Avanços na produtividade e na qualidade do café conilon no brasil aymbire fonseca

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Avanços na produtividade e na qualidade do café conilon no brasil aymbire fonseca

  1. 1. Aymbiré Francisco Almeida da Fonseca Pesquisador Embrapa Café / Incaper 15º AGROCAFÉ Salvador, BA – 25/03/2014 Avanços na produtividade e na qualidade do café conilon no Brasil
  2. 2.  Características Gerais:  Vigor  Rusticidade em relação à doenças  Adaptação em diferentes condições ambientais  1912: Introdução no Brasil (ES) Anos 60 > Expressão Comercial  Café Solúvel  'Blends' (torrado e moído)  Novos mercados e usos alternativos Coffea canephora no Mundo
  3. 3. Início da atenção para a Coffea canephora
  4. 4. 1932 – Queima de estoques devido à excesso de café nos países produtores e estoques mundiais 1962 a 1967 - Plano de erradicação de café no Brasil 1970 – Plano de renovação e revigoramento da lavoura cafeeira. Coffea canephora brasileiro = Conilon Evolução do C.canephora no Brasil
  5. 5. Fonte: Prof. Luiz Gonzaga, 2013 - UFLA
  6. 6. Maiores Produtores Mundiais de Coffea canephora (a partir de 1960) 1960 1965 1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005 2010 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 Costa do Marfin Uganda Indonesia Brasil Vietnã MilhõesdeSacas Vietnã Brasil Indonésia Uganda Costa Marfim50
  7. 7. 0 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000 Arábica – 75% Canephora – 25% 1975 2013 2002 Produção de Café no Brasil 49,2
  8. 8.  Área total de 486.891ha (450.817 ha em produção)*  Principalmente 3 Estados brasileiros*  População de 1,045 bilhões de plantas*  Produção brasileira = 12,040 milhões sacas*  Produtividade média brasileira = 26,71sacas/há* Fonte: Conab (1ª estimativa Safra 2014) Coffea canephora (Conilon) no Brasil
  9. 9. 2013 Evolução da produção de Coffea canephora no Brasil
  10. 10. Maiores produtores de Conilon no Brasil safra 2014* 780 Milhões/Sc.1,6 Milhões/Sc. 9,3 Milhões/Sc.
  11. 11. Coffea canephora no Estado do Espírito Santo • 285.153 hectares em produção* (+7,1%) • 8.617 a 9.525 milhões de sacas* (+10,5%) • 75.3% da safra nacional* • Produtividade média – 33,37 sacas/ha* • 40 mil propriedades- 78 mil famílias rurais envolvidas* • Produzido em 64 dos 78 municípios do ES • Ocupação de 250 mil capixabas somente no setor de produção*
  12. 12. Distribuição do parque de Conilon Estado do Espírito Santo Distribuição
  13. 13. Coffea canephora no Estado do Espírito Santo
  14. 14. Coffea canephora no Estado de Rondônia • Área em produção: 100,6 mil hectares* (+ 2,19%) • Produção estimada: 1,53 a 1,69 milhões sacas* (+18,9%) • 40 mil produtores • Produtividade: 16,5 sacas/ha *(+25%) • Potencial de produtividade: 70 Sc./ha (Embrapa RO)
  15. 15. Coffea canephora no Estado de Rondônia
  16. 16. Coffea canephora no Estado de Rondônia, Brasil
  17. 17. Coffea canephora no Acre
  18. 18. Fonte: Amaral, R.N.S de - EBDA Coffea canephora na Bahia • Área em produção: 24.230 ha* (+ <2%) • Produção estimada: 731 a 808 milhões sacas*(+6,4%) • 5 mil propriedades • Produtividade: 31.76 sacas/ha*(+6,2%) • Potencial produtividade: 120 Sc/ha
  19. 19. Foto: Ramiro Amaral, EBDA - Brasil Coffea canephora na Bahia, Brasil
  20. 20. Foto: Ramiro Amaral, EBDA - Brasil Ação de transferenccia de Tecnologia na Bahia
  21. 21. 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 ES RO BA MT PA MilhõesdeSacas 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014* Evolução da produção de Café conilon nos principais Estados produtores do Brasil (mil sacas)
  22. 22. Avanços Tecnológicos A Busca da Competitividade
  23. 23. No passado recente
  24. 24. No passado recente
  25. 25. 20 anos atrás
  26. 26. 20 anos atrás
  27. 27. Categoria de Aptidão Déficit Hídrico Anual DA (mm) Déficit Hídrico no Período Estival DE (mm) Apta < 200 < 40 Apta com Restrição 200 - 400 40 - 100 Impedimento Hídrico > 400 >100 Set. Fev. Aptidão de C.canephora em relação às temperaturas médias e déficit hídrico Categoria de Aptidão Temperatura média das máximas Temperatura média das mínimas Faixa ideal de temperatura média 22ºC 26ºCº
  28. 28. Média mensal das temperaturas máximas e mínimas em Rio Bananal, ES – Brasil (média de 22 anos) Robustas - Temp. média: 22 a 26ºC
  29. 29. Média mensal da precipitação e de dias chuvosos em Rio Bananal, ES – Brasil (média de 22 anos)
  30. 30. Temperaturas médias do ar em Ouro Preto D'oeste - Rondônia
  31. 31. Precipitação média mensal de 15 anos em Ouro Preto D'oeste, RO
  32. 32. ZONEAMENTO AGROCLIMÁTICO (CONILON NO ES)
  33. 33. • Temperatura média anual variando entre 24 a 26ºC • Precipitação média anual entre 1300 e 1600 mm Fonte: SEAGRI- BA / EBDA Coffea canephora na Bahia, Brasil
  34. 34. MÉTODOS Variabilidade genética Qualidade
  35. 35. Uniformidade de maturação
  36. 36. Melhoramento genético e definição de variedades
  37. 37. Variedades Registradas de Coffea canephora no Brasil
  38. 38. Primeiras Variedades Melhoradas de Café Conilon lançadas pelo INCAPER para o ES – 1993 Emcapa 8111- maturação Precoce – 9 Clones Emcapa 8121- maturação média – 14 Clones Emcapa 8131 maturação tardia - 9 Clones Todos os clones de cada uma dessas cultivares amadurecem na mesma ocasião e possuem boa uniformidade de maturação
  39. 39. Clones diferentes com mesma época de maturação
  40. 40. Reação à seca
  41. 41. Reação à seca de diferentes clones plantados em linhas
  42. 42. Clones resistentes à seca
  43. 43.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                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                        Manejo: Clones com diferentes épocas de maturação
  44. 44. Plantio em linhas
  45. 45. Produtividade e estabilidade Grãos grandes CARACTERÍSTICAS Tolerância à seca Reação à ferrugem
  46. 46. Vigor, arquitetura e reação à ferrugem
  47. 47. • Avaliação de Características Bioquímicas • . Matéria seca • Sólidos Solúveis • . Conteúdo de cinzas • . Conteúdo de cafeína • . Conteúdo de Ácidos Clorogênicos • . Conteúdo de Ácidos orgânicos • . Conteúdo de Lipídios • . Conteúdo de Sacarose • . Conteúdo de Trigonelina • . Conteúdo de Proteínas • . Conteúdo de Ácido Málico • . Conteúdo de Ácido Cítrico • Avaliação de Características Sensoriais • . Aroma • . Sabor • . Corpo • . Amargor FASE II do Melhoramento Genético de C. canephora Qualidade intrínseca dos grãos
  48. 48. DM Ash Caf CA Lipids OA Suc Trig protN Other Mal Citric All Average 91,81 4,37 2,48 10,88 6,70 1,77 4,72 0,52 13,08 55,47 0,17 0,91 Min 91,08 4,29 2,19 9,58 4,57 1,57 3,34 0,34 11,18 51,75 0,04 0,83 Max 92,45 4,44 2,87 12,41 9,31 1,95 5,99 0,61 14,55 57,41 0,29 1,00 Var 1 Average 92,06 4,37 2,56 10,95 6,73 1,74 4,67 0,52 13,43 55,04 0,16 0,89 Min 91,71 4,34 2,40 10,46 4,57 1,57 3,86 0,44 12,55 53,60 0,11 0,85 Max 92,35 4,42 2,70 11,30 7,96 1,91 5,29 0,58 14,55 56,27 0,27 0,95 Var 2 Average 91,78 4,38 2,48 11,13 6,55 1,76 4,34 0,53 13,37 55,46 0,16 0,89 Min 91,29 4,32 2,24 9,97 4,66 1,61 3,34 0,44 12,59 53,79 0,08 0,83 Max 92,45 4,44 2,87 12,41 8,09 1,87 5,51 0,61 14,55 57,15 0,23 0,99 Var 3 Average 91,56 4,36 2,45 10,81 6,57 1,79 4,94 0,52 13,11 55,45 0,18 0,89 Min 91,32 4,31 2,24 9,58 5,31 1,65 3,92 0,47 12,19 54,13 0,12 0,87 Max 91,96 4,40 2,81 12,22 8,24 1,92 5,96 0,58 13,59 57,41 0,27 0,93 Var 4 Average 91,93 4,35 2,49 10,94 7,10 1,77 4,93 0,52 12,61 55,29 0,17 0,93 Min 91,50 4,29 2,22 10,14 5,72 1,61 4,29 0,46 11,18 54,47 0,11 0,90 Max 92,32 4,40 2,72 11,76 8,21 1,94 5,99 0,61 13,11 56,36 0,27 1,00 Var 5 Average 91,74 4,37 2,44 10,65 6,66 1,80 4,80 0,50 12,92 55,87 0,18 0,93 Min 91,08 4,30 2,19 10,25 5,19 1,65 3,60 0,34 11,66 51,75 0,04 0,90 Max 92,31 4,41 2,77 11,71 9,31 1,95 5,87 0,58 14,04 57,39 0,29 0,98 Var 6 Average 92,16 4,37 2,38 9,84 6,42 1,89 5,72 0,51 12,43 56,44 0,22 0,95 Matéria seca, cinzas, cafeína, ácidos clorogênicos, lipideos, ácidos orgânicos, sacarose, trigonelinas, proteínas ac. málico e cítrico
  49. 49. ARO FLA BOD BIT Class Positive attributes Negative attributes Average 2,56 2,81 3,20 3,34 1,98 5,76 8,04 Min 1,17 2,00 2,50 2,67 1,00 4,00 5,51 Max 3,17 4,17 3,83 4,17 4,00 6,67 14,16 Average 2,50 2,81 3,04 3,31 2,13 5,54 8,42 Min 1,83 2,17 2,50 3,00 1,00 4,83 6,50 Max 2,83 3,33 3,50 3,67 3,00 6,16 11,66 Average 2,74 2,67 3,20 3,24 1,86 5,94 7,60 Min 2,00 2,00 2,67 2,83 1,00 4,84 6,01 Max 3,17 3,83 3,50 4,00 3,00 6,50 11,82 Average 2,61 2,91 3,28 3,50 2,00 5,89 7,79 Min 1,67 2,33 2,83 3,33 1,00 4,50 5,99 Max 3,00 3,50 3,83 3,83 3,00 6,66 11,17 Average 2,30 3,05 3,17 3,53 2,20 5,47 9,24 Min 1,17 2,17 2,83 3,00 1,00 4,00 6,01 Max 3,00 4,17 3,67 4,17 4,00 6,67 14,16 Average 2,57 2,71 3,27 3,27 1,83 5,84 7,69 Min 1,83 2,00 2,83 2,67 1,00 5,50 5,51 Max 3,00 3,83 3,67 4,17 3,00 6,34 14,00 Average 2,67 2,50 3,33 2,67 2,00 6,00 5,67 Min Max Aroma, sabor, corpo, amargor em materiais genéticos do Incaper
  50. 50. -4 -3 -2 -1 0 1 2 -1.5 -1 -0.5 0 0.5 1 1.5 2 Congolese Conilon Guinean Hybrids Estreitamento da base genética / Erosão genética
  51. 51. Novas Variedades A escolha e definição da variedade
  52. 52. Principais características das novas variedades Características 'Diamante Incaper 8112' 'Jequitibá Incaper 8122' 'Centenária Incaper 8132' Número de clones 9 9 9 Época de maturação Maio Junho Julho Produtividade (Sacas/ha)* 80,7 88,7 82,4 Vigor vegetativo 7,9 7,9 8,2 Índice avaliação visual 8,0 8,0 8,1 CHO dos grãos (%) 8,1 12,7 10,9 Grãos moca (%) 18,7 24,8 26,4 Relação café CE/BE 4,3 4,2 4,2 Tamanho grãos (% >13) 81,3 75,2 73,6 Peso de 100 grãos (g) 14,9 17,2 16,9 Nota qualidade bebida 77,4 79,0 77,9 Maturação dos frutos Uniforme Uniforme Uniforme Reação Ferrugem MR MR MR *120sacas/ha
  53. 53. Produtividade e uniformidade de maturação Var. ‘Jequitibá’
  54. 54. Variedade Clonal – CD ‘Diamante Incaper 8122’
  55. 55. ABIC|: Programas de pureza, qualidade e sustentabilidade
  56. 56. Formas alternativas de consumo de café conilon
  57. 57. CAMINHO À UNIDADE DEMONSTRATIVA Lançamento das novas variedades clonais do Incaper - 2013
  58. 58. Variedade clonal de café conilon dessenvolvida para condições de clima e solo do Estado de Rondônia Potencil produtivo (não irrigada): 70 Sc. /ha
  59. 59. Conilon no Espírito Santo
  60. 60. Colheita : Maturação adequada
  61. 61. Colheita no pano ou na peneira e abanação
  62. 62. As Formas de Processamento Natural CD
  63. 63. Secadores Mecânicos / Temperatura controlada
  64. 64. Secador Ar Insuflado / Coberto
  65. 65. Água Residuária
  66. 66. Qualidade faz a diferença
  67. 67. Concurso de qualidade conilon (Cooabriel 2009)
  68. 68. DRIS – Sistema Integrado de Diagnose e Recomendação
  69. 69. Produtor: Espaçamento: 2,5 x 1,3 (m x m) = 3.077 pl/ha Produtividade 40 sc/ha P (Mehlich-1) 3 mg/dm3 K (Mehlich-1) 90 mg/dm3 Matéria Org. 2 % Fósforo Remanescente (P-rem) 20 mg/L Sat. Bases (V) 20 % CTC do solo (T) 10 cmolc/dm3 PRNT do calcário 90 % Superfície de aplicação do calcário 100 % da área Prof. de incorporação do calcário 10 cm Número de covas do talhão: 10000 Covas Quantidade de nutrientes: 228 kg/ha/ano de N 52 kg/ha/ano de P2O5 146 kg/ha/ano de K2O Doses de fertilizantes: 123 g/planta de 84 g/planta de Superfosfato Simples Calagem: 2,2 t/ha de calcário dolomítico Quantidade e custo dos insumos: Descrição ha 3,25 ha Quant. de formulado (sc/ano): 23 74 Quant. de supersimples (sc/ano): 5 17 Quant. de calcário (sc/ano): 44 144 Três aplicações de Uma aplicação de Área do talhão: 20-00-15 INCAPER INSTITUTO CAPIXABA DE PESQUISA, ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL Adubação do Café Conilon em Produção José Pereira www.incaper.es.gov.br Sistema de Recomendação de Adubação e Calagem Nutrição das plantas
  70. 70. Calagem e adubação
  71. 71. Poda Primeiro sistema de Poda Recomendado no ES (1993 - 1994)
  72. 72. 22/6/2010 Sistema Poda Programada de Ciclo – PPC (2008)
  73. 73. Início do 2º ciclo de produção após PPC
  74. 74. Arqueamento das plantas
  75. 75. Arqueamento/preccocidade/preparação PPC/colheita mecânica
  76. 76. Adensamento
  77. 77. Consorciação
  78. 78. Consorciação
  79. 79. Irrigação no conilon
  80. 80. Hypothenemus hampei
  81. 81. Focos da Pesquisa Coffea canephora Cochonilhas das rosetas (Planococcus citri e P. Minor)
  82. 82. Focos da Pesquisa Coffea canephora-Ferrugem
  83. 83. Biotecnologia Multiplicação Clonal
  84. 84. GENOMA CAFÉ Identificação de genes Aplicação - perspectivas Bicho-mineiro Estresse Hídrico e salino Xylella fastidiosaFerrugem Nematóides Qualidade de bebida Desenvolvimento/maturação fruto 33.000 Genes – Plataforma para Diversos Estudos
  85. 85. Clone Resistente à Seca (Clone 14Incaper)
  86. 86. Colheita mecânica no café conilon
  87. 87. CERTIFICADOS
  88. 88. Avanços Tecnológicos: A Busca da Competitividade
  89. 89. 9,2 34,7 2,4 9,7 Em apenas 20 anos EVOLUÇÃO DO CONILON CAPIXABA ES - Crescimento da Área, Produtividade e Produção do Conilon (de 1993 a 2013, em %) 2 277% 304% 10 4
  90. 90. Difusão e transferência de tecnologias
  91. 91. Globalização – Integração de esforços !!!
  92. 92. Muito Obrigado!!!

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