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A expansão urbana e suas consequências

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  • 1. A EXPANSÃO URBANA E SUAS CONSEQUÊNCIAS
  • 2. “ As cidades do século XIX transformam-se em espaços multifacetados de gentes e histórias.”
  • 3. Indicador de aprendizagem:
    • Explica o movimento migratório
    • Relaciona a explosão populacional do séc. XIX com a expansão urbana.
  • 4. Industrialização em 1850
  • 5. Em 1850 : Zonas Industrializadas na Europa
    • Nordeste Francês.
    • Bélgica.
    • Holanda.
    • Estados alemães do oeste.
    • Norte de Itália
    • Alemanha Leste
  • 6. Analisa o gráfico T N T M
  • 7.  
  • 8. Georges Chicotot (1868-1921) O Entubamento Musée de L‘Assistance Publique - Hôpitaux de Paris
  • 9. POPULAÇÃO NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX O CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO
    • A população aumentou na segunda metade do século XIX .
    • CAUSAS:
    • Melhoria da alimentação (arroz, batata, mais área cultivada)
    • Melhoria das condições de higiene (água canalizada, esgotos, recolha
    • do lixo, pavimentação das ruas nas cidades)
  • 10.
    • A evolução populacional no séc. XIX consistiu numa explosão demográfica. O crescimento da Europa ocupou um lugar central , sendo rápido e intenso.
    • O séc. XIX caracterizou-se por uma explosão da população branca sobretudo na América, na África e na Austrália que aumentaram a sua população com a vinda dos europeus que passaram a ser ¼ da população mundial.
    • A explosão demográfica europeia deve-se ao decréscimo da mortalidade – embora a mortalidade infantil permanecesse elevada, a verdade é que a baixa de mortalidade foi geral e irreversível. Isto pode ser explicado pela melhor higiene a nível individual e público (com a construção de esgotos e instalações para abastecimento de água potável),
  • 11.
    • pela melhoria na alimentação, melhores cuidados na infância e pelos avanços na medicina. Entretanto as taxas de natalidade sobem relativamente até 1870 e depois estagnam ou decrescem a partir daí, dando-se início ao regime demográfico moderno.
  • 12. Analisa o gráfico:
  • 13.  
  • 14. MELHORIAS NAS CIDADES DO SÉCULO XIX ÁGUA CANALIZADA A VIDA NA CIDADE
  • 15. RECOLHA DO LIXO ILUMINAÇÃO PÚBLICA
  • 16. Primeira consequência - e a mais imediata e perceptível- do afluxo de novos habitantes : as cidades depressa se sentiram apertadas nos seus limites históricos , encerradas em muralhas fortificadas herdadas da idade Média. Depressa trataram de os dilatar , arrasando as muralhas , atulhando os fossos, expandindo-se à sua volta , absorvendo uma após outra , as aldeias das cercanias. As aglomerações desenvolvem-se sem plano, em círculos concêntricos e auréolas sucessivas em terreno plano , ao longo de corredores naturais , segundo as linhas de água, englobando as aldeias vizinhas. Se o terreno é escasso, como em Manhattan, a cidade cresce em altura e conquista a terceira dimensão , antes de explorar as profundezas, mergulhando no solo para aí escavar ou enterra a rede canalização indispensável à vida de uma grande cidade. René Remond 1-Por que se sentiram as “cidades apertadas nos seus limites históricos”? 2-Como os “ trataram de os dilatar ”?
  • 17.  
  • 18. NAS CIDADES, OS CAMPONESES PROCURAVAM TRABALHO, SOBRETUDO NAS FÁBRICAS, MAS NEM SEMPRE CONSEGUIAM…
  • 19.  
  • 20.  
  • 21.  
  • 22.  
  • 23. São cerca de 3000 , cada um com o seu papel verde na mão e um número preso ao peito com um alfinete.. Empurram-nos, pressionam-nos, mas eles não opõem qualquer resistência , não dizem uma palavra de protesto, como que adormecidos, embrutecidos pelos quinze dias no mar. Logo que os imigrantes são submetidos ao exame médico , chegam agrupados por nacionalidade perante os inspectores encarregados de os interrogar na língua do seu país, sobre o seu estado civil, o seu passado os seus meios de subsistência , as suas relações nos Estados Unidos e os seus projectos. O insperctor interroga cada imigrante; se ele mostra os 150 dólares fixados como mínimo e se ele paga os 2 dólares exigidos pelo governo americano como preço de entrada no grande circo nacional, o homem é admitido. Jules Huret, Na América, de S. Francisco ao Canadá
  • 24. O Titanic, era, na sua época um luxuoso palácio flutuante. A ideia era fazer os ricos sentirem-se em casa. O navio, com capacidade para 3000 pessoas, tinha três classes: a primeira classe, destinada a ricos milionários; a segunda, destinada a classe média e a terceira, destinada a pessoas com poucos recursos, especialmente imigrantes.
  • 25. O luxo e a ostentação da Primeira Classe do Titanic era algo indescritível. Possuía grandes e riquíssimos salões dotados de todo o conforto e de todas as regalias possíveis e imagináveis que só o dinheiro poderia pagar.
  • 26. Mas, o Titanic era também um navio de imigrantes, em busca de uma vida melhor na América. Era o meio de deslocação para muitas pessoas que fugiam da miséria e procuravam melhorar as suas condições de vida.
  • 27. Quando começou a evacuação ,esta foi feita A evacuação era feita conforme as classes sociais. Os passageiros da Terceira Classe quase todos emigrantes estavam reunidos e fechados na parte inferior do navio que lhes estava destinada .
  • 28. Muitos passageiros revoltaram-se, e alguns aventuraram-se pelos labirintos de corredores no interior do navio para tentar encontrar outra saída. Alguns conseguiram escapar com vida, mas muitos deles acabaram sepultados dentro do Titanic .
  • 29. Se quiseres saber mais sobre esta história, vê o filme Titanic de James Cameron.
  • 30. A população urbana conhece um impulso decisivo no séc. XIX. De uma forma geral a urbanização foi mais significativa nos países industrializados e nos países novos. As cidades passam de 23 em 1800 para 135 em 1900. As cidades expandem-se essencialmente porque se verifica um crescimento da população e a industrialização leva muitas vezes ao êxodo rural favorecido pela revolução dos transportes. Deste modo houve mudanças em relação aos sectores de trabalho: o sector primário recuou enquanto o secundário e o terciário cresceram. Outro factor que influencia o crescimento urbano é a emigração – as pessoas emigram para os países que lhes oferecem melhores condições de trabalho
  • 31. Em relação a migrações podemos distinguir dois tipos principais:  As migrações do campo para a cidade, ou seja, o êxodo rural, impulsionado pelas dificuldade na agricultura e pelos efeitos da industrialização, tornando as cidades em poderosos pólos de atracção para as massas camponesas.  A Emigração, levada a cabo principalmente pelos Europeus que saem em massa da Europa para o resto do mundo. Os motivos que levaram as pessoas a sair da Europa foram vários: a Europa estava superpovoada, havia uma precária distribuição dos recursos, os países novos necessitavam de mão-de-obra para explorar os seus ricos recursos naturais e ofereciam sociedades abertas e flexíveis onde a promoção era rápida e a própria política colonialista dos países Europeus empurrava as pessoas para o povoamento e exploração económica das suas colónias.
  • 32.  
  • 33. Lê o documento da pág 59
  • 34. A população urbana conhece um impulso decisivo no séc. XIX. De uma forma geral a urbanização foi mais significativa nos países industrializados e nos países novos. As cidades passam de 23 em 1800 para 135 em 1900.
  • 35.  
  • 36. Nesta altura, já havia iluminação nocturna – primeiro a gás e depois, a electricidade.
  • 37. NOVOS SERVIÇOS
    • Aumentou a limpeza com:
    • - a recolha do lixo;
    • - o aumento da rede de esgotos;
    • - o aumento da rede de água canalizada.
    • Aumentaram as ruas iluminadas, primeiro a gás e depois a electricidade.
    • Surgiu um serviço de incêndios e de transportes públicos (primeiro o americano e depois o eléctrico).
  • 38. Abriram-se novas ruas e avenidas, praças e jardins públicos. Construíram-se escolas, tribunais, hospitais, prisões e mercados
    • .
  • 39. Nos tempos livres era chique passear nos jardins, como o “Passeio Público” em Lisboa ou o “Jardim de S. Lázaro”, no Porto.
  • 40. Para se circular na cidade havia pequenas carruagens puxadas a cavalos – “Seges”. Depois surgiu o automóvel
  • 41. Descreve a partir das seguintes imagens os contrastes sociais e económicos existentes numa cidade
  • 42. A Nova Cidade Industrial
  • 43. Londres-início XIX por Gustave Dore
  • 44.  
  • 45. Casas de Trabalhadores Manchester
  • 46.  
  • 47.  
  • 48.  
  • 49.  
  • 50.  
  • 51. Estas cidades eram magníficas pelas suas exposições universais, hinos à modernidade e ao optimismo. Adornavam-se com estações de caminhos- de – ferro , teatros, óperas, parques e sólidos edifícios burgueses alinhados ao longo de avenidas em linha recta ladeadas de árvores. O gás e depois a electricidade transformaram as cidades em deslumbrantes espectáculos luminosos. Todas as cidades tinham porém as suas escórias. Em Paris , em 4 milhões de habitantes, 321 mil viviam em locais superpovoados. Há em todas as cidades , famílias cujo alojamento constitui apenas num só quarto. Assim temos, um único quarto para dormir , , para tomar as refeições , para repousar . Um único quatro para o homem bêbado , as crianças doentes a chorarem , os cuidados íntimos de higiene, a mulher que dá à luz, o cadáver que jaz na cama até que o venham buscar. É difícil imaginar o grau de tristeza e degradação que estas condições de existência podem representar para uma criatura que ainda não perdeu a vergonha. Jean Carpentier, François Lebrun, História da Europa 1- Indica os aspectos positivos e negativos das grandes cidades europeias. 2-Comenta a expressão sublinhada.
  • 52. Mal preparadas para receber as multidões, as cidades não possuíam os adequados sistemas sanitários, redes de distribuição de água ou serviço de limpeza de ruas. Nos bairros populares superpovoados uma grande maioria da população vivia na miséria e promiscuidade. Periodicamente surgiam grandes epidemias de cólera e tuberculose que faziam razias na cidade. Havia muitas manifestações de desregramento e delinquência (prostituição, mendicidade, alcoolismo, criminalidade, etc.). Além disto a cidade era propícia a greves, manifestações e revoluções da classe operária. Para resolver todos estes problemas, foram levados a cabo pelo Estado grandes projectos urbanísticos nas cidades:
  • 53.
    • O centro torna-se o local mais cuidado, para onde convergem grandes obras de renovação.
    • No centro não faltam os bancos, as bolsas de comércio e de valores, os grandes armazéns e mercados, os edifícios governamentais e administrativos, as gares ferroviárias, os teatros, a ópera, os museus, os cafés.
    • No centro, zonas verdes são cuidadosamente tratadas, a pavimentação é esmerada nas ruas e passeios, a água potável abunda, tal como a rede de esgotos e saneamento e as condutas de abastecimento do gás.
    • Há, no centro, praças, grandes espaços e avenidas.
    • Pretendia-se não só favorecer a iluminação e o arejamento, mas também a circulação de pessoas e carros e , até, a vigilância policial.
    • O centro das cidades deixa de reunir o grosso da população urbana. Porém no final do sec. XIX, o núcleo antigo das cidades já não tem condições para albergar as vagas sucessivas de populações que aí ocorrem. As rendas sobem e o alojamento começa a faltar. Desta forma , começam a surgir os subúrbios: morada dos recém chegados, que aí se distribuem segundo a região de origem.
    •  
  • 54.
    • A crescente carestia dos terrenos situados no centro das cidades origina a especialização dos bairros e a sua diferenciação social :
    • O centro é o local privilegiado dos negócios e da administração
    • Os trabalhadores vão para as periferias, pois não conseguem pagar as rendas dos melhores bairros
    • A partir de agora a diferença entre a desigualdade das categorias sociais está também presente na topografia da cidade: aos bairros finos da burguesia, no centro da cidade, opôem –se os bairros populares , nos subúrbios
    • Quer na habitação, quer no trabalho aprofunda-se a divisão entre ricos e pobres, entre empregados e empregadores.
  • 55. De que forma é que esta imagem descreve a vida numa cidade europeia?
  • 56.  
  • 57.  
  • 58. Compara as cidades do s é culo XIX à s actuais em rela ç ão ao urbanismo e problemas sociais.

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