Sebenta  eva serra
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Sebenta  eva serra Sebenta eva serra Document Transcript

  • INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 1. CONCEITOS BÁSICOS SOBRE TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC) 1.1. DEFINIÇÃO DE CONCEITOSINFORMÁTICA INFORMAÇÃO + AUTOMÁTICA INFORMÁTICA Tratamento da Informação por meios automáticos Dispositivos Electrónicos Computadores Sistemas InformáticosA palavra Informática tem origem na junção das palavras Informação e Automática.Informática significa, por isso, tratamento da informação por meios automáticos.TECNOLOGIASAo longo dos tempos, o Homem criou meios, ou seja, dispositivos que o ajudassem a realizartarefas, principalmente as mais rotineiras e mais difíceis.A tecnologia é o estudo sistemático dos processos técnicos necessários para a sua aplicaçãoprática.As tecnologias estão presentes em todas as áreas de actividades. O padeiro não faz pão semrecorrer às tecnologias; o construtor não constrói uma casa sem tecnologias; o electricista nãoverifica a instalação eléctrica sem tecnologias.IMC -2-
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESTÉCNICASA técnica é o conjunto de meios e processos utilizados para obter um determinado resultadoprático com base em conhecimentos científicos. A técnica é a arte de chegar ao objectivo daforma mais acessível e mais rápida.TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃOTecnologias da Informação designam processos de aquisição, análise, controlo e transmissãode informações, baseados fundamentalmente em meios electrónicos, como computadores ousistemas informáticos. Poderão assim englobar a informática, as telecomunicações e amicroelectrónica. As tecnologias da informação estão relacionadas com a comunicação, poisambas partem de um princípio de troca de ideias, informações e mensagens num determinadotempo e lugar.TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC)Comunicar significa partilhar ideias, informações e mensagens num determinado tempo e lugar.A comunicação também se aplica no uso de algumas novas tecnologias, tais como máquinas defax, câmaras de vídeo, leitores de CD, impressoras, computadores pessoais e telefones.Actualmente, não podemos deixar de referir a utilização da Internet e, com ela, o conceito de“aldeia global”. 1.2. ÁREAS DE APLICAÇÃO DAS TICBURÓTICABurótica é a utilização da informática nos trabalhos de escritório. É um conjunto de técnicas ede meios que visam automatizar os trabalhos de escritório, com especial ênfase no tratamento detexto, de imagem, base de dados, cálculos e comunicação. 1 - Burótica
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESROBÓTICAA Robótica é o conjunto de técnicas respeitantes ao funcionamento e utilização de autómatos(robôs) para a execução de múltiplas tarefas, que poderão em muitos casos substituir o Homem.Um autómato é um computador adequado para ser utilizado em ambientes mais agrestes, como éo caso da indústria.Exemplos de aplicação: Linha de montagem de uma fábrica de automóveis; Engarrafamento de água; Produção de iogurtes. 2 – RobóticaINFORMÁTICA INFORmação + autoMÁTICA = INFORMÁTICAA Informática é o conjunto de conhecimentos e técnicas que dizem respeito ao processamentoautomatizado da informação, sendo aqui a informação entendida como dados relacionados entresi. Ou, de uma maneira mais simplificada, podemos dizer que a informática é entendida como otratamento da informação por meios automáticos (computadores). 3 – Informática
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESDe um modo geral, e na perspectiva do utilizador, estes são alguns exemplos de tratamento deinformação: Processadores de texto (Word); Folhas de cálculo (Excel); Sistemas de Gestão de Bases de Dados (Access); Programas de desenho, tratamento e animação de imagem (Photoshop); Geradores de páginas Web para a Internet (FrontPage, Flash); …Áreas da Informática Engenharia de hardware – concepção e implementação dos componentes de hardware; Engenharia de software – concepção e desenvolvimento de software; Manutenção; Utilização dos sistemas informáticos para fins pessoais, profissionais…Profissionais de Informática Director informático Engenheiro de sistemas Analista de sistemas Formador Programador Técnico de manutenção Operador de sistema Operador de registo de dados …TELEMÁTICAA Telemática pode ser descrita como um conjunto de técnicas e serviços que interligam ainformática às redes de telecomunicação. Através destes meios será, por exemplo, possíveltrabalhar à distância, ou seja, estar em casa a trabalhar para uma firma que se encontra a centenas
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESde quilómetros de distância. Para isto, só será necessário um computador, telefone e ligação àrede, permitindo deste modo a comunicação com a firma. 4 – TelemáticaBIOMETRIAAtravés da biologia que aplica os métodos estatísticos e o cálculo de probabilidades ao estudodos seres vivos. 5 – Biometria 1.3. A TECNOLOGIA NA EVOLUÇÃO DA HUMANIDADETendo apreendido a definição dos vários conceitos apresentados, podemos concluir que atecnologia é basicamente uma utilização de ferramentas, energia e materiais que, na maioriadas vezes, têm como fim a produção. Desde os primórdios que os processos humanos para obterabrigo e alimento dependem de sistemas tecnológicos algo complexos, que se foramdesenvolvendo ao longo dos tempos. Basta falar no impacto que teve o aparecimento doprimeiro papel ou a invenção da imprensa, da máquina a vapor, da electricidade ou do motor decombustão interna. Para além destes acontecimentos, há, claro, muitos outros, bem maisrecentes, que promoveram o desenvolvimento nas comunicações, na electrónica, na informática e
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESnas indústrias nuclear e espacial. A evolução da Humanidade está, assim, estritamenteinterligada com o avanço das tecnologias.NA PRÉ-HISTÓRIANa Pré-História, a única energia disponível dependia da força muscular, que lentamente foiaumentada e até substituída por algumas ferramentas primitivas, como, por exemplo, a cunha oua alavanca. Os materiais usados para a construção destas e de outras ferramentas, bem como paraa construção de armas, foram ossos, chifres, conchas, pedras e madeira. Já aqui era precisaalguma técnica para manusear as ferramentas. Existiam também os metais, mas estes eram raros emuitas vezes difíceis de obter, embora já estivessem em uso algumas formas de bronze desde6000 a.C. e de ferro desde 1000 a.C. A aplicabilidade e o uso destas ferramentas contribuíram emlarga escala para a evolução da espécie humana.A Pré-História pode ser dividida em três fases de desenvolvimento: Idade da Pedra; Idade do Bronze; Idade do Ferro.Na Idade da Pedra, como o próprio nome indica, predominava a pedra no fabrico de ferramentaspara uso na agricultura, olaria, caça e defesa pessoal. Embora já se conhecesse e usasse o fogo hámais de 40 000 anos, muitas destas ferramentas eram lascadas, para poderem ser úteis natecelagem e na construção de abrigos, que protegiam os primeiros seres humanos dos rigorososInvernos. O outro grande passo na história da tecnologia foi o controlo do fogo, que permitiu acozedura do barro e, desta forma, o desenvolvimento da olaria, que por sua vez foi crucial para aposterior refinação do metal. O uso de ferramentas pode ser observado em muitas espécies doreino animal, mas a capacidade de fabricar utensílios para criar outros objectos distingue oshumanos de todos os restantes animais.Na Idade do Bronze, a pedra e os ossos foram largamente substituídos pelo bronze e o cobreque, bem trabalhados, eram usados para utensílios variados e armas. Assim surgiram as primeirasindústrias especializadas: a mineração e a metalurgia. Nesta altura, começaram a surgir asprimeiras cidades e vilas (feitas de pedra). Com ferramentas deste tipo, a roda não tardou a serinventada e com ela os transportes e o comércio conheceram uma revolução.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESNa Idade do Ferro, aplicava-se o ferro no fabrico de ferramentas e armas. No entanto, o bronzecontinuava a ser um metal muito usado, pois o ferro era considerado menos resistente. Com odesenvolvimento das técnicas metalúrgicas, o ferro foi endurecido (por liga), através da adição decarbono, e só aí, por volta do ano 1000 a.C., é que substituiu o bronze no fabrico de ferramentase armas.O ser humano soube assim, desde o início, usar o que existia em seu redor para criar meios edispositivos que o ajudassem a realizar tarefas e a tornar-lhe a vida mais fácil e mais confortável.A isto poder-se-á chamar “tecnologia primitiva”. O ser humano estudo os processos técnicosnecessários para as aplicações práticas pretendidas.NO APARECIMENTO DA ESCRITAA escrita é um método de intercomunicação humana por meio demarcas visuais arbitrárias, que formam um sistema. Sempre existiu anecessidade de comunicar, seja verbalmente, gestualmente, pelatécnica do fumo ou tambores ou pela escrita (através de hieróglifos,desenhos, letras, etc.) e desde o início da escrita, que tem mais de5000 anos, os meios de comunicação permitiram o viajar dasmensagens através da distância e do tempo. Durante centenas deanos, as notícias e os acontecimentos eram apenas transmitidos deboca em boca e, posteriormente, escritos à mão com todo o 6 - Oficina de Artes Gráficas Antigacuidado, num processo laborioso e muito dispendioso. No entanto,esta técnica tinha de ser melhorada e tornada mais acessível a um maior leque de pessoas.O surgimento do papel, vindo da China para a Europa, deu aos mercados europeus uma formaprática e menos dispendiosa de manter o registo das suas viagens. No entanto, até por volta de1400, todos os documento na Europa eram escritos à mão. Com a crescente necessidade deproduzir e copiar textos, a descoberta da imprensa veio revolucionar a sociedade. Uma vezdesenvolvida, a impressão de documentos espalhou-se e começou a substituir os textosmanuscritos, proporcionando um crescendo de documentos disponíveis e mais acessíveis. Osdocumentos (livros, jornais, panfletos, etc.) eram impressos em várias línguas, tornando-se cadavez mais apelativos a um grupo mais alargado da sociedade. Com o aumento da produção dedocumentos escritos e o seu baixo custo de aquisição, mais pessoas aprenderam a ler. Destaforma a vida intelectual deixou de ser domínio exclusivo do clero ou da corte e a literatura passoua ser uma necessidade da existência humana, indispensável até hoje.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESNO DESENVOLVIMENTO DE SUPORTES DE INFORMAÇÃODurante milhares de anos, a informação qualificada era circunscrita e local, com mecanismos dedifusão controlados e os destinatários constituídos por elites bem delimitadas. Ao longo dosséculos, as várias sociedades organizaram-se em torno da informação que ia sendo manipulada aosabor do poder dominante, que controlava os mecanismos da informação de acordo com os seusinteresses.As transformações tecnológicas dos últimos cinco séculos – nomeadamente a invenção daimprensa, a invenção do telégrafo e, baseado nele, o desenvolvimento de telefone, a difusão darádio e da televisão e, por fim, a propagação do computador a grande parte dos lares mundiais (e,com ele, o uso da Internet) - vieram revolucionar ainformação e, consequentemente, a sua relação coma sociedade. O desenvolvimento destas invençõespermitiu importantes inovações tecnológicas edescobertas científicas. A informação passou adominar a vida as comunidades e com a facilidadede enviar informação instantânea através do espaçoa qualquer hora e lugar, sem fios ou outro meiovisível, a massificação da informação estavagarantida. As tecnologias da comunicaçãotransformaram o mundo em que vivemos, levandoideias e novidades aos cantos mais remotos donosso planeta e influenciando tudo, desde a moda àlíngua, ao início e queda de sistemas políticos. 7 - InternetSurge, então, o conceito de sociedade ou aldeia global, onde é possível produzir e distribuirinformação a consumidores em qualquer lugar do Mundo, independentemente da sua condiçãoeconómica, política e/ou social.NA REVOLUÇÃO INDUSTRIALA revolução Industrial começou na Grã-Bretanha, na segunda metade do século XVIII, e deveu-se a uma súbita aceleração do desenvolvimento técnico e económico daquele país. A RevoluçãoIndustrial avançou, no século XIX, para outros países europeus e implicou imensas mudanças navida económica, política e social. Estes países passaram, num curto espaço de tempo, de
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESsociedades agrícolas para sociedades industrializadas. Esta transformação originou assim umaevolução nos regimes de produção, passando da manufactura para a maquinofactura, com odesenvolvimento de todas as tecnologias necessárias. Ao mesmo tempo que as indústrias caseirasiam sendo substituídas pelo sistema de fábricas, novos métodos de organização do trabalho iamsendo utilizados, trazendo consigo aespecialização e divisão do trabalho. Dosavanços técnicos e científicos registados,destacam-se a máquina a vapor, deNewcomen (1705) que, na segunda metadedo século, foi melhorada por James Watt, eo tear mecânico de Cartwright (na segundametade do século XVIII).Não nos podemos esquecer também dosavanços científicos e técnicos realizadoscom a electricidade e, consequentemente o 8 - Máquina a vapor de Newcomenaparecimento do dínamo, em 1831, que possibilitou a acessibilidade em grandes quantidades daelectricidade para uso humano. Uma vez criada, a electricidade só necessitaria de um sistema decabos e transformadores para chegar às casas, fábricas e escritórios. Foram inovações etecnologias deste carácter que geraram a indústria e possibilitaram avanços em outras áreasprodutivas. O avião, o automóvel, e até mesmo o foguetão são baseados na ideia de obtergrandes quantidades de propulsão queimando combustível (combustão interna). Os sistemas detransporte foram igualmente revolucionados não só pela introdução dos primeiros comboios avapor, como também pela construção de uma rede de canais e pela construção de melhoresestradas e de milhares de quilómetros de caminhos-de-ferro. A economia dos países queenveredaram por uma industrialização nunca mais deixará de depender da indústria e de todas asalterações que ela originou, afectando todas as estruturas da sociedade: a cultura, a política, aeconomia, a mentalidade, o ensino, o quotidiano, o trabalho.NAS GRANDES GUERRAS MUNDIAISA Primeira Guerra Mundial e a Grande Depressão nos ano 30 forçaram uma nova avaliação destarápida explosão tecnológica. O desenvolvimento de submarinos, metralhadoras, navios de guerrae armas químicas tornou claro o lado negro e destrutivo do progresso tecnológico. Depois, aSegunda Guerra Mundial trouxe o aperfeiçoamento da arma e o desenvolvimento desta
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADOREStecnologia, que desde então se tornou na maior ameaça mundial: a bomba atómica. Os líderes dasgrandes potências mundiais tendem a acreditar que a obtenção de armas modernas e de novastecnologias lhes irá proporcionar mais poder e prestígio. Outro fruto tecnológico da SegundaGuerra Mundial, que ainda está a provocar efeitos profundos na sociedade, é o desenvolvimentode computadores e de rádios e a crescente tendência para a miniaturização (microprocessadores).Os primeiros verdadeiros processadores electrónicos, bem como as primeiras memóriaselectrónicas, foram construídos por John Vincent Atanasoff, em 1939, nos Estados Unidos;depois, os primeiros computadores electrónicos querealmente funcionavam como tal (uma série de dez,chamada Colossus) foram construídos pelos ServiçosSecretos Britânicos durante a Segunda Guerra Mundial,para ajudar os britânicos a quebrarem o código militarsecreto alemão. Como base teórica aos computadoresdigitais surgidos nos anos 40 serviu a chamada Máquina 9 - Máquina de Turingde Turing, inventada por Alan Turing, um pioneiro do computador moderno que, desde o início,pretendia provar a inteligência artificial, ou seja, provar que um computador também é capaz de“pensar”.NA CIÊNCIA E NA SOCIEDADE ACTUALTanto a ciência como a tecnologia implicam um processo de reflexão e ambas estão preocupadascom as relações causais no mundo material, empregando uma metodologia experimental queresulta em demonstrações empíricas que podem ser comprovadas através da repetição. Noentanto, a maioria das grandes mudanças na civilização industrial não teve origem noslaboratórios. Ferramentas fundamentais e processos no campo da mecânica, química, astronomia,metalurgia e hidráulica foram desenvolvidos antes de terem sido descobertas as leis queregulamentam as suas funções.Desde os anos 70 que os computadores pessoais transformaram os negócios mundiais, aeducação e o lazer. As pessoas usam os computadores para fazerem literalmente tudo o queprojectam e imaginam. Numa cultura de informação total, todo o facto é susceptível de partilha àescala mundial. A sociedade actual encontra-se num infinito oceano de informação, numarevolução digital que permite armazenar e transmitir qualquer tipo e tamanho d informação paraqualquer ponto do planeta, a qualquer altura, e até mesmo em tempo real. Com a reduçãodrástica no preço das comunicações e uma acessibilidade cada vez maior a um número sempre
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADOREScrescente de consumidores, surge com grande ímpeto uma nova realidade nos meios decomunicação com a Internet, a televisão por cabo e os satélites, entre muitos outros.Se a primeira revolução (com a invenção da escrita) foi o começo das tecnologias de informação,a segunda (com a invenção da imprensa) permitiu a massificação e a terceira, que estamos a viverneste momento (com a invenção do computador), permite a globalização e, consequentemente, acriação de uma nova sociedade: a sociedade da informação.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 2. DADOS E INFORMAÇÃOEm Informática, os dois termos – dados e informação – são frequentemente utilizados com omesmo significado. No entanto, convém ter a noção da distinção entre estes dois termos:DADOS  São representações codificadas de factos ou eventos, objectos e pessoas ou outrostipos de entidades. Essas representações codificadas podem ser palavras, números ou outrostipos de códigos ou símbolos.INFORMAÇÃO  Diz respeito a um conjunto de dados articulados entre si de modo a assumiremum certo significado e a poderem traduzir-se em conhecimento para os seres humanos.De uma forma simplificada, podemos dizer que a informação é constituída por dadosorganizados com algum significado para nós, seres humanos; enquanto, por outro lado, os dados,por si só, podem não ter qualquer significado. DADOS EXEMPLOS INFORMAÇÃO EXEMPLOSCaracteres CMP Palavras articuladas em frases O João comprou umPalavras João Mensagens, notícias, computador Computador conhecimentosAlgarismos 5 Valores numéricos relativos a 5 caixas de CDs a 5€ cada;Números 1100 quantidade de produtos, preços, Total 25€ 5500 datas, etc.Pontos ImagensLinhas SímbolosFormas Fotografias Ilustrações Documentos, Etc. 2.1. CARACTERÍSTICAS DA BOA INFORMAÇÃOQuando se aborda a questão da informação é costume falar-se das características da boainformação; entre essas características podemos destacar as seguintes:
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES EXACTIDÃO, FIABILIDADE, RIGOR  ou seja, o grau de correspondência entre a informação e a realidade a que ela se refere; CLAREZA, COMPREENSIBILIDADE  a forma como a informação é apresentada: se é apresentada de forma que seja facilmente compreendida ou se, por outro lado, é complexa ou confusa; PERTINÊNCIA  o grau em que a informação se refere ou não a algo com interesse para o contexto em que se está a analisar; OPORTUNIDADE  tem a ver com o tempo ou o momento em que a informação é disponibilizada; ACESSIBILIDADE  refere-se à facilidade ou dificuldade com que a informação pode ser disponibilizada, acedida ou obtida. 2.2. TIPOS DE INFORMAÇÃOOs tipos de informação a que se pode ter acesso através de um computador são: Em forma de texto, gráficos (imagens gráficas), animações e ficheiros digitais de media (sons, vídeo e realidade virtual).A informação a que depois se tem acesso poderá ser: Uma INFORMAÇÃO DIRECTA: a que se estabelece entre duas pessoas (emissor e receptor) ou entre uma pessoa (emissor) e um grupo (receptor). Exemplos: conferência, conversação interpessoal; Uma INFORMAÇÃO ESCRITA: a que se estabelece entre pessoas ou grupos através de um meio de comunicação escrita. Pode ser directa (e-mail, fax) ou indirecta (imprensa, Internet); Uma INFORMAÇÃO ICÓNICA: a que se serve de imagens (fixas ou em movimento) para a emissão de mensagens; Uma INFORMAÇÃO DE MASSAS: forma de comunicação dirigida a uma ampla faixa de público anónimo, disperso e heterogéneo, atingindo simultaneamente uma grande audiência, graças à utilização dos meios de comunicação de massa (Internet, televisão, rádio, jornal); Ou uma INFORMAÇÃO MÚLTIPLA: tipo de informação directa que se dirige, por escrito, a uma pluralidade de receptores indiferenciados (uma circular, aviso de vírus).
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 3. SISTEMAS DE NUMERAÇÃO Como sabes, no nosso dia-a-dia, utilizamos o Sistema de Numeração Decimal. Mas, sabes porque tem o nome de decimal? Pois bem, é porque usa um conjunto de dez algarismos diferentes, a saber: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. o n.º 10, por exemplo, é a combinação do algarismo 0 com o algarismo 1. 3.1. SISTEMA DE NUMERAÇÃO BINÁRIOOs computadores utilizam um sistema um pouco diferente, de nome Binário. É binário poisutiliza apenas dois algarismos: 0 e 1.Não te podes esquecer que os computadores funcionam com impulsos eléctricos. Assim, 0 indicaque não existe corrente e 1 que existe corrente.Exemplo: 101(2) ≠ 101 (10)Para indicar que está na base binária.Como podemos saber o equivalente de 101(2) no sistema de numeração decimal?2 1 01 0 1 (2) = 1 x 20 + 0 x 21 + 1 x 22NOTA: Não te esqueças que qualquer número elevado a 0 é sempre igual a 1, logo 20=1; Qualquer número multiplicado por 0 dá 0, pois 0 é o elemento absorvente da multiplicação; 23 ≠ 2 x 3 23 = 2 x 2 x 2 = 8 Qualquer número elevado a 1 é o próprio número.Assim:2 1 01 0 1 (2) = 1 x 20 + 0 x 21 + 1 x 22
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES =1x1+0x2+1x4 =1+0+4 = 5 (10)Desta forma concluímos que 5 na base decimal equivale a 101 na base binária e aprendemos aconverter números na base binária para a base decimal.Não te esqueças nunca de indicar a base de numeração em que estás a trabalhar. Por exemplo, 10no sistema decimal não tem o mesmo valor que 10 no sistema binário. 1 0 1 0 (2) = 0 x 20 + 1 x 21 =0x1+1x2 =0+2 = 2 (10)Se não disseres a base em que estás a trabalhar, podes induzir em erro quem está a trabalhar comesses valores.TABELA DE CONVERSÃO BINÁRIO / DECIMAL BINÁRIO DECIMAL 0000 0 0001 1 0010 2 0011 3 0100 4 0101 5 0110 6 0111 7 1000 8 1001 9
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 3.2. SISTEMA DE NUMERAÇÃO OCTALComo o próprio nome indica, este sistema de numeração utiliza 8 dígitos diferentes, a saber: 0, 1,2, 3, 4, 5, 6 e 7.Exemplo: 101 (2) ≠ 101 (10) ≠ 101 (8) 2 1 0 1 0 1 (2) = 1 x 20 + 0 x 21 + 1 x 22 =1x1+0x2+1x4 =1+0+4 = 5 (10) 2 1 0 1 0 1 (8) = 1 x 80 + 0 x 81 + 1 x 82 = 1 x 1 + 0 x 8 + 1 x 64 = 1 + 0 + 64 = 65 (10)TABELA DE CONVERSÃO BINÁRIO / DECIMAL/HEXADECIMAL BINÁRIO DECIMAL OCTAL 0000 0 0 0001 1 1 0010 2 2 0011 3 3 0100 4 4 0101 5 5 0110 6 6 0111 7 7
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 3.3. SISTEMA DE NUMERAÇÃO HEXADECIMALComo o próprio nome indica, este sistema de numeração utiliza 16 dígitos diferentes, mas estesnão são apenas números. Este sistema de numeração utiliza também letras. O número 10equivale à letra A, o número 11 equivale à letra B, e assim por diante, até à letra F (que equivaleao número 15).Exemplo: 101 (2) ≠ 101 (10) ≠ 101 (8) ≠ 101 (16) 2 1 0 1 0 1 (2) = 1 x 20 + 0 x 21 + 1 x 22 =1x1+0x2+1x4 =1+0+4 = 5 (10) 2 1 0 1 0 1 (8) = 1 x 80 + 0 x 81 + 1 x 82 = 1 x 1 + 0 x 8 + 1 x 64 = 1 + 0 + 64 = 65 (10) 2 1 0 1 0 1 (16) = 1 x 160 + 0 x 161 + 1 x 162 = 1 x 1 + 0 x 8 + 1 x 256 = 1 + 0 +256 = 257 (10) 2 1 0 1 0 A (16) = 1 x 160 + 0 x 161 + 10 x 162 = 1 x 1 + 0 x 8 + 1 x 2560 = 1 + 0 +2560 = 2561 (16)
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESTABELA DE CONVERSÃO BINÁRIO / DECIMAL/HEXADECIMAL BINÁRIO DECIMAL HEXADECIMAL 0000 0 0 0001 1 1 0010 2 2 0011 3 3 0100 4 4 0101 5 5 0110 6 6 0111 7 7 1000 8 8 1001 9 9 1010 -- A 1011 -- B 1100 -- C 1101 -- D 1110 -- E 1111 -- F 3.4. CONVERSÃO DO SISTEMA DECIMAL PARA O SISTEMA BINÁRIOJá sabemos converter um número do sistema de numeração binário para o sistema decimal, maso contrário também é possível. Para isso, é necessário fazer divisões sucessivas por dois, donúmero que se encontra na base decimal. Por exemplo:5 (10) = ? (2) 5 2 1 2 2 0 1
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESPara saberes qual é o número, na base binária, que corresponde ao número 5 na base decimal,deves utilizar o último quociente e os restos das divisões sucessivas, do fim para o princípio, ouseja: 5 2 1 2 2 0 1Como já sabíamos, 5(10) = 101 (2)Outro exemplo:16 (10) = ? (2) 16 2 0 8 2 0 4 2 0 2 2 0 1Sendo assim, 16 (10) = 10000(2) 3.5. CONVERSÃO DO SISTEMA BINÁRIO PARA O SISTEMA OCTALPara este tipo de conversão, deves utilizar a tabela que te foi dada anteriormente e que explicitaos valores em Binário, Decimal e Octal.Assim, vamos utilizar um exemplo para que seja mais simples compreender:1001010 (2) = ? (8)Vamos começar por dividir o nosso número na base binária em grupos de três dígitos, da direitapara a esquerda:
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 1 001 010Agora, deves utilizar a tabela e verificar qual é o valor correspondente, em base octal, de cada umdos grupos que criaste: 1 (2)  1 (8); 001 (2)  1 (8); 010(2)  2 (8), logo:1001010 (2) = 112 (8)Outro exemplo: 110 110 100Como anteriormente, vamos utilizar a tabela e podemos então concluir que: 110 (2)  6 (8); 110 (2) 6 (8); 100 (2)  4 (8), logo:110110100 (2) = 664 (8). 3.6. CONVERSÃO DO SISTEMA BINÁRIO PARA O SISTEMA HEXADECIMALPara este tipo de conversão, deves utilizar a tabela que te foi dada anteriormente e que explicitaos valores em Binário, Decimal e Hexadecimal.Vamos utilizar novamente um exemplo para que seja mais simples de compreenderes, mas estaconversão é em tudo parecida com a anterior. Difere apenas no facto de esta utilizar grupos dequatro dígitos e não de três.1001010 (2) = ? (16)Vamos começar por dividir o nosso número na base binária em grupos de quatro dígitos, dadireita para a esquerda: 100 1010
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESAgora, deves utilizar a tabela e verificar qual é o valor correspondente, em base hexadecimal, decada um dos grupos que criaste: 100 (2)  4 (16); 1010 (2)  A (16), logo:1001010 (2) = 4 A (16)Outro exemplo: 1 1011 0100Como anteriormente, vamos utilizar a tabela e podemos então concluir que: 1 (2)  1 (16); 1011 (2) B (16); 0100 (2)  4 (16), logo:110110100 (2) = 1B4 (16).
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 4. O PRIMEIRO PC DOMÉSTICO 4.1 – A SALA DOS COMPUTADORESNão é fácil nem unânime a definição do pai dos computadores da era moderna. Apesar de oconceito ter nascido ainda no século XIX, quando Charles Babbage concebeu uma máquinaanalítica baseada na leitura de cartões perfurados, só a meio do século XX é que foram dados ospassos decisivos para o desenvolvimento do computador. Durante a 2ª Guerra Mundial foramcriados os primeiros computadores para fins específicos, como o Colossus (uma máquinabritânica dedicada àdescodificação de mensagensalemãs) ou o Z3 (criado peloengenheiro alemão Konrad Zusepara desenvolver aviões e mísseis).No entanto, só em 1946 é queentrou em funcionamento oENIAC (Electronic NumericalIntegrator and Computer), o primeirocomputador genérico, capaz dereceber e processar informação ecálculos diversos. Desenvolvidoao longo de três anos por JohnMauchly e Presper Eckert, oENIAC consumia unsimpressionantes 160 Kilowatts epodia calcular 5000 adições e 300multiplicações por segundo – umnúmero actualmente irrisório, uma Ilustração 10 - O ENIAC, em funcionamento na década de 40 navez que o vulgar Universidade da Pensilvânia, ocupava uma área de 100 metros quadrados.microprocessador processa hojeem dia mais de 100 milhões de adições por segundo.Nas duas décadas seguintes verificaram-se importantes avanços tecnológicos como a capacidadede armazenar programas e dados no computador (através do EDVAC – Electronic Discrete Variable
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESAutomatic Computer, desenvolvido por Von Neumann, em 1945), a comercialização em grandeescala destes computadores gigantes (com a produção do Universal Automatic Computerdesenvolvido pela Remington, em 1951), a capacidade de programar estas máquinas para finsespecíficos (nascia a programação e linguagens como o COBOL ou o FORTRAN) e finalmentea criação do circuito integrado (em 1958, através de Jack Kilby, engenheiro da Texas InstrumentsIncorporated). 4.2. - INTEL E APPLE ENTRAM EM ACÇÃOA década de 70 foi particularmente pródigaao nível de desenvolvimentos tecnológicos,tendo criado as bases que possibilitaram amassificação do computador pessoal noinício dos anos 80. Em 1971, a Intel inicioua comercialização ao público doprocessador 4004 e a IBM começou asugerir a utilização regular das disquetes deoito polegadas.Nos anos seguintes, a MITS conseguiuvender 2000 unidades do seu computadorAltair 8800 em kit (teria de ser montadopelo próprio utilizador), enquanto a IBMtentou vender, sem sucesso, o conceito decomputador pessoal com o IBM 5100. Asegunda metade da década de 70 ficoumarcada pelos primeiros computadoresprojectados por Steve Jobs e Steve Ilustração 11 - Em 1977, o Apple II apresentou evoluçõesWozniak, o Apple I e o Aplle II. tecnológicas como os gráficos coloridos e a cassete de áudio como suporte de armazenamento.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 4.3 - O PRIMEIRO PCApesar de os primeiros computadores gigantes terem sido construídos no início da década de 50,sé em meados da década de 70 aminiaturização dos sistemas permitiucriar o conceito de computadorpessoal (PC – Personal Computer). Oprimeiro passo neste sentido foi dadopor empresas como a MITS,Commodore, Apple e Tandem. Em1981, a IBM ofereceu finalmentegarantias para a massificação docomputador pessoal, ao criar o Ilustração 12 - Em 1981, a IBM criou o primeiro computador pessoal equipado com sistema operativo da Microsoft.primeiro sistema standard que recebeua designação de IBM PC. Esta máquina vinha equipada com o processador 8088 da Intel(possuía 16 bits e trabalhava a apenas 4.77 MHz), 64 Kb de RAM, uma drive de disquetes e ecrãmonocromático, tendo a IBM optado pelo sistema operativo DOS, desenvolvido por umapequena empresa chamada Microsoft…Em 1986, três anos depois de tervendido o seu primeirocomputador, a Compaqapresenta o novo PC baseado noprocessador 80386 da Intel,iniciando a corrida vertiginosaaos MHz e GHz que ainda hojese verifica. O processador Intel80486 chegou em 1989 e, com ascrescentes melhorias de todos oscomponentes do computadorpessoal (desde o processamentográfico até ao armazenamento),começava a aparecer tecnologia Ilustração 13 - Em 1990, o ano de lançamento do Windows 3.0, são definidas especificações de hardware e software para ocapaz de oferecer soluções de desenvolvimento de aplicações multimédia
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESsoftware e de entretenimento para o PC doméstico.Apercebendo-se desta oportunidade, a Microsoft apresenta o Windows 3.0 em 1990 e diversasempresas de software começam a desenvolver jogos e outras aplicações multimédia para o PC.Nos primeiros anos da década de 90, num processo inverso ao declínio dos microcomputadores,o PC reúne cada vez mais trunfos enquanto sistema de produtividade e entretenimentodoméstico. A chegada das placas de som de elevada qualidade e o formato CD-ROMeliminam definitivamente a concorrência movida por máquinas como o Commodore Amiga ou oAtari ST.Acaba por ser o segmento dos jogos que durante os últimos 10 anos da história do PC exige umamaior capacidade de processamento e desempenho dos PCs, obrigando os construtores dehardware a inovar constantemente. A segunda metade da década de 90 ficou marcada pelavulgarização e democratização da World Wide Web, enquanto a barreira dos GHz foi batidapelos processadores da Intel e da AMD já no ano 2000.De facto, a chamada “Lei de Moore” proferida ainda na década de 60, quando aqueleresponsável da Intel previu que o número de transístores por circuito duplicaria a cada dois anos,mantém-se válida. 4.4 - UMA ALTERNATIVA CHAMADA APPLEApós o trabalho desenvolvido na década de70, a Apple seguiu um caminho distinto, nãocompatível com o IBM PC, transformando-sena alternativa viável àquela plataforma. Assim,em 1983 nasceu o Apple Lisa, umcomputador pessoal avançado para a suaépoca (com interface gráfica, processadorMotorola 68000, 1 Mb de RAM e ecrã de 12polegadas), mas com um preço demasiado Ilustração 14 - A Apple seguiu um caminho distinto dos compatíveis PC que ainda subsiste.elevado.Um ano mais tarde, apareceu a popular linha Macintosh, o sucessor do Lisa, a um preço bemmais competitivo e com uma novidade: o uso do rato. Com este dispositivo (que simulava omovimento da mão no ecrã do computador) e com uma interface gráfica que permitia ao
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESutilizador navegar por vários ecrãs (eliminando a necessidade de inserir instruções manualmente),as soluções e produtos da Apple ficaram desde cedo associados à facilidade de utilização epioneirismo. Factores que ainda hoje prevalece, na companhia de Steve Jobs, através dos IMac eiBook, por exemplo, mas sem a quota de mercado que a Apple deteve em finais da década de 80. 4.5 - UM PORTÁTIL COM 12 KGNo mesmo ano em que o IBM PC foi apresentado, Adam Osborne completou o primeirocomputador portátil a quechamou Osborne I. O seu peso:12 quilos… além do preçocompetitivo de 1750 dólares,este sistema possuía software novalor de 1500 dólares, ummodem, uma drive de disquetesde 5,25 polegadas, 64 Kb dememória e um ecrã de cincopolegadas.Infelizmente, em menos de dois Ilustração 15 - "O Osborne é tão compacto que poderá caber debaixo de um banco de avião", Byte Magazine, Abril 1981.anos, a Osborne viria a falir, porter efectuado uma forte campanha de marketing do seu segundo portátil, quando ainda tentavavender o Osborne I. Mas o conceito estava lançado… 4.6 - PC NA PALMA DA MÃOTal como aconteceu nos sistemas de secretária, também oconceito de computador portátil foi sofrendo ao longodos anos uma “cura de emagrecimento”, aparecendo,inclusivamente, dispositivos com elevada capacidade eque cabem no bolso ou na palma da mão. Um dosprimeiros passos foi dado pela empresa Poqet, que em1989 apresentou o primeiro dispositivo portátil com o Ilustração 16 - Os PDA colocam no bolso informação que apenas há alguns anos ocupavam dezenas de disquetes.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESsistema operativo MS-DOS. 4.7 - TELEMÓVEIS INTELIGENTESEnquanto a década de 90 viveu diversos avanços no domínio destes novos computadores debolso designados por PDA (Personal Digital Assistant) e HPC (Handheld Personal Computers), já noséculo XXI nasce o conceito de telemóveis inteligentes multimédia, que prometem associar ascapacidades de produtividade dos PC de bolso com o trunfo da integração das comunicações devoz. 5. A CHEGADA DOS MICROCOMPUTADORES 5.1 - O GÉNIO DE CLIVE SINCLAIRNo início da década de 80, um britânico de nome CliveSinclair pensou que era chegada a altura de colocar emcasa das pessoas um minicomputador, realmenteacessível, tanto em termos de custo como de utilização.Nascia assim o conceito de microcomputador, que atémeados da década de 90 obteve um enorme sucesso emtodo o mundo, procurando ocupar, a nível deentretenimento e programação, o espaço existente entrea linearidade de uma consola e a complexidade de um Ilustração 17 - O ZX80, de Clive Sinclair, marcou o nascimento do conceito dePC. microcomputador.O objectivo era simples: construir um microcomputador, capaz inclusivamente de ser montadopelos seus utilizadores e que utilizasse suportes comuns para armazenamento e projecção dedados – dois aspectos que encareciam qualquer sistema informático da altura. Para a saída devídeo, Clive Sinclair escolheu a televisão e para gravação e leitura de dados as tradicionais cassetesde áudio de fita magnética. Assim, a partir de um simples kit de montagem, que podia seradquirido em lojas de electrónica, iniciou-se a comercialização do ZX80.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESUm ano mais tarde, chegava o ZX81, que vendeu mais de 300 mil unidades em todo o mundo.Mas o grande passo dos microcomputadores deu-se com a apresentação do famoso ZXSpectrum, em Abril de 182. 6 – ESTRUTURA GENÉRICA DE UM SISTEMA INFORMÁTICOUm computador é uma máquina que armazena informação, recebe dados em formato digital,efectua cálculos complexos e devolve respostas. Para que tudo isto funcione é preciso combinarde modo perfeito uma série de componentes de electrónica e instruções de software.Nós, quando ouvimos alguém a dar-nos uma informação, procedemos da mesma forma que umcomputador: Temos a entrada (Input) de Dados, através da audição (neste caso), de seguidaprocessamos a informação com o nosso cérebro e depois temos uma Saída (Output) que não émais do que uma resposta relativamente à informação que obtivemos.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 6.1 – MODELO DE VON NEUMANNUm computador é essencialmente uma máquina capaz de processar informação. A informação éintroduzida através de um ou mais dispositivos, ou periféricos, de entrada e/ou saída, e a partirdestes é canalizada para a parte central do computador.Os resultados do processamento, caso existam, são depois enviados para os dispositivos, ouperiféricos de saída. Ilustração 18 - Modelo de Von Neumann Periféricos Entrada Periféricos Saída Periféricos Entrada/Saída (Input) (Output) (Input/Output)
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES Tabela 1- Periféricos de Entrada, Saída e Entrada/Saída 7 – HARDWARE E SOFTWARE - CONCEITOSRelativamente ao envolvimento do Software com o Hardware, podemos ainda classificar osoftware em dois tipos distintos:  Software de alto nível, que apresenta um menor envolvimento com o hardware;  Software de baixo nível, que apresenta um maior envolvimento com o hardware.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 8 – FUNCIONAMENTO BÁSICO DE UM COMPUTADORTudo o que acontece num computador é comandado pela CPU (Unidade Central deProcessamento), que gere todos os recursos disponíveis do sistema. O seu funcionamento écoordenado por programas escritos em linguagem máquina, que indicam o que deve ser feito equando.Para que a CPU possa executar todas as suas tarefas, esta utiliza uma memória primária, amemória RAM, para armazenar os dados que são processados.Depois de os dados terem sido processados, a CPU tem que ser capaz de transmitir aos restantesdispositivos do computador a sua função específica para que possa dirigir com sucesso todas astarefas levadas a cabo pelo computador.Além disso, existem ainda outros componentes de extrema importância para o funcionamento docomputador, que a seguir se passam a descrever em detalhe. 8.1 – CAIXASA caixa de um computador é uma caixa metálica onde se encontram as peças que formam ocomputador, como, por exemplo, placas, drives, disco rígido, placa mãe, etc.Existem diversos tipos de caixas no mercado, quer verticais, quer horizontais. 8.2 – O QUE ESTÁ NO INTERIOR DE UM COMPUTADOR?De seguida vamos ver os vários componentes de um computador de uma forma maisaprofundada.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 9 – MOTHERBOARD OU PLACA-MÃEA placa principal do computador, também conhecida como motherboard ou placa-mãe,consiste numa placa de circuitos impressos onde são ligados todos os componentes internos doPC. É aqui que se conecta diferentes placas através de alvéolos (frequentemente designados porslots) para desempenharem funções específicas, como o tratamento da imagem e do som.A placa-mãe tem ainda conectores para ligar os sistemas de armazenamento do computador(como discos rígidos e unidades de CD), a memória e, claro, o microprocessador, que é ocoração do computador. Porque toda esta electrónica aquece e liberta muito calor, há pequenasventoinhas localizadas sobre os componentes mais sensíveis com o objectivo de os refrigerar.Quando se olha para uma placa-mãe com atenção, observa-se umainfinidade de linhas que são comoos vasos sanguíneos de umorganismo vivo a bombear dadospara todas as partes da máquina.Através de vários tipos debarramento (ou bus) de memóriae de processamento, a informaçãoentra e sai de cada periférico emdirecção ao microprocessador. Ilustração 19 - Placa-Mãe de um ComputadorTudo isto é abastecido por umafonte de energia, a fonte de alimentação do computador.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 9.1 – MOTHERBOARD AT Ilustração 20 - Motherboard ATAs Motherboards AT (Advanced Tecnology) são antigas e foram utilizadas normalmente entre os anos1983 até 1996. Estas placas deixaram de ser usadas pois tinham um espaço interno reduzido, quecom a instalação dos vários cabos do computador, dificultava a circulação de ar, o que levava aosuper aquecimento. A única forma de ultrapassar isto, na altura, era a habilidade da pessoa quemontava o computador de forma a conseguir aproveitar o espaço disponível da melhor maneira.Com este padrão, é necessário desligar o computador através do sistema operativo, sendo precisoaguardar um aviso de que o computador já pode ser desligado e só depois é que se podia desligaro computador no botão. Esta situação devia-se ao facto de as fontes de alimentação AT nãoterem sido projectadas para se desligarem automaticamente. 9.2 – MOTHERBOARD AT E ATX (SIMULTANEAMENTE)Este foi um modelo de transição entre os padrões AT e ATX, em que as duas tecnologias eramencontradas simultaneamente.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 9.3 – MOTHERBOARD ATX Ilustração 21 - Motherboard ATXATX é a sigla para Advanced Tecnology Extended. No fundo, não é mais do que um aperfeiçoamentodas placas AT, e foram desenvolvidas principalmente pela Intel. O objectivo da criação destasplacas foi solucionar os problemas que existiam no padrão AT.Entre as principais características do ATX, estão:  Maior espaço interno, o que proporciona uma ventilação adequada;  Conectores de teclado e rato no formato mini-DIN PS/2 (conectores menores);  Conectores série e paralelo ligados directamente na placa-mãe, sem a necessidade de cabos;  Melhor posicionamento do processador, evitando que o mesmo impeça a instalação de placas de expansão por falta de espaço;  Conector de energia da fonte de alimentação ligado à placa-mãe;  No caso destas placas, se a placa mãe for alimentada por uma fonte com padrão ATX, o desligar automático já é possível.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 9.4 – MOTHERBOARD BTX Ilustração 22 - Motherboard BTXAs placas BTX foram criadas pela Intel e lançadas em 2003, para substituírem o formato ATX. Oobjectivo principal destas placas foi optimizar o desempenho do sistema e melhorar a ventilaçãointerna. 9.5 – MOTHERBOARD LPX Ilustração 23 - Motherboard LPXAs placas LPX são usadas por marcas como a Compaq. A grande diferença entre estas placas e asanteriores é o facto de as placas-mãe não terem slots, pois estes estão localizados numa placa àparte chamada de backpane. Esta backpane é encaixada na placa-mãe através de um conectorespecial. Este padrão foi criado para permitir computadores mais finos.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 9.6 – MOTHERBOARD ITX Ilustração 24 - Motherboard ITXAs placas ITX foram criadas em 2001 e destinaram-se a computadores altamente integrados ecompactados, com a ideia de oferecer computadores mais baratos, já que na maioria das vezes aspessoas usam o computador para Navegar na Internet e editar textos.A ideia destas placas é ter tudo on-board, ou seja, vídeo, áudio, modem e rede estão integrados naplaca-mãe.Outra diferença está na fonte de alimentação. Como tem menos periféricos pode usar uma fontede alimentação fisicamente mais pequena, pois também exige um consumo de energia menor.Desta forma pode ser montada num computador mais compacto.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 10 – BIOSAssim que se liga o computador, aparece no ecrã umconjunto de informação sobre as características damáquina e o estado dos componentes, antes mesmode arrancar o sistema operativo. Este teste dehardware é realizado pelo BIOS (sigla de BasicInput/Output System), um mecanismo de rotinas deavaliação de bom funcionamento e interacçãoentre componentes de memória, chips e Ilustração 25 - BIOSarmazenamento. Para arrancar o sistema operativo,o PC precisa saber que tipo de disco rígido está a ser instalado, por exemplo, e essa informação érecolhida pelo BIOS.O objectivo do BIOS é reunir todas as informações necessárias para o correcto arranque dosistema operativo, além de permitir ao utilizador modificar alguns parâmetros de funcionamentodo computador.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 11 – MICROPROCESSADOR – CPU UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTONos computadores pessoais, a CPU ou Unidade Central de Processamento é equivalente aoMicroprocessador. Trata-se de um circuito integrado que contém milhares ou milhões decomponentes electrónicos, organizados de modo a poderem efectuar as operações típicas deprocessamento.O núcleo central do computador é o seu microprocessador, também designado por CPU (CentralProcessing Unit), responsável pelo processamento dos dados e coordenação de todas asinstruções. Este chip tem endereços de barramento e de dados, recebendo e enviandoinformação de e para diferentes zonas da memória do computador. Há vários fabricantes aproduzir estes componentes, mas os mais conhecidos são a Intel com o Pentium e a AMD com oAthlon.A velocidade a que funcionam os microprocessadores, conhecida como frequência de relógio,tem aumentado de forma surpreendente nos últimos anos, o que torna os computadores cada vezmais rápidos, mas também com maiores capacidades e mais baratos.A miniaturização destes componentes por parte da indústria de semicondutores levou aoaumento do número de transístores integrados nos chips e à introdução de tecnologias deprocessamento paralelo de instruções.As actividades realizadas pela CPU podem ser divididas em duas grandes categorias funcionais:  Função de Controlo – Realizada pelos componentes da CPU que se encarregam das actividades de procura, interpretação e controlo da execução dos demais componentes do computador. Esta área é projectada para entender o que fazer, como fazer e comandar quem vai fazer o quê no momento adequado.  Função de Processamento – Corresponde à realização das actividades relacionadas com a efectiva execução de uma operação, ou seja, processar. O principal dispositivo desta área de actividades da CPU é chamado de ULA – Unidade Lógica-Aritmética, ou ALU de Arithmetic and Logic Unit. É na ULA que são efectivamente processados os dados. A partir do momento em que a informação +e codificada em linguagem binária, o processamento corresponde basicamente a operações matemáticas muito simples, como somas e multiplicações, para além de outras tarefas como leitura e escrita de dados, comparação, etc.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES Ilustração 26 - Intel Pentium 4A estrutura de um processador ou CPU é bastante complexa e variável consoante a marca ou aversão; no entanto, podem destacar-se as seguintes secções e componentes fundamentais:  Secção de aquisição e descodificação de instruções: onde são recebidas as instruções provenientes de outros componentes (memórias ou dispositivos de input) para, em seguida, serem descodificadas de modo que a CPU possa determinar quais as operações a realizar;  Secção de Execução: onde são processadas as instruções e dados recebidos; por sua vez, esta é constituída pelas seguintes componentes ou sub-secções principais: o Unidade de Controlo – controla ou determina de certo modo, as operações a efectuar em cada instante, enviando sinais apropriados aos outros componentes; o Unidade Lógico-Aritmética (ULA ou ALU – Arithmetic and Logic Unit) – secção do processador que efectua as operações aritméticas e lógicas; o Registos ou Registers – são componentes capazes de armazenar temporariamente dados com que a ALU efectua as operações que lhe são indicadas. Ilustração 27 – Estrutura básica de um microprocessador ou CPU
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESOs processadores ou CPU têm vindo a evoluir acentuadamente nos seguintes aspectosprincipais:  Número de componentes (transístores e outros);  Velocidade de funcionamento em número de ciclos por segundo (Megahertz);  Tamanho dos Registers – as unidades que registam temporariamente as instruções e dados a serem processados;  Largura do Bus – quer ao nível do bus de dados, quer ao nível do bus de endereços;  Desempenho global em MIPS – ou seja, Milhões de Instruções Por Segundo;  Inclusão de novas secções ou componentes, tais como memórias cache internas, múltiplas unidades de cálculo, etc.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 12. MEMÓRIASQuando falamos de memórias relativamente a sistemas informáticos, devemos considerar duascategorias principais:  Memórias primárias, principais ou centrais  Estas memórias são absolutamente indispensáveis ao funcionamento do sistema informático, pois são elas que fornecem ao processador as instruções e os dados com que este vai operar em cada momento; normalmente consistem em chips (circuitos integrados) que se integram ou encaixam directamente na placa principal (motherboard) do computador e podem ser de dois tipos fundamentais: ROM e RAM.  Dispositivos de armazenamento secundário, auxiliar, externo ou de massa.  Trata-se, neste caso, de suportes de armazenamento de informação (programas, trabalhos ou outro tipo de dados) que interessa guardar antes e/ou depois das actividades de processamento; estas memórias ou suportes de armazenamento podem ser de tipos diversificados, tais como: disquetes, discos magnéticos, discos ópticos (CD), bandas magnéticas, etc. Ilustração 28 – Estrutura básica de um sistema informático
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 12.1 – MEMÓRIAS PRIMÁRIASÉ costume considerar dois tipos principais de memórias primárias:  Memórias ROM (Read-Only Memory) – memórias só de leitura que contêm instruções fixas para o funcionamento do sistema;  Memórias RAM (Random Access Memory) – memórias de acesso aleatório ou memórias em que são feitas operações de leitura e de escrita de dados em interacção directa com o processador. 12.1.1 – MEMÓRIAS DO TIPO ROMAs memórias do tipo ROM são utilizadas principalmente para incluir instruções de rotina para ofuncionamento básico de um computador, como as operações de arranque ou de interacção comdispositivos de I/O.É o caso, por exemplo, da chamada ROM BIOS (Basic Input/Output System) que contéminstruções básicas para a CPU poder comunicar com os dispositivos de I/O.A informação contida numa memória ROM é incluída no momento do seu fabrico. O facto deserem só de leitura (read-only) significa que as informações nelas contidas se mantêm inalteráveisdurante as operações de processamento – o processador só pode ler essas memórias e nãoescrever nelas. Às instruções incluídas neste tipo de memórias é costume chamar-semicroprogramação ou firmware (este último termo traduz algo que está entre o hardware e osoftware).Para além das memórias ROM propriamente ditas (programadas de origem e inalteráveis),existem algumas variantes que permitem alterações do seu conteúdo através demicroprogramação, nomeadamente:  PROM (Programable Read Only Memory) – memórias cujo modo de fabrico permite, por uma só vez, serem programadas (microprogramação), através de dispositivos apropriados;  EPROM (Erasable and Programable ROM) – memórias que podem ser apagadas e reprogramadas as vezes que forem necessárias;  EEPROM (Electronic EPROM) – memórias que podem ser reprogramadas electronicamente.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESNota: As memórias ROM e ROM-programáveis, em geral, não são usadas apenas nos computadores, mas também em dispositivos periféricos dos computadores (tais como teclados, impressoras, placas gráficas, etc.). 12.1.2 – MEMÓRIAS DO TIPO RAMA memória do tipo RAM – também considerada a memória principal do sistema – consiste numespaço electrónico por onde passam temporariamente os programas e os dados com que oprocessador ou CPU vai ter de trabalhar em cada sessão. Esses programas e dados podem estarguardados em suportes de armazenamento secundários, como discos ou outros, mas, parapoderem correr no computador, precisam de passar à memória RAM e, daí, é que são chamadosà CPU. A principal característica que distingue as memórias do tipo RAM das memórias ROM éo facto de que as primeiras permitem operações de leitura e de escrita, ao passo que as segundasapenas permitem operações de leitura.A capacidade ou quantidade de memória RAM de um sistema informático é um dos factoresmais importantes para a avaliação da capacidade desse sistema.A quantidade de RAM não só condiciona o tamanho dos programas que o sistema pode correr,como também pode condicionar a velocidade de funcionamento do sistema (a escassez de RAMpode implicar um maior número de operações, por exemplo, de leitura e escrita de dados nodisco).A capacidade de memória primária de um computador avalia-se pelo número de bytes queconstituem a sua RAM e mede-se em múltiplos de bytes: Kilobytes, Megabytes, Gigabytes, etc.Dentro da categoria de memórias genericamente designadas por RAM temos duas variantesprincipais:DRAM (Dynamic RAM) – são memórias constituídas basicamente por transístores econdensadores. Correspondem às memórias primárias com maior capacidade de armazenamentoe mais acessíveis em termos de preço.SRAM (Static RAM) – São memórias constituídas essencialmente por transístores, sendo maisrápidas no funcionamento, mas também mais dispendiosas no fabrico. As memórias deste tiposão utilizadas principalmente em forma de cache.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESFuncionamento de uma cache – as instruções e dados que estão a ser processados pela CPUtêm de vir da memória principal – RAM. De cada vez que a CPU solicita um bloco de dados àRAM é colocada uma cópia dessa informação na memória cache. A memória cache vai assimguardando as instruções e os dados mais recentemente utilizados pela CPU, ou que, com umacerta probabilidade, a CPU irá utilizar proximamente. Quando a CPU requer uma determinadainstrução, pode acontecer uma de duas situações:  A instrução requerida está em cache – nesse caso, passa imediatamente ao processamento;  A instrução requerida não está em cache – nesse caso, tem de ser requerida à RAM.As memórias cache podem ter taxas de sucesso em relação às instruções requeridas pela CPUsuperiores a 90%. Ilustração 29 – Representação esquemática de uma memória cache.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 12.2 – MEMÓRIAS SECUNDÁRIAS Ilustração 30 - Dispositivos de armazenamento secundárioDentro desta categoria de memórias ou meios de armazenamento secundário incluem-se váriostipos diferenciados, tais como, por exemplo: discos, disquetes e bandas magnéticas, discosópticos (CD, DVD), etc. Alguns destes meios de armazenamento são também designados pormeios de armazenamento em massa, pelo facto de permitirem guardar grandes quantidades deinformação.Quando falamos de meios de armazenamento secundário devemos ter em conta dois tiposdistintos de meios:  Os suportes de armazenamento: discos, disquetes, bandas magnéticas, etc.;  Os dispositivos que permitem ler, escrever e transmitir a informação entre os suportes de armazenamento e a parte central do sistema; estes dispositivos também costumam ser designados genericamente por drives.Os meios de armazenamento secundário surgem precisamente para permitirem que os programase os dados com que trabalhamos num sistema informático possam ser guardados e recuperadossempre que se quiser.A maioria destes dispositivos – drives de disquetes, discos, etc. – são simultaneamente de input e deoutput, pois permitem a transferência de dados nos dois sentidos, do exterior para a CPU e destapara o exterior; no entanto, existem algumas excepções, como o caso do CD-ROM eDVD-ROM, que são apenas de entrada, uma vez que não permitem a escrita de informação.Quanto às tecnologias utilizadas para a gravação e leitura da informação nestes dispositivos esuportes de armazenamento, podemos considerar os seguintes grupos:
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES  Suportes magnéticos – discos, disquetes, bandas magnéticas – que se caracterizam por terem superfícies revestidas de substâncias magnéticas, permitindo por essa via a codificação e o armazenamento da informação;  Suportes ópticos – CD e DVD – que se caracterizam por utilizarem a tecnologia laser (intensos feixes luminosos – daí a designação de ópticos) para a gravação e leitura da informação.Uma outra distinção que é comum fazer-se é entre:  Suportes de armazenamento interno – dispositivos de armazenamento fixo, como é o caso dos discos rígidos, no interior do computador;  Suportes de armazenamento amovível – que podem ser facilmente removidos e reinseridos ou transportados para outros computadores, como é o caso das disquetes, cassetes, CD, DVD, cartões de memória amovível, etc. 12.2.1 – UNIDADES DE DISCOS RÍGIDOSAs unidades ou drives de discos rígidos são dispositivos de I/O que lêem e escrevem informaçãoem suportes magnéticos com a forma de pequenos discos feitos de um material rígido (hard disk –disco rígido).Os discos rígidos têm, actualmente, capacidades de armazenamento da ordem dos muitos gigabytese com as velocidades de acesso mais rápidas comparativamente com todos os outros dispositivosde armazenamento secundário. Por isso mesmo, este meio de armazenamento continua a ser omais indispensável num computador, sendo normalmente aí que se instala o sistema operativo eos principais programas de aplicação com que se pretende trabalhar. Trata-se também de umóptimo meio para guardar os dados ou documentos com que os utilizadores trabalham; noentanto, quando se pretende arquivar os trabalhos com maior segurança ou transferir essestrabalhos para outros computadores, então, torna-se recomendável ou indispensável recorrer aoutros meios alternativos ou suplementares de armazenamento secundário.Uma unidade ou drive de disco, como qualquer outro dispositivo de I/O, tem de ligar-se ao busda motherboard para circulação da informação entre esse dispositivo e a CPU do sistema. No casodos discos rígidos, a ligação ao bus pode ser feita directamente em conectores específicos dasmotherboards ou indirectamente através de um outro meio.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 12.2.2 – UNIDADE DE DISQUETESAs unidades ou drives de disquetes são dispositivos de I/O que lêem e escrevem informação emsuportes magnéticos com a forma de pequenos discos flexíveis.As disquetes que conheceram uma maior divulgação têm um formato com 3,5 polegadas, comuma capacidade de 1,44 MBytes.Actualmente, esta capacidade ainda permite o armazenamento de alguns pequenos programas outrabalhos; porém a tendência de desenvolvimento das tecnologias de informação tem vindo atornar estas disquetes cada vez mais insuficientes para guardar trabalhos ou software. 12.2.3 – UNIDADES DE DISCOS ÓPTICOSAs unidades ou drives de discos ópticos são dispositivos que lêem e, em alguns casos tambémescrevem informação em suportes ópticos. Actualmente, podemos considerar duas geraçõesprincipais de discos ópticos, cada uma das quais com tipos próprios:  CD (Compact Disks, discos compactos);  DVD (Digital Versatile Disks, discos digitais versáteis).Em qualquer dos casos, a gravação e a leitura da informação nestes suportes baseiam-se natecnologia laser (feixes luminosos – donde deriva a designação de suportes ópticos). A principaldiferença entre estes dois tipos de suportes ópticos reside sobretudo na maior capacidade oudensidade de informação dos DVD relativamente aos CD (o DVD é como que um CD de altadensidade). A estrutura de um disco óptico (CD ou DVD), quanto à maneira como a informaçãose encontra distribuída, é também constituída por sectores, à semelhança dos discos magnéticos edisquetes; no entanto, as pistas de um CD não são concêntricas mas em espiral.Quer os CD quer os DVD apresentam, em geral, as seguintes vantagens como suportes dearmazenamento de informação:  Permitem armazenar grandes quantidades de informação numa pequena porção de espaço (esta vantagem é ainda maior no caso dos DVD);  Podem ser facilmente transportados para outros computadores;
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES  A informação gravada nos discos ópticos tem uma durabilidade e fiabilidade, pelo menos em princípio, superior à dos suportes magnéticos, entre outros motivos, porque não estão sujeitos a interferências electromagnéticas.Os CD utilizados em computadores podem ser dos seguintes tipos: CD-ROM, CD-R; CD-RW.O Cd-ROM (Compact Disk – Read Only Memory) foi o primeiro tipo de disco óptico a surgirespecificamente para computadores. A sigla ROM (adaptada das memórias ROM) indica que setrata de suportes que apenas permitem a leitura de informação.O CD-R (Compact Disc – Recordable) é um tipo de disco compacto que é apresentado inicialmentesem qualquer informação e que pode ser gravado numa unidade própria (gravador de CD-R).O CD-RW (Compact Disk – Rewritable) é um tipo de disco compacto que permite a gravação,apagamento e regravação (escrita) de informação; qualquer porção do disco pode ser gravada e,em seguida, apagada e regravada.Os discos DVD (Digital Versatile Disk) são também (tal como os CD) suportes ópticos baseadosna tecnologia laser. A principal diferença entre os CD e DVD reside na maior densidade dosdados no DVD, o que se traduz numa maior capacidade de armazenamento.Os principais formatos actualmente existentes de DVD (de modo semelhante aos formatos deCD) são: DVD-ROM; DVD-R; DVD+R; DVD-RW; DVD+RW.Os DVD-ROM, tal como os CD-ROM, são discos ópticos gravados na origem e que,posteriormente, apenas podem ser lidos.Os DVD-R e DVD+R (R de Recordable) são discos ópticos que (tal como os CD-R) permitem agravação de informação apenas uma só vez em cada porção do disco, sem possibilidade deapagamento e regravação.Os DVD-RW e DVD+RW (RW de Rewritable) são duas variantes de DVD regraváveis; assim,estes discos permitem a escrita, o apagamento e a regravação de dados.
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  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 13. BARRAMENTOSO bus ou barramento do sistema é o conjunto de fios condutores situados na motherboard pelosquais circulam os dados entre a CPU, a memória RAM e as placas de expansão dos periféricos.O barramento do sistema engloba três tipos de canais que se diferenciam entre si pelos diferentestipos de sinais que transmitem:  Bus de Dados  Canais por onde circulam os dados entre o processador e a memória principal (RAM) ou os dispositivos de I/O.  Bus de Endereços  Canais através dos quais são indicadas as posições da memória RAM ou dos dispositivos de I/O onde se encontram as instruções e os dados com destino à CPU ou para onde são enviados os dados resultantes do processamento.  Bus de Controlo  Canais que sinalizam e controlam as operações em curso no sistema. 13.1 – ARQUITECTURA DE BUSAs características mais importantes numa arquitectura de bus são:  A largura do bus ou o número de canais para a circulação dos dados (bits);  A velocidade a que esses mesmos dados podem circular no bus – medida em hertz (impulsos por segundo) ou bps (bit por segundo). 13.1.1 - ISAO barramento designado por ISA (Industry Standard Architecture), que surgiu com o IBM PC AT,ainda hoje é utilizado nos computadores para a comunicação entre periféricos.Esta arquitectura, baseada em 16 linhas de comunicação, isto é, 16 bits, consegue transferir até 8MB de informação por segundo e com uma frequência de 8,25 MHz, adequada às característicasdo processador 286. 13.1.2 - MCAO barramento MCA (Micro Channel Arquitecture), introduzido pela IBM, dispunha de umaarquitectura de 32 bits.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESEste tipo de barramento, incompatível com a arquitectura ISA, não foi bem sucedido e acaboupor ser abandonado pela própria IBM após algum tempo, por não ter sido seguido pela indústria. 13.1.3 - EISAA arquitectura EISA (Enhanced Industry Standard Architecture) foi projectada para dar resposta àsinsuficiências da arquitectura ISA, caracterizando-se por ser uma arquitectura de 32 bits, capaz deuma taxa de transferência de 33 MB por segundo e trabalhar a uma velocidade de 8,25 MHz;outra das suas características é o facto de ser compatível com o ISA.Com a implementação de soluções gráficas nos computadores, como o sistema operativo eaplicativos, foi necessário criar um barramento mais rápido: o VESA. 13.1.4 - VESAO VESA (Video Electronics Standard Association), é um barramento de 32 bits mas a velocidade é de33 MHz ou 40 MHz.Este tipo de barramento, apesar de popular nas primeiras motherboards do 486, caiu em desuso,dando lugar ao PCI. 13.1.5 - PCIAs grandes diferenças de velocidade através do bus provocavam um fluxo caótico de informaçãoentre a memória e o processador. Houve então a necessidade de projectar um bus que fizesse aligação directa entre o processador, a memória e os periféricos.Hoje em dia, todas as motherboards têm bus PCI (Peripheral Component Interconnect) de 32/64 bits,ligando o processador, a memória e outros periféricos.Este barramento trabalha a uma velocidade de relógio de 33 MHz, optando por uma via de dadosde 32 ou 64 bits, conforme o componente que estiver inserido no slot.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 13.1.6 - PCMCIAA arquitectura PCMCIA (Personal Computer Card Interface Adapter), ou PC-Card, corresponde a umtipo de barramento onde se pode efectuar a ligação de dispositivos do tamanho de um cartão decrédito. Este tipo de ligação é muito utilizada nos computadores portáteis, para ligação de placasde rede, som e, recentemente, placas 3G para acesso, por exemplo, à Internet. 13.1.7 - AGPO AGP (Accelerated Graphics Port) é um barramento dedicado a placas gráficas e pensadoespecialmente para os gráficos em 3D. Foi desenvolvido pela Intel em conjunto com osfabricantes de placas gráficas para os Pentium II e ainda se mantém em funcionamento.O AGP cria uma nova ligação entre a placa gráfica e a memória do sistema, de forma a que osdados deixem de viajar pelo bus PCI. Uma das suas características é a sua velocidade, 66 MHz, odobro do PCI, o que lhe permite uma alta velocidade no acesso à memória do sistema, 533 MBpor segundo contra os 133 MB por segundo do PCI. 13.1.8 - USBO USB (Universal Serial Bus), é um padrão de barramento externo ao computador, para a ligaçãode periféricos, como teclados, impressoras, entre outros, através de uma única ligaçãopadronizada. A ideia é acabar com a enorme quantidade de cabos que saem do computador.É totalmente plug and play, no sentido restrito da palavra. Assim como o PCMCIA, permite que seadicione ou remova periféricos com o computador ligado. Quando um novo periférico éadicionado ou um periférico é removido, o controlador USB da placa-mãe “percebe” e informa osistema operativo que, por sua vez, carrega o driver específico. 13.1.9 - FIREWIREO Firewire também conhecido pela norma IEEE 1394, é um barramento externo, semelhante aoUSB mas com uma taça de transferência superior, de 400 MB por segundo. Este barramentopermite a ligação de diversos periféricos, embora apenas existam no mercado câmaras de vídeoou fotográficas com este tipo de ligação.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 14. PORTAS DE ENTRADA/SAÍDAUma porta é, por definição, um local por onde se entra e sai. Em termos de tecnologiainformática não é excepção.As portas são tomadas na face posterior da caixa do computador, à qual se ligam dispositivos deentrada e saída (I/O ports) e que estão directamente ligadas à motherboard.Estas portas ou canais de comunicação podem ser:  Porta DIM;  Porta PS/2;  Porta Série;  Porta Paralela;  Porta USB;  Porta Firewire. 14.1 – PORTA DIMÉ uma porta em desuso, com 5 pinos e a ela eram ligados os teclados dos computadores dageração da Intel 80486, por exemplo. Como se tratava apenas de ligação para teclados, existia sóuma porta destas nas motherboards. 14.2 – PORTA PS/2Surgiram com os IBM PS/2 e nos respectivos teclados. Também são designadas por mini-DIMde 6 pinos.Os teclados dos computadores actuais são, na maior parte, ligados através destes conectores. Nasmotherboards actuais existem duas portas deste tipo. 14.3 – PORTA SÉRIEUma porta série, num computador pessoal, baseia-se na norma RS-232. Esta é uma norma quedefine múltiplas características eléctricas, sendo a mais importante o facto de definir atransmissão em série, que significa que existe apenas um canal por onde os sinais são transmitidosum a seguir ao outro. Além disso, é uma comunicação assíncrona, pois existem sinais de controloadicionais para além da velocidade previamente negociada entre as portas intervenientes. Tem
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESuma capacidade de transmissão variável entre 75 bps e 115 200 bps, pelo que é utilizada emdomínio em que as exigências não sejam muitas (rato, impressoras série, modems, etc.).Um modem é um dispositivo que permite a ligação do computador à linha telefónica paraestabelecer comunicações, por exemplo, para acesso à Internet.Existem portas série cujas fichas têm 9 ou 25 pinos. São também designadas de COM1, COM2,etc.As motherboards possuem uma ou duas portas deste tipo. 14.4 – PORTA PARALELAUma porta paralela obedece à norma Centronics. Ao contrário da porta série, em portas paralelaso sinal eléctrico é enviado em simultâneo e, como tal, tem um desempenho superior à porta série.No caso desta norma, são enviados 8 bit de cada vez, o que faz com que a sua capacidade detransmissão atinja os 100 kBps. Esta porta é vulgarmente utilizada para ligar impressoras escanners. Tem 25 pinos em duas filas.A nova norma EPP/ECP (Enhanced Parallel Port / Enhanced Capability Port), mantendo acompatibilidade com a norma anterior, é capaz de elevar a capacidade de transmissão a mais de 1MBps, pelo que é aconselhada para interfaces de discos removíveis (ZIP, CD-ROM, SCSI, etc.).As tensões eléctricas nas linhas paralelas geram uma interferência electromagnética que se tornamais significativa quanto maior for o comprimento do cabo. Por isso, o limite máximo para umcabo paralelo é de aproximadamente 3m. 14.5 – PORTA USBEsta porta está ligada ao barramento USB da motherboard e utiliza as potencialidades deste.Este barramento possibilita uma taxa de transmissão da ordem dos 12 Mbps (versões 1.0 e 1.1) e480 Mbps (na versão 2) e permite ligar, a uma mesma porta, vários dispositivos periféricos,utilizando, para isso, hubs USB (dispositivos que permitem apenas com uma entrada USB, que seliga ao computador, ter várias portas USB para ligar os periféricos).Os dispositivos USB podem ser ligados ou desligados com o computador em funcionamento.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESPodemos também interligar dois computadores através de um cabo especial USB – bridge – eassim transportar dados de um para o outro. 14.6 – PORTA FIREWIREA porta FireWire assenta no barramento com o mesmo nome, que é um padrão de comunicaçõesrelativamente novo que tem várias características em comum com o USB, mas traz a vantagem deser muito mais rápido, permitindo transferências a 400 Mbps e, na norma IEEE 1394b, irápermitir a transferência de dados a velocidades a partir dos 800 Mbps.A ligação FireWire é utilizada para ligar discos amovíveis, pen-drives, câmaras digitais, televisões,impressoras, scanners, dispositivos de som, etc.).O cabo utilizado é composto por apenas três pares de fios, dois pares para a transferência dedados e o último para a alimentação eléctrica.Assim coma na ligação USB, os dispositivos FireWire podem ser conectados e desconectadoscom o computador ligado.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 15. FONTES DE ALIMENTAÇÃOComo existem dois tipos diferentes de placas-mãe, cujas diferenças são substanciais, tambémexistem as fontes próprias para as alimentar em energia. São, então, designadas por fontes AT,para as placas-mãe mais antigas, também designadas AT, e fontes ATX para as placas-mãe maisrecentes, as ATX.Para perceber melhor os dois tipos de placas-mãe, vejamos algumas diferenças entre elas.O que diferencia as duas placas é o tamanho, sendo as ATX maiores, facilitando o incremento e amanutenção dos seus componentes. Nas AT existem dois conectores que provêm da fonte dealimentação (AT também) e cuja função é dar energia à placa. Nas ATX esses conectores foramsubstituídos por apenas um.Uma outra característica das placas ATX é que as portas PS/2, série, paralela e USB fazem parteintegrante da placa, aparecendo juntas num painel na parte traseira da motherboard.Hoje em dia existem motherboards no mercado que possuem integradas outras ligações, tais comopara modem, para rede, som e vídeo.Vejamos agora as diferenças essenciais entre as fontes de alimentação AT e ATX. FONTES AT FONTES ATXLiga / Desliga através de um botão Liga / Desliga através de um botão ON/OFF ligadoON/OFF directamente ligado a ela. à motherboard. A motherboard controla o funcionamento da fonte. O computador pode ser desligado pelo sistema operativo. Se pretendermos desligar o sistema através do botão ON/OFF é necessário premi-lo mais do que 4 segundos.As fichas (duas no total) encaixam num A ficha única desta fonte possui 20 contactos econector de 12 pinos existente na alimenta a motherboard em 12V, 5 V e 3,3 V.motherboard que alimentam a 12V e 5 V.Ilustração 31 – Fonte de Alimentação AT. Ilustração 32 – Fonte de Alimentação ATX.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 16. PLACAS GRÁFICASA função das placas gráficas é de construir asimagens que são apresentadas nos monitores doscomputadores. O conteúdo dessa memória estásempre a ser actualizado pela placa gráfica e porordem do processador. Quanto mais memória devídeo existir no sistema melhor é a resolução e maiscores são possíveis representar. Ilustração 33 - Placas gráficas. 16.1 – RESOLUÇÃOA resolução é uma característica importante e está associada à melhor ou menor qualidade daimagem representada no monitor.Os ecrãs dos monitores, bem como os televisores, são constituídos por milhares de píxeis,pequenos pontos no ecrã, que são preenchidos por cores e todos juntos formam a imagem.Quanto mais píxeis existirem no ecrã do monitor melhor será a qualidade da imagem, isto é,melhor será a resolução.Como os ecrãs não são quadrados, possuem mais píxeis na horizontal do que na vertical. Aonúmero de píxeis na horizontal dá-se o nome de resolução horizontal e ao número de píxeisverticais dá-se o nome de resolução vertical. Se quisermos saber quantos píxeis existe bastamultiplicar os verticais pelos horizontais. 16.2 – MEMÓRIA DE VÍDEOPara armazenar as imagens que vão ser apresentadas no monitor, a placa gráfica (ou placa devídeo) utiliza a designada memória de vídeo (pode ser do tipo VRAM ou SDRAM). O conteúdodessa memória está sempre a ser actualizado pela placa gráfica e por ordem do processador.A quantidade de memória de vídeo determina a resolução e o número de cores que a placa poderepresentar.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 16.3 – TIPOS OU PADRÕES DE PLACAS GRÁFICASOs primeiros IBM PC nem sequer tinham placa gráfica. A única coisa que podiam apresentar nomonitor era texto a preto e branco (monocromático) com uma resolução de 25 linhas por 80colunas, permitindo mostrar um total de 2000 caracteres. Era o padrão MDA (Monochrome DisplayAdapter).As placas gráficas também foram evoluindo ao longo dos tempos. Vamos ver a seguir os tipos depadrões para as placas gráficas mais conhecidas. 16.3.1 - HÉRCULESÉ possível afirmar que esta foi a primeira placa gráfica a surgir para PC. Foi desenvolvida pelaempresa Hércules e permitia a representação de gráficos com uma resolução de 720 x 348 píxeis,embora apenas em preto e branco. Para o armazenamento das imagens utilizava uma memória dotipo RAM, própria para vídeo, de 64 kByte. 16.3.2 - CGAA IBM lançou o padrão CGA (Color Graphics Adapter) que conseguia representar gráficos comuma resolução de 320 x 200 píxeis. No entanto, embora possuindo uma paleta de 16 cores,apenas 4 cores podiam ser exibidas em simultâneo.Este adaptador permitia, também, a utilização da resolução 640 x 200 píxeis, mas apenas eramexibidos textos a preto e branco. 16.3.3 - EGACom as cada vez maiores exigências ao nível da resolução e do número de cores, a IBM lançou,em meados dos nos 80, o padrão EGA (Enhanced Graphics Adapter). As placas gráficas fabricadassob este padrão possibilitavam a representação de 16 cores em simultâneo, com uma resoluçãoque podia ser, conforme o modo escolhido, 320 x 200, 640 x 200 ou 640 x 350 píxeis. Esta placatinha 128 kByte de RAM vídeo.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 16.3.4 - VGAO lançamento do PS/2 da IBM trouxe também um novo padrão, a que se deu o nome de VGA(Video Graphics Array).Este já permitia ir até aos 640 x 480 píxeis e exibir 256 cores simultaneamente, que podiam serescolhidas de uma paleta de 18 bit, isto é, de um total de 263 144 cores, e possuía 256 kByte dememória de vídeo. 16.3.5 - SVGAÉ o padrão utilizado actualmente nos computadores pessoais. O SVGA (Super Video GraphicsArray) possibilita a apresentação de 16 milhões de cores diferentes, muito mais do que aquelasque a vista humana consegue distinguir (10 milhões).Com 1 MB de memória de vídeo consegue-se ter 16 milhões de cores a 640 x 480 píxeis e 65 536a 800 x 600 píxeis. 16.3.6 - XGAFoi desenvolvido pela IBM em 1990 e oferece cor de 8 bit com resolução de 1024 x 768 píxeis oucor de 16 bit a 640 x 480 píxeis.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 17. PLACAS DE REDEQuando se avalia o impacto da Internet nassociedades modernas, percebe-se o valor real deuma rede de comunicação. Dois computadoresinterligados, mesmo dentro de casa, são muito maisúteis do que a funcionar isoladamente,simplesmente porque podem partilhar informação.Assim se explica o interesse dos fabricantes dehardware em desenvolver nos últimos anos um Ilustração 34 - Introdução da placa de rede PC Card num computador portátil.conjunto de produtos específicos para montar umapequena rede informática nos lares. É muito simples e resulta em cheio, até mesmo nos jogos.Para partilhar informação entre dois computadores há formas muito mais práticas do que andarde um lado para o outro com os ficheiros em CD ou disquete. O processo mais simples é instalaruma placa de rede em cada um dos PC e estender um cabo pela distância que os separa, dentrode limites razoáveis. Claro que o melhor é mesmo criar uma rede sem fios, onde a informação étransmitida de um computador para outro através de tecnologias tão banais quanto aradiofrequência ou os infravermelhos, com vantagens para a primeira. Tecnologias como oBluetooth, WiFi, HomeRF e IrDA criam redes wireless muito cómodas, com bom desempenho e sema complicação dos cabos estendidos pela casa.Apesar do interesse recente em torno destas tecnologias sem fios, o processo mais barato parainstalar uma rede entre dois computadores ainda é através de duas placas de rede do tipo Ethernete um cabo próprio. O sistema operativo reconhece facilmente estas placas e permite partilharficheiros através da chamada vizinhança de rede. Tudo o que há a fazer é activar a partilha naspropriedades de rede e, no caso do Windows, seleccionar o cliente paraRedes Microsoft.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 18. PERIFÉRICOS FUNDAMENTAISA unidade central do computador (microprocessador, memória central) necessita de comunicarcom o mundo exterior para poder receber ou enviar informação e é aqui que entram osperiféricos. Estes são dispositivos que se ligam à unidade central do computador para enviar oureceber informação do exterior.Os periféricos dividem-se em dois tipos: periféricos de entrada (input) e periféricos de saída(output). Os primeiros servem para que seja possível inserir dados ou enviar comandos aocomputador; como exemplo destes temos o teclado, a mesa digitalizadora e o rato. Os segundossão utilizados para receber dados do computador e transmiti-los para o exterior, como é o casodas impressoras, dos monitores ou das plotters, por exemplo. 18.1 – TECLADOO teclado é um periférico de entrada, essencial para a introdução de dados num computador oupara mandar executar comandos.Um teclado consiste num conjunto de pequenos interruptores, que podem ser de membrana oumecânicos, que são accionados quando se pressiona uma tecla. No interior do teclado existe umcontrolador que pesquisa constantemente os circuitos eléctricos dos interruptores e verifica sepassa ou não corrente por cada um deles. O controlador gera um código diferente para cadainterruptor pressionado e guarda esse código em memória (buffer). A maior parte dos buffers dosteclados armazenam no máximo um conjunto de 16 caracteres, que por sua vez são enviados pelaporta de ligação do teclado para uma ROM, a motherboard do computador.Um teclado é constituído por diversos grupos de teclas, cada uma delas com diferentes funções.O principal grupo é composto pelos caracteres alfanuméricos, letras e algarismos, e sinais depontuação. Para além deste grupo existem ainda outras secções. Ilustração 35 - Teclados
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESPode ligar-se o teclado ao computador por meio de infravermelhos ou ondas de rádio, bem comoatravés de fichas DIM, Mini-DIM ou USB.Nas duas primeiras ligações os teclados não têm fios, mas necessitam de um receptor ligado aocomputador por uma das três fichas mencionadas. A ligação por infravermelhos não pode ternenhum obstáculo entre o emissor que se encontra no teclado e o receptor. Na ligação por ondasde rádio já não existe este problema. Actualmente, as ligações mais utilizadas são as que têm fichaMini-DIM e USB.Existem teclados para ambientes mais agressivos, como, por exemplo, na indústria, onde asujidade e humidade estão presentes. Para suportar estes tipos de ambientes foram desenvolvidosoutros tipos de teclados, como os que se apresentam na figura seguinte: Ilustração 36 - Teclado de borracha 18.2 – RATOO rato ou mouse é um periférico de entrada que permite o posicionamento de um cursor no ecrãatravés do envio de impulsos eléctricos ao sistema. Este periférico é talvez o que maisimportância alcançou desde que foi disponibilizado no mercado informático. O uso do rato deve-se ao desenvolvimento de interfaces gráficas GUI (Graphical User Interface), que são cada vez maiselaboradas por parte dos sistemas operativos, como foi e é, por exemplo, o caso do Mac OS, queequipa os Macintosh, ou o Windows, ou ainda os diversos ambientes gráficos de trabalho doLinux, entre outros.Num computador com sistema operativo gráfico GUI existem ícones e janelas com diversoscomandos e controlos, que aparecem no ecrã. Quando se pretende executar uma das funções,
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESnada mais fácil que utilizar o rato, fazendo um clique uma ou duas vezes com o botão direito ouesquerdo do rato consoante a instrução que se pretende executar. O primeiro sistema operativoutilizado em microcomputadores e vendido em grande escala, e que tirou partido do ambientegráfico e do rato, foi desenvolvido pela Macintosh. Mais tarde este tipo de tecnologia foi(e ainda é) utilizada pela maioria dos sistemas operativos.Quanto ao funcionamento dos ratos, podemos separá-los nas seguintes classes:  Optomecânicos – actualmente os mais utilizados.  Trackball – utilizam o sistema optomecânico, através da manipulação de uma esfera (foi muito utilizado em computadores portáteis).  Ópticos – começam a ser bastante utilizados.  Indutivos e capacitivos – touchpad (utilizados em computadores portáteis).  Trackpoint – utilizados em portáteis. Ilustração 38 - Rato Optomecânico Ilustração 37 - TrackballIlustração 41 - Rato Óptico Ilustração 39 - Touchpad Ilustração 40 - TrackpointOs ratos optomecânicos são constituídos por uma bola que se encontra na parte inferior dorato. Ao movimentarmos o rato este faz rodar a bola, que por sua vez movimenta duas rodasdentadas que se encontram dentro do rato. À medida que rodam, vão interromper um feixe deinfravermelhos, emitido por um led e recebido por um receptor de infravermelhos. Estas
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESinterrupções são enviadas para um circuito integrado que se encontra no interior do rato, que porsua vez envia o número de impulsos para o computador. A junção dos impulsos das duas rodas ésuficiente para indicar as coordenadas das posições vertical e horizontal do ponteiro do rato noecrã do computador. Existem ainda um, dois ou três botões, na parte superior do rato, que ooperador pode pressionar consoante a função que pretende executar.Actualmente, os ratos incluem também uma terceira roda, que se encontra na sua parte superior.O utilizador pode mover a roda para a frente e para trás, dando informação ao computador paramovimentar a página que se encontra no ecrã, respectivamente para cima ou para baixo. Ométodo de detecção de movimento da roda é idêntico ao das anteriores.Um caso particular dos ratos optomecânicos são os trackball, que não são mais do que um ratoconvencional ao contrário, isto é, a bola está na parte superior. O rato está fixo e com os dedosgira-se a bola. O funcionamento é idêntico ao descrito anteriormente.Os ratos ópticos já existem há alguns anos. Este tipo de rato não tem bola e funciona sobre umaplaca própria. A bola é substituída por um emissor e um receptor de infravermelhos que seencontram na parte inferior do rato. A placa reflecte o sinal emitido e o receptor recebe os sinais,que por sua vez envia para o computador.Os ratos do tipo indutivo e capacitivos (touchpad) são actualmente muito utilizados emcomputadores portáteis. Existe uma superfície plana, ou placa, que, ao passarmos o dedo sobreea, é alterada a sua indutância ou a sua capacidade, conseguindo-se assim relacionar a posição dodedo na placa com o ponteiro no ecrã do computador. O problema deste tipo de ratos reside nalimpeza necessária na placa de contacto.O trackpoint é muito utilizado em computadores portáteis. Este tipo de rato não é mais do queum minúsculo joystick que se encontra entre as teclas G, H e B do teclado. A velocidade com queo ponteiro se move é proporcional à forma que se exerce sobre o joystick.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 18.3 – MONITORO monitor tem uma importância vital, pois, em conjunto com a placa de vídeo, forma o principalmeio de comunicação entre o computador e o utilizador. É um periférico de saída.Os factores que diferenciam os inúmeros modelos de monitores à venda são, basicamente:  As dimensões do monitor;  O tamanho dos pontos que compõem o ecrã do monitor (dot pitch);  As resoluções suportadas;  A taxa máxima de actualização da imagem (refrescamento do monitor.Quanto às dimensões do monitor, a medida é expressa em polegadas e é dada pelocomprimento da diagonal da tela. Os tamanhos mais utilizados são os monitores de 14‟‟, 15‟‟, 17‟‟,19‟‟, 21‟‟ e 24‟‟. Além do tamanho do ecrã, a vantagem dos monitores de maiores dimensões é ofacto de eles suportarem maiores resoluções e taxas de actualização. As maiores desvantagens dosmonitores de grandes dimensões são o preço dos mesmos e o tamanho dos próprios monitores.Relativamente ao tamanho dos pontos que compõem o ecrã do monitor (dot pitch) seexaminarmos com uma lupa o ecrã vemos que a imagem é formada por pontos verdes, azuis evermelhos. Cada conjunto de três pontos é chamado píxel. A distância medida na diagonal entredois pontos da mesma cor é designada por dot pitch.A resolução de um monitor é o número de pontos de imagem (píxeis) que um monitor suportano eixo vertical e no eixo horizontal.A taxa máxima de actualização da imagem (refrescamento do monitor – refresh rate) é afrequência da actualização da imagem. A imagem no monitor não é toda formada em simultâneo,mas por um varrimento na superfície do ecrã, linha a linha. A velocidade de varrimento é medidaem hertz (Hz) ou em número de vezes que é realizado o varrimento ou o refrescamento daimagem por segundo. Quanto maior a velocidade de refrescamento, maior é a estabilidade daimagem.Para se conseguir tirar partido de todas as características de um bom monitor temos que ter umaplaca gráfica de igual qualidade. Se a placa gráfica for de má qualidade não podemos tirar omelhor proveito do monitor. O mesmo se passa se tivermos uma boa placa gráfica, onde
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESpodemos seleccionar uma boa resolução e/ou um bom refrescamento, mas, se o monitor não osuportar, temos de trabalhar com a placa gráfica aquém das suas potencialidades.Quanto ao funcionamento dos monitores, podemos dividi-los nas seguintes classes: TIPOS DE MONITORES Monitores de Tubos de Raios Monitores Planos Catódicos CRT Monitores de Cristais Líquidos Monitores de Tecnologias Alternativas Monitores de Matriz Passiva Monitores de Plasma DSTN PDP Monitores de Matriz Activa Monitores de Emissão de Campos TFT FED Monitores de Díodo Orgânico Emissor de Luz OLED Monitores Electroluminescentes EL
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 18.4 – PLACA DE SOMCada vez mais encontramos nos nossos sistemas informáticosplacas de som, juntamente com altifalantes, que são necessáriospara ouvirmos o som gerado pelo computador; também podemestar interligados com um microfone para guardarmos a fala ououtro som analógico no computador, em formato digital. Umaplaca de som é por isso um periférico de entrada e também de Ilustração 42 - Placa de Somsaída.Basicamente, uma placa de som é constituída por um conversor digital-analógico, responsávelpela conversão do som guardado digitalmente num CD-ROM ou no disco rígido e pela suareprodução numa colunas ou auscultadores, para que o ouvido humano o ouça. O ouvidohumano só interpreta sons analógicos. Outro componente importante é o conversoranalógico-digital, que recebe os sinais analógicos provenientes de um microfone ou de umaaparelhagem de som e converte-os em sinais digitais. Após a conversão, os sinais podem serarmazenados num CD-ROM ou outro tipo de armazenamento digital para posterior reprodução.As vantagens do armazenamento digital são a possibilidade de se manter a qualidade dos sinaisdurante muito mais tempo, relativamente ao armazenamento digital para posterior reprodução.As vantagens do armazenamento digital são a possibilidade de se manter a qualidade dos sinaisdurante mais tempo, relativamente ao armazenamento de sinais analógicos, e ser mais fácil fazerum tratamento sobre sinais digitais. Por exemplo, após a conversão de um som analógico emdigital podemos converter o sinal no formato mpeg3, com auxílio de operações matemáticas.Assim, o espaço ocupado é muito inferior ao original e a perda de qualidade é reduzida.Quanto ao modo de interligação das placas de somao computador, estas podem ser ligadas aosbarramentos existentes na motherboard, ISA, VESA,Local BUS, mas as mais utilizadas são as que seligam ao barramento PCI. Existem também placasde som que se conectam directamente à porta USBe outras que já vêm incorporadas na própriamotherboard do computador. Ilustração 43 - Placa de Som.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESUma placa de som tem, normalmente, as seguintes entradas/saídas:  Conector mic in – entrada de microfone;  Conector line in – entrada para aparelhagens de som;  Conector line out – saída para aparelhagens de som;  Conector speaker out – saída para colunas, altifalantes e auscultadores;  Conector joystick/MIDI – ligação para um joystick ou entrada/saída de instrumentos MIDI. 18.5. - COLUNASO computador armazena os sinais em formato digital.No entanto, o ouvido humano só percebe sinaisanalógicos. Sendo assim, necessitamos de uma placa desom que converta s sinais digitais em analógicos e deum aparelho que converta o sinal analógico num sinalsonoro. A este aparelho dá-se o nome de coluna e éconsiderado um periférico de saída.Uma coluna possui um cone de papel ou de plásticoque ao vibrar produz ondas sonoras. Por sua vez, essecone está ligado a uma bobina rodeada por um ímanpermanente, o que leva a que a bobina se movarapidamente para a frente e para trás, fazendo com que Ilustração 44 - Colunaso cone vibre. 18.6 – IMPRESSORASAs impressoras são periféricos de saída e servem para receber dados do computador e traduziressa informação em papel. Existem diversos sistemas de impressão, baseados em diferentestecnologias, cada uma com as suas próprias vantagens e desvantagens.As impressoras são interligadas com o computador normalmente através da porta paralela lineprinter (LPT1, LPT2, etc.) ou, recentemente, utilizando a porta série de barramento universal –USB (Universal Serial Bus). Existem ainda outros tipos de ligações, como é o caso da ligação pelaporta série do computador (COM1, COM2, etc. – COM vem de Communications) -, ligação muitoutilizada ainda hoje em sistemas industriais, ou no caso de autómatos, que têm quase sempre uma
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESporta série disponível. No caso de impressoras portáteis, já é comum a comunicação com ocomputador ser feita através da utilização de infravermelhos, o que evita o uso de cabos naligação.Os principais factores a ter em conta na selecção de uma impressora são:  A qualidade ou definição da impressora, que se mede em pontos por polegada – dpi, dots per inch; por exemplo, 300 dpi;  O ruído – medido em decibéis;  A velocidade de impressão, que é medida em caracteres por segundo ou páginas por minuto;  O preço da impressora – ou seja, o custo no acto da compra;  O custo por cópia – valor da impressão de uma folha, onde se deve ter principalmente em atenção o valor inicial da impressora, o custo da folha de papel em branco, a tinta gasta, a energia eléctrica gasta, o desgaste da impressora e a manutenção da mesma;  No caso das impressoras portáteis, deve-se ter ainda em atenção o peso, a dimensão e o consumo de energia. O consumo neste caso é importante, não devido ao custo da energia, mas pela autonomia da mesma, que é um factor importante num aparelho portátil.Existem vários tipos de impressora, a saber:  Impressoras de impacto;  Impressoras de margarida;  Impressoras de agulhas ou matricial  Impressoras térmicas;  Impressoras a jactos de tinta;  Impressoras a laser;  Plotters. Ilustração 45 - Impressoras
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 18.7 – PROJECTOR DE VÍDEOEste é um dispositivo de saída, muito útil naapresentação de trabalhos para umdeterminado sector, como, por exemplo,para uma aula. Este aparelho é ligado à saídada placa de vídeo do computador e tem umaderivação para a entrada do monitor, com afinalidade de se poder visualizar, emsimultâneo, no monitor e na saída do Ilustração 46 - Projector de Vídeoprojector de vídeo. A imagem resultante éamplificada várias vezes relativamente à do monitor e projectada numa tela.Na aquisição deste tipo de equipamento deve-se ter em atenção a resolução máxima (no mínimodeve ser de 800X600 píxeis), o tamanho (quanto menor, mais fácil é de transportar), aluminosidade (ser possível visualizar uma imagem mesmo com luz do dia) e a duração dalâmpada de projecção. Todos estes factores influenciam fortemente a qualidade do projector e,consequentemente o seu preço.Existem também aparelhos de projecção de vídeo que, para além de receberem os sinais da saídado vídeo de um computador, recebem sinais de um simples gravador de vídeo, para podermosprojectar filmes ou trabalhos gravados em cassetes de vídeo.Quando há necessidade de se ampliar a imagem, podemos utilizar outros métodos, tais como:  Uma televisão de raios catódicos ligada a uma placa de saída de vídeo colocada no computador. É uma solução mais económica, mas limitada relativamente ao tamanho máximo disponibilizado pela televisão. Pode, no entanto, ser uma solução para salas de pequenas dimensões;  Monitores planos de grandes dimensões ligados a uma placa de saída de vídeo. Estes ecrãs têm uma manutenção inferior aos data shows, por não haver necessidade de se trocar de lâmpada, mas o preço é superior a um projector de vídeo, e, por muito grande que o monitor seja, ainda é inferior à dimensão que um projector de vídeo pode disponibilizar;  Projectores datashow colocados por cima de um projector Ilustração 47 - Datashow convencional, como se se tratasse de um acetato. Neste caso a imagem projectada é de fraca qualidade e actualmente esta solução está fora de uso.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 18.8 – SCANNERSUm scanner ou digitalizador óptico é um dispositivo de entrada que nos permite copiar qualquertipo de documento impresso numa folha de papel, como, por exemplo, um manuscrito ou umdocumento impresso. O scanner converte um documento (que pode incluir texto ou imagens)numa outra imagem digital e, por sua vez, esta imagem pode ser convertida num ficheiro de textoou de imagem.Existem vários tipos de scanners, que são descritos de seguida:Scanners com alimentador de papel (sheetfed scanners) – onde a folha a copiar é inseridaautomaticamente através de uma bandeja com mecanismo rotativo.Scanners de mão (handheld scanners) – ao realizar-se umadigitalização com este tipo de scanner, a folha a ser digitalizada mantém-se fixa e o scanner é movido por cima dela, com ajuda da mão dooperador. Este processo já está em desuso, pois o preço dos scannersbaixou bastante. Actualmente ainda se utilizam scanners de mão quandonão é possível deslocar-se o objecto e é mais fácil mover o scanner. Ilustração 48 - Scanner de Mão.Scanners de mesa (flatbed scanners) – são os scanners actualmentemais utilizados, por serem mais fáceis de utilizar do que os de mão eterem um preço bastante acessível. Este scanner é muito semelhante auma fotocopiadora. Tem uma superfície de vídeo sobre a qualcolocamos o documento que pretendemos digitalizar. Ilustração 49 - Scanner de Mesa.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 18.9. – MESAS DIGITALIZADORASA mesa digitalizadora é um periférico deentrada e é utilizada em aplicativos dedesenho assistido por computador (CAD– Computer Assisted Design), tais comodesenhos de projectos de carros, moldes,edifícios, dispositivos médicos, robôs, etc.Este aparelho consiste numa placa na qualos projectos ou desenhos são inseridos. Amaioria das mesas digitalizadoras sãosensíveis à pressão e, com auxílio de Ilustração 50 - Mesa Digitalizadora.uma caneta especial denominada „pena‟(também conhecida por cursor digitalizador – puck), o utilizador desenha directamente na mesa,sendo o desenho inserido no computador. 18.10 - LEITOR DE CÓDIGO DE BARRASA função principal de um leitor de códigos de barras (ouscanner) é “ler” a imagem representada pelo código de barras.Na sua forma mais básica, um scanner “vê” e mede a ausência ea presença de luz (barras pretas e espaços brancos) e converteessa informação em sinais eléctricos que por sua vez podem serconvertidos em dados reconhecidos pelo computador. Ilustração 51 - Leitor de Código de Barras
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 19- TIPOS DE COMPUTADORESOs computadores podem ser classificados pelo porte. Existem os de grande porte, mainframes,médio porte, minicomputadores e pequeno porte microcomputadores. Os microcomputadores,por sua vez, dividem-se em duas categorias: os de mesa (desktops) e os portáteis (notebooks ehandhelds).Conceptualmente todos eles realizam funções internas idênticas, mas em escalas diferentes. Ilustração 52 - Tipos de Computadores 19.1 - MAINFRAMESUm mainframe é um computador de grande porte, dedicado ao processamento de um volumegrande de informações. Estes computadores são capazes de oferecer serviços de processamento amilhares de utilizadores através de milhares de terminais ligados directamente ou através de umarede.Estes computadores, antigamente, ocupavam muito espaço e precisavam de um ambiente espcialpara o seu funcionamento. Actualmente têm o mesmo tamanho dos outros servidores de grandeporte, mas consomem muito menos energia eléctrica.Estes computadores são capazes de realizar operações muito rapidamente e tratar um grandevolume de dados.Quase todos os mainframes têm a capacidade de utilizar vários sistemas operativos e funcionarcomo se fossem várias máquinas virtuais. Desta forma, um único mainframe pode substituirvários servidores de menor porte e capacidade. Ilustração 53 - Mainframe
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 19.2 - MINICOMPUTADORESO minicomputador é um computador intermédio, comparando com osmainframes e os microcomputadores.Actualmente, têm o nome de workstations, são sistemas de médioporte ou então, em alguns casos, servidores menos potentes. Foiprojectado para servir pequenas empresas ou departamentos deempresas. Ilustração 54 – Minicomputador 19.3 - MICROCOMPUTADORESOs Microcomputadores não são mais do que os computadores pessoais que conhecemos hoje,sejam eles fixos ou portáteis. Um microcomputador é uma máquina electrónica capaz de receberdados através de +periféricos de entrada, processar esses dados e realizar operações sobre eles,transformando-os noutros dados que nos são disponibilizados através dos periféricos de saída.Um microcomputador é formado basicamente por:  Processador;  Placa-mãe;  Memória Principal;  Monitor;  Placa de Vídeo;  Placa de Som;  Placa de Rede;  Modem;  Fonte de alimentação;  Disco Rígido;  Drive Óptico (CD-ROM, CD-RW, DVD-ROM, DVD-RW, Blue-Ray);  Teclado;  Rato. Ilustração 55 - Microcomputador
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 20 - PEQUENAS AVARIASQuando falamos em pequenas avarias, falamos em:  Avarias com o Rato;  Avarias com o Teclado;  Emissão de Bips de erro;  Mensagens de Erro. 20.1 – AVARIAS COM O RATOSe um Rato não funciona deve-se:  Verificar se os cabos estão bem ligados;  Limpá-lo;  Verificar se está bem configurado.No caso de nenhum destes passos resolver o problema, deve-se substituir o rato. 20.2 – AVARIAS COM O TECLADOSe o Teclado não funcionar bem deve-se:  Reiniciar o computador;  Verificar se existe algum objecto a provocar problemas;  Verificar se alguma tecla está presa;  Verificar se os cabos estão bem ligados;  No caso de o Teclado ser ligado através de uma porta USB, experimentar outra porta que esteja disponível;  Ligar o teclado noutro computador para verificar se o problema é do computador ou do Teclado.No caso de nenhum destes passos resolver o problema, trocar o Teclado.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 20.3 – EMISSÃO DE BIPS DE ERRO1 Bip Curto:Tudo está a funcionar correctamente.1 Bip longo:Falha no refrescamento: O circuito de refrescamento da placa-mãe está com problemas. Istopode ser causado por danos na placa-mãe ou falhas nos módulos de memória RAM1 Bip longo e 2 bips curtos OU 1 Bip longo e 3 bips curtos:Falha no Vídeo: Problemas com a BIOS da placa de vídeo. Tentar retirar a placa, limpá-la erecolocá-la, preferencialmente noutro slot. Na maioria dasvezes este problema é causado por mau contacto.2 Bips curtos:Falha Geral: Não foi possível iniciar o computador. Este problema é causado por uma falhagrave em algum componente, que a BIOS não foi capaz de identificar. Em geral o problema é naplaca-mãe ou nos módulos de memória.3 Bips longos:Foi detectado um problema grave nos primeiros 64 KB da memória RAM. Isto pode ser causadopor um defeito nas memórias ou na própria placa-mãe. Outra possibilidade é o problema serapenas um mau contacto. Antes de tentar outra coisa, retirar as memórias, limpá-las erecolocá-las.4 Bips Longos:Não foi possível encontrar a memória RAM. O problema pode estar na placa-mãe (maisprovável) ou nos módulos de memória.5 Bips:Erro no processador: O processador está danificado ou mal encaixado. Verificar se o processadorestá bem encaixado.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES8 Bips:Erro na memória da placa de vídeo: Problemas com a placa de vídeo, que podem ser de maucontacto. Experimentar retirar a placa de vídeo, limpá-la e recolocá-la.9 Bips:Erro na memória ROM: Problemas com a memória Flash, onde está gravada a BIOS. Isto podeser causado por um dano físico no chip da BIOS, por um upgrade de BIOS mal sucedido oumesmo pela acção de um vírus.11 Bips:Problemas com a memória cache: Geralmente quando isso acontece, a BIOS consegue inicializaro sistema normalmente, desactivando a memória cache. Mas isso não é desejável, pois diminuimuito o desempenho do sistema. 20.3 – MENSAGENS DE ERRO“Hard Drive Failure”Este erro indica que existe algum problema de hardware. Devem-se verificar os cabos (dados eelectricidade) e se possível testar com outros cabos. Em último caso significa que é uma drivedefeituosa, logo deve-se substituí-la.“No Boot Device, missing Operating System”É normal haver este erro quando não existe nenhum sistema operativo instalado. Deve-severificar se o disco é detectado no POST, verificar os cabos, jumpers e ligações. Em último casoinstalar ou reinstalar o sistema operativo.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 21 - LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃOForam desenvolvidas diferentes Linguagens de Programação tendo em conta diferentesaplicações. Estas diferenças implicaram diferenças estruturais, mas ainda assim, existemelementos comuns à maioria das Linguagens.Uma Linguagem de Programação é um sistema de comunicação entre os operadores e oscomputadores.A única forma que temos de “mandar” o computador executar uma determinada tarefa éprogramá-lo para que ele possa executar uma determinada tarefa, ou seja, siga um conjunto deinstruções, ordens, que permitam obter o resultado que se pretende.Ainda assim não podemos esquecer um pormenor extremamente importante: o computadorapenas entende Linguagem Máquina.Uma linguagem de programação é composta por duas partes distintas:  Alfabeto – Conjunto de caracteres e símbolos;  Regras semânticas e símbolos – regras gramaticais e de sintaxe, como a nossa língua portuguesa… 21.1 – OS ELEMENTOS DA LINGUAGEMInstruções de Entrada/Saída – Permitem a comunicação entre os periféricos e o processadorcentral.Instruções de Cálculo – Permitem efectuar operações aritméticas, lógicas, trigonométricas eoutras.Instruções Lógicas e de Comparação – Permitem fazer comparações entre elementos(numéricos, texto, etc).Instruções de armazenamento/pesquisa de dados – Permitem armazenar, encontrar e moverdados durante o processamento. 21.2 – TIPOS DE LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO  Linguagem Máquina  Linguagem Assembly
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES  Linguagens de Alto Nível 21.2.1 – LINGUAGEM MÁQUINAConsiste num conjunto de números binários que só são entendidos pela unidade central deprocessamento e depende directamente das características de cada processador (UnidadeAritmética e Lógica + Unidade de Controlo).Caracteriza-se por a interpretação das instruções ser única. 21.2.2 – LINGUAGEM ASSEMBLYEste tipo de linguagem foi criada no início dos anos 50 com o objectivo de aliviar o trabalho doprogramador. E é apenas uma variante da linguagem máquina em que os nomes e os símbolossubstituem códigos das instruções, os valores e os endereços de memória.Não existem linguagens Assembly universais, cada processador usa a sua linguagem!! 21.2.3 – LINGUAGEM DE ALTO NÍVELUma Linguagem de Programação de Alto Nível é uma linguagem com um nível de abstracçãorelativamente elevado, longe do código de máquina e mais próximo da linguagem humana. Destemodo, este tipo de linguagens de programação não depende das características do processador.
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORESVantagens:  Especificação de muitas instruções de forma abreviada;  Podem ser usadas em computadores diferentes com poucas ou nenhumas alterações;  Custos menores de reprogramação;  Mais fáceis de aprender;  Menos tempo a escrever;  Providenciam melhor documentação;  Mais fácil detectar erros durante a implementação.Tipos de Linguagens de Programação de Alto Nível:  Programação Imperativa o Orientadas por acções o FORTRAN  Programação Funcional o LISP  Programação baseada em lógica o Prolog  Programação Orientada por Objectos o Objecto = atributos + operações o SIMULA 21.3 – COMPILADOR VS INTERPRETADOR Tanto o compilador como o Interpretador são programas de computador projectados para traduzir instruções escritas em programas de alto nível para linguagem máquina (a única que o computador percebe!!).
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES 21.4 – ALGORITMOUm algoritmo é uma sequência finita de instruções bem definidas e não ambíguas, cadauma das quais pode ser executada mecanicamente num período de tempo finito e comuma quantidade de esforço finita.Um algoritmo pode ser comparado a uma receita pois existem passos que devem serrepetidos, devem ser executados numa determinada sequência e passos que apenas devemser executados se uma determinada condição se verificar.Um algoritmo não representa, necessariamente, um programa de computador, e sim ospassos necessários para realizar uma tarefa. A sua implementação pode ser feita por umcomputador, por um robot ou mesmo por um ser humano. Diferentes algoritmos podemrealizar a mesma tarefa usando um conjunto diferenciado de instruções em mais oumenos tempo, espaço ou esforço do que outros.O conceito de um algoritmo foi formalizado em 1936 pela Máquina de Turing de AlanTuring e pelo cálculo lambda de Alonzo Church, que formaram as primeiras fundaçõesda Ciência da computação.Características do Algoritmo:
  • SEBENTA DE INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES Finitude – um algoritmo tem que terminar ao fim de um número finito de passos. Definitude – Cada passo do algoritmo tem que ser definido com precisão. Entrada – Um algoritmo pode ter zero ou mais entradas. Saídas – Um algoritmo tem uma ou mais saídas. Eficácia – Todas as operações feitas por um algoritmo têm de ser básicas.