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Palestra CAFEICULTOR: SAIBA COMO CONVIVER COM A BROCA-DO-CAFÉ SEM O INSETICIDA ENDOSULFAN Araxa OuAbout 35º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras-t 2009

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CAFEICULTOR: SAIBA COMO CONVIVER COM A BROCA-DO-CAFÉ SEM O INSETICIDA ENDOSULFAN - 35º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras

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  • 1. CAFEICULTOR: SAIBA COMO CONVIVER COM A BROCA-DO-CAFÉ SEM O INSETICIDA ENDOSULFAN
  • 2. Taxonomia da broca-do-café Nome científico: Hypothenemus hampei (Ferrari, 1867) Ordem: Coleoptera (besouros) Família Scolytidae
  • 3. Adulto fêmea da broca
  • 4. Outras espécies de Scolytidae
    • Falsa broca-do-café
    • Hypothenemus obscurus
    • Broca ramos ortotrópicos – Conillon
    • Xyloborus ( Xylosandus ) sp.
    • Ocorre somente alguns clones
    • Controle: poda e queima ramos
    • Não é problema
  • 5. A B Hypothenemus hampei Falsa broca Broca-do-café Hypothenemus obscurus
  • 6. Broca-dos-ramos – cafeeiro Conillon
  • 7.  
  • 8.
    • Praga exótica – origem África – monófaga
    • Brasil – constatada 1911 – Campinas/SP
    • Primeira ocorrência lavouras café
    • São Paulo, 1913
    • Primeiros prejuízos – 1924
    • A partir de São Paulo dispersou-se por toda
    • a cafeicultura brasileira
    Broca-do-café
  • 9.
    • Até 1970 – grandes infestações no Brasil
    • lavouras com até 100% ataque frutos
    • grandes prejuízos qualitativos e quantitativos
    • Cafeicultura brasileira 1970 – arcaica
    • lavouras fechadas, sem condução
    • plantio quatro plantas/cova – quadrado
    • uso BHC – controle broca - ineficiente
  • 10.
    • 1970 – constatação da ferrugem no Brasil
    • Governo Federal – PRCB – IBC/GERCA
    • A partir daí – cafeicultura moderna
    • - maiores espaçamentos – mecanização
    • controle da ferrugem
    • - arejamento das lavouras
  • 11. Arejamento das lavouras
    • - desfavoreceu a broca
    • infestações caíram drasticamente
    • - favoreceu bicho-mineiro
    • principal praga cafeicultura brasileira
  • 12. Bioecologia
    • Duração das fases
    • ovo – 7 dias; larva – 14 dias; pupa – 7 dias
    • adultos : machos – menores, não voam
    • fêmeas – maiores, voam
    • - não se alimentam
    • - fêmeas – broqueiam frutos região
    • da coroa
  • 13. BROCA E SUAS FASES DE DESENVOLVIMENTO OVO LARVA PUPA ADULTO
  • 14.  
  • 15. Fases da broca: ovo, larva e pupa
  • 16. ADULTOS DA BROCA-DO-CAFÉ
  • 17. CICLO DA BROCA-DO-CAFÉ
  • 18.
    • Prejuízos – causados pelas larvas
    • alimentam-se das sementes do café
    • Infestação nas lavouras – desuniforme
    • não generalizado monitoramento
  • 19. CAFEEIRO FRUTO SECO BROQUEADO ENTRESSAFRA região coroa pedúnculo broca 2 – 5 4 2 5 3 1 Época de trânsito da broca
  • 20. Época de trânsito da broca
  • 21.  
  • 22. semente semente Brilhante, reflete a luz; indica estar muito aquosa Restante - oxidado marrom claro igual a galeria casca ALFENAS - 01-12-1998 Fruto verde broqueado corte transversal Época de trânsito da broca
  • 23.
    • Sul de Minas – 18 novembro a 15 de janeiro
    • depende da data da grande florada
    • Três meses após a grande florada
    • - presença frutos verdes chumbos e chumbões
    • - frutos esses que apresentam 86% umidade
    • sementes aquosas – não é ainda alimento
    • ideal para larvas broca
    • ALIMENTO IDEAL – sementes mais consistentes
    • - frutos com umidade inferior a 86%
    Época de trânsito da broca
  • 24. MONITORAMENTO DA BROCA-DO-CAFÉ PLANILHA DE CAMPO Total de frutos broqueados (TFB) Porcentagem de infestação = 18 Amostragem de frutos: apenas visual, sem os coletar Local: Gleba: Talhão: Avaliador: Data: ____/____/_____ Horário Início: Horário Término: Planta n.º Amostra de 10 frutos observados em diversos ramos e rosetas por ponto amostrado N.º de frutos brocados em 10 frutos por ponto amostrado Ponto 1 Ponto 2 Ponto 3 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 1 2 3 4 . . 30 Subtotais TFB = SOMATÓRIO DOS SUBTOTAIS DAS COLUNAS
  • 25. MONITORAMENTO DA BROCA DO CAFEEIRO CONILLON PLANILHA DE CAMPO Amostragem de frutos: apenas visual, sem os coletar Total de frutos broqueados (TFB) Porcentagem de infestação =  24   Nome da propriedade: Município: Avaliador: Data: Horário Início: Horário Término: Número de frutos brocados em 15 frutos por ponto amostrado Planta Haste 1 Haste 2 Haste 3 Haste 4 n.º Ponto A Ponto B Ponto A Ponto B Ponto A Ponto B Ponto A Ponto B 1 2 3 4 . . 20 Subtotais TFB = somatório dos subtotais das colunas
  • 26. Monitoramento
    • Importantíssimo – planilhas específicas
    • cafeeiros Arábica e Conillon
    • Racionaliza o uso do inseticida endosulfan
    • Reduz custo de produção
    • Preservação ambiental
    • Menor exposição e riscos ao aplicador
    • Não coleta frutos – só os observa visualmente
  • 27.
    • Café Arábica – inseticida endosulfan
    • só 35% lavouras adultas
    • Ipanema Coffees – resultado monitoramento
    • aplicação endosulfan 35% lavouras
    • tratorizada – uma só pulverização
    • economia de 500 sacas de café/ano
    • Café Conillon – condução cafeeiro em 4 a 5 hastes
    • - lavouras fechadas
    • - porcentagem de controle deve ser maior
  • 28.
    • Lavouras irrigadas
    • - maior umidade em frutos não-colhidos
    • maior sobrevivência e multiplicação broca
    • - infestação em áreas maiores nas lavouras
    • necessidade de pulverização área total
    • Ex.: cafeicultura do sudoeste da Bahia
    • Luís Eduardo Magalhães, Barreiras
  • 29. Métodos de controle
    • 1º . Cultural – repasse
    • seria ideal – preço do café o inviabiliza
    • lavouras adensadas – Paraná – importante
    • 2º . Biológico – parasitóides
    • sem importância – raros
    • vespa-de-uganda – Brasil – introduzida
    • - não foi eficiente
    • Ex.: Colômbia
    • criação e liberação de parasitóides
    • - caro e pouco eficiente
    • 3º . Químico – método ideal
  • 30. Controle químico
    • BHC – 1% P (pó seco) – 40 kg/ha
    • Lindane CE – isômero gama do BHC
    • Endosulfan – início década de 1970
    • proibido no Brasil - 1985
    • posteriormente foi liberado
    • altamente tóxico – classe toxicológica I
  • 31. DDT – Suiça - 1940 1940 a 1942 1956 - Alemanha
  • 32.
    • Inseticidas em eficiência ≥ endosulfan
    • fipronil – grupo Pirazol
    • classe toxicologia II
    • formulação: 300 SC
    • dosagem: 300 mL/ha
    Fórmula estrutural Fórmula molecular C 12 H 4 CL 2 F 6 N 4 OS
  • 33.
    • Chlorantraniliprole
    • grupo químico - diamidas antranílicas
    • classe toxicológica III
    • formulação: 100 SC
    • dosagem: 2,0 L/ha
    Fórmula estrutural Fórmula molecular C 18 H 14 BrCL 2 N5O 2
  • 34. Frutos verdes perfurados pelas fêmeas broca
    • Só os perfura – gasta 3 horas
    • Nos frutos perfurados
    • não coloca ovos sementes aquosas
    • Cada fêmea perfura 25 frutos
    • Muitos frutos broqueados só perfurados
    • sem presença broca
    • - galeria abandonada – 30%
  • 35. Frutos verdes perfurados pelas fêmeas broca
    • Frutos com sementes áptas a receber ovos
    • - Sul de Minas – 53 dias após perfurá-los
    • - assim, a primeira geração da broca só
    • inicia em fevereiro/março
  • 36. Controle químico
    • Alvo do inseticida endosulfan
    • - matar adulto fêmea da broca na entrada da galeria nos frutos broqueados
    • - morte da broca
    • evitar que coloque ovos nos frutos (sementes)
    • - mata a broca por contato
  • 37. CAFÉ - FRUTO pedúnculo galeria semente semente adulto broca
  • 38.  
  • 39. semente semente pedúnculo ovos Café fruto broca coroa galeria câmara postura ramo
  • 40. CAFEICULTOR: SAIBA COMO CONVIVER COM A BROCA-DO-CAFÉ SEM O INSETICIDA ENDOSULFAN
    • Júlio César de Souza Engº Agº DrSc. EPAMIG
    • Paulo Rebelles Reis Engº Agº DrSc. EPAMIG
    • Rogério Antônio Silva Engº Agº DrSc. EPAMIG
    • Luciana A. Souza Química – Bolsista CAPES
    • Fernanda A. Abreu Bióloga – Bolsista CBP & D-Café
    35º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras Araxá, MG – 27 a 30 de outubro de 2009
  • 41. Júlio César de Souza Engº Agrº/Dr Pesquisador EPAMIG Sul de Minas/EcoCentro Lavras/MG [email_address] (35) 39216244 / 8831 9434