Coerência textual

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  • 1. COERÊNCIA TEXTUALCOERÊNCIA TEXTUAL
  • 2. Coerência X IncoerênciaCoerência X Incoerência “– Isso que você está falando é incoerente...” “– O depoimento dele é bastante coerente...” O que é ser coerente? O que caracteriza a incoerência? Esses conceitos relacionam-se à lógica... à lógica das ideias. Ser coerente então refere-se à explicitação de uma ideia logicamente estruturada. Ser incoerente, sem dúvida, é o inverso. Se estamos aqui tratando da linguagem – seja ela oral ou escrita –, faz-se necessário verificarmos o que torna nosso texto coerente, já que a incoerência inviabiliza o compartilhamento de sentidos e, consequentemente, desestabiliza o processo de comunicação.
  • 3. Vejamos... Eugênio havia trabalhado no computador até tarde, mas ainda estava trabalhando no computador. Pedro chegou sozinho na escola, pois seu amigo não foi à aula, entretanto estava doente. Nossa! Tive um curto-circuito! É claro que, ao ouvirmos ou lermos essas frases, sentimos um estranhamento... Algo não nos soa bem... É esse sentimento que, de alguma forma, torna perceptível para nós a incoerência. O que teria gerado em nós esse estranhamento?
  • 4. Qual a causa da incoerência desses textos? Eugênio havia trabalhado no computador até tarde, mas ainda estava trabalhando no computador. Nesse texto, existem problemas na continuidade temporal dessas informações. Se Eugênio havia trabalhado, como ele ainda estava trabalhando? Pedro chegou sozinho na escola, pois seu amigo não foi à aula, entretanto estava doente. Ora, nossa expectativa, nesse texto, não é respeitada... Se alguém está doente, o esperado é que fique em casa.Estar doente, portanto, é causa para estar ausente da escola e não impedimento. Nossa! Tive um curto-circuito! Nessa frase, a incoerência se estabelece quando um conhecimento geral é contrariado... Seres humanos não são suscetíveis a curtos-circuitos, apenas máquinas e equipamentos.
  • 5. Portanto, a incoerência nos remete à falta de lógica, caracterizada tanto pela forma como se articulam os elementos linguísticos em um texto quanto pelo desrespeito a nosso conhecimento prévio.
  • 6. Epitáfio para um banqueiro negócio ego ócio cio o Fonte PAES, José Paulo. Epitáfio para um banqueiro. Disponível em: http://www.geocities.com/SoHo/Nook/4880/paes.html. Acesso em: 14 ago. 2006.
  • 7. Apesar de esse poema apresentar-se como uma breve lista de palavras, quando o lemos, dele extraímos um sentido. Inconscientemente, estabelecemos uma relação entre essas palavras, o que nos permite dele resgatar um evento. Não se trata, pois, de um amontoado de palavras, mas sim de um texto. Embora sem marcas explícitas de coesão*, seu sentido deriva dos esquemas mentais, produtos de nosso conhecimento do mundo. *Coesão... São as articulações gramaticais existentes entre palavras, orações, frases, parágrafos e partes maiores de um texto que garantem sua conexão.
  • 8. Articulação da Coerência TextualArticulação da Coerência Textual 1.1. Conhecimento de MundoConhecimento de Mundo 2.2. Informações NovasInformações Novas 3.3. Conhecimento LinguísticoConhecimento Linguístico 4.4. Situação ComunicativaSituação Comunicativa 5.5. Fatores ContextualizadoresFatores Contextualizadores 6.6. PrevisibilidadePrevisibilidade 7.7. FocalizaçãoFocalização 8.8. IntertextualidadeIntertextualidade 9.9. IntencionalidadeIntencionalidade 10.10. AceitabilidadeAceitabilidade 11.11. ArgumentabilidadeArgumentabilidade
  • 9. 1- Conhecimento de Mundo1- Conhecimento de Mundo E foram ao banco pedir um financiamento para comprar a casa. Da mesma forma que a casa, o banco era de tijolos. Tijolo está caríssimo. Mísseis também são caríssimos. Ao serem usados em guerras, os mísseis são lançados no espaço. Segundo a Teoria da Relatividade,o espaço é curvo.
  • 10. Embora tenhamos aqui um conjunto de sentenças, coesivamente articuladas, nosso conhecimento linguístico não nos permite considerar esse material um texto. Nosso conhecimento de mundo nos desautoriza a fazê-lo, já que dele não podemos, por meio de inferências, resgatá- lo como uma unidade de sentido. Dessa forma, quando lemos/ouvimos um texto, temos de fazer inferências* para que possamos compreendê-lo integralmente. *Inferência... Passagem de uma proposição a outra que dela deriva sem mediação; dedução. Se não fosse dessa maneira, nossos textos teriam de ser excessivamente longos para poderem explicitar tudo o que queremos comunicar.
  • 11. 2- Informações Novas2- Informações Novas Essa sentença é gerada pelas operações envolvidas na aplicação da regra de apassivação – deslocamento do SN1 para posição dominada pelo SAdv, movimento do SN2 para a posição do SN1, que ficou vazia, e inserção, por transformação, do –DO imediatamente após o V-. A quantidade de informações novas – as fórmulas – podem, para aqueles que não as conhecem, inviabilizar o resgate do sentido, tornando, dessa forma, o texto incoerente. Complicado? Não para todos nós. O texto descreve a transformação de uma sentença ativa – Joana entrevista Márcia – em uma sentença passiva – Márcia é entrevistada por Joana. Nosso conhecimento de mundo desempenha um papel decisivo no estabelecimento da coerência. Se o texto apresentar informações que absolutamente não conhecemos, será difícil resgatar seu sentido e ele nos parecerá destituído de coerência.
  • 12. 3- Conhecimento Linguístico3- Conhecimento Linguístico Não são apenas as informações novas que nos impossibilitam resgatar o sentido de um texto – o desconhecimento de língua também. Dessa forma, nem todos nós conseguimos resgatar inteiramente o sentido deste trecho da peça teatral Hamlet. Ghost: My hour is almost come,when I to sulphurous and tormenting flames must render up myself. HAMLET: Alas, poor ghost! Ghost: Pity me not, but lend thy serious hearing to what I shall unfold. HAMLET: Speak; I am bound to hear. Ghost: So art thou to revenge, when thou shalt hear.
  • 13. 4- Situação Comunicativa4- Situação Comunicativa Vimos que, para que um texto não seja uma mera relação de frases e palavras, é necessário que essas frases e palavras estejam articuladas coesivamente em um todo, em uma unidade de sentido. Entretanto, muitas vezes, o resgate do sentido de um texto se dá na relação entre ele e a situação por nós vivida, ou seja, no nível pragmático da comunicação*. *Nível pragmático da comunicação... Nível de construção do sentido formado por um sistema de pressuposições e implicações que buscam a produção de sentido no nível das ações propriamente ditas e das intenções.
  • 14. Em “— O telefone!”, entendemos algo do tipo... “— O telefone está tocando... Atenda-o para mim!” Em “—Estou no banho!”, podemos entender... “— Não posso atender o telefone agora!” Portanto, para evitar incoerências, ao construirmos um texto, devemos verificar se ele está adequado a uma situação comunicativa*. *Situação comunicativa: a circunstância em que se estabelece o ato comunicativo. Um texto que é coerente em dada situação, pode não sê-lo em outra.
  • 15. 5- Fatores Contextualizadores5- Fatores Contextualizadores Os fatores contextualizadores são sinais que ancoram o texto em uma situação comunicativa determinada, favorecendo sua coerência. Vejamos... – Tenho importantes informações a dar... um de nossos concorrentes mudou-se para aquele prédio da esquina. – Não se esqueçam de avisar aquele nosso parceiro... Ele precisa daquela informação ainda hoje. Aqui sentimos algumas lacunas... Um de nossos concorrentes – qual concorrente? Para aquele prédio da esquina – qual prédio? De qual esquina? Aquele nosso parceiro – qual parceiro? Daquela informação? – qual informação? Somos levados a rejeitar esse texto, por falta de pistas que nos contextualizem as informações nele expressas.
  • 16. 6- Previsibilidade6- Previsibilidade Todo o texto é portador de informações. E é justamente o grau de previsibilidade dessas informações que interfere na construção de sua coerência. Um texto será tanto menos informativo quanto mais previsíveis ou redundantes forem as informações por ele expressas. O inverso também é verdadeiro – informações não previsíveis aumentam o grau de informatividade de um texto. “— Quando você desligou a TV, seu time estava perdendo de 3 a 0. No final do primeiro tempo, Beto fez um gol que mudou a história do jogo. Aos 15 do segundo tempo, Alex marcou por cobertura. Aos 30, foi um gol de falta de Beto. E aos 45 do segundo tempo, Alex completa a virada com um belo gol de letra. Foi incrível.”
  • 17. 7- Focalização7- Focalização Focalizar nos remete à imagem de uma câmera que, no curso de uma filmagem, destaca aspectos de uma cena. Em função do olhar do diretor, focos diversos podem nos ser dados nesse momento. Por outro lado, reconhecer e interpretar o sentido desses focos depende de nosso olhar de espectadores.E nem sempre conseguimos entender o sentido dado a um determinado foco pelo diretor... No texto, processo semelhante se instaura. Muitas vezes, não conseguimos chegar ao ponto que nosso interlocutor desejaria. Surgem então as diferenças de focalização que comprometem, sem dúvida, o sentido do texto, impedindo o estabelecimento de sua coerência. – Vestir a camisa é a solução. – A solução é um orçamento bem dirigido e um planejamento racional. – Nada disso! – A solução é lealdade, esforço, trabalho sério e boa vontade! – Nossa solução é uma grande festa surpresa! Delimitar sentidos e estabelecer objetivos para o que escrevemos, com certeza, minimiza as incoerências que se originam de focalizações inadequadas.
  • 18. 8- Intertextualidade8- Intertextualidade A intertextualidade diz respeito à inserção de referências textuais de diferentes textos no texto que está em construção.Todos, de alguma forma, já utilizamos esse recurso. Vejamos... – E agora? O que faço? Tenho de salvar a empresa... Quem poderá me ajudar??? – Sou Gruu e estou aqui pra te ajudar... Posso realizar um desejo seu! Sua empresa anda de mal a pior. E agora José? O que você escolhe? E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? Fonte ANDRADE, Carlos Drummond. José. Disponível em: http://www.culturabrasil.pro.br/cda.htm. Acesso em: 14 ago. 2006.
  • 19. Em relação ao conteúdo, a intertextualidade – implícita ou explícita – é uma constante. Textos de uma mesma época, de uma mesma área de conhecimento, de uma mesma cultura, dialogam necessariamente uns com os outros. Dessa forma, indicação da fonte do texto, citações, referências, resumos, resenhas... caracterizam-se como exemplos de intertextualidade. Reconhecer essas informações e os motivos de suas re-apresentações neutraliza a incoerência e otimiza o resgate do sentido do texto.
  • 20. 9- INTENCIONALIDADE Veja o exemplo... “—Meu amor, fico feliz por você acreditar nas pequenas mudanças tão fundamentais... Mas lembre que a força está na diferença. Suzana.” Como produtores de textos, temos determinados objetivos que vão desde a simples intenção de estabelecer contato até levar nosso interlocutor a partilhar de nossas opiniões ou a agir de determinada forma. Intencionalidade tem a ver então com o modo como utilizamos os textos para perseguir e realizar nossas intenções. Para tal produzimos nossos textos, buscando adequá-los à obtenção dos objetivos que almejamos; sinalizamos a nosso interlocutor pistas que lhe permitam apreender, de nosso texto, o sentido que desejamos. Delimitar sentidos e estabelecer objetivos para o que falamos/ escrevemos, com certeza, minimiza as incoerências que se originam da falta de clareza de nossas intenções.
  • 21. 10- Aceitabilidade10- Aceitabilidade A aceitabilidade constitui a contraparte da intencionalidade. Quando escrevemos, sem dúvida, esforçamo- nos para que nos entendam. Para tal, tentamos calcular... dosar o sentido do texto que produzimos... apontamos pistas para que nosso interlocutor relacione esses sentidos a seu conhecimento de mundo. Em síntese, esforçamo-nos para que ele aceite nosso texto e chegue aonde gostaríamos que chegasse. Temos de considerar que, para que exista entendimento, esse esforço é tanto do enunciador quanto do receptor.
  • 22. 11- ARGUMENTABILIDADE Aceitabilidade tem a ver com argumentatividade. Se considerarmos como verdade que não existem textos neutros ...que, por trás deles, há sempre uma intenção, um objetivo... ...que os textos jamais serão cópias do mundo real, pois o mundo é recriado no texto, por meio de nossas crenças, convicções, perspectivas, propósitos... ...somos levados a acreditar que todo texto repousa sobre argumentos que, de alguma forma, precisam ser aceitos por nosso interlocutor.
  • 23. Coerência Textual – Prática naCoerência Textual – Prática na Construção do TextoConstrução do Texto No processo de composição do texto, tendo em mente oNo processo de composição do texto, tendo em mente o que se pretende dizer e que objetivos alcançar, a estrutura eque se pretende dizer e que objetivos alcançar, a estrutura e a linguagem escolhidas devem observar sempre osa linguagem escolhidas devem observar sempre os princípios da objetividade e da clareza, evitando construçõesprincípios da objetividade e da clareza, evitando construções sintáticas e semânticas que, por serem falhas, prejudiquemsintáticas e semânticas que, por serem falhas, prejudiquem ou invalidem o ato comunicativo.ou invalidem o ato comunicativo. Isso ocorre frequentemente com textos ambíguos, queIsso ocorre frequentemente com textos ambíguos, que impossibilitam a precisão da comunicação; com textos queimpossibilitam a precisão da comunicação; com textos que possuem argumentação falaciosa, que acabam desviando opossuem argumentação falaciosa, que acabam desviando o foco da argumentação válida; e também com estruturas emfoco da argumentação válida; e também com estruturas em que não se observa o paralelismo sintático e semântico,que não se observa o paralelismo sintático e semântico, fator, muitas vezes, de empobrecimento da capacidadefator, muitas vezes, de empobrecimento da capacidade expressiva do texto.expressiva do texto.
  • 24. Coerência Textual – Problemas eCoerência Textual – Problemas e SoluçõesSoluções 1.1. AmbiguidadesAmbiguidades 2.2. FaláciasFalácias 3.3. Paralelismo SintáticoParalelismo Sintático 4.4. Paralelismo SemânticoParalelismo Semântico
  • 25. 1- Ambigüidades1- Ambigüidades Ocorrem quando não se atenta para o fato deOcorrem quando não se atenta para o fato de que uma construção frásica possibilita mais deque uma construção frásica possibilita mais de um entendimento.um entendimento. Na maior parte das vezes, escreve-se semNa maior parte das vezes, escreve-se sem perceber que a estrutura se tornou ambígua.perceber que a estrutura se tornou ambígua. Um procedimento eficaz para evitá-las é aUm procedimento eficaz para evitá-las é a releitura e a revisão de tudo o que se escreve.releitura e a revisão de tudo o que se escreve. Além de evitar erros, tal procedimento permitiráAlém de evitar erros, tal procedimento permitirá que o texto ganhe em precisão vocabular eque o texto ganhe em precisão vocabular e clareza nas opções sintáticas.clareza nas opções sintáticas.
  • 26. Exemplos – Pronome relativo “que”Exemplos – Pronome relativo “que” O coordenador da equipe de Ronaldo, queO coordenador da equipe de Ronaldo, que viajará para a filial de Belém, apresentouviajará para a filial de Belém, apresentou as diretrizes do trabalho.as diretrizes do trabalho. O coordenador da equipe de Ronaldo, aO coordenador da equipe de Ronaldo, a qual viajará para a filial de Belém,qual viajará para a filial de Belém, apresentou as diretrizes do trabalho.apresentou as diretrizes do trabalho. O coordenador da equipe de Ronaldo, oO coordenador da equipe de Ronaldo, o qual, este, viajará para a filial de Belém,qual, este, viajará para a filial de Belém, apresentou as diretrizes do trabalho.apresentou as diretrizes do trabalho. O coordenador da equipe de Ronaldo, oO coordenador da equipe de Ronaldo, o qual, aquele, viajará para a filial de Belém,qual, aquele, viajará para a filial de Belém, apresentou as diretrizes do trabalho.apresentou as diretrizes do trabalho.
  • 27. Exemplos – Pronome “Seu”Exemplos – Pronome “Seu” O pai disse ao filho que não se esquecesse deO pai disse ao filho que não se esquecesse de seus documentos.seus documentos. O pai disse ao filho que não se esquecesse dosO pai disse ao filho que não se esquecesse dos próprios documentos.próprios documentos. O pai disse ao filho que não se esquecesse dosO pai disse ao filho que não se esquecesse dos documentos daquele.documentos daquele. Antes que apresentasse seus papéis, Sérgio disseAntes que apresentasse seus papéis, Sérgio disse a Marcos que sua vaga estava garantida.a Marcos que sua vaga estava garantida. Sérgio disse a Marcos, antes que apresentasse osSérgio disse a Marcos, antes que apresentasse os papéis daquele, que a vaga deste estavapapéis daquele, que a vaga deste estava garantida.garantida.
  • 28. 2- Falácias2- Falácias Entende-se por falácia um raciocínio falso, que podeEntende-se por falácia um raciocínio falso, que pode simular veracidade no discurso.simular veracidade no discurso. Muitas vezes, quando se constroem os argumentos paraMuitas vezes, quando se constroem os argumentos para comprovar as ideias num texto, peca-se pelo desvio docomprovar as ideias num texto, peca-se pelo desvio do foco argumentativo, caindo no pensamento falacioso,foco argumentativo, caindo no pensamento falacioso, mesmo que o raciocínio pareça coerente.mesmo que o raciocínio pareça coerente. Raciocinar “mal” com dados corretos – Formal.Raciocinar “mal” com dados corretos – Formal. Raciocinar “bem” com dados falsos – Material.Raciocinar “bem” com dados falsos – Material. Não deve ser confundido com sofisma - argumento ouNão deve ser confundido com sofisma - argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusãoraciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com asda verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estruturaregras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamenteinterna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa.enganosa.
  • 29. ExemplosExemplos Afirmação do consequente:Afirmação do consequente: Se chover muito, os bueiros entopem. O bueiro estáSe chover muito, os bueiros entopem. O bueiro está entupido. Logo, choveu muito.entupido. Logo, choveu muito. Negação do antecedente:Negação do antecedente: Se chover muito, os bueiros entopem. O bueiro não estáSe chover muito, os bueiros entopem. O bueiro não está entupido. Logo, não choveu muito.entupido. Logo, não choveu muito. Conversão:Conversão: A andorinha voa. Logo, tudo que voa é andorinha.A andorinha voa. Logo, tudo que voa é andorinha. Oposição:Oposição: É falso que toda criança mente. Logo, nenhuma criançaÉ falso que toda criança mente. Logo, nenhuma criança mente.mente. Círculo vicioso:Círculo vicioso: Investir na bolsa de valores é perigoso porque éInvestir na bolsa de valores é perigoso porque é imprevisível e arriscado.imprevisível e arriscado.
  • 30. Acidental:Acidental: Temperar carne de porco na hora de assar não dá bons resultados.Temperar carne de porco na hora de assar não dá bons resultados. Logo, temperar carne de porco é inútil.Logo, temperar carne de porco é inútil. Ignorância da questão:Ignorância da questão: O réu não merece ser condenado por homicídio, pois é um homemO réu não merece ser condenado por homicídio, pois é um homem trabalhador, pai de família, marido dedicado, cumpridor de seustrabalhador, pai de família, marido dedicado, cumpridor de seus deveres civis...deveres civis... Ignorância da causa:Ignorância da causa: Depois de ir ao cinema, ela teve uma crise de apendicite. Logo, oDepois de ir ao cinema, ela teve uma crise de apendicite. Logo, o cinema causa apendicite.cinema causa apendicite. Falsa analogia:Falsa analogia: Meu vizinho costumava ter dores de cabeça. Depois que começou aMeu vizinho costumava ter dores de cabeça. Depois que começou a usar óculos, nunca mais sentiu nada. Se eu tiver dor de cabeça,usar óculos, nunca mais sentiu nada. Se eu tiver dor de cabeça, vou usar óculos.vou usar óculos. Falsos axiomas*:Falsos axiomas*: A verdade sai da boca das crianças. Logo, toda criança só fala aA verdade sai da boca das crianças. Logo, toda criança só fala a verdade.verdade. * Princípio de demonstração desnecessária, por ser evidente.* Princípio de demonstração desnecessária, por ser evidente.
  • 31. 3- Paralelismo Sintático3- Paralelismo Sintático Sempre deve haver correlação sintática entreSempre deve haver correlação sintática entre termos que se somam ou se opõem num texto.termos que se somam ou se opõem num texto. Queríamos duas modificações: a antecipação daQueríamos duas modificações: a antecipação da data de entrega e que o orçamento fossedata de entrega e que o orçamento fosse revisto.revisto. Queríamos duas modificações: a antecipação daQueríamos duas modificações: a antecipação da data de entrega e a revisão do orçamento.data de entrega e a revisão do orçamento. Queríamos duas modificações: que a data deQueríamos duas modificações: que a data de entrega fosse antecipada e que o orçamentoentrega fosse antecipada e que o orçamento fosse revisto.fosse revisto.
  • 32. 4- Paralelismo Semântico4- Paralelismo Semântico Deve-se procurar manter o paralelismoDeve-se procurar manter o paralelismo semântico, ou seja, não apontarsemântico, ou seja, não apontar elementos incongruentes como adição ouelementos incongruentes como adição ou oposição.oposição. A análise de sistemas se apresenta hojeA análise de sistemas se apresenta hoje como uma boa opção de carreira porquecomo uma boa opção de carreira porque há excelente remuneração no mercado ehá excelente remuneração no mercado e porque seu pai sempre gostou deporque seu pai sempre gostou de informática.informática.
  • 33. Observações FinaisObservações Finais A coerência textual é um elementoA coerência textual é um elemento fundamental na produção do discursofundamental na produção do discurso escrito.escrito. Para obtê-la é indispensável não apenas aPara obtê-la é indispensável não apenas a correção gramatical, mas também acorreção gramatical, mas também a simplicidade, a objetividade, a clareza e asimplicidade, a objetividade, a clareza e a precisão.precisão. Comunicar-se com eficiência é um grandeComunicar-se com eficiência é um grande passo para o sucesso profissional.passo para o sucesso profissional.