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Ciganos: identidade e cultura

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  • 1. COIMBRA, CIDADE DE TODOS Programa de Formação Técnicos de Inserção e inter/ multiculturalidade 21 Junho 2006 Estratégias de Intervenção - treino de estratégias com indivíduos/grupos. Metodologias de Intervenção e Criatividade. Carlos Jorge
  • 2. Cultura Cigana
    • Ou
    Culturas Ciganas?
  • 3. A etnicidade cigana é Homogénea?
    • Diferenciam-se entre si:
    • Linguística e Culturalmente?
    • Económica e socialmente ?
    • Ou ...
    A sua cultura é heterogenea?
  • 4.
    • O paradoxo da Identidade
    • - A identidade é, simultaneamente, o que é idêntico o mesmo ou pelo menos, semelhante) e o que é diferente, distinto .
    • A identidade oscila entre a semelhança e a diferença entre o que faz do individuo um ser singular e o que, ao mesmo tempo, o torna semelhante aos outros.
    • A psicologia mostra que a identidade se constroi num duplo movimento de assimilação e de diferenciação.
    Identidade
  • 5. Significado da identidade ao nível individual
    • A identidade pode ser vista:
    • como um estado - definido por ex., pelo BI;
    • Como uma representação - a ideia que tenho de quem sou;
    • Um conceito - noção operatória das Ciências Sociais Humanas e Sociais
  • 6. Construção da Identidade Individual
    • É um processo dinâmico , feito de continuidades e de rupturas – a “crise” da adolescência, a crise da idade da reforma, etc.
    • A construção da identidade é um processo inacabado e sempre retomado pelos indivíduos, influenciado por múltiplos factores sociais.
  • 7. Identidade Social
    • Caracteriza-se pelas suas pertenças : a um grupo sexual, ou género, grupo etário, classe social, etnia, nação, grupo religioso, etc.
    • Permitindo ao indivíduo posicionar-se no sistema social e ser referenciado pelos outros como membro de determinado grupo.
  • 8. Identidade Cultural: Concepções objectivistas
    • A IC é uma forma de classificação/categorização dos vários grupos sociais segundo o critério da diferença cultural.
    • Poderemos distinguir duas formas comuns de identidade cultural:
    • 1- Naturalista – a ic é uma herança quase imutável em que os aspectos genéticos e biológicos são importantes – “metáfora das raízes”;
    • 2 – Culturalista – a ic é algo primordial ou essencial que um grupo humano incorpora no seu processo de socialização.
  • 9. Identidade Cultural: Concepções subjectivistas
    • A IC não é algo de estático, que recebe de forma passiva, do grupo etnocultural ao qual pertence, mas uma construção dos sujeitos indivíduos e colectivos em permanente transformação e mudança .
    • A IC é um sentimento de pertença , é uma identificação com a comunidade imaginada (fruto da capacidade imaginativa dos sujeitos)
    • Nesta perspectiva o que conta são as representações que os indivíduos constroem sobre a realidade social, a forma como vêem a dicotomia nós/eles .
  • 10. Construção da Identidade
    • Identidade Legitimadora : conjunto de organizações e instituições , que reproduzem, por vezes com conflitos, a identidade dominante;
    • Identidade de Resistência : gerada pelos actores que se encontram em posições socialmente desqualificadas/estigmatizadas pela lógica da dominação;
    • Identidade Projecto : actores sociais que constroem uma nova identidade que redefine a sua posição na sociedade (ex: as feministas)
  • 11. Construção da diferença Práticas políticas Ciências História Mecanismo Cognitivo
  • 12. Construção da diferença Mecanismo cognitivo O preconceito e o estereotipo operam segundo o principio da economia cognitiva. É através da visão que construímos o nosso conhecimento da diferença. Distinguimos as pessoas pela cor da pele – gama cromática
  • 13. Construção da diferença Ciências
    • Fundamentação Natural das diferenças
    • Políticas de Eugenia (Sir Francis Galton – 1822-1911)
    • Avaliação da inteligência ( Alfred Binet – 1857-1911)
    • Darwinismo-Social (os mais dotados tem mais possibilidades de sobreviver)
  • 14. Construção da diferença História
    • Narrativas Históricas:
    • História oficial – o bárbaro, o infiel, o selvagem, o pobre, o inculto, etc.
    • Imagens construídas a partir da diversidade: de classe, de etnia, de cultura, de religião, de género, de sexo.
    • Progresso em oposição ao estado selvagem .
  • 15. Construção da diferença Práticas políticas
    • Elaboração de Leis
    • A construção da diferença ocorres também no discurso político e concretiza-se na produção legislativa.
    • A construção do Estado-Nação impõe a homogeneização da população na língua e na cultura através do sistema educativo. Sempre em nome da igualdade dos cidadãos.
  • 16. O QUE SABEMOS DOS CIGANOS?
    • Que relação se estabelece com os ciganos?
    • romântica
    • Ou
    • alarmista
  • 17. A diversidade entre os ciganos. ...
  • 18.       os ROM, ou Roma (homem ou marido)     que falam a língua romani . São divididos em vários subgrupos, com denominações próprias, como os Kalderash, Matchuaia, Lovara, Curara. São predominantes nos países balcânicos, mas a partir do Século XIX migraram também para outros países europeus e para as Américas.     os SINTI       que falam a língua sintó e são mais predominam na Alemanha, Itália e França , onde também são chamados Manouch.   os CALÓ ou CALÉ (preto)   que falam a língua caló, os “ciganos ibéricos ”, que vivem principalmente em Portugal e na Espanha, onde são mais conhecidos como Gitanos, mas que no decorrer dos tempos se espalharam também por outros países da Europa e foram deportados ou migraram inclusive para a América do Sul.  
  • 19. Origem dos Nomes/grupos Estes grupos e dezenas de subgrupos, cujos nomes muitas vezes derivam de :   1   Profissões       Kalderash = caldeireiros Ursari = domadores de ursos . 2 procedência geográfica     Moldovaia, Piemontesi 3   Antepassado Comum     Os Maias
  • 20.   - As formas de institucionalização : os seus regulamentos próprios, as suas leis, as suas estruturas hierárquicas, as relações de poder; B - O sistema de diferenciação que permite agir sobre as acções dos outros : o estatuto ou privilégio, as competências ou saber-fazer;   C - As modalidades instrumentais do poder : pelos efeito da palavra, por mecanismos de controle, de vigilância, as regras explicitas ou implícitas; d - Os objectivos perseguidos com o exercício do poder : manutenção de privilégios e pôr em acção a autoridade.   Ao analisar a instituição familiar cigana procuraremos compreender:
  • 21. M atriz C ultural Matrimónio/virgindade Luto / Pomana Leis Ciganas / Kris Mahrimé Língua Romanó / Caló Representação da Sociedade “Pailha” Homens de Respeito Respeito pelos Mortos Musica Respeito pelos Territórios Trabalho étnico Família Extensa
  • 22. Virgindade
    • Prova da Virgindade “Panhuelo ”
    • Mulher de respeito “Ajuntadora”
    • Mulheres com vergonha “ Latcha”
  • 23. M atrimónio Diversidade no matrimonio: “ Está Pedido (a)” - Casamento por iniciativa dos pais, sem consulta dos filhos; - Casamento por iniciativa dos jovens desde que não exista oposição dos pais; - Casamento em que predomina a “fuga”. Ritual aceite pelo grupo. Concilio de Trento – 1563 – 24 ª Sessão Código Cível Portugues “ Inião de Facto” Casamento só “Biológico”? As roupas do pai são rasgadas Fuga(vale como casamento): Gosta de outra pessoa; Já não está virgem etc.
  • 24. Imposto de Selo 80 Reis Francisco da Silva Figueira, Prior da Pena, ;; i Certifico que no Livro 28 dos baptismos desta freguesia, folhas 219- V está o termo ~ do seguinte: Aos vinte e quatro de julho do ano de mil oitocentos e sessenta e dois, pelas onze horas da manhã nesta Igreja Paroquial da Pena, Bairro Alto, e de Lisboa baptizei solenemente um indivíduo do sexo masculino a quem dei o nome de José , que nasceu pelas quatro horas da manhã do dia quatro de Maio ultimo, agencia, digo filho legitimo de Manoel Maia e de Maria Roza ambos baptizados e recebidos na freguesia dos Anjos desta cidade e moradores nesta freguesia , na Carreira dos Carvalhos, neto paterno de António da Maia e de Maria Josefa e materno de Pedro Rodrigues e Encarnação Garcia. Foi padrinho o excelentíssimo Conde d'Anadia, José Paes, casado, morador na Rua de São João das Bem Casadas, freguesia de Santa Isabel, e madrinha Nossa Senhora e a José (?) José Bongas (?), casado, morador na Freguesia dos Anjos. Declara que o padrinho foi representado por Diogo Henrique Bettencourt, lavrei em duplicado este assento, que depois de ser lido e conferido presentes os padrinhos, comigo assinaram O Prior Joaquim José Baptista Mendes -Diogo Henrique Bettencourt - José Bongas transladado. P~na, 7 de Março 1891 A Data: Lisboa 11 de Março de 1891 Notas: Existem palavras que não percebi. Registo de Baptismo
  • 25. Luto / Pomana (ritos funerários) “ Manton” Cabelo Rapado superstição Musica, álcool e participação em divertimentos o luto que une toda a comunidade na dor o respeito pelos mortos , e quando a eles se referem dizem sempre: “ que Deus o tenha ... ( em descanso)” É a pior ofensa que se pode fazer a um cigano é “renegar os seus mortos ”.
  • 26. Ritos Fúnebres Lamentos e gritos de dor
  • 27. Homens de Respeito o enobrecimento dos “homens de respeito” (mais velhos) - os tios ; Isto não significa que a condução dos destinos das comunidades ciganas esteja nas mãos da gerontocracia a quem se obedece de forma submissa. Não poderemos confundir respeito com submissão.
  • 28. Mahrimé A impureza inerente a certos momentos da vida sexual – menstruação, partos. Interditos Mas não só... Papusza (Boneca) Polónia Uma das maiores poetas e cantoras de todos os tempos. Livros que incluía poemas seus. Depois da publicação do livro foi levada a julgamento e foi declarada Mahrimé. Passou 8 meses no hospital psiquiátrico de Silésia, depois durante 34 anos, até a sua morte em 1987, viveu sozinha e isolada. Cobras, ratos, sapos e outros que se poleiem lambendo-se são considerados mahrimé
  • 29. Leis Ciganas / Kris A s “leis ciganas” que imergem do seu direito consuetudinário. A Kris é uma assembleia/tribunal que reúne os tios/homens de respeito para dirimir situações de conflitos entre famílias, pessoas etc. DOIS EXEMPLOS: Proibir a emancipação dos indivíduos, em favor da preservação do grupo. O caso de Papusza Oswaldo Macedo Brasileiro - médico com 70 anos conta: que quando pretendeu candidatar-se a medicina foi-lhe dito que não poderia porque seria mahrimé. O caso foi levado à Kris. A sua avó defende-o dizendo que ele para fazer cirurgias teria que usar luvas, logo... Não era mahrimé. ...o kris romani , uma espécie de tribunal cigano, sempre apresentado como algo tipicamente “cigano”, quando, na realidade é um elemento cultural apenas dos Kalderash, que o tomaram emprestado da sociedade rural romena, e que não existiria nem entre os ciganos Rom Lovara e é desconhecido também entre os Sinti e Caló
  • 30. Língua Romanó / Caló a língua romanó/caló elemento de união identificador e de pertença (nacional e transnacional); El Kralis há nicobado la liri de los calés (O rei destruiu a lei dos ciganos) Referem-se a Carlos III que considerou todos os ciganos “Castelhanos Novos” com direitos iguais aos outros. Foi proibido o uso da palavra cigano.   Desde o Século XVIII costuma-se atribuir aos ciganos apenas uma única língua, comum a todos, a língua romani, parcialmente de origem indiana, embora esta tenha também inúmeras palavras de origem persa, turca, grega, romena e de outros países por onde passaram.   línguas derivadas do Romani   Na realidade, os ciganos falaam várias línguas ou dialectos que, apesar de terem aparentemente uma origem em comum , hoje apresentam profundas variações regionais que tornam uma comunicação cigana internacional na prática impossível línguas derivadas do Latim Algo semelhante à actual comunicação entre franceses, italianos, espanhóis, portugueses e brasileiros, que todos falam línguas derivadas do Latim: muitas palavras podem ser entendidas por todos, principalmente quando escritas, mas a comunicação verbal na maioria das vezes é difícil, quando não impossível.   Dialectos Algo semelhante à actual comunicação entre franceses, italianos, espanhóis, portugueses e brasileiros, que todos falam línguas derivadas do Latim: muitas palavras podem ser entendidas por todos, principalmente quando escritas, mas a comunicação verbal na maioria das vezes é difícil, quando não impossível.   Dialectos        
  • 31. Família Extensa A família extensa engloba todos os indivíduos da mesma linhagem (parentes consanguíneos ou afins). Família Nuclear (pais e filhos) – em situações de conflito - tem prioridade sobre todos os outros vínculos sociais. a família extensa prioritária sobre qualquer outros vínculos sociais.
  • 32. Música j)    a música faz parte do núcleo familiar cigano, do processo de socialização primária da criança cigana, e está inclusa nas diferentes formas de construção identitária de que a criança é sujeito e objecto no seio da família cigana. Constrói espaços de sociabilidade. É um modo de vida.
  • 33. Trabalho étnico quiromancia Cartomancia Kalderash = caldeireiros Ursari = domadores de ursos foram escravos. Alquiladores Circo/Dança/musica
  • 34. Representação da Sociedade “ Pailha” Este mosaico de grupos diversificados não permite tipificar um tipo determinado e único de representação da sociedade “pailha”. As estratégias de adaptação (tem uma tradição de mudança) que tiveram necessidade de desenvolver, fez emergir uma cultura de resistência e estratégias defensivas. Os ciganos tem sido em cada momento histórico justamente o que é possível ser.
  • 35. Entendo a cultura como algo que é de difuso, inacabado e em constante movimento O que é a cultura?
  • 36. em vez do direito à diferença, a política de homogeneidade cultural impôs o direito à indiferença . B. S. Santos O que têm feito as políticas culturais ?
  • 37.
    • “ Afinal, agora que o conheço, acho que não somos tão diferentes como julgávamos.”
    Resolução de Conflitos
  • 38. Génese dos Conflitos entre Grupos Linchamentos, os progroms, os massacres, genecidio étnico, eliminação de judeus, ciganos, religiosos etc. Exterminação Oposição de interesses e competição Frustração -agressão Violência física contra elementos do grupo hostilizado: violência étnica – politica de grupos de cabeças-rapadas, etc. Ataque Físico “ Espírito fechado” Consequenciais na vida dos grupos: são excluídos de bairros, escolas, direitos políticos ou privilégios sociais. Descriminação As pessoas evitam o contacto com os membros do outro grupo Evitamento Procura de Justiça Social Personalidade autoritária As pessoas verbalizam os seus próprios conceitos entre amigos ou, por vezes, com estranhos Verbalização Negativa Outras Razões Tipos de personalidade Tipificação Preconceitos Negativos
  • 39.
    • Taxionomia dos factores a ter em consideração nos estudos a desenvolver no quadro da hipótese de contacto
  • 40. Aspectos quantitativos
    • Frequência;
    • Duração;
    • Numero de Pessoas envolvidas;
    • Diversidade.
  • 41. Aspectos de Estatuto
    • O membro da minoria tem um estatuto inferior;
    • O membro da minoria tem um estatuto igual;
    • O membro da minoria tem um estatuto superior;
    • O grupo, no seu conjunto, pode ter um estatuto relativamente superior (ex: os judeus), ou ou estatuto relativamente inferior (ex: ciganos e pretos)
  • 42. Aspectos de Papel
    • A relação consiste numa actividade competitiva ou cooperativa?
    • Está implícito uma relação de papeis de subordinação ou de dominação (ex. senhor-escravo, patrão-empregado, professor – aluno) ?
  • 43. Atmosfera Social Envolvente
    • Prevalecem práticas de segregação ou há expectativas de igualitarismo?
    • O contacto é voluntário ou involuntários;
    • O contacto é “real” ou “artificial”?
    • O contacto é percebido em termos de relações intergrupais ou não é percebido como tal?
    • O contacto é visto como típico ou como excepcional?
    • O contacto é visto como importante e íntimo, ou como trivial e transitório
  • 44. Personalidade dos Indivíduos
    • O nível de preconceito inicial é elevado, médio ou baixo?
    • O preconceito é de tipo superficial, passivo, ou está profundamente enraizado na sua estrutura?
    • Tem segurança básica na sua vida ou é timorato e desconfiado?
    • Qual é a experiência com o grupo em questão e qual a intensidade dos preconceitos actuais?
    • Idade e nível de educação escolar;
    • Outros factores de personalidade.
  • 45. Áreas de contacto
    • Casual;
    • Residencial;
    • Profissional;
    • Recreativa;
    • Religiosa;
    • Cívica e associativa;
    • Politica
    • Actividades de Benemerência intergrupal.
    • Gordon Allpot in Psicologia Social Jorge Vala et al, Fundação Gulbenkian
  • 46. a procura de uma nova Epistemologia da Formação Formar-se, não é instruir-se ; é antes de mais, reflectir, pensar numa experiência vivida [...]. Formar-se é aprender a construir uma distância face à sua própria experiência de vida, é aprender a contá-la através de palavras, é ser capaz de a conceptualizada. Formar é aprender a destrinçar, dentro de nós, o que diz respeito ao imaginário e o que diz respeito ao real , o que é da ordem do vivido e o que é da ordem do concebido (ou a conceber), o que é do domínio do pretendido, isto é do projecto . Rémy Hess (1985)
  • 47. Consciência contextualizada
    • " A nossa formação realiza-se no momento em que, agindo, imaginamos o modo, de descrever o que estamos a fazer ; ela realiza-se, também, no momento em que,
    • comunicando aos outros o que vivemos e o que fizemos, de repente sentimo-nos capazes de compreender o sentido (um dos sentidos possíveis, ao qual teremos de regressar), construindo um saber.
    • [...] A tomada de consciência opera-se através do assumir da palavra. O saber gera-se na partilha do discurso!
    • [...] Numa outra forma, deparamo-nos com a necessidade de reconstruir o saber em função de cada prática concreta (de cada processo individual de aprendizagem). As aquisições só adquirem sentido a posteriori" .
    • Alain Bercovitz
  • 48. Obrigado pela vossa atenção
  • 49.