Realismo naturalismo parnasianismo

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Realismo naturalismo parnasianismo

  1. 1. REALISMONATURALISMOPARNASIANISMOFINAL DO SÉCULO XIX
  2. 2. JoGustave Coulbert
  3. 3. Contexto HistóricoContexto HistóricoRevolução IndustrialCientificismoNegação da burguesia como modeloEixos CientíficosEixos CientíficosPositivismo – Auguste ComteSocialismo Científico – Karl Marx e Friedrich EngelsEvolucionismo – Charles DarwinPsicanálise – Sigmund FreudDeterminismo – Hippolyte Taine
  4. 4. RealismoRealismoObjetivismoContemporaneidadeMaterialismoPredomínio dos interesses convenientesRomance documentalÊnfase no individualDescrença na natureza humana
  5. 5. NaturalismoNaturalismoRebaixa a condição humanaDeterminismoAção em função da natureza instintiva e ocasionalÊnfase no coletivoRomance de teseTemas acerca de patologias
  6. 6. ParnasianismoParnasianismoPoesia estruturalmente fixasArte pela arteBusca pela perfeiçãoPreciosismoDescrição pormenorizadaImpessoalidadeAmor carnalApoio a modelo clássicos
  7. 7. A Tríade da Torre de MarfimA Tríade da Torre de MarfimA expressão Torre de Marfim representa umaatmosfera onde intelectuais se envolvem emquestionamentos desvinculados das preocupaçõescotidianas e, por isso, tem uma conotação pejorativa.Na literatura parnasiana temos a seguinte tríade:Olavo BilacAlberto de OliveiraRaimundo Correia
  8. 8. ALBERTO DE OLIVEIRA(1857-1937)Descrição pormenorizadaObjetividadeCulto da arte pela arteReverência à Antiguidade clássicaPerfeição formalRigidez métricaPreciosismo
  9. 9. Vaso ChinêsEstranho mimo aquele vaso! Vi-o,Casualmente, uma vez, de um perfumadoContador sobre o mármor luzidio,Entre um leque e o começo de um bordado.Fino artista chinês, enamorado,Nele pusera o coração doentioEm rubras flores de um sutil lavrado,Na tinta ardente, de um calor sombrio.Mas, talvez por contraste à desventura,Quem o sabe?... de um velho mandarimTambém lá estava a singular figura.Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a,Sentia um não sei quê com aquele chimDe olhos cortados à feição de amêndoa.
  10. 10. RAIMUNDO CORREIA(1859 – 1911)Temas típicos: a natureza, a perfeiçãoformal, a cultura clássicaPoesia filosófica, de meditação,marcada pela desilusão e por um fortepessimismo
  11. 11. Mal SecretoSe a cólera que espuma, a dor que moraNalma, e destrói cada ilusão que nasce,Tudo o que punge, tudo o que devoraO coração, no rosto se estampasse;Se se pudesse, o espírito que chora,Ver através da máscara da face,Quanta gente, talvez, que inveja agoraNos causa, então piedade nos causasse!Quanta gente que ri, talvez, consigoGuarda um atroz, recôndito inimigo,Como invisível chaga cancerosa!Quanta gente que ri, talvez existe,Cuja ventura única consisteEm parecer aos outros venturosa!"
  12. 12. OLAVO BILAC(1865-1918)Temas: o amor, o culto à pátria, a admiração pelotrabalho e pelo progresso, o culto ao sacrifício e aoheroísmo, a dor da saudade, a tentação do pecado
  13. 13. XIII"Ora (direis) ouvir estrelas! CertoPerdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,Que, para ouvi-Ias, muita vez despertoE abro as janelas, pálido de espanto ...E conversamos toda a noite, enquantoA via láctea, como um pálio aberto,Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,Inda as procuro pelo céu deserto.Direis agora: "Tresloucado amigo!Que conversas com elas? Que sentidoTem o que dizem, quando estão contigo?"E eu vos direi: "Amai para entendê-las!Pois só quem ama pode ter ouvidoCapaz de ouvir e de entender estrelas."
  14. 14. Augusto dos Anjos(1884 – 1914)Autor apreciado pelo povo, mas ignorado pelacrítica. Apreciava elementos parnasianos,simbolistas e pré-modernistas. Eis, daí, suadifícil classificação.
  15. 15. PARNASIANISMO: apreciação pela forma, emespecial pelo sonetoSIMBOLISMO: gosto pelo mórbido, por metáforasinsólitas e pelo cósmicoNATURALISMO: linguagem cientificista e corrosivaPRÉ-MODERNISMOna tentativa de traduzir as sujeiras da vida
  16. 16. Psicologia de um vencidoEu, filho do carbono e do amoníaco,Monstro de escuridão e rutilância,Sofro, desde a epigênese da infância,A influência má dos signos do zodíaco.Profundissimamente hipocondríaco,Este ambiente me causa repugnância...Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsiaQue se escapa da boca de um cardíaco.Já o verme - este operário das ruínas -Que o sangue podre das carnificinasCome, e á vida em geral declara guerra,Anda a espreitar meus olhos para roê-los,E há de deixar-me apenas os cabelos,Na frialdade inorgânica da terra!

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