Apostila Saúde da Criança
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Retrata de temas acerca da saúde da criança

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Apostila Saúde da Criança Apostila Saúde da Criança Document Transcript

  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros FUNDAÇÃO FRANCISCO MASCARENHAS ESCOLA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – ECISA – PATOS – PB CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM DOCENTE: ARETUSA DELFINO DE MEDEIROS PATOS –PB 2012
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros SUMÁRIO UNIDADE ASSUNTO 01 Introdução a Enfermagem Pediátrica 02 Cuidados de Enfermagem ao Recém Nascido 03 Teste de PKU 04 Programa Nacional de Imunização 05 Assistência de Enfermagem no Crescimento e Desenvolvimento da Criança 06 Atenção Integrada as Doenças Prevalentes na Infância -AIDIPI 07 Infecções Respiratórias Agudas 08 Diarréia Aguda 09 Desnutrição 10 Desidratação 11 Necessidades Básicas da Criança 12 Hospital Pediátrico 13 Humanização da Assistência a Criança Hospitalizada 14 Admissão e Alta da criança 15 Cuidados de Enfermagem no Pré, trans e pós – operatório da criança 16 Assistência de enfermagem a Criança Terminal 17 Técnicas Pediátricas 18 Anexos 19 Referências Bibliográficas
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros UNIDADE 1 INTRODUÇÃO À ENFERMAGEM PEDIÁTRICA O significado social e a existência de um grande número de crianças em qualquer população são marcas de enfermagem pediátrica. Esta se caracteriza pela atenção a um grupo de pessoas que está em constante crescimento e desenvolvimento e pela abordagem de ações preventivas em seu cotidiano de assistência. O aparecimento da Pediatria como especialidade ocorreu na Europa, quando alguns médicos começaram a observar e a estudar as diferenças das doenças ocorridas em adultos e em crianças. Antes disso, o fato não tinha o menor significado tanto para médicos quanto para enfermeiras. O aparecimento do primeiro departamento de Pediatria na Universidade de Havard se deu em 1888. Há algum tempo, a assistência de enfermagem à criança hospitalizada seguia condutas e procedimentos extremamente rígidos. A ausência de medicamentos antibióticos, os altíssimos índices de infecção, o grande número de crianças doentes e o próprio despreparo de profissionais levavam ao estabelecimento de regras de isolamento e repouso muitas vezes absurdas, como o uso de camisas - de - força. Preocupados com o risco de infecção cruzada e despreparados para atender as necessidades individuais da criança e dos pais, os profissionais de saúde as mantinham isoladas, tanto uma das outras como da mãe e do restante da família. Com os avanços na área de saúde, houve mudanças nos métodos de assistência à criança.O advento da Psicologia, os estudos de Freud e de outros sobre o comportamento humano deram início a uma abordagem mais integral à criança, possibilitando a compreensão das suas necessidades emocionais,em suas diversas fases de crescimento e desenvolvimento. 1.0 – CONCEITOS BÁSICOS NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA CRIANÇA: 1.1- Enfermagem Pediátrica: É um campo de estudo e de prática da enfermagem dirigida à assistência à criança até a adolescência. Ou, ainda, é um campo da enfermagem que se dedica ao cuidado do ser humano em crescimento e desenvolvimento, desde o nascimento até a adolescência. 1.2- Pediatria: É o campo da Medicina que se dedica à assistência ao ser humano em crescimento e desenvolvimento, desde a fecundação até a adolescência. 1.3- Neonatologia: é o ramo da Pediatria que atende o recém-nascido, desde a data do nascimento até completar 28 dias; 1.4- Puericultura: também denominada de Pediatria Preventiva, é o ramo da Pediatria que cuida da manutenção da saúde da criança e do acompanhamento de seu crescimento e desenvolvimento. 1.5- Hebiatria: é o ramo da Pediatria que atende as necessidades de saúde do adolescente. 1.6- Classificação da infância em grupos etários: LACTENTE: Neonatal: 0 – 28 dias / Lactente: 1-12 meses 1ª INFÂNCIA: Todller : 2anos e 11 meses/ Pré-escolar: 3 – 5 anos e 11 meses 2ª INFÂNCIA: Escolar: 6 anos e 11 meses a 11 anos e 11 meses
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros INFÂNCIA TARDIA: Adolescente: a partir dos 12 anos 2.0. DIREITOS DA CRIANÇA: 2.1- DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS: Em 1924, os direitos da criança foram declarados pela ONU, mas o reconhecimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos aconteceu em 1959. Objetivando afirmar que toda criança merece uma infância feliz e que possa gozar de direitos e liberdades, essa declaração enunciou os seguintes princípios: “ Toda criança gozará de todos os direitos enunciados na Declaração” :  A criança gozará de proteção especial e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidade, a fim de facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social de forma sadia e normal e em condições de dignidade.  Toda criança terá direito a nome e nacionalidade, desde o nascimento;  A criança gozará os benefícios da previdência social,a criança terá direito à alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas;  À criança incapacitada física ou mentalmente, serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais;  Para o desenvolvimento completo e harmonioso da sua personalidade, a criança precisa de amor e de compreensão.  A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e obrigatória, pelo menos no grau primário;  A criança figurará, em qualquer circunstância, entre os primeiros a receber proteção e socorro;  A criança deve ser protegida contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração;  A criança gozará de proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza ( ONU, 1959). 3.0. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: O Estatuto da criança e do adolescente foi legalizado em 1990, pela Lei Federal nº 8.069. Ao prestar sua assistência, os técnicos e os auxiliares de enfermagem, assim como os demais profissionais de saúde, deverão considerar os direitos prescritos por esse Estatuto, sob pena de serem acionados judicialmente. No Brasil, com relação à saúde, as crianças e os adolescentes têm os seguintes direitos: Art.7º. A criança e o adolescente têm direito à proteção, à vida e a saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência. Art. 8º. É assegurado à gestante, através do SUS, o atendimento pré e perinatal. Art 9º. O Poder público, as instituições e os empregadores propiciarão condições adequadas ao aleitamento materno, inclusive aos filhos de mães submetidas a medida privativa de liberdade.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Art 10º. Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes, públicos e particulares, são obrigados a: I- manter registro das atividades desenvolvidas pelo prazo de 18 anos; II- Identificar o recém-nascido; III- Proceder a exames visando ao diagnóstico e terapêutica de anormalidades no metabolismo do recém-nascido, bem como, a orientação aos pais; IV- Fornecer declaração de nascimento onde constem as intercorrências do parto e do desenvolvimento de neonato. Art 11º. È assegurado atendimento médico à criança e ao adolescente, através do SUS, garantindo o acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação da saúde. Art 12º. Os estabelecimentos de atendimentos á saúde deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente. Art 13º. Os casos de suspeita ou maus tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade. Art 14º. O SUS promoverá programas de assistência médica e odontológica para a prevenção das enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil, e campanhas de educação sanitária para pais, educadores e alunos. Parágrafo único: É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitária. ( MS, 2001) UNIDADE 2 CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO RECÉM - NASCIDO 1. CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO DO RN (RECÉM-NASCIDO) QUANTO: 1.1. Idade Gestacional:  RN À TERMO OU NORMAL: é toda criança nascida de uma gestação entre 38 a 42 semanas de gestação. (280 dias/ Dando margem de 15 dias antes ou após o parto).  RN PREMATURO: é toda criança nascida de uma gestação entre 28 a 37 semanas de gestação.  RN POSMATURO: é toda criança nascida de uma gestação com mais de 42 semanas de gestação. 1.2. Peso Ao Nascer  A.I.G (Adequado para a Idade Gestacional): é todo RN que nasce com peso > 2,5 a 4 kg – entre percentis 10 e 90.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  P.I.G (Pequeno para a Idade Gestacional): é todo RN que nasce com peso igual ou inferior a 2,5 kg, abaixo do percentil 10.  G.I.G (Grande para a Idade Gestacional): é todo RN que nasce com peso igual ou superior a 4 kg – acima do percentil 10.  RN DE ALTO RISCO: é o produto de uma gestação de alto risco, onde as intercorrências patológicas e/ou sociais representam fatores de agressão ao binômio mãe-filho, determinando morbi-mortalidade perinatal, que pode perdurar até 28 dias pós-parto. RN PREMATURO 1.CONCEITO: é toda criança nascida de uma gestação entre 28 a 37 semanas e 6 dias, com peso igual ou inferior a 2,5 kg e estatura igual ou inferior a 45 cm. 2.CLASSIFICAÇÃO: Prematuro Limítrofe: gestação entre 36 a 37 semanas e 6 dias. Moderadamente prematuro: gestação entre 31 a 35 semanas e 6 dias Extremamente prematuro: gestação entre 28 a 30 semanas e 6 dias. 3.ETIOLOGIA: Gravidez precoce, fumo, álcool, doenças cardíacas, desnutrição materna, gravidez gemelar, placenta prévia (PP), descolamento prematuro da placenta(DPP), placenta normalmente inserida (DPPNI): doença auto-imune, onde a mãe sempre morre por hemorragia. 4.INCIDÊNCIA: Classe social mais baixa. 5.CARACTERÍSTICAS ANATÔMICAS Postura: Inativo/ flácido e relaxado, com as extremidades mantidas em extensão. Permanecem em qualquer posição que se coloca. Cabeça: grande, desproporcional, achatada nos lados e longa da frente para trás, desprovida de convexidade usual nas áreas temporais e parietais. Face: senil, envelhecida. Cabelos: finos, ralos como lanugem. Olhos: fechados, grandes em relação a face e proeminentes. Pescoço: curtíssimo, o mento repousa sobre a caixa torácica. Cartilagem da orelha: mal desenvolvida, maleável, macia. Fontanelas: amplas PC: 25/32 cm PT: 23/30 cm Características Gerais: Peso: Depende do grau de imaturidade, varia de > 500 g à 2,5 kg. Extremamente baixo: 500 g a 1 kg Muito baixo: 1 kg a 1,5 kg Baixo: 1,5 kg a 2,5 kg
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Estatura: 45 cm Caixa torácica: deprimida / Abdômen: distendido Tônus Muscular: diminuído / Ausência de sulcos plantares Pele: tecido subcutâneo delgado, coloração pálida, coberta por lanugem. Mãos e pés: poucos sulcos, aspecto liso; Unha: não atinge a polpa digital Genitais: Masculino: Saco escrotal subdesenvolvido; podendo está retido na cavidade abdominal. Feminino: Grandes lábios pouco evidentes; clitóris proeminente. 6.CARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICAS  APARELHO RESPIRATÓRIO: Imaturo, devido ao desenvolvimento incompleto dos alvéolos e capilares. Tecido pulmonar e centro regulador imaturos. Respiração: periódica; hipoventilação; episódios freqüentes de apnéia.  APARELHO TERMO REGULADOR: Precário e imaturo. Incapacidade da manutenção da temperatura corpórea, por não possuir gordura de isolamento térmico.  APARELHO DIGESTIVO: Deficiente. Dificuldade de absorção. Quanto mais intensa a prematuridade, mais ausentes estão os reflexos de sucção e deglutição. Há três tipos de prematuro: 1.O que suga e deglute (uso de mamadeira) 2.O que não suga e deglute (uso de conta-gotas) 3.O que não suga e não deglute (gavagem/sonda) ATIVIDADE REFLEXA: Diminuída /Sinais neurológicos: ausentes. COMPLICAÇÕES: Hiperbilirrubinemia/ Hipoglicemia/ Distúrbios Hidroeletrolíticos. PÓS MATURO 1.CONCEITO: É toda criança nascida de uma gestação com mais de 42 semanas. 2.CAUSAS: A maioria desconhecida, porém se atribui a: Hereditariedade Primiparidade com mais de 28 anos Repouso excessivo Distúrbio endócrino 3.CARACTERÍSTICAS GERAIS Peso: O RN pode nascer com perda de peso. A placenta ao envelhecer perde sua função, não conseguindo manter os nutrientes para o feto. Tecido adiposo diminuído, depleção da gordura subcutânea, aspecto físico comprometido, refletindo o desprovimento intrauterino, apresentando um aspecto delgado e alongado.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Estatura: cerca de 3 a 4 cm maior que o normal. Pele: macerada, enrugada, sem lanugem, sem vernix caseoso, apresentando dobras, rachaduras, manchas enegridas, apergaminhada Unhas: ultrapassam a polpa digital, sujas de mecônio.Sulcos palmares profundos. Mãos: secas e descamadas. COMPLICAÇÕES: Aspiração de mecônio: provocada pela hipóxia intrauterina, associada com a acidose. O RN aspira o líquido amniótico que contém mecônio. (A hipóxia provoca relaxamento do esfíncter anal). Hipoglicemia: provocada pelo estoque de gordura. O glicogênio do fígado é logo escasseado, necessitando, portanto de reservas energéticas. Policitemia: aumento dos eritrócitos, elevando a viscosidade do sangue. A circulação se torna lenta e é obstruída sobretudo nos capilares, assim o sangue não chega a circulação periférica. RN DE ALTO RISCO 1.CONCEITO: é o produto de uma gestação de alto risco, onde as intercorrências patológicas e/ou sociais representam fatores de agressão ao binômio mãe-filho, determinando morbi-mortalidade perinatal, que pode perdurar até 28 dias pós-parto. 2.CLASSIFICAÇÃO: De acordo com o peso do nascimento; Idade Gestacional; Problema fisiopatológico predominante. 3.RN CONSIDERADOS DE ALTO RISCO:  Prematuro  Pós- maturo  Anóxia perinatal  Macrossomia  Gemelaridade  Rh negativo  Anomalias congênitas  Desnutrição  Diabetes materna  Mães com AIDS  Mães com DSTs 4.GESTAÇÃO DE ALTO RISCO:  Idade materna menor de 16 anos ou maior de 35 anos  Insuficiência Placentária
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  Diabetes  Hemorragia  Hipertensão Crônica  Nefropatia  Cardiopatia  Placenta Prévia  Descolamento da Placenta Normalmente Inserida  Cuidados após o Nascimento: A transição bem-sucedida de um feto (imerso no líquido amniótico e totalmente dependente da placenta para obter nutrientes e oxigênio) até o seu nascimento, respirando e chorando vigorosamente, é algo sempre maravilhoso. Os recém-nascidos saudáveis necessitam de um bom cuidado para garantir seu desenvolvimento normal e uma boa saúde. Imediatamente após um nascimento normal, a equipe da sala de parto ajuda a mãe a segurar o seu filho. A amamentação geralmente pode ser iniciada neste momento caso a mãe assim o desejar. O pai é também encorajado a segurar o seu filho e a compartilhar esses momentos. Alguns especialistas acreditam que o contato físico imediato com a criança ajuda a estabelecer vínculos afetivos. Contudo, os pais podem estabelecer bons vínculos afetivos com seus filhos inclusive quando não passam as primeiras horas juntos. 1.CUIDADOS IMEDIATOS AO RN: São aqueles prestados ainda na sala de parto. 1.1. Desobstrução das VASS: Objetivos:  Promover limpeza das VASS e a instalação imediata e posterior manutenção da respiração.  Impedir tamponamento dos espaços bronco-alveolares.  Impedir anóxia. OBS: 1º se aspira a boca, depois o nariz. Avaliação das condições vitais do RN, através da Escala de Apgar. ESCALA DE APGAR SINAIS ESCORE O ESCORE 1 ESCORE 3 Freqüência das pulsações Ausente Menos de 100 Acima de 100 Esforço respiratório Ausente Superficial Choro forte Tônus muscular Atonia/Hipotonia Ligeira flexão Movimentos ativos Irritabilidade reflexa Ausente Careta Espirro/tosse Cor da pele Cianose/Palidez Cianose de extremidades Rósea 1.3. Pinçamento e secção do cordão umbilical 1.4. OBS: Realiza-se após a cessação dos batimentos
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros 1.3. Aspiração do suco gástrico 1.4. Credeização /Método de Credé: Instila-se 1 gota de Nitrato de Prata a 1% nos olhos, na vagina e/ou pênis do RN a fim de evitar oftalmia gonocócica, transmitida verticalmente. 1.5. Identificação do RN (Nome da gestante, data e hora do nascimento): Identificar o recém- nascido com pulseira própria ou feita com esparadrapo e colocada no antebraço e tornozelo. 2.CUIDADOS MEDIATOS AO RN: São aqueles prestados na Unidade de Internação Pediátrica. 2.1.Higiene: O Banho é realizado aproximadamente 6 horas ou mais após o nascimento. Tenta-se não retirar o material gorduroso esbranquiçado (verniz caseoso) que recobre a maior parte da pele do recém-nascido, pois ele ajuda a protegê-lo contra a infecção. 2.2.Administração de Vitamina K. Como todos os conceptos nascem com concentração baixa de vitamina K, o enfermeiro ou o técnico de enfermagem administra 1mg por via IM desta vitamina para evitar a ocorrência de sangramentos (doença hemorrágica do recém- nascido) Objetivo: Catalisar a síntese da protrombina no fígado. 2.3.Curativo do Coto Umbilical: Higiene do Coto Umbilical é em geral, uma solução antisséptica ( álcool a 70%) aplicada no cordão umbilical recém-seccionado, para ajudar a evitar a infecção e o tétano neonatal. O clipe plástico do cordão umbilical é removido 24 horas após o nascimento. O coto remanescente deve ser umedecido diariamente com uma solução alcoólica. Este processo acelera a secagem e reduz a possibilidade de infecção do coto. O coto umbilical cairá por si mesmo, geralmente entre o 5º e o 12º dia. Um retardo maior na queda não deverá ser motivo de preocupação. 2.4.Medidas Antropométricas: Peso: Balança adequada, protegida com fralda. Comprimento: Utilização da Mesa antropométrica. 2.5. Aquecimento: Manter RN aquecido, no berço (conforme rotina do hospital) e manter observação rigorosa (cianose; vômito; tremores; respiração). É fundamental que o recém- nascido seja mantido aquecido. Assim que possível, ele deve ser enrolado em panos leves (cueiros) e a sua cabeça é coberta, para reduzir a perda do calor corpóreo. À Enfermagem cabe: – Registrar, na ficha do recém-nascido, sua impressão plantar e digital do polegar direito da mãe; – Em partos múltiplos a ordem de nascimento deverá ser especificada nas pulseiras através de números (1, 2, 3, 4 etc.) após o nome da mãe; – Preencher a ficha do recém-nascido com os dados referentes às condições de nascimento, hora e data do parto.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Primeiros Dias do RN Durante os primeiros dias após o nascimento, os pais aprendem a alimentar, a banhar e a vestir a criança, familiarizando-se com suas atividades e sons. A primeira urina produzida por um recém-nascido é concentrada e, freqüentemente, contém substâncias químicas denominadas uratos, que podem dar às fraldas uma coloração rosa,que não deve ser confundida com sangue A primeira evacuação consiste no mecônio (substância negro-esverdeada e viscosa), que é conteúdo do intestino formado durante a gestação por secreções digestivas do fígado, pâncreas e intestino fetal, líquido amniótico deglutido e células intestinais Todo recém- nascido deve eliminar o mecônio nas primeiras 24 horas após o nascimento. Após 2 a 3 dias do nascimento surgem as chamadas "fezes de transição". Durante os primeiros dias de vida, o recém-nascido normalmente perde 5 a 10% de seu peso ao nascimento. Este peso é rapidamente recuperado à medida que ele começa a se alimentar. ANAMNESE E EXAME FÍSICO DO RECÉM-NASCIDO Nome da mãe, procedência, instrução, estado civil, residência. Registro materno e do recém-nascido quando usado a ficha de internação neonatal. O primeiro exame físico do recém-nascido tem como objetivo: – Detectar a presença de malformações congênitas – Avaliar a capacidade de adaptação do recém-nascido à vida extra-uterina. – O exame físico deve ser realizado com a criança despida, mas em condições técnicas satisfatórias. EXAME NEUROLÓGICO: O exame neurológico compreende a observação da atitude, reatividade, choro, tônus,movimentos e reflexos do recém-nascidos. Deve-se pesquisar os reflexos de Moro,sucção, busca, preensão palmar e plantar, tônus do pescoço, extensão cruzada dos membros inferiores, endireitamento do tronco e marcha automática. Reflexos do Recém-nascido Reflexo Descrição De Moro Quando o recém-nascido se assusta, seus membros superiores e inferiores balançam para fora e para frente, num movimento lento, com os dedos esticados De Busca Quando qualquer um dos extremos da boca de recém- nascido é tocado, ele vira a cabeça para esse lado. Este reflexo permite que o recém-nascido encontre o mamilo De sucção Quando um objeto é colocado na boca do recém- nascido, ele começa a sugar imediatamente
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros UNIDADE 3 TESTE DE PKU ( TESTE DO PEZINHO) Nome popular para a Triagem Neonatal, o teste do pezinho é gratuito e deve ser feito a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido. Por ser uma parte do corpo rica em vasos sanguíneos, o material pode ser colhido em uma única punção, rápida e quase indolor para o bebê. No teste, o sangue da criança é coletado em papel filtro especial. As amostras de sangue obtidas são secas e posteriormente enviadas ao laboratório para o processamento dos exames. Em sua versão mais simples, o teste do pezinho foi introduzido no Brasil na década de 70 para identificar duas doenças (chamadas pelos especialistas de "anomalias congênitas", porque se apresentam no nascimento): a fenilcetonúria e o hipotireoidismo. Ambas, se não tratadas a tempo, podem levar à deficiência mental. A identificação precoce de qualquer dessas doenças permite evitar o aparecimento dos sintomas, através do tratamento apropriado. Por isso, recomenda-se realizar o teste idealmente no 5º dia de vida do bebê. Antes disso, os resultados não são muito precisos ou confiáveis. A partir desse dia, é importante que toda mãe leve seu filho para fazer o exame. Assim o tratamento, se for o caso, será mais eficaz. Por meio de lei federal, o teste se tornou obrigatório em todo o País, em 1992, embora ainda não alcance a totalidade dos recém-nascidos. A portaria de número 822, de 6 de junho de 2001, assinada pelo ex-ministro José Serra, criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) com o objetivo de atender a todos os recém-natos em território brasileiro. Atualmente, já existe uma versão ampliada, que permite identificar mais de 30 doenças antes que seus sintomas se manifestem. Trata-se, no entanto, de um recurso sofisticado e ainda bastante caro, não disponível na rede pública de saúde. DOENÇAS DIAGNOSTICADAS 1.FENILCETONÚRIA: É uma doença genética, de caráter autossômico recessivo decorrente da deficiência da enzima fenilalanina-hidroxilase. Em conseqüência a fenilalanina acumula-se no sangue do RN, com efeitos tóxicos do sistema nervoso central, podendo causar até a deficiência mental severa.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Conseqüências Deficiência mental irreversível. Convulsões, problemas de pele e cabelo. Problemas de urina e até invalidez permanente. Tratamento: Controle alimentar com dieta especial à base de leite e alimentos que não contenham fenilalanina, sob rigorosa orientação médica, para que o bebê fique bom e leve uma vida normal. 2.HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO É hereditário, causado pela falta de uma enzima, impossibilitando que o organismo forme o T4, hormônio tireoidiano, impedindo o crescimento e desenvolvimento de todo o organismo inclusive o cérebro, sendo a deficiência mental uma de suas manifestações mais importantes. Conseqüências Deficiência mental irreversível, convulsões, problemas de pele e cabelo, problemas de urina e até invalidez permanente. Tratamento Administração de hormônio tireoidiano, sob rigoroso controle médico, para que o bebê fique bom e tenha uma vida normal. 3.HEMOGLOBINOPATIAS: São doenças que acometem a estrutura ou/e a taxa de produção da molécula de hemoglobina, presente nos glóbulos vermelhos e responsável pelo transporte de oxigênio para os tecidos. A anemia falciforme (AF) é a hemoglobinopatia mais freqüente no nosso país, atingindo cerca de 0,1-0,3% da população de negros. 4.FIBROSE CÍSTICA: É a doença autossômica recessiva de elevada prevalência nas populações de origem européia, caracterizada por uma disfunção crônica e grave dos pulmões e trato gastrointestinal devido a um distúrbio no transporte de cloreto pelas membranas epiteliais. A freqüência dessa patologia na população do sul do Brasil é de 1 para 2.500 nascidos vivos. MÉTODO DE COLETA:  Colher a partir de 72 h de vida ou entre o 3° e 30° dias de vida.  Preencher o cartão com os dados da criança e assinalar os exames a serem feitos.  Aquecer o local com bolsa de água morna, 44° por 5 min.  Assepsia com álcool 70% e deixar secar.  Usar uma lanceta fina e puncionar a face lateral do calcanhar, com movimento firme e único, seguido por movimento de rotação bilateral.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  Desprezar a primeira gota com gaze ou algodão seco.  Formar uma gota grande e encostar o papel filtro deixando saturar os círculos até enche-los e vazar no verso.  Secar em temperatura ambiente por 3 h na horizontal sem que o sangue encoste na superfície ou objetos  Enviar ao laboratório em envelope próprio ou papel alumínio. UNIDADE 4 CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA NO PRIMEIRO ANO DE VIDA As vacinas (cujo nome advém de vaccinia, o agente infeccioso da varíola bovina, que, quando é injetado no organismo humano, proporciona imunidade à varíola no ser humano) são substâncias tóxicas, que ao serem introduzidas no organismo de um animal, suscitam uma reação do sistema imunológico semelhante à que ocorreria no caso de uma infecção por um determinado agente patogênico, por forma a tornar o organismo imune a esse agente (e às doenças por ele provocadas).São, geralmente, produzidas a partir de agentes patogênicos (vírus ou bactérias), ou ainda de venenos, previamente enfraquecidos. Por inserir no organismo esse tipo de substâncias, os efeitos colaterais podem ser adversos, correspondendo ao esforço que nosso corpo está fazendo para controlar as substâncias. A descoberta da vacina se deve às pesquisas de Louis Pasteur, que em seu leito de morte, disse: "O vírus não é nada, o terreno é tudo", com isso ele estava explicando que os vírus só se multiplicam sem controle (gerando doenças) em um organismo, se encontrarem terreno favorável para isso. Mas a vacina já era usada anteriormente, na forma de medicina popular, pelos chineses e povos do mediterrâneo. Pasteur, entretanto, formalizou seu uso com o rigor científico. Calendário Básico de Vacinação da Criança – 2012 Nota: Mantida a nomenclatura do Programa Nacional de Imunização e inserida a nomenclatura segundo a Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 61 de 25 de agosto de 2008 – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros BCG Composição: Bacilo Calmette-Guérin liofilizado, obtido por atenuação do M. bovis, cepa Mooron-Rio. Idade: a partir do nascimento e revacinação quando não houver cicatriz vacinal. Indicação: em especial nas crianças menores de 5 anos e preferencialmente nos menores de 1 ano. O mais precocemente em crianças HIV positivas assintonáticas. Dosagem e via de administração: 0,1ml ID na inserção inferior do deltóide. Agulha: 13x3,8 Tempo de validade após aberto o frasco: 06 horas.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Eventos adversos: formação de abscesso e/ou ulceração (axilar). Contra-indicação: imunodeficiência congênita ou adquirida; HIV sintomático; < 2000g, afecções dermatológicas extensas (escabiose, impetigo= adiamento). Conservação: +2 + 8ºC inativada quando exposta à luz artificial. HEPATITE B Composição: Há 2 tipos : 1 partícula viral tratada com formol (2 recombinação do RNA viral através de engenharia genética). Idade: nas primeiras 12 horas de vida. Esquema: 0,1,6 meses – 1ª dose para 2ª dose intervalo de 30 dias e da 1ª dose para 3ª dose um intervalo de 6 meses. Dosagem e via de administração: 0,5 ml ou de acordo com o fabricante, IM profunda no Vasto Lateral da Coxa (VLC) em crianças até 2 anos e deltóide em crianças maiores. Agulha: 20x5,5 (menores de 2 anos) 25x6 ou 25x7 (maiores de 2 anos). Tempo de validade após aberto o frasco: até o final do frasco. Eventos adversos: dor no local da injeção e febre baixa. Contra-indicação: reação anafilática sistêmica na dose anterior. Conservação: + 2º+ 8º, congelamento inativa. POLIOMIELITE ORAL ( VOP ) Composição: vírus vivo atenuado em cultura de células. Idade: a partir dos 2 meses até 4 anos 11 meses e 29 dias. Esquema: 3 doses a partir dos 2 meses de idade, com intervalos de 60 dias e no mínimo 30 dias; dose de reforço aos 15 meses. Dosagem e via de administração: 2 gotas oral. Tempo de validade após aberto o frasco: 05 dias. Contra-indicação: crianças com imunodeficiência (congênita ou adquirida); pessoas submetidas a transplante de medula; crianças HIV+ sintomáticas (AIDS). Conservação:geladeira, +2+8ºC. Observação: Retornar ao refrigerador ou isopor imediatamente após a vacinação. TETRAVALENTE Composição: vacina que contém toxidóide diftérico, tetânico e Bordetella pertussis, além de polissacarídeo capsulares (Poliribosol-ribtol-fosfato- PRP) do Haemophilus influenza conjugada com uma proteína carreadora tetânica.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Idade: até 11 meses e 29 dias. Via de administração: IM ou VLC. Esquema: 3 doses de 0,5ml a partir dos 2 meses de idade, com intervalo entre as doses de 60 dias e no mínimo 30 dias. Agulha: 20x5,5. Tempo de validade após aberto o frasco: 05 dias. OBS: Não administrar em crianças maiores de 1 ano. Caso, o esquema não esteja completo, completar com DTP. Eventos adversos: dor, vermelhidão, febre, mal-estar e irritabilidade nas 24-48h. Contra-indicação: crinaças que desencadeiam reação anafilática não administrar dose seguinte. Conservação: +2 +8ºC. TRÍPLICE BACTERIANA – DTP Composição: a vacina tríplice DTP contém toxóide diftérico, toxóide tetânico e Bordetella pertussis inativada em suspensão, tendo como adjuvante hidóxido ou fosfato de alumínio. Idade: 1º primeiro reforço aos 15 meses e o 2º reforço entre 4-6 anos. Idade mínima aos 12 meses. Esquema: 2 doses de 0,5 mal a partir dos 15 meses de idade. Via de administração: IM profunda no VLC e em crianças maiores de 2 anos administrar no deltóide. Agulha: 20x5,5 (menores de 2 anos) 25x6 ou 27x7 (maiores de 2 anos). Tempo de validade após aberto o frasco: até o final do frasco. Evento adversos: dor, vermelhidão, febre, mal-estar geral e irritabilidade nas primeiras 24 a 48 horas. Contra-indicações: a aplicação da vacina tríplice DTP é contra-indicada em crianças que tenham apresentado após a aplicação da dose anterior – reação anafilática. TRÍPLICE VIRAL Composição: vacina combinada do vírus vivo atenuado, liofilizado contra sarampo a rubéola e caxumba. Idade: a partir dos 12 meses de idade, recomenda-se aos 15 meses para coincidir com o reforço da DTP e pólio. Via de administração: SC. Esquema: 0,5 ml dose única e reforço entre 4 – 6 anos de idade. Agulha: 13x4,5 . Tempo de validade após aberto o frasco: 8 horas. Efeitos adversos: febre e erupções de curta duração, entre o 5º e o 10º dia de pós-vacina, artralgia e artrite, mais freqüentemente em mulheres adultas.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Contra-indicação: reação sistêmica ao ovo de galinha (urticária, edema da glote, dificuldade respiratória, hipotensão ou choque), gravidez. Conservação: +2+8ºC. FEBRE AMARELA Composição: vacina derivada da cepa 17, vírus da febre amarela, Sacarose 8 mg e 3 mg de glutamato de sódio. Idade: a partir dos 9 meses. Indicação: contra a febre amarela. Via de administração: SC no deltóide. Esquema: 1ª dose aos 9 meses e reforço a cada 10 anos. Agulha: 13x 4,5. Tempo de validade após aberto o frasco: 4 horas. Eventos adversos: dor local, cefaléia e febre. Contra-indicação: crianças menores de 6 meses; portadores de imunodeficiência (congênita ou adquirida), neoplasias malignas e pacientes HIV+ sintomáticos; uso de corticoesteróides em doses elevadas; pessoas com história de reação anafilática após consumo de ovo. Conservação: +2+8ºC, quando congelada inativa. ROTAVÍRUS Composição: é uma vacina elaborada com vírus isolados de humanos e atenuados para manter a capacidade imunogênica, porém não patogênica. Idade: mínima 1 m e 15 dias e idade máxima 5 meses 15 dias. Indicação: gastroenterite provocada pelo vírus rotavírus. Vias de administração: Cada dose corresponde a 1 ml (exclusivamente oral). Tempo de validade após aberto o frasco: 24 horas após a preparação da vacina. Esquema: 2 doses; 2 meses e 4 meses, com intervalo entre as doses de 60 dias e no mínimo 30 dias. Eventos adversos: reação sistêmica grave até 2 h após a administração; presença de sangue nas fezes até 42 dias após vacinação; internação por abdome agudo até 42 após a dose da vacina. Justificativas para a sua inclusão no calendário vacinal infantil: 1.Os rotavírus constituem a principal causa de gastroenterites em crianças, sendo responsável por mais de 400.000 óbitos por ano em países em desenvolvimento. 2.A maior incidência das infecções por rotavírus se concentra na faixa etária de 6 a 24 meses, com o quadro clínico clássico caracterizado-se por diarréia precedida de febre e vômitos, evoluindo rapidamente para desidratação.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros VACINA DUPLA BACTERIANA – dT Composição: toxóide diftérico+tetânica com hidróxido de alumínio ou fosfato de alumínio como adjuvante. Idade: dT administrar em crianças maiores de 7 anos e adultos. Dosagem e via de administração: 0,5 ml IM profunda no deltóide. Esquema: 3 doses com intervalo entre as doses de 60 dias e no mínimo 30 dias. O reforço é aplicado a cada 10 anos. Agulha: 25x6 ou 25x7. Tempo de validade após aberto o frasco: até o final do frasco VACINA PENTAVALENTE Composição: são compostas por toxóides de difteria e tétano, suspensão celular inativada de Bordetella pertussis, antígeno de superfície de hepatite B (HBs-Ag), oligossacarídeos conjugados de Haemophilus influenzae do tipo b) Idade: é indicada para imunização ativa de crianças a partir de doismeses de idade contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas porHaemophilus influenzae tipo b. Esquema: A vacinação básica consiste na aplicação de 3 doses, com intervalo de 60 dias (mínimo de 30 dias), a partir de 2 meses de idade.Os dois reforços necessários serão realizados com a vacina DTP (difteria, tétano e pertussis). O primeiro reforço aos de 15 meses de e o segundo reforço aos 4 anos. A idade máxima para aplicação da DTP é de 6 anos 11meses e 29 dias.Ressalta-se também que fará parte deste esquema, para os recém-nascidos, a primeira dose nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas, com a vacina hepatite B(recombinante). Dose e Via de Administração: Administrar dose de 0,5 mL da vacina DTP/HB/Hib por via intramuscular, no vasto lateral da coxa, em crianças menores de 2 anos de idade e na região deltóide nas crianças acima de dois anos de idade. VACINA MENINGOCÓCICA Composição: As vacinas meningocócicas disponíveis contra os diversos sorogrupos, incluindo o sorogrupo C podem ser divididas em duas categorias: as que contêm polissacarídeos e as conjugadas. As de polissacarídeos da cápsula da bactéria conferem proteção por tempo limitado (3-5 anos) e exclusivamente para os sorogrupos contidos na vacina, com reduzida eficácia em crianças de baixa idade (particularmente abaixo de 2 anos). Via de Administração : A vacina deve ser administrada exclusivamente pela via intramuscular profunda, de preferência na área ântero-lateral da coxa direita da criança Esquema vacinal : O esquema de vacinação primário consiste na aplicação de duas doses, em crianças menores de um ano de idade, com intervalo de 2 meses entre as doses (mínimo de 30 dias), aos 3 e 5 meses de idade. Um único reforço é recomendado aos 12 meses de idade, respeitando-se o intervalo mínimo de 2 meses, após a aplicação da última dose.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros POLIOMIELITE INATIVADA ( VIP) Composição : A vacina inativada poliomielite (VIP) foi desenvolvida em 1955 pelo Dr. Jonas Salk. Também chamado de "vacina Salk", a VIP é constituída por cepas inativadas (mortas) dos três tipos (1, 2 e 3) de poliovírus e produz anticorpos contra todos eles. Esquema Vacinal : O esquema vacinal será sequencial (VIP/VOP) de quatro doses para crianças menores de 1 ano de idade que estiverem iniciando o esquema vacinal. A VIP deverá ser administrada aos 2 meses (1ª dose) e 4 meses (2ª dose) de idade, e a VOP aos 6 meses (3ª dose) e 15 meses de idade (reforço). A preferência para a administração da VIP aos 2 e 4 meses de idade tem a finalidade de evitar o risco, que é raríssimo, de evento adverso pós-vacinação. Dose e via de administração: A via de administração preferencial da VIP é a intramuscular, entretanto, a via subcutânea também pode ser usada, mas em situações especiais (casos de discrasias sanguíneas). O local de aplicação preferencial para injeção intramuscular em bebês é o músculo vasto-lateral da coxa ou região ventroglútea e para crianças maiores o músculo deltóide. UNIDADE 5 A ENFERMAGEM, O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA O Crescimento ( C ) e o desenvolvimento ( D ) , são indicadores da saúde das crianças; por essa razão o acompanhamento desses processos se constitui na ação –eixo da assistência à saúde da criança.As equipes de enfermagem e de saúde devem estar alertas para intervir no processo de CD, quando necessário, da maneira mais precoce possível. No Brasil, o MS (1984) preconiza que a atenção à infância deve se estruturar a partir do acompanhamento do CD. O crescimento e desenvolvimento são o que caracteriza a criança, dessa forma , a atenção a criança existe para promover o C e o D. DEFINIÇÕES: ►CRESCIMENTO: Constitui as alterações biológicas que implicam em aumento corporal da criança, manifestadas pelo aumento do tamanho das células (Hipertrofia), e pelo aumento do número de células (Hiperplasia). É um quantitativo. Referencia-se por:  Peso  Estatura  Perímetro cefálico  Perímetro torácico
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  Alteração das fontanelas  Dentição  Alterações na proporção corporal e tecidos corporais ►DESENVOLVIMENTO: É o aumento da capacidade do indivíduo na realização de funções cada vez mais complexas. A criança desenvolve controle neuro-muscular, destreza e traços de caráter, funções que só podem ser medidas por meio de provas funcionais.  Habilidades motoras grossas  Habilidades motoras finas  Desenvolvimento da linguagem  Desenvolvimento congnitivo  Desenvolvimento social e afetivo FATORES QUE INFLUENCIAM O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO: O crescimento é um processo biológico, de multiplicação e aumento do tamanho celular, expresso pelo aumento do tamanho corporal.Todo indivíduo nasce com um potencial genético de crescimento, que poderá ou não ser atingido, dependendo das condições de vida a que esteja submetido desde a concepção até a idade adulta. Portanto, pode-se dizer que o crescimento sofre influências de fatores intrínsecos (genéticos, metabólicos e malformações, muitas vezes correlacionados, ou seja, podem ser geneticamente determinadas) e de fatores extrínsecos, dentre os quais destacam-se a alimentação, a saúde, a higiene, a habitação e os cuidados gerais com a criança Como conseqüência, as condições em que ocorre o crescimento, em cada momento da vida da criança, incluindo o período intra-uterino, determinam as suas possibilidades de atingir ou não seu potencial máximo de crescimento, dotado por sua carga genética. 1.0 – AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO : O crescimento pode ser avaliado mediante o controle de peso, estatura e perímetro cefálico, com auxílio de parâmetros de normalidade definidos através de fórmulas e das curvas de peso. As medidas físicas refletem a taxa de crescimento da criança e qualquer alteração no padrão das mesmas, pode indicar problemas sérios.A técnica deve ser rigorosa, os dados corretos e o registro e interpretações exatos; mais importante que os valores deve ser a observação das tendências, diferenças súbitas e os graves desvios do padrão normal. . 1.1 – PESO ( P ): O peso é um excelente indicador das condições de saúde e da nutrição da criança,suas variações na infância são rápidas e importantes.As maiores informações não são obtidas, porém, com o peso de um momento preciso, mas na sua evolução no tempo (curva de peso),
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros na variação entre duas pesagens sucessivas.O método de pesagem, por sua vez, deve ser preciso para não oferecer dados incorretos. A criança dobra de peso aos 5 meses e triplica aos 12 meses. No primeiro ano, a criança cresce, em estatura, cerca de 50% da estatura do nascimento. PESANDO A CRIANÇA 1.2. ESTATURA : A estatura é uma medida fiel do crescimento de uma criança.Sua curva espelha a vida anterior e torna visível toda a história do crescimento.Com efeito, a desnutrição só se retrata tardiamente sobre a altura do corpo da criança;uma lentidão no crescimento da estatura indica o começo de uma desnutrição dois a três meses antes.Ao contrário do peso que pode variar muito e rapidamente; a estatura é uma medida estável e regular.porém é mais difícil de medir do que o peso.Até a idade de dois anos, a criança é medida deitada e são necessárias duas pessoas para tomar essa medida. A criança deve ser medida uma vez ao mês ou a cada consulta de puericultura. Ganho ponderal mensal nos dois primeiros anos de vida Até 3 meses 750 a 900 gramas por mês De 3 a 6 meses 600 gramas por mês De 5 meses a 1 ano 300 a 400 gramas por mês De 1 a 2 anos 200 a 300 gramas por mês
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros MEDINDO A CRIANÇA Parâmetros normais:  Nascimento: +_ 50 cm;  1º trimestre: 9 cm;  2ª trimestre: 7 cm;  3º trimestre: 5 cm;  4º trimestre: 3 cm  Aos 23 meses: +_ 74 cm. Para crianças acima de dois anos, teremos a seguinte fórmula: ESTATURA = IDADE X 5 + 80. 1.3. PERÍMETRO CEFÁLICO (PC): É a circunferência do crânio. A circunferência da cabeça aumenta rapidamente no primeiro ano de vida, a fim de adaptar-se ao crescimento do cérebro. Essa medida permite identificar “alterações”. Essa medida deverá ser verificada a cada consulta ambulatorial, mensalmente.Se há indicações de anormalidades, deverá ser verificada diariamente. Valores normais: IDADE PC/ Cm Nascimento 35,0 3 meses 40,4 6 meses 43,4 9 meses 45,5 1 ano 46,6 1 ano e 6 meses 47,9 2 anos 48,9 3 anos 49,2 4 anos 50,4 5 anos 50,8
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros 1.4. PERÍMETRO TORÁCICO (PT): Medida da circunferência do tórax, importante para detectar algumas doenças. A característica dessa medida consiste na mudança de sua relação com o perímetro craniano (PC). A relação entre Pc e Pt - Até 6 meses: Pc é superior a Pt - Cerca de 6 meses: Pc é igual a Pt - Cerca de 9 meses: Pc é inferior a PT 1.5 – DENTIÇÃO: A idade média normal para o nascimento dos primeiros dentes de leite é por volta de 6 meses de idade. Um atraso pode ser considerado normal em torno de mais de 6 ou 8 meses. Pode acontecer de dentes de leite que erupcionan (nascem) antes do prazo normal, ou seja, logo após o nascimento, são chamados de "dente natal", ou por volta de 2 a 3 meses de idade, "dente neonatal ". Se isso ocorrer, procure imediatamente um odontopediatra, pois isso atrapalha a amamentação. A mãe é muito prejudicada durante o aleitamento materno, com ferimentos no "bico do seio", induzindo a mãe a intervir com mamadeira, o que não é adequado para um bom crescimento e desenvolvimento da criança. Durante o nascimento dos dentes do bebê, poderão ocorrer alguns sintomas, como coceira e abaulamento da gengiva, com aumento da salivação, estado febril, e até as fezes podem ficar mais líquidas. Para ajudar o rompimento dos dentinhos e melhorar esse desconforto, devemos oferecer ao bebê, alimentos mais duros e mordedores de borracha para massagear a gengiva. ERUPÇÃO(nascimento) DENTES SUPERIORES DENTES INFERIORES Incisivos Centrais 8 meses 6 meses Incisivos Laterais 10 meses 9 meses Caninos 20 meses 18 meses 1º Molar 16 meses 16 meses 2º Molar 29 meses 27 meses ESFOLIAÇÃO (queda) DENTES SUPERIORES DENTES INFERIORES Incisivos Centrais 7 a 8 anos 6 a 7 anos Incisivos Laterais 8 a 9 anos 7 a 8 anos Caninos 11 a 12 anos 9 a 10 anos 1º Molar 10 a 11 anos 10 a 11 anos 2º Molar 11 a 12 anos 11 a 12 anos Importância dos da dentição: - Importante para a saúde geral, crescimento e desenvolvimento; - Atuam na mastigação, facilitando a digestão;
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros - São elementos fundamentais para a pronúncia das palavras (fonação); - Grande influência na estética. 2.0- AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO: O desenvolvimento depende da maturação – mielinização – do sistema nervoso. A seqüência de desenvolvimento é igual para todas as crianças, mas a velocidade varia de criança para criança. A direção do desenvolvimento é céfalo- caudal e proximal distal ou seja da cabeça para os pés e dos ombros para as mãos. O primeiro passo para a locomoção é a aquisição do controle da cabeça, envolvendo a musculatura do pescoço. Mais tarde os músculos espinhais desenvolvem coordenação permitindo que a criança fique apta para sentar com as costas retas, engatinhar, ficar em pé e andar .O desenvolvimento integral da criança pode representar uma oportunidade importante para aproximação de uma concepção positiva da saúde, que se efetiva através do acompanhamento da criança sadia.Os profissionais de saúde devem conversar com as mães sobre as aquisições da criança,valorizando suas conquistas, potencializando sua capacidade em reconhecer o valor da relação com seus filhos. Observar o comportamento espontâneo da criança, escutar as dúvidas e apreensões das mães, procurar estabelecer uma relação de confiança com as mesmas e destas com seus filhos são caminhos para aprofundar as relações, conhecê-las melhor e poder apoiar,orientar e intervir, caso necessário. Avalia-se o desenvolvimento, testando as aquisições neuro – psicomotoras e através de testes ou provas, sob quatro aspectos interdependentes que se processam, normalmente, no mesmo ritmo:  Desenvolvimento motor: Para que um organismo se desenvolva, ele precisa funcionar A criança brinca de repetir sem cessar os mesmos gestos e ações que lhes permitem as aquisições que as amadurecem progressivamente.  No nascimento, os movimentos do bebê não são coordenados.  Do nascimento aos dois anos a criança adquire duas possibilidades motoras importantes: caminhar e pegar objetos entre o polegar e indicador e, o controle neuro motor: coordenação da visão e da preensão.  Linguagem: As crianças nascem com o mecanismo e a capacidade de desenvolver a fala e as habilidades de linguagem. Entretanto elas falarão de forma expontânea.  A fala requer a estrutura e a função fisiológica íntegras, incluindo a respiratória, a auditiva e a cerebral, além da inteligência e da necessidade de estimulação.  O gesto procede a fala, e dessa maneira uma pequena criança comunica-se de modo satisfatório.  Em todos os estágios do desenvolvimento da linguagem, a compreensão do vocabulário por parte das crianças é maior do que a expressão.  Desenvolvimento cognitivo: A criança tem necessidade de agir para aprender, como não possui experiência do adulto, para ela tudo está para descobrir.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  É brincando que a criança elabora os esquemas mentais, isto é, as imagens mentais conduzirão aos conceitos.  As imagens de objetos percebidas, muitas vezes se fixam na memória – é a conceituação.  A inteligência da criança é a primeira prática: a criança elabora esquemas de ação, de espaço e de casualidade.  O bebê é incapaz de representar mentalmente os objetos. É preciso que ele os veja e os apalpe. Quando os objetos desaparecem do campo de visão, e da preensão, eles deixam de existir para ele.  O pensamento da criança se estrutura a partir de experiências que ela interioriza, pela repetição frequente e por suas semelhanças. A criança modifica seu comportamento face aos novos objetos e a novas situações  Desenvolvimento social e afetivo:  No começo da vida, a criança brinca com os MMSS e MMII, boca e com todo o corpo.  No decurso das experiências cotidianas, a criança descobre o prazer de se comunicar com os outros. Para o desenvolvimento adequado, é necessário que a criança tenha oportunidade de fazer sozinha tudo que é capaz. E a cada idade, tem um comportamento esperado Características das crianças em suas diferentes etapas de vida: 1.0 - Recém – nascido ( 0 a 28 dias) e lactente ( 29 dias a 2 anos):  O RN não tem sua personalidade organizada e interage com o meio apenas em função de suas necessidades fisiológicas como fome, sede, frio, etc.  O id (inconsciente) refere-se às reações instintivas que podem ser percebidas por atos reflexos diante das sensações de prazer ou de desprazer.  As emoções da criança são expressas através do choro, grito ( desprazer) ou sono tranqüilo e fácies de bem – estar ( prazer).  No recém – nascido o reflexo de sucção, a sensibilidade para movimentos, para o som e o tato são bem desenvolvidas.A sucção é basicamente a principal forma dele relacionar-se com o meio que o cerca.  A criança que não tem atendidas essas necessidades pode vir a desenvolver a chamada Carência Afetiva. A criança com carência afetiva apresenta e agarra-se a quem cuida dela. # Inicialmente torna-se chorona, exigente e agarra-se a quem cuida dela;Mais tarde os choros transformam-se em gritos, ela perde peso e seu desenvolvimento motor estaciona. # A seguir, passa a maior parte do tempo deitada de bruços, tem insônia, continua a perda de peso, tem facilidade para adoecer, a atraso do desenvolvimento motor se generaliza; # se não for tratada, o choro transforma-se em gemidos, o retardo aumenta e se converte em letargia.  A idade em que a criança é mais sensível a separação da mãe é entre os 6 meses e dois anos de vida.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros 2.0 – Pré – Escolar ( 2 a 7 anos):  Desenvolve a linguagem, é observador e faz perguntas. Fica inseguro quando seus hábitos e rotinas sofrem alguma modificação;  Movimenta-se muito ( anda, corre, sobe, desce,pula). Seu pensamento orienta-se pela imaginação e pela fantasia.  Para o pré-escolar, a mãe é a fonte de segurança, proteção e ajuda, frente às situações que possam causar angústia ou qualquer tipo de sofrimento. 3.0 – Escolar ( 7 a 10 anos) :  Nesta etapa, a criança adquire grande independência física e psicológica. Criatividade e aprendizagem são características marcantes.  Tem noção de tempo e espaço.Gosta de correr, pular, perseguir, fugir, participar das tarefas dos adultos.  Embora apresente um grau avançado de independência em todos os aspectos, ainda necessita de carícias físicas e afeto. Necessita de respeito à sua individualidade, privacidade e sexualidade. 4.0- Adolescente ( de 10 a 20 anos) :  Fase de autodefinição e identificação de seu papel.imita as pessoas ou ídolos que admira;  Embora esteja em fase de amadurecimento emocional, apresenta, muitas vezes, grande instabilidade. É ansioso e deprime-se com facilidade;  Gosta de quebrar regras sociais e de contrariara opiniões;  Valoriza , de forma mais acentuada, a imagem corporal, a sexualidade, a privacidade e a autonomia. AS ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA DE UM MÊS A CINCO ANOS Quadro I – As etapas do desenvolvimento da criança de um mês a cinco anos: Idade Desenvolvimento Motor Desenvolvimento Cognitivo Desenvolvimento Social 1 mês a 3 meses  Dorme quase todo o tempo. Aprende a levantar a cabeça e depois a mantê-la direita. Afina e adapta seus reflexos primários, tais como a preensão; guarda dentro da mão, involuntariamente, o objeto que ali se colocar.  Reflexo de sucção;  Chupa seu polegar ou seus dedos; brinca com sua língua;  Reproduz sons por prazer;  Olha suas mãos;  Segue com os olhos uma pessoa ou um objeto que se desloca;  Leva objetos à boca (A boca é um meio de conhecimento importante para a criança lactente);  Morde um pedaço de  Cessa de chorar à chegada de sua mãe ou ao escutá-lo;  Pequenos ruídos guturais;  Sorri ao ouvir a voz humana;  Se imobiliza ao ouvir uma voz familiar que fala;  Reconhece sua mãe e seu pai, pela vista, mas, sobretudo, pelo olfato, pelo ouvido e talvez por suas outras percepções
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros pão. difíceis de definir;  Balbucia espontaneamente e como resposta. 3 a 6 meses  Procura alargar o campo de sua visão, apoiando-se, por ex. sobre o antebraço se estiver de bruços, levantando a cabeça e as espáduas se estiver de costas;  Mantém a cabeça erguida e pode ficar uns instantes sentado com apoio;  Começa a pegar voluntariamente um objeto ao alcance da mão e estender a mão para um objeto que se lhe oferce;  Leva objetos à boca;  Segura pequenos objetos com a palma e os quatro dedos.  Ver item anterior.  Sorri a toda pessoa que se aproxime dela sorrindo;  Comunicação com a mão baseada no olhar;  Começa a diferenciar dia e noite;  Canta com a ajuda de outra pessoa mais fica passiva;  Ri às gargalhadas;  Reage ao chamado por seu nome, virando a cabeça.  Grande riqueza de emissões vocais (balbucios, vocalizações prolongadas);  Ri e vocaliza brincando;  Começa a utilizar os contatos físicos (apalpar) para se comunicar com as outras. 6 a 9 meses  Deitado de costas se vira para se colocar sobre o ventre;  Começa a ficar de pé com apoio;  Pega objetos entre o polegar e o indicador;  Mantém-se assentado só, durante um momento;  Começa a engatinhar.  Toca-se um espelho e sorri;  Age sobre objetos, bate sobre eles, contra a borda de um leito;  Passa um objeto de uma a outra mão;  Segura um objeto dentro de cada mão;  Descobre um objeto escondido, se uma parte dele fica visível;  Se diverte a lançar objetos;  Chama atençao sobre si, por exemplo: desperto só chra ou  É capaz de rastejar para aproximar-se de um objeto ou de uma pessoa;  Começo da socialização;  Vocaliza várias sílabas que tendem a limitar-se aos sons que ouve na língua materna;  Reconhece os rostos familiares e pode ter medo de rostos estranhos;  Começa a participar de jogos de relação
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros grita quando ouve à sua mãe levantar-se. social (bater palmas, jogo de esconder);  Gosta de morder;  Reconhece quando se dirigem a ela;  Imita gestos e brincadeiras;  Faz gestos com a mão e a cabeça (tchau, não, bate palmas). 9 a 12 meses  É capaz de pôr-se a de pé sozinha apoiando-se em alguma coisa ou em alguém, e de caminhar segurando com as duas mãos ou apoiando-se em algum móvel;  Rasteja-se ou engatinha;  Começo do andar;  Sabe largar um objeto sob pedido;  Consegue segurar os objetos entre o polegar e o indicador.  Age intencionalmente: retira o cobertor para pegar o brinquedo que se enfiou por baixo;  Imita um ruído, por exemplo: batendo um objeto contra o outro;  Começo do jogo de embutir.  Repete o som que ouviu. Aprende a pronunciar duas ou três palavras;  Compreende uma proibição ou ordem simples;  Manifesta grande interesse em explorar o mundo, ver tudo, tocar em tudo e levar tudo à boca;  Colabora em brinquedos com adultos. 12 a 18 meses  Caminha sozinha e explora casas e arredores;  Ajoelha-se sozinho;  Sobe as escadarias usando as mãos.  Empilha-se dois a três cubos;  Enche um recipiente;  É capaz de amassar.  Era de sociabilização;  Manifesta ciúme (gestos de raiva e choro) reações de rivalidade nas brincadeiras com os irmãos maiores ou pessoas de convivência. 18 meses a 2 anos  Sobe e desce uma escada agarrando-se num corrimão;  Aprende a comer sozinho;  Começa a ter controle dos esfíncteres durante o dia (fezes e depois urina);  Inicio do dançar ao  Empilha cubos;  Mostra seus olhos e nariz;  Imita um traço sobre o papel ou na areia;  Faz caretas de forma espontânea;  Coordenação mais complexa: pode agir a distância, ex: utilizando um pau para  Associa duas palavras e enriquece seu vocabulário;  Manifesta muito interesse por outras crianças e procura brincar com elas, mas de modo muito pessoal (pegando objetos, por exemplo).
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros som de música. aproximar um objeto ou puxando o cobertor sobre o qual está brincando;  Estuda os efeitos produzidos ao longo de sua atividade: varia a maneira de deixar cair os objetos “pra ver” 2 a 3 anos  Aprende a pular sobre uma perna;  Corre e chuta na bola sem perder o equilibrio;  Pode levar um copo cheio de água sem derramar;  Começo do controle do esfincter vesical noturno;  Participa ativamente no vestir-se;  Dança ao som da música.  Amontoa objetos em equilíbrio;  Pode reproduzir um círculo sobre o papel ou na areia;  Começa a brincar realmente com outras crianças e a compreender que há gente fora do meio familiar;  Se reconhece no espelho.  Desenvolve consideravelmente a línguagem, utiliza “eu”, “mim”, começa a perguntar, compreende a maior parte das palavras e frases que lhe são dirigidas (cerca de 300 palavras);  Participa na arrumação de suas coisas;  Começo da utilização sistemática do não (maneira de afirmar- se, opondo-se ao meio);  Comunica-se com gestos, posturas, mímicas, sobretudo com outras crianças até cinco anos;  Teatraliza rituais de cozinha, de arrumação de cama e de banho (brinquedos como a boneca, com cozinha em miniaturas, etc.). 3 a 4 anos  É capaz de andar sobre a ponta dos pés;  Aprende a vestir-se e despir-se sozinho;  Adquire o controle do esfinceter vesical noturno;  É capaz de realizar  Imita uma cruz;  Desenha uma pessoa com cabeça, tronco e às vezes com outras partes do corpo;  Reconhece três cores;  Reconhece o alto e o baixo, atrás e diante;  Se interessa pelo  Passeia sozinha, visita vizinhos;  Fala de modo inteligível mas guarda um linguajar infantil;  Compreende cerca de 1000 palavras;  Diz seu nome, sexo,
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros tarefas simples;  Anda de bicicleta de três rodas;  Agarra uma bola a um metro de distância. nome dos objetos. idade;  Interessa-se por atividades de casa;  Pergunta muito;  Escuta as histórias e pede para repetir as que gosta;  Brinca com outras crianças e começa a partilhar;  Manifesta afeição por seus irmãos e irmãs;  Crise de personalidade: opõe- se vigorosamente a outrem para afirmar- se;  Pergunta pelo nome dos objetos;  Começo da utilização do pronome pessoal e do advérbio de lugar. 4 a 5 anos  Salta-se;  Balança-se;  Desce as escadarias, pondo de um pé só em cada degrau.  Desenha um homem com os principais membros do corpo;  Copia um quadrado, um triângulo;  Sabe contar nos dedos;  Pode reconhecer quatro cores;  Pode apreciar o tamanho e a forma, distinguir o grosso e o fino;  Sabe dizer sua idade.  Fala de modo inteligível;  Escuta uma história e pode repetir os fatos;  Protesta energicamente quando impedido de fazer o que quer;  Mostra interesse pelas atividades dos adultos;  Aparecem os medos infantis;  Conhece uma quinzena de verbos de ação. UNIDADE 6
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros ATENÇÃO INTEGRADA ÀS DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA - AIDPI Objetivos:  Contribuir para a redução da morbidade e mortalidade associada às principais causas de doença na criança  Introduzir medidas de promoção e prevenção na rotina de atendimento das crianças  Acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança Principais componentes:  Acolhimento  Melhoria no manejo e tratamento de casos –Identificação de sinais clínicos que permitem a avaliação e classificação adequada do quadro, triando rapidamente a situação de risco: Manejo da criança doente: Avaliar a criança  Verificar sinais de perigo  Tosse / dificuldade para respirar  Diarréia  Febre  Problema de ouvido  Anemia e desnutrição  Estado de vacinação Aconselhar a mãe ou acompanhante  Alimentação da criança  Administração de líquidos  Cuidados gerais com a criança  Quando retornar imediatamente  Quando retornar para seguimento  Cuidados sobre sua própria saúde UNIDADE 7 INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS – IRA As infecções respiratórias agudas são as infecções do aparelho respiratório que afetam o nariz, a garganta, os ouvidos, a laringe, os brônquios e os pulmões, causando inflamação, sinusite, bronquite, asma e pneumonia. A criança com infecção respiratória aguda pode ter tosse, nariz escorrendo, dor de ouvido, dor de garganta, chiado no peito, dificuldade para respirar, febre ou temperatura muito baixa. Além disso, a criança perde o apetite, pode ficar muito irritada e chorosa. Algumas ficam com os olhos vermelhos e lacrimejando. As crianças maiores reclamam de dor de cabeça e dores no corpo.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros As infecções respiratórias agudas, principalmente a pneumonia, podem trazer risco de vida quando não tratadas. Toda a criança que apresenta um destes sinais, por até 7 dias sem melhorar, deve ser levada ao serviço de saúde Cuidados para crianças com IRA - Infecção Respiratória Aguda NARIZ ENTUPIDO • Lavar com soro fisiológico cada narina, sempre que necessário. Este soro pode ser preparado em casa, misturando 1 colher pequena de sal com um litro de água fervida e deve ser preparado todos os dias. TOSSE • Dar bastante líquido (chás caseiros ou água). Evitar dar xaropes contra a tosse. A tosse ajuda a eliminar o catarro. Quando a criança está com dificuldade de eliminar o catarro, fazer tapotagem: deitar a criança de bruços, no colo, e bater com as mãos em concha nas suas costas. FEBRE • Dar banho morno e aplicar compressas úmidas só com água na testa, nuca e virilha. • Na febre alta, usar anti-térmico e procurar atendimento médico.  Deitar a criança com a cabeça e os ombros mais altos do que o resto do corpo.  Fazer vaporização na criança, usando um vaporizador ou uma chaleira ou bule com água fervendo, apenas nos casos de tosse rouca.  Onde o clima é seco, colocar uma vasilha com água e panos molhados perto da criança.  Mantenha a alimentação normal da criança, em pequenas quantidades e intervalos menores – oferecendo várias vezes durante o dia, sem forçar, evitando assim que a criança engasgue ou vomite.  Lembrar que durante o período de doenças infecciosas a criança precisa de mais calorias através dos alimentos  As vacinas que protegem contra a coqueluche e a difteria (DPT), contra as formas graves de tuberculose (BCG) e contra o sarampo, ajudam a prevenir as doenças respiratórias. Por isso, todas as crianças da família precisam estar vacinadas ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À CRIANÇA COM DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS 1.OTITE MÉDIA: Classifica-se em Otite Média Aguda,Otite Média Supurativa,Otite Média Supurativa Crônica
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros ETIOLOGIA: Streptococus pneumoniae; Haemophilus influenza. Não infecciosa, em conseqüência do bloqueio por edema das trompas de Eustárquio. Rinite alérgica. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Otalgia, febre, secreção auditiva de característica purulenta. TRATAMENTO: Antibioticoterapia, analgésico, antitérmico, cirúrgico (casos graves). ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM OBJETIVO: Diminuir a dor e orientar para evitar recidivas *Aplicar calor com compressa morna no local; *Manter os cuidados com a higiene do ouvido; *Orientar sobre perdas temporárias da audição; *Cuidado com água no canal auditivo; *Observar sinais de hipertermia 2.AMIGDALITE: É uma inflamação das amígdalas, que geralmente ocorre associada à faringite. ETIOLOGIA: Agentes virais;Agentes bacterinaos (Streptococus). MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Hipertermia, anorexia, halitose, respiração pela boca com sensação de irritação da mucosa, orofaringe hiperemiada, exsudato. TRATAMENTO: Analgésico, antitérmico, antibioticoterapia, cirurgias (amidalectomia) ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM *Cuidados visam o conforto do paciente; *Minimizar as manifestações clínicas; *Administrar NBZ; *Manutenção hídrica adequada; *Uso de analgésicos e antitérmicos 3.FARINGITE:É a inflamação da faringe, e tem seu agente etiológico como um dos causadores de seqüelas graves. ETIOLOGIA: Espretococcus beta-hemolítico do grupo A e seqüelas; Febre reumática; Glomerulonefrite aguda MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Cefaléia, mal-estar, anorexia, rouquidão, tosse, dor abdominal, vômito, inflamação com exsudato. TRATAMENTO: Antibioticoterapia (penicilina), analgésico, antitérmico. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM  Aliviar sintomas  Aplicar compressas mornas
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  Manter ingesta hídrica adequada  Dieta branda e líquida 4.LARINGITE: Infecção da laringe causada por agentes virais. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Odinofagia, indisposição, febre, congestão nasal, rouquidão, cefaléia, coriza. TRATAMENTO: Líquidos e ar umidificado 5.GRIPE: Infecção causada geralmente por vírus de diferentes tipos, que sofrem alteraçõessignificativas no tempo. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Mucosa e faringe seca, rouquidão, febre, mialgia, calafrios, fotofobia, prstração. TRATAMENTO: Sintomático 6. BRONQUITE: Inflamação das grandes vias aéreas, estando invariavelmente associado a uma IRA. ETIOLOGIA: Agentes virais, sendo muito comum o Mycoplasma pneumoniae. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:Tosse seca, metálica e improdutiva, respiração ruidosa, dor torácica, falta de ar, vômito e febre. TRATAMENTO:Diminuir temperatura, dor e umidificar secreções. 7. BRONQUIOLITE: Infecção viral aguda dos bronquíolos, que ocorre principalmente no inverno. ETIOLOGIA: Adenovírus,Influenza MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Obstrução das VA, faringite, tosse, sibilância, febre, taquipnéia, cianose, agitação, dispnéia, fome de ar intensa, batimento da aleta nasal. TRATAMENTO:Tratar com ar umidificado,Aumentar a ingesta hídrica, Graves: oxigenioterapia e terapia venosa ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM  Observar oxigenioterapia e terapia endovenosa  Verificar SSVV  Elevar decúbito  Observar permeabilidade das VA  Estimular espirometria de incentivo 8.PNEUMONIA: É a inflamação do parênquima pulmonar, dificultando as trocas gasosas.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros FATORES DE RISCO: Idade < 6 anos Estado imunológico Situação econômica precária Poluição ambiental Pais fumantes Baixo peso Desmame CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA: Pneumonia viral: tosse, febre, taquipnéia, cianose, fadiga, prostração, presença de ruídos respiratórios e estridores. TRATAMENTO: Sintomático, oxigênio, fisioterapia respiratória e líquidos Pneumonia Bacteriana (pneumococos): tosse, indisposição, respiração rápida e superficial, dor torácica, batimento da aleta nasal, cianose, palidez agitação e letargia. CRIANÇAS MAIORES: antibióticos, antitérmicos, sedativos para tosse, repouso e líquidos. CRIANÇAS MENORES: mesmo das crianças maiores, com líquido endovenoso e oxigenioterapia. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM  Avaliar respiração  Administar oxigenioterapia  Controlar SSVV  Elevar decúbito  Estimular drenagem postural  Aspirar secreções quando necessária  Aliviar desconforto Pneumonia Aspirativa: Aspiração de líquidos ou alimentos, provocado pela dificuldade de deglutir em função de paralisias, debilidade, ausência do reflexo da tosse. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Os mesmos da pneumonia bacteriana. Orientação aos pais quanto a prevenção desse tipo de pneumonia 9. ASMA :Obstrução das VA por edema e/ou muco, desencadeada por diversos estímulos. ETIOLOGIA: Duvidosa, pode ter relação com fatores bioquímicos, imunológicos, alérgicos, climático, psicológico, físicos. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Tosse, irritabilidade, falta de ar, sibilância audível, rubor, lábios avermelhados escuro, progredindo para cianose, sudorese, diafragma deprimido. TRATAMENTO: Uso de corticoesteróide, antiinflamatório, broncodilatores.Realização de exercícios através da fisioterapia respiratória.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM  Identificar e eliminar fatores irritantes e alérgicos.  Orientar os pais sobre a doença e no reconhecimento de sinais agudos.  Controle rigoroso da terapia endovenosa.  Administrar oxigenioterapia.  Oferecer líquidos(controle).  Elevar decúbito.  Controlar SSVV  Estimular participação dos pais nos cuidados. UNIDADE 8 DIARRÉIA AGUDA A diarréia aguda é uma doença caracterizada pela perda de água e outros componentes químicos fundamentais para o bom funcionamento do organismo. Resulta do aumento do volume e freqüência da evacuação e da diminuição da consistência das fezes, que podem se apresentar líquidas e, algumas vezes, conter muco e sangue, como acontece nas disenterias. A maioria das diarréias agudas é provocada por um agente infeccioso - vírus ou bactéria , e geralmente dura menos de duas semanas. Mais de cinco evacuações diárias, líquidas ou pastosas caracterizam esta doença, que na maior parte das vezes é causada pela contaminação da água ou dos alimentos. Embora se possa ter diarréia em qualquer idade, as crianças são suas maiores vítimas. Tanto é assim que a diarréia aguda é a maior causa da internação de crianças de até cinco anos e a desidratação, sua pior conseqüência, é uma das principais responsáveis pelas altas taxas de mortalidade infantil em nosso país. Principais causas da diarréia aguda 1. Falta de higiene tanto pessoal como no ambiente domiciliar e sua proximidade; 2. Ingestão de alimentos contaminados: mal lavados, mal conservados ou lavados ou cozidos em água contaminada; 3. Desmame precoce: pelo risco de a mamadeira ser mal lavada ou feita com água contaminada; 4. Falta de saneamento básico: moradias sem rede de esgoto, com córregos ou rios contaminados, próximas a esgotos correndo a céu aberto 1.0-Diagnóstico: Nos serviços de saúde, os profissionais ficam atentos aos sintomas que se referem à diarréia e à desidratação, preocupando-se igualmente com alguma outra doença que possa estar associada.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Em geral, o quadro clínico de uma diarréia aguda, principalmente na infância, apresenta maior ou menor importância dependendo da gravidade da perda de água e de outros elementos químicos importantes, pelas fezes, vômito ou febre. Noutras palavras, uma diarréia aguda é tão mais grave quanto maior a desidratação que vier a causar. Por outro lado, nas diarréias crônicas predominam os sinais de desnutrição - cujo sintoma mais evidente é o emagrecimento.A partir desses conhecimentos, pode-se concluir que as diarréias podem vir a afetar o estado geral do paciente - principalmente se crianças - de modo mais ou menos severo, dependendo da intensidade do quadro. Devemos, portanto, estar atentos aos sinais e sintomas da desidratação: 1 – Depressão na fontanela ou moleira dos bebês 2 – Olhos encovados e sem brilho 3 – Expressão lânguida no rosto 4 – Lábios ressequidos 5 – Língua esbranquiçada e grossa 6 – Pulso fraco 7 – Pouca urina 8 – Prostração ou torpor 9 – Ocorrência ou não de febre 2.0 - Tratamento da diarréia aguda O tratamento será determinado em função do quadro apresentado. Como as crianças são os pacientes preferenciais dessa doença, veremos a seguir as possibilidades mais freqüentes: I - A criança com diarréia, mas sem sinais de desidratação:Os familiares devem ser orientados sobre a doença, o risco de complicações e a adotar seguinte conduta: 1. Procurar o serviço de saúde; 2. Dar mais líquidos à criança, preparados com ingredientes disponíveis em casa, como o soro caseiro, chás, água de cozimento de cereais como o arroz e o milho, sopas e sucos; 3. Dar líquidos após cada evacuação; 4. Manter a alimentação habitual, em especial o leite materno, aumentando a freqüência das mamadas; 5. Não mudar o tipo e quantidade dos alimentos que a criança come. II - A criança com diarréia e sinais de desidratação (mesmo grave)
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros A reidratação oral com soro é o tratamento ideal. A quantidade de solução a ser ingerida variará em função da perda de líquidos apresentada pela criança. Suas principais recomendações são: 1. Continuar a oferecer o leite materno, junto com o soro, aos bebês. Com relação às crianças maiores, enquanto mantiverem os sinais de desidratação deverão receber apenas o soro, com freqüência. 2.Se o paciente vomitar, o volume administrado de soro deve ser reduzido; e a freqüência da administração, aumentada (menos quantidade de soro, oferecido mais vexes durante o dia). 3.Na medida em que a criança se reidrata a febre causada pela desidratação geralmente cede. O uso de antitérmicos, nesta fase, deve ser evitado. 4. A família deve estar atenta aos sinais de piora e, caso ocorram, proceder a administração do soro de reidratação oral e levar a criança imediatamente ao serviço de saúde. Principais sinais de piora: sede intensa, vômitos freqüentes,piora da diarréia , irritabilidade , prostração , choque. 3.0 - Prevenção da diarréia aguda As seguintes e simples medidas podem ser adotadas para evitar a ocorrência das diarréias agudas: 1. Manter uma boa higiene pessoal, tanto corporal como da moradia; 2. Lavar as mãos com sabão após limpar uma criança que acaba de evacuar; após a própria evacuação; antes de preparar a comida; antes de comer e antes de alimentar as crianças. 3. Na falta de água tratada, ferver a água e filtrar, tanto para o cozimento quanto para a ingestão; 4. Lavar, com água fervida, os utensílios utilizados no preparo dos alimentos; 5. Não ingerir alimentos contaminados, mal conservados ou mal acondicionados; dar preferência aos alimentos saudáveis e preparados na hora; 6. Guardar, limpas, secas e em sacos plásticos, as verduras, legumes e frutas na parte de baixo da geladeira ou em local fresco, utilizando-as logo que possível; 7. Verificar o prazo de fabricação e validade dos produtos adquiridos em supermercados. Caso estejam vencidos, pressionar para que sejam retirados das prateleiras; 8. Manter o aleitamento materno exclusivo recomendado para bebês até 6 meses de vida; 9. Seguir o esquema básico de vacinação preconizado pelo Ministério da Saúde, uma vez que as doenças infecciosas agridem o organismo, diminuindo a resistência da criança e, assim,
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros tornando-a mais vulnerável à diarréia. A imunização contra o sarampo, por exemplo, reduz a mortalidade por diarréia e deverá ser feita a partir dos 9 meses; 10. A disponibilidade de água encanada nas moradias é o fator mais eficaz para o controle das diarréias infecciosas. Onde não houver saneamento básico, as pessoas devem acondicionar a água - tanto para uso doméstico como para ingestão - em depósito limpo e tampado; 11. Dar destinação correta ao lixo doméstico e construir fossas domiciliares, evitando, desse modo, a contaminação ambiental e alimentar pelo lixo e/ou fezes. UNIDADE 9 DESNUTRIÇÃO A alimentação constitui requisitos básicos para a promoção, proteção e recuperação da saúde, e o controle das principais deficiências nutricionais. A erradicação completa das defciências nutricionais depende da própria erradicação dos contrastes econômicos e sociais, gerados e mantidos pelo processo de produção e distribuição de bens e serviços. Dentre os problemas inerentes à alimentação e a nutrição no nosso país em termos de saúde coletiva, destaca-se a desnutrição energética –protéica (DEP) e as anemias. Releva-se essas deficiências nutricionais por alcançar importância epidemiológica na infância, em função da velocidade do processo de crescimento e desenvolvimento e na associação com o processo saúde-doença. 2. Definição: Trata-se de um grupo de condições patológicas, resultante da falta concomitante de calorias e proteínas em proporções variáveis, que acomete, com maior freqüência os lactentes e pré-escolares e, freqüentemente associada a carência de vitaminas e minerais. 3.Epidemiologia: A DEP constitui um dos problemas que mais afetam a criança, seja de uma forma aguda ou lenta e silenciosa, com efeitos negativos a longo prazo sobre o seu crescimento e desenvolvimento neurológico. Suas raízes se encontram na pobreza e tem como causa as condições sócio-econômicas precárias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que um terço das crianças do mundo sofrem de desnutrição e que a metade de todas as mortes está relacionada à desnutrição. A desigualdade social é o principal fator na diferença entre a mortalidade infantil em países desenvolvidos e em desenvolvimento.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros 4.Etilogia: A desnutrição pode ser considerada primária ou secundária: Primária (Nutricional): conseqüente à ingestão insuficiente, inadequada, desequilibrada ou incompleta de nutrientes. Secundária (Infecções repetidas): conseqüente de alterações fisiopatológicas pré-existentes que interferem em qualquer ponto do processo de nutrição (anorexia, aceleração o metabolismo e/ou aumento de perdas nutricionais). A desnutrição pode ser classificada em LEVE, MODERADA E GRAVE. A classificação da intensidade está baseada no déficit de peso em relação à idade, e a altura assim como na altura em relação a idade – adotando-se como base uma curva do crescimento. QUADRO I: Classificação da desnutrição segundo a tabela de crescimento do NCHS: LEVE MODERADA GRAVE Peso/Idade Déficit de 10 a 25% Déficit de 26 a 40% Déficit > 40% Peso/Altura Déficit de 10 a 20% Déficit de 21 a 30% Déficit > 30% Altura/Idade Déficit de 5 a 10% Déficit de 11 a 15% Déficit > 15% OBS: É importante observar que toda criança desnutrida com edema, independentemente do seu déficit de peso é considerada como desnutrido grave. SINAIS CLÍNICOS DOS CASOS GRAVES DE DESNUTRIÇÃO Trata-se de um grupo de condições patológicas, resultante da falta concomitante de calorias e proteínas em proporções variáveis, que acomete, com maior freqüência os lactentes e pré-escolares e, freqüentemente associada a carência de vitaminas e minerais. As formas graves de desnutrição . o marasmo, o kwashiokor e as formas mistas . se manifestam clinicamente de maneira típica, conforme relacionado abaixo, e devem ser reconhecidas pelos profissionais de saúde para referência imediata a um serviço de maior complexidade onde estejam disponíveis recursos e condutas adequadas para a recuperação nutricional. MARASMO • Magreza extrema e atrofia muscular. • Perda intensa de tecido subcutâneo. • Abdômen proeminente devido à magreza. • Aspecto simiesco. • Pele frouxa, sobretudo nas nádegas. • Peso para idade sempre inferior ao percentil 3. • Irritabilidade. • Apetite preservado na maioria dos casos. KWASHIORKOR • Edema geralmente generalizado. • Perda moderada de tecido subcutâneo. • Hepatomegalia. • Cabelo fraco, seco e descolorido. • Alterações cutâneas são freqüentes. • Peso para idade muito abaixo do percentil 3. • Apatia. • Anorexia.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros KWASHIORKOR MARASMÁTICO • Características de marasmo com edema ou sinais de kwashiorkor em crianças com perda intensa de tecido subcutâneo e peso para idade inferior ao percentil 3. • Depois de curto período de tratamento, com o desaparecimento do edema, apresentam características típicas de marasmo. UNIDADE 10 DESIDRATAÇÃO 1. Definição: É a deficência de água e eletrólitos corpóreos por perdas superiores à ingesta devido a anorexia, restrição hídrica, por perdas aumentadas gastrintestinais (vômito e diarréia), perda urinária (diurese osmótica, administração de diuréticos, insuficiência renal crônica), e perdas cutâneas e respiratórias (queimaduras e exposição ao calor). 2. Causas: A mais freqüente decorre de perdas gastrintestinais. A diarréia é portanto a causa mais importante e responsável por óbitos em crianças menores que 5 anos, podendo evoluir de modo mais prolongado e desfavorável em crianças sem aleitamento materno, desnutridas, imunodeprimidas ou em doenças crônicas. Além do que a incidência é maior nas populações de baixo nível socioeconômico. 3. Diagnóstico: Segundo a estratégia do AIDPI, as crianças precisam ser avaliadas até os 5 anos obedecendo o seguinte critério: Avaliação da sua condição geral, pesadas sem roupas e verificar se há sinais de alerta. PERGUNTAR OBSERVAR 1. A criança consegue beber ou mamar no peito? 2. A criança vomita tudo o que ingere? 3. A criança apresentou convulsão? Verifica se a criança está letárgica ou comatosa. A perda de peso aguda é o melhor indicador de desidratação. A classificação pode ser basear no quadro clínico dividido em três grupos: Quadro I: Classificação da desidratação. Dados clínicos Classificação Sem desidratação Desidratação leve Desidratação grave Aspecto* Alerta Irritado com sede Letárgico inconsciente (comatoso) Circulação ou fluxo periférico (rubor palmar/palmar Menor que 3 seg. 3-8 seg. Mais de 8 seg. Pulso Cheio Fino Muito fino ou
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Os quatro sinais (*) são fundamentais, de acordo com a estratégia da Atenção Integrada às doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). 4. TRATAMENTO: DEPENDE DO GRAU DA DESIDRATAÇÃO 4.1.CRIANÇAS SEM DESIDRATAÇÃO: Se aleitamento materno exclusivo, aumentar a frequencia e o tempo, e oferecer soro de reidratação oral (SRO) com colher ou copo. Se o aleitamento não for exclusivo – mantê-lo e oferecer a dieta habitual e líquido a vontade (SRO, liquido caseiro do tipo: caldo, água de arroz, suco, chás). Recomendar à mãe ou o cuidador das crianças a ofertar freqüentemente líquido com colher toda vez que evacuar na seguinte quantidade: Até 01 ano: 50 – 100ml depois de cada evacuação aquosa. Um ano ou mais: 100 – 200ml após cada evacuação aquosa. Caso ocorram vômitos, aguardar 10 minutos e depois continuar, porém mais lentamente. Continuar dando líquidos à vontade até a diarréia parar e não suspender a dieta habitual. Esclarecer quanto aos sinais de gravidade ou risco, procurar o serviço médico, quando a criança não conseguir beber ou mamar no peito, quando houver piora do estado geral, aparecimento ou piora da febre, aparecimento de sangue nas fezes. 4.2.CRIANÇA COM DESIDRATAÇÃO: Considerar desidratada as crianças que apresentarem dois sinais que seguem: Inquieta, irritada; Olhos fundos; bebe avidamente, com sede; Sinal de prega: a pele volta lentamente ao estado anterior.  Reiniciar a reidratação com SRO.  Pesar a criança sem roupa no início da reidratação e a cada hora. impalpável Elasticidade da pele* (sinal de prega) Normal Diminuída Muito diminuída Olhos* Normais Fundos Muito fundos Fontanela Normal Funda ou deprimida Funda ou deprimida Mucosas Úmidas Secas Secas Sede* Bebe normalmente ou sem sede Bebe avidamente ou com sede Não consegue beber ou bebe muito mal
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  Oferecer a criança o SRO toda vez que a criança deseja, no volume que aceitar de preferência com uma colher para manter volume constante e evitar vômito, toda vez que a criança evacuar.  Em caso de vômitos aguardar 10 minutos e reinicar o mesmo procedimento porém mais lentamente.  Como orientação inicial, a criança poderá receber SRO no volume de 50 – 100 ml/.kg, pelo período máximo de 4 a 6 horas, após esse período, iniciar terapêutica endovenosa.  Se a retenção de líquido for maior do que 20%, mantém-se essa terapia. Caso seja menor na primeira hora observa-se mais uma hora e caso mantenha baixa optar pela sonda nasogástrica, utilizando-se SRO, na quantidade e velocidade de 30 ml/kg/hora nos primeiros 10 a 15 minutos, podendo aumentar para 60 ml/kg/hora, quando bem tolerado.  A reidratação oral deve ser suspensa quando houver vômitos persistentes, convulsão, alteração do nível de consciência, íleo paralítico, ausência de ganho de peso após 2 horas da instalação da terapêutica. O ganho de peso é um excelente critério de sucesso da reidratação 4.3. CRIANÇA COM DESIDRATAÇÃO GRAVE: Considera-se quando: comatosa, pulso fino impalpável, sinal da prega muito diminuído (mais de 2 seg) olhos muito fundos, fontanela funda ou deprimida, mucosa seca, não consegue beber ou bebe muito mal. Inicia-se terapia endovenosa em três fases: expansão, manutenção e reposição.  Fase de expansão: Pesar a criança sem roupa Iniciar a infusão de: Soro a 5% e soro fisiológico a 0,9%, 1:1 com volume de 100ml/kg e velocidade de 50ml/kg/hora. Obs. Caso a criança se mantenha desidratada deve-se prescrever outra fase igual, modificando apenas o volume: 50ml/kg, na velocidade de 25ml/kg/hora. A fase da expansão termina quando a criança clinicamente estiver hidratada, com duas micções claras, densidade urinária menor que 1010, associada ao bom ganho de peso sem roupa.  Fase de manutenção: Visa repor perdas normais de água e eletrólitos que não proporcionais à atividade metabólica. Inicia-se com Soro Glicosado 5% - 80% (80%) mais Soro Fisiológico 0,9% (20%) Entre 10 a 20kg = 1.000ml+50ml/kg por cada quilo que passe, até (10 quilos). Acima de 20kg = 1.500 = 20ml/kg que passe.  Fase da reposição: Visa repor as perdas anormais no caso de diarréia, a reposição deve cobrir perdas fecais de água e eletrólitos.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Repor: 50ml/kg em partes iguais de Soro Glicosado 5% e Soro Fisiológico a 0,9%. Pode ser aumentado para 100, 150 ou até 200ml/kg. Quando a criança necessitar de grandes volumes de líquidos. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NAS DOENÇAS PREVALENTES NA INFÂNCIA 1. ESCABIOSE (SARNA) A escabiose ou sarna é uma doença parasitária, causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei. É uma doença contagiosa transmitida pelo contato direto interpessoal ou através do uso de roupas contaminadas. O parasita escava túneis sob a pele onde a fêmea deposita seus ovos que eclodirão em cerca de 7 a 10 dias dando origem a novos parasitas.  Manifestações clínicas A doença tem como característica principal o prurido intenso que, geralmente, piora durante a noite. A lesão típica da sarna é um pequeno trajeto linear pouco elevado, da cor da pele ou ligeiramente avermelhado e que corresponde aos túneis sob a pele. Esta lesão dificilmente é encontrada, pois a escoriação causada pelo ato do prurido a torna irreconhecível. O que se encontra, na maioria dos casos, são pequenos pontos escoriados ou recobertos por crostas em conseqüência do prurido. É possível a infecção secundária destas lesões com surgimento de pústulas e crostas amareladas. As lesões atingem principalmente os seguintes locais: abdômen, flancos, baixo ventre, umbigo, pregas das axilas, cotovelos, punhos, espaços entre os dedos das mãos e sulco entre as nádegas. A escabiose, raramente, atinge a pelo do pescoço e da face, exceto nas crianças, em quem estas regiões podem também ser afetadas. Tratamento O tratamento da sarna consiste na aplicação de medicamentos sob a forma de loções na pele do corpo todo, do pescoço para baixo, mesmo nos locais onde não aparecem lesões ou coceira. Após terminada a primeira série do tratamento, este deve ser repetido uma semana apóes, para atingir os parasitas que estarão deixando os ovos. Medicamentos para o alívio da coceira devem ser utilizados, porém não são responsáveis pela cura. O tratamento também pode ser realizado via oral, sob a forma de comprimidos tomados em dose única. Pode ser necessária a repetição após 1 semana. Em casos resistentes ao tratamento, pode-se associar os tratamentos oral e local. As roupas de uso diário e as roupas de cama devem ser trocadas todos os dias, colocadas para lavar e passar a ferro. Todas as pessoas da casa que tiverem qualquer tipo de coceira devem se tratar ao mesmo tempo, para evitar a recontaminação. As unhas devem ser escovadas com sabonetes apropriados para a retirada de parasitas ali depositados pelo ato de coçar. Para evitar a doença não use roupas pessoais, roupas de cama ou toalhas emprestadas, evite aglomerações ou contato íntimo com pessoas de hábitos higiênicos duvidosos.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Em pessoas com bons hábitos higiênicos, a sarna pode ser confundida com outras doenças que causam coceira, devendo o diagnóstico correto ser realizado por um médico dermatologista que indicará o tratamento ideal para cada caso. 2. PEDICULOSE DA CABEÇA (PIOLHOS) A pediculose da cabeça é uma doença parasitária, causada pelo Pediculus humanus varcapitis, vulgarmente chamdado de piolho. Atinge principalmente crianças em idade escolar e mulheres e é transmitida pelo contato direto interpessoal ou pelo uso de utensílios como bonés, escovas ou pentes de pessoas contaminadas.  Manifestações clínicas A doença tem como característica principal característica o prurido intenso no couro cabeludo, principalmente na parte de trás da cabeça e que pode atingir também o pescoço e a região superior do tronco, onde se observam pontos avermelhados semelhantes a picadas de mosquitos. Com o prurido das lesões pode ocorrer a infecção secundária por bactérias, levando inclusive ao surgimento de glânglios no pescoço. Geralmente a doença é causada por poucos parasitas, o que torna difícil encontrá-los, mas em alguns casos, principalmente em pessoas com maus hábitos higiênicos, a infestação ocorre em grande quantidade. Achado comum que fecha o diagnóstico de pediculose são as lêndeas, ovos de cor esbranquiçada depositados pelas fêmeas nos fios de cabelo.  Tratamento O tratamento da pediculose da cabeça consiste na aplicação nos cabelos de medicamentos específicos para o extermínio dos parasitas e deve ser repetido após 7 dias. Existe também um tratamento através de medicação via oral, sob a forma de comprimidos tomados em dose única. Em casos de difícil tratamento, os melhores resultados são obtidos com a associação dos tratamentos oral e local. A lavagem da cabeça e utilização de pente fino ajuda na retirada dos piolhos. As lêndeas devem ser retiradas uma a uma, já que os medicamentos muitas vezes não eliminam os ovos. Para facilitar a retirada das lêndeas, pode ser usada uma mistura de vinagre e água em partes iguais, embebendo os cabelos por meia hora antes de proceder a retirada. Em crianças que freqüentemente aparecem com piolhos, recomenda-se manter os cabelos curtos e examinar a cabeça em busca de parasitas, usando o pente fino sempre que chegarem da escola que é, geralmente, o principal foco da infecção. As meninas de cabelos compridos devem ir à aula com os cabelos presos. A escola deve ser comunicada quando a criança apresentar a doença para que os outros pais verifiquem a cabeça de seus filhos, de modo que todos sejam tratados ao mesmo tempo, interrompendo assim o ciclo de recontaminação. 3. IMPETIGO
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros É uma infecção de pele e que também tem os nomes de piodermite, pereba ou broto. É causada pela penetração de micróbios na pele aberta por machucados, feridas, coceiras ou picadas de inseto. Essas infecções podem começar como um pontinho de pus ou uma feridinha avermelhada, que aumenta de tamanho, fica um pouco inchada e dolorosa e que tem a tendência a formar crostas. Às vezes a infecção é bem superficial, deixando a pele descamada, úmida e vermelha, parecendo que foi queimada com um toque de cigarro aceso ou fogo. Às vezes a infecção é mais pronfunda, dolorosa e quente, como nos furúnculos. O tratamento as infecções de pele é feita com a limpeza das feridas, remoção as cascas e secreções com água fervida morna, na qual pode ser dissolvido um desinfetante, como o permanganato de potássio (dissolve-se um pacotinho ou um comprimido em um litro de água – água fica arroxeada). Pode ser usado depois um creme ou pomada de antibiótico – creme . Quando as infecções são mais profundas, tipo furúnculo, a aplicação de compressas quentes e úmidas facilita a cura. Quando as infecções são muitas, quando continuam a aparecer apesar do tratamento ou quando há ínguas, geralmente há necessidade de usar antibiótico por via oral ou injetável, que será receitado no centro de saúde, geralmente um tipo de penicilina. Um tipo especial de infecção de pele é a das pálpebras, chamada terçol ou hordéolo, é conhecida popularmente com o nome de “bonitinha. Deve ser tratatada com um creme especial que possa ser usado nos olhos, com orientação do Centro de Saúde. (Leia também “terçol”). 4. DERMATITE SEBORRÉICA Afecção crônica e recorrente não contagiosa comum nos dois ou três meses de vida, caracterizando-se pelo acúmulo de escamas seborréicas e crostas amareladas descamativas e oleosas no couro cabeludo. Pode afetar pálpebras, canal auditivo externo, pregas nasolabiais e região inguinal.  Etiologia É obscura. Acredita-se que exista uma predisposição constitucional para a doença (metabólica, nutricional e endócrinas).  Medidas terapêuticas e conduta de enfermagem  Remoção das crostas com óleo.  Lavar a cabeça com mais freqüência a fim de evitar o acúmulo, repetir o procedimento até resolver o problema. 5. CANDIDÍASE (MONILÍASE ORAL OU SAPINHO) É uma infecção causada por fungo do gênero cândida, geralmente, Cândida albicans. Se a pele do bebê ficar úmida por muito tempo, ela estará suscetível a assaduras causadas por lêvedo, o tipo de assadura mais persistente. Grandes quantidades de antibiótico podem
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros causar diarréia, o que pode dar início às assaduras causadas por lêvedo. Este tipo de assadura pode ser identificado pelas feridas intumescidas, rosadas ou com pus branco ao redor de uma mancha vermelha na área coberta pela fralda. O bebê pode ter as manchas na boca também e pode ser que seus seios fiquem sensíveis caso esteja amamentando. Se esta condição persistir, consulte o pediatra assim que possível para começar um tratamento antigúngico.  Etiologia A contaminação pode ocorrer durante a passagem da criança pelo canal de parto. Pelo contato direto com outras crianças contaminadas ou com pessoas que cuidam da criança. Por má nutrição. Durante o uso de corticóides Antibióticos Diabetes Neoplasias  Manifestações Clínicas Placas brancas, semelhante a coágulo de leite na mucosa da boca, de gengivas e da língua. Mucosa vermelha.  Tratamento Aplicar fungicida na cavidade oral, gerlamente Nistatina – 1 ml 4 x ao dia de 6/6 horas. Pincelar a área com violeta de genciana. Anfotericina B, clotrimazol, fluconazol ou Miconazol.  Condutas de enfermagem  Lavar as mãos ao manusear a criança.  Higienizar chupetas, bicos de mamadeiras, seio materno.  Realizar higiene oral (água boricada – 1 colher de sopa de bicarbonato/ 1 litro de água)  Remover as placas por meio da higiene oral.  Alimentar adequadamente a criança.  Administrar medicamentos conforme prescrição médica 6. GLOMERULONEFRITE DIFUSA AGUDA (GNDA) Glomerulonefrites ou glomerulopatias são afecções que acometem o glomérulo, estrutura microscópica formada por um emaranhado de capilares semelhantes a um novelo de lã. É a principal estrutura renal responsável pela filtração do sangue. Causas As doenças glomerulares são conseqüência de uma ampla variedade de fatores: distúrbios imunológicos, doenças vasculares, doenças metabólicas e algumas entidades hereditárias. As glomerulopatias que aparecem isoladamente são classificadas como primárias, e quando estão associadas a doenças sistêmicas (Lupus, diabetes, etc.) são classificadas como secundárias.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Classificação Histologicamente, classificamos em várias entidades, mas uma mesma glomerulonefrite pode ter diversas apresentações clínicas. Raramente essas patologias evoluem para insuficiência renal terminal em questão de semanas; geralmente sua evolução é mais lenta. Quando ocorre piora rápida da função renal, elas são classificadas como glomerulonefrites rapidamente progressivas, independentemente do tipo histológico Quadro Clínico As conseqüências da agressão glomerular são basicamente: proteinúria, hematúria, queda da filtração glomerular, retenção de sódio e hipertensão. Dependendo da intensidade e do tipo da agressão, pode haver predomínio de um sinal sobre outro, dando origem a diferentes apresentações clínicas: síndrome nefrítica, síndrome nefrótica, não-nefrítica e não- nefrótica. A síndrome nefrítica é definida como o aparecimento de edema, hipertensão arterial e hematúria (geralmente macroscópica). Síndrome nefrótica é caracterizada por proteinúria de 24 horas maior que 3,5 gramas, edema, hipoalbuminemia e hipercolesterolemia. A glomerulonefrite pós-estreptocócica é uma glomerulonefrite difusa aguda (GNDA) que se desenvolve após uma infecção por Streptococcus. Em geral, 1 a 3 semanas após uma infecção de garganta ou de pele, o indivíduo começa a apresentar urina escura (cor de chá), inchaço e diminuição do volume urinário. Ao ser examinado, é freqüente constatar-se hipertensão arterial sistêmica e os exames de laboratório nessa ocasião revelam hematúria. Proteinúria é variável e déficit de função renal é comum. Quando constatadas as primeiras manifestações renais, comumente a infecção que a antecedeu não mais está presente. O tratamento desta glomerulonefrite é eminentemente sintomático, pois seu curso de um modo geral é auto-limitado, e corresponde a cuidados com a retenção excessiva de líquidos pelo corpo, que leva a inchaço, hipertensão arterial e eventuais outras complicações. Esta glomerulonefrite usualmente tem boa evolução, em geral não evolui para insuficiência 7. CRISE CONVULSIVA Convulsão: Descarga bio-energética emitida pelo cérebro que provoca contracções musculares gerais e generalizadas.» Ataque episódico, que resulta da alteração fisiológica cerebral e que clinicamente se manifesta por movimentos rítmicos involuntários e anormais, que são acompanhados de alterações do tônus muscular, esfíncteres e comportamento. Crise convulsiva:
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros «Termo usado para designar um episódio isolado.» Crise convulsiva é um quadro caracterizado pela contratura involuntária da musculatura com movimentos desordenados, generalizados ou localizados, acompanhada de perda dos sentidos. Distúrbio convulsivo: É um distúrbio crônico e recorrente.(epilepsia).  Fisiopatologia Das Convulsões Seja qual for a causa, ou o tipo de crise convulsiva, o mecanismo básico é o mesmo. Há descargas elétricas: - De origem nas áreas centrais do cérebro (afetam imediatamente a consciência); - De origem numa área do córtex cerebral (produzem características do foro anatômico em particular); - Com início numa área localizada do córtex cerebral e alastrando-se a outras porções do cérebro.  - Manifestações Clínicas Estão relacionadas com o tipo de convulsão, e irão ser abordadas ao longo do trabalho.  - Avaliação De Diagnóstico O diagnóstico tem dois objetivos principais que são: - Definir o tipo de crise convulsiva; - Compreender a causa. O diagnóstico das convulsões faz-se através de: - História completa; - Exame físico e neurológico completo; -Exames laboratoriais ( hemograma completo, glicemia, cálcio, uréia, liquido cefalo- raquidiano, etc.); - E.E.G - Cintigrafia cerebral; - T.A.C.; - Ressonância magnética; 1.0. Convulsões Neonatais  INCIDÊNCIA Existem numerosas manifestações clínicas, que podem ser equivalentes a convulsões, no entanto, não são reconhecidas como tal. 0,2 a 0,8% das convulsões aparecem nos dez primeiros dias de vida, sendo a sua maioria na primeira semana (29 e 32 dia de vida).
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  SINTOMATOLOGIA É de difícil observação, resumindo-se às vezes, a apenas um piscar de olhos, uma recusa alimentar, alterações do tônus, apnéia ou espasmos dispnéicos. Assim, as crises tônico- clônicas são raras no Recém Nascido, sendo mais frequentes as manifestações tônicas ou clônicas isoladas. Sinais de crise no Recém Nascido:  Movimentos de rotação da cabeça, olhar fixo e respiração irregular;  Espasmos tônicos das extremidades;  Tremores, finos e prolongados das extremidades;  Movimentos de pedalagem dos membros;  Períodos de hipotonia acentuada em fase pós critica;  Hiperatividade e alterações do sono;  Reflexo de moro expontâneo;  Alterações da respiração;  Alterações da deglutição;  ETIOLOGIA As causas são múltiplas. Cerca de 90% das convulsões no Recém Nascido são devidas a: - Hipoglicemia - nas primeiras 48 horas de vida; - Hipoxia - nas primeiras 48 horas de vida; - Traumatismos de parto - nas primeiras 48 horas vida; - Hipocaliemia ou hipomagnesemia - nas primeiras 72 horas de vida; Depois da primeira semana de vida as infecções e problemas genéticos são as principais causas de convulsão.  TRATAMENTO O tratamento, baseia-se essencialmente na correção da perturbação causal, e secundariamente na administração de anticonvulsivantes.  2.0 - Crises Não Epilétpicas Estão relacionadas com certas situações - sindromes especiais. 2.1 - Convulsões febris São distúrbios transitórios associados à febre. - Afetam 3 a 5% das crianças;
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros - Afeta normalmente crianças entre os 6 meses e os 5 anos; - Suposta predisposição familiar; - Na maioria dos casos acontece quando há uma elevação rápida da temperatura acima dos 38,9ºC; - Apenas 25% das crianças voltam a ter uma futura convulsão febril; - Normalmente não há compromisso neurológico. O tratamento faz-se através do controle da febre (antipiréticos), da convulsão (diazepam ou fenobarbital), e posteriormente faz-se o tratamento das infecções. 2.2 - Episódios de suspensão da respiração É mais frequente em crianças com idades compreendidas entre os 6 e 18 meses. Precipita-se por medo, frustração ou raiva, e caracteriza-se por choro violento e cessação da respiração. 3.0. Convulsões Generalizadas Estas convulsões ocorrem em qualquer idade, em qualquer momento. O intervalo entre as crises varia bastante. 3-1 - Convulsões de grande mal (motoras principais) : Caracterizam-se por duas fases completamente distintas. Fase Clônica: - Reviramento ocular; - Perda imediata de consciência; - Contração generalizada e simétrica de toda a musculatura corporal; - Braços fletidos; - Pernas, cabeça e pescoço estendidos; - Poderá emitir um grito; - Dura aproximadamente 10 a 20 segundos; - A criança apneica pode tornar-se cianótica. Fase Tônica: - Movimentos violentos, rítmicos e involuntários; - Pode espumar pela boca; - Incontinência urinária. À medida que a crise vai cedendo, os movimentos tornam-se menos intensos e com intervalos maiores. Dá-se um relaxamento corporal e segue-se uma fase de sonolência. 3.2 - Pequeno mal: Caracteriza-se por uma perda breve de consciência. Podem passar despercebidas, o comportamento sofre poucas alterações. É frequente entre os 5 e os 9 anos de idade. Pode
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros haver alteração do tônus muscular, e a criança deixa cair pequenos objetos, no entanto raramente cai. Não ha incontinência. 4- AÇÕES DE ENFERMAGEM : A enfermagem tem que ser capaz de atuar rapidamente, no entanto, tem que ser um bom observador. Pois esta observação poderá ser inicio de um diagnóstico correto. Há ações que devem serem feitas imediatamente, tais como: - Proteger a criança durante a convulsão: - Deitar a criança (caso ela esteja de pé ou sentada); - Afrouxar roupas apertadas; - Remover objetos; - Sustentar com delicadeza a criança. - Manter vias aéreas desobstruídas: - Aspirar secreções se necessário; - Administrar terapêutica anti-convulsivante e chamar médico de serviço; - Observar crise convulsiva; - Descrever e registrar todas as observadas, tais como: - Sequência dos acontecimentos; - Início da crise; - Duração da crise; - Eventos significativos anteriores à crise; - Verificar se há incontinência urinária ou fecal; - Verificar se há fase clônica ou tônica. - Observar após a crise, - Descrever e registrar: . Forma de cessação da crise; - Nível de consciência; - Orientação; - Capacidade motora; - Fala. - Promover repouso; - Deixar a criança confortável; - Permitir que a criança repouse após a crise; - Reduzir estimulação sensorial ( luzes, barulho, etc. ); - Reduzir ansiedade dos pais: - Promover atmosfera calma; - Explicar propósitos de enfermagem; -Oferecer apoio emociona 8.SEPTICEMIA Definição: A septicemia é a presença de bactérias no sangue (bacteremia) e é associada a doença grave.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Causas, incidência e fatores de risco: A septicemia é uma infecção grave, com progressão rápida e de alto risco que pode aparecer secundária a infecções localizadas do trato respiratório, genitourinário e gastrointestinal ou da pele. Pode preceder ou coincidir com infecções do osso (osteomielite), do sistema nervoso central (meningite) ou outros tecidos. A septicemia pode conduzir rapidamente a um choque séptico e à morte. O início da septicemia é marcado por febre forte e calafrios, respiração e freqüência cardíaca aceleradas, aparência externa de estar seriamente doente (tóxico) e uma sensação eminente de morte. Estes sintomas progridem rapidamente para choque com diminuição da temperatura corporal (hipotermia), queda na pressão sangüínea, confusão ou outras alterações no estado mental e anormalidades na coagulação evidenciadas por lesões hemorrágicas na pele (petéquia e equimose). Sintomas:  febre (início repentino, normalmente com picos)  calafrios  aparência tóxica (aparência de gravemente doente)  alterações no estado mental o irritável o letárgico o ansioso o agitado o indiferente o comatoso  choque o frio o viscoso o pálido o cianótico (azul) o indiferente  sinais na pele associados a anormalidades de coagulação o petéquias o equimose (normalmente lesões grandes, planas, de coloração roxa que não clareiam quando pressionadas) o gangrena (alterações iniciais nas extremidades que sugerem a diminuição ou ausência de fluxo sangüíneo)  redução ou ausência da produção de urina Sinais e exames: Um exame físico pode demonstrar:  pressão sangüínea baixa (hipotensão)  temperatura corporal baixa (hipotermia)  sinais de doença associada (meningite, epiglotite, pneumonia, celulite ou outros) Os exames que confirmam a infecção incluem:  hemocultura
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  cultura de urina  cultura de LCR  cultura de qualquer lesão cutânea suspeita  hemograma completo  contagem plaquetária  estudos de coagulação o TP o TTP o níveis de fibrinogênio  gases sangüíneos Tratamento: Esta doença deve ser tratada em hospital, normalmente com admissão em uma unidade de terapia intensiva. São administrados líquidos intravenosos (IV) para manter a pressão sangüínea. Medicamentos fortes via IV, denominados simpatomiméticos, normalmente são necessários para manter a pressão sangüínea. Uma terapia com oxigênio é iniciada para manter a saturação de oxigênio. A infecção é tratada com antibióticos de amplo espectro (aqueles que são eficientes contra uma grande quantidade de microorganismos) antes de o microoorganismo a ser identificado. Uma vez que as culturas tenham identificado o microoorganismo específico responsável pela infecção, inicia-se o tratamento com os antibióticos específicos para o tratamento daquele organismo. O plasma ou outro tratamento pode ser necessário para a correção das anormalidades de coagulação. Expectativas (prognóstico): O choque séptico tem uma taxa de mortalidade alta dependendo do tipo de organismo, chegando a ultrapassar os 50%. O organismo envolvido e a hospitalização imediata determinarão a recuperação. Complicações:  choque irreversível  síndrome de Waterhouse-Friderichsen  síndrome da angústia respiratória adulta (SARA) Solicitação de assistência médica: A septicemia não é comum mas é devastadora, e o diagnóstico logo no início pode prevenir a progressão para choque.  uma criança com febre, calafrios com tremores e com uma aparência gravemente doente deve ser imediatamente tratada como uma emergência
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  uma criança com evidência de sangramento na pele deve ser imediatamente tratada como uma emergência  uma criança que esteja doente e tenha alterações no estado mental deve ser imediatamente tratada como emergência Solicite assistência médica se a criança não estiver em dia com a vacinação ou não tiver sido imunizada contra a Haemophilus influenza B, normalmente chamada de vacina HIB. Se a criança tiver um baço danificado devido a um processo de doença ou se o baço tiver sido removido, marque uma consulta para imunização contra a doença pneumocócica. Prevenção: O tratamento apropriado das infecções localizadas pode prevenir a septicemia. A vacina HIB em crianças já reduziu a incidência de septicemia por Haemophilus (e meningite por Haemophilus, de epiglotite e celulite periorbital) e é uma parte da rotina do programa de vacinação infantil recomendado. Crianças que têm os baços removidos ou que apresentem doenças que danifiquem o baço (como anemia de células falciformes) devem receber a vacina pneumocócica. A vacina pneumocócica não é parte do programa de vacinação infantil de rotina. Os contatos próximos (pais, irmãos, amigos) de crianças sépticas com determinados organismos, como pneumococos, menigococos e Haemophilus, podem precisar de terapia preventiva com antibióticos, que será prescrita pelo médico; o tipo de antibiótico será determinado pelo organismo envolvido UNIDADE 11 NECESSIDADES BÁSICAS DA CRIANÇA HOSPITALIZADA Ao lidar com crianças é necessário considerar as necessidades biológicas fundamentais: sede, desejo de urinar, respirar, evacuar, movimentar-se ou não, de sentir um desconforto térmico, além de considerar também as necessidades afetivas. Dentre as necessidades básicas da criança hospitalizada podemos encontrar: higiene; sono e repouso; eliminações; hidratação;alimentação; medidas de segurança e proteção (física, terapêutica e psicológica) e recreação. 1.0.HIGIENE: Desde pequena, a criança sente conforto ao ter seu corpo limpo. De 2 a 6 anos a criança desenvolve a capacidade de controlar os esfíncteres, o que deve ser ensinado com carinho e sem castigo, além de ser estimulada a lavar as mãos antes e após as refeições e escovar os dentes. O banho é um procedimento exclusivo da enfermagem, devendo o enfermeiro prescrevê-lo, indicando o tipo de banho e o melhor horário de acordo com o estado geral da criança e , sempre que possível, respeitando os hábitos e costumes da mesma.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Na higienização da criança, o técnico de enfermagem deve seguir os seguintes procedimentos: 1. Respeitar sua individualidade, procurando realizar a higiene da criança maior em ambiente privado. 2. Cortar as unhas da criança sempre que necessário ( para evitar lesões de pele) 3. Lavar os cabelos da criança em dias alternados de acordo com as condições higiênicas do couro cabeludo. 4. Fechar a porta ou as janelas durante o banho, evitando-se correntes de ar. 5. Sempre que possível deixar a mãe ou acompanhante participar dos cuidados de higiene do seu filho. Objetivo: promover e proteger a saúde da criança. TIPOS DE HIGIENE: Banho : È um procedimento de rotina no momento da admissão, diariamente e sempre que necessário. O banho diário é indispensável a saúde, proporciona bem-estar, estimula a circulação sanguínea e protege a pele contra diversas doenças. O momento do banho deve ser aproveitado para estimular a criança com ( ou através de ) estímulos psico-emocionais ( acariciar), auditivos ( conversar e cantar) e psicomotores ( inclusive movimentos ativos com os membros) Tipos de Banho:  Banho de chuveiro: Normalmente é indicado para crianças na faixa etária pré- escolar, escolar e adolescente, que consigam deambular, sem exceder sua capacidade em situação de dor. - Incentivar a criança a banhar-se sob supervisão ou, em caso de adolescente, que queiram privacidade, permitir que tome banho sozinho. - Quando for possível, ao término, verificar a limpeza da região atrás do pavilhão auditivo,mãos, pés e genitais.  Banho de imersão ( banheira) : É indicado para lactentes e pré-escolares que estejam impossibilitados de ir ao banheiro. Sua escolha dependerá do estado geral da criança. - No caso de crianças em uso de oxigênio, verificar a possibilidade de outro profissional para segurar a fonte de oxigênio durante o banho. - Sempre que possível estimular a mãe ou acompanhante a participar do procedimento. - É necessário que durante o procedimento se converse e explique para a criança, independentemente da faixa etária, tudo o que está sendo feito, em tom de voz baixo e tranqüilo.  Banho no Leito: Refere-se ao banho da criança acamada( escolar e adolescente), sem condições de receber o banho de imersão, seguindo todos os procedimentos anteriores. -Deve-se lavar os cabelos antes de lavar o corpo ( evita que a criança fique com corpo exposto durante muito tempo).  Banho Medicamentoso: É usado para limpeza de pele, servindo também para alívio do prurido que acompanha algumas dermatites ( banho com permanganato de potássio, banho de luz, banho de sol etc.)  Banho do Couro Cabeludo : Deve ser feita de preferência durante o banho, em dias alternados, e de acordo com as condições de higiene da criança. - Lavar o couro cabeludo com as pontas dos dedos e não com as unhas, para evitar machucar a criança, massageando delicadamente.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros - Além da lavagem do couro cabeludo com água e sabão, é importante pentear os cabelos, o que dará melhor aspecto à criança, sendo também uma oportunidade para detectar lesões ou presença de pediculose. Higiene das mãos: Muitas infecções e doenças são transmitidas através das mãos, mas o ciclo pode ser facilmente interrompido pela higiene adequada tanto das pessoas que cuidam das crianças, quanto delas próprias, além de lembrar o indispensável cuidado com as unhas que devem ser mantidas curtas ( diminuem o risco de lesões de pele) Higiene Oral: É a limpeza adequada da boca da criança, tendo como objetivo obter uma dentição permanente, equilibrada e intacta. É indicada nas crianças menores e/ou nas que apresentam lesões da mucosa oral, após vômitos, crianças com sonda nasogástrica (SNG) ou em jejum. -Nos lactentes sem dentes, deve ser realizada a limpeza da gengiva e da língua uma vez por dia, com água filtrada e gaze. -Nos lactentes com dentes, pré-escolares, escolares e adolescentes, deverá ser realizada com auxílio de dentifrício ( preparado que serve para limpar os dentes) com flúor e escova com cerdas macias, realizando movimentos circulares em todos os dentes, individualmente, e por último a língua, em movimento único de dentro para fora. Higiene do Coto Umbilical: Tem como objetivo prevenir infecções e hemorragias, além de acelerar o processo de cicatrização. -Manter o coto posicionado para cima, evitando contato com fezes e urina; efetuar higiene na inserção e em toda extensão do coto umbilical, evitando que o excesso de álcool escorra pelo abdômen. -Fazer curativo com álcool a 70% até a queda do coto umbilical ou de acordo coma rotina da unidade. -Observar e registrar as condições do coto ( presença de secreção ou sangramento) e região periumbilical ( hiperemia e calor) Higiene Perineal: É um procedimento importante que permite observar o aspecto e a consistência das eliminações da criança e as condições da pele da criança. A criança hospitalizada necessita, na maioria das vezes, de controle de diurese, sendo assim, a fralda descartável tem maior utilidade, pois além de oferecer menos riscos de assadura, é mais fidedigno, porque a urina fica armazenada, ocorrendo menos vazamento. - Para trocar a criança após evacuação, é necessário lavar a região glútea ( anal) com água e sabonete com PH neutro. Obs 1: nas meninas deve-se afastar os grandes lábios e limpar com movimentos longitudinais únicos e sentido ântero-posterior. Obs2: nos meninos, quando for possível, deve-se retrair a glande delicadamente. Obs3: é importante que depois da limpeza a criança esteja com os glúteos, a virilha e os genitais externos secos para colocação da fralda limpa. - O uso de hidratante é aconselhado para manter a resistência da pele. -Quando a criança pode deambular, supervisionar a higienização dos genitais e região anal após micção e evacuação. - A criança acamada com controle esficteriano deve ser orientada quanto ao uso de papagaio e/ou comadre. Higiene Nasal :
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros É a remoção de muco acumulado nas narinas com o objetivo de facilitar a respiração da criança. -Fazer higiene com cotonete embebido em SF 0,9% ou água destilada, observar e registrar o aspecto de secreção retirada. Higiene Auricular: É a remoção de excesso de secreção (cerúmen) do conduto auditivo externo e a remoção da sujeira do pavilhão auricular. - Fazer higiene com cotonete embebido em SF 0,9% ou água destilada, observar e registrar o aspecto da secreção retirada. Higiene Ocular: É a retirada de secreções localizadas na face interna do globo ocular. -Fazer higiene ocular com SF 0,9 % ou água destilada, observar e registrar o aspecto da secreção retirada. -Proceder a limpeza do ângulo interno do olho ao externo, utilizando o lado do cotonete somente uma vez. Vestuário: Fazer uma seleção da roupa adequada à temperatura ambiente, evitando frio, superaquecimento ou sudorese excessiva. A mesma não deve provocar irritações cutâneas. 2.0.SONO E REPOUSO: O sono e repouso consiste no tempo de recuperação e de reconstrução necessários a cada indivíduo, para que se sinta bem. Durante a hospitalização, é comum que a criança saia da sua rotina de repouso devido a mudança de ambiente, agitação da unidade de internação ou constantes manipulações. É importante que o enfermeiro pergunte a mãe e/ou responsável todos os hábitos da criança, inclusive os de sono e repouso ( escrever na ficha de admissão para que todos tenham acesso). Durante o sono, ocorre aumento da secreção do hormônio de crescimento e por isso a criança precisa dormir o necessário para ter um desenvolvimento adequado. Ritmo e duração do sono: O sono se estrutura progressivamente de acordo com a faixa etária. Os sinais de apelo do sono são: bocejos, queda das pálpebras, relaxamento do pescoço, diminuição da vigilância e busca de posição confortável. Para despertar uma criança, quando necessário, acaricia-la e/ou cantar para ela em tom suave. IDADE DURAÇÃO TOTAL NOTURNO DIURNO Nascimento 15 a 19 horas 10 horas 6 a 7 horas Um mês 15 a 17 horas 9 a 10 horas 3 horas 6 meses +/- 14 horas 10 horas 2 horas 1 ano +/- 13 horas 10 horas 1 hora 2 anos 12 a 13 horas 10 horas 1 hora 3 a 5 anos 12 horas 10 horas - 6 a 9 anos 11 a 13 horas 11 horas - 10 a 14 anos 9 a 10 horas 9 horas - 15 anos 8 a 9 horas 8 horas - Assistência de Enfermagem;  O sono não deve ser associado a idéias negativas como castigo;  Promover a companhia do familiar, oferecendo apoio, carinho e calor humano, para facilitar o adormecer;
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  Procurar fazer com que a criança encontre a sua posição de nidação (posição confortável para dormir)  Respeitar o despertar natural e calmo da criança;  Quando a necessidade de sono e repouso não for satisfeita, procurar investigar suas causas para corrigi-las. Os distúrbios mais freqüentes são: dificuldade de adormecer, sono agitado ou intranqüilo, sono excessivo ou insuficiente, pesadelos, terror noturno, sonambulismo, bruxismo, falar durante o sono ( siniloquia) 3.0.ALIMENTAÇÃO: A alimentação consiste na ingestão de substâncias minerais e orgânicas destinadas à formação e reparação dos tecidos do organismo. A alimentação é a condição essencial à saúde, crescimento e desenvolvimento da criança. A alimentação natural é de muita importância para a vida das crianças, pois além de atender as necessidades nutritivas e energéticas, auxiliam no desenvolvimento sadio de uma personalidade. Alimentação natural: O leite materno é o alimento mais perfeito e ideal para o RN, tanto do ponto de vista nutritivo quanto afetivo e imunológico. Contém as quantidades suficientes de todos os componentes essenciais para sua alimentação ( água, proteínas totais, caseína, aminoácidos, lactoalbumina, gorduras, sais minerais e vitaminas). O aleitamento materno previne o aparecimento de várias doenças na vida adulta.  Vantagens da Amamentação: - Mais cômodo - Menos trabalhosa; -Mais econômico -Temperatura adequada; -Fácil digestão; - Maior aproximação entre mãe e filho; -Maior imunidade - Mais inteligência; -Sem risco de infecção ou contaminação para criança; Colostro: Leite materno que contém células linfóides vivas e funcionais, com capacidade imunológica e de produção de anticorpos e de colonialização adequada, evitando invasão de bactérias, como a Escherischia coli.  Assistência de Enfermagem: - Orientar a mãe a lavar as mãos antes de amamentar e lavar as mamas somente durante o banho; - Orientar a mãe a fazer uma dieta balanceada ( sobre a orientação do nutricionista) para evitar que o bebê apresente cólicas; - Amamentar em local calmo e agradável; - A criança deve estar acordada, limpa e vestida de modo adequado, antes de iniciar a amamentação; - Deixar a criança mamar até sentir-se satisfeita; - Orientar a mãe para fazer a criança eructar durante e após as mamadas; Após a mamada deitar a criança em decúbito lateral direito e um pouco elevado ( facilitando o esvaziamento do estômago e diminuindo o risco de regurgitação)
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros - Orientar a mãe a oferecer as duas mamas em cada mamada. Só passar para a seguinte quando a primeira estiver vazia, e que sempre deve-se começar pela última mama que foi oferecida na mamada anterior ( permite maior produção d leite e a criança recebe a quantidade adequada de gorduras em todas as mamadas) Alimentação Especial: a) Nutrição enteral : Consiste na administração de vários tipos terapêuticos nutricional, utilizando o trato gastrintestinal como via de entrada introduzindo-se uma sonda pela boca ou narina da criança, passando pela faringe e pelo esôfago, até os estômago, duodeno ou jejuno, através da própria locação da sonda ou por movimentos peristálticos. Indicações: Insuficiência respiratória, prematuridade, desnutrição grave, diarréias crônicas, doenças inflamatórias do trato gastrintestinal e comas. Vias mais utilizadas: Oral, naso ou orogástrica, nasojejunal ou nasoduodenal e gastrostomia. b) Nutrição Parenteral ( NP): Consiste na infusão endovenosa de nutrientes ( aminoácidos, carboidratos, vitaminas, eletrólitos etc), necessários nos processos metabólicos que ocorrem normalmente no organismo. Indicações: Nos casos em que a via digestiva se encontra parcial ou totalmente interditada em decorrência de doenças locais ou generalizadas ( diarréias prolongadas, f´stulas, peritonites, desnutrição, neoplasias, coma e outras). 4.0.HIDRATAÇÃO É o estado de se ter um conteúdo líquido adequado ao corpo. A água é o principal componente do corpo humano, papel fundamental nos processos metabólicos por ser o substrato de todas as soluções orgânicas. Vias de eliminação da água: A eliminação da água no organismo humano se faz através dos rins, pele, intestinos, secreção lacrimal e glândulas mamárias ( lactação) Tipos de Hidratação: a) Oral: ( boca, sonda nasogátrica (SNG), sonda orogástrica(SOG).É a via preferível nos casos de desidratação leve. TRO – ( terapia de reidratação oral) Objetivos;  Reduzir a morbidade e a mortalidade pela diarréia;  Reduzir custos das hidratações em massa;  Reduzir as internações;  Corrigir as perdas de águas e eletrólitos. b) Parenteral : Via utilizada nas doenças severas com vômitos graves, diarréia, desidratação grave, perda de sangue e perda da consciência.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  Assistência de Enfermagem no controle da hidratação da criança: * Certificar-se dos líquidos prescritos para serem administrados pelas vias oral e parenteral; * Orientar a mãe ou acompanhante para oferecer líquidos prescritos ( água ou chá) a criança nos intervalos da alimentação; *Administrar os líquidos via parenteral no tempo prescrito; * Controlar rigorosamente o gotejamento do soro; * Anotar toda a administração de líquidos pelas vias parenteral e oral; * Anotar as eliminações de urina, fezes, vômitos, drenagens etc, descrevendo a quantidade e o aspecto. 5.0.ELIMINAÇÕES: As eliminações são feitas através da pele( suor), pulmões (ar) e principalmente através dos aparelhos urinários ( urina) e intestinal ( fezes). O controle das eliminações é um cuidado importante de enfermagem – indica o funcionamento dos sistemas excretores da criança e auxiliam no seu diagnóstico. Objetivos: Livrar o organismo dos restos de materiais em excesso para as necessidades orgânicas e eliminar os resíduos de substâncias tóxicas do corpo para manter seu funcionamento normal - Eliminação Urinária: O sistema urinário desempenha papel importante na eliminação de resíduos e no equilíbrio hidroeletrolítico do organismo. Algumas doenças de baixo volume urinário ( oligúria) deixam a urina mais concentrada e de cor mais escura. Algumas medicações e o aumento da ingesta líquida provocam o maior volume de urina tornando-a mais líquida e clara. Alguns alimentos e drogas alteram o odor e o aspecto da urina. - Eliminação Instestinal: O aparelho intestinal elimina as substâncias , que não são mais aproveitadas pelo organismo através das fezes que são compostas, principalmente, por resíduos alimentares e água ( 60 a 80%). - Características das fezes:  Mecônio : Primeiras fezes ( produto da degradação do líquido aminiótico e bile); de cor verde escuro, quase preto, pegajosa e inodoro ( desaparece aproximadamente no 3º dia de vida)  Fezes lácteas: são caracterizadas pelo tipo de leite que a criança ingere. -Leite Materno : as fezes são líquido-pastosas, de cor amarelo-ouro ( eliminadas de 2 a 5 vezes por dia) -Leite Artificial: são caracterizadas por fezes endurecidas, mais claras excretadas com menos freqüência ( eliminadas entre 2 a 3 vezes ao dia) A medida que a criança cresce as características das fezes são mais semelhantes as do adulto, tornando-se de consistência pastosa e cor marrom ou castanho. São esverdeadas quando o peristaltismo é ativo. São amareladas quando o alimento permanece por mais tempo no intestino - Vômitos:
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros É a eliminação do conteúdo gástrico pela boca. È muito freqüente em crianças, podendo estar ou não associado a doenças. - Características dos vômitos: As características dos vômitos são importantes para definir sua causa e auxiliar no diagnóstico da criança. Deve-se observar o volume, a freqüência e o tipo de material eliminado.  Vômitos com alimentos coagulados e acidificados, indicam que os alimentos permanecem no estômago;  Vômitos com alimentos quase ou totalmente inalterados indicam que o alimento não alcançou o estômago e permaneceu pouco tempo no esôfago.  Vômitos com sangue ( hematêmese) : é a eliminação de sangue vivo pela boca, que não sofreu ação dos ácidos do estômago  Vômitos de aspectos de borra de café: é a eliminação de sangue, pela boca, que já sofreu ação dos sucos gástricos no estômago;  Vômitos biliosos: é a presença de bile nos vômitos  Vômitos de aspecto fecalóides: é a eliminação de fezes pela boca geralmente ocasionada por obstruções intestinais.  Assistência de Enfermagem: * A equipe de enfermagem é responsável direta pela obtenção dos dados relacionados às eliminações. A precisão e objetividade destas informações. Muitas vezes permitem identificar a causa do choro e da inquietação da criança. * A observação e o registro preciso do aspecto das eliminações urinárias e intestinais auxiliam a enfermeira a avaliar o funcionamento do aparelho intestinal, assim como ao médico a formular um diagnóstico. * Caso não haja contra-indicações, o técnico de enfermagem deve estimular, fornecer e administrar líquidos a criança. * A cada eliminação deve ser feita à anotação sobre as características seja vômito, fezes ou urina. Comunicando as anormalidades e observando as características. 6.0.MEDIDAS DE SEGURANÇA E PROTEÇÃO: Todos os elementos das equipes de saúde e hospitalar ( desde o porteiro, funcionários da limpeza, copeiros etc) são responsáveis pela segurança e bem-estar da criança hospitalizada. Os pequenos acidentes podem ser considerados, até certo ponto, como um acontecimento normal dentro da evolução da criança. Eles auxiliam no desenvolvimento de sua auto – segurança e auto- confiança. São pequenas experiências traumáticas que, de alguma forma, tornam a pessoa mais capaz de enfrentar, evitar ou proteger-se dos riscos e dificuldades da vida. Nossa preocupação deve ser, portanto, a de evitar os acidentes maiores e trágicos que colocam em risco a saúde e a vida da criança. No hospital, a equipe de enfermagem é a maior responsável por prevenir acidentes à criança hospitalizada, pois permanece as 24 horas do dia junto a ela. As repercussões da negligência na proteção e segurança física, terapêutica e psicológica da criança hospitalizada, tem dimensões morais e sociais desastrosas. - Medidas de proteção e segurança física:  As grades do berço precisam ser mantidas suspensas e seguramente presas em todas as ocasiões;
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  O berço deve ficar afastado de unidades de aquecimento ou de cordões pendentes;  Quando colocar a criança em cadeirinhas próprias para alimentação ou em assentos de bebês, prender a criança para evitar queda ou deslizamento;  Ao ser colocada em balança ou mesa para exames, deve ser constantemente protegida de quedas  Os armários de medicamentos precisam ser mantidos fechados e os remédios não devem ser deixados sobre a mesinha de cabeceiras;  As medicações ou alimentos oferecidos, não devem ser forçados quando a criança recusa ( há perigo de aspiração)  Os termostatos e interruptores devem permanecer cobertos e longe do alcance da criança;  Antes de iniciar o banho, testar a temperatura da água (evitar queimaduras ou resfriados). - Medidas de proteção e segurança terapêutica: - Medicação:  Observar e seguir rotinas de preparo, diluição e administração;  Verificar rigorosamente o nome e a dose correta – antes de administrar a medicação;  Evitar ultrapassar junto à criança enquanto ele ingere medicamentos orais;  Controlar rigorosamente o gotejamento do soro ( volumes excessivos em curtos períodos podem provocar sérios distúrbios circulatórios, hepáticos e renais) - Procedimentos terapêuticos:  Oxigênio com alta concentração ao recém-nascido na incubadora por longo tempo pode ocorrer retrofibroplasialental( cegueira)  Aspiração naso ou orotraqueal deve ser feita rapidamente e com intervalos ( se demoram provocam obstrução das VVSS)  Proteger os olhos da criança nas aplicações quentes e frias ( ( bolsa revestida com toalha)  Uma simples administração incorreta da mamadeira pode resultar em aspiração, deixando a criança com broncopneumonia (BCP), pneumonia e parada – cardiorespiratória. - Exames:  Exames em jejum ( choro e desespero) – dar cuidado especial como : higiene, segurança, conforto e carinho. - Cirurgias:  Nas cirurgias os riscos maiores, podem ocorrer secção de órgão, queimaduras e choques de origens diversas. Medidas de proteção e segurança psicológica: Várias situações ameaçam a segurança psicológica da criança durante a hospitalização: - Internações sem acompanhantes; - Horários rígidos e fixos de visitas; - Sensações de dor, ansiedade e medo decorrentes da doença e dos procedimentos terapêuticos; -Indiferença dos profissionais de saúde na assistência, os quais afetam pais e filhos. Recreação: Recrear é utilizar o tempo disponível da maneira mais agradável : brincando, lendo, jogando, bordando, ouvindo música, etc.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros O brinquedo é uma necessidade inata da criança. Representa a oportunidade para o aprendizado e desenvolvimento de suas habilidades. A recreação funciona para criança como um apoio em suas novas relações humanas, além de ajudá-las a lidar com o medo e a ansiedade causados pela hospitalização. Brinquedos: Os brinquedos não precisam ser caros, devem ser simples, inofensivos, atraentes e duráveis; O adulto precisa encarar o brinquedo com simpatia e seriedade A brincadeira não deve ser interrompida até o desinteresse final da criança; Ao término, a criança deverá ser convidada a ajudar a organizar o ambiente; UNIDADE 12 O HOSPITAL PEDIÁTRICO 1.0-Definição: é o local destinado à internação de crianças, cuja idade pode variar de 0 a 15 ano, equipado para atender as necessidades globais do indivíduo nas diferentes faixas etárias de crescimento, do nascimento até a adolescência. 2.0-Objetivos do Hospital Pediátrico:  Assistir a criança doente, para diagnóstico e tratamento;  Controlar situações já diagnosticadas;  Fazer acompanhamento pós – alta;  Servir de centro de pesquisa científica na área de saúde;  Servir de centro de orientação sanitária;  Servir de campo de ensino para diversos profissionais na área de pediatria. 3.0-Características do Hospital Pediátrico: 3.1-Unidade de Berçário: Definição: Unidade destinada à internação de recém nascido de 0 a 28 dias de vida, durante sua permanência no hospital. Objetivo: Possibilitar a função respiratória, evitar infecções, ministrar alimentação adequada e manter temperatura. Organização: Deve ser subdividido em : sala normais , sala de prematuros, sala de infectados e sala de observação ( RN suspeitos de infecção).  Normas: Antes de entrar no recinto do berçário, é necessário retirar jóias, proceder à escovação das mãos e vestir o avental de uso exclusivo no berçário. Na sala de isolamento deverá ser usado um avental para cada recém-nascido.Essas normas dependem da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) de cada instituição. 3.2 – Unidade Pediátrica: Definição: Local destinado à internação, diagnóstico e tratamento de crianças, com idade que pode variar de 0 a 15 anos.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Estrutura Física: Sala de admissão; enfermarias conforme as patologias e idades; refeitório e sala de recreação; banheiros com banheira, chuveiro, sanitários para crianças; posto de enfermagem; isolamento; expurgo e ambiente para mães. OBS: Em comparação com outras unidades, a unidade pediátrica possui setores especiais, indispensáveis e deve ser equipada adequadamente para atender as diversas faixas etárias. 3.3 – Lactário: Definição: Unidade do hospital destinada ao preparo e distribuição do leite ou qualquer substituto do recém – nascido e/ou paciente da pediatria. Localização: Varia em função do tipo e tamanho do hospital; evitar proximidade de áreas infecto-contagiosas e de circulação de pessoal, pacientes e visitantes; ter maior proteção contra a contaminação do ar; ser o mais próximo possível do serviço de nutrição e dietética, para facilitar a supervisão e abastecimento. REQUISITOS BÁSICOS PARA A ENFERMAGEM PEDIÁTRICA  Ter saúde física e mental;  Ter capacidade de observação e paciência;  Saber manter um humor agradável;  Ter noções de higiene para poder transmitir para as crianças;  Gostar de crianças;  Ter responsabilidade. 4.0 – Características do Hospital Amigo da Criança: O hospital amigo da criança é a instituição que segue os dez passos determinados pela UNICEF ( Fundo das Nações Unidas para Infância): 1) Ter uma norma escrita sobre o aleitamento, que deverá ser rotineiramente transmitida a toda a equipe se cuidados de saúde. 2) Treinar toda a equipe de cuidados de saúde, capacitando-a para implementar esta norma; 3) Informar todas as gestantes sobre as vantagens e o manejo do aleitamento; 4) Ajudar as mães a iniciar o aleitamento na primeira meia hora após o nascimento; 5) Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo se forem separadas dos filhos; 6) Evitar dar ao recém-nascido nenhum outro alimento o bebida além do leite materno, a não ser que tal procedimento seja indicado pelo médico. 7) Praticar o alojamento conjunto – permitir que as mães e bebês permaneçam juntos 24 horas por dia; 8) Encorajar o aleitamento sob livre demanda; 9) Evitar dar bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas ao seio; 10) Encorajar o estabelecimento de grupos de apoio ao aleitamento, para onde as mães deverão ser encaminhadas, por ocasião da alta do hospital ou ambulatório. 4.1 – Vantagens para um Hospital Amigo da Criança A otimização das condutas pró – aleitamento natural resultará em: - Redução dos custos com internação, medicamentos, material de consumo hospitalar e pessoal, aumento do espaço físico com a eliminação dos berçários, etc.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros - Redução em até 90% das infecções clínicas do bebê e, consequentemente, dos custos dela decorrentes. A HOSPITALIZAÇÃO E SEUS EFEITOS SOBRE A CRIANÇA Normalmente, os problemas que a criança terá de enfrentar ao adoecer e hospitalizar-se são:  Perda relativa de autonomia e competência, percepção de fragilidade e de estar vulnerável;  Quanto maior o tempo de hospitalização, menores as oportunidades de desenvolvimento normal para a criança.  Se a hospitalização implica em separação total ou parcial do familiar significativo para a criança acima de 3 meses, e esta não receber assistência psico-afetiva adequada, os efeitos nocivos da hospitalização poderão ser severos, e acima de cinco meses irreversíveis. RECÉM NASCIDOS E LACTENTES: Estes apresentam aparência geral de infelicidade, apetite indiferente e dificuldade de ganhar peso, choro freqüente, apatia, respostas fracas aos estímulos, aceleração do trânsito intestinal e sono agitado ( hospitalismo). Assistência de enfermagem: - Incluir e estimular a mãe nos cuidados com a criança; - Evitar permitir que a criança chore por períodos prolongados sem providenciar conforto e tentar satisfazer suas necessidades; - Desenvolver relacionamento com a criança e com a mãe para evitar que a mesma não tenha a sensação de abandono ou solidão; OBS: a idade em que a hospitalização provoca maior sofrimento para criança é entre 18 meses e 5 anos CRIANÇAS DE DOIS A CINCO ANOS: Para criança separadas total ou parcialmente, do familiar significativo, é comum a reação de separação constituída de três fases ( vivenciadas no todo ou em parte). 1) Angústia ou protesto: O sintoma dominante desta fase é a ansiedade aberta. A criança se apresenta inquieta, recusa alimentação ou aceita com avidez e vomita, chora muito, pede pela mãe, tem dificuldade de dormir, aponta para entradas e saídas dos enfermeiros. 2) Resignação ou depressão: Se persistir a privação, a criança se torna mais tranqüila aparentemente adaptada à situação. Ela já não acredita que possa mudar a situação. Sente que seus esforços são inúteis. A expressão pode ser resignada, triste ou indiferente. Não expressa medo e carece de vitalidade e energia. Pode demonstrar desespero à presença da mãe ou quando é deixada por alguém com quem estabeleceu vinculação. 3) Defesa: Não rejeita atenção; pode se apegar a alguém, mas se ocorre troca constante de pessoal que a assiste, apega-se a brinquedos ou a comida; o desapego é reação à perda. Aceita sem protesto alimentos e brinquedos. Pode sorrir e ser sociável. Aparentemente vai tudo bem. Quando a mãe visita reage indiferença ou pode estar apática, rancorosa e briguenta. Essa maneira de se desligar pode ser indicativo de psicopatias.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Assistência de enfermagem: - Realizar procedimentos terapêuticos em forma de brincadeira ( faz-de-conta) - Incentivar a criança a brincar e expressar sua reação às experiências; - Ordens e restrições podem precipitar raiva, rebeldia e agressão. CRIANÇAS DE SEIS A DEZ ANOS: Podem apresentar reações de ansiedade da separação, sem as manifestações de pânico comuns a idade pré-escolar. As fantasias de mutilação, ânsias de castração e preocupações exageradas com a privacidade, moléstia e, com a escola são frequentemente detectadas. Temor de perder habilidades já adquiridas, depressão, apatia e fobia ( medo do escuro, de pessoas e procedimentos terapêuticos) Assistência de enfermagem: - Encorajar a criança a executar as atividades do dia-a-dia e a participar dos procedimentos necessários ao seu tratamento. - A criança deve ser adequadamente preparada para as experiências terapêuticas, de maneira clara e honesta; - De preferência, crianças do mesmo sexo devem ficar na mesma enfermaria. ADOLESCENTES: As reações apresentadas nesta faixa etária são ansiedade, insegurança, rejeição dos procedimentos, inclusive os já aceitos, raiva, depressão, rejeição afetiva, inclusive dos pais, masturbação etc. Assistência de enfermagem: - Proporcionar privacidade; - Tentar desviar construtivamente as manifestações de rebeldia ou agressividade. - Oferecer , se possível, alguma forma de terapia ocupacional. ALGUMAS SEQUELAS DA HOSPITALIZAÇÃO ( Temporárias e/ou Permanentes) o Detenção ou regressão do desenvolvimento emocional: retorno a dependência materna, incapacidade de relacionamento; o Distúrbios relativos de conduta: hostilidade, agressividade, destrutibilidade, desonestidade, delinqüência, evasão da responsabilidade e passividade; o Comportamentos regressivos: erros de linguagem, perda de controle esfincteriano, principalmente vesical, masturbação, terror noturno, chupar dedo e roer unha. Comportamentos apresentados pela criança internada sem a mãe: 1) Pertubações no relacionamento com a mãe:  Exagerado apego à mãe;  Agressiva com a mãe;  Rejeita os cuidados com a mãe;  Não atende ordens dos pais;  Apresenta-se exigente e ressentida 2) Regressão  Chupa o dedo;  Alimenta-se com mamadeira ( quando antes já havia deixado)  Enurese ( urina na cama)  Perturbação da fala e da alimentação
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros 3) Dependência  Dorme com os pais  Quer colo  Quer ser vestida e higienizada OS PAIS DA CRIANÇA HOSPITALIZADA  Medo do realístico ou irrealístico da doença e do desconhecido;  Sentimentos de culpa e/ou de ambivalência para com a criança.  Insegurança e ausência de controle sobre o ambiente hospitalar, pessoas, rotinas, procedimentos e equipamentos;  Medo de perder o afeto do filho;  Padrões comportamentais solicitados aos pais, diferentes dos habituais. Desta forma, trabalhar com crianças implica em trabalhar com seus pais, especialmente com sentimentos e atitudes. A EQUIPE ASSISTENCIAL HOSPITALAR: Trabalhar com a criança e seus pais não é uma tarefa fácil. Vários são os problemas que a equipe tende a enfrentar; - Ansiedade dos pais, que os torna inseguros, agressivos, exigentes, com dificuldades de compreensão e memorização. - Ansiedade da criança, que se mostra revoltada ou infeliz, tem dificuldade de cooperar com o tratamento, responde mal à terapêutica. - Atitudes dos familiares : desconfiança, agressividade direta, ameaças veladas, cobranças, resoluções imediatas. Estes problemas e reações são previsíveis. A equipe deve estar preparada e estruturada para tratar com os pais e crianças, realizando um trabalho educativo, de apoio e curativo. UNIDADE 13 HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA HOSPITALIZAÇÃO DA CRIANÇA O QUE É HUMANIZAÇÃO? Humanizar não é técnica, nenhuma arte e muito menos um artifício, e sim um processo vivencial que permeia toda a atividade do local e das pessoas que ali trabalham, procurando realizá-lo e dando ao paciente o tratamento que merece como pessoa humana, dentro das circunstâncias peculiares que se encontrarem cada momento do hospital. Assistência De Enfermagem Humanizada: - Quando separação dos pais for inevitável, procurar fazê-la de modo gradual para minimizar suas conseqüências; - Quando a criança estiver sem acompanhante, convidar e estimular as outras mães que estão na enfermaria a dar carinho e atenção a esta criança;
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros - Dar carinho e atenção a todas as crianças, principalmente as que correm maior risco de carência afetiva: as desacompanhadas, as com doença grave, as inconscientes, as que estão em isolamento, etc. - Quando se observar que a mãe ou pessoa significativa rejeita a criança, tentar ajuda-la através de sugestões ou encaminhamentos.Nunca deve hospitalizar a mãe, pois geralmente ela está emocionalmente sobrecarregada e as críticas e acusações só vão agravar ainda mais a situação; - Evitar que a criança ouça mensagens ou termos que, por sua imaturidade, é incapaz de compreender o significado, podendo sentir medo ou angústia; - Evitar restrições, proibições, padronização de cuidados; - Evitar mentir para criança sobre a dor e o medo, nem pedir para que aceite passivamente aquilo que teme. Ex : Não chore porque não vai doer nada . - Criar oportunidades de brincadeiras e explorar a capacidade da criança. São desaconselháveis atividades passivas, como assistir TV e o excesso de atividades. Direitos da Criança e do Adolescente Hospitalizados 1) Direito à proteção, à vida e a saúde com absoluta prioridade e sem qualquer forma de descriminação; 2) Direito a ser hospitalizado quando for necessário ao seu tratamento, sem distinção de classe social, condição econômica, raça ou crença religiosa. 3) Direito de não ser ou permanecer hospitalizado desnecessariamente por qualquer razão alheia ao melhor tratamento da sua enfermidade. 4) Direito a ser acompanhado por sua mãe, pais ou responsáveis, durante todo o período de hospitalização, bem como receber visitar. 5) Direito de não ser separada de sua mãe ao nascer. 6) Direito de receber aleitamento materno sem restrições. 7) Direito de não sentir dor, quando exitiam meios para evitá-los. 8) Direito de ter conhecimento adequado de sua enfermidade, dos cuidados terapêuticos e diagnósticos, a serem utilizados, do prognóstico, respeitando sua fase cognitiva, além de receber amparo psicológico quando se fizer necessário.. 9) Direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante sua permanência hospitalar; 10) Direito a que seus pais ou responsáveis participem ativamente do seu diagnóstico, tratamento e prognóstico, recebendo informações sobre os procedimentos a que será submetido. 11) Direito de receber apoio espiritual/religioso, conforme a prática de sua família. 12) Direito de não ser objeto de ensaio clínico, provas diagnósticas e terapêuticas, sem o consentimento informado de seus pais ou responsáveis e o seu próprio, quando tiver discernimento para tal; 13) Direito de receber todos os recursos terapêuticos disponíveis para sua cura, reabilitação e/ou prevenção secundária e terciária. 14) Direito à proteção contra qualquer forma de discriminação, negligência ou maus- tratos; 15) Direito ao respeito à sua integridade física, psíquica e moral; 16) Direito à preservação de sua imagem, identidade, autonomia de valores, dos espaços e objetos pessoais; 17) Direito de não ser utilizado pelos meios de comunicação de massa, sem expressa vontade de seus pais ou responsáveis ou a sua própria vontade, resguardando-se a ética.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros 18) Direito à confidência dos seus dados clínicos, bem como direito de tomar conhecimentos dos mesmos, arquivados na instituição pelo prazo estipulado em lei. 19) Direito de ter seus direitos constitucionais e os contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente respeitados pelos hospitais integralmente. 20) Direito de ter morte digna, junto a seus familiares, quando esgotados todos os recursos terapêuticos disponíveis. UNIDADE 14 ADMISSÃO E ALTA DACRIANÇA ADMISSÃO: A admissão da criança na unidade de internação pediátrica é um dos momentos mais críticos na hospitalização, pois, pode ser considerada como uma experiência traumática e geralmente estressante para as crianças e seus pais, na maioria das vezes causando ruptura nos vínculos afetivos entre crianças e pais, e até com o próprio meio em que vive. A criança pode perceber a hospitalização como um abandono por parte dos pais ou uma punição pelos seus erros , e também apresenta medos e fantasias relacionados ao hospital, gerando ansiedade, e manifestando reações emocionais e comportamentais regressivos. Considerando a admissão uma atividade complexa que requer conhecimentos científicos relativos às necessidades decorrentes do processo de crescimento e desenvolvimento da criança, a dinâmica familiar e ao próprio processo da admissão,além de capacitar para o processo do diagnóstico de enfermagem, a prática da admissão deve ser realizado pelo enfermeiro. O técnico de enfermagem entrevista a mãe ou a pessoa responsável pela criança, procurando obter o maior número possível de informações que possam auxiliar na sua adaptação e tratamento. A criança e a mãe bem recebidos e orientados terão mais facilidade para aceitar e colaborar com as condutas e procedimentos diagnósticos e terapêuticos.´É importante salientar a necessidade de se ter para com a criança uma atitude maternal e gentil, sem, entretanto, mima-la em excesso, assim como mentir para criança. PROCEDIMENTOS: 1- RECEBER a criança e a mãe gentilmente, identificando-se e permitindo que elas se identifiquem. 2- APRESENTAR os profissionais da equipe que estiverem presentes no momento; aos companheiros da unidade; toda a área física, orientando quais os locais em que poderão transitar e as áreas reservadas apenas para os profissionais; a unidade da criança, inclusive banheiros e instalações sanitárias. 3- EXPLICAR a mãe e a criança sobre as rotinas da unidade; horários; vestuário;ordem e higiene da unidade;higiene da criança;higiene do acompanhante;proibição de fumar; alimentação;recreação;uso do telefone;visitas e reuniões educativas. 4- ORIENTAR sobre a importância da presença da mãe ou pessoa significativa para a criança durante a hospitalização. 5- ESTIMULAR a participação e colaboração da mãe na assistência à criança 6- IDENTIFICAR com o cartão no berço, nome e todos os dados da criança.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros 7- VERIFICAR e anotar no relatório de enfermagem o nome da criança, idade, sexo, procedência, nome da mãe e endereço, queixa principal, peso, estatura, perímetro cefálico (PC), perímetro torácico(PT) e perímetro abdominal( Pabd),hipótese diagnóstica, outros dados que achar importante ( feridas, escabiose, pediculose, sangramento, higiene, etc) e anotar os procedimentos realizados ( ex: coletor de urina, coleta de exames, soro oral, medicação administrada, aspiração, higiene, etc). 8- ENCAMINHAR a criança ao banho acompanhado da mãe. 9- ORIENTAR a mãe a quem deverá dirigir-se em caso de dúvidas ou outros problemas de ordem social É chocante para criança qualquer comentário sobre sua permanência no hospital após a alta, pois ela passa a sentir-se abandonada pela família e isso causa insegurança e sofrimento. Porém, há casos de crianças que ficam hospitalizados durante meses e nunca são visitadas pelos familiares; acostumam-se ao hospital e não querem voltar para casa. No entanto, esses devem ser avisadas com antecedência e preparadas para aceitarem alta e o retorno ao lar. Na comunidade, de maneira geral, desconhece que a hospitalização devido à doença constitui um dos perigos mais comuns e mais graves para a acriança pequena. A criança sentindo-se abandonada pela mãe, manifesta grande ansiedade e apresenta comportamentos estranhos, mesmo muitos anos após ter sido hospitalizada. ALTA: A alta da criança, devido a implicações legais, deve ser dada por escrito pelo médico. Em geral a criança hospitalizada está sempre ansiosa para voltar para casa, e sua ansiedade aumenta em saber que se aproxima o momento da alta. Daí a necessidade de evitar que ela tome conhecimento desse fato, até que se tenha certeza de que a família está avisada e virá buscá-la. Assistência de enfermagem na alta hospitalar: Procedimentos:  Certificar-se da alta;  Administrar medicamentos, se houver;  Orientar a mãe a sobre a continuidade do tratamento e uso de medicamentos, se houver;  Registrar a saída da criança no relatório de enfermagem: horário, estado da criança, tempo de permanência no hospital, hipóstese diagnóstica, pessoa que a acompanhou na saída. MODELO DA EVOLUÇÃO DE ADMISSÃO HOSPITALAR Realizado pelo Técnico de Enfermagem na ausência do Enfermeiro DATA HORA OBSERVAÇÃO/EVOLUÇÃO ASS
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros 15/02/08 17:00 Idade : 5 meses Lactente admitido na clínica pediátrica procedente da cidade de Teixeira-PB,acompanhado de sua mãe Maria Dioclécia dos Santos, residente a rua São Domingos,nº 86, bairro das Malvinas, com história de fezes líquidas verde com muco sanguinolento e febre a mais ou menos 3 dias. HD: Diarréia + desidratação Conduta: Verificado: Peso: 8kg Estatura: 56 cm PC: 40.7cm PT: 40.6cm Pabd: 51 cm SSVV- FC: 96bpm FR: 30irpm T: 36ºC PA: 70x50mmHg - Realizado higiene corporal e oral; Instalado coletor de urina Instalado venóclise periférica no couro cabeludo Controlado gotejamento em 20 micgts/min. Tec. Enf. AretusaDelfino MODELO DA EVOLUÇÃO DE ALTA HOSPITALAR pelo Técnico de Enfermagem na ausência do Enfermeiro DATA HORA OBSERVAÇÕES/EVOLUÇÃO ASS 19/02/08 08:00 Idade: 5 meses Lactente em bom estado geral, recebeu alta hospitalar após 3 dias de internação para tratamento de diarréia + desidratação. Saiu acompanhado por sua mãe Maria Dioclécia dos Santos, a qual foi orientada quanto ao tratamento e uso de medicação. Peso de admissão: 8kg Peso Atual: 7.480kg Diferença:520g SSVV: FR: FC: T: PA: Tec. Enf. AretusaDelfino VALORES DE REFERÊNCIA PARA SSVV EM PEDIATRIA FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA (FR) Idade Freqüência Respiratória (irpm) RN Lactente Pré-escolar Escolar Adolescente 30-60 24-40 22-34 18-30 12-16
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros FREQUÊNCIA CARDÍACA (FC) Idade Freqüência Cardíaca (bpm) RN Lactente Pré-escolar Escolar Adolescente 120-160 90-140 80-110 75-100 60-90 PRESSÃO ARTERIAL ( PA) Idade Média valores – Sístole/Diástole 0-3 meses 75/50 mmHg 3 – 6 meses 85/65 mmHg 6 – 9 meses 85/65 mmHg 9 – 12 meses 90/70 mmHg 1 a 3 anos 90/65 mmHg 3 a 5 anos 95/60 mmHg 5 a 7 anos 95/60 mmHg 7 a 9 anos 95/60 mmHg 9 a 11 anos 100/60 mmHg 11 a 13 anos 105/65 mmHg 13 a 14 anos 110/70 mmHg TEMPERATURA (T) Oral 35,8º - 37,2º C Retal 36,2º C – 38º C Axilar 35,9º C – 36.7º C UNIDADE 15 CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA DA CRIANÇA NO PRÉ – TRANS E PÓS OPERATÓRIO A cirurgia pediátrica é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes campos da medicina, não apenas hoje em dia, mas através de toda a história dessa ciência. Crianças podem ser muito frágeis no que se refere a sua saúde, então a cirurgia pediátrica é um campo complicado, envolvendo questões que diferem drasticamente da cirurgia em adultos. Como um famoso cirurgião pediátrico declarou uma vez, “uma criança com uma lesão cirúrgica não é, nem de perto, somente uma pessoa pequena.”. A cirurgia pediátrica lida com todos os outros campos da cirurgia relacionados com problemas em crianças desde o nascimento até a idade de 21 anos. Você pode encontrar cirurgiões especializados que lidam com os mais variados problemas de saúde que ocorrem com crianças, como cirurgia traumática, oncologia, neurologia e outros problemas menos específicos. Atualmente, a cirurgia pediátrica chegou a seu pico de avanços na área. Ela se tornou uma ciência tão avançada que é possível realizar uma cirurgia em uma criança mesmo antes de seu nascimento. Alguns problemas pré-natais que são detectáveis através de exames
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros detalhados são possíveis de serem tratados com complicadas e surpreendentes cirurgias intra- uterinas. Problemas de coração são os problemas mais comuns tratados nessas cirurgias. A cirurgia pediátrica em neonatais é também um campo muito desenvolvido, tratando condições que afetam bebês depois do nascimento e graças a essa especialidade médica não representam problemas para a vida futura do bebê. Graças aos avanços feitos nos últimos 10 anos no campo da cirurgia pediátrica, problemas que eram anteriormente uma verdadeira sentença de morte para a criança agora são tratáveis, algumas vezes com simples procedimentos cirúrgicos. É esperado que no futuro, avanços no campo da genética tornarão possível diagnosticar problemas até mesmo logo depois da concepção, abrindo muitas portas para a cirurgia pediátrica se desenvolver em uma ciência ainda mais importante e complexa. Após as primeiras considerações podemos concluir que a criança internada para se submeter a uma cirurgia deve ser vista no seu aspecto global e a equipe de enfermagem cabe a responsabilidade de ampliar a assistência para além do fator cirúrgico, investigando e cuidando como um todo da criança. 1.0.CUIDADOS PRÉ- OPERACIONAIS O preparado adequado da criança no pré-operatório é considerado como a primeira e a mais importante etapa do tratamento pós-operatório. Para que esse preparo se torne efetivo e eficaz certos aspectos deverão ser considerados no planejamento da assistência : a) Idade e hábitos da criança; b) Condições psicológicas frente a hospitalização c) Condições físicas para a cirurgia: condições nutricionais, de hidratação, pulmonares,hepáticas, cardiovasculares e renais; d) Natureza da cirurgia:emergência,urgência, eletiva ou opcional. e) Extensão da cirurgia: dependerá do grau de espoliação do organismo através da lesão dos tecidos, e o tempo da anestesia; f) Cuidados necessários no pós-operatório g) Tempo de hospitalização h) Presença ou não de acompanhante e suas condições ficas e psicológicas; i) Condições socioeconômicas e culturais da família. 2.0.CUIDADOS NO PRÉ OPERATÓRIO MEDIATO: Este período poderá variar de horas e dias antes da cirurgia, dependendo do preparo necessário e do tempo que se dispõe. Como cuidados mediatos citam-se:  Admissão da criança na unidade;  Evitar contato com as pessoas portadoras de infecções;  Fazer preparo psicológico  Manter jejum;  Encaminhar para exames necessários e/ou colher material para exames laboratoriais;  Ensinar a criança a evacuar e urinar na comadre, papagaio, vidro, na posição horizontal ou acamada.  Ensinar fisioterapia respiratória;  Ensinar exercícios com membros, de extensão e flexão, troca de decúbito e deambulação precoce.  Orientar e supervisionar repouso relativo;  Implementar outros cuidados específicos.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros 3.0.CUIDADOS NO PRÉ OPERATÓRIO IMEDIATO: Considerando que o paciente é chamado para o BC uma hora antes da cirurgia, esse período deverá ser de uma a duas horas antes desse chamado.  Observar as condições da criança  Estimular eliminações urinária e intestinal  Fazer tricotomia  Fazer ou auxiliar na higiene corporal;  Fazer ou auxiliar na higiene oral;  Pesar a criança  Verificar SSVV  Observar constantemente se a criança recebeu pré-anestésico  Colocar pulseira de identificação  Preparar a maca para transportar o paciente para o BC  Aguardar o chamado do BC  Preparar o leito para o pós-cirúrgico CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS NA SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS- ANESTÉSICA: Ao término do ato cirúrgico o paciente permanece na sala de recuperação pós – anestésica até que esteja em condições para retornar à unidade ou é transferido logo após para a unidade de tratamento intensivo, dependendo das suas condições e características da cirurgia. O período de recuperação pós anestésica poderá variar em número de horas.os objetivos da assistência, neste período, são: prevenir e detectar precocemente os problemas pós-operatórios, bem como auxiliar na recuperação mais rápida da anestesia.  Lidar com a criança evitando movimentos bruscos;  Posicioná-la em decúbito horizontal, com a cabeça lateralizada.  Colocar compressas ou toalhas no leito, junto ao seu rosto  Aspirar secreções orais ou orotraqueais  Fazer higiene oral  Verificar SSVV  Observar estado de consciência  Fixar sondas e drenos  Controlar drenagens  Fazer medicação prescrita e observar seus efeitos colaterais;  Contolar fluidoterapia: quantidade, gotejamento e o local da infusão  Observar condições do curativo  Manter o tubo orofaringiano, que impede a obstrução orofaringeana pela língua, até que o paciente esteja consciente  Fazer troca de decúbito de uma em uma hora  Estimular os exercícios respiratórios de uma em uma hora  Fazer exercícios de flexão e extensão com os membros de uma em uma hora  Oferecer gaze umidificada ou umedecer a mucosa oral de uma em uma hora  Observar, em todos os momentos, sinais de complicações pós operatórias: hemorragia e choque, principalmente.  Permitir a presença da mãe ou do acompanhante junto à criança tão logo seja possível;orientar acompanhante quanto a conduta que deverá manter no ambiente da sala de recuperação e supervisionar
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros O anestesista dará alta da URPA se o paciente estiver apresentando sinais vitais estáveis, débito urinário satisfatório, ausência de sinais de hemorragia ou outros sinais de anormalidade e somente após ter recuperado a consciência. 1.0.CUIDADOS NO PÓS OPERATÓRIO IMEDIATO Este período compreende os primeiros 30 minutos após a alta da sala de recuperação Pos Anestésica.  Transportar o paciente para a unidade de internação  Receber o paciente na unidade  Posicionar a criança no leito  Verificar SSVV  Agasalhar a criança após avaliação da temperatura corporal, conforme necessidade  Manter cuba rim e tolha junto ao paciente para o caso de vir apresentar vômito e necessidade de expelir secreções orais  Manter aspirador junto à cabeceira do paciente  Fixar sondas e drenos no leito  Trocar roupas da criança caso estejam sujas  Fazer anotações sobre o recebimento do paciente na unidade, constando: nível de consciência, queixas, condições do curativo, fluidoterapia,SSVV, drenagens e a conduta imediata. 2.0.CUIDADOS NO PÓS OPERATÓRIO MEDIATO  Fazer ou auxiliar na higiene oral  Oferecer ou auxiliar na alimentação  Estimular exercícios respiratórios  Estimular e auxiliar na deambulação  Fazer ou auxiliar na troca de decúbito  Fazer ou auxiliar na higiene corporal no leito, até que tenha condições físicas para ir ao banheiro.  Controlar fluidoterapia e restrições físicas periodicamente]estimular recreação através de brinquedos no leito, levando outras crianças para conversar ou para joguinhos, leitura, até que possa participar da recreação em grupo.  Observar características do curativo  Prestar atenção emocional a criança em todos os momentos  Observar sinais de complicações pós operatórias  Preparar para alta hospitalar  Encaminhar a família para o serviço social, psicológico e outros profissionais à disposição da instituição, caso haja necessidade  Encaminhar aos serviços de saúde pública UNIDADE 16 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A FAMÍLIA E A CRIANÇA COM DOENÇA TERMINAL Definições:
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Tanatologia: palavra que vem do grego ( Thanatos = morte e Logos = tratado ) e significa estudo da morte. Doente Terminal : é aquele paciente portador de uma doença incurável que o levará, num prazo mais ou menos curto, à morte. Morte: é o fim da vida animal ou vegetal . Cessação da função cerebral Morrer: perder a vida. È o ato através do qual ocorre a morte. Muitos são os fatores determinantes da falta de aceitação da morte, produzidos pela nossa cultura, em especial se ocorrida na infância. Mas a criança, que representa a esperança, o futuro, também sofre, adoece e morre. Várias são as etapas que podem ser vivenciadas pelo indivíduo, frente à morte. São as seguintes: Negação e isolamento : Neste estágio frases como não, eu não, não pode ser verdade, deve ter havido algum engano, caracterizam o processo vivenciado pelo indivíduo, família e também pelos circundantes ( médicos, enfermeiros, teens). A negação é uma reação de defesa à percepção do estado mórbido. Porém é temporária, sendo substituída por uma aceitação parcial e isolamento. Raiva ( raiva, revolta, inveja, ressentimento): Nesse período as frases características são : por quê eu ? não poderia ser fulano ?. Nesta fase, médicos, enfermeiros e familiares são tratados com agressividade, questionados quanto a sua competência e solidariedade; a terapêutica empregada pode ser vista como incorreta e desagradável. Expressar a raiva racional ou irracional é fundamental para uma posterior aceitação da morte Barganha: Neste estágio o indivíduo almeja um prolongamento da vida ou dias sem dor ou sem males físicos. É uma tentativa de adiantamento e inclui um prêmio e uma promessa de que não se pedirá novo adiantamento caso o prêmio seja concedido. A maioria das barganhas é feita com Deus. Depressão: Ocorre quando o paciente percebe que não pode mais negar sua doença, devido à debilitação de seu organismo e a necessidade contínua do tratamento. Nessa fase a raiva e a revolta cessam, dando lugar a um grande sentimento de perda. Aceitação: É o período em que a família necessita de mais ajuda que o próprio paciente.A Aceitação não é um estágio de felicidade, mas a fuga de sentimentos.É um momento de paz em que as notícias do meio exterior não tem mais importância, as conversas não são mais desejáveis, o silêncio exprime os sentimentos de forma mais significativa. Há um momento em que a morte nada mais é do que um grande alívio, sendo mais fácil morrer quando se é ajudado a desapegar-se de todos os relacionamentos importantes da vida. INTERPRETAÇÃO DA MORTE SEGUNDO AS FASES EVOLUTIVAS DA CRIANÇA ATÉ TRÊS ANOS: Neste período a criança não tem desenvolvida a definição de tempo e outros conceitos. Por isso não compreende a relação vida e morte. A morte para ela é um fato reversível e com significado nulo ou escasso. Não é conceituada nessa etapa, já que a criança se interessa fundamentalmente pelo seu simbolismo verbal e não sobre as razões, causas, motivos, conexões.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Nas brincadeiras as crianças representam morte como um sono, a imobilidade. Se doente, a criança menos de três anos pode perceber a morte como separação iminente. Seu medo é gerado pelo temor de ser separada dos adultos que a protegem e a confortam. DE TRÊS A SEIS ANOS: Nesta idade a criança possui uma compreensão limitada do significado de morte, pela escassez de conceitos.Pode encará-la como um estágio em que se está menos vivo, ou que é algo que acontece com os outros;pode ser temporária, reversível e o morto pode ter sentimentos e funcionamento biológico similares aos vivos. Há tendência de personalizar a morte, de que ela vem buscar alguém.Também pode estar ligada a velhice e ser resultado de agressão, assassinato e doença.Interpreta sua doença como um tipo de punição por erros reais ou imaginários;os procedimentos dolorosos reforçam essa idéia. DE SETE A 12 ANOS Compreende a permanência de morte como um adulto, embora possa não compreende- la como um fato que ocorre com pessoas que lhe são queridas.Ela quer viver, encara a morte como sendo um obstáculo para realização de seus objetivos, independência, sucesso,aprimoramento físico e auto-imagem.Ela teme morrer antes da realização.Porém, a morte é tida como distante, além do que o adolescente pode estar cético quanto a questões como céu,Deus, imortalidade etc. Expressões de medo e ansiedade são , irritação, hostilidade, a apatia, depressão, afastamento de seus companheiros e dos adultos.A solidão pode provir do sentimento de não ser compreendido, da rejeição ou fuga percebidos nos circundantes A ansiedade geral da criança não é observada muitas vezes pelos circundantes, quando os mesmos estão imersos em seu pesar, receios e conflitos. OS PAIS E A CRIANÇA TERMINAL A perda de um filhos pode ser uma das mais trágicas e aniquiladoras experiências do ser humano.A maneira pela qual o diagnóstico é comunicado aos pais tem importância vital na determinação de suas atitudes posteriores.se informados de forma abrupta ou de modo a eliminar qualquer esperança, poderão reagir a várias situações com extrema hostilidade.Porém a irritação deve ser sempre esperada, como resultado das defesas paternas. Os sentimentos de culpa reais ou imaginários quase sempre estão presentes nos pais.Censuram-se por desleixo, omissão ou impotência.a morte da criança pode ser também encarada, pelos pais, como forma de castigo por erros cometidos. Na esfera comportamental os sentimentos de culpa podem ser deslocados para a equipe assistencial, sendo expressos pela irritação, rancor, revolta, etc. A ansiedade e os sentimentos conflituosos dos pais seguramente têm repercussões negativas sobre a criança. no momento em que as relações necessitam ser saneadas os pais podem estar dominados por sentimentos de impotência, frustração, raiva e mágoa.Daí seu afastamento, frieza para com a criança, incapacidade de se comunicar ou hipersolicitude.Esta conduz à permissidade, gerando condutas inaceitáveis da criança e transmitindo-lhe sentimentos de desesperança. ASSSITÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE PEDIÁTRICO TERMINAL  Prestar atenção a linguagem verbal e não verbal do paciente.  Aceitar a negação; atuar dentro de uma esfera realista;não destruir as deesas da criança(nem da família)
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  Aceitar a raiva e ajudar a criança a exprimi-la através de canais positivos.  Encorajar a família a completar todos os assuntos inacabados com a criança.  Ajudar a família a criar um contato humano, amoroso e significativo com a criança.  Ajudar a família a aceitar a criança que não quer falar e que rejeita ajuda, enquanto estiver vivenciando a desilusão, a raiva. Tranqüilizar a criança; demonstrar que suas sensações são compreendidas.  Aliviar a pressão inbuída nas observações você é corajoso, um homem não chora etc.isto impede que a criança tenha oportunidade de queixar-se, demonstrar o seu medo e desespero e receber a ajuda adequada.  Permitir e orientar que os familiares se revezem e descansem pois a morte não tem hora definida para ocorrer.  Impedir o excesso de visitas quando a criança demonstrar sinais de necessidade de isolamento.  As necessidades biológicas devem ser amplamente satisfeitas. É necessário evitar o sofrimento físico ( sede, frio,fome etc)  Deve-se permitir que os irmãos da criança terminal o visitem. UNIDADE 17 TÉCNICAS PEDIÁTRICAS 1.0-FOTOTERAPIA A fototerapia é uma modalidade terapêutica empregada para tratamento de várias dermatoses. O início de sua utilização data da Antigüidade, e sua classificação é feita segundo o tipo de irradiação utilizada (UVA ou UVB), variável de acordo com os comprimentos de onda. Trata-se de opção terapêutica para várias dermatoses de evolução crônica, como a psoríase, o vitiligo, o linfoma cutâneo de células T, a parapsoríase, os eczemas, entre outras, trazendo resultados muito satisfatórios. Além disso, a fototerapia pode ser utilizada associada a vários outros medicamentos sistêmicos, como os retinóides, o metotrexate, a ciclosporina, visando à obtenção de rápido controle das dermatoses com doses menores de medicamentos. Assim como qualquer outra modalidade terapêutica a fototerapia apresenta limitações, como o equipamento necessário, a disponibilidade do paciente em aderir ao tratamento e considerações clínicas como a dose cumulativa total dos raios UV e suas conseqüências. A fototerapia demanda alguns cuidados e acompanhamento criterioso para que se tenha a resposta terapêutica efetiva e não apresente efeitos indesejados que eventualmente possam ocorrer. 2.0-AEROSOLTERAPIA OU NEBULIZAÇÃO Conceito: É a administração de pequenas partículas de água em oxigênio ou ar comprimido, com ou sem medicação nas vias aéreas superiores.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Finalidade: - Alívio de processos inflamatórios, congestivos e obstrutivos; - Umidificação - para tratar ou evitar desidratação excessiva da mucosa das vias aéreas; - Fluidificação - para facilitar a remoção das secreções viscosas e densas; - Administração de mucolíticos - para obter a atenuação ou resolução de espasmos brônquicos; - Administração de corticosteróides - ação antiinflamatória e anti-exsudativa; - Administração dos agentes anti-espumantes - nos casos de edema agudo de pulmão. Indicações: - Obstrução inflamatória aguda subglótica ou laríngea; - Afecções inflamatórias agudas e crônicas das vias aéreas; - Sinusites, bronquites, asma brônquica, pneumonias, edema agudo de pulmão e outros; - Pós-operatório. Cuidados na terapêutica de nebulização: - Preparar o material necessário de forma asséptica; - Anotar a freqüência cardíaca antes e após o tratamento (se uso de broncodilatador); - Montar o aparelho regulando o fluxo de O2 ou ar comprimido com 4 a 5 litros por minuto. - Colocar o paciente numa posição confortável, sentado ou semi - fowler (maior expansão diafragmática); - Orientar o paciente que inspire lenta e profundamente pela boca; - Checar na papeleta e anotar o procedimento, reações do paciente e as características das secreções eliminadas; - Orientar o paciente para manter os olhos fechados durante a nebulização se em uso de medicamentos; - Orientar o paciente a lavar o rosto após a nebulização, SOS; - Providenciar a limpeza e desinfecção dos materiais usados (aparelho); - Usar solução nebulizadora ou umidificadora estéril. Medicação: 1- Berotec - Antiasmático e broncodilatador - age sobre os receptadores B-2 adrenergéticos da musculatura brônquica promovendo efeito broncoespasmolítico rápido e de longa duração; tem como efeitos colaterais tremores dos dedos, inquietação, palpitação. 2- Fluimucil - mucolítico - estimula a secreção de surfactante e transporte mucociliar; pode causar broncoconstricção; as ampolas quebradas só podem ser guardadas no refrigerador por um período de 24 horas. 3- Muscosolvan - mucolítico e expectorante - corrige a produção de secreções traqueobrônquicas, reduz sua viscosidade e reativa a função mucociliar; pode causar broncoconstricção e transtornos gastrintestinais. 3.0-GAVAGEM Conceito: Consistem na introdução de alimentos líquidos no estômago através de um tubo de polivinil colocado pelo nariz ou boca; Indicações:  Idade gestacional < 34 semanas.  RN com peso < 2000 g .
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros  RN com desconforto respiratório e FR entre 60 e 80 ipm com esforço respiratório discreto ou ausente.  RN pré-termo que se cansam muito com a sucção e requerem uma combinação de sucção e gavagem.  RN que não sugam devido a encefalopatia, hipotonia ou anormalidades maxilofaciais.  Usar sonda naso ou orogástrica longa, fixa e aberta. Esta deve ser trocada a cada 3 dias.  A via orogástrica é o método preferencial quando o RN apresentar desconforto respiratório e nos RN < 2000g.  A via nasogástrica pode ser utilizada em recém-nascidos sem desconforto respiratório, quando os mesmos estiverem em fase de treinamento para sucção via oral 4.0-BALANÇO HIDRICO Procedimento: Todo o líquido deve ser medido antes de se oferecer ao paciente e o volume registrado no impresso de controle hídrico, na coluna correspondente a líquidos ingeridos, com o respectivo horário. As infusões parenterais recebidas pelo paciente devem ser anotadas na coluna correspondente a infusões venosas. Todo líquido eliminado pelo paciente deve ser medido e anotado na coluna correspondente.Os líquidos eliminados correspondem a diurese,vômitos, líquidos de drenagem, diarréia. Os fluidos que não puderem ser medidos poderão ser avaliados utilizando-se símbolos como: Pequena quantidade + / regular quantidade ++ / grande quantidade +++ Procedimento: O fechamento do BH pode ser parcial,ao final de cada turno de trabalho( 6/6 hs) ou total, ao final de 24 horas. Num primeiro momento deve-se somar todos os volumes administrados e ingeridos(+). Após somam-se todos os líquidos eliminados(-). Se o volume de líquidos ganhos for maior que as perdas o BH é positivo. 5.0-OXIGENOTERAPIA Conceito: Consiste na administração de oxigênio numa concentração de pressão superior à encontrada na atmosfera ambiental para corrigir e atenuar deficiência de oxigênio ou hipóxia. Considerações Gerais: - O oxigênio é um gás inodoro, insípido, transparente e ligeiramente mais pesado do que o ar; - O oxigênio alimenta a combustão; - O oxigênio necessita de um fluxômetro e um regulador de pressão para ser liberado; - A determinação de gases arteriais é o melhor método para averiguar a necessidade e a eficácia da oxigenoterapia; - podem ou não existir outros sinais de hipóxia como a cianose. Avaliação Clínica do Paciente:
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros Sinais de hipóxia são: - Sinais respiratórios: Taquipnéia, respiração laboriosa (retração intercostal, batimento de asa do nariz), cianose progressiva; - Sinais cardíacos: Taquicardia (precoce), bradicardia, hipotensão e parada cardíaca (subseqüentes ao 1°); - Sinais neurológicos: Inquietação, confusão, prostração, convulsão e coma; - Outros: Palidez. Métodos de Administração de Oxigênio: a) cânula nasal - é empregado quando o paciente requer uma concentração média ou baixa de O2. É relativamente simples e permite que o paciente converse, alimente, sem interrupção de O2. 1- Vantagens: - Conforto maior que no uso do cateter; - Economia, n~]ao necessita ser removida; - Convivência - pode comer, falar, sem obstáculos; - Facilidade de manter em posição. 2- Desvantagens: - Não pode ser usada por pacientes com problemas nos condutos nasais; - Concentração de O2 inspirada desconhecida; - De pouca aceitação por crianças pequenas; - Não permite nebulização. b) Cateter Nasal - Visa administrar concentrações baixas a moderadas de O2. É de fácil aplicação, mas nem sempre é bem tolerada principalmente por crianças. 1- Vantagens: - Método econômico e que utiliza dispositivos simples; - Facilidade de aplicação. 2- Desvantagens: - Nem sempre é bem tolerado em função do desconforto produzido; - A respiração bucal diminui a fração inspirada de O2; - Irritabilidade tecidual da nasofaringe; - Facilidade no deslocamento do cateter; - Não permite nebulização; - Necessidade de revezamento das narinas a cada 8 horas. c) Máscara de Venturi - Constitui o método mais segurei e exato para liberar a concentração necessária de oxigênio, sem considerar a profundidade ou freqüência da respiração. d) Máscara de Aerosol, Tendas Faciais - São utilizadas com dispositivo de aerosol, que podem ser ajustadas para concentrações que variam de 27% a 100%. Efeitos Tóxicos e Colaterais na Administração de O2 - Em pacientes portadores de DPOC, a administração de altas concentrações de O2 eliminará o estímulo respiratório - apnéia; - Resseca a mucosa do sistema respiratório; - Altas concentrações de O2 (acima de 50%) por tempo prolongado ocasionam alterações pulmonares (atelectasias, hemorragia e outros);
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros - Altas concentrações de O2 (acima de 100%) há ação tóxica sobre os vasos da retina, determinando a fibroplasia retrolenticular. Cuidados com o O2 e com sua Administração - Não administrá-lo sem o redutor de pressão e o fluxômetro; - Colocar umidificador com água destilada ou esterilizada até o nível indicado; - Colocar aviso de "Não Fumar" na porta do quarto do paciente; - Controlar a quantidade de litros por minutos; - Observar se a máscara ou cateter estão bem adaptados e em bom funcionamento; - Dar apoio psicológico ao paciente; - Trocar diariamente a cânula, os umidificadores, o tubo e outros equipamentos expostos à umidade; - Avaliar o funcionamento do aparelho constantemente observando o volume de água do umidificador e a quantidade de litros por minuto; - Explicar as condutas e as necessidades da oxigenoterapia ao paciente e acompanhantes e pedir para não fumar; - Observar e palpar o epigástrio para constatar o aparecimento de distensão; - Fazer revezamento das narinas a cada 8 horas (cateter); - Avaliar com freqüência as condições do paciente, sinais de hipóxia e anotar e dar assistência adequada; - Manter vias aéreas desobstruídas; - Manter os torpedos de O2 na vertical, longe de aparelhos elétricos e de fontes de calor; - Controlar sinais vitais. 6.0-RESTRIÇÃO DE MOVIMENTOS Material (restrição mecânica) atadura de crepe; algodão, gaze, compressas cirúrgicas; lençóis; tala; fita adesiva; braçadeiras de contenção. Procedimento proceder a restrição no leito dos segmentos corporais na seguinte ordem: ombros, pulsos e tornozelos, quadril e joelhos; ombros: lencol em diagonal pelas costas, axilas e ombros, cruzando-as na região cervical; tornozelos e pulsos: proteger com algodão ortopédico, com a atadura de crepe fazer movimento circular, amarrar; quadril: colocar um lençol dobrado sobre o quadril e outro sob a região lombar, torcer as pontas, amarrar; joelhos: com 02 lençóis. Passar a ponta D sobre o joelho D e sob o E e a ponta do lado E sobre o joelho E e sob o D; Observações  não utilizar ataduras de crepe (faixas) menor do que 10 cm;  evitar garroteamento dos membros;  afrouxar a restrição em casos de edema, lesão e palidez;  retirar a restrição uma vez ao dia (banho);  proceder limpeza e massagem de conforto no local
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros 7.0-ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Uma das principais dificuldades no tratamento da criança doente é administrar medicações, principalmente no que se refere a recusa da criança. Assim, as orientações devem também conter esse aspecto. Alertar que nunca se deve mentir,dizendo que a medicação é gostosa.Isso fará com que a criança perca a confiança, pois em geral não é verdade.Nunca chantageá-la nem ameaçá-la. O objetivo deve ser, construir uma situação favorável à cooperação. Para tanto, dizer a ela que precisa tomar o medicamento, mesmo que sja um bebê. Explicar segundo sua compreensão, como isso poderá ajudá-la, dizendo por exemplo: “ vai diminuir a tosse ou a dor de ouvido” e como ela irá sentir, isto é, se o remédio é amargo ou muito doce. Nunca comparar o medicamento a uma guloseima, mesmo que tenha um sabor agradável, pois isso pode estimular a ingestão acidental do mesmo pela criança. Oferecer uma escolha possível como “ você quer tomar sozinha ou a titia ajuda?”, “ depois do remédio, você quer tomar água ou um pouco de suco?” Para crianças pequenas, é mais fácil utilizar uma seringa do que um copo ou colher, uma vez que permite uma administração lenta numa região lateral da boca, dificultando perdas.
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros ANEXOS
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros
  • Profa Aretusa Delfino de Medeiros REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRANDEN, P. S. Enfermagem materno-infantil. Rio de Janeiro: Reichamn e Affonso editores, 2000 BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Leis Federais n.º 8069, 1990, nº 8242, 1991 BRASIL. Manual de Atenção Integrada as Doenças Prevalentes na Infância – AIDPI – Ministério da Saúde, Brasil - 2002 BRASIL .Manual de Assistência ao Recém-Nascido – Ministério da Saúde – 1994 BRASIL. Manual de Saúde da Criança – Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil , Ministério da Saúde – 2002 BRUNNER & SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico Cirúrgica -10ª edição – Guanabara Koogan. Rio de janeiro, 2006. LIMA, Idelmira Lopes de . Manual do Auxiliar e Técnico de Enfermagem – 7ª edição – Goiânia : Editora AB , 2006. SCHMITZ, Edilza Maria. A Enfermagem em Pediatria e Puericultura – 1ª edição – São Paulo: Editora Atheneu, 2005. Manual de Normas para Saúde da Criança na Atenção Básica – Secretaria do estado do Pará – 2004 SILVA, A . C. S. ET al. Manual de Urgências em Pediatria. Rio de Janeiro: MEDSI, 2003. WONG, D.L. Enfermagem Pediátrica: elementos essenciais à intervenção efetiva. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.