Aplicaes da Medicina Nuclear em Mastologia

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    Aplicaes da Medicina Nuclear em Mastologia - Presentation Transcript

    1. Aplicações da Medicina Nuclear em Mastologia Carlos Eduardo Anselmi LAMENU Laboratório de Medicina Nuclear
    2. Medicina Nuclear
      • Especialidade médica que realiza diagnósticos e tratamentos com o uso de radiofármacos
    3. Medicina Nuclear
      • Diagnóstico
        • Cintilografia óssea
        • Cirurgia radioguiada
        • Mamocintilografia
        • PET
      • Terapia
        • Tratamento da dor óssea
    4. Medicina Nuclear
      • Radiofármaco/Radiotraçador
        • Fármaco: meio utilizado para carrear o material radioativo para um órgão ou tecido
        • Radiação: onda eletromagnética de alta energia que pode ser detectada fora do corpo
    5. Cintilografia Óssea Metástases Ósseas
      • Freqüentes em pacientes com doença avançada
      • Lesões osteolíticas são comuns devido à atividade aumentada dos osteoclastos
      • Após o diagnóstico de metástases ósseas, a sobrevida é de 2 a 3 anos
      • Locais mais freqüentes:
        • Vértebras
        • Costelas
        • Crânio
        • Porção proximal de ossos longos
        • Metástases periféricas ocorrem em 7%
    6. Cintilografia Óssea Complicações das metástases
      • Osteolíticas:
        • Dor
        • Fraturas patológicas
        • Hipercalcemia
        • Mielosupressão
        • Compressão de canal medular
        • Lesão de raiz nervosa
      • Escleróticas:
        • Dor
        • Fraturas patológicas
      • Disseminação hematogênica
      • Interação entre as células metastáticas e o tecido
        • Alto fluxo sangüíneo
        • Moléculas de adesão tumoral que se ligam ao estroma da medula e à matriz óssea
        • Angiogênese e produção de fatores estimulantes da reabsorção óssea
        • Presença de fatores de crescimento na medula e no osso
      • Plexo venoso de Batson
      • Provável anastomose entre o plexo de Batson e os sistemas Ázigos e Hemi-Ázigos e o sistema mamário interno pelas veias da parede torácica
      • Esterno: comprometimento de linfonodos na mamária interna/contigüidade.
      Cintilografia Óssea Fisiopatologia das metástases N Engl J Med 2004;350:1655-64
      • Osteolíticas e osteoblásticas: espectro contínuo em que há perda da regulação do processo de remodelação óssea.
      • A maioria das pacientes com câncer de mama tem lesões osteolíticas. Há formação de osso em resposta à destruição.
      • Em 15-20% das pacientes as metástases são predominantemente osteoblásticas.
      Cintilografia Óssea Fisiopatologia das metástases
      • O ciclo vicioso:
        • as células tumorais produzem fatores que induzem a formação de osteoclastos.
        • A reabsorção óssea pelos osteoclastos libera fatores da matriz óssea que estimulam o crescimento tumoral e a destruição óssea
      Cintilografia Óssea Fisiopatologia das metástases N Engl J Med 2004;350:1655-64
      • Metástases ósseas em pacientes com linfonodos axilares comprometidos:
      • 5-10% em estágios iniciais em algumas publicações
      • Ocorrem em 70% das pacientes com doença avançada
      Cintilografia Óssea História natural
      • MDP, HDP, HMDP: difosfatos
      • 99m Tc: metal
      • Se liga ao osso por quimioadsorção na superfície do cristal de hidroxiapatita, em osteóide laminar e na camada ativa de mineralização formadora de osso.
      • Captação depende do turnover ósseo e do fluxo sangüíneo
      • T1/2 do clearance sangüíneo: 2-4 minutos
      • Após 3 horas em pacientes bem hidratados:
        • 30-40% está ligado aos ossos
        • 35% excretado pelos rins
        • 10-15% em tecidos moles
        • 5-10% no pool sangüíneo
      Cintilografia Óssea
      • A captação também ocorre em metástases líticas por causa da tentativa do osso em reparar a lesão.
      • O sucesso da captação depende da resposta osteoblástica que acompanha a destruição do osso pela metástase.
      • Tumores muito agressivos: o osso não consegue manter a atividade osteoblástica, produzindo áreas fotopênicas.
      Cintilografia Óssea QJNM 2002;46:152-9
      • < 5% das cintilografias são normais em pacientes com lesões vistas no RX
      • 10-40% dos pacientes com metástases ósseas têm RX normal e cintilografia alterada
      • Em 30% dos pacientes com tumor conhecido se apresentando com dor e RX normal a cintilografia óssea mostra lesões metastáticas
      • O RX é pouco sensível, e pode demorar 6 meses para evidenciar resposta, além de ser difícil avaliar a resposta em lesões inicialmente escleróticas.
      Cintilografia Óssea Cintilografia x RX
      • Padrão mais freqüente em metástases: múltiplas lesões aleatoriamente distribuídas, com captação intensa.
      • Lesões assimétricas em corpos vertebrais
      • Lesões grandes e arredondadas na calota craniana fora das linhas de sutura
      • Lesões alongadas em costelas
      • Lesões pélvicas irregulares
      • Conjuntos de lesões comprometendo 2 ou mais costelas posteriores contíguas adjacentes à coluna, entre a 3 a e a 9 a costela, sempre no mesmo lado da mastectomia
      Cintilografia Óssea Interpretação
    7.  
    8.  
      • Pequenas áreas arredondadas e solitárias em costelas
      • Pequenos pontos na calota em locais de sutura
      • Lesões periarticulares
      • Áreas de captação nas superfícies articulares de vértebras e facetas
      Cintilografia Óssea Achados benignos
      • 17% das lesões em costelas são malignas
        • Lineares: 77% malignas
        • Focais: 82% benignas
        • Anteriores: 87,5% benignas
        • Mesmo lado da mastectomia: 71,8%
      • 20-50% das lesões vertebrais são malignas, das quais 30-50% das pacientes não apresentam sintomas
      • 21% das pacientes com câncer de mama apresentam lesão solitária
      • Lesão solitária localizada no esterno: 80% de probabilidade de ser maligna
      Cintilografia Óssea Lesão solitária Nucl Med Commun. 2003 Aug;24(8):887-92
      • Exames bem feitos e com boa qualidade tem alta sensibilidade e especificidade
      • 260 Pacientes
      • 1191 Rastreamentos
      • 10 anos de follow up
      • Sensibilidade: 98,2%
      • Especificidade: 95,2%
      • Acurácia: 95,5%
      • VPP: 72,8%
      • VPN: 99,8%
      Cintilografia Óssea Interpretação J Nucl Biol Med 1993; 37:57–61
    9.  
    10.  
    11.  
    12.  
      • Importante para a comparação com estudos futuros
      • Estagio I: 1,6% de falsos positivos; 0,3% verdadeiros positivos em 308 pacientes.
      • Recomendação: pacientes em estágios II, III e IV pré-operatório.
      • 4% tiveram estudos basais positivos.
      Cintilografia Óssea Estudo basal? J Nucl Med 1988;29:1045-9
      • Achados positivos na cintilografia óssea
        • Estágios I e II: 2-38%
        • III: 25%
      • Após 3-4 anos surgem metástases ósseas em 20-30% das pacientes com estudos negativos e sem evidência de metástases no momento da cirurgia
      Cintilografia Óssea Indicações
    13. CINTILOGRAFIA ÓSSEA NO CÂNCER DE MAMA Cintilografia – Indicações J Nucl Med 1988;29:1045-9
      • Exames positivos por metástases ósseas em 1267 pacientes
      • FP: 1,6%
      • FN: 0,08% (1 paciente)
      • 289 pacientes com exame basal anormal, não metastático (23%)
      Cintilografia Óssea Indicações J Nucl Med 1988;29:1045-9
      • Baixo valor clínico atualmente: mesmo com a detecção precoce de metástases ósseas não houve alteração na sobrevida em 5 anos
      • Fatores que justificam o seguimento seriado:
        • T4
        • Mais de 4 linfonodos positivos
        • Tumores inoperáveis
      • Em 59% dos exames positivos as pacientes são assintomáticas
      Cintilografia Óssea Follow-up – pacientes assintomáticas QJNM 2002;46:152-9
      • Metástases de câncer de mama estão entre as causas mais freqüentes de fraturas patológicas.
      • A estabilização ortopédica deve ser feita prontamente, antes da ocorrência de fraturas.
      • Demora no tratamento está associada com risco aumentado de complicações ou desfecho menos favorável.
      Cintilografia Óssea Follow-up – pacientes assintomáticas
      • Direciona portais de radioterapia
      • Avaliação de locais de risco de fratura patológica, direcionando o RX
      Cintilografia Óssea Follow-up – pacientes sintomáticas QJNM 2002;46:152-9
      • Em 59% das cintilografias positivas as pacientes são assintomáticas
      • Em geral, lesões malignas aumentam de tamanho ou de intensidade
      • Processos benignos ficam iguais ou desaparecem
      • Cintilografia de rotina detecta mais metástases que o acompanhamento clínico, mas não há diferença na sobrevida em 5 anos.
      Cintilografia Óssea Follow-up J Nucl Biol Med 1993; 37:57–61
      • Aumento da captação nas metástases que estão respondendo e visualização de novas metástases
      • Foi descrito com terapia hormonal e quimioterapia
      • Pode ser indistinguível de progressão de doença
      • Pico: 3 semanas a 6 meses após quimioterapia.
      • Dura por até 6 meses após o término da terapia antes que a diminuição da captação de uma lesão individual seja notada
      • Prognóstico mais favorável
      • Um aumento do número de lesões após o período de flare é tido como progressão de doença
      • Ocorre na maioria das pacientes que responde ao tratamento
      Cintilografia Óssea Avaliação do tratamento - flare Semin Nucl Med 2001;31:206-11
      • RX pode demorar 6-12 meses
        • Desaparecimento de lesões blásticas
        • Eslerose de lesões líticas
        • Baixa sensibilidade
        • Dificuldade em avaliar lesões escleróticas
      Cintilografia Óssea Avaliação do tratamento - flare
      • Primeira recorrência metastática
      • Tempo médio de sobrevida 2,5 anos maior no grupo com 1 metástase
      Cintilografia Óssea Prognóstico Nucl Med Annu 1999; 157-92
      • A ASCO não recomenda o uso da cintilografia óssea no acompanhamento pós-tratamento de doença assintomática.
      • O intervalo apropriado para o início do screening de metástases ósseas e a freqüência com que deve ser feito não estão definidas. No entanto, resultados de um estudo grande, randomizado, imediatamente após o tratamento inicial mostrou que o screening semestral detectou mais metástases do que o follow up clínico sozinho (84x53 pacientes), mas não mostrou melhora da sobrevida em 5 anos.
      • 2 estudos retrospectivos sugerem que a detecção inicial de uma anormalidade ou de uma metástase assintomática pela cintilografia óssea produziu 14% de melhora na sobrevida em 4 anos e 10% em 5 anos (evidência nível III)
      • Um estudo retrospectivo com 101 pacientes mostrou que a regressão das lesões na cintilografia óssea estava associada a melhor sobrevida e uma falha em atingir uma cintilografia ou uma radiografia estável após tratamento estava associada com menor sobrevida (2.1 ± 1.3 anos) em relação a um padrão de melhora (4.3 ± 2.3 anos; P < .001).
      Cintilografia Óssea Controvérsias J Clin Oncol 17:1080-1082, 1999 [ 81. Cancer 54:2243-2247, 1984 Radiology 176:607-614, 1990 JAMA 271:1593-1597, 1994 JAMA 271:1587-1592, 1994 AJR Am J Roentgenol 132:877-881, 1979 J Clin Oncol 5:62-67, 1987 Skeletal Radiol 24:597-600, 1995
      • 3 questões devem ser levadas em consideração no uso da cintilografia óssea:
      • Baixa especificidade: aumento da atividade metabólica ocorrem outros processos além de tumores (fratura, artrite, infecção, outros)
      • Flare: aumento da atividade em até 75% dos pacientes que mostraram resposta, ocorrendo durante os primeiros 3 meses após o tratamento. Há diminuição gradual após 6 meses.
      • Lesões puramente líticas: se apresentam como áreas fotopênicas e podem não ser vistas na cintilografia.
      Cintilografia Óssea Controvérsias J Clin Oncol 2002;20:3219-24
      • Avaliação de áreas complexas circundadas por tecidos moles
      • Melhor resolução de contraste
      • Sensibilidade: 87% a 92%
      • Especificidade: 91% a 93% (evidence level II–III).
      • No estudo de áreas de hipercaptação na coluna, o SPECT teve VPN de 98%, tornando a técnica útil para diferenciar lesões benignas de malignas
      • Há pouca informação do uso de SPECT no screening de rotina.
      • SPECT X MRI
        • SPECT: diagnóstico correto em 92%, detectou 2 lesões em vértebras não vistas na MRI
        • MRI: sensibilidade de 97,7%
        • Metástases extra-vertebrais (pedículo, lâmina, processos transverso e espinhoso) foram detectadas com maior freqüência no SPECT (40x32)
      Cintilografia Óssea SPECT Q J Nucl Med 45:27-37, 2001 J Nucl Med 37:975-978, 1996 Eur J Nucl Med 25:635-638, 1998 Anticancer Res 20:1115-1120, 2000
    14. CINTILOGRAFIA ÓSSEA NO CÂNCER DE MAMA SPECT
      • O primeiro exame deve ser a cintilografia óssea
      • Podem ser necessários outros exames (RX, CT, MRI) para um diagnóstico mais acurado
      • Atualmente, o uso de uma combinação de modalidades de imagem para a detecção de metástases ósseas, em uma seqüência adequada, é a estratégia mais efetiva para o seguimento das pacientes com câncer de mama.
      • A partir de estágio II
      • Pacientes sintomáticas
      • Basal?
      Cintilografia Óssea Sumário JCO Volume 2004; 22(14): 2942-2953
      • RX
        • Coluna: R$ 157
        • Bacia: R$ 52
        • Fêmur: R$ 49
      • CT
        • Tórax: R$ 550
        • Abdobe (c/contraste): R$ 850
      • MRI coluna
        • Cervical: R$ 700
        • Torácica : R$ 700
        • Lombar : R$ 700
      • Cintilografia Óssea
        • Todo o corpo: R$ 270 (5% de desconto à vista)
        • SPECT: brinde
      CINTILOGRAFIA ÓSSEA CustoxBenefício – 11/03/2005
    15. Cirurgia Radioguiada
    16. Cirurgia Radioguiada Linfonodo Sentinela - Conceito
    17. Linfonodo Sentinela Radiotraçador
    18. TÉCNICA
      • injeção de material radioativo (radiotraçador) que irá migrar para o linfonodo sentinela
    19. RADIOTRAÇADOR
    20. Injeção
      • Intradérmica
      • Intratumoral
      • Peritumoral
      • Periareolar
    21. Injeção
      • INTRADÉRMICA
          • Volume: 0,1 - 0,2 ml
          • Atividade: 7-18 MBq
    22. Injeção
      • INTRATUMORAL
          • Volume: 4ml
          • Atividade: 37-370 MBq
    23. Injeção
      • PERIAREOLAR
          • Volume: 0,2 ml
          • Atividade: 18 MBq
      • Comparou PA com SD e PT
      • em 324 pacientes detecção concord
      • n=148 SD/PT (99mTc) 90%
      • n=59 SD/PT (99mTc) e PA(Azul) 98% 98%
      • n=58 PA (99mTc) e SD (Azul) 98% 100%
      • n=59 PA (99mTc e Azul) 98% 100%
      • JNM 2004; vol 45, pg220
    24. Lesões impalpáveis A gu lhamento = ROLL
    25.  
    26. LINFOCINTILOGRAFIA
      • A imagem tem a finalidade de auxiliar o cirurgião a planejar a abordagem
      • Proporcionar uma visão ampla
        • Axila
        • Mama
        • mamária interna
        • axila contra-lateral
      • Identificar o primeiro linfonodo a aparecer
      • Alertar para a ausência de migração
    27.  
    28. MARCAÇÃO
    29. Causas de insucesso
      • idade
      • mama volumosa
      • local de injeção junto à axila
    30. Causas de Falso Negativo
      • Obstrução linfático aferente
      • Substituição de parte do linfonodo por tumor
      • n = 618
      • Taxa de identificação:96%
      • Taxa de FN: 7,6%
      • Fatores importantes:
        • substituição do linfonodo por tumor
        • (50% do linfonodo)
        • invasão extranodal
      • The Breast Journal, 2005
      Causas de Falso Negativo
    31. Parâmetros de certificação da técnica
      • taxa de sucesso na identificação igual a 97%
      • fração de pacientes com metástases em LNS, identificados intra-operatório
    32. Controvérsias
      • Quimioterapia
        • pacientes com axila clinicamente negativa antes da QT que não mostraram progressão ao término do tratamento poderiam fazer BLS
        • pacientes com suspeita de envolvimento axilar que após o tratamento N0, poderiam ser submetidas a BLS
      • Multifocal/Multicêntrico
      • Biópsia prévia
        • 2206 pacientes submetidos a biópsia excisional
            • Surg oncol 2002;vol 9, pg272
      • CDIS
        • CDIS puro (taxa de LS positivo 3% a 4,6%)
    33. TERAPIA DA DOR ÓSSEA COM 153 Sm-EDTMP LAMENU – Laboratório de Medicina Nuclear Complexo Hospitalar Santa Casa Carlos E. Anselmi
    34. Terapia da dor óssea com Samário Generalidades
      • Autópsia: 70 a 85% dos pacientes com Ca de próstata e mama.
      • Metástases: disseminação hematogênica.
      • Mecanismos de localização óssea (?).
        • alta proporção de MO vermelha
        • 80% das metástases no esqueleto axial (coluna,pelve e costelas).
      • Destruição óssea maior do que resposta osteoblástica.
    35. Terapia da dor óssea com Samário DOR “ Dor é a interpretação do cérebro a um estímulo nervoso.” Flávio de Agosto
      • É difícil o entendimento da relação entre metástase óssea e dor
      • Lesões pequenas:
        • Prostaglandinas
        • Bradiquinina
        • Substância P
        • Histamina
      • Lesões grandes: distensão do periósteo e pelo crescimento nos nervos ao redor
      • Fraturas patológicas: 30% em mama
      Terapia da dor óssea com Samário DOR terminações nervosas endosteais
      • Em 80% dos pacientes com metastáses ósseas, a dor é o sintoma mais insuportável
      • Inicialmente a dor é intermitente e não relacionada a atividade
      • Gradualmente a dor pode se tornar muito severa, sem remissão
      • Dor  diminuição das atividades diárias  piora da qualidade de vida  ansiedade e depressão, debilitando mais do que a doença em si
      Terapia da dor óssea com Samário DOR
      • Cirurgia: compressão de medula, fraturas.
      • Radioterapia:
        • Melhora de 90% da dor em 40-65%
        • 50% de alívio completo da dor
        • 30% melhoram parcialmente
        • 20% não melhoram
      • Dose ótima?
      • Número de doses?
      • Múltiplas lesões: irradiação de hemicorpo (efeitos colaterais: náuseas, vômitos, diarréia e toxicidade para a MO); resposta em 73% e completa em 20%.
      • Alívio da dor: 2 semanas após irradiação, indicando morte das células tumorais irradiadas.
      • Melhora nos primeiros dias pós irradiação  efeito em células normais, parando a liberacão de mediadores químicos da dor.
      Terapia da dor óssea com Samário Terapias Localizadas
      • Analgésicos
      • Quimioterapia: pode reduzir a dor
      • Hormonioterapia: resposta em até 50%
      • Bisfosfonatos: inibem os osteoclastos
      • RADIOISOTOPOTERAPIA
      Terapia da dor óssea com Samário Terapias Sistêmicas
    36. Terapia da dor óssea com Samário Cintilografia Óssea
    37.  
      • Natureza difusa das metástases ósseas.
      • Opções terapêuticas limitadas em doença avançada.
      • Ideal em metástases de câncer de próstata refratário à terapia hormonal.
      • Disponibilidade de elementos radioativos com avidez óssea.
      • Índice de captação e retenção mais longa entre osso normal e anormal: 3:1 a 5:1 ou mais.
      Terapia da dor óssea com Samário Radioisotopoterapia
      • 153Sm-EDTMP (ácido etilenediaminotetrametilenefosfonico)
      • Bombardeamento neutrônico do 152Sm
      • Emissão beta
        • 810 keV (20%)
        • 710 keV (50%)
        • 640 keV (30%).
      • Gama de 103 keV (24%)
      Terapia da dor óssea com Samário Samário
    38. Terapia da dor óssea com Samário Samário - Biodistribuição 99M Tc-MDP 153 Samário
      • Provável efeito radioterapêutico direto das partículas beta nas metástases ou ossos adjacentes, embora o mecanismo exato seja desconhecido.
      Terapia da dor óssea com Samário Samário – Mecanismo de Ação
      • Absolutas:
        • Gravidez
        • Amamentação
        • Hipersensibilidade ao EDTMP ou compostos fosfatados semelhantes
        • Quimioterapia ou RT de hemicorpo num período inferiora 6 semanas e na mielotoxicidade por quimioterapia
      • Relativas:
        • Idade inferior a 18 anos
        • Insuficiêcia renal aguda ou crônica
        • Pacientes com comprometimento de medula óssea
        • Incontinência urinária
      Terapia da dor óssea com Samário Contra-indicações
      • Alguns pacientes referem aumento transitório da dor óssea dentro das 72 horas após administração do 153 Sm, desaparecendo 2 a 3 dias depois.
      • Mielossupressão temporária é comum 3 a 5 semanas após a terapia, com recuperação expontânea nas 8 semanas.
      • Risco de compressão medular pode aumentar em pacientes com metástases extensas na coluna.
      Terapia da dor óssea com Samário Efeitos colaterais
    39. Terapia da dor óssea com Samário Toxicidade Plaquetas Leucócitos Eur J Nucl Med Mol Imaging (2004) 31 (Suppl. 1): S171–S178
      • Resposta em 61-86%
      • Duração média de 18 semanas (9-40)
        • 28% de resposta total
      • Índice próximo de resposta em retratamento
      • Resposta ocorre em 1-3 semanas, com alguns pacientes respondendo em até 3 dias.
      • Há relatos de re-tratamento com sucesso em respondedores, geralmente em intervalos de 12 semanas, por até 7 doses, com respostas entre 50-60%.
      • Alguns pacientes que não apresentam resposta ao primeiro tratamento podem apresentar no segundo
      Terapia da dor óssea com Samário Eficácia
    40. Mamocintilografia
    41. Métodos de Imagens
      • Mamografia
      • Ecografia
      • Ressonância Magnética
      • Mamocintilografia
      • Cintilografia com PET
      • Principal método de imagem.
      • Interpretação.
      • 4 a 40% normais em pacientes com câncer.
      • Mamas densas.
      • Pacientes jovens.
      • Local do tumor (profundo, sub-areolar).
      • Tamanho do tumor.
      • Cicatrizes de biópsias prévias.
      Mamografia
    42. Mamografia cont…
      • Ausência de calcificações.
      • Interpretação por mais do que 1 radiologista.
      • Modelos objetivos de interpretação (ACR).
      • Result ad os equívocos.
      • Valor preditivo positivo.
      • Acurácia.
      • Exames complementares de imagens.
      • Teste adicional.
      • Técnicas de Doppler.
      • Difícil identificar malignidade isoladamente.
      • Não é mais acurada do que a mamografia nos
      • casos em que esta é problemática.
      • A patologia do tumor afeta a sensibilidade.
      • Não apresenta grande vantagens nos casos de
      • mamas densas.
      • Totalmente dependente do operador.
      Ecografia
      • Uso restrito pelo alto custo dos sistemas.
      • Falta de protocolos de imagens e de resultados.
      • Acessórios especiais e uso de contraste.
      • Extensa análise dos dados para interpretação.
      • Mais efetiva para massas do que câncer in situ.
      • Sensibilidades relatadas de 90%, com menor
      • especificidade.
      • Fibroadenomas com aparências muito variáveis.
      Ressonância
      • Método simples, amplamente disponível.
      • Vários radiofármacos : 201 Tl, 99m Tc-MIBI
      • ou Sestamibi (FDA), 99m Tc-Tetrofosmin.
      • Depende do fluxo sangüíneo e entra nas células
      • por difusão passiva pela membrana.
      • Nas células se fixa nas mitocôndrias e citoplasma
      • dependendo da atividade metabólica das células
      • neoplásicas.
      Mamocintilografia
      • O 99m Tc-MIBI é um substrato de transporte da
      • glicoproteína-P transmembrana, presente nas
      • células com gene da resistência a multidrogas ==>
      • avaliação da QT.
      • Grau de angiogênese, % vasos malformados, alta
      • atividade mitótica e alta proliferação de células an-
      • tinucleares
      Mamocintilografia
    43. Mamoci ntilografia
    44. Mamocintilografia : normal
    45. Mamocintilografia : anormal
    46. Mamocintilografia
    47. Mamocintilografia Dados de 64 estudos da literatura até 1999, com 5340 pacientes com um total de 5354 lesões mamárias, sendo 3024 M e 2330 B.   85,9% 88,2% 81,8% 86,6% 85,2% Acurácia VPP VPN Especificidade Sensibilidade
    48. Mamocintilografia Sampalis FS et al. Am J Surg 2003;185:544-549. Estudo Multicêntrico com 1234 pacientes 88,0% 87,0% 93,0% Acurácia Especificidade Sensibilidade
    49. Mamocintilografia : indicações
      • Diferenciação entre lesões benignas e malignas.
      • Avaliação dos linfonodos metastáticos.
      • Controle do resultado da QT.
      • Valor prognóstico da resposta à QT adjuvante
      • em Ca localmente avançado.
    50. Mamocintilografia 1 - Diferenciação entre lesões benignas e malignas.
    51. Diferenciação entre lesões B x M
      • Pacientes com mama densa: principalmente em
      • jovens ou de alto risco.
      • Pacientes com distorção da arquitetura da mama:
      • cirurgia, RT, QT ou biópsia prévias (recorrências
      • nessas circunstâncias).
      • Pacientes com implantes mamários.
      • Pacientes com massa palpável e mamografia
      • normal ou indeterminada.
    52. Mamocintilografia Lesão de alta densidade, irregular, mal definida, bordas imprecisas, indeterminada para malignidade. Cintilografia com área focal de captação. Biópsia = carcinoma ductal infiltrante.
    53. Mamocintilografia
    54. Mamocintilografia
    55. MAMOGRAFIA ALTA BAIXA INTERMEDIÁRIA BIÓPSIA lesão > 1 cm lesão < 1 cm 99m Tc-MIBI + CONTROLE 99mTc-MIBI ? -
    56. Mamocintilografia Dados de 64 estudos da literatura até 1999, com 5340 pacientes com um total de 5354 lesões mamárias, sendo 3024 M e 2330 B.   85,9% 88,2% 81,8% 86,6% 85,2% Acurácia VPP VPN Especificidade Sensibilidade
    57. Mamocintilografia Sampalis FS et al. Am J Surg 2003;185:544-549. Estudo Multicêntrico com 1234 pacientes 88,0% 87,0% 93,0% Acurácia Especificidade Sensibilidade
    58. Mamocintilografia
    59. Mamo grafi a
    60. Mamocintilografia
    61. Mamocintilografia & Mamografia Mamografia crânio-caudal de tecido mamário extremamente denso, com calcificações puntiformes agrupadas, interpretada como indeterminada para malignidade. Mamocintilografia normal. Biópsia excisional = doença cística.
    62. Mamocintilografia
    63. Mamocintilo & Mamografia
    64. Mamocintilografia
    65. Mamocintilografia & Ecografia
    66. Mamocintilografia
    67. Mamocintilografia 2 - Avaliação dos linfonodos metastáticos.
    68. Mamocintilografia x Mamografia Massa com margens espiculadas com distorção da arquitetura, com provável nodulo satélite. Retração do mamilo. Alta probabilidade de malignidade. Cintilografia mostrando múltiplas áreas focais na mama e na axila. Biópsia = carcinoma ductal infiltrante multifocal, com envolvimento axilar.
    69. Mamocintilografia
    70. Mamocintilografia 3 - Avaliação da eficácia da quimioterapia.
    71. Mamocintilografia Controle da Quimioterapia Pré Pós
    72. Mamocintilografia Controle da Quimioterapia Pré Pós
    73. Mamocintilografia 4 - Valor prognóstico da resposta à quimioterapia neoadjuvante em câncer localmente avançado.
    74. Mamocintilografia Quimioterapia neo-adjuvante: indicações
      • Carcinoma localmente avançado (obrigatória
      • em casos de tumor não ressecável com
      • margem de segurança e de linfonodos fixos).
      • Casos especiais (criar situação favorável à
      • cirurgia conservadora) .
    75. Mamocintilografia Pré Quimioterapia Taxa de Washout = 51%
    76. Mamocintilografia Pós Quimioterapia
    77. Mamocintilografia Pré Quimioterapia Taxa de Washout 30 %
    78. Mamocintilografia Pós Quimioterapia
    79. Mamocintilografia
      • Vantagens da medida in vivo da MDR:
      • O paciente não ter que se expor a quimio-
      • terapia que, potencialmente, pode não lhe
      • ser benéfica.
      • O teste in vivo reflete o estado funcional da
      • glicoproteína-P, melhor do que os testes in vitro
      • Alta correlação entre a retenção da isonitrila
      • no tumor e a quimiosensibilidade às antraciclinas.
    80. Mamocintilografia Performance de Prognóstico
      • Sensibilidade : 100%
      • Especificidade : 80%
      • Valor preditivo + : 83%
      • Valor preditivo - : 100%
      Sciutto R.et al. JNM 2002;43:745-751
    81. PET-CT
    82. PET - CT PHS CT PET 3,78m 1,6m 1,9m
    83. PET-CT
    84. Lowly the worm
    85. Onde está a Lowly? CT
    86. Na maçã ! PET
    87. PET-CT
    88. Radionuclídeos e Radiofármacos H 2 0, CO 2 2.04 min 15 Oxigênio Amônia 9.96 min 13 Nitrogênio Acetato, butanol, glicose, palmitato, metilspiperone 20.4 min 11 Carbono Glicose (FDG), estradiol, espiperone 110 min 18 Fluor Marcação Meia-vida Radioisótopo
    89. CÍCLOTRON
    90. PET no Câncer de Mama
      • As massas malignas geralmente apresentam maior metabolismo de glicose com relação aos tecidos normais (Warburg, 1930).
      • FDG foi aplicado pela primeira vez para os estudos metabólicos por Som em 1980.
      Histórico
    91. PET no Câncer de Mama
      • Aumento do fluxo sangüíneo para o tumor.
      • Aumento da permeabilidade vascular.
      • Aumento do metabolismo da glicose.
      • Aumento do transporte de aminoácidos.
      • Aumento de síntese protêica.
      • Aumento da expressão de receptores.
      • Aumento de síntese de DNA.
      • pH mais baixo do que o do tecido normal.
      Alterações Genéticas
    92. PET no Câncer de Mama
      • O transporte de glicose para os tumores é
      • maior do que para os tecidos normais.
      • A concentração aumentada de hexoquinase
      • nos tumores geralmente intensifica a taxa de
      • metabolismo.
      • O FDG é fosforilado pelas células tumorais,
      • não sendo posteriormente metabolizado,
      • resultando em acúmulo do FDG nos tumores.
      Princípios
    93. PET no Câncer de Mama
      • Avaliação de lesões primárias
      • Detecção de doença metastática regional e
      • sistêmica
      • Avaliação de doença metastática sistêmica
      • Avaliação da resposta terapêutica
      • Custo-benefício e alterações no manejo dos
      • pacientes
      Utilidade Clínica
    94. PET no Câncer de Mama
      • Diferenciação de malignidade x benignidade
      • das lesão mamárias.
      • Estadiamento dos linfonodos axilares e da
      • mamária interna.
      • Detecção de doença metastática.
      • Detecção de recorrência local ou à distância.
      • Controle da resposta terapêutica.
      • Planejamento da radioterapia.
      Indicações
    95. PET - CT + = Função Anatomia Fusão
    96. PET no Câncer de Mama
      • Quanto menor a lesão primária menos eficiente
      • Grau de atividade (SUV): M 4,5+/-2,8 e B 1,05+/-0,41
      • Corte de SUV 2,0 : Sens. 88% e Espec. 100%
      • Baixa sensibilidade para tumores < 2,0 cm
      • Uso em pacientes com silicone ou mama densa
      • Doença multicêntrica ou multifocal
      • Outros RF : 11 C-metionina, 18 F-Estrógeno
      Avaliação de lesões primárias
    97. PET no estadiamento 18 F-FDG CT 18 F-FDG + CT
      • Avaliação de Metástases em Linfonodos
    98. Câncer de Mama: PET Câncer de Mama com metástases em linfonodos supraclavicular, cervical inferior, pulmonares e mediastinais Centre Hospitalier Universitaire de Sherbrooke
    99. Câncer de Mama: PET Câncer de Mama com metástases em linfonodos supraclavicular, cervical inferior, pulmonares e mediastinais Centre Hospitalier Universitaire de Sherbrooke
    100. PET no Câncer de Mama
      • Vários valores de sensibilidade e especificidade
      • na deteccão de metástases em linfonodos.
      • Em 167 pacientes com lesões médias de 2,1mm :
      • Sensibilidade = 94,4% Especificidade = 86,3%
      • Acurácia 89,8% VPP = 84,0% e VPN = 95,3%.
      • Pacientes com adenopatia axilar sem tumor na mama.
      • Diagnóstico de envolvimento da mamária interna.
      • Grande potencial na avaliação da axila em pacientes
      • com grandes tumores , nos quais a QT adjuvante está
      • planejada.
      Detecção de doença metastática regional e sistêmica (estadiamento)
    101. Câncer de Mama: metástases 51 anos com aumento do CA 15.3 Tratada cirurgicamente Resultados: Múltiplas lesões ósseas e em linfonodos. Tratamento alterado de cirurgia para quimioterapia.
    102. PET no Câncer de Mama
      • O PET de corpo inteiro é a melhor alternativa para
      • a detecção de doença metastática (S 89% e E 100%) .
      Avaliação de doença metastática sistêmica
    103. Câncer de Mama: recorrência 48 anos com aumento nos níveis de CA 15.3 Tratada de Ca Mama Esquerda Results: Recorrência de metástases na região periprótese. Tratamento alterado de cirurgia para quimioterapia.
    104. Planejamento terapêutico
      • O PET de corpo inteiro localiza o tumor primário e prediz se
      • o cancer vai responder à terapia, antes do início da mesma, ou
      • comprovar sua eficiência após o término da mesma.
      • O PET com 18 F-Estrógeno pode predizer que pacientes
      • apresentam expressão de receptores estrogênicos.
      • Quando há boa resposta à terapia as alterações metabólicas
      • antecedem às anatômicas.
      Avaliação da resposta terapêutica
    105. Avaliação da resposta terapêutica Pré e pós quimioterapia
      • O custo do PET é bem mais alto do que o da
      • mamografia, impossibilitando seu uso na triagem.
      • Através do uso do PET pode haver modificação
      • em 30 % das condutas terapêuticas, com grande
      • benefício para o paciente além do substancial
      • impacto econômico para o sistema de saúde.
      Custo-benefício e alterações no manejo dos pacientes
    106. Impacto do PET no Estadiamento e na Conduta em Radioterapia Dizendorf, E.V. et al: JNM Vol.44 No.1,24-29,2003 202 pacientes (98 homens, 104 mulheres), idade média 56,9 anos (8-91). Tumores: - 55 cabeça e pescoço - 28 ginecológicos - 28 mama - 26 pulmão - 24 linfoma - 18 gastrointestinais - 23 outros
    107. Modificações da Estratégia após o PET 55 (27%) pacientes mudaram a conduta 18 (9%) pacientes cancelaram a RT: - detecção de metástases não conhecidas (8) - metástases adicionais em linfonodos (9) - tumor residual (6) - exclusão de doença ativa (2) 21 (10%) pacientes modificaram a RT. 25 (12%) pacientes a dose foi modificada. 12 (6%) pacientes o volume foi alterado. Dizendorf, E.V. et al: JNM Vol.44 No.1,24-29,2003
    108. Re-estadiamento após o PET Modificação da Radioterapia
      • Dizendorf et al: em 55 de 202 pacientes (27%)
      • em cânceres em geral.
      • Kalff et al: em 11 de 28 pacientes (39%) em
      • câncer de pulmão não de pequenas células.
      • Munley et al: em 12 de 35 pacientes (34%) em
      • câncer de pulmão.
      • Rahn et al: 16 de 34 pacientes (47%) em
      • tumores de cabeça e pescoço.
    109.  

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