Aula 1 Medicina

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    Como uma das funções das prostaglandinas é proteger o trato digestivo contra a ação do ácido gástrico, a medicação com aspirina ou outra substância similar pode causar indigestão, úlceras e mesmo sangramento. Todas as drogas antiinflamatórias não esteróides, inclusive a aspirina, podem causar azia, indigestão e úlceras pépticas. Compostos tamponados podem diminuir os efeitos irritantes diretos da aspirina. Esses produtos contêm um antiácido que cria um ambiente alcalino para facilitar a dissolução da aspirina e reduzir o tempo de contato da droga com o revestimento do estômago. Mas, já que o tamponamento não pode contrabalançar a diminuição na formação das prostaglandinas, a aspirina tamponada também pode irritar o estômago. A aspirina com revestimento entérico é projetada para atravessar intacta o estômago, dissolvendo- se apenas no intestino delgado, minimizando assim a irritação direta. Mas a aspirina com revestimento pode ser absorvida de forma errada.

    Como uma das funções das prostaglandinas é proteger o trato digestivo contra a ação do ácido gástrico, a medicação com aspirina ou outra substância similar pode causar indigestão, úlceras e mesmo sangramento. Todas as drogas antiinflamatórias não esteróides, inclusive a aspirina, podem causar azia, indigestão e úlceras pépticas. Compostos tamponados podem diminuir os efeitos irritantes diretos da aspirina. Esses produtos contêm um antiácido que cria um ambiente alcalino para facilitar a dissolução da aspirina e reduzir o tempo de contato da droga com o revestimento do estômago. Mas, já que o tamponamento não pode contrabalançar a diminuição na formação das prostaglandinas, a aspirina tamponada também pode irritar o estômago. A aspirina com revestimento entérico é projetada para atravessar intacta o estômago, dissolvendo- se apenas no intestino delgado, minimizando assim a irritação direta. Mas a aspirina com revestimento pode ser absorvida de forma errada.

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    Aula 1 Medicina - Presentation Transcript

    1. Farmacocinética 1 Absorção e distribuição de drogas
    2. História
      • 1937: “Kinetics of distribution of substances administered to the body”, T. Teorell – Funda o campo da farmacocinética, baseando-se em modelos compartimentais.
      • Década de 1970: Primeiros movimentos na direção de conceitos fisiológicos (principalmente depuração e volume).
    3. Definição do problema
      • Para que um fármaco exerça seu efeito fisiológico, ele deve ser processado pelo corpo e transportado até seu receptor.
      • A farmacocinética estuda esses processos, ou seja:
        • Liberação
        • Absorção
        • Distribuição
        • Metabolismo
        • Excreção
    4. Princípios gerais [FÁRMACO LIVRE] DOSE DO FÁRMACO Absorção Liberação Metabolização Excreção Metabolização [METABÓLITOS ATIVOS] [METABÓLITOS INATIVOS] “ Corpora non agunt nisi fixata” – Paul Ehrlich LOCAL DE AÇÃO TERAPÊUTICA Reservatórios (tecidos) Local de ação inesperada
    5. Farmacocinética clínica
      • Além de ser uma importante ferramenta na condução da pesquisa básica e aplicada, e ser um componente essencial no desenvolvimento de novos fármacos, a farmacocinética é uma ferramenta valiosa para a prescrição e para a avaliação da terapia medicamentosa.
      • Para a maior parte das aplicações clínicas, podemos representar a distriuição das drogas no corpo por um compartimento único no qual as concentrações da droga são uniformes.
    6. Farmacocinética clínica Estratégia de concentração-alvo
      • A razão pela qual medimos a concentração de drogas no plasma ou no sangue é que as relações CONCENTRAÇÃO-RESPOSTA são menos variáveis do que as relações DOSE-RESPOSTA.
      • Dado que a maior parte dos efeitos adversos de uma droga são dose-dependentes, a monitoração das concentrações é mais útil quando combinada com informações farmacocinéticas.
    7. Farmacocinética clínica Estratégia de concentração-alvo
      • Antipsicóticos
      • Drogas anti-câncer
      Estimação da dose inicial Nível-alvo Dose de carga Dose de manutenção Início da terapia Avaliação da terapia Resposta do paciente Nível da droga Refinamento da estimativa inicial Ajuste da dose
    8. Exemplo: Monitoração dos níveis séricos de digoxina
      • Smith e Haber (1970), “Digoxin itoxication: The relationship of clinical presentation to serum digoxin concentration”.
      • Uma dose de manutenção de 0.25 mg/dia é comumente prescrita para pacientes com função renal normal.
      • Essa dose corresponde a um nível pré-dose de digoxina de 1.4 ng / mL.
      • Nenhum paciente utilizando uma dose menor do que 1.6 ng / mL apresenta toxicidade, e todos os pacientes com níveis de digoxina acima de 3.0 ng / mL apresentam toxicidade.
      • Existe um amplo intervalo entre 1.6 e 3.0 ng / mL no qual uma parcela apresenta toxicidade e uma parcela não apresenta.
      (Smith e Haber, 1970) Farmacocinética clínica
    9. Conceitos importantes para a determinação da concentração-alvo
      • Volume de distribuição aparente (V d )
      • Meia-vida de eliminação (t 1/2 )
      • Depuração (CL E )
      (Atkinson Jr., 2007) Farmacocinética clínica
      • Esses conceitos descrevem o “modelo-padrão” da farmacocinética, uma descrição na qual a eliminação é expressa em termos de depuração (volume de droga excretado por unidade de tempo) e a distribuição é expressa em termos de volume.
      • Esse modelo-padrão é derivado de uma equação simples de equilíbrio de massas , que relaciona a quantidade M(t) de droga no corpo em um ponto t , a taxa a(t) com a qual a droga entra no corpo em um tempo t , e a taxa e(t) com a qual a droga é eliminada do corpo em uma tempo t.
      Farmacocinética clínica
    10. Equilíbrio de massas Farmacocinética clínica
      • Essa equação não só é complicada, como também não é muito útil: nenhum desses componentes é mensurável.
      • O único componente que podemos mensurar é C(t) , a concentração da droga em algum compartimento do sangue (sangue total, soro ou plasma).
      • Portanto, o problema prático da farmacocinética é como “ derivar o máximo possível de informação sobre como as moléculas são manejadas pelo corpo somente a partir das concentrações plasmáticas [dessa droga] ” (Källén, 2008)
      Equilíbrio de massas e o problema da farmacocinética Farmacocinética clínica
    11. Volume aparente de distribuição
      • Algumas vezes, o tratamento medicamentoso é iniciado com uma dose do tipo bolo, de forma a produzir uma resposta terapêutica rápida.
      • P. ex.: um paciente com fibrilação atrial pode receber uma dose intravenosa de 0.75 mg de digoxina como terapia inicial, de forma a controlar a taxa ventricular.
      Farmacocinética clínica
    12. (Atkinson Jr., 2007) Extrapolação que representa a [ ] que seria alcançada se a dose fosse instantaneamente distribuída “ As concentrações mensuradas mantém-se sobre a linha de extrapolação porque o equilíbrio de distribuição é alcançado vagarosamente após a administração da dose de digoxina. Essa parte da curva de nível plasmático é chamada de fase de distribuição . Essa fase reflete a natureza multicompartimental da distribuição da digoxina a partir do espaço intravascular até os tecidos periféricos” (Atkinson Jr., 2007, p. 14) Farmacocinética clínica
    13. Usando a concentração C 0 para calcular o volume aparente de distribuição Farmacocinética clínica
    14. O volume aparente de distribuição é anatomicamente impossível
      • Do ponto de vista fisiológico, podemos explicar esse fenômeno ao observarmos que uma droga costuma ter maior afinidade por tecidos do que pelo plasma.
      • O volume aparente de distribuição é o volume de PLASMA que é necessário para chegar à diluição observada da dose inicial.
      Farmacocinética clínica
    15. Meia-vida, depuração e a continuidade da terapia medicamentosa
      • Depois que uma terapia é iniciada com uma dose maciça, a manutenção de um estado terapêutico sustentado muitas vezes depende da administração de doses adicionais da droga, de forma a compensar a quantidade de droga que foi eliminada ou metabolizada.
      • Para a maior parte das drogas, a eliminação é um processo de primeira ordem , no qual a taxa de eliminação é diretamente proporcional à concentração da droga no plasma. Nesse caso, os parâmetros importantes são a meia-vida e a depuração.
      Farmacocinética clínica
    16. (Lüllman et al., 2005) Farmacocinética clínica
    17. Farmacocinética clínica
    18. Depuração
      • A função de depuração CL(t) é definida como o fator de proporcionalidade
      • CL(t) é a taxa com a qual o plasma é depurado da droga (unidade: vol/t).
      • Assume-se que essa função tem um limite, CL( ∞) , do qual se aproxima rapidamente conforme t -> ∞
      Farmacocinética clínica
    19. Conseqüências para a equação de equilíbrio de massas Farmacocinética clínica
      • Em muitas situações, podemos assumir que a depuração plasmática depende do tempo, e CL(t) é uma constante.
      • Se a depuração é constante, podemos computá-la a partir das concentrações plasmáticas seguindo a fórmula
      Farmacocinética clínica
    20. Meia-vida
      • A função T 1/2 (t) definida por
      • mede o tempo necessário para diminuir a concentração plasmática da droga em 50% em relação à concentração no tempo t .
      • Quando t -> ∞ , essa função aproxima-se do limite, T 1/2 (t) ->t 1/2  meia-vida plasmática
      Farmacocinética clínica
    21. Taxa de eliminação terminal
      • A existência desse limite significa que, para grandes t ,
      Farmacocinética clínica
    22. Curso temporal da concentração da droga no plasma Farmacocinética clínica
    23. Curso temporal da concentração da droga no plasma
      • O curso temporal fásico da concentração plasmática das drogas representa a soma dos processos constituintes de absorção , distribuição e eliminação .
      • Quando a distribuição é significativamente mais rápida do que a eliminação, existe uma queda inicial rápida (fase α , distribuição) e então uma queda retardada mais lenta (fase β , eliminação) .
      Farmacocinética clínica
    24. Função de Bateman
      • Quando a droga é distribuída mais rapidamente do que é absorvida, o curso temporal pode ser descrito pela função de Bateman
      • onde k 1 é a taxa de absorção e k 2 a taxa de eliminação.
      Farmacocinética clínica
    25. Posologia
      • Quando uma substância é administrada em intervalos regulares por um período relativamente longo, a ascensão e queda da concentração plasmática é determinada pela relação entre a meia-vida e o intervalo de tempo entre as doses.
      • Se a administração ocorre antes que a dose anterior tenha sido completamente eliminada, a nova dose irá acumular-se à anterior.
      • Uma droga não se acumula para sempre; após um período, um estado de equilíbrio ( steady-state ) é alcançado, porque o processo de eliminação é dependente da concentração.
      Farmacocinética clínica
    26. Steady-state
      • A concentração no estado de equilíbrio (C ss ) depende da quantidade D de droga administrada por intervalo τ e da taxa de depuração
      Essa é a concentração-alvo Farmacocinética clínica
    27. Liberação
      • Definição: Método de dispersão do princípio ativo a partir da formulação
      • Aplica-se fundamentalmente a compostos administrados oralmente
      • Componentes:
        • Liberação da droga a partir de uma pílula, tablete, cápsula, etc.
        • Dissolução de drogas ativas no trato GI
    28. Equação de Noyes-Whitney
      • dW/dt : taxa de dissolução
      • A : área da superfície
      • C : concentração no meio de dissolução
      • C s : concentração na camada de difusão
      • D : coeficiente de difusão
      • L : Espessura da camada de difusão
      • Descreve a taxa de dissolução de uma droga
      • Conseqüências práticas:
        • Quanto maior a área da superfície, maior a taxa de dissolução
        • Quanto maior a espessura da camada de difusão, menor a taxa de dissolução
    29. Liberação
      • Exemplo: Aspirinas tamponadas vs. não-tamponadas vs. revestimento entérico
      Ácido araquidônico Prostaglandina G2 Cascata bioquímica Resposta inflamatória Cicloxigenase Aspirina não-tamponada X X
      • Indigestão
      • Gastrite
      • Úlceras
      Dissolução no estômago
    30. Liberação Ácido araquidônico Prostaglandina G2 Cascata bioquímica Resposta inflamatória Cicloxigenase Aspirina tamponada X X Menos tempo de contato
      • ↓ Indigestão
      • ↓ Gastrite
      • ↓ Úlceras
    31. Liberação Ácido araquidônico Prostaglandina G2 Cascata bioquímica Resposta inflamatória Cicloxigenase Aspirina c/ revestimento entérico X X Dissolução no intestino delgado
      • ↓ Indigestão
      • ↓ Gastrite
      • ↓ Úlceras
    32. Absorção
      • A velocidade da absorção depende da via de administração. Quanto mais rápida a absorção,menor o tempo ( t max ) necessário para alcançar a concentração plasmática máxima ( c max ), maior a c max , e mais cedo se inicia a queda dos níveis plasmáticos.
    33. Absorção
      • Definição: Movimentação da droga a partir do sítio de administração/liberação até a circulação
      • Exige a entrada das moléculas no compartimento vascular
      • Biodisponibilidade sistêmica: Fração da dose administrada que, de fato, alcança a circulação
      Goldberg M, Gomez-Orellana I (2003). Challenges for the oral delivery of macromolecules. Nature Reviews Drug Discovery 2: 289-295
    34. Absorção
      • Via transcelular
      • Via paracelular
      • Trans-citose e endocitose mediada por receptor
      • Endocitose para o sistema linfático
      Goldberg M, Gomez-Orellana I (2003). Challenges for the oral delivery of macromolecules. Nature Reviews Drug Discovery 2: 289-295
    35. Movimentos transmembranares
      • Transporte passivo
      • Filtragem de moléculas pequenas
      • Transporte ativo
      • Difusão facilitada
      • Fagocitose e pinocitose
    36. Movimentos transmembranares: Difusão passiva
      • Difusão passiva pelos fosfolipídeos da membrana, de acordo com a lei de Fick
      • onde D é o coeficiente de difusão, μ i é o potencial químico da espécie i , x é a posição, c i é concentração, R é a constante universal dos gases, e T é a temperatura absoluta.
      • Para que ocorra, a droga deve ser lipossolúvel e não-ionizada.
    37. Movimentos membranares: Transporte ativo
      • Qualquer molécula que apresente afinidade pelo transportador pode permear por essa via, mas há um gasto de energia.
      • Saturável; sujeito à competição.
    38.  
      • Lembremos que a quantidade de droga eliminada em um tempo infinito pode ser descrita como
      • D deve ser igual à quantidade de droga absorvida (equilíbrio das massas). Essa integral corresponde à área sobre a curva (AUC)
    39. AUC e biodisponibilidade
      • A área sob a curva (AUC) é independente da rota de administração quando as doses e a biodisponibilidade são iguais. A AUC pode ser utilizada para determinar a biodisponibilidade ( F ) de uma droga.
    40. Biodisponibilidade e C ss
      • A biodisponibilidade irá, naturalmente, modificar a concentração-alvo desejada; para maiores biodisponibilidades, a concentração da droga na formulação é quase igual à concentração da droga no sistema, e o contrário é verdadeiro para biodisponibilidades baixas.
    41. Fatores que afetam a liberação e a absorção
      • Desintegração do veículo
      • Coeficiente de partição
      • Solubilidade
      • pH da droga
      • Concentração da droga
      • Superfície de absorção
      • Fluxo sangüíneo
      • pH ambiental
      • Estados patológicos
      • Interações medicamentosas ou alimentares
    42. Coeficiente de partição e absorção
      • Dado que a lipossolubilidade é tão importante para alguns o transporte transmembranar, tentou-se definir se esta característica prevê a atividade das drogas.
      • O coeficiente de partição óleo/água descreve a a razão nas concentrações de componentes não-ionizados nas duas soluções.
    43. Coeficiente de partição e absorção
    44. pH e absorção Ácidos Bases Doam H + Aceitam H + H A H + + B - H + + A - H B Forma ionizada Forma não-ionizada
    45. pH e absorção
      • Se uma droga ácida estiver em um ambiente com baixo pH, o que ocorre com ela?
      1. Sistema em equilíbrio (Princípio de LaChatlier) 2. H + do ambiente ácido H A H + + A - 3. A forma não-ionizada predomina H A H + + A -
    46. pH e absorção
      • Como isso afeta a absorção?
      H A H + + A - H A Conseqüência prática:
      • Drogas que são ácidos fracos encontram-se na forma lipossolúvel em maior quantidade em um pH ácido
      • Drogas que são bases fracas encontram-se na forma lipossolúvel em maior quantidade em um pH básico
    47. Eliminação na primeira passagem
      • Após a absorção no trato GI, o sangue do sistema portal leva o fármaco ao fígado antes de sua entrada na circulação sistêmica.
      • Esse fármaco pode ser metabolizado na parede intestinal, no sangue do sistema portal, ou no fígado (+ comum)
    48. Eliminação na primeira passagem
      • CL: taxa de eliminação/[droga]
      • Q: fluxo sanguíneo hepático (~90 l/h)
      • O efeito da eliminação hepática de primeira passagem sobre a biodisponibilidade é expresso como uma RAZÃO DE EXTRAÇÃO:
    49. Biodisponibilidade sistêmica
      • A biodisponibilidade sistêmica de um fármaco (F) pode ser prevista a partir da extensão da absorção (f) e da razão de extração (ER):
    50. (L)ADME e o modelo-padrão
    51. Distribuição
      • Após a entrada na circulação, a droga deve ser distribuída “ para seu local de ação, permeando através das várias barreiras que separam esses compartimentos” (Katzung)
      Administração oral Absorção no trato GI Sistema portal Fígado Circulação sangüínea ÓRGÃOS
    52. Distribuição
      • Difusão aquosa
      • Difusão lipídica
      • Transportadores especiais
      • Endocitose e exocitose
      • Via transcelular
      • Via paracelular
      • Trans-citose e endocitose mediada por receptor
      • Endocitose para o sistema linfático
      Goldberg M, Gomez-Orellana I (2003). Challenges for the oral delivery of macromolecules. Nature Reviews Drug Discovery 2: 289-295
    53. Ligação dos fármacos às proteínas plasmáticas
      • Em concentrações terapêuticas no plasma, muitos fármacos encontram-se principalmente na forma ligada.
      • A albumina plasmática é a proteína que mais se liga a fármacos; a β -globulina e a glicoproteína ácida também ligam alguns fármacos.
      • A ligação saturável às vezes leva a uma relação não-linear entre a dose do fármaco e a concentração de sua porção ativa. Ex. fenilbutazona
      • Uma extensa ligação protéica retarda a eliminação do fármaco.
      • A competição entre fármacos pela ligação protéica pode levar a interações medicamentosas clinicamente importantes. Ex.: sulfonamidas
    54. Ligação dos fármacos às proteínas plasmáticas
      • Uma droga não-ligada pode entrar e sair de um tecido.
      Wasan KM, Brocks DR, Lee SD, Sachs-Barrable K, Thronton SJ (2008). Impact of lipoproteins on the biological activity and disposition of hydrophobic drugs: Implications for drug discovery. Nature Reviews Drug Discovery 2: 289-295
      • Uma droga não-ligada também pode ligar-se a proteínas plasmáticas como albumina; isso restringe a capacidade da droga em penetrar em um tecido, afetando a depuração e o volume de distribuição.
      • Uma vez no tecido, uma droga não-ligada pode ligar-se inespecificamente a proteínas tissulares ou ao alvo farmacológico.
      • Drogas não-ligadas no plasma também podem se associar com lipoproteínas, diminuindo a capacidade da droga em penetrar em um tecido.
      • A endocitose mediada por receptor das lipoproteínas pode resultar em um aumento no acúmulo da droga em tecidos que expressam altos níveis desse receptor.
      • Os componentes lipídicos e proteicos de uma lipoproteína podem afetar a expressão e função de enzimas metabólicas.
      • Interações entre a droga e produtos da degradação da lpoproteína podem alterar o transporte intracelular.
      • http://www.slideshare.net/caio_maximino/medicina1_aula1
      • Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil. Para ver uma cópia desta licença, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

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