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Por uma educação humanizadora
 

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    Por uma educação humanizadora Por uma educação humanizadora Document Transcript

    • POR UMA EDUCAÇÃO HUMANIZADORA Luciene Martins Tanaka - Psicopedagoga e Professora do Ensino Fundamental da rede municipal e estadual de Espírito Santo do Pinhal-SPRESUMO:O objetivo deste trabalho, é o de oferecer mais subsídios que venham evidenciar anecessidade de uma reformulação das práticas pedagógicas existentes, visando umamelhoria qualitativa do ensino: dinamizando o processo ensino-aprendizagem, relacionandoconteúdos trabalhados com o que é vivenciado pelos educandos, ou seja, aproximar teoria eprática. Esperamos desta forma, despertar o interesse de nossas instituições de ensino, dequalquer modalidade, em "buscar" também a construção da felicidade social, através deuma articulação mais estreita entre a pesquisa e a prática de ensino. Acreditamos que estetrabalho possa ajudar a despertar o interesse em construir uma escola mais abrangente eparticipativa, através da necessidade de estabelecer parcerias entre Escola, Família eComunidade, buscando a formação de uma sociedade mais justa, humanizada e feliz. Nãose pode perder de vista, que a construção do saber vislumbre uma multiplicidade semfragmentação, numa escola que permita aos educandos e educadores aprenderem sobre omundo em que vivem, múltiplo e cheio de surpresas, para que dominem as diferentesformas do saber, relacionando-as com esse mundo em liberdade, afinal somos fruto de umaformação integral.ABSTRACT:The objective of this work, is it of offering more subsidies than they come to evidence theneed of a reformulacion of the existent pedagogic practices, seeking a qualitativeimprovement of the teaching: dinamistic the process teaching-learning, relating contentsworked with what is subsisted for the educatedings, that is to say, to approach theory andpractice. We waited this way, to wake up the interest of our teaching institutions, of anymodality, in " also looking for " the construction of the social happiness, through a morenarrow articulation between the research and the teaching practice. We believed that thiswork can help to wake up the interest in building an including school and to participate,through the need to establish partnerships among School, Family and Community, lookingfor the formation of a just society, humane and happy. He/she/it cannot lose of view, thatthe construction of the knowledge shimmers a multiplicity without fragmentation, in aschool that allows to the educatedings and educators to learn on the world in that they live,multiple and full of surprises, so that they dominate the different forms of the knowledge,relating them with that world in freedom, after all we are fruit of an integral formation.PALAVRAS – CHAVE: Reformulação; Ensino/ Aprendizagem; Práticas Pedagógicas;Formação Integral e Humanizadora. 1
    • ‘Por uma Educação Humanizadora’: Uma visão da natureza humana que ignore o poder das emoções é lamentavelmente míopepara melhor e para pior, a inteligência não dá-me nada quando as emoções diminuem ( Antunes, Celso- 1996, p.11).Os conteúdos tradicionais que vêm sendo ensinados nas escolas, não incluem osconhecimentos e vivências (práticas) que as pessoas precisam para crescer e desenvolver-seem sua integralidade. Percebe-se que as emoções, sentimentos e relações interpessoais nãotêm merecido nenhuma atenção, sendo deixados ao acaso, na maioria das vezes, resultandoem sérios problemas, afetando educandos e educadores, além da escola e sociedade emgeral.É necessário que o eixo de análise seja modificado, passando a tratar o sujeito como objetodo conhecimento, valorizando seus processos de construção, levando em conta as formas deconteúdo e suas ações, além de tratar o objeto como sujeito, desmontando-o analisandosuas formas, segundo os conteúdos das ações das crianças. Também se faz importante quevisualizemos professores que conservem seus compromissos pedagógicos e de valores, masque também estejam abertos, para um futuro que lhes pede que saiam de suas casas,dialoguem com o mundo, modifiquem suas formas de resolver situações problemáticas,tornando-se assim "livres" para todas as possibilidades e caminhem em busca do objetivomaior do trabalho docente: "o desenvolvimento de seus alunos, a felicidade e realização desi e dos próprios educandos".Diante disso, cabe aos verdadeiros educadores brasileiros a tomada de decisão para assumiruma posição: ou considera-se a articulação entre ensino/aprendizagem, teoria/-prática,refletindo-se mais sobre "o ser" como sujeito do seu conhecimento, sendo em suaintegralidade respeitado, para que um ensino de alta qualidade seja de fato alcançado; ouentão torceremos para que "alunos com dificuldades de aprendizagem nunca cruzem nossocaminho, muito menos nossa sala de aula. Seria então a "afetividade" uma saída paraalcançarmos uma educação de qualidade e humanizadora? Primeiramente é preciso definiro que vem a ser "afetividade" e "humanizado". Eis as definições, segundo o minidicionárioda língua portuguesa "Aurélio": Afetividade – qualidade ou caráter de afetivo. Afetivo - quetem ou em quem há afeto; afetuoso; relativo a afeto. Já Humanizar - dar condição humanaa; humanar-se; civilizar; tornar-se humano. Há muitos questionamentos quanto à influênciaque a afetividade pode exercer sobre a aprendizagem de alunos com dificuldades escolares,educacionais e pedagógicas. No entanto, uma educação de qualidade, pensada à luz daafetividade é um processo contínuo, que se estende do lar até à escola e vice-versa. Existeentão, a necessidade essencial de se estabelecer parcerias entre Escola e Família, através derelações amistosas, com objetivos comuns e contratos claros que envolvam: humildade,flexibilidade, sinceridade, cumplicidade, responsabilidades compartilhadas e bem definidas,estabelecendo-se "limites", visando o sucesso do aluno como um ser em formação integral,que seja capaz de vencer obstáculos, preparando-o assim para a vida!Seria isso "utopia ou miragem?" A questão é que todo ser humano busca orientar suavida com o propósito de elevar sua auto-estima. 2
    • Não pretendemos dar mais ênfase ao aspecto prático do ensino, do que ao teórico, ou vice-versa, uma vez que não constituem universos opostos, afinal nada justificaria direcionarmosa educação para apenas um deles, excluindo o outro; a não ser que se pretendesse manteruma situação, o que não é o caso. No entanto, a conscientização do educador de quehumanizar crianças e jovens com afetividade, seguramente constitui-se numa esperançamaior para um amanhã melhor. A verdade é que somos corpo, mas também sentimentos,paixões, anseios, o que representa uma força extraordinária, que muito mais do que acultura conduz-nos à "esperança de felicidade e sucesso". Somos seres humanos e lidamoscom tais seres, então é necessário que a educação se torne também "humanizadora",valorizando as relações interpessoais, bem como a emotividade, que segundo DanielGoleman, também pode ser educada. O desenvolvimento do tema exige a compreensão deconceitos e explicitação dos pressupostos básicos envolvidos, o porquê de sua aplicação noensino fundamental em especial, o como ensinar e a quem atribuir a responsabilidade pelareflexão da necessidade de mudanças em nossas instituições escolares.CONSIDERAÇÕES FINAIS "Uma visão da natureza humana que ignora o poder das emoções é lamentavelmente míope...para melhor ou para pior. A inteligência não dá-me nada quando as emoções dominam". (Celso Antunes - 1996- XIII). A idéia principal deste artigofoi a de evidenciar a necessidade da reformulação de práticas educacionais, aproximando-as o máximo possível das teorias propostas, usando com isso, melhoria da qualidade de ensino, buscando a efetivação de uma educação humanizadora. A nossa proposta seria de uma reestruturação das práticas educacionais e pedagógicas existentes em nossas escolas, tendo como base questionários relatados, além das pesquisas e estudos que apontam para a necessidade de uma mudança global na organização das instituições e na visão de educadores, afetando entre outras coisas, o relacionamento estabelecido entre Família e Escola. Essa nova forma de encarar a educação como sendo "integral", ou seja, ela não acontece somente na escola, mas antes inicia-se na família, pode ser vista como uma porta de entrada de alternativas e possibilidades, para que um "sistema de parceria" passe a fazer parte de nosso cotidiano, onde as responsabilidades serão divididas e compartilhadas entre essas instituições educativas. De acordo com a UNESCO de 1998, para conseguirmos responder ao conjunto das missões da educação, a mesma deve organizar-se em torno de "quatro pilares", ou seja, de quatro aprendizagens fundamentais para o longo de toda a vida do indivíduo. São eles: "aprender a conhecer- adquirindo instrumentos de compreensão; aprender a fazer- para poder agir sobre o meio que o envolve; aprender a viver juntos- participando e cooperando com outros em todas as atividades humanas; finalmente o aprender a "ser"- como uma via essencial que integra as três precedentes. Todas essas vias do saber constituem-se numa só, visto que existem muitos pontos de relacionamento e permuta". No entanto, em regra geral, podemos dizer que o ensino formal, orienta-se quase que essencialmente para o aprender a conhecer, deixando um pouco de lado o aprender a fazer e as outras aprendizagens acima citadas como "pilares importantes da educação". Nosso desafio então seria: resgatar o lado humano de cada sujeito envolvido no processo educativo, seja ele na família, ou na escola. O importante, é resgatar a auto- 3
    • estima que muitos já não possuem. Depois desse resgate de "amor próprio", o indivíduo já é capaz de conhecer a si mesmo e aos seus "desejos", utilizando-se de sua autonomia intelectual e moral para "buscar" realizar suas potencialidades, através de interações interpessoais, onde a "comunicação" será de extrema valia para alcançar o sucesso esperado. Nesse momento, a "esperança" estará motivando suas ações, respeitando as limitações de até que ponto se poderá agir, ou seja, a quem caberá certas decisões a serem tomadas na educação de nossas crianças e jovens: família ou escola/ ou será família e escola? Será possível estarmos então estabelecendo essa tão preciosa "parceria" entre as duas instituições educativas que se completam? Acreditamos que nosso trabalho possa ajudar na construção de escolas e famílias mais abertas e participativas, acrescentando sugestões que possam melhorar este instrumento, como mais alguns recursos para o ensino, aprendizagem, crescimento pessoal e para a educação brasileira em seu aspecto mais abrangente. Queremos sim visualizar a existência de uma educação formadora de "seres integrais" na prática escolar, mas para isso devemos eliminar o dualismo absurdo entre a teoria e a prática, bem como entre o valor da cultura e o papel das emoções na difícil arte de viver. A verdade é que nossos sentimentos, paixões e anseios mais profundos, constituem uma extraordinária força que, muito mais que a cultura ou a teoria, conduz nossas esperanças de felicidade e sucesso. Poderíamos até dizer que nossa evolução se deu devido à emotividade, que ocupa papel essencial na solução de problemas proeminentes da vida, uma vez que é ela quem nos conduz quando surgem provações essenciais a serem deixadas à nossa própria intelectualidade. Felizmente as emoções também podem ser educadas, como Daniel Goleman comprovou em suas inúmeras pesquisas, o que nos mostra de maneira transparente, que não só é possível ensinar-se o domínio das emoções, como já existem instituições desenvolvendo esses programas com sucesso. Assim, cabe aos verdadeiros educadores brasileiros, a tomada de posição: abrindo mais espaço para que o "ser humano" em sua integralidade, com sentimentos, emoções e desejos, incorpore-se aos princípios e fins de nossa "escola formal", aproximando o máximo possível de sua vivência familiar, para que "família e escola" andem como aliadas e não como adversárias. É nossa intenção também, deixar como reflexão, que estamos a serviço do acompanhamento da aprendizagem e não simplesmente da ação didática, que só se efetivará se houver um "plano de ação conjunto", entre escola e família, para que a "teoria se torne prática" e seja significativo para nossos alunos. É o observar, o agir, mas sabendo o porquê, o para quê e o como agir. Parece que nossas instituições de ensino não estão preocupadas com a felicidade pessoal e nem com a construção de uma felicidade social, nem tampouco com a auto-estima dos seus alunos. É por isso que nos propusemos a repensar as práticas pedagógicas e relacionais de nossas escolas, levando em consideração o aspecto emocional de todo o desenvolvimento humano. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASANTUNES, C. Alfabetização Emocional. São Paulo. Terra, 1996. 4
    • AQUINO, J.G. Erro e Fracasso na Escola. Summus, 1997.AQUINO, J.G. Indisciplina na escola. Summus, 1996.AURÉLIO, Minidicionário da Língua Portuguesa. Nova Fronteira, 2000.BRANDEN, N. Auto-Estima e seus Pilares. São Paulo. Saraiva, 2000.BERNA, V. O Desafio do Mar. São Paulo. Paulus, 2000.CASTANHO, S.; ORGS, M. E. Temas e Textos em metodologia do Ensino Superior.São Paulo. Papirus, 2001.CIPRIANO, C. L. Filosofia da Educação. Cortez, 1990.CURY, A. Pais Brilhantes, Professores Fascinantes. Sextante, 2003.FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. Paz e Terra, 1997.GOLEMAN, D. Inteligência Emocional. Objetiva, 1995.MACEDO, L. Ensaios Construtivistas. São Paulo. Casa dos Psicólogos, 1994.MORIN, E. Os sete saberes e outros ensaios. Cortez, 2002Profª Ms. Luciene Martins TanakaFormação Acadêmica: Licenciatura plena em Pedagogia pela Fundação de Ensino OctávioBastos- São João da Boa vista. S.P; Pós- Graduada em Instrumentalização DidáticoPedagógica pelas Faculdades Maria Imaculada de Mogi-Guaçu; Pós Graduada emPsicopedagogia pela UNIPINHAL; Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pelaUniversidade Mackenzie de São Paulo. Atua como Psiocpedagoga da rede municipal eEstadual na cidade de Espírito Santo do Pinhal-SP. 5