Aula 3 Medicina

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    Aula 3 Medicina - Presentation Transcript

    1. Farmacodinâmica 1 Interações ligante-receptor
    2. Corpora non agunt nisi fixata
      • Uma vez que o xenobiótico tenha chegado até o órgão-alvo, deve interagir com as moléculas receptoras de forma a produzir um efeito farmacológico.
      • Podemos dividir essa etapa em
        • Reconhecimento molecular
        • Reação de ligação
        • Reação de ativação
        • Transdução de sinal
    3. A especificidade das interações moleculares
      • Fischer (1894): Modelo “chave-e-fechadura” valoriza a complementaridade da forma das moléculas.
      • Koshland (1958): Tanto o receptor quanto o ligante adaptam suas estruturas para ligarem-se uns aos outros (“induced fit”).
      • Foote e Milstein (1994): Existem diferentes conformações tanto do receptor quanto do ligante, e a ligação ocorre preferencialmente entre as conformações que são complementares.
    4. Proteínas não são peças de Lego®
      • Como as propriedades biofísicas das interfaces de ligação de uma proteína diferem das propriedades do resto da proteína?
      • Essas diferenças são suficientes para prever quais são os sítios de ligação?
    5. Base física do reconhecimento
      • Pauling e Delbrück (1940) propuseram que as interações de van der Waals, as interações eletrostáticas, e as pontes de hidrogênio estabilizam moléculas e complexos.
      • Kauzmann (1959) descreveu o efeito hidrofóbico, uma atração baseada na entropia.
    6. Efeito hidrofóbico
      • A dissolução das partes polares e carregadas da molécula no momento da formação do complexo tem um grande custo energético.
      • Esse custo energético é parcialmente compensado pelas interações de Coulomb e pontes de hidrogênio que são formadas no complexo.
      • Essas interações não são tão favoráveis qto as interações com a água.
      • A dissolução das partes apolares da superfície libera moléculas de água, o que aumenta a entropia do sistema. Isso ocorre quando a proteína forma um “buraco” em sua estrutura.
      • Esse ganho de entropia é favorável à formação de complexos.
    7. Biofísica da especificidade
      • O efeito hidrofóbico é o maior termo estabilizador dos complexos moleculares em sistemas biológicos.
      • As interações de Coulomb e pontes de hidrogênio provém especificidade a interações proteína-ligante.
    8. Superfície acessível
    9. Propriedades do sítio de ligação
      • Aminoácidos presentes
    10. Propriedades do sítio de ligação
      • Estrutura secundária
    11. Propriedades do sítio de ligação
      • Curvatura da superfície
    12. Propriedades do sítio de ligação
      • Potencial eletrostático
    13. Farmacologia in silico e ancoragem p38 MAPK BIRB796 Kitchen et al., 2004
    14. Funções padrão de energia potencial
      • A energia potencial eletrostática é representada como a somação em pares das interações Coulombicas
      • O potencial de van der Waals geralmente é modelado pela função 12-6 de Lennard-Jones
      Kitchen et al., 2004
    15. Reação de ligação
      • A primeira etapa na ação de uma droga consiste na formação de um COMPLEXO DROGA-RECEPTOR reversível , governada pela Lei da Ação das Massas .
      A Droga ( X A ) R Receptor livre ( N tot - N A ) + AR Complexo ( N A ) k +1 k -1
    16. Lei da Ação das Massas A Droga ( X A ) R Receptor livre ( N tot - N A ) + AR Complexo ( N A ) k +1 A Droga ( X A ) R Receptor livre ( N tot - N A ) + AR Complexo ( N A ) k -1
    17. Em equilíbrio... Constante de equilíbrio para a reação A + R  AR K A EQUAÇÃO DE HILL-LANGMUIR
      • Possui a dimensão de concentração
      • É numericamente igual à concentração da droga necessária para ocupar 50% dos sítios em equilíbrio
      • Quanto maior a AFINIDADE da droga pelos receptores, menor o K A
      “Tendência ou grau com que as moléculas de drogas são atraídas para seus receptores” AFINIDADE Descreve a relação entre a ocupação dos receptores e a concentração da droga .
    18. Entropia na reação de ligação
      • Além do aumento da entropia do solvente, também aumenta a entropia dos solutos:
        • Perda de entropia translacional e rotacional devido à formação do complexo.
        • Mudanças na entropia vibracional devido à formação do complexo.
        • Mudanças na entropia conformacional devido à restrição dos ângulos diedricos durante a formação do complexo.
    19. Estabilidade do complexo ligante-receptor
      • A estabilidade de um dado complexo pode ser mensurada determinando-se K A ou determinando-se k +1 e k -1 .
      • A constante K A é diretamente relacionada à energia livre de Gibbs.
    20. Energia de ligação
      • A energia de ligação também pode ser determinada através da estimação das contribuições entálpicas e entrópicas para a estabilidade do complexo ligante-receptor.
      • A melhor forma de determinar numericamente a energia de ligação é por métodos de dinâmica molecular (perturbação de energia livre e integração termodinâmica). Isso precisa ser feito tanto para o complexo qto para o ligante livre.
    21. Experimentos de saturação de ligação
    22. Experimentos de ligação competitiva
      • Uma única concentração do radioligante.
      • Várias concentrações de ligante não-marcado.
      IC 50
    23. Experimentos de ligação competitiva
      • “‘ Competir’ significa que o receptor pode ligar-se a apenas uma molécula da droga de cada vez” (Rang)
      • Assim, se adicionarmos uma droga B à preparação com a droga A, e B for um antagonista competitivo, esse irá reduzir a ocupação pela droga A.
    24. Experimentos de ligação competitiva
      • O valor de IC50 é determinado por 3 fatores:
        • Constante de dissociação para a ligação da droga B, não-marcada (K B ); se K B é baixa (i.e., a afinidade da droga B é alta), o IC 50 tbm será baixo.
        • Concentra ção do radioligante (droga A); qto > a [A], mais droga B é necessária para deslocar a droga A do receptor.
        • Afinidade do radioligante pelo receptor (K A )
    25. Cinética de ligação: Experimentos de dissociação
      • Mensuração da taxa de dissociação do complexo radioligante-receptor.
      • Utiliza-se um radioligante e permite-se que ele se ligue aos receptores, interrompendo a reação qdo. do equilíbrio.
      ln(2)/k -1
    26. Determinando k -1
    27. Cinética de ligação: Experimentos de associação
    28. Reação de ativação
    29. Reação de ativação
      • “ As drogas que atuam sobre receptores podem ser agonistas ou antagonistas do receptor.
      • Os agonistas causam alterações na função celular, produzindo vários tipos de efeitos; os antagonistas ligam-se aos receptores sem provocar essas mudanças.” (Rang)
    30. Curvas de concentração-efeito
    31. Antagonismo competitivo
      • “‘ Competir’ significa que o receptor pode ligar-se a apenas uma molécula da droga de cada vez” (Rang)
      • Assim, se adicionarmos uma droga B à preparação com a droga A, e B for um antagonista competitivo, esse irá reduzir a ocupação pela droga A.
    32. Antagonismo competitivo Rang et al., 2007
    33. Agonistas parciais
      • Se aplicarmos agonistas diferentes (mas quimicamente relacionados) sobre uma preparação, verificamos que a resposta máxima difere de uma droga para outra.
      • Alguns compostos ( AGONISTAS PLENOS ) podem produzir uma resposta máxima, enquanto ( AGONISTAS PARCIAIS ) só podem produzir uma resposta submáxima.
      • PORTANTO, a capacidade de uma molécula de droga em ativar o receptor é mais uma propriedade graduada do que “tudo-ou-nada”
    34. Agonistas inversos
      • Além disso, certos agonistas diminuem o nível de atividade que é observado em uma preparação. Esses são chamados AGONISTAS INVERSOS , e também podem ser parciais ou plenos.
      Rang et al., 2007
    35. Alosterismo
      • Modulador alostérico: Um ligante que aumenta ou diminui a ação de um agonista ou antagonista primários ligando-se a um sítio distinto na molécula receptora.
      • Agonista alostérico: Um ligante que pode mediar a ativação do receptor por si próprio, ligando-se a um domínio de ligação que é distinto do sítio primário (ortostérico).
      • Modulador ago-alostérico: Um ligante que funciona tanto como agonista quanto como modulador alostérico da eficácia e/ou potência e um ligante ortostérico.
      • Co-agonista: Um modulador ago-alostérico que age junto com o agonista endógeno, de forma a promover eficácia aditiva.
    36. Schwartz e Holst, 2007
    37.  
    38. Eficácia
      • A relação quantitativa entre o grau de ocupação e o grau de resposta produzida é chamado de EFICÁCIA .
      • Agonistas (inversos ou não) parciais são menos eficazes do que agonistas plenos.
      • Diferente de POTÊNCIA (EC 50 )
    39. Eficácia
      • A eficácia é determinada
        • Por características do tecido
        • Por características da droga
    40. Eficácia vs. potência
    41. Modelos de dois estados Leff et al., 1997
    42. Modelos mais complexos Kenakin, 1999
      • http://www.slideshare.net/caio_maximino/medicina1_aula3
      • Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

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