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Escores de Umbigo

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produção em bovinos da raça Nelore",
trabalho apoiado pela FAPESP, CNPq e Manah Agropastoril Ltda. Realizado por
WILLIAM KOURY FILHO, JULIANO DA SILVA JUBILEU, JOANIR PEREIRA ELER, JOSÉ BENTO STERMAN FERRAZ, EVANDRO PEREIRA, EDUARDO PENTEADO CARDOSO.

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  1. 1. 1 Parâmetros genéticos para escores de umbigo e características de produção em bovinos da raça Nelore1. 2 4 3 WILLIAM KOURY FILHO , JULIANO DA SILVA JUBILEU , JOANIR PEREIRA ELER , JOSÉ BENTO 3 2 5 STERMAN FERRAZ , EVANDRO PEREIRA , EDUARDO PENTEADO CARDOSO 1 Trabalho apoiado pela FAPESP, CNPq e Manah Agropastoril Ltda. 2 Mestres pelo Curso de Zootecnia (Qualidade e produtividade Animal) da Fac. De Zootecnia e Engenharia de Alimentos, USP, e-mail william@brasilcomz.com , epereira_zoot@yahoo.com 3 Professores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, USP, Cx. Postal 23, 13635-900, Pirassununga, SP, Bolsistas do CNPq, e-mail jbferraz@usp.br , joapeler@usp.br 4 Graduate Research Assistant, Colorado State University-CGEL (Center for Genetic Evaluation of Livestock)USA. 5 Diretor da Manah Agropastoril Ltda. Resumo – No presente estudo foram utilizadas 11.310 medidas de escores visuais da característica umbigo, medida aos 18 meses, de animais pertencentes ao rebanho da Fazenda Mundo Novo, Grupo Manah, localizada em Uberaba-MG. Os escores de umbigo (EU), variaram de 1 (umbigos mais pendulosos) a 5 (umbigos mais curtos). Para estimação dos componentes de variância, da herdabilidade e, das correlações genéticas entre umbigo avaliado aos 18 meses e características produtivas (Peso a desmama - PD - e ganho de peso da desmama ao sobreano - GP345) foi utilizado modelo animal bi-característica. Os valores encontrados para a herdabilidade foram 0,31(PD), 0,14(GP345), 0,29(EU), e as correlações genéticas encontradas foram -0,05 (EU x PD) e 0,14(EU x GP345). A correlação entre umbigo, avaliado em fêmeas e umbigo, avaliado em machos analisados separadamente foi de 0,80. Pode-se concluir que a característica umbigo é passível de seleção, e que e a seleção para umbigos menores parece não comprometer a seleção para melhores desempenhos dos animais para as características PD e GP345. Palavras-chave: parâmetros genéticos, escores de umbigo, Nelore, modelo animal, desenvolvimento ponderal Genetics parameters for umbilicus score and production characteristics in Nelore breed beef cattle.
  2. 2. 2 Abstract: In this study 11,310 visual score measurements on navel characteristic, collected from 18-month animals of Mundo Novo Farm – Manah Group, located in Uberaba-MG, were used. Visual scores for umbilicus (EU), ranged from 1 (the more pendulous) to 5 (the shorter). Variance components, genetic parameters and genetics correlation between navel characteristic at 18 month age and productive characteristics (Weaning weight –PD and weight gain from weaning to over year –GP345) were estimated through two-traits animal models. The founded results for heritability were 0.31(PD), 0.14(GP345) and the genetics correlation were: -0.05 (EU x PD) e 0.14 (EU x GP345) and the correlation between umbilicus (female) x umbilicus (males) analyzed separated were 0.80. Score navel can be object of selection and selection for smaller navels does not seam to significantly affect animal performance for PD and GP345. Key words: genetic parameters, navel scores, Nelore, animal model, growth. Introdução O tamanho e forma do umbigo são características de grande importância, especialmente em paises em que a grande maioria dos rebanhos é criada em regime de pasto e, nos machos, umbigos (prepúcios) de maior tamanho e/ou pendulosos são mais susceptíveis a traumas e outras patologias reprodutivas, muitas vezes irreversíveis ou extremamente complicadas em termos de manejo curativo. A importância do tamanho e posicionamento do prepúcio em produção a campo e monta natural, foi também comentada por ALENCAR et al. (1994). Segundo VIU et al. (2002), a síndrome do prolapso prepucial é comum em touros de corte, e sua etiologia está relacionada com a hereditariedade, com o ambiente e, com fatores infecciosos. Entre os fatores hereditários que predispõem os touros ao prolapso de prepúcio estão o seu tamanho e a sua pendulosidade, além de um grande orifício prepucial e a ausência dos músculos retratores. LAGOS & FITZHUGH Jr (1970) associaram prepúcios longos ao incremento do prolapso prepucial, portanto a seleção para animais de prepúcio de menor tamanho poderia diminuir a freqüência desta característica na população. Diversos autores concordam com a hipótese de que os escores visuais, notas atribuídas de acordo com o tamanho e forma do umbigo, podem ser uma boa maneira de se
  3. 3. 3 classificar os animais para que estes possam ser avaliados em programas de melhoramento. Dessa forma, o presente estudo tem por objetivo estimar parâmetros genéticos para a característica umbigo avaliada por escores visuais, analisados incluindo os dados de machos e fêmeas em conjunto e separadamente, além de peso a desmama e ganho de peso da desmama ao sobreano. As análises de umbigo realizadas separadamente tiveram como objetivos avaliar o comportamento da característica em machos e em fêmeas bem como a respectiva correlação entre as mesmas. Outro importante ponto desse trabalho, é estimar e interpretar as correlações genéticas entre os escores de umbigo e as características produtivas, peso na desmama e ganho de peso da desmama ao sobreano. Pois são características que devem ser selecionadas simultaneamente para se obter melhores resultados em criações a campo. Material e métodos No presente estudo, optou-se pela denominação comum de umbigo, para designar a prega umbilical, mas com abreviaturas diferentes quando se tratar de machos e fêmeas analisados conjuntamente (EU), somente dados de fêmeas (EUF) e somente dados de machos (EUM). É importante salientar que quando o trabalho se refere à característica umbigo em machos, foi avaliado o conjunto formado pela prega umbilical, bainha e prepúcio. Foram analisados dados de animais da raça Nelore, nascidos entre os anos de 1972 e 1997, criados em regime de pastejo com suplementação mineral, oriundos da Fazenda Mundo Novo, no município de Brotas, SP. Atualmente este rebanho está alocado em Uberaba estado de Minas Gerais. A característica foi classificada pela avaliação visual dos animais, realizada ao redor dos 18 meses por uma única pessoa treinada e habilitada para desempenhar esta função. Foram atribuídos escores de 1 a 5, considerando-se como 1, o animal com umbigo muito penduloso (distante da região ventral) e como 5, o animal com umbigo curto e bem direcionado. O diagrama de referência é apresentado a seguir: 3 1 5 2 4
  4. 4. 4 O número de registros utilizados para cada característica foi: 11.310 escores de umbigo (EU); 5.089 escores de umbigo em machos (EUM); 6.221 escores de umbigo em fêmeas (EUF); 13.191 pesos a desmama (PD), medidos ao redor dos 8 meses de idade e 7.874 dados de ganho de peso da desmama ao sobreano, ajustados para o período de 345 dias (GP345). Para EU, EUM, EUF os animais foram alocados em grupos de contemporâneos formados por ano de nascimento + estação de nascimento + sexo + grupo de manejo ao sobreano; para PD, ano de nascimento + estação de nascimento + sexo + grupo de manejo a desmama e para GP345, ano de nascimento + estação de nascimento + sexo + grupo de manejo ao sobreano. Na estimação dos componentes de variância e parâmetros genéticos entre (EU, EUM e EUF), medidos aos 18 meses, e características produtivas dos animais (PD e GP345), foi utilizado o seguinte modelo animal bi-característica:  y1  X1 0  b1  Z1 0  u1  0 0   0  e1  y  =  0 X  b  +  0 Z  u  + 0 M  m  + e   2  2  2  2  2  2  2  2 onde: y1 = vetor dos registros de produção da característica 1 (EU, EUM e EUF) y2 = vetor dos registros de produção da característica 2 (PD e GP345) b1 = vetor de efeitos fixos para EU, EUM e EUF (idade à medição, como covariável linear e quadrática e grupo de contemporâneos) b2 = vetor de efeitos fixos para PD e GP345 (idade à medição (linear) e idade da mãe ao parto (linear e quadrática) como covariáveis para PD e grupo de contemporâneos (para PD e GP345)) u1 = vetor de efeitos aleatórios de valor genético aditivo direto para EU, EUM e EUF u2 = vetor de efeitos aleatórios de valor genético aditivo direto para PD e GP345 m2 = vetor de efeitos aleatórios de valor genético aditivo materno para PD X1(X2) = matriz de incidência associando elementos de b1(b2) a y1(y2) Z1(Z2) = matriz de incidência associando elementos de u1(u2) a y1(y2) M2 = matriz de incidência associando elementos de m2 a y2 Os parâmetros genéticos foram estimados por máxima verossimilhança restrita livre de derivadas, disponibilizada no software MTDFREML (Multiple Trait Derivative Free Restricted Maximum Likelihood, BOLDMAN et al.,1995).
  5. 5. 5 Foram estimados os seguintes componentes de variância: σ 2 a = variância genética devida aos efeitos aditivos diretos do animal; σ2m = variância genética devida aos efeitos aditivos maternos; σ2e = variância de ambiente; σ2p = variância fenotípica total e σam = covariância entre os efeitos genético direto e materno. Também foram estimados os parâmetros: h2a = herdabilidade dos efeitos diretos; h2m = herdabilidade dos efeitos maternos; ram = correlação entre os efeitos genético direto e materno e c2 = porção da variância total que é devida ao efeito de ambiente permanente de ambiente. Resultados e discussão Na Tabela 1 encontram-se o número de observações, as médias, os desvios-padrão e os coeficientes de variação para cada uma das características analisadas. _ Tabela 1-: Número de Observações (N), Média ( X ), Desvio-Padrão (DP) e Coeficiente de Variação (CV) de cada característica analisada. _ Table 1. Number of observations (N), average ( X ), standard deviation (SD) and coefficient of variation for each analyzed trait . Característica N Média DP CV trait. (X) (SD) (CV) EU (navel scores in 11.310 3,27 1,31 39,98 males and females) EUM (navel scores in 5.089 3,09 1,23 39,77 males) EUF (navel scores in 6.221 3,43 1,35 39,50 females) Peso a Dismal 13.191 174,14 31,84 18,28 (Weaning Weight) GP345 (weight gain 7.874 130,78 42,21 32,28 from weaning to over year –(WG345)) Os valores estimados para os coeficientes de herdabilidade para as diferentes características estudadas são apresentados na Tabela 2. Na Tabela 3, podem ser vistas as correlações entre os escores de umbigo e as demais características.
  6. 6. 6 2 Tabela 2- Estimativa das herdabilidades (h ) para pesos a desmama ajustado e ganho de peso da desmama ao sobreano (PD e GP345), escores de umbigo ao sobreano (EU, EUM, EUF), estimadas por meio do MTDFREML, por análises bi-variada encontradas no presente estudo. Table 2 – Estimates of heritability (h2) for weaning weight and weight gain from weaning to over year (WW and WG345), navel scores by over year (NS, MNS, FNS), estimated by MTDFREML, with a bi- character analyses founded in this study. Característica Herdabilidade (trait) (Heritability) PD (WW) 0,31 P345 (WG 345) 0,14 EU (NS) 0,29 EUM (MNS) 0,30 EUF (FNS) 0,30 A herdabilidade para efeitos genéticos diretos estimada para peso a desmama foi de 0,31, o que está de acordo com os resultados encontrados na literatura, porém, sendo inferior ao valor de 0,35 relatado por KOURY FILHO (2001), que também trabalhou com animais da raça Nelore, PONS et al. (1989), de 0,37 trabalhando com animais da raça Hereford, e intermediário aos valores relatados por VIU (1998), que trabalhou com animais Angus e Brangus e encontrou estimativas de 0,26 para machos e 0,37 para fêmeas. A estimativa de herdabilidade para os efeitos genéticos aditivos maternos para peso a desmama no presente estudo foi de 0,09, superior aos valores relatados por KOURY FILHO (2002), que foi de 0,06 e 0,07, respectivamente para duas populações da raça Nelore e pouco inferior ao valor de 0,11 estimado por ELER et al (1995), também na raça Nelore. Demonstrando que, apesar da baixa magnitude, esses efeitos não podem ser desprezados no estudo dessa característica, pois de acordo com os resultados citados neste trabalho, podem explicar até 11% da variação fenotípica. O valor da herdabilidade estimado para a característica GP345 foi de 0,14, inferior aos valores relatados por KOURY FILHO (2001), que estimou o valor de 0,23 para animais da raça Nelore. VIU et al. (2002), que encontrou 0.23 e 0.24, respectivamente, para machos e fêmeas das raças Angus e Brangus, ALENCAR et al. (1993), encontrando 0,41 para machos da raça Canchim, porém estes dois últimos trabalhos citados trabalharam com a característica peso ao sobreano. As estimativas de herdabilidade para escores de umbigo foram de 0,29 para (EU), 0,30 para (EUF) e 0,31 para (EUM). Esses valores foram bem próximos, porém inferiores,
  7. 7. 7 aos citadas por CARDOSO et al. (1998), que obtiveram a estimativa de 0,39 em animais da raça Santa Gertrudis, e LAGOS & FITZHUGH Jr (1970) 0,35 em animais mestiços de origem européia. Os resultados do presente estudo foram, ainda, superiores aos encontrados por Kreise et al. (1991), que obtiveram h2 para EPUD de 0.21 em animais Brahman, Brangus, Beefmaster e Santa Gertrudis e ainda mais superiores aos valores relatados por VIU et al. (2002), que obtiveram 0,06 e 0,18 para EUF e EUM, respectivamente, realizados a desmama em animais Angus e Brangus e de 0,13, 0,14, avaliando os mesmos animais para as mesmas características ao sobreano (VIU et al., 2002). Estudos sobre estimativas de parâmetros genéticos para os escores de umbigo em fêmeas e em machos são escassos, todavia, os valores relatados neste trabalho indicam haver variabilidade genética na população analisada, assim, os valores das herdabilidades encontrados indicam que a característica responderia bem a seleção direta para tal. Tabela 3. Estimativa das correlações genéticas aditivas entre os pesos na desmama ajustado e ganho de peso da desmama ao sobreano (PD e GP345) e os escores de umbigo, ao sobreano (EU, EUM, EUF) Table 3- Genetics additive correlation’s estimates between adjusted weaning weight and weight gain from weaning to over year (WW and WG345) and navel scores (NS, MNS, FNS) Correlações genéticas aditivas Additive genetics correlation’s Característica (Trait) PD (WW) GP345 (WG345) EU (NS) -0.05 0.14 EUM (MNS) -0.09 0.09 EUF (FNS) -0.04 0.16 As estimativas de correlação genética entre escores de umbigo na população estudada variaram de –0,09 para EUM e PD a 0,16 para EUF e GP345. Estes valores, ora negativos, ora positivos mostrados pela Tabela 3, indicam uma quantidade moderada baixa dos efeitos genético-aditivos agindo sinergicamente. Tal fato sugere que a seleção para menores escores de umbigo não influenciará de maneira muito significativa a seleção para maiores pesos a desmama e maiores ganhos em peso da desmama ao sobreano na população estudada. Utilizando outra metodologia de coleta de dados, FRANKE & BURNS (1985), trabalhando com animais da raça Brahman nos EUA, encontraram correlações genéticas positivas entre área de umbigo e peso ao nascer, ganho médio diário e peso a desmama de
  8. 8. 8 0,17, 0,27 e 0,29 respectivamente. A área foi mensurada através de fotografia na frente de um quadriculado, sempre a uma distância padrão. McMURRY & TURNER (1989), estudando animais da raça Beefmaster, encontraram a correlação bruta de 0,26 entre escores visuais de umbigo e peso a desmama e CARDOSO et al. (1998), encontraram correlações genéticas entre EU e PD, de 0,64 e, para EU e peso ao sobreano de 0,56, resultados bastante superiores aos encontrados nesse trabalho, poder-se-ia buscar uma explicação decorrente de dois motivos: subjetividade da metodologia e diferença entre populações de diferentes raças, mas fica claro que estas suposições são especulativas. Os resultados das correlações apresentados nesse estudo, concordam com as afirmações de FRANKE & BURNS (1995), que disseram que a seleção baseada em características de crescimento, com uma certa ênfase em menores tamanhos de prepúcio e umbigo, seriam uma maneira de atenuar os problemas causados pela síndrome de prolapso prepucial ou do umbigo e não reduziria significativamente o ganho das características de crescimento. As estimativas de correlações genéticas relatadas por VIU et al. (2002), de EUM e EUF a desmama e peso ao sobreano foi de 0,17 e 0,25, respectivamente, e de EUM e EUF ao sobreano e peso ao sobreano de 0,43 e 0,06, respectivamente. Esses valores, embora consideravelmente maiores quando comparados ao presente estudo, não representam resultados alarmantes, concordando com o que foi dito nos três últimos parágrafos. KRIESE et al. (1991), que analisando dados de animais da raça Brahman no sul dos EUA, estimaram uma correlação genética entre EUM e EUF de 0,51, indicativo de que não são exatamente os mesmos genes que atuam nas duas características, segundo aqueles autores. No entanto, este estudo, resultou em correlação genética entre as mesmas características de 0,80 o que parece discordar das conclusões de Kriese et al. (1994), não indicando que são exatamente os mesmos genes que atuam em machos e fêmeas, mas questionando se estas diferenças não poderiam ser advindas da subjetividade das metodologias aplicadas. Para que fique mais claro, vale lembrar que FRANKE & BURNS (1985), trabalhando com animais da raça Brahman nos EUA relatam que a área de umbigo em machos, foi em média 29.8% maior do que a área de umbigo em fêmeas na mesma idade a desmama. Esse fato faz refletir o quando o avaliador deve estar preparado para desempenhar a função de atribuir os escores para a característica em machos e fêmeas, e também, como as referências devem ser diferentes para os diferentes sexos.
  9. 9. 9 Conclusões As estimativas de herdabilidade de média magnitude encontradas no presente trabalho, indicam que a população responderia de maneira significativa para a seleção direta para menores tamanhos de umbigo. As correlações genéticas negativas, embora de baixa magnitude, entre as características de umbigo e peso na desmama e a inversão ocorrida nas correlações entre essas e o GP345, parecem indicar que a melhor época para a seleção para menores tamanhos de umbigo seja ao sobreano. A correlação genética entre as características umbigo em machos e umbigo em fêmeas de 0,80 já é bastante significativa, porém devido à subjetividade da metodologia, e as grandes diferenças morfológicas existentes entre as características mais estudos devem ser conduzidos. A seleção para menores tamanhos de umbigo parece não interferir de maneira significativa no desempenho ponderal dos animais. Referências bibliográficas ALENCAR, M. M. Estudo da interação touro x época de nascimento em um rebanho Canchim. Rev. Bras. Zootec., v.14, p.224-34’1985. ALENCAR, M.M., CORRÊA, L.A., TULLIO, R.R. Herdabilidade do tamanho do umbigo em fêmeas da raça Canchim. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 31, 1994, Maringá-PR. Anais... Maringá: SBZ, 1994. p.159. BOLDMAN, K. G., L. A. KRIESE, L. D. VAN VLECK, et al. 1995. A manual for use of MTDFREML. A set of programs to obtain estimates of variance and covariance. ARS-USDA, Clay Center, NE, USA. 113 p. CARDOSO, F.F., CARDELINO, R.A., CAMPOS, L.T. Utilização de um escore de avaliação visual para seleção do tamanho do umbigo em bovinos da raça Santa Gertrudis. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE MELHORAMENTO ANIMAL, 2, 1998, Uberaba. Anais... Uberaba: SBMA, 1998. p.385-6. ELER, J. P., LÔBO, R. B., ROSA, A N. Influência de fatores genéticos e de meio em peso de bovinos da raça Nelore criados no Estado de São Paulo. Ver. Soc. Bras. Zoot., Viçosa, v.18, n.2, p.103-11, 1989.
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