agrocafé 2014 fabio moreira Mecanização da Médios Pequena Fazenda de Café

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Curso Agrocafé Salvador 2014 Fabio Moreira da Silva Mercanizaçaõ da lavoura Cafeeira Mecanização da Médios Pequena Fazenda de Café

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agrocafé 2014 fabio moreira Mecanização da Médios Pequena Fazenda de Café

  1. 1. Prof. FABIO MOREIRA DA SILVA Departamento de Engenharia Universidade Federal de Lavras AGROCAFÉ 2014AGROCAFÉ 2014 Mecanização da Médios PequenaMecanização da Médios Pequena Fazenda de CaféFazenda de Café
  2. 2. INTRODUÇÃO Desde o princípio da criação, DEUS determinou ao homem tirar da terra o seu sustento (Gêneses:3, 17 e 18)
  3. 3. FATOR DEFATOR DE COMPETITIVIDADECOMPETITIVIDADE POTÊNCIAPOTÊNCIA == TRABALHOTRABALHO // TEMPOTEMPO TRABALHOTRABALHO == POTÊNCIAPOTÊNCIA xx TEMPOTEMPO Economistas - TEMPO éEconomistas - TEMPO é DINHEIRO???DINHEIRO??? TempoTempo xx CapitalCapital TRABALHO =TRABALHO = FORÇA X DESLOCAMENTOFORÇA X DESLOCAMENTO
  4. 4. Missão de produzir alimentos •Homens •Ferramentas •Animais Domésticos
  5. 5. A AGRICULTURA COM USO DA TRAÇÃO ANIMALA AGRICULTURA COM USO DA TRAÇÃO ANIMAL
  6. 6. Motor Diesel A criação do primeiro modelo do motor a diesel que funcionou de forma eficiente data do dia 10 de agosto de 1893 e foi criado por Rudolf Diesel,em Augsburg, Alemanha. O combustível então utilizado era o óleo de amendoim, um tipo de biocombustível obtido pelo processo de Transesterificação.
  7. 7. Conceitos de Potência Potência do homem 0,1 cv Unidade de Potência 1 cv = 75 kgf . Metro s
  8. 8. •Na prática um trator cafeerio faz o serviço equivalente de 50 a 100 homens. •Uma colhedora faz o serviço equivalente de 50 a 120 homens. Um trator cafeeiro com potência de 50cv equivale teoricamente a 500 homens
  9. 9. CUSTO DA MÃ0-DE-OBRA DIÁRIA DE R$ 28,00 ENCARGOS (43%) R$ 12,00 TOTAL R4 40,00 Custo horário R$ 5,00 101cv de potência Homem CUSTO 50,00/h CUSTO DA MÁQUINA TRATOR de 60 cv – R$50,00/hora CUSTO 0,80/h 1cv de potência Trator
  10. 10. GESTÃO DA MECANIZAÇÃO DA LAVOURA CAFEEEIRAGESTÃO DA MECANIZAÇÃO DA LAVOURA CAFEEEIRA TRATOS CULTURAIS E COLHEITATRATOS CULTURAIS E COLHEITA
  11. 11. VARIEDADES x ESPAÇAMENTO
  12. 12. VARIEDADES x ESPAÇAMENTO
  13. 13. MANEJO DO MATO- Aliado”
  14. 14. MANEJO DO MATO • MATOCOMPETIÇÃO NO CAFÉ
  15. 15. MANEJO DO MATO=TRINCHA Uma única vez na rua
  16. 16. MANEJO DO MATO= ROÇADEIRAS( Simples x Dupla)
  17. 17. Máquinas Portáteis para a Cafeicultura
  18. 18. Acessórios de corte Faca com três pontas Faca com três pontas Facas com duas pontas Faca com quatro pontas Disco de Corte
  19. 19. Afiação de faca Prof. Antonio Bonizate/UFLA 9000 rpm
  20. 20. Equipamentos de segurança individual • Bota com bico de ferro • Polaina • Óculos • Protetor auricular • Protetor da faca Obs: riscos de acidentes com facas quebrando
  21. 21. Manejo do mato Cobertura morta Matéria orgânica
  22. 22. Importância da Colheita 25-35% de toda a mão de obra empregada; 40% de todo o custo de produção de uma saca de café; Reflexos direto na qualidade de bebida;
  23. 23. Vantagens da colheita mecanizada  Menor custo operacional;  Colheita mais rápido, jornada média de 15 horas/dia;  Libera a planta mais cedo;  Maior eficiência no uso da mão de obra;  Possibilita a manutenção da qualidade do grão de café;
  24. 24. População média MANUAL SEMI- MECANIZADO 3.491 plantas/ha MECANIZADO R$ % R$ % R$ % CUSTOS VARIÁVEIS Mão-de-obra 1 1993,54 41,09 852,30 21,07 112,20 3,24 Mão-de-obra 2 87,99 1,81 200,10 4,95 257,60 7,44 Fertilizantes/calcário 1080,92 22,28 1080,92 26,72 1080,92 31,20 Herbicidas 17,93 0,37 17,93 0,44 17,93 0,52 Inseticidas 399,66 8,24 399,66 9,88 399,66 11,54 Fungicidas 107,63 2,22 107,63 2,66 107,63 3,11 Outros 3 478,40 9,86 454,60 11,24 470,25 13,57 Sistema de Terraços 158,79 3,27 158,79 3,93 158,79 4,58 Transporte 152,00 3,13 129,00 3,19 120,00 3,46 Assistência técnica 22,10 0,46 39,80 0,98 49,68 1,43 Juros sobre o capital de giro 4 6,52 0,13 7,01 0,17 7,89 0,23 Sub-total - Custos Variáveis 4505,48 92,86 3447,74 85,23 2782,55 80,32 CUSTOS FIXOS Máquinas e implementos 5,86 0,12 154,25 3,81 199,89 5,77 Benfeitorias 163,21 3,36 175,21 4,33 186,80 5,39 Formação da Lavoura 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Depreciação/Seguro: Máquinas e implementos 0,25 0,01 57,20 1,41 70,12 2,02 Benfeitorias 16,70 0,34 17,90 0,44 20,36 0,59 ITR 2,84 0,06 2,88 0,07 2,99 0,09 Juros sobre o capital fixo 4 157,40 3,24 189,87 4,69 201,45 5,82 Sub-total - Custos Fixos 346,26 7,14 597,31 14,77 681,61 19,68 CUSTO TOTAL/HÁ 4851,74 100,00 4045,05 100,00 3464,16 100,00 CUSTO / SACA-35 sacas/há 138,62 115,57 98,98 1 - Mão-de-obra permanente e temporária. 2 - Tratorista e administrador. 3 - Energia elétrica, impostos, manutenção, combustíveis, serviços de terceiros e despesas gerais. 4 - 12 % ao ano. CUSTO TOTAL DE PRODUÇÃO (R$/sc 60 kg) EM DIFERENTES SISTEMAS DE MANEJO (2000)
  25. 25. CUSTOS DA MECANIZAÇÃOCUSTOS DA MECANIZAÇÃO COLHEITACOLHEITA Fábio Moreira da SilvaFábio Moreira da Silva
  26. 26. EVOLUÇÃO DOS CUSTOS DE COLHEITA Custos R$ / Ano 2000 2004 2008 2012 Aumento % 2000/2012 Sal. Mínimo 150,00 260,00 415,00 678,00 452% Colhedora 230.000,00 430.000,00 470.000,00 600.000,00 260% Diesel 0,66 1,45 2,00 2,20 333% Hora colhedora 83,66 93,32 101,70 190,00 227% Med. Manual R$ 3,80 4,70 10,00 14,00 368% Med.Repasse R$ 7,00 8,60 14,00 16,00 228% Redução custo 34% 36% 56% 69% - Disponibilidade mão-de-obra Alta Média Baixa Muito Baixa
  27. 27. DESEMPENHO OPERACIONAL DE COLHEITA MANUAL Tempo de derriça 56 min./medida 70,0 % Tempo de varrição 9 min./medida 12,5 % Tempo de abanação 12 min./medida 17,5 % Tempo total 77 min./medida 100 % Desempenho oper. derriça 7 med./H/dia Desempenho oper. derriça + varrição 6 med./H/dia Desempenho oper. der. + var. + aban. 5 med./H/dia
  28. 28. CUSTO OPERACIONAL DA COLHEITA MANUAL SAFRA - 2013 Sistema manual Produção lavoura 30sc/ha 35sc/ha Desempenho operacional 5 med/H/dia 6 med/H/dia Volume colhido 240med/ha 280med/ha Capacidade operacional 48 Serviços/ha 47 Serviços/ha Custo operacional liq. R$ 50,00/H/dia Custo encargos (43%) R$ 21,50/H/dia Custo operacional R$ 71,50/H/dia Custo total R$ 3432,00/ha R$ 3360,50/ha Custo parcial R$ 14,30/med R$ 12,00/med
  29. 29. SISTEMA MECANIZADO (Derriçadora motorizada) Produção da lavoura 30 sc/ha 35 sc/há Volume a ser colhido 240 medidas/há 280 medidas/ha Desempenho operacional 25 med./HM/dia 30 med./HM/dia Eficiência de colheita 85% Volume derriçado 204 med./ha 238 med./ha Capacidade operacional 8,0 HM/ha Custo diária bruta R$ 80,00 Custo derriçadora R$ 27,00 Custo operacional (HM/dia) R$ 107,00 Custo derriça R$ 856,00/ha Repasse (15 %) 36 med./ha 42med./ha Desempenho repasse 3 med./H/dia a R$16,00/medida c/encargos Custo repasse R$ 576,00/ha R$ 672,00/ha Custo total mecanizado R$ 1432,00/ha R$ 1537,00/ha Custo manual R$ 3432,00/ha R$ 3360,50/ha Redução de custo 58 % 54 % OPERAÇÕES DE DERRIÇA SEMI-MECANIZADA 2013
  30. 30. OPERAÇÃO DE ABANAÇÃO Desempenho médio da abanação manual: 4 medidas / Homem / hora Desempenho médio das abanadoras mecânicas: 48 medidas / hora Redução de custo em relação a abanação manual de 51%
  31. 31. OPERAÇÃO DE ABANAÇÃO MECANIZADA
  32. 32. CUSTO OPERACIONAL DA COLHEITA MECANIZADA SAFRA – 2013 Sistema mecanizado Produção lavoura 30sc/ha 35sc/ha Desempenho operacional 55med/h 60med/h Volume colhido 204med/ha 238med/ha Capacidade operacional 4,0h/ha 4,0h/ha Custo operacional 120,00/h Custo total R$ 480,00/ha R$ 480,00/ha Repasse (15%) 36med/ha 42med/ha Custo parcial R$16,00/medida Custo repasse R$ 576,00/ha R$ 672,00/ha Custo final R$ 1056,00/ha R$ 1152,00/ha Custo parcial mecaniz. R$ 4,40/medida R$ 4,10/medida Custo parcial manual R$ 14,30/medida R$ 12,00/medida Redução 69% 65% Custo operacional aluguel 200,00/h Colhedora e repasse 1356,00/ha 1512,00/ha Custo parcial mecaniz. R$ 5,65/medida R$ 5,40/medida Redução 60% 55%
  33. 33. Safra 2000 - Colheita Mecânica e Seletiva do Café
  34. 34. FATORES QUE INFLUENCIAM AFATORES QUE INFLUENCIAM A COLHEITA SELETIVACOLHEITA SELETIVA MÁQUINA Vibração Velocidade Distribuição das varetas Regulagem do freio Como os grãos são derriçados • verde - impacto • cereja e passa - impacto e vibração • seco - vibração
  35. 35. Colheita Seletiva da Planta Toda
  36. 36. Colheita das Ponteiras
  37. 37. Introdução Objetivos Referencial teórico Resultados e discussão Conclusões Metodologia Desempenho operacional da colheita com duas passadas, safra de 2005. Eficiência de colheita Ciclos km h -1 L planta -1 % L planta -1 kg planta -1 L planta -1 % T1 650 1,640 4,17 37,91 46,82 0,533 - - T2 750 1,649 4,34 39,45 53,18 0,583 - - T3 850 1,645 5,10 46,36 58,00 0,665 - - T4 900 1,643 5,39 49,00 61,64 0,699 - - T1 1000 2,184 3,01 27,36 36,45 0,547 1,00 83,27 T2 1000 2,614 2,81 25,55 35,36 0,568 0,55 88,54 T3 1000 1,064 3,44 31,27 37,36 0,672 0,48 95,36 T4 1000 1,643 3,26 29,64 36,00 0,656 0,26 97,640,70 Segunda passada 1,00 1,08 0,67 0,98 1,51 1,28 1,39 Sobra na planta Eficiência de derriça total % Primeira passada Café caído no chão Eficiência de derriça Desfolha Tratam Vibração Velocid Café colhido T1 R$ 1298,00 49% T2 R$ 1275,00 50% T3 R$ 1171,00 54% T4 R$ 957,00 62% Manual R$ 2545,00
  38. 38. LEVANTAMENTO CAFÉ-RIO DE JANEIRO - BASE 4 A 11/5/2011 Primeira passada L/Plantas CEREJA VERDE BOIA P1 5,44 64,57 17,53 18,87 P2 11,08 55,80 25,08 23,16 P3 11,13 42,82 37,51 19,67 P4 10,44 66,23 22,01 11,47 P5 7,44 57,89 21,26 20,85 P6 12,65 71,33 16,53 12,13 P7 11,80 65,51 21,61 12,87
  39. 39. PADRÃO SAIA CAFÉ PARTE ALTA CAFÉ
  40. 40. PARTE ALTA CAFÉ
  41. 41. SAIA CAFÉ
  42. 42. PADRÃO CAFÉ 1ºLEVANTAMENTO – PIVO7 Quadrante 3 2 planta por ponto Ponto 1 33 litros
  43. 43. REGULAGEM CONTROLE VIBRAÇÃO CONTROLE VELOCIDADE
  44. 44. PADRÃO CAFÉ COLHIDO COLHEDORA REGULADA
  45. 45. PADRÃO CAFÉ COLHIDO COLHEDORA SEM REGULAGEM
  46. 46. Colheita A região do Planalto Conquistense possui uma particularidade na maturação dos frutos, necessitando-se fazer três a quatro colheitas manual. Trazendo complicações para realizar uma boa colheita mecanizada. Colheita realizada antes da regulagem da colhedora. Volume de café verde muito elevado e de chumbinho que ainda não esta formado, grão leitoso.
  47. 47. Capacitações/Regulagem Colhedora Nesta calibração do freio media 26 Kg, onde o recomendado seria 8 Kg. Isso permite que o rolo gire com uma maior facilidade, fazendo com que a planta tenha mais contato com maior numero de varetas e que a planta sofra menos danos.
  48. 48. Este foi o primeiro contato do operador para a remoção das varetas, o mesmo não sabia que esta prática era possível. Objetivo colher um volume superior de café maduros, deixando na arvore os frutos não granados e imaturos. Capacitações/Regulagem Colhedora
  49. 49. Resultados Srº José Piraja, não acreditava que seria um bom momento para colher. Depois do resultado decidiu iniciar a colheita. Srª Ana Marilu Fontes, elevou o volume de café cereja colhido, garantindo assim maior qualidade e menor prejuizo com cafés não granados.
  50. 50. Avaliação do estado da lavoura e maturação dos frutos. Capacitações/Regulagem Colhedora
  51. 51. O peso recomendado do freio do cilindro de varetas sobre as plantas é de 8 Kg, no campo estamos encontrando de 13 Kg a 32 Kg. Freio muito pesado causa muitos danos as plantas, prejudicando a colheita do próximo ano. Capacitações/Regulagem Colhedora
  52. 52. Capacitações/Regulagem Colhedora
  53. 53. Com a primeira passada da máquina estimula a planta a produzir mais etileno, fazendo com que as plantas parem de vegetar, acelerando o termino do enchimento dos frutos remanescentes e acelerando a maturação do frutos que se encontravam verdes. . Capacitações/Regulagem Colhedora
  54. 54. Acreditamos que esta prática pode fazer com que no próximo ano agrícola, possamos obter uma maior uniformidade nas floradas, consequentemente, uma maturação dos frutos mais uniformes também Capacitações/Regulagem Colhedora
  55. 55. RESULTADOS DE COLHEITA SELETIVA O produtor decidiu realizar duas passadas de maquina em sua lavoura com o objetivo de colher o maior percentual de frutos cerejas, garantindo a qualidade superior dos lotes produzidos na Fazenda. A lavoura com 75% da maduros, 20% de verdes e 5% de frutos secos. Regulagem : velocidade 1600m/h, vibração 650 rpm. RESULTADO
  56. 56. Resultados Fiquei impressionado com os resultados obtidos, eu mesmo não sabia que seria capaz de realizar tal treinamento e regulagem, gostaria de agradecer ao Prof Fábio Moreira da Silva da UFLA, pela capacitação em Poços de Caldas. Eng. João Henrique G Neves – RTN/Nucoffee/Syngenta
  57. 57. Colheita mecanizada e seletiva do Brasil Colheita manual e seletiva da Costa Rica
  58. 58. Regulagem Adequada para Colhedoras Indice de regulagem I I = Vibração / velocidade (ciclos/metro) Exemplo I = 850 vibr. / 1000 m/h, I = 0,85 I = (variando de 0,5 a 1,0) I = 0,5 a 0,7 (colheita seletiva) I = 0,8 a 1,0 (colheita total)
  59. 59. RESULTADOS DE PROJETO DE PESQUISA UFLA Avaliação da força de desprendimento dos frutos do café (2007).
  60. 60. FORÇA DE DESPRENDIMENTO DOS FRUTOS
  61. 61. FORÇA DE DESPRENDIMENTO DOS FRUTOS Força de desprendimento não irrigado 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 1 8 15 22 29 36 43 50 57 64 71 Dias após inicio da colheita F.desprendimento(N) Cereja Verde
  62. 62. GERENCIADOR DE COLHEITA DO CAFÉ
  63. 63. GERENCIADOR DE COLHEITA Avaliação da força de desprendimento dos frutos do café. Condições para colheita seletiva • Variedade; • Espaçamento; • Produtividade (L/planta); • Maturação: % de cerejas e verdes; • Modelo colhedora; Operacionalização do gerenciador • Medida de 3 frutos verdes; • Medida de 5 frutos cereja; • Avaliar 5 plantas/Gleba Respostas do Gerenciador • Aguarde 21, 14 ou 7 dias; • Colheita seletiva ou plena; • Indicação da velocidade; • Indicação da vibração; • Sal;var dados
  64. 64. SIMPÓSIO DE PESQUISA DOS CAFÉS DO BRASIL DESEMPENHO E INFLUÊNCIA DA COLHEDORA MECANIZADA NA PRODUTIVIDADE DA LAVOURA CAFEEIRA EM 4 SAFRAS Prof. Fabio Moreira da Silva – Dep. de Engenharia – UFLA Ezequiel de Oliveira – Eng. Agrícola - Ceifa Ltda. Everton Fim –Eng Agrícola CASE IH Vanessa Castro Figueiredo – Doutoranda PPGEA/UFLA Salvador/BA Novembro de 2013
  65. 65. Hipótese É comprovado que os danos causados aos cafeeiros podem afetar a produtividade! A colheita manual também causas danos aos cafeeiros! Se a colheita mecanizada for menos agressiva que a manual pode haver favorecimento às plantas: -Menor desfolha, -Menor quebra de galhos, -Colheita mais rápida , -Colheita antecipada, -Maior tempo para a planta se recuperar, -Possível aumento de produtividade. -Fator complicador: Bianualidade da produção
  66. 66. •Avaliar a colheita mecanizada com uma e duas passadas da colhedora em lavouras de segunda safra, utilizando colhedoras convencionais. OBJETIVOS
  67. 67. Metodologia Caracterização do experimento O experimento foi conduzido na Fazenda Bravinhos, Carmo do Paranaíba/MG, nas safras de 2009 a 2012, Lavoura da cultivar Catuaí 144, com 3,5 anos de idade, 1,5 m altura Espaçamento de 3,95 x 0,6 m, totalizando 4.200 plantas/ha, Declividade média de 4% e altitude média de 850 m. Os ensaios blocos casualizados: parcelas de 65 plantas; 4 repetições em, 4 safras sucessivas.
  68. 68. TRATAMENTOS • Colheita manual, testemunha, • Colheita plena 1000 m/h, 950 ciclos/min; • Colheita seletiva 1300 e 1600 m/h, 850 e 950 ciclos/min;
  69. 69. MUDANÇAS NA COLHEDORA Troca de colares e retiradas de varetas Inclinação dos recolhedores Levantadores de barra
  70. 70. Preparação da colhedora
  71. 71. Avaliações Preliminares 2009 Carga pendente média 4,82 L/planta Levantamento da força de desprendimento dos frutos para definir momento de colheita Primeira passada (12/06/2009): verdes - 13,25N; cereja – 7,16N Segunda passada (08/07/2009): verdes - 11,55N; cereja – 6,30N Desprendimento do cereja abaixo de 8N é referencia para se iniciar a colheita, A diferença entre a força do verde e cereja acima de 3N, é indicativo de colheita seletiva.
  72. 72. Operação de Campo
  73. 73. Tratamento Vibração Velocidade Frutos caídos no chão Carga penden Volume colhido Eficiência de colheita Perdas de colheita Perdas de colheita Eficiência de derriça Desfolha Desfolha Total Volume residual Volume residual Ciclos/min. Km/hora L/planta L/planta L/planta % L/planta % % kg/planta kg/planta L/planta % Primeira passada (12/06/2009), 40% de frutos cereja T1 850 1,317 4,82 1,94 40,25 0,38 13,79 48,13 0,191 2,50 51,87 T2 950 1,338 4,82 2,09 43,36 0,31 12,91 49,79 0,183 2,42 50,21 T3 850 1,630 4,82 2,10 43,57 0,56 21,05 55,19 0,189 2,16 44,81 T4 950 1,637 4,82 2,19 45,43 0,50 18,58 55,81 0,211 2,13 44,19 Segunda passada (08/07/2009), 17% de frutos cereja T1 850 1,333 1,04 1,46 1,06 21,99 0,18 14,51 25,72 0,193 0,383 0,22 4,56 T2 950 1,329 0,93 1,49 1,12 23,24 0,23 17,03 28,00 0,222 0,406 0,14 2,90 T3 850 1,643 0,64 1,52 1,16 24,07 0,14 10,76 26,97 0,222 0,411 0,23 4,77 T4 950 1,630 0,55 1,58 1,19 24,67 0,26 17,93 30,08 0,222 0,433 0,14 2,90 Única passada (08/07/2009), 17% de frutos cereja T6 950 1,092 1,47 3,35 2,64 54,77 0,37 12,29 62,44 0,337 0,337 0,34 7,05 Colheita manual (08/07/2009), 17% de frutos cereja T7 - 1,47 3,35 3,35 100,00 100,00 0,216 0,216 - 0,00 *Produtividade media: 4,82 L/planta *Produção beneficiada esperada por hectare: 42,2 sacas Desempenho operacional da colheita com duas passadas da colhedora, 2009. Resultados
  74. 74. Resultados Desempenho e custos de colheita, 2009. Tratam. Vibração Velocidade Volume Volume Tempo de Tempo Custo de Volume caído Custo de Custo total colhido Colhido colheita total colheita no chão varrição de colheita Ciclos/min km/h L/planta medidas/h á* Seg/planta h/ha R$/ha Medi./ha R$/ha R$/há Primeira passada T1 850 1,317 1,94 135,9 1,59 2,18 275,63 - - - T2 950 1,338 2,09 146,3 1,57 2,16 271,41 - - - T3 850 1,630 2,10 147,0 1,36 1,52 222,69 - - - T4 950 1,637 2,19 153,0 1,35 1,51 221,83 - - - Segunda passada T1 850 1,333 1,06 74,5 1,57 2,17 272,26 127,1 762,35 1310,24 T2 950 1,329 1,12 78,4 1,58 2,17 273,11 112,9 677,21 1221,73 T3 850 1,643 1,16 81,5 1,35 1,51 221,01 109,9 659,40 1103,10 T4 950 1,630 1,19 83,6 1,36 1,52 222,69 91,7 550,20 994,72 Única passada T1 950 1,092 2,64 184,7 2,23 2,47 332,32 152,8 916,55 1248,87 Colheita manual T5 - - 3,35 234,2 233 271,5 1404,97 103,2 619,14 2024,11 * medida = volume de
  75. 75. Resultados TABELA 5. Número de brotos e aspecto da planta pós-colheita. Carmo do Paranaíba – MG, 2009. Tratam. Velocidade Vibração Desfolha N. brotos Aspecto da planta m/h ciclos/min. g/planta Brotos/planta Nota Colheita seletiva T1 1300 850 383 6,94 8,00 T2 1300 950 406 7,56 7,00 T3 1600 850 411 10,78 7,00 T4 1600 950 433 7,94 7,00 Colheita plena T5 1000 950 337 9,22 5,00 Colheita manual T6 - - 216 4,21 8,50
  76. 76. Resultados Gerais Parcela Velocidade Vibração Carga pendente Litros/planta m/h ciclos/min 2010 2011 2012 2013 Total Colheita seletiva (duas passadas) T1 1300 850 4.86 a 5.21 a 6.21 a 10.61 a 28.25 a T2 1300 950 4.84 a 6.57 a 5.87 a 10.66 a 27.95 a T3 1600 850 4.93 a 5,51 a 7.29 a 10.87 a 28.61 a T4 1600 950 4.85 a 6.17 a 6.65 a 10.09 a 27.76 a Colheita plena T5 1000 950 4.84 a 5.21 a 6.49 a 10.32 a 26.87 a Colheita manual T6 - - 4.85 a 5.61 a 5.85 a 8.66 b 24.99 b
  77. 77. RESULTADOS Com vibração de 950 ciclos/min. e velocidade operacional de 1600m/hora em colheita mecanizada e seletiva com a colhedora CASE IH, foi possível derriçar até 97% dos frutos, com redução de custo foi 51 a 65% em relação a colheita manual. Em todas as safras sucessivas de colheita mecanizada e seletiva houve tendência de aumento de produtividade em relação a colheita manual. Na quarta safra de colheita mecanizada plena, houve um aumento significativo de 20% na produtividade da lavoura (1,66 L/planta), com 10,23 L/planta, contra 8,66 L/planta na colheita manual. Na quarta safra de colheita mecanizada seletiva, houve um aumento significativo de 21% na produtividade da lavoura, (1,89 L/planta) com 10,55 L/planta, contra 8,66 L/planta na colheita manual. Em quatro safras de colheita mecanizada e seletiva houve um aumento significativo acumulado de produção de 27 sacas/ha.
  78. 78. Prof. Fábio Moreira da Silva Depto. Engenharia – UFLA Fone 35 3829 14 94 famsilva@ufla.br “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” Cora Coralina
  79. 79. Prof. Fábio Moreira da Silva Depto. Engenharia – UFLA Fone 35 3829 14 94 famsilva@ufla.br “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina” Cora Coralina

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