Trabalho em Espaços Confinados Portaria 3.214/78 - NR-33 / NBR 14.787

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Trabalho em Espaços Confinados Portaria 3.214/78 - NR-33 / NBR 14.787

  1. 1. SUPERVISOR DE ENTRADA – 40 HORAS
  2. 2. O objetivo do curso de Espaços Confinados é instruir os trabalhadores a executar atividades de liberação de trabalhos em espaços confinados com segurança, atendendo os preceitos legais de forma a garantir a prevenção de acidentes, com a adoção de procedimentos e medidas de segurança. Objetivo
  3. 3. História No Mundo, apesar dos esforços para identificar os perigos dos espaços confinados e sua relação com a segurança e saúde, incidentes fatais continuam acontecendo. Dados internacionais mostram que entre dezembro de 1983 e setembro de 1993 no EUA, 25 acidentes em espaços confinados geraram 109 mortos. Outra publicação do mesmo país, em 1996, emitiu uma alerta para o resgate em espaço confinado: cerca de 60% dos mortos nestes tipos de incidentes são pessoas que agem como equipe de resgate e não tem o treinamento correto. Fonte: The National Institute of Occupational Safety Publication, 94-103, Worker Death in confined Spaces Fonte: NIOSH Alert 1986, 86-110, Request for Assistance in Preventing Occupational Fatalities in Confined Spaces
  4. 4. ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES Fonte: NIOSH Alert 1986, 86-110, Request for Assistance in Preventing Occupational Fatalities in Confined Spaces
  5. 5. ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES Fonte: NIOSH Alert 1986, 86-110, Request for Assistance in Preventing Occupational Fatalities in Confined Spaces
  6. 6. ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES
  7. 7. Espaços Confinados – Normas Aplicáveis Ministério do Trabalho; Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT; Occupational Safety and Health Administration - OSHA (Departamento de Segurança e Saúde Ocupacional – EUA); National Institute of Occupational Safety and Health - NIOSH (Instituto Nacional para Segurança e Saúde Ocupacional – EUA;
  8. 8. Espaços Confinados – Normas Aplicáveis NR 33 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados; NBR 14787/2001 – Espaço confinado – Prevenção de acidentes, procedimentos e medidas de proteção. NBR 14606/2000 – Postos de serviço – Entrada em espaço confinado. 29 CFR 1910.146 Permit-Required Confined Spaces for General Industry.
  9. 9. Espaço Confinado é qualquer área não projetada para ocupação humana. Mas o que é um Espaço Confinado ?
  10. 10. O que é um espaço confinado?
  11. 11. Definição NR-33 Qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio. Definição NBR 14787 Qualquer área não projetada para ocupação contínua, a qual tem meios limitados de entrada e saída, e na qual a ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/ enriquecimento de oxigênio que possam existir ou se desenvolverem.
  12. 12. Definição Clássica (OSHA) 29 CFR 1910.146 – Normas para a Saúde e Segurança na Indústria em geral – OSHA 1. Grande o bastante para caber uma pessoa dentro; 2. Tem meios de acesso restritos, entrada/saída; 3. Não foi projetado para ocupação contínua; 4. Possui uma configuração interna capaz de causar claustrofobia ou asfixia, e; 5. Possui agentes contaminantes agressivos à saúde e à segurança.
  13. 13. Exemplos de Espaços Confinados
  14. 14. Exemplos de Espaços Confinados: • Tanques • Caldeiras • Fornos • Sistemas de esgoto • Silos • Covas • Cisternas • Tubulações • Trincheiras • Tuneis • Dutos • Caixas
  15. 15. ENTRADA Ação pela qual as pessoas ingressam através de uma abertura para o interior de um espaço confinado. Essa ação passa a ser considerada como tendo ocorrido logo que alguma parte do corpo do trabalhador ultrapasse o plano de uma abertura do espaço confinado.
  16. 16. Para que entrar em um espaço confinado?  Limpeza e remoção de resíduos;  Inspeções das condições dos equipamentos;  Manutenção/remoção de revestimentos;  Entrada em galerias para inspeção, e reparos em linha de esgoto subterrâneo, linhas de vapor, de combustível;  Instalação, inspeção, substituição de válvulas, bombas, motores, em cisternas, poços;  Reparos, soldas e ajustes em equipamentos mecânicos;  Checagem, leitura e registro de equipamentos e manômetros;  Instalação, manutenção e checagem de cabos elétricos, sistemas de telefonia e fibras óticas;  Resgate de trabalhadores;
  17. 17. 33.1 Objetivo e Definição 33.1.1. Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação, de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.
  18. 18. 33.1.2. Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.
  19. 19. 33.2 Das Responsabilidades Cabe ao Empregador; - Indicar formalmente o responsável técnico pelo cumprimento desta norma; - Identificar os espaços confinados existentes no estabelecimento; - Identificar os riscos específicos de cada espaço confinado; - Implementar a gestão em segurança e saúde no trabalho em espaços confinados, por medidas técnicas de prevenção, administrativas, pessoais e de emergência e salvamento, de forma a garantir permanentemente ambientes com condições adequadas de trabalho;
  20. 20. Cabe ao Empregador; e) Garantir a capacitação continuada dos trabalhadores sobre os riscos, as medidas de controle, de emergência e salvamento em espaços confinados; f) Garantir que o acesso ao espaço confinado somente ocorra após a emissão, por escrito, da Permissão de Entrada e Trabalho, conforme modelo constante no anexo II desta NR; g) Fornecer às empresas contratadas informações sobre os riscos nas áreas onde desenvolverão suas atividades e exigir a capacitação de seus trabalhadores; 33.2 Das Responsabilidades
  21. 21. Cabe ao Empregador; h) Acompanhar a implementação das medidas de segurança e saúde dos trabalhadores das empresas contratadas provendo os meios e condições para que eles possam atuar em conformidade com esta NR; i) Interromper todo e qualquer tipo de trabalho em caso de suspeição de condição de risco grave e iminente, procedendo ao imediato abandono do local; j) Garantir informações atualizadas sobre os riscos e medidas de controle antes de cada acesso aos espaços confinados. 33.2 Das Responsabilidades
  22. 22. 33.2.2 Cabe aos Trabalhadores: a) Colaborar com a empresa no cumprimento desta NR; b) Utilizar adequadamente os meios e equipamentos fornecidos pela empresa; c) Comunicar ao Vigia e ao Supervisor de Entrada as situações de risco para sua segurança e saúde ou de terceiros, que sejam do seu conhecimento; d) Cumprir os procedimentos e orientações recebidos nos treinamentos com relação aos espaços confinados.
  23. 23. 33.3 Gestão de segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados 33.3.1 A gestão de segurança e saúde deve ser planejada, programada, implementada e avaliada, incluindo medidas técnicas de prevenção, medidas administrativas e medidas pessoais e capacitação para trabalho em espaços confinados.
  24. 24. 33.3.2 Medidas Técnicas de Prevenção: a) Identificar, isolar e sinalizar os espaços confinados para evitar a entrada de pessoas não autorizadas; b) Antecipar e reconhecer os riscos nos espaços confinados; c) Proceder à avaliação e controle dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos; d) Prever a implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e etiquetagem; e) Implementar medidas necessárias para eliminação ou controle dos riscos atmosféricos em espaços confinados;
  25. 25. f) Avaliar a atmosfera nos espaços confinados, antes da entrada de trabalhadores, para verificar se o seu interior é seguro; g) Manter condições atmosféricas aceitáveis na entrada e durante toda a realização dos trabalhos, monitorando, ventilando, purgando, lavando ou inertizando o espaço confinado; h) Monitorar continuamente a atmosfera nos espaços confinados nas áreas onde os trabalhadores autorizados estiverem desempenhando as suas tarefas, para verificar se as condições de acesso e permanência são seguras; 33.3.2 Medidas Técnicas de Prevenção:
  26. 26. i) Proibir a ventilação com oxigênio puro; j) Testar os equipamentos de medição antes de cada utilização; k) Utilizar equipamento de leitura direta, intrinsecamente seguro, provido de alarme, calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências de radiofreqüência. 33.3.2 Medidas Técnicas de Prevenção:
  27. 27. 33.3.2.1. Os equipamentos fixos e portáteis, inclusive os de comunicação e de movimentação vertical e horizontal, devem ser adequados aos riscos dos espaços confinados; 33.3.2.2. Em áreas classificadas os equipamentos devem estar certificados ou possuir documento contemplado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade - INMETRO. 33.3.2.3. As avaliações atmosféricas iniciais devem ser realizadas fora do espaço confinado.
  28. 28. 33.3.2.4. Adotar medidas para eliminar ou controlar os riscos de incêndio ou explosão em trabalhos a quente, tais como solda, aquecimento, esmerilhamento, corte ou outros que liberem chama aberta, faíscas ou calor. 33.3.2.5 Adotar medidas para eliminar ou controlar os riscos de inundação, soterramento, engolfamento, incêndio, choques elétricos, eletricidade estática, queimaduras, quedas, escorregamentos, impactos, esmagamentos, amputações e outros que possam afetar a segurança e saúde dos trabalhadores.
  29. 29. 33.3.3. Medidas administrativas: a) Manter cadastro atualizado de todos os espaços confinados, inclusive dos desativados, e respectivos riscos; b) Definir medidas para isolar, sinalizar, controlar ou eliminar os riscos do espaço confinado; c) Manter sinalização permanente junto à entrada do espaços confinado, conforme o Anexo I da presente norma; d) Implementar procedimento para trabalho em espaço confinado;
  30. 30. 33.3.3. Medidas administrativas: e) Adaptar o modelo de Permissão de Entrada e Trabalho, previsto no Anexo II desta NR, às peculiaridades da empresa e dos seus espaços confinados; f) Preencher, assinar e datar, em três vias, a Permissão de Entrada e trabalho antes do ingresso de trabalhadores em espaços confinados; g) Possuir um sistema de controle que permita a rastreabilidade da Permissão de Entrada e Trabalho; h) Entregar para um dos trabalhadores autorizados e ao Vigia cópia da Permissão de Entrada e Trabalho;
  31. 31. 33.3.3. Medidas administrativas: i) Encerrar a Permissão de Entrada e Trabalho quando as operações forem completadas, quando ocorrer uma condição não prevista ou quando houver pausa ou interrupção dos trabalhos; j) Manter arquivados os procedimentos e Permissões de Entrada e Trabalho por cinco anos; k) Disponibilizar os procedimentos e Permissão de Entrada e Trabalho para o conhecimento dos trabalhadores autorizados, seus representantes e fiscalização do trabalho;
  32. 32. 33.3.3. Medidas administrativas: l) Designar as pessoas que participarão das operações de entrada, identificando os deveres de cada trabalhador e providenciando a capacitação requerida; m) Estabelecer procedimentos de supervisão dos trabalhos no exterior e no interior dos espaços confinados; n) Assegurar que o acesso ao espaço confinado somente seja iniciado com acompanhamento e autorização de supervisão capacitada;
  33. 33. 33.3.3. Medidas administrativas: o) Garantir que todos os trabalhadores sejam informados dos riscos e medidas de controle existentes no local de trabalho; p) Implementar um Programa de Proteção Respiratória de acordo com a análise de risco, considerando o local, a complexidade e o tipo de trabalho a ser desenvolvido.
  34. 34. 33.3.3.1 A Permissão de entrada e Trabalho é Valida Somente para Cada Entrada. 33.3.3.2 Nos estabelecimentos onde houver espaços confinados devem ser observadas, de forma complementar a presente NR, os seguintes atos normativos: NBR 14606 – Postos de Serviço – Entrada em Espaço Confinado; e NBR 14787 – Espaço Confinado – Prevenção de.Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção, bem como suas alterações posteriores.
  35. 35. 33.3.3.3 O procedimento para trabalho deve contemplar, no mínimo: objetivo, campo de aplicação, base técnica, responsabilidades, competências, preparação, emissão, uso e cancelamento da Permissão de Entrada e Trabalho, capacitação para os trabalhadores, análise de risco e medidas de controle. 33.3.3.4 Os procedimentos para trabalho em espaços confinados e a Permissão de Entrada e Trabalho devem ser avaliados no mínimo uma vez ao ano e revisados sempre que houver alteração dos riscos, com a participação do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA.
  36. 36. 33.3.3.5 Os procedimentos de entrada em espaços confinados devem ser revistos quando a ocorrência de qualquer uma das circunstâncias abaixo: a) Entrada não autorizada num espaço confinado; b) Identificação de riscos não descritos na Permissão de Entrada e Trabalho; c) Acidente, incidente ou condição não prevista durante a entrada; d) Qualquer mudança na atividade desenvolvida ou na configuração do espaço confinado; e) Solicitação do SESMT ou da CIPA; f) Identificação de condição de trabalho mais segura.
  37. 37. 33.3.4.1 Todo trabalhador designado para trabalhos em espaços confinados deve ser submetido a exames médicos específicos para a função que irá desempenhar, conforme estabelecem as NRs 07 e 31, incluindo os fatores de riscos psicossociais com a emissão do respectivo Atestado de Saúde Ocupacional - ASO. 33.3.4.2 Capacitar todos os trabalhadores envolvidos, direta ou indiretamente com os espaços confinados, sobre seus direitos, deveres, riscos e medidas de controle, conforme previsto no item 33.3.5.
  38. 38. 33.3.4.3 O número de trabalhadores envolvidos na execução dos trabalhos em espaços confinados deve ser determinado conforme a análise de risco. 33.3.4.4 É vedada a realização de qualquer trabalho em espaços confinados de forma individual ou isolada.
  39. 39. 33.3.4.5 O Supervisor de Entrada deve desempenhar as seguintes funções: a) Emitir a Permissão de Entrada e Trabalho antes do início das atividades; b) Executar os testes, conferir os equipamentos e os procedimentos contidos na Permissão de Entrada e Trabalho; c) Assegurar que os serviços de emergência e salvamento estejam disponíveis e que os meios para acioná-los estejam operantes; d) Cancelar os procedimentos de entrada e trabalho quando necessário; e) Encerrar a Permissão de Entrada e Trabalho após o término dos serviços.
  40. 40. 33.3.4.6 O Supervisor de Entrada pode desempenhar a função de Vigia.
  41. 41. 33.3.4.7 O Vigia deve desempenhar as seguintes funções: a) Manter continuamente a contagem precisa do número de Trabalhadores autorizados no espaço confinado e assegurar que todos saiam ao término da atividade; b) Permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em contato permanente com os trabalhadores autorizados; c) Adotar os procedimentos de emergência, acionando a equipe de salvamento, pública ou privada, quando necessário; d) Operar os movimentadores de pessoas; e) Ordenar o abandono do espaço confinado sempre que reconhecer algum sinal de alarme, perigo, sintoma, queixa, condição proibida, acidente, situação não prevista ou quando não puder desempenhar efetivamente suas tarefas, nem ser substituído por outro Vigia.
  42. 42. 33.3.4.8 O Vigia não poderá realizar outras tarefas que possam comprometer o dever principal que é o de monitorar e proteger os trabalhadores autorizados; 33.3.4.9 Cabe ao empregador fornecer e garantir que todos os trabalhadores que adentrarem em espaços confinados disponham de todos os equipamentos para controle de riscos, previstos na Permissão de Entrada e Trabalho.
  43. 43. 33.3.4.10. Em caso de existência de Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde - Atmosfera IPVS –, o espaço confinado somente pode ser adentrado com a utilização de máscara autônoma de demanda com pressão positiva ou com respirador de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar para escape. 33.3.5 – Capacitação para trabalhos em espaços confinados 33.3.5.1 É vedada a designação para trabalhos em espaços confinados sem a prévia capacitação do trabalhador.
  44. 44. 33.3.5.2 O empregador deve desenvolver e implantar programas de capacitação sempre que ocorrer qualquer das seguintes situações: a) Mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho; b) Algum evento que indique a necessidade de novo treinamento; c) Quando houver uma razão para acreditar que existam desvios na utilização ou nos procedimentos de entrada nos espaços confinados ou que os conhecimentos não sejam adequados.
  45. 45. 33.3.5.3 Todos os trabalhadores autorizados e Vigias devem receber capacitação periodicamente, a cada doze meses.
  46. 46. 33.3.5.4 A capacitação deve ter carga horária mínima de dezesseis horas, ser realizada dentro do horário de trabalho, com conteúdo programático de: a) Definições; b) Reconhecimento, avaliação e controle de riscos; c) Funcionamento de equipamentos utilizados; d) Procedimentos e utilização da Permissão de Entrada e Trabalho; e) Noções de resgate e primeiros socorros.
  47. 47. 33.3.5.5 A capacitação dos Supervisores de Entrada deve ser realizada dentro do horário de trabalho, com conteúdo programático estabelecido no subitem 33.3.5.4, acrescido de: a) Identificação dos espaços confinados; b) Critérios de indicação e uso de equipamentos para controle de riscos; c) Conhecimentos sobre práticas seguras em espaços confinados; d) Legislação de segurança e saúde no trabalho; f) Programa de proteção respiratória; g) Área classificada; h) Operações de salvamento.
  48. 48. 33.3.5.6 Todos os Supervisores de Entrada devem receber capacitação específica, com carga horária mínima de quarenta horas. 33.3.5.7 Os instrutores designados pelo responsável técnico, devem possuir comprovada proficiência no assunto.
  49. 49. 33.3.5.8 Ao término do treinamento deve-se emitir um certificado contendo o nome do trabalhador, conteúdo programático, carga horária, a especificação do tipo de trabalho e espaço confinado, data e local de realização do treinamento, com as assinaturas dos instrutores e do responsável técnico. 33.3.5.8.1 Uma cópia do certificado deve ser entregue ao trabalhador e a outra cópia deve ser arquivada na empresa.
  50. 50. 33.4 Emergência e Salvamento 33.4.1 O empregador deve elaborar e implementar procedimentos de emergência e resgate adequados aos espaços confinados incluindo, no mínimo:
  51. 51. a) Descrição dos possíveis cenários de acidentes, obtidos a partir da Análise de Riscos; b) Descrição das medidas de salvamento e primeiros socorros a serem executadas em caso de emergência; c) Seleção e técnicas de utilização dos equipamentos de comunicação, iluminação de emergência, busca, resgate, primeiros socorros e transporte de vítimas; d) Acionamento de equipe responsável, pública ou privada, pela Execução das medidas de resgate e primeiros socorros para cada serviço a ser realizado; e) Exercício simulado anual de salvamento nos possíveis cenários de acidentes em espaços confinados.
  52. 52. 33.4.2. O pessoal responsável pela execução das medidas de salvamento deve possuir aptidão física e mental compatível com a atividade a desempenhar. 33.4.3. A capacitação da equipe de salvamento deve contemplar todos os possíveis cenários de acidentes identificados na análise de risco.
  53. 53. 33.5. Disposições Gerais; 33.5.1. O empregador deve garantir que os trabalhadores possam interromper suas atividades e abandonar o local de trabalho, sempre que suspeitarem da existência de risco grave e iminente para sua segurança e saúde ou a de terceiros. 33.5.2 São solidariamente responsáveis pelo cumprimento desta NR os contratantes e contratados.
  54. 54. 33.5.3 É vedada a entrada e a realização de qualquer trabalho em espaços confinados sem a emissão da Permissão de Entrada e Trabalho. ANEXO I – SINALIZAÇÃO Sinalização para identificação de espaço confinado
  55. 55. ANEXO II - Permissão de Entrada e Trabalho - PET
  56. 56. ANEXO III – Glossário Abertura de linha: abertura intencional de um duto, tubo, linha, tubulação que está sendo utilizada ou foi utilizada para transportar materiais tóxicos, inflamáveis, corrosivos, gás, ou qualquer fluido em pressões ou temperaturas capazes de causar danos materiais ou pessoais visando a eliminar energias perigosas para o trabalho seguro em espaços confinados. Alívio: o mesmo que abertura de linha. Análise Preliminar de Risco (APR): avaliação inicial dos riscos potenciais, suas causas, conseqüências e medidas de controle. Área Classificada: área potencialmente explosiva ou com risco de explosão. Atmosfera IPVS - Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde: qualquer atmosfera que apresente risco imediato à vida ou produza imediato efeito debilitante à saúde.
  57. 57. ANEXO III – Glossário Atmosfera IPVS - Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde: qualquer atmosfera que apresente risco imediato à vida ou produza imediato efeito debilitante à saúde. Avaliações iniciais da atmosfera: conjunto de medições preliminares realizadas na atmosfera do espaço confinado. Base técnica: conjunto de normas, artigos, livros, procedimentos de segurança de trabalho, e demais documentos técnicos utilizados para implementar o Sistema de Permissão de Entrada e Trabalho em espaços confinados. Bloqueio: dispositivo que impede a liberação de energias perigosas tais como: pressão, vapor, fluidos, combustíveis, água e outros visando à contenção de energias perigosas para trabalho seguro em espaços confinados.
  58. 58. ANEXO III – Glossário Chama aberta: mistura de gases incandescentes emitindo energia, que é também denominada chama ou fogo. Condição IPVS: Qualquer condição que coloque um risco imediato de morte ou que possa resultar em efeitos à saúde irreversíveis ou imediatamente severos ou que possa resultar em dano ocular, irritação ou outras condições que possam impedir a saída de um espaço confinado. Contaminantes: gases, vapores, névoas, fumos e poeiras presentes na atmosfera do espaço confinado. Deficiência de Oxigênio: atmosfera contendo menos de 20,9 % de oxigênio em volume na pressão atmosférica normal, a não ser que a redução do percentual seja devidamente monitorada e controlada.
  59. 59. ANEXO III – Glossário Engolfamento: é o envolvimento e a captura de uma pessoa por líquidos ou sólidos finamente divididos. Enriquecimento de Oxigênio: atmosfera contendo mais de 23% de oxigênio em volume. Etiquetagem: colocação de rótulo num dispositivo isolador de energia para indicar que o dispositivo e o equipamento a ser controlado não podem ser utilizados até a sua remoção. Faísca: partícula candente gerada no processo de esmerilhamento, polimento, corte ou solda. Gestão de segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados: conjunto de medidas técnicas de prevenção, administrativas, pessoais e coletivas necessárias para garantir o trabalho seguro em espaços confinados.
  60. 60. ANEXO III – Glossário Inertização: deslocamento da atmosfera existente em um espaço confinado por um gás inerte, resultando numa atmosfera não combustível e com deficiência de oxigênio. Intrinsecamente Seguro: situação em que o equipamento não pode liberar energia elétrica ou térmica suficientes para, em condições normais ou anormais, causar a ignição de uma dada atmosfera explosiva, conforme expresso no certificado de conformidade do equipamento. Lacre: braçadeira ou outro dispositivo que precise ser rompido para abrir um.equipamento. Leitura direta: dispositivo ou equipamento que permite realizar leituras de contaminantes em tempo real.
  61. 61. ANEXO III – Glossário Medidas especiais de controle: medidas adicionais de controle necessárias para permitir a entrada e o trabalho em espaços confinados em situações peculiares, tais como trabalhos a quente, atmosferas IPVS ou outras. Ordem de Bloqueio: ordem de suspensão de operação normal do espaço confinado. Ordem de Liberação: ordem de reativação de operação normal do espaço confinado. Oxigênio puro: atmosfera contendo somente oxigênio (100%). Proficiência: competência, aptidão, capacitação e habilidade aliadas à experiência.
  62. 62. ANEXO III – Glossário Programa de Proteção Respiratória: conjunto de medidas práticas e administrativas necessárias para proteger a saúde do trabalhador pela seleção adequada e uso correto dos respiradores. Purga: método de limpeza que torna a atmosfera interior do espaço confinado isenta de gases, vapores e outras impurezas indesejáveis através de ventilação ou lavagem com água ou vapor. Quase-acidente: qualquer evento não programado que possa indicar a possibilidade de ocorrência de acidente. Responsável Técnico: profissional habilitado para identificar os espaços confinados existentes na empresa e elaborar as medidas técnicas de prevenção, administrativas, pessoais e de emergência e resgate.
  63. 63. ANEXO III – Glossário Risco Grave e Iminente: Qualquer condição que possa causar acidente de trabalho ou doença profissional com lesão grave à integridade física do trabalhador. Riscos psicossociais: influência na saúde mental dos trabalhadores, provocada pelas tensões da vida diária, pressão do trabalho e outros fatores adversos. Salvamento: procedimento operacional padronizado, realizado por equipe com conhecimento técnico especializado, para resgatar e prestar os primeiros socorros a trabalhadores em caso de emergência. Sistema de Permissão de Entrada em Espaços Confinados: procedimento escrito para preparar uma Permissão de Entrada e Trabalho (PET).
  64. 64. ANEXO III – Glossário Supervisor de Entrada: pessoa capacitada para operar a permissão de entrada com responsabilidade para preencher e assinar a Permissão de Entrada e Trabalho (PET) para o desenvolvimento de entrada e trabalho seguro no interior de espaços confinados. Trabalhador autorizado: trabalhador capacitado para entrar no espaço confinado, ciente dos seus direitos e deveres e com conhecimento dos riscos e das medidas de controle existentes. Trava: dispositivo (como chave ou cadeado) utilizado para garantir isolamento de dispositivos que possam liberar energia elétrica ou mecânica de forma acidental. Vigia: trabalhador designado para permanecer fora do espaço confinado e que é responsável pelo acompanhamento, comunicação e ordem de abandono para os trabalhadores. PUBLICADA NO DOU Nº 247, DE 27/12/2006, SEÇÃO 1, PÁGINA 144.
  65. 65. Avaliação de Riscos Definições Principais : RISCO: É o binômio (freqüência x conseqüência). Existem eventos de freqüência baixa, mas de conseqüências severas assim como outros de freqüência elevada, porém de conseqüências leves. PERIGO: É algo inerente, não da para dissociar. É uma propriedade intrínseca. Exemplo: uma cobra venenosa terá sempre o perigo de seu veneno, assim como o a gasolina tem o perigo da inflamabilidade. O Risco é a materialização do perigo, ou seja, uma cobra venenosa fora de seu habitat torna-se um Risco elevado, podendo materializar o seu perigo inerente, assim como a gasolina mal armazenada pode tornar-se um Risco elevado, podendo materializar uma explosão e/ou um incêndio.
  66. 66. Reconhecimento de Riscos O reconhecimento de riscos é fundamental na segurança dos trabalhadores de espaços confinados. O planejamento é a peça que garante a entrada e saída do trabalhador sem que ocorram problemas ou falhas. É por isso que se faz necessário aplicar uma técnica de Análise de Risco Qualitativa.
  67. 67. Principais Etapas: Identificação de Riscos; Controle dos Riscos; Permissões de Entrada; Equipamentos Especiais; Designação de Função; Testes e Monitoramento; Procedimentos de Emergência; Treinamento; Revisão;
  68. 68. Check-list Presença de Contaminantes no ar; Poder de Contaminação dos Resíduos Líquidos e Sólidos; Áreas de Ventilação existentes; Excesso ou Deficiências de Oxigênio; Risco de Explosão/Inflamabilidade; Riscos Radioativos ou Químicos; Riscos de Entrada e Saída do Compartimento; Equipamentos que devem ser desligados para a segurança do trabalhador; Reconhecimento de Riscos
  69. 69. Riscos em Espaços Confinados Riscos Atmosféricos; Riscos Ocupacionais; Riscos Físico; Riscos Químicos; Riscos Biológicos; Riscos Ergonômicos; Riscos Mecânicos ou Acidentes;
  70. 70. Riscos em Espaços Confinados Riscos Atmosféricos; Atmosferas com Deficiência de Oxigênio; Atmosferas Rica em Oxigênio; Atmosferas Inflamáveis; Atmosferas Tóxicas;
  71. 71. Riscos Atmosféricos Atmosfera pobre em Oxigênio; Atmosfera com menos de 19,5% de oxigênio em volume. Atmosfera rica em Oxigênio; Atmosfera com mais de 23% de oxigênio em volume. Padrões de ar respirável são definidos pela NBR 12543/1999
  72. 72. Riscos Atmosféricos • Deslocamento do ar / inertização; • Decomposição de matéria orgânica por microorganismos (fermentação); • Combustão; • Substâncias sujeitas a oxidação; • Gases que reagem com oxigênio; SITUAÇÕES QUE PODEM PROVOCAR A DEFICIÊNCIA DE OXIGÊNIO
  73. 73. Riscos Atmosféricos SITUAÇÕES ONDE HÁ EXCESSO DE OXIGÊNIO Apesar de ser elemento essencial para a maioria dos seres vivos, oxigênio pode ser tóxico em elevadas concentrações. O ozônio é tóxico e deve ser manipulado com as devidas precauções. Outro perigo potencial de ambiente com excesso de oxigênio é a facilidade de combustão ou mesmo explosão de materiais combustíveis.
  74. 74. Riscos Atmosféricos Oxigênio por volume Resultado da Condição/Efeito em Humanos 23% ou mais Oxigênio Enriquecido, risco excessivo de incêndio; 23.0% Nível máximo de segurança: NR33; 20.9% Concentração de Oxigênio de “Ar normal”; 19.5% Nível Mínimo de Segurança: OSHA, NIOSH; 16% Desorientação, julgamento e respiração falho; 14% Falha de Julgamento e Fadiga; 8% Falha de Memória, desmaio; 6% Dificuldade em respirar, morte em poucos minutos.
  75. 75. Riscos Atmosféricos Atmosferas com Gases Tóxicos A concentração atmosférica de qualquer substância cujo Limite de Tolerância seja publicado na NR-15 ou em norma mais restritiva (ACGIH) e que possa resultar na exposição do trabalhador acima desse Limite de Tolerância.
  76. 76. Riscos Atmosféricos MONÓXIDO DE CARBONO - COMONÓXIDO DE CARBONO - CO O Monóxido de Carbono (CO) é um gás levemente inflamável, incolor, inodoro e muito perigoso devido à sua grande toxicidade. É produzido pela queima em condições de pouco oxigênio (combustão incompleta) e/ou alta temperatura de carvão ou outros materiais ricos em carbono, como derivados de petróleo. Foi utilizado na Segunda Guerra Mundial para o a eliminação sistemática daqueles alemães que os nazistas consideravam "indignos de viver" devido a alguma deficiência física ou mental.
  77. 77. Riscos Atmosféricos MONÓXIDO DE CARBONO - COMONÓXIDO DE CARBONO - CO Por não possuir odor e cor este nocivo gás pode permanecer por muito tempo em ambientes confinados sem que o ser humano tome providências de ventilar ou exaurir o local e conseqüentemente, em caso de entrada nestes locais, poderemos ter conseqüências danosas ao homem. Em concentrações superiores ao seu LIMITE DE TOLERÂNCIA que é de 39 ppm, poderemos ter como efeitos: • DOR DE CABEÇA (200 PPM); • PALPITAÇÃO (1000 - 2000 PPM); • INCONSCIÊNCIA (2000 - 2500 PPM); • MORTE (4000 PPM).
  78. 78. Riscos Atmosféricos EFEITOS DO GÁS SULFÍDRICO - H2SEFEITOS DO GÁS SULFÍDRICO - H2S Um dos mais temidos agentes de riscos encontrados em alguns campos de petróleo é o H2S. Também conhecido por: Gás Sulfídrico, Gás de Ovo Podre, Gás de Pântano, etc.
  79. 79. Riscos Atmosféricos EFEITOS DO GÁS SULFÍDRICO - H2SEFEITOS DO GÁS SULFÍDRICO - H2S Pode originar-se de várias fontes e muitas vezes é resultante de processos de biodegradação. Por exemplo, a decomposição de matéria orgânica vegetal e animal. Este gás já foi o responsável por diversos acidentes, sendo alguns deles fatais, pois é extremamente tóxico e inflamável, exigindo vigilância permanente e um plano de controle de emergência específico.
  80. 80. Riscos Atmosféricos EFEITOS DO GÁS SULFÍDRICO - H2SEFEITOS DO GÁS SULFÍDRICO - H2S Em algumas plataformas os empregados mantêm máscaras de fuga, presas a sua cintura durante as 24 horas do dia e disponíveis para uso a qualquer momento . Na indústria do petróleo o H2S poderá estar presente nos reservatórios de petróleo e nos campos onde há injeção de água do mar. Pode ser resultante de mecanismos de dissolução de sulfetos minerais, da decomposição de compostos orgânicos sulfurados etc.
  81. 81. Riscos Atmosféricos EFEITOS DO GÁS SULFÍDRICO - H2SEFEITOS DO GÁS SULFÍDRICO - H2S Características; Muito tóxico; Incolor; Mais pesado que o ar; Tem odor de ovo podre a baixas concentrações, mas inibe o sentido do olfato em concentrações elevadas; Forma misturas explosivas com o ar; Ataca o aço e selos de borracha rapidamente; Também conhecido como gás sulfídrico e sulfeto de hidrogênio;
  82. 82. Riscos Atmosféricos EFEITOS DO GÁS SULFÍDRICO - H2SEFEITOS DO GÁS SULFÍDRICO - H2S Principais efeitos do H2S Este é um dos piores agentes ambientais agressivos ao ser humano, justamente pelo fato de que em concentrações médias e acima, o nosso sistema olfativo não consegue detectar a sua presença. Em concentrações superiores a 8,0 ppm (partes do gás por milhões de partes de ar) - que é o seu LIMITE DE TOLERÂNCIA, o gás sulfídrico causa: • IRRITAÇÕES (50 - 100 PPM); • PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS (100 - 200 PPM); • INCONSCIÊNCIA (500 A 700 PPM); • MORTE (ACIMA DE 700 PPM).
  83. 83. Nitrogênio é um gás inerte, não tóxico, sem odor, sem cor, sem sabor. Não é inflamável. A exposição ao N2 em um ambiente pode ser fatal, pois ele é um agente supressor e desloca o O2 completamente. Na ausência de O2 perde-se o sinal para o cérebro, que é o estímulo para a respiração. Na sua falta, ocorre ASFIXIA. NITROGÊNIO: amigo ou inimigo?NITROGÊNIO: amigo ou inimigo? Riscos Atmosféricos
  84. 84. Riscos Atmosféricos Limite Inferior de Inflamabilidade É a mínima concentração de uma mistura, com o ar atmosférico, capaz de provocar a combustão do produto, a partir do contato com uma fonte de ignição. Limite Superior de Inflamabilidade É a máxima concentração de uma mistura como ar atmosférico, capaz de provocar a combustão do produto, a partir de uma fonte de ignição.
  85. 85. Riscos Atmosféricos Limite de Explosividade para pós; LIE situa-se entre 20 g/m³ e 60 g/m³ LSE situa-se entre 2 kg/m³ e 6 kg/m³ Ventilação / difusão não dilui as nuvens de poeira
  86. 86. Poeira combustível viável em uma concentração que se encontre ou exceda o Limite Inferior de Explosividade LIE ou Lower Explosive Limit LEL); NOTA: Esta concentração pode ser estimada pela observação da condição na qual a poeira obscureça a visão numa distância de 1,5m ou menos. * (Aguardar parecer de especialistas) Riscos Atmosféricos
  87. 87. Riscos Atmosféricos Gás/Vapor ou névoa inflamável em concentrações superiores a 10% do seu Limite Inferior de Explosividade LIE ou Lower Explosive Limit LEL; Riscos Atmosféricos Mistura Rica Combustível Mistura Ideal Ar Mistura Pobre 10% do LIE é o permitido pela OSHA LIE LE LSE
  88. 88. Conceito: Riscos Ambientais são os agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes presentes nos ambientes de trabalho, capazes de produzir dano à saúde do trabalhador, quando superados os respectivos limites de tolerância. Estes limites são fixados em razão da natureza, concentração ou intensidade do agente e tempo de exposição. Todavia, não podemos adotá-los como valores rígidos entre condição segura e capaz de gerar alguma doença, devido à suscetibilidade individual, ou seja, para o higienista os limites devem ser encarados como valores referenciais. RISCOS OCUPACIONAIS
  89. 89. GRUPO 1 GRUPO 2 GRUPO 3 GRUPO 4 GRUPO 5 VERDE VERMELHO MARROM AMARELO AZUL FÍSICO QUÍMICO BIOLÓGICO ERGONÔMICO ACIDENTE Ruído Poeiras Vírus Esforço físico intenso Arranjo físico inadequado Vibrações Fumos Bactérias Levantamento e transporte manual de cargas Máquinas e equipamentos sem proteção Radiações Ionizantes Névoas Protozoários Exigência de postura Inadequada Ferramenta inadequada ou defeituosa Radiações não Ionizantes Neblinas Parasitas Controle rígido de produtividade Iluminação inadequada Frio Gases Bacilos Imposição de ritmos expressivos Eletricidade Calor Vapores --------------- Trabalho em turno e noturno Probabilidade de incêndio ou explosão Pressões Anormais Substâncias, compostos ou produtos químicos em geral --------------- Jornada de trabalho prolongada Armazenamento inadequado Umidade --------------- --------------- Monotonia e repetitividade Animais Peçonhentos --------------- --------------- --------------- Outras situações causadoras de “stress” físico e/ou psíquico Outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes
  90. 90. Agentes Físicos: • Temperaturas Extremas (calor/Frio); • Umidade; • Ruído; • Vibrações; • Radiação Ionizantes; • Radiação não Ionizante; • Pressões Anormais; RISCOS OCUPACIONAIS
  91. 91. • Agentes Químicos:  Gases;  Vapores;  Fumos;  Poeiras;  Névoas; RISCOS OCUPACIONAIS
  92. 92. RISCOS OCUPACIONAIS Agentes Biológicos:  Serviço em Esgotos, túneis ou locais de transporte de água contaminada e minas subterrâneas;  Contato ou inalação de aerodispersóides líquidos ou sólidos;  Mordida de alguns bichos, ratos e vetores biológicos como moscas e mosquitos;  Ingestão de água ou Alimento contaminado;  Algas, Fungos, Vírus, protozoários, Bactérias e Verme;
  93. 93. RISCOS OCUPACIONAIS Agentes Biológicos: Doenças como;  Tuberculose;  Tétano;  Doenças de Chagas;  Dengue;  Raiva, Malária e Febre Tifóide e febre Amarela;
  94. 94. RISCOS ERGONÔMICOS  Esforço físico intenso;  Levantamento e transporte manual de peso;  Exigência de postura inadequada;  Controle rígido da produtividade;  Imposição de ritmos excessivos;  Trabalho em turno e noturno;  Jornadas de trabalho prolongadas;  Monotonia e repetitividade ou outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico.
  95. 95. RISCOS MECÂNICOS OU ACIDENTES;  Arranjo físico inadequado;  Máquinas e equipamentos sem proteção;  Ferramentas inadequadas ou defeituosas;  Iluminação inadequada;  Eletricidade;  Probabilidade de incêndio ou explosão; Armazenamento inadequado; Animais peçonhentos;
  96. 96. • Conceitos de Contaminações:  Aguda  Crônica  Local  Sistêmica.
  97. 97. Vias de Absorção; Ação Cutânea (pele); Ingestão (gastrointestinal); Inalação (respiração);
  98. 98. Ação Cutânea  Epiderme  Derme  Subcutânea É responsável por 8% das contaminações!
  99. 99. Ingestão  Diversos órgãos envolvidos.  Ocorre por descuido ou acidente É responsável por 2% das contaminações!
  100. 100. Inalação  Diversos órgãos envolvidos pulmões).  Contaminação extremamente rápida! É responsável por 90% das contaminações!
  101. 101. IPVSIPVS Atmosfera IPVS - Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde: Qualquer atmosfera que apresente risco imediato à vida ou produza imediato efeito debilitante à saúde.
  102. 102. IPVS (IDLH)IPVS (IDLH) Qualquer condição que cause uma ameaça imediata à vida; Que possa causar efeitos adversos irreversíveis à saúde; Interfira com a habilidade dos indivíduos para escapar de um espaço confinado. CONDIÇÃO IPVS
  103. 103. Engolfamento Engolfamento / envolvimento – NBR 14787 Condição que uma substância sólida ou líquida, finamente dividida e flutuante na atmosfera, possa envolver uma pessoa e, no processo de inalação, possa causar inconsciência ou morte por asfixia.
  104. 104. Engolfamento Engolfamento – NR-33; É a captura de uma pessoa por líquidos ou sólidos finamente divididos que possam ser aspirados causando a morte por enchimento ou obstrução do sistema respiratório, ou que possa exercer força suficiente no corpo para causar morte por estrangulamento, constrição ou esmagamento.
  105. 105. Envolvimento por efeito funil Engolfamento
  106. 106. 1. Formação de Bolsão de ar 2. O piso cede sob o peso dos trabalhadores 3. Os trabalhadores são envolvidos pelo material particulado Engolfamento
  107. 107. Em cerca de 20 segundos a vítima estará totalmente envolvida. Engolfamento A morte virá em poucos minutos.
  108. 108. Trabalhador envolvido por líquido. Engolfamento
  109. 109. Como Reduzir os Riscos ? Se o Risco é o quociente entre o Perigo e as medidas preventivas, então na medida em que programamos as medidas preventivas estamos reduzindo o risco! R = ________Perigo_________ Medidas Preventivas E o que são medidas preventivas? As medidas preventivas se iniciam num bom projeto das instalações, passando por um programa de inspeções periódicas, manutenção preventiva; treinamento das equipes; procedimentos de operação, etc. ...
  110. 110. Análise Preliminar de Risco;  Identificar os riscos;  Eliminar os riscos;  Não sendo possível eliminar, controle os riscos; (Ex.: através do treinamento e conscientização dos trabalhadores).
  111. 111. ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO APR : Tabela de Freqüência de Ocorrência deve conter : Categoria, Denominação, Descrição Podem ser Classificadas desta forma (exemplo) : A - Extremamente Remota -Conceitualmente possível, mas extremamente improvável de ocorrer durante a vida útil do processo/instalação. B - Remota - Não esperado ocorrer durante a vida útil do Processo/instalação C - Improvável -Pouco provável de ocorrer durante a vida útil do Processo/instalação. D - Provável - Esperado ocorrer até uma vez durante a vida útil do processo/instalação. E - Freqüente -Esperado ocorrer várias vezes durante a vida útil do Processo/instalação. Fonte: MORGADO, C.R.V; “Gerência de riscos” Rio de Janeiro: SEGRAC – Núcleo de Pesquisa em Engenharia de Segurança, Gerenciamento de Riscos e Acessibilidade na UFRJ, 2000.
  112. 112. APR : Tabela de Conseqüências e grau de atividade de riscos deve conter : Descrição, Características dos Riscos analisados. Exemplo: I - Desprezível -Sem danos ou danos insignificantes aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meio ambiente; Não ocorrem lesões/mortes de funcionários, de terceiros (Não funcionários) e/ou pessoas (indústrias e comunidade); o máximo que pode ocorrer são casos de primeiros socorros ou tratamento médico menor. II -Marginal -Danos leves aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meio ambiente (os danos materiais são controláveis e/ou de baixo custo de reparo); Lesões leves em funcionários, terceiros e/ou em pessoas.
  113. 113. Análise Preliminar de Riscos APR : Tabela de Conseqüências e grau de atividade de riscos deve conter : Descrição, Características dos Riscos analisados. Exemplo: III -Crítica -Danos severos aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meio ambiente; Lesões de gravidade moderada em funcionários, em terceiros e/ou em pessoas (probabilidade remota de morte de funcionários e/ou de terceiros); Exige ações corretivas imediatas para evitar seu desdobramento em catástrofe. IV - Catastrófica - Danos irreparáveis aos equipamentos, à propriedade e/ou ao meio ambiente (reparação lenta ou impossível); Provoca mortes ou lesões graves
  114. 114. Análise Preliminar de Riscos APR : Ao cruzar as informações das duas tabelas anteriores, obtemos a matriz de risco. Os riscos neste caso podem ser classificados como: 1– Desprezível 2– Menor 3 – Moderado 4- Sério 5- Crítico Cada empresa deve no final, ter seu mapeamento de riscos, sua freqüência de riscos e seu plano de ação. Itens A B C D E IV 2 3 4 5 5 III 1 2 3 4 5 II 1 1 2 3 4 I 1 1 1 2 3
  115. 115. A NBR 14.787 – “Espaços Confinados – Prevenção de Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção” e a NBR 14.606 – “Posto de Serviço. Entrada em Espaço Confinado” definem grande parte das medidas de controle e prevenção. Soluções práticas e baratas para diminuir os riscos através de controles simples: Isolamento Lockout (Travamento) Tagout (Etiquetamento)
  116. 116. Isolando o Espaço de Todos os Perigos Fechando Válvulas Drenando linhas, ou Raqueteando flanges Esvaziando o espaço Despressurizando, ventilando e drenando Controle de energia de Equipamentos Fontes Elétricas Partes móveis Materiais perigosos Espaço limpo de resíduos;
  117. 117. Lockout / Tagout
  118. 118. Lockout e Tagout (ou simplesmente lock – travas e tag - etiquetas): São dois métodos de segurança que são usados na indústria para garantir que máquinas perigosas são desligadas corretamente e não são religadas durante uma manutenção ou serviço. Eles partem do princípio que a fonte de energia do perigo está isolada e fora de operação antes de qualquer procedimento ser iniciado. No Brasil, uma trava pode ser selecionada por sua cor, forma ou tamanho e é usada para designar um dispositivo padrão de segurança. Nunca deve existir duas chaves para uma mesma trava. A trava e a etiqueta são dispositivos pessoais e só devem ser retiradas pela pessoa que as instalou, com exceção dos casos na qual o supervisor dos serviços por motivos relevantes autoriza outro a retirar a proteção quando os serviços estão concluídos.
  119. 119. Lockout /Tagout O controlador de riscos deve se preocupar em visitar diversas áreas da planta a fim de isolar todos os dispositivos que efetivamente ameaçam a segurança do trabalhador ao efetuar as operações necessárias dentro do espaço confinado. Alguns serviços impedem o uso de Lockout. Operações em linhas pressurizadas de gás, água ou produtos de petróleo nas quais existem estas condições, normalmente não são paralisados; Continuidade dos serviços é essencial; Desligar ou desativar o sistema não é uma opção possível; O trabalhador segue políticas, procedimentos e documentações da própria empresa na qual existe efetiva proteção do trabalhador e existam garantias de sua segurança.
  120. 120. Tipos de Lockout Cadeado de Interruptor de Circuito Cadeado de Fusível
  121. 121. Tipos de Lockout Travas de Plug Travas de Interruptor de Parede
  122. 122. Travas para válvula esférica de bloqueio
  123. 123. Duplo Bloqueio e Drenagem
  124. 124. Controle de Riscos DISPOSITIVO DE BLOQUEIO DE DISJUNTORES
  125. 125. Controle de Riscos
  126. 126. MONITORAMENTO DOS RISCOS ATMOSFÉRICOS Equipamento que permite a monitoramento de vários gases e vapores ao mesmo tempo, principalmente os explosivos.
  127. 127. Sistemas de Tubos Reagentes Equipamentos que permitem a rápida identificação do produto envolvido. Sistema eficiente e prático. MONITORAMENTO DOS RISCOS ATMOSFÉRICOS
  128. 128. • Equipamento eletrônicos para medição de concentração de gases e vapores tóxicos. MONITORAMENTO DOS RISCOS ATMOSFÉRICOS
  129. 129. As medições devem ser realizadas em vários pontos devido à densidade dos gases tóxicos. Ch4 = 0,55 CO = 0,97 Ar = 1,00 H2S = 1,19 Gasolina = 3,4 MEDIÇÕES EM DIFERENTES NÍVEIS
  130. 130. VENTILAÇÃO Qual é a melhor maneira para se ventilar um espaço confinado? Devemos colocar ou retirar o ar no espaço? Quantas mudanças de ar são suficientes? Como utilizar os equipamentos de ventilação para obter o máximo de eficiência?
  131. 131. Ventilação Ventilação é o procedimento de movimentar continuamente uma atmosfera limpa para dentro de um espaço confinado È um conceito qualitativo que definirá se a intensidade da ventilação diminuirá ou não o grau de risco do espaço confinado. O grau de ventilação está relacionada a velocidade do exaustor/insuflador e o número de troca de ar por unidade de tempo.
  132. 132. Existem dois tipos de ventilação: Ventilação Natural: Aquela que consiste na utilização de ar natural para que possa retirar do ambiente os contaminantes; Ventilação Mecânica: Aquela onde são utilizados equipamentos de exaustão para a retirada do contaminante;
  133. 133. Ventilação METODOS DE VENTILAÇÃO Existem alguns tipos de Ventilação Mecânica que são:  Insuflação;  Exaustão;  Combinada;
  134. 134. INSUFLAÇÃO É o método mais indicado quando o risco encontrado no espaço confinado é a deficiencia de oxigênio EXAUSTÃO É o método mais indicado quando o risco encontrado dentro do espaço confinado são gases tóxicos e atmosfera inflamáveis
  135. 135. SISTEMA COMBINADO É o método que se usa ao mesmo tempo o sistema de ventilação juntamente com o sistema de exaustão. INERTIZAÇÃO É um procedimento de segurança em um espaço confinado que visa evitar a formação de uma atmosfera potencialmente explosiva através do deslocamento da mesma por fluídos inertes ex. (Nitrogênio, gás Carbônico e Argônio).
  136. 136. Purga: Método de limpeza que torna a atmosfera interior do espaço confinado isenta de gases, vapores e outras impurezas indesejáveis através de ventilação ou lavagem com água ou vapor.
  137. 137. GRAU DE VENTILAÇÃO Ventilação de Grau Alto – VA Redução instantânea dos contaminantes no espaço confinado; Ventilação Grau Médio – VM Redução dos contaminantes no espaço confinado após 6 trocas de ar por hora; Ventilação Grau Baixo – VB Redução dos Contaminantes no espaço confinado em quantidade menor que 6 trocas de ar;
  138. 138. Ventilação A ventilação também pode ser usada para controlar odores desagradáveis ou irritantes que pode ser um incomodo aos ocupantes do espaço. Ou pode aumentar também o nível de conforto resfriando o ambiente com ar fresco.
  139. 139. Insuflador de Ar axial com Duto
  140. 140. Insuflador de Ar axial com Duto para Atmosferas Inflamáveis
  141. 141. Insuflador / Exaustor Axial Centrífugo
  142. 142. PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO - PET Controle de Riscos A permissão de entrada deve ser totalmente preenchida antes da entrada. A permissão só é válida após assinatura do supervisor de entrada responsável. Nenhuma entrada é permitida sem uma permissão devidamente validada.
  143. 143. Qualquer saída de toda equipe por qualquer motivo implica a emissão de nova permissão de entrada. Esta permissão de entrada deverá ficar exposta no local de trabalho até o seu término. Após o trabalho, esta permissão deverá ser arquivada. O empregador deve garantir que os trabalhadores possam interromper suas atividades e abandonar o local de trabalho, sempre que suspeitarem da existência de risco grave e iminente para sua segurança e saúde ou a de terceiros. São solidariamente responsáveis pelo cumprimento das normas regulamentadoras os contratantes e contratados. É vedada a entrada e a realização de qualquer trabalho em espaços confinados sem a emissão da Permissão de Entrada e Trabalho. Controle de Riscos
  144. 144. As permissões são válidas durante a execução do trabalho e perderão sua validade após qualquer saída de toda equipe por qualquer motivo. Após o término do trabalho a permissão de trabalho deverá ser devolvida ao departamento de segurança. As permissões de trabalho deverão ser arquivadas por pelo menos 5 anos. PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO - PET Controle de Riscos
  145. 145. ÁREA CLASSIFICADA Área classificada é definida como a área na qual uma atmosfera explosiva de gás está presente ou na qual é provável sua ocorrência a ponto de exigir precauções especiais para a construção, instalação e utilização de equipamento elétrico. Como agir: - Adquirir o equipamento adequado à classificação da área; - Exigir o Certificado de Conformidade emitido segundo a legislação vigente; - Instalar o equipamento de forma correta, seguindo as normas e práticas existentes; - Organizar a documentação de compra, do fornecedor e da instaladora em um “Prontuário” (exigência da NR-10).
  146. 146. Normas para Áreas Classificadas Relação das principais normas técnicas para equipamentos a prova de explosão: NBR 9518/97: Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas - Requisitos Gerais (Essa norma está sendo substituída pela NBR/ IEC60079-0). NBR 5363/98: Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas - Tipo de proteção Ex-d (Essa norma está sendo substituída pela NBR/IEC60079-1). NBR 9883/95: Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas - Tipo de proteção Ex-e ( Essa norma está sendo substituída pela NBR/IEC60079-7). IEC 60079-15/2001: Electrical apparatus for explosive gas atmospheres – Part 15: Type of protection “n”. NBR 8447/89: Equipamentos elétricos para atmosferas explosivas - Tipo de proteção Ex-i (Essa norma está sendo substituída pela NBR/IEC60079-11).
  147. 147. Normas para Áreas Classificadas Normas e regulamentos do Inmetro: Portaria 176/2000 do Inmetro. NIE-DQUAL-096: Regra Específica para equipamentos elétricos para atmosferas potencialmente explosivas.
  148. 148. Classificação de Áreas A observância das recomendações das normas específicas para áreas classificadas permite a execução de um desenho chamado “Classificação de Áreas” no qual todas as fontes de risco ficam identificadas. Portanto os espaços e regiões confinadas na qual existe a probabilidade da presença de uma atmosfera explosiva exige precauções. Considerando as misturas explosivas, sua presença ou probabilidade na atmosfera (entre outros fatores) classificou diferentes áreas, espaços ou regiões em Classes, Divisão e Grupo de Risco.
  149. 149. Classificação de Áreas Classe I – Gases, Vapores ou Líquidos Inflamáveis Presentes no ar em quantidades suficientes para, através de uma ignição, provocar uma explosão. A Divisão I consiste nas áreas onde as atmosferas explosivas estão presentes em quantidades suficientes para causar explosão através de ignição. A Divisão II consiste nas áreas onde as concentrações inflamáveis são possíveis, mas somente provocada por uma falha no processo, ruptura em equipamentos, falhas de ventilação, etc.
  150. 150. Grupo Constituintes A Atmosfera com acetileno B Atmosfera com hidrogênio ou gases/vapores com riscos equivalentes C Atmosfera com éter etílico, etileno ou ciclopropano D Atmosfera com gasolina, heptano, nafta, benzina, butano, propano, álcool, acetona, bencel ou gás natural Classificação de Áreas
  151. 151. Classificação de Áreas Classe II – Poeiras Inflamáveis Presentes no ar em quantidades suficientes para através de uma ignição, provocar uma explosão. A Divisão I consiste em áreas onde a poeira inflamável está presente no ar em quantidades suficientes para através de uma ignição, provocar uma explosão. A Divisão II consiste em áreas onde a concentração de inflamáveis não é provável, porém o acúmulo de poeiras poderia provocar interferência na dissipação do calor dos equipamentos elétricos provocando ignição.
  152. 152. Grupo Constituintes E Atmosfera com poeira metálica incluindo alumínio, magnésio ou outros com características semelhantes F Atmosfera com negro de fumo, coque, pó de carvão G Atmosfera com farinha, almidon ou poeira de fibras e partículas combustíveis Classificação de Áreas
  153. 153. Classificação de Áreas Classe III – Fibras Inflamáveis Presentes no ar em quantidades suficientes para, através de uma ignição, provocar uma explosão. A Divisão I consiste nas áreas com manuseio, fabricação ou utilização de fibras que podem incendiar-se facilmente. A Divisão II consiste em áreas nas quais são armazenados e/ou manipulados fibras ou produtos geradores de partículas, exceto durante o processo de fabricação.
  154. 154. Atmosferas Contaminadas Padrões usados para manter a segurança do trabalhador: • Concentração por tempo médio (TWA) – Refere à concentração de contaminantes no ar máxima que um trabalhador pode ficar exposto durante sua jornada de trabalho, contando com 8 horas diárias e quarenta e oito horas semanais sem que haja prejuízos a sua saúde ou integridade física; • Limite de exposição por curto período (STEL) – Refere ao período de tempo curto máximo que um trabalhador pode ficar exposto ao espaço contaminado. Geralmente é feito com durações de 15 minutos máximos com intervalos, não excedendo 4 execuções em um dia e com o mínimo de 4 horas de diferença entre duas execuções;
  155. 155. Atmosferas Contaminadas Padrões usados para manter a segurança do trabalhador: • Concentração Teto – É a concentração de contaminante máxima que um trabalhador pode ficar exposto. Acima deste valor, o trabalhador não pode se expor nem por períodos curtos como a STEL; • Limite de exposição permitida (PEL) – É a concentração de ar contaminado máxima definida pela OSHA a qual um trabalhador pode ficar exposto; • Limite de exposição recomendada (REL) – Concentração de ar contaminado estabelecido pelo NIOSH. • Diferente da LT e da PEL, os limites baseiam-se em dez horas de jornada de trabalho diária, contando 40 horas em uma semana.
  156. 156. Técnicas de Prevenção A prevenção é a melhor forma de lidar com os riscos de acidente de trabalho em ambiente confinados. Algumas medidas técnicas são exigidas pela norma regulamentadora 33. Uma das melhores técnicas de prevenção de acidentes é chamada de Análise de Riscos. Nessa etapa deve-se responder às seguintes perguntas (Esquema What-If): • O que pode dar errado? • Quais são as possíveis causas desses erros? • Qual a chance dos erros ocorrerem? • Qual é a conseqüência associada a cada erro? • Os riscos são toleráveis? • As medidas de segurança existentes são suficientes? A análise preliminar de risco (APR) também é uma ferramenta poderosa na prevenção e consiste nos seguintes passos: Definição das atividades, Controle, Dano a saúde, Perigo, Risco, Serviço .
  157. 157. Técnicas de Prevenção Exemplos : TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS TÉCNICA DE INCIDENTES CRÍTICOS – TIC ,WHAT-IF (WI), “BRAINSTORMING”, “CHECK LIST” – Lista de verificações; TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCOS ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS – APR, ANÁLISE DE MODOS DE FALHA E EFEITOS – AMFE, ANÁLISE DE OPERABILIDADE DE PERIGOS - HAZOP TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO DE RISCOS ANÁLISE DE ÁRVORE DE EVENTOS – AAE, ANÁLISE POR DIAGRAMA DE BLOCOS – ADB, ANÁLISE DE CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS – ACC, ANÁLISE DE ÁRVORE DE FALHAS – AAF, MANAGEMENT OVERSIGHT AND RISK TREE – MORT, ANÁLISE COMPARATIVA, ANÁLISE PELA MATRIZ DAS INTERAÇÕES INSPEÇÃO PLANEJADA , REGISTRO E ANÁLISE DE OCORRÊNCIAS - RAO
  158. 158. SEM COMER 30 DIAS SEM BEBER 3 DIAS SEM RESPIRAR 3 MINUTOS QUANTO DURA A “CHAMA DA VIDA” ? PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
  159. 159. PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA COMO ESCOLHER A PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA O Programa de Proteção Respiratória do Ministério do Trabalho define faixas de uso do EPR (equipamento de proteção respiratória). Esses valores são encontrados na norma ABNT/NBR 13696/1996 e NBR 12543/1999.
  160. 160. PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA - EPR Um respirador com peça facial seja de pressão positiva ou negativa, não deve ser usado por pessoas cujos pêlos faciais (barba, bigode, costeletas ou Cabelos) possam interferir no funcionamento das válvulas, ou prejudicar a vedação na área de contato com o rosto. Na escolha de certos tipos de respiradores deve-se levar em conta o nível de ruído do ambiente e a necessidade de comunicação. Falar em voz alta pode provocar deslocamento de algumas peças faciais.
  161. 161. PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA – EPR Se o usuário necessitar usar lentes corretivas, óculos de segurança, protetor facial, máscara de soldador ou outro tipo de proteção ocular ou facial, eles não devem interferir na vedação do respirador. Não devem ser usados óculos com tiras ou hastes que passem na área de vedação do respirador do tipo com vedação facial, seja de pressão negativa ou positiva. Os tirantes dos respiradores com vedação facial não devem ser colocados ou apoiados sobre hastes de óculos, capacetes e protetores auditivos circum- auriculares. O uso de outros equipamentos de proteção individual, como capacetes ou máscara de soldador, não deve interferir na vedação da peça facial. Temperaturas baixas ou altas alteram o funcionamento normal dos respiradores. É preciso levar em consideração essa variável.
  162. 162. PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
  163. 163. PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA LINHAS DE AR
  164. 164. APARELHOS DE ARCOFIL SISTEMA DE ADUÇÃO DE AR
  165. 165. CILINDROS DE ESCAPE
  166. 166. PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA UNIDADE MOVEL DE AR RESPIRAVEL - UMAR
  167. 167. Equipamentos para Entrada
  168. 168. Sistemas de Recuperação
  169. 169. Equipamentos
  170. 170. CAPACETES EPI´s
  171. 171. CINTOS DE SEGURANÇA EPI´s
  172. 172. CORDAS E ACESSÓRIOS
  173. 173. FERRAGENS DIVERSOS
  174. 174. ILUMINAÇÃO
  175. 175. Sistemas de Comunicação
  176. 176. Sistemas de Comunicação
  177. 177. MACAS
  178. 178. MACAS
  179. 179. TÉCNICA DE RESGATE ESPAÇOS CONFINADOS
  180. 180. NBR 14787 – ESPAÇO CONFINADO – PREVENÇÃO DE ACIDENTES, PROCEDIMENTOS E MEDIDAS DE PROTEÇÃO  EQUIPE DE RESGATE – pessoal capacitado e regularmente treinado para retirar os trabalhadores dos espaços confinados em situações de emergência e prestar-lhes os primeiros socorros.  5. PROGRAMA DE ENTRADA EM ESPAÇO CONFINADO 5.6 Implantar o serviço de emergências e resgate mantendo os membros sempre à disposição, treinados e com equipamentos em perfeitas condições de uso.
  181. 181. NORMA REGULAMENTADORA 33.3.3 – Todo trabalho realizado em espaço confinado deve ser acompanhado por supervisão capacitada para desempenhar as seguintes funções:  f) adotar os procedimentos de emergência e resgate quando necessário;  g) operar os equipamentos de movimentação ou resgate de pessoas;
  182. 182. TIPOS DE EMERGÊNCIA • Emergências que ocorrem em espaços onde há um programa de espaços confinados implantado. • Os riscos do espaço são conhecidos. • Emergências que ocorrem em espaços não conhecidos, não identificados. • Os riscos dos espaços são desconhecidos.
  183. 183. DEFINIÇÃO DE EMERGÊNCIA  Emergência - como um evento não planejado, súbito que exige ação imediata.  Exemplos de situações de emergência que podem surgir em espaços confinados incluem incêndios, ferimentos e mudanças súbitas nas condições físicas ou atmosféricas.
  184. 184. CLASSIFICAÇÃO DE INCIDENTES  Situações de evacuação ou auto resgate;  Incidentes com Ferimentos Leves;  Resgate que não requer Entrada no Espaço;  Entrada para Prover Tratamento Inicial;  Resgate que requer Entrada no Espaço
  185. 185. ATRIBUIÇÕES DO VIGIA - Identificar e controlar o número de trabalhadores no interior do espaço; - Monitorar as atividades ao redor do espaço, estando atento aos riscos potenciais que podem afetar a segurança dos trabalhadores dentro do espaço; - Manter contato continuamente com os trabalhadores dentro do espaço; - Acionar o plano de emergência assim que surgir um problema
  186. 186. RESPOSTA DE EMERGÊNCIA VIGIA  Acionar a equipe de resgate;  Resgatar os trabalhadores do espaço;  Providenciar atendimento aos trabalhadores resgatados;  Evitar que pessoas sem treinamento tentem fazer o resgate;
  187. 187. EQUIPES DE RESGATE – REQUISITOS  Possuir no mínimo o mesmo nível de treinamento para os trabalhadores;  Possuir treinamento no uso de equipamentos de proteção individual e de resgate;  Possuir treinamento em primeiros socorros básico e RCP;  Devem realizar simulados ao menos uma vez ao ano;
  188. 188. EQUIPES DE RESGATE Funções:  1 coordenador  1 vigia  2 socorristas  2 socorristas reserva  2 apoio
  189. 189. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PLANOS DE EMERGÊNCIA A configuração do espaço confinado
  190. 190. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PLANOS DE EMERGÊNCIA Características das bocas de visita
  191. 191. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PLANOS DE EMERGÊNCIA  Configuração e obstruções internas
  192. 192. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PLANOS DE EMERGÊNCIA  Os trabalhos que serão realizados no interior do espaço confinado
  193. 193. CONSIDERAÇÕES SOBRE OS PLANOS DE EMERGÊNCIA  O transporte até o atendimento médico;  Atendimento de emergência;
  194. 194. DIRETRIZES PARA ATENDIMENTOS A EMERGENCIA 1. Não entrar em um espaço a menos que seja absolutamente necessário; 2. Esperar por ajuda antes de efetuar o salvamento; 3. Assumir que a atmosfera é imediatamente perigosa a vida ou saúde; 4. Limitar número de socorristas ao necessário; 5. Não usar o ar de respiração de trabalhadores;
  195. 195. Técnicas de Resgate
  196. 196. Técnicas de Resgate
  197. 197. “Trabalho em espaço confinado é uma das atividades potencialmente mais perigosas nos locais de trabalho. Estima-se que trabalhos realizados em espaços confinados são 150 vezes mais perigosos do que se realizados fora dele.” Safety in Confined Spaces Departament of Labour New Zeland

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