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Fé para Atender ao CHAMADO   Todos devemos ter no coração a ardente convicção de que esta é   a obra de Deus e que ela exi...
Élder Jeffrey R. Holland       Do Quórum dos Doze Apóstolosprimeiros exploradores venceram um a um os obs-táculos, mas log...
O que estamos vendo nesses exemplos de pioneiros                     fiéis? É o mesmo que vimos quando os santos par-     ...
um talho na perna, do calcanhar à       Quando Chega o Chamado                                  cintura. A valente irmã, c...
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  1. 1. A I G R E J A D E J E S U S C R I S T O D O S S A N T O S D O S Ú LT I M O S D I A S • J U L H O D E 2 0 11Pioneiros da AméricaLatina, p. 16Escolher um Caminhona Vida, p. 42A Escritura Que MudouTudo, p. 50O Boi e o Templo, p. 68
  2. 2. Esperança de Sião, de Miroslava Menssen-Bezakova Muitos santos dos últimos dias viajaram para o Vale do Lago dia em que sereis coroados de muita glória; ainda não é chegadaSalgado em meados do Século XIX. Alguns anos antes, em 1º de a hora, mas está próxima.agosto de 1831, o Profeta Joseph Smith falou aos santos do Mis- Lembrai-vos disto, que eu vos digo de antemão, para que osouri, dando-lhes esperança para o futuro no Missouri e para guardeis no coração e recebais o que se seguirá” (D&C 58:4–5).sua futura jornada rumo ao Oeste. Aqui vemos alguns daqueles que permaneceram fiéis, Em uma revelação ao Profeta, o Senhor disse: e eles representam todos os que prosseguiram com fé para “Pois após muitas tribulações vêm as bênçãos. Portanto vem o edificar Sião.
  3. 3. A Liahona, Julho de 2011MENSAGENS 4 Mensagem da Primeira Presidência: Quando Assumo Algo, É para Valer Presidente Dieter F. Uchtdorf 7 Mensagem das Professoras Visitantes: Venham ao Templo e Reivindiquem Suas BênçãosARTIGOS16 Mi Vida, Mi Historia Histórias de fé e conversão de dez santos dos últimos dias latino-americanos.22 Fé para Atender ao Chamado Élder Jeffrey R. Holland A convicção que levou os pionei- ros a estabelecerem-se em regiões desoladas pode inspirar-nos a dar o melhor de nós para a obra de Deus.29 “Como Eu Vos Amei” Barbara Thompson 22 Duas qualidades nos distinguem como discípulos de Jesus Cristo.32 Ilhas de Fé: Uma História de Diligência Adam C. Olson A ilha flutuante dos Coilas 12 Nossa Crença: O Trabalho É um Princípio Eterno representa fisicamente o que eles procuram edificar espiritual- mente para sua família. 14 Servir na Igreja: Chamada por Deus36 Sem Medo da Água Ramona Dutton Adam C. Olson 15 Nosso Lar, Nossa Família: Joseph tinha medo de entrar na A Missão de Vida de uma água para ser batizado. Mas sua Mãe Amorosa família o ajudou a vencer Peiholani Kauvaka o medo. 38 Vozes da IgrejaSEÇÕES 75 Notícias da Igreja 8 Coisas Pequenas e Simples 79 Ideias para a Noite Familiar10 Falamos de Cristo: 80 Até Voltarmos a Nos Encon- Beber Abundantemente da trar: Este Ano, Não É Batata: Água da Vida É Erva Daninha. Arranque! NA CAPA Primeira capa: fotografia tirada por Matthew Heaps Mont Poulsen Mark J. Davis. Última capa: fotografia tirada por Kent Miles. Julho de 2011 1
  4. 4. JOVENS ADULTOS JOVENS CRIANÇAS 46 Direto ao Ponto 68 48 Pôster: Fofoca 49 Nosso Espaço 50 Como Eu Sei?: A Resposta no Versículo Oito Angelica Nelson 52 Nossa Honrosa Herança Pioneira Presidente Thomas S. Monson 42 Podemos aprender muito com nossos antepassados pioneiros. 42 61 Testemunha Especial: Eles Falaram para Nós: Começar a Agir 54 Ajudar Uns aos Por que É Importante Servir aos Outros? Outros na Índia Élder Von G. Keetch Élder Charles e Irmã Carol Kewish Élder Dallin H. Oaks Uma história sobre o trabalho dos bombeiros em uma monta- Jovens e jovens adultos ajudam a aliviar o sofrimento de vítimas 62 Ao Resgate! nha nos ensina como receber Presidente Henry B. Eyring de enchentes no sul da Índia. inspiração em nossa vida. Nosso amoroso Pai Celestial 56 Do Campo Missionário: colocou resgatadores ao longo O Que para um Homem do caminho para ajudar-nos a É Lixo para Outro É um voltar à presença Dele. Tesouro Andrej Bozhenov 64 Trazer a Primária para Casa: O Templo É a Casa de Deus 58 Continuar a Nadar JoAnn Child e Cristina Franco Veja se consegue O que fez uma das melhores nadadoras da Nova Zelândia 66 Dia dos Pioneiros no Taiti para superar a morte inespe- Maria T. Moody encontrar a rada do pai? Veja como as criançasLiahona oculta taitianas comemoram nesta edição. o Dia dos Pioneiros.Dica: Carroções, avante! 67 Nossa Página 68 O Chamado Corine Pugh Isaac, Taurus e o Templo de Nauvoo. 70 Para as Criancinhas 74 Destaques da Conferência em Cartões 582 A Liahona
  5. 5. JULHO DE 2011 VOL. 64 Nº 7A LIAHONA 09687 059 Mais na Internet Liahona.LDS.orgRevista Oficial em Português de A Igreja deJesus Cristo dos Santos dos Últimos DiasA Primeira Presidência: Thomas S. Monson,Henry B. Eyring e Dieter F. UchtdorfQuórum dos Doze Apóstolos: Boyd K. Packer,L. Tom Perry, Russell M. Nelson, Dallin H. Oaks, PARA OS ADULTOSM. Russell Ballard, Richard G. Scott, Robert D. Hales,Jeffrey R. Holland, David A. Bednar, Quentin L. Cook, A família Coila mora em uma ilhaD. Todd Christofferson e Neil L. AndersenEditor: Paul B. Pieper flutuante no Lago Titicaca. A ilha é feitaConsultores: Stanley G. Ellis, Christoffel Golden Jr., de junco. Sua manutenção é uma liçãoYoshihiko KikuchiDiretor Administrativo: David L. Frischknecht de diligência (ver página 32). Veja maisDiretor Editorial: Vincent A. VaughnDiretor Gráfico: Allan R. Loyborg fotografias em www.liahona.LDS.org.Gerente Editorial: R. Val JohnsonGerentes Editoriais Assistentes: Jenifer L. Greenwood,Adam C. OlsonEditores Associados: Susan Barrett, Ryan CarrEquipe Editorial: Brittany Beattie, David A. Edwards,Matthew D. Flitton, LaRene Porter Gaunt, Larry Hiller,Carrie Kasten, Jennifer Maddy, Melissa Merrill, Michael R. PARA OS JOVENSMorris, Sally J. Odekirk, Joshua J. Perkey, Chad E. Phares, JanPinborough, Janet Thomas, Paul VanDenBerghe, Melissa Zenteno Monica Saili, de 12 anos, é uma dasDiretor Administrativo de Arte: J. Scott Knudsen melhores nadadoras da Nova Zelândia.Diretor de Arte: Scott Van KampenGerente de Produção: Jane Ann Peters Quando seu pai faleceu inesperadamente,Diagramadores Seniores: C. Kimball Bott, Thomas S. Child,Colleen Hinckley, Eric P. Johnsen, Scott M. Mooy ela aprendeu que “coisas difíceis podemEquipe de Diagramação e Produção: Collette Nebeker Aune,Howard G. Brown, Julie Burdett, Reginald J. Christensen, Kim tornar-nos mais fortes. SimplesmenteFenstermaker, Kathleen Howard, Denise Kirby, Ginny J. Nilson,Ty Pilcher temos que continuar a nadar” (ver páginaPré-Impressão: Jeff L. Martin 58). Veja mais fotografias em wwwDiretor de Impressão: Craig K. SedgwickDiretor de Distribuição: Evan Larsen .liahona.LDS.org.Tradução: Edson LopesDistribuição: PARA AS CRIANÇASCorporação do Bispado Presidente de A Igreja de Jesus Cristodos Santos dos Últimos Dias. Steinmühlstrasse 16, 61352 BadHomburg v.d.H., Alemanha.Para assinatura ou mudança de endereço, entre em contato Você pode encontrar atividades para ascom o Serviço ao Consumidor. Ligação Gratuita: 00800 29502950. Telefone: +49 (0) 6172 4928 33/34. E-mail: orderseu@ crianças em www.liahona.LDS.org.ldschurch.org. Online: store.lds.org. Preço da assinatura para umano: € 3,75 para Portugal, € 3,00 para Açores e CVE 83,5 paraCabo Verde.Envie manuscritos e perguntas para Liahona,Room 2420, 50 E. North Temple St., Salt Lake City, UT84150-0024, USA; ou mande e-mail para:liahona@LDSchurch.org.A Liahona, termo do Livro de Mórmon que significa “bússola”ou “guia”, é publicada em albanês, alemão, armênio, bislama,búlgaro, cambojano, cebuano, chinês, coreano, croata,dinamarquês, esloveno, espanhol, estoniano, fijiano, finlandês,francês, grego, húngaro, holandês, indonésio, inglês, islandês, EM SEU IDIOMAitaliano, japonês, letão, lituano, malgaxe, marshalês, mongol,norueguês, polonês, português, quiribati, romeno, russo, A revista A Liahona e outros materiais da Igreja estão disponíveis emsamoano, sueco, tagalo, tailandês, taitiano, tcheco, tonganês, muitos idiomas em www.languages.LDS.org.ucraniano, urdu e vietnamita. (A periodicidade varia de umidioma para outro.)© 2011 Intellectual Reserve, Inc. Todos os direitos reservados.Impresso nos Estados Unidos da América. TÓPICOS DESTA EDIÇÃO Os números representam a primeira página de cada artigo.O texto e o material visual encontrados na revista A Liahonapodem ser copiados para uso eventual, na Igreja ou no lar,não para uso comercial. O material visual não poderá ser Amor, 29 Jesus Cristo, 10, 29copiado se houver qualquer restrição indicada nos créditos Batismo, 36, 46 Livro de Mórmon, 38, 49, 56constantes da obra. As perguntas sobre direitos autoraisdevem ser encaminhadas para Intellectual Property Office, Boatos e mexericos, 48 Maternidade, 1550 E. North Temple St., Salt Lake City, UT 84150, USA; e-mail: Chamados, 14, 68 Mídia, 47cor-intellectualproperty@LDSchurch.org.For Readers in the United States and Canada: Compromisso, 4, 22, 50, 58 Obediência, 22, 58, 80July 2011 Vol. 64 No. 7. LIAHONA (USPS 311-480) Portuguese Conversão, 16, 40 Obra missionária, 56(ISSN 1044-3347) is published monthly by The Church of JesusChrist of Latter-day Saints, 50 E. North Temple St., Salt Lake City, Espírito Santo, 42, 47 Pioneiros, 22, 40, 52, 66UT 84150. USA subscription price is $10.00 per year; Canada, Estudo das escrituras, 50 Ressurreição, 39$12.00 plus applicable taxes. Periodicals Postage Paid at SaltLake City, Utah. Sixty days’ notice required for change of address. Família, 15, 32, 39, 58, Serviço, 29, 54, 61, 62, 68Include address label from a recent issue; old and new addresses 67, 70 Sociedade de Socorro, 7must be included. Send USA and Canadian subscriptions to SaltLake Distribution Center at address below. Subscription help line: Fé, 22, 32 Templos, 8, 64, 67, 701-800-537-5971. Credit card orders (Visa, MasterCard, American História da Igreja, 9 Ternas misericórdias, 41Express) may be taken by phone. (Canada Poste Information:Publication Agreement #40017431) Inspiração, 42 Testemunho, 16, 38, 50POSTMASTER: Send address changes to Salt Lake Distribution Jejum, 9 Trabalho, 12, 32Center, Church Magazines, PO Box 26368,Salt Lake City, UT 84126-0368. Julho de 2011 3
  6. 6. MENSAGEM DA PRIMEIR A PRESIDÊNCIA Presidente Dieter F. Uchtdorf Segundo Conselheiro na Primeira Presidência QUANDO ASSUMO ALGO, É para Valer D ois jovens irmãos subiram ao topo de um erradas, outros, porque não fazemos nada. Quando esta- penhasco que se erguia junto às águas cristalinas mos apenas meio comprometidos com o evangelho pode- de um lago azul. Era um lugar de onde muitos sal- mos sentir frustração, infelicidade e culpa. Isso não deve tavam para mergulhar no lago, e os irmãos sempre diziam acontecer conosco, porque somos um povo do convênio. que um dia saltariam dali — como tinham visto outros Fazemos convênios com o Senhor quando somos batiza- fazerem. dos e quando entramos na casa do Senhor. Os homens Embora os dois quisessem saltar, nenhum queria ser o fazem convênios com o Senhor quando são ordenados primeiro. O penhasco não era tão alto assim, mas para os ao sacerdócio. Nada pode ser mais importante do que o dois meninos, parecia que a altura aumentava sempre que cumprimento de um compromisso que assumimos com o começavam a se inclinar para frente — e logo perdiam a Senhor. Lembrem-se da resposta que Raquel e Lia deram coragem. a Jacó no Velho Testamento. Foi algo simples e direto que Por fim, um dos irmãos pôs o pé na beira do penhasco mostrava o comprometimento delas: “Faze tudo o que e impeliu o corpo para frente com determinação. Naquele Deus te mandou” (Gênesis 31:16). momento, o irmão sussurrou: “Talvez seja melhor esperar Os que estão apenas meio comprometidos só podem até o próximo verão”. meio que esperar receber as bênçãos de testemunho, ale- O outro irmão, porém, já estava em movimento, caindo gria e paz. As janelas do céu podem só meio que se abrir para frente. “Quando assumo algo”, replicou ele, “é para para eles. Não seria tolice pensar: “Vou me comprometer valer!” só 50 por cento agora, mas quando Cristo aparecer na Mergulhou ruidosamente na água e logo voltou à Segunda Vinda, vou me comprometer 100 por cento?” superfície com um grito de vitória. O irmão que ficou no O compromisso de cumprir nossos convênios com o penhasco o seguiu imediatamente. Mergulhou ruidosa- Senhor é fruto de nossa conversão. O comprometimento mente na água e, assim como seu irmão, logo voltou à com nosso Salvador e Sua Igreja edifica nosso caráter e for- superfície com um grito de vitória. Depois disso, ambos talece nosso espírito, de modo que, quando nos encontrar- riram do que o primeiro menino dissera antes de lançar-se mos com Cristo, Ele nos abraçará e dirá: “Bem está, servo à água: “Quando assumo algo, é para valer”. bom e fiel” (Mateus 25:21). Um compromisso é como mergulhar na água. Ou você Há uma diferença entre intenção e ação. Aqueles que o assume ou não. Ou você se move para frente ou fica somente têm a intenção de comprometer-se encontram parado onde está. Não há meio-termo. Todos enfrentamos desculpas a todo o momento. Aqueles que realmente se momentos de decisão que mudam todo o restante de comprometem encaram os desafios e dizem a si mesmos: nossa vida. Como membros da Igreja, devemos perguntar “Sim, esse seria um bom motivo para procrastinar, mas fiz a nós mesmos: “Vou mergulhar ou apenas ficar parado na convênios, por isso farei o que me comprometi a fazer”. beira? Vou dar um passo à frente ou vou simplesmente Eles examinam as escrituras e buscam sinceramente a verificar a temperatura da água com a ponta do pé?” orientação do Pai Celestial. Aceitam e magnificam seus Alguns pecados são cometidos porque fazemos coisas chamados na Igreja. Assistem às reuniões. Fazem visitas4 A Liahona
  7. 7. de mestre familiar e professoras visitantes. ENSINAR USANDO ESTA Um provérbio alemão diz: “As promessas são como MENSAGEM a lua cheia. Se não forem cumpridas de imediato, vão minguando dia a dia”. Como membros da Igreja de Jesus U “ ma forma de ajudar os alunos a compreenderem os princípios do evangelho é pedir-lhes que façam Cristo dos Santos dos Últimos Dias, comprometemo-nos desenhos. Isso lhes dará a oportunidade a trilhar o caminho do discipulado. Comprometemo-nos de explorar e expressar seu entendi- a seguir o exemplo de nosso Salvador. Imagine como mento e seus sentimentos a respeito das histórias e dos princípios do evan- o mundo seria abençoado e muito melhor se todos os gelho em discussão” (Ensino, Não Há membros da Igreja do Senhor vivessem à altura de seu Maior Chamado, 2009, p. 166). Você verdadeiro potencial — convertidos do fundo da alma e pode ler o artigo, discutir o princípio de comprometidos a edificar o reino de Deus. comprometimento com o evangelho eILUSTRAÇÃO BJORN THORKLESON De algum modo, cada um de nós está passando por depois pedir aos que assim desejarem que façam um desenho de uma ativi- um momento de decisão, ao contemplar a água. É minha dade do evangelho que demonstre esse oração que tenhamos fé, sigamos em frente, enfrentemos comprometimento. As crianças menores nossos temores e nossas dúvidas com coragem e digamos podem precisar de sugestões sobre o a nós mesmos: “Quando assumo algo, é para valer!” ◼ que desenhar. Julho de 2011 5
  8. 8. MENSAGEM DA PRIMEIRA PRESIDÊNCIA JOVENS Tudo que Posso Dar Alyssa Hansen E u estava muito preocupada, sem saber como conseguiria arcar com os custos de tudo o que queria fazer descontado relativo a um emprego em que eu trabalhara no início do ano, e logo no dia seguinte recebi gratidão, de louvar a Deus com todas as minhas forças e de compar- tilhar aquele sentimento. Há quem no verão: cursos, oficinas, acampa- pelo correio um pequeno prêmio faça isso compondo uma canção, mento de verão, etc. Senti vontade em dinheiro por tirar o segundo escrevendo um poema ou pintando de chorar. Então, lembrei-me de lugar em um concurso. Isso foi para um quadro, mas eu não me sentia todas as coisas que me foram ensi- mim um grande testemunho de que capaz de fazer essas coisas. Dei-me nadas sobre a confiança e a fé que Deus vive, de que Ele me ama e Se conta de que a única oferta ade- devemos ter no Senhor. Decidi colo- importa comigo e de que Ele provê quada que eu poderia fazer em car a situação nas mãos do Senhor as coisas de que necessitamos. Seu louvor era minha vida — ser “o e confiar que, se fosse Sua vontade, Senti imensa gratidão e amor pelo exemplo dos fiéis” (I Timóteo 4:12), Ele providenciaria um meio. Pai Celestial e por meu Salvador. dedicar minha vida a Cristo. Isso é Pouco tempo depois, minha Parecia que eu ia explodir! Fiquei tudo o que Ele pede, e é tudo que mãe descobriu um cheque não muito desejosa de demonstrar minha posso dar. CRIANÇAS Vai Fazer o que Prometeu? Q uando prometemos seguir Jesus Cristo, fazemos o que é certo sem dar desculpas. Estas quatro crian- ças, com sua classe da Primária, estão limpando um parquinho local. Qual das crianças não parece estar com vontade de fazer o que pro- meteu? Por que não? De que modo as outras demonstram essa determinação? Faça um círculo em volta de cinco coisas que ajudariam essa criança a participar da atividade de serviço com as outras. Consegue encontrar ILUSTRAÇÃO DE STEVE KROPP um rastelo, um pincel, uma escada, um balde e uma pá?6 A Liahona
  9. 9. M E N S AG E M DA S P R O F E S S O R A S V I S I TA N T E S Venham ao Templo e Estude este material e, conforme julgar conveniente, discuta-o com as irmãs que você visitar. Use as pergun- Reivindiquem Suas tas para ajudar você a fortalecer suas irmãs e para fazer com que a Sociedade de Socorro seja parte ativa Bênçãos de sua própria vida. Fé • Família • Auxílio I rmãs, somos extremamente abençoadas. O Salvador é o cabeça desta Igreja. Somos guia- das por profetas vivos. Temos as santas escrituras. O que Posso Fazer? De Nossa História O Profeta Joseph discursava com frequência nas reuniões das irmãs da Sociedade de Socorro. Com o 1. Que experiên- Templo de Nauvoo em construção, o Profeta instruiu E temos muitos templos sagrados espalhados por cia pessoal vou todo o mundo, nos quais podemos receber as compartilhar para as irmãs na doutrina, preparando-as para receber ordenanças necessárias para voltarmos à presença fortalecer as irmãs mais conhecimento por meio das ordenanças do de nosso Pai Celestial. que visito em sua templo. Em 1842, ele disse a Mercy Fielding Thomp- Vamos primeiro ao templo por nós mesmas. determinação de son que a investidura “[ia] trazê-la das trevas para a “ir ao templo”? maravilhosa luz”. 3 O Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Estima-se que 6.000 santos dos últimos dias Apóstolos, explicou que “o principal propósito do 2. Como posso ter direito às bênçãos tenham recebido as ordenanças do templo antes templo é prover as ordenanças necessárias para do êxodo de Nauvoo. O Presidente Brigham Young do templo? nossa exaltação no reino celestial. As ordenanças (1801–1877) disse: “Tamanha era a ansiedade mani- do templo nos conduzem a nosso Salvador e nos festada pelos santos em receber as ordenanças [do concedem as bênçãos decorrentes da Expiação de templo] e tamanha era nossa ansiedade em ministrá- Jesus Cristo. Os templos são a maior universidade las a eles que me entreguei completamente ao traba- de aprendizado conhecida pelo homem, que nos lho do Senhor no Templo, noite e dia, dormindo em proporcionam conhecimento e sabedoria sobre a média não mais do que quatro horas por dia e indo Criação do mundo. As instruções da investidura para casa apenas uma vez por semana”.4 A força e nos ensinam como devemos conduzir nossa vida o poder dos convênios do templo fortaleceram os aqui na mortalidade. (…) A ordenança consiste de santos, ao deixarem sua cidade e o templo em uma uma série de instruções sobre como devemos viver jornada rumo ao desconhecido. e os convênios que devemos fazer para viver em NOTAS retidão e seguir nosso Salvador”.1 1. Robert D. Hales, “As Bênçãos do Templo”, A Liahona, outubro de 2009, p. 14. Mas nosso serviço no templo não termina aí. O 2. Boyd K. Packer, livreto Preparação para Entrar no Presidente Boyd K. Packer, Presidente do Quórum Templo Sagrado, 2010, p. 35. 3. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, dos Doze Apóstolos, ensinou: “Ao agir como pro- 2007, p. 437. curador em favor de alguém que foi para o outro 4. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Brigham Acesse www Young, 1997, p. 10. lado do véu, você repassará os convênios que fez. .reliefsociety.LDS As grandes bênçãos espirituais relacionadas à casa .org para mais informações. do Senhor ficarão mais fortemente gravadas em sua mente. (…) Nos convênios e ordenanças se con- centram as bênçãos que você poderá reivindicar no templo sagrado”.2 Vão ao templo e depois continuem a ir. A reali- zação e o cumprimento dos convênios do templo vão manter-nos no caminho que conduz à maior de todas as bênçãos: a vida eterna. Barbara Thompson, segunda conselheira na presidência geral da Sociedade de Socorro.ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA: ATHLEY GLORI Das Escrituras Isaías 2:3; I Coríntios 11:11; Apocalipse 7:13–15; Doutrina e Convênios 109 Julho de 2011 7
  10. 10. Coisas Pequenas e Simples “É por meio de coisas pequenas e simples que as grandes são realizadas” (Alma 37:6). T E M P LO E M D E STAQ U E Templo de Vancouver Colúmbia Britânica E m 2 de maio de 2010, o Templo de Vancouver Colúmbia Bri- tânica se tornou o 131º templo a de 1.200 jovens participaram de uma comemoração cultural. Inti- tulada “Um Farol para o Mundo”, ser dedicado nesta dispensação. O a apresentação retratou a história templo cobre uma área de 2.617 m2 e o povo do Canadá. No início da e contém um batistério, uma sala comemoração, o Presidente Mon- celestial, duas salas de investiduras son trocou o hino de abertura pelo e duas salas de selamento. Em seu hino nacional do Canadá, dizendo: interior, o padrão de cores realça “Estamos aqui para desfrutar o o verde, o azul claro e o dou- Canadá com vocês”. rado, honrando a imponência das Na oração dedicatória, o Presi- florestas, do mar e do céu da costa dente Monson disse: “Que todos os noroeste do Pacífico. O corniso do que entrarem tenham as mãos e o pacífico, a flor símbolo da província coração puros. Que sua fé aumente da Colúmbia Britânica, é retratada à medida que trabalharem aqui em quadros e tecidos por todo o em favor dos que já se foram. Que edifício. saiam daqui com um sentimento de Na véspera da dedicação, mais paz, louvando Teu santo nome”.1 À ESQUERDA: FOTOGRAFIA DO TEMPLO DE VANCOUVER COLÚMBIA BRITÂNICA TIRADA POR STEVEN DAVIS; FOTOGRAFIAS DO INTERIOR TIRADAS POR MATTHEW REIER, © IRI, REPRODUÇÃO PROIBIDA; À DIREITA: ILUSTRAÇÃO DE GLEN HOPKINSON A partir do alto: Vista do batistério, de detalhes ornamentais e da sala celes- tial do Templo de Vancouver Colúmbia Britânica. NOTA 1. Thomas S. Monson, “Dedicatory Prayer”, LDSchurchtemples.com/ vancouver/prayer.8 A Liahona
  11. 11. LEMBR AR A VIDA DE GR ANDES PESSOASDiário Mary Fielding Smithde JejumO jejum costumava ser muito difícil para mim — até que M ary Fielding Smith, mem- bro fiel da Igreja, ficou sozinha com vários filhos peque-comecei a manter um diário nos enquanto o marido estava nade jejum. Agora, antes de cada Cadeia de Liberty, no inverno dejejum, anoto um objetivo espe- 1838–1839. Multidões enfurecidascífico para meu jejum. Posso invadiram sua casa, e seu filhoescrever, por exemplo: “Como quase foi morto em decorrência doestou muito apreensiva em rela- ataque. Como era esposa de Hyrumção a meu novo chamado como Smith, Mary ficou viúva quando oconsultora das Abelhinhas, estou marido foi assassinado na Cadeiajejuando e orando para que o de Carthage, em 27 de junho deSenhor me abençoe de modo 1844. Ela e Emma Smith passaramque eu esteja calma, confiante por muitas provações juntamentee serena ao dar minha primeira com Hyrum e Joseph Smith, seusaula amanhã”. respectivos maridos. Hoje, Mary é Durante todo o meu jejum, admirada como uma das mais valo-anoto coisas relevantes que acon- rosas pioneiras do início da Igreja.tecem: pensamentos, sentimentos Mary casou-se com Hyrume impressões que me veem à Smith em 24 de dezembro demente e ao coração, bem como 1837. A primeira esposa de Hyrum,referências das escrituras que Jerusha, havia morrido ao dar àtenham especialmente a ver com luz, e Mary cuidou dos filhinhoso propósito de meu jejum. de Hyrum como se fossem seus. No alto: Mary indevidamente que ela não contri- Ao compartilhar meus desejos Hyrum e Mary também tiveram Fielding Smith buísse com um décimo das batatascom o Pai Celestial, Ele geral- dois filhos, inclusive Joseph F. cruzando as colhidas naquele ano, ela respon-mente me abençoa de maneiras Smith, que mais tarde se tornou o planícies. Acima: deu: “Você devia se envergonhar.que eu nunca tinha imaginado. sexto presidente da Igreja. Joseph F. Smith Vai-me negar uma bênção? (…)Certos acontecimentos que Quando os santos partiram de com membros da Pago o dízimo não apenas porpoderiam parecer fortuitos em Nauvoo para o Vale do Lago Sal- família na casa ser uma lei de Deus, mas porqueminha vida se mostram clara- gado, depois do martírio de Joseph de Mary Fielding Smith em Salt espero uma bênção por fazê-lo”.2mente interrelacionados quando e Hyrum, Mary resolveu fazer a jor- Lake City, por Ela estabeleceu uma fazenda noos anoto e vejo como todos eles nada. Ela e a família foram designa- volta de 1910. Vale do Lago Salgado e ensinou ocontribuíram para meu cresci- das a um grupo de viagem, mas o evangelho aos filhos. O Presidentemento e desenvolvimento. Desde capitão disse que ela seria um fardo Joseph F. Smith disse, mais tarde:1996, quando comecei a manter para os outros e que não deveria “Ela ensinou-me honra, virtude,um diário de jejum, tenho visto tentar realizar a difícil jornada. Mary verdade, integridade ao reino decomo o Pai Celestial abençoou respondeu: “Vou chegar ao vale Deus, e ensinou-me não apenasminha vida. Presto testemunho antes de você e nem vou pedir sua por preceito, mas também pelodo incrível poder espiritual do ajuda”.1 A jornada foi difícil, mas ela exemplo”.3jejum e da oração e considero chegou com a família a Salt Lake NOTASo jejum uma oportunidade para em 23 de setembro de 1848, um dia 1. Ver Don Cecil Corbett, Mary Fielding“regozijo e oração” (D&C 59:14). antes do capitão que duvidara dela. Smith: Daughter of Britain, 1966, p. 228.Renee Harding, Carolina do Norte, EUA Mary Fielding Smith per- 2. Mary Fielding Smith, citado por maneceu fiel até o fim da vida. Joseph F. Smith, em Conference Report, abril de 1900, p. 48. Pagou o dízimo, apesar de ser 3. Ensinamentos dos Presidentes da pobre. Quando alguém sugeriu Igreja: Joseph F. Smith, 1998, p. 36. Julho de 2011 9
  12. 12. FA L A MOS DE CRI S TO BEBER ABUNDANTEMENTE DA Água da Vida “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede” ( João 4:14). Matthew Heaps Serviços de Bem-Estar M eu trabalho me leva a comu- “aquele que beber da água que eu lhe der ELE É A ÁGUA VIVA nidades no mundo inteiro em nunca terá sede” ( João 4:14), estaria Ele “Desejam partilhar dessa que as pessoas não têm acesso nos ensinando também que Seu evange- água da vida [mencio- a água potável. Nosso grupo trabalha lho supre — permanentemente — nossas nada em João 4:14] com os governos e os residentes locais necessidades mais básicas? Creio que sim. e sentir a fonte divina para prover fontes sustentáveis de água Sempre serei grato a uma mulher no jorrando dentro de vocês potável e pura, tais como poços, açudes Quênia, África, que me ensinou algo a para a vida eterna? e reservatórios para captação de água respeito da disposição de trabalhar para Então não tenham da chuva. obter água. Eu a conheci em uma cele- medo. Creiam do fundo Esses projetos de fornecimento de água bração ocorrida logo após a instalação do coração. Desenvol- resultam em uma melhoria significativa de um poço em sua comunidade. Com vam uma fé inabalável na qualidade de vida. As condições de gratidão, ela me disse que o novo poço no Filho de Deus. Abram saúde melhoram substancialmente porque lhe pouparia uma caminhada diária de o coração em sincera a água potável faz com que as pessoas quatorze quilômetros para buscar água, oração. Encham a mente parem de contrair febre tifoide, cólera e que ficaria reduzida a um percurso de de conhecimento Dele. Abandonem suas fra- outras doenças transmitidas pela água. menos de dois quilômetros. Ela estava quezas. Caminhem em A situação econômica também melhora muito animada com todas as oportunida- santidade e harmonia porque os pais e filhos que antes perdiam des que passaria a ter. com os mandamentos. muito tempo carregando água passam a Não pude deixar de pensar em como Bebam da água da procurar emprego e instrução. Mesmo nas me sentiria se eu tivesse que andar dois vida do evangelho de comunidades assoladas pelos problemas quilômetros para buscar água. Fiquei Jesus Cristo.” mais variados e complexos, as pessoas impressionado de ver que ela deixava Élder Joseph B. Wirthlin dizem que a água potável é o que mais tudo de lado — desde os afazeres (1917–2008), do Quórum dos Doze Apóstolos, “Vida em gostariam de ter. domésticos até o cuidado da horta — ao Abundância”, A Liahona, maio O Salvador passou Seu ministério ter- fazer sua caminhada para buscar água. de 2006, p. 100. reno numa época e num lugar em que as Ela sabia que não poderia concluir as pessoas tiravam água de poços. Ao ensi- outras tarefas sem água. Refleti sobre o nar à mulher junto ao poço, dizendo que grande fardo que ela tinha que carregar.10 A L i a h o n a
  13. 13. COMO A ÁGUA VIVA NOS ABENÇOA? Kathleen H. Hughes, antiga pri- meira conselheira na presidência geral da Sociedade de Socorro, ajudou a responder a essa per- O Salvador ensinou: “Aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida gunta, na conferência geral, em eterna” (João 4:14). seu discurso “Abençoados pela Água Viva” (A Liahona, maio de É preciso força e resistência para car- que estamos dispostos a deixar de lado 2003, p. 13). regar água. Ainda assim, pelo bem da as outras tarefas, até as importantes, para família, ela estava disposta a caminhar procurar conhecer Jesus Cristo e Seu Pai? 1. A água viva nos cura por meio quatorze quilômetros todos os dias para Sei que o poço de água viva que o do poder do Espírito Santo. ir buscá-la. Salvador nos oferece nunca seca, é puro 2. A água viva nutre e sustenta Pergunto-me se nós, que podemos e nos dá sustento à vida. Quando nos (ver Mateus 11:28). tirar água potável das torneiras de casa, achegamos a Ele com um copo vazio, Ele 3. A água viva proporciona muitas vezes não esperamos que o o enche, muitas vezes nos dando mais paz e alegria (ver João 14:27; esforço de achegar-nos a Cristo seja tão do que podemos receber. Ele é verdadei- D&C 101:16). fácil quanto o ato de girar um registro ramente a água viva, uma manifestação para pegar um copo de água. Ou será do amor de Deus. ◼ Você pode ler 1 Néfi 11:25 com sua família ou um amigo.O POÇO DA VIDA, DE ROBERT T. BARRETT, REPRODUÇÃO PROIBIDA Discuta a relação existente entre O QUE É A ÁGUA VIVA? a fonte de águas vivas e a árvore da vida. • A água viva é o evangelho de Jesus Cristo. • “A fonte de águas vivas (…) era um símbolo do amor de Deus” (1 Néfi 11:25). • A água viva pode nos proporcionar “vida eterna” (João 4:14; D&C 63:23). Para mais informações sobre esse tópico, ver 1 Néfi 8; 11; e Richard G. Scott, “O Poder Transformador da Fé e do Caráter”, A Liahona, novembro de 2010, p. 43. Julho de 2011 11
  14. 14. NOSSA CRENÇA O TRABALHO É UM PRINCÍPIO ETERNO N À osso Pai Celestial e Jesus uma boa atitude e habilidades medida que nos Cristo trabalharam para criar básicas. ajudamos uns os céus e a Terra. Criaram o Também devemos procurar atingir aos outros e compar- sol, a lua e as estrelas. Reuniram os um equilíbrio adequado entre traba- tilhamos o fardo de mares e fizeram com que a terra seca lho e descanso. Seis dias por semana, nosso trabalho, até as aparecesse e as plantas crescessem. podemos receber bênçãos ao lem- cargas mais pesadas Depois, criaram todo ser vivo do mar brar-nos de entremear o trabalho se tornam mais leves. e da terra (ver Gênesis 1; Moisés 2). com atividades de lazer. Aos domin- O exemplo Deles nos mostra que o gos, porém, o Senhor nos promete trabalho é importante na Terra e no bênçãos especiais se obedecermos a céu (ver também João 5:17; 9:4). Seu mandamento de abster-nos do Quando Deus criou o homem e a trabalho secular e se santificarmos o mulher a Sua própria imagem, colo- Dia do Senhor (ver Êxodo 20:9–11; cou-os no Jardim do Éden (ver Gêne- D&C 59:9–19). sis 1:26–27; 2:8). Mais tarde, quando O trabalho faz parte do foram expulsos do jardim, o Senhor plano do Pai Celestial para disse a Adão: “No suor do teu rosto nós no céu e na Terra. Se comerás o teu pão” (Gênesis 3:19). formos justos, voltaremos Daquela época em diante, Adão e a viver com Ele. Ali, Eva trabalharam para prover suas continuaremos a ter próprias necessidades e as de seus oportunidades de filhos (ver Moisés 5:1). trabalho, à medida Desde a época de Adão e Eva, o que edificamos o trabalho tem sido um meio de vida reino de Deus para todos nós na Terra. Trabalha- (ver Moisés mos para proporcionar bem-estar 1:39). ◼ físico, espiritual e emocional para nós próprios e nossa família. Os pais se esforçam para criar um lar em que sejam ensinados os princípios do trabalho. As designações de trabalho dadas aos filhos, condizentes com a capacidade deles, e os elogios feitos às tarefas bem-sucedidas são expe- riências de trabalho positivas. Como resultado disso, eles podem desen- volver uma forte ética de trabalho,12 A L i a h o n a
  15. 15. Temos a responsabili- 2. Os filhos serão aben-ILUSTRAÇÕES FOTOGRÁFICAS: JOHN LUKE, WELDEN C. ANDERSEN, JERRY GARNS, DIMOND, ROBERT CASEY E HOWARD COLLETT © IRI dade de cuidar de nós 1. Os pais têm o dever çoados por cuidar dos mesmos e de nossa sagrado de cuidar dos pais idosos (ver I Timóteo 3. Devemos ajudar nossos família. filhos (ver D&C 83). 5:3–4, 8). parentes quando possível. 1. Fortalecemos nosso 2. Sentimos a alegria do caráter e desenvolvemos plano de Deus para nós aptidões de trabalho. na Terra. Recebemos bênçãos como fruto do trabalho. 3. Tornamo-nos mais bem preparados e autossuficientes ao armazenarmos um suprimento de alimentos, água e outros artigos de primeira necessidade para três meses. “[Que o homem] trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Efésios Para mais informações, ver Princípios do Evangelho, 4:28). 2009, pp. 160–165; e “A Família: Proclamação ao Mundo”, A Liahona, novembro de 2010, última contracapa. Julho de 2011 13
  16. 16. SERVIR NA IGREJA CHAMADA POR DEUS Ramona Dutton Aprendi por experiência própria o que signi- fica ser “chamado por Deus, por profecia e pela imposição de mãos, por quem possua autoridade” (Regras de Fé 1:5). M BUSCAR A ORIENTAÇÃO eu marido e eu acabáramos habituais. A lista de nomes que o DO ESPÍRITO de nos mudar para uma bispo me dera estava sobre a mesa da “Para servir na Igreja, a pessoa nova cidade e estávamos cozinha, e eu dava uma breve olhada precisa ser chamada por Deus (ver animados para frequentar a nova nela sempre que passava por ali. Regras de Fé 1:5). Os líderes devem ala. Aconteceu que os limites da ala Depois de ter olhado para ela várias buscar a orientação do Espírito para estavam sendo mudados e a ala foi vezes, dois nomes me pareceram determinar quem vão chamar. Eles dividida. destacar-se na lista. Peguei a lista e devem avaliar o grau de dignidade Depois das reuniões da Igreja, em li os nomes. Ao dizer os nomes, fui que pode ser requerido para o cha- mado. Também levam em conta as nosso segundo domingo, o secretário tomada por um cálido sentimento. circunstâncias pessoais e familiares da ala marcou para nós uma entrevista Nunca havia sentido o Espírito Santo do membro. Todo chamado deve com o novo bispo na noite da terça- com tanta força. beneficiar as pessoas que serão feira. Depois de uma breve conversa, o Imediatamente me voltei ao Pai servidas, o membro e a família do bispo pediu permissão a meu marido Celestial em oração, com lágrimas membro.” para chamar-me como presidente da nos olhos, ao dizer novamente os Manual 2: Administração da Igreja, 2010, Primária da nova ala. Depois, ele me nomes. Não sabia nada a respeito de 19.1.1. fez o chamado. Fiquei atônita, mas nenhuma daquelas mulheres, mas tinha sido ensinada a nunca recusar soube no coração que elas seriam um chamado, por isso concordei em minhas conselheiras. fazer o melhor que podia. Mais tarde, naquela noite, repas- O bispo me deu uma lista de nomes sei a lista de nomes na cabeça. Um medida que chegavam. Ao observar e pediu que me reunisse com ele em nome me veio à mente toda vez que aquelas irmãs, senti que já as conhe- dois dias, já com os nomes definidos visualizei a lista. Ela se tornou minha cia. O Espírito novamente me confir- para as conselheiras e a secretária. secretária. mou que aquelas mulheres haviam Senti que a tarefa era muito difícil Reuni-me com o bispo no dia sido chamadas por Deus. para mim. Quando cheguei em casa, seguinte e dei-lhe os nomes para Soube que poderíamos traba- tranquei-me no banheiro e chorei. minhas conselheiras e secretária. Para lhar juntas em harmonia, servindo Depois, abri o coração ao Pai Celestial, minha surpresa, eram as mesmas ao Senhor: e foi o que aconteceu. expressando minha preocupação com mulheres que o bispo achava que Embora eu não conhecesse aque- ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA: RUTH SIPUS meu novo chamado. Não conhecia trabalhariam muito bem na Primária. las irmãs, eram perfeitas para seu ninguém na nova ala e precisava da Quando fui à Igreja no domingo, chamado. O Senhor sabia quem Ele ajuda Dele. Quando terminei de orar, o primeiro conselheiro do bispado queria chamar. Cresci muito ao passar senti o coração cheio de paz. ficou comigo do lado de fora da pela experiência de saber por mim Na manhã seguinte, orei e depois capela, mostrando-me quem eram mesma o que significa ser chamado fui realizar as tarefas domésticas minhas conselheiras e a secretária à por Deus por profecia. ◼14 A L i a h o n a
  17. 17. NOSSO L A R , NOSSA FA MÍLIA A MISSÃO DE VIDA DE UMA MÃE AMOROSA Peiholani Kauvaka E m minha juventude, em Tonga, minha mãe às vezes ajudava a dar as aulas do seminário. De meus cinco anos aos dez Acima: O pai usávamos camisa branca na Igreja e cortáva- anos de idade, ela sempre me acordava antes do de Peiholani, mos o cabelo ao estilo dos missionários. Como seminário e me levava para a casa onde a classe Moses; a mãe, sacerdote, eu abençoava o sacramento, e meus se reunia. Embora fosse uma caminhada de Lavinia, e a irmãos mais novos preparavam e distribuíam o menos de meio quilômetro pela trilha que atra- sobrinha no sacramento, como mestres e diáconos. Eu via vessava as goiabeiras, ela me perguntava: “Está minha mãe e meu pai nos observando, cui- terreno do com medo?” Eu respondia corajosamente: “Não”. dando para que cumpríssemos fielmente nossos Templo de Então, ela dizia: “Um dia você terá que ser deveres. Los Angeles corajoso e servir a seu Pai Celestial. Ele nos Antes de partir para a missão, minha mãe proveu todas as coisas, até um plano pelo qual Califórnia, disse: “Faça sua parte, e eu farei a minha. Vou podemos voltar a viver com Ele. Um dia você em 1999. jejuar e orar por você para que encontre pessoas irá para a missão e O servirá de todo o cora- para ensinar”. Ela continuou a jejuar e a orar por ção, poder, mente e força. Você precisa come- todos nós, seus quatro filhos, durante nossas çar desde já a preparar-se para ser um bom respectivas missões. Todos servimos fielmente e missionário”. voltamos para casa com honra. Meus pais acabaram se mudando com a famí- Em minha última conversa com ela antes de lia para Ontário, Califórnia, EUA. Minha mãe se seu falecimento, minha mãe disse: “Peiholani, viu num país desconhecido, incapaz de falar a eu lhe ensinei tudo o que sabia que era mais língua e sofrendo o choque cultural. Como uma importante nesta vida e na vida futura. A saber: galinha que protege os pintinhos sob as asas, ela o evangelho de Jesus Cristo é verdadeiro. O san- reunia todos nós, seus filhos, e rogava de joelhos gue expiatório de Jesus Cristo é salvação para ao Pai Celestial que nenhum dos filhos que Ele sua alma. Honre os convênios que fez com o lhe dera se afastasse da Igreja de Jesus Cristo dos Senhor no templo. Faça isso, e voltaremos a nosFOTOGRAFIA: CORTESIA DE PEIHOLANI KAUVAKA Santos dos Últimos Dias. Meus pais usavam a reunir em família. Sei disso sem dúvida alguma oração familiar, a leitura diária das escrituras, os porque o Pai Celestial e Jesus Cristo vivem”. jejuns periódicos da família, as noites familiares Meu testemunho foi edificado no evangelho, semanais e as reuniões da Igreja para buscar a por meio de cada palavra que minha mãe e meu ajuda do Pai Celestial a fim de fortalecer nossa pai disseram. Sei que nossa família voltará a se família. reunir um dia, porque meus pais cumpriram sua Meus pais nos incentivavam a comportar-nos missão de ensinar-nos o evangelho e de condu- como missionários desde nossa infância. Sempre zir-nos ao Salvador. ◼ Julho de 2011 15
  18. 18. MI VIDA, MI HISTORIA Histórias de fé e de inspira- ção de membros da Igreja latino-americanos. O s santos dos últimos dias destas páginas compar- tilharam sua história de convicção e crença no evangelho de Jesus Cristo em uma recente exposição do Museu de Histó- ria da Igreja. Coletivamente, eles representam milhões de santos latino-americanos. Vinte e quatro histórias foram expostas no Museu de História da Igreja, em Salt Lake City, Utah, durante o mês de junho de 2011. A exposição multimídia ainda pode ser vista na Internet, no site LDS.org/churchhistory/museum/ exhibits/mividamihistoria. Carmen Echeverría Wood Carmen nasceu em uma família reli- giosa, na Cidade da Guatemala, Gua- temala. Quando tinha nove anos, as missionárias SUD ensinaram o evan- gelho a sua família. Ela gostou de fre- quentar a Primária e disse que houve um novo sentimento de felicidade na família. Um ano depois, a famí- lia foi batizada. Ela conta: “Foi uma época simplesmente maravilhosa”. Ela se lembra de quando o Presidente David O. McKay (1873–1970) visitou a Guatemala em 1954 e ensinou às crianças o princípio do dízimo. Aos dezessete anos de idade, ela foi cha- mada para servir na Missão América Central e ficou grata por compartilhar “a esperança de uma vida melhor e de uma união familiar eterna”. 16 A L i a h o n a
  19. 19. Miriam Puerta Amato Miriam nas- ceu no Brasil. Quando quis servir missão, preencheu os papéis. Sete semanas depois, com a família reu- nida em casa, ela leu a carta de cha- mado para servir na Missão da Praça do Templo de Salt Lake City, Utah. Ela relata: “Quando li a carta, foi interes- sante ver que minha família gritou da mesma forma que o faz quando a seleção brasileira de futebol marca um gol. Eu também fiquei muito feliz e soube que era o Senhor quem estava me enviando”. Nelson Mousqués Pouco depois de Nelson nascer, em Assunção, Paraguai, seus pais conheceram os missionários. “Certo dia, meu pai estava no por- tão de casa e viu o Élder Higbee e o Élder Johnson, mas não sabia que eram missionários”, relembra o irmãoFOTOGRAFIAS: MARK J. DAVIS, CRAIG DIMOND, KENT MILES E CRAIG J. LAW Mousqués. “Ele pediu que minha irmã trouxesse duas cadeiras porque, disse ele, ‘esses rapazes vão mudar nossa vida’. Quando os missionários bateram à porta, ele abriu e disse: ‘Entrem. Estávamos esperando vocês’. Meu pai e toda a família filiaram-se à Igreja.” Julho de 2011 17
  20. 20. Robin Mendoza Robin foi criado no Equador numa família muito pobre, mas queria melhorar de vida. Certa vez, enquanto traba- lhava em uma plantação doze horas por dia, oroupedindo orientação, e um relâmpago riscou océu durante sua prece. Robin viu nisso umamensagem de Deus indicando que sua vidaseria promissora. “Eu sabia que meus senti-mentos vinham de Deus”, relembra Robin. Eleveio a saber que por meio da fé poderia mudarsua vida. Aos dezesseis anos, saiu de casa paratrabalhar em Guayaquil, onde foi batizado. Ainspiração contínua o levou até a UniversidadeBrigham Young, onde pôde satisfazer sua ambi-ção de adquirir instrução. Ursula Binder Brock A irmã Brock lembra-se de ter ponderado a res- peito do significado da vida quando tinha apenas cinco anos. Quando era adolescente, na Venezuela, os missionários ensinaramo evangelho a ela e a sua família, e eles forambatizados. Cheia de fé, ela foi chamada para sera presidente da Primária do ramo aos dezes-seis anos de idade. Hoje, depois de uma vidainteira de serviço, ela se deu conta de que paraela “a fé é uma decisão”. Ela explica: “Decidodar lugar para o Salvador em minha vida.Aprendi que a Expiação foi o mais maravilhosoe abnegado ato de amor em favor de toda ahumanidade. Meu Salvador e Redentor, que nosdá a paz, tornou-Se meu melhor amigo, algoconstante em minha vida”.18 A L i a h o n a
  21. 21. Lincoln Peters Lincoln morou com suafamília em Santiago, Chile, atéque sua mãe faleceu, quandoele tinha dez anos. Depoisdisso, ele foi morar com seutio e sua tia. Quando Lincolntinha dezoito anos, o ÉlderBarton e o Élder Bentley foramà casa de seus tios. A tia e aavó do Lincoln imediatamenteaceitaram o evangelho, masLincoln fugia dos missionários.Num domingo de manhã, suaavó, que geralmente era muitomeiga, foi até o quarto dele,arrancou a colcha da cama eanunciou que ele ia à igrejacom elas. Chocado com a con-duta incomum da avó e porrespeito a ela, ele se levantoue foi à igreja. Naquele dia, elesentiu algo novo e muito fortedentro da alma que mudousua vida. Em breve, tornou-seum dos primeiros conversosda Igreja no Chile. Julho de 2011 19
  22. 22. Luis e Karla HernándezLuis e Karla se conheceramquando eram adolescentesem Honduras. Começaram anamorar e logo se casaram.Luis, que não era membro daIgreja, admirava os pais deKarla, que “tratavam um aooutro com respeito e amor,e isso o fez querer conhecermais sobre os valores deles”.Em pouco tempo, Luis foibatizado, e Karla e Luis foramselados no Templo da Cidadeda Guatemala, Guatemala.Quando estavam com trinta epoucos anos, tiveram pro-blemas de relacionamento,e Karla saiu de casa, per-guntando a si mesma se seucasamento na adolescênciateria sido um erro. Luis jejuoue orou e pediu a Deus que“trouxesse Karla de volta paracasa, e Ele o fez. Ele o fez”.Hoje seu casamento está maisforte do que nunca.20 A L i a h o n a
  23. 23. Noemí Guzman de Abrea Noemí nasceu na Argentina, onde sua família se filiou à Igreja. Imigraram para os Estados Unidosquando ela era adolescente. Emboraadore ser americana, ela se sente maisfeliz quando pode vivenciar a culturada Argentina. “Na América Latina, aspessoas são muitíssimo calorosas.Elas o aceitam imediatamente, fazemamizade com você e o integram. Ado-ram estar com a família e os amigos edegustar boa comida. Isso é maravi-lhoso, e a oportunidade de vivenciaressa parte da cultura é algo que nãotrocaria por nada.” Omar Canals No Uruguai, em 1948, a mãe de Omar ofereceu seu guarda-chuva para duas missionárias da Igreja. Foi assim que ela começou aconversar com as missionárias, e a irmãmais velha de Omar veio a ser bati-zada tempos depois. Como nasceu em1948, Omar foi o primeiro bebê a serabençoado na Missão Uruguai, que foiaberta em 1947. Omar e seus pais forambatizados quando ele tinha oito anos.Alguns anos depois, Omar casou-secom sua namorada, e eles imigrarampara os Estados Unidos. Já trabalhandocomo locutor, Omar foi contratado pelaIgreja, em 1973, e tornou-se intérpretede espanhol para a conferência geral. ◼ Julho de 2011 21
  24. 24. Fé para Atender ao CHAMADO Todos devemos ter no coração a ardente convicção de que esta é a obra de Deus e que ela exige o melhor que pudermos dar de nós para a edificação dos “lugar[es] desolado[s] de Sião”. E m 1849, apenas dois anos depois da chegada dos santos ao Vale do Lago Salgado, o Élder Parley P. Pratt, do Quórum dos Doze Apóstolos, liderou uma expedição ao sul de Utah. Quanto mais para o sul avança- vam, mais difícil se tornava o terreno. Depois de descerem quase mil metros abaixo do nível da Grande Bacia até a convergência dos rios Virgin e Santa Clara (ao sul da atual St. George, Utah), a terra era seca e arenosa, vulcânica e áspera. Os batedores não gostaram do que viram. Um deles escreveu no diário: “Passamos (…) por um trecho acidentado, rochoso e quase indescritível, com topografia variada e confusa. (…) Surgiu a nossa frente uma vasta área de acidentes topográficos caóticos, com altas colinas, desertos [averme- O ÚLTIMO CARROÇÃO, DE LYNN GRIFFIN lhados], planícies áridas e tristes, rochas perpendiculares e placas de argila soltas, (…) formações de arenito (…) com formas inconcebíveis — em suma, uma região caótica, com as entranhas à mostra, evisceradas por terríveis con- vulsões de uma era antiga”.1 Porém, por mais acidentada que fosse a região sul, os rochedos erodidos e castigados pelo vento e os desfila- deiros desérticos da região de San Juan, a leste, pareciam ainda mais inóspitos. Os líderes da Igreja sabiam que seria difícil dominar aquele quadrante inóspito e desconhecido, mas desejavam estabelecer comunidades da Igreja naquele lugar. Em 1879, na conferência trimestral da Estaca Parowan, cerca de 250 pessoas aceitaram o chamado do Presidente John Taylor de estabelecer a Missão San Juan. Com 80 carroções e cerca de mil cabeças de gado e cava- los, começaram a desbravar o caminho através de territó- rio íngreme e inexplorado, com suas montanhas coroadas de neve e enormes pináculos de pedra. Em busca da rota mais curta até San Juan, aqueles22 A L i a h o n a
  25. 25. Élder Jeffrey R. Holland Do Quórum dos Doze Apóstolosprimeiros exploradores venceram um a um os obs-táculos, mas logo se depararam com a maior e maistemida de todas as barreiras: o intransponível abismodo desfiladeiro do Rio Colorado. Por milagre, seusesgotados batedores encontraram uma estreita pas-sagem no desfiladeiro — uma fenda que descia pormais de seiscentos metros pelas escarpas averme-lhadas até o Rio Colorado abaixo. Aquele solitário equase mortal “buraco na rocha” parecia ser o únicomeio de acesso possível para o lado leste. A maior parte da fenda, no entanto, era estreitademais para os cavalos, e em alguns pontos até paraum homem ou uma mulher passar. Havia desní-veis de até quase 25 metros que pareciam tornar oobstáculo intransponível até para cabras montesas,quanto mais para carroções carregados. Mas osintrépidos santos não tinham intenção de recuar eassim, com dinamite e ferramentas, trabalharam dedezembro de 1879 a janeiro de 1880, abrindo umaestrada precária e primitiva na face do precipício dodesfiladeiro. Ao concluírem o leito daquela estrada, tal comoestava, passaram à tarefa de fazer chegar à passa-gem os primeiros 40 carroções. Os outros carroçõesficaram esperando a oito quilômetros dali, em Fifty-Mile Spring, para seguirem posteriormente. Eles se organizaram de modo que “uma dezenaou mais de homens ficavam atrás de cada car-roção” segurando longas cordas para reduzir avelocidade da descida. As rodas eram travadascom correntes para que deslizassem sem girar, oque, se ocorresse, seria uma catástrofe. Em um dos momentos grandiosos da história dos Julho de 2011 23
  26. 26. O que estamos vendo nesses exemplos de pioneiros fiéis? É o mesmo que vimos quando os santos par- tiram de Nova York, da Pensilvânia, de Ohio e do Missouri, e depois quando fugiram de sua amada Nauvoo, atravessando um rio congelado, com o templo em chamas ao fundo. pioneiros, eles fizeram descer, um a um, todos os carro- ções pelo traiçoeiro precipício. Ao chegarem ao fundo do desfiladeiro, começaram animadamente a atravessar o rio, transportando os carroções em uma chata [embarcação de fundo achatado e costado baixo] que construíram para esse fim. A família de Joseph Stanford Smith estava no último carroção a ser baixado naquele dia. O irmão Stanford Smith tinha metodicamente ajudado cada um dos outros carroções a descer, mas os demais pareciam ter esquecido que a família Smith, os últi- mos da fila, ainda precisariam de ajuda. Profundamente preocupado com o fato de que ele e a família tinham aparentemente sido abandonados, Stanford levou seus cavalos, o carroção e a família para a beira do precipício. Uma parelha foi atrelada à frente do carroção, com um terceiro cavalo atrelado atrás, ao eixo traseiro. A família Smith parou por uns instantes, a contemplar o traiçoeiro “buraco”. Stanford virou-se para a mulher, Arabella, e disse: “Acho que não vamos conseguir”. Ela respondeu: “Mas temos de conseguir”. Ele disse: “Se tivéssemos uns poucos homens para segurar o carroção, talvez conseguíssemos”. Então, a esposa disse: “Eu vou segurar o carroção”. Ela estendeu uma colcha no chão e deitou sobre ela seu bebê, deixando-o aos cuidados de seu filho Roy, de três anos, e de Ada, de cinco. “Segurem seu irmãozinho até o papai voltar para pegá-los”, instruiu ela. Depois, Belle Smith se posicionou atrás do carroção e segurou com toda força as rédeas do cavalo atrelado à parte traseira do carroção. Stanford começou a conduzir a parelha para baixo. O carroção inclinou-se para frente. Com o primeiro solavanco, o cavalo de trás caiu. A irmã Smith correu atrás dele e do carroção, puxando as cordas com toda a força e coragem que tinha. Logo, ela também caiu, e ao ser arras- tada junto com o cavalo, uma pedra pontiaguda abriu-lhe24 A L i a h o n a
  27. 27. um talho na perna, do calcanhar à Quando Chega o Chamado cintura. A valente irmã, com as rou- A expedição Buraco-na-Rocha foi pas rasgadas e um grave ferimento, apenas um dos muitos exemplos de agarrou e puxou as cordas com toda determinação e devoção demonstra- força e fé por todo o declive até a dos pelos primeiros santos ao respon- margem do rio. derem ao chamado de seu profeta. Ao chegar ao fundo do desfila- Outro exemplo foi a criação da Mis- deiro, quase sem crer no que tinham são Muddy, que ficava no atual estado de Nevada, e os que foram chamados para servir nela. Como aconteceu com muitos dos assentamentos pio- neiros, a região do Rio Muddy prome- tia uma vida muito dura e foi preciso buscar muita força no fundo da alma ao receberem o chamado de instala- rem-se naquele lugar. Alguns dos que foram chamados na década de 1860 sem dúvida devem ter-se perguntado: “Entre todos os lugares do mundo, por que o Muddy?” Bom, de fato havia razões. Primeira- mente, a Guerra Civil norte-americana havia possibilitado o envio de produ- tos pelo Rio Colorado. Em segundo lugar, quando a guerra cortou o fluxo feito, Stanford imediatamente subiu tradicional proveniente das fontes correndo os quase 700 metros até de produtos têxteis, a Missão Cotton o topo do penhasco, temeroso pela [algodão] já tinha sido estabelecida segurança dos filhos. Ao chegar à em St. George e Washington, próximo borda do penhasco, viu os três filhos dali. Presumia-se que o algodão neces- exatamente na mesma posição em sário à tecelagem pudesse ser culti-Quando seu pai foi chamado que tinham sido deixados. Com o vado na região do Muddy. Terceiro, ospara mudar-se com a família bebê no colo e os dois outros peque- santos dos últimos dias sentiam fortepara a difícil Missão Muddy, no nos agarrados às suas roupas, ele obrigação de trabalhar com as tribosatual estado de Nevada, EUA, refez a penosa descida até a mãe que indígenas da região, de ajudá-las eElizabeth Claridge (acima) os aguardava ansiosa. À distância, de alimentá-las, com a esperança dechorou, mas declarou: “Eu não viram cinco homens caminhando em educá-las. sua direção com correntes e cordas. Mas, apesar de tudo isso, a regiãoo teria como pai se ele não Percebendo o apuro em que a família era uma terra inóspita, árida e solitá-atendesse ao chamado”. Smith se encontrava, tinham ido aju- ria. Parecia não ter nada a oferecer, dar. Stanford gritou: “Podem deixar, a não ser calor e trabalho árduo. Era amigos. Conseguimos nos virar. [A isolada, quase que desolada, e o rio Belle] aqui é toda a ajuda de que um que a identificava [Muddy, que em homem precisa para [esta jornada]”.2 inglês significa lamacento] tinha um Julho de 2011 25

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