Anselmo apresentação Seminário Capixaba de Indicações Geográficas
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Anselmo apresentação Seminário Capixaba de Indicações Geográficas Presentation Transcript

  • 1. As Indicações Geográficas como ferramenta de agregação de valor A experiência no ES, Brasil e no mundo
    Vitória, 07 de Julho de 2011
    Fernando H. Schwanke / Anselmo Buss Júnior
    FOCO RURAL Ltda. / ELEMENTUS Consultoria Ltda.
  • 2. O CENÁRIO NOS OBRIGA A UMA NOVA POSTURA FRENTE AO MERCADO, BASEADA EM:
    Diferenciação;
    Assegurar qualidade ao consumidor;
    Resgatar aspectos “latentes” de competitividade de produtos típicos nacionais;
    Vincular a diferenciação a critérios internacionalmente aceitos;
    Uma Indicação Geográfica não é marca de produto, é um sistema que vincula tradição, território e produto.
  • 3.
  • 4. A origem aliada a qualidade como fator de agregação de valor
  • 5. CONCEITO DAS INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS
    REPUTAÇÃO
    NOTORIEDADE
    Qualidade
    Tipicidade
    ORIGEM
    GEOGRÁFICA
    ESPECÍFICA
    SISTEMA DE GARANTIA DA QUALIDADE / TIPICIDADE
    (Requisitos compulsórios e voluntários, Controles, Rastreabilidade)
    MERCADO
    ORGANIZAÇÃO
  • 6. CONCEITO DAS INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS
    REPUTAÇÃO
    NOTORIEDADE
    ORIGEM
    GEOGRÁFICA
    ESPECÍFICA
    INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA
  • 7. CONCEITO DAS INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS
    Características do
    produto (comprovadas)
    com origem
    no meio
    ORIGEM
    GEOGRÁFICA
    ESPECÍFICA
    DENOMINAÇÃO DE ORIGEM
  • 8. Qualidade – pode ser alcançadaemqualquer lugarOrigem– é apenas de propriedade dos produtores do território (se utilizada e protegida contra usurpações)
    Origem + Qualidade = diferencial competitivo
  • 9. 9
    A QUALIDADE AGROALIMENTAR
    • Qualidadehigiênica (produção)
    • 10. Qualidade nutricional
    • 11. Qualidade comercial (apresentação)
    • 12. Qualidade diferenciada (diferenciais)
  • Qualidade – pode ser alcançadaemqualquer lugarOrigem– é apenas de propriedade dos produtores do território (se utilizada e protegida contra usurpações)
    Origem + Qualidade = diferencial competitivo
  • 13. ORIGEM
    • Não é qualquerorigem…
    • 14. Tem queterreconhecimento…
    • 15. Nãosãomuitas…
    • 16. Jáforammais…
    • 17. Quempossuiorigem + qualidade = tem queaproveitar!!!!
    • 18. Como? Eis o grandedesafio…
    • 19. Demonstrandoaoconsumidorosdiferenciais, e claro, cobrandoporisso…
    • 20. Trabalho de profissionais, quepodemtransformareste “ouroempó” em “ouromaciço”!!!!
  • Produtoscomorigemconhecida no ES
    • Socol de Venda Nova do Imigrante
    • 21. MoquecaCapixaba
    • 22. Carne de Sol de Montanha
    • 23. Vinho de Jabuticada de Santa Teresa
    • 24. Beiju de Conceição da Barra
    • 25. Café das Montanhas do ES
    • 26. Quindim de Nova Almeida
    • 27. Casaca de Barra do Jucú
    • 28. Casaca e Congo da Serra
    • 29. Etc…
  • 30.
  • 31.
  • 32.
  • 33.
  • 34.
  • 35.
  • 36.
  • 37.
  • 38.
  • 39.
  • 40.
  • 41. Vinhostintos, brancos e espumantesPINTO BANDEIRA - RS
  • 42. PrimeiraDenominação de Origem do Brasil
  • 43. REGIÃO DA SERRA DA MANTIQUEIRA DE MINAS GERAIS
    Processo nº IG200704, de 31 de outubro de 200
    Espécie: Indicação de Procedência
    Requerente: Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira – APROCAM
    Produto: Café
    Publicação da Concessão: RPI 2108, de 31 de maio de 2011
     
               
  • 44. Brasil2010:
    • 22 pedidos de registronacionais no INPI ( Goiabeiras / Cachoeiro – ES)
    • 45. Outrostantosprojetosemconstrução
    MéisPrópolis Vermelha e Verde
    Textéisde algodão colorido
    Cachaças Doces de PelotasVinhos e espumantesPirarucu da Amazônia Pedra Opala
    Bordados Divina Pastora, Filé das Alagoas e Renascença do Cariri ParaibanoBrinquedos Cafés Mármore
    Ostras
    Frutas
    Guaraná
    Farinha de Mandioca
  • 46. CHARUTOS BAIANOS
  • 47. ARTESANATO DE PAPEL RECICLADO E FIBRAS DE BANANEIRAS – MARIA DA FÉ-MG
  • 48. Lavagem e análise do bloco.
    MÁRMORE DE CACHOEIRO DO ITAPEMIRIN
  • 49. ASPECTOS MERCADOLÓGICOS
    MÁRMORE DE CACHOEIRO DO ITAPEMIRIN
  • 50. MEL DA CHAPADA DO ARARIPE
  • 51. A Biorregião do Araripe localizada no centro do Nordeste brasileiro, com uma população de aproximadamente 1.500.000 habitantes e área de 45.000 km²
  • 52. ENDÓGENOS
    BENEFÍCIOS DE UMA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA
    EXÓGENOS
  • 53. BENEFÍCIOS DE UMA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA
    ENDÓGENOS:
    • Movimentos de organização da produção, entendimento da cadeiaprodutiva
    • 54. Valorização do homem, suatradição e cultura (auto-estima)
    • 55. Parceriasempról de objetivoscomuns
    • 56. Preservação do ambiente, oupelomenos, busca e luta com estefim
    • 57. Discussões dos caminhos da valorização da produção
    • 58. Incremento de outrasatividades
    • 59. Dona da indicaçãogeográfica, registrada no INPI, de forma vitalícia!!!!!
  • BENEFÍCIOS DE UMA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA
    EXÓGENOS:
    • Reconhecimento do mercado
    • 60. Proteçãoaosconsumidores
    • 61. Reconhecimento dos governos e entidades
    • 62. Movimentoscontrários…
  • Indicações Geográficas O uso destaferramenta no mundo
    Salão Mundial do Alimento
    SIAL 2010
    Paris
  • 63.
  • 64. OBSERVATÓRIO DE TENDÊNCIAS & INOVAÇÕES
  • 65.
  • 66.
  • 67.
  • 68.
  • 69.
  • 70.
  • 71. Certificações de origem – Tradição
  • 72. Agregação de valor a uma commoditie
  • 73. Agregação de valor a uma commoditie
  • 74.
  • 75.
  • 76.
  • 77.
  • 78.
  • 79. Indicações Geográficas Agregação de Valor
    É possívelagregar valor as especialidades?
  • 80. O quê significa para o Sr(a) a expressão Indicação Geográfica?
  • 81. O quê significa para o Sr(a) a expressão Indicação Geográfica?
  • 82. Considerando a venda de carne bovina ao seu estabelecimento e que esta carne tenha as seguintes características: origem comprovada através de um selo de “origem e procedência” do PAMPA GAÚCHO, exclusivamente das raças Hereford e Angus, com rastreabilidade (código de barras com inspeção via internet), criados e alimentados com pastagens nativas (sem ração e sem confinamento). Você acha:
    94% achamextremamenteimportanteouimportante !!!!
  • 83. Considerando o conceito de origem exposto na pergunta anterior, você pagaria a mais por esta carne?
  • 84. 47% disseram que pagariam a mais. Perguntamos Quanto?
  • 85. Agora, considere uma carne com as mesmas características citadas anteriormente, e que também tenha um selo de preservação ambiental, que garante a qualidade da água, preservação da flora e da fauna (animais silvestres e pássaros do Pampa Gaúcho). Você acha:
    94% achamextremamenteimportanteouimportante !!!!
  • 86. Considerando o conceito de preservação ambiental exposto na pergunta anterior, você pagaria a mais por esta carne?
  • 87. 50% disseram que pagariam a mais. Perguntamos Quanto?
  • 88. O que você considera mais importante na percepção do seu consumidor? (Resposta Múltipla - Estimulada)
  • 89. Goiabeiras – patrimônioeconômico-cultural e o caminho para o registro da IP
  • 90. Panelas de Barro de Goiabeiras
    Um patrimônio brasileiro a ser protegido?
  • 91. A NOTORIEDADE DAS PANELAS DE BARRO
    O Ofício das Paneleiras de Goiabeiras foi reconhecido como Cultura Imaterial, conforme o pedido de Registro aprovado na 37ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN realizada no dia 21/11/2002.
    A inscrição no Livro de Registro dos Saberes foi feita no dia 20/12/2002. Esse registro inaugurou o Livro e a partir dessa data o Ofício das Paneleiras de Goiabeiras foi declarado Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN.
  • 92. Desde o ano 2.000 AC a cerâmica já era feita e utilizada pelos povos que formaram as tradições arqueológicas Tupiguarani, Una e Aratu. As três tradições estão presentes em sítios arqueológicos localizados nas imediações do bairro de Goiabeiras, na cidade de Vitória.
     
    O ofício das paneleiras produz as panelas de barro utilitárias e sua confecção está intimamente ligada à gastronomia capixaba – indissociável na apresentação das moquecas de peixe e de outros frutos do mar, como também da torta capixaba.  
  • 93. A atividade, eminentemente feminina, constitui um saber repassado de mãe para filha por gerações sucessivas, no âmbito familiar e comunitário. A técnica cerâmica utilizada é de origem indígena, caracterizada por modelagem manual, queima a céu aberto e aplicação de tintura de tanino.
     
    Apesar da urbanização e do adensamento populacional que envolveu o bairro de Goiabeiras, fazer panelas de barro continua sendo um ofício familiar, doméstico e profundamente enraizado no cotidiano e no modo de ser da comunidade de Goiabeiras Velha.
  • 94. As panelas são modeladas manualmente, com argila, sempre da mesma procedência, e com o auxílio de instrumentos rudimentares. Depois de secas ao sol, são polidas, queimadas a céu aberto e impermeabilizadas com tintura de tanino, quando ainda quentes.
     
    Sua simetria, a qualidade de seu acabamento e sua eficiência como panela utilitária se devem às peculiaridades do barro utilizado.
     
    O conhecimento técnico e habilidade das artesãs é resultado da tradição passada por várias gerações desde o período pré-colonial.
  • 95. Área de Goiabeiras em 1966
    Bairro de Goiabeiras
    Primeiras obras do BNH
    Área do Campus da UFES
    Fonte: Arquivo da UFES, 1967
  • 96. Fases da Obtenção do Tanino
    Obtido da casca do mangue vermelho (Rhizophoramangle L.)
  • 97. A Confecção das Panelas
    de Barro de Goiabeiras
    Os principais instrumen-tos utilizados no ofício como o cuité, a cuia e a vassourinha de muxinga são obtidos a partir de espécies vegetais, assim como os seixos rolados utilizados no alisamento das panelas que são encontradas nos leitos dos rios no fundo da baia de Vitória.
  • 98. A Obtenção da Argila
    A argila vem da jazida do Vale do Mulembá. Realiza-se a limpeza ou “catação”. Em seguida o barro é amassado, primeiro com as mãos e depois com os pés e a mistura dos tipos de argila que foram incorporados no ato de feitura das bolas na jazida.
  • 99. A Confecção das Panelas
    As artesãs retiram das bolas de argila uma quantidade suficiente para confecção de um tipo de panela. Em seguida a argila é novamente amassada, hidratada e limpa.
  • 100. A Confecção das Panelas
    Secagem e alisamento com pequenos seixos de pedras com superfícies levemente curvas e lisas.
    Queima feita numa “cama” de madeira.
    Tingimento com a tintura de tanino utilizando a vassourinha de muxinga (“açoite”).
  • 101. Os tipos de Panelas de Barro autorizadas
    Os produtos autorizados para a IP GOIABEIRAS incluem os seguintes tipos de panelas de barro: a Moquequeira ou Frigideira, a Panela de Arroz ou Pirão, o Caldeirão, a Assadeira e as Panelas de Caldo.
  • 102. As características da matéria prima utilizada, a argila e o tanino, a habilidade e o conhecimento técnico das paneleiras determinam os principais atributos das panelas de barro de goiabeiras, tais como, sua resistência ao calor e ao impacto, sua eficiência de cozimento e conservação do calor, sua simetria e qualidade de acabamento e sua característica coloração preta.
  • 103. Agregação de valor através da gastronomia
    O uso da gastronomiacomovetor de agregação de valor a especialidades
  • 104.
  • 105.
  • 106.
  • 107.
  • 108.
  • 109. ARROZ DO LITORAL NORTE GAÚCHO
  • 110. MuitoObrigado!
    Fernando Henrique Schwanke
    51 9995 7003
    fernando@focorural.com.br
    www.focorural.com.br
    Anselmo Buss Júnior
    27 9774 7758
    anselmo@elementusconsultoria.com.br