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A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL
 

A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL

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ANÁLISE CIENTÍFICA E APROFUNDADA DA MATÉRIA EFEITO ESTUFA E SUAS RELAÇÕES COM AQUECIMENTO GLOBAL. (NENHUMA)

ANÁLISE CIENTÍFICA E APROFUNDADA DA MATÉRIA EFEITO ESTUFA E SUAS RELAÇÕES COM AQUECIMENTO GLOBAL. (NENHUMA)

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    A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL A FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL Document Transcript

    • 1CENTRO UNIVERSITÁRIO CARIOCA – UNICARIOCABRUNO LOURENÇO FICOTEORIAS CONTRADITÓRIAS DO AQUECIMENTO GLOBALRio de Janeiro2011
    • 2BRUNO LOURENÇO FICOTEORIAS CONTRADITÓRIAS DO AQUECIMENTO GLOBALTrabalho de Conclusão de Cursoapresentado ao Centro UniversitárioCarioca, como requisito parcial àobtenção do grau de Tecnólogo emGestão Ambiental.Orientadora: Profa.Lilian Calazans CostaRio de Janeiro2011
    • 3BRUNO LOURENÇO FICOTEORIAS CONTRADITÓRIAS DO AQUECIMENTO GLOBALTrabalho de Conclusão de Cursoapresentado ao Centro UniversitárioCarioca, como requisito parcial àobtenção do grau de Tecnólogo emGestão Ambiental.Aprovado em 2011Banca Examinadora___________________________________________________________________Profa. Lilian Calazans Costa – OrientadoraCentro Universitário Carioca___________________________________________________________________Profa. Sara Camacho – CoordenadoraCentro Universitário Carioca
    • 4Aos familiares, professores, cientistas e amigosque me auxiliaram a vencer esta jornada.
    • 5AGRADECIMENTOSA Professora Sara Camacho por todo incentivo, ao Professor Bruno pelo carisma,Professora Lilian Calazans pela orientação, Professor Mineiro e Djalme pelodiferencial, Professora Isabela pelo conceito. Agradeço ao Pedro Ururahy pelacompetência, Rosa Lídice pela ética, Professor Mauro Miranda e Professor Leonardopela visão política, Professor Luiz Alfredo pela filosofia, Professor Antonio José peladinâmica e a todos os professores que me educaram e ensinaram durante minha vidadocente. Também quero agradecer aos cientistas John Christy e Carl Wunsch por meatenderem com muita atenção e contribuíram com dados e informações de sumaimportância para conclusão deste trabalho, ao Professor Geraldo Lino e Luiz CarlosMolion que são referência em meteorologia no Brasil e me ajudaram com algunsartigos. Quero agradecer também aos meus colegas acadêmicos por todos osmomentos de estudo, ação e descontração que vivemos juntos e minha família peloincentivo.
    • 6Contradições do Aquecimento GlobalResumoEste trabalho é uma análise científica e aprofundada da matéria Efeito Estufa esuas relações com o aquecimento global, que vem sendo tratada pela mídia jornalística deforma sensacionalista, catastrófica e abordada nos centros de ensino de forma unilateralnão explanando as incertezas científicas no que diz respeito ao aumento de emissões degases de efeito estufa e suas consequências ao meio ambiente. Para isto foram analisadas,teorias, experiências e resultados de cientistas contemporâneos, brasileiros e estrangeirosque contradizem e mostram tamanha distorção do fato de que os gases de efeito estufaproduzidos pelo homem são os agentes causadores do aquecimento global. Também foramanalisados os interesses políticos das reduções de emissões de gases de efeito estufa(GEE) e o movimento do Metamercado de carbono.Palavras chave: Aquecimento Global, Efeito Estufa, Créditos de Carbono,Protocolo de Quioto.AbstractThis work is a thorough scientific analysis of the matter Greenhouse gases and itsrelationship to Global Warming, which has been treated by the news media in asensationalist, catastrophic and addressed in education establishments unilaterally, notexplaining the scientific uncertainties regarding to increase emissions of greenhouse gasesand its consequences to the environment. For this were reviewed theories, experiences andresults of contemporary scientists, Brazilians and foreigners who contradict and show suchdistortion of the facts that the anthropogenic greenhouses gases are the causative agents ofGlobal Warming. It was also analyze the political interests of greenhouse gases GHGemission reductions and the movement of the Carbon Met market.Keywords: Global Warming, Greenhouse Effect, Carbon Credits, Kyoto Protocol.
    • 7Lista de Siglas e AbreviaturasCFC ClorofluorcarbonetosCOP Conference On Parts (Conferencia entre as Partes)CQNUMC Convenção Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas, sigla traduzida daUNFCCCENOS El Niño Oscilação SulEU ETS Europe Union Emission Trade Scheme (esquema de comércio de emissões da uniãoeuropeia).GEE Gases de efeito estufaGISS Goddard Institute for Space StudiesICMS Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações deServiços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação.IPCC Intergovernmental Panel On Climate ChangeIV InfravermelhoMBRE Mercado Brasileiro de Redução de emissõesMCT Ministério da Ciência e tecnologiaMDIC Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio ExteriorMDL Mecanismo de Desenvolvimento LimpoNASA National Aeronautics and Space AdministrationNOAA National Oceanic and Atmospheric AdministrationODP Oscilação Decadal do PacíficoOMM Organização Meteorológica MundialONU Organizações das Nações UnidasPNMC Política Nacional sobre Mudança do ClimaPNUMA Programa das Nações Unidas para o Meio AmbienteRCE Redução Certificada de Emissão (créditos de carbono).ROC Radiação de Ondas CurtasROL Radiação de Ondas LongasTSM Temperatura da Superficie do MarUNFCCC United Nations Framework Convention on Climate ChangeUV Ultra Violeta
    • 8SumárioCapítulo 1Introdução........................................................................................................... 11Capítulo 2Metodologia Análise bibliográfica, histórica e científica.Joseph Fourier................................................................................................... 13John Tyndall ...................................................................................................... 13Robert Wood………………………………………………………………………….. 13Guy Callendar e David Keeling……………………………………………………. 14James Lovelock ……………………………………………………………………... 14John Christy …………………………………………………………………………. 14Roy Spencer ...................................................................................................... 15Carl Wunsch ………………………………………………………………………..... 15James Hansen ................................................................................................... 15Luiz Carlos Molion ............................................................................................. 16IPCC ..................................................................................................................... 16Capítulo 3ResultadosFourier, o pioneiro no assunto efeito estufa. .................................................. 17John Tyndall, outro grande contribuidor. ....................................................... 18Wood, o primeiro contestador da teoria. ......................................................... 18Precursores da teoria do aquecimento global. ............................................... 18Gaia a Terra viva. ................................................................................................ 19
    • 9Contestadores da teoria do aquecimento global.Contestações de John Christy e Roy Spencer. ............................................ 19Contestações de Luiz Molion. ......................................................................... 21Entendendo o efeito estufa. .............................................................................. 24Aquecimento Global na Mídia. .......................................................................... 25Criação do IPCC. .............................................................................................. 25COPs (Conference On Parts) e o Protocolo de Quioto. ............................... 26O Mercado de Carbono. .................................................................................. 28Política Nacional sobre Mudança do Clima. ................................................. 29Politização do assunto. ................................................................................... 30Capítulo 4Discutindo os resultados.Resultados de Fourier. ................................................................................... 32Tyndall e sua contribuição. ............................................................................ 32Robert Wood fez a dúvida virar certeza. ....................................................... 33A base do aquecimento global. ..................................................................... 33O estado febril do planeta Terra. .................................................................. 34As contradições da teoria. ............................................................................. 35Controladores climáticos. .............................................................................. 37O Sol. .............................................................................................................. 37Oceanos. ........................................................................................................ 37Albedo planetário. ......................................................................................... 38Efeito estufa. .................................................................................................. 38A Política do Aquecimento global. ................................................................. 40Capítulo 5Considerações finais.Aspectos científicos. ....................................................................................... 42
    • 10Aspectos políticos. .......................................................................................... 44A farsa do aquecimento global. ...................................................................... 47Capítulo 6Referências Bibliográficas................................................................................ 48
    • 111. IntroduçãoQuestões ambientais, tem sido de grande relevância nos últimos tempos, porémtratada pela grande mídia de forma manipulativa e indutiva, como o derretimento dasgeleiras, por exemplo, ou associações de grandes cataclismas, com atividades humanas. Ascalotas polares já derreteram algumas vezes no decorrer dos milênios e grandes catástrofesjá ocorreram muito antes das intervenções humanas. O objetivo deste trabalho é divulgar aanálise crítica científica sobre o tema efeito estufa e aquecimento global e disseminar estainformação para a maior quantidade possível de pessoas sejam leigos ou estudantes,utilizando quaisquer recursos e meios necessários.O Aquecimento Global é um dos temas ambientais mais abordados hoje em dia, ecom isso, o Efeito Estufa acaba se tornando o vilão desta história, devido à falta de críticacientífica, pois na verdade ele é um fenômeno natural da Terra. O efeito estufa foimencionado pela primeira vez na literatura pelo físico francês Joseph Fourier em 1824, edepois pelo físico britânico John Tyndall em 1872 que relatou sobre o vapor d’água, CO2 eseus potenciais de absorção e condução da radiação, porém questionado desde 1909 pelofísico Robert W. Woods que foi um colaborador da física da radiação, óptica e astrofísica.No Brasil, o profissional de referência é o professor Luiz Carlos Molion com mais dequarenta anos de experiência em meteorologia e afirma que possivelmente já estamoscaminhando para uma era glacial.O professor John Christy, americano, recebeu prêmios da NASA em 1991 e dasociedade americana de meteorologia em 1996, autor principal do relatório de 2001 do IPCC(Intergovernment Panel on Climate Change). Christy rejeita a ideia de que GEE produzidospelo homem são a causa do aquecimento global. A população recebe e aceita com grandefacilidade, informações muitas vezes equivocadas, da mídia, que tem forte poder demanipular a formação de opinião, causando distorções conceituais que prejudicam ocrescimento intelectual de todo o país.Serão analisados dados históricos, científicos e bibliográficos do assunto, para quese possa entender como James Hansen da NASA afirmou em 1988 (o ano que foi criado oIPCC) que o aquecimento global era devido ao aumento da concentração de GEEs
    • 12liberados pelo homem por queima de combustíveis fósseis, dando início então a histeriaglobal.O dióxido de carbono virou uma mercadoria na bolsa de valores, desde 2005quando o Protocolo de Quioto entrou em vigor, apesar de ter sido aberto para assinaturasem Março de 1998, após a terceira Conferência entre as Partes (COP 3), em Quioto, Japão.Desde então, o mercado de carbono passou a movimentar bilhões de dólares alcançando amargem de US$ 143 Bilhões em valores negociados durante 2009 segundo o relatório doBanco Mundial "State and Trends of the Carbon Market 2010". O investimento direto emprojetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) (projetos para a redução deemissão de gases de efeito estufa) atingiu US$ 2,7 bilhões no ano de 2009 em meio a todacrise financeira mundial, alcançando as proporções de um Metamercado. O Protocolo deQuioto também definiu limite de emissões, que porém, não estão sendo cumpridos.Será analisada a evolução histórica do assunto, estudos dos cientistas maisconsiderados do mundo que apontam de maneira muito coerente, sérias contradições sobreas causas e consequências do aquecimento global. A Terra já apresentou concentração degás carbônico superior a de hoje e nem por isso era mais quente, e já aconteceram diversascatástrofes ambientais que mataram milhares de pessoas pelo mundo muito antes da épocada industrialização. Em conclusão será observado o motivo da massificação da informaçãosendo transmitida de forma unilateral, que pode ser por interesses políticos, e a possível realcausa das alterações climáticas e quais os fatores que controlam o clima.
    • 132. MetodologiaAnálise bibliográfica, histórica e científica.2.1 Joseph FourierComo o assunto efeito estufa é muito pouco explicado nos livros de ciência, seráfeita uma revisão bibliográfica desde os primeiros homens a descreverem ou proporem quea atmosfera terrestre funciona de forma a reter o calor proveniente da inserção periódica deraios solares.Jean Baptiste Joseph Fourier (1768 -1830), matemático e físico francês que aodesenvolver a Teoria Analítica do calor em 1822, acabou deixando contribuições muitoimportantes para a matemática, observando funções descontínuas e resolvendo equaçõesque são ensinadas até hoje aos estudantes. Fourier também é considerado como o primeiroa relatar sobre o efeito estufa em sua obra "Remarques Générales Sur Les TempératuresDu Globe Terrestre Et Des Espaces Planétaires" (Observações gerais sobre a temperaturado globo terrestre e os espaços planetários) de 1824.2.2 John TyndallJohn Tyndall (1820 - 1893), físico irlandês, realizou pesquisas significativas sobre aradiação térmica e conseguiu produzir uma série de descobertas dos processosatmosféricos. Tyndall foi um grande contribuidor para a teoria do efeito estufa, pois observouo potencial de absorção de raios infravermelhos de moléculas de nitrogênio, oxigênio,dióxido de carbono, ozônio, metano e vapor d’água. Sua obra mais importante nesteassunto, foi publicada em 1872, intitulada “Contributions to Molecular Physics in the domainof Radiant Heat” (Contribuições para à Física Molecular sobre a Radiação Térmica).2.3 Robert WoodO físico e inventor americano Robert Williams Wood (1868 – 1955), foi o primeirocontestador da teoria do efeito estufa, comprovadamente, com o artigo publicado no volume17 da Philosophical Magazine em 1909 intitulado “Note on the Theory of the greenhouse”(Nota sobre a teoria de estufa). Wood apresentou a experiência por ele realizada,construindo dois tipos de estufa, uma de vidro e a outra de quartzo, que não absorveradiação infravermelha. Analisando que a temperatura final das duas estufas eram iguais,Wood concluiu que o papel desempenhado pelo vidro foi a prevenção da fuga do ar quente
    • 14aquecido pelo solo dentro do ambiente e não a reemissão de energia térmica pelas paredesde vidro.2.4 Guy Callendar e David KeelingEm 1938 Guy Stewart Callendar (1898 – 1964), inventor britânico e engenheiro demáquinas a vapor, escreveu um trabalho, relacionando o aumento de temperatura de 1925 a1937 à emissão de CO2 das usinas termelétricas devido ao seu aumento de geração deenergia. O trabalho foi intitulado “The artificial production of Carbon Dioxide and its influenceon climate” (A produção artificial de Dióxido de Carbono e suas influencias no clima).Charles David Keeling (1928 – 2005), cientista americano, também foi um dospioneiros a associar as emissões antrópicas de CO2 ao aceleramento do efeito estufa epossível aquecimento global. Realizou coletas de amostra de dióxido de carbono desde1958 até 2005 e alertou o mundo para a possibilidade da contribuição antrópica para o efeitoestufa.2.5 James LovelockJames Ephrain Lovelock, é um dos cientistas britânicos mais considerados e muitorespeitado no estudo de mudanças climáticas. Foi o inventor do detector de captura deelétrons, que no final dos anos 1960, detectou a presença de CFCs na atmosfera e ficouconhecido pela formulação da Teoria de Gaia em 1974. A Teoria de Gaia postula que abiosfera age de forma inconsciente com um efeito do meio ambiente para uma sustentaçãodas formas de vida existentes. Então, Lovelock chama o Planeta Terra, metaforicamente, deGaia, comparando o planeta com um organismo vivo que ajusta seu ambiente interno paramanter uma condição saudável, controlados por mecanismos de regulação inter-relacionados.2.6 John ChristyO professor John Christy, é um dos meteorologistas mais competentes do mundo,que dedica sua vida para a medição da temperatura da atmosfera da Terra edesenvolvimento de pesquisas. Em 1991 ele recebeu medalha de honra ao mérito da NASApor seus feitos científicos e em 1996, ganhou um prêmio da Sociedade MeteorológicaAmericana pelos avanços obtidos na capacidade de monitorar o clima. Foi um dos autoresprincipais do relatório de 2001 e contribuidor em 1994, 1995 e 2007 do relatório anual doIPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas).
    • 152.7 Roy SpencerO professor Roy W. Spencer, climatologista que realizou em parceria com JohnChristy, as leituras de satélites sobre a temperatura global, onde publicaram pelaUniversidade de Alabama em Huntsville, o Relatório de Temperatura Global (GlobalTemperature Report 1978-2003). Spencer é um dos céticos do aquecimento global porcausas antropogênicas, por isso, muito criticado pela sociedade climatologista.2.8 Carl WunschO professor e oceanógrafo Carl Wunsch, é PhD em Geofísica formado no Institutode Tecnologia de Massachussetts (MIT) desde 1966, onde leciona oceanografia física desde1967. Wunsch realiza trabalhos de interpretações climáticas através dos oceanos a partir de1971. No seu artigo para a revista Nature em 2000, afirma que o oceano é um reguladoressencial do clima pela sua capacidade de transportar calor, água e nutrientes. Wunschescreveu diversas pesquisas sobre correntes marítimas e suas relações com alteraçõesclimáticas, uma média de cinco pesquisas por ano desde 2001.Professor Wunsch, entrou na polêmica do aquecimento global de formaconstrangedora, pois prestou entrevista para um documentário e alegou que sua discussãofoi distorcida pelo contexto. Carl acredita que o aquecimento global se deve a influenciashumanas e o documentário “The Great Global Warming Swindle” (A Grande Farsa doAquecimento Global) gravado pelo Channel Four de Londres, apresentou uma edição semmostrar sua opinião, o que fez com que ele publicasse um artigo imediatamente após atransmissão do programa. Wunsch defendeu fundamentalmente que acredita em açõesantropogênicas como provável causa do aquecimento global, e que alterações recentes ematividades solares, não tem nenhuma relação com mudanças climáticas.2.9 James HansenO senhor James E. Hansen diretor do GISS (Goddard Institute for Space Studies),Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA (National Aeronautics and SpaceAdministration), é Astrônomo, PhD em Física, publicou vários trabalhos sobre a atmosferado planeta Vênus, no final dos anos 60 e início dos anos 70. Em 1981, Hansen publicou suaprimeira análise da temperatura pelo GISS e escreveu um artigo para a revista Science como título “Climate Impact of Increasing Atmospheric Carbon DIoxide” (Impacto climático docrescimento de dióxido de carbono atmosférico). Neste artigo, Hansen faz um relato de suaanálise meteorológica de superfície, enfocando os anos 1880 e 1980 mostrando as
    • 16concentrações médias de CO2 atmosférico em 1880, de 280 a 300 ppm e em 1980 foi de335 a 340 ppm. Analisando o aumento de 0,2°C na temperatura global entre meados dadécada de 60 até a década de 80, o que gerou um aquecimento global de 0,4°C no séculopassado, Hansen chegou a conclusão de que o dióxido de carbono emitido principalmentepor combustíveis fósseis, é a principal causa deste aquecimento.2.10 Luiz Carlos MolionO professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Luiz Carlos BaldiceroMolion, meteorologista brasileiro, representa os países da América do Sul na Comissão deClimatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Com quarenta anos deexperiência em meteorologia, Molion apresenta outros controladores do clima global(radiação solar, erupções vulcânicas, albedo planetário, oceano etc.). Através de umacomparação minuciosa dos gráficos de anomalias da temperatura média global e dosEstados Unidos (Figura 1), percebeu que a década de 30 nos Estados Unidos fora maisquente do que a década de 90.Figura1: Desvios de temperatura média global (esq.) e dos Estados Unidos (dir.) de 1880 a2000. (GISS / NASA, 2007)2.11 IPCCIntergovernmental Panel on Climate Change, (Painel Intergovernamental sobreMudanças Climáticas), órgão criado pela Organização das Nações Unidas ONU em 1988,composto por mais de 2.000 cientistas, com o objetivo de estabelecer diretrizes e soluçõespara o aquecimento global causado por interferências antrópicas. O IPCC em sua terceiraConferência entre as Partes (COP3), criou o Protocolo de Quioto, documento que ditaregras para redução de emissões de GEE.
    • 173. Resultados3.1 Fourier, o pioneiro no assunto efeito estufa.Não há relatos históricos documentais que apontem algum outro pioneiro emdescrever como a atmosfera da Terra é aquecida pela ROC em contato com corposterrestres. Na sua dedicação em estudar as fontes de calor da Terra, descobriu que aatmosfera exerce um efeito de manutenção de calor. O físico francês Fourier descreve emordem cronológica, as etapas do efeito estufa em sua obra "Remarques Générales Sur LesTempératures Du Globe Terrestre Et Des Espaces Planétaires" (Observações gerais sobre atemperatura do globo terrestre e os espaços planetários) de 1824.Nesta obra, Joseph Fourier relata sobre as três fontes de calor da Terra que são osraios solares, as radiações das inúmeras estrelas ao redor do sistema solar e o calorprimitivo (época de formação dos planetas) do interior da Terra. Analisando isoladamente asegunda opção, Fourier concluiu que a temperatura da terra seria menor do que a dos pólosse não existissem as outras duas fontes. A respeito do calor primitivo da terra, que é o calorproveniente desde a época da formação dos planetas, Fourier fala bastante sobre umateoria que a temperatura da superficial aumenta cerca de um grau celsius para cada 32metros no sentido vertical em direção para baixo, supondo uma temperatura muito elevadano interior. Porém este tipo de calor não tem influência dos raios solares.Nos estudos dos raios de calor proveniente do Sol, Jean Fourier descreveu pelaprimeira vez na história o efeito estufa. Em sua obra, Fourier relata que:o calor do sol, vindo em forma de luz, possui a propriedade de penetrar sólidosou líquidos transparentes, e perde esta propriedade totalmente, quando pelo contatocom os corpos terrestres, e é transformada em calor irradiando sem luz. Esta distinçãode calor luminoso e não-luminoso, explica a elevação da temperatura causada porcorpos transparentes. A massa de água que cobre uma grande parte do globo, e que ogelo das regiões polares, se opõe a um menor obstáculo para a admissão de calorluminoso, do que o calor sem luz, que retorna em uma direção contrária a espaço aberto(Fourier, 1824 p. 140-141) Tradução Bruno Fico.Fourier descreve perfeitamente a etapa que a radiação ultra violeta (UV) de ondascurtas, definida como calor luminoso, penetra pela atmosfera até entrar em contato comcorpos terrestres e retornar em forma de calor sem luz, ou infra vermelho (IV). Logo emseguida relata sobre um efeito produzido pela pressão atmosférica que por falta deobservações não é definido. Apesar de não definir completamente, fica bem claro a qualefeito Fourier estava se referindo. No objetivo de aperfeiçoar este estudo foi feito oexperimento de aferir a temperatura no interior de vasos de vidros transparentes chegando
    • 18ao resultado que a cada camada para dentro do vaso a temperatura aumenta. Este estudofoi usado para comparar os efeitos solares dentro de uma estufa aos efeitos solares naatmosfera sendo inegavelmente o pioneiro no estudo.3.2 John Tyndall, outro grande contribuidor.Outro contribuidor fundamental para a evolução da teoria do efeito estufa foi oIrlandês John Tyndall (1820 - 1893). Tyndall foi um físico muito considerado no século XIX,pelas suas pesquisas sobre diamagnetismo e por seus dezessete livros publicados,inclusive descobriu o fenômeno do regelo em 1871. Realizou trabalhos nas geleiras dosAlpes Weisshorn (1861), e Matterhorn (1868). Também fez muitas descobertas sobre osprocessos atmosféricos estudando a radiação térmica e escreveu sua obra maisconsiderada neste assunto, que foi publicada em 1872, Contributions to Molecular Physics inthe domain of Radiant Heat (Contribuições para a Física Molecular sobre a RadiaçãoTérmica). Nesta obra Tyndall explica o poder de absorção de raios infravermelhos dosgases nitrogênio, oxigênio, dióxido de carbono, ozônio, metano e vapor d’água, sendo este omais forte absorvedor de calor radiante na atmosfera.3.3 Wood, o primeiro contestador da teoria.O questionamento da teoria surgiu no começo do século XX, quando o físico einventor americano Robert Williams Wood, publicou um breve artigo na PhilosophicalMagazine volume 17, em 1909 chamado “Note on the Theory of the greenhouse” ( Notasobre a teoria de estufa). Wood construiu dois tipos de estufa, uma de vidro e outra dequartzo, e obteve o resultado igual de temperatura das duas. Como o quartzo não absorveradiação IV, fica claro que a estufa se mantinha aquecida por causa do ar aquecido e menosdenso, impedido de dar lugar ao ar mais frio (convecção) devido ao confinamento na estufa.Robert Williams Wood representa então o marco de referência dos contestadores da teoriado efeito estufa.3.4 Precursores da teoria do aquecimento global.O inventor e engenheiro inglês, Guy Stewart Callendar, foi um dos pioneiros para aformulação da teoria do aquecimento global. Publicou 35 artigos científicos entre 1938 e1964, sobre radiação infravermelha, dióxido de carbono antropogênico e deixou comocontribuição principal, a relação do aumento da concentração do CO2 atmosférico com atemperatura global. Em 1938, Guy escreveu a obra “The artificial production of CarbonDioxide and its influence on climate” (A produção artificial de Dióxido de Carbono e suas
    • 19influencias no clima), que associou o aumento da temperatura global entre 1925 e 1937 àemissão de CO2 antropogênico, proveniente das termelétricas.O cientista americano Charles David Keeling também foi um dos primeiros emalertar ao mundo para a possibilidade da contribuição antropogênica para o acentuamentodo efeito estufa e aquecimento global. Keeling realizou coletas de amostra de dióxido decarbono desde 1958 até 2005 e concluiu que a concentração atmosférica de dióxido decarbono aumentou de 315 ppm em 1958 para 380 ppm em 2005. Esta subida constante nosníveis de CO2 atmosférico, ficou conhecida como “Keeling curve” (curva de Keeling).3.5 Gaia a Terra viva.A teoria de Gaia proposta por James Lovelock, surgiu a partir de estudos realizadospara a NASA, com o objetivo principal de detectar vida em outros planetas do sistema Solar.Com a análise da composição química da atmosfera de Vênus e Marte, que mantém umequilíbrio estável, Lovelock concluiu que um planeta que apresenta vida, indica em suaatmosfera um constante desequilíbrio químico, assim como a Terra. A teoria tem comoobjetivo a afirmação da existência de um sistema complexo interrelacionando os seres vivose as reações físico-químicas do meio ambiente, que resultaria em uma auto-regulação dosistema planetário para que seja propícia a vida.Lovelock, faz uma analogia as era glaciais, como se fosse um fenômeno provocadopela Terra para se manter conservada, e o período interglacial atual, como um estado febrildo planeta, que é irreversível devido as ações humanas de degradação e pode durar pormais cem mil anos.3.6 Contestadores da teoria do aquecimento global.3.6.1 Contestações de John Christy e Roy Spencer.A teoria do aquecimento global foi construída pela hipótese do aumento deemissões de GEE devido as atividades humanas principalmente por meio da queima decombustíveis fósseis, estar aumentando a temperatura global. Esta hipótese nunca foicomprovada, segundo alguns cientistas do próprio IPCC, que inclusive, desmentem usandoevidências concretas.Um destes contestadores é o professor John Christy (diretor do Earth SystemScience Center da Universidade de Alabama). Chisty prova por meio de balõesmeteorológicos e medições de satélites, que a temperatura da atmosfera superior encontra-
    • 20se sempre menor do que na superfície, quando por ação do efeito estufa, deveria aquecer-se rapidamente quando a superfície se aquece. Outra argumentação de Christy é a máinterpretação das leituras de temperatura da superfície através de estações meteorológicas.Certamente estas estações mostram uma tendência de aquecimento, devido as suaslocalizações, pois com a urbanização do local da estação, o efeito de ilhas de calor podemser, facilmente mal interpretado como aquecimento global.Christy realizou pesquisas e escreveu, junto com Roy Spencer da NASA, umrelatório mensal da temperatura global de 1978 até 2003 e concluiu que a temperaturasofreu um aumento, porém, analisou inúmeros aspectos causadores do aquecimento edescartou a possibilidade que GEE emitidos pelo homem através de queima decombustíveis fósseis fossem a causa para este aquecimento.Existem duas maneiras de medir a temperatura na atmosfera que são por meio debalões meteorológicos ou através de satélites. Para obter precisão em suas pesquisas,Christy focalizou o satélite na direção em que o balão meteorológico foi liberado, paraobservar a mesma coluna de ar e achou convergência nos dados.Por meio deste estudo, o professor Christy observou que em grande parte doplaneta, a maior parte da atmosfera, não está tão aquecida quanto na superfície da mesmaregião. O aumento da temperatura atmosférica é muito mais leve que a temperaturaregistrada na superfície. Achou então um desacordo, pois a teoria diz que se a superfície seaquece, a troposfera superior deve aquecer-se rapidamente. Christy escreveu na página 6do seu Relatório de Temperatura Global (1978-2003):Uma das mais quentes controvérsias na ciência climática é o aparentedesacordo entre os dados de temperatura coletados por termômetros na superfície e ado conjunto de dados por satélite. Redes de termômetro de superfície “Global”, mostramum tendência de aquecimento cerca de 1,7 graus Celsius por século – cerca de 3ºFahrenheit. Os dados de satélite mostram uma tendência de aquecimento que é menosda metade, apenas 0,76º C ou cerca de 1,38º F por século.(Christy 2003) Tradução Bruno Fico.Outra argumentação muito coerente do senhor John, é que as leituras detemperatura na superfície, em que foi construída a teoria do aquecimento global sãodistorcidas pela urbanização. Em entrevista à revista Fortune em 2009, ele diz que devidoao calor solar captado por tijolos e asfalto, e devido a mudanças nos padrões do ventocausado por grandes edifícios, uma estação meteorológica colocada em uma vila rural em1900 mostrará inevitavelmente valores mais elevados de temperatura se esta vila ao longodo tempo, foi transformada em cidade pequena ou em zona comercial suburbana. Christy
    • 21exibiu um gráfico mostrando tendências de temperatura centrais da Califórnia nos distritosdesenvolvidos e na Serra praticamente inexplorada de San Joaquin Valley:As temperaturas diurnas de ambas as regiões apresentaram praticamentenenhuma mudança ao longo dos últimos 100 anos, enquanto as temperaturas noturnasindicam que o Vale desenvolvido aqueceu significativamente enquanto a Serra rural não.(Christy, 2009). Tradução Bruno Fico.Em um artigo publicado no “The Wall Street Jornal” em 2007, Christy se indignacom o sensacionalismo dado ao encolhimento do gelo marítimo. “A CNN não mostra que ogelo marítimo do inverno na Antártida no mês passado bateu um recorde máximo desde queas medições começaram” (Christy, maio - 2007). Também critica a confiança exagerada daprojeção de padrões climáticos para os próximos 100 anos, considerando como é difícilprever com precisão o clima nos próximos cinco dias. Críticos de Christy acusam que seustrabalhos e pesquisas são financiados pela indústria do petróleo, mas ele provou em JustiçaFederal que sua pesquisa é financiada pelo NOAA (National Oceanic & AtmosphericAdministration).Professor Roy Já publicou mais de cem artigos científicos, alguns livros sobremudanças climáticas e um dos mais recentes livros de 2008 (Climate Confusion) “ConfusãoClimática”. Este livro é um Best Seller, considerado pela sociedade literária, a melhorabordagem dada ao aquecimento global. Dentre todos os assuntos, ele fala da tendênciahumana de crer, que se acontece qualquer tipo de tormenta (seca, terremotos, maremotos)em qualquer lugar, o mundo inteiro vai ser afetado por esta tormenta. Isto se deve aqualquer evento climático local, ser dado uma importância global.3.6.2 Contestações de Luiz Molion.No Brasil o cientista de referência é o professor Luiz Carlos Molion, que apresentaoutros controladores climáticos muito mais prováveis do que o CO2. Nas suas observações,Molion analisou a influência de El Niños e La Niñas sobre a temperatura global. Apontaindícios da quantidade de erupções vulcânicas entre 1815 e 1912, terem contribuído paramanter temperaturas globais baixas devido a grandes quantidades de aerossóis lançados naatmosfera.Através dos testemunhos de gelo coletados em Vostok, na Antártida, porperfuração da capa de gelo que chegou a cerca de 3.600 m. de profundidade, foram feitosos gráficos da concentração de CO2 e dos desvios de temperatura dos últimos 420 mil anos.O professor Molion em um artigo publicado na revista brasileira de climatologia explica que
    • 22pela análise dos gráficos, não se pode concluir que o aumento da concentração de CO2 é acausa do aumento de temperatura (Figura 2). Molion nota que:A curva superior é a concentração de CO2, que variou entre 180 e 300 ppmv(escala à esquerda), e a inferior é a dos desvios de temperatura do ar, entre 8 e +6º C(escala à direita). Uma análise cuidadosa dessa Figura mostra, claramente, que a curvade temperatura apresentou 4 picos, superiores à linha de zero (tracejada), querepresentam os interglaciais passados – períodos mais quentes, com duração de 10 mila 12 mil anos que separam as eras glaciais que, por sua vez, duram cerca de 100 milanos cada uma – a cerca de 130 mil, 240 mil, 320 mil e 410 mil anos antes do presente.Portanto, as temperaturas dos interglaciais passados parecem ter sido superiores às dopresente interglacial, enquanto as concentrações de CO2 correspondentes foraminferiores a 300 ppmv. (Molion 2008).Analisando os resultados dos cilindros de gelo de Vostok, observa-se claramentepicos de temperatura que antecedem as eras glaciais, por isso são chamados de períodosinterglaciais. O fato é que períodos interglaciais no passado, não podem ser atribuídos àatividade humana, que não tinha o mínimo potencial de intervenção do clima (Figura 2).Figura 2: Desvios de temperatura e variação da concentração de carbono dos últimos400.000 anos. (Petit et al, 1999).Tratando ainda dos testemunhos de gelo, Molion cita que segundo o glaciologistapolonês Zbigniew Jaworowski, os resultados produzidos pelos cilindros de gelo tendem areproduzir concentrações de 30% a 50% inferior das reais. A hipótese de que a composiçãoquímica original do ar aprisionado no gelo permanece inalterada, é falsa, pois oaprisionamento da bolha de ar no gelo é um processo demorado. A neve deve ter
    • 23acumulado no mínimo 80 metros de altura, para sofrer a pressão necessária que aprisiona abolha de ar no gelo definitivamente. Molion conclui:Dessa análise, conclui-se que, ou existiram outras causas físicas, que não aintensificação do efeito-estufa pelo CO2, que tenha sido responsáveis pelo aumento detemperatura verificado nesses interglaciais passados, ou as concentrações de CO2 dasbolhas no gelo tendem, sistematicamente, a serem subestimadas e, de fato, nãorepresentam a realidade da época em que foram aprisionadas. Molion (2008).Molion em um artigo para Climanálise em 2005, mostra uma frequência maior de ElNiños entre 1977-1998, o que pode ter contribuído para o aquecimento atual, pois El Niñosaquecem a baixa troposfera. “O evento El Niño de 1997/98, considerado o evento maisintenso do século passado, produziu anomalia de temperatura do ar global de cerca de0,8°C (acima de 1,0°C no Hemisfério Norte)” Molion (2005). Fenômeno inverso tambémpercebido quando na ocorrência do La Niña de 1984/85, que houve um resfriamento de -0,5ºC. Essas variabilidades oceânicas são de curto prazo e conhecida como ENOS (El Niño-Oscilação Sul). Mas também existem variabilidades nas circulações oceânicas de longoprazo, com suas influencias sobre o clima, da ordem de décadas, chamada de ODP(Oscilação Decadal do Pacífico). Analisando as fases da ODP e a TSM (Temperatura deSuperfície do Mar), Molion reparou a relação do resfriamento global entre 1947-1976. “Oresfriamento do clima global durante o período de 1947-1976 (Figura 1), não explicado peloIPCC, coincide com a fase fria da ODP, fase em que o Pacífico Tropical apresentouanomalias negativas de TSM”. Molion (2005).Outro controlador climático indireto, são as erupções vulcânicas, que lançamimensas quantidades de aerossóis na estratosfera e consequentemente aumentam o albedoplanetário. O albedo planetário representa toda radiação de ondas curtas refletida de voltapara o espaço, portanto, quanto maior o albedo, menor será o fluxo de ROC a entrar naatmosfera. Com menor fluxo de ROC entrante, a tendência é que haja um resfriamento.Logo as erupções vulcânicas podem causar um resfriamento significativo por décadas.“Como entre 1815 e 1912, de maneira geral, a freqüência de erupções vulcânicas foigrande, a concentração de aerossóis e o albedo planetário estiveram altos, e isso pode tercontribuído para manter as temperaturas globais baixas”. Molion (2005).no período 1915 a 1956 ... a atividade vulcânica foi a menor dos últimos 400anos e o albedo planetário reduziu-se (aumentou a transparência atmosférica),permitindo maior entrada de ROC no sistema durante 40 anos consecutivos eaumentando o armazenamento de calor nos oceanos e as temperaturas superficiais dosoceanos e do ar. É muito provável, portanto, que o aquecimento observado entre 1925 e1946, que corresponde à cerca de 60% do aquecimento verificado nos últimos 150 anos,tenha resultado do aumento da atividade solar, que atingiu seu máximo em 1957/58, eda redução da atividade vulcânica, ou seja, reduções de albedo planetário e aumento da
    • 24transparência atmosférica, e não do efeito-estufa intensificado pelas atividades humanasque, na época, eram responsáveis por menos de 10% das emissões atuais de carbono!(Molion, 2005).Outra contestação do Senhor Luiz Carlos, é a própria teoria do efeito estufa, que foicolocada em questionamento, desde 1909 pelo cientista Robert Wood, quando provou porexperiência, que uma estufa é aquecida pelo confinamento do ar dentro dela e não pelareflexão de IV pelos vidros. Molion explica que:Uma molécula de GEE, ao rodar ou vibrar, devido à absorção da radiação IVseletiva, dissipa a energia absorvida na forma de calor ao interagir com outras moléculasvizinhas (choque, atrito), aumentando a temperatura das moléculas de ar adjacentes enão “re-irradia” IV. Ou seja, a radiação IV absorvida pelos GEE é transformada emenergia mecânica e, por atrito, em calor! (Molion, 2010).3.7 Entendendo o efeito estufa.A fonte de energia primária do planeta Terra é o Sol, que emite radiaçãoeletromagnética nas ondas entre 0,1 µm e 4 µm (micrômetro) de comprimento que sãochamadas de radiação de ondas curtas (ROC) e conhecido como raio ultravioleta (UV). Oalbedo planetário constitui o percentual de radiação refletida da Terra de volta para o espaçoque é cerca de 30%, influenciado por fatores tais como variação do tipo e cobertura denuvens, concentração de partículas em suspensão no ar, cobertura de gelo, neve, lagos,oceanos e florestas. Todos esses fatores tem o potencial de aumentar o albedo planetário,refletindo mais radiação solar que entra na atmosfera. Portanto, o albedo planetário é umagente controlador do clima global, pois quanto mais radiação atravessa a atmosfera, maisse aquece a superfície.A radiação de ondas curtas que passa através da atmosfera, é absorvida pelasuperfície terrestre que se aquece, e parte desta radiação captada pela superfície, é emitidaem direção à atmosfera em forma de radiação de ondas longas (ROL), ou infra vermelho(IV). O comprimento das ondas longas, por sua vez, varia entre 4 µm e 100 µm. O fluxo deROL emanado pela superfície é absorvido por gases, com pequenas concentraçõesatmosféricas, como o vapor d’água, dióxido de carbono, metano, ozônio, óxido nitroso eclorofluorcarbonetos. Esses gases são denominados gases de efeito estufa (GEE), pois sãocomparados com a função de uma estufa de vegetação, que mantém o ar aquecido dentrodo recinto.
    • 253.8 Aquecimento Global na Mídia.Nos anos setenta, as matérias de revistas e documentários científicos, mostravamdesastres do tempo como secas no oeste americano e tornados devastadores e apontavamcomo causa, o resfriamento global que estava acontecendo na época. Devido a esta fasefria que a Terra estava passando, as teorias de Guy Callendar e Charles Keeling foramesquecidas com o tempo. As previsões de especialistas advertiam sobre consequênciascatastróficas de um possível resfriamento, como período de secas, devastação deplantações, e temiam que as cidades do norte fossem cobertas de gelo.Em meio a este clima frio, um cientista sueco chamado Bertin Bolin, sugeriu que oCO2 produzido pelo homem, devido ao ritmo acelerado da queima de combustíveis fósseis,poderia aquecer o mundo no futuro. O colunista da New Scientist e apresentador da BBC deLondres, Nigel Calder, que é contra a teoria oficial do aquecimento global, foi o responsávelpor colocar Bert Bolin na televisão internacional falando sobre os perigos do CO2, e lembrater sido severamente criticado por especialistas por apoiar Bert na sua fantasia absurda paraa época.Com a segunda crise do petróleo em 1973 e a greve dos mineiros ingleses,Margareth Thatcher preocupou-se em promover a energia nuclear, por segurançaenergética. A partir de 1977, o globo começou a aquecer-se novamente, então, o assuntocomeçou a ser politizado por Margareth Thatcher que disponibilizou recursos financeiros àRoyal Society para pesquisas que comprovassem a relação do CO2 com a temperatura.Anos depois, a Oficina Meteorológica do Reino Unido estabeleceu então, uma unidade demodelos climáticos dando base para a origem de um novo comitê internacional, o IPCC(Painel Intergovernamental sobre mudanças climáticas).3.9 Criação do IPCCO IPCC foi criado em 1988 reunindo cientistas de todo o mundo com o objetivo depesquisar e encontrar soluções para as mudanças climáticas globais. Em 88 os EUAestavam liderando as negociações climáticas e o astrônomo James Hansen da NASA, emdepoimento ao Congresso Americano, afirmou que o aquecimento global era devido aoaumento de CO2 antropogênico, por meio da queima de combustíveis fósseis. Foi um dosanos mais quentes nos EUA afetando o meio ambiente e principalmente a agricultura.No início dos anos 90, as pressões de ambientalistas eram fortes e foi mais umagravante para a implantação de um tratado mundial. Então a Organização Meteorológica
    • 26Mundial (OMM) junto com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)criaram o CQNUMC (Convenção-Quadro da Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas)durante a Conferencia das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento,conhecida popularmente como ECO-92 ou Rio 92 aqui no Rio de Janeiro.A CQNUMC foi criada com objetivo principal de estabilizar as concentrações degases de efeito estufa na atmosfera para impedir as perigosas interferências antrópicas,segundo o parágrafo único do artigo 2 do relatório CQNUMC (UNFCCC em inglês) de 1992.Apesar de ser adotada em 1992, a convenção entrou em vigor em 21 de março de 1994.Com a finalidade de criar meios de desenvolvimento sustentável a CQNUMC estabeleceu aCOP (Conferência Entre as Partes). A COP é conferência constituída pelas nações queratificaram a UNFCCC e organizações internacionais convidadas e tem o papel de fiscalizaras obrigações das Partes, adotar relatórios regulares, revisar relatórios de órgãossubsidiários e dar-lhes orientação, definir e adotar regras de procedimento e regrasfinanceiras para si e para órgãos subsidiários entre outras tarefas. Os países que ratificarama UNFCCC são divididos em Países do Anexo I (desenvolvidos) e Países não incluídos noAnexo I (em desenvolvimento).3.10 COPs (Conference On Parts) e o Protocolo de Quioto.A partir de 1995 começaram a serem realizadas reuniões anuais com finalidade deorganizar e definir modalidades, regras, diretrizes e atividades a serem implantadas pelospaíses signatários para reduções de emissões de GEE. A primeira COP foi na cidade deBerlim na Alemanha (1995), a segunda foi em Genebra (1996), Suíça, e a terceira emQuioto no Japão (1997).Na terceira Conferencia Entre as Partes, foi elaborado o Protocolo de Quioto, quesurgiu com a proposta de estabelecer limites de emissões de GEE para a mitigação dasmudanças climáticas.ARTIGO 31. As Partes incluídas no Anexo I devem, individual ou conjuntamente, assegurar quesuas emissões antrópicas agregadas, expressas em dióxido de carbono equivalente, dosgases de efeito estufa listados no Anexo A não excedam suas quantidades atribuídas,calculadas em conformidade com seus compromissos quantificados de limitação eredução de emissões descritos no Anexo B e de acordo com as disposições desteArtigo, com vistas a reduzir suas emissões totais desses gases em pelo menos 5 porcento abaixo dos níveis de 1990 no período de compromisso de 2008 a 2012. (Protocolode Quioto, 1997). Tradução MCT(Ministério da Ciência e Tecnologia).Outra proposta do Protocolo de Quioto foi de oferecer mecanismos de flexibilizaçãopara ajudar os países do Anexo I a alcançarem seus compromissos de redução de emissão
    • 27de GEE conforme os limites propostos no Artigo 3 do Protocolo. São três os mecanismos deflexibilização:Implementação Conjunta. Conforme o Artigo 4 do Protocolo, qualquer Parte doAnexo I pode firmar acordo para cumprir seus compromissos do Artigo 3 em conjunto comoutras Partes. Neste caso:ARTIGO 41. Qualquer Parte incluída no Anexo I que tenha acordado em cumprir conjuntamenteseus compromissos assumidos sob o Artigo 3 será considerada como tendo cumpridoesses compromissos se o total combinado de suas emissões antrópicas agregadas,expressas em dióxido de carbono equivalente, dos gases de efeito estufa listados noAnexo A não exceder suas quantidades atribuídas, calculadas de acordo com seuscompromissos quantificados de limitação e redução de emissões, descritos no Anexo B,e em conformidade com as disposições do Artigo 3. O respectivo nível de emissãodeterminado para cada uma das Partes do acordo deve ser nele especificado. (Protocolode Quioto). Tradução MCT.Comércio de Emissões. Conforme o Artigo 6 e 17 do Protocolo, qualquer Parteincluída no Anexo I pode transferir para ou adquirir de qualquer outra Parte, unidades deredução de emissões resultantes de projetos visando a redução de fontes de emissõesantrópicas ou o aumento das remoções antrópicas por sumidouros de gases de efeito estufaem qualquer setor da economia.MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) (Clean Development Mechanism).Definido no Artigo 12 do Protocolo com o objetivo de assistir as Partes não incluídas noAnexo I para que atinjam o desenvolvimento sustentável e contribuam para o objetivo finalda Convenção, e assistir as Partes incluídas no Anexo I para que cumpram seuscompromissos quantificados de limitação e redução de emissões, assumidos no Artigo 3.Este mecanismo permite que as Partes não incluídas no Anexo I realizem projetos deredução de emissão de fontes de GEE antrópicas, e comercializem suas RCE (reduçõescertificadas de emissão) para qualquer Parte do Anexo I.Apesar de ter sido redigido em 1997 e aberto para assinaturas em 1998, oProtocolo de Quioto só entrou em vigor em 16 de Fevereiro de 2005 depois de a Rússia oratificar. Até a então o protocolo estava em desconformidade com o primeiro parágrafo doArtigo 25.Este Protocolo entra em vigor no nonagésimo dia após a data em que pelomenos 55 Partes da Convenção, englobando as Partes incluídas no Anexo I quecontabilizaram no total pelo menos 55 por cento das emissões totais de dióxido decarbono em 1990 das Partes incluídas no Anexo I, tenham depositado seus instrumentosde ratificação, aceitação, aprovação ou adesão. (Protocolo de Quioto). Tradução MCT.
    • 283.11 O Mercado de CarbonoDesde 2005 quando o Protocolo de Quioto entrou em vigor, os mecanismos deflexibilização previstos no próprio Protocolo criaram um novo mercado financeiro de valoresdenominado Mercado de Carbono. Através do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, paracada tonelada de CO2 que deixa de ser emitido à atmosfera por redução de fontes deemissões antrópicas, ou remoções de CO2 por sumidouros pode ser obtido um crédito decarbono. Este crédito de carbono denominado de CER (Certified Emission Reduction), ouRCE (Redução Certificada de Emissão) assim como todas as ações e commodities, sofrevariações de valores, porém, não são muito comercializadas pelas Bolsas de Valores.Estas variações são estudadas e divulgadas pelo World Bank através do relatóriointitulado “State and Trends of the Carbon Market” (Estado e Tendências do Mercado deCarbono). Os fatores que contribuem como variantes, são muitos, de acordo com o país queestá sendo comercializado, o tipo de atividade MDL que foi feita para obtenção dos CER, ea forma de negociação, já que os CER são negociados voluntariamente no mercado. Porexemplo em 2005, no começo das negociações, a RCE foi negociada entre U$ 3,00 e U$7,15/tCO2 gerando uma média ponderada de U$ 5.63/tCO2 no período de Janeiro de 2004 aAbril de 2005. Segundo o relatório de 2008, transações feitas no Brasil comercializaram aRCE por € 16,40/tCO2.No último relatório (Junho de 2011), o World Bank divulgou uma visão geral doMercado de Carbono, um movimento na casa dos Bilhões de dólares.Carbon Market Evolution, values ($ billion), 2004-10EU ETS Other Primary Secondary Other TotalAllowances Allowances CDM CDM Offsets2005 7.9 0.1 2.6 0.2 0.3 11.02006 24.4 0.3 5.8 0.4 0.3 31.22007 49.1 0.3 7.4 5.5 0.8 63.02008 100.5 1.0 6.5 26.3 0.8 135.12009 118.5 4.3 2.7 17.5 0.7 143.72010 119.8 1.1 1.5 18.3 1.2 141.9Tabela1: Visão financeira do mercado de carbono (em Bilhões de dólares). Fonte: State andtrends of the carbon market 2011, World Bank.No mesmo relatório de 2011, o World Bank relata que em meados de 2010, oConselho Executivo de MDL suspendeu temporariamente a emissão de RCE para projetos
    • 29de mitigação de hidrofluorcarbonos da qualidade HFC-23. Aproximadamente no períodoreferido, em 31 de Agosto de 2010 o jornal O Estado de S. Paulo, publicou uma matériasobre uma fraude de 40 Bilhões de Euros que abalou o mercado de carbono. “empresaschinesas e, estima-se indianas, teriam produzido deliberadamente HFC-23 para, então,destruí-lo obtendo créditos de carbono, vendidos no mercado a empresas interessadas emcompensar seu grau de poluição” (O Estado de S. Paulo 2010).O Mercado de Carbono surgiu com a justificativa de reduzir as emissões antrópicasde GEE através do estímulo financeiro às empresas. Projetos MDL e o comércio deemissões auxiliam países desenvolvidos, Partes do Anexo I, a cumprirem seuscompromissos de redução de emissões. O Protocolo de Quioto dispõe esta flexibilizaçãopara as Partes que não estiverem alcançando suas metas de redução, possam comprarcréditos de carbono, a fim de cumprir os seus compromissos.3.12 Política Nacional sobre Mudança do Clima.No Brasil, com a promulgação da lei 12.187 de 2009, que instituiu a PolíticaNacional sobre Mudança do Clima, prevê a criação de um Mercado Brasileiro de Reduçãode Emissões (MBRE) junto com a bolsa de mercadorias e futuros, bolsa de valores eautorizado pela Comissão de Valores Mobiliários, onde se dará negociações de títulos deRCE. O MBRE foi regulamentado em meados deste ano, pela BM&F, BOVESPA / BVRJ emconvênio com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) com oobjetivo de estimular o desenvolvimento de projetos MDL e viabilizar negociações domercado ambiental.A Lei 12.187/09 incentivou em seu artigo 9º, a criação do Mercado Brasileiro deRedução de Emissões com o objetivo de realizar transações junto a bolsa de valores com oscréditos de carbono obtidos através de projetos de MDL brasileiros:Art. 9oO Mercado Brasileiro de Redução de Emissões - MBRE seráoperacionalizado em bolsas de mercadorias e futuros, bolsas de valores e entidades debalcão organizado, autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM, onde sedará a negociação de títulos mobiliários representativos de emissões de gases de efeitoestufa evitadas certificadas.Esta lei surgiu com o objetivo de promover a sustentabilidade visando a redução deemissões antrópicas de gases de efeito estufa e a mitigação de impactos causados pelamudança climática. Outro objetivo importante desta lei é a preservação de biomas e
    • 30ecossistemas brasileiros. Para alcançar os objetivos de redução de emissões, a PNMCestabelece uma meta de mitigar as emissões de gases de efeito estufa, entre 36% e 39% asemissões projetadas até 2020.No artigo 12, estabelece um compromisso nacional voluntário de redução deemissões de GEE:Art. 12. Para alcançar os objetivos da PNMC, o País adotará, comocompromisso nacional voluntário, ações de mitigação das emissões de gases de efeitoestufa, com vistas em reduzir entre 36,1% (trinta e seis inteiros e um décimo por cento) e38,9% (trinta e oito inteiros e nove décimos por cento) suas emissões projetadas até2020.Esta lei está em vigor desde 29 de Dezembro de 2009.3.13 Politização do assunto.O aquecimento global foi visto desde que entrou em pauta na mídia, como umefeito adverso, maléfico, causado pelas ações humanas e que ameaça a existência daprópria espécie, sendo a única que pode fazer alguma coisa para reverter este fenômeno.Com esta preocupação foram criados órgãos governamentais específicos para tratar dasmudanças climáticas como o IPCC e comitês como a CQNUMC e as COPs.Em meio a tantas reuniões com a finalidade de solucionar problemas causadospelas mudanças climáticas, foi criado o Protocolo de Quioto, visando limitar as emissõesantrópicas de GEE. Estes limites são diferenciados entre as Partes do Anexo I queassinaram e ratificaram o Protocolo. Surgiu com a proposta concreta para estabilização deemissões de GEE, porém, criou mecanismos de flexibilização, que permitem o comércio deemissões entre as Partes, criando artifícios e recursos para a implantação de um novomercado, o Mercado de Carbono.Com a validação do Protocolo de Quioto em 2005, o Mercado de carbono começa,com características de um metamercado movimentando nada menos do que 11 bilhões dedólares em seu primeiro ano, conforme Tabela 1. Já em 2008, o Mercado de carbonoalcançou a movimentação de U$ 135 Bilhões de dólares, e atingiu seu recorde em 2009com o movimento de U$ 143 Bilhões, segundo dados do banco mundial no relatório “Stateand trends of the carbon Market” deste ano (Tabela 1).O tema aquecimento global entrou na mídia logo após de ganhar espaço napolítica. E aonde há política, há corrupção. Os escândalos no mercado de carbonocomeçaram no final de 2009, quando foram descobertas, atividades fraudulentas de alguns
    • 31negociadores do esquema de comércio de emissões da União Europeia (EU ETS) gerandoprejuízos da ordem de € 5 Bilhões, segundo declaração da Europol (Polícia Europeia). Aação era similar a fraude carrossel, quando o fraudador importa bens livres de taxa de valoragregado (VAT) (versão europeia do ICMS) e vende, cobrando esta taxa que não érepassada ao governo.Em 2010 as fraudes chegaram no oriente. “Dezenove indústrias chinesasdedicadas à destruição de HFC-23, um gás de alto efeito estufa, estão sob investigação daOrganização das Nações Unidas (ONU) por suspeita de terem fraudado o mercado decarbono” (O Estado de São Paulo, 31/08/2010). A fraude acarretou um prejuízo na faixa de€ 40 Bilhões (Euros) no mercado. Pelo menos seis empresas tiveram seus créditos decarbono (RCE) proibidos de serem vendidos durante a investigação. Indústrias chinesasteriam realizado uma superprodução do hidrofluorcarbono HFC-23, para com a redução desua produção, obter créditos de carbono. O HFC-23 tem o potencial de estufa 11 mil vezesmaior que o CO2. Foi o maior escândalo na história do MDL até o momento.
    • 324. Discutindo os resultados.4.1 Resultados de Fourier.As primeiras observações sobre o efeito estufa foram apontadas por Fourier em1824 na sua obra "Remarques Générales Sur Les Températures Du Globe Terrestre Et DesEspaces Planétaires" (Observações gerais sobre a temperatura do globo terrestre e osespaços planetários).Nesta obra, Fourier constata que o calor proveniente dos raios solares é o maisimportante para manter a temperatura da Terra e explica ordenadamente o processo. Aprimeira fase onde a ROC definido pelo autor como calor luminoso atravessa as camadasda atmosfera, penetrando sólidos ou líquidos transparentes até entrar em contato comcorpos terrestres (solo, gelo, florestas). A segunda parte também é bem descrita quando emcontato com os corpos terrestres o calor luminoso é transformado em calor irradiante semluz (infra vermelho). Então Fourier fala sobre o calor luminoso (ROC), (UV) que pelo contatocom corpos terrestres é transformado em calor sem luz (ROL), (IV) (transformação deondas).Após explicar o fenômeno na sequencia certa, relata que o calor sem luz (IV), queretorna à direção contrária a da superfície, sofre um efeito da mesma espécie produzidopela pressão da atmosfera, porém, não pôde definir exatamente por falta de observações naépoca (1824). Esta etapa do fenômeno não é explicada por Fourier, logicamente porque nãofoi ele que descobriu os GEE, porém, já tinha certeza que o fenômeno acontecia. Algunsgases tinham sido recentemente descobertos, como o CO2 em 1754 por Joseph Black e ooxigênio em 1774 por Joseph Priestley, embora haja reivindicações de Carl Wilhelm Scheelee Antoine Lavoisier.4.2 Tyndall e sua contribuição.John Tyndall foi um físico notável do século XIX. Sua fama científica surgiu nadécada de 1850 com seu estudo de diamagnetismo. Em 1871 descobriu o fenômeno doregelo. Foi um grande estudioso da radiação térmica, e produziu uma série de descobertassobre processos na atmosfera. Tyndall também é um pioneiro, pois resolveu a incógnitasurgida nas pesquisas de Fourier, a capacidade de vários gases atmosféricos para absorvero calor radiante, a radiação infravermelha. Ele foi o primeiro a medir corretamente os
    • 33poderes de absorção de infravermelho dos gases nitrogênio, oxigênio, dióxido de carbono,ozônio, metano, vapor d’água etc..Tyndall foi um grande pesquisador das geleiras em várias expedições para o MonteBlanc, Monte Rose nos Alpes Weisshorn, e Matterhorn, entre outros na cordilheira daEuropa, mas o seu maior foco foi estudar a irradiação de calor solar. Desenvolveu seusestudos baseados em descobertas de vários físicos que estudaram sobre a transmissão decalor solar, entre eles, Saussure e o próprio Fourier.4.3 Robert Wood fez a dúvida virar certeza.O americano Robert Williams Wood, considerado o pai da fotografia infravermelha eultravioleta, foi o pioneiro em contestar a teoria do efeito estufa. Wood demonstrou umagrande dúvida perante a crença generalizada que vidros de uma estufa reemitem a radiaçãoresultante de uma transformação de comprimento de onda. Intrigado com sua dúvida, Woodrealizou uma experiência construindo duas estufas, uma de vidro e a outra de quartzo e aoaferir a temperatura interna, constatou que estavam iguais em ambas as estufas. O quartzonão absorve radiação infravermelha. Deixou provado então que a ação do vidro é a deimpedir a convecção natural, mantendo a ar aquecido dentro da estufa.Wood publicou esta experiência no volume 17 da sexta série da revista inglesaPhilosophical Magazine em 1909, deixando a prova na literatura, que foi o pioneiro nacontestação.4.4 A base do aquecimento global.Guy Callendar e David Keeling foram os cientistas que serviram como os pilarespara a construção da teoria do aquecimento global. Foram eles que realizaram a maioriados estudos que relacionavam a crescente demanda de emissões de GEE antropogênicoscom o aumento de temperatura global. Na época seus estudos foram rejeitados pelosclimatologistas renomados, devido ao clima frio entre 1947-1976.O meteorologista sueco Bert Rickard Johannes Bolin (1925-2007), foi o primeirohomem a aparecer na mídia alertando para a possibilidade de um aquecimento globaldevido à emissão de GEE antropogênicos. Participou do programa “The Weather Machine”do canal de televisão BBC de Londres em 1974, sugerindo que o CO2 produzido pelo
    • 34homem poderia ajudar a aquecer o mundo, ainda que não demonstrasse certeza. Bert Bolinfoi o primeiro presidente do IPCC, atuando no cargo até 1997.James Hansen, astrônomo da NASA, escreveu em 1981, um artigo para a revistaScience “Climate Impact of Increasing Atmospheric Carbon DIoxide”, dedicado diretamenteem mostrar que o CO2 produzido pelo homem, era o principal causador do aquecimentoglobal. Em 1988 fez um discurso, com o mesmo enredo, para as comissões do Congressosobre mudanças climáticas. Com a origem do IPCC no mesmo ano, Hansen foi um dosredatores de relatórios sobre análises nas estações meteorológicas de superfície enfocandoos anos 1880-1980. Hansen projetou em 1988, uma previsão de aumento na temperaturaglobal de 4,2 C° até 2100, caso houvesse uma duplicação dos níveis de CO2 na atmosfera.Em 2003 escreveu um artigo onde ele argumenta que as causas humanas na mudança doclima são mais fortes do que as causas naturais.4.5 O estado febril do planeta Terra.James Lovelock propôs no seu trabalho mais recente “A Vingança de Gaia” (2006),que o aquecimento global atual é grave, pois o compara com um estado febril. Logo noprimeiro capítulo, fala sobre o estado da Terra “a resposta da terra viva ao que fazemos, nãodepende só da quantidade de solo que exploramos e da contaminação que geramos, mastambém do seu estado atual de saúde” (Lovelock 2006). Lovelock afirma que estarecuperação de saúde do planeta pode estar comprometido devido a sua idade atingir umafase avançada (cerca de 4,5 bilhões de anos). James não julga apenas os GEE emitidospelo homem, mas todas as ações de degradação humana ao meio ambiente, causadores doatual aquecimento global.Em contrapartida, Lovelock julga que o desenvolvimento sustentável é uma formatotalmente ineficaz de reverter a presente situação, devido ao atual estado de saúde daTerra, comparando como se fosse capaz uma pessoa com câncer de pulmão ser curadaapenas por parar de fumar. Então Lovelock, serviu de base para muitos cientistas eambientalistas com o intuito de elaborar teorias e soluções para a adaptação para uma sériamudança climática, propondo que o poder auto regulador da Terra, poderia agir para repelira raça humana que está atuando como uma forma de vida indesejada, prejudicando o bomfuncionamento do planeta.
    • 354.6 As contradições da teoria.Em entrevista para revista Fortune em 2009, o professor John Christy, acusa JamesHansen de ter errado gravemente nas previsões feitas em 1988. Hansen contactado pelamesma revista, admitiu que suas projeções foram baseadas em um modelo queintensificaria “ligeiramente” o aquecimento global. No seu novo modelo, Hansen pressupôsum aumento de 3 Cº na temperatura global até 2100, contra 4,2 Cº na antiga.Outra discordância do senhor Christy é a discrepância entre as medições detemperatura por meio de balões meteorológicos e as medições de estações meteorológicasde superfície. A teoria diz que se a superfície se aquece, a atmosfera superior deveaquecer-se rapidamente, e não foi isto observado pelo senhor Christy. John alega que oaumento de temperatura nessa parte da atmosfera, não é muito alarmente e não encaixacom a teoria que os modelos climáticos expressam neste ponto.Christy também argumenta sobre a má interpretação das leituras de temperatura dasuperfície através de estações meteorológicas. Christy analisou tendências de temperaturanos bairros desenvolvidos e nas serras inexploradas da cidade de San Joaquin Valley(Califórnia) e chegou ao resultado que as temperaturas diurnas em ambas as regiões nãoapresentaram nenhuma mudança ao longo dos últimos 100 anos, enquanto nos distritosdesenvolvidos, as temperaturas noturnas aqueceram significativamente. Este efeito que éconhecido como ilha de calor, se deve pela característica do cimento e asfalto absorver ocalor recebido durante o dia e liberar este calor à noite. Este efeito mal interpretado, ou,maldosamente interpretado, pode ser confundido facilmente com o aquecimento global.Chirsty também realizou, junto com Roy Spencer, pesquisas sobre o poder decontrole climático de El Niños e La Niñas. O El Niño de 1997, considerado o mais intenso doséculo, produziu um aumento de temperatura global na faixa de 0,9 Cº e a La Niña de 1984resultou em um resfriamento de -0,5 Cº.O professor Luiz Carlos Molion da UFAL, representante da América do Sul nacomissão de climatologia da OMM é um contestador declarado da teoria oficial doaquecimento global. Molion realizou estudos, que foram publicados em 2005 sobre afrequência de El Niños intensos entre 1997-1998, que contribuíram para o aquecimento,sabendo-se que El Niños aquecem a baixa troposfera. O sistema terra-atmosfera-oceano,que consiste na variação de circulação atmosférica associada às variações de TSM, sãofatores físicos internos de muita importância no controle do clima.
    • 36Uma das observações mais plausíveis do professor Molion, foi a análise do períodode resfriamento global entre 1947-1976, que não foi explicado pelo IPCC, pois esta reduçãode temperatura ocorreu justamente na época em que a revolução industrial começou aganhar força demasiada, ou seja, as emissões de GEE começaram a ser emitidas em largaescala. Molion percebeu que este período de queda de temperatura global, aconteceudurante a fase fria da ODP.Na análise do gráfico publicado por Jean Robert Petit em 1999, referente aconcentração de CO2 e variação de temperatura global, Molion chegou a conclusões bemdiferentes do ex vice presidente dos Estado Unidos, Al Gore, que protagonizou odocumentário “Uma Verdade Inconveniente” em 2006. O filme que teve características maisemotivas do que científicas, foi a apresentação popular da teoria do aquecimento globalcausado pelo homem. Molion reparou que em períodos interglaciares passados, tiveramtemperaturas superiores a do interglacial presente, e concentrações de CO2 no passado,atingiram níveis inferiores a 300ppm (Figura2). Sobre esta análise, conclui-se que existiramoutras causas físicas, e não a intensificação do efeito estufa para o aumento de temperaturanos períodos interglaciais passados.O paleoclimatologista canadense Ian Clark, tem descoberto de fato, a relação entreo CO2 e a temperatura, mostrando uma relação inversa da apresentada no documentário,por Al Gore. Ao contrário da teoria catastrofista, os períodos de aquecimento globalantecedem em média oito séculos aos aumentos da concentração de CO2, chegando aconclusão que o CO2 é uma resposta para o aquecimento e não a causa. Até o oceanógrafoCarl Wunsch, admite que os oceanos quando se aquecem, tem a característica de liberarCO2 e quando se resfriam, tem a tendência é de absorver CO2.Outra contradição da teoria apocalíptica é apontada por uma das maioresautoridades mundial em epidemiologia, o professor do instituto Pasteur em Paris, PaulReiter. Paul renunciou sua participação no IPCC e ainda teve que acionar judicialmente aretirada de seu nome dos créditos de colaboradores do IPCC, devido sua discordância coma teoria. Reconhecido como um dos maiores especialistas em malária e outrasenfermidades transmitidas por insetos, Reiter relata que os mosquitos não sãoespecificamente tropicais, pois são extremamente abundantes no Ártico, e que a maiorepidemia de malária ocorreu na União Soviética nos anos 20 que resultou em 600.000mortes aproximadamente. Esta epidemia se alastrou até o Ártico alcançando ao redor de10.000 mortes, o que prova que a malária não é uma doença tropical.
    • 37O IPCC alega que as espécies transmissoras da malária, não sobrevivem emtemperaturas abaixo de 16 Cº, e alerta que com o aquecimento global, a doença podemigrar para o norte. Paul Reiter acusa esta informação de ser falsa, criticando a falta demenção da literatura científica feita por especialistas nesses campos.Analisando o contexto científico em suas diferentes matérias e especialidades,encontram-se sérias discordâncias em afirmar com precisão, que a causa do aquecimentoglobal é devido ao aumento de emissões de GEE antropogênicos.4.7 Controladores climáticos.Em ordem de importância os controladores climáticos são, o Sol, os oceanos, oalbedo planetário e o efeito estufa. Porém o clima é um tema muito complexo, envolvendofatores internos como quantidade de precipitação, tempestades, geadas, nevoeiros,velocidade e direção do vento, tipo de nuvens, pressão atmosférica.4.7.1 O Sol.O Sol é a fonte primária de energia do planeta Terra, ele que determina as estaçõesdo ano, por isso deve ser dada a principal importância como controlador climático. No finaldos anos 80, o astrofísico britânico Piers Corbyn decidiu tentar uma nova maneira deprognosticar o tempo. A técnica de Corbyn produziu resultados consistentemente maisprecisos do que os da Oficina Meteorológica Oficial e foi consagrado na imprensainternacional como o “Super-Homem do tempo”. O segredo de seu êxito foi o Sol. Corbyn,diretor do Weather Action, uma empresa que vende suas previsões, declarou que a origemde sua técnica solar para prever o tempo a longo prazo, provinha do estudo das manchassolares e seu desejo de predizê-las. Molion também é um dos defensores que as atividadessolares devem ser o primeiro aspecto a ser observado quando se fala em controladorclimático.4.7.2 Oceanos.Cerca de 71% da superfície do Planeta Terra é constituída de água, sendo 97%água dos oceanos. Por este grande percentual, deve ser dada a maior importância comofator interno, a capacidade dos oceanos de transportar calor através das correntesmarítimas. O professor Molion ressalta que dessa camada oceânica, 35% é ocupada peloOceano Pacífico. “Como a atmosfera é aquecida por debaixo, os oceanos constituem acondição de contorno inferior mais importante para a atmosfera e para o clima global.”
    • 38(Molion 2008). Convém ressaltar a percepção de Molion durante o resfriamento global entre1947-1976, que não foi explicado pelo IPCC, e coincide com a fase fria da ODP. O professorLuiz Carlos também reparou que no período entre 1977-1998 onde houve um aquecimentoglobal, foi justamente na fase fria da ODP.4.7.3 Albedo planetário.O albedo planetário, que é a parte da radiação refletida pela superfície e atmosferapara o espaço, é um considerável controlador climático, pois ele controla a quantidade deradiação que entra na Terra. Cerca de 30% da radiação solar que atravessa a atmosfera, érefletida de volta para o espaço por nuvens, moléculas do ar, pela superfície terrestre emarítima e aerossóis emitidos a atmosfera. A cobertura de nuvens é a principal moduladorado albedo planetário, visto que elas cobrem diariamente de 50% a 55% da superfície daTerra. Portanto é evidente que as nuvens mais baixas do tipo cumulonimbo, são importantescontroladores climáticos. Já as nuvens na alta troposfera, tipo cirro, não possuem a mesmacaracterística, pois permitem a passagem de ROC, porém, absorvem a ROL que escapariapara o espaço, intensificando o efeito estufa. Outro controlador indireto do clima global, sãoas erupções vulcânicas. A imensa quantidade de aerossóis liberados na estratosfera poruma erupção vulcânica, tem a capacidade de aumentar o albedo planetário de forma queimpacte num resfriamento global.Então, a relação do albedo planetário com a temperatura, é que quanto maior oalbedo, menos radiação vai penetrar na atmosfera para aquecer a superfície, logo atemperatura tende a cair devido a reflexão da fonte de calor primária.4.7.4 Efeito estufa.O efeito estufa é um fenômeno natural do planeta, sendo primordial para amanutenção de temperatura na Terra, mantendo a temperatura média do ar na superfície,cerca de 15 Cº. É o efeito essencial para manter a vida na Terra. Porém, infelizmente étratado pela maioria de artigos jornalísticos, revistas e textos paradidáticos, como um efeitomaléfico.No trabalho realizado por Maria Emília Rehder e Américo Kerr, do instituto de físicada USP, publicado no Caderno Brasileiro de Ensino de Física em 2004, foi feito uma análisedo efeito estufa em textos paradidáticos e periódicos jornalísticos analisando os seguintescritérios:
    • 39a) se a apresentação do Efeito Estufa foi feita como algo maléfico,misturando oque é o efeito principal com as suas possíveis alterações;b) se houve ou não diferenciação entre o que é a contribuição do vapor de água,dióxido de carbono e outros gases para o efeito principal e em suas alterações;c) se o tratamento de hipóteses foi como algo definitivo, apresentando-as deforma taxativa;d) se houve ou não discussão quanto às incertezas nas mudanças do EfeitoEstufa e nas correspondentes projeções de conseqüências.(Xavier, M. E. R. e Ker, A. S. 2004).Nesta análise, percebe-se a falta de conhecimento científico, em classificar o efeitoestufa como algo catastrófico. Em 26 artigos periódicos observados, em 21 deles, o CO2 écitado como o principal GEE, sendo o vapor d’água o principal, devido a sua concentraçãoatmosférica e potencial de estufa, conforme Tabela 2. Os artigos mais coerentes sãoredigidos ou acompanhados por cientistas. Os livros paradidáticos tendem a ser maiscoerentes ao tratarem do tema devido a estes serem dedicados ao ensino.Gás Concentração (ppm) Aquecimento Estufa (W.m-2)Vapor d’água (H2O) ~3000 ~100Dióxido de carbono (CO2) 345 ~50Metano (CH4) 1.7 1.7Óxido nitroso (N2O) 0.30 1.3Ozônio troposférico (O3) 10 – 100 X 10-31.3CFC 11 0.22 X 10-30.06CFC12 0.38 X 10-30.12Tabela 2: Concentração e potencial dos GEE. Fonte: Mitchell, 1989.Já o professor Luiz Carlos Molion, declara que a forma como o efeito estufa éabordado nos livros de meteorologia, é questionável, pois desafia as leis da termodinâmica.Ao medir a emissão de IV pela Terra para o espaço exterior com sensores abordo de plataformas espaciais, encontra-se uma temperatura equivalente de corponegro igual a 255K (18°C negativos) pela Lei de Stefan-Boltzmann. A temperatura médiado ar à superfície é cerca de 288K (15°C). Aí, é dito que “o efeito-estufa aumenta de33°C (diferença entre 288 e 255) a temperatura na Terra e, se ele não existisse, atemperatura de superfície seria 18°C negativos”! Essa afirmação é falsa. Se nãoexistisse atmosfera, não existiriam nuvens, que são responsáveis pela metade do albedoplanetário. Portanto, a ausência de nuvens permitiria maior entrada de radiação solar e atemperatura da superfície seria 5ºC negativos (e não 18°C negativos), temperaturanormalmente alcançada em muitas partes do planeta quando da ocorrência de uma eraglacial. (Molion, 2010).
    • 40A equação usada para calcular a temperatura que a Terra teria se não houvesseefeito estufa, não leva em consideração, que se não existisse atmosfera, não existiriamnuvens, gerando um resultado distorcido do cálculo em 13 Cº.Outra contra argumentação de Molion é a re emissão da radiação IV pelos GEE:O processo de absorção e emissão de IV pelos GEE, que é o fundamento doefeito-estufa, também é questionável. A Lei de Kirchhoff afirma que a absorvidade de umcorpo é igual à sua emissividade num dado comprimento de onda, mas só é válida paracorpos em equilíbrio térmico (radiação de cavidade), condição não satisfeita pelos gasesatmosféricos que estão sempre se aquecendo ou se resfriando. Ou seja, o fato de o CO2ser bom absorvedor não garante que ele seja bom emissor num dado comprimento deonda. (Molion, 2010).Certamente essa explicação que os gases reemitem radiação IV na mesmaintensidade que a absorvem, fere as leis da Termodinâmica, por que o calor não flui docorpo frio (CO2 no ar), para um corpo quente (superfície). “É mais aceitável, portanto, que astemperaturas próximas da superfície sejam elevadas devido ao contato do ar com asuperfície quente” (Molion, 2010). Portanto o efeito atmosférico mais considerável para oaquecimento do ar próximo à superfície é o de condução e convecção. Por estes fatos, nota-se a colocação do efeito estufa em último lugar no grau de importância, referente aoscontroladores climáticos.4.8 A Política do Aquecimento global.Depois dos trabalhos científicos de Callendar e Keeling, sobre a relação do CO2 e atemperatura atmosférica publicados na literatura em 1938 e 1958 respectivamente, apenasem 1974 foi posto na mídia, por Bert Bolin, sem a menor credibilidade, devido ao clima frioque estava na época. Porém, com o aquecimento a partir de 1977 (Figura 1), a politizaçãodo assunto, teria começado no final dos anos 70 por Margareth Thatcher, quandodisponibilizou recursos à Royal Society para a criação de modelos climáticos, queassociassem o CO2 com a temperatura global, e isto foi feito. O assunto só ganhou ênfaseno discurso de James Hansen ao Congresso de Mudanças Climáticas em 1988.Com a criação do IPCC em 1988, que é um órgão governamental, no começo dosanos 90, o aquecimento global deixou de ser uma passagem periódica pelo períodointerglacial, e se transformou em uma campanha política fundada pela teoria que o homem éo principal culpado pelas mudanças climáticas em nível global. Desde então passou a atraira atenção da mídia, que repassava estas consequências caóticas, sem mostrar que foramem sua maioria, questionadas por cientistas considerados no assunto.
    • 41Cientistas relatam que antes da época de Bush (pai), os fundos para pesquisasrelacionadas com o clima era cera de 170 milhões de dólares por ano. A partir da gestão deBush, este recurso saltou para U$ 2 bilhões por ano e foi aumentando com o tempo. Acrítica é que estes recursos eram disponibilizados exclusivamente para pesquisas quetratassem do aquecimento global.Durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e oDesenvolvimento, a ECO 92, foi criada a CQNUMC, que estabeleceu conferênciasperiódicas entre as autoridades mundiais para a discussão de ações, que resultem numasolução para as consequências do aquecimento global causado pelo homem. Estasconferências foram denominadas COP, e tiveram início em 1995 na cidade de Berlim,capital da Alemanha.Na COP 3, realizada em Quioto, Japão, foi criado o Protocolo de Quioto,documento este, que estabeleceu um limite de emissões de GEE para os paísesindustrializados, que o assinassem e ratificassem. Hoje o Protocolo conta com 193 Partesno total. O percentual total de emissões das Partes do Anexo I é de 63,7%.O Protocolo de Quioto deu base para a criação do Mercado de Carbono, quemovimentou já no seu primeiro ano de atuação (2005), U$ 11 Bilhões, atingindo seu picomáximo de U$ 143,7 Bilhões em 2009 (Tabela 1). Cientistas não são especialistas em criarMetamercados, pois empenham seu trabalho em descobrir e criar tecnologias que venham aser usadas para o bem da humanidade. É bem provável então, que este mercado tenha sidocriado pela parte política do comitê, e políticos, visam lucro. Os dados da Tabela 1 deixaevidente o quão lucrativo é este mercado.O vídeo protagonizado por Al Gore em 2006 “Uma verdade inconveniente”, além delevar o Oscar de melhor documentário, contribuiu para que ele ganhasse metade do prêmioNobel da Paz em 2007, que foi dividido entre ele e o IPCC, presidido pelo indiano RajendraPachauri. O comitê Nobel, usou como parâmetro, os esforços de ambos para a divulgação econstrução de um maior conhecimento popular sobre a mudança climática causada pelohomem e por divulgar as soluções necessárias para esta crise.
    • 425. Considerações finais.5.1 Aspectos científicos.Diante de todos os fatos e evidências, é complicado afirmar com a intensidade quese é afirmada, que os GEE antropogênicos são a causa do aquecimento global. É maisconveniente dizer que o homem não tem a mínima parcela de culpa pelo aquecimentoglobal. Isto não quer dizer que o homem não tem o potencial de destruir a natureza, aocontrário, a raça humana tem grande poder de degradação de ecossistemas, pelaurbanização, industrialização e uso inadequado dos recursos naturais, mas no que se refereao aquecimento global, sua parcela é mínima ou nula. Este potencial antrópico dedestruição da natureza, não é negado por nenhum cientista.Desde 1909 ficou provado, que a função do vidro em uma estufa, é de aprisionar oar dentro dela mantendo-o quente, e não de refletir a radiação resultada da transformaçãodo comprimento de onda.O fenômeno de condução e convecção de calor, é uma explicação mais aceitáveldo que o efeito estufa para o aquecimento do ar próximo a superfície, pois se fosse peloefeito estufa, a temperatura deveria subir até o limite da alta troposfera, e isto não acontececonforme observado nas medições de satélite.Influências de alguns fenômenos sobre a variação de temperatura global já sãocomprovados cientificamente como o El Niño que causa um aumento de temperatura nabaixa troposfera e a La Niña que causa um resfriamento de temperatura. Oceanos são amaior reserva do CO2 atmosférico, pois quando resfriam sua superfície, absorvem CO2, domesmo modo quando se esquenta a superfície do oceano, ele tende a liberar CO2.A presença de alguns tipos de nuvens tendem a controlar a radiação entrante naTerra amenizando o clima. Estas nuvens do tipo kumulus, constituem boa parte do albedoplanetário, que é um controlador climático comprovado cientificamente.Erupções vulcânicas também já foram estudadas e descobertas as suascaracterísticas de reduzir a temperatura global devido a emissão da grande quantidade departículas de aerossóis na estratosfera.O efeito estufa também é um fator que influencia a temperatura global, porém nãoexistem fundamentos científicos comprovados, que os GEE são os causadores doaquecimento global.
    • 43A ameaça dos países baixos serem submersos pelos mares, está relacionado aexpansão térmica dos oceanos e nada tem a ver com o derretimento das geleiras. Aexpansão térmica dos oceanos é um fenômeno da ordem de séculos e até milênios. Ascalotas polares mostram uma expansão e contração natural do gelo marítimo desde 1990quando as medições por satélite começaram. Noticiários mostram com frequência o gelocaindo da borda do Ártico, mas não dizem que é um aquecimento normal naquela regiãoque ocorre todo início de primavera.As mudanças climáticas sempre aconteceram desde a formação do planeta. Aolongo da história da Terra, existiram períodos muito mais quentes e muito mais frios do queo período atual (Figura 2), essas mudanças aconteceram sem nenhuma ajuda ouintervenção humana. No século 14, há registros de que a Europa ocidental entrou em umaPequena Era do Gelo. Quadros, gravuras e ilustrações antigas, mostram o rio Tâmisa(Londres), congelado durante o inverno. Retrocedendo 8.000 anos, encontram-se períodosmais quentes do que os atuais, conhecido pelos geólogos como “O Máximo do Holoceno”,quando as temperaturas foram em torno de 2 Cº mais altas do que são hoje. Este períododurou por mais de três milênios e não foi capaz de extinguir os ursos polares.A maior parte do aumento da temperatura do século passado ocorreu antes de1940, período em que a produção industrial era insignificante, e as emissões antrópicas deGEE não correspondiam a 10% as de hoje. Depois da segunda guerra mundial, aconteceuuma expansão global da atividade industrial conhecida pelos historiadores como “BoomEconômico Pós Guerra”. Pela teoria do aquecimento global, a temperatura nesta épocadeveria ter continuado a subir, atribuído ao aumento em larga escala das atividadesindustriais, porém, o que aconteceu de fato, foi uma queda na temperatura mundial porquatro décadas, que voltou a subir, paradoxalmente, na época da recessão econômicamundial dos anos 70. Essa queda de temperatura não foi explicada pelo IPCC.Uma das consequências do aquecimento global citada pelo IPCC, é a intensificaçãode fenômenos como tempestades tropicais, ciclones, secas, causando consequênciasdrásticas como inundações urbanas e proliferação de doenças. Este argumento contradiz oslivros de meteorologia que definem como a principal causa dos fenômenos meteorológicos,a diferenciação de temperatura entre os trópicos e o pólo. Num mundo mais quente, estadiferença seria menor, logo, haveria menos tormentas. Outra séria consequência apontadapelo IPCC, é o aumento de casos de doenças transmissíveis por insetos e a migração damalária para o hemisfério norte, sendo que a maior epidemia da malária aconteceu na UniãoSoviética no século 20.
    • 44O critério usado pelo IPCC para dar maior importância ao dióxido de carbônico parao aquecimento global, é devido o CO2 ser o principal responsável pela intensificação doefeito estufa. Este critério é muito abstrato, pois não existem meios de provar que o aumentoda concentração de CO2 atmosférico é devido a emissão antrópica de GEE. O CO2 é umgás natural da atmosfera, liberado por todos os seres vivos, vulcões e oceanos, constituindoum percentual mínimo, as emissões antrópicas. Utilizando um critério mais concreto, o vapord’água é o gás mais importante para o efeito estufa, pois sua concentração atmosférica écem vezes maior do que o dióxido de carbono e seu potencial de estufa é duas vezes maior(Tabela 2).As mudanças climáticas são atribuídas por vários fatores como incidência daradiação solar principalmente, o albedo planetário, erupções vulcânicas, o transporte decalor pelos oceanos e o efeito estufa. Então são muitos fatores que podem agir em conjuntoou isoladamente e em diferentes espaços de tempo para causar uma alteração climática,por isso, é imprudência atribuir a um único fator, a culpa para o aquecimento global.5.2 Aspectos políticos.A politização do assunto começou no final dos anos 70, quando Margareth Thatchercom o objetivo de desenvolver energia nuclear, financiou pesquisas para associar a emissãode CO2 proveniente de combustíveis fósseis com o aquecimento global. As pesquisas jápartiram com um pressuposto de que emissões antrópicas de GEE causassem oaquecimento global, e parecem terem ignorado muitas teorias físicas e meteorológicas parachegar a uma conclusão positiva. Foram financiadas para isto, acusar o CO2 antrópico decausar o aquecimento global, e consequentemente culpar as indústrias consumidoras decombustíveis fósseis.Já em 1981 a teoria do aquecimento global, foi apresentada na literatura por JamesHansen e colaboradores, e recursos começaram a ser destinados para pesquisasespecíficas no assunto. Em 1988 com a criação de um órgão intergovernamental, o IPCC, oassunto ganhou repercussão mundial atraindo a atenção da mídia, que desde então, passoua divulgar notícias cada vez mais distorcidas da visão científica. Notícias cada vez maiscatastróficas em evidencia, e cientistas respeitáveis, abafados pela mídia e oprimidos pelosórgãos do governo.Uma nova geração de jornalismo foi criada, o jornalista ambiental, porém, no amplocontexto do meio ambiente, o sensacionalismo caiu sobre o assunto das mudançasclimáticas, com previsões exageradas, incertas e apocalípticas. Cientistas que se opõem a
    • 45estas teorias, não aparecem, e quando isto ocorre, ganham muito pouco destaque ecredibilidade. Parece que a mídia generalizou uma formação de opinião, desrespeitando aefemeridade do conhecimento científico, e estabeleceu uma parceria com o governo quetem seus interesses políticos.Os órgãos governamentais mundiais, desde os anos 90, analisam qualquer petiçãode fundos para pesquisas científicas cuidadosamente, e liberam os recursos, se a pesquisaobedecer ao critério de ser destinada a qualquer assunto relacionado ao aquecimentoglobal. Esta atitude dos governos está esmagando o espaço dos cientistas que tem asprovas nas mãos, de que o aquecimento global é dado por causas naturais, e o homem nãotem culpa sobre ele. O próprio senhor Molion já declarou ter sido prejudicado por estesistema em entrevista para revista ISTO É em 2007. “Eu tinha US$ 50 mil que o Programadas Nações Unidas havia repassado para fazer uma pesquisa na Amazônia e esse dinheirofoi cancelado”. (ISTO É, 2007).Para o PNUMA tomar essa atitude opressora com o professor Molion, é evidenteque estava defendendo interesses políticos. O PNUMA e o IPCC pertencem à ONU, que éum órgão político e são representados por pessoas escolhidas para defender os interessesdos seus governos. Muitos outros cientistas, de vários países, que são contra esta “teoriapolítica do aquecimento global”, relatam sofrerem a mesma opressão quando solicitamverbas para pesquisas de relevância científica. Esta tática do sistema fere totalmente a éticacientífica, que trabalha sempre visando o bem para a humanidade. Isto é um ditaduratecnológica.A partir de 1995 acontecem as Conferências entre as Partes, que em seu terceiroano 1997, elaborou o Protocolo de Quioto, que deu base para o início do Mercado deCarbono. O Mercado de Carbono, é uma metamercado bilionário, e não foi criado por acaso,surgiu a partir de uma necessidade criada pelos órgãos competentes, tendo em vista que asemissões de GEE não influenciam no aquecimento global. Necessidade esta, criada deforma semelhante como fazem os profissionais de marketing, que criam tendências demercado visando lucro.O objetivo declarado do Protocolo de Quioto foi de estabelecer limites de emissãode GEE, que são diferenciados entre as Partes levando em conta o grau de poluiçãoemitida. Deveria então cada Parte cumprir a sua meta, sem estes mecanismos deflexibilização, pois o país que polui o meio ambiente, vai sofrer os danos ambientais locais,independente de ter alcançado sua meta de redução comprando RCE.
    • 46Essas políticas de prevenção do aquecimento global, causam um efeito desastrosoàs pessoas mais pobres do mundo. Campanhas ambientalistas falam dos riscos de usarcombustíveis fósseis, mas nunca falam dos seus benefícios. O princípio da prevenção,neste caso, tira totalmente o foco da solidariedade de estabelecer maneiras de fazer chegarenergia elétrica para um terço da população mundial que é desprovida deste recurso, que éo princípio básico para uma vida digna e saudável.Sabendo que 80% da matriz energética mundial é derivada dos combustíveisfósseis, e tendo em vista que o petróleo é um produto escasso e limitado, os paísesindustrializados preocupam-se com sua estabilidade energética, e impuseram através de umprotocolo, a redução de emissões. Representantes dos países pobres africanos, declaramque este protocolo está afetando o seu desenvolvimento, junto com movimentosambientalistas fazendo a campanha de uso de energia eólica e elétrica, que não produzenergia suficiente para atender a demanda africana, continente com maior índice depobreza do mundo.Analisando no ponto de vista que as reservas atuais de petróleo são suficientespara os próximos 40 anos, o que há claramente não é uma crise climática, e sim uma criseenergética.Escândalos criminosos no Mercado de Carbono, começaram a emergir desde 2009quando empresas tentaram sonegar impostos na venda de RCE para o EU ETS acarretandoem um prejuízo de € 5 bilhões, e não pararam por aí. Em 2010 outra fraude aconteceu noMercado, quando empresas chinesas praticaram o que no Brasil é qualificado comoestelionato de primeiro grau. Produziram deliberadamente o HFC-23, com potencial deestufa 11 mil vezes maior do que o CO2, para depois destruí-lo, obtendo assim, créditos decarbono de forma corrupta. Esta fraude contabilizou um prejuízo de € 40 bilhões ao Mercadode Carbono, e resultou na proibição da liberação de RCE para mitigação de HFC-23.A Política Nacional sobre Mudança do Clima, que foi regulamentada em 2009,surgiu acompanhando a visão unilateral que as mudanças climáticas são causadas porinteração humana com o meio ambiente. Esta lei (12.187/99) fala sobre a mitigação damudança do clima, que do ponto de vista científico é impossível as mãos do homem, eestimula a criação do MBRE que já está legalizado.
    • 475.3 A farsa do aquecimento global.O clima da Terra é controlado por inúmeros fatores, internos, solares até extragalácticos, e afirmar que o dióxido de carbono controla o clima terrestre, é a maior farsa nocontexto do aquecimento global, e esta notícia ainda é divulgada disparadamente pelagrande mídia. Os proprietários dos meios de comunicação conseguiram enraizar firmementea teoria do aquecimento global causado pelo homem, de forma que as vozes da oposiçãosão severamente silenciadas, não importando o quão forte seja a prova contrária.Com toda a atenção voltada para o CO2, perde-se o foco dos reais problemas queestas mesmas indústrias causam, as automotivas por exemplo, liberam o monóxido decarbono que é um gás muito mais venenoso do que o dióxido de carbono podendo levar amorte de um indivíduo que tenha mais de 50% de CO no sistema sanguíneo.Os óxidos de enxofre que são os causadores da chuva ácida, são esquecidos comessa histeria de aquecimento global, mesmo tendo grande participação em mudançasclimáticas que são realmente causadas pelo homem, pois é difícil a ocorrência de chuvaácida natural.Recursos para o desenvolvimento de pesquisas e estratégias de reduzir a emissãode monóxido de carbono, dióxidos de enxofre e materiais particulados lançados porindústrias de carvão mineral, que causam sérias doenças respiratórias, sãodiplomaticamente desviados para as pesquisas que tratam do aquecimento global.Previsões meteorológicas de longo prazo são totalmente ineficazes, não existindoequipamentos nem tecnologia atuais que preveja o tempo com precisão por mais de cincodias, então estas previsões caóticas, são pura propaganda jornalística sem fundamentoscientíficos.As instituições de ensino devem rever o conceito de efeito estufa e a atenção dadaao aquecimento global, pois muitas estão seguindo os passos da ilusão cinematográfica, erepassando tais informações apocalípticas a respeito das mudanças climáticas, distorcendoa formação intelectual dos alunos.Que este trabalho sirva de alerta, pois é sério e apresenta evidências de granderelevância científica.
    • 486. Referências bibliográficasBrasil, decreto-lei nº 12.187 de 29 de dezembro de 2009. Institui a Política Nacional sobreMudança do Clima – PNMC e dá outras providências. Diário Oficial da União. Seção 1.Edição Extra 29/12/2009. P. 109.Callendar, G.S., The artificial production of Carbon Dioxide and its influence on climate.Quart. Jour. Roy. Met. Soc. 64, p: 223-240. (1938).Callendar, G. S.. Can Carbon Dioxide Influence Climate? Weather 4, p.310–314. (1949)CHRISTY J., My Nobel Momet. The Wall Street Journal. 01 de novembro de 2007 páginaA19.Christy.J ; Spencer R. Global Temperature Report 1978-2003, The University of Alabamain Huntsville, (2003).Douglass et al, A comparison of tropical temperature trends with model Predictions.International Journal of Climatology DOI: 10.1002/joc.1651, (2007).Fourier, J. B. Remarques Générales Sur Les Températures Du Globe Terrestre Et DesEspaces Planétaires. Annales de Chimie et de Physique 27 p.136-67.(1824).IPCC AR4/SPM, 2007. Contribution of Working Group I for the Fourth AssessmentReport (AR4), Summary for Policy Makers (SPM), WMO/UNEP, Genebra,Suiça.Jaworowski, Z., CO2: The greatest scientific scandal of our times. EIRScience, March 16, pp. 38-53. (2007).Kyoto Protocol to the United Nations Framework Convention on Climate Change,disponível em http://unfccc.int/resource/docs/convkp/kpeng.pdf (1998).LoveLock, J. E. A Vingança de Gaia (2006).Mitchel, J. F. B., The “greenhouse” effect and climate change. Reviews of Geophysics 27,1 p.115-139 (1989).
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    • 50Xavier, Maria Emília Rehder e Kerr, Américo Sansigolo. A análise do efeito estufa em textosparadidáticos e periódicos jornalísticos. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 21, n.3: p. 325-349, dez (2004).