Sistema imunitario

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Sistema imunitario

  1. 2. Sistema Imunitário <ul><li>No nosso quotidiano somos confrontados com os mais diversos tipos de ataques ao nosso organismo; </li></ul><ul><li>A função do sistema imunitário é proteger o nosso organismo desses ataques distinguido aquilo que é próprio daquilo que é estranho ao organismo; </li></ul><ul><li>O sistema imunitário é constituído pelos diversos tipos de células e órgãos, que protegem o nosso organismo dos potenciais agressores, os quais podem ser biológicos (microrganismos) ou químicos (toxinas). </li></ul><ul><li>É ainda responsável pela vigilância e destruição de células envelhecidas e anormais (cancerosas), do próprio organismo. </li></ul>
  2. 3. Agentes Patogénicos <ul><li>São agentes biológicos que possuem a capacidade de infectar os animais causando-lhes doenças; </li></ul><ul><li>Podem ser bactérias, vírus, fungos, e animais parasitas. </li></ul>
  3. 4. Bactérias <ul><li>Existem bactérias que se revelam nocivas ao nosso organismo uma vez que atacam e destroem as nossas células de diversas formas como por exemplo: </li></ul><ul><li>Parasitam o citoplasma das células onde se alimentam e multiplicam, levando à destruição das células hospedeiras. </li></ul><ul><li>Existem bactérias que produzem toxinas potentes, que provocam a alteração do metabolismo normal das células e/ou a sua morte. </li></ul><ul><li>Alguns exemplos de doenças causadas pelas baterias são: </li></ul><ul><ul><li>Cólera (bactéria - Vibrio cholerae ) </li></ul></ul><ul><ul><li>Tuberculose (bactéria - Mycobacterium tuberculosis ) </li></ul></ul>
  4. 5. Vírus <ul><li>Alguns exemplos de doenças causadas por vírus são: </li></ul><ul><li>Gripe (vírus - Influenza) </li></ul><ul><li>Sida (vírus - HIV) </li></ul><ul><li>Hepatites (vírus - HBV, HCV ) </li></ul>
  5. 6. Fungos <ul><li>Os fungos podem originar desde uma suave comichão, até à morte do organismo infectado. </li></ul><ul><li>Algumas das doenças causadas por fungos parasitas são: </li></ul><ul><li>Envenenamento (fungo - Amanita phaloides ); </li></ul><ul><li>Candidíase (fungo - Candida albicans ); </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  6. 7. Animais parasitas <ul><li>Seres vivos de pequenas dimensões como por exemplo os protozoários. </li></ul><ul><li>Podem ser encontrados em locais diversos como o solo, animais ou plantas e podem infectar os organismos causado doenças como por exemplo: </li></ul><ul><li>Doença do sono ( Trypanossoma ); </li></ul><ul><li>Malária ( Plasmodium ); </li></ul>
  7. 8. Constituintes do Sistema Imunitário <ul><li>O sistema imunitário humano é constituído pelos vasos linfáticos, órgãos e tecidos linfóides e pelas células efectoras. </li></ul>
  8. 9. Vasos Linfáticos <ul><li>São os vasos linfáticos, em colaboração com a circulação sanguínea, que desempenham a função de transportador de antigénios e linfócitos. </li></ul>
  9. 10. Órgão Linfóides <ul><li>Os órgãos linfóides podem ser classificados em órgãos linfóides primários e órgãos linfóides secundários. </li></ul>Órgãos Linfóides Primários: <ul><li>Timo </li></ul><ul><li>Localiza-se na parte superior do tórax; </li></ul><ul><li>O timo tem como função promover a maturação dos linfócitos T, oriundos da medula óssea ; </li></ul><ul><li>Medula Óssea </li></ul><ul><li>A medula óssea é constituída por um tecido mole e adiposo, o qual está localizado nas cavidades ósseas; </li></ul><ul><li>Tem como função a produção de linfócitos a partir das suas células estaminais; </li></ul><ul><li>Do linfócitos produzidos os T vão migrar em direcção ao timo, permanecendo na medula apenas os linfócitos B os quais irão aqui sofrer maturação antes de migrarem para os órgãos linfóides secundários. </li></ul>
  10. 11. Órgãos Linfóides Secundários <ul><li>Gânglios Linfáticos </li></ul><ul><li>Possuem uma forma semelhante a um feijão; </li></ul><ul><li>No seu interior existem duas áreas ricas em linfócitos: </li></ul><ul><li>- Uma muito rica em linfócitos T, “área T”, </li></ul><ul><li>- Outra muito rica em linfócitos B, “área B” </li></ul><ul><li>Encontram-se principalmente na zona das axilas, região inguinal, no pescoço, no abdómen, nas virilhas e ao longo da aorta </li></ul><ul><li>função destes órgãos é filtrar a linfa que chega até eles, removendo bactérias, vírus e restos celulares, entre outros. </li></ul>
  11. 12. Tecidos Linfóides Associados às Mucosas <ul><li>Estes órgãos desempenham um importante papel na produção de anticorpos específicos, assim como na recolha dos antigénios que se encontram nas superfícies epiteliais do organismo, uma vez que os captam logo que estes atravessam a barreira mucosa. </li></ul><ul><li>Exemplo de tecidos linfóides associados às mucosas: </li></ul><ul><li>- Placas de Peyer; </li></ul><ul><li>- Amígdalas; </li></ul><ul><li>- Adenóides </li></ul><ul><li>Baço </li></ul><ul><li>O baço é um órgão altamente vascularizado localizado acima do abdomén; </li></ul><ul><li>A função imunológica do baço é a libertação de linfócitos B, T, plasmócitos e outras células linfóides maduras, exclusivamente para o sangue; </li></ul>
  12. 13. Células Efectoras do Sistema Imunitário <ul><li>As células efectoras do nosso sistema imunitário são designadas de leucócitos; </li></ul><ul><li>Os leucócitos, tendo em conta as granulações presentes no seu citoplasma, podem ser divididos em dois grandes grupos os granolócitos, e os agranulócitos. </li></ul>
  13. 14. Tipo Designação Abundância Constituição /Função Imagem Granulócitos Neutrófilos 3000 a 7000 mm 3 Possuem um núcleo polilobado e um tempo de vida é curto (cerca de 24-48 horas). São células fagocíticas capazes de destruir organismos intracelulares e extracelulares desfavoráveis ao organismo. Eosinófilos 100 a 400 mm 3 Possuem um núcleo geralmente bilobado. São células com uma fraca capacidade fagocítica. Actuam libertando as enzimas dos seus grânulos para o meio extracelular, as quais irão assim destruir os parasitas. Basófilos 20 a 50 mm 3 São células não fagociticas. Estão envolvidas em respostas alérgicas uma vez que libertam substâncias alérgicas como a histamina. Agranulócitos Monócitos 100 a 700 mm 3 Apresentam um núcleo com forma de um ferradura, e têm a capacidade de migrar para os tecidos onde evoluem para células de maior tamanho e com grande capacidade fagocitica designadas de macrófagos Linfócitos 1500 a 3000 mm 3 Possuem um núcleo esférico e volumoso. Resultam da diferenciação de células da medula óssea e podem ser de diferentes tipos: - Linfócitos B - Linfócitos T - Linfócitos NK
  14. 15. Conjunto de genes ligados que se localizam no cromossoma 6 Codificam um conjunto de glicoproteinas que permitem distinguir aquilo que é próprio daquilo que é estranho ao organismo Antigénios de Leucócitos Humanos (HLA) No caso humano Presente em quase todas as células do organismo; MHC – CLASSE I Encontra-se apenas nas células que apresentam antigénios (APC); MHC – CLASSE II Codificam um conjunto de proteínas com função imunitária, incluindo componentes do sistema complemento e moléculas envolvidas na resposta inflamatória. MHC – CLASSE III
  15. 16. Mecanismos de Defesa Não Específicos
  16. 17. Mecanismos de defesa não específicos Os agentes patogénicos são impedidos de entrar no organismo pelos mecanismos de defesa não específica, também designados por imunidade inata ou natural, ou são destruídos quando conseguem penetrar. Estes mecanismos desempenham uma acção geral contra corpos estranhos e exprimem-se sempre da mesma forma.
  17. 18. Factores mecânicos, químicos e fisiológicos
  18. 19. Pele (gordura)
  19. 20. Mucosas
  20. 21. pH ácido das secrecções
  21. 22. Fluidos
  22. 23. Fagocitose <ul><li>A fagocitose é um dos principais mecanismos de suporte da imunidade inata. Trata-se do processo pelo qual microrganismos, tal como bactérias, são ingeridos pelas células fagocíticas e, depois, destruídos ou neutralizados. </li></ul>
  23. 24. A Resposta Inflamatória
  24. 25. Efeitos da resposta inflamatória
  25. 26. Interferão: <ul><li>Os interferões são proteínas produzidas pelas células infectadas por um vírus e que protegem outras células de serem infectadas pelo mesmo ou outro vírus (criando um estado de resistência antiviral). </li></ul>
  26. 27. Sistema de complemento <ul><li>O Sistema Complemento é composto por proteínas de membrana plasmáticas solúveis no sangue e participam nas defesas inatas. Essas proteínas reagem entre si desencadeando uma cascata de reacções para facilitar a destruição dos agentes patogénicos e induzir uma série de respostas inflamatórias que auxiliam no combate à infecção. </li></ul>
  27. 28. Sistema de complemento
  28. 29. Mecanismos de Defesa Específicos
  29. 30. Mecanismos de Defesa Específicos <ul><li>Os mecanismos de defesa específicos, ou imunidade adquirida, intervêm na defesa e protecção do nosso organismo apenas alguns dias após a invasão deste último por parte de agentes patogénicos. </li></ul><ul><li>Estes mecanismos de defesa específicos correspondem aos processos já iniciados na resposta não específica, mas são agora amplificados, mais eficazes e dirigidos a um micróbio específico. </li></ul><ul><li>A imunidade adquirida assenta, essencialmente, na acção de um tipo de leucócitos: os linfócitos. </li></ul>Fig.1 Linfócito
  30. 31. Maturação dos Linfócitos <ul><li>Nos vertebrados, os linfócitos são inicialmente produzidos a partir de células estaminais da medula óssea (designadas linfoblastos) ou então no fígado (durante o período fetal). </li></ul><ul><li>Posteriormente são submetidos a um processo de maturação sendo que, no fim deste, são originados dois tipos de linfócitos: os linfócitos T e os linfócitos B. </li></ul><ul><li>A maturação destas células consiste: </li></ul><ul><li>na obtenção da capacidade de reconhecimento do que é estranho ( nonself ) e do que é próprio ao organismo ( self ). </li></ul><ul><li>na obtenção de moléculas específicas, os receptores de antigénios, que vão possibilitar o reconhecimento destes últimos. </li></ul><ul><li>Concluído o amadurecimento, os linfócitos deslocam-se para os diversos órgãos e tecidos do sistema imunitário, como, por exemplo, as amígdalas, o baço, os gânglios linfáticos, o sangue e a linfa. </li></ul>
  31. 32. Fig.2 Maturação de Linfócitos
  32. 33. Antigénios <ul><li>Os antigénios, ou antigenes, podem ser moléculas pertencentes a vírus, bactérias ou protozoários, moléculas existentes no pólen ou no pêlo dos animais, células de outras pessoas (tecidos transplantados) ou ainda moléculas solúveis, como as toxinas. </li></ul><ul><li>Estruturalmente, os antigenes possuem várias zonas capazes de serem reconhecidas pelo sistema imunitário, sendo estas denominadas determinantes antigénicos ou epítopos. </li></ul>Fig.3 Antigénio
  33. 34. Linfócitos B e Imunidade Humoral <ul><li>Os linfócitos B constituem uma parte essencial do sistema imunitário, uma vez que são responsáveis pela imunidade humoral, uma componente vital dos mecanismos de defesa específicos, que confere protecção imediata e de longo prazo contra uma série de agentes infecciosos. </li></ul><ul><li>Os linfócitos B, no geral, caracterizam-se por possuir, à sua superfície, um complexo multiproteico denominado receptor da célula B ou apenas BCR ( B Cell Receptor ). É este complexo que vai permitir aos linfócitos fazer o reconhecimento dos vários antigénios existentes. </li></ul>Fig.5 Receptor da Célula B Fig.4 Linfócito B
  34. 35. <ul><li>Assim, os receptores das células B, quando identificam um antigénio específico, ligam-se a ele e é desta ligação que vai resultar a activação dos linfócitos B. </li></ul><ul><li>Estes, depois de activados, vão ser estimulados por citocinas a multiplicarem-se, dando origem a dois grupos de clones de células: um dos grupos vai diferenciar-se em plasmócitos e o outro grupo em células B de memória. </li></ul>Fig.6 Diferenciação de Linfócitos B em Plasmócitos e Células B Memória
  35. 36. Anticorpos <ul><li>Os anticorpos são moléculas solúveis, também denominadas imunoglobulinas, que se difundem pelo organismo através do sangue e da linfa, e que são fulcrais para a neutralização e destruição dos antigénios. </li></ul><ul><li>Possuem a forma de um “Y” e são constituídos por quatro cadeias polipeptídicas ligadas por pontes dissulfito. Contêm também uma região constante e duas regiões variáveis. </li></ul><ul><li>É nas regiões variáveis que se estabelece a ligação entre o anticorpo e um antigénio que lhe seja complementar. Assim, pelo facto de possuírem duas regiões variáveis, cada anticorpo tem duas regiões de ligação a um antigénio. </li></ul>Fig.7 Estrutura química de um anticorpo
  36. 37. <ul><li>Quando um anticorpo se liga a um antigénio, estas duas moléculas vão formar um complexo antigénio-anticorpo que vai desencadear vários processos que vão conduzir à neutralização e destruição dos corpos estranhos que invadiram o nosso organismo. </li></ul><ul><li>O processo de destruição dos antigénios resulta de um conjunto de mecanismos que podem ser divididos em cinco fases: neutralização, aglutinação, precipitação de antigénios solúveis, activação do sistema de complemento e estimulação da fagocitose. </li></ul>Fig.8 Complexo antigénio-anticorpo
  37. 38. Linfócitos T e Imunidade Celular <ul><li>Os linfócitos T têm um papel muito importante na imunidade do nosso organismo pois são elas as principais responsáveis pelos processos da imunidade celular. A imunidade mediada por células é particularmente efectiva no combate a agentes patogénicos intracelulares, na destruição de células afectadas e no reconhecimento e destruição de células cancerosas. </li></ul><ul><li>A característica que melhor define este tipo de linfócitos é a expressão, nas suas membranas plasmáticas, de uma estrutura polimórfica responsável pela capacidade de reconhecimento de um antigénio: o receptor da célula T ou simplesmente TCR ( T Cell Receptor ). </li></ul>Fig.9 Linfócito T Fig.10 Receptor da célula T
  38. 39. - Os linfócitos intervenientes nos mecanismos da imunidade celular são: <ul><li>Linfócito T H – responsáveis pelo reconhecimento dos antigénios específicos e pela segregação de mensageiros químicos, as citoquinas ou citocinas, hormonas que estimulam a fagocitose, a produção de interferão e a produção de anticorpos pelos linfócitos B. </li></ul><ul><li>Linfócitos T C - capazes de reconhecer e destruir células infectadas ou cancerosas. </li></ul><ul><li>Linfócitos T S - têm como função ajudar a moderar ou a extinguir a resposta imunitária quando a infecção se encontra controlada. </li></ul><ul><li>Linfócitos T de memória - permanecem num estado inactivo durante bastante tempo, respondendo de forma imediata e eficaz aquando do segundo contacto com um determinado antigénio. </li></ul><ul><li>Linfócitos NK –responsáveis pela produção de citocinas que regulam respostas imunitárias inatas (como por exemplo a fagocitose) e adaptativas (como por exemplo a diferenciação de linfócitos T e B), e pela eliminação de células tumorais através de processos citotóxicos, que podem envolver a produção de grânulos citotóxicos, assim como a agregação de receptores que induzem a morte celular. </li></ul>Fig.11 Linfócito NK
  39. 40. <ul><li>Os mecanismos da imunidade celular têm início com a apresentação do antigénio aos linfócitos T H . </li></ul><ul><li>Os macrófagos, sendo células do sistema imunitário, apresentam também à sua superfície proteínas do complexo maior de histocompatibilidade (MHC-II). Além disso, após a fagocitose e digestão de agentes patogénicos por parte destes macrófagos, formam-se porções de moléculas com poder antigénico, que vão ser inseridas nas suas membranas celulares. Deste modo, vai formar-se um complexo antigénio-MHC-II, que será apresentado aos linfócitos T H (que vão reconhecer o antigénio através do seu TCR), activando-os. </li></ul>Fig. 12 Activação de um Linfócito T auxiliar por um Macrófago.
  40. 41. <ul><li>Os linfócitos T auxiliares, depois de activados, vão estimular a activação de outras células, como linfócitos B, fagócitos e mesmo outros linfócitos T. Além disso, estas células podem também sofrer divisão, originando vários clones, que se vão diferenciar em linfócitos T C , linfócitos T S e linfócitos T de memória. </li></ul>Fig.13 Estimulação de um Linfócito B por um Linfócito T auxiliar.
  41. 42. <ul><li>Os linfócitos T citotóxicos vão, por sua vez, ligar-se a células estranhas ou infectadas e libertar perforina, proteína que provocará a formação de poros na membrana citoplasmática destas células, causando a sua lise celular. </li></ul>Fig.16 Acção destrutiva dos Linfócitos T citotóxicos.
  42. 43. Implantes/Transplantes <ul><li>A imunidade mediada por células é também responsável pela rejeição do organismo quando são efectuados implantes de tecidos e transplantes de órgãos. </li></ul><ul><li>Os tecidos ou órgãos são tomados por corpos estranhos, levando o sistema imunitário a desenvolver uma resposta imunitária no sentido de os eliminar, através da activação dos linfócitos T e das substâncias produzidas pelos mesmos. </li></ul><ul><li>Esta rejeição pode ser minimizada se o dador possuir uma identidade bioquímica bastante semelhante à do receptor. </li></ul><ul><li>Além disso, são também administradas ao indivíduo receptor determinadas drogas que actuam sobre a resposta imunitária, conduzindo à sua supressão. </li></ul><ul><li>Estas drogas estão, actualmente, a ser melhoradas pela comunidade científica, com o objectivo de as tornar mais específicas, de modo a inibirem apenas linfócitos que se encontrem envolvidos no processo de rejeição. </li></ul>
  43. 44. Memória Imunitária <ul><li>A memória imunitária é a capacidade do sistema imunitário reconhecer um antigénio com o qual estabeleceu contacto anteriormente. </li></ul><ul><li>A resposta imunitária primária é desencadeada aquando da invasão do organismo por parte de um agente patogénico desconhecido para as células de memória. </li></ul><ul><li>Esta primeira resposta tem uma curta duração. Quando o agente patogénico em causa é expulso do organismo, verifica-se o desaparecimento dos anticorpos e dos linfócitos T efectores No entanto, as células de memória permanecem no organismo. </li></ul>Fig.17 Memória Imunitária
  44. 45. <ul><li>São estas células de memória as responsáveis pela resposta imunitária secundária, pois se o organismo for invadido por um antigénio que já o tenha feito antes, elas vão ser capazes de reconhecer as suas características, desenvolvendo, consequentemente, uma resposta muito mais rápida, eficaz, intensa e prolongada. </li></ul><ul><li>Assim, devido ao facto de num segundo contacto a resposta imunitária se desencadear muito rapidamente com uma rápida multiplicação e diferenciação das células, a doença, geralmente, não se manifesta, pois o corpo estranho é imediatamente eliminado. </li></ul>Fig.17 Memória Imunitária
  45. 46. Interacção entre as Células do Sistema Imunitário Fig.18 Interacção das células do Sistema Imunitário
  46. 47. Imunização Imunidade pode desenvolver-se de forma Natural (Imunidade Natural) Artificial (Imunidade Induzida) Memória Imunitária Imunidade Activa Imunidade Passiva Vacinas Soros Imunes
  47. 48. Imunidade Activa – Vacinas <ul><li>As vacinas são substâncias, geralmente sob a forma de solução, que contêm agentes patogénicos mortos ou atenuados, de modo a que estes estimulem o sistema imunitário, sem se desenvolverem. </li></ul>Fig.19 Vacina <ul><li>Após a administração da vacina verifica-se a ocorrência de uma resposta imunitária primária, havendo, deste modo, a produção de células efectoras e de células de memória, sendo que estas últimas possibilitam uma melhor resposta caso o organismo seja de novo invadido pelo mesmo agente patogénico. </li></ul><ul><li>Quanto à duração das vacinas, estas podem permitir uma imunidade prolongada (até mesmo vitalícia), ou então necessitar de ser administradas de forma periódica de modo a reforçar a imunização. </li></ul><ul><li>Este reforço da imunização pode dever-se ao desaparecimento das células memória ou a mutações do agente patogénico, sendo o vírus da gripe um exemplo de agente patogénico que apresenta uma elevada e constante taxa de mutação. </li></ul>
  48. 49. <ul><li>Em Portugal, as vacinas começaram a ser utilizadas a partir do século XIX e a primeira vacina a ser administrada foi a anti-variólica, que chegou a Portugal dentro de um pequeno frasco e foi utilizada por D. Pedro, futuro imperador do Brasil, e pelo seu irmão. </li></ul><ul><li>Só a partir de 1965 é que se desenvolveu um Programa Nacional de Vacinação (PVN), que contribuiu largamente para o controlo da vacinação e para uma maior prevenção de doenças, por parte de toda a população. </li></ul>Tabela I. Vacinas que fazem parte do PNV.
  49. 50. Imunidade Passiva – Soros Imunes <ul><li>Os soros imunes são soluções constituídas por anticorpos retirados do plasma de indivíduos (ou mesmo de animais) que já tenham estado em contacto com um determinado antigénio. </li></ul><ul><li>Os soros são administrados quando um indivíduo é invadido por um antigénio com uma rápida acção destrutiva sobre o organismo, não conseguindo este último reagir de forma suficientemente rápida. </li></ul><ul><li>Estes soros só podem ser utilizados num número limitado de infecções, uma vez que esta técnica pode ter alguns riscos. </li></ul><ul><li>Por fim, é de salientar que as vacinas e os soros são bastantes vezes utilizados de forma combinada. Nestes casos, o soro é responsável por conferir imunidade ao organismo na primeira semana, sendo as vacinas responsáveis pelo mesmo a partir do momento em que começam a surtir efeito, acontecimento que é coincidente com a degradação dos anticorpos do soro imune. </li></ul>Fig.20 Soro Antitetânico
  50. 51. Desequilíbrios e Doenças
  51. 52. Alergias Uma alergia consiste numa sensibilidade anormal do organismo a algo que se ingere e inala ou se contacta, e que se pode manifestar por diversos sintomas e sinais.
  52. 53. -Cabe assim ao sistema imunitário detectar e combater as substâncias ou microrganismos como bactérias ou vírus que podem ser perigosos distinguindo as substâncias prejudiciais e inofensivas. -Quando se sofre de uma alergia o sistema imunitário pode equivocar-se e atacar as substâncias inofensivas. Ex: pólen, pêlos de animais, certos alimentos ou medicamentos. -Os sintomas de uma dada alergia, normalmente, vão se manifestar na zona onde o alergenio fez a sua entrada. Alergias
  53. 54. Primeiro contacto com o alergénio Alergénio Macrófago Linfócito B Contacta com: Ocorre o processo de Imunidade Celular Estimula Originam Plasmócitos Produzem Imunoglobulina E
  54. 55. Segundo contacto com o alergénio Ligam-se aos anticorpos IgE da superfície da membrana dos mastóciotos e basófilos Ocorre uma reacção inflamatória que conduz aos sintomas de alergias devido a libertação de histamina e outras substâncias inflamatórias Alergia Alergénio
  55. 56. Considerações -Um em cada cinco portugueses sofre de alguma forma de alergia. As manifestações podem variar em urticária, uma rinite e até asma que podem ser provocadas por simples alergénios como o pó de casa, pólen penas ou pêlos de animais e até picadas de insectos. -Também a hereditariedade desempenha um papel relevante no âmbito das alergias no sentido em que quem tenha na família casos de alergias tem maior probabilidade de vir a ter a patologia. Quem tem um dos progenitores com uma patologia alérgica tem entre 30 a 50% de probabilidade de vir a ter a mesma alergia e se ambos os progenitores tiverem a alergia tem entre 60 a 80% de vir a sofrer do mesmo. -O factor ambiental e o factor psicológico são muito relevantes no que toca a estas patologias. -As crianças são as mais afectadas pelas alergias, no entanto esta situação tende a melhorar no decorrer da idade.  
  56. 57. Rinite Conhecida por “Febre dos fenos”, os sintomas são o corrimento nasal acompanhado de lacrimejo, espirros frequentes e sensação de pressão na cabeça.
  57. 58. Alergias alimentares Muito frequentes nas crianças, apesar de também aparecer nos adultos, manifestam-se por diarreias, vómitos e dores abdominais gravosas nas crianças.
  58. 59. Asma A asma é uma situação anormal das vias respiratórias a nível pulmonar causada por uma grande variedade de factores a onde os Alergénio desempenham um papel muito importante. Ocorre um estreitamento das vias respiratórias dificultando a respiração.
  59. 60. Sinusite A sinusite é causada por alergias repetidas do nariz, nas quais, os ossos à volta do nariz inflamam e ficam obstruídos impedindo o ar de circular no seu interior. Esta alergia causa dores e corrimento de pus nas zonas afectadas.
  60. 61. Urticária Manifesta-se por zonas na pele mais elevadas e avermelhadas com presença de comichão. Esta alergia surge com frequência e aparecem na sequência de factores irritantes como alimentos, medicamentos, picadas de insectos ou reacções emocionais.
  61. 62. Tipos de testes para a determinação de alergias Testes cutâneos São testes praticados na pele do paciente mediante a aplicação de várias substâncias passíveis de provocar alergia na pele do doente, com o objectivo de saber qual a que provoca a reacção e assim se poder instituir um tratamento preventivo e eventualmente medicamentoso.
  62. 63. Testes sanguíneos Uma amostra de seu sangue é emitida a um laboratório para o teste. O teste mede a quantidade de anticorpo de IgE no sangue. Os resultados da análise mostram se o indivíduo está a produzir anticorpos a determinados alérgenios e assim se é alérgico aquele alérgenio.
  63. 64. Doenças auto-imunes Doenças Auto-imunes resultam de uma resposta imunitária dirigida contra os próprios tecidos do organismo, ou seja, de uma reacção de hipersensibilidade do sistema imunitário contra antigénios próprios.
  64. 65. - As doenças auto-imunes ocorrem quando há uma quebra na tolerância do organismo a alguns dos seus tecidos. Consequentemente, o sistema imunitário produz um ataque, do qual resulta a inflamação e destruição dos tecidos afectados. Podem afectar: -Vários órgãos e tecidos do organismo; -Especificamente um órgão. -Mecanismos causadores: -Exposição a agentes químicos tóxicos; -Infecção por patogenes; -Hereditariedade; -Semelhança molecular.
  65. 66. Artrite reumatóide Caracteriza-se pela inflamação das articulações causada pelo excesso de infiltração de leucócitos.
  66. 67. Diabetes insulino dependentes (tipo 1) Ocorrendo mais frequentemente em crianças, envolve uma reacção imunitária contra várias proteínas, ao nível das células do pâncreas que produzem insulina.
  67. 68. Esclerose múltipla Afecta, geralmente, jovens adultos, causando lesões progressivas no sistema nervoso. Envolve reacções mediadas por células T e por células B sobre duas das principais proteínas da mielina.
  68. 69. Febre reumática É considerada um surto infeccioso tardio de uma infecção causada por uma bactéria, uma vez que, geralmente, surge 15 dias após uma amigdalite.
  69. 70. Lúpus O paciente desenvolve anticorpos que reagem contra as suas células normais, podendo afectar a pele, as articulações, os rins e outros órgãos. A pessoa torna-se «alérgica» a ela própria.
  70. 71. Imunodeficiências As Imunodeficiências afectam o sistema imunitário originando falhas que podem ser aproveitadas por organismos patogénicos oportunistas. Imunodeficiência s Inatas Afectam a imunidade humoral e a imunidade celular Algumas resultam de deficiências genéticas Estas doenças manifestam-se através de malformações no timo, não permitindo que ele funcione correctamente. Ex: imunodeficiência grave combinada. Adquiridas A doença não é hereditária e desenvolve-se após o contacto com um agente infeccioso. Ex: Síndrome de Imunodeficiência Adquirida.
  71. 72. Imunodeficiências inatas Existem diferentes tipos de imunodeficiências inatas, cujos sintomas dependem dos constituintes do sistema imunitário que têm funcionamento deficiente. A imunodeficiência grave combinada (SCID) caracteriza-se pela ausência de linfócitos B e T. Os doentes são extremamente vulneráveis e apenas sobrevivem em ambientes completamente estéreis. Este tipo de imunodeficiências pode ser tratado por transplante de medula óssea ou terapia genica.
  72. 73. Imunodeficiências adquiridas A imunodeficiência adquirida mais conhecida é a SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida): Causada pelo vírus da imunodeficiência humana HIV. HIV é um vírus de RNA (retrovírus) que infecta principalmente os linfócitos T, mas também linfócitos B, macrófagos e células do sistema nervoso. Não existe cura nem vacina para a doença, mas a sua progressão pode ser retardada por medicamentos inibidores da transcriptase reversa, inibidores de protease e por inibidores da ligação do vírus às células hospedeiras.
  73. 74. Terapia Génica Terapia genética consiste na inserção de genes nas células e tecidos de um indivíduo para o tratamento de uma doença. A terapia genética visa suplementar com alelos funcionais aqueles que são defeituosos. Embora a tecnologia ainda esteja em seu estado inicial, tem sido usada com algum sucesso.
  74. 75. Biotecnologia
  75. 76. <ul><li>É a junção entre a engenharia e as ciências da vida; </li></ul><ul><li>Pode ser aplicada no diagnóstico e terapêutica de doenças nomeadamente na Imunoterapia, e de forma particular na produção de anticorpos. </li></ul>Biotecnologia
  76. 77. Biotecnologia e Anticorpos <ul><li>Os anticorpos são reagentes altamente específicos, pelo que, podem ser usados como detectores de diversas estruturas químicas e biológicas. </li></ul><ul><li>Os anticorpos produzidos pelo nosso organismo designam-se de anticorpos policlonais , uma vez que possuem vários determinantes antigénicos. </li></ul><ul><li>Devido à sua diversidade molecular este tipo de anticorpos envolve riscos de rejeição e de desencadear uma resposta imunitária por parte do receptor. </li></ul>
  77. 78. Produção de Anticorpos Policlonais Contiminação do Organismo por um agente patogénico Sintese de anticorpos policlonais Estimulação de vários clones de linfócitos B diferentes Artificial (Imunidade Induzida) Formação de plasmócitos Imunidade Activa Imunidade Passiva Vacinas Soros Imunes
  78. 79. Anticorpos Monoclonais <ul><li>São obtidos em laboratório a partir da estimulação de um único linfócito B; </li></ul><ul><li>São todos iguais e específicos para apenas um antigénio; </li></ul>
  79. 80. Produção de Anticorpos Monoclonais
  80. 81. Aplicações dos Anticorpos Monoclonais <ul><li>Testes de diagnostico (ex: gravidez); </li></ul><ul><li>Tratamento de cancros; </li></ul><ul><li>Controlo de doenças auto-imunes; </li></ul><ul><li>Imunização passiva contra agentes infecciosos e toxinas; </li></ul><ul><li>Transplantes de tecidos ou órgão –testes de compatibilidade </li></ul><ul><li>Antídotos para venenos e drogas. </li></ul>
  81. 82. Bioconversão ou Biotransformação <ul><li>Biotecnologia que recorre a microrganismos capazes de realizar certas reacções químicas de transformação de compostos estruturalmente semelhantes, com aplicação terapêutica, produzidos em quantidades industriais e em condições mais favoráveis que a síntese química. </li></ul>
  82. 84. Vantagens da Bioconversão <ul><li>Obtenção de produtos que resultam de vias metabólicas complexas e cuja síntese in vitro é dificil, se não mesmo impossível. </li></ul><ul><li>Diminuição do número de etapas necessárias para a obtenção do produto o que torna a sua produção mais rápida e económica. </li></ul><ul><li>Maior grau de pureza dos produtos obtidos, diminuindo o risco de reacções alérgicas. </li></ul>
  83. 85. Antibióticos <ul><li>Cerca de 170 antibióticos produzidos industrialmente para tratamento de infecções bacterianas. </li></ul><ul><li>Á Biotecnologia tem permitido desenvolver antibióticos com maior espectro de acção, diferentes vias de administração e menor risco de provocar reacções alérgcas. </li></ul><ul><li>Além dos antibióticos naturais, foram desenvolvidos em laboratório antibióticos sintéticos, por modificação de uma substância natural produzida por um microrganismo. </li></ul><ul><li>Os antibióticos produzidos parcialmente por síntese laboratorial e parcialmente por microrganismos são designados semissintécticos. </li></ul>
  84. 86. Penicilina <ul><li>Alexander Fleming, médico Inglês do Séc XIX, observou pela 1ª vez a acção da penicilina em 1928 e curiosamente isso aconteceu “por acaso”. </li></ul><ul><li>Pela primeira vez, a espécie humana conseguia produzir uma substância no combate a infecções bacterianas. </li></ul><ul><li>Foi precisamente o estudo que desenvolveu com estes produtores naturais - os fungos, que valeu a Fleming o Prémio Nobel da Medicina em 1945. </li></ul>
  85. 87. Penicilina Semissintéctica <ul><li>A partir da penicilina é possível realizar transformações que conduzem à produção de penicilinas semissintécticas como a ampicilina ou amoxicilina. </li></ul>
  86. 88. Bioconversão de Esteróides
  87. 89. Esteróides <ul><li>Contraceptivos (estrogénios e progesterona). </li></ul><ul><li>Anti-inflamatórios (cortisona e hidrocortisona) </li></ul><ul><li>Anabolizantes (controlam processos metabólicos). Ex: doping </li></ul><ul><li>Todos estes tipos de Esteróides são produzidos por certos géneros de fungos e bactérias. </li></ul>
  88. 90. Vitaminas <ul><li>São substâncias de natureza química diversa, obtidas a partir da alimentação. </li></ul><ul><li>Embora sejam necessárias em quantidades reduzidas, a sua ausência pode causar graves doenças e mesmo a morte. </li></ul><ul><li>Suplementos nutricionais (contendo vitaminas) são produzidos utilizando certos géneros de fungos e bactérias. </li></ul><ul><li>Algumas vitaminas são facilmente produzidas por síntese química. Mas outras são demasiado complexas para serem obtidas desta forma, mas são facilmente produzidas por microrganismos. </li></ul><ul><li>Como exemplo, o fabrico anual de várias toneladas de vitamina B12 que integra vários medicamentos e alimentação de animais. </li></ul>
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