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Melhoramento Por Meio de Ideótipos
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Melhoramento Por Meio de Ideótipos

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Anderson Bruno Anacleto de Andrade …

Anderson Bruno Anacleto de Andrade
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Transcript

  • 1. Os programas de melhoramento para aumento de produtividade apresentam uma dessas três filosofias: Eliminação de defeitos nas culturas; Aumento do potencial de produção por si; Otimização por características morfológicas das plantas.
  • 2. Os melhoristas têm procurado elevar a produtividade das culturas por meio da seleção de características individuais desde o inicio do melhoramento. Os melhores exemplos ocorreram com: Trigo Arroz Cevada
  • 3. Donald (1968) recomendou o melhoramento por meio de modelos de plantas ou, simplesmente, ideótipos . Ideótipo é um modelo hipotético de uma espécie que define características morfofisiólogicas positivamente correlacionadas com a produção econômica. O Rasmusson (1987) expandiu o conceito de ideótipos, adicionando características: fisiológicas; bioquímicas; anatômicas; fenológicas. Elevar o potencial genético da produtividade mediante a modificação individual de características, em que o objetivo (fenótipo) de cada uma é especificado.
  • 4. Existem bases científicas para identificação de características de valor para seleção e especificação do fenótipo desejado. A terceira razão é que as variedades atuais, provavelmente, não apresentarem as características morfofisiológicas em um nível ótimo, uma vez que apenas uma pequena amostra da variabilidade do germoplasma tem sido utilizada. A elevação dos componentes de produção e do índice de colheita é considerada a base para aumento da produtividade em diversas culturas. A produtividade tem sido aumentada por meio da seleção de características com ela relacionada.
  • 5. O melhoramento por meio de ideótipos estimula hipóteses sobre a produção, bem como a definição clara dos objetivos do programa, o que em ultima instância, conduz a estratégia mais eficiente. Todo melhorista que lida com o processo de seleção de progênese ou seleção entre genitores, consciente ou inconscientemente, considera as características morfofisiológicas dos genótipos. A definição clara dos objetivos da utilização das características mais importantes, torna o processo de seleção mais elaborado e consciente.
  • 6. O método inicia-se com a escolha das características que serão utilizadas no programa e a definição do fenótipo ideal para cada. Parte das informações podem ser encontradas na literatura especializada, entretanto, o melhorista provavelmente necessitará desenvolver estudos dos dados aplicáveis ao seu germoplasma. Características de fácil avaliação Características de difícil avaliação
  • 7. Visando obter uma população que segregue todos os caracteres considerado. Com as características definidas, deve-se avaliar a diversidade genética disponível e selecionar dentro do germoplasma, as principais fontes para cada característica. Em alguns casos há a necessidade de uma etapa intermediária de Transferência dos genes desejáveis para o germoplasma- núcleo. Diversos ciclos de seleção podem ser necessários para elevar a probabilidade de se obterem progênies com características múltiplas desejáveis.
  • 8. A decisão sobre o valor desse método, à semelhança dos demais, é tomada com base no mérito dos genótipos desenvolvidos com essa técnica quando avaliados nos campos comerciais dos produtores. Condições satisfeitas para o trabalho: Ter conhecimento sobre a morfologia e fisiologia da espécie. Deve existir adequada diversidade genética, em relação a produtividade. O Procedimento tem sido usado nas variedades comerciais de “características ideais”. Cereais – Folhagem eretas
  • 9. As características-modelo da planta têm sido empregadas nos trabalhos de melhoramento por meio de ideótipos, e tem sido desenvolvida, em sua maioria, de forma progressiva, com adoção dessas características individuais até o estabelecimento do modelo completo. De qualquer forma, o ideótipo de uma espécie para determinado local deve ser considerado como um atributo dinâmico, que evolui com as mudanças nas práticas agrícolas.
  • 10. Para uma consideração programática do melhoramento por meio de ideótipos, devem ser reconhecida a complexidade das relações entre as características incluídas e a sua produtividade. Existem três fatores limitantes: Harmonia do tamanho das partes da planta; Pleiotropia; Efeito da compensação.
  • 11. HARMONIA DO TAMANHO DAS PARTES DA PLANTA Refere-se a impossibilidade de combinações de certas características em um único indivíduo, por limitações morfogenéticas. Donald (1968) propôs um ideótipo de trigo que apresentava folhas pequenas, estreitas e eretas e uma espiga grande e ereta. Grafius (1968) demonstrou que as plantas tendem apresentar proporcionalidades entre diferentes órgãos.
  • 12. PLEIOTROPIA Refere-se a capacidade das plantas apresentarem características múltiplas que podem comprometer a produtividade, mesmo estando essa, relacionada a uma outra desejável. Johnson et al. (1975) relataram que genótipos de cevada portadores de arista múltiplas apresentam maior taxa fotossintética, entretanto, esses genótipos tendem a apresentar menor número de grãos por espiga, menor peso médio do grão e, consequentemente, menor produtividade.
  • 13. EFEITO DA COMPENSAÇÃO Os componentes da produção compensam, de uma forma positiva ou negativa, diante de uma certa situação, onde a quantidade nem sempre é a vantagem necessária ou outra característica. Um típico efeito de compensação em cereais e leguminosas é o aumento no número de grãos por vagem, em geral, esta associado a uma redução do peso médio destes. MisKin e Rasmusson (1970), verificaram que genótipos de cevada com estômatos grandes, em geral, apresentam menor densidade de estômatos nas folhas,
  • 14. Exemplos de ideótipos de quatro espécies agrnômicas: Ideótipo de Trigo; Ideótipo de Milho; Ideótipo de Feijoeiro; Ideótipo de Cevada.
  • 15. IDEÓTIPO DE TRIGO Donald (1968) apresentou um modelo de planta de trigo (Figura 1) destinada a alta produção de grãos. Todos os atributos do ideótipo proposto são características morfológicas, mas baseados em considerações fisiológicas. Caule baixo e forte; Poucas folhas; Pequenas e eretas; Espiga grande e ereta; Aristas; Colmo único.
  • 16. IDEÓTIPO DE TRIGO Figura 1- Ideótipo básico de trigo, conforme a concepção de Donald (1968).
  • 17. IDEÓTIPO DE TRIGO Segundo Donald (1968), “ no campo cada planta, poderá manifestar sua capacidade de produção de forma mais completa se for mínima a interferência das plantas vizinhas, que devem ser competidoras fracas”.
  • 18. IDEÓTIPO DO MILHO Mock e Pearce (1975) afirmaram que, para o “Corn Belt” americano se beneficiar ao máximo de um ideótipo, o ambiente de produção deve apresenta: Umidade adequada; Temperaturas favoráveis durante todo o ciclo da cultura; Adequada fertilidade do solo; Altas densidade de plantio; Espaçamentos estreitos entre fileiras; Semeaduras realizadas bem cedo.
  • 19. IDEÓTIPO DO MILHO O ideótipo do milho para a máxima produção no referido ambiente de produção deve apresentar as seguintes características: Folhas verticais acima da espiga; Máxima eficiência fotossintética; Translocação eficiente de fotossintetizados para os grãos; Curto intervalo entre a soltura do pólen e a emergência dos estilo-estigmas nas espigas; Prolificidade de espigas.
  • 20. IDEÓTIPO DO FEIJOEIRO Adams (1973 e 1982) apresentou suas ideias sobre o tipo ideal de feijoeiro para o sistema de monocultura em condições favoráveis de umidade, luz, nutrientes e temperatura: Período de 100 dias; Plantas espaçadas de 35 cm entre fileiras; Plantas espaçadas de 6 cm dentro das fileiras; Cerca 500.000 por hectare.
  • 21. IDEÓTIPO DO FEIJOEIRO O ideótipo que ele propôs foi descrito com base nas seguintes características morfológicas: Hábitos de crescimento determinado, estreito, ereto; Eixo central formado por um só caule ou com o mínimo de ramas eretas; Grosso e vigoroso, com numerosos nós; Taxa de crescimento que permita rápida acumulação de área foliar ótima; Folhas numerosas, pequenas, capazes de orienta-se verticalmente; Racimos axilares em cada nó, com muitas flores;
  • 22. IDEÓTIPO DO FEIJOEIRO Vagens longas, com muita sementes; Sementes de tamanho maior possível, dentro de limites da sua classe comercial; Taxa fotossintética alta e constante em todas as folhas; Alta taxa de translocação dos produtos da fotossíntese das folhas para os órgãos de utilização.
  • 23. IDEÓTIPO DO FEIJOEIRO Adams (1973 e 1982) apresentou o tipo ideal de feijoeiro no caso de variedades destinadas ao consórcio com o milho: Crescimento indeterminado com longos entrenós, muitas ramas, folhas médias a pequenas; Grande número de flores por racimo; Grande número de vagens por planta; Grande número de sementes por vagem; Ciclo vegetativo longo; Alta eficiência fotossintética; Alta capacidade de translocação dos produtos de fotossíntese para o órgão utilizador; Alto índice de colheita.
  • 24. IDEÓTIPO DO FEIJOEIRO Conforme mostra na Figura 2, o ideótipo de feijoeiro para monocultivo proposto por Adams (1973 e 1983): Figura 2- Ideótipo básico de feijoeiro, para monocultivo, conforme a concepção de Adams (1973 e 1982).
  • 25. IDEÓTIPO DE CEVADA Rasmusson (1987), definiu um ideótipo de cevada com 14 características eleitas (Tabela 1).