La oración en los santos padres

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La oración en los santos padres

  1. 1. P. Luis GLINKA OFM (COMP.) La oración enlos santos Padres ichthys bolsillo L U M E N
  2. 2. LA ORACIÓNEN LOS SANTOS PADRES PEDID, LLAMAD Y BUSCAD
  3. 3. ichthys bolsillo LA ORACIÓNEN LOS SANTOS PADRES PEDID, LLAMAD Y BUSCAD PADRE LUIS G L I N K A COMPILADOR LUMEN Grupo Editorial LUMEN Buenos Aires - México
  4. 4. Colección: Ichthys bolsillo Compilación: Padre Luis Glinka Coordinación gráfica y diseño: Lorenzo Ficarelli La oración en los santos Padres / compilado por Luis Glinka. a 1. ed. - Buenos Aires : Lumen, 2009. 320 p . ; 18x13 cm. ISBN 978-987-00-0858-3 1. Religión. 2. Patrística. I. Luis Glinka, comp. CDD 200.1No está permitida la reproducción total o parcial de este libro, nisu tratamiento informático, ni su transmisión de ninguna forma, ya sea electrónica, mecánica, por fotocopia, por registro u otros métodos, ni cualquier comunicación pública por sistemas alámbricos o inalámbricos,comprendida la puesta a disposición del público de la obra de tal forma que los miembros del público puedan acceder a esta obra desde el lugar y en el momento que cada uno elija,o por otros medios, sin el permiso previo y por escrito del editor. © Editorial y Distribuidora Lumen SRL, 2009. Grupo Editorial Lumen viamonte 1674, (C1055ABF) Buenos Aires, República Argentina Tel. 4373-1414 (líneas rotativas) o Fax (54-11) 4375-0453 E-mail: editorial@lumen.com.ar http://www.lumen.com.ar Hecho el depósito que previene la ley 11.723 Todos los derechos reservados LIBRO DE EDICIÓN ARGENTINA PRINTED IN ARGENTINA
  5. 5. PRÓLOGO S an P a b l o , dirigiéndose a los fieles de Te- salónica, los exhorta a orar sin interrup­ ción. " R e c e n i n c e s a n t e m e n t e " , les dice(1 Ts 5, 1 7 ) . E l a p ó s t o l n o h a c e otra c o s a q u et r a n s m i t i r a los fieles v e n i d o s del p a g a n i s m o u n ade las principales exigencias que J e s ú s h a b í ap u e s t o p a r a sus discípulos. L o s que v e n í a n delp a g a n i s m o a c o s t u m b r a b a n rezar c o n m u c h a s p a ­labras, o c o n interminables repeticiones d e lasm i s m a s fórmulas. Ya J e s ú s h a b í a d i c h o a sus discípulos q u e n orezaran c o m o los p a g a n o s (Mt 6, 7-8). L o s cristia­n o s d e b í a n rezar de acuerdo con la antigua tradi­ción q u e se e n r a i z a b a en el A n t i g u o T e s t a m e n t o yq u e tenía su m o d e l o en los S a l m o s , c o m o y a loh a c í a n los fieles v e n i d o s del j u d a i s m o . P e r o lesadvirtió que no hicieran como algunos judíos,q u e r e z a b a n e n las p l a z a s o e n las c a l l e s p a r aser vistos por los demás. La oración de los dis­cípulos de Jesús se caracteriza por ser interior, 5
  6. 6. 6 LA O R A C I Ó N EN L O S SANTOS PADRESy se hace con el deseo de ser vistos sólo porD i o s ( M t 6, 5 - 6 ) . J e s ú s fue c o n o c i d o c o m o h o m b r e de oración.Los E v a n g e l i o s r e c u e r d a n que c o n frecuencia seretiraba a orar, q u e a v e c e s se levantaba m u y t e m -p r a n o p a r a h a c e r l o ( M c 1, 3 5 ) y q u e otras v e c e s" p a s a b a t o d a la n o c h e en o r a c i ó n " (Lc 6, 1 2 ) . E nciertas circunstancias, lo hacía a c o m p a ñ a d o p o rsus discípulos (Lc 9, 2 5 ) . En algunas o p o r t u n i d a -des, los evangelistas transmiten las palabras q u eel S e ñ o r p r o n u n c i a b a en su oración, c o m o la afec-tuosa acción de gracias al Padre p o r q u e reveló s umisterio a los p e q u e ñ o s (Mt 11, 25-26; L c 10, 2 1 -2 2 ) , el d e s g a r r a d o r grito en la cruz ( M t 2 7 , 4 6 ; M c15, 3 4 ) , t o m a d o de u n S a l m o (Sal 2 2 , 2 ) , o el cari-ñ o s o " ¡ A b b á ! " c o n el que revelaba su especial in-t i m i d a d c o n D i o s . E l ejemplo del S e ñ o r resultóatrayente p a r a los discípulos, p o r q u e éstos, alverlo rezar, se dirigieron a él pidiéndole: "¡Señor,e n s é ñ a n o s a rezar!" (Lc 11, 1 ) . J e s ú s e n s e ñ ó a sus discípulos q u é debían deciren la oración y c ó m o debían orar. L o que se d e b edecir e n la oración está resumido en la principale n s e ñ a n z a de J e s ú s en esta materia, que es el " P a -d r e n u e s t r o " (Mt 6, 9-12; L c 11, 2-4). Entre las ins-
  7. 7. PRÓLOGO 7trucciones sobre la forma en que h a y q u e rezar, see n c u e n t r a el triple imperativo c o n s e r v a d o en lostextos e v a n g é l i c o s que los críticos atribuyen a tinade las m á s antiguas fuentes: "Pidan... busquen...l l a m e n " (Mt 7, 7; L c 11, 9). S o n expresiones que sedirigen a los q u e están en condición de carencia.Si d e b e n p e d i r o buscar, es p o r q u e n o tienen op o r q u e h a n p e r d i d o lo que tenían. Si deben lla­mar, es p o r q u e están fuera y desean ser recibidos. L o s tres imperativos van seguidos p o r otrostantos v e r b o s q u e aseguran la respuesta que sed a r á a los que o b e d e z c a n a estos m a n d a t o s : a losq u e b u s q u e n , hallarán, y a los que llamen se lesabrirá. S e g ú n la forma de expresarse de los j u d í o s ,q u e a t e n d i e n d o al m a n d a m i e n t o evitan, p o r lo ge­neral, p r o n u n c i a r el n o m b r e de D i o s , los v e r b o sdichos en forma pasiva indican q u e quien realiza­rá la acción es el m i s m o Dios; al que pide, D i o s ledará, y al q u e l l a m e , Dios m i s m o le abrirá. Se s o b r e e n t i e n d e que el que b u s c a e n c o n t r a r áa D i o s . E l texto c o n c l u y e h a c i e n d o u n a c o m p a r a ­ción: los seres h u m a n o s , aun s i e n d o m a l o s , s a b e ndar c o s a s b u e n a s a sus hijos. E l Padre celestial,q u e es s ó l o b o n d a d , dará s i e m p r e lo q u e es b u e ­n o p a r a aquellos q u e se lo piden. P o r eso los t e x -
  8. 8. 8 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADREStos del N u e v o T e s t a m e n t o insisten en que el oran-te será e s c u c h a d o , y q u e todo lo que p i d a le serác o n c e d i d o , a u n las c o s a s m a s sorprendentes ( M c11, 2 4 ) . La s e g u r i d a d q u e debe tener el orante de q u eserá a t e n d i d o en la oración está m u y lejos de p a -recerse a la " m a g i a " . N o es sólo decir p a l a b r a spara que las c o s a s sucedan: el q u e reza d e b e c o -m e n z a r p o r liberarse de todo m a l sentimiento. ElE v a n g e l i o p o n e u n ejemplo: " C u a n d o te p o n g a sde pie para orar, p e r d o n a a los demás..." ( M c 11,25). A d e m á s , la o r a c i ó n se debe h a c e r "en el n o m -bre de J e s ú s " (Jn 14, 13; 15, 16). Estar "en el n o m -bre" es c o m o estar m e t i d o s dentro del m i s m on o m b r e , es decir, c o m o f o r m a n d o u n a sola p e r s o -n a c o n él. E n t o n c e s , si se tienen los m i s m o s senti-m i e n t o s q u e tiene Jesucristo, y se reza en u n i ó ncon él, se tiene la s e g u r i d a d de participar de suo m n i p o t e n c i a . P e r o , aun así, es necesario "pedir";n o es c o m o p r o n u n c i a r u n a palabra m á g i c a , sinop o n e r s e en h u m i l d e actitud de petición p a r a q u eD i o s la c o n c e d a . El A n t i g u o T e s t a m e n t o , c o m o la e n s e ñ a n z ad e J e s ú s y d e l o s a p ó s t o l e s , c o n t r a d i c e la a c t i -t u d d e aquellos fatalistas que aceptan pasiva-
  9. 9. PRÓLOGO 9m e n t e lo que s u c e d e . U n o s p i e n s a n que t o d o su-c e d e i n e x o r a b l e m e n t e de acuerdo c o n las leyes dela naturaleza, y q u e es inútil que los seres h u m a -n o s p r e t e n d a n c a m b i a r el orden de las cosas recu-r r i e n d o a D i o s . O t r o s dicen q u e todo ya fue deter-m i n a d o p o r D i o s ("estaba escrito"), y que El n ova a cambiar sus planes. A u n o s y a otros se les responde que D i o s quie-re q u e le p i d a n y que, para ordenar las c o s a s ,D i o s tiene en c u e n t a la súplica de los h u m a n o s .N o se explica c ó m o entra a j u g a r la petición de u nser h u m a n o en el orden inflexible de las c a u s a snaturales, ni en el s o b e r a n o plan de D i o s . P e r o laEscritura e n s e ñ a q u e los h u m a n o s n o son objetosp a s i v o s ni s o n "juguetes del destino"; D i o s h aq u e r i d o o r d e n a r la historia en diálogo c o n sus hi-j o s , y t o d o s p u e d e n participar c o m o suplicantes. L o s santos P a d r e s c u m p l i e r o n con el misteriode profundizar las e n s e ñ a n z a s del E v a n g e l i o ytransmitirlas a los fieles de todas las culturas,aplicándolas a las n u e v a s circunstancias q u e seiban p r o d u c i e n d o en la historia de la Iglesia. D eesa m a n e r a , dejaron sorprendentes enseñanzassobre la oración. U n o s escribieron tratados sobrela o r a c i ó n en general, o sobre alguna oración en
  10. 10. 10 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESparticular, e s p e c i a l m e n t e sobre el "Padrenues-tro"; otros escribieron oraciones o dejaron p o r e s -crito las oraciones q u e ellos m i s m o s rezaban, p a -ra q u e sirvieran de ejemplo a los fieles; a l g u n o sc o m p u s i e r o n los textos litúrgicos que se u s a r o nen a l g u n o s t i e m p o s o q u e todavía h o y se rezan yse c a n t a n en las iglesias; finalmente otros, e n s utarea pastoral, dirigieron s e r m o n e s al p u e b l o p a -ra instruirlo sobre q u é debía rezar y c ó m o d e b í ahacerlo. Las e n s e ñ a n z a s sobre la oración que se en-c u e n t r a n en los escritos de los santos Padresc o n s t i t u y e n u n m a t e r i a l inabarcable. D e t o d o e s -te a b u n d a n t e material, el p a d r e Luis G l i n k a h aextraído u n a c a n t i d a d de ejemplos que a los lec-tores p o d r á n p a r e c e r m u c h o s , pero q u e en reali-d a d s o n u n a p e q u e ñ a m u e s t r a de todo lo q u e sep u e d e leer sobre este tema. El p a d r e G l i n k a h a seleccionado estos e j e m -plos, y a q u í los ofrece traducidos al castellano yo r d e n a d o s c o m o p a r a q u e los cristianos de h o ya p r e n d a n a rezar en la escuela de los santos P a -dres. E s de d e s e a r q u e estos ejemplos susciten elinterés p o r la lectura de las obras de aquellos pri-m e r o s testigos y m a e s t r o s de la fe.
  11. 11. PRÓLOGO 11 L o s fieles reciben en la actualidad la oferta dem u c h o s m é t o d o s de oración. A l g u n o s se a p o y a nsobre c o n c e p t o s religiosos m u y distantes de la fecristiana, p o r lo q u e son ciertamente desaconseja-b l e s . L a obra del p a d r e G l i n k a sirve c o m o un v a -lioso indicador, que ubica a los lectores en el c a -m i n o de la auténtica tradición cristiana. C o m o sesuele decir, c u a n d o r e m o n t a m o s el c a m i n o , y v o l -v e m o s hacia la fuente, ahí e n c o n t r a m o s el a g u amás pura. Monseñor Luis Heriberto Rivas
  12. 12. PRESENTACIÓN P E R M A N E C E R DELANTE DE D I O S A c t u a l m e n t e existe u n a proliferación de o r a c i o n e s p o p u l a r e s p a r a todas las n e ­ cesidades e inquietudes personales,a l g u n a s de las c u a l e s hasta p u e d e n p a r e c e r m á ­gicas o m a c u m b e r a s a la h o r a de obtener graciasy favores divinos. Estas o r a c i o n e s a p u n t a n e s p e c i a l m e n t e a o b t e ­n e r trabajo, p o d e r e c o n ó m i c o , salud corporal y,p o r ú l t i m o , al t e m a espiritual e interior del h o m ­bre. S e organizan procesiones, peregrinaciones,manifestaciones religiosas p a r a rogar p o r " p a n ytrabajo", p a r a a g r a d e c e r h a b e r c o n s e g u i d o u ne m p l e o o salud. E s t o es v e r d a d e r a m e n t e n e c e s a ­rio y b u e n o ; p e r o olvida la parte m á s i m p o r t a n t ede la p e r s o n a h u m a n a que garantiza la salud e s ­piritual y m o r a l : m a n t e n e r la amistad c o n D i o sd u r a n t e t o d o el t i e m p o , p e r m a n e c e r c o n t i n u a ­m e n t e ante Dios. 13
  13. 13. 14 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES Es n e c e s a r i o p e d i r a D i o s el p e r d ó n de los p e -c a d o s , la c o n v e r s i ó n interior, vivir i n t e n s a m e n t ela c a r i d a d fraternal. L a oración n o es u n a s p e c t osólo p e r s o n a l , sino t a m b i é n c o m u n i t a r i o , litúrgi-co, q u e n o s u n e a D i o s y n o s h e r m a n a en u n a s o -la c a r i d a d y fe en el Señor. R e z a m o s m u c h o o p o c o pero n o s a b e m o s q u ép e d i r a D i o s . S e h a n tergiversado los valores y lasp r i o r i d a d e s de la oración. Los santos P a d r e s tienen aquí u n a importantee n s e ñ a n z a sobre la oración. N o s dejaron preciosostesoros sobre su p e d a g o g í a que l a m e n t a b l e m e n t ed e s c o n o c e m o s . E l l o s n o s e n s e ñ a n c ó m o rezar,c ó m o p e d i r a D i o s u n a gracia y, p a r t i c u l a r m e n -te, c ó m o p e r m a n e c e r c o n t i n u a m e n t e ante la p r e -s e n c i a de D i o s c o n el corazón y la m e n t e , y conti-n u a r delante de él, día y n o c h e , en m e d i o de n u e s -tras actividades, p r e o c u p a c i o n e s y tareas de c a d adía. Se trata, p u e s , de n o volver a u n p a s a d o h i s t ó -rico, s i n o r e c u p e r a r las ricas e n s e ñ a n z a s de losP a d r e s sobre la o r a c i ó n y aplicarlas a nuestra rea-lidad m o d e r n a materialista, h e d o n i s t a e indivi-dualista p a r a m a n t e n e r un contacto p e r m a n e n t econ D i o s q u e es amor, n o s p e r d o n a y es el S e ñ o r
  14. 14. PRESENTACIÓN 15de t o d o lo c r e a d o . A través de D i o s n o s e n c o n t r a -m o s c o n n u e s t r o prójimo c o m o h e r m a n o e hijo den u e s t r o Padre. "Oren c o n s t a n t e m e n t e " (1 Ts 5, 17) es la ense-ñ a n z a constante de los Padres que tiene su origenen la S a g r a d a Escritura. Es b ú s q u e d a constante deDios y descubrir c a d a día m á s , quién es Dios p a r amí, para la c o m u n i d a d . N o es u n a b ú s q u e d a abs-tracta, teológica de la oración, sino u n a experienciadirecta y personal, vivencial, n o m e r a especula-ción racional. U n a vez, un monje preguntaba alanciano M a c a r i o : " ¿ C ó m o d e b e m o s o r a r ? " E l an-ciano respondió: " N o es necesario usar un m o n t ó nde palabras; sólo extiende las m a n o s y di: Señor,c o m o tú quieres y c ó m o tú conoces mejor, ten m i -sericordia, o, Señor, socorro." La p e d a g o g í a de los Padres sobre la oración: laespiritualidad es m u y rica en la experiencia d e lm i s t e r i o d e la r e l a c i ó n del h o m b r e c o n la S a n t í -s i m a T r i n i d a d e n espíritu de a d o r a c i ó n y e n v e r -d a d . L a o r a c i ó n e n los s a n t o s P a d r e s tiene s uf u n d a m e n t o y o r i g e n en la S a g r a d a E s c r i t u r a , e s -p e c i a l m e n t e en la oración del Padrenuestro y enlos s a l m o s .
  15. 15. 16 L A O R A C I Ó N EN L O S SANTOS PADRES Al final de los p r i m e r o s t i e m p o s del cristianis-m o c o m e n z a r o n aparecer p e q u e ñ o s c o m e n t a r i o ssobre la o r a c i ó n s e ñ a l a n d o q u e debía ser h u m i l -de, alegre, confiada y vigilante, orientada e s p e -c i a l m e n t e a p e d i r a D i o s los b i e n e s espiritualesp r o m e t i d o s p o r el Señor. L a c o m u n i d a d reza diri-g i é n d o n o s al P a d r e creador y S e ñ o r de los siglos.La o r a c i ó n es a l a b a n z a y acción de gracias p o r elHijo y recoge las intenciones de toda la Iglesiap o r la m e d i a c i ó n de Jesucristo. E n ella, el Padre yel Hijo están u n i d o s en u n m i s m o culto y en u n am i s m a fe. D u r a n t e el siglo III, aparecen los p r i m e r o s c o -m e n t a r i o s al P a d r e n u e s t r o (Orígenes, Tertuliano,C i p r i a n o , etc.), d o n d e se insiste en q u e el P a d r e -n u e s t r o es el c o m p e n d i o de t o d o el E v a n g e l i o . E lrezo del P a d r e n u e s t r o tiene que ser a c o m p a ñ a d ocon genuflexiones, a y u n o s y hospitalidad, y asín o s h a c e perfectos adoradores de D i o s Padre. El t r a t a d o de O r í g e n e s sobre la o r a c i ó n y elc o m e n t a r i o al P a d r e n u e s t r o es u n " v e r d a d e r o te-s o r o " d e la o r a c i ó n , a d e m á s de ser u n p e q u e ñ otratado teológico de la oración. P a r a este t e ó l o g o ,la o r a c i ó n es el c a m i n o p o r el cual los fieles c a m i -n a n h a c i a D i o s , r e c u p e r a n d o la s e m e j a n z a q u eh a b í a s i d o p e r d i d a a c a u s a del p e c a d o y del odio.
  16. 16. PRESENTACIÓN 17C o n la purificación interior se llega a la perfectau n i ó n c o n D i o s q u e es el fin de toda oración. Ésta n o p u e d e estar separada de la existenciah u m a n a real, sino que se extiende en situacionesconcretas, "de u n a caridad sin límites", hospitali­dad, repartición de bienes que son manifestacionesde u n a fraternidad en Jesús, m i e m b r o de la Iglesia:"La oración aceptada por Dios es u n a b u e n a obra." En el Oriente cristiano, durante los siglos I V yV, aparecen obras maestras sobre la espiritualidadde la oración especialmente en el ambiente m o ­nástico. L o s monjes consideran la oración c o m ou n a ciencia p o r excelencia que recoge todo en sí:la fe, la vida, la salvación. Para estos m o n j e s lao r a c i ó n tiene q u e ser un diálogo del h o m b r e c o nD i o s , y lo principal es p e d i r a D i o s los b i e n e s c o n ­v e n i e n t e s p a r a la s a l v a c i ó n ; e s u n a e l e v a c i ó n d ela m e n t e y el c o r a z ó n a D i o s , n o en el s e n t i d od e u n a visión platónica sino en u n transformarseen u n " d i á l o g o del espíritu c o n el P a d r e " . P a r aevitar u n a cierta intelectualización h e l é n i c a d e laoración, los m o n j e s unificaron el espíritu c o n elc o r a z ó n p a r a referirse a la totalidad de la p e r s o n avivificada p o r el Espíritu S a n t o .
  17. 17. 18 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRES Los P a d r e s c o m e n t a n las cuatro distincionesque s a n P a b l o h a c e en la oración: petición, ora-ción, súplica y acción de gracias (1 T m 2, a ) . Por petición, e n t i e n d e n rogar a Dios p o r losb i e n e s celestiales y espirituales, y l u e g o , en u ns e g u n d o lugar, p o r las cosas materiales y t e m p o -rales. A la pregunta de p o r qué nuestras oracionesn o siempre son escuchadas, san J u a n C r i s ó s t o m oresponde: " P o r q u e r o g a m o s m u y p o c o o n o s en-contramos en pecado." En la tradición m o n a c a l , la oración tiene u ncarácter insistente, en p r i m e r l u g a r p a r a p e d i rp e r d ó n p o r los p e c a d o s : "Señor, ten p i e d a d d emí, p e c a d o r . " La continua oración n o es hablar constante-mente, sino llegar al estado de vida de u n a granoración, de la cual la oración vocal es parte. O t r oaspecto fundamental para el m o n a q u i s m o orientales la oración litúrgica y comunitaria, que encuen-tra su lugar teológico en un conocimiento y sabi-duría de la vida mística donde el alma se une aDios a través de la fe y el amor, aceptando el sufri-miento, el dolor y la cruz en Cristo. El creer nos lle-va a suplicar: cuando m á s viva es la fe, tanto m á s sesiente la necesidad de orar y estar u n i d o al Señor.
  18. 18. PRESENTACIÓN 19 E n los c o m e n t a r i o s litúrgicos, en las h o m i l í a s ,en la catequesis de las cartas pascuales, los P a d r e sinsisten en la n e c e s i d a d de rezar c o n t i n u a m e n t ep a r a c o m b a t i r las tentaciones de los espíritus m a ­lignos, las especulaciones filosóficas, el racionalis­m o teológico que h a c e n perder la fe v i v a en D i o sUno-Trino. La oración tiene que salir del corazón. En O c c i d e n t e t u v o gran influencia el t r a t a d ode la oración del t e ó l o g o alejandrino O r í g e n e s .P e r o a d e m á s , los Padres occidentales h a n dejadou n p r e c i o s o l e g a d o sobre la oración: c o m e n t a n d olos s a l m o s , afirmaban "Vox Christi ad P a t r e m "(san A m b r o s i o ) . Los s a l m o s eran presentados c o m o u n c a m i n oespiritual de elevación del a l m a hacia D i o s . L aoración n o es sólo u n a fórmula de oración c o nm u c h a s p a l a b r a s sino u n estilo de vida, u n afectoc o n t i n u o del corazón, u n a actitud p e r m a n e n t e defe, a u n en los m o m e n t o s difíciles de la vida. D i o ses u n misterio q u e se acepta sólo c o n la oraciónde fe y n o c o n la especulación teológica. La a d o r a c i ó n silenciosa es mejor que el r a c i o ­n a l i s m o p a r a encontrarse c o n D i o s .
  19. 19. 20 L A O R A C I Ó N EN L O S SANTOS PADRES San A g u s t í n h a d a d o amplios espacios en susescritos, reflexionando sobre la oración. M e d i t a n d oel comentario a los salmos, la carta a Proba sobre laoración, afirma que la oración de Cristo es n u e s -tra y la nuestra se h a c e en Cristo: "Nuestras ora-ciones s o n e n t o n c e s hacia él, p o r él y en é l " (InPas, 8 5 , 1). L a oración es el c a m i n o c o n Cristo y e nCristo p a r a llegar al P a d r e con la a y u d a del E s p í -ritu S a n t o . D e s p u é s de san A g u s t í n siguieron otrosc o m e n t a r i o s a la o r a c i ó n , p o r e j e m p l o los d eC a s i a n o , s a n J u a n D i a s a n c e n o , s a n M á x i m o elConfesor, etc. M u c h a s de las oraciones de los P a -dres y del m o n a q u i s m o se h a n recogido en loscuatro t o m o s de la Filocalia, que es u n precioso te-soro p a r a a p r e n d e r a orar con los Padres. La presente edición de compilaciones deo r a c i ó n d e l o s P a d r e s n o tiene otro o b j e t i v o q u eh a c e r c o n o c e r y acercar algunas e n s e ñ a n z a s úti-les p a r a la oración. E s t a m o s p a s a n d o p o r u nt i e m p o de crisis de fe, de n e c e s i d a d de orar. N osólo c o n los m e d i o s h u m a n o s p o d e m o s resolvernuestros p r o b l e m a s , sino que es necesaria la ora-ción c o n fe. El h o m b r e es creado a i m a g e n y s e m e -janza de Dios, y n o p o d r á encontrar la verdadera
  20. 20. PRESENTACIÓN 21felicidad h a s t a q u e recupere la s e m e j a n z a c o nD i o s , a través de la continúa oración, a y u n o s yobras de misericordia. Los t e x t o s p u b l i c a d o s fueron revisados c o nlos o r i g i n a l e s q u e se e n c u e n t r a n en P a t r o l o g í ag r i e g a y latina, o r d e n a d a s c r o n o l ó g i c a m e n t e p o rlos P a d r e s . A l g u n a s afirmaciones sobre el misterio de laoración: " L a oración es el m á s grande de todos los b i e n e s , el fin de todos los m a l e s y el funda­ m e n t o y raíz de todas las virtudes." "Todas las virtudes juntas, sin la oración, son p u r a ilusión." " C o m o se h a g a b i e n la oración, que es lo m á s i m p o r t a n t e , n o dejará de h a c e r s e t o d o lo q u e D i o s quiere." " D o n d e e s t é la o r a c i ó n , c o n ella e s t a r á n t o d o s l o s b i e n e s y t o d a s las verdaderas virtudes." "Tú n o vales otra cosa que lo que valga tu oración: ella es la m e d i d a de toda virtud y el fundamento y origen de toda perfección."
  21. 21. 22 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES " A u n q u e repartas todos tus bienes a los pobres, aunque te sacrifiques y entregues tu vida en a y u d a de los necesitados, aunque vivas e n perfecta austeridad y en continuas vigilias y ayunos, y aunque te parezca que posees todas las virtudes, todas ellas n o ten­ drán otro valor q u e lo que valga tu oración." " P o r la oración y sólo en ella y c o n ella re­ c i b i m o s todos los b i e n e s . " " E s t o t a l m e n t e i m p o s i b l e q u e e x i s t a al­ g o b u e n o e n u n a l m a d o n d e n o a n i d a la oración." " U n h o m b r e sin oración es c o m o u n ani­ m a l sin razón." "El q u e a b a n d o n a la oración p r o n t o se convierte en bestia o d e m o n i o . " P. Luis Glinka ofin
  22. 22. PIDAN A DIOS CON FERVOR 1 Así, p u e s , a p o y a d o s e n esta e s p e r a n z a , únanse nuestras almas a Aquel que es • fiel e n sus p r o m e s a s y j u s t o en sus jui­cios. E l q u e n o s m a n d ó n o mentir, m u c h o m e n o smentirá El mismo, pues nada hay imposible pa­ra D i o s fuera d e l mentir... T o d o lo h a r á c u a n d oq u i e r a y c o m o q u i e r a , y n o h a y peligro de q u edeje de c u m p l i r s e n a d a de c u a n t o E l h a p r o m e t i ­ ado (Carta 1 ) . 2. P o r c o n s i g u i e n t e , t a m b i é n nosotros, reuni­d o s y c o n s c i e n t e s de nuestro deber, en c o n c o r d i ay en u n solo lugar, l l a m e m o s fervorosamente a É l(con o r a c i o n e s ) c o m o salidas de u n a sola b o c a , afin de llegar a ser partícipes de sus magníficas y agloriosas p r o m e s a s (Carta 1 ) . 3. O r e m o s t a m b i é n p o r los q u e están en p e c a ­do, a fin d e q u e les sea otorgada la m o d e r a c i ó n yla h u m i l d a d , y c e d a n , n o a n o s o t r o s , s i n o a lav o l u n t a d d e D i o s ; p o r q u e así c u a n d o los r e c o r ­d e m o s e n espíritu de misericordia delante de 23
  23. 23. 24 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESDios y de los S a n t o s , nuestra oración será fruc-tuosa y perfecta (1 C o LVI. 1-3, 1 6 ) . 4. A s í , p u e s , oren s a n t a m e n t e y p i d a n a D i o scon fervor y c o n t o d a s o b r i e d a d y castidad, sinodio y sin malicia... C o n vuestros a y u n o s y ora-ciones c o n t i n u a s , d a d en Cristo, visitad a los q u eestén e n d e m o n i a d o s y recitad sobre ellos u n ao r a c i ó n q u e a g r a d e a D i o s . . . P o r q u e esta c a s t a— d i c e el S e ñ o r — sólo se expulsa p o r la oraciónfervorosa y fe c o n a y u n o . Bello es, p o r tanto, c o m -p a d e c e r a los h e r m a n o s enfermos, c o m o q u e d adicho, p o r m e d i o de vigilias, a y u n o s y oraciones acontinuas... (Carta 1 Virg.). 5. C u a n d o a ú n estés tú h a b l a n d o , diré: H e m ea q u í presente (Is 5 8 , 9 ) . S i g n o es, efectivamente,esta p a l a b r a , de gran p r o m e s a : p u e s n o s dice elS e ñ o r q u e É l está m á s dispuesto a d a r n o s sus do- an e s que n o s o t r o s a recibirlos (Carta 2 a C o r ) . SAN CLEMENTE ROMANO ( † 99)
  24. 24. DEDÍCATE SIN INTERRUPCIÓN A LA ORACIÓN 1 E n c a d e n a d o c o m o estoy p o r a m o r de J e - sucristo, suplicando alcanzar a D i o s , o s • h a g o esta exhortación: p e r m a n e c e d uni-dos en la oración, rogando los u n o s p o r los otros(Carta Tral). 2. P u e s , si tanta fuerza tiene la oración de c a d au n o en particular, ¿cuánta m á s la que se h a c e pre-sidida p o r el o b i s p o y en unión con toda la Igle-sia? (Carta a los Efesios). 3. Yo te e x h o r t o a que, p o r la gracia de que e s -tás revestido, aceleres el p a s o de tu carrera, y q u ea s i m i s m o exhortes tú, p o r tu parte, a todos p a r aque se salven. D e s e m p e ñ a el lugar que o c u p a scon toda diligencia de cuerpo y espíritu. P r e o c ú -pate de la u n i ó n entre todos, mejor que la cual n a -da existe. Llévalos a todos sobre ti, c o m o a ti telleva el Señor. Sopórtalos a todos con cariño, c o -m o y a lo h a c e s . D e d í c a t e sin interrupción a la ora- 25
  25. 25. 26 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESción. P i d e a D i o s m a y o r inteligencia de la q u e tie-nes. Estáte alerta, apercibido del espíritu que des-c o n o c e el s u e ñ o (...). D o n d e m a y o r es el trabajo,allí h a y m a y o r e s g a n a n c i a s (Carta a san Policarpo). SAN I G N A C I O DE A N T I O Q U Í A ( † 1 0 7 )
  26. 26. O R E M O S POR TODOS 1 D e s p u é s del b a u t i s m o , l l e v e m o s con n o ­ sotros a nuestros h e r m a n o s , c o n el fin d e • h a c e r preces en c o m ú n p o r nosotrosm i s m o s y p o r todos los d e m á s esparcidos p o r to­d o el m u n d o , o r a n d o con fervor, suplicando sen o s c o n c e d a vivir de acuerdo con la verdad q u eh e m o s c o n o c i d o , siendo h o m b r e s de recta c o n ­ducta, guardianes de todo lo que se n o s h a m a n ­ ad a d o p a r a conseguir la vida eterna (1 Apolog.). 2. N o s o t r o s v e n e r a m o s al C r e a d o r del u n i v e r ­so c o n o r a c i o n e s y acciones de gracias, a l a b a n d oal q u e h e m o s a c e p t a d o c o m o ú n i c o d i g n o de esteh o n o r d á n d o l e gracias p o r h a b e r n o s creado y p o rt o d o s los b i e n e s , c o n nuestras peticiones p a r a re­n a c e r l u e g o en la eternidad p o r la fe q u e t e n e m o sen É l (ibíd.). 3. O r e m o s p o r toda la Iglesia, p a r a q u e c o n o ­c i e n d o la v e r d a d y o b r a n d o el bien, g u a r d a n d olos m a n d a m i e n t o s , n o s h a g a m o s d i g n o s de alcan­zar la s a l v a c i ó n eterna (ibíd.). 27
  27. 27. 28 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES 4. E n vuestras s i n a g o g a s vosotros m a l d e c í s atodos los q u e se h a n h e c h o cristianos, y las d e m á sn a c i o n e s h a c e n lo m i s m o . Pero nosotros a todosd e c i m o s : "vosotros sois nuestros h e r m a n o s " , ynuestro d e s e o es que todos l l e g u e m o s al conoci-m i e n t o de la v e r d a d e r a vida. P o r eso o r a m o s p o rvosotros, p a r a que Cristo tenga piedad. Él, enefecto, n o s e n s e ñ ó a orar m u c h o p o r nuestrose n e m i g o s (Diálogo con Trifón, 96). O r e m o s p o r vosotros y p o r todos los h o m b r e ssin e x c e p c i ó n , c o n f o r m e n o s enseñó nuestro Cris-to y Señor, q u e m a n d ó orar incluso p o r nuestrose n e m i g o s , a m a r a los q u e n o s odian, y b e n d e c i r alos que n o s m a l d i c e n (ibíd., 1 3 3 ) . SAN JUSTINO ( † 1 6 5 )
  28. 28. N O DUDAR EN PEDIR AL SEÑOR A rranca d e ti toda d u d a y n o vaciles e n n a d a a b s o l u t a m e n t e al p e d i r al Señor, ni digas dentro de ti: " ¿ C ó m o p u e d op e d i r n i recibir n a d a del Señor, h a b i e n d o c o m e t i -d o c o n t r a É l tan g r a n d e s p e c a d o s ? " N o discurrasasí, s i n o conviértete de todo c o r a z ó n al S e ñ o r ypídele sin vacilación y e x p e r i m e n t a r á s s u g r a nm i s e r i c o r d i a , y n o t e n g a s m i e d o de q u e te a b a n -d o n e , s i n o q u e c u m p l i r á la petición de tu a l m a . P o r q u e n o es el S e ñ o r c o m o los h o m b r e s , q u eg u a r d a n rencor, sino que Él n o es rencoroso, an-tes se c o m p a d e c e de la h e c h u r a de sus m a n o s .P o r tu parte, p u e s , purifica tu c o r a z ó n de t o d a slas v a n i d a d e s de este siglo y de todas las p a l a b r a sq u e a n t e r i o r m e n t e te fueron dichas, y pide al S e -ñ o r y lo recibirás t o d o y n o te v e r á s defraudadode n i n g u n a de sus peticiones, c o m o le pidas c o nfe. M a s si d u d a r a s en tu corazón, n a d a recibirásde c u a n t o pidieres. P o r q u e los q u e d u d a n de 29
  29. 29. 30 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESDios, son d o b l e s de a l m a y n a d a a b s o l u t a m e n t etienen de c u a n t o piden. M a s los sencillos de la fepiden c o n confianza en el S e ñ o r y reciben, p o r q u ep i d e n sin vacilación y sin dar lugar a d u d a . P u e stodo h o m b r e doble de a l m a , si n o se arrepiente,difícilmente se salvará. Purifica, p u e s , tu c o r a z ó n de toda d u d a y re-vístete de la fe, p o r q u e es fuerte, y cree en D i o sque recibirás t o d o c u a n t o pidieres. Y si a c o n t e c ealguna v e z que, d e s p u é s de pedir, tardas en reci-bir del S e ñ o r lo que pides, n o d u d e s p o r q u e tardeen d e s p a c h a r t e la petición de tu alma. Porque, singénero de d u d a , p o r a l g u n a tentación o p e c a d oque tú d e s c o n o c e s , tardas en recibir tu petición.Por tu parte, p u e s , n o cejes en tus súplicas, que alfin recibirás. M á s si desfalleces y vacilas al rogar,a ti m i s m o tienen q u e acusarte y n o al que te da.Vigila contra esta d u d a , p o r q u e es m a l a e insen-sata y a m u c h o s desarraiga de la fe, incluso losm u y fieles y firmes en ella. ( E L PASTOR, I X M A N D A M I E N T O ) H E R M I A S ( S . I I )
  30. 30. C O N SINCERIDAD E INOCENCIA,OFRECER NUESTRAS OFRENDAS AL SEÑOR 1 C o n simplicidad y conciencia pura, la Iglesia ofrece a D i o s el sacrificio insti- • t u i d o p o r el m i s m o Señor, en el q u eo f r e c e m o s t a m b i é n nuestros c u e r p o s y n u e s t r aoración, glorificando su n o m b r e entre las g e n t e s( F r a g m e n t o 3 8 ) . Y n o se lo ofrecemos c o m o a u nindigente, sino dándole gracias p o r su dominio...,y para que nos conceda sus bienes..., el p e r d ó n delos p e c a d o s y la vida eterna (Adversus haereses, 1 yFragmento 38). 2. " E n todo lugar se ofrece incienso y sacrificiop u r o a m i n o m b r e " (MI 1 , 1 1 ) . E n el A p o c a l i p s i s ,J u a n dice q u e el incienso es las oraciones de lossantos (cf. A p 5, 8 ) . El sacrificio puro y agradable aDios es la obligación de la Iglesia que el Señor m a n -dó que se ofreciera en todo el m u n d o , n o porqueDios necesite nuestro sacrificio, sino porque el queofrece es glorificado él m i s m o en lo que ofrece, contal de que sea aceptada su ofrenda. L a ofrenda que 31
  31. 31. 32 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADREShacemos al R e y es u n a muestra de honor y de afec-to y el Señor quiere que ofrezcamos nuestras ofren-das con toda sinceridad e inocencia (...). N o h e m o s de pensar que haya sido abolida to-da clase de oblación, p u e s las oblaciones continúanen vigor ahora c o m o antes: el antiguo pueblo deDios ofrecía sacrificios y la Iglesia los ofrece tam-bién. L o que h a cambiado es la forma de la obla-ción, puesto que los que ofrecen no son ya siervos,sino h o m b r e s libres. (...) Es necesario, por tanto,que presentemos nuestra ofrenda a Dios y que leseamos gratos en todo ofreciéndole las primicias desu creación con mente sincera, con fe sin mezcla deengaño, con esperanza firme, con a m o r ferviente.Esta oblación pura sólo la Iglesia puede ofrecerla asu Hacedor en la Eucaristía, hecha con frutos de lacreación. (...) Y se la ofrecemos n o porque El la ne-cesite, sino para darle gracias por su Providencia ypara santificar la creación. Dios n o necesita de lonuestro, pero nosotros sí necesitamos ofrecer algo aDios. S e g ú n dice Salomón: "Quien se apiada deldébil, presta a D i o s " (Pr 19, 17), pues Dios, que n onecesita de nada, acepta nuestras buenas obras pa-ra correspondemos con sus beneficios (...). SAN IRENEO ( † 2 0 2 )
  32. 32. REZA EN T O D O M O M E N T O 1 P a r a u n v e r d a d e r o s a b i o (o c r i s t i a n o i n s t r u i d o ) , t o d a la v i d a es u n a fiesta • s a c r a . S u s sacrificios c o n s i s t e n , p o rt a n t o , e n las o r a c i o n e s y en las a l a b a n z a s (aD i o s ) , e n la l e c t u r a d e la S a g r a d a E s c r i t u r a , e nlas r e c i t a c i o n e s d e los Salmos..., a n t e s de a c o s -tarse y e n la o r a c i ó n d e la n o c h e . A s í se u n e a lam i l i c i a celestial c o n s u i n c e s a n t e m e d i t a c i ó n yc o n t e m p l a c i ó n (...). Durante la oración que recitará en alta voz, n ousará m u c h a s palabras, p o r haber aprendido delSeñor c ó m o se debe rezar. Reza, pues, en todo lugar,pero n o públicamente y delante de los ojos de to-dos. Y reza en todo m o m e n t o y en toda circunstan-cia, bien cuando pasea, y cuando va en compañíade otros, y cuando se acuesta y cuando comienzaalguna obra espiritual. Y cuando en el interior desu alma le preocupa algún pensamiento, con gemi-dos inenarrables invoca al Padre (Stromata, 7). 33
  33. 33. 34 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES 2. Es evidente que la vida de un cristiano h a deestar ligada a la permanente oración. Nadie p u e d ediscutir la importancia fundamental del recogi-miento en la oración en la vida diaria de los cristia-nos...; p u e s el alma tiene que dar incesantementegracias a Dios p o r los dones que le hace y tambiéntiene que pedir perdón de sus continuos pecados. E s t a n d o obligados a aspirar a la perfección, n e -cesitamos indiscutiblemente recurrir a la oración,de la q u e j a m á s p o d e m o s prescindir... E n nuestraoración, a ejemplo del Señor, h e m o s de pedir p o rtodos los h e r m a n o s , a m i g o s y e n e m i g o s , y p o r laconversión de todo el m u n d o al verdadero Dios.La oración n o s debe a c o m p a ñ a r siempre en todonuestro obrar, p u e s n o s une íntimamente con D i o sy n o s h a c e c a m i n a r a D i o s (Stromata, 6). 3. L a oración es "trato y c o n v e r s a c i ó n conD i o s " . D e ahí q u e el cristiano, al g u a r d a r escru-p u l o s a m e n t e los t i e m p o s de oración, c o n s a g r a aDios t o d o su q u e h a c e r diario, y así da testimoniodel S e ñ o r c o n su vida entera... (Stromata, 7). SAN C L E M E N T E DE ALEJANDRÍA ( † 2 1 4 )
  34. 34. ¿CUÁNDO SE DEBE ORAR? S o b r e los m o m e n t o s de la o r a c i ó n n o te- n e m o s n a d a prescrito; tan s ó l o q u e t e n e - m o s q u e o r a r en t o d o t i e m p o y lugar.P e r o , si se n o s p r o h i b e o r a r en p ú b l i c o , ¿ c ó m o sed i c e e n t o d o l u g a r ? S e e n t i e n d e en t o d o l u g a rd o n d e se considere o p o r t u n o o necesario. P u e slos A p ó s t o l e s n o creyeron que q u e b r a n t a b a n elp r e c e p t o c u a n d o oraron y cantaron a D i o s en lacárcel, o y é n d o l e s los guardianes (Hch 16, 2 5 ) , n it a m p o c o P a b l o , q u e celebró la Eucaristía en elb a r c o en p r e s e n c i a de todos (Hch 2 7 , 3 5 ) . R e s p e c t o al t i e m p o , n o estará de m á s tener s e -ñ a l a d a s u n a s horas: las q u e c o m ú n m e n t e se c o n -sideran c o m o intermedias del día: tercia, sexta yn o n a , q u e en la Escritura aparecen c o m o m á s s o -l e m n e s . E n la h o r a de tercia, el Espíritu se infun-dió p o r v e z p r i m e r a a los discípulos c o n g r e g a d o s .Pero, el día q u e tuvo la visión de toda la c o m u n i -d a d en a q u e l lienzo, h a b í a subido a orar a la plan-ta alta d e la casa a la h o r a sexta (Hch 10, 9 ss.). 35
  35. 35. 36 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES Él m i s m o iba al t e m p l o a la h o r a de n o n ac u a n d o dio la salud a u n paralítico ( H c h 3 , 1 ss.).A u n q u e t o d o esto está d i c h o s e n c i l l a m e n t e y sinn i n g ú n p r e c e p t o q u e lo prescriba, p a r e c e q u econstituye u n a p r e s u n c i ó n que n o s exhorta a orary que n o s i m p o n e c o m o u n a ley de interrumpirnuestras o c u p a c i o n e s p a r a la oración, lo m i s m oque h a c í a D a n i e l , c u m p l i e n d o la n o r m a t i v a j u d í a(Dn 6, 11); p o r tanto, h e m o s de orar al m e n o s tresveces p o r día, p u e s h e m o s de dar culto al Padre,al Hijo y al Espíritu S a n t o ; esto aparte de las ora­ciones r e g l a m e n t a d a s q u e se h a n de hacer, aun­q u e n o se diga n a d a de ello, al c o m i e n z o del díay de la n o c h e . A d e m á s , n o está bien q u e los fielesc o m a n o se aseen antes de rezar, p u e s h a y q u eatender el a l i m e n t o y el c u i d a d o del espíritu an­tes que el d e la carne, p o r q u e lo celestial es prio­ritario a lo terreno (Tratado de la Oración, 25). TERTULIANO ( † 220)
  36. 36. LA ORACIÓN ES UN ARMA PODEROSA E l q u e cree en la palabra de Jesús, q u e n o p u e d e mentir, n o d u d a r á un instante e n h a c e r oración, p u e s Él dice: P e d i d y se osd a r á (...), p o r q u e t o d o el q u e p i d e r e c i b e ( M t 7,7-8; L c 11, 9-10). P i e n s o q u e las palabras de las oraciones de lossantos tienen gran p o d e r p o r q u e oran con espíri-tu y m e n t e (1 C o 14, 1 5 ) . Salen de la b o c a c o n elp o d e r de D i o s p a r a debilitar el v e n e n o de las p o -testades adversas. Estos p o d e r e s m a l i g n o s influ-y e n en la m e n t e de quienes descuidan la oracióny n o tienen en c u e n t a el m a n d a t o de orar s i e m p r e(1 Ts 5, 1 7 ) . Salen de la b o c a c o m o u n d a r d o q u ehiere los espíritus e n e m i g o s de Dios. L o s derrotay aniquila c u a n d o ellos quieren e n r e d a r n o s c o nlazos de p e c a d o (Sal 8, 3; Pr 5, 2 2 ) . Y ¿ c ó m o c u m p l i r e m o s el p r e c e p t o de orars i e m p r e ? O r a c o n s t a n t e m e n t e el que u n e la ora- 37
  37. 37. 38 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESción al c u m p l i m i e n t o de los deberes y las b u e n a sobras a la oración. L a única m a n e r a de e n t e n d e rel m a n d a t o de "orar s i e m p r e " (1 Ts 5 , 1 7 ) , tenien-d o en c u e n t a nuestras limitaciones, es considerarque la vida del santo en conjunto es u n a gran ora-ción. L o que a c o s t u m b r a m o s llamar oración es,p o r consiguiente, parte de la oración. A t e n i é n d o n o s a la noción c o m ú n de oración,h a y que practicarla tres veces al día. Esto se ve cla-ro en la historia de Daniel, que oraba tres veces p o rdía, aun c u a n d o p o r ello corriese gran peligro suvida (Dn 3, 13). San Pedro subió a la terraza parahacer oración a la hora sexta cuando vio el lienzoque bajaba del cielo atado por las cuatro puntas.Practicaba el s e g u n d o de los tres tiempos de ora-ción, c o m o dice David: "Porque a ti suplico, Señor,ya de m a ñ a n a oyes m i voz; de m a ñ a n a te presen-to m i súplica y m e q u e d o a la espera" (Sal 5, 3 ) . El ú l t i m o t i e m p o de oración q u e d a indicadoasí: " E l alzar de m i s m a n o s c o m o oración de lat a r d e " (Sal 141, 2 ) . (Tratado de la Oración.) ORÍGENES (†254)
  38. 38. LO QUE DEBEMOS PEDIR Y a q u e h e m o s h a b l a d o de los beneficios q u e p o r la oración reciben los santos, p e n s e m o s en el dicho: " B u s c a d lo gran-de; las c o s a s p e q u e ñ a s os v e n d r á n p o r a ñ a d i d u r a(Mt 6, 3 3 ) . B u s c a d las c o s a s del cielo, las de la tie-rra os v e n d r á n p o r añadidura." C u a l q u i e r s í m b o -lo o tipo de c o m p a r a c i ó n en relación c o n a lo v e r -d a d e r o y espiritual, es p e q u e ñ o y terreno. E l v e r -b o de D i o s n o s e x h o r t a a que i m i t e m o s las oracio-n e s de los santos y p i d a m o s la v e r d a d de lo q u eellos c o n s e g u í a n en figura. Esto es, que p i d a m o slas celestiales y g r a n d e s cosas indicadas p o r lasterrenas y p e q u e ñ a s . El texto e v a n g é l i c o quieredecir: "Vosotros, q u e deseáis ser espirituales, b u s -c a d e n vuestras oraciones las c o s a s celestiales yg r a n d e s , p a r a que, obteniéndolas, heredéis el rei-n o de los cielos y disfrutéis g r a n d e m e n t e de lascosas b u e n a s . E n c u a n t o a las cosas que n e c e s i t avuestra v i d a corporal, el Padre os la c o n c e d e r á e nla m e d i d a q u e las necesitéis." P o r tanto, el q u e pi- 39
  39. 39. 40 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESde a Dios c o s a s terrenas y sin importancia, n o ha­ce lo q u e dice Dios, quien sin p r o m e t e r cosas te­rrenas o r d e n ó p e d i r las celestiales. Todos c u a n t o s se d e d i c a n c o n a s i d u i d a d a lao r a c i ó n , s a b e n m u y b i e n c ó m o ésta los a p a r t adel p e c a d o y c ó m o los invita al ejercicio de lasvirtudes. H a y q u e orar, n o p a r a dejar de ser tentados,cosa i m p o s i b l e , sino p a r a n o ser e n r e d a d o s en latentación, c o m o s u c e d e a los que son atrapados yv e n c i d o s p o r ella. C r e o q u e , si el que v a a la oración, se recoge u ninstante y se c o m p r o m e t e a sí mismo... si se es­fuerza c o n t o d o interés en recordar la majestad deA q u e l a q u i e n se va a acercar, y p i e n s a en lo i m ­p í o q u e sería acercarse a El con cierto a b a n d o n o ydesprecio, se hallará m á s dispuesto y atento a lolargo de t o d a la oración (Tratado de la Oración). ORÍGENES (†254)
  40. 40. PERMANECER FIEL A LA ORACIÓN A u n q u e t e n g a m o s dificultades para orar, d e b e m o s imitar a Daniel, del que está escrito: " E n t r ó en su casa. L a s v e n t a n a sde su c u a r t o superior estaban orientadas h a c i a J e -rusalén, y tres v e c e s al día se p o n í a de rodillaso r a n d o y a l a b a n d o a su D i o s , c o m o h a b í a h e c h os i e m p r e " (Dn 6, 11). A p r i m e r a vista, sus obligaciones p a r a c o n elE s t a d o parecían o c u p a r todo su t i e m p o . N o o b s -tante, p e r m a n e c í a fiel a la oración diaria, d a n d oasí al C é s a r lo q u e es del César, y a D i o s lo q u e esde D i o s (Mc 1 2 , 1 3 - 1 7 ) . Objetará a l g u n o : " ¿ P a r a qué ese riesgo? ¿ N op o d í a h a b e r o r a d o d u r a n t e el día en el interior desu c o r a z ó n , y de n o c h e , si quería, dedicarse a laoración en el secreto de su c a s a ? " Yo contesto: Podría haberlo h e c h o , pero n o qui-so. Si h u b i e r a p r o c e d i d o así, ministros y sátrapasdel E s t a d o p u d i e r a n h a b e r dicho con razón: " ¿ C ó - 4 1
  41. 41. 42 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESm o ? ¿Teme a su Dios pero al m i s m o tiempo tam-bién al rey, p u e s acata sus ó r d e n e s ? " ¡Eso hubierasido hipocresía y n o sincera fe de un creyente! Así d e m o s t r ó Daniel q u e temía m á s a D i o s quea los h o m b r e s , y fue valiente ante la m u e r t e , y u nángel le salvó e n la fosa de los leones. Si, p o r elcontrario, se h u b i e s e s o m e t i d o servilmente du-rante los treinta días al decreto real, n o h u b i e r ad e m o s t r a d o fidelidad a D i o s según aquello q u esostiene q u e n a d i e p u e d e servir a dos señores. Ésa fue s i e m p r e la artimaña del d e m o n i o : per-siguió, a t o r m e n t ó a los santos, para que n o pu-diesen elevar a D i o s sus m a n o s limpias. Él sabem u y b i e n q u e la oración de los santos trae alm u n d o p a z , y al m a l v a d o la ira de Dios. Así ocurrió cierta vez en el desierto: C u a n d oMoisés alzaba las m a n o s , vencía Israel; m á s si lasbajaba un p o c o , vencía Amalee. Es lo que al presen-te sucede entre nosotros: siempre que aflojamos enel fervor de nuestra oración, vence el adversario;pero cuando p e r m a n e c e m o s con valentía, fieles aella, el poder y la fuerza de los perseguidores se re-ducen a nada. (Comentario al Libro de Daniel, a. 222). SAN HIPÓLITO († 2 3 5 )
  42. 42. PRACTICAR LA ORACIÓN Y LA ASCESIS S olía decir a los h e r m a n o s q u e v e n í a n al m o n t e , y recordarles, c o n frecuencia, q u e t u v i e r a n fe y a m a r a n a Cristo, q u e seg u a r d a r a n d e t o d o p e n s a m i e n t o i m p u r o y de losp l a c e r e s c a r n a l e s , y s e g ú n el consejo de los P r o -v e r b i o s " q u e n o fueran e s c l a v o s del v i e n t r e " (Pr2 4 , 15), q u e h u y e r a n de la v a n a g l o r i a , y q u e " o r a -s e n sin c e s a r " (1 Ts 5, 1 7 ) , q u e c a n t a r a n s a l m o santes de dormir, e i n t e r r u m p i e r a n el s u e ñ o p a r aorar y s a l m o d i a r , m e d i t a r a n lo q u e s a b í a n de m e -m o r i a , r e c o r d a r a n los e j e m p l o s de los santos, p a -ra q u e s u a l m a e m p a p a d a en D i o s se a n i m a r a aimitarles. Y añadía: Para probarnos, lo mejor es obedeceral A p ó s t o l que dice: " E x a m i n a o s y probaos a v o s o -tros m i s m o s " (1 C o 13, 5); que cada u n o lleve dia-riamente la cuenta de las acciones del día y de lanoche; y si alguno h a pecado, que p o n g a fin a suspecados; y el que n o h a pecado, que n o se gloríe deello, sino que persevere en el bien y en la oración. 43
  43. 43. 44 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES O r a b a m u c h o , p o r q u e había aprendido que"es preciso orar i n c e s a n t e m e n t e " (1 Ts 5 , 1 7 ) ; y e s ­c u c h a b a con tanta atención lo que se lee en laiglesia que n o se le e s c a p a b a n a d a de las Escritu­ras, sino que lo c o n s e r v a b a todo en su m e m o r i a yle servía de libro. Decía: "Necesitamos, pues, practicar m u c h o laoración y la ascesis para poseer la perfección (...) " C o n t r a los d e m o n i o s , la mejor a r m a para ata­carlos es u n a v i d a h o n e s t a y la confianza en D i o s .T i e m b l a n ante el ayuno, la ascesis, las vigilias, laoración, la p a z y la m a n s e d u m b r e , el a m o r a lospobres, la b o n d a d , la misericordia, y sobre todo,la obediencia a Cristo (Ibíd., 5 5 ) . M a n t e n e o s firmes y orad. También decía que n o era perfecta la oración delque se acuerda que ora, porque la perfecta oraciónarrebata el espíritu, de m o d o que no hace estas re­flexiones ni se acuerda de otra cosa que de su Dioscon el que trata (san Atanasio, Vita Antonii, 5 5 ) . SAN ATANASIO ( † 3 5 6 )
  44. 44. IMPORTANCIA DE LA ORACIÓN DOMINICAL E l Señor, entre otros p r e c e p t o s y consejos s a l u d a b l e s c o n que p r o v e y ó a la salva- ción de s u p u e b l o , le e n s e ñ ó t a m b i é n lam a n e r a d e orar, y É l m i s m o aconsejó y e n s e ñ ót a m b i é n lo q u e d e b í a m o s pedir. El q u e n o s dio la vida, con la m i s m a b e n i g n i d a dc o n q u e se h a d i g n a d o d a m o s todas las cosas, n o se n s e ñ ó también a orar, para que m á s fácilmentes e a m o s e s c u c h a d o s c u a n d o h a b l a m o s al Padre c o nlas súplicas y oraciones enseñadas p o r el Hijo. P u e s , ¿qué oración p u e d e h a b e r m á s espiritualq u e la q u e n o s h a e n s e ñ a d o el m i s m o D i o s ? Y¿qué súplica m á s verdadera para con el Padre q u eaquella q u e h a p r o c e d i d o de la b o c a de su Hijo? D e m a n e r a q u e el orar de distinto m o d o delq u e É l n o s e n s e ñ ó , n o sólo es ignorancia, s i n ot a m b i é n culpa. P o r e s o dijo: " H a b é i s r e c h a z a d o elm a n d a t o de D i o s p a r a establecer v u e s t r a tradi-ción" (Mt 7 ) . 45
  45. 45. 46 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRES O r e m o s , p u e s , h e r m a n o s carísimos, del m o d oque Él, n u e s t r o M a e s t r o , n o s enseñó. Es oración a m i g a y familiar el rogar a D i o s conlo suyo. H a g a m o s que llegue a sus oídos la ora-ción de Cristo, de m o d o que reconozca el Padrelas palabras de su Hijo en nuestras oraciones.P u e s si Él h a d i c h o que cualquier cosa que pidié-r a m o s al Padre en su n o m b r e , n o s la dará, ¿concuánta m a y o r eficacia c o n s e g u i r e m o s lo que pi-d a m o s si lo h a c e m o s con su oración? Pues, ¿ c u á n t o s son, h e r m a n o s carísimos, losmisterios de la oración dominical? ¡Oh, cuántos yc u á n g r a n d e s , y c u á n c o m p e n d i o s a m e n t e resumi-dos, y t a m b i é n , c u á n copiosos en virtudes espiri-tuales! N o q u e d a absolutamente n a d a de doctri-n a celestial sin ser c o m p e n d i a d o en esta oración(De oratione dominica). SAN CIPRIANO ( † 2 5 8 )
  46. 46. A LA ORACIÓN HAN DE ACOMPAÑAR LAS OBRAS L os q u e o r a n n o h a n de presentarse ante D i o s con preces estériles y v a n a s . E s b a l - día la petición si se ruega a D i o s c o no r a c i o n e s sin obras. P u e s , c o m o t o d o árbol q u en o d a fruto, d e b e ser cortado y e c h a d o al fuego,n o h a y d u d a q u e las palabras sin el fruto de lasobras n o p u e d e n m e r e c e r la aprobación de D i o s ,p o r q u e es infecunda en obras. P o r lo m i s m o loadvierte la S a g r a d a Escritura c o n estas palabras:" B u e n a es la oración j u n t o c o n el a y u n o y la li-m o s n a " (Jb 12, 8 ) . P u e s t o que, en el día del juicioh a de p a g a r la r e c o m p e n s a p o r las obras y l i m o s -nas, ahora también Dios escucha con benignidadal q u e llega a la oración con b u e n a s obras. D e ese m o d o , en fin, c u a n d o oraba el c e n t u -rión C o r n e l i o , m e r e c i ó ser e s c u c h a d o . H i z o m u -c h a s l i m o s n a s al p u e b l o y siempre estaba o r a n d o 47
  47. 47. 48 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESa Dios. A éste, c u a n d o un día estaba o r a n d o h a c i alas tres de la tarde, se le presentó un ángel d á n d o ­le t e s t i m o n i o d e sus b u e n a s obras y diciéndole aCornelio: "Tus oraciones y l i m o s n a s h a n s u b i d ohasta la p r e s e n c i a de D i o s , que las tiene presen­tes" (Hch 1 0 , 2-4). N o tardan en subir a D i o s las oraciones a lasque los méritos de nuestras obras acrediten anteDios. P o r eso, el ángel Rafael dio testimonio de laoración continua de Tobías y de sus continuasobras diciendo: " E s honroso manifestar y recono­cer las obras de Dios. E n efecto, cuanto tú y Saraorabais, y o presenté vuestras oraciones en el acata­miento de Dios. Y c u a n d o sepultabas piadosamen­te a los muertos, levantándote al p u n t o de la m e s apara enterrarlos, por eso fui enviado para probar­te, y de n u e v o m e h a enviado Dios a curarte a ti ya Sara, tu nuera. Yo soy Rafael, u n o de los siete án­geles que asistimos en la presencia de Dios (Tb 12,11-15)" (De oratione dominica). SAN CIPRIANO ( † 2 5 8 )
  48. 48. FRECUENCIA DE LA ORACIÓN E n lo q u e toca a la frecuencia de la ora­ ción, v e m o s q u e los j ó v e n e s c o n D a n i e l , c o n s t a n t e s en la fe y v e n c e d o r e s e n elcautiverio, o b s e r v a r o n las h o r a s tercia, sexta, n o ­n a , prefigurando el misterio de la Trinidad, q u ese revelaría en los últimos tiempos. E n efecto,d e s d e la h o r a p r i m a a la tercia, llena el n ú m e r otres; lo m i s m o de la h o r a cuarta a la sexta t a m b i é nc u b r e tres, y de m a n e r a semejante de la s é p t i m a ala n o n a , es decir, q u e p o r grupos ternarios de h o ­ras se c u e n t a u n a perfecta trinidad. D e s d e m u y atrás h a b í a n d e t e r m i n a d o estos in­tervalos d e h o r a s c o n sentido espiritual los a d o r a ­dores d e D i o s y d e d i c a b a n a la oración e s o s tiem­p o s prescritos. Y d e s p u é s se p u s o de manifiestoq u e h a b í a m i s t e r i o en lo q u e hacían anteriormen­te los j u s t o s , o r a n d o de tal m a n e r a . C i e r t a m e n t e , a la h o r a tercia, d e s c e n d i ó s o b r elos d i s c í p u l o s el Espíritu S a n t o , que realizó lo 49
  49. 49. 50 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRESp r o m e t i d o p o r el Señor, con sus dones. A s i m i s m oPedro, a la h o r a sexta, subió a la azotea de la ca-sa, avisado p o r u n a visión y l l a m a d a de Dios, pa-ra q u e admitiese la gracia del b a u t i s m o p a r a to-dos, p u e s antes h a b í a vacilado en recibir a losgentiles e n esa purificación. El S e ñ o r fue crucificado a la hora sexta, a la h o -ra n o n a lavó c o n s u sangre nuestros p e c a d o s , yp a r a r e d i m i m o s y d a m o s vida, dio c i m a a la vic-toria c o n la p a s i ó n , a esa hora. Pero a d e m á s de las horas q u e g u a r d a b a n losantiguos, h e r m a n o s a m a d í s i m o s , a nosotros sen o s h a n a u m e n t a d o los t i e m p o s de orar a la v e zq u e los m i s t e r i o s . P o r q u e t a m b i é n se h a de orar ala m a ñ a n a m u y t e m p r a n o , para c o n m e m o r a r c o nesa oración de la m a ñ a n a la resurrección del S e -ñor. Esto y a lo e n s e ñ a el Espíritu S a n t o en los sal-m o s c u a n d o se dice: " R e y m í o y Dios m í o , oraréa ti p o r la m a ñ a n a ; Señor, oirás mis palabras, p o rla m a ñ a n a estaré en tu presencia y te c o m p l a c e r é "(Sal 4 , 3-5). Y en otro lugar, h a b l a p o r el profeta:" A la aurora velarán, diciendo: V a m o s a volver-n o s al S e ñ o r n u e s t r o D i o s (Os 6, 1 ) " (De orationedominica, 34-36). SAN C I P R I A N O ( † 2 5 8 )
  50. 50. ORAR SIN DISTRACCIONES S ea, p u e s , nuestra ocupación u n c o n t i n u o llanto y u n a continua oración. Éstas s o n las a r m a s celestiales con q u e p e r s e v e r a ny defienden nuestras almas. A y u d é m o n o s u n o s aotros c o n o r a c i o n e s y c o n s o l é m o n o s c o n recípro-ca c a r i d a d en nuestros trabajos. C u a n d o o r a m o s d e b e m o s h a c e r l o con t o d on u e s t r o corazón, desterrando todos los p e n s a -m i e n t o s c a r n a l e s y del siglo, a t e n d i e n d o ú n i c a -m e n t e a la a c c i ó n q u e e s t a m o s e j e c u t a n d o . P a r aesto, el sacerdote u obispo, antes de e m p e z a r lao r a c i ó n , p r e p a r a los espíritus c o n esta a d v e r t e n -cia: " E l e v a d los c o r a z o n e s . " Y el p u e b l o r e s p o n -de: " Y a los t e n e m o s levantados al S e ñ o r " , c o n loq u e se n o s indica q u e p o r entonces s o l a m e n t e enD i o s h e m o s de pensar. H a y que orar sin distracciones. ¿ C ó m o queréisque Dios os atienda en la oración, si vosotros m i s -m o s n o os entendéis? Y ¿ c ó m o os atrevéis a pedir 5 1
  51. 51. 52 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESa Dios que n o os olvide, al m i s m o tiempo que v o ­sotros m i s m o s os estáis olvidando? El que así ora,con tanta negligencia, ofende a la Divina Majestad. E m p l e e m o s nuestros ojos en la lección de lasD i v i n a s Escrituras; nuestras m a n o s en el ejerciciode las b u e n a s obras; y nuestro espíritu en p e n s a ren D i o s . O r e m o s sin cesar, a p l i c á n d o n o s conti­n u a m e n t e a las santas acciones, para dar graciasa D i o s , n o c e s e m o s de orar y dar gracias t a m b i é na q u í (ibíd., 3 4 - 3 6 ) . SAN C I P R I A N O ( † 2 5 8 )
  52. 52. GRACIAS A LOS MONJES L os monjes sois constantes en los ayunos y m á s constantes aun en las oraciones (...). Vosotros sois bienaventurados ante Diosy el m u n d o m i s m o lo es p o r vosotros: gracias a v o -sotros, los desiertos son lugares de culto y p o rvuestras oraciones el orbe de la tierra p e r m a n e c ei n c ó l u m e . Gracias a vuestras oraciones cae lluviasobre la tierra, el cielo verdea de hierba, los á r b o -les proporcionan su fruta sana; y m u e s t r a la efica-cia de vuestras súplicas el río que c a d a a ñ o c r e c er e g a n d o t o d o E g i p t o , dejando e m p a n t a n a d a latierra y p r o p o r c i o n a n d o a g u a a b u n d a n t e al mar.Pues si Elias, c o m o está escrito, q u e se dejaba lle-var de las pasiones h u m a n a s , sin embargo p o r suoración impidió la lluvia y luego hizo que llovieran u e v a m e n t e t a m b i é n mediante su oración y así latierra dio su fruto, ¿cuanto m á s vuestra interce-sión n o s será útil en nuestras peticiones? ¡Felizc i u d a d de Alejandría que os tiene p o r interceso- 53
  53. 53. 54 LA ORACIÓN E N LOS S A N T O S PADRESres! S o d o m a y G o m o r r a n u n c a habrían sido redu­cidas a cenizas si hubieran habitado en ellas diezjustos; y t a m p o c o otras ciudades habrían sido des­truidas si hubieran tenido en su interior vuestrasantidad. Vosotros estáis en el ejército de D i o s y c o n s ­t a n t e m e n t e p o n é i s vuestras oraciones en su pre­sencia. " L o s ojos de D i o s m i r a n a los j u s t o s y s u soídos e s c u c h a n sus o r a c i o n e s " (Sal 3 3 , 1 6 ) . P o rtanto, orad p o r el m u n d o , conscientes de queDios inclina su o í d o a las oraciones de los b u e n o sy que la intercesión del h o m b r e justo tiene m u c h ovalor. A c o r d a o s siempre de nosotros. Vosotros te­néis a c c e s o libre al paraíso de las delicias; y lasp u e r t a s del p a r a í s o q u e el p e c a d o de A d á n cerró,las abre vuestra entrega a D i o s " (Carta a los Mon­jes, XI: P. 40, 937). SAN SERAPIÓN DE T H M U I S (†360)
  54. 54. REZAR EN SILENCIO Y o m e acordé de vuestro n o m b r e p o r la n o c h e . " El Profeta sabía m u y b i e n que, en especial d u r a n t e la n o c h e ,d e b e m o s recurrir a D i o s . Sabía q u e e n t o n c e s esp r e c i s o a t e n d e r m á s a o b s e r v a r la ley, p o r s e r elt i e m p o e n q u e los deseos i m p u r o s se introducenen el a l m a (Sal 118). E n el E v a n g e l i o , n o s p i d e el S e ñ o r q u e o r e m o sen silencio en el secreto de nuestras a l m a s p a r aq u e n u e s t r a oración sea m á s b i e n obra del c o r a -zón q u e de la lengua. ¿Podría ser esto contrario alas p a l a b r a s del Profeta: " Y o h e c l a m a d o c o n t o d om i c o r a z ó n " ? N o , p o r cierto, p u e s sabía m u y b i e naquel Profeta q u e m á s consiste (la oración) en elc l a m o r del c o r a z ó n que en el de la b o c a . Es la oración u n grito que n o ofende ni hierelos oídos; p o r q u e es u n grito de la fe, un grito dela l m a q u e penetra en los cielos y s u b e hasta el tro-n o de D i o s , n o c o n el esfuerzo de la v o z , sino c o nla virtud d e la fe. 55
  55. 55. 56 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES A q u e l , p u e s , c l a m a a D i o s con todo su c o r a z ó nsi le pide g r a n d e s cosas, si le suplica que le dé losb i e n e s celestiales, que espera los b i e n e s eternos yv i v e e n t r e t a n t o en la i n o c e n c i a y t e m o r de D i o s(Sal 118). Los ángeles están atentos a las oraciones de losfieles y las ofrecen a D i o s diariamente ( H m 13 inmat.). Es preciso ser tan loco c o m o impío para dejar deconocer que d e p e n d e m o s absolutamente de Dios,y para creer, por el contrario, que cuanto hace, lopodrá conseguir con sus propias fuerzas. Porque sien nosotros h a y algún bien, sin duda viene de Dios.Por lo cual, es preciso poner en Él toda nuestra es-peranza, y confesar que del Señor nos viene todo, aejemplo del Profeta que clama: "Señor, vos sois m iprotector y m i redentor" (Sal 51). SAN HILARIO († 367)
  56. 56. REZAR C O N EL CORAZÓN C u a n d o r e z a m o s , la iniciativa p a r a q u e D i o s c o n c e d a su don, parte de n o s o - tros; y si el d o n de D i o s d e p e n d e den u e s t r a iniciativa, d e p e n d e t a m b i é n de n o s o t r o sb u s c a r l o , obtenerlo y que p e r m a n e z c a . S o b r e t o d o p o r la n o c h e h a y que rezar a D i o se i m p l o r a r su favor. E l espíritu n o se d e b e a b a n -d o n a r al r e p o s o p e l i g r o s o de las v e l a d a s n o c t u r -n a s , s i n o q u e d e b e c o n s a g r a r s e a las p l e g a r i a s ys ú p l i c a s y a la confesión de los p e c a d o s a fin d eq u e , s o b r e t o d o c u a n d o se presenta u n a o c a s i ó nde satisfacer los vicios del c u e r p o , tales v i c i o ssean c o m b a t i d o s p o r el recuerdo de la ley divina. Entre los n u m e r o s o s preceptos de la doctrinae v a n g é l i c a , figura el silencio que el S e ñ o r n o s h ae x i g i d o en la oración p a r a que nuestra peticións e a s i l e n c i o s a , v e n g a de lo s e c r e t o de n u e s t r oc o r a z ó n y la p a l a b r a o c u p e m e n o s lugar q u e el e s - 57
  57. 57. 58 LA ORACIÓN EN L O S S A N T O S PADRESpíritu. L o s secretos de nuestra oración son escu-c h a d o s p o r D i o s p o r q u e Él penetra los secretos.Parecería q u e h a y contradicción entre lo q u e en-seña el E v a n g e l i o y lo q u e dice el profeta: " H e gri-tado c o n t o d o m i corazón, e s c ú c h a m e S e ñ o r " (Sal118, 145). P e r o el profeta sabe que es preciso q u esu grito sea m á s del c o r a z ó n que de s u v o z ; p o reso su grito v i e n e del corazón. N o se trata a q u ídel s o n i d o e l e v a d o de la v o z , ni de u n a audiciónen el s e n t i d o físico de la palabra, sino del grito dela fe, del grito del espíritu h e c h o para ser e m i t i d on o p o r el esfuerzo de la v o z , sino p o r el espíritude la fe. G r i t a a D i o s c o n s u c o r a z ó n q u i e n le pi-de g r a n d e s c o s a s , q u i e n i m p l o r a b i e n e s c e l e s t i a -les, quien espera bienes eternos, quien vivec u m p l i e n d o sus deberes c o n inocencia y t e m o rde D i o s (Sal 118, 19, 1 ) . SAN H I L A R I O ( † 3 6 7 )
  58. 58. LA ORACIÓN ES EFICAZ PARA M O V E R AL S E Ñ O R G ran a r m a d u r a es la oración, tesoro in- deficiente, riqueza inagotable, p u e r t o sereno, fundamento de tranquilidad,raíz, fuente y m a d r e de i n n u m e r a b l e s b i e n e s : m á sp o d e r o s a es la oración que el m i s m o reino. La oración q u e asciende hasta el cielo n o es laoración fría y llena de negligencia, sino aquellaque se h a c e c o n g e n e r o s o e m p e ñ o , c o n m e n t e ele-v a d a y d o l o r de c o r a z ó n . P o r tanto: h a b l a d m u c h o con D i o s y p o c o c o nlos h o m b r e s . O r a d , p u e s , t a m b i é n vosotros p o r m í ; p o r q u ela oración c o m ú n de m u c h o s , h e c h a con amor, eseficaz p a r a m o v e r al Señor. D e j e m o s de l a d o toda p r e o c u p a c i ó n y q u en u e s t r o ú n i c o c u i d a d o sea rogar a D i o s , n o seaque s u furor n o s quite toda solicitud en aquellav e n g a n z a q u e Él ejecutó contra los de S o d o m a , 59
  59. 59. 60 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESquienes, distraídos c o n otros n e g o c i o s , n o quisie-ron o c u p a r s e del ú n i c o importante: el de p e d i r lac l e m e n c i a de D i o s c o n oraciones y p r o m e s a s . O r a c i ó n a C r i s t o : C a i g o d e rodillas, Señor, p a -ra a d o r a r t e . Te d o y g r a c i a s D i o s de b o n d a d , tei n v o c o , o h D i o s de s a n t i d a d . A n t e ti d o b l o m i srodillas. Tú a m a s a los h o m b r e s y y o te glorifico, ohCristo, Hijo ú n i c o y S e ñ o r d e todas las cosas, queeres el ú n i c o sin p e c a d o . P o r mí, p e c a d o r e indig-no, te h a s e n t r e g a d o a la m u e r t e , a la m u e r t e decruz. D e este m o d o h a s liberado a las a l m a s de lasligaduras del m a l . ¿ Q u é te devolveré y o a c a m b i ode tanta b o n d a d ? (Sal 43). SAN EFRÉN († 5 7 9 )
  60. 60. ABRIRNOS A LOS DONES DE DIOS A p l i q u é m o n o s a la v i d a espiritual a fin de llegar a ser hombres perfectos; só- lo e n t o n c e s s e r e m o s a p t o s p a r ao r a c i ó n , c u a n d o t e n g a m o s y a sujetas n u e s t r a s lap a s i o n e s , d e s t r u i d a en n o s o t r o s tal a d i c i ó n n a t u -ral y v a c i a d o de t o d a p r e o c u p a c i ó n n u e s t r o e s p í -ritu. E n t o n c e s , e n efecto, h a l l a n d o el E s p í r i t uS a n t o n u e s t r a a l m a en r e p o s o y c o m u n i c a n d o an u e s t r a i n t e l i g e n c i a u n n u e v o poder, e n c e n d e r ála l u z e n n u e s t r o s c o r a z o n e s , al m o d o c o m o seenciende una lámpara bien preparada, dondeb a s t a a c e r c a r la l l a m a p a r a q u e l u e g o e m p i e c e ad e r r a m a r s o b r e t o d o s los asistentes u n a luz b e -néfica y g o z o s a . D i s p o n g a m o s , p u e s , ante t o d on u e s t r a s a l m a s p a r a recibir la luz d i v i n a , y de e s -te m o d o h a g á m o n o s dignos de recibir los d o n e sde D i o s . S i n o s d i s p o n e m o s a recibir estos d o n e s ,el S e ñ o r n o s tratará c o m o a m i g o s y n o s invitará alas v i r t u d e s m á s perfectas y s u b l i m e s . 61
  61. 61. 62 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES H a b l a d m u c h o c o n D i o s y p o c o c o n los h o m -bres. D u r a n t e toda la vida del h o m b r e n o h a y teso-ro c o m p a r a b l e a la oración. Lo que p o r tu debilidad n o p u e d a s recibir deD i o s en u n d e t e r m i n a d o m o m e n t o , lo p o d r á s re-cibir en otra o c a s i ó n si perseveras en la oración. La oración es c o m o u n arco con el q u e lanza-m o s a D i o s d a r d o s de santos y ardientes d e s e o s .C o n e s t o s d a r d o s h e r i m o s el c o r a z ó n de D i o s ytriunfamos en El, hiriendo al propio t i e m p o yd e s c o n c e r t a n d o a nuestros e n e m i g o s . Si ( m e d i a n t e la o r a c i ó n ) n o s d i s p o n e m o s arecibir e s t o s d o n e s , el S e ñ o r n o s tratará c o m oa m i g o s y n o s invitará a las virtudes m á s perfec-tas y s u b l i m e s , a l e g r á n d o s e nuestro corazón. Si p o n e s gran e m p e ñ o en desentenderte de lascosas del m u n d o c o n a l m a pura, p o d r á s v a c a r a lac o n t e m p l a c i ó n de las cosas que n o se ven y rega-larte y regocijarte en el recuerdo de D i o s (De Vit.Spirit N.°21). SAN EFRÉN (379)
  62. 62. LA ORACIÓN CONTINUA Y o le invocaré en m i s días." Este santo rey (David) indica q u e la m e d i d a de su confesión y oración era toda la vi­da. N o s o t r o s , al contrario, c u a n d o h e m o s o r a d ou n solo día, y a u n q u e n o sea m á s que u n a hora, oh e m o s tenido el m e n o r p e n s a m i e n t o de dolor p o rn u e s t r a s culpas, y a p e n s a m o s que e s t a m o s s e g u ­ros, c o m o si h u b i é r a m o s e x p i a d o enteramentenuestros p e c a d o s . H a y q u e orar c o n fervor y perseverancia. E spreciso i m p l o r a r el auxilio divino, p r o c u r a n d o n op e d i r l e c o n t i b i e z a , p o r q u e si se o r a c o n a p l i c a ­c i ó n , e n v e z d e c o n s e g u i r lo q u e se p i d e , se m e ­r e c e la i n d i g n a c i ó n d e D i o s , y la o r a c i ó n s ec o n v i e r t e en p e c a d o . " O r a d sin intermisión." Orarás sin intermisiónsi tu oración n o se reduce a solas palabras, sinoq u e t o d o el m é t o d o de tu vida es c o n f o r m e a ladivina v o l u n t a d , de tal m o d o q u e p u e d a y m e r e z ­ca tu v i d a llamarse oración continua. 63
  63. 63. 64 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRES H a y q u e estar libres de todos los t u m u l t o s e x -ternos y crear la p a z m á s c o m p l e t a en la intimi-d a d del p r o p i o corazón; sólo entonces p o d r e m o se n t r e g a m o s a la c o n t e m p l a c i ó n de la verdad. La o r a c i ó n a y u d a a la perfección. P o r esto, n o -sotros, d á n d o n o s c u e n t a de vuestro d e s e o de lle-gar a esa perfección, c o n la a y u d a de D i o s y devuestras o r a c i o n e s , n o s esforzamos en la m e d i d aen q u e n o s lo p e r m i t e la luz del Espíritu S a n t op o r avivar la chispa del a m o r divino e s c o n d i d aen vuestro interior. C o n f í a , p u e s , en la b o n d a d divina, a g u a r d as u a u x i l i o . Ya s a b e s q u e , si n o s c o n v e r t i m o s a É lde v e r a s , n o s ó l o n o n o s e c h a r á , s i n o q u e c o n lao r a c i ó n t o d a v í a e n los l a b i o s , n o s dirá: " ¡ M i r a ,aquí estoy!" SAN BASILIO ( † 379)
  64. 64. N O A LAS MUCHAS PALABRAS SINO A LA INTENCIÓN P a r a n o p a d e c e r d i s t r a c c i o n e s e n la o r a - ción, h e m o s de persuadirnos, D a v i d , de q u e D i o s siempre está presen-te... P u e s si a u n e n presencia de los h o m b r e s , comon u e s t r o s iguales, p r o c u r a m o s g u a r d a r tal c o m -p o s t u r a y p a l a b r a s q u e n o hallen q u é reprender,¡con c u á n t a m a y o r razón h a b r e m o s d e ser cir-c u n s p e c t o s si n o s p e r s u a d i m o s de q u e e s t a m o sdelante de D i o s ! ¿Por q u é D i o s n o n o s d a enseguida lo q u e le p e -d i m o s ? P o r q u e el S e ñ o r conoce mejor que nosotroslo que n o s conviene; y aun p u e d e ser q u e dilatec o n c e d e m o s lo que n o s concede, con el fin de q u ese lo p i d a m o s con m á s frecuencia y fervor, o p a r aque c o n o z c a m o s que es don suyo y que si n o s loconfiere d e b e r e m o s conservarlo con cuidado. El A p ó s t o l dice: " O r a d c o n t i n u a m e n t e " (1 Ts 5,17). Voy a explicar que h a y que orar continuamen- 65
  65. 65. 66 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESte y que este m a n d a m i e n t o es posible cumplirlo.La oración es la petición de un bien hecho a Diospor personas piadosas. Pero ni la realizamos sólocon palabras ni Dios necesita que lo invoquemoshablando, sino que conoce lo que nos conviene,aunque n o se lo pidamos. Con esto queremos decirque lo esencial de la oración n o está en los sonidosque se pronuncian, sino que su fuerza reside m á sbien en la intención del alma y en las obras virtuo-sas que se extienden a toda la vida, pues se dice: "Yacomáis, ya bebáis o hagáis cualquier cosa, hacedlotodo para gloria de D i o s " (1 C o 10, 31). A l ponertea la m e s a , reza; al c o m e r el pan, da gracias al quete lo h a dado; al t o m a r vino para fortalecer elc u e r p o débil, acuérdate del que te h a h e c h o eseregalo p a r a a l e g r a r el c o r a z ó n y aliviar las enfer-m e d a d e s . ¿ H a s satisfecho la n e c e s i d a d de ali-m e n t a r t e ? P u e s q u e n o t e r m i n e el r e c u e r d o delbenefactor. Si vistes u n a túnica, dale gracias aDios, quien te la regala; si te pones u n m a n t o , a m acon m á s i n t e n s i d a d a D i o s , p o r q u e n o s h a pro-p o r c i o n a d o v e s t i d o s a c o m o d a d o s al invierno y alv e r a n o p a r a p r o t e g e r nuestra vida y cubrir ladesnudez. SAN BASILIO ( † 3 7 9 )
  66. 66. ESTAR U N I D O A D I O S e h a a c a b a d o el día? D a gracias al q u e n o s h a p r o p o r c i o n a d o el sol p a r a p o - ¿S d e r realizar los trabajos d i u r n o s y n o sregala el fuego p a r a a l u m b r a r la n o c h e y p a r aotras n e c e s i d a d e s de la vida. H a s de e n c o n t r a r enla n o c h e n u e v o s m o t i v o s p a r a la oración: c u a n d omires al cielo y c o n t e m p l e s la belleza de los as-tros, i n v o c a al S e ñ o r de las cosas invisibles y a d o -ra al Artífice perfecto del universo q u e h i z o t o d ocon sabiduría (cf. Sal 103, 24). Al observar toda lanaturaleza a n i m a l dormida, adora de n u e v o aA q u e l que m e d i a n t e el sueño n o s relaja de losc o n t i n u o s trabajos aun sin nosotros quererlo, yn o s repara el v i g o r y las fuerzas con u n b r e v e d e s -c a n s o . Q u e la n o c h e n o sea toda ella c o m o propie-dad p r i v a d a y e x c l u s i v a del sueño, y n o p e r m i t a sq u e la m i t a d de tu v i d a sea inútil p o r el s o p o r dels u e ñ o y la oración. M á s aún, hasta los m i s m o ss u e ñ o s h a n de ser ejercicio de p i e d a d . P o r q u e lasfantasías de los s u e ñ o s suelen ser vestigios y ras-tros de las o c u p a c i o n e s diurnas; y, p o r tanto, s e - 67
  67. 67. 68 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESg ú n sean las p r e o c u p a c i o n e s de nuestra vida, asíserán t a m b i é n nuestros s u e ñ o s . E n conclusión,orarás c o n t i n u a m e n t e si n o dejas de rezar n o c o npalabras, s i n o p o r la u n i ó n c o n D i o s en t o d o s tusq u e h a c e r e s , d e m o d o q u e tu v i d a sea u n a conti-n u a e i n i n t e r r u m p i d a oración (Sobre el martirio desanta Julita). C u a n d o p i d e s y n o recibes, es p o r q u e p i d e smal, o p o r q u e te c a n s a s , o p o r q u e pides lo que n ote c o n v i e n e (Regla Monástica I ) . SAN BASILIO ( † 379)
  68. 68. T Ú ERES NUESTRO PADRE C u a n d o reces, procura n o pedir u n a c o - sa p o r otra e irritar así al Señor: n o pi- das dinero, gloria h u m a n a , poder, nin a d a pasajero; pide m á s bien el Reino de Dios y Elte dará todo lo necesario para el cuerpo, c o m o Elm i s m o dice: "Buscad el Reino de Dios y su justicia,y todo lo d e m á s se os dará por añadidura" (Mt 6,33). H a y dos clases de oración: la de la alabanza conhumildad y la de petición, que es inferior. Por tan-to, cuando ores, no pases inmediatamente a la peti-ción porque entonces demuestras que oras sólo m o -vido por la necesidad. Cuando entres en oración,deja a la mujer, a los hijos y a ti mismo, abandona latierra y asciende hasta el cielo, deja toda criatura vi-sible e invisible y comienza a alabar al Creador deluniverso y mientras lo alabas n o desvíes tu mentepara acá y para allá ni en fábulas al estilo griego, si-n o inspírate en la Segunda Escritura y di: "Señor, tebendigo a ti, que eres clemente y misericordioso,que cada día tienes paciencia conmigo pecador, ynos das a todos la posibilidad de la conversión. Poresto callas y nos aguantas, Señor, para que te alabe- 69
  69. 69. 70 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESm o s a ti que administras la salvación del género hu-mano: unas veces con castigos, otras con amenazas,otras por los profetas y finalmente nos has visitadocon la venida de Cristo. Tú nos has creado y n o n o -sotros. Tú eres nuestro Dios." C u a n d o h a y a s glorificado y alabado a Dios si-guiendo las Escrituras según tus fuerzas, c o m i e n z acon la oración de h u m i l d a d : "Señor, n o s o y d i g n ode h a b l a r c o n t i g o p o r q u e s o y m u y pecador." Y loh a s de decir a u n q u e n o te acuerdes de n i n g ú n p e -c a d o , p o r q u e n a d i e h a y sin p e c a d o sino sóloD i o s , p u e s a u n c o m e t i e n d o m u c h o s p e c a d o s , dela m a y o r í a de ellos n o n o s d a m o s c u e n t a (...). P o rtanto, ora a D i o s c o n t e m o r y h u m i l d a d . Y c u a n -d o h a y a s d i c h o la o r a c i ó n de h u m i l d a d , dirás:"Te d o y g r a c i a s , S e ñ o r , p o r q u e h a s sido p a c i e n t econ m i s p e c a d o s y n o m e h a s c a s t i g a d o h a s t aa h o r a , a u n q u e m e h i c e d i g n o de p a d e c e r i n n u -m e r a b l e s s u p l i c i o s y de ser e c h a d o de tu presen-cia; p e r o tu b o n d a d c l e m e n t í s i m a fue m a g n á n i m ac o n m i g o . Te d o y gracias aunque n o p u e d o corres-p o n d e r a la m a g n i t u d de tu clemencia." SAN BASILIO ( † 379)
  70. 70. REZAR EN PRESENCIA DE D I O S C u a n d o h a y a s a c a b a d o las d o s partes p r i m e r a s de la oración — l a a l a b a n z a y la h u m i l d a d — , e n t o n c e s p i d e lo q u eh a s de pedir, p e r o n o dinero, n i gloria terrena, nisalud c o r p o r a l , c o m o y a dije, p u e s D i o s , q u e tecreó, c u i d a de tu salud. L o que h a s de pedir, c o -m o está d i c h o , es el R e i n o de D i o s , p u e s E l p r o -v e e r á las n e c e s i d a d e s del cuerpo. P u e s n u e s t r oR e y es de s u p r e m a d i g n i d a d y se indignaría si lepidiéramos cosas pequeñas o no convenientes.C u i d a , p o r tanto, c u a n d o ores, que n o se indigne,y p i d e c o s a s d i g n a s de este R e y que es D i o s . Yc u a n d o p i d a s cosas dignas de D i o s , n o desistash a s t a q u e las consigas, c o m o dice el S e ñ o r en elE v a n g e l i o (cf. L c 9, 5 - 8 ) . (...) A h o r a bien, c u a n d oalguien está e n audiencia con u n a autoridad, estác o n m u c h o t e m o r y tiene tanto la m i r a d a e x t e r n ac o m o la interna del a l m a atenta p a r a n o distraer-se o despistarse. ¡ C u á n t o m á s h e m o s de estar c o n 71
  71. 71. 72 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESt e m o r y t e m b l o r ante Dios y tener nuestra m e n t ecentrada sólo en Él, evitando cualquier distrac­ción! Pues Él n o sólo ve el exterior del h o m b r e , c o ­m o los d e m á s , sino también el interior. P o r tanto,si así estás en la presencia de Dios, concentrado ati m i s m o , n o desistas hasta que obtengas lo quepides. P e r o si tu c o n c i e n c i a te a c u s a de n e g l i ­g e n c i a y e s t á s e n la o r a c i ó n c o n la m e n t e distraí­da, p u d i e n d o e s t a r a t e n t o , n o te atrevas a p o ­n e r t e en p r e s e n c i a de D i o s p a r a n o c o n v e r t i r tuo r a c i ó n e n p e c a d o . Pero si, debilitado p o r el p e ­cado, n o p u e d e s rezar sin distracción de la m e n t e ,esfuérzate todo lo que p u e d a s y mantente en lapresencia de D i o s , teniendo la m e n t e dirigida ha­cia Él y reconcentrándote en ti m i s m o . E n t o n c e sDios te p e r d o n a r á porque, si n o p u e d e s estar c o ­m o conviene delante de Dios, n o es p o r desprecio,sino p o r debilidad. Si así te esfuerzas para todab u e n a obra, n o ceses hasta conseguir tu petición(P. G. 2, 31). SAN BASILIO († 379)
  72. 72. PEDIR CON CONFIANZA C u a n d o p i d a s algo a D i o s , l l a m a a su p u e r t a c o n constancia, p o r q u e " t o d o el que p i d e , recibe y el que b u s c a , en-c u e n t r a y al q u e l l a m a , se le a b r e " (Lc 11, 1 0 ) . (...)P e r o a l g u n o dirá: " h e p e d i d o m u c h a s v e c e s y n ohe r e c i b i d o " . S e g u r o que es p o r q u e h a s p e d i d om a l , sin confianza, de m o d o distraído o c o s a sq u e n o te c o n v i e n e n ; y si h a s p e d i d o c o s a s que tec o n v i e n e n , n o h a s p e r s e v e r a d o en la oración,p u e s está escrito: " C o n la p a c i e n c i a salvaréisv u e s t r a s a l m a s " (Lc 2 1 , 1 9 ) , y "el que p e r s e v e r ehasta el fin, se s a l v a r á " (Mt 10, 2 2 ) . D i o s c o n o c eel c o r a z ó n de los que le suplican. E n t o n c e s , m edirás, ¿ q u é n e c e s i d a d tiene de nuestra p e t i c i ó n ?¿ N o c o n o c e n u e s t r a s n e c e s i d a d e s ? ¿Para qué p e -dirle? C i e r t o q u e D i o s c o n o c e lo q u e n e c e s i t a m o sy n o s p r o p o r c i o n a c o n a b u n d a n c i a lo n e c e s a r i op a r a el c u e r p o y, c o m o es b u e n o , h a c e llover s o -bre j u s t o s e injustos y quiere q u e el sol salga s o -bre b u e n o s y m a l o s , antes de que nosotros se lo 73
  73. 73. 74 LA ORACIÓN EN LOS SANTOS PADRESp i d a m o s . P e r o la fe, las o b r a s virtuosas y el R e i -n o de los cielos n o los o b t e n d r á s si n o los p i d e scon m u c h a insistencia y p e r s e v e r a n c i a . P r i m e r oh a y q u e d e s e a r l o , d e s p u é s b u s c a r l o c o n sinceri-d a d , fe y c o n s t a n c i a , sin q u e la c o n c i e n c i a te a c u -se de n e g l i g e n c i a o distracción y, c u a n d o D i o squiera, los recibirás, p u e s Él s a b e m e j o r q u e túc u á n d o te c o n v i e n e . Y q u i z á s se retrasa en dartelo q u e p i d e s p a r a h a c e r t e m á s p e r s e v e r a n t e yp a r a q u e c o n o z c a s q u e es regalo de D i o s y loc o n s e r v e s c o n c u i d a d o . P u e s lo q u e u n o h a c o n -s e g u i d o c o n m u c h o trabajo, se esfuerza en g u a r -darlo, no sea que perdiendo aquello, pierdat a m b i é n s u m u c h o trabajo y p e r d i e n d o t a m b i é nla gracia de D i o s se h a g a i n d i g n o d e la v i d a eter-na. ¿ D e q u é le sirvió a S a l o m ó n h a b e r recibidop r o n t o el d o n de la sabiduría, si l u e g o lo p e r d i ó ?(Cont. Asc. c. 1, P. 31). SAN BASILIO ( † 379)
  74. 74. EJEMPLO DE LOS MONJES S a b e n q u e nuestra gloria es la c o m u n i d a d m o n a c a l de h o m b r e s y mujeres, que c o n su espíritu p e r m a n e c e n ya en el cielo.Ellos crucificaron su c u e r p o j u n t o con sus p a s i o -n e s y tentaciones. Ellos ya n o se p r e o c u p a n deaquello q u e v a n a c o m e r o vestir, sino aquellaoración p o r la que, sin perder el t i e m p o , día y n o -che, están u n i d o s a D i o s , aun c u a n d o trabajanc o n sus m a n o s . D e s p u é s de la lectura siguen las oraciones. L a sa l m a s , en las cuales el a m o r a D i o s se originó,c u m p l e n c o n m á s rapidez y perseverancia. L aoración q u e e l e v a la m e n t e a D i o s es b u e n a . J u s -t a m e n t e en esto está la v i d a de D i o s en n o s o t r o s ,c u a n d o r e c o r d a m o s que el S e ñ o r vive en n o s o -tros. D e esta forma, s o m o s t e m p l o s de D i o s , p r o -c u r a n d o q u e esta u n i ó n n o se interrumpa a c a u s ade las p r e o c u p a c i o n e s terrenales, las inquietudes,y c u a n d o las p a s i o n e s turban el intelecto. Q u i e n , 75
  75. 75. 76 LA ORACIÓN EN L O S SANTOS PADRESpues, a m a a D i o s y h u y e de t o d o esto, se orientaa D i o s , aleja de su c o r a z ó n las pasiones que loc o n d u c e n al p e c a d o y p e r m a n e c e en la lucha quelo llevó a las v i r t u d e s (Carta a san GregorioNacianceno). Y, ¡qué p u e d e dar m á s suerte, aquí en la Tierra,que imitar los coros de los ángeles! C u a n d o a ca-da o c u p a c i ó n p r e c e d e la oración, c u a n d o c o n can-tos, c o m o c o n sal, c o n d i m e n t a m o s las o c u p a c i o -nes, los cantos h e r m o s o s y espirituales d a n al al-m a alegría y e s p e r a n z a d a tranquilidad (Carta asan Gregorio Nacianceno). SAN BASILIO ( † 379)
  76. 76. EL CANTO DE LOS SALMOS E m p e z a r el día c o n h i m n o s . Ir a la m a d r u - g a d a a la oración c o n cantos e h i m n o s , a l a b a n d o al C r e a d o r y luego, c o m o el solm á s c l a r a m e n t e ilumina, volver al trabajo. L o ss a l m o s s o n tranquilidad para el a l m a , principiode paz, q u e tranquiliza los atormentados e inquie-tos p e n s a m i e n t o s , q u e n o solamente d o m i n a n laturbulenta ira, la despertada cólera espiritual, si-n o q u e la c o n d u c e a la misericordia. L o s s a l m o sfortifican a los c o n g r e g a d o s , reconcilian a loso f e n d i d o s , y entre a m i g o s , i n d u c e n al amor.¿ Q u i é n e n t o n c e s p u e d e tener p o r e n e m i g o aa q u e l c o n el c u a l j u n t o s elevan s a l m o s a D i o s ? Yel canto de s a l m o s u n e c o n aquel b i e n m á s grandeq u e es el amor. Este canto es c o m o si encontraraalgún porvenir, u n a e s p e r a n z a , u n a p r e d i s p o s i -ción a una actitud conciliadora. Los himnos ahu-y e n t a n a los d e m o n i o s y traen la protección de losángeles. 77
  77. 77. 78 L A O R A C I Ó N EN L O S SANTOS PADRES Es m u y i m p o r t a n t e orar con h u m i l d a d y c o nfervor. "Tú, hijo, c u a n d o v a y a s a rogar al Señor,póstrate h u m i l d e m e n t e en su presencia y n o pi-das n a d a p o r tus propios méritos. A u n q u e t e n g a sconciencia de h a b e r h e c h o algo b u e n o , ocúltalo,p a r a q u e en tu silencio te sea restituido a b u n d a n -t e m e n t e p o r el Señor. N o d e b e s acordarte de lob u e n o que h a y a s h e c h o , sino, p o n e n s e g u i d a tusp e c a d o s a la vista, p a r a que D i o s los borre c u a n -d o los h a y a s c o n f e s a d o . C u a n d o te v a y a s a confe-sar, n o te justifiques, p a r a q u e n o salgas c o n d e n a -do c o m o el fariseo. A c u é r d a t e del p u b l i c a n o y c ó -m o o r a b a p o r sí, e imítalo p a r a que alcances elp e r d ó n de tus p e c a d o s " (Hom. Sal, 1). SAN BASILIO ( † 379)
  78. 78. INVOCAR PRIMERO A D I O S N o ores c o n v o z c l a m o r o s a al que c o ­ n o c e los secretos, sino m á s bien llame a sus oídos el c l a m o r de tu corazón.N o te p r o l o n g u e s ante Él con d e m a s i a d a s pala­b r a s , p o r q u e D i o s n o será aplacado p o r las m u ­c h a s p a l a b r a s , s i n o p o r el a l m a i n m a c u l a d a . E n elt i e m p o de la oración aleja de ti toda malicia delcorazón, y si tienes algo contra tu prójimo, p e r d ó ­nalo. H a y u n a raza de serpientes que, c u a n d o b e ­b e n agua, antes de acercarse a la fuente, v o m i t a nt o d o el v e n e n o . Imita la astucia de esta serpientey arroja de tu a l m a t o d o el a m a r g u í s i m o v e n e n o .P e r d o n a a tu c o n s i e r v o los cien denarios, p a r aque te sea p e r d o n a d a a ti la d e u d a de los diez m i ltalentos. P u e s , así c o m o quieras que sea D i o s p a ­ra c o n t i g o , sé tú para tu consiervo. C u a l q u i e r acción que e m p r e n d a s , i n v o c a pri­m e r o a D i o s y n o dejes de darle gracias c u a n d o lahayas consumado. 79

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