus indicando que sua vidaseria promissora. “Eu sabia que meus senti-mentos vinham de Deus”, relembra Robin. Eleveio a saber que por meio da fé poderia mudarsua vida. Aos dezesseis anos, saiu de casa paratrabalhar em Guayaquil, onde foi batizado. Ainspiração contínua o levou até a UniversidadeBrigham Young, onde pôde satisfazer sua ambi-ção de adquirir instrução. Ursula Binder Brock A irmã Brock lembra-se de ter ponderado a res- peito do significado da vida quando tinha apenas cinco anos. Quando era adolescente, na Venezuela, os missionários ensinaramo evangelho a ela e a sua família, e eles forambatizados. Cheia de fé, ela foi chamada para sera presidente da Primária do ramo aos dezes-seis anos de idade. Hoje, depois de uma vidainteira de serviço, ela se deu conta de que paraela “a fé é uma decisão”. Ela explica: “Decidodar lugar para o Salvador em minha vida.Aprendi que a Expiação foi o mais maravilhosoe abnegado ato de amor em favor de toda ahumanidade. Meu Salvador e Redentor, que nosdá a paz, tornou-Se meu melhor amigo, algoconstante em minha vida”.18 A L i a h o n a
    • Lincoln Peters Lincoln morou com suafamília em Santiago, Chile, atéque sua mãe faleceu, quandoele tinha dez anos. Depoisdisso, ele foi morar com seutio e sua tia. Quando Lincolntinha dezoito anos, o ÉlderBarton e o Élder Bentley foramà casa de seus tios. A tia e aavó do Lincoln imediatamenteaceitaram o evangelho, masLincoln fugia dos missionários.Num domingo de manhã, suaavó, que geralmente era muitomeiga, foi até o quarto dele,arrancou a colcha da cama eanunciou que ele ia à igrejacom elas. Chocado com a con-duta incomum da avó e porrespeito a ela, ele se levantoue foi à igreja. Naquele dia, elesentiu algo novo e muito fortedentro da alma que mudousua vida. Em breve, tornou-seum dos primeiros conversosda Igreja no Chile. Julho de 2011 19
    • Luis e Karla HernándezLuis e Karla se conheceramquando eram adolescentesem Honduras. Começaram anamorar e logo se casaram.Luis, que não era membro daIgreja, admirava os pais deKarla, que “tratavam um aooutro com respeito e amor,e isso o fez querer conhecermais sobre os valores deles”.Em pouco tempo, Luis foibatizado, e Karla e Luis foramselados no Templo da Cidadeda Guatemala, Guatemala.Quando estavam com trinta epoucos anos, tiveram pro-blemas de relacionamento,e Karla saiu de casa, per-guntando a si mesma se seucasamento na adolescênciateria sido um erro. Luis jejuoue orou e pediu a Deus que“trouxesse Karla de volta paracasa, e Ele o fez. Ele o fez”.Hoje seu casamento está maisforte do que nunca.20 A L i a h o n a
    • Noemí Guzman de Abrea Noemí nasceu na Argentina, onde sua família se filiou à Igreja. Imigraram para os Estados Unidosquando ela era adolescente. Emboraadore ser americana, ela se sente maisfeliz quando pode vivenciar a culturada Argentina. “Na América Latina, aspessoas são muitíssimo calorosas.Elas o aceitam imediatamente, fazemamizade com você e o integram. Ado-ram estar com a família e os amigos edegustar boa comida. Isso é maravi-lhoso, e a oportunidade de vivenciaressa parte da cultura é algo que nãotrocaria por nada.” Omar Canals No Uruguai, em 1948, a mãe de Omar ofereceu seu guarda-chuva para duas missionárias da Igreja. Foi assim que ela começou aconversar com as missionárias, e a irmãmais velha de Omar veio a ser bati-zada tempos depois. Como nasceu em1948, Omar foi o primeiro bebê a serabençoado na Missão Uruguai, que foiaberta em 1947. Omar e seus pais forambatizados quando ele tinha oito anos.Alguns anos depois, Omar casou-secom sua namorada, e eles imigrarampara os Estados Unidos. Já trabalhandocomo locutor, Omar foi contratado pelaIgreja, em 1973, e tornou-se intérpretede espanhol para a conferência geral. ◼ Julho de 2011 21
    • Fé para Atender ao CHAMADO Todos devemos ter no coração a ardente convicção de que esta é a obra de Deus e que ela exige o melhor que pudermos dar de nós para a edificação dos “lugar[es] desolado[s] de Sião”. E m 1849, apenas dois anos depois da chegada dos santos ao Vale do Lago Salgado, o Élder Parley P. Pratt, do Quórum dos Doze Apóstolos, liderou uma expedição ao sul de Utah. Quanto mais para o sul avança- vam, mais difícil se tornava o terreno. Depois de descerem quase mil metros abaixo do nível da Grande Bacia até a convergência dos rios Virgin e Santa Clara (ao sul da atual St. George, Utah), a terra era seca e arenosa, vulcânica e áspera. Os batedores não gostaram do que viram. Um deles escreveu no diário: “Passamos (…) por um trecho acidentado, rochoso e quase indescritível, com topografia variada e confusa. (…) Surgiu a nossa frente uma vasta área de acidentes topográficos caóticos, com altas colinas, desertos [averme- O ÚLTIMO CARROÇÃO, DE LYNN GRIFFIN lhados], planícies áridas e tristes, rochas perpendiculares e placas de argila soltas, (…) formações de arenito (…) com formas inconcebíveis — em suma, uma região caótica, com as entranhas à mostra, evisceradas por terríveis con- vulsões de uma era antiga”.1 Porém, por mais acidentada que fosse a região sul, os rochedos erodidos e castigados pelo vento e os desfila- deiros desérticos da região de San Juan, a leste, pareciam ainda mais inóspitos. Os líderes da Igreja sabiam que seria difícil dominar aquele quadrante inóspito e desconhecido, mas desejavam estabelecer comunidades da Igreja naquele lugar. Em 1879, na conferência trimestral da Estaca Parowan, cerca de 250 pessoas aceitaram o chamado do Presidente John Taylor de estabelecer a Missão San Juan. Com 80 carroções e cerca de mil cabeças de gado e cava- los, começaram a desbravar o caminho através de territó- rio íngreme e inexplorado, com suas montanhas coroadas de neve e enormes pináculos de pedra. Em busca da rota mais curta até San Juan, aqueles22 A L i a h o n a
    • Élder Jeffrey R. Holland Do Quórum dos Doze Apóstolosprimeiros exploradores venceram um a um os obs-táculos, mas logo se depararam com a maior e maistemida de todas as barreiras: o intransponível abismodo desfiladeiro do Rio Colorado. Por milagre, seusesgotados batedores encontraram uma estreita pas-sagem no desfiladeiro — uma fenda que descia pormais de seiscentos metros pelas escarpas averme-lhadas até o Rio Colorado abaixo. Aquele solitário equase mortal “buraco na rocha” parecia ser o únicomeio de acesso possível para o lado leste. A maior parte da fenda, no entanto, era estreitademais para os cavalos, e em alguns pontos até paraum homem ou uma mulher passar. Havia desní-veis de até quase 25 metros que pareciam tornar oobstáculo intransponível até para cabras montesas,quanto mais para carroções carregados. Mas osintrépidos santos não tinham intenção de recuar eassim, com dinamite e ferramentas, trabalharam dedezembro de 1879 a janeiro de 1880, abrindo umaestrada precária e primitiva na face do precipício dodesfiladeiro. Ao concluírem o leito daquela estrada, tal comoestava, passaram à tarefa de fazer chegar à passa-gem os primeiros 40 carroções. Os outros carroçõesficaram esperando a oito quilômetros dali, em Fifty-Mile Spring, para seguirem posteriormente. Eles se organizaram de modo que “uma dezenaou mais de homens ficavam atrás de cada car-roção” segurando longas cordas para reduzir avelocidade da descida. As rodas eram travadascom correntes para que deslizassem sem girar, oque, se ocorresse, seria uma catástrofe. Em um dos momentos grandiosos da história dos Julho de 2011 23
    • O que estamos vendo nesses exemplos de pioneiros fiéis? É o mesmo que vimos quando os santos par- tiram de Nova York, da Pensilvânia, de Ohio e do Missouri, e depois quando fugiram de sua amada Nauvoo, atravessando um rio congelado, com o templo em chamas ao fundo. pioneiros, eles fizeram descer, um a um, todos os carro- ções pelo traiçoeiro precipício. Ao chegarem ao fundo do desfiladeiro, começaram animadamente a atravessar o rio, transportando os carroções em uma chata [embarcação de fundo achatado e costado baixo] que construíram para esse fim. A família de Joseph Stanford Smith estava no último carroção a ser baixado naquele dia. O irmão Stanford Smith tinha metodicamente ajudado cada um dos outros carroções a descer, mas os demais pareciam ter esquecido que a família Smith, os últi- mos da fila, ainda precisariam de ajuda. Profundamente preocupado com o fato de que ele e a família tinham aparentemente sido abandonados, Stanford levou seus cavalos, o carroção e a família para a beira do precipício. Uma parelha foi atrelada à frente do carroção, com um terceiro cavalo atrelado atrás, ao eixo traseiro. A família Smith parou por uns instantes, a contemplar o traiçoeiro “buraco”. Stanford virou-se para a mulher, Arabella, e disse: “Acho que não vamos conseguir”. Ela respondeu: “Mas temos de conseguir”. Ele disse: “Se tivéssemos uns poucos homens para segurar o carroção, talvez conseguíssemos”. Então, a esposa disse: “Eu vou segurar o carroção”. Ela estendeu uma colcha no chão e deitou sobre ela seu bebê, deixando-o aos cuidados de seu filho Roy, de três anos, e de Ada, de cinco. “Segurem seu irmãozinho até o papai voltar para pegá-los”, instruiu ela. Depois, Belle Smith se posicionou atrás do carroção e segurou com toda força as rédeas do cavalo atrelado à parte traseira do carroção. Stanford começou a conduzir a parelha para baixo. O carroção inclinou-se para frente. Com o primeiro solavanco, o cavalo de trás caiu. A irmã Smith correu atrás dele e do carroção, puxando as cordas com toda a força e coragem que tinha. Logo, ela também caiu, e ao ser arras- tada junto com o cavalo, uma pedra pontiaguda abriu-lhe24 A L i a h o n a
    • um talho na perna, do calcanhar à Quando Chega o Chamado cintura. A valente irmã, com as rou- A expedição Buraco-na-Rocha foi pas rasgadas e um grave ferimento, apenas um dos muitos exemplos de agarrou e puxou as cordas com toda determinação e devoção demonstra- força e fé por todo o declive até a dos pelos primeiros santos ao respon- margem do rio. derem ao chamado de seu profeta. Ao chegar ao fundo do desfila- Outro exemplo foi a criação da Mis- deiro, quase sem crer no que tinham são Muddy, que ficava no atual estado de Nevada, e os que foram chamados para servir nela. Como aconteceu com muitos dos assentamentos pio- neiros, a região do Rio Muddy prome- tia uma vida muito dura e foi preciso buscar muita força no fundo da alma ao receberem o chamado de instala- rem-se naquele lugar. Alguns dos que foram chamados na década de 1860 sem dúvida devem ter-se perguntado: “Entre todos os lugares do mundo, por que o Muddy?” Bom, de fato havia razões. Primeira- mente, a Guerra Civil norte-americana havia possibilitado o envio de produ- tos pelo Rio Colorado. Em segundo lugar, quando a guerra cortou o fluxo feito, Stanford imediatamente subiu tradicional proveniente das fontes correndo os quase 700 metros até de produtos têxteis, a Missão Cotton o topo do penhasco, temeroso pela [algodão] já tinha sido estabelecida segurança dos filhos. Ao chegar à em St. George e Washington, próximo borda do penhasco, viu os três filhos dali. Presumia-se que o algodão neces- exatamente na mesma posição em sário à tecelagem pudesse ser culti-Quando seu pai foi chamado que tinham sido deixados. Com o vado na região do Muddy. Terceiro, ospara mudar-se com a família bebê no colo e os dois outros peque- santos dos últimos dias sentiam fortepara a difícil Missão Muddy, no nos agarrados às suas roupas, ele obrigação de trabalhar com as tribosatual estado de Nevada, EUA, refez a penosa descida até a mãe que indígenas da região, de ajudá-las eElizabeth Claridge (acima) os aguardava ansiosa. À distância, de alimentá-las, com a esperança dechorou, mas declarou: “Eu não viram cinco homens caminhando em educá-las. sua direção com correntes e cordas. Mas, apesar de tudo isso, a regiãoo teria como pai se ele não Percebendo o apuro em que a família era uma terra inóspita, árida e solitá-atendesse ao chamado”. Smith se encontrava, tinham ido aju- ria. Parecia não ter nada a oferecer, dar. Stanford gritou: “Podem deixar, a não ser calor e trabalho árduo. Era amigos. Conseguimos nos virar. [A isolada, quase que desolada, e o rio Belle] aqui é toda a ajuda de que um que a identificava [Muddy, que em homem precisa para [esta jornada]”.2 inglês significa lamacento] tinha um Julho de 2011 25
    • nome que lhe caía como uma luva. o fato de as lágrimas estarem estra- No tocante a como e com que gando [meu] novo vestido branco. O determinação e fé a região do Rio pai da garota que estava a meu lado Muddy foi colonizada, vou deixar que também foi chamado. Ela então me uma das pioneiras conte como foi. disse: ‘Por que está chorando? Não Ela representa o caráter, a coragem e vou chorar. Sei que meu pai não irá’. a convicção moral que tanto jovens ‘Bem, essa é a diferença’, respondi. quanto idosos tinham — nesse caso, ‘Eu sei que meu pai irá e que nada especialmente os jovens. Elizabeth Claridge McCune escreveu o seguinte sobre o chamado do pai para estabe- lecer-se na região do Rio Muddy: “Nenhum outro lugar na terra me parecia tão precioso a meus quinze anos quanto Nephi [no condado de Juab, em Utah]. Como ansiávamos pelas visitas periódicas do Presi- dente Brigham Young e de seus acompanhantes! (…) (…) Os irmãos Brigham, Kimball e Wells e [seus] acompanhantes des- ceram das carruagens e caminharam pelas ruas floridas (…) até nossa casa, [onde] o jantar estava preparado e foi servido. (…) vai fazê-lo mudar de ideia, e eu não A fé é o cerne de nossa con- Todos assistimos à reunião [domi- o teria por pai se ele não atendesse vicção não apenas de que a nical] da tarde, com as garotas de ao chamado. ’E então, continuei a obra deve prosseguir, mas de branco sentadas à frente. Os sermões chorar. (…) que pode e seguramente há foram grandiosos, e estávamos feli- [Lembrei então] que tínhamos zes até o Presidente Young anunciar acabado de mudar para uma casa de fazê-lo. Não conheço outra que tinha uma lista de nomes de nova e confortável. Muitos de nossos razão pela qual mães e pais irmãos que haviam sido chamados amigos tentaram persuadir meu pai poderiam deixar seus bebês e apoiados como missionários para a manter a casa e a fazenda, indo em sepulturas improvisadas estabelecer-se no (…) ‘Muddy’. A ao sul por uns tempos para depois nas planícies e, depois de uma notícia quase fez parar o coração retornar. Mas papai sabia que não última olhada, retomar o dos presentes. Muitos de nosso povo era para esse tipo de missão que tinham sido chamados para esta- ele fora chamado. ‘Vou vender tudo caminho de Sião em meio às belecer o condado de Dixie, mas o o que tenho’, disse, ‘e levarei meus lágrimas. Muddy ficava muitos quilômetros recursos para ajudar a edificar Sião mais para o sul! E era um lugar em outro lugar desolado.’” 3 muito pior! Oh! Oh! Não escutei nenhum outro nome, a não ser Fé no Trabalho ‘Samuel Claridge’. Em seguida, solu- O que, afinal, tanto naquela época cei e chorei, sem me importar com quanto agora, gera a lealdade e a26 A L i a h o n a
    • devoção que vimos naquela jovem de quinze anos e na família em que ela nasceu? O que a fez voltar-se para a sua não tão resoluta amiga e declarar: “Sei que meu pai irá, e e que nada vai fazê-lo mudar de ideia”? De onde vem esse tipo de coragem que também a levou a dizer: “E eu não o teria como pai se ele não atendesse ao chamado”? E o que dizer daquelas três crianças que viram seus pais desaparecerem com o carroção para dentro do precipício do desfiladeiro do Rio Colorado, mas que ainda assim cumpriram a ordem que haviam recebido da mãe? Ficaram lá sentadas resolutamente, determinadas a não se move- rem nem chorarem, apesar do medo enorme que devemCOMPANHIA DE CARRINHOS DE MÃO MARTIN, BITTER CREEK, ter sentido. O que estamos vendo nesses exemplos de pioneirosWYOMING, 1856, DE CLARK KELLEY PRICE © 1980 IRI fiéis? É o mesmo que temos visto ao longo das dispensa- ções da história e certamente nesta dispensação. Estamos vendo o que vimos quando os santos partiram de Nova York, da Pensilvânia, de Ohio e do Missouri, e depois quando fugiram de sua amada Nauvoo, atravessando um rio congelado, com o templo em chamas ao fundo. É o mesmo que vimos quando eles enterraram seus mortos em grande número, em Winter Quarters, e também em sepulturas isoladas, às vezes tão pequenas quanto uma caixa de sapatos, perto de Chimney Rock, ou em uma das muitas travessias do Rio Sweetwater, ou ainda em um banco de neve em Martin’s Cove. O que vimos nos pioneiros e O que vimos então e o que vemos agora entre os aben- o que vemos agora entre os çoados santos do mundo inteiro é a fé em Deus, a fé no abençoados santos do mundo Senhor Jesus Cristo, a fé no Profeta Joseph Smith, a fé na realidade desta obra e na veracidade de sua mensagem. inteiro é a fé em Deus, a fé Foi a fé que levou um menino ao bosque para orar e foi no Senhor Jesus Cristo, a fé a fé que lhe permitiu erguer-se de onde se ajoelhara e no Profeta Joseph Smith, a fé colocar-se nas mãos de Deus para restaurar o evangelho na realidade desta obra e na e, por fim, caminhar até seu martírio, pouco mais de vinte veracidade de sua mensagem. breves anos depois. Não é de admirar que a fé tenha sido e sempre será o primeiro princípio perpétuo do evangelho e de nosso trabalho. Ela é o cerne de nossa convicção não apenas de que a obra deve prosseguir, mas de que pode e segura- mente há de fazê-lo. Não conheço outra razão pela qual mães e pais pode- riam deixar seus bebês em sepulturas improvisadas nas planícies e, depois de uma última olhada, retomar o cami- nho de Sião em meio às lágrimas. Não sei de outra razão Julho de 2011 27
    • para uma mulher como Belle Smith buscar no íntimo e no fundo da alma quando o chamado vier, podemos conseguir deixar os filhos sentados à a força para enfrentarem a vida e ter certeza de que o pai, a mãe e beira de um rochedo e segurar sozi- fazerem sua parte, tenham a certeza os irmãos hão de aceitá-lo e nha o carroção naquela perigosa des- de que haja algo lá, mais profundo e cumpri-lo. cida. Não sei de outra razão pela qual amplo, em que se firmar. Há muito trabalho a ser feito. Samuel Claridge pôde vender tudo o Quando tiverem sua própria fé, Não podemos dizer que todos em que tinha e partir para edificar Sião estarão preparados para abençoar nosso bairro têm uma fé profunda, na desolada Missão Muddy. A força sua família. O indicador mais forte que todos têm uma família forte, motora fundamental dessas histórias é de atividade e serviço, de devoção que todos os que estão próximos a fé — uma fé marcada pelas rochas, e lealdade a esta Igreja continua ou distantes ouviram a mensagem refinada na fornalha, repleta de afli- a ser a presença de fortes laços do evangelho e se tornaram santos ções, cingida espiritualmente, a con- familiares. Digo que o pleno conhe- dos últimos dias que acreditam, vicção de que esta é verdadeiramente cimento dessa parte da grandio- que ensinam e que frequentam o a Igreja e o reino de Deus, e de que sidade desta Igreja está em cada templo. O mundo está ficando mais quando recebemos o chamado, nós o membro. Às vezes, trata-se de um iníquo, e o futuro vai pôr à prova o aceitamos e cumprimos. membro recém-converso, às vezes, que temos de melhor. Mas as for- o único membro da Igreja na famí- ças da retidão sempre prevalecerão Um Chamado para a Convicção lia. Alguém, em algum lugar, teve enquanto pessoas como Stanford e Ainda há “lugares desolados em de hastear a bandeira da fé e iniciar Arabella Smith, como Samuel Cla- Sião” a serem edificados, e alguns uma nova geração no evangelho. ridge e sua corajosa filha Elizabeth, deles estão muito mais próximos do Mas na verdade, a fé é mais bem as fizerem prevalecer. que as missões Muddy e San Juan. nutrida, mais protegida e duradoura Precisamos ter fé nesta obra, fé no Alguns desses lugares estão em quando existe toda uma família ao que todos os que creem são chama- nosso próprio coração e em nosso redor para fortalecê-la. Portanto, dos a fazer, fé no Senhor Jesus Cristo próprio lar. depois de perseverarem sozinhos, e em nosso Pai Celestial. Precisa- Faço, portanto, este chamado à se for preciso, cuidem diligente- mos ajustar nossa vontade à Deles convicção que todos devemos ter mente para que os outros de sua e depois tornar essa vontade forte ardendo no coração de que esta é família não tenham de fazê-lo sozi- como a rocha e mais parecida com a obra de Deus e de que ela exige nhos. Edifiquem sua família e certifi- a dos pioneiros. Se fizermos isso, sei o melhor que pudermos oferecer. quem-se de que a fé seja forte nela. que estaremos seguros e seremos Rogo a todos que nutram e forta- Feito isso, poderemos servir na participantes do inexorável e contí- leçam seu vigor físico e espiritual Igreja, seja por perto ou em algum nuo progresso da Igreja e do reino para que tenham uma profunda posto avançado distante, se o de Deus na Terra. ◼ reserva de fé à qual recorrer quando chamado vier. Poderemos, então, Extraído da transmissão regional de um dis- surgirem tarefas, desafios ou exi- buscar a ovelha perdida, membro curso de conferência de estaca proferido em 12 de setembro de 2010, na Universidade Brigham gências de qualquer espécie. Orem ou não, morta ou viva. Isso só Young. um pouco mais, estudem um pouco pode ser bem feito e com sabedo- NOTAS mais, desliguem-se do barulho e ria quando as outras 99 ovelhas, 1. Milton R. Hunter, Brigham Young the da agitação, desfrutem a natureza, inclusive nosso próprio pequeno Colonizer, 1973, p. 47. 2. Ver David E. Miller, Hole-in-the-Rock: busquem a revelação pessoal, exami- rebanho, estiverem abrigadas e An Epic in the Colonization of the Great nem a alma e busquem os céus para seguras. Mas se tivermos amado American West, 1959, pp. 101–118; grifo do autor e pontuação atualizada. obter o testemunho que guiou nos- e ensinado nossos familiares no 3. Elizabeth Claridge McCune, em Susa Young sos antepassados pioneiros. A fim de lar, eles entenderão exatamente o Gates, “Biographical Sketches”, Young Woman’s Journal, julho de 1898, pp. 292, que, mais tarde, quando precisarem que Elizabeth Claridge entendeu: 293; pontuação atualizada.28 A L i a h o n a
    • Barbara Thompson Segunda Conselheira na Presidência Geral da Sociedade de Socorro “Como Eu Vos Amei” O amor e o serviço são as coisas que nos distinguem como discípulos de Cristo. P or certo tempo dividi o aparta- mais sensível às necessidades e mento com uma pessoa ado- vontades dela. rável, mas tudo o que eu fazia Então, quase que imediatamente parecia incomodá-la. Pensei: “Como é um milagre aconteceu! Descobri possível que eu a incomode tanto? É que realmente a amava. Ela era uma tão fácil conviver comigo. Não é?” pessoa maravilhosa e muito talentosa. Como ela não gostava muito de Para mim, foi uma bênção dividir o mim, eu usava isso como desculpa apartamento com ela. Fiquei admi-DETALHE DE DEIXAI VIR A MIM OS MENINOS, DE CARL HEINRICH BLOCH, CORTESIA DO MUSEU para não a amar também. Felizmente, rada de ver como minha visão aHISTÓRICO NACIONAL DO CASTELO DE FREDERIKSBORG, EM HILLERØD, DINAMARCA lembrei o conselho dado em uma respeito dela mudou em tão pouco reunião sacramental por um bispo tempo. quando eu estava na faculdade. Lembro vividamente seu conselho: Amar e Servir ao Próximo “Se você não amar muito alguém, é Ao estudarmos João 13, apren- provável que não tenha servido essa demos algumas das lições mais sig- pessoa o suficiente. Se você servir nificativas que o Salvador ensinou uma pessoa, com certeza a amará”. durante Seu ministério terreno, entre Depois de pensar no conselho as quais: de meu bispo, decidi que precisava 1. Servir uns aos outros. servir à amiga que morava comigo e 2. Amar uns aos outros. pôr à prova o conselho dele. Come- cei a procurar pequenas maneiras de Quando o Salvador e Seus Após- ajudá-la, ser bondosa com ela e ser tolos Se reuniram para o banquete Julho de 2011 29
    • Jesus queria que os Doze — e quer o mesmo para cada um de nós — aprendessem que a humildade e o serviço são caracte- rísticas dignas que devemos buscar obter. Ele ensinou que ninguém é tão importante que não possa servir aos outros. de Páscoa, o espírito provavelmente era muito cada um dos presentes. O ato de lavar os pés foi reverente no recinto. O Salvador sabia que estava realizado com reverência e humildade, enquanto JESUS LAVANDO OS PÉS DOS APÓSTOLOS, prestes a ser sacrificado e crucificado. Tenho cer- o Salvador sem dúvida abrigava sentimentos de teza de que embora os apóstolos não compreen- tristeza pelas coisas que em breve sucederiam, dessem então a importância dos acontecimentos inclusive a traição que estava para sofrer. daquela noite, em breve aprenderiam e compreen- Pedro, sabendo que Jesus era o Messias e o DE DEL PARSON © IRI deriam mais plenamente a missão do Salvador. Salvador prometido, quis servir ao Senhor em Depois da ceia, Jesus pegou uma toalha, vez de deixar que Ele o servisse. O Salvador encheu uma bacia de água e lavou os pés de disse: “Se eu te não lavar, não tens parte comigo”30 A L i a h o n a
    • ( João 13:8). Então, Pedro pronta- consolar seu pequeno rebanho.mente consentiu que o Salvador lhe Enquanto uma mãe no Haiti cho-prestasse esse serviço amoroso. rava a perda de seus próprios fami- Depois, Jesus explicou: liares, após um terremoto, ela ainda “Vós me chamais Mestre e Senhor, estendeu a mão para ajudar a acalmare dizeis bem, porque eu o sou. os temores e consolar outros que Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos estavam desconsolados, fortalecendo OFERECERlavei os pés, vós deveis também lavar os sobreviventes e ajudando-os a AMOR CRISTÃOos pés uns aos outros. encontrar comida e abrigo. “Amemos sempre. E, especial- Porque eu vos dei o exemplo, para No Chile, jovens adultos se apres- mente, que estejamos ao ladoque, como eu vos fiz, façais vós tam- saram em ajudar na distribuição de de nossos irmãos e nossas irmãsbém” ( João 13:13–15). alimentos e suprimentos às vítimas do durante seus momentos de Jesus queria que os Doze — e terremoto que ali ocorreu. Ao servi- adversidade. (…)quer que cada um de nós — apren- rem, o rosto feliz e as mãos prestati- Ao estendermos nossas mãosdessem que a humildade e o serviço vas daqueles membros contrastavam e o nosso coração com amor cristão, na direção de outras pes-são características dignas que deve- com o fato de que eles próprios soas, algo maravilhoso aconte-mos buscar adquirir. Ele ensinou que estavam em situação precária. cerá a nós. Nosso próprio espíritoninguém é tão importante que não Todas essas pessoas e muitos fica curado, mais refinado e maispossa servir aos outros. De fato, uma outros atenderam ao pedido do Salva- forte. Ficamos mais alegres, maisdas coisas que nos torna grandes é dor, ao dizer: “Como eu vos fiz, façais calmos e mais receptivos aosnossa disposição de servir e doar de vós também” ( João 13:15). Mais para sussurros do Espírito Santo.”nós mesmos. Como disse o Salva- frente, no capítulo 13 de João, lemos: Presidente Dieter F. Uchtdorf, Segundodor: “O maior dentre vós será vosso “Um novo mandamento vos dou: Conselheiro na Primeira Presidência, “Vós Sois Minhas Mãos”, A Liahona, maio deservo” (Mateus 23:11; ver também Que vos ameis uns aos outros; como 2010, p. 68.Lucas 22:26). eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.Seguir o Exemplo do Salvador Nisto todos conhecerão que sois Isso nos faz relembrar o serviço meus discípulos, se vos amardes unsprestado após algumas das catástrofes aos outros” (versículos 34–35).naturais que ocorreram nos últimos Perceberam com que frequênciameses e anos. Testemunhamos tem- os líderes da Igreja — desde o Presi-pestades, terremotos, fomes e pesti- dente Thomas S. Monson e os Dozelência. Há muitos relatos de pessoas Apóstolos até as presidências, bispa-que, embora elas próprias estivessem dos e professores locais — expressamsofrendo, se importaram com outras seu amor por aqueles a quem elesque estavam feridas, doentes ou de servem? Esse amor advém quandoalguma forma necessitadas. seguimos o exemplo do Salvador. Depois que um terremoto destruiu O serviço a nossos semelhantes éas casas de milhares de pessoas no a maneira de expressarmos amor aPeru, um bispo deixou as ruínas de eles. Talvez o amor e o serviço sejamsua própria casa que desmoronava a mesma coisa. Verdadeiramente, elese correu para ver como estavam os nos distinguem como discípulos demembros da ala e para abençoar e Cristo. ◼ Julho de 2011 31
    • Nelson Coila (à esquerda) acrescenta uma nova camada de juncos totora a Utaha, a ilha flutuante onde moram ele e a família (acima), no Lago Titicaca. ILHAS DE FÉ: UMA HISTÓRIA DE DILIGÊNCIA Somente com o acréscimo constante de juncos a sua ilha é que a família Coila consegue impedir que ela afunde. Adam C. Olson N Revistas da Igreja elson e Dora Coila moram mais de dez cabanas de sua ilha, em uma ilha — não uma ilha acima da água a 10° C, e os elemen- típica feita de rocha sólida tos estão sempre ameaçando literal- projetando-se para fora do mar ou mente desintegrar a ilha que é seu lar. de um lago — mas uma minúscula Mas para Nelson e Dora, sua ilha ilha que eles mesmos fizeram com representa fisicamente o que eles pro- juncos flutuantes no Lago Titicaca, curam edificar espiritualmente para no Peru. sua família: uma ilha de fé capaz de A construção de uma ilha e a tarefa resistir ao mundo. de transformá-la num lar exigem fé. O que aprenderam nesse processo Um leito de pouco mais de um metro foi que a fé para edificar sempre de altura de juncos dispostos em precisa ser seguida da diligência de camadas sustenta a família e pouco manter. AS ILHAS FLUTUANTES DOS UROS Utama é uma entre aproximadamente 50 comunidades de ilhas flutuantes em que vivem várias centenas de descendentes dos uros, povo pré-incaico que mora nessas ilhas há séculos. Geralmente muitas famílias, quase sempre aparentadas umas com as outras, moram em uma única ilha e dividem a tarefa de mantê-la. Outra família compartilha metade de Utama com os Coilas.FOTOGRAFIAS: ADAM C. OLSON As ilhas maiores chegam a abrigar até dez famílias. As ilhas são frouxamente mantidas no local por uma longa corda ancorada no fundo do lago, embora em 2010 as âncoras tenham sido reforçadas depois que um vendaval fora do comum arrancou mais de 40 ilhas de seus locais de ancoragem e as lançou a vários quilômetros de distância. Julho de 2011 33
    • apodrecimento. E as camadas do mas é potencialmente fatal para as fundo submerso se decompõem gra- criancinhas, como Emerson, o filho dativamente. A contínua erosão da de dois anos da família Coila. ilha da família Coila obriga Nelson Por isso, Nelson acrescenta uma a acrescentar uma nova camada de camada de juncos hoje, sabendo juncos a cada dez a quinze dias. que a segurança de cada membro da “A construção da ilha foi só o família dependerá disso amanhã. princípio”, diz ele. “Se eu parar de É uma lição sobre diligência que acrescentar juncos, a ilha vai se des- teve influência marcante na vida da fazer aos poucos. Mas quanto mais família Coila. camadas adiciono, mais forte fica a ilha com o passar do tempo.” Os Frutos da Diligência Diligência significa persistir em O Perigo da Procrastinação fazer algo, a despeito da oposição.1 O acréscimo de uma camada de Dora descobriu quão importante — e juncos não é uma tarefa complexa ou quão difícil — podia ser a diligência difícil, mas requer trabalho. Seria fácil depois de ser batizada em 1998. O Motivo da Constância deixar para depois. Quando Dora tinha dezessete anos, Para os uros, povo que construiu A procrastinação, porém, aumenta ela e sua irmã mais nova Alicia foram essas ilhas e mora nelas há gerações, o risco de um membro da família batizadas — ajudando a Igreja a crescer o junco totora é uma parte essencial pisar num ponto fraco, indo parar nas ilhas dos uros. Cerca de um mês do cotidiano. O junco, que cresce nas dentro da água fria. Isso pode ser um depois, porém, o pai as proibiu de ter partes rasas do Lago Titicaca, pode simples incômodo para os adultos, qualquer contato com a Igreja. ser usado como lenha de fogão. As Para a família Coila — Nelson, Dora e Emerson — e demais uros que moram no Lago Titicaca, raízes são comestíveis. A casca pode o junco totora é muito importante para a manutenção da vida. Mas tal como os princípios do ser usada para fins medicinais. E, é evangelho, ele precisa estar sempre sendo utilizado. claro, quase tudo é feito de junco: as casas, os barcos tradicionais, as torres de vigia, as próprias ilhas e até os cestos de lixo. Os uros constroem as ilhas empi- lhando camada sobre camada de juncos. Mas como material de cons- trução, os juncos totora não duram muito. O sol faz com que sequem durante a estiagem. A umidade da estação chuvosa apressa seu34 A L i a h o n a
    • FORTALECER Mas algo estranho aconteceu com fé, tanto no sentido literal quanto no CONTINUA- as moças. De repente, passaram a figurado, a família Coila descobriu MENTE A FÉ ser menos agradáveis de se conviver que as recompensas da diligência “Não importa e mais propensas a discutir. O pai são reais. “Às vezes somos sufocados quanta fé tenhamos percebeu que na época em que par- pela rotina diária de trabalhar, cozi- agora para obede- ticipavam das atividades da Igreja, nhar e assim por diante”, diz Nelson.cer a Deus, precisaremos fortalecê-la tinham mudado para melhor. “Quando nos esquecemos de Deus,continuamente e renová-la sempre. “Isso o fez mudar de ideia”, diz as coisas ficam complicadas. Há mais(…) Aprender a começar cedo e Dora. “Ele começou a acordar-nos problemas, e as coisas começam aser constante é a chave da prepa- cedo para que chegássemos à igreja desmoronar.”ração espiritual. A procrastinação na hora certa.” Nelson faz uma pausa para apon-e a inconstância são seus inimigos Dora atribui essa mudança efe- tar para uma nova camada de juncosmortais.” tuada pelo evangelho na vida delas que ele acrescentou naquela manhã.Presidente Henry B. Eyring, Primeiro Conse-lheiro na Primeira Presidência, “Preparação a pequenas coisas que ela e AliciaEspiritual: Começar Cedo e Ser Constante”, faziam regularmente, como pagar oA Liahona, novembro de 2005, p. 38. dízimo, orar, estudar as escrituras, FAMÍLIAS FIÉIS santificar o Dia do Senhor e renovar seus convênios todas as semanas ao “Senti-me profun- tomar o sacramento. damente humilde naquela ilha de Mais tarde, vendo por si mesmo juncos flutuantes no as transformações resultantes da fé e Lago Titicaca com diligência,2 o pai de Dora se filiou àas famílias de fiéis santos dos últimos Igreja juntamente com o restante dadias, e por ter sido convidado a fazer família. “Se formos constantes”, garante ele,uma oração pela pequena Ilha de Apu “se orarmos, estudarmos, jejuarmosInti pedindo ao Senhor que aben- As Recompensas da Diligência e realizarmos a noite familiar regu-çoasse [suas casas e famílias].” Exige-se do povo do convênio larmente, vamos tornar-nos maisÉlder Ronald A. Rasband da Presidência dos do Senhor que persevere em fazer o fortes.” ◼Setenta, “Experiências Especiais”, A Liahona,maio de 2008, p. 12. que é certo, a despeito da oposição. Contudo, o Senhor promete grandes NOTASPara saber mais sobre a visita do Élder 1. Ver Merriam-Webster’s Collegiate bênçãos aos que forem diligentes na Dictionary, 11ª ed., 2003, “diligence”;Rasband às ilhas dos uros, visite confe- ver também “persevere”. oração,3 no cumprimento dos manda-rence.LDS.org e procure o discurso dele na 2. Ver Alma 32:41–43. mentos,4 na obediência à revelação,5 3. Ver 1 Néfi 2:18–19; 10:17–19;conferência geral de abril de 2008. Enos 1:12. no estudo das escrituras 6 e no serviço 4. Ver 1 Néfi 15:8–11; 16:28–29; em Sua obra.7 Enos 1:10; Mosias 1:11; 4:6. 5. Ver Mosias 1:16; Alma 12:9–11.Para ver mais fotografias desta Por meio de experiências pessoais 6. Ver Mosias 1:6–7; Alma 17:2.história, visite liahona.LDS.org. que tiveram ao manterem sua ilha de 7. Ver Jacó 1:19; 5:75; Morôni 9:6. Julho de 2011 35
    • CRIANÇAS Sem Medo da Água Joseph da Ilha Apu Inti, Lago Titicaca, Peru Adam C. Olson Revistas da Igreja J oseph, de sete anos, foi criado “Meu pai vai me batizar”, diz perto da água. Ou melhor, Joseph. “Ele me ajudou a não ter passou a infância totalmente tanto medo.” rodeado de água: as águas frias Joseph agora está se preparando do Lago Titicaca, no Peru. É isso diligentemente para o batismo. Ele que acontece quando se mora em esforça-se particularmente para pres- uma pequena ilha feita de juncos tar atenção na Primária e aprender as flutuantes. Regras de Fé. Ele sabe que isso vai ALGUMAS DAS Joseph e sua família fazem parte ajudá-lo agora e no futuro. COISAS FAVORITAS do povo uro, que construiu ilhas “Vou fazer missão”, diz ele. DE JOSEPH flutuantes no Lago Titicaca e mora “Tal como Néfi disse, eu irei e • A história de quando nelas há centenas de anos. Eles cumprirei as ordens do Senhor” Néfi consegue pegar pescam no lago. Tomam banho no (ver 1 Néfi 3:7). ◼ as placas de latão lago. Remam pelo lago para ir de (ver 1 Néfi 3–4). uma ilha a outra. • A décima regra de fé. Você pode achar que Joseph, por • Brincar com a irmã, a estar tão acostumado com a água, sobrinha (acima) e o não ficaria com medo de entrar sobrinho. numa pia batismal a poucos meses • Comer truta e batatas da data de seu batismo. Mas ele fritas. sente o mesmo que muitas outras • Cuidar de seu cordeiro. crianças. “Estou animado”, diz ele. “Mas tenho medo de ser afundado na água.” Por estarem cercadas de água, as crianças uros são ensinadas a tomar FOTOGRAFIAS: ADAM C. OLSON cuidado com a água. Por isso, depois que Joseph contou aos pais sobre seus temores, a família conversou sobre o batismo na noite familiar, e Joseph e o pai praticaram o que fazer.36 A L i a h o n a
    • VOZES DA IGREJAMINHA DEFESA DE TESE — E O para explicar-lhe o tema de minha tese. Assim que mencionei o LivroLIVRO DE MÓRMON de Mórmon, sua atitude mudou e ele começou a criticar a Igreja. OuviQ uando eu era universitário, o programa de excelência acadê-mica no qual eu estava matriculado Mórmon. Consultei um professor a respeito de minha ideia, e ele concor- dou em ser um de meus orientadores. em silêncio até ele terminar e depois expliquei brevemente que achava que ele compreendera mal nossas cren-exigia que os alunos escrevessem Também sugeriu outro professor ças. Ele não me pareceu convencido,uma tese. Cada tese dos alunos como possível segundo orientador. mas para minha surpresa concordoutinha que ser supervisionada e Fui falar com o segundo professor em supervisionar minha tese.aprovada por dois professores. Depois de pesquisar e redigir o Quase que imediatamente, Para minha tese, decidi pesqui- texto por mais de um ano, encami- ele começou a desferir seusar e analisar as guerras do Livro de nhei minha tese para a aprovação ataque — não a minha tese, mas ao Livro de Mórmon. Da maneira mais serena que pude, prestei testemu- nho do Livro de Mórmon.
    • dos professores. Naquele ano, eu do que o fizera mudar de ideia, mas quando morreu, numa fria tarde de tinha sido aceito na faculdade de sorriu para mim quando me despedi. inverno, deixando um imenso vazio Direito e precisava terminar aquele Sinto-me grato por ter tido a em nossa família. Sentimos tristeza, projeto para formar-me e prosseguir oportunidade de prestar testemu- mas também esperança. Poucos os estudos. nho àquele homem. Sei que quando dias depois de sua morte, adormeci Em uma semana, recebi um e-mail defendemos as coisas em que acredi- enquanto pensava nele e tive um do professor que criticara a Igreja. tamos, o Pai Celestial nos fortalece e lindo sonho. Pediu-me que fosse falar com ele em abençoa. ◼ Eu estava andando, mas minha sua sala. Scott Macdonald, Califórnia, EUA visão estava embaçada pelas nuvens. Quando lá cheguei, pediu-me que Vi algo ao longe, por isso continuei fechasse a porta e me sentasse. Quase lentamente caminhando em direção que imediatamente, começou a des- àquilo. Ao me aproximar, vi que era ferir seu ataque — não a minha tese, QUANDO EU uma carruagem cheia de belas flores. mas ao Livro de Mórmon. Da maneira mais serena que pude, prestei teste- REENCONTRAR Enquanto as admirava, notei um belo rapaz, vestido de branco, parado ao munho do Livro de Mórmon. MEU IRMÃO lado do veículo. Parei um instante, Hesitante, perguntei ao professor tentando reconhecê-lo, então me se ele ainda aprovaria minha tese. Ele disse que não. Fui para casa sentindo-me depri- Q uando eu era menina, desejava ardentemente que meu irmão, Juan Fernando, corresse e brincasse dei conta de que era meu irmão. Fiquei muito feliz em vê-lo. Ele falou comigo, e eu quis abraçá-lo e beijá-lo. mido e sem saber ao certo o que como as outras crianças. Quando per- Então, acordei. fazer. Sem a aprovação daquele guntei a minha mãe por que ele não Fiquei imensamente grata por ter homem, eu perderia a chance de conseguia fazer isso, ela disse que ele ouvido sua voz e tê-lo visto em sua formar-me no programa de excelên- havia sofrido uma severa lesão cerebral perfeita forma. Posso apenas imaginar cia e de começar a estudar Direito. ao nascer, por falta de oxigênio, e que como será quando nos reencontrar- Orei para que de alguma forma nunca conseguiria fazer essas coisas. mos. Tenho certeza de que haverá tudo desse certo. Meu irmão passou a vida inteira abraços e beijos e palavras carinho- Quando expliquei minha situação no leito. Como fui criada na Igreja, eu sas, tudo isso graças à Expiação de ao outro professor que supervisio- compreendia e aceitava a condição Jesus Cristo. Graças ao Salvador, nava minha tese, ele me aconselhou dele e sabia que ele tinha um espírito todos vamos ressuscitar e poderemos a ir falar com o professor no dia grandioso. Mesmo assim, meu cora- nos reunir em família, para nunca seguinte e dar-lhe outra chance de ção de jovem ansiava para que ele mais nos separar. aprovar minha tese. fosse como os outros, mesmo que Lembro-me das palavras de Amu- Na manhã seguinte, eu estava não conseguisse imaginar como seria leque: “O espírito e o corpo serão esperando do lado de fora da sala do vê-lo andar, correr ou falar. reunidos em sua perfeita forma; professor. Estava nervoso, sem saber Eu ficava preocupada em saber os membros e juntas serão recons- como ele reagiria ao ver-me nova- quem cuidaria dele se o restante tituídos em sua estrutura natural”ILUSTRAÇÕES: BJORN THORKELSON mente. Quando ele chegou, abriu da família morresse antes dele. Em (Alma 11:43). a porta calado e fez sinal para que orações fervorosas, roguei ao Pai Sinto-me grata pelo evangelho eu entrasse. Sem dizer uma palavra, Celestial que não nos levasse antes de restaurado de Jesus Cristo, que me pegou uma caneta e assinou minha levar o Juan Fernando. Eu sabia que faz sentir paz na alma. Sei que verei tese, dando-me oficialmente sua apro- Ele atenderia a minha oração. novamente meu irmão um dia. ◼ vação. Não deu nenhuma explicação Meu irmão tinha dezesseis anos María Isabel Parra de Uribe, México Julho de 2011 39
    • MEUS DIAS DE PIONEIRA EM CALGARY N asci numa cidadezinha do norte da Inglaterra em 1947. Quando tinha quinze anos, conheci os mis- reuniões. Nosso pequeno ramo enfrentava dificulda- des por falta de membros, sionários por intermédio de amigos principalmente de portado- e entrei para a Igreja. Minha família, res do sacerdócio. Por fim, porém, não se filiou. ficou evidente que a missão Ao aprender a respeito dos anti- ia fechá-lo. gos pioneiros da Igreja, senti certa Por esse motivo, resolvi inferioridade por não ter um legado mudar-me para o Canadá de antepassados que cruzaram as — uma das decisões mais planícies. Mas à medida que progredi difíceis que tomei na vida. no evangelho, meus sentimentos Eu era filha única e amava Ainda me lembro da noite em mudaram. muito meus pais, e eles também me que parti: meu pai correndo ao Passei a compreender que os anti- amavam, mas estaria arriscando meu lado do trem jogando-me beijos gos pioneiros prepararam o caminho testemunho se ficasse num lugar em enquanto minha mãe olhava para que pessoas como eu se filias- que não pudesse frequentar a Igreja. fixamente. Senti imensa tristeza sem à Igreja. Os dois missionários Ainda me lembro da noite em que no coração, mas sabia que devia que me apresentaram o evangelho parti: meu pai correndo ao lado do partir. eram descendentes daqueles pionei- trem jogando-me beijos enquanto ros, por isso devo muito aos pionei- minha mãe olhava fixamente. Senti ros. Passei a sentir-me ligada a eles imensa tristeza no coração, mas sabia Cardston Alberta e criei três filhos de um modo muito especial. que devia partir. na Igreja. Também me dei conta de que Cheguei a Calgary, Alberta, no Dia Toda vez que volto à Inglaterra, tenho sim um legado de pessoas das Mães, em maio de 1967. Fui à minha mente se enche de recor- generosas e trabalhadoras que se Igreja com os membros em cuja casa dações de minha conversão e não sacrificaram, labutaram e até travaram eu me hospedara e chorei durante toda posso deixar de me sentir grata por guerras para permitir que eu tivesse a reunião. Lembro-me de ter escrito minhas bênçãos. Onde eu estaria coisas que eles nunca tiveram e me cartas para meus pais com lágrimas no hoje se não tivesse tido a coragem proporcionar a liberdade que usu- rosto, dizendo-lhes que tinha adorado de tomar uma decisão tão difícil e fruo hoje. Meus pais não se filiaram o Canadá, mas sentia muita saudade da seguir o Espírito? à Igreja, mas me criaram com bons Inglaterra e da família. Serei eternamente grata aos anti- princípios e valores que me prepara- Tive dificuldades para adaptar-me gos pioneiros, dentro e fora da Igreja, ram para aceitar o evangelho. à nova vida, senti saudades e solidão que abriram o caminho para que eu Por fim, descobri que há muitos e tive decepções, porém mantive-me e outras pessoas como eu pudessem tipos de pioneiros. Sou um mem- fiel ao evangelho. Assistia a todas as ouvir o evangelho. Os que nos ante- bro da Igreja de primeira geração. reuniões e aceitei chamados. Esses cederam me deram a oportunidade Minha família não ficou feliz com foram meus dias de pioneira. e a coragem de ser uma pioneira dos minha decisão de ser batizada, o Por fim, conheci meu marido. dias atuais. ◼ que dificultava minha frequência às Fomos selados no Templo de Lorraine Gilmour, Ontário, Canadá40 A L i a h o n a
    • VOZES DA IGREJADUAS CIDADES E A TERNA quadro tinha sido comprado por um dos últimos proprietários da casa,MISERICÓRDIA presumivelmente porque havia sido pintado em meados do século XIX, eT al como Nauvoo, Illinois, a cidade de Natchez, Mississippi, EUA, ficano alto de um penhasco com vista até a louça de porcelana inglesa, a requintada casa personificava a prosperidade sulina, deixando-me a cena do rio se parecia muito com a paisagem de Natchez. Os santos que passaram porpara o Rio Mississippi. Os primeiros totalmente assoberbada. Ao dar-me Natchez em meio às perseguiçõessantos dos últimos dias que chega- conta de que ainda precisávamos devem ter sentido muito alívio evam da Inglaterra costumavam passar ver o segundo andar da casa, fui gratidão quando finalmente chega-por Natchez em sua jornada rio dominada por um sentimento de ram a Nauvoo. De modo semelhante,acima de Nova Orleans até Nauvoo. frustração e saudade de casa. senti consolo quando vi a pintura deNa verdade, em 1844, um grupo de Ao subirmos a grande escadaria, Nauvoo naquela mansão. A visão daarruaceiros pôs fogo em um barco a pintura a óleo de uma paisagem pintura me ajudou a saber que o Paiancorado em Natchez que levava um me chamou a atenção. Nunca a tinha Celestial estava a par de minha situa-certo número de membros da Igreja. visto, mas havia algo familiar nela. ção e que me abençoaria com forças Quando cheguei a Natchez para Meus olhos foram atraídos para um para sobrepujar a saudade que euassumir um trabalho no Serviço grande edifício retratado no topo da sentia de casa, meus medos e minhasNacional de Parques dos Estados colina da cidade, e reconheci a grande dúvidas. Eu sabia que a pintura deUnidos, tinha muitas dúvidas e temo- curva que o rio fazia em torno dela. Nauvoo era uma terna misericórdiares. Tinha deixado para trás tudo que Será que era o que eu suspeitava? do Senhor. ◼era confortável e conhecido em Utah Perguntei se a pintura retratava Tiffany Taylor Bowles, Illinois, EUAe, ao me instalar naquela cidade nova Nauvoo. Meu supervisor, surpresoe aparentemente estranha, senti-me com a pergunta, respondeu que deperdida e solitária. fato era. Logo fiquei sabendo que o Em meu primeiro dia de treina-mento, o guarda florestal supervisorme conduziu por uma mansão daépoca da Guerra Civil americanaque havia no parque, demons-trando o tipo de visita guiada queeu teria de realizar em breve.Quando terminamos de explo-rar o andar térreo, eu já estavatendo dificuldades para lem-brar todos os detalhes. Desdea mobília estilo rococó francês Ao subirmos a grande escada- ria, a pintura a óleo de uma paisagem me chamou a atenção. Será que era o que eu suspeitava?
    • EL ES FA L A R A M PA R A N Ó S Agir COMEÇAR A Élder Von G. Keetch Setenta de Área, Área Utah Salt Lake City C onta-se a seguinte história sobre um grupo de bombeiros paraquedistas. Esses homens e mulheres corajosos combatem incên- Relaxar no alto do penhasco pode parecer dios florestais pulando de paraquedas uma forma segura de evitar erros, mas tam- sobre um incêndio e combatendo-o bém é uma forma de impedir o progresso. de cima para baixo, enquanto outros o combatem do solo. Durante um incêndio florestal particularmente extenso, uma equipe da mochila o aparelho de rádio por- os obrigaria a refazer os passos. de elite de bombeiros paraquedistas tátil, encontrou a frequência certa e Então, decidiram esperar no topo se reuniu para receber instruções chamou o despachante para solicitar do penhasco. Quinze minutos depois, antes de decolar com seu avião. O instruções sobre qual caminho deve- tentaram chamar o despachante nova- despachante operacional de voo — riam tomar. No entanto, só conseguiu mente. Nada. Tiraram as mochilas das um bombeiro muito sensato e expe- captar ruídos no rádio e não ouvia o costas e procuraram um lugar para riente — disse aos paraquedistas que despachante de modo algum. sentar. Trinta minutos tornaram-se as coisas estavam muito instáveis e Supondo que o despachante esti- uma hora, e uma hora tornou-se que não poderia dar-lhes instruções vesse ocupado com outras tarefas, duas. Ficavam sempre tentando con- precisas. Em vez disso, instruiu o os paraquedistas decidiram esperar tatar o despachante. Mas, como antes, despachante, os paraquedistas deve- dez minutos e tentar novamente. Mas captavam apenas ruídos. riam contatá-lo pelo rádio assim quando tentaram contatar o despa- Os paraquedistas decidiram almo- que descessem sobre o cume de um chante pela segunda vez, tiveram o çar. Em seguida, como ainda não penhasco que se erguia acima do mesmo resultado: apenas chiados e conseguiram contatar o despachante, incêndio. Então, ele lhes daria instru- nada de instruções. reclinaram-se sobre a mochila e ções quanto ao curso a seguir para Os paraquedistas trocaram ideias tiraram um cochilo. Estavam frustra- começar o combate ao fogo. entre si. Ainda conseguiam avistar dos. Se o despachante simplesmente Rapidamente os paraquedistas vários caminhos que desciam pela lhes desse atenção e lhes indicasse partiram em seu avião, desceram montanha e que os colocariam o caminho a seguir, é com satisfação de paraquedas sobre o cume do em boa posição para combater o que o trilhariam e iniciariam seus penhasco, acima do incêndio, e fogo. Mas ficaram preocupados esforços de combate ao fogo. Mas reuniram-se para a ação. Como viam com o fato de não terem recebido o despachante parecia ignorá-los, o fogo de cima, conseguiam divisar nenhuma instrução do despachante. provavelmente preocupado com os meia dúzia de caminhos possíveis Temiam que, caso começassem a outros. Decidiram que não iriam se que poderiam tomar para começar seguir o caminho que melhor lhes mover sem instruções dele. Afinal, tais seu trabalho. parecesse, poderiam estar seguindo instruções lhes tinham sido prometi- De acordo com o combinado com um curso contrário ao que o despa- das antes de descerem de paraquedas o despachante, o líder da equipe tirou chante queria que tomassem, o que sobre o penhasco.42 A L i a h o n a
    • FOTOGRAFIA © LANDOVJulho de 201143 JOVENS ADULTOS
    • ELES FALARAM PARA NÓS Sete horas após os paraquedistas terem chegado ao topo da colina, um chefe de equipe do grupo que combatia o incêndio mais para baixo da montanha subiu a trilha e, esgo- tado, encontrou os paraquedistas. A melhor e Ele estava perplexo. Aproximando-se mais clara orientação que do líder, perguntou: “O que estão recebemos fazendo aqui descansando em cima na vida não do penhasco? Precisamos muito de vem quando sua ajuda. O fogo quase nos esca- ficamos apenas à espera de que pou ao controle porque não tínha- o Pai Celestial mos quem nos ajudasse a contê-lo. nos envie ajuda E durante todo esse tempo vocês e orientação, estavam relaxando aqui em cima no mas quando nos ocupamos penhasco?” zelosamente O líder dos paraquedistas expli- em realizar cou sua situação ao chefe da equipe. uma tarefa. Tinham recebido a promessa de con- tar com instruções do despachante. Eles haviam sido vigilantes na tenta- tiva de obter essas instruções. Mas o dizendo: “Vocês estão em uma zona perguntando-nos por que o Despa- despachante os ignorou, sem nunca sem recepção. Bastava começar a chante divino não nos ajuda com responder a suas chamadas. Era ver- descer por uma das trilhas, e o des- nosso curso. dade que eles conseguiam ver vários pachante poderia facilmente ter-lhes Ao fazer isso, ignoramos um caminhos até o fogo. Mas temiam transmitido correções de curso e os importante princípio da revelação. tomar o caminho errado. Por isso, conduzido diretamente ao local em Nosso Pai Celestial espera que use- decidiram esperar as instruções do que necessitávamos de vocês. Em vez mos nossa inteligência, habilidade e despachante, conforme o prometido. disso, vocês ficaram relaxando aqui e experiência para traçar nosso curso O chefe de equipe estendeu a mão foram totalmente inúteis para nós”. inicial. À medida que avançarmos e pegou o pequeno rádio que os Muitas vezes em nossa necessi- no caminho que escolhemos, estare- paraquedistas estavam usando. Cami- dade de orientação e direção espi- mos em condições bem melhores de nhou então cerca de 50 metros por ritual, podemos ser tentados a fazer receber as correções de curso que Ele uma das trilhas que desciam em dire- exatamente o que os paraquedistas desejar transmitir-nos. Mas se simples- ção ao fogo. Parou e experimentou fizeram. Encontramo-nos em terri- mente deitarmos sobre o penhasco e usar o rádio. A voz do despachante tório desconhecido. Vemos vários reclinarmos a cabeça sobre a mochila, soou alta e clara. O chefe de equipe caminhos possíveis, mas não temos até que Ele nos dê uma instrução, ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA: MATTHEW REIER © IRI voltou então ao topo do penhasco e certeza sobre qual tomar. Foram- corremos o risco de nos encontrar- desceu cerca de 50 metros, por outro nos prometidas inspiração e ajuda mos em uma zona morta espiritual. caminho. Parou e chamou o despa- de nosso Pai Celestial. Mas nem O Presidente Boyd K. Packer, Pre- chante. De novo, ouviu imediata- sempre essa ajuda vem de imediato. sidente do Quórum dos Doze Após- mente sua voz. Ficamos frustrados e decidimos tolos, ensinou: O chefe de equipe caminhou de simplesmente sentar e esperar até “Espera-se que usemos a luz e o volta até os bombeiros paraque- que venha a orientação prometida. conhecimento que já possuímos para distas e jogou o rádio para o líder, Esperamos, esperamos e esperamos, lidar com os problemas de nossa44 A L i a h o n a
    • JOVENS ADULTOSvida. Não precisamos que uma reve-lação nos instrua a sair e cumprir POR MEIO DE PEQUENOSnosso dever, porque isso já nos foidito nas escrituras; tampouco deve- RECURSOSmos esperar que a revelação substi-tua a inteligência espiritual ou físicaque já recebemos. Ela simplesmente Laurel Teuschervai ampliá-la. Precisamos seguiradiante com nossa vida normal-mente, trabalhando todos os dias,seguindo as rotinas, regras e normas E u achei que estava me saindo bem. Tinha servido missão, havia me formado na faculdade, contrário, essas mudanças vieram pouco a pouco. Primeiro, comecei a me levantar cedo para correrque governam a vida. conseguira um emprego de tempo ou fazer alguma outra forma de As regras, normas e os manda- integral e finalmente me mudara exercício. Em seguida, comecei amentos são uma proteção valiosa. para um apartamento para morar procurar cursos que me ajudassemSe precisarmos de uma instrução sozinha. Frequentava a Igreja todos a progredir em meu trabalho ourevelada para alterar nosso curso, os domingos e, às vezes, ia às ativi- me permitissem conseguir outro.ela estará nos esperando ao longo dades. Tinha muitos amigos, soltei- Encontrei um curso e depois medo caminho, assim que chegarmos ros e casados, e de repente passei a preparei para fazer os testes exigi-ao ponto em que necessitaremos ter mais tempo para a leitura, meu dos para a inscrição. O estudo dasdela.” 1 maior prazer na infância. Contudo, escrituras e a oração tornaram-se Testifico que a melhor e mais mesmo com todas essas atividades, mais importantes para mim, eclara orientação que recebemos na ainda me sentia perdida. tentei passar um tempo a cada diavida não vem quando ficamos ape- Em Alma, capítulo 37, lemos saboreando as palavras de Cristo enas à espera de que o Pai Celestial os conselhos de Alma a seu filho buscando sentir o Espírito. Fiz umnos envie ajuda e orientação, mas Helamã. Nos versículos 41–42, Alma esforço especial para envolver-mequando nos ocupamos zelosamente fala da família de Leí e da Liahona. mais em minha ala — mesmoem realizar uma tarefa. Para vocês Explica que a Liahona não funcio- que isso significasse sacrificar umque estão esperando que o Senhor nava quando eles eram “negligentes pouco de meu tempo.lhes dê orientação em sua vida — e [esqueciam-se] de exercitar sua fé Desde que comecei a fazer essasque precisam de ajuda com uma e diligência” e que “eles não pro- pequenas mudanças, sinto maisdecisão ou questão importante — grediram em sua jornada. Portanto felicidade. Sinto que estou progre-deixo-lhes este desafio: Em espírito se demoraram no deserto, ou seja, dindo e que o Pai Celestial está mede oração e com muito cuidado não seguiram um caminho direto”. A dando novos desafios. Posso enfren-usem sua própria inteligência e leitura desses versículos me ajudou a tar esses desafios com esperançaseus próprios recursos para esco- perceber que eu não estava progre- e não com medo ou desânimo.lher um caminho que lhes pareça dindo. Não estava exercitando minha Aprendi que quando deixamos decerto. Depois, empenhem-se zelosa- fé nem sendo diligente em nada trabalhar ou de exercer nossa fé emente em seguir esse caminho (ver em minha vida. Tinha parado de de caminhar em uma direção, o PaiD&C 58:26–28). Quando chegar esforçar-me por um objetivo. Estava Celestial não pode nos ajudar a pro-o momento de uma correção de simplesmente à espera de que algo gredir e não vamos chegar a nossocurso, Ele estará ao lado para ajudá- acontecesse. destino. Sinto imensa gratidão pelaslos e orientá-los. ◼ Não houve um momento espe- pequenas mudanças em minha vidaNOTA cífico em que fiz uma lista e anotei que me ajudaram a ver um caminho 1. Boyd K. Packer, “A Busca do Conheci- mento Espiritual”, A Liahona, janeiro de tudo que eu precisava mudar. Pelo a seguir. ◼ 2007, p. 14. Julho de 2011 45
    • Direto ao Ponto T Por que alvez você já tenha assis- de salvação, é essencial que temos de ser completamente tido a um batismo em que seja realizada de modo exato a ordenança precisou ser reali- e correto. imersos na zada duas vezes porque a pes- O batismo é um ato sim- água quando soa que estava sendo batizada bólico. “Simboliza a morte, o somos batizados? não estava totalmente imersa na sepultamento e a ressurreição água da primeira vez. e só pode ser realizado por Como o batismo é imersão” (Bible Dictionary, uma ordenança “Baptism”). A imersão na água representa a morte e o sepul- tamento de Jesus Cristo, mas também representa a morte de nosso eu natural (ver Roma- nos 6:3–6). O ato de sermos erguidos da água simboliza a Ressurreição de Jesus Cristo e representa nosso renascimento como Seus discípulos de convê- nio. As duas testemunhas que ficam ao lado da pia batismal observam a ordenança para certificarem-se de que a pessoa que está sendo batizada seja completamente imersa, simboli- zando um renascimento total. Quando somos batizados, seguimos o padrão estabelecido pelo Salvador, que foi batizado por imersão no Rio Jordão (ver Mateus 3:13–17). O Pai Celestial deseja que cada um de Seus filhos seja purificado de seus pecados para poder viver com Ele novamente. O batismo por imersão, como o de Cristo, é uma parte essencial de Seu plano divino. ◼46 A L i a h o n a
    • JOVENS Espírito Santo está com você, jovens que sejam sensatos em reserve um momento para sua escolha de jogos e no total ficar quieto e ouvir. Você pode de tempo que gastam com eles. sentir a influência do Espírito Fomos ordenados a utilizar como uma confirmação calma nosso tempo com sabedoria e serena. Procure reconhecer a (ver D&C 60:13). O simples fato voz mansa e delicada quando de uma atividade ser sadia e estiver fazendo coisas que divertida não significa que valha atraem o Espírito, como orar, a pena realizá-la. estudar as escrituras ou parti- O Élder M. Russell Ballard, do cipar da reunião sacramental. Quórum dos Doze Apóstolos, O Espírito À medida que você seguir os explicou: “Uma das maneiras Santo deveria sussurros e procurar ouvir o pelas quais Satanás (…) enfra- ser nosso Espírito, sua capacidade de dis- quece nossa força espiritual é cernir esses sentimentos serenos incentivando as pessoas a dis- companheiro e sutis vai melhorar. penderem muito tempo fazendo constante, Você tem que viver digna- mente para que o Espírito o coisas de pouca importância. Refiro-me a coisas como passar mas não sei se sinto o Espírito acompanhe (ver Mosias 2:36). horas a fio assistindo à televisão constantemente. Se você não sentir a influência ou a vídeos, jogando videoga- Há algo de errado do Espírito em sua vida, esse mes madrugada adentro [ou] comigo? pode ser um sinal de que você navegando na Internet” (“Be S e você for digno, mas não sentir o Espírito em todos os momentos, isso pode significar precisa arrepender-se e reavaliar suas prioridades. Você pode convidar a presença do o Espí- Strong in the Lord”, Ensign, julho de 2004, p. 13). Não há problema em passar que você ainda está aprendendo rito em sua vida com o arre- algum tempo jogando videoga- a reconhecer e a seguir a orien- pendimento sincero, a oração, mes que sejam condizentes com tação do Consolador. O Élder o estudo das escrituras e outras os padrões de mídia delineados David A. Bednar, do Quórum atividades edificantes. em Para o Vigor da Juventude. dos Doze Apóstolos, explicou: Mas disponha-se a largar os con-ILUSTRAÇÕES FOTOGRÁFICAS: JOHN LUKE E MATTHEW REIER “Mesmo quando nos esforça- troladores ou a desligar o com- A Igreja mos para ser fiéis e obedientes, putador e passar a fazer outra é contra todos os existem épocas nas quais a orientação, a segurança e a paz videogames coisa. Não deixe que os video- games o impeçam de participar de espírito não são percebidas ou apenas os de atividades proveitosas como com facilidade em nossa vida” violentos? exercitar-se, estudar o evange- (“Para Que Possamos Ter Sem- pre Conosco o Seu Espírito”, A Liahona, maio de 2006, p. 28). H á muitos videogames que são sadios, desafiadores e divertidos, e alguns jogos para lho, fazer as tarefas da escola ou conviver com a família. ◼ Se você não sabe se o vários participantes podem ser uma agradável atividade social. A Igreja não é contra os videogames, mas pede aos Julho de 2011 47
    • FOFOCA FOTOGRAFIA: JED A. CLARK NÃO PASSE ADIANTE.
    • Nosso Espaço JOVENS ENVIE sua história, foto grafia ou seu comentário para liahona@ LDSchurch.org. Es creva seu nome compl eto, ala ou ramo, estaca ou distrito, e a permissão de seus pais (pode ser por e-mail). Se us comen- MINHA ESCRITURA FAVORITA tários podem ser alterados 2 Néfi 2:11 por motivo de es paço ou de Esse versículo sempre foi meu guia e minha inspiração a cada vez clareza. que estou em dúvida, em desespero ou em uma situação difícil. É minha passagem predileta desde que me perguntei por que era necessário haver oposição. Por que deve haver contradições? Por que a vida não pode ser somente positiva, feliz, fácil e boa? Por que existe o mal? COMO TER Esse versículo me ajudou a compreender a vida e suas complexidades. PENSAMENTOS PUROS Ajudou-me a apreciar melhor o significado da vida. Fez-me perceber o propósito da oposição e que devo ser grato por ela. Afinal, sem ela não conheceríamos a verdadeira essência e beleza da vida. Sem oposição, não saberíamos como amar, ser felizes ou ter sucesso. Aprendi M esmo que maus pensamentos nos batam à porta, não a amar a vida, a aceitá-la como ela é e a confiar no Senhor, precisamos convidá-los porque Sua sabedoria é inquestionável. a entrar e a sentar-se. A Sheena P., Filipinas melhor hora para defen- der-nos da tentação é quando o pensamento começa a tomar forma. Destrua a semente, e a planta jamais cres- cerá. Quando me vejo nessa situação, cantoILUSTRAÇÃO DE LIVRO: GENE CHRISTIANSEN; ILUSTRAÇÃO DE FAROL: SCOTT GREER M meu hino favorito e “ eu conselho para todos procuro ter a imagem de é que olhemos para o farol do Senhor. Não há neblina Jesus no coração até con- tão densa, noite tão escura, seguir resistir. Se resistir- temporal tão forte, marinheiro mos persistentemente aos tão perdido que seu facho de maus pensamentos, eles luz não possa resgatar. Ele brilha irão embora. em meio às tormentas da vida. Jorge G., Venezuela O farol do Senhor envia sinais prontamente reconhecidos e infalíveis.” Tirei esta fotografia em Tessalô- Presidente Thomas S. Monson, nica, Grécia. Ela me lembra as “Palavras de Encerramento”, névoas de escuridão do sonho de A Liahona, maio de 2010, p. 112. Leí (ver 1 Néfi 8:22–24). Kevin K., Alemanha Julho de 2011 49
    • COMO EU SEI? A RESPOSTA NO VERSÍCULO OITO Joseph Smith encontrou sua resposta em Tiago 1:5. Encontrei a minha alguns versículos depois. Angelica Nelson E ram 11 horas da noite, e eu desejava não me sentir tão mal o capítulo que Joseph Smith leu e que ILUSTRAÇÃO: TAIA MORLEY estava em meu quarto depois quando ia a uma festa ou dizia uma o inspirou a ir até o Bosque Sagrado de sair com algumas amigas da palavra feia, mas a verdade era que e a abrir o coração ao Pai Celestial. escola. Sabia que não havia tomado me sentia assim. Chegava a passar “Quer ironia”, pensei. Comecei a ler. as melhores decisões naquela noite. mal quando fazia escolhas que não O versículo 5 me era conhecido: “Mas”, justifiquei-me, “também não eram as certas. Por algum motivo, “Se algum de vós tiver falta de sabe- foram as piores”. porém, eu continuava a fazer essas doria (…)”. Mas foi o versículo 8 que Frustrada, peguei uma tarefa da escolhas. me abriu os olhos naquela noite. escola para fazer. Estava tão cansada Era quase meia-noite quando Dizia: “O homem de coração dobre que só queria terminar logo para terminei meu dever de casa. Dali a é inconstante em todos os seus cami- poder dormir. “Ainda tenho que ler cinco horas meu despertador estaria nhos”. Gelei. Li novamente. as escrituras. Mas acho que hoje não tocando. Eu ia acordar, arrastar-me Eu estava sendo inconstante. vou fazer isso”, pensei. até o seminário e tentar suportar Dizia ser santo dos últimos dias, mas Comecei a pensar em tudo que outro dia de escola. minhas ações começavam a dizer precisava fazer. Ler as escrituras, ir ao Foi então que me veio a luz. Eu outra coisa. Se continuasse assim, não seminário diário, frequentar a Igreja e não tinha que obedecer a todas as importava o caminho que tomasse, eu a Mutual, tirar boas notas, participar regras. Podia parar de frequentar a seria instável e insegura e, portanto, de atividades extracurriculares, ter um Igreja, o seminário e a Mutual, se qui- muito infeliz. emprego de meio período… a lista sesse. Só porque minha família ia, eu Eu precisava saber se o evangelho continuava. não era obrigada a fazer o mesmo. era verdadeiro. Precisava saber se valia Sentia-me muito pressionada em Foi um pensamento extremamente a pena acordar às 5 horas da manhã todas as áreas de minha vida, espe- libertador. Fui me deitar e quase todos os dias para estudar o evange- cialmente por ser o único membro da havia adormecido quando tive a forte lho. Precisava saber se estava tentando Igreja em minha escola secundária. impressão de que deveria ler as escri- viver a vida da melhor forma possível, Fiquei lembrando a mim mesma que turas. “Não”, pensei. “Cansei.” apesar de ser às vezes ridicularizada, talvez eu fosse a única representante Senti aquilo novamente. Dessa porque isso realmente me proporcio- dos santos dos últimos dias que meus vez, pensei: “Talvez apenas mais uma naria maior felicidade e alegria. amigos conheciam, por isso tinha de última vez”. Era quase 1 hora da madrugada, ser um bom exemplo. Mas sabia que Naquele ano, no seminário, estáva- mas ajoelhei-me ao lado da cama e estava começando a tropeçar. mos estudando o Novo Testamento. abri o coração ao Pai Celestial. Pedi- “Queria ser despreocupada como Abri no lugar em que estava meu mar- Lhe ajuda para saber o que era certo, meus amigos”, pensei. Também cador, no capítulo 1 de Tiago. Foi esse para saber que rumo seguir e para50 A L i a h o n a
    • JOVENSque me tomasse pela mão e afastassea confusão que eu sentia. De modo simples, claro e sereno,veio-me à mente este pensamento:“Você já sabe”. E eu sabia. Levantei-me, apaguei a luz e medeitei para dormir. Quatro horasdepois, o despertador tocou. Comsono, eu o desliguei. Um minutodepois, estava de pé, pronta paraoutro dia, inclusive para o semináriodiário. Já se passaram anos desde quetive aquela maravilhosa experiênciapessoal no meio da noite. Meu teste-munho continua a crescer. Às vezes,ele fica mais forte do que em outrasocasiões. A diferença é que eu sei enunca olhei para trás. ◼ Julho de 2011 51
    • Presidente Thomas S. Monson NOSSA HONROSA HERANÇA PIONEIRATodos podemos aprender muito com nossos antigos antepassados pioneiros, cujas lutas e sofrimentos foram enfrentados com coragem resoluta e fé duradoura no Deus vivo. O Sofrimento dos Pioneiros pioneiros que tanto fizeram pelo bem quando entrava naquele casebre.’ “A primeira jornada de 1847, de todos certamente tinham como Essas foram as provações, as difi- organizada e liderada por Brigham objetivo inspirar a fé. E eles alcança- culdades, lutas e tristezas daquela Young, é descrita pelos historiadores ram sua meta de modo magnífico.” 2 época. Foram enfrentadas com cora- como uma das grandes epopeias da gem resoluta e fé inabalável no Deus história dos Estados Unidos. Cente- Enfrentar Dificuldades vivo.” 3 nas de pioneiros mórmons sofreram “As folhas marcadas pelo tempo e morreram por causa de doenças, do diário empoeirado de um pioneiro Pioneiros Atuais intempéries ou fome. Houve alguns descrevem com emoção: ‘Inclina- “Honramos aqueles que suporta- A PARTIR DO ALTO: ILUSTRAÇÕES FOTOGRÁFICAS DE MATTHEW REIER, JOHN LUKE E CORTESIA DA ESTACA SANDY UTAH WILLOW CREEK; que, por falta de carroções e parelhas, mo-nos em humilde oração a Deus ram dificuldades incríveis. Louvamos literalmente caminharam mais de dois Todo-Poderoso, com o coração cheio o nome deles e refletimos sobre os mil quilômetros através das planícies de gratidão a Ele, e dedicamos esta sacrifícios que fizeram. e montanhas, puxando e empurrando terra a Ele como lugar de habitação Mas e nossos dias? Há experiên- carrinhos de mão.” 1 de Seu povo.’ cias pessoais pioneiras para nós? Será As casas rústicas foram descri- que as gerações futuras vão refletir Inspirar Fé tas nestes termos por alguém que com gratidão a respeito de nossos CARROÇÕES COBERTOS, DE MINERVA TEICHERT, CORTESIA DO MUSEU DE HISTÓRIA DA IGREJA “Cada um de nós pode aprender estava lá quando menino: ‘Não havia esforços, de nosso exemplo? Nossos muito com nossos antepassados nenhum tipo de janela na casa. Tam- [jovens] podem realmente ser pionei- pioneiros, cujas tribulações e pesares bém não havia porta. Minha mãe pen- ros na coragem, na fé, na caridade, na foram vencidos com determinação, durou uma colcha velha, que serviu de determinação. coragem e a fé inabalável num Deus porta para o primeiro inverno. Aquele Vocês podem fortalecer uns aos vivo. (…) Entre os milhares que era nosso quarto, nossa sala de visitas, outros, vocês têm a capacidade de empurraram carrinhos de mão ou nossa sala de estar, nossa cozinha, perceber o que não é facilmente caminharam ao longo da trilha dos nosso quarto de dormir, tudo naquele percebido. Se tiverem olhos para ver, pioneiros havia jovens e crianças, cômodo de cerca de 4 por 5 metros. ouvidos para ouvir e coração para assim como entre os santos de nossos Nem sei como conseguimos supor- sentir, poderão estender a mão e res- dias de hoje, que são pioneiros em tar tudo aquilo. Lembro que minha gatar pessoas de sua idade.” 4 diferentes áreas em todo o mundo. querida mãe declarou que nenhuma A meu ver, não há nenhum membro rainha ao entrar em seu palácio ficava O Maior dos Pioneiros da Igreja que não tenha sido tocado mais feliz e orgulhosa de seu teto e “Folheando as páginas da histó- pelos relatos dos pioneiros. Os das bênçãos do Senhor do que ela ria das escrituras do início ao fim,52 A L i a h o n a
    • JOVENSaprendemos sobre o maior de todosos pioneiros, sim, Jesus Cristo. Seunascimento foi predito pelos profe-tas antigos. Sua entrada no palco davida foi anunciada por um anjo. Suavida e ministério transformaram omundo. (…) Uma frase do livro de Atos temimenso significado: Jesus ‘andoufazendo bem, (…) porque Deus eracom ele’ (Atos 10:38). (…) Sua missão, Seu ministério entreos homens, Seus ensinamentos deverdade, Seus atos de misericórdia,Seu amor inabalável por nós susci-tam nossa gratidão e aquecem nossocoração. Jesus Cristo, o Salvador domundo, sim, o Filho de Deus, foie é o maior de todos os pioneiros,porque Ele foi adiante, mostrando atodos o caminho a seguir. Que sem-pre O sigamos.” 5 ◼NOTAS 1. “Come Follow Me”, Ensign, julho de 1988, p. 2; ver também Tambuli, novembro de 1988, p. 2. 2. “Ensinar Nossos Filhos”, A Liahona, outubro de 2004, p. 3. 3. Ensign, julho de 1988, p. 4; ver também Tambuli, novembro de 1988, p. 3. 4. “Pioneers All”, Ensign, maio de 1997, p. 93. 5. “Liderados por Pioneiros Espirituais”, A Liahona, agosto de 2006, p. 3. Julho de 2011 53
    • Ajudar Uns aos Outros na Élder Charles e Irmã Carol Kewish Missionários Seniores, Área Ásia ÍNDIA Abaixo: Sessenta membros da Igreja viajaram para os campos de refugiados no norte do Estado de Karnataka. Eles entregaram cobertores, lonas e kits de higiene montados por Q membros da Igreja. Um jovem exclamou: “Foi totalmente uando violentas tempestades e incrível ajudar nesse projeto de auxílio às vítimas das inun- furacões devastaram o sul da Índia dações. Sempre tive desejo de ajudar e servir às pessoas. em outubro de 2009, os jovens e Sinto-me muito grato por ter podido servir. Meus olhos os jovens adultos dos Distritos Hyderabad encheram-se de lágrimas ao ver aquelas pessoas que perde- ram tudo na enchente. Foi uma grande bênção poder ajudar o e Bangalore Índia entraram em ação para povo de meu país”. ajudar a aliviar o sofrimento das vítimas das enchentes. O presidente Prasada Gudey, do Distrito Hyderabad Índia, conta: “Nossos rapazes fizeram um trabalho maravilhoso no forne- cimento de alimentos e água para os neces- sitados. Chegaram doações à província, mas o governo não era capaz de entregá-las às milhares de vítimas que se encontravam em mais de 200 campos de refugiados. Nossos membros se destacaram com os seus coletes Mãos Que Ajudam, ao realizarem um tra- balho eficiente na obtenção de alimentos e água para todos”. Ouviram-se de alguns dos jovens e jovens adultos que trabalharam comentá- rios sobre como era agradável e recompen- sador servir. ◼ À direita: “Senti-me muito feliz por ter tido a oportunidade de servir a meus semelhantes. Tive uma experiência maravilhosa e aprendi muitas coisas ao fazê-lo e, ao mesmo tempo, desfrutamos a companhia dos amigos ao emba- lar alimentos e suprimentos tão necessários. Senti o amor de meu Salvador e paz ao servir às pessoas”. — Venus Armstrong “Fiquei muito feliz por poder ajudar nesse projeto. Senti muita alegria ao saber que estava ajudando a servir às pessoas que passavam tamanha necessidade. Orei para que elas fos- sem abençoadas”. — Vishal Nakka54 A L i a h o n a
    • JOVENS VOCÊ SABIA? O Profeta Joseph Smith ensinou que um verdadeiro santo dos últimos dias “deve alimentar os famintos, vestir o nu, prover o sustento das viúvas, enxugar as lágrimas dos órfãos e consolar os aflitos seja nesta ou outra igreja, ou fora dela, onde quer que estejam” (Ensina- mentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, 2007, p. 449). Por causa de nosso desejo de servir ao próximo, a Igreja patrocina projetos de ajuda humanitária e de desenvolvimento no mundo inteiro. Em 2009, por exemplo: • Foram doados 763.737 dias de trabalho em instalações de Bem-Estar Acima: “Quando contei a meus amigos da faculdade sobre o projeto de serviço, da Igreja. eles ficaram muito felizes por mim. Expliquei o que estávamos fazendo e compar- • Mais de 8.000 missionários serviram tilhei princípios da Igreja com eles. Sentia-me imensamente bem quando ajudava nos Serviços de Bem-Estar. as pessoas no projeto. Agradeço à organização da Igreja por dar-nos esta oportu- nidade de servir”. — Deepak Sharma Entre 1985 e 2010, a Igreja ofereceu assistência humanitária a 178 países. Alguns projetos específicos incluem o seguinte: À direita: “Foi muito bom servir no projeto • Assistência humanitária oferecida após de auxílio às vitimas das os terremotos do Haiti, da Indonésia e enchentes. Ajudei a pintar do Chile, após um tsunami na Samoa eFOTOGRAFIAS: CHARLES E CAROL KEWISH; PINTURA DE JOSEPH SMITH POR DAN WEGGELAND, paredes e a distribuir depois de um tufão nas Filipinas. pacotes de alimentos. Foi uma grande bênção estar • Financiamento de uma campanha de lá com os outros irmãos do vacinação contra o sarampo na África. sacerdócio e poder ajudar e • Envio de 10,3 milhões de kits de servir pessoas que estavam muito necessitadas”. higiene, neonatais e escolares. — Avinash Thomas • Distribuição de mais de 61.000 tone- ladas de alimentos, mais de 13.000 toneladas de suprimentos médicos eCORTESIA DO MUSEU DE HISTÓRIA DA IGREJA mais de 89.000 toneladas de roupas. Para mais informações sobre o programa de Bem-Estar da Igreja, ver www.providentliving.org. Julho de 2011 55
    • DO CAMPO MISSIONÁRIO TESOURO O QUE PARA UM HOMEM É LIXO PARA OUTRO É UM Um livro com letras douradas na capa tornou-se um tesouro para alguém que estava em busca da verdade. Andrej Bozhenov de ouro gravadas em relevo no livro: Ilya e explicou que era natural de O Livro de Mórmon: Outro Testa- Orsk, Rússia, e tinha ido a São Peters- E ra um dia quente de verão mento de Jesus Cristo. Ele pegou o burgo para trabalhar. em minha missão. Meu com- livro e o levou para casa. “Gostaria de saber mais sobre este panheiro e eu tínhamos No dia seguinte, meu companheiro livro e sua Igreja”, disse ele. “Pode- andado muito pelas ruas de São e eu estavávamos refletindo sobre mos nos encontrar?” Petersburgo, Rússia, na esperança como encontrar novos pesquisadores. Dei um pulo de emoção. Não era de achar novos pesquisadores. Tínhamos a mente cheia de ideias. todo dia que um possível pesquisador Naquela noite, encontramos um “Procuramos dar o melhor de nós ligava pedindo para marcar uma reu- homem idoso perto de nossa casa na busca de novas oportunidades. nião para saber mais sobre a Igreja. e começamos a falar com ele. Onde estão os resultados? Talvez “Claro que podemos nos encon- Embora ele não tivesse manifestado seja preciso mudar algo que estamos trar!” Respondi com alegria. nenhum interesse no evangelho, fazendo”. Quando nos encontramos com sentimo-nos inspirados a dar-lhe Um minuto depois o telefone Ilya, ele escutou atentamente e fez um Livro de Mórmon. Dentro, tocou. Atendi. A voz do outro lado perguntas. Ficamos felizes por ele ser deixamos uma dedicatória com perguntou: “É o élder que está tão receptivo ao evangelho. nosso testemunho e informações falando? Encontrei o livro que você Em certo ponto da aula, abri o de contato. perdeu na via de acesso do metrô. Livro de Mórmon de Ilya. Ao virar Mais tarde, naquela mesma noite, Quero devolvê-lo”. as páginas, deparei-me com uma sem que soubéssemos, um jovem Imediatamente olhei para a prate- caligrafia bem conhecida: a minha chamado Ilya estava passeando com leira onde estavam minhas escrituras. própria! Dei-me conta de que era o seu irmão. Enquanto caminhava por “Não acho que perdi minhas escri- mesmo livro que eu dera ao senhor uma rua subterrânea mal iluminada, turas no metrô”, respondi. “Não, não idoso na véspera. Aparentemente Ilya viu algo brilhante na capa de um perdi meu Livro de Mórmon, mas o homem tinha jogado fora o livro, livro jogado no chão. Abaixando-se você pode ficar com ele e lê-lo.” que logo foi encontrado pelo Ilya. para ver mais de perto, leu as letras O jovem disse que seu nome era Fiquei cheio de gratidão por meu56 A L i a h o n a
    • JOVENS companheiro e eu termos decidido deixar o livro com o idoso, embora no momento não entendêssemos o motivo. Não demorou muito para Ilya decidir filiar-se à Igreja. Ele começou a compartilhar entusiasticamente a mensagem do evangelho com seus familiares e amigos também. Aprendi que o Pai Celestial sabe quando uma pessoa está pronta para receber Sua palavra. Ele exige de nós, como missionários e membros de Sua Igreja, que apenas cum- pramos Seus mandamentos e nos submetamos a Sua vontade ao procurarmos com- partilhar o evangelho. Naquele caso, Deus sabia que, embora a pessoa que primeiro recebeuILUSTRAÇÃO: ALLAN GARNS nosso Livro de Mórmon ignorasse seu valor, Ilya não deixaria de reconhecê-lo (ver 1 Néfi 19:7). ◼
    • Continuara NadarM onica Saili, de doze anos, medalhas aos dez anos de idade. adora nadar. Ela é uma das Aos onze anos ela era uma das dez principais nadadoras jovens melhores do país em seu grupo etáriona Nova Zelândia. Talvez ela seja no nado borboleta. Aos doze anos,meio peixe. foi selecionada para participar de Bem, talvez isso não seja verdade. um acampamento de treinamento deMas a única outra explicação para o natação com a equipe nacional e foifato de ser tão boa nadadora é que escolhida para nadar nos Jogos daela treina com muito afinco. Oceania, na Samoa, nos quais compe- Passa duas horas na piscina toda tiria com nadadores de outros países.manhã de segunda, de quarta e de Ela conta: “Meu pai sempre dizia:sexta-feira, começando às 5 horas. Na ‘O sucesso vem com trabalho árduo.terça, na quinta e no sábado, corre na Não cai em seu colo’”.pista ou em campo aberto, depois da Monica aprendeu que isso eraescola. verdade em relação à natação e des- O treino de natação de que ela cobriu que também era verdade emmenos gosta é ter que nadar borbo- relação à vida, quando seu pai mor-leta com um braço só, mantendo a reu inesperadamente poucos mesescabeça fora da água, e alternando depois de ela completar onze anos.os braços a cada 100 metros. “Os “Eu era muito apegada a meu pai”,ombros chegam realmente a quei- diz Monica. “Foi ele que me inicioumar”, diz ela. na natação. Ele me levava a todos os Mas ela aprendeu que quando as treinos e competições. Quando elecoisas ficam difíceis, desistir não torna morreu, senti como se não tivessea vida mais fácil. O trabalho árduo é mais com quem conversar.”o que a torna mais forte. Não Desistir FOTOGRAFIAS: ADAM C. OLSONTrabalho Árduo e Tempos Difíceis A perda do pai foi muito difícil. Todo esse trabalho árduo aju- Mas Monica não desiste durante osdou muito. Ela começou a ganhar treinos difíceis, por isso quando seu58 A L i a h o n a
    • JOVENSMonica Saili descobriu que desistirquando as coisas ficam difíceis nãoé algo que torna a vida mais fácil. Julho de 2011 59
    • NÃO DESISTA! “Todos temos de vez em quando um dia difícil. Não se desespere. Não desista. Procure a luz do sol entre as nuvens.” Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008), “The Continuing Search for Truth”, Tambuli, fevereiro de 1986, p. 9. Com a ajuda da mãe, Monica con- seguiu superar alguns momentos difíceis. Ao longo do caminho, ela aprendeu que as coisas difíceis não podem impedi-la de ser feliz.pai morreu, ela não quis tampouco desistir de sua fé noPai Celestial. “Meu pai foi um exemplo para mim”, diz ela. “Ele meensinou a viver o evangelho.” Desde a morte dele, Monica começou a estudar asescrituras antes de se deitar, “procurando fazer disso umhábito”, conta ela. Na escola, ela defende suas crenças. Sua vida é repleta de aulas de piano e violino, reuniões“Ouço muitas perguntas sobre a Igreja”, diz ela. Monica de conselho estudantil, natação, Progresso Pessoal e hinosserve como regente da ala. regidos na reunião sacramental. “Sinto-me abençoada por ser membro”, ela diz. Ela não sabe até onde a natação a levará ou por quanto“Sinto-me consolada quando estou muito estressada.” tempo se dedicará a esse esporte. Mas, no tocante ao evangelho, está determinada a perseverar até o fim.Mais Forte no Final “Às vezes a vida é difícil”, diz Monica. “Mas as coisas Monica ainda sente muita saudade do pai. Mas com difíceis podem tornar-nos mais fortes. Temos simples-o apoio da mãe e da família, segue em frente. mente que continuar a nadar.” ◼ Para ver mais fotografias desta história, visite liahona.LDS.org.60 A L i a h o n a
    • TESTEMUNHA ESPECIAL CRIANÇ AS Por que é importante servir aos outros? Extraído de “Serviço Abnegado”, A Liahona, maio de 2009, p. 93. O Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Apóstolos, expõe algumas ideias sobre o assunto. Ao tomar o Nosso Salvador Somos mais feli- Jesus ensinou sacramento a entregou-Se ao zes e realizados que nós, que O cada semana, serviço abne- quando agimos seguimos, temos prestamos teste- gado. Ensinou e servimos por que ser pre- munho de nosso que todos deve- causa do que ciosos e espe- compromisso de mos segui-Lo, doamos, e ciais, e brilhar servir ao Senhor deixando para não pelo que para todos os e ao próximo. trás nossos inte- recebemos. homens resses egoístas aILUSTRAÇÕES: STEVE KROPP fim de servir ao próximo. Julho de 2011 61
    • ate! Ao Presidente Henry B. Eyring sg Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência Re N osso Pai Celestial quer a reconhecer o Espírito Santo. que cada um de Seus Certa tarde, minha mulher levou filhos espirituais volte a meu filho mais velho até a casa de Sua presença. Enviou Seu Filho uma mulher que o ensinava a ler. Jesus Cristo para tornar possível Eu ia pegá-lo, depois do trabalho, esse caminho seguro. Também no caminho de volta para casa. colocou guias e salvadores para Sua aula acabou mais cedo ajudar Seus filhos ao longo do do que o esperado. Ele sentia-se caminho. Os pais, os irmãos, os confiante de que saberia voltar avós e os tios são guias e salvado- para casa. Por isso, começou a res muito eficazes. caminhar. Depois de andar quase As pessoas que trabalham na um quilômetro, começou a escure- Primária também ajudam a guiar cer. Ele ainda estava muito longe as crianças. Uma dessas mulheres, de casa. quando era mais jovem, estava na A luz dos carros, que passavam junta geral da Primária que ajudou rapidamente, estava borrada por a criar o lema do CTR. Deu aulas na causa de suas lágrimas. Deu-se Primária de sua ala até ter quase 90 conta de que precisava de ajuda. anos de idade. As crianças sentiam Então, afastou-se da pista e encon- o amor que ela nutria por elas. trou um lugar para se ajoelhar. Acima de tudo, graças a seu No meio dos arbustos, exemplo, aprendiam a sentir e ouviu vozes de pessoas que se62 A L i a h o n a
    • CRIANÇ AS GUIA CTR O Presidente Eyring contou a história de uma professora da Primária que ajudou a criar o lema do CTR: Conserva Tua Rota. Há muitos anos, esse lema tem ajudado a guiar as crianças para que façam boas escolhas. Os anéis mostrados acima estão em alemão, finlandês, inglês, francês e italiano. QUEM SÃO SEUS GUIAS? O Presidente Eyring disse que o Pai Celestial colocou guias e salvadores na Terra para ajudar as crianças a voltarem para Ele. Você pode desenhar algumas das pessoas que o Pai Celestial pôs em seu caminho para guiá-lo. Ou pode escrever um bilhete de agradecimento a uma dessas pessoas por algo que ela lhe tenha feito para ajudá-lo. UM LÍDER OU OUTRO O PAI, A MÃE OU UM MEMBRO DA IGREJA MEMBRO DA FAMÍLIA aproximavam. Dois jovens ouviram-no cho- rar. Perguntaram: “Precisa de ajuda?” Ele lhes disse que estava perdido e que queria ir para casa. Perguntaram se ele sabia o telefone ou o endereço de sua casa. Ele não sabia. Levaram-no até onde moravam, perto dali. Encontraram o nome de nossa família na lista telefônica. UMA PROFESSORA Quando recebi o telefonema, corri para O PAI, A MÃE OU UM MEMBRO DA FAMÍLIA resgatá-lo, agradecido pelas pessoas bondo- sas que foram colocadas em seu caminho de volta para casa. Sempre serei grato porILUSTRAÇÕES: JENNIFER TOLMAN; FOTOGRAFIA: ROBERT CASEY ele ter sido ensinado a orar com fé, sabendo que receberia ajuda quando estivesse perdido. Testifico que o Senhor ama vocês e todos os filhos de Deus. Se seguirem a orientação inspirada desta Igreja verdadeira de Jesus Cristo, poderão ser levados em segurança para o lar, até a presença do Pai Celestial e do Salvador. ◼ Extraído de um discurso da conferência geral de abril de 2010.
    • T R A ZER A P R I M Á R I A PA R A C A S A Você pode usar esta lição e atividade para aprender mais sobre o tema da Primária deste mês. O Templo É a Casa de Deus “As ordenanças e os convênios O que acontece no templo? Como me preparo para ali entrar sagrados dos templos santos per- Todos precisam ser batizados um dia? mitem que as pessoas retornem à para voltar à presença do Pai Celes- Para entrar no templo, você presença de Deus e que as famílias tial. Muitos dos filhos do Pai Celes- precisa ter no mínimo doze anos sejam unidas para sempre” (“A tial morreram sem ser batizados. de idade. Precisa ser batizado e Família: Proclamação ao Mundo”). Depois que você fizer doze anos, confirmado. Precisa acreditar no poderá ser batizado no templo por Pai Celestial e em Seu Filho Jesus C JoAnn Child e Cristina Franco essas pessoas para que elas tenham Cristo. Precisa acreditar na Igreja de omo você se sente quando as mesmas bênçãos. Jesus Cristo dos Santos dos Últimos vê a beleza do templo? Será No templo, também recebe- Dias. Precisa viver os mandamen- que estas palavras lhe veem mos uma investidura ou dádiva. tos do Pai Celestial. Seu bispo ou à mente: “Eu gosto de ver o templo, Essa dádiva é a promessa de que presidente do ramo vai entrevistá-lo Ali eu hei de entrar”? se guardarmos os mandamentos, para certificar-se de que você esteja Às vezes, quando as crianças poderemos ter vida eterna. digno de entrar no templo, e você cantam o hino “Eu Gosto de Ver o No templo, o marido e a mulher vai receber uma recomendação Templo”,1 desejam entrar no templo podem ser selados como família para o templo, que vai mostrar FOTOGRAFIA DO TEMPLO DE BERNA SUÍÇA: CHRIS WILLS; ILUSTRAÇÕES: ADAM KOFORD um dia, mas não compreendem por para esta vida e para a eternidade. ao chegar lá. Essa recomendação que existem templos, o que acon- Isso significa que se forem dignos, significa que você está vivendo da tece neles ou o que precisam fazer estarão casados para sempre e esta- maneira que deve para poder entrar para poder frequentá-los. Vamos rão com os filhos como uma família no templo. aprender mais sobre o templo. eterna. Se você permanecer no cami- Tudo o que é realizado no nho que o leva para o templo, Por que há templos? templo é feito pelo sacerdócio ou estará preparado para ali entrar O Senhor disse: “Construí uma autoridade de Deus. a fim de “[sentir] o Santo Espírito, casa ao meu nome, para que nela [para] escutar e orar. Porque o habite o Altíssimo” (D&C 124:27). O templo é a casa do Senhor, lugar Espírito do Senhor habita em Seus santificado”.2 ◼ templos. O templo é a casa de NOTAS 1. “Eu Gosto de Ver o Templo”, Músicas Deus. É um lugar em que faze- para Crianças, p. 99. mos convênios (ou promessas) 2. “Eu Gosto de Ver o Templo”, p. 99. com o Pai Celestial. Se guar- darmos nossos convênios, poderemos viver com Ele de novo.64 A L i a h o n a
    • CRIANÇ ASATIVIDADEOlhe os dois desenhos. Que família está pronta para ir à visitação pública do templo?(1) No primeiro desenho, faça um círculo em torno das coisas que ajudam a família apreparar-se para visitar o templo. (2) No outro desenho, faça um círculo em volta dascoisas que a família precisa mudar para estar pronta para ali entrar. (3) Pense em duascoisas que você pode fazer a fim de preparar-se para entrar no templo quando crescer.Anote essas coisas embaixo dos desenhos.Uma coisa que vou fazer para preparar-me para Uma coisa que vou fazer para preparar-me paraentrar no templo é ____________________________. entrar no templo é ____________________________. Julho de 2011 65
    • Dia dos Pioneiros noTaiti Maria T. MoodyA s crianças da Estaca Papeete Taiti adoram os pioneiros. Elas se reuniram com ospais para uma atividade do Diados Pioneiros, em homenagem aospioneiros que fizeram a jornada atéo Vale do Lago Salgado, em 1847. Cada ala construiu um carroçãode pioneiros — alguns feitos comrodas de bicicleta e um deles comcavalos de papelão. As criançasmarcharam num desfile, disputaramjogos de pioneiros e saborearamuma comida deliciosa. O Dia dos Pioneiros também é Esta família está combinando toucas, aventais e suspensórios.uma data especial a ser lembradaem todos os países por pessoas que Estes meninos estão puxando o carroção coberto de sua ala no desfile.aceitaram o evangelho e ajudam aensiná-lo a outras. Todas essas pes-soas também são pioneiras! ◼ FOTOGRAFIAS: MICHAEL MOODY Algumas das moças vestiram saias e toucas de pioneiras. Alguns dos rapazes usavam chapéu e lenços.
    • Nossa Página CRIANÇ AS E Marcia V., 5 anos, do Peru, é o orgulho e a nvie por e-mail seu alegria de seus pais, desenho, fotogra- Patricia e Raul. Ela fia, experiência pessoal, está na classe do CTR testemunho ou carta para na Primária e tem um liahona@LDSchurch.org, anel CTR. Gosta de colorir as gravuras de com “Our Page” no campo A Liahona, e seu hino assunto. Todo material favorito é “Sou um enviado precisa incluir o Filho de Deus”. nome completo da criança, Adora ajudar a nezuela o sexo e a idade, bem como anos, Ve cuidar de crianças menores e ajuda a o nome dos pais, a ala ou o Guillermo T., 8 professora a apagar o quadro-negro. Sabe tocar violino. Marcia gosta de ramo, a estaca ou o distrito participar da noite familiar e de ir à e a permissão por escrito igreja. Ama o Pai Celestial e sabe que dos pais ou responsáveis Ele a ama também. (aceita-se por e-mail) para utilização da fotografia da criança e do material enviado. Os textos podem ser editados por motivo de clareza ou de espaço. sil 6 anos, Bra Sarah D., Jair O., 10 anos, PeruILUSTRAÇÃO DE CARROÇÃO:CORTESIA DA EXPOSIÇÃO DE ARTE DAS CRIANÇAS DE 2010 UMA FAMÍLIA ETERNA E m 23 de agosto de 2008, minha família foi selada no Templo de Salt Lake, em Utah. Foi um sonho que se tornou realidade para nós. Viajamos o mundo inteiro, foi uma viagem longa e cansa- tiva, mas valeu a pena. Quando chegamos a Utah, era noite, e a pri- meira coisa que fizemos foi ver o templo. Era tão lindo à noite, todo iluminado. Dois dias depois, fomos selados. As irmãs que cuidavam das crianças no templo ajudaram a mim e a minha irmã a vestirmos roupas brancas. Depois, fomos para junto de nossos pais. Senti que ia me encontrar com Jesus. Estávamos muito felizes por sermos selados! Agora sei que podemos viver para sempre em família. Dean F., 5 anos, Sri Lanka Julho de 2011 67
    • O Chamado “[Construí] uma casa ao meu nome, sim, neste lugar, para que me proveis serdes fiéis em todas as coisas que eu vos mandar” (D&C 124:55).Corine PughInspirada na história verídicado pioneiro John Carling“ I saac, Isaac.” Era a voz de sua mãe. “Seu batistério. Estou fazendo um desenho, e o pai precisa de você no curral.” Taurus é meu modelo.” Isaac ergueu a cabeça e olhou para Ao ouvir seu nome, Taurus ergueu afora da janela. Sem dúvida, o sol estava cabeça, depois voltou a comer seu desjejum.saindo e isso significava que era hora de cui- Isaac viu o pai desenhar um esboço bemdar dos afazeres. Isaac levantou-se da cama e grande. “Está começando a parecer com opegou sua camisa. Dava para ouvir as vacas Taurus”, disse Isaac. “Mas por que você omugindo. escolheu?” Ao sair pela porta da cozinha, viu o pai “Por que ele é forte e é o melhor boi queconduzindo o velho Taurus pelo portão. já vi. Vê a pose que ele tem? Parece que sabe “Aonde vamos tão cedo, pai?” perguntou como é importante. Taurus é muito obe-Isaac. diente também.” “Só até ali do outro lado da cerca. Preciso “Esse projeto é um chamado muito espe-que você segure o balde de cereais para que cial, pai. Não é?”Taurus fique quieto.” “É sim, meu filho. Fico grato por ter sido O boi mugiu, como se perguntasse: “O convidado a ajudar.”que está acontecendo hoje?” Mas quando Isaac alisou o pescoço de Taurus. DavaIsaac segurou o balde na frente do focinho para sentir os fortes músculos do animal.dele, Taurus se acalmou e começou a lamber “Que honra é para você, meu velho”, sussur-o cereal com sua língua comprida. Enquanto rou ele.o boi comia, Papa amarrou firmemente a Isaac terminou rapidamente suas tarefas.corda que o prendia à cerca. Até terminou seus habituais vinte e poucos Quando a mãe de Isaac saiu pela porta da prendedores de madeira mais rápido que defrente, o pai lhe pediu: “Tenho um projeto costume. Sabia que quando terminasse teriaespecial, Emeline. Poderia trazer-me o lápis tempo para fazer o que queria.grosso de carpinteiro que está na escrivani- Naquele dia, Isaac queria desenhar. Osnha, por favor?” pais lhe deram permissão para desenhar Quando Mama voltou com o lápis, Papa na lareira, usando pedaços de carvão dascolocou algumas tábuas no chão. Então, toras queimadas. O carvão era fácil de lavar,depois de olhar com cuidado para o Taurus, e ele poderia usá-lo para traçar linhas gros-começou a desenhar na tábua lisa e amarela. sas ou finas. “O que está fazendo, pai?” perguntou Ao desenhar Taurus, Isaac pensou noIsaac. pai e no belo templo que estava sendo “O irmão Fordham e eu recebemos uma construído em Nauvoo. Se Isaac fosse fortetarefa muito importante para o templo”, e obediente como Taurus, talvez o Senhorexplicou o pai. “Vamos ajudar a fazer as doze o escolhesse para trabalhar no templo, talestátuas de boi que vão sustentar a pia, no como seu pai. ◼68 A L i a h o n a
    • “ C ompartilhe seus CRIANÇ AS talentos, porque aquilo que estamos dispostos a compartilhar, conservamos conosco.” Presidente Thomas S. Monson, “The Spirit of Relief Society”, Ensign, maio de 1992, p. 101.ILUSTRAÇÃO: JIM MADSEN Julho de 2011 69
    • PA R A A S C R I A N C I N H A S Juntos para Sempre Rebecca Cornish Talley Inspirado numa história verídica “E ele voltará o coração dos pais aos filhos e o Quando você fizer doze anos, coração dos filhos a seus pais” (3 Néfi 25:6). vai poder vir aqui e fazer batismos pelos mortos. 1. Antes da dedicação do templo perto de sua casa, Olivia convidou a avó para ir com ela à visitação pública do templo. Estou muito animada. 2. Obrigada pelo convite.Fiquei feliz por Tenho sentido um poucovocê ter vindo de solidão desde que oconosco para vovô morreu. a visitação pública, vovó. Tenho saudade dele também. 3. A mamãe disse que quando ela e o papai vão ao templo, usam roupas brancas.É isso mesmo.70 A L i a h o n a
    • 4. CRIANÇ AS Os selamentos serão realizados nesta sala. Fique na frente do espelho É como se a gente e olhe para o espelho do outro lado continuasse para sempre. da sala. O que você vê? É como nossa família, certo? Vamos ver até o vovô de novo um dia. Isso mesmo. Se guardarmos os mandamentos, podemos estar com o vovô e com toda a nossa família, porque fomos selados no templo. 6. 5. Olivia e a avó seguiram o guia do grupo até a sala celestial do templo. Adoro o templo, vovó. Um dia, quando crescer, vou voltar e me casar aqui. Fico feliz por saber que toda nossa família poderá estar unida para sempre — até o vovô. É isso mesmo. Sinto-me muito grata peloGosto do que sinto aqui. Sinto-me feliz. templo, pela visitação pública e por você. Eu também. ILUSTRAÇÕES DE SCOTT PECK
    • PARA AS CRIANCINHAS 6 1 4 CONSTRUIR UM TEMPLO O s colonizadores do Vale do Lago Salgado demoraram 40 anos para construir o Templo de Salt Lake. Com a ajuda de um adulto, recorte as partes do templo e monte-as 5 2 3 para construir uma maquete. 8 4 7 1 7 6 8 2 3 5 À ESQUERDA: ILUSTRAÇÕES DE THOMAS S. CHILD72 A L i a h o n a
    • CRIANÇ AS GRAVURA DO TEMPLO OCULTA E sta família está desfrutando momentos agradáveis nos jardins do templo. Veja se consegue encontrar estas coisas na gravura: anel CTR, carroção coberto, copi- nho de sacramento, placas de ouro, hinário, pão, gráfico de linhagem, colmeia.À DIREITA: ILUSTRAÇÃO DE ADAM KOFORD Julho de 2011 73
    • Destaques da Conferência em CartõesVocê pode recortar estes cartões e usá-los para se lembrar do que aprendeu durante a conferência geral. “Meus jovens amigos … , tenham sempre o templo em vista. Não “É glorioso ser cristão e viver façam nada que os impeça de entrar como verdadeiro discípulo de por suas portas e ali partilhar as Cristo.” bênçãos sagradas e eternas.” Élder L. Tom Perry, do Quórum dos Presidente Thomas S. Monson Doze Apóstolos. “E a partir dessas decisões aparen- “Por meio de nossa bondade e temente pequenas, o Senhor vai nosso serviço sinceros podemos conduzi-[los] à felicidade que tanto fazer amizade com aqueles a desejam. Por meio de suas escolhas quem servimos. Dessas amizades e decisões, vocês abençoarão inúme- surge uma melhor compreensão ras pessoas.” de nossa devoção ao evangelho e um desejo de saber mais a nosso Presidente Henry B. Eyring, Primeiro Conselheiro respeito.” na Primeira Presidência Élder M. Russell Ballard, do Quórum dos Doze Apóstolos “Não vemos nosso Pai Celestial, “Não deixem passar um dia sequer mas podemos ouvir Sua voz dan- sem fazer algo para colocar em prá- do-nos a força de que precisamos tica os sussurros do Espírito.” para suportar os desafios da vida.” Presidente Dieter F. Uchtdorf, Segundo Conselheiro Jean A. Stevens, Primeira Conselheira na na Primeira Presidência. Presidência Geral da Primária “[Vocês] vieram à Terra nesta época (…), e o Senhor estendeu a “[Vocês] não estão [sozinhos]. mão para preparar o mundo para (…) Se guardarem os convênios Seu glorioso retorno. Esta é uma que fizeram, o Espírito Santo vai época de grandes oportunidades e guiá-[los] e protegê-[los]. Estarão de importantes responsabilidades. rodeadas por hostes celestiais de Esta é a sua época.” anjos.” Élder Neil L. Andersen, do Quórum dos Elaine S. Dalton, Presidente Geral das Moças Doze Apóstolos
    • Notícias da Igreja A Igreja Procura Histórias de Pioneiros Modernos Hikari Loftus Q Revistas da Igreja uando os membros da Igreja pensam em disse Brad Westwood, gerente de aquisições do pioneiros, geralmente imaginam aqueles Departamento de História da Igreja. que viajaram para o oeste dos Estados Uni- Essas histórias podem ser completas ou dos em embarcações ou a pé, no Século XIX. somente partes, como as memórias da missão, Muitos talvez nem imaginem que eles mesmos experiências pessoais como pai ou mãe, ou outras sejam pioneiros em nossos dias. histórias específicas acerca de determinado acon- O Departamento de História da Igreja atual- tecimento, disse o irmão Westwood. mente procura histórias de pioneiros modernos. “Cremos que todos os filhos de Deus são Embora o departamento receba muito bem todas iguais diante dos Seus olhos”, disse ele. “Todos as remessas de histórias pessoais, ele está parti- nós temos uma história importante para contar cularmente interessado em histórias de conversos, — todos passamos por alguma provação na vida de pessoas que vivam em áreas onde um novo e sabemos que contar essa história pode edificar templo esteja em construção ou tenha sido cons- testemunhos”. truído, de missionários que sirvam em uma nova Daqui a cem anos, de acordo com o irmão missão e de pessoas que estejam aplicando o Westwood, alguém que não tenha seu próprio evangelho em sua vida, ainda que não vivam em registro familiar poderá ler o que vocês escreveram companhia de outros santos dos últimos dias. e dizer: “Então era assim a vida de um converso”. “A história pessoal de outras pessoas pode Quando as pessoas aprendem sobre seus ajudar aqueles que talvez passem pelas mesmas parentes ou outros pioneiros — inclusive a res- experiências ou vivam no mesmo local ou época”, peito dos desafios que enfrentaram, das lições que Um breve filme sobre a vida de Joseph Millett, disponível em inglês no site news.LDS.org, conta uma his- tória de fé para todos nós hoje, porque foiCAPTURA DE TELA DO VÍDEO SOBRE JOSEPH MILLETT preservada por meio de histó- rias pessoais. Julho de 2011 75
    • aprenderam e da sabedoria que adquiriram — ela será” afirmou o irmão Westwood. Entrevistar podem encontrar conselhos e ajuda para sua vida. outras pessoas traz nova perspectiva aos fatos e Assim que uma história é enviada para a biblio- pode melhorar sua história. teca, é catalogada e fica à disposição para que os Escrevam sobre suas experiências espirituais, visitantes possam tomar conhecimento dela. Os momentos críticos, fatos fundamentais, pessoas e manuscritos ou livros são guardados na Biblioteca acontecimentos. “As pessoas adoram uma história de História da Igreja em um ambiente climatizado, bem contada”, disse o irmão Westwood. Escrevam o que facilita sua preservação. sobre as experiências que tenham começo, meio O irmão Westwood dá estes conselhos a todos e fim. “Não usem 60 páginas contando como era os que estejam pensando em enviar sua história sua vida antes de completar dois anos. pessoal à Biblioteca de História da Igreja: Vocês provavelmente não terminarão Escrevam para o consumo do público. Apesar de de escrever, e as pessoas não vão ler”. diários e registros pessoais serem ótimas fontes his- Escrevam sobre as coisas de que tóricas, frequentemente tratam de acontecimentos gostam muito. O irmão Westwood e de pensamentos pessoais que nem sempre são sugere que, em vez de escreverem em adequados para o público. Às vezes, eles podem ordem cronológica, escolham temas expor a privacidade de outra pessoa. Se as histó- ou tópicos que os interessem. © 2006 DAVID STOKER rias incluírem informações que possam prejudicar E o mais importante, os membros a reputação de alguém, elas serão aceitas, só que não devem enviar para a Igreja sua não ficarão disponíveis ao público. história pessoal ou da família sem Escrevam as histórias em segmentos e episó- distribuí-la primeiro entre os familiares, dios. Com frequência, pode ser desanimador Histórias pes- já que esse relato deve fortalecer a família da qual iniciar pelas memórias mais remotas da infância e soais podem ele se originou. escrever tudo até o dia atual. Escrevam sobre um ajudar outros a O irmão Westwood acredita que aqueles que acontecimento por vez. Por exemplo, comecem fortalecer sua fé. usam seu tempo para registrar sua história pes- escrevendo apenas sobre sua missão. Assim que soal, escrevendo com honestidade sobre as épo- terminarem, passem para outra fase de sua vida. cas boas e ruins, poderão ver a mão do Senhor Usem fontes simples. Se tiverem uma carta, em sua vida e deixarão um legado e recordações copiem-na ou a transcrevam em um livro. Se que fortalecerão sua família e outros membros tiverem uma foto, incluam-na. Se usarem informa- da Igreja. ções de um determinado livro, anotem a biblio- Se você é um pioneiro moderno e deseja com- grafia. Álbuns de recortes podem ser uma parte partilhar suas experiências, envie sua história ao importante da história pessoal. Contudo, aqueles Departamento de História da Igreja. que fazem um álbum de recortes geralmente Envie sua história para: Church History Library, não esclarecem o contexto nem escrevem sobre 15 East North Temple Street, Salt Lake City, UT os acontecimentos registrados nas fotos, alerta o 84150-1600, USA, Attention: Acquisitions. irmão Westwood. Ele sugere que usemos alguns As entregas pessoais podem ser feitas das minutos para descrever o que está acontecendo 9 às 17 horas, de segunda a sexta-feira. nas fotografias ou figuras colocadas no álbum. Pode-se também enviá-la por e-mail para Reúnam-se com outras pessoas e entrevistem- ChurchHistoryAcquisitions@LDSchurch.org ou nas. “Geralmente pensamos em nossa história ligar para a central de atendimento do departa- pessoal somente por nossa visão, mas quanto mento de Aquisições da História da Igreja, no mais perspectivas conseguirmos, mas consistente número 1-801-240-5696. ◼76 A L i a h o n a
    • AO MUNDO INTEIROOs Jovens Adultos DevemTornar-se a Melhor Geração,Diz o Élder Perry “Tenho visto a poderosa força espiritual dos FOTOGRAFIA: GEON WOO JUNjovens adultos nesta Igreja”, disse o Élder L. TomPerry, do Quórum dos Doze Apóstolos, na trans-missão do serão para jovens adultos do SistemaEducacional da Igreja, em 6 de março de 2011.“Conheço sua capacidade.” Ele ensinou quatro coisas que ajudarão os Durante sua viagem à Coreia do Sul, o Élder Quentin L. Cook lembroujovens adultos a atingir seu potencial e auxiliar aos santos dos últimos dias que o evangelho nos fornece a alegria e aoutros a recuperar sua fé em Cristo: oração diária, paz que buscamos. Fotos adicionais estão disponíveis em news.LDS.org.estudo diário das escrituras, dignidade para entrarno templo e atos diários de serviço. “Vocês formam a geração que o Senhor reser- A visita terminou com a participação do Éldervou para esta época. (…) Desafio-os a se torna- Cook na conferência da Estaca Cheongju Coreia,rem ‘a melhor geração’”, disse o Élder Perry. que recebeu pela primeira vez a visita de um Leia, ouça ou assista ao discurso em vários apóstolo.idiomas em institute.LDS.org. Clique em CES O Élder Cook também participou de uma con-Firesides, e depois escolha um idioma. ferência da liderança do sacerdócio em Kobe, no Japão, e da conferência da Estaca Okayama Japão, encontrou-se com representantes do SantuárioO Evangelho Nos Traz Alegria, Meiji, em Tóquio, no Japão, e fez uma rápidaDisse o Élder Cook aos Santos visita ao Vietnã.Asiáticos No período entre 12 e 20 de fevereiro de2011, o Élder Quentin L. Cook, do Quórum dos A Lei Permite-nos AlcançarDoze Apóstolos, visitou os santos na Coreia e no Nosso Potencial, Diz oJapão. Élder Christofferson Ele ensinou aos membros da Igreja em “Deus delega a nós, Seus filhos, a oportunidadeSeul, na Coreia, que devemos ser gratos pelo e o encargo de estabelecer leis e sistemas legaisque temos, em vez de enfatizar o que não temos. para governar e conduzir as relações humanas”,Ele lembrou-lhes que o evangelho fornece declarou o Élder D. Todd Christofferson, doa alegria, a felicidade e a paz que todos nós Quórum dos Doze Apóstolos, em um discursobuscamos. aos membros da Sociedade de Direito J. Reuben O Élder Cook também se reuniu com jornalis- Clark, em 4 de fevereiro. Ele falou do papel quetas de vários jornais para uma entrevista coletiva. a lei desempenha ao permitir que as pessoas Ele ensinou, aconselhou e respondeu a per- alcancem todo seu potencial nesta vida e naguntas dos missionários que servem na Missão vida futura.Coreia Daejeon e participou de uma conferência O Élder Christofferson lembrou à audiênciada liderança do sacerdócio para a área dessa que “nós não podemos alcançar a justiça plena,missão. se estivermos distantes de Jesus Cristo”, e que Julho de 2011 77
    • A IGREJA NO MUNDO “o maior bem que podemos fazer para ajudar as Máquinas de Costura Geram Tesouro Sagrado, pelos serviços pessoas a se tornarem o que podem se tornar Autossuficiência meritórios prestados ao seu país. é guiá-las até o Salvador”. Ele prestou testemu- Com a doação de 50 máqui- Membro do Ministério das nho do poder do Salvador para corrigir erros e nas de costura, feita pela Igreja Relações Exteriores há anos, o “compensar a nossa inadequação e justificar-nos ao Ministério de Bem-Estar Social irmão Sugiyama sempre esteve perante a lei que nos possibilita tornar-nos coer- de Fiji, em 2010, e o anúncio muito envolvido nas negocia- deiros da vida eterna com Ele”. E encerrou pres- da doação de mais 50, ções com outros países tando testemunho de que Cristo vive. as oportunidades e em servir como Também durante o serão, o Élder Christofferson de autossuficiên- embaixador do recebeu o Prêmio da Sociedade de Direito J. Reuben cia e de trabalho Japão. Clark por serviços meritórios no campo do Direito. aumentam para O irmão as mulheres que Sugiyama reco- vivem nas áreas nhece que o Senhor A irmã Beck Salienta o Papel rurais de Fiji. nos fornece todas as da Sociedade de Socorro no As doações dos oportunidades para fazer Plano de Deus membros da Igreja ao fundo o bem em nossa própria esfera A presidente geral da Sociedade de Socorro, humanitário permitem que a de ação. Disse ele: “O Senhor às Julie B. Beck, reuniu-se com aproximadamente Igreja supra necessidades no vezes nos dá dificuldades para dez mil irmãs da Sociedade de Socorro e suas mundo todo, com projetos como que possamos conhecer nossas líderes no campus da BYU–Idaho, em 26 de a doação de máquinas de costura. necessidades. Sem essas necessi- fevereiro de 2011, para fortalecer-lhes a fé e Os representantes da Igreja traba- dades e sem a oportunidade de incentivá-las a cumprir seu papel na Sociedade lham em conjunto com os líderes encontrar boas soluções, as pes- de Socorro e no plano de salvação. governamentais e comunitários soas não progridem e não fazem Na sessão geral e na sessão de treinamento de para compreender as circunstân- do mundo um lugar mais feliz”. liderança, a irmã Beck respondeu a perguntas das cias locais e respeitar os desejos irmãs e dos líderes do sacerdócio de mais de 40 dos membros da comunidade. Os Serviços de Caridade SUD estacas do sudeste de Idaho, nos EUA. “Realizamos este projeto e Fornecem Água Potável Ela testificou que, se as pessoas envolvidas outros como este porque somos Aproximadamente um bilhão no trabalho da Sociedade de Socorro guardarem seguidores de Jesus Cristo”, de pessoas na Terra não têm os propósitos do Senhor em sua mente e seu disse o Élder Taniela B. Wakolo, acesso à água potável, o que coração e cumprirem esses propósitos na Terra, Setenta de Área, em entrevista frequentemente acarreta doen- serão abençoadas, fortalecidas, purificadas e ao jornal Fiji Times. “Nossa fé ças como o cólera, a diarreia e curadas. leva-nos a (…) praticar boas a febre tifoide. Mas, desde 2002, “Nós temos uma organização estabelecida pelo obras pelo mundo.” a Igreja auxilia sete milhões Senhor para abençoar Suas filhas,” disse ela. “O de pessoas em mais de 5.000 Senhor sabe quem vocês são, porque esta é a Sua Membro Japonês Recebe comunidades a ter acesso obra. Ele as fortalecerá e magnificará.” Prêmio a fontes de água potável. O Leiam mais a respeito do que a irmã Beck Em 9 de novembro de 2010, vídeo Water Is Happiness [Água ensinou e assistam ao vídeo em news.LDS.org. quatro meses antes do terremoto É Felicidade], disponível em (Tanto o vídeo como o texto estão disponíveis devastador ocorrido no Japão, inglês em news.LDS.org, mostra somente em inglês.) ◼ Yoji Sugiyama, membro da os Serviços de Caridade SUD Estaca Fujisawa Japão, recebeu o levando água potável a uma nível intermediário do Prêmio do vila em Serra Leoa. ◼78 A L i a h o n a
    • DESTAQUES DO MUNDO IDEIAS PARA A NOITE FAMILIAR Esta edição contém atividades e artigos que podem ser usados na noite familiar. Seguem-se alguns exemplos.Ensinamentos dos Profetas “Começar a Agir”, página 42:Vivos — Edição Atualizada Como parte da lição, jogue Macaquinho O Sistema Educacional da Igreja Mandou, que ilustra a espera até quelançou, agora em cores, o manual alguém lhe diga o que fazer. (No jogo,Ensinamentos dos Profetas Vivos. O uma pessoa diz:novo manual salienta a importância “Macaquinho man-dos profetas modernos, descreve dou (…)” e depois © 2007 IRIo papel da Primeira Presidência e diz aos outros quedo Quórum dos Doze Apóstolos O Espetáculo Musical Ecumênico teve façam algo, comoe explica a sucessão na Primeira início nos Jogos Olímpicos de 2002, e levantar a mão.Presidência. é realizado sempre em fevereiro. Essa pessoa age assim algumas vezes O manual pode ser adquirido e então tenta fazer com que os outrosem store.LDS.org ou nos centros de esbocem uma ação antes que ela digadistribuição dos Estados Unidos. O tradições religiosas foi realizado “Macaquinho mandou”. Por exemplo:manual está disponível em inglês no domingo, 20 de fevereiro de “Macaquinho mandou levantar a mão.e espanhol e está sendo traduzido 2011, no Tabernáculo da Praça do Macaquinho mandou bater palmas.em outros idiomas. Templo. Bater o pé”.) Preste testemunho de Outros eventos ocorridos em alguma vez em que foi guiado(a) aoA Igreja Promove Espetáculo sinagogas, capelas, templos hin- seguir em frente.Ecumênico duístas e outros locais precederam “A Resposta no Versículo Oito”, Um espetáculo musical ecumê- o concerto de domingo e mostra- página 50: Leiam juntos o artigo enico apresentando músicas, dan- ram as tradições da comunidade depois leiam Tiago 1:8. Conversemças, escrituras e orações de várias religiosa de Utah. ◼ sobre o que significa ter coração dobre. Você também pode ler Mateus 6:24 e Josué 24:15. O que esse artigo nos ensina sobre a relação entre nossas escolhas e nossos desejos? O que nos ensina sobre nosso Pai Celestial? O queCOMENTÁRIOS Felicidade em Meio à Tristeza Angélica fez para encontrar as respostas As mensagens de A Liahona me de que necessitava? Testifique sobre a fortalecem muito, especialmente desde importância do estudo das escrituras eO Lar e o CasamentoAlicerçados no Salvador que minha mãe faleceu. Mesmo em meio da oração. Meu marido e eu usamos a à tristeza, sou feliz por fazer parte dessa “O Chamado”, página 68: ConteA Liahona na noite familiar. Tem grande obra e ter todas as bênçãos do esta história. Conversem sobre como ossido uma experiência edificante. Nas evangelho em minha vida. Sei que, se per- talentos dos membros da família podemmensagens da Primeira Presidência, severar até o fim, poderei estar com minha beneficiar o próximo por meio do serviçobuscamos palavras de inspiração para mãe novamente. ◼ e dos chamados na Igreja. Assumam oajudar-nos com os desafios diários. Dinabel Zelaya, Honduras compromisso de aprender ou aperfei-Assim, fortalecemos os alicerces do lare do casamento fundamentados no Envie seus comentários e suas sugestões çoar um talento ou uma habilidade. ◼Salvador Jesus Cristo. para liahona@LDSchurch.org. Seus comen- tários podem ser alterados por motivo dePatrícia Oliveira de Souza Balena Leal, Brasil espaço ou de clareza. Julho de 2011 79
    • AT É V O LTA R M O S A N O S E N C O N T R A R ESTE ANO, ISTO NÃO É BATATA: É ERVA DANINHA. ARRANQUE! vida, o fato de fazê-las no momento certo parece ser tão importante quanto o cumprimento integral delas. Por exemplo: servir missão, namorar, casar, Mont Poulsen E ter filhos, estudar e começar a trabalhar m minha infância e adolescência em em tempo integral são escolhas acer- Lehi, Utah, EUA, minha família tinha uma tadas. No entanto, quando as pessoas horta bem grande na qual alternávamos Quando reflito fazem essas coisas boas na ordem errada, as a cada ano o plantio de milho e de batatas. consequências são muitas vezes desastrosas. sobre todas as Um dia meu pai me mandou arrancar as ervas O rei Benjamim ensinou que devemos daninhas dos canteiros de milho, enquanto coisas que o cuidar para “que todas estas coisas sejam feitas ele fazia o mesmo no canteiro das batatas. Ao Pai Celestial com sabedoria e ordem” (Mosias 4:27). O Élder trabalhar numa fileira de quinze centímetros quer que eu Neal A. Maxwell (1926–2004), do Quórum dos de altura no canteiro do milho, encontrei um faça na vida, o Doze Apóstolos, ensinou: “A fé também inclui pé de batata solitário que estava ficando maior fato de fazê-las a confiança no tempo certo do Senhor, porque e mais bonito do que qualquer um dos pés Ele disse: ‘Todas as coisas, porém, deverão no momento de batata que cresciam no lado da horta onde realizar-se a seu tempo’ (D&C 64:32)”.1 estava meu pai. Eu o chamei e perguntei: “O certo parece Creio que Satanás nos engana, conven- que devo fazer com isso?” ser tão impor- cendo-nos a fazer as coisas certas na ordem Meu pai nem olhou para a planta. tante quanto o errada: ter intimidades sexuais antes do casa- “Arranque!” cumprimento mento, namorar antes dos dezesseis anos, ter Achando que ele não tinha percebido que integral delas. um filho e só depois casar e assim por diante. eu estava apontando para um pé de batata, Os maiores mandamentos de Deus, quando retruquei: “Mas, pai, não é uma erva daninha. adaptados ou deturpados, tornam-se plantas É um pé de batata”. Novamente, sem erguer cultivadas fora de época, ou seja, ervas dani- os olhos, ele disse: “Este ano, isto não é batata: nhas. Quando me senti tentado a justificar é erva daninha. Arranque!” Assim o fiz. a realização da coisa certa na época errada, Desde aquela época, refleti muitas vezes senti-me grato pela importante lição de meu FOTOGRAFIA © DIGITAL VISION sobre as sábias palavras de meu pai. Com- pai: “Este ano, isto não é batata: é erva dani- preendi que a obediência não é apenas fazer nha. Arranque!” ◼ uma escolha certa, mas fazer a escolha certa NOTA na época certa. Quando reflito sobre todas as 1. Neal A. Maxwell, “Lest Ye Be Wearied and Faint in Your coisas que o Pai Celestial quer que eu faça na Minds”, Ensign, maio de 1991, p. 90.80 A L i a h o n a
    • PA L AV R A S D E C R I S TO Mulheres de Todas as Nações Promovendo a Paz, de Emma Allebes “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” paz; no mundo tereis aflições, mas tende ( João 14:27). bom ânimo, eu venci o mundo” ( João 16:33). “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais
    • V ictor Vasquez (acima) e Ruth Lopez Anderson (primeira capa) são doisdos 24 santos dos últimos diaslatino-americanos que comparti-lharam sua história de conversãoe seu testemunho para Mi Vida,Mi Historia — exposição reali-zada recentemente no Museude História da Igreja, em SaltLake City. Leia a respeito de dezdesses membros da Igreja naspáginas 16–21. A apresentaçãocompleta pode ser vista emespanhol ou inglês em LDS.org/churchhistory/museum/exhibits/mividamihistoria.