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  • 1. P. Luis GLINKA OFM (COMP.) La oración enlos santos Padres ichthys bolsillo L U M E N
  • 2. LA ORACIÓNEN LOS SANTOS PADRES PEDID, LLAMAD Y BUSCAD
  • 3. ichthys bolsillo LA ORACIÓNEN LOS SANTOS PADRES PEDID, LLAMAD Y BUSCAD PADRE LUIS G L I N K A COMPILADOR LUMEN Grupo Editorial LUMEN Buenos Aires - México
  • 4. Colección: Ichthys bolsillo Compilación: Padre Luis Glinka Coordinación gráfica y diseño: Lorenzo Ficarelli La oración en los santos Padres / compilado por Luis Glinka. a 1. ed. - Buenos Aires : Lumen, 2009. 320 p . ; 18x13 cm. ISBN 978-987-00-0858-3 1. Religión. 2. Patrística. I. Luis Glinka, comp. CDD 200.1No está permitida la reproducción total o parcial de este libro, nisu tratamiento informático, ni su transmisión de ninguna forma, ya sea electrónica, mecánica, por fotocopia, por registro u otros métodos, ni cualquier comunicación pública por sistemas alámbricos o inalámbricos,comprendida la puesta a disposición del público de la obra de tal forma que los miembros del público puedan acceder a esta obra desde el lugar y en el momento que cada uno elija,o por otros medios, sin el permiso previo y por escrito del editor. © Editorial y Distribuidora Lumen SRL, 2009. Grupo Editorial Lumen viamonte 1674, (C1055ABF) Buenos Aires, República Argentina Tel. 4373-1414 (líneas rotativas) o Fax (54-11) 4375-0453 E-mail: editorial@lumen.com.ar http://www.lumen.com.ar Hecho el depósito que previene la ley 11.723 Todos los derechos reservados LIBRO DE EDICIÓN ARGENTINA PRINTED IN ARGENTINA
  • 5. PRÓLOGO S an P a b l o , dirigiéndose a los fieles de Te- salónica, los exhorta a orar sin interrup­ ción. " R e c e n i n c e s a n t e m e n t e " , les dice(1 Ts 5, 1 7 ) . E l a p ó s t o l n o h a c e otra c o s a q u et r a n s m i t i r a los fieles v e n i d o s del p a g a n i s m o u n ade las principales exigencias que J e s ú s h a b í ap u e s t o p a r a sus discípulos. L o s que v e n í a n delp a g a n i s m o a c o s t u m b r a b a n rezar c o n m u c h a s p a ­labras, o c o n interminables repeticiones d e lasm i s m a s fórmulas. Ya J e s ú s h a b í a d i c h o a sus discípulos q u e n orezaran c o m o los p a g a n o s (Mt 6, 7-8). L o s cristia­n o s d e b í a n rezar de acuerdo con la antigua tradi­ción q u e se e n r a i z a b a en el A n t i g u o T e s t a m e n t o yq u e tenía su m o d e l o en los S a l m o s , c o m o y a loh a c í a n los fieles v e n i d o s del j u d a i s m o . P e r o lesadvirtió que no hicieran como algunos judíos,q u e r e z a b a n e n las p l a z a s o e n las c a l l e s p a r aser vistos por los demás. La oración de los dis­cípulos de Jesús se caracteriza por ser interior, 5
  • 6. 6 LA O R A C I Ó N EN L O S SANTOS PADRESy se hace con el deseo de ser vistos sólo porD i o s ( M t 6, 5 - 6 ) . J e s ú s fue c o n o c i d o c o m o h o m b r e de oración.Los E v a n g e l i o s r e c u e r d a n que c o n frecuencia seretiraba a orar, q u e a v e c e s se levantaba m u y t e m -p r a n o p a r a h a c e r l o ( M c 1, 3 5 ) y q u e otras v e c e s" p a s a b a t o d a la n o c h e en o r a c i ó n " (Lc 6, 1 2 ) . E nciertas circunstancias, lo hacía a c o m p a ñ a d o p o rsus discípulos (Lc 9, 2 5 ) . En algunas o p o r t u n i d a -des, los evangelistas transmiten las palabras q u eel S e ñ o r p r o n u n c i a b a en su oración, c o m o la afec-tuosa acción de gracias al Padre p o r q u e reveló s umisterio a los p e q u e ñ o s (Mt 11, 25-26; L c 10, 2 1 -2 2 ) , el d e s g a r r a d o r grito en la cruz ( M t 2 7 , 4 6 ; M c15, 3 4 ) , t o m a d o de u n S a l m o (Sal 2 2 , 2 ) , o el cari-ñ o s o " ¡ A b b á ! " c o n el que revelaba su especial in-t i m i d a d c o n D i o s . E l ejemplo del S e ñ o r resultóatrayente p a r a los discípulos, p o r q u e éstos, alverlo rezar, se dirigieron a él pidiéndole: "¡Señor,e n s é ñ a n o s a rezar!" (Lc 11, 1 ) . J e s ú s e n s e ñ ó a sus discípulos q u é debían deciren la oración y c ó m o debían orar. L o que se d e b edecir e n la oración está resumido en la principale n s e ñ a n z a de J e s ú s en esta materia, que es el " P a -d r e n u e s t r o " (Mt 6, 9-12; L c 11, 2-4). Entre las ins-
  • 7. PRÓLOGO 7trucciones sobre la forma en que h a y q u e rezar, see n c u e n t r a el triple imperativo c o n s e r v a d o en lostextos e v a n g é l i c o s que los críticos atribuyen a tinade las m á s antiguas fuentes: "Pidan... busquen...l l a m e n " (Mt 7, 7; L c 11, 9). S o n expresiones que sedirigen a los q u e están en condición de carencia.Si d e b e n p e d i r o buscar, es p o r q u e n o tienen op o r q u e h a n p e r d i d o lo que tenían. Si deben lla­mar, es p o r q u e están fuera y desean ser recibidos. L o s tres imperativos van seguidos p o r otrostantos v e r b o s q u e aseguran la respuesta que sed a r á a los que o b e d e z c a n a estos m a n d a t o s : a losq u e b u s q u e n , hallarán, y a los que llamen se lesabrirá. S e g ú n la forma de expresarse de los j u d í o s ,q u e a t e n d i e n d o al m a n d a m i e n t o evitan, p o r lo ge­neral, p r o n u n c i a r el n o m b r e de D i o s , los v e r b o sdichos en forma pasiva indican q u e quien realiza­rá la acción es el m i s m o Dios; al que pide, D i o s ledará, y al q u e l l a m e , Dios m i s m o le abrirá. Se s o b r e e n t i e n d e que el que b u s c a e n c o n t r a r áa D i o s . E l texto c o n c l u y e h a c i e n d o u n a c o m p a r a ­ción: los seres h u m a n o s , aun s i e n d o m a l o s , s a b e ndar c o s a s b u e n a s a sus hijos. E l Padre celestial,q u e es s ó l o b o n d a d , dará s i e m p r e lo q u e es b u e ­n o p a r a aquellos q u e se lo piden. P o r eso los t e x -
  • 8. 8 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADREStos del N u e v o T e s t a m e n t o insisten en que el oran-te será e s c u c h a d o , y q u e todo lo que p i d a le serác o n c e d i d o , a u n las c o s a s m a s sorprendentes ( M c11, 2 4 ) . La s e g u r i d a d q u e debe tener el orante de q u eserá a t e n d i d o en la oración está m u y lejos de p a -recerse a la " m a g i a " . N o es sólo decir p a l a b r a spara que las c o s a s sucedan: el q u e reza d e b e c o -m e n z a r p o r liberarse de todo m a l sentimiento. ElE v a n g e l i o p o n e u n ejemplo: " C u a n d o te p o n g a sde pie para orar, p e r d o n a a los demás..." ( M c 11,25). A d e m á s , la o r a c i ó n se debe h a c e r "en el n o m -bre de J e s ú s " (Jn 14, 13; 15, 16). Estar "en el n o m -bre" es c o m o estar m e t i d o s dentro del m i s m on o m b r e , es decir, c o m o f o r m a n d o u n a sola p e r s o -n a c o n él. E n t o n c e s , si se tienen los m i s m o s senti-m i e n t o s q u e tiene Jesucristo, y se reza en u n i ó ncon él, se tiene la s e g u r i d a d de participar de suo m n i p o t e n c i a . P e r o , aun así, es necesario "pedir";n o es c o m o p r o n u n c i a r u n a palabra m á g i c a , sinop o n e r s e en h u m i l d e actitud de petición p a r a q u eD i o s la c o n c e d a . El A n t i g u o T e s t a m e n t o , c o m o la e n s e ñ a n z ad e J e s ú s y d e l o s a p ó s t o l e s , c o n t r a d i c e la a c t i -t u d d e aquellos fatalistas que aceptan pasiva-
  • 9. PRÓLOGO 9m e n t e lo que s u c e d e . U n o s p i e n s a n que t o d o su-c e d e i n e x o r a b l e m e n t e de acuerdo c o n las leyes dela naturaleza, y q u e es inútil que los seres h u m a -n o s p r e t e n d a n c a m b i a r el orden de las cosas recu-r r i e n d o a D i o s . O t r o s dicen q u e todo ya fue deter-m i n a d o p o r D i o s ("estaba escrito"), y que El n ova a cambiar sus planes. A u n o s y a otros se les responde que D i o s quie-re q u e le p i d a n y que, para ordenar las c o s a s ,D i o s tiene en c u e n t a la súplica de los h u m a n o s .N o se explica c ó m o entra a j u g a r la petición de u nser h u m a n o en el orden inflexible de las c a u s a snaturales, ni en el s o b e r a n o plan de D i o s . P e r o laEscritura e n s e ñ a q u e los h u m a n o s n o son objetosp a s i v o s ni s o n "juguetes del destino"; D i o s h aq u e r i d o o r d e n a r la historia en diálogo c o n sus hi-j o s , y t o d o s p u e d e n participar c o m o suplicantes. L o s santos P a d r e s c u m p l i e r o n con el misteriode profundizar las e n s e ñ a n z a s del E v a n g e l i o ytransmitirlas a los fieles de todas las culturas,aplicándolas a las n u e v a s circunstancias q u e seiban p r o d u c i e n d o en la historia de la Iglesia. D eesa m a n e r a , dejaron sorprendentes enseñanzassobre la oración. U n o s escribieron tratados sobrela o r a c i ó n en general, o sobre alguna oración en
  • 10. 10 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESparticular, e s p e c i a l m e n t e sobre el "Padrenues-tro"; otros escribieron oraciones o dejaron p o r e s -crito las oraciones q u e ellos m i s m o s rezaban, p a -ra q u e sirvieran de ejemplo a los fieles; a l g u n o sc o m p u s i e r o n los textos litúrgicos que se u s a r o nen a l g u n o s t i e m p o s o q u e todavía h o y se rezan yse c a n t a n en las iglesias; finalmente otros, e n s utarea pastoral, dirigieron s e r m o n e s al p u e b l o p a -ra instruirlo sobre q u é debía rezar y c ó m o d e b í ahacerlo. Las e n s e ñ a n z a s sobre la oración que se en-c u e n t r a n en los escritos de los santos Padresc o n s t i t u y e n u n m a t e r i a l inabarcable. D e t o d o e s -te a b u n d a n t e material, el p a d r e Luis G l i n k a h aextraído u n a c a n t i d a d de ejemplos que a los lec-tores p o d r á n p a r e c e r m u c h o s , pero q u e en reali-d a d s o n u n a p e q u e ñ a m u e s t r a de todo lo q u e sep u e d e leer sobre este tema. El p a d r e G l i n k a h a seleccionado estos e j e m -plos, y a q u í los ofrece traducidos al castellano yo r d e n a d o s c o m o p a r a q u e los cristianos de h o ya p r e n d a n a rezar en la escuela de los santos P a -dres. E s de d e s e a r q u e estos ejemplos susciten elinterés p o r la lectura de las obras de aquellos pri-m e r o s testigos y m a e s t r o s de la fe.
  • 11. PRÓLOGO 11 L o s fieles reciben en la actualidad la oferta dem u c h o s m é t o d o s de oración. A l g u n o s se a p o y a nsobre c o n c e p t o s religiosos m u y distantes de la fecristiana, p o r lo q u e son ciertamente desaconseja-b l e s . L a obra del p a d r e G l i n k a sirve c o m o un v a -lioso indicador, que ubica a los lectores en el c a -m i n o de la auténtica tradición cristiana. C o m o sesuele decir, c u a n d o r e m o n t a m o s el c a m i n o , y v o l -v e m o s hacia la fuente, ahí e n c o n t r a m o s el a g u amás pura. Monseñor Luis Heriberto Rivas
  • 12. PRESENTACIÓN P E R M A N E C E R DELANTE DE D I O S A c t u a l m e n t e existe u n a proliferación de o r a c i o n e s p o p u l a r e s p a r a todas las n e ­ cesidades e inquietudes personales,a l g u n a s de las c u a l e s hasta p u e d e n p a r e c e r m á ­gicas o m a c u m b e r a s a la h o r a de obtener graciasy favores divinos. Estas o r a c i o n e s a p u n t a n e s p e c i a l m e n t e a o b t e ­n e r trabajo, p o d e r e c o n ó m i c o , salud corporal y,p o r ú l t i m o , al t e m a espiritual e interior del h o m ­bre. S e organizan procesiones, peregrinaciones,manifestaciones religiosas p a r a rogar p o r " p a n ytrabajo", p a r a a g r a d e c e r h a b e r c o n s e g u i d o u ne m p l e o o salud. E s t o es v e r d a d e r a m e n t e n e c e s a ­rio y b u e n o ; p e r o olvida la parte m á s i m p o r t a n t ede la p e r s o n a h u m a n a que garantiza la salud e s ­piritual y m o r a l : m a n t e n e r la amistad c o n D i o sd u r a n t e t o d o el t i e m p o , p e r m a n e c e r c o n t i n u a ­m e n t e ante Dios. 13
  • 13. 14 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES Es n e c e s a r i o p e d i r a D i o s el p e r d ó n de los p e -c a d o s , la c o n v e r s i ó n interior, vivir i n t e n s a m e n t ela c a r i d a d fraternal. L a oración n o es u n a s p e c t osólo p e r s o n a l , sino t a m b i é n c o m u n i t a r i o , litúrgi-co, q u e n o s u n e a D i o s y n o s h e r m a n a en u n a s o -la c a r i d a d y fe en el Señor. R e z a m o s m u c h o o p o c o pero n o s a b e m o s q u ép e d i r a D i o s . S e h a n tergiversado los valores y lasp r i o r i d a d e s de la oración. Los santos P a d r e s tienen aquí u n a importantee n s e ñ a n z a sobre la oración. N o s dejaron preciosostesoros sobre su p e d a g o g í a que l a m e n t a b l e m e n t ed e s c o n o c e m o s . E l l o s n o s e n s e ñ a n c ó m o rezar,c ó m o p e d i r a D i o s u n a gracia y, p a r t i c u l a r m e n -te, c ó m o p e r m a n e c e r c o n t i n u a m e n t e ante la p r e -s e n c i a de D i o s c o n el corazón y la m e n t e , y conti-n u a r delante de él, día y n o c h e , en m e d i o de n u e s -tras actividades, p r e o c u p a c i o n e s y tareas de c a d adía. Se trata, p u e s , de n o volver a u n p a s a d o h i s t ó -rico, s i n o r e c u p e r a r las ricas e n s e ñ a n z a s de losP a d r e s sobre la o r a c i ó n y aplicarlas a nuestra rea-lidad m o d e r n a materialista, h e d o n i s t a e indivi-dualista p a r a m a n t e n e r un contacto p e r m a n e n t econ D i o s q u e es amor, n o s p e r d o n a y es el S e ñ o r
  • 14. PRESENTACIÓN 15de t o d o lo c r e a d o . A través de D i o s n o s e n c o n t r a -m o s c o n n u e s t r o prójimo c o m o h e r m a n o e hijo den u e s t r o Padre. "Oren c o n s t a n t e m e n t e " (1 Ts 5, 17) es la ense-ñ a n z a constante de los Padres que tiene su origenen la S a g r a d a Escritura. Es b ú s q u e d a constante deDios y descubrir c a d a día m á s , quién es Dios p a r amí, para la c o m u n i d a d . N o es u n a b ú s q u e d a abs-tracta, teológica de la oración, sino u n a experienciadirecta y personal, vivencial, n o m e r a especula-ción racional. U n a vez, un monje preguntaba alanciano M a c a r i o : " ¿ C ó m o d e b e m o s o r a r ? " E l an-ciano respondió: " N o es necesario usar un m o n t ó nde palabras; sólo extiende las m a n o s y di: Señor,c o m o tú quieres y c ó m o tú conoces mejor, ten m i -sericordia, o, Señor, socorro." La p e d a g o g í a de los Padres sobre la oración: laespiritualidad es m u y rica en la experiencia d e lm i s t e r i o d e la r e l a c i ó n del h o m b r e c o n la S a n t í -s i m a T r i n i d a d e n espíritu de a d o r a c i ó n y e n v e r -d a d . L a o r a c i ó n e n los s a n t o s P a d r e s tiene s uf u n d a m e n t o y o r i g e n en la S a g r a d a E s c r i t u r a , e s -p e c i a l m e n t e en la oración del Padrenuestro y enlos s a l m o s .
  • 15. 16 L A O R A C I Ó N EN L O S SANTOS PADRES Al final de los p r i m e r o s t i e m p o s del cristianis-m o c o m e n z a r o n aparecer p e q u e ñ o s c o m e n t a r i o ssobre la o r a c i ó n s e ñ a l a n d o q u e debía ser h u m i l -de, alegre, confiada y vigilante, orientada e s p e -c i a l m e n t e a p e d i r a D i o s los b i e n e s espiritualesp r o m e t i d o s p o r el Señor. L a c o m u n i d a d reza diri-g i é n d o n o s al P a d r e creador y S e ñ o r de los siglos.La o r a c i ó n es a l a b a n z a y acción de gracias p o r elHijo y recoge las intenciones de toda la Iglesiap o r la m e d i a c i ó n de Jesucristo. E n ella, el Padre yel Hijo están u n i d o s en u n m i s m o culto y en u n am i s m a fe. D u r a n t e el siglo III, aparecen los p r i m e r o s c o -m e n t a r i o s al P a d r e n u e s t r o (Orígenes, Tertuliano,C i p r i a n o , etc.), d o n d e se insiste en q u e el P a d r e -n u e s t r o es el c o m p e n d i o de t o d o el E v a n g e l i o . E lrezo del P a d r e n u e s t r o tiene que ser a c o m p a ñ a d ocon genuflexiones, a y u n o s y hospitalidad, y asín o s h a c e perfectos adoradores de D i o s Padre. El t r a t a d o de O r í g e n e s sobre la o r a c i ó n y elc o m e n t a r i o al P a d r e n u e s t r o es u n " v e r d a d e r o te-s o r o " d e la o r a c i ó n , a d e m á s de ser u n p e q u e ñ otratado teológico de la oración. P a r a este t e ó l o g o ,la o r a c i ó n es el c a m i n o p o r el cual los fieles c a m i -n a n h a c i a D i o s , r e c u p e r a n d o la s e m e j a n z a q u eh a b í a s i d o p e r d i d a a c a u s a del p e c a d o y del odio.
  • 16. PRESENTACIÓN 17C o n la purificación interior se llega a la perfectau n i ó n c o n D i o s q u e es el fin de toda oración. Ésta n o p u e d e estar separada de la existenciah u m a n a real, sino que se extiende en situacionesconcretas, "de u n a caridad sin límites", hospitali­dad, repartición de bienes que son manifestacionesde u n a fraternidad en Jesús, m i e m b r o de la Iglesia:"La oración aceptada por Dios es u n a b u e n a obra." En el Oriente cristiano, durante los siglos I V yV, aparecen obras maestras sobre la espiritualidadde la oración especialmente en el ambiente m o ­nástico. L o s monjes consideran la oración c o m ou n a ciencia p o r excelencia que recoge todo en sí:la fe, la vida, la salvación. Para estos m o n j e s lao r a c i ó n tiene q u e ser un diálogo del h o m b r e c o nD i o s , y lo principal es p e d i r a D i o s los b i e n e s c o n ­v e n i e n t e s p a r a la s a l v a c i ó n ; e s u n a e l e v a c i ó n d ela m e n t e y el c o r a z ó n a D i o s , n o en el s e n t i d od e u n a visión platónica sino en u n transformarseen u n " d i á l o g o del espíritu c o n el P a d r e " . P a r aevitar u n a cierta intelectualización h e l é n i c a d e laoración, los m o n j e s unificaron el espíritu c o n elc o r a z ó n p a r a referirse a la totalidad de la p e r s o n avivificada p o r el Espíritu S a n t o .
  • 17. 18 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRES Los P a d r e s c o m e n t a n las cuatro distincionesque s a n P a b l o h a c e en la oración: petición, ora-ción, súplica y acción de gracias (1 T m 2, a ) . Por petición, e n t i e n d e n rogar a Dios p o r losb i e n e s celestiales y espirituales, y l u e g o , en u ns e g u n d o lugar, p o r las cosas materiales y t e m p o -rales. A la pregunta de p o r qué nuestras oracionesn o siempre son escuchadas, san J u a n C r i s ó s t o m oresponde: " P o r q u e r o g a m o s m u y p o c o o n o s en-contramos en pecado." En la tradición m o n a c a l , la oración tiene u ncarácter insistente, en p r i m e r l u g a r p a r a p e d i rp e r d ó n p o r los p e c a d o s : "Señor, ten p i e d a d d emí, p e c a d o r . " La continua oración n o es hablar constante-mente, sino llegar al estado de vida de u n a granoración, de la cual la oración vocal es parte. O t r oaspecto fundamental para el m o n a q u i s m o orientales la oración litúrgica y comunitaria, que encuen-tra su lugar teológico en un conocimiento y sabi-duría de la vida mística donde el alma se une aDios a través de la fe y el amor, aceptando el sufri-miento, el dolor y la cruz en Cristo. El creer nos lle-va a suplicar: cuando m á s viva es la fe, tanto m á s sesiente la necesidad de orar y estar u n i d o al Señor.
  • 18. PRESENTACIÓN 19 E n los c o m e n t a r i o s litúrgicos, en las h o m i l í a s ,en la catequesis de las cartas pascuales, los P a d r e sinsisten en la n e c e s i d a d de rezar c o n t i n u a m e n t ep a r a c o m b a t i r las tentaciones de los espíritus m a ­lignos, las especulaciones filosóficas, el racionalis­m o teológico que h a c e n perder la fe v i v a en D i o sUno-Trino. La oración tiene que salir del corazón. En O c c i d e n t e t u v o gran influencia el t r a t a d ode la oración del t e ó l o g o alejandrino O r í g e n e s .P e r o a d e m á s , los Padres occidentales h a n dejadou n p r e c i o s o l e g a d o sobre la oración: c o m e n t a n d olos s a l m o s , afirmaban "Vox Christi ad P a t r e m "(san A m b r o s i o ) . Los s a l m o s eran presentados c o m o u n c a m i n oespiritual de elevación del a l m a hacia D i o s . L aoración n o es sólo u n a fórmula de oración c o nm u c h a s p a l a b r a s sino u n estilo de vida, u n afectoc o n t i n u o del corazón, u n a actitud p e r m a n e n t e defe, a u n en los m o m e n t o s difíciles de la vida. D i o ses u n misterio q u e se acepta sólo c o n la oraciónde fe y n o c o n la especulación teológica. La a d o r a c i ó n silenciosa es mejor que el r a c i o ­n a l i s m o p a r a encontrarse c o n D i o s .
  • 19. 20 L A O R A C I Ó N EN L O S SANTOS PADRES San A g u s t í n h a d a d o amplios espacios en susescritos, reflexionando sobre la oración. M e d i t a n d oel comentario a los salmos, la carta a Proba sobre laoración, afirma que la oración de Cristo es n u e s -tra y la nuestra se h a c e en Cristo: "Nuestras ora-ciones s o n e n t o n c e s hacia él, p o r él y en é l " (InPas, 8 5 , 1). L a oración es el c a m i n o c o n Cristo y e nCristo p a r a llegar al P a d r e con la a y u d a del E s p í -ritu S a n t o . D e s p u é s de san A g u s t í n siguieron otrosc o m e n t a r i o s a la o r a c i ó n , p o r e j e m p l o los d eC a s i a n o , s a n J u a n D i a s a n c e n o , s a n M á x i m o elConfesor, etc. M u c h a s de las oraciones de los P a -dres y del m o n a q u i s m o se h a n recogido en loscuatro t o m o s de la Filocalia, que es u n precioso te-soro p a r a a p r e n d e r a orar con los Padres. La presente edición de compilaciones deo r a c i ó n d e l o s P a d r e s n o tiene otro o b j e t i v o q u eh a c e r c o n o c e r y acercar algunas e n s e ñ a n z a s úti-les p a r a la oración. E s t a m o s p a s a n d o p o r u nt i e m p o de crisis de fe, de n e c e s i d a d de orar. N osólo c o n los m e d i o s h u m a n o s p o d e m o s resolvernuestros p r o b l e m a s , sino que es necesaria la ora-ción c o n fe. El h o m b r e es creado a i m a g e n y s e m e -janza de Dios, y n o p o d r á encontrar la verdadera
  • 20. PRESENTACIÓN 21felicidad h a s t a q u e recupere la s e m e j a n z a c o nD i o s , a través de la continúa oración, a y u n o s yobras de misericordia. Los t e x t o s p u b l i c a d o s fueron revisados c o nlos o r i g i n a l e s q u e se e n c u e n t r a n en P a t r o l o g í ag r i e g a y latina, o r d e n a d a s c r o n o l ó g i c a m e n t e p o rlos P a d r e s . A l g u n a s afirmaciones sobre el misterio de laoración: " L a oración es el m á s grande de todos los b i e n e s , el fin de todos los m a l e s y el funda­ m e n t o y raíz de todas las virtudes." "Todas las virtudes juntas, sin la oración, son p u r a ilusión." " C o m o se h a g a b i e n la oración, que es lo m á s i m p o r t a n t e , n o dejará de h a c e r s e t o d o lo q u e D i o s quiere." " D o n d e e s t é la o r a c i ó n , c o n ella e s t a r á n t o d o s l o s b i e n e s y t o d a s las verdaderas virtudes." "Tú n o vales otra cosa que lo que valga tu oración: ella es la m e d i d a de toda virtud y el fundamento y origen de toda perfección."
  • 21. 22 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES " A u n q u e repartas todos tus bienes a los pobres, aunque te sacrifiques y entregues tu vida en a y u d a de los necesitados, aunque vivas e n perfecta austeridad y en continuas vigilias y ayunos, y aunque te parezca que posees todas las virtudes, todas ellas n o ten­ drán otro valor q u e lo que valga tu oración." " P o r la oración y sólo en ella y c o n ella re­ c i b i m o s todos los b i e n e s . " " E s t o t a l m e n t e i m p o s i b l e q u e e x i s t a al­ g o b u e n o e n u n a l m a d o n d e n o a n i d a la oración." " U n h o m b r e sin oración es c o m o u n ani­ m a l sin razón." "El q u e a b a n d o n a la oración p r o n t o se convierte en bestia o d e m o n i o . " P. Luis Glinka ofin
  • 22. PIDAN A DIOS CON FERVOR 1 Así, p u e s , a p o y a d o s e n esta e s p e r a n z a , únanse nuestras almas a Aquel que es • fiel e n sus p r o m e s a s y j u s t o en sus jui­cios. E l q u e n o s m a n d ó n o mentir, m u c h o m e n o smentirá El mismo, pues nada hay imposible pa­ra D i o s fuera d e l mentir... T o d o lo h a r á c u a n d oq u i e r a y c o m o q u i e r a , y n o h a y peligro de q u edeje de c u m p l i r s e n a d a de c u a n t o E l h a p r o m e t i ­ ado (Carta 1 ) . 2. P o r c o n s i g u i e n t e , t a m b i é n nosotros, reuni­d o s y c o n s c i e n t e s de nuestro deber, en c o n c o r d i ay en u n solo lugar, l l a m e m o s fervorosamente a É l(con o r a c i o n e s ) c o m o salidas de u n a sola b o c a , afin de llegar a ser partícipes de sus magníficas y agloriosas p r o m e s a s (Carta 1 ) . 3. O r e m o s t a m b i é n p o r los q u e están en p e c a ­do, a fin d e q u e les sea otorgada la m o d e r a c i ó n yla h u m i l d a d , y c e d a n , n o a n o s o t r o s , s i n o a lav o l u n t a d d e D i o s ; p o r q u e así c u a n d o los r e c o r ­d e m o s e n espíritu de misericordia delante de 23
  • 23. 24 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESDios y de los S a n t o s , nuestra oración será fruc-tuosa y perfecta (1 C o LVI. 1-3, 1 6 ) . 4. A s í , p u e s , oren s a n t a m e n t e y p i d a n a D i o scon fervor y c o n t o d a s o b r i e d a d y castidad, sinodio y sin malicia... C o n vuestros a y u n o s y ora-ciones c o n t i n u a s , d a d en Cristo, visitad a los q u eestén e n d e m o n i a d o s y recitad sobre ellos u n ao r a c i ó n q u e a g r a d e a D i o s . . . P o r q u e esta c a s t a— d i c e el S e ñ o r — sólo se expulsa p o r la oraciónfervorosa y fe c o n a y u n o . Bello es, p o r tanto, c o m -p a d e c e r a los h e r m a n o s enfermos, c o m o q u e d adicho, p o r m e d i o de vigilias, a y u n o s y oraciones acontinuas... (Carta 1 Virg.). 5. C u a n d o a ú n estés tú h a b l a n d o , diré: H e m ea q u í presente (Is 5 8 , 9 ) . S i g n o es, efectivamente,esta p a l a b r a , de gran p r o m e s a : p u e s n o s dice elS e ñ o r q u e É l está m á s dispuesto a d a r n o s sus do- an e s que n o s o t r o s a recibirlos (Carta 2 a C o r ) . SAN CLEMENTE ROMANO ( † 99)
  • 24. DEDÍCATE SIN INTERRUPCIÓN A LA ORACIÓN 1 E n c a d e n a d o c o m o estoy p o r a m o r de J e - sucristo, suplicando alcanzar a D i o s , o s • h a g o esta exhortación: p e r m a n e c e d uni-dos en la oración, rogando los u n o s p o r los otros(Carta Tral). 2. P u e s , si tanta fuerza tiene la oración de c a d au n o en particular, ¿cuánta m á s la que se h a c e pre-sidida p o r el o b i s p o y en unión con toda la Igle-sia? (Carta a los Efesios). 3. Yo te e x h o r t o a que, p o r la gracia de que e s -tás revestido, aceleres el p a s o de tu carrera, y q u ea s i m i s m o exhortes tú, p o r tu parte, a todos p a r aque se salven. D e s e m p e ñ a el lugar que o c u p a scon toda diligencia de cuerpo y espíritu. P r e o c ú -pate de la u n i ó n entre todos, mejor que la cual n a -da existe. Llévalos a todos sobre ti, c o m o a ti telleva el Señor. Sopórtalos a todos con cariño, c o -m o y a lo h a c e s . D e d í c a t e sin interrupción a la ora- 25
  • 25. 26 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESción. P i d e a D i o s m a y o r inteligencia de la q u e tie-nes. Estáte alerta, apercibido del espíritu que des-c o n o c e el s u e ñ o (...). D o n d e m a y o r es el trabajo,allí h a y m a y o r e s g a n a n c i a s (Carta a san Policarpo). SAN I G N A C I O DE A N T I O Q U Í A ( † 1 0 7 )
  • 26. O R E M O S POR TODOS 1 D e s p u é s del b a u t i s m o , l l e v e m o s con n o ­ sotros a nuestros h e r m a n o s , c o n el fin d e • h a c e r preces en c o m ú n p o r nosotrosm i s m o s y p o r todos los d e m á s esparcidos p o r to­d o el m u n d o , o r a n d o con fervor, suplicando sen o s c o n c e d a vivir de acuerdo con la verdad q u eh e m o s c o n o c i d o , siendo h o m b r e s de recta c o n ­ducta, guardianes de todo lo que se n o s h a m a n ­ ad a d o p a r a conseguir la vida eterna (1 Apolog.). 2. N o s o t r o s v e n e r a m o s al C r e a d o r del u n i v e r ­so c o n o r a c i o n e s y acciones de gracias, a l a b a n d oal q u e h e m o s a c e p t a d o c o m o ú n i c o d i g n o de esteh o n o r d á n d o l e gracias p o r h a b e r n o s creado y p o rt o d o s los b i e n e s , c o n nuestras peticiones p a r a re­n a c e r l u e g o en la eternidad p o r la fe q u e t e n e m o sen É l (ibíd.). 3. O r e m o s p o r toda la Iglesia, p a r a q u e c o n o ­c i e n d o la v e r d a d y o b r a n d o el bien, g u a r d a n d olos m a n d a m i e n t o s , n o s h a g a m o s d i g n o s de alcan­zar la s a l v a c i ó n eterna (ibíd.). 27
  • 27. 28 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES 4. E n vuestras s i n a g o g a s vosotros m a l d e c í s atodos los q u e se h a n h e c h o cristianos, y las d e m á sn a c i o n e s h a c e n lo m i s m o . Pero nosotros a todosd e c i m o s : "vosotros sois nuestros h e r m a n o s " , ynuestro d e s e o es que todos l l e g u e m o s al conoci-m i e n t o de la v e r d a d e r a vida. P o r eso o r a m o s p o rvosotros, p a r a que Cristo tenga piedad. Él, enefecto, n o s e n s e ñ ó a orar m u c h o p o r nuestrose n e m i g o s (Diálogo con Trifón, 96). O r e m o s p o r vosotros y p o r todos los h o m b r e ssin e x c e p c i ó n , c o n f o r m e n o s enseñó nuestro Cris-to y Señor, q u e m a n d ó orar incluso p o r nuestrose n e m i g o s , a m a r a los q u e n o s odian, y b e n d e c i r alos que n o s m a l d i c e n (ibíd., 1 3 3 ) . SAN JUSTINO ( † 1 6 5 )
  • 28. N O DUDAR EN PEDIR AL SEÑOR A rranca d e ti toda d u d a y n o vaciles e n n a d a a b s o l u t a m e n t e al p e d i r al Señor, ni digas dentro de ti: " ¿ C ó m o p u e d op e d i r n i recibir n a d a del Señor, h a b i e n d o c o m e t i -d o c o n t r a É l tan g r a n d e s p e c a d o s ? " N o discurrasasí, s i n o conviértete de todo c o r a z ó n al S e ñ o r ypídele sin vacilación y e x p e r i m e n t a r á s s u g r a nm i s e r i c o r d i a , y n o t e n g a s m i e d o de q u e te a b a n -d o n e , s i n o q u e c u m p l i r á la petición de tu a l m a . P o r q u e n o es el S e ñ o r c o m o los h o m b r e s , q u eg u a r d a n rencor, sino que Él n o es rencoroso, an-tes se c o m p a d e c e de la h e c h u r a de sus m a n o s .P o r tu parte, p u e s , purifica tu c o r a z ó n de t o d a slas v a n i d a d e s de este siglo y de todas las p a l a b r a sq u e a n t e r i o r m e n t e te fueron dichas, y pide al S e -ñ o r y lo recibirás t o d o y n o te v e r á s defraudadode n i n g u n a de sus peticiones, c o m o le pidas c o nfe. M a s si d u d a r a s en tu corazón, n a d a recibirásde c u a n t o pidieres. P o r q u e los q u e d u d a n de 29
  • 29. 30 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESDios, son d o b l e s de a l m a y n a d a a b s o l u t a m e n t etienen de c u a n t o piden. M a s los sencillos de la fepiden c o n confianza en el S e ñ o r y reciben, p o r q u ep i d e n sin vacilación y sin dar lugar a d u d a . P u e stodo h o m b r e doble de a l m a , si n o se arrepiente,difícilmente se salvará. Purifica, p u e s , tu c o r a z ó n de toda d u d a y re-vístete de la fe, p o r q u e es fuerte, y cree en D i o sque recibirás t o d o c u a n t o pidieres. Y si a c o n t e c ealguna v e z que, d e s p u é s de pedir, tardas en reci-bir del S e ñ o r lo que pides, n o d u d e s p o r q u e tardeen d e s p a c h a r t e la petición de tu alma. Porque, singénero de d u d a , p o r a l g u n a tentación o p e c a d oque tú d e s c o n o c e s , tardas en recibir tu petición.Por tu parte, p u e s , n o cejes en tus súplicas, que alfin recibirás. M á s si desfalleces y vacilas al rogar,a ti m i s m o tienen q u e acusarte y n o al que te da.Vigila contra esta d u d a , p o r q u e es m a l a e insen-sata y a m u c h o s desarraiga de la fe, incluso losm u y fieles y firmes en ella. ( E L PASTOR, I X M A N D A M I E N T O ) H E R M I A S ( S . I I )
  • 30. C O N SINCERIDAD E INOCENCIA,OFRECER NUESTRAS OFRENDAS AL SEÑOR 1 C o n simplicidad y conciencia pura, la Iglesia ofrece a D i o s el sacrificio insti- • t u i d o p o r el m i s m o Señor, en el q u eo f r e c e m o s t a m b i é n nuestros c u e r p o s y n u e s t r aoración, glorificando su n o m b r e entre las g e n t e s( F r a g m e n t o 3 8 ) . Y n o se lo ofrecemos c o m o a u nindigente, sino dándole gracias p o r su dominio...,y para que nos conceda sus bienes..., el p e r d ó n delos p e c a d o s y la vida eterna (Adversus haereses, 1 yFragmento 38). 2. " E n todo lugar se ofrece incienso y sacrificiop u r o a m i n o m b r e " (MI 1 , 1 1 ) . E n el A p o c a l i p s i s ,J u a n dice q u e el incienso es las oraciones de lossantos (cf. A p 5, 8 ) . El sacrificio puro y agradable aDios es la obligación de la Iglesia que el Señor m a n -dó que se ofreciera en todo el m u n d o , n o porqueDios necesite nuestro sacrificio, sino porque el queofrece es glorificado él m i s m o en lo que ofrece, contal de que sea aceptada su ofrenda. L a ofrenda que 31
  • 31. 32 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADREShacemos al R e y es u n a muestra de honor y de afec-to y el Señor quiere que ofrezcamos nuestras ofren-das con toda sinceridad e inocencia (...). N o h e m o s de pensar que haya sido abolida to-da clase de oblación, p u e s las oblaciones continúanen vigor ahora c o m o antes: el antiguo pueblo deDios ofrecía sacrificios y la Iglesia los ofrece tam-bién. L o que h a cambiado es la forma de la obla-ción, puesto que los que ofrecen no son ya siervos,sino h o m b r e s libres. (...) Es necesario, por tanto,que presentemos nuestra ofrenda a Dios y que leseamos gratos en todo ofreciéndole las primicias desu creación con mente sincera, con fe sin mezcla deengaño, con esperanza firme, con a m o r ferviente.Esta oblación pura sólo la Iglesia puede ofrecerla asu Hacedor en la Eucaristía, hecha con frutos de lacreación. (...) Y se la ofrecemos n o porque El la ne-cesite, sino para darle gracias por su Providencia ypara santificar la creación. Dios n o necesita de lonuestro, pero nosotros sí necesitamos ofrecer algo aDios. S e g ú n dice Salomón: "Quien se apiada deldébil, presta a D i o s " (Pr 19, 17), pues Dios, que n onecesita de nada, acepta nuestras buenas obras pa-ra correspondemos con sus beneficios (...). SAN IRENEO ( † 2 0 2 )
  • 32. REZA EN T O D O M O M E N T O 1 P a r a u n v e r d a d e r o s a b i o (o c r i s t i a n o i n s t r u i d o ) , t o d a la v i d a es u n a fiesta • s a c r a . S u s sacrificios c o n s i s t e n , p o rt a n t o , e n las o r a c i o n e s y en las a l a b a n z a s (aD i o s ) , e n la l e c t u r a d e la S a g r a d a E s c r i t u r a , e nlas r e c i t a c i o n e s d e los Salmos..., a n t e s de a c o s -tarse y e n la o r a c i ó n d e la n o c h e . A s í se u n e a lam i l i c i a celestial c o n s u i n c e s a n t e m e d i t a c i ó n yc o n t e m p l a c i ó n (...). Durante la oración que recitará en alta voz, n ousará m u c h a s palabras, p o r haber aprendido delSeñor c ó m o se debe rezar. Reza, pues, en todo lugar,pero n o públicamente y delante de los ojos de to-dos. Y reza en todo m o m e n t o y en toda circunstan-cia, bien cuando pasea, y cuando va en compañíade otros, y cuando se acuesta y cuando comienzaalguna obra espiritual. Y cuando en el interior desu alma le preocupa algún pensamiento, con gemi-dos inenarrables invoca al Padre (Stromata, 7). 33
  • 33. 34 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES 2. Es evidente que la vida de un cristiano h a deestar ligada a la permanente oración. Nadie p u e d ediscutir la importancia fundamental del recogi-miento en la oración en la vida diaria de los cristia-nos...; p u e s el alma tiene que dar incesantementegracias a Dios p o r los dones que le hace y tambiéntiene que pedir perdón de sus continuos pecados. E s t a n d o obligados a aspirar a la perfección, n e -cesitamos indiscutiblemente recurrir a la oración,de la q u e j a m á s p o d e m o s prescindir... E n nuestraoración, a ejemplo del Señor, h e m o s de pedir p o rtodos los h e r m a n o s , a m i g o s y e n e m i g o s , y p o r laconversión de todo el m u n d o al verdadero Dios.La oración n o s debe a c o m p a ñ a r siempre en todonuestro obrar, p u e s n o s une íntimamente con D i o sy n o s h a c e c a m i n a r a D i o s (Stromata, 6). 3. L a oración es "trato y c o n v e r s a c i ó n conD i o s " . D e ahí q u e el cristiano, al g u a r d a r escru-p u l o s a m e n t e los t i e m p o s de oración, c o n s a g r a aDios t o d o su q u e h a c e r diario, y así da testimoniodel S e ñ o r c o n su vida entera... (Stromata, 7). SAN C L E M E N T E DE ALEJANDRÍA ( † 2 1 4 )
  • 34. ¿CUÁNDO SE DEBE ORAR? S o b r e los m o m e n t o s de la o r a c i ó n n o te- n e m o s n a d a prescrito; tan s ó l o q u e t e n e - m o s q u e o r a r en t o d o t i e m p o y lugar.P e r o , si se n o s p r o h i b e o r a r en p ú b l i c o , ¿ c ó m o sed i c e e n t o d o l u g a r ? S e e n t i e n d e en t o d o l u g a rd o n d e se considere o p o r t u n o o necesario. P u e slos A p ó s t o l e s n o creyeron que q u e b r a n t a b a n elp r e c e p t o c u a n d o oraron y cantaron a D i o s en lacárcel, o y é n d o l e s los guardianes (Hch 16, 2 5 ) , n it a m p o c o P a b l o , q u e celebró la Eucaristía en elb a r c o en p r e s e n c i a de todos (Hch 2 7 , 3 5 ) . R e s p e c t o al t i e m p o , n o estará de m á s tener s e -ñ a l a d a s u n a s horas: las q u e c o m ú n m e n t e se c o n -sideran c o m o intermedias del día: tercia, sexta yn o n a , q u e en la Escritura aparecen c o m o m á s s o -l e m n e s . E n la h o r a de tercia, el Espíritu se infun-dió p o r v e z p r i m e r a a los discípulos c o n g r e g a d o s .Pero, el día q u e tuvo la visión de toda la c o m u n i -d a d en a q u e l lienzo, h a b í a subido a orar a la plan-ta alta d e la casa a la h o r a sexta (Hch 10, 9 ss.). 35
  • 35. 36 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES Él m i s m o iba al t e m p l o a la h o r a de n o n ac u a n d o dio la salud a u n paralítico ( H c h 3 , 1 ss.).A u n q u e t o d o esto está d i c h o s e n c i l l a m e n t e y sinn i n g ú n p r e c e p t o q u e lo prescriba, p a r e c e q u econstituye u n a p r e s u n c i ó n que n o s exhorta a orary que n o s i m p o n e c o m o u n a ley de interrumpirnuestras o c u p a c i o n e s p a r a la oración, lo m i s m oque h a c í a D a n i e l , c u m p l i e n d o la n o r m a t i v a j u d í a(Dn 6, 11); p o r tanto, h e m o s de orar al m e n o s tresveces p o r día, p u e s h e m o s de dar culto al Padre,al Hijo y al Espíritu S a n t o ; esto aparte de las ora­ciones r e g l a m e n t a d a s q u e se h a n de hacer, aun­q u e n o se diga n a d a de ello, al c o m i e n z o del díay de la n o c h e . A d e m á s , n o está bien q u e los fielesc o m a n o se aseen antes de rezar, p u e s h a y q u eatender el a l i m e n t o y el c u i d a d o del espíritu an­tes que el d e la carne, p o r q u e lo celestial es prio­ritario a lo terreno (Tratado de la Oración, 25). TERTULIANO ( † 220)
  • 36. LA ORACIÓN ES UN ARMA PODEROSA E l q u e cree en la palabra de Jesús, q u e n o p u e d e mentir, n o d u d a r á un instante e n h a c e r oración, p u e s Él dice: P e d i d y se osd a r á (...), p o r q u e t o d o el q u e p i d e r e c i b e ( M t 7,7-8; L c 11, 9-10). P i e n s o q u e las palabras de las oraciones de lossantos tienen gran p o d e r p o r q u e oran con espíri-tu y m e n t e (1 C o 14, 1 5 ) . Salen de la b o c a c o n elp o d e r de D i o s p a r a debilitar el v e n e n o de las p o -testades adversas. Estos p o d e r e s m a l i g n o s influ-y e n en la m e n t e de quienes descuidan la oracióny n o tienen en c u e n t a el m a n d a t o de orar s i e m p r e(1 Ts 5, 1 7 ) . Salen de la b o c a c o m o u n d a r d o q u ehiere los espíritus e n e m i g o s de Dios. L o s derrotay aniquila c u a n d o ellos quieren e n r e d a r n o s c o nlazos de p e c a d o (Sal 8, 3; Pr 5, 2 2 ) . Y ¿ c ó m o c u m p l i r e m o s el p r e c e p t o de orars i e m p r e ? O r a c o n s t a n t e m e n t e el que u n e la ora- 37
  • 37. 38 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESción al c u m p l i m i e n t o de los deberes y las b u e n a sobras a la oración. L a única m a n e r a de e n t e n d e rel m a n d a t o de "orar s i e m p r e " (1 Ts 5 , 1 7 ) , tenien-d o en c u e n t a nuestras limitaciones, es considerarque la vida del santo en conjunto es u n a gran ora-ción. L o que a c o s t u m b r a m o s llamar oración es,p o r consiguiente, parte de la oración. A t e n i é n d o n o s a la noción c o m ú n de oración,h a y que practicarla tres veces al día. Esto se ve cla-ro en la historia de Daniel, que oraba tres veces p o rdía, aun c u a n d o p o r ello corriese gran peligro suvida (Dn 3, 13). San Pedro subió a la terraza parahacer oración a la hora sexta cuando vio el lienzoque bajaba del cielo atado por las cuatro puntas.Practicaba el s e g u n d o de los tres tiempos de ora-ción, c o m o dice David: "Porque a ti suplico, Señor,ya de m a ñ a n a oyes m i voz; de m a ñ a n a te presen-to m i súplica y m e q u e d o a la espera" (Sal 5, 3 ) . El ú l t i m o t i e m p o de oración q u e d a indicadoasí: " E l alzar de m i s m a n o s c o m o oración de lat a r d e " (Sal 141, 2 ) . (Tratado de la Oración.) ORÍGENES (†254)
  • 38. LO QUE DEBEMOS PEDIR Y a q u e h e m o s h a b l a d o de los beneficios q u e p o r la oración reciben los santos, p e n s e m o s en el dicho: " B u s c a d lo gran-de; las c o s a s p e q u e ñ a s os v e n d r á n p o r a ñ a d i d u r a(Mt 6, 3 3 ) . B u s c a d las c o s a s del cielo, las de la tie-rra os v e n d r á n p o r añadidura." C u a l q u i e r s í m b o -lo o tipo de c o m p a r a c i ó n en relación c o n a lo v e r -d a d e r o y espiritual, es p e q u e ñ o y terreno. E l v e r -b o de D i o s n o s e x h o r t a a que i m i t e m o s las oracio-n e s de los santos y p i d a m o s la v e r d a d de lo q u eellos c o n s e g u í a n en figura. Esto es, que p i d a m o slas celestiales y g r a n d e s cosas indicadas p o r lasterrenas y p e q u e ñ a s . El texto e v a n g é l i c o quieredecir: "Vosotros, q u e deseáis ser espirituales, b u s -c a d e n vuestras oraciones las c o s a s celestiales yg r a n d e s , p a r a que, obteniéndolas, heredéis el rei-n o de los cielos y disfrutéis g r a n d e m e n t e de lascosas b u e n a s . E n c u a n t o a las cosas que n e c e s i t avuestra v i d a corporal, el Padre os la c o n c e d e r á e nla m e d i d a q u e las necesitéis." P o r tanto, el q u e pi- 39
  • 39. 40 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESde a Dios c o s a s terrenas y sin importancia, n o ha­ce lo q u e dice Dios, quien sin p r o m e t e r cosas te­rrenas o r d e n ó p e d i r las celestiales. Todos c u a n t o s se d e d i c a n c o n a s i d u i d a d a lao r a c i ó n , s a b e n m u y b i e n c ó m o ésta los a p a r t adel p e c a d o y c ó m o los invita al ejercicio de lasvirtudes. H a y q u e orar, n o p a r a dejar de ser tentados,cosa i m p o s i b l e , sino p a r a n o ser e n r e d a d o s en latentación, c o m o s u c e d e a los que son atrapados yv e n c i d o s p o r ella. C r e o q u e , si el que v a a la oración, se recoge u ninstante y se c o m p r o m e t e a sí mismo... si se es­fuerza c o n t o d o interés en recordar la majestad deA q u e l a q u i e n se va a acercar, y p i e n s a en lo i m ­p í o q u e sería acercarse a El con cierto a b a n d o n o ydesprecio, se hallará m á s dispuesto y atento a lolargo de t o d a la oración (Tratado de la Oración). ORÍGENES (†254)
  • 40. PERMANECER FIEL A LA ORACIÓN A u n q u e t e n g a m o s dificultades para orar, d e b e m o s imitar a Daniel, del que está escrito: " E n t r ó en su casa. L a s v e n t a n a sde su c u a r t o superior estaban orientadas h a c i a J e -rusalén, y tres v e c e s al día se p o n í a de rodillaso r a n d o y a l a b a n d o a su D i o s , c o m o h a b í a h e c h os i e m p r e " (Dn 6, 11). A p r i m e r a vista, sus obligaciones p a r a c o n elE s t a d o parecían o c u p a r todo su t i e m p o . N o o b s -tante, p e r m a n e c í a fiel a la oración diaria, d a n d oasí al C é s a r lo q u e es del César, y a D i o s lo q u e esde D i o s (Mc 1 2 , 1 3 - 1 7 ) . Objetará a l g u n o : " ¿ P a r a qué ese riesgo? ¿ N op o d í a h a b e r o r a d o d u r a n t e el día en el interior desu c o r a z ó n , y de n o c h e , si quería, dedicarse a laoración en el secreto de su c a s a ? " Yo contesto: Podría haberlo h e c h o , pero n o qui-so. Si h u b i e r a p r o c e d i d o así, ministros y sátrapasdel E s t a d o p u d i e r a n h a b e r dicho con razón: " ¿ C ó - 4 1
  • 41. 42 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESm o ? ¿Teme a su Dios pero al m i s m o tiempo tam-bién al rey, p u e s acata sus ó r d e n e s ? " ¡Eso hubierasido hipocresía y n o sincera fe de un creyente! Así d e m o s t r ó Daniel q u e temía m á s a D i o s quea los h o m b r e s , y fue valiente ante la m u e r t e , y u nángel le salvó e n la fosa de los leones. Si, p o r elcontrario, se h u b i e s e s o m e t i d o servilmente du-rante los treinta días al decreto real, n o h u b i e r ad e m o s t r a d o fidelidad a D i o s según aquello q u esostiene q u e n a d i e p u e d e servir a dos señores. Ésa fue s i e m p r e la artimaña del d e m o n i o : per-siguió, a t o r m e n t ó a los santos, para que n o pu-diesen elevar a D i o s sus m a n o s limpias. Él sabem u y b i e n q u e la oración de los santos trae alm u n d o p a z , y al m a l v a d o la ira de Dios. Así ocurrió cierta vez en el desierto: C u a n d oMoisés alzaba las m a n o s , vencía Israel; m á s si lasbajaba un p o c o , vencía Amalee. Es lo que al presen-te sucede entre nosotros: siempre que aflojamos enel fervor de nuestra oración, vence el adversario;pero cuando p e r m a n e c e m o s con valentía, fieles aella, el poder y la fuerza de los perseguidores se re-ducen a nada. (Comentario al Libro de Daniel, a. 222). SAN HIPÓLITO († 2 3 5 )
  • 42. PRACTICAR LA ORACIÓN Y LA ASCESIS S olía decir a los h e r m a n o s q u e v e n í a n al m o n t e , y recordarles, c o n frecuencia, q u e t u v i e r a n fe y a m a r a n a Cristo, q u e seg u a r d a r a n d e t o d o p e n s a m i e n t o i m p u r o y de losp l a c e r e s c a r n a l e s , y s e g ú n el consejo de los P r o -v e r b i o s " q u e n o fueran e s c l a v o s del v i e n t r e " (Pr2 4 , 15), q u e h u y e r a n de la v a n a g l o r i a , y q u e " o r a -s e n sin c e s a r " (1 Ts 5, 1 7 ) , q u e c a n t a r a n s a l m o santes de dormir, e i n t e r r u m p i e r a n el s u e ñ o p a r aorar y s a l m o d i a r , m e d i t a r a n lo q u e s a b í a n de m e -m o r i a , r e c o r d a r a n los e j e m p l o s de los santos, p a -ra q u e s u a l m a e m p a p a d a en D i o s se a n i m a r a aimitarles. Y añadía: Para probarnos, lo mejor es obedeceral A p ó s t o l que dice: " E x a m i n a o s y probaos a v o s o -tros m i s m o s " (1 C o 13, 5); que cada u n o lleve dia-riamente la cuenta de las acciones del día y de lanoche; y si alguno h a pecado, que p o n g a fin a suspecados; y el que n o h a pecado, que n o se gloríe deello, sino que persevere en el bien y en la oración. 43
  • 43. 44 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES O r a b a m u c h o , p o r q u e había aprendido que"es preciso orar i n c e s a n t e m e n t e " (1 Ts 5 , 1 7 ) ; y e s ­c u c h a b a con tanta atención lo que se lee en laiglesia que n o se le e s c a p a b a n a d a de las Escritu­ras, sino que lo c o n s e r v a b a todo en su m e m o r i a yle servía de libro. Decía: "Necesitamos, pues, practicar m u c h o laoración y la ascesis para poseer la perfección (...) " C o n t r a los d e m o n i o s , la mejor a r m a para ata­carlos es u n a v i d a h o n e s t a y la confianza en D i o s .T i e m b l a n ante el ayuno, la ascesis, las vigilias, laoración, la p a z y la m a n s e d u m b r e , el a m o r a lospobres, la b o n d a d , la misericordia, y sobre todo,la obediencia a Cristo (Ibíd., 5 5 ) . M a n t e n e o s firmes y orad. También decía que n o era perfecta la oración delque se acuerda que ora, porque la perfecta oraciónarrebata el espíritu, de m o d o que no hace estas re­flexiones ni se acuerda de otra cosa que de su Dioscon el que trata (san Atanasio, Vita Antonii, 5 5 ) . SAN ATANASIO ( † 3 5 6 )
  • 44. IMPORTANCIA DE LA ORACIÓN DOMINICAL E l Señor, entre otros p r e c e p t o s y consejos s a l u d a b l e s c o n que p r o v e y ó a la salva- ción de s u p u e b l o , le e n s e ñ ó t a m b i é n lam a n e r a d e orar, y É l m i s m o aconsejó y e n s e ñ ót a m b i é n lo q u e d e b í a m o s pedir. El q u e n o s dio la vida, con la m i s m a b e n i g n i d a dc o n q u e se h a d i g n a d o d a m o s todas las cosas, n o se n s e ñ ó también a orar, para que m á s fácilmentes e a m o s e s c u c h a d o s c u a n d o h a b l a m o s al Padre c o nlas súplicas y oraciones enseñadas p o r el Hijo. P u e s , ¿qué oración p u e d e h a b e r m á s espiritualq u e la q u e n o s h a e n s e ñ a d o el m i s m o D i o s ? Y¿qué súplica m á s verdadera para con el Padre q u eaquella q u e h a p r o c e d i d o de la b o c a de su Hijo? D e m a n e r a q u e el orar de distinto m o d o delq u e É l n o s e n s e ñ ó , n o sólo es ignorancia, s i n ot a m b i é n culpa. P o r e s o dijo: " H a b é i s r e c h a z a d o elm a n d a t o de D i o s p a r a establecer v u e s t r a tradi-ción" (Mt 7 ) . 45
  • 45. 46 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES O r e m o s , p u e s , h e r m a n o s carísimos, del m o d oque Él, n u e s t r o M a e s t r o , n o s enseñó. Es oración a m i g a y familiar el rogar a D i o s conlo suyo. H a g a m o s que llegue a sus oídos la ora-ción de Cristo, de m o d o que reconozca el Padrelas palabras de su Hijo en nuestras oraciones.P u e s si Él h a d i c h o que cualquier cosa que pidié-r a m o s al Padre en su n o m b r e , n o s la dará, ¿concuánta m a y o r eficacia c o n s e g u i r e m o s lo que pi-d a m o s si lo h a c e m o s con su oración? Pues, ¿ c u á n t o s son, h e r m a n o s carísimos, losmisterios de la oración dominical? ¡Oh, cuántos yc u á n g r a n d e s , y c u á n c o m p e n d i o s a m e n t e resumi-dos, y t a m b i é n , c u á n copiosos en virtudes espiri-tuales! N o q u e d a absolutamente n a d a de doctri-n a celestial sin ser c o m p e n d i a d o en esta oración(De oratione dominica). SAN CIPRIANO ( † 2 5 8 )
  • 46. A LA ORACIÓN HAN DE ACOMPAÑAR LAS OBRAS L os q u e o r a n n o h a n de presentarse ante D i o s con preces estériles y v a n a s . E s b a l - día la petición si se ruega a D i o s c o no r a c i o n e s sin obras. P u e s , c o m o t o d o árbol q u en o d a fruto, d e b e ser cortado y e c h a d o al fuego,n o h a y d u d a q u e las palabras sin el fruto de lasobras n o p u e d e n m e r e c e r la aprobación de D i o s ,p o r q u e es infecunda en obras. P o r lo m i s m o loadvierte la S a g r a d a Escritura c o n estas palabras:" B u e n a es la oración j u n t o c o n el a y u n o y la li-m o s n a " (Jb 12, 8 ) . P u e s t o que, en el día del juicioh a de p a g a r la r e c o m p e n s a p o r las obras y l i m o s -nas, ahora también Dios escucha con benignidadal q u e llega a la oración con b u e n a s obras. D e ese m o d o , en fin, c u a n d o oraba el c e n t u -rión C o r n e l i o , m e r e c i ó ser e s c u c h a d o . H i z o m u -c h a s l i m o s n a s al p u e b l o y siempre estaba o r a n d o 47
  • 47. 48 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESa Dios. A éste, c u a n d o un día estaba o r a n d o h a c i alas tres de la tarde, se le presentó un ángel d á n d o ­le t e s t i m o n i o d e sus b u e n a s obras y diciéndole aCornelio: "Tus oraciones y l i m o s n a s h a n s u b i d ohasta la p r e s e n c i a de D i o s , que las tiene presen­tes" (Hch 1 0 , 2-4). N o tardan en subir a D i o s las oraciones a lasque los méritos de nuestras obras acrediten anteDios. P o r eso, el ángel Rafael dio testimonio de laoración continua de Tobías y de sus continuasobras diciendo: " E s honroso manifestar y recono­cer las obras de Dios. E n efecto, cuanto tú y Saraorabais, y o presenté vuestras oraciones en el acata­miento de Dios. Y c u a n d o sepultabas piadosamen­te a los muertos, levantándote al p u n t o de la m e s apara enterrarlos, por eso fui enviado para probar­te, y de n u e v o m e h a enviado Dios a curarte a ti ya Sara, tu nuera. Yo soy Rafael, u n o de los siete án­geles que asistimos en la presencia de Dios (Tb 12,11-15)" (De oratione dominica). SAN CIPRIANO ( † 2 5 8 )
  • 48. FRECUENCIA DE LA ORACIÓN E n lo q u e toca a la frecuencia de la ora­ ción, v e m o s q u e los j ó v e n e s c o n D a n i e l , c o n s t a n t e s en la fe y v e n c e d o r e s e n elcautiverio, o b s e r v a r o n las h o r a s tercia, sexta, n o ­n a , prefigurando el misterio de la Trinidad, q u ese revelaría en los últimos tiempos. E n efecto,d e s d e la h o r a p r i m a a la tercia, llena el n ú m e r otres; lo m i s m o de la h o r a cuarta a la sexta t a m b i é nc u b r e tres, y de m a n e r a semejante de la s é p t i m a ala n o n a , es decir, q u e p o r grupos ternarios de h o ­ras se c u e n t a u n a perfecta trinidad. D e s d e m u y atrás h a b í a n d e t e r m i n a d o estos in­tervalos d e h o r a s c o n sentido espiritual los a d o r a ­dores d e D i o s y d e d i c a b a n a la oración e s o s tiem­p o s prescritos. Y d e s p u é s se p u s o de manifiestoq u e h a b í a m i s t e r i o en lo q u e hacían anteriormen­te los j u s t o s , o r a n d o de tal m a n e r a . C i e r t a m e n t e , a la h o r a tercia, d e s c e n d i ó s o b r elos d i s c í p u l o s el Espíritu S a n t o , que realizó lo 49
  • 49. 50 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRESp r o m e t i d o p o r el Señor, con sus dones. A s i m i s m oPedro, a la h o r a sexta, subió a la azotea de la ca-sa, avisado p o r u n a visión y l l a m a d a de Dios, pa-ra q u e admitiese la gracia del b a u t i s m o p a r a to-dos, p u e s antes h a b í a vacilado en recibir a losgentiles e n esa purificación. El S e ñ o r fue crucificado a la hora sexta, a la h o -ra n o n a lavó c o n s u sangre nuestros p e c a d o s , yp a r a r e d i m i m o s y d a m o s vida, dio c i m a a la vic-toria c o n la p a s i ó n , a esa hora. Pero a d e m á s de las horas q u e g u a r d a b a n losantiguos, h e r m a n o s a m a d í s i m o s , a nosotros sen o s h a n a u m e n t a d o los t i e m p o s de orar a la v e zq u e los m i s t e r i o s . P o r q u e t a m b i é n se h a de orar ala m a ñ a n a m u y t e m p r a n o , para c o n m e m o r a r c o nesa oración de la m a ñ a n a la resurrección del S e -ñor. Esto y a lo e n s e ñ a el Espíritu S a n t o en los sal-m o s c u a n d o se dice: " R e y m í o y Dios m í o , oraréa ti p o r la m a ñ a n a ; Señor, oirás mis palabras, p o rla m a ñ a n a estaré en tu presencia y te c o m p l a c e r é "(Sal 4 , 3-5). Y en otro lugar, h a b l a p o r el profeta:" A la aurora velarán, diciendo: V a m o s a volver-n o s al S e ñ o r n u e s t r o D i o s (Os 6, 1 ) " (De orationedominica, 34-36). SAN C I P R I A N O ( † 2 5 8 )
  • 50. ORAR SIN DISTRACCIONES S ea, p u e s , nuestra ocupación u n c o n t i n u o llanto y u n a continua oración. Éstas s o n las a r m a s celestiales con q u e p e r s e v e r a ny defienden nuestras almas. A y u d é m o n o s u n o s aotros c o n o r a c i o n e s y c o n s o l é m o n o s c o n recípro-ca c a r i d a d en nuestros trabajos. C u a n d o o r a m o s d e b e m o s h a c e r l o con t o d on u e s t r o corazón, desterrando todos los p e n s a -m i e n t o s c a r n a l e s y del siglo, a t e n d i e n d o ú n i c a -m e n t e a la a c c i ó n q u e e s t a m o s e j e c u t a n d o . P a r aesto, el sacerdote u obispo, antes de e m p e z a r lao r a c i ó n , p r e p a r a los espíritus c o n esta a d v e r t e n -cia: " E l e v a d los c o r a z o n e s . " Y el p u e b l o r e s p o n -de: " Y a los t e n e m o s levantados al S e ñ o r " , c o n loq u e se n o s indica q u e p o r entonces s o l a m e n t e enD i o s h e m o s de pensar. H a y que orar sin distracciones. ¿ C ó m o queréisque Dios os atienda en la oración, si vosotros m i s -m o s n o os entendéis? Y ¿ c ó m o os atrevéis a pedir 5 1
  • 51. 52 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESa Dios que n o os olvide, al m i s m o tiempo que v o ­sotros m i s m o s os estáis olvidando? El que así ora,con tanta negligencia, ofende a la Divina Majestad. E m p l e e m o s nuestros ojos en la lección de lasD i v i n a s Escrituras; nuestras m a n o s en el ejerciciode las b u e n a s obras; y nuestro espíritu en p e n s a ren D i o s . O r e m o s sin cesar, a p l i c á n d o n o s conti­n u a m e n t e a las santas acciones, para dar graciasa D i o s , n o c e s e m o s de orar y dar gracias t a m b i é na q u í (ibíd., 3 4 - 3 6 ) . SAN C I P R I A N O ( † 2 5 8 )
  • 52. GRACIAS A LOS MONJES L os monjes sois constantes en los ayunos y m á s constantes aun en las oraciones (...). Vosotros sois bienaventurados ante Diosy el m u n d o m i s m o lo es p o r vosotros: gracias a v o -sotros, los desiertos son lugares de culto y p o rvuestras oraciones el orbe de la tierra p e r m a n e c ei n c ó l u m e . Gracias a vuestras oraciones cae lluviasobre la tierra, el cielo verdea de hierba, los á r b o -les proporcionan su fruta sana; y m u e s t r a la efica-cia de vuestras súplicas el río que c a d a a ñ o c r e c er e g a n d o t o d o E g i p t o , dejando e m p a n t a n a d a latierra y p r o p o r c i o n a n d o a g u a a b u n d a n t e al mar.Pues si Elias, c o m o está escrito, q u e se dejaba lle-var de las pasiones h u m a n a s , sin embargo p o r suoración impidió la lluvia y luego hizo que llovieran u e v a m e n t e t a m b i é n mediante su oración y así latierra dio su fruto, ¿cuanto m á s vuestra interce-sión n o s será útil en nuestras peticiones? ¡Felizc i u d a d de Alejandría que os tiene p o r interceso- 53
  • 53. 54 LA ORACIÓN E N LOS S A N T O S PADRESres! S o d o m a y G o m o r r a n u n c a habrían sido redu­cidas a cenizas si hubieran habitado en ellas diezjustos; y t a m p o c o otras ciudades habrían sido des­truidas si hubieran tenido en su interior vuestrasantidad. Vosotros estáis en el ejército de D i o s y c o n s ­t a n t e m e n t e p o n é i s vuestras oraciones en su pre­sencia. " L o s ojos de D i o s m i r a n a los j u s t o s y s u soídos e s c u c h a n sus o r a c i o n e s " (Sal 3 3 , 1 6 ) . P o rtanto, orad p o r el m u n d o , conscientes de queDios inclina su o í d o a las oraciones de los b u e n o sy que la intercesión del h o m b r e justo tiene m u c h ovalor. A c o r d a o s siempre de nosotros. Vosotros te­néis a c c e s o libre al paraíso de las delicias; y lasp u e r t a s del p a r a í s o q u e el p e c a d o de A d á n cerró,las abre vuestra entrega a D i o s " (Carta a los Mon­jes, XI: P. 40, 937). SAN SERAPIÓN DE T H M U I S (†360)
  • 54. REZAR EN SILENCIO Y o m e acordé de vuestro n o m b r e p o r la n o c h e . " El Profeta sabía m u y b i e n que, en especial d u r a n t e la n o c h e ,d e b e m o s recurrir a D i o s . Sabía q u e e n t o n c e s esp r e c i s o a t e n d e r m á s a o b s e r v a r la ley, p o r s e r elt i e m p o e n q u e los deseos i m p u r o s se introducenen el a l m a (Sal 118). E n el E v a n g e l i o , n o s p i d e el S e ñ o r q u e o r e m o sen silencio en el secreto de nuestras a l m a s p a r aq u e n u e s t r a oración sea m á s b i e n obra del c o r a -zón q u e de la lengua. ¿Podría ser esto contrario alas p a l a b r a s del Profeta: " Y o h e c l a m a d o c o n t o d om i c o r a z ó n " ? N o , p o r cierto, p u e s sabía m u y b i e naquel Profeta q u e m á s consiste (la oración) en elc l a m o r del c o r a z ó n que en el de la b o c a . Es la oración u n grito que n o ofende ni hierelos oídos; p o r q u e es u n grito de la fe, un grito dela l m a q u e penetra en los cielos y s u b e hasta el tro-n o de D i o s , n o c o n el esfuerzo de la v o z , sino c o nla virtud d e la fe. 55
  • 55. 56 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES A q u e l , p u e s , c l a m a a D i o s con todo su c o r a z ó nsi le pide g r a n d e s cosas, si le suplica que le dé losb i e n e s celestiales, que espera los b i e n e s eternos yv i v e e n t r e t a n t o en la i n o c e n c i a y t e m o r de D i o s(Sal 118). Los ángeles están atentos a las oraciones de losfieles y las ofrecen a D i o s diariamente ( H m 13 inmat.). Es preciso ser tan loco c o m o impío para dejar deconocer que d e p e n d e m o s absolutamente de Dios,y para creer, por el contrario, que cuanto hace, lopodrá conseguir con sus propias fuerzas. Porque sien nosotros h a y algún bien, sin duda viene de Dios.Por lo cual, es preciso poner en Él toda nuestra es-peranza, y confesar que del Señor nos viene todo, aejemplo del Profeta que clama: "Señor, vos sois m iprotector y m i redentor" (Sal 51). SAN HILARIO († 367)
  • 56. REZAR C O N EL CORAZÓN C u a n d o r e z a m o s , la iniciativa p a r a q u e D i o s c o n c e d a su don, parte de n o s o - tros; y si el d o n de D i o s d e p e n d e den u e s t r a iniciativa, d e p e n d e t a m b i é n de n o s o t r o sb u s c a r l o , obtenerlo y que p e r m a n e z c a . S o b r e t o d o p o r la n o c h e h a y que rezar a D i o se i m p l o r a r su favor. E l espíritu n o se d e b e a b a n -d o n a r al r e p o s o p e l i g r o s o de las v e l a d a s n o c t u r -n a s , s i n o q u e d e b e c o n s a g r a r s e a las p l e g a r i a s ys ú p l i c a s y a la confesión de los p e c a d o s a fin d eq u e , s o b r e t o d o c u a n d o se presenta u n a o c a s i ó nde satisfacer los vicios del c u e r p o , tales v i c i o ssean c o m b a t i d o s p o r el recuerdo de la ley divina. Entre los n u m e r o s o s preceptos de la doctrinae v a n g é l i c a , figura el silencio que el S e ñ o r n o s h ae x i g i d o en la oración p a r a que nuestra peticións e a s i l e n c i o s a , v e n g a de lo s e c r e t o de n u e s t r oc o r a z ó n y la p a l a b r a o c u p e m e n o s lugar q u e el e s - 57
  • 57. 58 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRESpíritu. L o s secretos de nuestra oración son escu-c h a d o s p o r D i o s p o r q u e Él penetra los secretos.Parecería q u e h a y contradicción entre lo q u e en-seña el E v a n g e l i o y lo q u e dice el profeta: " H e gri-tado c o n t o d o m i corazón, e s c ú c h a m e S e ñ o r " (Sal118, 145). P e r o el profeta sabe que es preciso q u esu grito sea m á s del c o r a z ó n que de s u v o z ; p o reso su grito v i e n e del corazón. N o se trata a q u ídel s o n i d o e l e v a d o de la v o z , ni de u n a audiciónen el s e n t i d o físico de la palabra, sino del grito dela fe, del grito del espíritu h e c h o para ser e m i t i d on o p o r el esfuerzo de la v o z , sino p o r el espíritude la fe. G r i t a a D i o s c o n s u c o r a z ó n q u i e n le pi-de g r a n d e s c o s a s , q u i e n i m p l o r a b i e n e s c e l e s t i a -les, quien espera bienes eternos, quien vivec u m p l i e n d o sus deberes c o n inocencia y t e m o rde D i o s (Sal 118, 19, 1 ) . SAN H I L A R I O ( † 3 6 7 )
  • 58. LA ORACIÓN ES EFICAZ PARA M O V E R AL S E Ñ O R G ran a r m a d u r a es la oración, tesoro in- deficiente, riqueza inagotable, p u e r t o sereno, fundamento de tranquilidad,raíz, fuente y m a d r e de i n n u m e r a b l e s b i e n e s : m á sp o d e r o s a es la oración que el m i s m o reino. La oración q u e asciende hasta el cielo n o es laoración fría y llena de negligencia, sino aquellaque se h a c e c o n g e n e r o s o e m p e ñ o , c o n m e n t e ele-v a d a y d o l o r de c o r a z ó n . P o r tanto: h a b l a d m u c h o con D i o s y p o c o c o nlos h o m b r e s . O r a d , p u e s , t a m b i é n vosotros p o r m í ; p o r q u ela oración c o m ú n de m u c h o s , h e c h a con amor, eseficaz p a r a m o v e r al Señor. D e j e m o s de l a d o toda p r e o c u p a c i ó n y q u en u e s t r o ú n i c o c u i d a d o sea rogar a D i o s , n o seaque s u furor n o s quite toda solicitud en aquellav e n g a n z a q u e Él ejecutó contra los de S o d o m a , 59
  • 59. 60 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESquienes, distraídos c o n otros n e g o c i o s , n o quisie-ron o c u p a r s e del ú n i c o importante: el de p e d i r lac l e m e n c i a de D i o s c o n oraciones y p r o m e s a s . O r a c i ó n a C r i s t o : C a i g o d e rodillas, Señor, p a -ra a d o r a r t e . Te d o y g r a c i a s D i o s de b o n d a d , tei n v o c o , o h D i o s de s a n t i d a d . A n t e ti d o b l o m i srodillas. Tú a m a s a los h o m b r e s y y o te glorifico, ohCristo, Hijo ú n i c o y S e ñ o r d e todas las cosas, queeres el ú n i c o sin p e c a d o . P o r mí, p e c a d o r e indig-no, te h a s e n t r e g a d o a la m u e r t e , a la m u e r t e decruz. D e este m o d o h a s liberado a las a l m a s de lasligaduras del m a l . ¿ Q u é te devolveré y o a c a m b i ode tanta b o n d a d ? (Sal 43). SAN EFRÉN († 5 7 9 )
  • 60. ABRIRNOS A LOS DONES DE DIOS A p l i q u é m o n o s a la v i d a espiritual a fin de llegar a ser hombres perfectos; só- lo e n t o n c e s s e r e m o s a p t o s p a r ao r a c i ó n , c u a n d o t e n g a m o s y a sujetas n u e s t r a s lap a s i o n e s , d e s t r u i d a en n o s o t r o s tal a d i c i ó n n a t u -ral y v a c i a d o de t o d a p r e o c u p a c i ó n n u e s t r o e s p í -ritu. E n t o n c e s , e n efecto, h a l l a n d o el E s p í r i t uS a n t o n u e s t r a a l m a en r e p o s o y c o m u n i c a n d o an u e s t r a i n t e l i g e n c i a u n n u e v o poder, e n c e n d e r ála l u z e n n u e s t r o s c o r a z o n e s , al m o d o c o m o seenciende una lámpara bien preparada, dondeb a s t a a c e r c a r la l l a m a p a r a q u e l u e g o e m p i e c e ad e r r a m a r s o b r e t o d o s los asistentes u n a luz b e -néfica y g o z o s a . D i s p o n g a m o s , p u e s , ante t o d on u e s t r a s a l m a s p a r a recibir la luz d i v i n a , y de e s -te m o d o h a g á m o n o s dignos de recibir los d o n e sde D i o s . S i n o s d i s p o n e m o s a recibir estos d o n e s ,el S e ñ o r n o s tratará c o m o a m i g o s y n o s invitará alas v i r t u d e s m á s perfectas y s u b l i m e s . 61
  • 61. 62 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES H a b l a d m u c h o c o n D i o s y p o c o c o n los h o m -bres. D u r a n t e toda la vida del h o m b r e n o h a y teso-ro c o m p a r a b l e a la oración. Lo que p o r tu debilidad n o p u e d a s recibir deD i o s en u n d e t e r m i n a d o m o m e n t o , lo p o d r á s re-cibir en otra o c a s i ó n si perseveras en la oración. La oración es c o m o u n arco con el q u e lanza-m o s a D i o s d a r d o s de santos y ardientes d e s e o s .C o n e s t o s d a r d o s h e r i m o s el c o r a z ó n de D i o s ytriunfamos en El, hiriendo al propio t i e m p o yd e s c o n c e r t a n d o a nuestros e n e m i g o s . Si ( m e d i a n t e la o r a c i ó n ) n o s d i s p o n e m o s arecibir e s t o s d o n e s , el S e ñ o r n o s tratará c o m oa m i g o s y n o s invitará a las virtudes m á s perfec-tas y s u b l i m e s , a l e g r á n d o s e nuestro corazón. Si p o n e s gran e m p e ñ o en desentenderte de lascosas del m u n d o c o n a l m a pura, p o d r á s v a c a r a lac o n t e m p l a c i ó n de las cosas que n o se ven y rega-larte y regocijarte en el recuerdo de D i o s (De Vit.Spirit N.°21). SAN EFRÉN (379)
  • 62. LA ORACIÓN CONTINUA Y o le invocaré en m i s días." Este santo rey (David) indica q u e la m e d i d a de su confesión y oración era toda la vi­da. N o s o t r o s , al contrario, c u a n d o h e m o s o r a d ou n solo día, y a u n q u e n o sea m á s que u n a hora, oh e m o s tenido el m e n o r p e n s a m i e n t o de dolor p o rn u e s t r a s culpas, y a p e n s a m o s que e s t a m o s s e g u ­ros, c o m o si h u b i é r a m o s e x p i a d o enteramentenuestros p e c a d o s . H a y q u e orar c o n fervor y perseverancia. E spreciso i m p l o r a r el auxilio divino, p r o c u r a n d o n op e d i r l e c o n t i b i e z a , p o r q u e si se o r a c o n a p l i c a ­c i ó n , e n v e z d e c o n s e g u i r lo q u e se p i d e , se m e ­r e c e la i n d i g n a c i ó n d e D i o s , y la o r a c i ó n s ec o n v i e r t e en p e c a d o . " O r a d sin intermisión." Orarás sin intermisiónsi tu oración n o se reduce a solas palabras, sinoq u e t o d o el m é t o d o de tu vida es c o n f o r m e a ladivina v o l u n t a d , de tal m o d o q u e p u e d a y m e r e z ­ca tu v i d a llamarse oración continua. 63
  • 63. 64 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES H a y q u e estar libres de todos los t u m u l t o s e x -ternos y crear la p a z m á s c o m p l e t a en la intimi-d a d del p r o p i o corazón; sólo entonces p o d r e m o se n t r e g a m o s a la c o n t e m p l a c i ó n de la verdad. La o r a c i ó n a y u d a a la perfección. P o r esto, n o -sotros, d á n d o n o s c u e n t a de vuestro d e s e o de lle-gar a esa perfección, c o n la a y u d a de D i o s y devuestras o r a c i o n e s , n o s esforzamos en la m e d i d aen q u e n o s lo p e r m i t e la luz del Espíritu S a n t op o r avivar la chispa del a m o r divino e s c o n d i d aen vuestro interior. C o n f í a , p u e s , en la b o n d a d divina, a g u a r d as u a u x i l i o . Ya s a b e s q u e , si n o s c o n v e r t i m o s a É lde v e r a s , n o s ó l o n o n o s e c h a r á , s i n o q u e c o n lao r a c i ó n t o d a v í a e n los l a b i o s , n o s dirá: " ¡ M i r a ,aquí estoy!" SAN BASILIO ( † 379)
  • 64. N O A LAS MUCHAS PALABRAS SINO A LA INTENCIÓN P a r a n o p a d e c e r d i s t r a c c i o n e s e n la o r a - ción, h e m o s de persuadirnos, D a v i d , de q u e D i o s siempre está presen-te... P u e s si a u n e n presencia de los h o m b r e s , comon u e s t r o s iguales, p r o c u r a m o s g u a r d a r tal c o m -p o s t u r a y p a l a b r a s q u e n o hallen q u é reprender,¡con c u á n t a m a y o r razón h a b r e m o s d e ser cir-c u n s p e c t o s si n o s p e r s u a d i m o s de q u e e s t a m o sdelante de D i o s ! ¿Por q u é D i o s n o n o s d a enseguida lo q u e le p e -d i m o s ? P o r q u e el S e ñ o r conoce mejor que nosotroslo que n o s conviene; y aun p u e d e ser q u e dilatec o n c e d e m o s lo que n o s concede, con el fin de q u ese lo p i d a m o s con m á s frecuencia y fervor, o p a r aque c o n o z c a m o s que es don suyo y que si n o s loconfiere d e b e r e m o s conservarlo con cuidado. El A p ó s t o l dice: " O r a d c o n t i n u a m e n t e " (1 Ts 5,17). Voy a explicar que h a y que orar continuamen- 65
  • 65. 66 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESte y que este m a n d a m i e n t o es posible cumplirlo.La oración es la petición de un bien hecho a Diospor personas piadosas. Pero ni la realizamos sólocon palabras ni Dios necesita que lo invoquemoshablando, sino que conoce lo que nos conviene,aunque n o se lo pidamos. Con esto queremos decirque lo esencial de la oración n o está en los sonidosque se pronuncian, sino que su fuerza reside m á sbien en la intención del alma y en las obras virtuo-sas que se extienden a toda la vida, pues se dice: "Yacomáis, ya bebáis o hagáis cualquier cosa, hacedlotodo para gloria de D i o s " (1 C o 10, 31). A l ponertea la m e s a , reza; al c o m e r el pan, da gracias al quete lo h a dado; al t o m a r vino para fortalecer elc u e r p o débil, acuérdate del que te h a h e c h o eseregalo p a r a a l e g r a r el c o r a z ó n y aliviar las enfer-m e d a d e s . ¿ H a s satisfecho la n e c e s i d a d de ali-m e n t a r t e ? P u e s q u e n o t e r m i n e el r e c u e r d o delbenefactor. Si vistes u n a túnica, dale gracias aDios, quien te la regala; si te pones u n m a n t o , a m acon m á s i n t e n s i d a d a D i o s , p o r q u e n o s h a pro-p o r c i o n a d o v e s t i d o s a c o m o d a d o s al invierno y alv e r a n o p a r a p r o t e g e r nuestra vida y cubrir ladesnudez. SAN BASILIO ( † 3 7 9 )
  • 66. ESTAR U N I D O A D I O S e h a a c a b a d o el día? D a gracias al q u e n o s h a p r o p o r c i o n a d o el sol p a r a p o - ¿S d e r realizar los trabajos d i u r n o s y n o sregala el fuego p a r a a l u m b r a r la n o c h e y p a r aotras n e c e s i d a d e s de la vida. H a s de e n c o n t r a r enla n o c h e n u e v o s m o t i v o s p a r a la oración: c u a n d omires al cielo y c o n t e m p l e s la belleza de los as-tros, i n v o c a al S e ñ o r de las cosas invisibles y a d o -ra al Artífice perfecto del universo q u e h i z o t o d ocon sabiduría (cf. Sal 103, 24). Al observar toda lanaturaleza a n i m a l dormida, adora de n u e v o aA q u e l que m e d i a n t e el sueño n o s relaja de losc o n t i n u o s trabajos aun sin nosotros quererlo, yn o s repara el v i g o r y las fuerzas con u n b r e v e d e s -c a n s o . Q u e la n o c h e n o sea toda ella c o m o propie-dad p r i v a d a y e x c l u s i v a del sueño, y n o p e r m i t a sq u e la m i t a d de tu v i d a sea inútil p o r el s o p o r dels u e ñ o y la oración. M á s aún, hasta los m i s m o ss u e ñ o s h a n de ser ejercicio de p i e d a d . P o r q u e lasfantasías de los s u e ñ o s suelen ser vestigios y ras-tros de las o c u p a c i o n e s diurnas; y, p o r tanto, s e - 67
  • 67. 68 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESg ú n sean las p r e o c u p a c i o n e s de nuestra vida, asíserán t a m b i é n nuestros s u e ñ o s . E n conclusión,orarás c o n t i n u a m e n t e si n o dejas de rezar n o c o npalabras, s i n o p o r la u n i ó n c o n D i o s en t o d o s tusq u e h a c e r e s , d e m o d o q u e tu v i d a sea u n a conti-n u a e i n i n t e r r u m p i d a oración (Sobre el martirio desanta Julita). C u a n d o p i d e s y n o recibes, es p o r q u e p i d e smal, o p o r q u e te c a n s a s , o p o r q u e pides lo que n ote c o n v i e n e (Regla Monástica I ) . SAN BASILIO ( † 379)
  • 68. T Ú ERES NUESTRO PADRE C u a n d o reces, procura n o pedir u n a c o - sa p o r otra e irritar así al Señor: n o pi- das dinero, gloria h u m a n a , poder, nin a d a pasajero; pide m á s bien el Reino de Dios y Elte dará todo lo necesario para el cuerpo, c o m o Elm i s m o dice: "Buscad el Reino de Dios y su justicia,y todo lo d e m á s se os dará por añadidura" (Mt 6,33). H a y dos clases de oración: la de la alabanza conhumildad y la de petición, que es inferior. Por tan-to, cuando ores, no pases inmediatamente a la peti-ción porque entonces demuestras que oras sólo m o -vido por la necesidad. Cuando entres en oración,deja a la mujer, a los hijos y a ti mismo, abandona latierra y asciende hasta el cielo, deja toda criatura vi-sible e invisible y comienza a alabar al Creador deluniverso y mientras lo alabas n o desvíes tu mentepara acá y para allá ni en fábulas al estilo griego, si-n o inspírate en la Segunda Escritura y di: "Señor, tebendigo a ti, que eres clemente y misericordioso,que cada día tienes paciencia conmigo pecador, ynos das a todos la posibilidad de la conversión. Poresto callas y nos aguantas, Señor, para que te alabe- 69
  • 69. 70 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESm o s a ti que administras la salvación del género hu-mano: unas veces con castigos, otras con amenazas,otras por los profetas y finalmente nos has visitadocon la venida de Cristo. Tú nos has creado y n o n o -sotros. Tú eres nuestro Dios." C u a n d o h a y a s glorificado y alabado a Dios si-guiendo las Escrituras según tus fuerzas, c o m i e n z acon la oración de h u m i l d a d : "Señor, n o s o y d i g n ode h a b l a r c o n t i g o p o r q u e s o y m u y pecador." Y loh a s de decir a u n q u e n o te acuerdes de n i n g ú n p e -c a d o , p o r q u e n a d i e h a y sin p e c a d o sino sóloD i o s , p u e s a u n c o m e t i e n d o m u c h o s p e c a d o s , dela m a y o r í a de ellos n o n o s d a m o s c u e n t a (...). P o rtanto, ora a D i o s c o n t e m o r y h u m i l d a d . Y c u a n -d o h a y a s d i c h o la o r a c i ó n de h u m i l d a d , dirás:"Te d o y g r a c i a s , S e ñ o r , p o r q u e h a s sido p a c i e n t econ m i s p e c a d o s y n o m e h a s c a s t i g a d o h a s t aa h o r a , a u n q u e m e h i c e d i g n o de p a d e c e r i n n u -m e r a b l e s s u p l i c i o s y de ser e c h a d o de tu presen-cia; p e r o tu b o n d a d c l e m e n t í s i m a fue m a g n á n i m ac o n m i g o . Te d o y gracias aunque n o p u e d o corres-p o n d e r a la m a g n i t u d de tu clemencia." SAN BASILIO ( † 379)
  • 70. REZAR EN PRESENCIA DE D I O S C u a n d o h a y a s a c a b a d o las d o s partes p r i m e r a s de la oración — l a a l a b a n z a y la h u m i l d a d — , e n t o n c e s p i d e lo q u eh a s de pedir, p e r o n o dinero, n i gloria terrena, nisalud c o r p o r a l , c o m o y a dije, p u e s D i o s , q u e tecreó, c u i d a de tu salud. L o que h a s de pedir, c o -m o está d i c h o , es el R e i n o de D i o s , p u e s E l p r o -v e e r á las n e c e s i d a d e s del cuerpo. P u e s n u e s t r oR e y es de s u p r e m a d i g n i d a d y se indignaría si lepidiéramos cosas pequeñas o no convenientes.C u i d a , p o r tanto, c u a n d o ores, que n o se indigne,y p i d e c o s a s d i g n a s de este R e y que es D i o s . Yc u a n d o p i d a s cosas dignas de D i o s , n o desistash a s t a q u e las consigas, c o m o dice el S e ñ o r en elE v a n g e l i o (cf. L c 9, 5 - 8 ) . (...) A h o r a bien, c u a n d oalguien está e n audiencia con u n a autoridad, estác o n m u c h o t e m o r y tiene tanto la m i r a d a e x t e r n ac o m o la interna del a l m a atenta p a r a n o distraer-se o despistarse. ¡ C u á n t o m á s h e m o s de estar c o n 71
  • 71. 72 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESt e m o r y t e m b l o r ante Dios y tener nuestra m e n t ecentrada sólo en Él, evitando cualquier distrac­ción! Pues Él n o sólo ve el exterior del h o m b r e , c o ­m o los d e m á s , sino también el interior. P o r tanto,si así estás en la presencia de Dios, concentrado ati m i s m o , n o desistas hasta que obtengas lo quepides. P e r o si tu c o n c i e n c i a te a c u s a de n e g l i ­g e n c i a y e s t á s e n la o r a c i ó n c o n la m e n t e distraí­da, p u d i e n d o e s t a r a t e n t o , n o te atrevas a p o ­n e r t e en p r e s e n c i a de D i o s p a r a n o c o n v e r t i r tuo r a c i ó n e n p e c a d o . Pero si, debilitado p o r el p e ­cado, n o p u e d e s rezar sin distracción de la m e n t e ,esfuérzate todo lo que p u e d a s y mantente en lapresencia de D i o s , teniendo la m e n t e dirigida ha­cia Él y reconcentrándote en ti m i s m o . E n t o n c e sDios te p e r d o n a r á porque, si n o p u e d e s estar c o ­m o conviene delante de Dios, n o es p o r desprecio,sino p o r debilidad. Si así te esfuerzas para todab u e n a obra, n o ceses hasta conseguir tu petición(P. G. 2, 31). SAN BASILIO († 379)
  • 72. PEDIR CON CONFIANZA C u a n d o p i d a s algo a D i o s , l l a m a a su p u e r t a c o n constancia, p o r q u e " t o d o el que p i d e , recibe y el que b u s c a , en-c u e n t r a y al q u e l l a m a , se le a b r e " (Lc 11, 1 0 ) . (...)P e r o a l g u n o dirá: " h e p e d i d o m u c h a s v e c e s y n ohe r e c i b i d o " . S e g u r o que es p o r q u e h a s p e d i d om a l , sin confianza, de m o d o distraído o c o s a sq u e n o te c o n v i e n e n ; y si h a s p e d i d o c o s a s que tec o n v i e n e n , n o h a s p e r s e v e r a d o en la oración,p u e s está escrito: " C o n la p a c i e n c i a salvaréisv u e s t r a s a l m a s " (Lc 2 1 , 1 9 ) , y "el que p e r s e v e r ehasta el fin, se s a l v a r á " (Mt 10, 2 2 ) . D i o s c o n o c eel c o r a z ó n de los que le suplican. E n t o n c e s , m edirás, ¿ q u é n e c e s i d a d tiene de nuestra p e t i c i ó n ?¿ N o c o n o c e n u e s t r a s n e c e s i d a d e s ? ¿Para qué p e -dirle? C i e r t o q u e D i o s c o n o c e lo q u e n e c e s i t a m o sy n o s p r o p o r c i o n a c o n a b u n d a n c i a lo n e c e s a r i op a r a el c u e r p o y, c o m o es b u e n o , h a c e llover s o -bre j u s t o s e injustos y quiere q u e el sol salga s o -bre b u e n o s y m a l o s , antes de que nosotros se lo 73
  • 73. 74 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESp i d a m o s . P e r o la fe, las o b r a s virtuosas y el R e i -n o de los cielos n o los o b t e n d r á s si n o los p i d e scon m u c h a insistencia y p e r s e v e r a n c i a . P r i m e r oh a y q u e d e s e a r l o , d e s p u é s b u s c a r l o c o n sinceri-d a d , fe y c o n s t a n c i a , sin q u e la c o n c i e n c i a te a c u -se de n e g l i g e n c i a o distracción y, c u a n d o D i o squiera, los recibirás, p u e s Él s a b e m e j o r q u e túc u á n d o te c o n v i e n e . Y q u i z á s se retrasa en dartelo q u e p i d e s p a r a h a c e r t e m á s p e r s e v e r a n t e yp a r a q u e c o n o z c a s q u e es regalo de D i o s y loc o n s e r v e s c o n c u i d a d o . P u e s lo q u e u n o h a c o n -s e g u i d o c o n m u c h o trabajo, se esfuerza en g u a r -darlo, no sea que perdiendo aquello, pierdat a m b i é n s u m u c h o trabajo y p e r d i e n d o t a m b i é nla gracia de D i o s se h a g a i n d i g n o d e la v i d a eter-na. ¿ D e q u é le sirvió a S a l o m ó n h a b e r recibidop r o n t o el d o n de la sabiduría, si l u e g o lo p e r d i ó ?(Cont. Asc. c. 1, P. 31). SAN BASILIO ( † 379)
  • 74. EJEMPLO DE LOS MONJES S a b e n q u e nuestra gloria es la c o m u n i d a d m o n a c a l de h o m b r e s y mujeres, que c o n su espíritu p e r m a n e c e n ya en el cielo.Ellos crucificaron su c u e r p o j u n t o con sus p a s i o -n e s y tentaciones. Ellos ya n o se p r e o c u p a n deaquello q u e v a n a c o m e r o vestir, sino aquellaoración p o r la que, sin perder el t i e m p o , día y n o -che, están u n i d o s a D i o s , aun c u a n d o trabajanc o n sus m a n o s . D e s p u é s de la lectura siguen las oraciones. L a sa l m a s , en las cuales el a m o r a D i o s se originó,c u m p l e n c o n m á s rapidez y perseverancia. L aoración q u e e l e v a la m e n t e a D i o s es b u e n a . J u s -t a m e n t e en esto está la v i d a de D i o s en n o s o t r o s ,c u a n d o r e c o r d a m o s que el S e ñ o r vive en n o s o -tros. D e esta forma, s o m o s t e m p l o s de D i o s , p r o -c u r a n d o q u e esta u n i ó n n o se interrumpa a c a u s ade las p r e o c u p a c i o n e s terrenales, las inquietudes,y c u a n d o las p a s i o n e s turban el intelecto. Q u i e n , 75
  • 75. 76 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESpues, a m a a D i o s y h u y e de t o d o esto, se orientaa D i o s , aleja de su c o r a z ó n las pasiones que loc o n d u c e n al p e c a d o y p e r m a n e c e en la lucha quelo llevó a las v i r t u d e s (Carta a san GregorioNacianceno). Y, ¡qué p u e d e dar m á s suerte, aquí en la Tierra,que imitar los coros de los ángeles! C u a n d o a ca-da o c u p a c i ó n p r e c e d e la oración, c u a n d o c o n can-tos, c o m o c o n sal, c o n d i m e n t a m o s las o c u p a c i o -nes, los cantos h e r m o s o s y espirituales d a n al al-m a alegría y e s p e r a n z a d a tranquilidad (Carta asan Gregorio Nacianceno). SAN BASILIO ( † 379)
  • 76. EL CANTO DE LOS SALMOS E m p e z a r el día c o n h i m n o s . Ir a la m a d r u - g a d a a la oración c o n cantos e h i m n o s , a l a b a n d o al C r e a d o r y luego, c o m o el solm á s c l a r a m e n t e ilumina, volver al trabajo. L o ss a l m o s s o n tranquilidad para el a l m a , principiode paz, q u e tranquiliza los atormentados e inquie-tos p e n s a m i e n t o s , q u e n o solamente d o m i n a n laturbulenta ira, la despertada cólera espiritual, si-n o q u e la c o n d u c e a la misericordia. L o s s a l m o sfortifican a los c o n g r e g a d o s , reconcilian a loso f e n d i d o s , y entre a m i g o s , i n d u c e n al amor.¿ Q u i é n e n t o n c e s p u e d e tener p o r e n e m i g o aa q u e l c o n el c u a l j u n t o s elevan s a l m o s a D i o s ? Yel canto de s a l m o s u n e c o n aquel b i e n m á s grandeq u e es el amor. Este canto es c o m o si encontraraalgún porvenir, u n a e s p e r a n z a , u n a p r e d i s p o s i -ción a una actitud conciliadora. Los himnos ahu-y e n t a n a los d e m o n i o s y traen la protección de losángeles. 77
  • 77. 78 L A O R A C I Ó N EN L O S SANTOS PADRES Es m u y i m p o r t a n t e orar con h u m i l d a d y c o nfervor. "Tú, hijo, c u a n d o v a y a s a rogar al Señor,póstrate h u m i l d e m e n t e en su presencia y n o pi-das n a d a p o r tus propios méritos. A u n q u e t e n g a sconciencia de h a b e r h e c h o algo b u e n o , ocúltalo,p a r a q u e en tu silencio te sea restituido a b u n d a n -t e m e n t e p o r el Señor. N o d e b e s acordarte de lob u e n o que h a y a s h e c h o , sino, p o n e n s e g u i d a tusp e c a d o s a la vista, p a r a que D i o s los borre c u a n -d o los h a y a s c o n f e s a d o . C u a n d o te v a y a s a confe-sar, n o te justifiques, p a r a q u e n o salgas c o n d e n a -do c o m o el fariseo. A c u é r d a t e del p u b l i c a n o y c ó -m o o r a b a p o r sí, e imítalo p a r a que alcances elp e r d ó n de tus p e c a d o s " (Hom. Sal, 1). SAN BASILIO ( † 379)
  • 78. INVOCAR PRIMERO A D I O S N o ores c o n v o z c l a m o r o s a al que c o ­ n o c e los secretos, sino m á s bien llame a sus oídos el c l a m o r de tu corazón.N o te p r o l o n g u e s ante Él con d e m a s i a d a s pala­b r a s , p o r q u e D i o s n o será aplacado p o r las m u ­c h a s p a l a b r a s , s i n o p o r el a l m a i n m a c u l a d a . E n elt i e m p o de la oración aleja de ti toda malicia delcorazón, y si tienes algo contra tu prójimo, p e r d ó ­nalo. H a y u n a raza de serpientes que, c u a n d o b e ­b e n agua, antes de acercarse a la fuente, v o m i t a nt o d o el v e n e n o . Imita la astucia de esta serpientey arroja de tu a l m a t o d o el a m a r g u í s i m o v e n e n o .P e r d o n a a tu c o n s i e r v o los cien denarios, p a r aque te sea p e r d o n a d a a ti la d e u d a de los diez m i ltalentos. P u e s , así c o m o quieras que sea D i o s p a ­ra c o n t i g o , sé tú para tu consiervo. C u a l q u i e r acción que e m p r e n d a s , i n v o c a pri­m e r o a D i o s y n o dejes de darle gracias c u a n d o lahayas consumado. 79
  • 79. 80 L A O R A C I Ó N EN L O S SANTOS PADRES B u s c a a D i o s e i n v ó c a l o de t o d o corazón y loalcanzarás, y n o lo dejes ir c u a n d o lo tengas, p a ­ra que se u n a tu a l m a c o n su amor. Aplícate e n tu v i d a p a r a ofrecer a D i o s u n aoración p u r a , y n o turben tu corazón los p e n s a ­m i e n t o s v a n o s , ni tu a l m a sea llevada h a c i a diver­sos sitios. R e c u e r d a q u e estás bajo los ojos de D i o s , q u em i r a los secretos del c o r a z ó n y c o n o c e lo ocultode las a l m a s . M a n t e n t e con atención en la presen­cia de D i o s d u r a n t e el t i e m p o de la oración y d elos s a l m o s (P. G. 3 2 ) . SAN BASILIO ( † 379)
  • 80. CANTAR CON VIGILANCIA Y SABIDURÍA N o te o p r i m a el s u e ñ o del a l m a y n o e s - tén discordes el sentimiento y la len- gua, sino en c o n s o n a n c i a , y de a m b o sb r o t e n las p a l a b r a s , p o r q u e c o m o es i m p o s i b l eservir a d o s señores, así t a m p o c o p o d r á elevarsea D i o s la o r a c i ó n divina. N o transcurra para ti t i e m p o a l g u n o ocioso ov a c í o , de día o de n o c h e . Te c o n v i e n e v e l a r p a r aq u e p u e d a s h u i r m á s fácilmente de la tentacióninminente. Si los p e n s a m i e n t o s s ó r d i d o s t u r b a s e n tu c o -r a z ó n y te llevaran a h a c e r lo q u e n o es lícito,sean e x p u l s a d o s de tu a l m a p o r las o r a c i o n e s ylas vigilias. P u e s la o r a c i ó n es la gran defensa dela l m a . P o r las o r a c i o n e s p u r a s n o s es d a d o t o d oc u a n t o es útil p a r a n o s o t r o s , y t o d o lo n o c i v oh u i r á sin d u d a . 81
  • 81. 82 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES Hijo, en t i e m p o de los s a l m o s , s a l m o d i a c o nsabiduría, y e n t o n a a t e n t a m e n t e cantos espiritua-les ante el Señor, p a r a q u e p u e d a s percibir m á s fá-cilmente la virtud de los s a l m o s . Así, toda la du-reza del corazón, c o n su dulzura será suavizada.E n t o n c e s tendrás dulce la b o c a y cantarás a l e g r e -m e n t e : " C u á n d u l c e es tu p a l a b r a a m i p a l a d a r ,m á s q u e la m i e l e n m i b o c a " (Sal 118, 103). P e r on o p o d r á s sentir esta dulzura, si n o cantas c o n su-m a vigilancia y sabiduría. La b o c a gustará el alimento, pero el espíritudiscernirá las p a l a b r a s . P u e s c o m o la carne se ali-m e n t a c o n los a l i m e n t o s carnales, así el h o m b r einterior se nutre y alimenta c o n palabras divinas(A un hijo espiritual). SAN BASILIO († 379)
  • 82. LA SANTA MISA C u a n d o en la m i s a el sacerdote c l a m a : " A r r i b a los corazones"... respondéis: " L o s t e n e m o s dirigidos al Señor"...N a d i e , p u e s , asista (a la m i s a ) de tal m a n e r a q u ed i c i e n d o esto c o n la b o c a , c o n la intención t e n g asu espíritu en los n e g o c i o s de la vida. E n t o d ot i e m p o , p u e s , d e b e m o s p e n s a r en D i o s , p e r o si e s -to, p o r la debilidad h u m a n a , n o s es imposible, alm e n o s en esta h o r a d e b e m o s procurarlo. D e s p u é s p e d i m o s a Dios p o r los difuntos yprincipalmente p o r todos aquellos que m u r i e r o nde entre nosotros, creyendo que esto les será d egran utilidad p a r a las almas de quienes se ofrecela oración, mientras yace delante de nosotros laVíctima S a n t a q u e n o s h a c e estremecer de respeto. P u e s , ¿ q u i é n p u d e d u d a r de que nuestras ora-ciones s o n de gran utilidad a los difuntos? O s v o ya p e r s u a d i r c o n u n ejemplo: M i r a d , si u n rey con-d e n a r a al destierro a sus ofensores, y d e s p u é su n o s a m i g o s entretejiendo u n a valiosa c o r o n a se 83
  • 83. 84 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESla ofrecieran al rey intercediendo p o r los deste-rrados, ¿ a c a s o n o les p e r d o n a r í a la p e n a ? D e lm i s m o m o d o nosotros, ofreciendo a D i o s n u e s -tras o r a c i o n e s p o r los difuntos, a u n q u e t e n g a np e c a d o s , ¿ n o los p e r d o n a r á ? "Uno es el S a n t o , U n o el Señor, Jesucristo." E nv e r d a d u n o es el S a n t o , s a n t o p o r naturaleza. N o -sotros t a m b i é n s o m o s santos, p e r o n o p o r natura-leza, sino p o r participación (de E l p o r la gracia) yp o r el ejercicio de la oración (Catequesis). SAN C I R I L O DE JERUSALÉN ( † 3 8 7 )
  • 84. PADRE N U E S T R O L a oración del Padrenuestro en la i n v o c a ­ ción inicial refleja el " g r a n d í s i m o a m o r de D i o s p a r a c o n el h o m b r e " , q u e r i e n d o"ser l l a m a d o incluso P a d r e " p o r quién otorgó el"perdón de sus m a l d a d e s " , así c o m o "la partici­p a c i ó n de su g r a c i a " . A El le p e d i m o s la santifica­ción de s u n o m b r e "en nosotros, santificados yh a c i e n d o obras dignas de la santidad". S u p l i c a lav e n i d a de su reino a q u e l en quien "no reina el p e ­c a d o " (cf. R m 6, 12), sino que "se h a purificado así m i s m o de la obra, p e n s a m i e n t o y de p a l a b r a " .Ese p i d e s e g u i d a m e n t e que en él se c u m p l a la v o ­luntad de D i o s en la Tierra c o m o "se c u m p l e e nlos á n g e l e s " (cf. Sal 102, 2 0 ) , suplicando, a s i m i s ­m o , p a r a el " h o y " de esta vida, el p a n nuestrosustancial, es decir, "el p a n santo..." p r e p a r a d op a r a sustancia del a l m a . El p e r d ó n de las p r o p i a sd e u d a s lo p i d e n quienes r e c o n o c e n tener " m u ­c h o s p e c a d o s " , m i n t i e n d o en c a s o contrario (cf. 1J n 1, 8 ) , c o n s c i e n t e s de que m e d i a n t e la c o m p a r a - 85
  • 85. 86 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESción, "así c o m o " en esa súplica " h a c e m o s un p a c -to con D i o s " p a r a q u e n o s perdone n u e s t r o s p e -c a d o s , del m i s m o m o d o que nosotros p e r d o n a -m o s las ofensas de n u e s t r o s prójimos. Y p a r a q u en o s h a g a m o s r e m i s o s en perdonar, c o n s i d e r e m o sla diferencia. P o r q u e las ofensas de nuestros p r ó -j i m o s c o n t r a n o s o t r o s s o n livianas y p e q u e ñ a s ,m á s las q u e n o s o t r o s c o m e t e m o s contra D i o s sontan g r a n d e s q u e sólo c o n el auxilio del m i s m oD i o s s o m o s c a p a c e s de borrarlas. G u á r d a t e , p u e s , de que D i o s te cierre el per-dón de tus g r a v í s i m o s p e c a d o s , p o r n o p e r d o n a rtú u n a s p e q u e ñ í s i m a s ofensas (Catequesis). SAN C I R I L O DE JERUSALÉN ( † 3 8 7 )
  • 86. TENTACIÓN DEL D E M O N I O Y n o n o s dejes c a e r en la tentación. ¿ N o s m a n d a r á el S e ñ o r rezar de esta m a n e - ra p a r a q u e de n i n g u n a f o r m a s e a m o st e n t a d o s ? P u e s , ¿ c ó m o está escrito: " E l v a r ó nq u e n o es t e n t a d o , n o está p r o b a d o " ? Y en otraparte: " R e c i b i d , h e r m a n o s , gran alegría c u a n d ofuerais p r o b a d o s c o n v a r i a s tentaciones"... O y e ,p u e s , al c o r o de los s a n t o s : " N o s p r o b a s t e , S e ñ o r ,c o m o la p l a t a en el crisol; n o s pusiste e n el l a z oy pusiste trabajos sobre nuestras espaldas... pasa-m o s p o r a g u a y fuego, pero al fin n o s colocaste enlugar de refrigerio." ¿ N o ves c ó m o se alegran d eh a b e r p a s a d o la p r u e b a sin ser p o r ella v e n c i d o s ? M a s líbranos del m a l . Si n o h u b i é r a m o s de sertentados, n o n e c e s i t a r í a m o s a ñ a d i r q u e n o s li-b r a s e del m a l . E l m a l o es el d e m o n i o , del c u a lp e d i m o s v e r n o s libres. Y al t e r m i n a r la o r a c i ó n ,d e c i m o s : A m é n ; sellando c o n ese a m é n , que sig-nifica h á g a s e , t o d o c u a n t o h e m o s dicho en e s aoración d a d a p o r D i o s (Catequesis, 23, 11-18). 87
  • 87. 88 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES Ten fe segura, firme e s p e r a n z a y fundamentofuerte p a r a q u e p o r el m i s m o lugar o c u p a d o p o rel e n e m i g o p a s e s hasta el Señor. Prepara tu cora-zón p a r a recibir la doctrina y para la participaciónde los sagrados misterios. O r a frecuentemente yn o ceses ni de día ni de n o c h e para que D i o s teh a g a d i g n o de esos i n m o r t a l e s misterios; y cuan-d o el s u e ñ o se aparte de tus ojos, tu a l m a v u e l v aa la oración (Catequesis). SAN C I R I L O DE JERUSALÉN ( † 3 8 7 )
  • 88. S E R SINCEROS CON D I O S Y c u a n d o te acerques a la c o m u n i ó n , ten c u i d a d o , n o pierdas algo de Él; p o r q u e si a l g o perdieres serás perjudicado. D i -m e : si a l g u n o te diese u n a s l i m a d u r a s de oro, ¿ n olas guardarías c o n toda diligencia, c u i d a n d o n op e r d e r n a d a de ellas n i sufrir n i n g ú n m e n o s c a b o ?¿ N o p r o c u r a r á s , p u e s , c o n m u c h a m á s diligencia,que n o se te c a i g a ni u n a migaja de lo q u e es m á sprecioso q u e el oro y que las piedras preciosas? M í o es decírtelo, p e r o t u y o el h a c e r l o , y deDios es de perfeccionar la obra. A f i r m e m o s n u e s -tra a l m a y p r e p a r e m o s el c o r a z ó n y a q u e se tratade u n a lucha de espíritu y se n o s p r o m e t e u n pre-m i o eterno. P o r q u e p o d e r o s o es Dios (si se lo p e -d i m o s ) q u e c o n o c e vuestros c o r a z o n e s y sabequién es sincero y q u i é n engañador. O r a frecuentemente y n o ceses ni de día ni den o c h e p a r a q u e D i o s te h a g a d i g n o de los i n m o r - 89
  • 89. 90 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADREStales misterios; y (por las m a ñ a n a s ) c u a n d o els u e ñ o se aparte de tus ojos, vuelva tu a l m a a laoración. Si algún p e n s a m i e n t o torpe asaltare tu a l m a ,refúgiate c o n el recuerdo del juicio, p a r a que tesea aviso de salvación. Tantos a ñ o s c o m o pasaste trabajando p o r lascosas del m u n d o , ¿ n o p o d r á s dedicar cuarentadías p a r a la o r a c i ó n en p r o v e c h o de tu a l m a ? D u r a n t e la n o c h e es c u a n d o con m á s atenciónse c a n t a n los s a l m o s o h a c e m o s nuestra oración,y c u a n d o m á s v e c e s n o s a c o r d a m o s de nuestrosp e c a d o s (Catequesis 9). SAN C I R I L O DE JERUSALÉN ( † 3 8 7 )
  • 90. N O ABANDONAR LA ORACIÓN L a o r a c i ó n es la o b r a s a g r a d a y d i v i n a p o r excelencia. Pero creo que h a y m á s interés p o r las d e m á s cosas, y cada u n ose dedica a su n e g o c i o y olvida la oración. Tanto elque v e n d e c o m o el que c o m p r a se p r e o c u p a n enm a d r u g a r p a r a q u e nadie se les adelante, y correnal lugar de s u n e g o c i o , al foro, n o a la oración, Así,el artista y el obrero, el orador y el estudiante, sededican de lleno a su n e g o c i o y se olvidan de laoración. Igualmente, el que c o m p o n e oraciones, aveces se olvida de D i o s que p u e d e darle el espíri­tu de oración, y olvidándose de Dios, cree que suesfuerzo vale m á s que la oración. Si la oración p r e c e d e al trabajo, el p e c a d o n oe n c o n t r a r á e n t r a d a en el alma. L a oración apartaal agricultor del p e c a d o , para n o caer en la avari­cia. Y c u a l q u i e r n e g o c i o q u e se e m p r e n d a t e n d r áéxito y se liberará del p e c a d o p o r la oración. Perosi se deja la oración d e d i c a d o totalmente a los n e - 9 1
  • 91. 92 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRESgocios, terminará m a l . El que n o se u n e a D i o sp o r la oración, se aparta de Dios. Y el que conD i o s está p o r la oración, se aparta del m a l i g n o .(P. G . 44-46). SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 92. LA ORACIÓN ES CONVERSACIÓN CON DIOS L a oración es defensa del pudor, n o s ofre- ce m o d e r a c i ó n en la ira, m e s u r a en la s o - b e r b i a , olvido en las injurias, n o s liberade la envidia, de la injusticia y de la i m p i e d a d . L aoración n o s ofrece fuerzas naturales, a b u n d a n c i ade p r o v i s i o n e s , rectitud en el ejercicio de la ley,defensa del reino, trofeo en la guerra, s e g u r i d a den la p a z , reconciliación c o n los e n e m i g o s , u n i ó nc o n los aliados. L a oración es sello de la virgini-dad, fidelidad en el m a t r i m o n i o , e s c u d o de c a m i -n a n t e s , g u a r d a d e los durmientes, confianza delos vigilantes, fertilidad de los labradores, saludde los n a v e g a n t e s ... L a oración es p a t r o n a de los reos y de los a b o -g a d o s , c o n s u e l o de los presos, alivio de los c a n s a -dos, m e d i c i n a de los tristes, deleite de los felices,solaz de los q u e lloran, corona de los e s p o s o s , ale-gría de los aniversarios, c o m p a ñ í a de los q u e 93
  • 93. 94 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESm u e r e n . L a oración es conversación con D i o s ,c o n t e m p l a c i ó n de lo invisible, esperanza de lascosas q u e se desean. N o s otorga u n h o n o r s e m e ­jante a los ángeles, a u m e n t o de bienes, separa­ción del m a l , corrección de p e c a d o s , fruto de lasc o s a s presentes, e s p e r a n z a de las futuras. La oración de J o n á s convirtió la ballena e n m o ­rada, a E z e q u í a s lo trasladó de las p u e r t a s de lam u e r t e a la v i d a , a los tres j ó v e n e s les c o n v i r t i óla l l a m a en h ú m e d a brisa, a los israelitas les diola victoria c o n t r a los amalecitas. SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 94. N o CESES EN LA ORACIÓN L os n i ñ o s , al principio, se c o n t e n t a n c o n la leche m a t e r n a , y c u a n d o crecen aspi- ran a b i e n e s superiores. A s í t a m b i é nD i o s , que quiere lo m e j o r p a r a el h o m b r e , n o loe s c u c h a c u a n d o p i d e n i m i e d a d e s , p a r a q u e aspi-re al d e s e o de c o s a s s u b l i m e s . P o r tanto, tú n o teentretengas en p e d i r a Dios bagatelas, pídele c o -sas g r a n d e s . P u e s es u n a n e c e d a d acercarse aD i o s y p e d i r cosas t e m p o r a l e s al E t e r n o , terrenasal Celeste, bajas al A l t í s i m o y despreciables al q u ec o n c e d e el R e i n o de los Cielos. Para c o n s e g u i r de D i o s lo q u e d e s e a m o s , n o esn e c e s a r i o h a b l a r m u c h o c o m o los gentiles, q u ecreen q u e serán oídos p o r su palabrería. L a ora-ción que d e b e m o s presentar ante D i o s es sobret o d o el P a d r e n u e s t r o . N i n g u n a de cuantas cosas p o r las que suspiranen este m u n d o los mortales, n i n g u n a de c u a n t a s 95
  • 95. 96 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADREScosas se p u e d e n c o n s i d e r a r preciosas, tanto p o rsu vista c o m o p o r su valor, n i n g u n a , repito, p u e -de igualar a la o r a c i ó n (...). P o r tanto, si n o fuereso í d o a la p r i m e r a v e z que rogases, n o aflojes laoración, antes insiste m á s en los ruegos, e n t o n c e slevanta m á s q u e n u n c a la v o z a Dios: p o r q u e elS e ñ o r quiere ser rogado, quiere ser forzado, quie-re ser v e n c i d o p o r nosotros c o n u n a santa i m p o r -t u n i d a d . B u e n a es la violencia, y a que c o n ella, l e -jos de ofenderse nuestro Dios, se c a l m a y aplaca(In Sal. Pennit. 6). SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 96. LA GENTE SE PREOCUPA POR TODO, MENOS POR LA ORACIÓN A los santos discípulos, que con afán querían aprender a orar, el Verbo divi- n o les e n s e ñ ó c ó m o había que procederpara que las palabras de la oración fueran escucha-das p o r Dios. Yo m e atrevo a añadir un p o c o a loque está escrito, porque esta sociedad de h o y tieneque aprender, antes que el m o d o de orar, la abso-luta n e c e s i d a d de orar. L a gran mayoría n o h a es-c u c h a d o esto aún porque, de hecho, m u c h o s tie-n e n olvidada y descuidada esta obra sagrada y di-vina que es la oración. Haré todo lo posible p a r ademostrar con m i palabra, en primer lugar, que esabsolutamente necesario perseverar en la oración,c o m o dice el A p ó s t o l (cf. R m 12, 12), y a continua-ción comentaré el m o d o de presentar nuestra ora-ción a Dios, que n o s enseñó la Palabra divina. 97
  • 97. 98 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES A c t u a l m e n t e , las p e r s o n a s se p r e o c u p a n p o rtodo, p o n i e n d o t o d a su a l m a en distintas c o s a s ,p e r o n o tienen interés p o r el b i e n de la oración: elc o m e r c i a n t e m a d r u g a a sus n e g o c i o s , i n t e n t a n d oofrecer su m e r c a n c í a a los clientes antes q u e otrosp a r a que, a d e l a n t á n d o s e , le c o m p r e n a él; lo m i s -m o el c o m p r a d o r se apresura a conseguir lo q u enecesita n o sea q u e otro se le adelante ante susp r o p i o s ojos y se q u e d e sin n a d a . L a gente corren o a la iglesia, sino a la plaza. Y así, teniendo to-dos s e m e j a n t e a m b i c i ó n de ganancia que casi lle-gan a pelearse, c o n tales p r e o c u p a c i o n e s el tiem-p o de la oración se convierte en t i e m p o p a r a eln e g o c i o . L o m i s m o ocurre con el artesano, c o n elm a e s t r o de retórica, con el a b o g a d o , c o n el j u e z :c a d a cual, d á n d o s e p o r c o m p l e t o a lo q u e llevaentre m a n o s , se olvida de entregarse a la oraciónc o n s i d e r a n d o q u e ocuparse de las cosas de D i o sperjudica a su profesión (La oración del Señor). SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 98. LAS PREOCUPACIONES TERRENALES NOS ALEJAN DE DIOS P ues el que ejerce un trabajo manual juzga inútil para su oficio el auxilio divino; y así, omitiendo la oración, pone la esperanzaen sus m a n o s , olvidando al que le h a dado las m a -nos. D e m o d o similar el que prepara con todo esme-ro un discurso elegante, n o piensa en el que le h adado la facultad de hablar, sino que, c o m o si él sehubiera conseguido esa facultad por su cuenta, seentrega a su estudio y a la enseñanza de los discípu-los y piensa que n o v a a obtener ningún beneficiocon la ayuda de Dios, sino que su trabajo es priori-tario a la oración. D e manera parecida, el resto detrabajos, oficios y profesiones de la vida. C o n lapreocupación de las cosas corporales y terrenales seolvidan de ocupar el alma en las cosas superiores ycelestes. Por eso cada día aumenta m á s el pecado enel m u n d o e invade todas las actividades h u m a n a s ,pues el olvido de Dios se va apoderando de todos ylos hombres n o adhieren a la oración a la vez que a 99
  • 99. 100 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESsus actividades. En los negocios entra la avaricia yla avaricia es u n a idolatría (cf. C o l 3, 5). A s í , el la-b r a d o r n o trabaja el c a m p o en proporción a susnecesidades sino que ambiciona más y ensanchasus c a m p o s en su p r o v e c h o , m e t i é n d o s e en loslinderos ajenos y da cabida al pecado de ambición.De ahí n a c e n disputas y riñas sobre los linderos delos c a m p o s entre los que están d o m i n a d o s de m o -do p a r e c i d o p o r la e n f e r m e d a d de la avaricia. D eahí p r o c e d e n a m e n u d o los e n f a d o s , los m a l o sd e s e o s , al l l e g a r a las m a n o s e i n c l u s o el d e r r a -m a m i e n t o de s a n g r e y el h o m i c i d i o . A l g o pareci-d o ocurre en los tribunales de justicia, d o n d e sec o m e n t e n infinidad de p e c a d o s de injusticia: elj u e z u n a s v e c e s de m o d o voluntario inclina la b a -lanza en contra de la justicia y otras veces invo-luntariamente, a p o y á n d o s e de forma m e t i c u l o s aen que las d e c l a r a c i o n e s h a n sido imperfectas ap e s a r de ser verdaderas, dictamina algo que esinjusto. Pero ¿para qué v a m o s a e x p o n e r en deta-lle todos los c a s o s de la vida en que se c o m e t e np e c a d o s de m u c h a s y diversas m a n e r a s ? L a c a u -sa de estos p e c a d o s está en que los h o m b r e s n op o n e n el sentido de D i o s en las o c u p a c i o n e s q u ellevan entre m a n o s (La oración del Señor). SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 100. ORAR ES ESTAR CON D I O S S i la oración precediera al n e g o c i o , n o h a ­ b r í a c a b i d a para el p e c a d o del a l m a . P u e s , si está presente en el c o r a z ó n el re-c u e r d o de D i o s , n o surgen p e n s a m i e n t o s de e n e -m i s t a d y la justicia se convierte en intermediariade las controversias. La oración aleja al l a b r a d o rdel p e c a d o p o r q u e a u m e n t a los frutos en u n p o ­co de tierra, de forma que n o le entre el p e c a d o dea m b i c i o n a r m á s . Igual ocurre c o n el c a m i n a n t e oc o n el que p r e p a r a lo m i s m o u n a expedición q u eu n a b o d a . Así, todo el que proyecta cualquier n e ­gocio, si lo realiza con oración, irá b i e n en lo e m ­p r e n d i d o sin caer en p e c a d o y sin que n i n g ú ne n e m i g o le h a g a inclinar el a l m a a la pasión. P e ­ro si se e n t r e g a al n e g o c i o p o r c o m p l e t o , a b a n ­d o n a n d o a D i o s , n e c e s a r i a m e n t e , al estar fuerade D i o s , se e n c o n t r a r á c o n e n e m i g o s . Y se apar­ta de D i o s el q u e n o se u n e a El p o r la o r a c i ó n .P o r c o n s i g u i e n t e , lo p r i m e r o que tenéis q u e 101
  • 101. 1 02 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESaprender es que " h a y que orar siempre y n o des­fallecer" (Lc 18, 1 ) , p u e s de la oración n a c e el e s ­tar c o n D i o s y el que está con D i o s , está alejado delos e n e m i g o s (P. G. 44-46). SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 102. N A D I E PIENSA EN LOS BIENES DE D I O S T i e m p o h a b r á de e x p l i c a r esto c o m e n - t a n d o la m i s m a oración del Señor, p e r o antes d i r e m o s q u e a tantos y tan v a r i a -d o s favores q u e h e m o s r e c i b i d o de la g r a c i a di-v i n a h e m o s de c o r r e s p o n d e r c o n la o r a c i ó n y laa c c i ó n de gracias a nuestro Benefactor. P i e n s oq u e a u n q u e p a s á r a m o s toda la vida en c o l o q u i oc o n D i o s d á n d o l e gracias y rezándole, e s t a r í a m o stan lejos de u n a justa c o r r e s p o n d e n c i a c o m o alc o m e n z a r a darle gracias. El t i e m p o se divide entres partes: p a s a d o , presente y futuro. E n los tresse reciben beneficios del Señor: si c o n s i d e r a s elpresente, resulta q u e vives en Él; si el futuro, É l esp a r a ti e s p e r a n z a de las cosas a las que aspiras; siel p a s a d o , n o existirías si Él n o te h u b i e r a h e c h o .El n a c i m i e n t o es u n don suyo; tu vida posteriort a m b i é n es regalo, p u e s en Él vives y te m u e v e s ,s e g ú n dice el A p ó s t o l (Hch 17, 28); las e s p e r a n z a sfuturas d e p e n d e n t a m b i é n de su acción. P e r o c o - 103
  • 103. 104 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESm o tú eres d u e ñ o solo del presente, a u n q u e n odejes de dar gracias a Dios en toda tu vida, a p e -n a s p o d r á s a g r a d e c e r el presente, sin p o d e r p e n -sar en a g r a d e c e r los beneficios del p a s a d o y delfuturo. Y sin e m b a r g o , estando tan lejos de p o d e rdar las d e b i d a s gracias a Dios, n o d e d i c a m o s a laa l a b a n z a divina n o y a todo el día, sino ni aún u n am í n i m a parte del día. ¿ Q u i é n h a h e c h o la tierra firme bajo m i s p i e s ?¿ Q u i é n h a h e c h o c o n sabiduría n a v e g a b l e el m a r ?¿ Q u i é n h a c o n s t r u i d o el cielo c o m o un t e c h o ?¿ Q u i é n m e trae la l á m p a r a del sol? ¿ Q u i é n h a c ebrotar fuentes de los valles? ¿ Q u i é n ha p r o p o r c i o -n a d o cauce a los ríos? ¿ Q u i é n p u s o a m i serviciolos a n i m a l e s irracionales? ¿ Q u i é n m e h i z o partíci-p e de su v i d a y de su p e n s a m i e n t o a m í q u e s o yp o l v o i n a n i m a d o ? ¿ Q u i é n formó este b a r r o ai m a g e n de la i m p r o n t a divina? ¿ Q u i é n d e v o l v i ó asu primitiva h e r m o s u r a la i m a g e n divina afeadaen m í p o r el p e c a d o ? ¿Quién m e devolvió a la fe-licidad p r i m e r a a m í que estaba expulsado, priva-d o del árbol de la vida e i n m e r s o en el a b i s m o dela vida m a t e r i a l ? " N o h a y quien entienda", dicela Escritura ( R m 3 , 1 1 ) . SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 104. N O CONVERTIR LA MISERICORDIA DE DIOS EN CRUELDAD E l que n o piensa lo que v a a hacer a fin de que le resulte bien, sino que se detiene en deseos vanos, es un pobre tonto, puestoque e m p l e a en tales fantasías el tiempo que h a b í ade dedicar a la liberación. D e l m i s m o m o d o , quienen tiempo de la oración n o atiende a lo que convie­ne a su alma y piensa que a Dios le van a agradarlos m o v i m i e n t o s y distracciones viciosas de sumente, es realmente un tonto y un "palabrero",p u e s pide a Dios que colabore y sirva a sus propiasnecedades. S u p o n g a m o s , p o r ejemplo, que se acer­ca u n o a Dios para orar y, sin pensar la excelenciadel Poder al q u e se acerca, deshonra la MajestadDivina con peticiones torpes y sucias; es c o m o u n oque, p o r ignorancia piensa que unos vasos de b a ­rro son de oro y c u a n d o el rey va a distribuir ri­q u e z a y dignidades, él le pide que le dé algo deaquella materia que a él le gusta, que en realidad 105
  • 105. 106 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESes barro. A s í ocurre con el que utiliza la oracióncon ignorancia y n o se eleva a la altura del D o n a n ­te divino, sino q u e quiere que la Potencia divinadescienda hasta sus sucios, bajos y terrenos deseosy dirige sus impulsos apasionados al que c o n o c elos corazones n o para que le cure los m o v i m i e n t o sabsurdos de sus m e n t e , sino para que se convier­tan en peores c o n la ayuda de Dios ya que van di­rigidos hacia el m a l . Le dice a Dios: " C o m o fulanom e molesta y le odio de corazón, castígalo." Sólo lefalta decir: " Q u e m i m a l deseo esté en Ti y que m im a l d a d pase a ti." A s í c o m o en una pelea n o sep u e d e prestar auxilio a un contendiente sin enfa­darse con el otro, así el que le reza a Dios contra sue n e m i g o , le pide que se enfade y se haga socio desu ira. E n t o n c e s la D i v i n i d a d incurriría en u n ap a s i ó n y se c o m p o r t a r í a al m o d o h u m a n o , c a m ­b i a n d o su n a t u r a l e z a b u e n a en crueldad p r o p i ade fieras. L o m i s m o hace el que b u s c a honores, elque quiere sobresalir por soberbia, el que ansia ga­nar un juicio, el que busca el premio en las c o m p e ­ticiones deportivas, el que anhela los aplausos enel teatro, y hasta el que se c o n s u m e por el rabiosodeseo de la j u v e n t u d (P. G. 44-46). SAN G R E G O R I O N I S E N O ( † 3 9 0 )
  • 106. PEDIR A DIOS QUE DESAPAREZCA LA MALDAD P ero a l g u n o s n o están de a c u e r d o c o n e s ­ to y p a r a a p o y a r su dureza a d u c e n tex­ tos de los profetas: D a v i d desea q u e losp e c a d o r e s m u e r a n y p i d e v e n g a n z a y la confu­sión p a r a los e n e m i g o s (cf. Sal 9, 1 y ss.); J e r e m í a sd e s e a q u e D i o s se v e n g u e de sus adversarios ylos castigue (Jr 10, 17); O s e a s le pide que las m u ­jeres de sus e n e m i g o s se q u e d e n estériles y q u esus p e c h o s se s e q u e n (cf. O s 9, 6 y ss.); y citanotros m u c h o s textos parecidos de la S a g r a d a E s ­critura, c o n c l u y e n d o que c o n v i e n e i m p r e c a r aD i o s contra los e n e m i g o s y pedirle q u e la b o n d a ddivina colabore c o n la crueldad de ellos. P e r o n o ­sotros, s a l i e n d o al p a s o de tales afirmaciones, h a ­r e m o s callar a los palabreros, rebatiendo c a d au n o los a r g u m e n t o s aducidos. N i n g u n o de los textos s a g r a d o s d i v i n a m e n t ei n s p i r a d o s p o r el Espíritu S a n t o , c u y a s p a l a b r a s 107
  • 107. 108 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESh a n sido escritas s e g ú n la disposición divina p a -ra instruir a las g e n e r a c i o n e s venideras, tiene in-tención alguna de h a c e r el mal, sino que la finali-d a d de todos era corregir los vicios vigentes en s ué p o c a . El q u e reza q u e n o h a y a enfermos ni p o -bres, n o desea q u e se m u e r a n , sino q u e d e s a p a -rezca s u e n f e r m e d a d y pobreza. Del m i s m om o d o , c u a n d o a l g u n o de aquellos santos p i d eq u e m u e r a lo q u e es adversario y e n e m i g o a lanaturaleza, sólo los n o entendidos piensan q u eestá d e s e a n d o m a l e s a los h o m b r e s . C u a n d o elS a l m i s t a dice: " D e s a p a r e z c a n de la Tierra y dejende existir los p e c a d o r e s y los i n i c u o s " (Sal 9, 1 8 ) ,lo q u e está p i d i e n d o es que desaparezcan el p e c a -d o y la iniquidad. P u e s el h o m b r e n o es e n e m i g odel h o m b r e , sino q u e es la v o l u n t a d libre q u e seinclina hacia el m a l la que considera e n e m i g o s aquienes la n a t u r a l e z a constituye a m i g o s . P i d eque d e s a p a r e z c a la m a l d a d , pero el h o m b r e n o esm a l d a d . ¿ C ó m o v a a ser m a l d a d el que es i m a g e nde la B o n d a d ? SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 108. PIDE A D I O S LA VICTORIA SOBRE LAS PASIONES C u a n d o se p i d e v e r g ü e n z a y confusión p a r a los e n e m i g o s , se refiere a la m u l ­ titud de e n e m i g o s que, m o v i d o s p o r elE n e m i g o invisible, atacan el a l m a h u m a n a . D eellos, P a b l o h a b l a c o n m á s claridad c u a n d o diceque: " N u e s t r a l u c h a es contra los p r i n c i p a d o s ,p o t e s t a d e s y p o d e r e s de este m u n d o y contra losespíritus del m a l q u e están en las alturas" (Ef 6-12). Se trata de las asechanzas del d e m o n i o q u etientan a los h o m b r e s al mal; circunstancias q u einvitan a la violencia, ocasiones de c o n c u p i s c e n ­cia, envidia, o d i o , soberbia y cosas s e m e j a n t e s .C u a n d o el gran Profeta ve al alma de c a d a u n or o d e a d a de estas tentaciones, p i d e q u e se aver-g ü e n c e n estos e n e m i g o s , es decir, que él se salve,p o r q u e es natural q u e el que h a sido v e n c i d o e nu n a c o m p e t i c i ó n se avergüence de su derrota, lom i s m o q u e el v e n c e d o r se alegra de su victoria.Es lo q u e dice el Salmista: " S e a v e r g ü e n c e n y seanconfundidos los que asaltan m i a l m a " (Sal 6, 11). 109
  • 109. 110 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESN o se p i d e c o n t r a los q u e están al acecho p a r a ro-b a r el dinero, o contra los q u e pelean sobre loslinderos de los terrenos o contra los que intentanc a u s a r algún m a l corporal, sino contra los q u e in-sidian al alma. P e r o insidiar al a l m a ¿qué otra c o -sa es q u e alejarse d e Dios? Y el a l m a sólo se alejade D i o s p o r la inclinación de las p a s i o n e s , y a q u ela D i v i n i d a d está e x e n t a de p a s i o n e s y p o r tantoel q u e se d e s e n v u e l v e siempre entre pasiones sealeja de la u n i ó n c o n la D i v i n i d a d . Para q u e eston o suceda, se p i d e la v e r g ü e n z a de los adversa-rios. Y esto es lo m i s m o q u e pedir la propia victo-ria sobre los e n e m i g o s , que son las pasiones. Así, J e r e m í a s (Jr 1 0 , 1 y ss.), llevado del celo dela p i e d a d p a r a c o n Dios, c u a n d o el rey de sut i e m p o d a b a culto a los ídolos y los subditos sed e s v i a b a n c o n él, n o se deja llevar de su pasión,sino q u e suplica a D i o s p o r el b i e n de los h o m b r e sy q u e la cólera c o n t r a los i m p í o s se convirtiera enlección p a r a la h u m a n i d a d . SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 110. ¿ Q U E COSA TENEMOS QUE PEDIR A D I O S ? P ero a l g u n o s , dirás, obtuvieron p r i n c i p a - d o s , h o n o r e s y riquezas tras pedirlos en la o r a c i ó n y fueron c o n s i d e r a d o s a m i g o sde D i o s p o r t e n e r tan b u e n a suerte; ¿ c ó m o n o sv a s a prohibir p e d i r a Dios tales cosas? N a d i e ig-n o r a q u e t o d o d e p e n d e de la v o l u n t a d de D i o s yque esta vida está dirigida desde arriba. Peros a b e m o s q u e la c a u s a de e s t o s é x i t o s n o es laoración: D i o s n o da estos b i e n e s p o r q u e se lo pi-den, sino p a r a fortalecer la confianza en D i o s delos m á s s i m p l e s , de m o d o que e x p e r i m e n t a n d op o c o a p o c o c o n p e q u e ñ a s peticiones que D i o s e s -c u c h a a los q u e le suplican, n o s e l e v e m o s al d e s e ode d o n e s m á s altos y m á s acordes a D i o s . A s í lov e m o s en n u e s t r o s hijos, q u e al principio se ad-hieren a los p e c h o s m a t e r n o s b u s c a n d o sólo loq u e la n a t u r a l e z a les p r o p o r c i o n a p o r m e d i o de lam a d r e ; p e r o c u a n d o el n i ñ o crece y c o m i e n z a ahablar, r e c h a z a el p e c h o y j u e g a con el gorro, el 111
  • 111. 112 LA O R A C I Ó N EN L O S S A N T O S PADRESm a n t o y t o d o lo q u e v e atractivo; c u a n d o llega ala j u v e n t u d y se desarrolla su c u e r p o y su inteli-gencia, a b a n d o n a las aficiones y deseos infantilesy les p i d e a sus p a d r e s lo propio de u n adulto. A s ít a m b i é n D i o s , q u e a través de todas las cosas en-seña al h o m b r e a q u e lo descubra, m u c h a s v e c e sn o d e s o y e las p e q u e ñ a s peticiones para invitar alq u e h a c o n s e g u i d o esos p e q u e ñ o s beneficios a as-pirar a c o s a s m á s altas. P o r tanto, si fulano, q u ep r o c e d í a de familia baja, se h a h e c h o f a m o s o eilustre o h a c o n s e g u i d o cualquier otra cosa q u e see s t i m a en este m u n d o , principados, riqueza, fa-m a , tú p i e n s a c u á l es el fin de todo eso, a saber,q u e a través de la b o n d a d de D i o s que aparece e nestas c o s a s se te manifiesta su p o d e r para que tedes c u e n t a de p e d i r al padre, n o juguetes y c o s a sinfantiles, sino d o n e s m a y o r e s y m á s perfectos;los q u e p r o p o r c i o n a n ganancia al alma. Sería d elo m á s n e c i o , al acercarse a D i o s , pedir al E t e r n oc o s a s t e m p o r a l e s ; al Celeste cosas terrenas. SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 112. LA ORACIÓN NOS ACERCA Y NOS UNE A D I O S B e l l a m e n t e i n d i c a el S e ñ o r este a b s u r d o c u a n d o a ñ a d e " c o m o los g e n t i l e s " ( M t 6, 7 ) , p u e s p o n e r el afán en las c o s a s v i -s i b l e s es p r o p i o de q u i e n e s n o tienen e s p e r a n z ae n el m u n d o futuro, ni m i e d o al j u i c i o o al infier-n o , n i d e s e o del cielo n i de n a d a de lo q u e se e s -p e r a en la r e s u r r e c c i ó n . S o n c o m o los a n i m a l e s ,q u e m i r a n a la v i d a p r e s e n t e v i e n d o c ó m o p o d e rsatisfacer s u g u l a , su vientre o el resto de los p l a -ceres corporales, considerando todo esto c o m ob i e n e s ; lo m i s m o el m a n d a r sobre otros, el t e n e rm á s p r e s t i g i o q u e los d e m á s , el a m a s a r u n a g r a nfortuna, o c u a l q u i e r otra m e n t i r a de este m u n d o .A t o d o s é s t o s , si a l g u i e n les h a b l a de la e s p e r a n -za futura, les p a r e c e u n l o c o , p u e s les m e n c i o n ael p a r a í s o , el R e i n o , la m o r a d a de los c i e l o s y lod e m á s . E s p r o p i o d e los q u e n o tienen e s p e r a n -za q u e se a g a r r e n y a p e g u e n a la v i d a p r e s e n t e . 113
  • 113. 114 L A O R A C I Ó N EN L O S S A N T O S PADRESP o r e s o c o n t o d o acierto la E s c r i t u r a l l a m a " d elos g e n t i l e s " a s u s p a s i o n e s y d e s e o s v a n o s q u ep r e t e n d e n o b t e n e r c o n la oración, c r e y e n d o q u ec o n s e g u i r á n e s a s futilidades y q u e la D i v i n i d a dles a y u d a r á en e s a s c o s a s rectas e i n n e c e s a r i a s ," p u e s p i e n s a n q u e en su v e r b o r r e a v a n a ser e s -c u c h a d o s " ( M t 6, 7 ) . P e r o lo cierto es lo q u e h e -m o s a p r e n d i d o en la e x p o s i c i ó n p r e c e d e n t e (LaOración del Señor). Es la o r a c i ó n u n a c o n v e r s a c i ó n c o n D i o s , c o n -t e m p l a c i ó n de las c o s a s invisibles, c o n f i a n z acierta de c o n s e g u i r lo q u e se d e s e a , e l e v a c i ó n d e lh o m b r e a la h o n r a de los á n g e l e s , p r o g r e s o y au-m e n t o de los bienes, ruina de los males, e n m i e n d ade las culpas, fruto de lo presente y seguridad delo futuro. La o r a c i ó n d e l S e ñ o r n o s e n s e ñ a a purificarde tal m o d o n u e s t r a vida, q u e h a c i é n d o l a s e m e -j a n t e a la v i d a d e l cielo, halle en n o s o t r o s el c u m -p l i m i e n t o de la v o l u n t a d de D i o s tan p o c o o b s -táculo c o m o e n los espíritus celestiales, los q u ej a m á s s i e n t e n i m p e d i m e n t o a l g u n o p a r a la eje-c u c i ó n del b i e n . El q u e dice a D i o s en la oración: "santificadosea tu n o m b r e " , le dice estas p a l a b r a s : " S e ñ o r ,
  • 114. LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES 115haced que mediante vuestra protección y auxi­lios y o s e a irreprensible, j u s t o y p i a d o s o ; q u e y od i g a la v e r d a d y h a g a lo b u e n o . " P o r q u e e s c i e r ­to q u e D i o s n o p u e d e ser g l o r i f i c a d o p o r elh o m b r e , s i n o c u a n d o su v i r t u d y p i e d a d s o n tane x c e l e n t e s q u e p e r s u a d a n a los otros d e q u e esp r e c i s o q u e s e a la o m n i p o t e n c i a de D i o s la q u ep r o d u z c a tan g r a n d e efecto (Orat. 2 de Or. Dom.). SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 115. ¿ C Ó M O TENEMOS QUE REZAR? P reguntaron al a b b a M a c a r i o , diciendo: " ¿ C ó m o d e b e m o s o r a r ? " , y el a n c i a n o c o n t e s t ó : " N o es n e c e s a r i o h a b l a r m u -c h o : b a s t a q u e e x t i e n d a s las m a n o s , y d i g a s :¡Señor, c o m o tú sabes y quieres, ten p i e d a d demí!. Si te llega u n a tentación, di: ¡Señor, a y ú d a -me!. P u e s Él sabe lo que n o s es útil y tiene m i s e -ricordia c o n n o s o t r o s . " E n efecto, aquellos q u e se esfuerzan en orar,incluso contra los d e s e o s del corazón, si al m i s m ot i e m p o se esfuerzan en ser h u m i l d e s , dulces, i n o -centes y g e n e r o s o s c o n los d e m á s (...) e n r e s p u e s -ta a estos esfuerzos, el Señor, que ve el d e s e o ar-diente del h o m b r e , les dará el p o d e r c u m p l i r sinp e n a , a p e s a r de sus esfuerzos, todas estas prácti-cas, y llegarán a ser para él, c o m o u n a s e g u n d anaturaleza. P u e s , al final, el S e ñ o r viene h a c i a elh o m b r e y p e r m a n e c e en él, y él en el Señor. Y elm i s m o S e ñ o r c u m p l e en él, sin esfuerzo, sus p r o -pios m a n d a m i e n t o s , c o l m á n d o l o con los frutosdel Espíritu S a n t o . 11 7
  • 116. 118 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES El a l m a d e b e s a b e r hasta q u é p u n t o , e s t a n d osola, n o tiene fuerza. N o esperen n a d a de sí m i s -mos, p ó s t r e n s e ante D i o s y, en su corazón, reco-n o z c a n q u e n o s o n n a d a . E n t o n c e s la gracia t o d o -p o d e r o s a creará todas las cosas de esa n a d a .A q u e l que, c o n u n a h u m i l d a d perfecta, se p o n eentre las m a n o s del D i o s de la m i s e r i c o r d i a ,atrae al S e ñ o r h a c i a él y se h a r á fuerte c o n sufuerza. A u n q u e t e n e m o s que esperarlo todo de D i o s yn a d a de nosotros m i s m o s , sin e m b a r g o (suplican-do la a y u d a de Dios), d e b e m o s e s f o r z a m o s enobrar d e s p l e g a n d o toda nuestra fuerza p a r a crearen nosotros algo a d o n d e D i o s p u e d a venir en ayu-da y q u e p u e d a ser penetrado p o r la fuerza divi-na. L a gracia y a está presente en nosotros, pero n oactuará hasta que el m i s m o h o m b r e h a y a actuado,llenando c o n su fuerza la debilidad del h o m b r e . SAN M A C A R I O EGIPCIO ( † 3 9 0 )
  • 117. PEDIR AL ESPÍRITU SANTO P O R LOS DONES L os que h a n merecido llegar a ser verda­ deros hijos de Dios y renacer del Espíri­ tu S a n t o , los que p o s e e n en sí m i s m o s aCristo, que los ilumina y consuela (en la oración),éstos reciben del Espíritu de Dios u n o s favores yoperaciones de otro género, y la gracia obra invi­siblemente en sus corazones sin turbar su quietud(...), sienten a v e c e s u n a santa e m b r i a g u e z celestialque m a n t i e n e n en íntimo silencio, g o z a n d o en ela l m a de grandísima p a z e indecibles delicias. O t r a s v e c e s el Espíritu S a n t o a l u m b r a su inte­ligencia y les c o m u n i c a u n a afable sabiduría yu n o s altísimos c o n o c i m i e n t o s q u e la l e n g u a h u ­m a n a n o p u e d e expresar. A s í es c o m o la divinagracia h a c e p a s a r al a l m a fiel p o r n u m e r o s a s al­ternativas, u n a s v e c e s c o n s o l á n d o l a y otras ejerci­tándola s e g ú n los designios de la Providencia,hasta h a c e r l a del t o d o p u r a y perfecta a los ojos 119
  • 118. 120 LA O R A C I Ó N EN L O S S A N T O S PADRESdel P a d r e celestial (...). Penetradas p o r todas par-tes p o r el Espíritu de Dios, estas almas se h a c e nsemejantes a Cristo, tienen en sí la fuerza y la vir-tud del Espíritu, p e r m a n e c e n recogidas en su in-terior y llevan u n a v i d a p u r a e intachable. P i d a m o s t a m b i é n nosotros al Señor, a n i m a d o sde u n a e n c e n d i d a caridad y llenos de confianza,que se digne c o n c e d e m o s sus gracias y los d o n e sdel Espíritu S a n t o , de suerte que este divino Espí-ritu n o s gobierne y n o s h a g a dóciles en todo a s uv o l u n t a d , y n o s c o n c e d a el d e s c a n s o y el c o n s u e -lo, p a r a que así, r e a n i m a d o s y m o v i d o s p o r lagracia, m e r e z c a m o s , c o n f o r m e dice san Pablo (Ef3, 1 9 ) , q u e d a r llenos de la plenitud de D i o s y lle-g u e m o s a ser h o m b r e s perfectos, establecidos enla p l e n a p o s e s i ó n de la vida de Jesucristo. ¿ N op r o m e t i ó el Señor, p o r ventura, que a c u a n t o screan en El y se lo p i d a n con sinceridad les c o n -c e d e r á los misterios de la unión inefable con elEspíritu S a n t o ? H a g a m o s , p u e s , la donación totalde nosotros m i s m o s al S e ñ o r y aceleremos c o nr u e g o s la r e c e p c i ó n de u n b i e n tan g r a n d e(Homilía 12, 7-12). SAN M A C A R I O E G I P C I O ( † 3 9 0 )
  • 119. PERSEVERAR EN LA ORACIÓN E l h o m b r e q u e n o se vuelve a D i o s p o r s u p r o p i a v o l u n t a d y c o n todo su a n h e l o , y n o se dirige a Él en oración, con fe ente-ra, n o p o d r á ser c u r a d o e n el alma. L a oración es la piedra fundamental de t o d oesfuerzo h u m a n o , y la persistencia en la oraciónes la c u m b r e de la perfección. N o existe otra m e d i t a c i ó n saludable m á s q u eel n o m b r e b e n d i t o de N u e s t r o S e ñ o r Jesucristoque h a b i t a s i e m p r e en ti, tal y c o m o está escrito:" C o m o g o l o n d r i n a clamaré y c o m o tórtola m e d i -taré." Esto es lo q u e h a c e el h o m b r e p i a d o s o q u epermanece constantemente ( m e d i t a n d o ) en eln o m b r e de N u e s t r o S e ñ o r Jesucristo. L o m á x i m o de nuestra cooperación, lo m á s im-portante q u e p o d e m o s hacer, es la p e r s e v e r a n c i aen la oración. P o r ella p o d e m o s solicitar todas lasvirtudes y alcanzar las de D i o s . 121
  • 120. 122 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES El que día tras día se obliga a la perseveranciaen la oración, será c o n s u m i d o p o r el a m o r espiri-tual en el deseo de Dios, será encendido p o r la m o -ción de la gracia espiritual de la santidad perfecta. L a n z a tu ancla en el a b i s m o de la oración, y elb a r c o de tu v i d a resistirá con la fuerza de la gra-cia d i v i n a todas las olas de Satanás, las m a r e a s yt o r m e n t a s de este oscuro, e n g a ñ o s o y v a n i d o s omundo. La ley escrita contiene m u c h o s misterios de ca-rácter oculto. El monje que cuida la oración y con-tinuamente se c o m u n i c a con Dios, los reconoce, yla gracia le revela secretos todavía m á s grandes quelos que se encuentran en la Sagrada Escritura. Porla lectura de la ley escrita n o se puede conseguir loque sí se consigue en la oración con Dios. Quienpresta homenaje a Dios adorándole, n o tiene p o rqué seguir la lectura. Por experiencia sabe que todose perfecciona en la oración (P. G. 34). SAN M A C A R I O E G I P C I O ( † 3 9 0 )
  • 121. P O N E R LA ORACIÓN P O R ENCIMA DE TODA OBRA HUMANA C on el esfuerzo, la vigilancia sobria, la paciencia, el combate del alma y el sa- crificio del cuerpo, el que se dedica a laoración debe hacerse un h o m b r e fuerte, sin rela-jarse ni a b a n d o n a r s e a las distracciones de losp e n s a m i e n t o s , sin entregarse d e m a s i a d o al sueño,a la pereza, a la negligencia, a la confusión, a laspalabras desordenadas e inconsideradas. N o debepermitir n a d a de esto en su reflexión y n o se d e b econtentar con estar m u c h o tiempo de pie o de ro-dillas quieto, d e j a n d o al m i s m o t i e m p o que la in-teligencia v a g u e p o r cualquier parte. P o r q u e si n ose p r e p a r a p a r a u n a estricta y s o b r i a v i g i l a n c i a ,o p o n i é n d o s e a los p e n s a m i e n t o s v a n o s , recha-z á n d o l o s todos y deseando siempre al Señor, n a d aimpedirá que sea seducido por el vicio invisible-mente y de m u c h o s m o d o s o que se enorgullezcaante los que todavía n o consiguen perseverar en laoración. Víctima de semejantes astucias del vicio,destruiría su b u e n trabajo y lo ofrecería al d e m o -nio m a l o . 123
  • 122. 124 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES La obra de la oración y de la palabra, c u m p l i d ac o m o conviene, está p o r e n c i m a de toda virtud ymandamiento. El Señor m i s m o lo atestigua. Él ha-bía entrado en casa de Marta y María. Marta estabao c u p a d a en servir y M a r í a estaba sentada a lospies del Señor, y degustaba c o m o un santo ali-m e n t o las palabras de su divina b o c a . Pero su her-m a n a le reprochó el n o trabajar con ella y se lo fuea decir a Cristo. Éste, señalando lo principal y losecundario, le dijo: "Marta, Marta, te inquietas yte agitas p o r m u c h a s cosas, pero sólo u n a cosa esnecesaria; M a r í a h a escogido la mejor parte q u en o se le quitará" (Lc 1 0 , 42). Dijo esto, n o p o r q u erechazara la obra del servicio, sino porque queríasituar lo m a y o r antes que lo menor. ¿No aceptó él serservido? ¿No se puso él a servir y a lavar a los discí-pulos? Está tan lejos de impedir el servicio, que or-d e n a a sus discípulos que h a g a n lo m i s m o entreellos. Sin e m b a r g o , verás también a los m i s m o sapóstoles que, mientras al principio se entregabanal servicio de las m e s a s , luego prefirieron la obramayor, es decir, la oración y la palabra (Hch 6, 2-4). ¿Ves c ó m o h a n preferido lo principal a lo se-cundario, a u n q u e ellos sabían que a m b a s cosasson brotes de u n a b u e n a raíz? (P. G. 34). SAN M A C A R I O E G I P C I O ( † 3 9 0 )
  • 123. LA CONTEMPLACIÓN ES MÁS SUBLIME QUE LA ORACIÓN T é n g a s e b i e n claro que carecer p l e n a - m e n t e de todo vicio e x c e d e las fuerzas h u m a n a s . Esto s o l a m e n t e p u e d e c o n c e -derlo el Señor, si se lo p e d i m o s . N o d u d e s de rezar e interceder p o r todos,c u a n d o traigas al altar al Verbo de D i o s c o n tu p a -labra, c u a n d o dividas el c u e r p o y la sangre delSeñor, utilizando la voz en v e z de la e s p a d a (Car-ta a un sacerdote). H a y que acordarse de D i o s m á s que de respi-rar. Incluso, si se m e permite hablar así, n o h a yq u e h a c e r n a d a m á s que esto: acordarse de D i o s .El recuerdo c o n t i n u o de Dios es el eje de la v i d aespiritual. Toda la filosofía se divide en dos partes: con-t e m p l a c i ó n y acción. L a p r i m e r a es m á s s u b l i m e ,la s e g u n d a , m á s h u m i l d e , pero cada u n a se c o m -p l e m e n t a c o n la a y u d a de la otra. 125
  • 124. 126 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES H e r m o s a es la c o n t e m p l a c i ó n , h e r m o s a es laacción. A q u é l l a m i r a hacia las cosas celestiales,i n c l i n a n d o n u e s t r a m e n t e hacia las realidades e s ­pirituales. É s t a recibe a Cristo, le sirve y m u e s t r acon las obras la fuerza del a m o r (Marta y M a r í a ) . A d o r a al q u e p o r ti fue crucificado, y si estáscrucificado p o r tu culpa, saca p r o v e c h o de tu m i s ­m o p e c a d o y c o m p r a c o n la m u e r t e tu salvación.Súfrelo t o d o p o r D i o s y aguántalo todo esperan­do e n É l . D a l e gracias p o r todo. E n c o m i é n d a l e tuvida y la de aquellos que, h a b i e n d o c o n v i v i d o enotro t i e m p o c o n t i g o , te h a n precedido ya en lam o r a d a eterna (P G. 3 5 , P. G. 786-787). SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 125. C R E C E R SIEMPRE EN LA I N T I M I D A D CON DIOS N o h a y c o s a en el m u n d o m á s deseable q u e , cerrada la puerta de los sentidos y p u e s t o u n o fuera de la carne y delm u n d o , r e c o g i d o el espíritu dentro de sí m i s m o ,t e n e r c o n D i o s sus c o l o q u i o s y h a c e r otra v i d a su-perior a estas c o s a s que n o s rodean; traer dentrode ti los r e c u e r d o s de D i o s , c o m u n i c a d o s de suinfluencia, s i e m p r e puros y sin m e z c l a de c o s a screadas, y h a c e r s e c a d a día espejo m á s claro deD i o s y de las c o s a s divinas para recibir la luz p o rm e d i o de la luz, la m á s ilustrada de la ilustracióndivina p o r la fe sencilla, y percibir y a c o n la e s p e -r a n z a el b i e n del siglo venidero en c o m p a ñ í a delos á n g e l e s , c o n v e r s a n d o y a con ellos y, a u n q u et o d a v í a en la Tierra, d e s a m p a r á n d o l a y v i v i e n d oc o n el espíritu en el cielo. Es u n a c o s t u m b r e m u y b u e n a y laudable e m -p e z a r las c o s a s p i d i e n d o a D i o s sus auxilios, yconcluir d á n d o l e gracias. 127
  • 126. 128 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES H a y u n s e g u n d o b a u t i s m o q u e es el de las lá­g r i m a s , m u c h o m á s áspero y laborioso q u e el pri­m e r o ; y a q u e l q u e v e r d a d e r a m e n t e se lava, riegasu l e c h o todas las n o c h e s c o n lágrimas; aquel p a ­ra quien a solas las cicatrices de sus p e c a d o s s o nde u n h e d o r intolerable; que v a siempre llorandoy abatido c o n tristeza; q u e imita la c o n v e r s i ó n deM a n a s e s y el arrepentimiento de los ninivitas;que se aplica c o n las palabras del p u b l i c a n o en elt e m p l o ; q u e se p o s t r a en tierra i m p l o r a n d o la di­vina m i s e r i c o r d i a c o m o la C a n a n e a , p i d i e n d o p a ­ra s u c o n s u e l o las migajas, esto es, el alimento delperro h a m b r i e n t o (P. G. 35-38). SAN G R E G O R I O NISENO († 3 9 0 )
  • 127. Q U E EL S E Ñ O R LOS ENCUENTRE VIGILANTES E ste pasaje, p r i m e r o p o r m e d i o del m a n - dato y d e s p u é s a través del e j e m p l o , n o s prescribe la oración frecuente, la e s p e -r a n z a de c o n s e g u i r lo p e d i d o y u n a especie de ar-te p a r a p e r s u a d i r a D i o s . E n verdad, c u a n d o sep r o m e t e u n a c o s a , se d e b e tener e s p e r a n z a en lop r o m e t i d o , d e suerte q u e se preste o b e d i e n c i a alos avisos y fe a las p r o m e s a s ; esa fe q u e , m e d i a n -te la c o n s i d e r a c i ó n de la p i e d a d h u m a n a , l o g r aenraizar en sí m i s m a u n a e s p e r a n z a m a y o r e n lab o n d a d eterna p a r a todo, con tal que se p i d a n c o -sas j u s t a s y la o r a c i ó n n o se c o n v i e r t a en p e c a d o(Sal 108, 7 ) . T a m p o c o P a b l o tuvo v e r g ü e n z a en p e d i r elm i s m o favor repetidas veces y eso c o n objeto deq u e n o pareciera q u e desconfiaba de la m i s e r i c o r -dia del Señor, o q u e se quejaba con arrogancia deq u e n o h a b í a o b t e n i d o lo que p e d í a en s u p r i m e - 129
  • 128. 130 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESra o r a c i ó n ; p o r lo c u a l — d i j o — h e r o g a d o tresv e c e s al S e ñ o r (2 C o 1 2 , 8 ) ; c o n e s o n o s e n s e ñ óq u e , c o n frecuencia, D i o s n o c o n c e d e lo que se lep i d e p o r r a z ó n de q u e sabe que, lo que c r e e m o sque n o s v a a ser b u e n o , n o s va a resultar perjudi-cial (Lc 7, 9 2 ) . SAN A M B R O S I O DE M I L Á N ( † 397)
  • 129. EL S E Ñ O R C O N C E D E SIEMPRE MÁS DE LO QUE SE PIDE S u c e d i ó que p o r aquellos días se fue él al m o n t e a orar, y se p a s ó la n o c h e en la oración de D i o s (Lc 6, 12) El S e ñ o r ora: n o para pedir p o r Él, sino p a r ao b t e n e r u n favor m í o . Pues, a u n q u e el Padre h ap u e s t o todas las c o s a s a disposición del Hijo, sine m b a r g o el Hijo, p a r a realizar p l e n a m e n t e suc o n d i c i ó n de h o m b r e , j u z g a o p o r t u n o i m p l o r a r alPadre p o r nosotros, p u e s él es nuestro a b o g a d o(...). J e s ú s , m a e s t r o de obediencia, n o s instruyecon su e j e m p l o en los preceptos de la virtud. P a s ó la n o c h e o r a n d o a D i o s . C o n esto te da u ne j e m p l o y traza el m o d o que has de imitar. ¿ Q u éserá n e c e s a r i o que h a g a s tú p o r tu salvación,c u a n d o Cristo se p a s a la n o c h e en oración? ¿ Q u ed e b e r á s h a c e r tú p a r a realizar tus deberes, si C r i s -to al e n v i a r a los apóstoles h a o r a d o y h a o r a d osolo? 131
  • 130. 132 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES En n i n g u n a parte encuentro que Cristo h a y aorado c o n los apóstoles, siempre oraba solo (...).A p r e n d a m o s a ser continuos y hasta pertinacesen nuestros r u e g o s , p u e s si p a r a salvarnos J e s u -cristo se p a s a b a las n o c h e s o r a n d o , ¿cuánto m á sd e b e r e m o s h a c e r l o nosotros p a r a c o n s e g u i r lasalvación eterna? O r e m o s p o r n o s o t r o s y p o r t o d o s los cristia-nos. S i tú oras p o r t o d o s , la o r a c i ó n de t o d o st a m b i é n te a p r o v e c h a r á a ti, p u e s tú t a m b i é neres p a r t e de t o d o . D e este m o d o t e n d r á s u n ag r a n r e c o m p e n s a , p u e s la oración de c a d a m i e m -b r o del p u e b l o se enriquecerá c o n la oración d etodos los d e m á s m i e m b r o s . El S e ñ o r c o n c e d e siempre m á s de lo que se lep i d e : el l a d r ó n s ó l o p e d í a q u e se a c o r d a s e d e él,pero el S e ñ o r le dijo: " H o y m i s m o estarás c o n m i -go en el P a r a í s o " (Catena Áurea, VI). SAN A M B R O S I O DE M I L Á N ( † 397)
  • 131. ENTRA EN TU APOSENTO N o carece de importancia, en efecto, d e t e r m i n a r el t i e m p o y el l u g a r p a r a la o r a c i ó n , p o r q u e , c o m o d i c e e lA p ó s t o l (1 T m 2, 8 ) : Q u i e r o que oréis en t o d o lu-gar. E n c a m b i o , el S e ñ o r dice en el E v a n g e l i o (Mt6, 6): Tú, p o r el contrario, c u a n d o v a y a s a orar, en-tra en tu a p o s e n t o y, cerrada la puerta, reza a tuPadre. ¿ N o te p a r e c e que entre a m b a s p a l a b r a sh a y c o n t r a d i c c i ó n ? (...). Parece que P a b l o diceu n a c o s a y que el S e ñ o r dice otra. ¿ P u e d e el a p ó s -tol P a b l o contradecir las palabras del M a e s t r o ?N o . P u e d e s estar o r a n d o en cualquier parte yt a m b i é n estar s i e m p r e en tu aposento, p u e s tua p o s e n t o lo tienes en todas partes. A u n q u e te en-cuentres entre los gentiles, a u n q u e estés entre losj u d í o s , tienes s i e m p r e en todas partes tu a p o s e n -to secreto. E n efecto, tu m e n t e es tu a p o s e n t o .A u n q u e te e n c u e n t r e s entre la multitud, siguesc o n s e r v a n d o en tu interior u n a p o s e n t o secreto. 133
  • 132. 134 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES N o ores c o m o los judíos de los que se dijo: Estepueblo m e honra con los labios, pero su corazónestá lejos de mí. N o proceda tu oración, por consi­guiente, sólo de tus labios; pon en ella toda tu al­ma, entra en lo secreto de tu pecho hasta lo m á s re­cóndito de tu corazón (La Iniciación Cristiana III). Sería desconfiar del p o d e r de D i o s p e n s a r q u en o n o s p u e d e oír si n o resuenan en sus oídos losc l a m o r e s de nuestra b o c a . C l a m e m o s a D i o s c o nnuestras b u e n a s obras, c l a m e m o s con nuestra fe,c l a m e m o s c o n nuestros afectos; c l a m e m o s c o nnuestra p a c i e n c i a e n los trabajos, c l a m e nuestrasangre c o m o la de A b e l ; porque aquel que n o spurifica en lo secreto de nuestro corazón, n o s o y et a m b i é n e n lo m á s oculto de nuestros p e n s a m i e n ­tos (De Abel et Cain, Lib. I, c. 9 ) . SAN A M B R O S I O DE M I L Á N ( † 397)
  • 133. ORAR EN T O D O TIEMPO Y LUGAR ara qué n o s envía D i o s los m a l e s ? N o s envía D i o s los m a l e s p a r a obligarnos a ¿P recurrir a su b o n d a d , supuesto que losb i e n e s que n o s h a d a d o n o n o s h a n servido p a r areconocerle, y que las adversidades n o s excitan asuplicarle d e s p u é s de haberle ofendido d u r a n t ela p r o s p e r i d a d , y a darle gracias p o r la c o m u n i c a ­ción de sus d o n e s (Jn Pralm 37). P a r a la j o v e n c o n s a g r a d a p o r la pureza, la c o ­m u n i c a c i ó n í n t i m a con D i o s p o r la oración es c o ­m o su respiración sobrenatural, sin la cual n o p o ­dría subsistir, p u e s , c o m o dice Tertuliano c o m e n ­t a n d o a san P a b l o : " R e s p e c t o de los t i e m p o s d e s ­tinados a la oración, n o h a y n a d a establecido, si­n o q u e , sin m á s , se debe orar en todo lugar y ent o d o t i e m p o " (De Oratione, c. 23). R e s p e c t o de la lucha p o r la pureza, se presen­tan m o m e n t o s de ardor y fatigosa continuidad.E n la oración h e m o s de b u s c a r las a r m a s n e c e s a - 135
  • 134. 136 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRESrias p a r a vencer, y hallar refrigerio d e s p u é s dev e n c e r los ataques m á s agudos. La profesión de la castidad requiere un aisla­m i e n t o absorbente, y es en la oración d o n d e lavirgen p o d r á e n c o n t r a r el único r e m e d i o para lasdesgracias q u e de otra m a n e r a n o p o d r á resolver. SAN A M B R O S I O DE M I L Á N († 397)
  • 135. LA ORACIÓN VENCE A DIOS P or ello, decía Tertuliano: " L a oración del justo aplaza la ira de D i o s , h a c e de cen- tinela contra los e n e m i g o s y obtiene gra-cia contra los perseguidores... " L a oración es el ú n i c o p o d e r que v e n c e alm i s m o D i o s (...). Cristo le confirmó su p o t e n c i aabsoluta p a r a el bien: destruye el p e c a d o , aleja lastentaciones, desbarata las persecuciones, c o n s u e -la a los p u s i l á n i m e s , alienta a los m a g n á n i m o s ,guía a los peregrinos, apacigua el oleaje, detienea los salteadores, alimenta a los necesitados, le-vanta a los caídos, sostiene a los vacilantes y c o n -firma a los fuertes. E s m u r o de defensa p a r a la fey a r m a contra el adversario que n o s acecha. E sn e c e s a r i o n o a v a n z a r n u n c a d e s a r m a d o s , ni des-cuidar el p u e s t o de guardia durante el día y la vi-gilancia d u r a n t e la n o c h e , defendiendo c o n lasa r m a s de la oración la e n s e ñ a de nuestro E m p e r a -dor, y c o n ellas en la m a n o , esperar la t r o m p e t aangélica del juicio final (De Oratione, c. 29). 137
  • 136. 138 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRES D e d í c a t e c o n a s i d u i d a d a la oración y a la lec­tura santa. D i s t r i b u y e tu t i e m p o y tus o c u p a c i o ­n e s de tal forma q u e la lectura s u c e d a a la oracióny la o r a c i ó n a la lectura. A fin de q u e p u e d a s par­ticipar de b i e n e s tan i n m e n s o s y n u n c a te v e a sp r i v a d o de ellos, c u a n d o h a y a s de ocuparte de al­g ú n trabajo m a n u a l o t o m a r alguna refección,p r o c u r a q u e otro te lea. D e este m o d o , m i e n t r a stus ojos y tus m a n o s se v u e l v e n a la actividad e x ­terna, tu a l m a se alimentará de la gracia de las p a ­labras de Dios. SAN A M B R O S I O DE M I L Á N ( † 397)
  • 137. O R A C I Ó N Y LECTURA P ues, si a p e s a r de vivir c o n s a g r a d o s a la oración y a la lectura, n o s cuesta trabajo m a n t e n e r el corazón libre de t o d a in-fluencia diabólica, ¿ c ó m o n o se va a lanzar de-s e m b o c a d o a los vicios sin los frenos de la lecturay de la oración? Instruyete en la lectura, y p i d e las gracias c o nla oración. D e s p u é s de orar, b u s c a de n u e v o en lalectura lo q u e tienes que pedir en la oración (LasVírgenes Cristianas B A C , pp. 3 3 2 y 9 4 5 ) . L a (divi-n a ) o b s e r v a n c i a se traduce en la plegaria incesan-te a D i o s . Si el real profeta podía, sin desatenderel g o b i e r n o de s u vasto reino, cantar las alaban-zas divinas siete veces al día, ¿qué n o d e b e m o sh a c e r nosotros, a quienes exhorta el E v a n g e l i o avigilar y orar p a r a v e n c e r la tentación? O r e m o s s o l e m n e m e n t e con acción de graciasal d e s p u n t a r el n u e v o día, al salir de casa, antesde c o m e r y d e s p u é s de h a b e r c o m i d o , a la h o r a deofrecer el incienso y antes de entregarnos al d e s - 139
  • 138. 140 LA O R A C I Ó N EN L O S SANTOS PADREScanso. Y aun en la m i s m a c a m a quiero que alter-n e m o s los s a l m o s c o n la oración d o m i n i c a , ya an-tes que el s u e ñ o te d o m i n e , ya c u a n d o despiertes,para q u e el s u e ñ o te coja libre de p e n s a m i e n t o sm u n d a n o s y o c u p a d o en los divinos. El a l m a del j u s t o , e s p o s a del Verbo, si arde e ndeseos y ora sin cesar ni reposar, y toda tiende h a -cia él, e n t o n c e s le p a r e c e r á que de repente oye suv o z sin verle y siente íntimamente el olor de sudivinidad, c o m o s u c e d e c o n frecuencia a los q u etienen u n a fe excelente, p u e s en un instante que-da el olfato del a l m a lleno de u n a gracia espiri-tual, que les indica la presencia de su a m a d o y leshace decir: " H e aquí a quien b u s c o , h e aquí aquien d e s e o " (Serm. 6 in Sal 118). SAN A M B R O S I O DE M I L Á N ( † 397)
  • 139. QUÍTATE HORAS DE SUEÑO PARA DEDICARLAS AL S E Ñ O R ¿ H a s t a c u á n d o te h a n de tener atado el s u e ñ oo las c o s a s del m u n d o ? Ya que otra cosa n o hicie-res, al m e n o s reparte el t i e m p o entre D i o s y elm u n d o , y c u a n d o la oscuridad de la n o c h e te i m -p i d a e m p l e a r t e e n los n e g o c i o s del m u n d o , dale aD i o s ese t i e m p o e m p l e a n d o parte de la n o c h e e nla oración, y c a n t a s a l m o s p a r a despabilar tus o m n o l e n c i a . Prívate c o n este p i a d o s o e n g a ñ o de 141
  • 140. 142 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESalguna parte del s u e ñ o , y levántate t e m p r a n o p a -ra ir a la iglesia a llevar las primicias de tus ora-ciones y de tu p i e d a d . Y si d e s p u é s te l l a m a n aotra parte los a s u n t o s del m u n d o , n o te i m p e d i -rán q u e antes digas: " M i s ojos h a n p r e v e n i d o aldía p a r a meditar desde la m a d r u g a d a tus pala-b r a s . " E n t o n c e s y a p o d r á s ocuparte con seguridadde tus n e g o c i o s . ¡Qué cosa agradable es e m p e z a rel día c o n h i m n o s y cánticos en alabanza de Dios!¡Cuánta ventaja l l e v a m o s en q u e su palabra n o sp r e v e n g a desde el a m a n e c e r con sus b e n d i c i o n e s ! P e r o al m i s m o t i e m p o q u e r e p a s a s en tu m e -m o r i a c o n los c á n t i c o s e s p i r i t u a l e s las m i s e r i -c o r d i a s de D i o s , a p l í c a t e t a m b i é n al e s t u d i o yp r á c t i c a de a l g u n a virtud particular para r e c o n o -cer en tus acciones el mérito y los efectos de lab e n d i c i ó n divina (In Salmo 118). SAN A M B R O S I O DE M I L Á N ( † 397)
  • 141. EL PADRENUESTRO L os A p ó s t o l e s dijeron al S e ñ o r Jesús: " S e - ñor, e n s é ñ a n o s a orar c o m o J u a n e n s e ñ ó a sus discípulos." Entonces, dijo el S e ñ o resta oración: "Padre n u e s t r o que estás en el cielo, santificado sea tu N o m b r e , v e n g a a nosotros tu R e i n o , h á g a s e tu voluntad en la tierra c o m o en el cielo. D a n o s h o y nuestro p a n de c a d a día, y p e r d ó n a n o s nuestras ofensas c o m o nosotros p e r d o n a m o s a los q u e n o s ofenden. N o n o s dejes caer en la tentación, y líbranos del m a l " (Mt 6, 9-13; Lc 11, 1-4).¡Mira q u e oración tan breve y llena de virtudes! 143
  • 142. 144 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRES Dices: " E l p a n nuestro de c a d a día, dánosleh o y " . P u e s si es de c a d a día, ¿por qué esperar u na ñ o p a r a que lo recibas? Recibe c a d a día lo q u edebe aprovecharte cada día. Vive de tal m o d o q u ecada día m e r e z c a s recibirle. Q u i e n n o merece reci-birle c a d a día, n o m e r e c e recibirle después de u naño. A s í era c o m o el santo J o b ofrecía cada día u nsacrificio p o r sus hijos, para que n o sucediera quehubieren c o m e t i d o algún p e c a d o e n su corazón oen su palabra (Job 1, 5 ) . P o r tanto, oyes decir quecada vez que se ofrece el sacrificio, significa lamuerte del Señor, la resurrección del Señor, la as-censión del S e ñ o r y la remisión de los pecados. ¿ Yn o recibes este p a n de vida cada día? El que tieneu n a herida b u s c a la medicina. Herida es para n o -sotros estar bajo el p e c a d o . M e d i c i n a celestial es elvenerable s a c r a m e n t o (Los Sacramentos lib.). SAN A M B R O S I O DE M I L Á N ( † 397)
  • 143. ANTE DIOS T O D O S SOMOS POBRES L a oración del justo es p u r a c u a n d o n o tiene n i n g u n a perturbación, c u a n d o está libre d e cualquier fluctuación del a l m a yc u a n d o n o es distraída p o r las preocupaciones. D i o s retribuye s e g ú n el c o r a z ó n del q u e ora,c u a n d o se p i d e n c o s a s q u e están de a c u e r d o c o nD i o s y q u e a p r o v e c h a n al q u e las recibe. El q u e c a n t a s a l m o s debe e n t e n d e r el s e n t i d ode lo q u e se dice e n los h i m n o s ; p u e s n o h a d e te­n e r tanto c u i d a d o en la m o d u l a c i ó n de la v o z y e nla m ú s i c a , c u a n t o en entender lo que canta. D i o sr e c h a z a a los q u e n o s a l m o d i a n así y sólo se p r e o ­c u p a n de los s o n i d o s : " A p a r t e de m í , el s o n i d o d etus cánticos; n o oiré el s a l m o de tus i n s t r u m e n ­t o s " (Sal 4 6 , 7). P o r el contrario, canta b i e n los sal­m o s el q u e se c o m p o r t a s e g ú n los m a n d a m i e n t o sd i v i n o s y los m e d i t a . 145
  • 144. 146 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRES Dios n o desprecia la oración q u e se le hace c o ná n i m o pacífico y sencillo, y con m a n o s santas, esdecir, " d e c e n t e s y o r d e n a d a s " . Si p i d e s algo q u e deseas conseguir con la ora­ción, es p o r q u e n o lo tienes y eres pobre. C u a n d orezas a D i o s quieres conseguir u n o s b i e n e s que tún o p u e d e s o b t e n e r p o r tus fuerzas. P o r tanto, an­te D i o s t o d o s s o m o s pobres. Así, a u n q u e D a v i dera u n gran rey, era p o b r e y estaba necesitado d eaquello q u e p e d í a a Dios; p o r e s o , c u a n d o s u p oque D i o s le p r i v a b a de su auxilio en todo o e nparte, sufrió u n a gran ansiedad y d e c a y ó su áni­m o totalmente. D e s p u é s , recuperada la esperan­za, p r e s e n t ó su oración ante D i o s , i n v o c a n d o alque d a los b i e n e s a los q u e invocan (P. G. 39). SAN D Í D I M O EL CIEGO ( † 3 9 8 )
  • 145. PEDIR AL SEÑOR PARA CONOCER SUS ENSEÑANZAS N o tenéis p o r q u e n o pedís. P e d í s y n o recibís p o r q u e pedís m a l , c o n la intención de malgastarlo en v u e s -tras p a s i o n e s " (St 4 , 2 - 3 ) . Si son ciertas las pala-b r a s del S a l v a d o r : " P e d i d y se os d a r á " , q u e sec o n f i r m a n c o n aquellas otras: "Todo el que p i d er e c i b e " , n o s h e m o s de preguntar p o r qué algu-n o s , a p e s a r de q u e oran, n o s o n e s c u c h a d o s n i re-ciben lo que p e d í a n en la oración. A esto h a y q u edecir q u e quien viene a pedir p o r b u e n c a m i n o ,n o o l v i d a n d o n i n g u n o de los requisitos de la ora-ción, c o n s i g u e t o d o lo que pide. Pero el que v i e n ea la o r a c i ó n c o n u n a i n t e n c i ó n p e r v e r t i d a , n o pi-de d e l m o d o d e b i d o y p o r e s o n o recibe lo q u ep i d e . N o es falso a q u e l l o de q u e " t o d o el q u e p i -de r e c i b e " , s i n o q u e ocurre c o m o si un sabiodijera " t o d o el que se acerca a m í p o r m i s doctri-n a s , recibirá m i s e n s e ñ a n z a s " . H a y q u e acercarse 147
  • 146. 148 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESal d o c t o r p a r a recibir lo p r o p i o de él, es decir, c o nd e s e o d e adquirir s u doctrina p a r a practicarla ym e d i t a r l a y t e n e r en gran consideración lo que elm a e s t r o dice y adquirir la virtud. Q u i e n así seacerca i n d u d a b l e m e n t e adquirirá la e n s e ñ a n z aq u e el m a e s t r o p r o m e t e . Pero si u n o viene al m é -dico sin las actitudes señaladas, sino sólo p a r aque lo v e a o p a r a verlo, q u e r i e n d o d e s m e n t i r lap r o m e s a del doctor, h a y que decirle: N o acudistea él c o m o te invitó, s i n o sólo p a r a verlo. A c l a r a n -d o a u n m á s , dice el a u t o r de la epístola, que pi-den m a l p o r q u e están adheridos a sus v a n a s p a -siones. ¿ Y p o r q u é a l g u n o s q u e p i d e n ciencia yvirtud, n o la r e c i b e n ? P o r q u e p i d e n esos b i e n e sn o p o r s í m i s m o s , s i n o p a r a que los alaben p o rellos, p u e s es a m o r d e c o n c u p i s c e n c i a el q u e r e rrecibir a l a b a n z a s . P o r e s o n o se les d a n esos b i e -nes, p o r q u e los quieren p a r a a u m e n t a r sus p a s i o -n e s (P. G. 3 9 , 1753, 1754). SAN D Í D I M O EL C I E G O ( † 3 9 8 )
  • 147. ORACIÓN C O N LÁGRIMAS S i se quiere preparar un perfume de agra- dable olor, se mezclará, c o m o dice la ley (Ex 3 0 , 3 4 ) , igual cantidad de inciensotransparente, canela, ónix y mirra. Este es el cuater-nario de las virtudes. Si éstas alcanzan su plenam e d i d a y equilibrio, el espíritu n o será traicionado. El alma purificada p o r la plenitud de las virtu-des afianza el espíritu en una actitud inconmovibley le da la capacidad de recibir el estado que b u s c a . Si la oración es el trato í n t i m o del espíritu c o nD i o s , ¿en qué e s t a d o deberá hallarse el espíritup a r a q u e , establecido en u n a p a z inalterable, v a -ya h a c i a su p r o p i o S e ñ o r y trate c o n Él sin n i n g ú nintermediario? Si M o i s é s , c u a n d o intentó acercarse a la z a r z aardiente, n o p u d o h a c e r l o hasta que se quitó lassandalias de sus p i e s , ¿ c ó m o tú, que p r e t e n d e sv e r al q u e está p o r e n c i m a de todo c o n o c i m i e n t o 1 49
  • 148. 150 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESy s e n t i m i e n t o , n o te desprendes de todo p e n s a -m i e n t o p e r t u r b a d o p o r la p a s i ó n ? L o p r i m e r o q u e h a s de p e d i r es el d o n de lá-g r i m a s , p a r a q u e el d o l o r a b l a n d e la dureza de tua l m a y, r e c o n o c i é n d o t e culpable de tus p e c a d o s ,Él te p e r d o n e . C u a l q u i e r o r a c i ó n preséntala con l á g r i m a s ,p u e s el S e ñ o r se alegra m u c h o si recibe la oracióncon l á g r i m a s . A u n q u e derrames torrentes de lágrimas en tuoración, n o por eso te engrías c o m o si fueras m á sque los demás. Simplemente tu oración ha recibidouna ayuda para que puedas confesar generosamen-te tus pecados y aplacar al Señor con tus lágrimas. N o conviertas, p u e s , en pasión al antídoto delas p a s i o n e s , n o sea que irrites m á s al que te da lagracia. M u c h o s q u e lloraban sus p e c a d o s se olvi-daron de la finalidad de las lágrimas y se extra-viaron e n l o q u e c i d o s (P. G. 7 9 ) . EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 399)
  • 149. ORAR SIN DISTRACCIONES M a n t e n t e firme, o r a c o n e m p e ñ o y r e c h a z a las p r e o c u p a c i o n e s y p e n - samientos que te distraen, pues te m o -lestan y perturban rebajando el fervor de la oración. C u a n d o los d e m o n i o s te ven lleno de entusias-m o p o r la verdadera oración, te sugieren primeroel p e n s a m i e n t o de cosas necesarias, y luego avivansu recuerdo e incitan al espíritu a que las b u s q u e .Pero c o m o éste n o las halla, entonces se entristecey se descorazona. E n el tiempo de la oración, le re-presenta las cosas que b u s c a b a y su recuerdo, paraque el espíritu, relajado por esta consideración, de-feccione y pierda la oración fructuosa. E n el t i e m p o de la oración, lucha p o r m a n t e n e rtu m e n t e sorda y m u d a (para las c o s a s del m u n -d o ) , y así p o d r á s orar. C u a n d o sufras a l g u n a p r u e b a o contradicción,c u a n d o te irrites, o c u a n d o te sientas i m p u l s a d o a 151
  • 150. 152 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESvengarte o replicar, acuérdate de la oración y deljuicio q u e e n ella te espera, e i n m e d i a t a m e n t e sea p a c i g u a r á en ti el m o v i m i e n t o d e s o r d e n a d o . Todo lo q u e hicieres p a r a v e n g a r t e de un her­m a n o q u e te h a ofendido, se convertirá en p i e d r ade tropiezo en el t i e m p o de la oración. La oración es g e r m e n de m a n s e d u m b r e y d o ­m i n i o d e sí. La oración es fruto de la alegría y de la acciónde gracias. La oración es defensa contra la tristeza y elabatimiento. Vende tus b i e n e s y dáselos a los pobres (Mt 19,21), t o m a tu cruz y n i é g a t e a ti m i s m o (Mt 16, 24),p a r a q u e p u e d a s orar sin distracciones. Si q u i e r e s orar d i g n a m e n t e , n i é g a t e a ti m i s ­m o c o n s t a n t e m e n t e , y ante t o d a clase de p r u e ­bas, t o m a el p a r t i d o q u e d e b e s p o r a m o r a la ora­ción (P. G. 7 9 ) . EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 3 9 9 )
  • 151. REZAR SIEMPRE C O N ALEGRÍA C u a n d o aceptes todas las contrarieda­ d e s c o n sabiduría, encontrarás el fruto ó p t i m o a la h o r a de la oración. Si quieres orar c o m o c o n v i e n e , n o p e r m i t a sq u e la tristeza i n v a d a tu a l m a , p o r q u e si n o , c o ­rres e n v a n o . Deja tu ofrenda ante el altar y vete p r i m e r o areconciliarte c o n tu h e r m a n o (Mt 5, 2 3 ) , y así p o ­drás orar sin turbación, p u e s el recuerdo d e lasinjurias ofusca la razón del orante y n u b l a s u so r a c i o n e s (...). L o s q u e a c u m u l a n p e n a s y rencores y se i m a ­ginan que oran, s o n c o m o q u i e n e s sacan a g u a y lavierten en un barril agujereado. Si eres p a c i e n t e , orarás siempre c o n alegría. C u a n d o ores c o m o c o n v i e n e , se te ocurriráncosas tales q u e te p a r e c e r á ciertamente j u s t o el 153
  • 152. 154 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESenojarte. P e r o n u n c a es a b s o l u t a m e n t e justa la c ó ­lera contra el p r ó j i m o , y si b u s c a s a t e n t a m e n t e v e ­rás q u e es posible s o l u c i o n a r el asunto sin enojar­se. U s a , p u e s , de t o d o s los m e d i o s p a r a n o esta­llar en cólera. Ten c u i d a d o , n o sea que p o r sanar a otro tev u e l v a s tú m i s m o u n e n f e r m o incurable y destro­ces tu oración. Si evitas la ira, aprenderás a ser discreto, tem o s t r a r á s p r u d e n t e en tus p e n s a m i e n t o s , y serásc o n t a d o entre los h o m b r e s de oración. P e r t r e c h a d o c o n t r a la ira, n o admitirás j a m á sla c o n c u p i s c e n c i a . Ésta es quien p r o v e e de m a t e ­ria a la ira, la cual perturba el ojo del espíritu ydeteriora el e s t a d o de oración. N o ores s o l a m e n t e con gestos externos, s i n orecoge tu m e n t e p a r a q u e sienta la oración espiri­tual c o n t e m o r (P. G. 7 9 ) . EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 399)
  • 153. DIOS OTORGA EXCELENTES DONES A veces, en cuanto te p o n g a s en oración obrarás bien. Otras veces, aunque te esfuerces m u c h o , n o alcanzarás tu ob-jeto. Esto último te sucede p a r a que busques m á sy, u n a v e z que halles, guardes inviolablemente loque hallaste. Al llegar un ángel, se alejan al instante aque-llos que nos importunan, y el espíritu, g o z a n d ode u n a p a z inalterable, ora saludablemente. Aveces, p o r el contrario, c u a n d o la g u e r r a a c o s -t u m b r a d a n o s o p r i m e , el espíritu, asediado p o rdiversas pasiones, se debate sin p o d e r levantar lacabeza. Sin e m b a r g o , si éste b u s c a con insisten-cia, hallará, y si llama con insistencia, se le abrirá. N o ores p a r a que tu voluntad sea cumplida,p u e s ella no c o n c u e r d a necesariamente c o n lav o l u n t a d de Dios. R u e g a , sobre todo, s e g ú n laenseñanza recibida, diciendo: "Que tu v o l u n t a d ,Señor, se c u m p l a en mí." E n todas las cosas píde- 155
  • 154. 156 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESle q u e se h a g a s u v o l u n t a d ; p u e s Él quiere el b i e ny el a d e l a n t o de tu a l m a , mientras que tú n o b u s -cas n e c e s a r i a m e n t e e s o . M u c h a s v e c e s h e p e d i d o en m i s o r a c i o n e s loq u e y o e s t i m a b a q u e era b u e n o p a r a m í , obsti-nándome en mi demanda y violentando necia-m e n t e la v o l u n t a d de D i o s , sin permitirle q u e m ediera lo q u e Él sabía q u e m e c o n v e n í a . Y c u a n d orecibía lo que había implorado, era grande m i de-cepción p o r h a b e r p e d i d o que se hiciera m i volun-tad, p u e s la cosa n o era c o m o y o m e imaginaba. ¿ Q u é b i e n p u e d e existir fuera de D i o s ? N e g u e -m o s t o d o s nuestros intereses y e n c o n t r e m o s elbien. A q u e l q u e es B u e n o , es t a m b i é n el dispensa-d o r de los m á s e x c e l e n t e s d o n e s (P. G. 7 9 ) . EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 3 9 9 )
  • 155. EL DEMONIO SIENTE ENVIDIA DEL HOMBRE QUE REZA S i tu inteligencia divaga d u r a n t e la ora­ ción, es q u e ella n o ora todavía c o m o u n m o n j e , ella aún p e r t e n e c e al m u n d o y e s ­tá o c u p a d a en la apariencia de lo exterior. M i e n t r a s oras, d e b e s velar a t e n t a m e n t e s o b r etu m e m o r i a p a r a q u e , e n lugar de sugerirte susr e c u e r d o s , te lleve a la conciencia de tu ejercicio,p u e s la inteligencia tiene u n a peligrosa t e n d e n c i aa dejarse trastornar p o r la m e m o r i a en el m o m e n ­to de la oración. C u a n d o oras, la m e m o r i a te presenta las i m á ­g e n e s de cosas p a s a d a s , o de n u e v a s p r e o c u p a ­ciones, o el rostro de quien te h a h e c h o sufrir. El d e m o n i o tiene u n a gran envidia del h o m b r eq u e ora, y e m p l e a t o d o s los m e d i o s p a r a arruinarsu propósito. A s í n o cesa de reavivarle en la m e - 157
  • 156. 158 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESm o r i a el recuerdo de objetos, y de despertarle e nla carne todas las pasiones, para impedirle, si fue­ra posible, su e s p l é n d i d a carrera y su é x o d o h a c i aDios. C u a n d o el p e r v e r s o d e m o n i o n o h a p o d i d oi m p e d i r la oración del virtuoso, se retira u n p o c opara t o m a r l u e g o desquite de ese orante. O en­ciende su ira p a r a destruir el estado excelente quela oración h a dejado en él, o lo incita a algún pla­cer irracional p a r a denigrar su espíritu. C u a n d o h a y a s o r a d o c o m o es debido, esfuér­zate p o r n o faltar a tu deber, y sé valiente p a r ag u a r d a r el fruto. R e c u e r d a que desde el principiohas sido h e c h o para que trabajes y guardes (Gn 2,15). N o dejes de custodiar lo que h a s h e c h o con tutrabajo, p u e s , de lo contrario, de n a d a te servirálo orado (P. G. 79). EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 3 9 9 )
  • 157. A M A R A DIOS ES HABLAR PERMANENTEMENTE CON ÉL L a guerra que se libra entre nosotros y los espíritus i m p u r o s , n o se h a c e p o r otra c o s a sino p o r la oración espiritual. É s t aes hostil y odiosa p a r a ellos, p e r o p a r a n o s o t r o s esfuente de salvación y de alegría. ¿ Q u é b u s c a n los d e m o n i o s c u a n d o excitan e nn o s o t r o s la gula, la impureza, la a m b i c i ó n , la c ó -lera, el rencor y las otras p a s i o n e s ? Q u i e r e n q u en u e s t r a inteligencia, bajo su p e s o , n o p u e d a orarc o m o es d e b i d o , p u e s las p a s i o n e s de la parteirracional, t o m a n d o el d o m i n i o , le i m p i d e n m o -verse s e g ú n la razón. V a m o s hacia las virtudes a través del sentidoprofundo de los seres creados, y a éstos, p o r m e d i odel S e ñ o r que los llamó a la existencia. Él, p o r suparte, suele manifestarse en el estado de oración. El e s t a d o de oración es el h á b i t o sin p a s i o n e sq u e , c o n s u m o ardor rapta hasta las alturas celes-tes la m e n t e sabia y espiritual. 159
  • 158. 160 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES Q u i e n quiera orar v e r d a d e r a m e n t e , n o sólod e b e d o m i n a r la ira y la c o n c u p i s c e n c i a , sino q u ed e b e librarse de t o d o p e n s a m i e n t o p e r t u r b a d opor alguna pasión. Aquel que ama a Dios, conversa permanente­m e n t e c o n É l c o m o u n Padre, despojado de t o d opensamiento apasionado. N o p o r h a b e r a l c a n z a d o la p a z interior y a seora v e r d a d e r a m e n t e , p u e s es posible entretenersecon p e n s a m i e n t o s s i m p l e s y distraerse siguién­dolos, y estar m u y lejos d e Dios. El espíritu, a u n c u a n d o n o se d e t e n g a en losp e n s a m i e n t o s s i m p l e s de las cosas, n o p o r e s o h aa l c a n z a d o el " l u g a r de la oración". P u e d e s u c e d e rque se e n t r e g u e a la c o n t e m p l a c i ó n de las criatu­ras y se o c u p e e n s u s e n t i d o p r o f u n d o , p e r o a u nentonces, aunque tenga representaciones sim­p l e s , c o m o lo q u e c o n t e m p l a s o n c o s a s , é s t a si m p r i m e n s u i m a g e n e n el e s p í r i t u y lo alejanm u c h o d e D i o s (P. G. X X ) . EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 399)
  • 159. REZAR VERDADERAMENTE ES SER UN TEÓLOGO A u n q u e el espíritu se eleve p o r e n c i m a de la c o n t e m p l a c i ó n de la n a t u r a l e z a corporal, n o p o r eso h a llegado a v e r el" l u g a r d e D i o s " . P u e d e estar o c u p a d o en el c o n o -c i m i e n t o de los inteligibles y dispersarse en él. Si quieres orar, necesitas de D i o s q u e es q u i e nda la o r a c i ó n al q u e ora. Invócalo: "Santificadosea tu n o m b r e ; v e n g a a nosotros tu r e i n o " , es de-cir: el Espíritu S a n t o y tu Hijo unigénito. E s t a essu e n s e ñ a n z a c u a n d o dice que h a y que a d o r a r aD i o s , esto es, al Padre, en Espíritu y en Verdad.Estos tres s o n u n solo Dios. El q u e o r a en Espíritu y en Verdad, n o s a c a delas criaturas la a l a b a n z a al Creador, sino q u e esde D i o s m i s m o de d o n d e saca la alabanza a D i o s . Si eres t e ó l o g o , orarás v e r d a d e r a m e n t e , y sioras v e r d a d e r a m e n t e , eres teólogo. 161
  • 160. 162 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES C u a n d o tu inteligencia, en un ardiente a m o rp o r D i o s , sale p o c o a p o c o , p o r así decirlo, de tucarne; c u a n d o rechaza todos los p e n s a m i e n t o sque v i e n e n de los sentidos, de la m e m o r i a o delt e m p e r a m e n t o ; c u a n d o se llena al m i s m o t i e m p ode respeto y de alegría, entonces p u e d e s conside­rarte cerca de los confines de la plegaria. El Espíritu S a n t o , c o m p a d e c i é n d o s e de n u e s ­tra debilidad, n o s visita a u n q u e n o e s t e m o s toda­vía purificados. Si halla nuestro espíritu o r a n d os i n c e r a m e n t e , entra en él, aniquila el ejercicio der a z o n a m i e n t o s y p e n s a m i e n t o s que lo asedian, ylo incita a q u e se o c u p e en los trabajos de la ora­ción espiritual (P. G. 7 9 ) . EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 3 9 9 )
  • 161. DIOS CAMINA A TU LADO L o s d e m o n i o s (lit. los otros) p r o d u c e n en el espíritu r a z o n a m i e n t o s , p e n s a m i e n - tos y visiones, c a u s a n d o alteracionescorporales. Pero D i o s h a c e lo contrario: llega alm i s m o espíritu, le infunde el c o n o c i m i e n t o q u equiere y, a través del espíritu, c a l m a la i n t e m p e -rancia del c u e r p o . Todo el q u e aspira a alcanzar la oración verda-dera y se enoja y g u a r d a rencor, es u n loco. E s c o -m o a q u e l q u e quiere tener u n a vista penetrante yse d a ñ a los ojos. Si quieres orar, n o h a g a s n a d a q u e sea contra-rio a la oración, p a r a q u e D i o s se acerque y c a m i -ne a tu lado. C u a n d o ores, n o p l a s m e s en ti representacióna l g u n a de lo d i v i n o , n i p e r m i t a s q u e e n tu e s p í -ritu se i m p r i m a n i n g u n a f o r m a , si n o q u e v e ,i n m a t e r i a l , h a c i a lo i n m a t e r i a l , y lo h a l l a r á s . 163
  • 162. 164 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES Ten cuidado de las trampas de los adversarios.C u a n d o estés orando con u n a oración p u r a y tran-quila, p u e d e suceder que de improviso se te pre-sente u n a forma desconocida y extraña. Es p a r aarrastrarte a la presunción de que creas que allí es-tá la divinidad, y así persuadirte de que Dios esmensurable. Pero la divinidad no tiene cantidad nifigura. C u a n d o el e n v i d i o s o d e m o n i o n o p u e d e per-turbar la m e m o r i a d u r a n t e la oración, fuerza lacomplexión corporal para provocar alguna ima-g e n p e r e g r i n a q u e i n f o r m e el espíritu. Éste,a c o s t u m b r a d o a p e n s a r c o n f o r m a s m e n t a l e s , fá-c i l m e n t e se d o b l e g a y se deja e n g a ñ a r t o m a n d o elh u m o p o r la luz, él, q u e tendía a la ignosis i n m a -terial y libre de toda forma. M a n t e n t e en guardia y p e r s e v e r a con tu espí-ritu libre de p e n s a m i e n t o s en el t i e m p o de la ora-ción, p a r a que p e r m a n e z c a en su p r o p i a s o l e d a d .E n t o n c e s a q u e l q u e se c o m p a d e c e de los ignoran-tes te visitará, y recibirás el d o n e m i n e n t e de laoración (P. G. 7 9 ) . EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 399)
  • 163. EL D E M O N I O NOS HACE REZAR PARA VANAGLORIA N o p o d r á s orar con p u r e z a si te c o m ­ plicas c o n cosas materiales y te agi­ tas c o n continuas preocupaciones,p u e s p a r a la oración tienes que a b a n d o n a r t o d o slos p e n s a m i e n t o s (inútiles). Así c o m o aquel que está atado n o p u e d e c o ­rrer, así, el espíritu sometido a las pasiones n op u e d e v e r el lugar de la oración espiritual. Tiro­n e a d o y r o d e a d o p o r pensamientos c a r g a d o s depasiones, no p u e d e mantenerse en paz. C u a n d o el espíritu ora con pureza, sin dis­traerse y v e r d a d e r a m e n t e , entonces los d e m o n i o sno se acercan a él p o r la izquierda, sino p o r la de­recha. L e representan la gloria de Dios c o m o u n afigura agradable a los sentidos, p a r a que crea quey a alcanzó perfectamente el fin de la oración. E s ­to proviene —decía un admirable gnóstico— de 165
  • 164. 166 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESla pasión de la vanagloria y del d e m o n i o que a c ­túa sobre el cerebro y las venas. C r e o que el d e m o n i o actúa sobre el lugar q u edije, p a r a mortificar a su gusto la luz que rodea alespíritu. Excita, p u e s , la pasión de la v a n a g l o r i ai n c u l c a n d o e n el espíritu irreflexivo el p e n s a ­m i e n t o de q u e alcanza la ciencia divina y esen­cial. C o m o es espíritu, n o se siente a c o s a d o p o rp a s i o n e s carnales e i m p u r a s sino afianzado en lapureza, cree q u e n o se ejerce contra él n i n g u n a ac­ción contraria, y s u p o n e que es realmente u n aaparición divina lo que el d e m o n i o h a c e surgirc o m o antes e x p l i c a m o s . C u a n d o viene el ángel de Dios, con su sola p a ­labra h a c e cesar en nosotros toda la acción del ad­versario, e induce a la luz del espíritu a obrar sindesviarse (P. G. 7 9 ) . EVAGRJO P Ó N T I C O ( † 3 9 9 )
  • 165. EL SEÑOR NOS ENSEÑA A ORAR SIEMPRE SIN CANSANCIO O ra c o n e c u a n i m i d a d y sin p e r t u r b a - ción, canta concertada y a r m o n i o s a - m e n t e , y serás c o m o cría de águilaq u e se eleva a las alturas. L a s a l m o d i a a p a c i g u a las p a s i o n e s y h a c e re-p o s a r la i n t e m p e r a n c i a del cuerpo; p e r o la ora-ción p r e p a r a la m e n t e p a r a que se ejercite en laacción q u e le es propia. La oración es la actividad d o n d e se asienta lad i g n i d a d de la inteligencia; ella es su u s o m á s e x -celente y m á s c o m p l e t o . L a s a l m o d i a releva de la sabiduría multifor-m e ; la oración es el p r e l u d i o de la gnosis i n m a t e -rial y u n i f o r m e . L a g n o s i s es algo excelente. C o l a b o r a c o n laoración m o v i e n d o la potencia intelectual del e s -píritu a la c o n t e m p l a c i ó n de la ciencia divina. 167
  • 166. 1 68 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES Si todavía n o h a s recibido el c a r i s m a de la ora-ción y la s a l m o d i a , obstínate y lo recibirás. El S e ñ o r e n s e ñ ó a sus discípulos u n a p a r á b o l aque m o s t r a b a q u e debían orar siempre sin can-sarse (Lc 18). N o te c a n s e s , pues, de esperar, n i ted e s c o r a z o n e s p o r n o h a b e r recibido; y a recibirásluego. L a p a r á b o l a c o n c l u í a así: " A u n q u e y o n ot e m o a D i o s , ni m e i m p o r t a n los h o m b r e s , sólop o r el fastidio q u e m e c a u s a esta mujer, le haréjusticia" (Lc 1 8 , 4 - 5 ) . Así, D i o s hará pronto justiciaa los q u e lo i n v o c a n n o c h e y día. Ten, p u e s , b u e ná n i m o y p e r s e v e r a e n la santa oración. N o desees que tus cosas te sucedan c o m o a ti teguste sino c o m o quiera Dios. Entonces tu oraciónserá llena de p a z y de acción de gracias (P. G. 79). EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 399)
  • 167. LA ORACIÓN SE ALIMENTA DE LA MENTE E s b u e n o q u e n o d e s c o n o z c a s esta a r t i m a - ña: a v e c e s , los d e m o n i o s se s e p a r a n en- tre ellos, y c u a n d o tú p i d e s a y u d a c o n t r au n o s , entran los otros con aspecto angélico y echana los primeros. L o hacen para engañarte y hacertecreer que son verdaderos ángeles. Esfuérzate p o r t e n e r u n a gran h u m i l d a d , y lasa m e n a z a s de los d e m o n i o s n o llegarán h a s t a tua l m a , n i el flagelo se acerca a tu tienda. E l d a r áó r d e n e s a sus á n g e l e s p a r a que te g u a r d e n ya p a r t e n i n v i s i b l e m e n t e de ti todas las m a q u i n a -c i o n e s hostiles. Q u i e n se e s f u e r z a p o r a l c a n z a r la o r a c i ó npura, aunque oiga ruidos, estrépitos, voces ei n s u l t o s , n o se a b a t i r á n i se rendirá, s i n o q u e ledirá al S e ñ o r : " N o t e m e r é n i n g ú n m a l p o r q u e túestás c o n m i g o " , y cosas semejantes. E n los m o m e n t o s tales, recurre a la oración,b r e v e p e r o intensa. 1 69
  • 168. 170 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES Si los d e m o n i o s apreciándose de i m p r o v i s o enel aire, te a m e n a z a n p o r aterrarte y asolar tu espí-ritu o, bajo la apariencia de fieras, p a r e c e n quererdestrozar tu carne, n o t e m a s n a d a ni te p r e o c u p e sde sus a m e n a z a s ; ellos te quieren a t e m o r i z a r aver si los atiendes o si los desprecias del todo. Si en tu o r a c i ó n estás ante Dios t o d o p o d e r o s o ,creador y p r o v i d e n t e , ¿ c ó m o estás en s u presen-cia, o l v i d á n d o t e l o c a m e n t e de su t e m o r s o b e r a n oy t e m i e n d o , e n c a m b i o , a los m o s q u i t o s y escara-bajos? ¿ N o oíste a aquel que dijo: "Tú t e m e r á s alSeñor, tu D i o s " (Dt 10, 2 0 ) y también: " A n t e tup o d e r t o d o se e s t r e m e c e y t i e m b l a " (Jl, 2, 10-11 yEccli. 1 6 , 1 9 ) ? (P G. 7 9 ) . EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 399)
  • 169. N O ORES C O M O EL FARISEO, SINO C O M O EL PUBLICANO E sfuérzate en tu oración, p a r a n o d e s e a r n u n c a m a l a nadie, n o s sea que, h a c i e n - d o a b o m i n a b l e tu oración, destruyas loque edificas. El d e u d o r q u e debía diez m i l talentos te e n s e -ñ a q u e si tú n o p e r d o n a s al que te d e b e , t a m p o c oalcanzarás el p e r d ó n , p u e s escrito está q u e a q u é lfue e n t r e g a d o a los verdugos. N o atiendas a las exigencias de tu c u e r p o du-rante el ejercicio d e la oración; n o dejes q u e lam o r d e d u r a de u n piojo, p u l g a o m o s c a , te i m p i d aa d e l a n t a r en la oración. L l e g ó h a s t a nosotros la noticia de que el m a l i g -n o c o m b a t í a tanto a cierto santo que, c u a n d o ésteextendía las m a n o s , el e n e m i g o , transformándoseen león e irguiéndose sobre las patas traseras, cla-v a b a las garras en las mejillas del atleta, sin sol-tarlo h a s t a q u e bajara las m a n o s . Pero él n u n c a 171
  • 170. 172 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESlas bajó hasta t e r m i n a r las oraciones a c o s t u m b r a -das. S a b e m o s q u e así era también J u a n el p e q u e ñ o ,o p o r decirlo mejor, ese m u y grande monje, quellevaba vida solitaria en u n a fosa. G r a c i a s a su ín-tima u n i ó n c o n D i o s , p e r m a n e c í a i n c o n m o v i b l em i e n t r a s el d e m o n i o , bajo la forma de u n d r a g ó ne n r o s c a d o en su c u e r p o , le trituraba las carnes yle eructaba en su rostro. S e g u r a m e n t e h a b r á s leído en la vida de losmonjes de Tabenisi, aquel pasaje d o n d e se narraque dos víboras se acercaron un día a los pies dela b a d T e o d o r o m i e n t r a s éste estaba h a b l a n d o a losh e r m a n o s . Sin inmutarse, les hizo u n lugar entrelos pies p a r a alojarlas allí hasta el fin de la confe-rencia. R e c i é n e n t o n c e s se las mostró a los h e r m a -n o s y les c o n t ó lo s u c e d i d o (P. G, 7 9 ) . EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 399)
  • 171. A TRAVÉS DE LA VERDADERA ORACIÓN, EMULAMOS A LOS ÁNGELES T a m b i é n h e m o s leído que u n a v í b o r a se e n r o s c ó en los pies de otro varón espi- ritual m i e n t r a s éste oraba. Pero él n obajó los b r a z o s h a s t a terminar la oración habitual,a p e s a r d e lo c u a l n o sufrió n i n g ú n d a ñ o p o r h a -b e r a m a d o m á s a D i o s q u e a sí m i s m o . M a n t e n quieta tu m i r a d a d u r a n t e la oración.R e n u n c i a a tu c a r n e y a tu a l m a y vive s e g ú n elespíritu. U n s a n t o solitario del desierto, m i e n t r a s o r a b ac o n gran fortaleza, fue asaltado p o r los d e m o -nios. E s t o s , d u r a n t e dos s e m a n a s j u g a r o n a la p e -lota c o n él, arrojándolo al aire y recibiéndolo enu n a estera. P e r o e n m o d o a l g u n o les fue p o s i b l eapartar s u espíritu de su ferviente oración. Otro, lleno de a m o r de D i o s y de celo p o r laoración, iba p o r el desierto c u a n d o se le aparecie- 173
  • 172. 174 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESron dos á n g e l e s q u e se pusieron a a m b o s l a d o s yc a m i n a b a n j u n t o a él. P e r o él n o se p r e o c u p ó deatenderlos p a r a n o p e r d e r lo que era m á s i m p o r ­tante, a c o r d á n d o s e de las palabras del A p ó s t o l :" N i los á n g e l e s ni los principados, ni las potesta­des p o d r á n s e p a r a r n o s de la caridad de C r i s t o "(Rm 8, 3 8 - 3 9 ) . Si quieres v e r el rostro del Padre que está enlos cielos, n o trates de m o d o a l g u n o de percibira l g u n a f o r m a o figura en el t i e m p o de la oración. N o d e s e e s v e r s e n s i b l e m e n t e a los ángeles o alas p o t e s t a d e s o a Cristo, n o sea que pierdas total­m e n t e el juicio y recibas al lobo en lugar del p a s ­tor, y adores a los d e m o n i o s e n e m i g o s . Esta ilusión n a c e de la vanagloria espiritual, lacual incita al espíritu a i m a g i n a r a la divinidad li­m i t a d a bajo formas o figuras (P. G. 79). EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 399)
  • 173. FELIZ EL HERMANO QUE SE PONE EN MANOS DE DIOS D iré algo q u e p i e n s o y q u e y a se lo h e d i c h o a los j ó v e n e s : feliz el espíritu q u e en el t i e m p o de la oración c o n s i ­g u e u n a total ausencia de formas. Feliz el espíritu que, orando sin distracción,crece s i e m p r e m á s en el d e s e o de D i o s . Feliz el espíritu que en el tiempo de la oración sevuelve inmaterial y pobre. Feliz e l espíritu q u e en el t i e m p o de la oraciónllega a despojarse de todo lo sensible. Feliz el m o n j e q u e se considera el d e s e c h o detodos. Feliz el m o n j e que, c o n gran alegría, v e la sal­v a c i ó n y p r o g r e s o de t o d o s c o m o s u y o s p r o p i o s . Feliz el m o n j e q u e tiene a todos p o r D i o s , d e s ­p u é s de D i o s . 175
  • 174. 176 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES M o n j e e s a q u e l q u e está s e p a r a d o de t o d o s yunido a todos. M o n j e es a q u e l q u e se c o n s i d e r a u n i d o a t o d o sp o r q u e se v e s i e m p r e a sí m i s m o en c a d a u n o delos h o m b r e s . A q u e l q u e ofrece a D i o s el fruto de las p r i m i ­cias de s u espíritu, lleva la oración a la perfección. P u e s t o q u e eres m o n j e , y deseas orar, evita t o ­d a falsedad y t o d o j u r a m e n t o ; si n o , e n v a n o a p a ­rentas lo q u e eres. Si quieres orar con el espíritu, n o le p i d a s n a ­da a la c a r n e , y n i n g u n a n u b e se te o p o n d r á en elt i e m p o de la oración. Deja e n las m a n o s de D i o s el c u i d a d o de tuc u e r p o , y así m o s t r a r á s q u e le confías t a m b i é n elc u i d a d o d e tu espíritu (P. G. 7 9 ) . EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 399)
  • 175. ES NECESARIA LA HUMILDAD EN LA ORACIÓN S i logras las p r o m e s a s , reinarás. P i e n s a e s - to y soportarás alegremente la p o b r e z a del presente. N o r e h u y a s la p o b r e z a y la tribulación, p u e sson el a l i m e n t o de la oración ingrávida. Q u e las virtudes del c u e r p o te a y u d e n a a d -quirir las del alma; las del alma, a las del espíritu;y estas últimas, a la gnosis inmaterial. C u a n d o ores, si los p e n s a m i e n t o s fácilmente seapartan de ti, m i r a de d ó n d e proviene esto, n o seaq u e c a i g a s en u n a e m b o s c a d a y te traiciones a tim i s m o por haberte equivocado. S u c e d e a v e c e s q u e los d e m o n i o s te s u g i e r e npensamientos, incitándote a veces a que oresc o n t r a ellos y los c o m b a t a s . E n t o n c e s ellos se reti-ran e s p o n t á n e a m e n t e . L o h a c e n p a r a e n g a ñ a r t e yh a c e r t e creer q u e y a h a s c o m e n z a d o a v e n c e r losp e n s a m i e n t o s y a a t e m o r i z a r a los d e m o n i o s . 177
  • 176. 178 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES Si oras contra u n a p a s i ó n o contra u n d e m o n i oq u e te a t o r m e n t a , acuérdate de aquel que dijo:"Perseguiré a m i s e n e m i g o s , los alcanzaré, n o m edetendré h a s t a h a b e r l o s v e n c i d o ; los quebrantaréy n o p o d r á n rehacerse y s u c u m b i r á n bajo m i sp i e s " (S 17, 3 8 - 3 9 ) , etc. E s t o dirás en el t i e m p ooportuno, armándote de humildad c o n t r a losadversarios. N o creas q u e h a s a l c a n z a d o la virtud antes deh a b e r l u c h a d o p o r ella hasta d e r r a m a r sangre. E sn e c e s a r i o o p o n e r s e a m u e r t e al p e c a d o , l u c h a n d ode u n m o d o irreprensible, c o m o dice el A p ó s t o l(P. G. 79). EVAGRJO P Ó N T I C O ( † 399)
  • 177. LOS DEMONIOS TURBAN LA ORACIÓN C u a n d o h a y a s h e c h o u n b i e n a alguien, otro v e n d r á a hacerte m a l p a r a q u e la injusticia te h a g a defeccionar o c o m e ­ter a l g ú n traspié, disipando m a l a m e n t e lo q u e e nb u e n a ley h a b í a s j u n t a d o . Esto es lo q u e persi­g u e n los p e r v e r s o s d e m o n i o s , p o r eso h a y q u e e s ­tar s a b i a m e n t e atento. Prepárate p a r a recibir los asaltos de los d e m o ­nios q u e v i e n e n a la carga, p e n s a n d o c ó m o v a s ah a c e r p a r a aludir su s e r v i d u m b r e . D e n o c h e , los d e m o n i o s intentan turbar p o r sím i s m o s al m a e s t r o espiritual. D e día se sirven d elos h o m b r e s p a r a asediarlos c o n dificultades, c a ­l u m n i a s y peligros. N o e s c a p e s d e los b a t a n e r o s p o r q u e é s t o sh i e r e n al p i s a r y d e s g a r r a n al estirar. P i e n s aq u e p o r e s t e m e d i o se v u e l v e l i m p i a y c l a r a tusensibilidad. 179
  • 178. 180 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES M i e n t r a s n o renuncies a las p a s i o n e s y tu espí-ritu c o n t i n ú e o p o n i é n d o s e a la virtud y a la ver-dad, n o p o d r á s hallar en tu s e n o el perfume deagradable olor. ¿Quieres orar? Sal de a q u í y ten tu m i r a d a enlos cielos. P e r o n o sólo c o n palabras sino c o n lapraxis angélica y c o n la gnosis divina. Si s o l a m e n t e en el t i e m p o de la a d v e r s i d a d teacuerdas del J u e z y de qué terrible e i n s o b o r n a b l ees, n o h a s a p r e n d i d o a servir al S e ñ o r c o n t e m o ry a g o z a r d e E l con t e m b l o r (Sal 2 , 1 1 ) . D e b e s sa-ber q u e en el t i e m p o de las alegrías y c o n s u e l o sespirituales h a y q u e rendirle culto c o n m a y o rp i e d a d y reverencia (P. G. 7 9 ) . EVAGRIO P Ó N T I C O ( † 399)
  • 179. LA ORACIÓN ES LA MÁS DIVINA DE LAS VIRTUDES E s u n h o m b r e sabio aquel q u e , antes d e h a b e r a l c a n z a d o su perfecta c o n v e r s i ó n , n o a b a n d o n a el recuerdo doloroso desus p r o p i o s p e c a d o s y del castigo del fuego eter-n o q u e ellos r e c l a m a n . A q u e l q u e t o d a v í a sufre el i m p e d i m e n t o delos p e c a d o o de los a c c e s o s de ira, y pretende d e s -c a r a d a m e n t e alcanzar el c o n o c i m i e n t o de las c o -sas divinas y, aun, la oración inmaterial, m e r e c ela c e n s u r a del A p ó s t o l que le advierte q u e es p e -ligroso p a r a él orar c o n la c a b e z a descubierta ysin velo: " D e b e ésta — d i c e — tener u n a señal desujeción en su c a b e z a , p o r la presencia de los án-g e l e s " (1 C o 11, 10), e n v o l v i é n d o s e en el p u d o r yla h u m i l d a d apropiadas. C o m o de n a d a a p r o v e c h a al q u e está e n f e r m ode los ojos, el m i r a r firmemente el sol c u a n d o bri- 181
  • 180. 182 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESlia c o n m á s fuerza en p l e n o m e d i o d í a , así, de n a -d a a p r o v e c h a al e s p í r i t u d o m i n a d o p o r las p a -s i o n e s e i m p u r o , i m i t a r la terrible y e s p l é n d i d ao r a c i ó n en espíritu y en verdad, sino que, m á sbien, p r o v o c a contra él la indignación divina. Si el q u e fue al altar llevando u n a ofrenda, n ofue a d m i t i d o p o r A q u e l q u e n a d a necesita y q u ees i n s o b o r n a b l e , hasta q u e se reconciliase c o n suprójimo ofendido, m i r a q u é c u i d a d o y q u é discre-ción s o n n e c e s a r i o s p a r a ofrecer a Dios u n incien-so q u e le a g r a d e en el altar espiritual. N o seas l o c u a z ni b u s q u e s la gloria, de lo con-trario, n o sobre la e s p a d a sino sobre tu rostro ara-rán los p e c a d o r e s (cf. S a l 128, 3 ) . S e d u c i d o yarrastrado p o r p e n s a m i e n t o s extraños, les servi-rás de diversión en el t i e m p o de la oración. La atención que se esfuerza p o r alcanzar laoración h a c e hallar la oración. Si h a y algo que lle-v a la oración, es esta atención. Es necesario, p u e saplicarse a ella (P. G. 79). EVAGRJO P Ó N T I C O ( † 399)
  • 181. LA ORACIÓN EN EL SENO DE LA FAMILIA L leva de tal m a n e r a la solicitud de tu c a - sa, q u e d e s t a m b i é n v a c a c i ó n a tu a l m a . E s c o g e u n lugar o p o r t u n o y u n tantoa p a r t a d o del e s t r u e n d o de la familia. A c ó g e t e a élc o m o a u n p u e r t o , c o m o quien sale de u n a grant o r m e n t a de p r e o c u p a c i o n e s . C a l m a c o n la tran-quilidad del retiro las olas de los p e n s a m i e n t o sque excitan los asuntos de fuera. P o n allí tantoe m p e ñ o e n la lección divina, sucédanse tan fre-cuentes tus oraciones, sea tan firme y d e n s o elp e n s a m i e n t o de la v i d a futura, que fácilmentec o m p e n s e s c o n esta vocación todas las p r e o c u p a -ciones del t i e m p o restante (Epístola 148 a Gelatina). C o m o a l i m e n t a m o s el c u e r p o , d e b e m o s ali-m e n t a r el a l m a . Ya s a b e s q u e el a l i m e n t o del a l m a cristiana esm e d i t a r día n o c h e y en la L e y del S e ñ o r (Epístola5 a Florentin). No os dejéis engañar. 183
  • 182. 184 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES Es así que, de tal m o d o , p o n e n la gracia deD i o s , q u e n o n o s e s f o r z a m o s y s e g u i m o s p o r suauxilio e n c a d a u n a de las obras, sino q u e lo refie­ren al libre albedrío y a los preceptos de la ley pa­ra lo que a l e g a n aquello de Isaías: " P o r q u e D i o sdio la ley p a r a a y u d a " (Is 8 , 2 0 ) . D e m o d o q u e (se­g ú n ellos) h a y q u e dar gracias a Dios de h a b e r n o sc r e a d o tales q u e p o d a m o s a nuestro albedrío e s ­c o g e r y evitar lo m a l o . Y n o se percatan, al h a b l a r así, de que p o r s ub o c a silba el diablo u n a blasfemia insoportable. Yes así que, si la gracia de D i o s se cifra en que n o screó c o n p r o p i a v o l u n t a d , y n o s c o n t e n t a m o s c o nel libre albedrío, (resulta q u e ) ya n o n e c e s i t a m o ss u auxilio. P u e s , de necesitarlo, se quebraría el li­b r e albedrío. Y así se sigue q u e y a n o t e n e m o s n e ­cesidad de orar p a r a n a d a , ni de tratar de ablan­dar c o n s ú p l i c a s la misericordia divina para reci­bir c a d a día lo q u e u n a v e z recibido t e n e m o s y aen nuestro poder. SAN EPIFANIO ( ( † 4 0 2 )
  • 183. DIOS ES MUY GENEROSO EN C O N C E D E R BENEFICIOS T ales h o m b r e s s u p r i m e n la oración, y p o r el libre albedrío se jactan de h a b e r sido h e c h o s n o h o m b r e s de propia v o -luntad, s i n o el p o d e r de D i o s , que n o necesita d ela a y u d a d e n a d i e . El que esto dice ¿ q u é blasfemia n o profiere?¿ Q u é v e n e n o que sobrepuja al de todos los herejes?Afirman que, por el libre albedrío, ya n o necesitan aDios para nada, e ignoran que está escrito: ¿ Q u é tie-nes que n o hayas recibido? Y si lo has recibido, ¿ aq u é a l a r d e a s c o m o si n o lo h u b i e r a s r e c i b i d o ?(1 C o 4 , 7 ) . ¡ D a a D i o s m u c h a s g r a c i a s el q u ep o r e l libre a l b e d r í o e s r e b e l d e c o n t r a D i o s ! T a m b i é n nosotros lo a d m i t i m o s de b u e n a g a -na, p e r o sólo a c o n d i c i ó n de dar s i e m p r e graciasal S e ñ o r y s a b e r que n a d a s o m o s si Él m i s m o n og u a r d a en n o s o t r o s lo que n o s dio, c o m o dice el 185
  • 184. 186 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESApóstol: N o es cosa del q u e quiere ni del que c o -rre, sino de D i o s que se c o m p a d e c e ( R m 9 , 1 0 ) . El querer y el correr es m í o , pero lo m i s m o quees m í o n o lo sería sin el auxilio de D i o s . E s así quedice el A p ó s t o l : D i o s es que opera en vosotros elquerer y el a c a b a r (Fil. 2 , 1 3 ) . Y el S e ñ o r en el E v a n g e l i o : " M i Padre trabajahasta ahora, y o t a m b i é n trabajo" (Jn 5, 7 ) . Él es s i e m p r e g e n e r o s o . Él da siempre. N o lebasta que m e h a y a d a d o u n a vez; tiene que estard á n d o m e s i e m p r e . P i d o p a r a recibir, y ya que h erecibido, p i d o de n u e v o . S o y avaro para recibirlos beneficios d e D i o s . N i Él se cansa de dar, n i y om e c a n s o de recibir. C u a n t o m á s b e b o , m á s sedtengo, p u e s h e leído que canta el Salmista: " G u s -tad y v e d lo dulce que es el S e ñ o r " (Sal 3 3 , 9 ) . SAN EPIFANIO († 4 0 2 )
  • 185. LA LIBERTAD HUMANA Y LA NECESIDAD DE D I O S E n c u a n t o a los que cacarean en todos los t o n o s diciendo que nosotros d e s t r u i m o s el libre albedrío, sepan, p o r lo contrario,que son ellos los q u e destruyen la libertad del al-b e d r í o al a b u s a r d e él c o n t r a el b e n e f i c i o del q u ese lo h a d a d o . ¿ Q u i é n destruye el a l b e d r í o : elq u e da s i e m p r e gracias y c u a n t o fluye en su ria-c h u e l o lo refiere a la Fuente; o el que dice: apárta-te de m í p o r q u e s o y limpio (Is 6 5 , 5 ) , n o t e n g o n e -cesidad de ti? M e diste u n a vez p o r t o d a s el librealbedrío, la libertad de albedrío, p a r a q u e h a g a loque m e diera la gana. ¿ A qué entrometerte den u e v o , de m o d o q u e n a d a p u e d a h a c e r si tú n oc o m p l e t a s en m í tus d o n e s ? Fraudulentamentep o n e r p o r delante la gracia de D i o s p a r a referirlaa la c o n d i c i ó n del h o m b r e y n o requerir en c a d aobra el auxilio de D i o s , p a r a que n o parezca, cla-ro está, que pierde el libre albedrío. 187
  • 186. 188 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES De b a l d e b l a s f e m a s y sugieres a los oídos delos ignorantes q u e nosotros c o n d e n a m o s el librealbedrío. S e a c o n d e n a d o quien lo c o n d e n e . P o r lod e m á s , los h o m b r e s n o s diferenciamos de losb r u t o s a n i m a l e s , en que h e m o s sido creados c o nlibre albedrío. P e r o c o m o y a h e dicho, el albedríose a p o y a en el auxilio de D i o s y necesita en t o d om o m e n t o de su a y u d a , cosa que vosotros n o que­réis. Para vosotros, el que u n a v e z ha recibido ellibre albedrío, y a n o necesita que D i o s lo ayude.El libre albedrío h a c e la libre voluntad, pero n oh a c e a n a d i e u n D i o s que n o necesite a y u d a algu­na. (Epístola 133 a Clesifonte). SAN EPIFANIO ( ( † 4 0 2 )
  • 187. T A M B I É N DEBEMOS ORAR P O R LOS DIFUNTOS R especto del rito de leer los n o m b r e s de los difuntos (en las m i s a s ) pregunta- m o s : ¿ Q u é cosa p u e d e darse m á s útilq u e ésta? ¿ Q u é cosa m á s provechosa, m á s a d m i -rable y m á s a propósito para que todos los presen-tes crean que los difuntos están vivos todavía yq u e n o h a n dejado de existir, sino que existen y vi-ven al lado del S e ñ o r ? C o n esto se profesa el dog-m a p i a d o s o de q u e aquellos que oran p o r sus her-m a n o s difuntos, abrigan la esperanza de que vi-ven y de q u e sólo casualmente se hallan lejanos. Ysu oración ayuda a los difuntos, aunque p o r ellan o q u e d a n borradas todas sus deudas. P o r tanto,la Iglesia debe guardar esta costumbre, h a b i é n d o -la r e c i b i d o c o m o u n a tradición de los P a d r e s .P o r q u e ¿ q u i é n p o d r í a s u p r i m i r el m a n d a t o de lam a d r e o la l e y del p a d r e , c o n f o r m e lo q u e diceS a l o m ó n : "Tú, ¡oh, hijo mío!, e s c u c h a las c o r r e c -ciones de tu p a d r e y n o deseches las advertenciasde tu m a d r e " ? (Pr 1, 8 ) . 189
  • 188. 190 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES Con esto quiso enseñar el Padre, es decir, elDios unigénito y el Espíritu Santo, que tanto p o rescrito c o m o sin escritura n o s ha dado doctrinas, ynuestra m a d r e la Iglesia nos ha legado preceptosque son indisolubles y definitivos (Haeres, 76, 89). M a r í a sobrepuja toda alabanza y es nuestrapuerta p a r a entrar en el cielo. ¿ Q u é diré o c ó m ohablaré de la ilustre y santa Virgen? Ya que, des-p u é s de D i o s , ella es superior a todos; m á s bellaque los querubines y los serafines, y que toda lamilicia angélica. P o r lo cual, n o h a y lengua q u esea suficiente en la Tierra ni en el cielo para cantarsus alabanzas. ¡Oh, Virgen bienaventurada! Salve,llena de gracia y puerta del cielo. (P. G. 41-43). SAN EPIFANIO ( † 4 0 2 )
  • 189. P O R LA ORACIÓN SE ALCANZA LA FELICIDAD P or d o s r a z o n e s c o n v i e n e q u e a d m i r e m o s a los siervos de Dios y los r e p u t e m o s fe- lices: p o r q u e pusieron la e s p e r a n z a desu s a l v a c i ó n en las santas oraciones, y p o r q u ec o n s e r v a n d o p o r escrito los h i m n o s y a d o r a c i o -n e s , q u e c o n t e m o r y g o z o tributaron a D i o s , n o stransmitieron t a m b i é n a nosotros su tesoro, p a r ap o d e r arrastrar a su intimación a la p o s t e r i d a d .P o r q u e es n a t u r a l que p a s e n a los discípulos lasc o s t u m b r e s de los m a e s t r o s , y que los discípulosde los profetas brillen c o m o imitadores de justi-cia, de suerte que en todo t i e m p o m e d i t e m o s , ro-g u e m o s , a d o r e m o s a D i o s , y ésta t e n g a m o s p o rnuestra vida, ésta p o r nuestra salud y alegría, éstep o r el c o l m o y término de todos nuestros bienes, elrogar a D i o s c o n el a l m a p u r a e i n c o n t a m i n a d a .P o r q u e c o m o a los c u e r p o s da luz el sol, así al al-m a la oración. Sí, p u e s , p a r a un ciego es grave da-ñ o el n o v e r el sol, ¿ q u é clase de d a ñ o será p a r a 191
  • 190. 192 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESu n cristiano el n o orar c o n s t a n t e m e n t e , e introdu­cir en el a l m a , p o r la oración, la l u m b r e d e C r i s ­to? (P. G. 6 4 ) . SAN JUAN C R I S Ó S T O M O († 407)
  • 191. EXCELSA DIGNIDAD DEL HOMBRE QUE ORA uién h a y q u e n o se e s p a n t e y a d m i - ¿Q re del a m o r que D i o s manifiesta a los h o m b r e s c u a n d o libremente lesc o n c e d e tan g r a n d e h o n o r que n o se d e s d e ñ a dee s c u c h a r sus p r e c e s y trabar con ellos c o n v e r s a -ción a m i g a b l e ? P u e s n o con otro, sino c o n el m i s -m o D i o s h a b l a m o s en el t i e m p o de la oración, p o rm e d i o d e la c u a l n o s u n i m o s c o n los ángeles yn o s s e p a r a m o s i n m e n s a m e n t e de lo q u e h a y enn o s o t r o s c o m ú n c o n los b r u t o s irracionales. Q u ede ángeles es propia la oración, y aun sobrepuja asu d i g n i d a d , p u e s t o que mejor q u e la d i g n i d a dangélica es h a b l a r c o n D i o s . Y que c o m o digo, s e amejor, ellos m i s m o s n o s lo e n s e ñ a n al ofrecer aD i o s n u e s t r a s súplicas c o n gran t e m o r (Ap 5, 8 ) ,h a c i é n d o n o s v e r y aprender de este m o d o q u e esrazón q u e c u a n t o s se acercan a D i o s , lo h a g a n c o ng o z o sí, p e r o t a m b i é n c o n temor. P o d e m o s g o z a rc o n t i n u a m e n t e de la c o n v e r s a c i ó n c o n D i o s , p o r 193
  • 192. 194 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESm e d i o de la c u a l h a s t a d e j a m o s de ser m o r t a l e s yc a d u c o s ; p u e s m i e n t r a s p o r u n a parte p e r m a n e ­c e m o s m o r t a l e s p o r naturaleza, p o r la otra, c o n laoración y c o n v e r s a c i ó n c o n Dios n o s t r a s l a d a m o sa u n a vida i n m o r t a l . En efecto, es n e c e s a r i o que quien c o n v e r s a c o nDios llegue a ser superior a la m u e r t e y a toda c o ­rrupción. Y así c o m o es a b s o l u t a m e n t e p r e c i a d oque quien g o z a de los r a y o s del sol esté alejadode las tinieblas, del m i s m o m o d o es n e c e s a r i o q u equien disfruta del trato divino, n o sea y a m o r t a l ,p o r q u e la m i s m a g r a n d e z a del h o n o r lo traspasaa la i n m o r t a l i d a d . P u e s , si es imposible que losq u e h a b l a n c o n el e m p e r a d o r y son de él e s t i m a ­dos sean p o b r e s , m u c h í s i m o m á s lo es q u e losq u e r u e g a n a D i o s y le h a b l a n tengan a l m a s e x ­p u e s t a s a la m u e r t e (P. G. 6 4 ) . SAN JUAN C R I S Ó S T O M O ( † 4 0 7 )
  • 193. N o s CONVIENE OBEDECER A DIOS P o r q u e n o es posible, n o , q u e los que pi- d e n a D i o s el d o n de la t e m p l a n z a , de la justicia, de la m a n s e d u m b r e , de la virgi-n i d a d , n o c o n s i g a n lo q u e piden. P o r q u e dice:" P e d i d y se os dará, b u s c a d y hallaréis, l l a m a d yse os abrirá; p o r q u e todo el que pide, recibe; elque b u s c a , halla; y al q u e llama a la puerta, se lea b r i r á " (Mt 7, 7-8; Lc 11). Y a u n se añade: " ¿ Q u i é n de vosotros hay, q u esi su hijo le p i d e pan, le dé u n a piedra, o si le pi-de un p e z le dé u n a serpiente, o si le pide u n h u e -v o le dé u n e s c o r p i ó n ? P u e s si vosotros s i e n d om a l o s sabéis dar cosas b u e n a s a vuestros hijos,¿ c u á n t o m á s v u e s t r o Padre del cielo dará el E s p í -ritu b u e n o a los q u e p i d a n ? " (ibíd.). C o n tales p a l a b r a s n o s e x h o r t ó a la oración elS e ñ o r de t o d o lo creado, y a nosotros n o s c o n v i e -ne vivir s i e m p r e obedientes a D i o s , ofreciéndoleh i m n o s de a l a b a n z a y oraciones con m a y o r cui- 195
  • 194. 196 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESd a d o del culto divino que de nuestra p r o p i a al-ma; p o r q u e así p o d r e m o s vivir siempre u n a v i d ad i g n a de h o m b r e s . P o r q u e el q u e n o ruega a D i o s ,n i ansia g o z a r c o n s t a n t e m e n t e de la divina c o n -versación, está m u e r t o y sin alma, y n o tiene deltodo s a n o juicio; p o r q u e ésta es la m a y o r s e ñ a l deinsensatez: el n o c o n o c e r la g r a n d e z a de este h o -nor, ni a m a r la oración, ni tener p o r m u e r t e del al-m a el n o p o s t r a r s e delante de D i o s (P. G. 6 4 ) . SAN JUAN C R I S Ó S T O M O ( † 4 0 7 )
  • 195. LA ORACIÓN ES LA VIDA DEL ALMA P u e s claro está que, así c o m o a este n u e - v o c u e r p o , c u a n d o le falta el alma, q u e - d a fétido, así c u a n d o el a l m a n o se m u e -ve a sí m i s m a a la oración, y a está m u e r t a , m i s e -rable y c o r r o m p i d a . Y q u e se d e b a tener p o r m á s acervo que cual-quier m u e r t e el verse p r i v a d o de la oración, her-m o s a m e n t e n o s lo e n s e ñ a el gran profeta D a n i e l ,al elegir antes la m u e r t e que estar p o r sólo tresdías p r i v a d o de la oración; p u e s n o le m a n d ó elrey de los p e r s a s c o m e t e r n i n g u n a i m p i e d a d , sinoque quiso v e r sólo si en el espacio de tres (¿trein-ta?) días se hallaba a l g u n o que pidiese n a d a an i n g u n o de los dioses, si n o era al m i s m o rey (Dn4 ) . P o r q u e , si D i o s n o se inclina hacia nosotros,n i n g ú n b i e n d e s c e n d e r á a nuestras almas; p e r o elinclinarse D i o s a nosotros m a r a v i l l o s a m e n t e olvi-dará nuestros trabajos, si n o s ve a m a r la oracióny rogar c o n s t a n t e m e n t e a su majestad, y tener 197
  • 196. 198 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESp u e s t a n u e s t r a e s p e r a n z a en que allí h a n de d e s ­c e n d e r a n o s o t r o s todos los b i e n e s . La oración es la fuente y el origen de la virtud P u e s la m u e r t e de las almas es la i m p i e d a d y lavida sin ley; c o m o al contrario, su vida es el servi­cio de Dios y el m o d o de obrar conforme a Él. Cierto es q u e la vida santa y conforme al ser­vicio de D i o s , claro está que la oración la p r o d u ­ce y m a r a v i l l o s a m e n t e la g u a r d a c o m o u n t e s o r oen n u e s t r a s a l m a s . P o r q u e sea q u e u n o a m e lav i r g i n i d a d , s e a q u e se esfuerce p o r g u a r d a r lam o d e r a c i ó n p r o p i a del m a t r i m o n i o , o p o r s u p e ­rar la ira, o p o r f a m i l i a r i z a r s e c o n la m a n s e ­d u m b r e , o p o r v e n d e r la e n v i d i a , o p o r c u m p l i rc u a l q u i e r otro deber, teniendo p o r guía a la ora­ción q u e le v a y a allanando la senda del m o d o devivir q u e h a y a e s c o g i d o , hallará expedita y fácilla carrera de la p i e d a d (P. G. 47-64). SAN JUAN C R I S Ó S T O M O ( † 4 0 7 }
  • 197. A M A R LA ORACIÓN ES SEÑAL DE PERFECCIÓN P o r esto, c u a n d o v e o a a l g u n o q u e n o a m a la oración, y que n o siente h a c i a ella u n afecto e n c e n d i d o y v e h e m e n t e ,ya p a r a m í es c o s a manifiesta que el tal n o abrigaen su a l m a n a d a de grande y generoso; p e r oc u a n d o v e o a u n o q u e n o se harta de dar culto aD i o s , y j u z g a el n o orar c o n t i n u a m e n t e p o r el m a -y o r de los d a ñ o s , conjeturo que el tal es u n fiel yfirme p r a c t i c a d o r de todas las virtudes, y t e m p l ode D i o s . P o r q u e si el vestido del h o m b r e , y el c a -m i n a r de sus pies, y la risa de sus dientes dicen y aq u i é n e s , s e g ú n el s a b i o S a l o m ó n ( Q o 1 9 , 2 7 ) ,m u c h o m á s la o r a c i ó n y culto de D i o s es s e ñ a l d et o d a j u s t i c i a , s i e n d o c o m o es u n a v e s t i d u r a e s p i -ritual y d i v i n a , q u e p r e s t a a n u e s t r a s m e n t e sm u c h a h e r m o s u r a y b e l l e z a , m o d e r a la v i d a d ecada uno, n o permite que nada malo ni imperti-n e n t e se a p o d e r e del a l m a , y n o s p e r s u a d e d eq u e r e v e r e n c i e m o s a D i o s y e s t i m e m o s el h o n o r 199
  • 198. 200 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESque n o s c o n c e d e , n o s e n s e ñ a a arrojar lejos de n o -sotros t o d a s las s e d u c c i o n e s del m a l v a d o (enemi-go), d e s e c h a t o d o s los p e n s a m i e n t o s torpes y n e -cios, y h a c e a n u e s t r a s a l m a s despreciadoras deldeleite. P o r q u e éste es el ú n i c o orgullo q u e con-viene a los a d o r a d o r e s de Cristo, el n o ser escla-vos de n a d a torpe, sino c o n s e r v a r el á n i m o e n li-b e r t a d y vida i n m a c u l a d a . Y que sin la oraciónsea i m p o s i b l e p a s a r y t e r m i n a r v i r t u o s a m e n t e lavida, creo v e r d a d a t o d o s manifiesta. P o r q u e ¿ c ó m o h a b r á de ejercitar la virtud, n oa c u d i e n d o y r i n d i e n d o adoración c o n s t a n t e m e n -te al s u m i n i s t r a d o r y d a d o r de ella? Y ¿ c ó m o h a -brá de d e s e a r u n o ser t e m p l a d o y justo, n o con-v e r s a n d o d u l c e m e n t e c o n el que de nosotros pideesto y m u c h o m á s ? (P. G. 4 7 - 6 4 ) . SAN JUAN C R I S Ó S T O M O ( † 4 0 7 )
  • 199. LA ORACIÓN NOS ALCANZA EL PERDÓN DE LOS PECADOS Y ahora quiero brevemente demostrar q u e , a u n q u e al orar e s t e m o s llenos de p e c a d o s , la oración nos limpiaráellos en b r e v e . P o r q u e ¿qué cosa p u e d e h a b e r o dem a y o r o m á s divina q u e la oración, q u e n o pare-ce sino u n c o n t r a v e n e n o p a r a l o s q u e t i e n e n e lalma enferma? L o s ninivitas son los p r i m e r o s que se n o s pre-sentan absueltos p o r m e d i o de la oración, de m u -c h o s p e c a d o s contra D i o s ; p o r q u e u n a m i s m a c o -sa fue a p o d e r a r s e de ellos la oración, y h a c e r l o sjustos, y corregir al p u n t o la ciudad h e c h a y a a laliviandad, y a la m a l d a d , y a la vista sin freno,v e n c i e n d o la antigua c o s t u m b r e , llenando la ciu-dad de leyes celestiales, y llevando c o n s i g o lat e m p l a n z a , y la caridad, y la m a n s e d u m b r e y elc u i d a d o de los pobres; p o r q u e n o sufre habitar en 201
  • 200. 202 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESlas a l m a s sin estas virtudes; antes, cualquier a l m aen q u e r e s i d e , la llena de t o d a j u s t i c i a , a d i e s -t r á n d o l a p a r a la v i r t u d , y e x p u l s a n d o d e ella lam a l d a d . Cierto que, si entonces hubiera e n t r a d oen la c i u d a d de N í n i v e a l g u n o que la c o n o c i e r ab i e n de antes, n o la reconocería: ¡tan repentinofue el salto q u e dio del vicio a la virtud! Así c o m o a u n a mujer pobre y v i l m e n t e vesti-da, n o la r e c o n o c e r í a u n o si la viera d e s p u é sa d o r n a d a c o n vestiduras de oro, así, quien vierap r i m e r o aquella c i u d a d m e n d i g a n d o y v a c í a detesoros espirituales, la desconocería p o r c o m p l e -to, d e s p u é s q u e de tal suerte logró transformar laoración, dirigiendo a la virtud sus c o s t u m b r e s yvida viciosa. H u b o a s i m i s m o u n a mujer que, h a b i e n d o e m -p l e a d o t o d o el t i e m p o en la i n t e m p e r a n c i a y las-civia, a p e n a s se postró a los pies de Cristo c u a n -do alcanzó la salvación (Lc 7, 3 7 ) . SAN JUAN C R I S Ó S T O M O ( † 4 0 7 )
  • 201. LA ORACIÓN NOS DEFIENDE DE T O D O PELIGRO F u e r a de esto, n o s o l a m e n t e limpia la ora­ c i ó n el a l m a de p e c a d o s , sino q u e a d e ­ m á s , aleja de m u c h o s peligros. A s í esq u e , a q u e l r e y y al m i s m o t i e m p o profeta a d m i ­rable D a v i d a h u y e n t ó c o n la oración m u c h a s yt e m i b l e s g u e r r a s , p o n i e n d o este solo r e s g u a r d op a r a el ejército, y l o g r a n d o de este m o d o p a r a suss o l d a d o s j u n t a m e n t e la p a z y la victoria. A s í c o m o otros reyes suelen p o n e r la e s p e r a n ­za de s u s a l v a c i ó n en la pericia de los militares,en el arte de la guerra, en los saeteros, en los sol­d a d o s d e a pie y de a caballo así, el a d m i r a b l eD a v i d r o d e ó a su ejército p o r toda defensa c o n lam u r a l l a de la oración; n i reparaba en el v a l o r delos generales, tribunos y centuriones; antes sin re­c o g e r dinero, sin p r e p a r a r a r m a s , l o g r a b a c o n laoración las a r m a s del cielo. 203
  • 202. 204 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRES Porque verdaderamente la oración es a r m a d u ­ra celestial que se derrama ante Dios, y es la únicaque defiende p o r c o m p l e t o a los que se p o n e n ensus divinas m a n o s . P u e s t o q u e la robustez y peri­cia de la infantería, y la práctica de los saeteros, yla destreza en s o r p r e n d e r al e n e m i g o , m u c h a s v e ­ces q u e d a n fallidas y frustradas, o p o r los lancesde la guerra, o p o r la seguridad de los adversa­rios, o p o r m u c h a s causas. Pero la oración es ar­m a d u r a i n e x p u g n a b l e y segurísima, y n u n c a h a c etraición, y tan fácilmente rechaza a un e n e m i g oc o m o a i n n u m e r a b l e s millares. En efecto, el a d m i r a b l e D a v i d , de quien a c a b a ­m o s de hablar, c u a n d o se l a n z ó sobre él c o m o unformidable d e m o n i o , a q u e l gigante Goliat (1 R 7),lo derribó, n o c o n a r m a s y espadas, sino c o n ora­ciones; tan p o d e r o s a a r m a es la oración p a r a losreyes en las batallas contra los e n e m i g o s . P u e sbien; el m i s m o p o d e r tiene para nosotros esta ar­m a contra los d e m o n i o s (P. G. 4 7 - 6 4 ) . SAN JUAN C R I S Ó S T O M O ( † 4 0 7 )
  • 203. LA ORACIÓN ES LA RAÍZ Y BASE DE TODO P ero q u i z á a l g u n o de los m á s p e r e z o s o s y de los q u e n o quieren orar c o n c u i d a d o y e m p e ñ o , se persuadirá q u e D i o s dijot a m b i é n aquellas palabras: " N o t o d o el que diceSeñor, Señor, entrará en el R e i n o de los C i e l o s , si-n o el q u e hiciera la v o l u n t a d de m i Padre celes-tial" (Mt 7, 2 1 ) . Cierto, si y o j u z g a r a q u e la ora-ción p o r sí sola b a s t a p a r a nuestra salvación, c o nr a z ó n p o d r í a a l g u n o h a c e r uso contra m í de esaspalabras; p e r o diciendo, c o m o digo, q u e la ora-ción es c o m o la c a b e z a de todos los b i e n e s , y fun-d a m e n t o y raíz de u n a vida p r o v e c h o s a , n a d i ep o r pretexto de s u p e r e z a se defienda con s e m e -jantes p a l a b r a s . P o r q u e ni sólo la i n t e m p e r a n c i ap u e d e s a l v a r n o s sin los otros b i e n e s , ni el c u i d a -d o de los p o b r e s , n i la b o n d a d , ni cosa a l g u n a delas q u e se p u e d e n desear, sino que c o n v i e n e q u etodas j u n t a s entren en nuestras a l m a s . P e r o laoración está debajo de todas c o m o raíz y b a s e , y 205
  • 204. 206 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESasí c o m o a u n a n a v e y a u n a casa, las partes q u eestán debajo, la c o n s o l i d a n y sostienen, de la m i s ­m a m a n e r a las o r a c i o n e s fortalecen n u e s t r a vi­da, y sin ellas n a d a h a b r í a en n o s o t r o s de b u e n oy saludable. Por e s o , s a n P a b l o n o s urge c o n s t a n t e m e n t ee x h o r t á n d o n o s y d i c i é n d o n o s : " P e r s e v e r a d en laoración, v e l a n d o en ella en acción de g r a c i a s "(Col 4 , 2 ) . Y e n otro lugar: " O r a d sin i n t e r m i s i ó nd a n d o gracias en t o d o , p o r q u e ésta es la v o l u n ­tad de D i o s " (1 Ts 5, 17-18). E n otra parte d e n u e ­vo: " O r a d e n t o d a o c a s i ó n en Espíritu, v e l a n d oe n É l c o n t o d a p e r s e v e r a n c i a y s ú p l i c a s " (Ef 6,18). C o n tantas y tan divinas v o c e s , n o s e x h o r t a ala o r a c i ó n c o n t i n u a m e n t e a q u e l caudillo de losapóstoles. SAN JUAN C R I S Ó S T O M O ( † 4 0 7 )
  • 205. TENGAMOS T O D O S LOS DÍAS VARIOS RATOS DE ORACIÓN C o n v i e n e , p u e s , que a m a e s t r a d o s p o r él, p a s e m o s la v i d a en o r a c i ó n , y d e ­ m o s c o n t i n u a m e n t e este r i e g o a n u e s ­tras a l m a s , p u e s n o m e n o s n e c e s i t a m o s d e lao r a c i ó n los h o m b r e s que del a g u a los árboles;p o r q u e ni éstos p u e d e n producir sus frutos si n ob e b e n p o r las raíces, ni nosotros p o d r e m o s darlos p r e c i o s í s i m o s frutos de la p i e d a d si n o recibi­m o s el riego de la oración. Conviene, pues, que al levantamos del lecho,nos adelantemos siempre al sol en dar culto a Dios,y que al s e n t a m o s a la m e s a y al irnos a acostar, ymejor todavía cada hora, ofrezcamos a Dios u n aoración, y c o r r a m o s d e e s t a m a n e r a la m i s m ac a r r e r a q u e e l día; y q u e en t i e m p o de i n v i e r n oe m p l e e m o s la m a y o r p a r t e de la n o c h e e n o r a ­c i o n e s , y d o b l a n d o las rodillas, c o n gran temor,i n s t e m o s e n la o r a c i ó n , y n o s j u z g u e m o s felicesen d a r culto a Dios. 207
  • 206. 208 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES D i m e : ¿ c ó m o v e r á s al s o l sin a d o r a r al q u ee n v í a a t u s ojos s u d u l c í s i m a l u m b r e ? ¿ C ó m odisfrutarás d e la m e s a , sin a d o r a r al q u e te d a yregala tantos b i e n e s ? ¿ C o n q u é e s p e r a n z a llega-rás al t i e m p o de la n o c h e ? ¿ C o n q u é s u e ñ o s pien-sas o c u p a r t e , n o arrullándote c o n la oración, yyendo a dormir desprevenido? Sólo p o r la oración v e n c e r e m o s a los d e m o n i o s . D e s p r e c i a b l e y fácil p r e s a parecerás a los d e -m o n i o s q u e a n d a n s i e m p r e alrededor a c e c h a n d ou n a o c a s i ó n en n u e s t r o d a ñ o , y m i r a n d o a quiénp o d r á n h a l l a r p r i v a d o de la oración, p a r a e n s e -g u i d a arrebatarle. Pero si n o s vieren defendidos c o n o r a c i o n e s ,h u y e n al p u n t o , c o m o los ladrones y m a l v a d o sc u a n d o v e n p e n d e r sobre sus c a b e z a s la e s p a d adel s o l d a d o . P e r o quien se e n c u e n t r a d e s n u d o dela oración, a r r e b a t a d o p o r los d e m o n i o s , es arras-trado y e m p u j a d o a los p e c a d o s y c a l a m i d a d e s yt o d o m a l (P. 4 7 - 6 4 ) . SAN JUAN C R I S Ó S T O M O ( † 4 0 7 )
  • 207. IMITEMOS A LA CANANEA A cerquémonos, pues, a Él y digámosle: " B i e n está, Señor, que t a m b i é n los p e - rros c o m e n de las m i g a s q u e c a e n d e lam e s a de los d u e ñ o s . " A c e r q u é m o n o s c o n o p o r t u -nidad e importunidad; por más que nunca po-d r e m o s a c e r c a r n o s c o n i m p o r t u n i d a d , p o r q u e lai m p o r t u n i d a d está en n o acudir c o n t i n u a m e n t e .P o r q u e así c o m o el respirar n u n c a es i m p o r t u n o ,así t a m p o c o es el orar, sino que lo i m p o r t u n o e s eln o orar. P u e s c o m o n e c e s i t a m o s de la respiración,así n e c e s i t a m o s de su auxilio, y si lo q u e r e m o s ,fácilmente lo c o n s e g u i r e m o s . Y p a r a h a c é r n o s l o v e r el profeta y d e c l a r a m o sc ó m o s i e m p r e t e n e m o s a m a n o sus beneficios, d e -cía: " L o h a l l a r e m o s p r e p a r a d o c o m o la aurora."Porque cuantas veces acudamos a Él, veremosq u e n o s está a g u a r d a n d o . Y si n a d a s a c a m o s de lafuente de s u b o n d a d , s i e m p r e m a n a n t e , la c u l p aes n u e s t r a p o r c o m p l e t o . 209
  • 208. 210 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES Esto era lo q u e e c h a b a en cara a los j u d í o s , di­ciendo: " M i misericordia c o m o n u b e de m a d r u ­g a d a . " C o n lo c u a l quiere decir: " Y o hice c u a n t oestaba de m i parte; pero vosotros, a la m a n e r aq u e el sol ardiente d a n d o sobre la niebla y el ro­cío los disipa y los deshace, p o r vuestra m a l d a dreprimisteis m i inefable liberalidad." L o cual a s uv e z es p r o p i o de su providencia: p o r q u e c u a n d on o s v e i n d i g n o s de ser favorecidos, contiene susbeneficios p a r a n o h a c e r n o s desidiosos. Pero si n o s convertimos un poquito, lo suficien­te tan sólo p a r a reconocer que p e c a m o s , brota m á sque todas las fuentes, derrama m á s que el océanoy, cuanto m á s hubieres recibido, tanto Él m á s secomplace, y con eso se prepara para dar m á s den u e v o . P u e s j u z g a riqueza propia nuestra salva­ción y el dar c o n largueza a los que piden, c o m olo d e c l a r a b a s a n P a b l o , diciendo: " R i c o p a r a to­d o s y sobre t o d o s los que le i n v o c a n " ( R m 1 0 , 1 2 )(P. G. 47-84). SAN JUAN C R I S Ó S T O M O ( † 4 0 7 )
  • 209. C O N LA ORACIÓN SUS MANDAMIENTOS RESULTAN FÁCILES P ero p a r a que nadie p u d i e r a decir que sus m a n d a m i e n t o s son imposibles de cumplir, les e n s e ñ ó la forma de h a c e r l o sfáciles, a l e g a n d o razones suficientes p a r a c o n -v e n c e r n o s de ello. Pero, en este caso, el r e m e d i oq u e n o s ofrece toca la cúspide de la facilidad,p u e s n o es u n alivio cualquiera, sino la a y u d a dela p e r s e v e r a n t e oración. P o r q u e n o b a s t a , n o s viene a decir el S e ñ o rq u e n o b a s t a c o n que n o s e s f o r c e m o s n o s o t r o ssolos s i n o q u e h a y que i n v o c a r t a m b i é n el auxi-lio de lo alto, y ese auxilio v e n d r á infaliblementey n o s asistirá y t o m a n d o parte en n u e s t r o s c o m -b a t e s n o s lo h a r á t o d o fácil. P o r e s o , n o sólo n o s m a n d ó a pedir, sino q u en o s garantizó que se n o s dará lo que p i d a m o s .Pero n o n o s m a n d ó s i m p l e m e n t e pedir, sino p e -dir c o n gran perseverancia, insistencia y fervor. 211
  • 210. 212 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES Eso es p r e c i s a m e n t e lo que significa a q u e l i m -perativo: " B u s c a d . " P o r q u e el que b u s c a , arrojade su p e n s a m i e n t o t o d o lo d e m á s y sólo p i e n s aen lo q u e b u s c a , sin q u e le distraiga n a d a dec u a n t o ocurre a s u lado. Bien saben lo q u e d i g olos q u e b u s c a n n e g o c i o s t e m p o r a l e s . Eso fue p r e c i s a m e n t e lo q u e n o s quiso decir elS e ñ o r c o n la p a l a b r a " b u s c a r " , y eso lo q u e n o squiso d a r a entender. M a s c o n la de l l a m a r a lap u e r t a n o s i n d i c a c o n q u é v e h e m e n c i a y ardienteespíritu h e m o s de acercarnos a la oración. ¡Oh, h o m b r e ! N o te d e s a l i e n t e s , p u e s , nim u e s t r e s m e n o s e m p e ñ o p o r la v i r t u d q u e c o d i -cia p o r el d i n e r o . E l d i n e r o , m i l v e c e s lo h a s b u s -c a d o sin e n c o n t r a r l o , y a u n c u a n d o s a b e s q u e n olo h a s d e e n c o n t r a r a b s o l u t a m e n t e , n o dejas p i e -dra p o r m o v e r p a r a dar c o n él. A q u í , e m p e r o ,q u e tienes p r o m e s a infalible de que absolutamen-te recibirás, n o p o n e s ni la m í n i m a parte de a q u e le m p e ñ o q u e m u e s t r a s p o r el dinero (P. G. 4 7 - 6 4 ) . SAN JUAN C R I S Ó S T O M O ( † 4 0 7 )
  • 211. LA ORACIÓN ES LA LUZ DEL ALMA L a oración es la luz del alma, v e r d a d e r o c o n o c i m i e n t o de D i o s y m e d i a d o r a en­ tre D i o s y los h o m b r e s . P o r ella n u e s t r oespíritu, e l e v a d o hasta el cielo, abraza a D i o s c o nb r a z o s inefables. P o r ella nuestro espíritu e s p e r ael c u m p l i m i e n t o de sus propios anhelos y recibeu n o s b i e n e s que superan t o d o lo natural y visible(Homilía 6, sobre la oración). La luz de la oración es la que ilumina n u e s t r ainteligencia. Si se d e s c u i d a la oración que alimen­ta la luz, la inteligencia bien pronto q u e d a r á a o s ­curas (Catena Áurea, vol. I V ) . Q u i e n te r e d i m i ó y te creó n o quiere q u e c e s e ntus o r a c i o n e s , y d e s e a que alcances p o r la ora­ción lo q u e su b o n d a d quiere c o n c e d e r t e . N u n c an i e g a sus beneficios a quien los pide, y a n i m a alos q u e oran a q u e n o se c a n s e n de orar (CatenaÁurea, vol. V I ) . 213
  • 212. 214 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES El S e ñ o r o b l i g ó a los discípulos a subir a lab a r c a y a irse a la otra orilla, mientras El d e s p e d í aa la m u c h e d u m b r e . U n a v e z que la despidió, su-bió a u n m o n t e a p a r t a d o p a r a orar, y, llegada lan o c h e , El p e r m a n e c í a allí solo (Mt 14, 22-23). ¿ P o r q u é s u b e el S e ñ o r al m o n t e ? P a r a e n s e -ñ a r n o s q u e n a d a h a y c o m o la soledad p a r a orar.De ahí la frecuencia c o n q u e se retira a lugares s o -litarios y allí se p a s a las n o c h e s en oración, p a r ae n s e ñ a r n o s q u e , p a r a la oración, h e m o s de b u s c a rla tranquilidad del t i e m p o y del lugar. El desiertoes, en efecto, p a d r e de la tranquilidad, un p u e r t ode c a l m a q u e n o s libra de todos los alborotos. H ea q u í p o r q u é se retira al m o n t e p o r las n o c h e s .(Homilía 50 sobre san Mateo). SAN JUAN C R I S Ó S T O M O ( † 4 0 7 )
  • 213. " T Ú , CUANDO QUIERAS ORAR, ENTRA EN TU HABITACIÓN" u é n o s dice aquí el S e ñ o r ? Q u e n o s ¿Q recojamos dentro de n o s o t r o s m i s - mos y no andemos divagando porlas plazas c o n n u e s t r o p e n s a m i e n t o . P u e s si n o s o -tros, los q u e r o g a m o s y s u p l i c a m o s , n o n o s aten-d e m o s a n o s o t r o s m i s m o s , ¿con q u é d e r e c h o pre-t e n d e m o s q u e n o s atienda D i o s ? ¿ N o veis c ó m o en los palacios reales se evitat o d o el alboroto y reina p o r todas partes profun-d o silencio? Tú, p u e s , q u e entras en tu p a l a c i o , n ode la Tierra sino del cielo, q u e h a de inspirartem a y o r r e v e r e n c i a , p ó r t a t e a q u í c o n la m a y o rd e c e n c i a . E n v e r d a d , c u a n d o o r a s , e n t r a s e n elc o r o d e l o s á n g e l e s , e r e s c o m p a ñ e r o d e l o s ar-c á n g e l e s y c a n t a s j u n t a m e n t e con los serafines. A h o r a b i e n , todas estas m u c h e d u m b r e s guar-d a n el m a y o r orden al e n t o n a r a D i o s , r e y delu n i v e r s o , c o n t o d a reverencia, a q u e l m i s t e r i o s o 215
  • 214. 216 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADREScántico y aquellos h i m n o s sagrados. M é z c l a t ep u e s , c o n ellos en tu oración y e m u l a aquel m i s -terioso orden. N o h a c e s , en efecto, tu oración alos h o m b r e s , s i n o a D i o s ; a D i o s que está presen-te en todas partes, que te oye antes de que abrastu b o c a , que s a b e los secretos todos de tu corazón. Si así oras, recibirás u n a gran recompensa." P o r q u e tu Padre — d i c e el S e ñ o r — , que v e en loe s c o n d i d o , te p a g a r á en lo manifiesto." Y p o n atención, que n o dijo: "Te gratificará",sino "te p a g a r á . " D i o s quiso hacerse d e u d o r tuyo,y g r a n d e fue la h o n r a q u e en esto te c o n c e d i ó . Yes q u e , c o m o E l es invisible, quiere que tu ora-ción sea invisible. "En la oración, n o afectéis hablar m u c h o , c o -m o h a c e n los gentiles que se i m a g i n a n ser o í d o s afuerza de p a l a b r a s . N o queráis imitarlos, queb i e n sabe v u e s t r o Padre lo q u e necesitáis antes depedírselo ( M t 6, 8 ) " (P. G. 4 7 - 6 4 ) . SAN JUAN C R I S Ó S T O M O († 4 0 7 )
  • 215. ¿ Q U E ES LA O R A C I Ó N ? L a o r a c i ó n es la m u r a l l a q u e n o s defien- de, es la a r m a d u r a invencible, es el sa- crificio expiatorio de nuestra a l m a y lab a s e y f u n d a m e n t o de t o d o s los b i e n e s . P o r q u e laoración n o es otra cosa q u e un diálogo con D i o s yu n a c o n v e r s a c i ó n c o n el S e ñ o r del universo.¿ P u e d e h a b e r algo de m a y o r dicha que el ser u n oc o n s i d e r a d o d i g n o de c o n v e r s a r ininterrumpida-m e n t e c o n el S e ñ o r ? Y p a r a q u e a p r e n d a s las g r a n d e z a s de estebien, c o n s i d e r a c u á n t o s a n d a n e n l o q u e c i d o s p o rlas cosas de este m u n d o , que vienen a ser p o c om e n o s q u e s o m b r a s . Y c u a n d o v e n a u n o q u e tie-n e trato c o n el rey y p u e d e conversar c o n t i n u a -m e n t e c o n él, a u n q u e sea u n rey terrenal, ¿en q u éc o n c e p t o de g r a n d e z a le tienen? L o p r o c l a m a nd i c h o s o y lo h o n r a n c o m o a p e r s o n a a d m i r a b l e yaltísima, d i g n o de altísimo honor. P u e s si a este h o m b r e , que n o dialoga m á s q u ec o n u n c o n g é n e r e , c o n el q u e tienen en c o m ú n la 217
  • 216. 218 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESm i s m a n a t u r a l e z a y q u e sólo trata de a s u n t o s te-rrenales y e f í m e r o s , y a p e s a r de t o d o es c o n s i -d e r a d o tan d i g n o d e a d m i r a c i ó n , ¿ q u é se p o d r í adecir del q u e es considerado digno de conversarcon Dios y n o sobre asuntos de la Tierra, sino so-bre la remisión de los p e c a d o s , sobre el p e r d ó n delas culpas, sobre la salvaguarda de los bienes yaotorgados, sobre los que le serán concedidos, queson todos los bienes eternos? Este tal es m u c h om á s dichoso, incluso que el m i s m o que ciñe la dia-dema, con tal que p o r m e d i o de la oración se ganeel a p o y o de lo alto (Catequesis Bautismales, XI). SAN JUAN C R I S Ó S T O M O († 4 0 7 )
  • 217. VANAS EXCUSAS PARA N O ORAR N o digas, pues: D i o s es e n e m i g o m í o y n o m e escuchará. P o r q u e si tú insis- tes sin d e s f a l l e c i m i e n t o , p r o n t oc o n t e s t a r á . P o r q u e a u n q u e n o te e s c u c h e p o r tea m i s t a d , lo h a r á al m e n o s p o r importunidad.P o r tanto, n i la e n e m i s t a d , ni lo i m p o r t u n o de lah o r a , ni otra c o s a a l g u n a es i m p e d i m e n t o . T a m p o c o h a s de decir: "Yo n o s o y d i g n o y p o reso n o h a g o o r a c i ó n . " P o r q u e t a m p o c o la c a n a n e aera d i g n a y fue e s c u c h a d a . N i digas t a m p o c o :" H e p e c a d o m u c h o y n o p u e d o rogar al que ten-go tan o f e n d i d o " ; p o r q u e D i o s n o m i r a los m e r e -cimientos, s i n o la intención. P u e s si aquella v i u d adel E v a n g e l i o logró d o b l e g a r c o n sus r u e g o s alj u e z q u e n o t e m í a a D i o s ni le i m p o r t a b a n losh o m b r e s , ¿ c u á n t o m á s inclinará h a c i a n o s o t r o s aD i o s la c o n t i n u a oración, s i e n d o É l la s u m a b o n -d a d ? P o r tanto, a u n c u a n d o n o fueras a m i g o su-yo, a u n c u a n d o n o tengas d e r e c h o a reclamarle 219
  • 218. 220 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRESu n a d e u d a , a u n c u a n d o te h u b i e r a s a u s e n t a d o dela casa p a t e r n a y h u b i e r a s c o n s u m i d o y despilfa­rrado tu h e r e n c i a , aun c u a n d o estés d e s h o n r a d oy seas el d e s e c h o del m u n d o , aun c u a n d o le ha­y a s ofendido e irritado g r a n d e m e n t e , b a s t a quequieras suplicarle y volverte a El, para q u e alp u n t o lo recobres todo, y, a p l a c a n d o su ira, anu­les la sentencia q u e contra ti tenía preparada. Yp a r a h a c e r l o v e r el profeta, y declararnos c ó m os i e m p r e t e n e m o s a m a n o sus beneficios, decía:"Lo h a l l a r e m o s p r e p a r a d o c o m o la a u r o r a " (Os 6,3 ) , p o r q u e c u a n t a s v e c e s a c u d a m o s a Él, v e r e m o sque nos estaba esperando. Y si n a d a s a c a m o s de la fuente caudalosa de sub o n d a d , s i e m p r e m a n a n t e , nuestra es p o r c o m ­pleto la c u l p a . E s t o era lo q u e e c h a b a en cara a losj u d í o s , diciendo: " M i misericordia c o m o n u b e dem a d r u g a d a . " C o n lo c u a l quiere decir: Yo hicec u a n t o estaba de m i parte; pero, vosotros, a lam a n e r a del sol ardiente d a n d o sobre la niebla yel rocío los d i s i p a y d e s h a c e , p o r vuestra m a l d a d ,reprimisteis m i inefable liberalidad (P. 47-64). SAN JUAN C R I S Ó S T O M O ( † 4 0 7 )
  • 219. S I N AYUDA DE LA GRACIA, N O PODREMOS CUMPLIR LOS MANDAMIENTOS M ientras l u c h a m o s , Dios n o s está m i - r a n d o ; si v e que n o s faltan las fuer- zas vendrá inmediatamenten u e s t r o auxilio, p e r o sólo si se lo p e d i m o s (...). enC o m o Él n o n o s a y u d e , n o s o l a m e n t e n o p o d r e -m o s vencer, sino q u e ni luchar n o s será posible si-quiera (Sal 1 5 6 ) . Se n o s o r d e n a la continencia: sé continente. E su n a orden, u n m a n d a t o , h a y que e s c u c h a r l o yc u m p l i r l o ; p e r o , si D i o s n o s ayuda, q u e d a m o s c o -m o antes. I n t e n t a m o s h a c e r algo c o n n u e s t r a v o -luntad, la v o l u n t a d se esfuerza en ello; n o p r e s u -m a p o d e r si n o recibe ayuda. E s cierto q u e estám a n d a d o : Sé continente. E s c u c h a otro texto de laEscritura: " Y s a b i e n d o , dice, que nadie p u e d e serc o n t i n e n t e si D i o s n o se lo c o n c e d e (...), m e acer-q u é al S e ñ o r y se lo pedí." Pero ¿ q u é n e c e s i d a dt e n e m o s de a c u m u l a r textos? C u a l q u i e r cosa q u e 221
  • 220. 222 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESn o s m a n d e , h a y q u e orar para p o d e r cumplirla.P e r o n o de m a n e r a q u e c o n e s o y a p o d a m o s de­s e n t e n d e r n o s del asunto y, c o m o perezosos, t u m ­b a d o s h a c i a arriba d i g a m o s : " H a g a D i o s lloverlos a l i m e n t o s sobre nuestras b o c a s . " Y sin quererh a c e r a b s o l u t a m e n t e nada, c u a n d o los a l i m e n t o sh a y a n llovido sobre nosotros, d i g a m o s : " Q u eD i o s n o s lo e n g u l l a t a m b i é n . " También nosotrosd e b e m o s h a c e r algo. D e b e m o s o c u p a r n o s de ello,d e b e m o s intentarlo y, en la m e d i d a en que a ú n n oh a y a m o s p o d i d o , orarle. A l darle gracias, evitasel ser c o n d e n a d o p o r ingrato; m a s c u a n d o p i d e slo q u e aún n o h a s p o d i d o , evitas el quedarte v a ­cío, p o r q u e tú n o te bastas (Sermón 3 4 8 A ) . SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 221. H A Y QUE PEDIR AYUDA DE LA GRACIA uién dirá q u e desea lo q u e de tal ¿Q m o d o se halla a su alcance, q u e pueda h a c e r l o sin q u e n a d i e loa y u d e ? L u e g o , si el h o m b r e desea tener lo q u eD i o s le m a n d a , h a de rogar a D i o s que le dé loq u e É l m a n d a . ¿ Y de quién h a de desearse sino dea q u e l p o r el cual, c o m o Padre de las luces, d e s -c i e n d e t o d a la d á d i v a b u e n a y todo d o n perfecto,c o n f o r m e lo atestigua la Escritura? R e s p e c t o a aquellos q u e p i e n s a n q u e D i o s n o sa y u d a s o l a m e n t e a c o n o c e r sus preceptos, p a r aq u e u n a v e z c o n o c i d o s , y a sin la a y u d a de la gra-cia de D i o s los c u m p l a m o s c o n las solas fuerzasde n u e s t r o querer, entiendan q u e n o se p i d e laa y u d a , sino d e s p u é s de h a b e r c o n o c i d o los m a n -d a m i e n t o s . C o m o si dijese: " Y a h e c o n o c i d o laLey, y a la c o n o z c o , p o r q u e tú ordenaste q u e fue-sen g u a r d a d o s c o n d e m a s í a tus m a n d a m i e n t o s , ytus p r e c e p t o s s o n santos, justos y b u e n o s . P e r o el 223
  • 222. 224 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRESp e c a d o m e c a u s a la m u e r t e , a n o ser que m e a y u ­des c o n tu g r a c i a " (Sal 118 s. 4 ) . Si alguien dijera que es injusto m a n d a r a u ncojo que a n d e b i e n , se le responde que ciertamen­te se le p u e d e m a n d a r a u n h o m b r e q u e a n d ebien, si c u a n d o v e que n o p u e d e , le ofrece el re­m e d i o , q u e es la gracia de D i o s , que n o s h a m e r e ­c i d o Jesucristo, gracia interior que se n o s da p a r acurar la cojera del p e c a d o (De Perfectione Iustitiaehominis, epístola 3). El p r e c e p t o de D i o s n o es tiránico (...). D i o sm a n d a lo q u e se p u e d e hacer, y Él m i s m o d a elp o d e r h a c e r a los q u e p u e d e n h a c e r y h a c e n . Y alos q u e n o p u e d e n , les aconseja y m a n d a q u e pi­dan para p o d e r (Cont. Ju. Lib. 3 , c. 76). La L e y se h a d a d o p a r a i m p e t r a r la g r a c i a , yla g r a c i a se d a p a r a c u m p l i r la L e y (De Spiritu etLittera, 19). SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 223. S Ó L O DEBEMOS C O N F I A R EN LA GRACIA QUE ALCANZAMOS P O R LA ORACIÓN A quellos versículos del s a l m o , d o n d e dice: "Ojalá s e a n e n d e r e z a d o s m i s c a - m i n o s p a r a guardar tus justificantes;e n t o n c e s n o seré confundido al m i r a r t o d o s tusm a n d a m i e n t o s (...)", dan a e n t e n d e r la a u d a c i adel libre albedrío c u a n d o se apropia de lo q u e sed e b e e s p e r a r de la gracia. E l c o r a z ó n de losm i e m b r o s del C u e r p o de Cristo se h a c e i n m a c u -l a d o c o n la gracia de Dios, que se c o m u n i c a p o rsu C a b e z a , n u e s t r o S e ñ o r Jesucristo, m e d i a n t e elb a u t i s m o de la regeneración, en el que se b o r r a ntodos n u e s t r o s p e c a d o s p o r la a y u d a del Espíritu,c o n el q u e l u c h a m o s contra la carne p a r a n o serv e n c i d o s , y p o r la eficacia de la oración d o m i n i -cal, en la q u e d e c i m o s : P e r d ó n a n o s n u e s t r a s d e u -das. A s í , p u e s , h a b i é n d o s e n o s d a d o la r e g e n e r a -ción, s i e n d o a y u d a d o s en el c o m b a t e y h a b i é n d o -n o s p o s t r a d o e n oración, nuestro c o r a z ó n se h a c e 225
  • 224. 226 L A O R A C I Ó N EN L O S SANTOS P A D R E Si n m a c u l a d o p a r a q u e n o s e a m o s confundidos,p o r q u e t a m b i é n esto pertenece a las justificacio­n e s de D i o s , y a q u e entre sus preceptos m a n d a :P e r d o n a d y seréis p e r d o n a d o s ; d a d y se os dará(Enarrationes in Psalmos 118, c. 19). Verdad e s q u e el h o m b r e ahora con solo susfuerzas y c o n la gracia ordinaria y c o m ú n q u e atodos es c o n c e d i d a , n o p u e d e observar a l g u n o sm a n d a m i e n t o s , p e r o tiene en su m a n o la oracióny c o n ella p o d r á alcanzar la fuerza m a y o r q u e n e ­cesita p a r a p o d e r guardarlos (...). D i o s n o m a n d ac o s a s i m p o s i b l e s , p e r o c u a n d o m a n d a , te e x h o r t aa h a c e r lo q u e p u e d e s y a p e d i r lo q u e n o p u e d e s ,y e n t o n c e s te a y u d a p a r a q u e lo p u e d a s (...).V e a m o s , p o r t a n t o , q u é es lo q u e p u e d e y q u é e slo que n o p u e d e : lo q u e p o r e n f e r m e d a d o viciodel a l m a n o p u e d e hacer, p o d r á hacerlo c o n lam e d i c i n a , q u e es la oración (De natura et grada, 1). SAN A G U S T Í N († 4 3 0 )
  • 225. S Ó L O PODREMOS VENCER CON LA AYUDA DE D I O S D ios le i m p u s o al h o m b r e u n a ley y le a m e n a z a c o n castigarlo si la infringe (...). D i o s , siendo justo, n o p u d o p o -n e r u n a ley al h o m b r e si p o r naturaleza era m a l o .D i o s , q u e es j u s t o , i m p u s o u n a ley al h o m b r e .L u e g o , es evidente que p o d í a c u m p l i r lo q u eD i o s , j u s t í s i m o , le m a n d ó , p o r q u e es claro q u e , sin o tuviera fuerza p a r a obedecer, n o existiría e n elq u e m a n d a , r a z ó n p a r a m a n d a r (...). L a justicia deD i o s s o l a m e n t e se p u e d e i m p o n e r a subditos q u esabe p u e d e n cumplirla. En el P a r a í s o , el h o m b r e fue creado b u e n o yrecibió u n m a n d a t o p a r a e n s e ñ a r n o s que, p a r au n a criatura r a c i o n a l , la o b e d i e n c i a , si n o es laú n i c a , sí es virtud principal. Infringió el h o m b r eeste m a n d a t o y se h i z o él m i s m o m a l o . Y p u d op o r sí m i s m o m a l e a r s e , p e r o n o p u e d e sanarse.D i o s , en su sabiduría, se reservó elegir t i e m p ooportuno y lugar conveniente para promulgar, 227
  • 226. 228 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESm á s tarde, u n a l e y p a r a el h o m b r e m a l e a d o ; n op a r a corregirlo, sino p a r a que c o m p r e n d i e r a s ud e g r a d a c i ó n e i m p o t e n c i a en q u e se e n c o n t r a b ap a r a corregirse p o r la ley. Y v i e n d o el h o m b r e q u esus p e c a d o s , lejos de disminuir, a u m e n t a b a n bajola ley, triturado s u orgullo y c o n d u c i d o p o r lass e n d a s de la h u m i l d a d , implorase el auxilio de lagracia y fuese p o r el espíritu vivificado. Escrito está: " S i el Hijo de D i o s os libra, seréisv e r d a d e r a m e n t e libres." Y esto fue d i c h o n o sola­m e n t e a c a u s a de los p e c a d o s p a s a d o s , de los q u eh e m o s sido liberados p o r el perdón, sino t a m ­bién, p o r la a y u d a de la gracia q u e recibimos p a ­ra n o pecar. E s decir, n o s h a c e m o s libres c u a n d oD i o s e n c a m i n a nuestros p a s o s p a r a q u e la iniqui­d a d n o n o s d o m i n e (Contra Iulianum I 1 ) . SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 227. NO PODEMOS NADA SIN LA GRACIA N o se e n g a ñ e n , p u e s , q u i e n e s dicen: "¿A qué nos vienen con sermones y m a n d a t o s p a r a q u e e v i t e m o s el m a ly h a g a m o s el b i e n , si n o s o m o s nosotros, sinoD i o s , el autor de nuestros deseos y de la ejecuciónde la o b r a ? " A n t e s b i e n , entiendan, si son hijos de D i o s ,q u e s o n m o v i d o s p o r el Espíritu del S e ñ o r p a r ah a c e r lo q u e h a c e n , y d e s p u é s de obrar, d e n gra-cias al q u e les dio fuerza para ello. S o n m o v i d o sc i e r t a m e n t e p a r a obrar, p e r o n o de m o d o q u en a d a p o n g a n d e su parte. Y c o n este fin se lesd e s c u b r e lo q u e h a n de hacer, p a r a que, c u a n d oejecuten lo q u e d e b e n h a c e r con a m o r y g u s t o dela justicia, se alegren de h a b e r recibido la suavi-d a d q u e les dio el S e ñ o r para que la tierra de susc o r a z o n e s diese s u fruto. Y, c u a n d o n o obran, oraa b s t e n i é n d o s e d e toda obra b u e n a , ora h a c i é n d o -la sin gusto, n i e g u e n para q u e se les c o n c e d a lo 229
  • 228. 230 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESque falta. P u e s n a d a h a n de p o s e e r que n o sea deregalo y n a d a p o s e e n que n o lo h a y a n recibido(De la Corrección y de la Gracia, 2 ) . Sería temeraria insensatez p e n s a r que p o r u n aparte n o s i m p u s o el S e ñ o r la observancia de sudivina ley y, p o r otra, que fuera esa ley i m p o s i b l ede cumplir. C u a n d o el S e ñ o r n o s da a e n t e n d e rque n o s o m o s c a p a c e s de guardar todos sus m a n -d a m i e n t o s , n o s m u e v e a h a c e r las cosas fácilescon la gracia ordinaria que p o n e siempre a n u e s -tra disposición, y p a r a hacer las m á s difíciles, n o sofrece u n a gracia m a y o r que p o d e m o s a l c a n z a rcon la oración. ¿ P o r q u é n o s m a n d a lo q u e n o p o d e m o s h a -cer? N o s m a n d a algunas cosas que n o p o d e m o shacer, p a r a que e n t e n d a m o s qué cosas son las quet e n e m o s que p e d i r (De natura et gratia, 69; De gra-tia et libero arbitrio). SAN A G U S T Í N († 4 3 0 )
  • 229. HAY GRACIAS QUE D I O S SOLAMENTE LAS DA A QUIEN LAS PIDE H a y algunos que n o rezan o rezan sin fervor, p o r q u e s a b e n , s e g ú n dijo n u e s t r o S e ñ o r Jesucristo, que D i o sc o n o c e perfectamente lo que n e c e s i t a m o s antesde q u e se lo p i d a m o s . E n t o n c e s , ¿habrá q u e aban-d o n a r esta v e r d a d (de que es necesario orar) o b o -rrarla del E v a n g e l i o ? ¡Todo lo contrario!, p u e sn o s c o n s t a q u e D i o s nuestro S e ñ o r da u n a s c o s a ssin que las p i d a m o s , c o m o el initium fidei, y otrass o l a m e n t e las da a los que se las piden, c o m o lap e r s e v e r a n c i a final. A h o r a que el que cree q u e lap e r s e v e r a n c i a es de su p r o p i a c o s e c h a , n a t u r a l -m e n t e n o r e z a p a r a q u e se la den. P o r c o n s i g u i e n t e , h a y que tener m u c h o c u i -d a d o , n o s e a q u e p o r t e m o r a q u e la e x h o r t a c i ó ni n d u z c a a la tibieza se a p a g u e la o r a c i ó n y se en-c i e n d a n la p r e s u n c i ó n y la soberbia (Del don de laperseverancia XVI, 39). 23 1
  • 230. 232 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES A p l a u d o , sin e m b a r g o , lo que (Pelagio) dice:" D i o s , tan b u e n o c o m o justo, hizo al h o m b r e c a -p a z de m a n t e n e r s e en la inocencia si éste hubieraquerido." E n efecto, ¿quién n o sabe que fue creadosano e inocente y dotado de libre albedrío y capazde vivir en la justicia? M á s ahora se trata de aquela quien los ladrones dejaron m e d i o m u e r t o en elc a m i n o y que, herido y traspasado con graves le-siones, n o p u e d e y a subir a la c i m a de la justiciac o m o p u d o d e s c e n d e r de ella; el cual, si es recogi-d o en el m e s ó n , allí es atendido y m e d i c a d o . N o m a n d a , p u e s , D i o s cosas imposibles, p e r oal i m p o n e r u n p r e c e p t o te a m o n e s t a q u e h a g a s loque está a tu a l c a n c e y p i d a s lo que n o p u e d e s . Veamos, pues, q u é es lo que p u e d e o n o p u e d e .C i e r t a m e n t e n o es fruto de la voluntad la justiciadel h o m b r e en c u a n t o p r o c e d e de su c o n d i c i ó nnatural, m á s c o n la m e d i c i n a de la g r a c i a p o d r ác o n s e g u i r lo q u e n o p u e d e p o r c a u s a del vicio (Dela Naturaleza y de la Gracia, XLIII, 5 0 ) . SAN A G U S T Í N († 4 3 0 )
  • 231. D I O S N O MANDA COSAS IMPOSIBLES DE CUMPLIR L os preceptos son m u y b u e n o s si sabe­ m o s cumplirlos fielmente. Y p u e s cree­ m o s q u e D i o s es justo y n o p u e d e i m p o ­n e r p r e c e p t o s i m p o s i b l e s , se n o s avisa q u é h e m o sde h a c e r en las cosas fáciles y qué pedir en las di­ficultosas. P o r q u e t o d o resulta fácil p a r a la cari­dad, y a ella sola le es ligera la carga de Cristo, oella ú n i c a m e n t e es la carga ligera. Está escrito: " Y sus m a n d a m i e n t o s n o s o n p e ­s a d o s " (1 J n 5, 3 ) . Si alguien, pues, los tiene p o rp e s a d o s , considere que si el divino oráculo los h adeclarado n o pesados, es porque El p u e d e infun­dirnos el a m o r con que se aligeran, y pida lo nece­sario para cumplirlos (...). Son difíciles para el te­m o r y fáciles para el amor (De la Naturaleza y de laGracia 6 9 ) . Los p e l a g i a n o s creen saber algo de m u c h a im­portancia c u a n d o dicen "que Dios n o m a n d a loq u e sabe q u e n o p u e d e c u m p l i r el h o m b r e " . 233
  • 232. 234 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES¿ Q u i é n ignora esto? M á s p r e c i s a m e n t e p o r e s oo r d e n a D i o s a l g u n a s cosas que n o p o d e m o s c u m -plir, p a r a q u e s e p a m o s lo q u e d e b e m o s pedir. E su n a m i s m a la fe q u e p o r la oración impetra lo q u ela ley m a n d a . E n t o n c e s , ¿ p o r q u é c l a m a m o s al S e ñ o r ? E s in-d u d a b l e que, s i q u e r e m o s , p o d e m o s c u m p l i r loo r d e n a d o . M a s c o m o nuestra v o l u n t a d h a de serp o r D i o s p r e p a r a d a , razón es que tanta v o l u n t a dle p i d a m o s , c u a n t a sea suficiente, para que q u e -riendo, c u m p l a m o s . Cierto que q u e r e m o s c u a n d o q u e r e m o s , p e r oA q u é l h a c e q u e q u e r a m o s el bien, del que fue di-cho: " L a v o l u n t a d es p r e p a r a d a p o r el Señor, yD i o s ordena los p a s o s del h o m b r e , guía y sostie-n e al q u e v a p o r b u e n c a m i n o , y D i o s es el q u eobra en vosotros el querer." Sin d u d a que n o s o -tros o b r a m o s c u a n d o o b r a m o s ; pero Él h a c e q u eo b r e m o s al dar fuerzas eficacísimas a la v o l u n t a d ,c o m o lo dijo: " H a r é que viváis e n m i s justificacio-n e s y que o b s e r v é i s y c u m p l á i s m i s p r e c e p t o s "(De la Gracia y del libre albedrío, 16). SAN A G U S T Í N († 4 3 0 )
  • 233. LA ORACIÓN, MEDIO PARA CONSEGUIR LA GRACIA P i d a m o s , p u e s , que n o s dé D i o s lo que n o s m a n d a tener. N o s m a n d a q u e tenga­ m o s lo que aún n o t e n e m o s p a r a adver­tirnos sobre lo q u e h e m o s de pedir; así, al v e r q u ep o d e m o s c u m p l i r lo que Él n o s m a n d ó , e n t e n d a ­m o s de d ó n d e h e m o s recibido el poder, n o seaq u e , h i n c h a d o s y engreídos, i g n o r e m o s los d o n e sq u e se n o s otorgó. Y D i o s n o s m a n d a que s e a m o ssabios y continentes, p u e s sin esos d o n e s n o p o ­d e m o s ser j u s t o s n i perfectos. Pero o r e m o s p a r aq u e el q u e n o s a m o n e s t a con su m a n d a t o y v o c a ­ción lo q u e d e b e m o s querer, n o s dé c o n su a y u d ae inspiración e s o que n o s m a n d a . O r e m o s p a r aq u e n o s c o n s e r v e lo que ya n o s dio y o r e m o s pa­ra q u e supla lo q u e aún n o n o s dio. O r e m o s y de­m o s gracias p o r lo que y a recibimos y c o n f i e m o sen q u e h e m o s de recibir lo que aún n o h e m o s re­cibido, p u e s n o s o m o s ingratos a lo y a recibido(De Bono 17, 21). 235
  • 234. 236 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES Pero aquí los adversarios se v e n descubiertosen t o d o c u a n t o ellos se quieren ocultar, p o r q u eestán d e m o s t r a n d o c ó m o c o m b a t e n contra la gra-cia o misericordia de D i o s , que es lo que desea-m o s c u a n d o d e c i m o s : H á g a s e tu voluntad en latierra c o m o en el cielo, o: N o n o s dejes caer en latentación, m á s líbranos del m a l (Mt 6, 10 y 1 3 ) .P o r q u e ¿para q u é p e d i m o s en la oración t o d o e s -to c o n tanto g e m i d o , si d e p e n d e del h o m b r e , q u equiere y que corre, y n o de D i o s , que tiene m i s e -ricordia? ( R m 9, 1 6 ) . N o p o r q u e esto se c u m p l asin nuestra v o l u n t a d , sino p o r q u e la v o l u n t a d n oc u m p l e lo q u e s e p r o p o n e sin la a y u d a d i v i n a .E s t a es la fe s a n a , q u e n o s h a c e orar; b u s c a r p a -ra encontrar, p e d i r p a r a recibir, l l a m a r p a r a q u en o s a b r a n . E l q u e se rebela contra ella, cierra c o n -tra sí m i s m o la p u e r t a de la misericordia divina(De perfectione Iustitiae hominis, epístola 19, 4 0 ) . SAN A G U S T Í N († 4 3 0 )
  • 235. LA LEY DE LA CARNE Y LA LEY DE LA MENTE P or lo tanto, c u a n d o e m p i e c e s a sentir c a n s a n c i o en tu lucha contra los d e s e o s de la c a r n e , c a m i n a e n el Espíritu, i n v o -ca al Espíritu, b u s c a el d o n de D i o s . Y si la l e y re-sidente en los m i e m b r o s se o p o n e a la l e y d e tum e n t e d e s d e la parte inferior, es decir, d e s d e lacarne, t e n i é n d o t e c a u t i v o bajo la ley del p e c a d o ,t a m b i é n esto s e r á e n m e n d a d o y se contará entrelos h a b e r e s d e l vencedor. Tú grita s o l a m e n t e , túi n v o c a . C o n v i e n e orar s i e m p r e y n o desfallecer(Lc 1 8 , 1). I n v o c a sí, i n v o c a ayuda. A ú n estarás túh a b l a n d o — d i c e — y y o y a estaré presente (Is 5 8 ,9). Recapacita a continuación y escucha a quiendice a tu a l m a : Yo s o y tu salvación (Sal 3 4 , 3 ) . P o rlo tanto, c u a n d o la ley de la carne c o m i e n c e ao p o n e r s e a la l e y de tu m e n t e y a llevarte c a u t i v oe n la ley del p e c a d o q u e reside en tus m i e m b r o s ,p r o n u n c i a esta oración y confesión: " D e s d i c h a d ode m í . ¿ Q u é otra c o s a es el h o m b r e ? ¿ Q u é es el 237
  • 236. 238 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESh o m b r e si n o te acuerdas de é l ? " (Sal 8, 5 ) . D i :D e s d i c h a d o d e m í , p u e s si n o hubiese v e n i d o elHijo del h o m b r e , h u b i e s e perecido el h o m b r e . E ntus apuros e x c l a m a : ¿ Q u i é n m e liberará del cuer-p o de esta m u e r t e ? E n él la ley residente en m i sm i e m b r o s se o p o n e a la ley de m i m e n t e . M ec o m p l a z c o en la ley de D i o s s e g ú n el h o m b r e in-terior. ¿ Q u i é n m e liberará del c u e r p o de estam u e r t e ? Si dices esto con fe y h u m i l d a d , c o n t o d acerteza y v e r d a d se te responderá: " L a gracia d eD i o s p o r J e s u c r i s t o nuestro S e ñ o r " ( R m 7, 22-25)(Sermón 163,12,12). Si ora el h o m b r e p a r a arrojar un d e m o n i o aje-no, ¡cuánto m á s h a de orar para expulsar su pro-pia avaricia! ¡ C u á n t o m á s para expulsar su propiaviolencia! ¡Cuánto m á s para expulsar su lujuria ys u i m p u r e z a ! ¡ C u á n t a s c o s a s h a y en u n h o m b r eq u e , de p e r s e v e r a r en él, le cerrarán las p u e r t a sdel reino de los cielos! (Sermón 80, 3). SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 237. DIOS QUIERE DAR AL QUE LE PIDE L os m i s m o s justos tienen n e c e s i d a d de la oración, porque, a u n q u e su a l m a esté s o m e t i d a a Dios, la razón n o i m p e r aperfectamente a los vicios de esta vida m o r t a l yen este c u e r p o corruptible que infecta el a l m a .A u n q u e m a n d e , n u n c a lo h a c e sin c o m b a t e y sinresistencia p o r parte de las pasiones. Y s i e m p r e esv e r d a d q u e a u n al fuerte l u c h a d o r y d o m i n a d o rde tales e n e m i g o s en este valle de flaqueza se lee n t r o m e t e algo q u e , si n o le h a c e p e c a r con fácilobra, sí lo h a c e c o n hábil locución o c o n p e n s a ­m i e n t o inconstante. P o r eso, mientras se i m p e r a alas p a s i o n e s , n o h a y p a z perfecta, p o r q u e las q u eresisten se d e b a t e n en p e l i g r o s a p e l e a , y las v e n ­c i d a s a ú n n o t i e n e n a s e g u r a d a la victoria, s i n oq u e r e q u i e r e n t o d a v í a u n a vigilante o p r e s i ó n(De civitate Dei XIX, 2 7 ) . 239
  • 238. 240 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES D i o s quiere dar, p e r o sólo da al que p i d e , p a r an o dar al q u e n o quiere recibir. D i o s n o quiere serd e s p e r t a d o p o r tu i m p o r t u n i d a d , p u e s c u a n d ooras n o m o l e s t a s al que está d o r m i d o , y a q u e n od o r m i r á ni d o r m i t a r á el que g u a r d a a Israel (Sal1 0 2 , 4 ) (Sal 1 0 2 , 1 0 ) . D i o s es t e s t i g o n o sólo de tus p a l a b r a s , p e r ot a m b i é n de t u s p e n s a m i e n t o s . Si c o n s i n c e r i d a dy c o n fe p i d e s a l g o a tan g r a n Señor, cree q u e lorecibes d e a q u é l a q u i e n p i d e s ; n o q u i e r a s h o n -rarlo c o n la b o c a y a n t e p o n e r t e a É l e n t u c o r a -zón creyendo que es cosa tuya propia aquellom i s m o q u e finges pedir. O ¿es q u e n o le p e d i -m o s a É l e s t a p e r s e v e r a n c i a ? A l q u e esto diga, y an o t e n g o q u e refutarlo c o n m i s r a z o n e s , s i n oa b r u m a r l o y c o n v e n c e r l o c o n los t e s t i m o n i o s ya f i r m a c i o n e s d e los s a n t o s . ¿Hay, a c a s o , a l g u n od e e s t o s q u e n o p i d a c o n t i n u a m e n t e a D i o s lap e r s e v e r a n c i a , c u a n d o al recibir la oración d o m i -n i c a l n o se h a c e otra c o s a que p e d i r dicha d á d i v ad i v i n a ? (De dono pers 2 , 3 ) . SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 239. LA IGLESIA ORA POR LOS INCRÉDULOS L a o r a c i ó n te advierte q u e necesitas la a y u d a d e tu Señor, p a r a que n o p o n g a s e n ti m i s m o la e s p e r a n z a del b u e n vivir.N o oras p a r a recibir riquezas u h o n o r e s del pre-sente siglo o logros de v a n i d a d h u m a n a , sino p a -ra n o c a e r en la tentación Si el h o m b r e se lo pudiese dar a sí m i s m o c o nla v o l u n t a d , n o lo pediría en la plegaria. Si b a s t a -se la v o l u n t a d , t a m p o c o oraríamos. E s t á b i e n ,p u e s , q u e q u e r a m o s , p e r o o r e m o s p a r a lograr loq u e q u e r e m o s , c u a n d o p o r u n d o n de D i o s tene-m o s u n recto e n t e n d i m i e n t o . Ya que recibiste esed o n , d a gracias p o r él. P o r q u e ¿ q u é tienes q u e n oh a y a s r e c i b i d o ? S i lo recibiste, c u i d a de n o g l o -riarte c o m o si n o lo h u b i e s e s r e c i b i d o , e s t o e s ,c o m o si lo h u b i e s e s p o d i d o l o g r a r p o r ti m i s m o .S a b i e n d o d e q u i é n lo recibiste, p í d e l e q u e te lop e r f e c c i o n e , p u e s E l te p e r m i t i ó comenzar. Traba-j a e n tu salvación c o n t e m o r y temblor, p u e s D i o s 241
  • 240. 242 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESes el q u e obra e n ti el querer y el c o n s u m a r s e g ú nla b u e n a v o l u n t a d . P o r q u e el S e ñ o r prepara la v o -luntad y dirige los p a s o s del h o m b r e , y e n t o n c e séste quiere su c a m i n o . Este santo p e n s a m i e n t o tem a n t e n d r á , p a r a q u e tu sabiduría sea p i e d a d , esdecir, p a r a q u e s e a s b u e n o p o r obra de D i o s y n oingrato ante la gracia de Cristo (Epístola 218, 3 ) . D i o s nuestro S e ñ o r h a querido que le p i d a m o sn o caer en la tentación, porque si n o c a e m o s , d en i n g ú n m o d o n o s s e p a r a m o s de Él. N o h a y q u ed u d a r de que p o d r í a darnos esto sin pedírselo,pero quiso q u e nuestra m i s m a oración n o s revela-ra a quién d e b í a m o s estos beneficios. ¿De quién si-n o de A q u é l a quien se nos m a n d ó que lo pida-m o s ? P o r consiguiente, n o tiene la Iglesia en estacuestión que h a c e r difíciles indagaciones y sí sola-m e n t e , atender a sus oraciones. O r a la Iglesia a finde que los incrédulos crean, y Dios los convierta ala fe; ora para que los fieles creyentes perseveren,y Dios d a la perseverancia final (De dono pers 7, 15). SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 241. A EJEMPLO DE LA MUJER CANANEA Y a c o n o c é i s p o r el E v a n g e l i o , h e r m a n o s , c ó m o la mujer c a n a n e a con su p e r s e v e - rancia alcanzó lo que p u d o lograr al p e -dirlo u n a v e z . El Señor, al diferir, ejercitaba su de-seo, n o n e g a b a s u beneficio. S a b í a h a s t a d ó n d ellegaría ella p i d i e n d o , p u e s Él m i s m o la instruíap a r a e s o . P r i m e r o la l l a m ó perro, y d e s p u é s dijo:" O h , mujer, ¡qué grande es tu fe!" (Mt 1 5 , 2 8 ) . R e -cibido el beneficio, se m a r c h ó gozosa; p r i m e r ofue c a m b i a d a y d e s p u é s alegrada. ¿ H a s t a q u ép u n t o c a m b i a d a ? D e perro p a s ó a mujer. ¿ Y q u éclase de mujer? M u j e r de gran fe. P a s o de gigan-te el suyo. ¡Cuánto progreso en un m o m e n t o ! P o reso se hacía rogar el Señor, quien m a n d ó orarsiempre y n o desfallecer (...). E s o hizo la cananea:pidió, b u s c ó , l l a m ó , recibió. Ella lo hacía para q u esu hija fuese liberada del d e m o n i o , y lo logró; lahija q u e d ó c u r a d a desde aquel punto. ¿ A c a s o , u n av e z c u r a d a la hija, iba a volver a pedir? B u s c a b a , 243
  • 242. 244 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESpedía, l l a m a b a hasta recibir; recibió, se regocijó yse m a r c h ó . Y n o sé lo que es o, mejor, sé que esgran cosa aquello p o r lo que es necesario orarsiempre sin desfallecer. M á s que la salud de u n ahija es la inmortalidad de la vida. Esto es lo q u ec o n v i e n e pedir siempre hasta el fin, mientras s evive aquí, hasta q u e se viva sin fondo d o n d e y a n oh a y petición, sino exultación (Sermón Morin 16, 1 ) . E s t a m u j e r c a n a n e a n o s ofrece u n e j e m p l o d eh u m i l d a d y u n c a m i n o de p i e d a d . N o s e n s e ñ a as u b i r d e s d e la h u m i l d a d a la altura (...). Ella gri-t a b a , a n s i o s a d e o b t e n e r el b e n e f i c i o y l l a m a b acon fuerza. É l d i s i m u l a b a , n o p a r a n e g a r la m i -s e r i c o r d i a , s i n o p a r a e s t i m u l a r el d e s e o . Y n o s ó -lo p a r a a c r e c e n t a r el d e s e o , s i n o t a m b i é n , c o m oa n t e s dije, p a r a r e c o m e n d a r la h u m i l d a d . C l a -m a b a , p u e s , ella al Señor, q u e n o e s c u c h a b a , p e -ro q u e p l a n e a b a e n s i l e n c i o lo q u e iba a e j e c u t a r(Sermón 77, 1). SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 243. PIDAMOS LA BUENA VOLUNTAD ue n o s e n s e n a n estas c o s a s s i n o ¿Q q u e , c u a n d o lo q u e p e d i m o s a Dios es cosa buena, hemos de per-s e v e r a r en la o r a c i ó n h a s t a q u e la r e c i b a m o s , c o nel d e s e o de quien suspira p o r ella? C o n g r a n d e sg e m i d o s d e b e m o s pedir la vida eterna, p a r a a q u íu n a vida santa, y para después, la vida eterna,p u e s t a m b i é n d e b e s pedir a D i o s la vida santa;que É l a y u d e tu voluntad. Si n o te ayuda, estásp e r d i d o y c o m e n z a r á s a ser c o n d u c i d o prisioneros e g ú n el d i c h o del Apóstol: " ¡ D e s d i c h a d o de mí!,¿quién m e librará del cuerpo de esta m u e r t e ? " . L agracia de D i o s p o r Jesucristo nuestro Señor. D o s cosas h e m o s de pedir con toda s e g u r i d a d :aquí, la v i d a santa; p a r a el futuro, la vida eterna.D e s c o n o c e m o s si las restantes c o s a s n o s serán úti-les o n o (Sermón 154 A ) . G r a b a en tus oídos, Señor, m i oración. G r a nd e s e o del que ora. G r a b a en tus oídos, Señor, m i 245
  • 244. 246 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESoración, es decir, que n o se aparte m i oración detus oídos; i m p r í m e l a en ellos. ¿ C ó m o la h a b r á deproferir para esculpirla en los oíos de D i o s ? H a b l eD i o s y n o s diga: ¿Quieres que y o grabe tu oraciónen m i s oídos? I m p r i m e tú m i ley en tu corazón.¡Oh, Señor! G r a b a en tus oídos m i oración, yatiende a la v o z de m i plegaria. R e c o r d a d q u e se acercó u n necesitado a la ca-sa de u n a m i g o y le pidió tres panes. M á s él, e s -t a n d o y a a c o s t a d o , s e g ú n c o n s i g n a el E v a n g e l i o ,le respondía y decía: " Y a e s t o y a c o s t a d o y m i sc r i a d o s están dentro, c o n m i g o d u r m i e n d o " . P e -ro e l n e c e s i t a d o , p e r s e v e r a n d o e n la p e t i c i ó n ,c o n s i g u i ó c o n la i m p o r t u n i d a d lo q u e n o p u d oc o n s e g u i r c o n la a m i s t a d . P o r e l c o n t r a r i o ,D i o s q u i e r e dar, p e r o s ó l o d a al q u e p i d e , p a r an o d a r al q u e n o quiere recibir (Sal 1 0 2 , 1 0 ) . SAN A G U S T Í N († 4 3 0 )
  • 245. LA ORACIÓN ES NUESTRO ÚNICO REFUGIO T an p r o n t o c o m o te e m p i e c e s a sentir c a n s a d o en la lucha contra las c o n c u - p i s c e n c i a s de la carne, e m p i e z a a i n v o -carlo, e m p i e z a a b u s c a r sin d e s c a n s o el d o n deD i o s . Y si la ley q u e h a y en tus m i e m b r o s c o m b a -te a la ley de tu espíritu, y te c a u t i v a p o r la car-ne, bajo la l e y del p e c a d o , n o pierdas la e s p e r a n -za, p o r q u e esta esclavitud pasará y será r e e m p l a -z a d a p o r la victoria. Tú, limítate a c l a m a r y n o c e -ses d e i n v o c a r el auxilio de Dios (Sal 1 6 3 ) . Te d o y u n consejo sobre c ó m o obtener g a n a n -cias. A p r e n d e a s e r comerciante. ¿ A p l a u d e s al c o -m e r c i a n t e q u e v e n d e p l o m o y adquiere oro y n oalabas al q u e d a dinero y adquiere justicia? (...)¿ D e quién las v a s a obtener sino de D i o s , fuentede la justicia? P o r tanto, si quieres p o s e e r la justi-cia, sé m e n d i g o d e D i o s , quien p o c o h a , m e d i a n - 247
  • 246. 248 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRESte las p a l a b r a s del E v a n g e l i o , te exhortaba a q u epidieras, b u s c a r a s , llamaras. El sabía que eras sum e n d i g o , y c o m o p a d r e de familia e n o r m e m e n t erico en riquezas espirituales y eternas, te e x h o r t ay te dice: Pide, b u s c a , llama. Q u i e n pide, recibe; elque b u s c a , encuentra, a quien llama, se le abre.P u e s quien te e x h o r t a a que pidas, ¿va a negartelo q u e le pides? (Sermón 6 1 ) . SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 247. C O M O ENFERMO QUE BUSCA AL MEDICO V ed, h e r m a n o s , c ó m o se b u s c a un m é d i - co p a r a la salud corporal; c ó m o , si al- guien e n f e r m a hasta perder la e s p e -ranza, pierde la v e r g ü e n z a y n o siente raparos e narrojarse a los pies de u n m é d i c o m u y e x p e r t o ylavar c o n las l á g r i m a s sus huellas. Y si le dijera elm é d i c o : " N o p u e d o sanarte m á s que c o r t a n d o ,c a u t e r i z a n d o y sajando", ¿qué le contestaría? S urespuesta sería: " H a z lo q u e quieras; lo ú n i c o q u ete p i d o es q u e m e s a n e s . " ¡Con q u é ardor d e s e a lasalud pasajera de u n o s p o c o s días, hasta el p u n t ode que p o r ella a c e p t a ser v e d a d o , sajado, y c a u -terizado privarse de c o m e r lo que le agrada y b e -b e r lo q u e le gusta! S e sufre todo esto p a r a p o d e ralargar la v i d a u n p o c o y m o r i r algo m á s tarde,¡y n o se quiere sufrir p a r a c o n s e g u i r la vida eter-na y n o m o r i r j a m á s ! Si D i o s , q u e es el m é d i c o celeste que c u i d a d enosotros, te dijera: " ¿ Q u i e r e s s a n a r ? " , ¿ q u é le di- 249
  • 248. 250 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRESrías tú sino: " Q u i e r o " ? Pero, quizá n o se lo dicesp o r q u e te crees s a n o . H e aquí la peor enfermedad. I m a g í n a t e a h o r a a dos enfermos, u n o que c o nlágrimas pide el m é d i c o , y otro que en su enfer-m e d a d , p e r d i d a la m e n t e , se ríe de él. El m é d i c o ,a la v e z que da e s p e r a n z a a quien llora, llora p o rel que se ríe. ¿ P o r qué sino p o r q u e su e n f e r m e d a des tanto m á s peligrosa cuanto que se c o n s i d e r as a n o ? (Sermón 8 0 ) . C u a n d o c l a m a d e s d e el a b i s m o , se e l e v a dela b i s m o , y el m i s m o c l a m o r n o le permite p e r m a -n e c e r p o r m u c h o t i e m p o en él. SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 249. S I N FE, LA ORACIÓN PERECE ué mejor exhortación a la oración ¿Q q u e la de la p a r á b o l a del j u e z ini- c u o ? U n j u e z inicuo, que ni t e m í a aD i o s n i respetaba al h o m b r e , e s c u c h ó , sin e m b a r -go, a u n a v i u d a q u e le i m p o r t u n a b a , v e n c i d o p o rel hastío, n o m o v i d o p o r la piedad. Si p u e s , e s c u -c h ó q u i e n n o s o p o r t a b a que se le s u p l i c a s e ,¿ c u á n t o m e j o r e s c u c h a r á quien n o s exhorta q u eoremos? D e s p u é s de h a b e r n o s p e r s u a d i d o el S e ñ o r deq u e c o n v i e n e orar siempre y n o desfallecer, a ñ a -dió: " ¿ C r e é i s que c u a n d o v e n g a el Hijo del h o m -bre hallará fe sobre la tierra?". Si flaquea la fe, laoración perece. ¿ Q u i é n h a y q u e ore si n o cree?P o r esto, el b i e n a v e n t u r a d o A p ó s t o l , e x h o r t a n d oa orar, d e c í a : " C u a l q u i e r a q u e i n v o c a r e el n o m -b r e del S e ñ o r , será s a l v a d o . " Y p a r a m o s t r a r q u ela fe es la fuente d e la o r a c i ó n y q u e n o p u e d efluir el río c u a n d o se seca el m a n a n t i a l del a g u a , 25 1
  • 250. 252 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRESa ñ a d i ó : " ¿ C ó m o v a n a invocar a A q u e l en quienn o creyeron? C r e a m o s , p u e s , p a r a p o d e r orar". Y p a r a q u e n o decaiga la fe m e d i a n t e la cualo r a m o s , o r e m o s . D e la fe fluye la oración, y laoración que fluye suplica firmeza para la m i s m afe. P a r a que la fe n o decayese en m e d i o de las ten-taciones, dijo el S e ñ o r : "Vigilad y orad para q u en o entréis e n tentación". ¿ Q u é es entrar en tentación sino salirse de lafe? E n tanto a v a n z a la tentación en cuanto d e c a ela fe, y en tanto desaparece la tentación en cuan-to a v a n z a la fe. Y el S e ñ o r añadió: "Esta n o c h e pidió S a t a n á sc o s e c h a r o s c o m o trigo; m á s y o h e rogado p o r ti,p a r a que tu fe n o d e c a i g a " . ¿ R u e g a quien defien-de y n o r u e g a q u i e n se halla en peligro? (Sal 115). SAN A G U S T Í N († 4 3 0 )
  • 251. ¡PECADORES! O R A D Y CONFESAD VUESTROS PECADOS H a y en las palabras del c i e g o de n a c i - m i e n t o algo q u e inquieta b a s t a n t e , y q u e h a s t a desespera si n o s o n b i e ne n t e n d i d a s . Dijo: " N o s o t r o s s a b e m o s q u e D i o sn o e s c u c h a a los p e c a d o r e s . " ¡ P o b r e s d e n o s o -tros si D i o s n o e s c u c h a r a a los p e c a d o r e s ! S iD i o s n o a t e n d i e r a a los p e c a d o r e s , ¿ c ó m o o s a -ríamos enviarle nuestras súplicas? Donde quie-ra q u e h a y a u n o q u e le r u e g u e , h a b r á u n o al q u eDios escuche. Si los espirituales son oídos p o r q u e n o s o n p e -c a d o r e s , ¿ q u é h a b r á n de h a c e r los carnales? ¿ Q u éh a n de h a c e r ? ¿ P e r e c e r á n ? ¿ N o d e b e n r o g a r aD i o s ? ¡Ni p e n s a r l o ! Ved al p u b l i c a n o q u e dijo: " S é p r o p i c i o c o n -m i g o , q u e s o y p e c a d o r . " ¿Dijo v e r d a d o dijom e n t i r a ? Si v e r d a d , luego era pecador, y fue o í d o 253
  • 252. 254 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESy fue justificado. E n t o n c e s , tú, ciego, a quien elS a l v a d o r d e v o l v i ó la vista, ¿ p o r qué dijiste: " S a -b e m o s q u e D i o s d e s o y e a los p e c a d o r e s " ? Y a e s -tás v i e n d o c ó m o los o y e . Así, p u e s , lava tu rostrointerior, h á g a s e en tu corazón lo que se h i z o e n tucara, y verás q u e D i o s oye a los pecadores. E s o tu-y o fue u n a c o r a z o n a d a engañosa; n o estás aúnbien curado. S u c e d i ó q u e lo arrojaron d e la S i n a g o g a .O y é n d o l o , J e s ú s le salió al encuentro y dijo:" ¿ C r e e s tú en el Hijo de D i o s ? " . " ¿ Q u i é n es, S e -ñor, r e s p o n d i ó el h o m b r e , para que y o crea ené l ? " Veía y n o veía; veía con los ojos pero aún n oveía c o n el c o r a z ó n . El S e ñ o r le dijo: " L o estásv i e n d o — e n t i é n d a s e c o n los ojos—; el que h a b l acontigo, ése e s . " E n t o n c e s , postrándose, lo a d o r ó .A c a b a b a de lavarle el rostro del alma. A p l i c a o s , p u e s , ¡oh, pecadores!, a la oración.C o n f e s a d vuestros p e c a d o s . Pedidle a Dios q u e seos borren. Pedidle q u e m e n g ü e n según avanzáisvosotros. P e r o ante todo, n o perdáis la e s p e r a n z a ,a u n q u e seáis p e c a d o r e s . ¿ Q u i é n n o p e c ó ? E m p e z a d p o r los sacerdotes.A los sacerdotes se dijo: "Ofreced primero sacrifi-cios p o r vuestros p e c a d o s , y l u e g o p o r el p u e b l o . "
  • 253. LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES 255E s t o s sacrificios argüían contra los sacerdotes,p o r q u e , a u n q u e dijese alguno de ellos: " Y o s o yjusto, y o n o t e n g o p e c a d o s " , se le p o d í a respon-der: "Déjate de palabras; lo que ofreces h a b l a p o rti; la v í c t i m a q u e tienes entre las m a n o s d e n u n c i alo q u e tú e r e s " . ¿ A qué ofreces sacrificios p o r losp e c a d o s si n o tienes p e c a d o s ? ¿Pretendes m e n t i ra D i o s ? (Sermón 135). SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 ) 255
  • 254. D E B E M O S ORAR CON ABSOLUTA CONFIANZA Y SEGURIDAD L a esperanza que nos ha dado y nos da a q u e l q u e n o e n g a ñ a c u a n d o p r o m e t e es m u y g r a n d e , p u e s dijo: " T o d o a q u e l q u ep i d e , recibe. Y el q u e b u s c a , halla. Y al q u e l l a m a ,se le abrirá." P o r consiguiente, h a c e falta la p e r s e -v e r a n c i a p a r a o b t e n e r lo que p e d i m o s , e n c o n t r a rlo q u e b u s c a m o s y h a c e r q u e n o s abran c u a n d ol l a m e m o s (...). P o r e s o dijo: " ¿ H a y p o r v e n t u r a ,a l g u n o entre v o s o t r o s , q u e si u n hijo le p i d e p a n ,le dé u n a p i e d r a ? ¿ O q u e si le p i d e u n p e z , le d éu n a c u l e b r a ? " P u e s si vosotros, s i e n d o m a l o s , s a -b é i s d a r c o s a s b u e n a s a vuestros hijos, ¿ c u á n t om á s v u e s t r o P a d r e celestial dará c o s a s b u e n a s alos q u e se las p i d a n ? (...). E n c o n s e c u e n c i a , ¿ c o ncuánta confianza debemos esperar que Dioso t o r g u e los b i e n e s q u e le p e d i m o s , p u e s n o p u e -de engañarnos dándonos una cosa por otra,p u e s t o q u e h a s t a nosotros, que s o m o s m a l o s , s a - 257
  • 255. 258 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRESb e m o s dar aquello que se n o s p i d e ? P u e s ni n o s o -tros e n g a ñ a m o s a nuestros hijos (...). (Sermón en elMonte L 2 c. 2 1 ) . Tal n o s dice q u e era su oración quien c a n t a b aeste s a l m o , diciendo: " C l a m é con todo m i cora-zón: ó y e m e , S e ñ o r " . Y d e c l a r a n d o p a r a q u éa p r o v e c h a b a s u clamor, a ñ a d e : " B u s c a r é tus j u s -tificaciones." C l a m ó a D i o s c o n t o d o su c o r a z ó ny d e s e ó q u e lo o y e s e e n la b ú s q u e d a de s u s j u s -t i f i c a c i o n e s . P o r tanto, se ora p a r a b u s c a r e i n d a -g a r lo q u e se n o s m a n d a hacer. ¡ C u á n distanteestá t o d a v í a el q u e busca! N o es forzoso q u e elq u e b u s c a , e n c u e n t r e , o el que encuentra q u eobre, a u n q u e n o se p u e d e obrar sin hallar, ni h a -llar sin buscar. P e r o el S e ñ o r dio gran esperanza,diciendo: B u s c a d y encontraréis (Sal 118 c. 2 9 ) . SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 256. MISERICORDIA Y NO CRUELDAD N o veis repetirse esto cada día en la vida humana como dura e inexora- ble misericordia? ¡Cuántas c o s a si n c o n v e n i e n t e s p i d e n los enfermos a los m é d i c o sy c u á n t a s les n i e g a n los m é d i c o s p o r m i s e r i c o r -dia! S e las n i e g a n p o r misericordia, p u e s el c o n -c e d é r s e l a s es s e ñ a l de crueldad. E s t o lo s a b e elm é d i c o ; ¿ p u e d e ignorarlo D i o s ? S a b e tratarte asíq u i e n fue c r e a d o contigo, ¿y n o sabe trataros av o s o t r o s quien os creó a a m b o s ? A m a d í s i m o s , entodas, a b s o l u t a m e n t e en todas las tribulaciones,en t o d o s los t e m o r e s , en todos los g o z o s , r o g a d aD i o s q u e en todas las cosas t e m p o r a l e s os c o n c e -da lo q u e É l sabe q u e os c o n v i e n e . E n c u a n t o a lasc o s a s eternas, c o m o santificado sea tu n o m b r e ,v e n g a tu reino, h á g a s e tu v o l u n t a d así en la tierrac o m o en el cielo (Mt 6, 9-10), y c o s a s s e m e j a n t e s ,p e d i d l a s tranquilos, p u e s n o p u e d e n ser perjudi-ciales. E l e g i d , a m a d , recoged, p u e s Él abre su m a - 259
  • 257. 260 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESn o y llena de b e n d i c i o n e s a t o d a a l m a . Y c u a n d ose los das lo r e c o g e n (Sal 144, 16), dijo. Q u e n a d i ed u d e de los b i e n e s superiores; a u n q u e se difieran,se darán; n o se n i e g a el premio, pero se ejercita eldeseo. D e s e é m o s l o p o r largo tiempo, puesto q u ees algo grande lo q u e h e m o s de recibir. T e n g a m o ss e d de ello p o r m u c h o tiempo, p u e s b e b e r e m o s dela fuente de la v i d a (Sermón o Morin 15, 8 ) . El m i s m o q u e sabe lo q u e d a y a q u i é n lo da,oirá al q u e p i d e y abrirá al q u e llama. Y si, p o rventura, n o se lo c o n c e d i e s e , n a d i e se crea a b a n ­d o n a d o . P o r q u e a v e c e s difiere sus d o n e s , p e r on o deja a n a d i e e n su ansiedad (In Ioan 87, 1 4 ) . SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 258. CONFIAR EN EL S E Ñ O R P or e s o , c u a n d o pidas la vida eterna, c u a n d o digas v e n g a a nosotros tu reino (Mt 6, 1 0 ) , en q u e vivas seguro, e n q u evivas s i e m p r e , en que n u n c a l a m e n t e s al a m i g o n it e m a s al e n e m i g o . C u a n d o e s o pides, llora, derra-m a sangre interior, i n m o l a a tu Dios tu c o r a z ó n(...). ¡Oh, d e s e o ! ¿ Q u é h o m b r e osaría d e s e a r siD i o s n o se h u b i e s e d i g n a d o p r o m e t e r ? O r a : grancosa es la q u e oras, p e r o m a y o r es quien p r o m e -tió. Difícil es lo q u e p r o m e t i ó , a saber, que el h o m -b r e sea ángel; n a d a h a y m á s difícil, pero t o d o esposible p a r a D i o s (Sermón Morin 16, 7). L u e g o d i g a m o s : Confié en el S e ñ o r (Sal 3 9 , 2 ) .Confié, n o en cualquier h o m b r e prometedor, elcual h u b i e r a p o d i d o e n g a ñ a r y ser e n g a ñ a d o ; n oen c u a l q u i e r h o m b r e consolador, que p u e d e c o n -s u m i r s e p o r s u tristeza antes de reanimarse. ¿ M ec o n s o l a r á el h e r m a n o h o m b r e que está triste c o -m o y o ? G e m i m o s a una, lloramos a un t i e m p o , 261
  • 259. 262 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESoramos juntos, mutuamente nos sostenemos. ¿Aquién, p u e s , r e c u r r i r e m o s si n o es al Señor, q u en o a n u l a las p r o m e s a s , sino que las difiere? S i nd u d a las m o s t r a r á . L a s mostrará, p o r q u e y a m a -nifestó m u c h a s c o s a s , y en m o d o a l g u n o recelarde la v e r a c i d a d d e D i o s , a u n q u e todavía n o h u -biera m a n i f e s t a d o n a d a . C r e á m o s l o así; p r o m e t i ómuchas cosas, pero aún no ha dado nada. Es ca-p a z p r o m e t e d o r y fiel dador; tú sé ú n i c a m e n t ep i a d o s o c o b r a d o r y, a u n q u e p e q u e ñ o , a u n q u e d é -bil, e x i g e m i s e r i c o r d i a (Sal 3 9 , 2 ) . SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 260. SOPORTEMOS LOS MALES DE LOS HOMBRES ¿Pediste y n o se te c o n c e d i ó lo q u e n e c e - sitabas? C r e o que si te h u b i e s e c o n v e - n i d o , te lo hubiera d a d o el Padre. P o n -te tú c o m o e j e m p l o ; si tu hijo se p a s a el día lloran-d o p a r a q u e le d e s el cuchillo, esto es, la e s p a d a ,te n i e g a s a dársela y n o se la das a u n q u e llore, p a -ra n o t e n e r q u e llorarlo al verlo morir. A u n q u ellore, a u n q u e se aflija y a u n q u e se golpee p a r aq u e lo s u b a s al caballo, tú n o lo subes, p o r q u e n op u e d e d o m i n a r l o y e c h á n d o l o al suelo p u e d e m a -tarlo. A q u i e n le n i e g a s u n a parte, le reservas latotalidad. Y p a r a q u e crezca y p a r a q u e l u e g o lop o s e a t o d o sin peligro, le niegas esa cosa p e q u e -ñ a y peligrosa. P o r tanto, h e r m a n o s , os d e c i m o s q u e oréisc u a n d o p o d á i s . A b u n d a n los m a l e s , y D i o s loq u i s o así. ¡Ojalá n o a b u n d a r a n los m a l o s y n oa b u n d a r í a n los m a l e s ! D i c e n los h o m b r e s : " M a -los t i e m p o s , t i e m p o s fatigosos". V i v a m o s b i e n y 263
  • 261. 264 LA O R A C I Ó N EN LOS SANTOS P A D R E Sserán b u e n o s los tiempos. Los tiempos s o m o s n o -sotros; tal cual s e a m o s nosotros, así serán lostiempos. Pero ¿qué h a c e m o s ? ¿ N o p o d e m o s convertir au n a vida recta a la m u c h e d u m b r e de los h o m b r e s ?V i v a n b i e n los p o c o s q u e m e o y e n ; los p o c o sque v i v e n b i e n s o p o r t e n a los m u c h o s q u e v i v e nm a l (...). ¿ P o r q u é n o s entristecemos y a c u s a m o s aDios? Si en este m u n d o a b u n d a n los m a l e s es pa-ra que n o los a m e m o s . G r a n d e s varones, fielessantos despreciaron u n m u n d o h e r m o s o , y n o s o -tros, ¿ n o s e r e m o s c a p a c e s de despreciarlo n i a ú nsiendo feo? ¡El m u n d o es m a l o y se le a m a c o m osi fuera b u e n o ! (...). E l m u n d o es m a l o p o r q u e loconstituyen los h o m b r e s m a l o s ; y p u e s t o que n op o d e m o s carecer de h o m b r e s m a l o s , g i m a m o s anuestro D i o s m i e n t r a s v i v i m o s y s o p o r t e m o s losm a l e s hasta llegar a los bienes. N a d a reproche-m o s al Padre de familia, p u e s es cariñoso. El esquien n o s soporta, n o nosotros a Él. Sabe c ó m og o b e r n a r lo que h i z o . H a g a m o s lo que m a n d ó , ye s p e r e m o s lo que p r o m e t i ó (Sermón 8 0 ) . SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 262. D I O S SABE LO QUE ES PROVECHOSO PARA TI P ensáis, h e r m a n o s , q u e n o sabe D i o s lo que os es n e c e s a r i o ? L o sabe, y h a s t a se adelanta a nuestros deseos. É l , q u ec o n o c e n u e s t r a p o b r e z a . P o r e s o , al e n s e ñ a r lao r a c i ó n y e x h o r t a r a sus discípulos a q u e en ellan o h a b l e n d e m a s i a d o , les dijo: " N o e m p l e é i s m u -c h a s p a l a b r a s , p u e s sabe vuestro Padre celestiallo q u e os es n e c e s a r i o antes de que se lo p i d á i s "(Mt 6, 7 ) . P u e s si sabe nuestro Padre lo q u e n e c e -s i t a m o s , ¿para q u é las palabras a u n q u e s e a n p o -cas? ¿ Q u é m o t i v o h a y para orar, si y a sabe lo q u en e c e s i t a m o s ? D i c e alguien: " N o m e p i d a s m á s , sélo q u e n e c e s i t a s . " P u e s si lo sabes, Señor, ¿ p a r aq u é p e d i r ? N o quieres que m i súplica sea larga;m á s aún, quieres q u e sea m í n i m a . ¿ Y c ó m o c o m -b i n a r l o c o n aquello que dice en otro lugar: P e d i dy se os dará, b u s c a d y hallaréis, l l a m a d y se osabrirá? C o n s i d e r a , p u e s , lo q u e añadió. Q u i s o 265
  • 263. 266 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESque pidieras p a r a recibir, que b u s c a r a s p a r a h a -llar y q u e llamaras p a r a entrar. P o r tanto, si n u e s -tro Padre s a b e lo q u e n e c e s i t a m o s , ¿para qué p e -dir?, ¿ p a r a qué b u s c a r ? , ¿para qué llamar? ¿Paraqué fatigarnos en pedir, b u s c a r y llamar p a r a ins-truir a quien y a s a b e ? Son t a m b i é n p a l a b r a s del Señor, dichas en otrolugar: " C o n v i e n e orar siempre y n o desfallecer"(Lc 1 8 , 1 ) . S i c o n v i e n e orar siempre, ¿ c ó m o dice:"No habléis m u c h o " ? ¿ C ó m o voy a orar siem-pre, si m e c a l l o l u e g o ? P o r u n a parte m e m a n d a sq u e a c a b e p r o n t o , y p o r otra m e o r d e n a s q u eore s i e m p r e sin desfallecer. ¿ Q u é es esto? Pide,b u s c a , l l a m a t a m b i é n p a r a e n t e n d e r esto. Por tanto, h e r m a n o s , d e b e m o s e x h o r t a m o sm u t u a m e n t e a la oración, tanto y o c o m o vosotros.En m e d i o de la multitud de los m a l e s del m u n d oactual n o n o s q u e d a otra esperanza que llamar enla m i s m a oración, c r e y e n d o y m a n t e n i e n d o fijo enel c o r a z ó n que lo que tu Padre n o te da es p o r q u en o te c o n v i e n e . Tú sabes lo que deseas; El sabe loque te es p r o v e c h o s o (Sermón 8 0 , 2 ) . SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 264. CRISTO RUEGA EN Y POR NOSOTROS AL PADRE D el m i s m o S e ñ o r está escrito q u e per- n o c t a b a en oración y que oró prolija- mente. ¿No será darnos ejemplo,o r a n d o c o n o p o r t u n i d a d en el tiempo, a u n q u e conel P a d r e oye en la eternidad? (Epístolas 130, 10, 19). O y e s orar al M a e s t r o ; aprende a orar. O r ó p a -ra e n s e ñ a m o s a orar, p a d e c i ó p a r a e n s e ñ a r n o s apadecer, resucitó p a r a e n s e ñ a m o s a esperar en laresurrección (Sal 5 6 , 5 ) . N i n g ú n otro d o n m a y o r h u b i e r a p o d i d o h a c e rD i o s a los h o m b r e s q u e darles c o m o C a b e z a a suVerbo, p o r quien h i z o todas las cosas, y adaptar-los a Él c o m o m i e m b r o s , de m o d o q u e fuese Hijode D i o s e Hijo del h o m b r e ; un D i o s con el P a d r ey u n s o l o h o m b r e c o n los h o m b r e s . P o r tanto,c u a n d o h a b l a m o s a D i o s con nuestra oración, n o ss e p a r a m o s de allí al Hijo; y c u a n d o ora el c u e r p o 267
  • 265. 268 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESdel Hijo, n o separe de sí su C a b e z a . Y sea el m i s -m o S a l v a d o r ú n i c o de su C u e r p o , Jesucristo,nuestro Señor, Hijo de D i o s , el q u e ore p o r n o s o -tros, y ore en nosotros, y sea r o g a d o p o r nosotros.R u e g a p o r n o s o t r o s c o m o Sacerdote nuestro, rue-ga en n o s o t r o s c o m o C a b e z a nuestra, es r o g a d op o r n o s o t r o s c o m o nuestro Dios. R e c o n o z c a m o s ,p u e s , en Él nuestras v o c e s y sus v o c e s en nosotros(...). S e le p i d e en forma de Dios, y Él ora en for-m a de siervo; allí c o m o Creador, aquí c o m o crea-do, t o m a n d o sin ser c a m b i a d o a la criatura que h ade ser c a m b i a d a , y h a c i é n d o n o s c o n s i g o u n soloh o m b r e , C a b e z a y c u e r p o . L u e g o o r a m o s a Él,p o r É l y en Él; y h a b l a m o s con Él, y h a b l a Él c o nnosotros (Sal 8 5 , 1 ) . SAN A G U S T Í N ( † 4 3 0 )
  • 266. LA ORACIÓN DEL " C R I S T O TOTAL" E l C r i s t o total es C a b e z a y c u e r p o , lo q u e n o d u d o q u e vosotros y a sabéis. L a C a ­ b e z a e s n u e s t r o Salvador, q u e p a d e c i ódebajo del p o d e r de P o n d o Pilato y que ahora,d e s p u é s d e resucitar de entre los m u e r t o s , estás e n t a d o a la diestra de D i o s Padre. S u c u e r p o esla Iglesia, n o ésta o aquélla, sino la difundida p o rel orbe; n i t a m p o c o sólo la q u e a h o r a se h a l l a e nlos h o m b r e s de esta vida, sino aquélla a la c u a lp e r t e n e c e n a s i m i s m o quienes vivieron antes q u en o s o t r o s y los q u e d e s p u é s de n o s o t r o s v i v i r á nh a s t a el fin del m u n d o . Esta Iglesia, q u e c o n s t a d et o d o s los fieles, p o r q u e todos ellos s o n m i e m b r o sde Cristo, tiene la C a b e z a c o l o c a d a e n el cielo, lac u a l g o b i e r n a a s u c u e r p o , el cual, a u n q u e está s e ­p a r a d o p o r la visión, está u n i d o p o r la c a r i d a d .C o m o el Cristo total es C a b e z a y c u e r p o , p o r e s oe n t o d o s los s a l m o s , al oír la v o z de la C a b e z a , oi­g a m o s la d e l c u e r p o . P u e s n o quiso h a b l a r s e p a - 269
  • 267. 270 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESr a d a m e n t e el q u e n o quiso separarse, c o n f o r m e loatestigua: "Ved q u e e s t o y c o n v o s o t r o s h a s t a lac o n s u m a c i ó n d e los s i g l o s " ( M t 2 8 , 2 0 ) . S i e s t ácon n o s o t r o s , h a b l a c o n n o s o t r o s , de n o s o t r o s ypor nosotros; c o m o también nosotros hablamosen É l , y p o r e s o h a b l a m o s verdad, p o r q u e h a b l a ­m o s e n É l . Si q u i s i é r a m o s hablar en nosotros y d enosotros, s e r í a m o s m e n t i r o s o s (Sal 5 6 , 1 ) . D e s d e que el c u e r p o de Cristo g i m e en las an­gustias h a s t a el fin del m u n d o , en el cual dejaránde existir estas torturas, g i m e el h o m b r e y c l a m aa D i o s ; y c a d a u n o de nosotros c l a m a p r o p o r c i o ­n a l m e n t e e n t o d o este cuerpo. Tú clamaste en tusdías, los cuales y a pasaron; tú en los tuyos, ésteen los s u y o s , y a q u é l en los de él... (Sal 8 5 , 5 ) . SAN A G U S T Í N († 4 3 0 )
  • 268. ORAR INCANSABLEMENTE E l a y u n o u n i d o a la oración es el p r i n c i p a l e n e m i g o de las p a s i o n e s . L a oración, c o - m o la u n c i ó n c o n el óleo s a g r a d o , n o strae la m i s e r i c o r d i a de Dios, es r e m e d i o de la en-f e r m e d a d e i l u m i n a nuestro c o r a z ó n . C o m o la n a t u r a l e z a del h o m b r e es débil, y n otiene fuerzas suficientes p a r a salir p o r sí m i s m ade los vicios, el S e ñ o r le p r o p o r c i o n a fuerzas através de la oración. U n doble regalo n o s ofrece elS e ñ o r p o r la oración: n o s eleva c o n sus inspiracio-n e s y n o s presta a y u d a s , m á s p o d e r o s a s q u e losm a l e s presentes. A s í , p u e s , si te d u e l e a l g u n a p a r t e del c u e r p o ,y c r e e s v e r d a d e r a m e n t e q u e las p a l a b r a s : " S e ñ o rd e los e j é r c i t o s " , u otras s e m e j a n t e s q u e la d i v i -n a E s c r i t u r a a t r i b u y e a D i o s , tienen fuerza p a r aarrojar a q u e l m a l , p r o n u n c i a estas p a l a b r a s p o rti m i s m o . 271
  • 269. 272 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES A c u d e c o n confianza a D i o s , diciendo: " A b b a ,P a d r e " , p a r a p o d e r cultivar c o n a h í n c o todas lasvirtudes y h a c e r frente con valentía invencible alas a s e c h a n z a s d e l diablo y a las p e r s e c u c i o n e s d elos h o m b r e s , c o m o q u i e n e s c u e n t a n c o n la fuerzap o d e r o s a del Espíritu (ibíd.). Cristo realizaba t o d o para nuestra edificación ypara utilidad de los creyentes e n él; así, p r o p o ­n i e n d o s u forma d e actuar c o m o m o d e l o de c o m ­p o r t a m i e n t o espiritual, quería m o s t r a r c ó m o h a nde ser los verdaderos adoradores. Veamos, p u e s ,en la c o n d u c t a de Cristo c o m o en i m a g e n ejem­plar d e qué m o d o t e n e m o s q u e dirigir nuestrassúplicas a D i o s (Comentario al evangelio de Lucas, 6). SAN C I R I L O A L E J A N D R I N O ( † 444)
  • 270. "ESTABA EL O R A N D O EN CIERTO LUGAR" E s v e r d a d e r o D i o s e Hijo de D i o s s u p r e - m o , p r o p o r c i o n a todo a la creación p a r a q u e se m a n t e n g a y se c o n s e r v e , y n o n e -cesita d e n a d a , p u e s t o q u e está lleno, s e g ú n d i c e(cf. Is 1, 11). E n t o n c e s , p o d r á p r e g u n t a r alguien,¿ p o r q u é tiene n e c e s i d a d de p e d i r el q u e es d u e -ñ o p o r n a t u r a l e z a de las c o s a s de s u P a d r e ? , p u e sÉl lo dijo c l a r a m e n t e : "Todo lo q u e tiene m i P a -dre, es m í o " (Jn 1 6 , 1 5 ) . E s p r o p i o del P a d r e p o -s e e r e n p l e n i t u d t o d o s los b i e n e s y t o d o lo m á sv a l i o s o i m a g i n a b l e ; esto t a m b i é n es p r o p i o delHijo, s e g ú n d i c e n los santos: " D e s u p l e n i t u d t o -d o s h e m o s r e c i b i d o " (Jn 1, 16 ) . ¿ P o r q u é , p u e s ,p i d e , si n o carece d e n a d a de lo q u e el Padre tie-n e ? A esto r e s p o n d e m o s diciendo que su estado d ee n c a m a c i ó n le permite desarrollar sus facultadesh u m a n a s p l e n a m e n t e c u a n d o se presenta la o c a -sión. S i c o m e , b e b e , o se e n c u e n t r a d o r m i d o , ¿ p o rq u é v a a s e r a b s u r d o q u e , d e s e n v o l v i é n d o s e den- 273
  • 271. 274 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADREStro de n u e s t r a n a t u r a l e z a limitada y c u m p l i e n d ola justicia h u m a n a (cf. M t 3, 15) h a g a oración pro-p i a m e n t e dicha? Así, n o s enseñaba que n o h e m o stener p e r e z a en esto, sino presentar nuestras ora-ciones n o d e pie en las plazas ( c o m o hacían algu-n o s judíos, los escribas y fariseos, e n c o n t r a n d omotivo de enorgullecimiento), sino más bien so-los, e n s i l e n c i o y e n v i d a retirada, h a b l a n d o as o l a s c o n D i o s s o l o , c o n a l m a p u r a y sin d i s t r a c -c i o n e s . C o n v e n í a q u e d e t o d a s las c o s a s b u e n a sy útiles n o t u v i é r a m o s otro p r i n c i p i o y m a e s t r odistinto d e l q u e es p r i m e r o en t o d o y q u e r e c i b elas súplicas de t o d o s (Comentario al evangelio deLucas, 2). SAN C I R I L O A L E J A N D R I N O ( † 444)
  • 272. ¿ Q U E HACE EN N O S O T R O S LA EUCARISTÍA? C r e e d m e , ella n o s o l a m e n t e arroja fuera de n o s o t r o s la m u e r t e , sino que n o s li- b r a d e todas las e n f e r m e d a d e s (espiri-tuales). C o m o Jesucristo vive en nosotros, m i t i g ala l e y cruel de nuestros m i e m b r o s ( R m 7, 2 3 ) ; dafuerza a la p i e d a d y destruye las turbaciones delespíritu; y a n o c o n s i d e r a nuestros p e c a d o s , p e r ocura las e n f e r m e d a d e s , cierra las llagas de los h e -ridos y, c o m o b u e n pastor que da la vida p o r susovejas, n o s libra de toda especie de peligros(Comentario al evangelio de Juan 4 , c. 7 ) . C u a n d o J e s u c r i s t o está en n o s o t r o s , d u e r m e ,d i g á m o s l o así, la c r u e l ley de la c a r n e q u e e s t áen n u e s t r o s m i e m b r o s , d e s p i e r t a y se a v i v a lap i e d a d y a m o r de D i o s , a m o r t i g u a las p a s i o n e sen q u e h e m o s i n c u r r i d o s a n á n d o n o s c o m o a e n -fermos. 275
  • 273. 276 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES Así c o m o a q u e l q u e j u n t a u n a m a s a d e c e r acon otra, y a n o v e s i n o u n a sola, así m e p a r e c eq u e el q u e recibe el c u e r p o de n u e s t r o Salvador, yb e b e su p r e c i o s a sangre se h a c e u n o c o n É l , c o m oel m i s m o S e ñ o r lo dijo. P o r q u e en cierta m a n e r aq u e d a m e z c l a d o e n É l y c o n É l p o r esta participa-ción, d e suerte q u e Jesucristo se halla en él y él e nJesucristo. ¡ D i c h o s o e l h o m b r e q u e p e r s e v e r a e n la o r a -ción, q u e p r o l o n g a s u s a y u n o s y siente alegría e nlas vigilias, q u e resiste al s u e ñ o , q u e d o b l a las ro-dillas p a r a c a n t a r las divinas a l a b a n z a s , q u e h i e -re s u p e c h o , m a r c h i t a s u rostro y l e v a n t a las m a -n o s a D i o s , m i r a m u c h a s v e c e s al cielo y p i e n s ac o n t i n u a m e n t e e n e l S e ñ o r ! (Orac. de exitu animi). SAN C I R I L O A L E J A N D R I N O ( † 444)
  • 274. MARÍA ES MEDIADORA DE TODAS LAS GRACIAS S alve, o h M a d r e de Dios, M a r í a , v e r d a d e - ro tesoro de t o d o el orbe, p o r c u y o m e d i o se a d m i n i s t r a el santo b a u t i s m o a los cre-y e n t e s , p o r c u y o m e d i o t e n e m o s el óleo de la ale-gría, p o r c u y o m e d i o h a n sido fundadas en t o d oel m u n d o las iglesias; p o r c u y o m e d i o son c o n d u -cidas las g e n t e s a la penitencia. P o r ti, oh Virgen, predicaron los apóstoles a lasn a c i o n e s , p o r ti la santa cruz es a d o r a d a y cele-b r a d a en t o d o el u n i v e r s o ; p o r ti toda criaturaa p r i s i o n a d a en los errores de la idolatría es lleva-da al c o n o c i m i e n t o de la verdad. ¡Salve, oh M a -ría, M a d r e de D i o s , p o r m e d i o de la c u a l se s a l v atoda a l m a fiel! (Homilía 4 Contra Nestorium). SAN C I R I L O A L E J A N D R I N O ( † 4 4 4 ) 277
  • 275. LA ORACIÓN CONSIGUE EL CUMPLIMIENTO DE LA OBRA C u a n d o el S e ñ o r dice a sus discípulos: "Sin m í n a d a p o d é i s h a c e r " (Jn 15, 5 ) , quiere decir que, el h o m b r e que h a c eel b i e n , c o n s i g u e de D i o s , p o r la oración, tanto eld e s e o c o m o la realización de la obra (PL, 5 4 , 2 6 1 ) . Si el h o m b r e e x p e r i m e n t a algo i m p o s i b l e o di-fícil en el c u m p l i m i e n t o de los m a n d a m i e n t o s , n ose q u e d e e n sí m i s m o sino recurra al Legislador,q u e a la v e z q u e le i m p o n e el p r e c e p t o , le e x c i t ael d e s e o y le p r e s t a el auxilio n e c e s a r i o , c o m o di-ce el profeta: " E n c o m i e n d a a D i o s tus afanes, q u eÉl te s u s t e n t a r á " (Sal 5 4 , 23) (PL, 5 4 , 2 8 1 ) . P u e s , ¿ h a y a c a s o alguien tan i n s e n s a t o , o p r e -s u m e ser tan i n v u l n e r a b l e e i n m a c u l a d o q u e n on e c e s i t e de n i n g u n a purificación? Sería u n a falsap r e s u n c i ó n , y es u n p o b r e v a n i d o s o el q u e , entrelas t e n t a c i o n e s de esta vida, se cree i n m u n e d et o d a h e r i d a (ibíd.). 279
  • 276. 280 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES El m i s m o S e ñ o r suplica al Padre: "Padre, si esposible, p a s e de m í este cáliz; p e r o n o se h a g a m iv o l u n t a d , sino la t u y a " (Mt 2 6 , 3 9 ) . L a p r i m e r apetición es de debilidad, la s e g u n d a de fortaleza.Así, p u e s , la v o l u n t a d inferior se s o m e t i ó a la su-perior, y d e este m o d o se d e m o s t r ó lo que p u e d ep e d i r el e n f e r m o y lo q u e p u e d e c o n c e d e r el m é -dico. A p r e n d a n , p u e s , esta disponibilidad t o d o slos hijos d e la I g l e s i a , y c u a n d o se p r e s e n t e u n at e n t a c i ó n difícil, u s e n la p o d e r o s a a y u d a d e lao r a c i ó n , p a r a q u e , s u p e r a d o el m i e d o , a c e p t e nla c r u z (PL, 5 4 , 3 2 7 y 3 3 6 B). SAN LEÓN M A G N O ( † 4 6 1 )
  • 277. T R E S COSAS SON NECESARIAS: LA ORACIÓN, EL AYUNO Y LA LIMOSNA H a y tres c o s a s que pertenecen e s p e - c i a l m e n t e al c a m p o religioso: la ora- ción, el a y u n o y la limosna. C o n laoración se b u s c a tener a D i o s propicio, con el a y u -n o se m o d e r a la concupiscencia, con la l i m o s n a ser e d i m e n los p e c a d o s , y a la vez, p o r las tres c o s a s ,se r e n u e v a en n o s o t r o s la i m a g e n de D i o s . E s t atriple o b s e r v a n c i a abarca los efectos de todas lasvirtudes, p o r q u e en la oración se consolida la fe,en los a y u n o s la v i d a inocente, y en la l i m o s n a lagenerosidad (PL, 5 4 171 C ) . Toda vuestra v i d a está inmersa en tentacionesy peligros. Si n o q u e r e m o s ser e n g a ñ a d o s , h a yque vigilar. Si q u e r e m o s vencer, h a y que luchar.P o r e s o el s a p i e n t í s i m o S a l o m ó n dice: "Hijo m í o ,si te das al servicio de D i o s , prepara tu a l m a p a r ala t e n t a c i ó n " (Ecli. 2, 1) (PL, 54, 2 6 4 ) . 281
  • 278. 282 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES R e c o n o c e , cristiano, tu dignidad, y, p u e s t o q u eh a s sido h e c h o partícipe de la naturaleza divina,n o p i e n s e s en v o l v e r c o n u n c o m p o r t a m i e n t o in­d i g n o a las a n t i g u a s vilezas. Piensa de q u é c a b e ­za y de q u é c u e r p o eres m i e m b r o . N o olvides q u efuiste liberado del p o d e r de las tinieblas y trasla­d a d o a la luz y al reino de D i o s (PL, 5 4 , 1 9 2 ) . El h o m b r e , h e c h o a i m a g e n y s e m e j a n z a de s uCreador, recibe el p r e c e p t o de i m i t a r la s a n t i d a dde D i o s m i s m o , y el m e d i o de c u m p l i r l o , q u e e s :p e d i r el auxilio de quien se lo m a n d a c u m p l i r(PL 5 4 , 3 0 3 y 459). SAN LEÓN M A G N O ( † 4 6 1 )
  • 279. EFICACIA DE LA ORACIÓN UNÁNIME DE TODA LA IGLESIA D ijo el Señor: " O s aseguro q u e , si d o s de v o s o t r o s os unieseis en la tierra p a r a p e d i r algo, sea lo que fuere, osserá o t o r g a d o p o r m i Padre que está en los cielos.P o r q u e d o n d e se hallan d o s o tres c o n g r e g a d o sen m i n o m b r e , allí e s t o y y o en m e d i o de e l l o s "(Mt 18, 19-20). P u e s si el S e ñ o r h a p r o m e t i d o c o n c e d e r t o d o loq u e p i d a n d o s o tres q u e se u n a n c o n s a n t o y p i a -d o s o c o n s e n t i m i e n t o , ¿qué p o d r í a n e g a r a la c o n -g r e g a c i ó n de tantos m i l e s que realizan u n a m i s -m a o b s e r v a n c i a y q u e suplican c o n c o r d e m e n t ec o n u n m i s m o espíritu? G r a n d e e s , ante el Señor, a m a d í s i m o s , y s u m a -m e n t e p r e c i o s o , c u a n d o t o d o el p u e b l o de Cristoparticipa j u n t o en los m i s m o s oficios y t o d o s losg r a d o s y ó r d e n e s de a m b o s s e x o s c o l a b o r a n c o n 283
  • 280. 284 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESel m i s m o efecto; c u a n d o todos con u n m i s m o cri-terio se apartan d e l m a l y h a c e n el bien, y c u a n d oD i o s es glorificado en las obras de sus siervos ye n m u c h a s a c c i o n e s d e gracias se b e n d i c e al autor ade t o d a p i e d a d (Homilía 3. Temporada de Otoño). Las o b r a s p ú b l i c a s de p i e d a d y practicadasp o r t o d a la c o m u n i d a d de los fieles, s o n m á s san-tas y d e m a y o r m é r i t o q u e las q u e c a d a u n o reali-za e n particular (...), la fuerza del p u e b l o de D i o sse multiplica c u a n d o todos los c o r a z o n e s de losfieles se j u n t a n y c u a n d o la Iglesia universal u n esus p l e g a r i a s y sus obras. Nosotros, q u e sin la ayuda de D i o s n o p o d e -m o s n a d a , p i d á m o s l e que n o s c o n d u z c a y a p o y e ,para que con Él tengamos la fuerza que necesita-m o s para hacer lo que está mandado, porque si sem a n d a , es p a r a q u e b u s q u e m o s a y u d a en el q u em a n d a . Y n a d i e se e x c u s e c o n pretexto de debili-d a d , p u e s t o q u e Él, q u e h a d a d o el querer, d at a m b i é n el p o d e r (Sermones de la Cuaresma, PL 54). SAN LEÓN M A G N O († 4 6 1 )
  • 281. "SED SANTOS" N osotros n o sabemos lo que d e b e m o s pedir a D i o s " ( R m 8). Algunas veces n o s conviene que n o suceda lo qued e s e a m o s . Dios es justo y su b o n d a d es infinita. Poru n efecto de su misericordia nos niega lo que sind u d a n o s había de perjudicar (Sermón 5 6 , c. 2) " P a d r e m í o , si este cáliz n o p u e d e p a s a r sinq u e Yo lo b e b a , h á g a s e tu v o l u n t a d . " Estas p a l a ­b r a s d e n u e s t r a C a b e z a son la s a l u d de t o d o elc u e r p o y la instrucción de todos los fieles. A p r e n ­d a n esta lección los que fueron rescatados c o n tans u b i d o precio, y recurran a la oración eficaz p a r av e n c e r los t e m o r e s y sufrir c o n p a c i e n c i a los tra­bajos (ibíd). C o n o z c a el h o m b r e la dignidad de su ser y en­tienda q u e está h e c h o a i m a g e n y s e m e j a n z a d esu C r e a d o r ; n o se asuste tanto c o n las miserias e nque cayó por aquel grandísimo y común pecado,q u e n o aspire a la misericordia de su redentor,p u e s éste dice: " S e d santos, s u p u e s t o q u e Yo s o y 285
  • 282. 286 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESSanto"; esto es, a m a d m e y absteneos de lo que m edesagrada. H a c e d lo que Yo quiero y quered lo queYo h a g o . C u a n d o os parezca difícil lo que m a n d o ,acudid al que os lo m a n d a , para que de donde sa­lió el precepto os v e n g a el auxilio. N o negaré el so­corro, Yo q u e di la voluntad (Sermón 9 4 , c. 2). SAN LEÓN M A G N O ( † 4 6 1 )
  • 283. BREVE RESEÑADE LOS SANTOS PADRES Y ESCRITORES ECLESIÁSTICOS CITADOS
  • 284. L as reseñas son extremadamente suscintas, sólo ordenadas a que el lector ubique con cierta aproximación a los Padres y escrito-res que se citan en el libro. Hemos dejado de lado lasdiscusiones sobre las fechas precisas de nacimiento ymuerte de los mismos, muchas veces inciertas, eligien-do una fecha incluible dentro de los márgenes que es-tablece la duda. AGUSTÍN DE HIPONA (354-430) Oriundo de Tagaste (África). Se convirtió siendoadulto, bajo el influjo de san Ambrosio. Luego de orde-narse de sacerdote, lo eligieron obispo de Hipona. Suirradiación en la Iglesia fue poco menos que universal.Por sus polémicas, principalmente con los pelagianos,se lo ha llamado "el doctor de la gracia". Principalesobras: Confesiones, Soliloquios, Sobre la Ciudad de Dios,Sobre la Trinidad, Sobre la gracia, comentarios exegéticosdel Antiguo y el Nuevo Testamento, numerosos ser-mones y cartas. 289
  • 285. 290 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES AMBROSIO DE MILÁN (337-397) Nació en Treveris, siendo su padre prefecto delas Galias. Estudió retórica y ejerció la abogacía en Ro-ma. Tras ser nombrado cónsul de Liguria y Emilia, conresidencia en Milán, se ordenó de sacerdote y fue pre-conizado como obispo de Milán. Sus preferencias sevolcaron más a la pastoral que a la elucubración teoló-gica. Principales obras: Hexaemeron, Sobre los misterios,Sobre los sacramentos, comentarios exegéticos, cartas, poe-sías e himnos litúrgicos. ATANASIO DE ALEJANDRÍA (295-373) Obispo de Alejandría y doctor de la Iglesia. In-trépido defensor de la fe contra la herejía amana. Fuedesterrado cinco veces de su sede sin que las amena-zas, persecuciones y tribulaciones pudieran doblegarsu espíritu. Nunca perdió la esperanza ni la confianzaen Dios, aun en los tiempos turbulentos en que la cau-sa del cristianismo parecía perdida. Asistió al conciliode Nicea (325) que proclamó la divinidad de Cristo.Escribió importantes obras, principalmente sobre elmisterio de la encamación del Verbo. Entre sus escri-tos sobre la vida monástica es famosa su Vida de sanAntonio. Su fiesta se celebra el 2 de mayo. BASILIO DE SELEUCIA (†469) Desde el año 440 fue obispo de Seleucia, enIsauria, provincia del Asia Menor. En el concilio de
  • 286. B R E V E R E S E Ñ A DE L O S S A N T O S PADRES 291Constantinopla, del año 448, se pronunció contra laherejía monofisita, y en el de Calcedonia, del año 451,adhirió a la carta o "tomo" que el papa san León Mag-no dirigió a Flaviano, patriarca de Constantinopla. Deél han llegado hasta nosotros unos cuarenta sermones. BASILIO M A G N O (330-379) Nació en Cesárea de Capadocia, en el seno deuna familia profundamente cristiana. Su abuela ma-terna, Macrina, fue santa, y su abuelo Materno muriómártir, contando entre sus hermanos a san Gregoriode Nyssa. Se bautizó cuando ya era adulto, y luegoviajó a Egipto, Siria, Palestina y Mesopotamia, paraconocer a los ascetas más famosos del mundo cristia-no. Basilio fue monje y también sacerdote, más aun, selo considera el fundador del monacato griego. Luego lonombraron obispo de Cesárea de Capadocia. Su preo-cupación por el culto está en el origen de lo que ulte-riormente se llamaría "la liturgia de san Basilio".Principales obras: Sobre el Espíritu Santo, Reglas monás-ticas, Cartas. BEDA EL VENERABLE (672-735) Nació en Jarrow (Inglaterra). Si bien no vivió enla época estrictamente patrística, sin embargo en lapracticase lo considera su heredero directo. Fue monjebenedictino y afamado historiador de la Iglesia, ejer-ciendo un gran influjo en los prolegómenos de la 291
  • 287. 292 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESEdad Media. Principales obras: Historia eclesiástica deInglaterra, Martirologio, Comentarios de libros de la Sagra-da Escritura, sobre todo del Evangelio. CARTA A DIOGNETO Escrito anónimo de los primeros siglo cuyosautor y fecha de composición se desconocen. Hermo-sa apología del cristianismo, una de las obras más bri-llantes de la literatura cristiana primitiva griega. CIPRIANO (205-258) Nació probablemente en Cartago (África). Trasconvertirse al cristianismo, fue ordenado sacerdote yluego elegido obispo de Cartago. En una grave polé-mica que estalló a raíz de las persecuciones, se mostrócontrario a la inmediata reconciliación de los lapsi, esdecir, de los que habían renegado de la fe. En la per-secución de Valeriano, fue desterrado a Cucubis y alaño siguiente decapitado cerca de Cartago, siendo asíel primer obispo africano mártir. Principales obras: ADonato, Sobre los lapsos, Sobre la unidad de la Iglesia. CIRILO DE ALEJANDRÍA ( † 4 4 4 ) Nació, según parece, en Alejandría (Egipto),ciudad de la que llegaría a ser patriarca. Desde queNestorio fue consagrado obispo de Constantinopla, seopuso decididamente a él. Con sus escritos y sermo-
  • 288. B R E V E R E S E Ñ A DE LOS S A N T O S P A D R E S 293nes anticipó la doctrina del futuro Concilio de Calce-donia sobre las dos naturalezas de Cristo y la califica-ción de María como "Madre de Dios". Su autoridaddoctrinal fue enorme en la Iglesia griega y lo siguesiendo hasta hoy. Principales obras: Sobre la santa yconsustancial Trinidad, Doce anatemas contra Nestorio,Contra los que no quieren confesar que la santa virgen es laMadre de Dios, cartas pascuales, sermones y epístolas. CLEMENTE DE ALEJANDRÍA (150-215) Nació en Atenas. Tras numerosos viajes se radi-có en Alejandría, donde sucedió a Panteno como di-rector de la llamada "Escuela de Alejandría". Tresaños más tarde se vio obligado a huir de Egipto conmotivo de la persecución de Septimio Severo. Exilia-do en Capadocia, murió sin regresar a Egipo. Fue eliniciador de la teología especulativa, considerando elaporte de la cultura griega, como una eficaz ayuda pa-ra la inteligencia de los misterios cristianos. Principa-les obras: Protréptico, Pedagogo, Stromata. EFRÉN (306-373). Nació en Nísibe (Mesopotamia), imperandoConstantino. Desde joven abrazó la vida eremítica. Elobispo de Nísibe lo llevó al Concilio de Nicea y luegoparece que le confió la dirección de una escuela teoló-gica en su diócesis. Posteriormente, debió emigrar aEdesa, viviendo como ermitaño en un monte próximo 293
  • 289. 294 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESa la ciudad. San Basilio lo ordenó de diácono. Cabezadel movimiento monástico en Oriente, fue uno de losgrandes impulsores del culto mariano, así como elpríncipe de los poetas sirios. Principales obras: diver-sos comentarios bíblicos, sermones poéticos en siría-co, los Carmina Nisibena, Diatessaron, y multitud depoesías a Nuestra Señora. GERMÁN DE CONSTANTINOPLA († 474) Obispo de Constantinopla, siglos VII-VIII. Con-temporáneo de san Juan Damasceno. Defendió los sa-grados iconos contra el emperador bizantino León elIsáurico, que había prohibido su culto. Tuvo que re-nunciar a su episcopado y, retirado en su casa paterna,vivió dedicado a la oración. Escribió obras dogmáti-cas, discursos, y compuso himnos. La Iglesia honra sumemoria el 12 de mayo. GREGORIO M A G N O (540-604) Nació probablemente en Roma, de una fami-lia de la aristocracia. Luego de ser prefecto de dichaciudad, se hizo monje. Más adelante fue elegido Pa-pa. Su pontificado es uno de los más grandes de lahistoria. Notable defensor del pensamiento agustinia-no, no fue su fuerte la especulación teológica sino elterreno práctico de la vida eclesiástica y del gobiernode la Iglesia. Se reveló como un gran propulsor de laliturgia y el canto coral. Principales obras: Comentarios
  • 290. B R E V E R E S E Ñ A DE LOS S A N T O S PADRES 295al libro de Job, Exposición sobre el Cantar de los Cantares,Homilías sobre Ezequiel, Homilías sobre el Evangelio, Re-gla pastoral. GREGORIO NACIANCENO (330-390) Obispo de Constantinopla y doctor de la Igle-sia. Gran teólogo, contemplativo y poeta. Son famosassus homilías y poemas. La Iglesia celebra su fiesta el 2de enero, junto con la de su íntimo amigo san Basilioel Grande, a quien conoció desde su juventud cuandoambos estudiaban en Atenas. GREGORIO DE NISA (335-385) Obispo. Siglo IV. Hermano de san Basilio. Mon-je y teólogo de la mística cristiana. Escribió numerosasy magníficas obras: Comentarios de la Sagrada Escritura,Tratados dogmáticos, Escritos sobre la vida monástica, Lavirginidad, etc. También son importantes sus homilíasy sus cartas. El calendario monástico celebra su fiestael 20 de enero. HILARIO DE POITIERS (315-367) Nació de una familia noble de Poitiers. Bauti-zado cuando ya era adulto, llegó a ser obispo de suciudad natal. A raíz de su lucha contra el arrianismo,el emperador Constantino decidió desterrarlo a Fri-
  • 291. 296 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESgia, en el Asia Menor. Fue allí donde se familiarizócon la doctrina y el espíritu de los Padres griegos.Luego retornó a su sede. Por su coraje en la luchacontra los herejes, fue llamado "el Atanasio de Oc-cidente". Pío IX lo declaró doctor de la Iglesia. Prin-cipales obras: Sobre la Trinidad, Contra Constancio,Comentario de san Mateo, Comentario de los Salmos, So-bre los misterios, Libro de himnos. IRENEO DE LYON (140-202) Nació probablemente en Esmima (Asia Menor).Discípulo de san Policarpo, a través de él entronca conla era apostólica. Poco se sabe de su vida. Fue obispode Lyon, donde mostró su celo sobre todo en combatira los gnósticos. Centró su teología, pletórica de virtua-lidades, en la fecunda idea de la "recapitulación". Fueasimismo uno de los iniciadores de la teología maña-na. Principales obras: Contra los herejes, Epideixis o De-mostración de la enseñanza apostólica. JERÓNIMO (331-419) Nació en Estridón, entre Dalmacia y Panonia.Tras estudiar en Roma, retomó a su tierra natal, don-de se abocó al estudio del griego y del hebreo. Ya sa-cerdote, fue a Constantinopla, y después a TierraSanta, radicándose en Belén, donde fundó una comu-nidad monástica. Allí vivió hasta su muerte. Principalesobras: la Vulgata (indroducción de la Biblia al latín),
  • 292. B R E V E R E S E Ñ A DE L O S S A N T O S PADRES 297comentarios a diversos libros del Antiguo y del Nue-vo Testamento, numerosas cartas y homilías. JUAN CRISÓSTOMO (344-407) Nació en Antioquía (Asia Menor), de familianoble. Luego de ser ordenado sacerdote, fue elegido pa-triarca de Constantinopla. Perseguido duramente porlos herejes y emperadores complacientes, a quienes en-rostraba su doctrina y sus costumbres, fue desterradovarias veces de su país. En el último de dichos destie-rros, temiendo sus enemigos que su lugar de exilio seconvirtiese en centro de peregrinación, por la notableirradiación apostólica de su personalidad, lo relegaronaun más lejos, esta vez a Pitio, en el extremo orientaldel mar Negro. En camino al nuevo destino sucumbióa las fatigas, muriendo santamente. Su espléndida ora-toria le valió el apodo de Crisóstomo ("boca de oro").Principales obras: numerosos sermones exegéticossobre los Salmos, Isaías, Mateo y Juan, Sobre la Incom-prensible naturaleza de Dios, Contra los judíos, Sobre elsacerdocio, Sobre la vida monástica, y numerosas cartas. JUAN DAMASCENO (siglo VIII) Presbítero y doctor de la Iglesia. Siglo VIII. Na-ció en Damasco (Siria) —de allí su apelativo— yabrazó la vida monástica. Defendió los sagrados ico-nos contra los emperadores. Escribió una importanteExposición de la fe. Por sus magníficas homilías sobre la
  • 293. 298 LA O R A C I Ó N EN LOS SANTOS PADRESNatividad y la dormición de la Virgen, se le venera co­mo a uno de los grandes teólogos marianos. Su fiestase celebra el 4 de diciembre. LEÓN M A G N O (390-461) Nació probablemente en Roma. Tras ser elegidopapa, combatió con firmeza el maniqueísmo y el pela-gianismo en Occidente, y en Oriente enfrentó la here­jía monofisita. En su carta a Flaviano, patriarca deConstantinopla, instruyó a los católicos en la luchacontra el monofisismo. Cuando Atila invadió Romacon sus bárbaros, León le salió al paso, optando aquélpor retirarse. Luego impidió que los vándalos arrasa­sen la ciudad. Nos ha dejado una serie de admirablessermones, así como un nutrido epistolario. M Á X I M O DE T U R Í N ( † 4 2 3 ) Fue el primer obispo de Turín de que tenemosnoticia. En el norte de Italia el paganismo no se resig­naba a desaparecer, y se mezclaba con el cristianismo.Hubo también herejes. San Máximo no sólo enfrentótodos estos problemas, sino que nos dejó también unaserie de sermones (89) sumamente esclarecedores.
  • 294. B R E V E R E S E Ñ A DE L O S S A N T O S PADRES 299 OPTATUS MlLEVITANUS (siglo IV) Sólo sabemos de él que fue obispo de Milevi, enNumidia (actual Argelia), durante los comienzos delcisma donatista. Fue autor de la primera obra escritacontra los donatistas en una época previa a san Agus-tín, en que la Iglesia en África no se había defendidoaun con eficacia frente a dicho cisma. Su escrito Contrala calumnia del bando donaciano, es conocido tambiéncon el título de Contra Parmeniano, obispo donatista,contra el que va dirigido. ORÍGENES DE ALEJANDRÍA (185-253) Nació probablemente en Alejandría, de una fa-milia cristiana. Su padre murió mártir. Se le confió la"Escuela de Alejandría", que dirigió llevando una vi-da ejemplar. Posteriormente fue ordenado sacerdoteen Cesárea. Tras numerosas penalidades durante lapersecución de Decio, murió en Tiro. Autor realmentegenial, su influencia fue inconmensurable. Luego de sumuerte se discutió, y no sin razón, la ortodoxia de algu-nas de sus ideas, y resultó anatematizado, Principalesobras: Homilías sobre el libro de los Números, Josué, Reyes,Jeremías, Ezequiel, Job, Comentario a san Mateo, Comenta-rio a san Lucas, Contra Celso. PASTOR DE HERMIAS Escrito clasificado entre los llamados PadresApostólicos. Hermias, su autor, era posiblemente un
  • 295. 300 L A O R A C I Ó N EN L O S SANTOS PADRESjudío convertido al cristianismo. La obra narra diver-sas visiones experimentadas por él en Roma, posible-mente en la época de Clemente. Tertuliano y Orígenesla consideraron inspirada y como formando parte delNuevo Testamento. PEDRO CRISÓLOGO (406-450) Nació quizás en Rávena, llegando a ser obispode dicha ciudad. Fue muy amigo del papa San LeónMagno. Cobró especial notoriedad por su capacidadoratoria, que le valió el apodo de Crisólogo ("palabrade oro"). Obras principales: un nutrido conjunto devaliosos sermones. TERTULIANO (155-220) Nació en Cartago, de padre militar. Luego derecibirse de abogado en Roma, se convirtió al cristia-nismo, estableciéndose en Cartago. Su temperamentoardiente lo inclinaba a la polémica, el arrebato y el ri-gorismo. Hacia el 207 adoptó una actitud favorable almontañismo. Su lenguaje es vibrante, y su latín, conci-so y esplendoroso. Principales obras: Apología, Contralos judíos, Contra Marción, Sobre el bautismo, Sobre laprescripción de los herejes, Sobre la oración.
  • 296. ÍNDICEDE LAS PRINCIPALES SIGLAS Y ABREVIATURASAdv. haer. Adversus haereses (contra los herejes) BAC Biblioteca de autores cristianos CCL Corpus Christianorum LatinorumComment. Commentarium (comentario) Epist. Epistolae (cartas) Exp. Expositio (exposición, explicación) Exs. Exsortatio (exhortación) Hom. Homilía Lib. Liber (libro) PG Patrología Graeca (Migne) PL Patrología Latina (Migne) SC Sources Chrétiennes Serm. Sermones (sermones u homilías) Strom. Stromata Tract. Tractatus (tratado) 301
  • 297. BIBLIOGRAFÍA COLECCIÓN ICHTHYS Todas las obras clave para conocer en profundidad el pensamiento de los santos Padres y la sabiduría de las Iglesias católicas de Oriente, bajo la dirección del P. Luis Glinka ofm, reconocido especialista en patrología.• Preceptos para encontrar la paz espiritual Isaías de Gaza• Camino a la perfección de las virtudes (Vida de Moisés) San Gregorio de Nisa• Catequesis de la iniciación cristiana - Nueva edición San Cirilo y Juan de Jerusalén• Catequesis de san Agustín San Agustín 303
  • 298. 304 L A O R A C I Ó N EN LOS SANTOS PADRES• Claves para el equilibrio interior Calixto e Ignacio• Comentario al padrenuestro Orígenes• El arte de la oración - Nueva edición Teófano el Recluso• El bautismo según los Padres griegos Gregorio de Nacianzo• El tesoro espiritual San Basilio el Grande• Filocalia I Varios• Filocalia II Varios• Filocalia III Varios• La Filocalia de la oración de Jesús - Nueva edición R Luis Glinka• La mujer como evangelizadora - Nueva edición San Gregorio de Nisa
  • 299. BIBLIOGRAFÍA 305• La paciencia Tertuliano y San Cipriano• La santa Escala San Juan Climaco• La vida de la Iglesia primitiva. Introducción a la patrología I Fernando Figueiredo, ofin• Literatura cristiana primitiva. Introducción a la Patrología II Fernando Figueiredo, ofin• Los sacramentos. Los misterios San Ambrosio• Obras selectas San Alberto Magno• Ricos y pobres - Nueva edición San Juan Crisóstomo• Sabiduría de los Padres del Desierto Varios• San Benito de Nursia - Nueva edición San Gregorio Magno• Soliloquios. Acerca de la vida feliz San Agustín
  • 300. 306 L A O R A C I Ó N EN LOS SANTOS PADRES• Tratado de las vírgenes - Nueva edición San Ambrosio• Tratado del Espíritu Santo Basilio el Grande• Vida y pensamiento de los Padres. Introducción a la Patrología III Fernando Figueiredo, ofin ESPIRITUALIDAD O R I E N T A L• Instrucciones espirituales Serafín de Sarov• La Madre de Dios en los iconos bizantino-eslavos P. Luis Glinka ofin• La oración interior - Nueva edición Antología de autores espirituales• Relatos de un peregrino ruso - Nueva edición Varios
  • 301. BIBLIOGRAFÍA 307 ESTUDIOS CRÍTICOS• La Divina Liturgia San Juan Crisóstomo, comentado por el P. Luis Glinka ofin• La oración en san Agustín Francisco Weismann• Volver a las fuentes P. Luis Glinka ofin
  • 302. ÍNDICE PRÓLOGO 5 PRESENTACIÓN 13 PIDAN A D I O S CON FERVOR 23D E D Í C A T E SIN I N T E R R U P C I Ó N A LA O R A C I Ó N 25 O R E M O S POR TODOS 27 NO D U D A R EN P E D I R AL S E Ñ O R 29 CON SINCERIDAD E INOCENCIA 31 O F R E C E R NUESTRAS O F R E N D A S AL S E Ñ O R R E Z A EN T O D O M O M E N T O 33 ¿ C U Á N D O SE DEBE O R A R ? 35 LA O R A C I Ó N ES UN ARMA P O D E R O S A 37 LO Q U E D E B E M O S P E D I R 39 P E R M A N E C E R FIEL A LA O R A C I Ó N 41 P R A C T I C A R LA O R A C I Ó N Y LA ASCESIS 43 I M P O R T A N C I A DE LA O R A C I Ó N D O M I N I C A L 45 309
  • 303. 310 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES47 A LA O R A C I Ó N HAN DE A C O M P A Ñ A R LAS O B R A S49 F R E C U E N C I A DE LA O R A C I Ó N51 O R A R SIN DISTRACCIONES53 G R A C I A S A LOS M O N J E S55 R E Z A R EN S I L E N C I O57 REZAR CON EL C O R A Z Ó N59 LA O R A C I Ó N ES EFICAZ PARA M O V E R AL SEÑOR61 A B R I R N O S A LOS D O N E S DE D I O S63 LA O R A C I Ó N CONTINUA65 NO A LAS M U C H A S PALABRAS S I N O A LA INTENCIÓN67 ESTAR U N I D O A D I O S69 T Ú ERES N U E S T R O PADRE71 R E Z A R EN P R E S E N C I A DE D I O S73 PEDIR CON CONFIANZA75 E J E M P L O DE LOS M O N J E S77 E L C A N T O DE LOS SALMOS
  • 304. ÍNDICE 311 INVOCAR PRIMERO A D I O S 79 C A N T A R C O N VIGILANCIA Y SABIDURÍA 81 LA SANTA M I S A 83 PADRE N U E S T R O 85 TENTACIÓN DEL D E M O N I O 87 S E R SINCEROS CON DIOS 89 NO A B A N D O N A R LA O R A C I Ó N 91 LA O R A C I Ó N ES C O N V E R S A C I Ó N C O N DIOS 93 NO CESES EN LA O R A C I Ó N 95 LA G E N T E SE PREOCUPA P O R T O D O , 97 M E N O S P O R LA O R A C I Ó N LAS P R E O C U P A C I O N E S TERRENALES N O S 99 ALEJAN DE DIOS O R A R ES ESTAR C O N DIOS 101 N A D I E PIENSA EN LOS BIENES DE D I O S 103 NO C O N V E R T I R LA M I S E R I C O R D I A DE D I O S 105 EN C R U E L D A DP E D I R A D I O S Q U E DESAPAREZCA LA M A L D A D 107 P I D E A D I O S LA V I C T O R I A S O B R E 109 LAS PASIONES
  • 305. 312 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES111 ¿ Q U É COSA TENEMOS QUE P E D I R Á DIOS?113 LA O R A C I Ó N N O S ACERCA Y N O S U N E A D I O S117 ¿ C Ó M O T E N E M O S Q U E REZAR?119 P E D I R AL E S P Í R I T U S A N T O P O R LOS D O N E S121 P E R S E V E R A R EN LA O R A C I Ó N123 P O N E R LA O R A C I Ó N P O R ENCIMA DE T O D A O B R A H U M A N A125 LA C O N T E M P L A C I Ó N ES MÁS SUBLIME Q U E LA O R A C I Ó N127 C R E C E R S I E M P R E EN LA I N T I M I D A D CON DIOS129 Q U E EL S E Ñ O R LOS E N C U E N T R E V I G I L A N T E S131 E L S E Ñ O R C O N C E D E SIEMPRE MÁS DE LO Q U E SE PIDE133 E N T R A EN T U A P O S E N T O135 O R A R EN T O D O T I E M P O Y LUGAR137 LA O R A C I Ó N V E N C E A D I O S139 O R A C I Ó N Y LECTURA141 Q U Í T A T E HORAS DE S U E Ñ O PARA DEDICARLAS AL S E Ñ O R
  • 306. ÍNDICE 31 3 EL PADRENUESTRO 143 A N T E D I O S T O D O S S O M O S POBRES 145 P E D I R AL S E Ñ O R PARA C O N O C E R 147 SUS ENSEÑANZAS ORACIÓN CON LÁGRIMAS 149 O R A R SIN D I S T R A C C I O N E S 151 R E Z A R SIEMPRE C O N ALEGRÍA 153 D I O S O T O R G A EXCELENTES D O N E S 155 EL D E M O N I O SIENTE E N V I D I A 157 DEL H O M B R E Q U E REZA A M A R A D I O S ES HABLAR 159 PERMANENTEMENTE CON ÉLR E Z A R V E R D A D E R A M E N T E ES S E R UN T E Ó L O G O 161 D I O S C A M I N A A T U LADO 163 EL D E M O N I O N O S HACE REZAR 165 PARA VANAGLORIA EL S E Ñ O R N O S ENSEÑA A O R A R SIEMPRE 167 SIN CANSANCIO LA O R A C I Ó N SE ALIMENTA DE LA M E N T E 169
  • 307. 314 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES171 N O O R E S C O M O EL FARISEO, S I N O C O M O EL PUBLICANO173 A TRAVÉS DE LA V E R D A D E R A O R A C I Ó N , E M U L A M O S A LOS ÁNGELES175 F E L I Z EL H E R M A N O Q U E SE PONE EN M A N O S DE D I O S177 ES NECESARIA LA H U M I L D A D EN LA O R A C I Ó N179 LOS D E M O N I O S T U R B A N LA O R A C I Ó N181 LA O R A C I Ó N ES LA MÁS D I V I N A DE LAS V I R T U D E S183 LA ORACIÓN EN EL SENO DE LA FAMILIA185 D I O S ES M U Y GENEROSO EN C O N C E D E R BENEFICIOS187 LA LIBERTAD HUMANA Y LA N E C E S I D A D DE D I O S189 TAMBIÉN DEBEMOS ORAR P O R LOS D I F U N T O S191 P O R LA O R A C I Ó N SE ALCANZA LA FELICIDAD
  • 308. ÍNDICE 31 5 EXCELSA D I G N I D A D DEL H O M B R E Q U E O R A 193 N O S CONVIENE O B E D E C E R Á D I O S 195 LA O R A C I Ó N ES LA V I D A DEL ALMA 197A M A R LA O R A C I Ó N ES SEÑAL DE P E R F E C C I Ó N 199 LA O R A C I Ó N N O S ALCANZA EL P E R D Ó N DE 201 LOS PECADOS LA O R A C I Ó N N O S D E F I E N D E DE 203 T O D O PELIGRO LA O R A C I Ó N ES LA RAÍZ Y BASE DE T O D O 205 T E N G A M O S T O D O S LOS DÍAS VARIOS RATOS 207 DE O R A C I Ó N I M I T E M O S A LA CANANEA 209 CON LA O R A C I Ó N SUS M A N D A M I E N T O S 211 RESULTAN FÁCILES LA O R A C I Ó N ES LA LUZ DEL ALMA 213 "TÚ, C U A N D O QUIERAS ORAR, 215 ENTRA EN T U H A B I T A C I Ó N " ¿ Q U É ES LA O R A C I Ó N ? 217 V A N A S EXCUSAS PARA N O O R A R 219
  • 309. 316 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES221 S I N AYUDA DE LA GRACIA, N O PODREMOS C U M P L I R LOS M A N D A M I E N T O S223 H A Y Q U E P E D I R AYUDA DE LA G R A C I A225 S Ó L O D E B E M O S C O N F I A R EN LA G R A C I A Q U E ALCANZAMOS P O R LA O R A C I Ó N227 S Ó L O P O D R E M O S V E N C E R C O N LA AYUDA DE DIOS229 NO P O D E M O S NADA SIN LA G R A C I A231 H A Y GRACIAS Q U E D I O S SOLAMENTE LAS DA A Q U I E N LAS PIDE233 D I O S N O M A N D A COSAS I M P O S I B L E S DE CUMPLIR235 LA O R A C I Ó N , M E D I O PARA C O N S E G U I R LA G R A C I A237 LA LEY DE LA C A R N E Y LA LEY DE LA M E N T E239 D I O S Q U I E R E D A R AL Q U E LE PIDE241 LA I G L E S I A O R A P O R LOS I N C R É D U L O S243 A E J E M P L O DE LA M U J E R CANANEA245 P I D A M O S LA BUENA V O L U N T A D
  • 310. ÍNDICE 317 LA O R A C I Ó N ES N U E S T R O Ú N I C O R E F U G I O 247 COMO E N F E R M O Q U E BUSCA AL M É D I C O 249 S I N FE, LA O R A C I Ó N PERECE 251 ¡PECADORES! O R A D Y CONFESAD 253 VUESTROS PECADOS D E B E M O S O R A R C O N ABSOLUTA C O N F I A N Z A 257 Y SEGURIDAD M I S E R I C O R D I A Y NO CRUELDAD 259 C O N F I A R EN EL S E Ñ O R 261 S O P O R T E M O S LOS MALES DE LOS H O M B R E S 263 D I O S SABE LO Q U E ES P R O V E C H O S O PARA T I 265C R I S T O RUEGA EN Y P O R N O S O T R O S AL P A D R E 267 LA O R A C I Ó N DEL " C R I S T O TOTAL" 269 O R A R INCANSABLEMENTE 271 " E S T A B A ÉL O R A N D O EN C I E R T O LUGAR" 273 ¿ Q U É HACE EN N O S O T R O S LA E U C A R I S T Í A ? 275 M A R Í A ES M E D I A D O R A DE T O D A S 277 LAS GRACIAS LA O R A C I Ó N C O N S I G U E EL C U M P L I M I E N T O 279 DE LA O B R A
  • 311. 318 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES281 T R E S C O S A S S O N NECESARIAS: LA O R A C I Ó N , EL A Y U N O Y LA L I M O S N A283 E F I C A C I A DE LA O R A C I Ó N UNÁNIME DE T O D A LA I G L E S I A285 " S E D SANTOS"
  • 312. Se terminó de imprimir en el mes de octubre de 2009 en el Establecimiento Gráfico LIBRIS S. R. L MENDOZA 1523 • (B1824FJI) LANÚS OESTE BUENOS AIRES • REPÚBLICA ARGENTINA
  • 313. Este libro es una selección de textos de lossantos Padres acerca de la oración y su importan-cia para los fieles como lazo de amor con Cristo. En las enseñanzas de los primeros Padres dela Iglesia, se encuentran las claves para llevarla acabo, en sintonía con las premisas que el propioMaestro y los evangelistas nos legaron en elNuevo Testamento. El padre Luis Glinka ha extraído y traducido,de entre el cuantioso material patrístico, pasajesque pueden aprovechar mejor al lector actual ensu aprendizaje, y generar en él un interés por lalectura de la obra de aquellos primeros testigosde la fe. Desde los pasos previos, la disposición deánimo y la entrega al Espíritu, hasta los motivosusuales de los cristianos para evadir la oración, eltexto va explorando el universo que nutre yacompaña, a la luz de la tradición cristiana, laacción de orar. ichthys bolsillo www.lumen.com.ar ISBN 978-987-00-0858-3 9 789870 008583 LUMEN