Co construção da identidade de genero
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Co construção da identidade de genero Presentation Transcript

  • 1. Carla: CARLA MONTEIRO & ANGELA BRANCO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA ANÁLISE MICROGENÉTICA DE PROCESSOS DE CO-CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE GÊNERO
  • 2.
    • Abordagens Tradicionais Da Questão De Gênero:
    • Foco De Análise No Indivíduo.
    • Aspecto Estático, Unitário E Dissociado De Outros Aspectos Da Identidade Social.
    • Perspectiva Socio-cultural Co-construtivista
    • Processo Dinâmico Das Transformações Que Levam Ao Desenvolvimento Da Identidade De Gênero, Resultante Das Várias Interações E Relações Interpessoais Entre Os Indivíduos No Contexto Cultural
    • Foco De Análise Nas Relações Interpessoais E Institucionais
    ESTUDO DO DESENVOLVIMENTO DA IDENTIDADE DE GÊNERO PRESSUPOSTOS TEÓRICOS
  • 3. IDENTIDADE DE GÊNERO PAPEL SEXUAL ORIENTAÇÃO SEXUAL ORIENTAÇÃO DE PAPEL SEXUAL IDENTIDADE SEXUAL SEXO: CARACTERÍSTICA BIOLÓGICAS GÊNERO: COMPORTAMENTOS ENSINADOS E PRESCRITOS PELA CULTURA. SEXISMO: DISCRIMINAÇÃO BASEADA EM ESTEREÓTIPOS CONCEITOS RELACIONADOS À QUESTÃO DO GÊNERO
  • 4. A PERSPECTIVA SOCIO-CULTURAL CO-CONSTRUTIVISTA PRECURSORES : BALDWIN, PIAGET, VYGOTSKY, STERN 2 dimensões importantes: individual e cultural CULTURA “ CONJUNTO DE SISTEMAS CONCEITUAIS, INSTITUIÇÕES SOCIAIS E MULTIPLICIDADE DE COMPORTAMENTOS COMPARTILHADOS POR UM DETERMINADO GRUPO”. ( COLE, 1992 )
  • 5. O PROCESSO DE CO-CONSTRUÇÃO DE SIGINIFICADOS
    • CANALIZAÇÃO CULTURAL
    • SUGESTÕES SOCIAIS, FATORES BIOLÓGICOS, FATORES CULTURAIS
    • CULTURA COLETIVA
    CONSTRUÇÃO INDIVIDUAL RE-CRIAÇÃO DA CULTURA INTRODUÇÃO DE NOVAS PERSPECTIVAS E SIGNIFICADOS CULTURA PESSOAL DESENVOLVIMENTO HUMANO
  • 6. ANÁLISE DOS PADRÕES INTERATIVOS E DOS PROCESSOS METACOMUNICATIVOS APRESENTADOS POR CADA DÍADE
    • DÍADE1
    • APROXIMAÇÃO CAUTELOSA
    • RESPEITO MÚTUO
    • PADRÃO TÍPICO DE INTERAÇÃO CONVERGENTE
    • DÍADE 2
    • BRINCADEIRA PARALELA
    • RESPEITO MÚTUO
    • PADRÃO INTERATIVO CONVERGENTE
    • DÍADE 3
    • TROCAS NÃO VERBAIS CONVERGENTES MO E MA
    • BRINCADEIRA PARALELA
    • IMITAÇÃO
    • DÍADE 4
    • NÃO HÁ INTERAÇÃO OU VERBALIZAÇÕES
    • AMBAS SE RESTRINGEM AS CAIXAS QUE RECEBERAM
    • DÍADE 5
    • MO SUGERE TROCAR CAIXA
    • COMPORTAMENTO DE DOMINÂNCIA DE MO
    • RETRAIMENTO PROGRESSIVO DE MA
    • MUITOS MOMENTOS DE CO-CONSTRUÇÃO DE SIGNIFICADOS
    • DÍADE 6
    • MA SUGERE TROCAR CAIXA
    • BRINCADEIRA PARALELA
    RESULTADOS
    • DÍADE 7
    • INTERAÇÃO BASEADA EM PERGUNTAS ( “O QUE É ISSO?”)
    • IMITAÇÃO
    • SOLICITAM A AJUDA DO ADULTO PARA ENTENDER A SITUAÇÃO
    • DÍADE 8
    • COMPORTAMENTO DOMINANTE DE MO (ASSUME CAIXA A)
    • MO MAIS DIRECIONADO PARA A QUESTÃO DO GÊNERO (ASSUME CAIXA A)
    • MA DIRECIONADA PARA A QUESTÃO DA PROPRIEDADE
  • 7.
    • É A COMUNICAÇÃO SOBRE A COMUNICAÇÃO, SOBRE OS ASPECTOS INTERACIONAIS E RELACIONAIS DA COMUNICAÇÃO”
    COMUNICAÇÃO “ PROCESSO QUE CONSISTE EM UM INTERCÂMBIO DE SIGNIFICADOS IMBUÍDOS DE EMOÇÃO QUE CONDUZ A CRIAÇÃO DE CONHECIMENTO” METACOMUNICAÇÃO
  • 8.
    • DEVE-SE COMPREENDER O DESENVOLVIMENTO DA IDENTIDADE DE GÊNERO DO PONTO DE VISTA DAS INTERAÇÕES SOCIAIS EM SEUS VÁRIOS NÍVEIS
    • SENDO ASSIM, REALIZAMOS UM ESTUDO A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA CO-CONSTRUTIVISTA , QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO AS MUDANÇAS CULTURAIS (INSERÇÃO DE NOVIDADES NO CONTEXTO SOCIO-CULTURAL), MAS QUE TAMBÉM SUGERE A UTILIZAÇÃO DE UMA METODOLOGIA MICROGENÉTICA PARA REVELAR A NATUREZA CO-CONSTRUTIVA DA INTERNALIZAÇÃO DE SIGNIFICADOS, ISTO E, DA CO-CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE GÊNERO
  • 9. OBJETIVOS
    • ANALISAR OS PADRÕES ESPECÍFICOS DE INTERAÇÃO CRIANÇA-CRIANÇA APRESENTADOS POR OITO DÍADES COMPOSTAS POR UM MENINO E UMA MENINA EM CONTEXTO ESTRUTURADO, BUSCANDO IDENTIFICAR AS ESTRATÉGIAS METACOMUNICATIVAS VERBAIS E NÃO VERBAIS EMPREGADAS PELAS CRIANÇAS NOS PROCESSOS DE CO-CONSTRUÇÃO DE SIGNIFICADOS RELACIONADOS À QUESTÃO DO GÊNERO.
  • 10.
            • CONTEXTO DA PESQUISA:
            • 3 ESCOLAS PARTICULARES: A, B, C
    • EQUIPAMENTO:
    • VÍDEO FILMADORA
    • 2 CAIXAS : CAIXA A (BRINQUEDOS TIPICAMENTE MASCULINOS) E CAIXA B (BRINQUEDOS TIPICAMENTE FEMININOS)
    MÉTODO ESCOLA A SALA DE AULA LOCAL DE REALIZAÇÃO DAS SESSÕES: ESCOLA B SALA DE ARTESANATO ESCOLA C SALA DE MULTIMEIOS
  • 11. análise de dados
        • A ANÁLISE DOS DADOS FOI REALIZADA EM SEIS ETAPAS:
        • 1. OBSERVAÇÃO REPETIDA DE TODAS AS SESSÕES;
        • 2. LEVANTAMENTO DOS PERCENTUAIS DE TEMPO EM QUE CADA CRIANÇA ORIENTAVA SUA ATENÇÃO/AÇÃO PARA UMA DAS CAIXAS/OBJETOS DA CAIXA, MANIPULANDO-OS OU NÃO;
        • 3. ANÁLISE QUALITATIVA DAS ESTRATÉGIAS DE ORIENTAÇÃO PARA OS OBJETOS E DOS PADRÕES DE INTERAÇÃO TÍPICOS DE CADA DUPLA;
        • 4. IDENTIFICAÇÃO DE TRECHOS COM ALTA DENSIDADE DE UTILIZAÇÃO DE ESTRATÉGIAS METACOMUNICATIVAS RELACIONADAS A CO-CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADE DE GÊNERO;
        • 5. ANÁLISE MICROGENÉTICA DOS SEGMENTOS INTERATIVOS ACIMA REFERIDOS;
        • 6. ANÁLISE COMPARATIVA DOS PADRÕES APRESENTADOS POR CADA UMA DAS DUPLAS.
  • 12. TEMPO (RELATIVO %) EM QUE CADA CRIANÇA ORIENTOU SUA ATENÇÃO/AÇÃO PARA UMA DAS CAIXAS/OBJETOS DA CAIXA, MANIPULANDO-OS OU NÃO; ATENÇÃO ORIENTADA / BRINCADEIRA COM OS OBJETOS DA CAIXA PROPOSTA Menina Menino
  • 13. ATENÇÃO ORIENTADA / BRINCADEIRA COM OS OBJETOS DA CAIXA DO MESMO GENERO
  • 14. INICIATIVA DA TROCAS DAS CAIXAS APRESENTADAS POR MENINOS E MENINAS
  • 15. CONCLUSÕES
    • A ANÁLISE MICROGENÉTICA PERMITIU A OBSERVAÇÃO DETALHADA DAS INTERAÇÕES LEVANDO A LOCALIZAR INDICADORES DE PROCESSOS CO-CONSTRUTIVOS RELACIONADOS AO GÊNERO. O USO DA SITUAÇÃO ESTRUTURADA DE BRINCADEIRA FACILITOU EPISÓDIOS DE CO-CONSTRUÇÃO , JÁ QUE AS CRIANÇAS INDICAVAM ATRAVÉS DA BRINCADEIRA IDÉIAS QUE POSSUÍAM SOBRE A IDENTIDADE DE GÊNERO.
    • VERIFICOU-SE QUE AS CRIANÇAS MAIS NOVAS ( D1, D2, D3 E D4 ) ACEITARAM AS CAIXA “TROCADAS” E BRINCARAM MAIS COM ESTES BRINQUEDOS DO QUE AS CRIANÇAS MAIS VELHAS. TAL COMPORTAMENTO REFORÇA A IDÉIA DE QUE AS CRIANÇAS MAIS NOVAS ESTARIAM NUMA FASE INTERMEDIÁRIA QUANTO A CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE DE GÊNERO, NÃO SE OPONDO A BRINCAR COM BRINQUEDOS DO SEXO OPOSTO.
    • POR OUTRO LADO, AS CRIANÇAS MAIS VELHAS ( D5, D6, E D8 ) PARECEM ESTAR NUMA FASE MAIS ADIANTADA, EM QUE O GÊNERO JÁ FUNCIONARIA COMO PARÂMETRO PARA SUAS EXPERIÊNCIAS. PARA ESTAS CRIANÇAS, BRINCAR COM OBJETOS DO SEXO OPOSTO CAUSARIA GRANDE DESCONFORTO, A PONTO DE TROCAREM AS CAIXAS LOGO NO INÍCIO DA SESSÃO. A ÚNICA EXCEÇÃO FOI A DÍADE 7 QUE, APESAR DE SER FORMADA POR CRIANÇAS DE 4 ANOS, NÃO TROCARAM AS CAIXAS.
  • 16.
      • OUTRO ASPECTO IMPORTANTE OBSERVADO FOI O VALOR DIFERENCIAL ATRIBUÍDO AOS BRINQUEDOS TIPICAMENTE MASCULINOS E FEMININOS . MESMO NAS DÍADES ONDE NÃO HOUVE TROCA DAS CAIXAS, AS MENINAS ORIENTAVAM A ATENÇÃO POR MAIS TEMPO PARA OS BRINQUEDOS MASCULINOS. JÁ OS MENINOS ORIENTAVAM MAIS A ATENÇÃO PARA A CAIXA DO MESMO GÊNERO DO QUE AS MENINAS DESTAS DÍADES .
    • NAS DÍADES ONDE HOUVE TROCA DAS CAIXAS, PERCEBE-SE QUE OS BRINQUEDOS MASCULINOS TIVERAM UM INTERESSE SIGNIFICATIVO PARA AS MENINAS TAMBÉM, COMO, POR EXEMPLO, NA DÍADE 8 EM QUE A MENINA PASSOU GRANDE PARTE DA SESSÃO ORIENTADA PARA A CAIXA A.
    • EM ALGUMAS DÍADES OS BRINQUEDOS TIVERAM PAPEL DE MEDIADOR DAS INTERAÇÕES DEMONSTRANDO QUE EM ALGUNS MOMENTOS AS CRIANÇAS ESTAVAM MAIS ORIENTADAS PARA ESTABELECER FRAMES INTERATIVOS DO QUE APENAS BRINCAR EXCLUSIVAMENTE COM OS OBJETOS.