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Abstrato do Livro de Carlos Julio - A Economia do Cedro
 

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A Economia do Cedro, novo livro de Carlos Júlio tem uma grande ambição, proporcional à força da árvore que o inspirou. Para alguns, se contenta em ser como a semente, germinará em 90% dos casos ...

A Economia do Cedro, novo livro de Carlos Júlio tem uma grande ambição, proporcional à força da árvore que o inspirou. Para alguns, se contenta em ser como a semente, germinará em 90% dos casos e demorará anos para ser notada e transformada em arbusto, mas quando o fizer, terá raízes fortes e condições para enfrentar as adversidades.

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    Abstrato do Livro de Carlos Julio - A Economia do Cedro Abstrato do Livro de Carlos Julio - A Economia do Cedro Document Transcript

    • A Economia do Cedro Segredos de um movimento que está revolucionando o nosso mundo Carlos Alberto JulioHá mais de um século, a discussão em torno do desafio humano tem sedesenvolvido a partir de um embate dicotômico, em que se opõem capital etrabalho, liberalismo e socialismo, individualismo e coletivismo, em paradigmasque normalmente apontam para um pensamento de direita e outro de esquerda.Genericamente, essa divisão responde por um pensamento “inside de box”,resultado da intensa propaganda ideológica bipolar que serve de motor à mídia, àacademia e à religião.Especialmente a partir dos anos 60, constituiu-se uma via alternativa, pavimentadasobretudo pelos movimentos pacifistas e pela preocupação ecológica e ambiental.Pelo menos a princípio, no entanto, essa militância pós-hippie romantizou ereduziu o debate político. Os radicais ganharam rótulos depreciativos (e muitasvezes injustos) como “ecochatos” e “verdes xiitas”.Afinal, propostas do tipo “desmatamento zero” estabeleceram feroz oposição aprojetos imprescindíveis ao bem-estar das populações, como a construção deestradas ou de usinas hidrelétricas. Nesses primórdios da luta em defesa doplaneta, outros grupos elegeram como foco a proteção de um lugar ou espécie, semprestar devida atenção aos ecossistemas integrados.Muitas vezes, o “progresso” econômico foi diretamente associado à degradação derecursos físicos e dos valores intangíveis. Todo empreendedor era, segundo essepensamento, um inimigo cruel da natureza e das pessoas, de modo que deveria sercombatido e destruído.Essa conduta rebelde derivava sobretudo da percepção do rápido processo dedeterioração da paisagem, iniciado com a Revolução Industrial e potencializadocom os surtos de urbanização que marcaram o Século 20. Na América Latina,cidades enegrecidas por fumaça e fuligem, cortadas por rios mortos, compuseramos cenários de vida daqueles nascidos no período entre-guerras.Em 1987, no entanto, uma expressão converteu-se em referência de um novomodelo de pensamento, que eu arriscaria determinar como “outside the box”, no C. A. Julio Consultoria Empresarial Ltda. Al. Rio Negro, 585 – cj 141 – Torre A – Centro Adm. Rio Negro – 06454-000 - Alphaville – Barueri – SP Fone 11 2176-3533 – www.carlosjulio.com.br - atendimento@carlosjulio.com.br
    • qual foram contempladas as demandas humanas e, ao mesmo tempo, a atenção aopatrimônio natural. O termo “desenvolvimento sustentável” é a chave conceitualdo documento Nosso Futuro Comum, também nomeado Relatório Brundtland, numahomenagem à então chefe da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente eDesenvolvimento, a primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland.No decorrer do tempo, essa concepção holística ganharia musculatura esofisticação. Aplicada ao universo corporativo, seria associada à ideia deresponsabilidade. Nessa área, cabe citar o ensinamento pioneiro do professorMichael Porter, da Harvard Business School. Segundo ele, as ações sociais eambientais deveriam ser integradas à estratégia econômica das empresas, numapauta unificada e dinâmica.Descompasso e consciência de correçãoNos primeiros anos deste novo milênio, aprofundou-se a consciência acerca dessatarefa dual, em que a geração de riqueza e conforto precisa adaptar-se a umroteiro de preservação e recuperação das fontes de energia e da biodiversidade. Aomesmo tempo, entretanto, o aprimoramento de métodos e ferramentas medidoresdo impacto ambiental revelou um quadro de enormes descompassos.Os dados mais assustadores atestaram uma drástica mudança nos padrõesclimáticos. O mais completo documento sobre o assunto foi publicado em 2008,com informações coletadas até o ano anterior, pelo Painel Intergovernamental deMudanças Climáticas (IPCC), estabelecido em 1988 pelo United NationsEnvironment Programme (UNEP) e pela World Meteorological Organization (WMO),pouco depois da divulgação do relatório Brundtland (Our Common Future).Nesse trabalho de avaliação, o IPCC contou com a colaboração de 1200pesquisadores e autores de artigos científicos e de mais de 2500 especialistas.A síntese do documento é aberta com a seguinte afirmação:O aquecimento do sistema climático é inequívoco, como evidenciam já osaumentos observados na média mundial da temperatura do ar e do oceano, oderretimento generalizado de neves e geleiras, bem como a elevação da médiamundial do nível do mar.O relatório mostra que, entre 1995 e 2006, figuram 11 dos 12 anos mais quentesregistrados na superfície do planeta desde 1850. Entre 1906 e 2005, o aumento datemperatura foi de 0,74 C., superando a média do período de 1901 a 2000, de 0,6C., indicada no informe de avaliação anterior. C. A. Julio Consultoria Empresarial Ltda. Al. Rio Negro, 585 – cj 141 – Torre A – Centro Adm. Rio Negro – 06454-000 - Alphaville – Barueri – SP Fone 11 2176-3533 – www.carlosjulio.com.br - atendimento@carlosjulio.com.br
    • Dos mais de 29 mil dados coletados em 75 estudos, mais de 89% indicarammudanças significativas em sistemas físicos e biológicos em resposta aoaquecimento. Com um “grau de confiança alto”, os sistemas hídricos tambémforam afetados em volume e qualidade pelo fenômeno.O trabalho do IPCC alerta que o aumento da temperatura exigirá mudanças nagestão agrícola e florestal em várias regiões, com maior probabilidade deocorrência de incêndios e ataques de pragas. A saúde humana também seráafetada. Ondas de calor podem matar na Europa. Ocorrerá uma alteração nosvetores de enfermidades infecciosas em várias áreas. São previstos danos a váriosecossistemas terrestres, como a tundra, os bosques boreais e as áreasmontanhosas. Os sistemas costeiros e marinhos também serão afetados, comomangues, arrecifes de coral e biomas de gelos marinhos.A face enferrujada da moedaMuitos desses descompassos se devem à “economia da irresponsabilidade”, que semanifesta também no campo da gestão e da administração de ativos financeiros. Acrise de 2008-2009, que irradiou-se sobre 2010, confirmou as previsões de NourielRoubini, o economista turco naturalizado norte-americano também conhecidocomo Dr. Doom. Já em 2005, ele afirmara que os negócios envolvendo imóveisresidenciais surfavam numa onda especulativa que faria afundar toda a economia.Previra também uma recessão persistente e uma crise bancária sistêmica eextensiva.Convicto, Roubini dissera que a médio prazo presenciaríamos um rearranjo no jogodas potências econômicas mundiais, com redução do poder do G7 e ampliação daparticipação do BRIC. O turco previra ainda que a crise afetaria as economiasavançadas e provocaria uma diminuição no valor das commodities. No entanto,sublinhara que os mercados emergentes, mesmo experimentando umadesaceleração, teriam garantida a continuidade do crescimento. Em suma, eleadivinhava o surgimento de um mundo multipolar.Na verdade, a “crise do subprime” já tinha se iniciado bem antes. Entre 2002 e2004, um volume significante de dinheiro estrangeiro entrou nos Estados Unidos,sobretudo das economias asiáticas emergentes e dos países produtores de petróleo.Ampliou-se rapidamente o crédito, na forma de hipotecas e também deempréstimos para a compra de veículos e para o consumo em geral. Facilidadeseram concedidas a clientes que não comprovavam renda e com histórico deinadimplência. C. A. Julio Consultoria Empresarial Ltda. Al. Rio Negro, 585 – cj 141 – Torre A – Centro Adm. Rio Negro – 06454-000 - Alphaville – Barueri – SP Fone 11 2176-3533 – www.carlosjulio.com.br - atendimento@carlosjulio.com.br
    • Logo setores expressivos da população assumiram uma carga de dívidas semprecedentes. Esse foi o período dourado do crédito fácil. Nesses círculos denegociações irresponsáveis, incubou-se o vírus da crise.A virtualidade transformou os agenciadores de crédito em apostadores compulsivos,que levaram para seus escritórios a irresponsabilidade lúdica dos jogadores deBanco Imobiliário. Em busca de lucros fantásticos e bônus milionários, essesprofissionais não hesitaram em arriscar o dinheiro dos clientes e a segurança dasinstituições que representavam. Muitos deles ajudaram a quebrar seus bancos e, nacara de pau, ainda se mobilizaram para cobrar as tais polpudas comissões.Pode-se afirmar que a crise gerou, pelo menos, um benefício. Muita gentearrogante, supostamente conhecedora de tudo, teve que baixar o queixo ereaprender com a realidade. Isso valeu para donos de banco, investidores,diretores de empresas, economistas e jornalistas especializados. A crise aplicouuma lição de humildade nos sabichões. E estendeu o conceito de sustentabilidade àgestão corporativa e à administração de capitais.Mundo de paradoxosNos últimos 200 anos, a humanidade experimentou um espetacular processo deevolução tecnológica, especialmente no campo da produção. Em termos absolutos,no entanto, nunca tivemos contingentes tão grandes de famintos, de oprimidos ede desesperançados. Se um extraterrestre resolvesse estudar a Terra, certamenteficaria perplexo com a desigualdade, a mais marcante característica dahumanidade.Ele constataria que alguns humanos mantêm adegas com finos vinhos, enquantooutros não dispõem sequer de água potável em casa. Nos dois primeiros meses de2010, por exemplo, 860 mil pessoas morreram por conta de enfermidadesassociadas ao consumo de água contaminada. Na entrada de março desse ano, 1,3bilhão de humanos viviam em locais sem acesso regular a água potável.Esses contrastes têm gerado preocupação, e também vergonha. Essa reação desaudável inconformismo está na base do que convencionei chamar de Economia doCedro, uma revolução sem líderes, sem cartilha e sem propaganda oficial, mas queganha adeptos a cada dia. Ora, mas por que foi assim batizada?Porque o cedro, natural de uma região que abrange Líbano, Síria e Turquia, temuma história fantástica. Ele está presente, por exemplo, na origem do comércioregular. Afinal, sua madeira compacta e homogênea foi utilizada pelos fenícios, naAntiguidade, para a construção de suas embarcações. Os egípcios empregavam suaresina nos trabalhos de mumificação, ou seja, na preparação para a vida eterna. C. A. Julio Consultoria Empresarial Ltda. Al. Rio Negro, 585 – cj 141 – Torre A – Centro Adm. Rio Negro – 06454-000 - Alphaville – Barueri – SP Fone 11 2176-3533 – www.carlosjulio.com.br - atendimento@carlosjulio.com.br
    • Serviu como base estrutural a monumentais construções. Afirma-se que foi usadono famoso Templo de Salomão, em Jerusalém, e também nos palácios dos reis Davie Salomão. A Bíblia, aliás, faz 75 menções à árvore.O cedro, porém, costuma frustrar quem a cultiva sem conhecer suas singularescaracterísticas. Nos três primeiros anos, alcança uma altura média de 4 e 5centímetros. Aparentemente, pouco. Nesse mesmo período, entretanto, suas raízesavançam até 1,3 metro dentro da terra. Aos quatro anos, tem início uma nova fasede crescimento, lento e contínuo, de cerca de 20 centímetros anuais.Entre os 20 e 40 anos, são geradas as primeiras sementes. Aí, vem a maturidade. Ocedro pode chegar a 40 metros de altura e seu tronco talvez supere os 2,5 metrosde diâmetro. A copa tende a desenvolver vários patamares. Em alguns casos, aárvore apresentar-se-á tão larga quanto alta, constituindo uma imagem deharmonia, vigor e solidez. O cedro vive por séculos e séculos, com viço e saúde.Um emblema do novo tempoA biografia do cedro inspirou um pensamento ainda mais complexo sobre onecessário processo de aperfeiçoamento das relações entre pessoas e pessoas, bemcomo entre pessoas e natureza. Se quisermos vencer os desafios do mundo atual,precisaremos, de alguma forma, aprender algumas lições com a boa árvorelibanesa. Somente com solidez, integralidade e harmonia poderemos vencer oscinco grandes desafios binomiais da atualidade: 1. prosperidade + sustentabilidade; 2. geração de riqueza + justa distribuição; 3. geração de resultados + qualidade de vida no trabalho; 4. concorrência + valores e princípios; 5. pensar + fazer.De certa forma, a busca desses equilíbrios já orienta vários modelos de reciclagemda economia capitalista, alguns deles locais, outros setoriais. Aqui e acolá, aspessoas já lhes dão nomes, tais como economia wiki, capitalismo distributivo ousupercapitalismo. Alguns falam em “Era da Sustentabilidade” ou “Era daResponsabilidade”.Essas expressões, entretanto, designam apenas algumas das características dessarevolução, e não dão conta de sua complexidade. Por isso, tenho preferido utilizaro termo simbólico “Economia do Cedro”. As lições oferecidas pela “árvore dasárvores” servem perfeitamente à confecção de um projeto de mudança consistentena gestão dos negócios humanos. C. A. Julio Consultoria Empresarial Ltda. Al. Rio Negro, 585 – cj 141 – Torre A – Centro Adm. Rio Negro – 06454-000 - Alphaville – Barueri – SP Fone 11 2176-3533 – www.carlosjulio.com.br - atendimento@carlosjulio.com.br
    • Depois de 40 anos de trabalho, alternados entre a academia e a direção de grandesempresas, acredito que esses são os cinco inputs básicos para a implantação dessemodelo dinâmico de economia. Para muitos de nós, no entanto, a perguntarecorrente ainda será: “por que preciso cuidar disso tudo se não vou estar aquipara ver no que vai dar?”A resposta é simples: já sentimos, no presente, os efeitos do velho sistema dairresponsabilidade. São as turbas de imigrantes que vagam pelo mundo sem rumo.São os grupos de jovens descolados de suas famílias e, por extensão, dos valoreséticos. São as doenças do trabalho, graves, ceifando vidas diariamente. São asmudanças climáticas adulterando cenários. São as tristezas e sofrimentosassociados ao modo de vida vigente.O descompasso já nos afeta e, claramente, coloca em risco as vidas de nossos filhose netos, pessoas que conhecemos e amamos. É difícil conceber, por exemplo, quefuracões e praias inundadas serão parte da vida de nossos herdeiros imediatos.Esse raciocínio vale para a maior parte dos empreendimentos corporativos. Aprosseguir o processo de degradação do planeta, inúmeras atividades serãogravemente afetadas ou simplesmente desaparecerão, do turismo à produção depapel e celulose, do agronegócio à indústria da construção civil. Como imaginaruma economia divorciada de grandes segmentos da indústria de transformação edesfalcada de significativos contingentes de consumidores?Ao refletir seriamente sobre esses acontecimentos, passamos a revalorizar osprocessos sustentáveis de produção e crescimento. E reitero que o símbolo perfeitodesse novo paradigma é justamente o cedro. Ele é paciente e persistente. É lento,mas convicto. É pequeno, mas sabe que vai tomar corpo. Vive de forma modestadurante muito tempo, mas projeta suas raízes profundamente. Durante anos, nembelo é, mas não duvida de que será o Adônis da floresta futura.O lugar do Brasil nessa revoluçãoA Economia do Cedro, não importa o nome que ganhará no futuro, seráfundamental ao rearranjo da nossa casa global. Converter-se-á numa revolução deconhecimentos compartilhados, de conciliação e de inovação permanente. Tudo vaimudar, num movimento vertiginoso de destruição criativa de modelos e condutas.O marketing, por exemplo, já experimenta transformações profundas. Hoje, aordem é estabelecer uma integração harmônica entre produção, logística, vendas,controle de dados, finanças e sistemas de comunicação interna e externa. Se ameta é criar uma percepção positiva da organização, todos devem tomar parte no C. A. Julio Consultoria Empresarial Ltda. Al. Rio Negro, 585 – cj 141 – Torre A – Centro Adm. Rio Negro – 06454-000 - Alphaville – Barueri – SP Fone 11 2176-3533 – www.carlosjulio.com.br - atendimento@carlosjulio.com.br
    • esforço para a constituição de modelos de ação que tenham como pilares a ofertade qualidade com responsabilidade.Essa metamorfose também descentralizará poderes e definirá novos centroscriativos no planeta. Não se despreza a contribuição da Europa e dos EstadosUnidos à construção do bem-estar relativo alcançado pela via do capitalismo. Hoje,no entanto, as fontes de ideias estão distribuídas por todo o planeta,especialmente em razão do avanço da comunicação digital. Bons projetosindustriais iniciados numa fábrica japonesa, por exemplo, são aperfeiçoados naÍndia, ganham contribuições na Rússia, recebem correções na Austrália e acabamrecebendo um toque de design brasileiro ou mexicano.Esse processo exibe o modelo de raiz, em que a grande árvore da economia recebenutrientes captados por diferentes terminais de alimentação. Nesse cenário demudanças, o Brasil certamente está se transformando em protagonista,fortalecendo e diversificando sua economia.Mas vale aqui uma observação de caráter antropológico. Por natureza, somosantropofágicos. Devoramos as coisas com gosto. Importamos, sim, mas submetemostudo a uma digestão crítica. Trata-se de uma tradição de reinvenção ereelaboração, em que os elementos da cultura nativa se fundem organicamentecom a cultura dos outros.A rigor, se misturamos mais, é porque temos essa vocação nata. Não somos umajustaposição, tampouco uma coleção de tipos humanos puros. Com quase 190milhões de habitantes, o Brasil é um país mestiço, aliás, muito mestiço. Se hámistura genética, há também mistura cultural. Aqui, nunca para de girar a roda dareinvenção.Somos, pois, o povo do mundo inteiro, aglutinado num espetacular laboratório deconvivência. Somos os nativos que há 9 mil anos chegaram à América do Sul, depoisde uma caminhada de gerações iniciada na Ásia. Estes índios, vindos do Oeste docontinente, também eram desbravadores. Nas bordas do Atlântico, procuravam aTerra Sem Males, onde havia paz e solo fértil.Somos os europeus portugueses, aqui instalados desde 1500, cuja imigraçãoalcançou até a metade do Século 20. Somos o povo da África, agregados aosmilhões, entre 1530 e 1850. Somos os europeus de outras nacionalidades,sobretudo italianos, espanhóis e alemães que aqui desembarcaram a partir dasegunda metade do Século 19. Somos os imigrantes japoneses, aqui estabelecidosdesde 1908. Somos a gente do Oriente Médio, como os sírios e libaneses. E somos osimigrantes recentes, sobretudo os coreanos, chineses e bolivianos. C. A. Julio Consultoria Empresarial Ltda. Al. Rio Negro, 585 – cj 141 – Torre A – Centro Adm. Rio Negro – 06454-000 - Alphaville – Barueri – SP Fone 11 2176-3533 – www.carlosjulio.com.br - atendimento@carlosjulio.com.br
    • Nós, brasileiros, patinamos na “caixa de brita” quando toleramos o “jeitinho”,associado à enganação, à embromação e à gambiarra. Também nos atrapalhamosao cultivar o gosto pelo provisório e certo desprezo por normas e regulações. Noentanto, também colecionamos características que nos credenciam a assumirpapéis de liderança na Economia do Cedro. Somos versáteis, adaptáveis, criativos,inventivos, mobilizáveis, solidários e conciliadores.Esses atributos nos dão velocidade competitiva na revolução em curso. E, acredite,podem ser encontrados também longe dos clubes de futebol e das escolas desamba. São responsáveis pelo sucesso de grandes empresas, de fábricas de aviões amineradoras.O nome do jogoPouco antes de concluir o livro que inspirou este artigo, recebi um arquivo de vídeocom uma entrevista em que um senhor de cabelos brancos falava sobre o sentidoda vida. Comecei a assistir, sem prestar muita atenção, mas logo percebi que alihavia um bom conteúdo. As palavras eram simples, mas profundas.A estrela do registro de 9 minutos e 54 segundos era Robert Happé, um holandêscuja história decidi pesquisar. Nasceu durante a II Guerra Mundial, evento queesfacelou sua família. Estudou Psicologia, serviu o exército e resolveu viajar pelomundo. Foi cozinheiro, garçom e trabalhou em mesas de pôquer. Andou peloLíbano, estudou filosofia oriental na Índia e pesquisou as culturas do Nepal, Tibet eCamboja.Esse filósofo da práxis, hoje sexagenário, conheceu o vedanta, o budismo e otaoísmo, convivendo e trabalhando com nativos de diferentes países. Depois demais de 30 anos de peregrinação, resolveu dividir seus conhecimentos por meio delivros, seminários e palestras em universidades, centros de estudo e entidades nãogovernamentais.Seguindo a metodologia que me facilita a vida de educador, separei algumas ideiasde Happé que merecem uma reflexão. 1) Todas as pessoas do mundo querem ser amadas. Porém, de alguma forma, é difícil para as pessoas amarem umas às outras e trocarem coisas de uma forma honesta. 2) O mundo ficou “louco” e ninguém respeita mais ninguém. As pessoas passam 12 horas por dia no trabalho preocupadas em ganhar dinheiro para pagar suas contas. C. A. Julio Consultoria Empresarial Ltda. Al. Rio Negro, 585 – cj 141 – Torre A – Centro Adm. Rio Negro – 06454-000 - Alphaville – Barueri – SP Fone 11 2176-3533 – www.carlosjulio.com.br - atendimento@carlosjulio.com.br
    • 3) Chegamos a um período da evolução em que as pessoas começam a perceber que deve ocorrer uma mudança de consciência para que tenhamos um mundo melhor. 4) Hoje, ainda estamos amarrados a opiniões cristalizadas sobre pessoas ou situações, de modo que estamos sempre julgando e apontado o dedo para os outros. Esse é um jogo viciado e que não nos favorece. O bom jogo, ao contrário, é o jogo do amor, do aprendizado para a integração.Realmente, tornar-se difícil discordar de Happé. Gostaria apenas de comentaralgumas dessas opiniões. De fato, a Economia assumiu um papel decisivo na históriada humanidade. No entanto, é importante notar que o próprio conceito estáretornando magicamente a suas raízes. Pouca gente sabe, mas sua origem gregaestá associada ao conceito de administração de um lar ou família.Certamente, vivemos uma era de descompassos, como exposto no início destetexto. A humanidade não tem trocado as coisas de forma honesta. E, sim, o mundodas finanças nem sempre tem servido a fomentar o desenvolvimento. Muitas vezes,a posse da moeda tem permitido a ascensão de tiranos, irresponsáveis eaproveitadores, muitos deles totalmente apartados do verdadeiro mundoprodutivo.Pessoalmente, porém, não creio que a busca do lucro seja algo pecaminoso. Olucro deveria constituir-se em justo prêmio concedido ao trabalho decente.Costumo dizer que hoje se confunde a busca do lucro com a ganância, estaaltamente destrutiva. O grande pensador Peter Drucker, disse mais de uma vez queo lucro não é uma causa, e sim uma consequência. Theodore Levitt, da HarvardBusiness School, também professava essa teoria. Ensinava que os negócios deviamfocar na satisfação e manutenção dos clientes e condenava a busca do “lucro pelolucro”. Segundo ele, se não puder ser determinado um objetivo maior, a empresanão pode justificar moralmente sua existência.Não tenho dúvida de que o problema do mundo atual não é a empresa. Na verdade,acredito piamente que ela esteja na base da solução para os problemas globais. Noentanto, precisamos modificar condutas, redefinir missões e constituir companhiasdiferentes, que não sejam fontes de destruição, dor e angústia.Happé tem plena razão ao identificar o nascimento de uma nova consciência e umamudança de postura. De fato, o aprendizado em curso deve conduzir à paz deespírito que permitirá o despertar de nossas incríveis capacidades criativas. Maisimportante, no entanto, é que reconheçamos, de uma vez por todas, quecarregamos todos a essência do divino. Provaremos essa bênção no dia em quegerarmos prosperidade por meio da partilha e da cooperação, sem destruir o lindo C. A. Julio Consultoria Empresarial Ltda. Al. Rio Negro, 585 – cj 141 – Torre A – Centro Adm. Rio Negro – 06454-000 - Alphaville – Barueri – SP Fone 11 2176-3533 – www.carlosjulio.com.br - atendimento@carlosjulio.com.br
    • lar que nos foi entregue por Deus. O jogo da Economia do Cedro é, certamente, ojogo do amor.Este é o novo livro de Carlos Alberto Júlio, “A Economia do Cedro” da EditoraLivros de Safra. Se interessou e quer ler na íntegra?Compre agora através do site:http://www.livrosdesafra.com.br/2011/02/08/a-economia-do-cedro/Disponível também nas livrarias Cultura, FNAC, La Selva, Livraria da Vila, Saraiva,etc.Conheça outros livros do Júlio através do site:http://www.carlosjulio.com.br/bibliografiaContrate também a palestra “A Economia do Cedro” para seu evento ou empresa.Alto teor motivacional e de reflexão, e riquíssimo em conteúdo.Faça uma consulta de agenda e orçamento sem compromisso através do e-mailatendimento@carlosjulio.com.br, pelo telefone (11) 2176-3533 ou através do sitewww.carlosjulio.com.br/contato C. A. Julio Consultoria Empresarial Ltda. Al. Rio Negro, 585 – cj 141 – Torre A – Centro Adm. Rio Negro – 06454-000 - Alphaville – Barueri – SP Fone 11 2176-3533 – www.carlosjulio.com.br - atendimento@carlosjulio.com.br