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Rev francesa 1ª parte

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  • 1. A Revolução Francesa La marseillaise
  • 2. Indicadores de aprendizagem: <ul><li>Caracterizar a situação económica, social e política da França nas vésperas da revolução </li></ul><ul><li>Descrever os principais acontecimentos que contribuíram para a eclosão da revolução </li></ul>
  • 3. Ambiente pré - revolucionário
  • 4. <ul><li>A vitória do Estados Unidos da América fez com que todos os países ambicionassem a liberdade, o respeito e a igualdade. </li></ul><ul><li>A França não foi excepção, e as crises que esta atravessava devido às políticas do Antigo Regime durante o século XVIII, foi um dos grandes factores causadores das corajosas revoluções populares. </li></ul>Ambição pela Liberdade Video
  • 5. “ A Grã-Bretanha forneceu o modelo para os caminhos de ferro e fábricas, o motor económico que rompeu com as estruturas tradicionais do mundo não-europeu. Mas foi a França que fez a revolução , a ponto de bandeiras tricolores de um tipo ou de outro terem-se tornado o emblema de praticamente todas as nações emergentes, e a política europeia (ou mesmo mundial) entre 1789 e 1917 foi em grande parte a luta a favor e contra os princípios de 1789, ou os ainda mais incendiários de 1793. A França forneceu o vocabulário e os temas da política liberal e radical-democrática para a maior parte do mundo. A França deu o primeiro grande exemplo, o conceito e o vocabulário do nacionalismo. A França forneceu os códigos legais, o modelo de organização técnica e científica e o sistema métrico de medidas para a maioria dos países.” (HOBSBAWM, E.J . A Era das Revoluções, p.71)
  • 6. &nbsp;
  • 7. &nbsp;
  • 8. &nbsp;
  • 9. &nbsp;
  • 10. Enquanto na América se afirmavam os novos valores da Liberdade , no Velho Continente, e particularmente em França, o Antigo Regime resistia aos ventos da mudança. Joseph Siffred Duplessis Retrato de Luís XVI com os trajes da coroação Museu do Palácio de Versalhes 1777 Lê os documentos da página 23
  • 11. Situação Política <ul><li>Existência de um poder fortemente centralizado na pessoa do rei que se confundia com o próprio Estado e que reinava num ambiente de extravagância , onde mantinha uma multidão de cortesãos que viviam às custas das mercês do rei que eram asseguradas pelos cofres do Estado. </li></ul><ul><li>Incapacidade para resolver os problemas económicos , o défice das finanças gerada pelos gastos excessivos da Corte </li></ul>
  • 12. Uma sociedade anacrónica Em Paris e nas grandes cidades , a burguesia era superior em riquezas, em talento e em mérito pessoal. Tinha nas cidades de província a mesma superioridade sobre a nobreza rural; ela sentia essa superioridade e , contudo, era por toda a parte humilhada; via-se excluída , pelos regulamentos militares dos empregos no exército: era- o também , de certa maneira, o alto clero , pela escolha dos bispos entre a alta nobreza e dos grandes vigários em geral entre os nobres. A alta magistratura também as repelia e a maior parte dos tribunais soberanos não admitiam entre si senão nobres. Marquês de Bouillé
  • 13. Distribuição da propriedade pelos grupos sociais:
  • 14. A situação da França <ul><li>Em termos sociais estava dividida em 3 ordens: </li></ul><ul><li>O Clero que era o grupo mais poderoso e influente devido às suas funções. </li></ul><ul><li>Constituía um Estado dentro do Estado, sendo o responsável pelo registo de casamentos, nascimentos, óbitos, recolhia tributos, censurava livros considerados perigosos à moral e bons costumes, administrava escolas . </li></ul><ul><li>Eram proprietários de terras; estavam isentos do pagamento de impostos e eram julgados em tribunais próprios. </li></ul>
  • 15. Nobreza <ul><li>Só eles podiam ter acesso aos mais altos cargos da Igreja, no exército e no governo </li></ul><ul><li>Isentos do pagamento de impostos </li></ul><ul><li>Recebiam rendas e eram donos de cerca de 20% das propriedades </li></ul><ul><li>Recebiam rendas e pensões do rei ( sobretudo os que viviam em Versalhes) </li></ul><ul><li>A par desta nobreza de linhagem existia uma nova nobreza ( de toga) constituída por burgueses que tinham sido nobilitados </li></ul>
  • 16. <ul><li>“ Quem, portanto, ousaria dizer que o Terceiro Estado não tem em si tudo o que é necessário para formar uma nação completa? Ele é o homem forte e robusto que tem um dos braços ainda acorrentado. Se suprimíssemos a ordem privilegiada, a nação não seria algo de menos e sim alguma coisa mais. Assim, o que é o Terceiro Estado? Tudo, mas um tudo livre e florescente. Nada pode caminhar sem ele, tudo iria infinitamente melhor sem os outros.” </li></ul><ul><li>(E. J. Sieyès. Qu’est-ce que le Triers Êtat .) </li></ul>
  • 17. Terceiro Estado- camponeses <ul><li>Constituíam a maioria da população </li></ul><ul><li>Os camponeses e os operários levavam uma vida precária, tendo que pagar pesados impostos </li></ul><ul><li>Não podiam possuir terras e tinham que entregar a maior parte da sua produção aos donos das terras </li></ul><ul><li>Alguns trabalhavam como jornaleiros </li></ul><ul><li>Ao longo do Antigo Regime a carga fiscal foi-se agravando : para além dos tributos ao rei , do pagamento da dízima e das rendas ao Senhor e estavam sujeitos ao pagamento de tributos feudais ( corveias ; banalidades e portagens). </li></ul><ul><li>Os camponeses consideravam estes impostos um anacronismo </li></ul>
  • 18. Terceiro Estado- operários/ artesãos <ul><li>A classe trabalhadora urbana era constituída por artesãos e operários que trabalhavam em pequenas indústrias e recebiam salários muito baixos e lutavam contra o desemprego que crescia cada vez mais </li></ul>
  • 19. Terceiro Estado- Burguesia <ul><li>Constituída por manufactureiros, comerciantes, banqueiros, médicos, advogados, intelectuais </li></ul><ul><li>Dispunham de muito poder económico, mas não eram gozavam de grande prestígio social </li></ul><ul><li>Procuravam ingressar na nobreza através da casamento ou da compra de cargos, mas ao longo do séc XVIII este ingresso tornou-se cada vez mais difícil </li></ul><ul><li>Desta forma, a Burguesia vai começar a lutar contra este sistema que valorizava mais a descendência do que o talento e começaram a defender a abolição dos privilégios de nascimento </li></ul><ul><li>Estas ideias tinham por base os princípios iluministas. Comecaram a exigir um Parlamento , uma constituição que limitasse o poder do rei e garantisse a liberdade de pensamento, julgamentos justos, tolerância religiosa, reformas administrativas que eliminassem o desperdício e a ineficácia económica. Pretendiam ascender ao poder político e obter o prestígio social correspondente ao seu poder económico. </li></ul>
  • 20. No último quartel do séc. XVIII, viveram-se tempos difíceis em França. Aumentavam os preços dos géneros alimentares, pairava a insegurança do desemprego, as manufacturas pagavam salários baixos pois não suportavam a concorrência dos têxteis ingleses, os trabalhadores revoltavam-se. Verificaram-se vários tumultos populares. A violência saiu à rua.
  • 21. Os pesados impostos lançados para cobrir os deficits do Estado, em grande parte resultantes dos custos das várias guerras em que a França se envolveu, não eram suportados de igual modo por todos os grupos sociais. François Boucher Retrato de Mme Pompadour 1756 Alte Pinakothek, Munique A corte vivia num ambiente de luxo e esbanjamento, completamente alheada da realidade social.
  • 22. Analisa os gráficos das páginas 21 e 22
  • 23. No princípio do Verão de 1789, Paris está febril. Após vários meses, a situação é difícil. O Inverno de 1788 foi duro, e as colheitas foram desastrosas. Na Primavera, tempestades e chuvas sucederam-se, anunciando sombrias perspectivas para as futuras colheitas. O preço do pão passou de oito soldos para vinte, em poucos dias. Marceneiros do bairro de Saint-Antoine, sapateiros e estofadores do bairro de Saint-Marcel, peixeiras das Halles que não ganham mais de trinta soldos por dia, murmuram contra os governantes e os comerciantes de cereais. Pelo menos, espera-se que os deputados dos Estados Gerais trabalhem para um futuro melhor. A Era das Revoluções
  • 24. Crise económica <ul><li>Economia assente na exploração das terras </li></ul><ul><li>A agricultura não acompanhava o progresso , usando técnicas de cultivo atrasadas </li></ul><ul><li>A propriedade continuava concentrada nas mãos de uma minoria que não fazia investimentos </li></ul><ul><li>Sucessão de crises agrícolas devido aos maus anos agrícolas o que provocou fomes e subida dos preços </li></ul><ul><li>Crise na produção de vinho que conheceu anos de superprodução o que levou à descida dos preços e falência dos seus produtores </li></ul>
  • 25. Crise económica <ul><li>Apesar da adopção do Mercantilismo, a França não atingiu o desenvolvimento industrial da Inglaterra </li></ul><ul><li>As manufacturas mantinham o seu carácter artesanal </li></ul><ul><li>A assinatura do Tratado de Eden com a Inglaterra que permitia a livre entrada dos têxteis ingleses a preços competitivos levou à falência de numerosas manufacturas </li></ul><ul><li>Elevada taxa de desemprego e baixos salários </li></ul><ul><li>Existência de inúmeras barreiras alfandegárias entre as várias cidades francesas </li></ul><ul><li>Decadência do comércio colonial francês </li></ul>
  • 26. Crise Financeira <ul><li>-Existência de uma administração complexa e ineficiente </li></ul><ul><li>-Elevadas dívidas contraídas com a participação em guerras ( coloniais) </li></ul><ul><li>-Gastos excessivos da corte Francesa </li></ul><ul><li>Pagamento de impostos não era aplicado a todos os grupos </li></ul><ul><li>Prejuízos com o comércio ultramarino </li></ul>
  • 27. Um motivo poderoso nos determina: a injustiça da aplicação das Corveias. Todo o peso desta carga recai sobre a parte mais pobre dos súbditos, sobre aqueles cuja única propriedade consiste nos seus braços e no seu trabalho. Dela estão isentos os proprietários , quase todos privilegiados . Artigo 1: Não mais será exigido aos nossos súbditos nenhum trabalho gratuito e forçado, sob a o nome de corveia, ou sob qualquer designação Artigo 2: As obras que eram até aqui feitas por corveia, tais como as reparações de estradas e outras formas de comunicação,das províncias, das cidades e entre elas, sê-lo- ão para futuro por meio de uma contribuição de todos os proprietários de bens fundiários e de direitos reais. Reformas de Turgot
  • 28. Tentativas de solucionar a crise <ul><li>Turgot </li></ul><ul><li>Ministro da economia libralizou o comércio de cereais e propôs a abolição das corveias </li></ul><ul><li>Abolição das taxas alfandegárias existentes nas terras senhoriais e que impediam a livre circulação dos produtos agrícolas </li></ul><ul><li>Necker , Callone e Brienne defenderam o pagamento de impostos por todos os grupos sociais </li></ul>
  • 29. <ul><li>Numa tentativa de solucionar a crise económica, foi proposta pelo rei Luís XVI uma lei que consistia incluir um novo imposto, mas desta vez abrangendo os grupos privilegiados. É claro que esta proposta foi rejeitada pela Nobreza e pelo Clero. Perante a situação difícil vivida pela França o rei teve que convocar os Estados Gerais. </li></ul>Crise Política
  • 30. &nbsp;
  • 31. <ul><li>Por sugestão do Ministro Jacques Necker, o rei Luís XVI convocou a Assembleia dos Estados Gerais, instituição que não era reunida desde 1614. Os Estados Gerais reuniram-se em Maio de 1789 no Palácio de Versalhes, com o objectivo de acalmar uma revolução de que já falava a burguesia. </li></ul><ul><li>Em Maio de 1789 reuniram-se os Estados Gerais ,fazendo parte dos trabalhos preparatórios da reunião destes a redacção dos tradicionais cahiers de doléances , onde se registavam as queixas das três ordens. </li></ul>
  • 32. As queixas apresentadas <ul><li>[…] Desta forma, a nobreza beneficia de tudo […]. Entretanto, se á a nobreza que comanda os exércitos, é o Terceiro Estado que os compõe; se a nobreza verte uma gota de sangue, o Terceiro Estado derrama torrentes. A nobreza esvazia o tesouro real, o Terceiro Estado enche-o; numa palavra o Terceiro Estado paga tudo e não beneficia de nada. </li></ul><ul><li>Caderno de Queixas do Terceiro Estado de Lauris (178 9) </li></ul><ul><li>A esta classe camponesa, tão útil […] pelo seu trabalho, a propriedade de nada serve: os rendimentos da terra são devorados pelos impostos […]; o cavador, coberto pelos farrapos da miséria, só tem, para se deitar, um leito de palha e, por alimento, um pão grosseiro que, quantas vezes, apenas pode molhar nas suas lágrimas. Nem na infância conhece repouso: cavador aos sete anos, decrépito aos trinta, é esta a sua triste sorte. </li></ul><ul><li>Caderno de queixas do Terceiro Estado de Poitiers (1789) </li></ul>
  • 33. <ul><li>Declaramos que jamais consentiremos na extinção dos direitos que caracterizaram até aqui a ordem da nobreza e que recebemos dos nossos antepassados […]. Determinamos formalmente que o nosso deputado [aos Estados Gerais] deve opor-se a tudo o que possa limitar os direitos úteis ou honoríficos das nossas terras e entendemos que não pode aceitar qualquer modificação, seja de que natureza for. </li></ul><ul><li>Caderno da Nobreza de Montargis </li></ul>Nº de deputados nos Estados Gerais
  • 34. A Eclosão da Revolução: o problema da votação <ul><li>Segundo a tradição a votação era feita por ordem( 1 ordem = 1 voto) </li></ul><ul><li>Nesta reunião exigiu-se o Terceiro Estado exigiu o voto por cabeça( 1 deputado= 1 voto), pois para além de ter o maior número de deputados contava com o apoio do Baixo Clero e de alguns nobres </li></ul><ul><li>As ordens privilegiadas continuaram a recusar e perante o impasse os representantes do Terceiro Estado apoiados pelo baixo clero e alguns nobres unem-se e argumentando constituir 96% da população francesa, constituíram-se em Assembleia Nacional e decretaram a ilegalidade do lançamento de qualquer imposto sem a sua aprovação. </li></ul>
  • 35. A Assembleia Nacional , considerando que chamada a fixar a Constituição do reino, operar a regeneração da ordem pública e manter os verdadeiros princípios da monarquia , nada pode impedir que ela continue as suas deliberações em qualquer local em que seja forçada a estabelecer-se e, que enfim, em toda a parte onde os seus membros estejam reunidos , aí é a Assembleia nacional: decreta que todos os membros desta assembleia prestarão , neste instante juramento solene de nunca se separarem e de se reunirem em toda a parte onde as circunstâncias o exigirem, até que a constituição do reino seja estabelecida e firmada em fundamentos sólidos e que sendo prestado juramento, todos os membros e cada um em particular confirmarão com a sua assinatura esta resolução inabalável. 20 de Junho de 1789 Juramento da sala do Jogo da Péla
  • 36. <ul><li>O rei mostrou-se incapaz de tomar uma decisão. </li></ul><ul><li>Então, os membros do Terceiro Estado realizaram um juramento na Sala do jogo da Péla que consistia em nunca se separarem, enquanto as suas reivindicações não fossem aceites; declararam não reconhecer outro poder acima deles e propuseram-se a dar solução aos problemas da Nação Francesa apresentados nos cadernos de queixas. Face a este acontecimento as ordens privilegiadas acabaram por desistir. Formou – se assim a Assembleia Nacional Constituinte, que implementou em França a primeira Constituição . </li></ul>
  • 37. Luis XVI cede às exigências do Terceiro Estado, depois de alguns membros do clero e nobreza se terem juntado à Assembleia. Em 9 de Julho de 1789, a Assembleia Nacional declara-se Constituinte, isto é, com o objectivo de redigir uma Constituição que, naturalmente, determinaria o fim do Antigo Regime e dos privilégios do clero e da nobreza. O despertar do terceiro estado Sans-cullotes
  • 38. A transformação dos Estados Gerais em Assembleia Constituinte marcou o início do processo revolucionário. A 14 de Julho , o povo de Paris revoltado com a subida do preço do pão e com a desconfiança do rei em relação à Assembleia ( este tinha pedido o apoio a exércitos estrangeiros para derrubar a Assembleia) leva a cabo aquele que pode ser considerado o acontecimento que despoletou a Revolução Francesa.
  • 39. A 14 de Julho de 1789 , atacam a Bastilha , prisão que simbolizava o poder do rei. O povo em fúria atacou o forte, libertou os prisioneiros, matou o governador da fortaleza e passeou a sua cabeça espetada num pau pelas ruas de Paris.
  • 40. A violência alastra, cometem-se barbaridades nunca vistas. Os palácios da nobreza e os conventos e igrejas são assaltados, incendiados e destruídos, obrigando muitos nobres à fuga e à conspiração. São assaltados os túmulos reais da abadia de S. Dinis, destruída a abadia de Cluny, símbolos máximos do Antigo Regime e do poder da Igreja. Léon-Maxime Faivre (1856-1941) Morte de Mme Lamballe Musée national du Château de Versailles
  • 41. A revolta em bastilha alastrou-se de Paris ao campo. Há invasões e incêndios de castelos e palácios, e as multidões começam a massacrar elementos da nobreza. Queimaram os arquivos senhoriais onde constavam os encargos feudais e mataram os Senhores que lhe fizeram frente. Verificou-se assim uma autêntica revolução camponesa que salvou a Assembleia e assegurou a vitória da Burguesia. Este movimento irracional e impulsivo ficou conhecido por Grande Medo e levaria os nobres a consentirem na supressão dos direitos feudais .
  • 42. Fim do Antigo Regime Nobreza Clero

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